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Virgilio (25/10)
Uillian (25/10)
Não costumo fazer comentários, mas me senti motivado em lhe parabenizar...
mabel (25/10)
Que maravilha!!!!!!Estou morrendo de vontade de fazer um passeio assim......
cristina (25/10)
Rodrigo você tem todas as razões do mundo pelos seus comentarios, Belor...
Oscar | MauOscar.com (24/10)
Eu sei bem o frio na barriga que vocês passaram.. Com exceção da últi...
Caverna Lambari, no PETAR
Da Água Suja seguimos para a mais conhecida e visitada caverna da região, a Santana, que dá nome a este núcleo do parque. Na última vez que estive aqui, era uma fila só. Os caminhos dentro da Santana são todos demarcados. Há escadas, pontes, muros de pedra. Os grupos de turistas entram e saem pelo mesmo caminho. Muitas vezes, os congestionamentos são inevitáveis. E toda a aura da caverna se perde no meio desses problemas tão mundanos. Isso sem contar o som de dezenas de conversas, amplificadas pelo eco nas paredes, que abafam qualquer som natural ou, mais ainda, aquele silêncio profundo tão característico de uma caverna.
Formação dentro da caverna Santana, no PETAR
Mas desta vez, plena sexta-feira, só éramos nós nessa linda caverna. Dos seus quase 7 km de galerias e túneis conhecidos, um décimo disso está aberto à visitação. É o suficiente para vermos diversos tipos de espeleotemas, dos mais clássicos, como estalactites e estalagmites até os mais belos ou raros, como acortinados e ninhos de pérola. Ao longo do circuito, o simpático Edson vai nos ilustrando sobre a geologia, biologia e mineralogia do local. Vai nos mostrando formas que ganharam nomes, como o bolo da noiva ou a pata do elefante, contando causos antigos, um pouco da história do local. Estamos sempre perto de um rio, mas aqui não é preciso se molhar. As pontes e escadas estão em locais estratégicos. Lá dentro da caverna, fazemos o tradicional apagão de luzes, para curtir aquele mundo estranho apenas através dos outros sentidos que não a visão. É sempre uma experiência de solidão, mas também de sentidos bem aguçados, a audição perto da perfeição. Lá longe, o som da água correndo por entre as pedras e, fora isso, um silêncio ensurdecedor.
Formação dentro da caverna Santana, no PETAR
Um pouco mais de uma hora após termos entrado, saio com a sensação de, agora sim, ter conhecido essa maravilhosa caverna. Ou, pelo menos, a parte aberta ao público. Vale muuuuito à pena!
Deixamos apressados o Núcleo Santana em direção ao Núcleo Ouro Grosso, a vinte minutos de carro. No caminho, vamos devorando nosso lanche, para não perder mais tempo. Vamos em direção a caverna Lambari, prontos para nos encharcarmos novamente. A entrada é através de um enorme desabamento, para dentro de uma galeria gigantesca. É difícil acreditar no que os olhos vêem: uma verdadeira montanha suspensa sobre nossas cabeças, cinquenta metros acima de nós. Após chegarmos ao fundo do desabamento, seguimos pelo rio através de uma galeria cavada ao longo de milênios. Quase não há espeleotemas por aqui, já que a água do rio os leva, no período de cheias. A graça aqui está em explorar esse caminho pluvial por dentro da montanha. Cada vez mais fundo, a água chegando até o pescoço, num túnel com poucos metros de altura e de largura. Se a água não fosse limpa, a sensação seria a de estar explorando os esgotos subterrâneos de uma grande cidade. Ao final, do lado de lá da montanha, uma pequena saída, nada suntuosa. Quase um buraco no meio da mata. Realmente, a entrada é muito mais digna! E é por lá que saímos, após fazer o caminho de volta. A pequena saída está numa propriedade particular e temos de voltar pelo parque.
Enfrentando a água fria da caverna Lambari, no PETAR
No caminho até a Fiona cruzamos uma bela e assustada jararaca. Por isso é sempre bom caminhar fazendo barulho. Dá tempo dos bichos nos ouvirem e saírem do nosso caminho. Eles não gostam muito da gente não. Sorte nossa.
Fiona vencendo um obstáculo, na volta da caverna Lambari, no PETAR
Chegamos ainda molhados na pousada. São 17:20 e desistimos do bóia-cross. Assim, escapamos do escuro que chegou vinte minutos mais tarde, junto com uma tempestade de verão em pleno Outono. Ao invés disso, ganhamos um jantar caseiro e um chuveiro quentinho. Bela troca e belo fim para um dia tão intenso. Amanhã tem mais!
Fiona na volta da caverna Lambari, no PETAR
Visitando as ruínas mayas de Copán, em Honduras
Finalmente, depois de tantas ruínas mayas espalhadas por El Salvador, México, Belize e Guatemala, chegava a hora de conhecer a última delas no nosso roteiro centro-americano: Copán, em Honduras. Confesso que já estava meio enfadado de tantos templos e pirâmides no meio da selva e não esperava muito de Copán. Estava indo para lá mais pela obrigação de não deixar para trás um dos pontos turísticos mais conhecidos do país. Além disso, depois de conversar com algumas pessoas que já haviam estado por aqui, a impressão era de que, depois de Tikal, Caracol ou Palenque, seria difícil me impressionar com alguma outra coisa maya.
Admirado com as estelas e esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Conjunto de hieroglifos mayas em estela no sítio arqueológico de Copán, em Honduras
Pois é... nada como estar completamente errado nas expectativas. Copán foi uma das maiores surpresas que tivemos nesses últimos tempos, o sítio maya que, de longe, tem as esculturas mais bem elaboradas dessa civilização, além de uma quantidade enorme de hieróglifos em seus monumentos, estelas e templos. Com toda essa riqueza de dados e informações, a história de Copán é uma das mais bem estudadas dentre as antigas cidades mayas.
Ruínas mayas de Copán, em Honduras
Escultura decorativa do campo de juego de pelotas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Nós chegamos aqui no meio da tarde de ontem e, antes mesmo de irmos à cidade buscar algum hotel, resolvemos explorar as ruínas. Ainda havia tempo hábil para isso e deixamos a manhã de hoje para conhecer o Museu de Esculturas, com várias das peças encontradas durante as escavações e trabalhos arqueológicos. A cidade ao lado do sítio arqueológico tem o sugestivo nome de “Copán Ruinas” e é uma das mais charmosas do país, cheia de restaurantes e pousadas atraentes. Se estivéssemos no México, certamente ela seria um dos “Pueblos Magicos”.
Araras coloridas voam entre turistas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Arara e esquilo dividem o mesmo puleiro nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
As primeiras surpresas agradáveis foram ainda antes de entrar no sítio. Quase não havia turistas, que costumam visitar a cidade pela manhã, e guias e vendedores ambulantes não nos assediam por aqui, esperando que nós os abordemos. Soma-se a isso a sombra das frondosas árvores da entrada e tínhamos um clima bucólico e tranquilo, apenas o barulho dos pássaros ao longe. Por falar em pássaros, as araras vermelhas e multicoloridas foram muito comuns por aqui na época dos mayas e, depois de passar por perigo de extinção nas últimas décadas, estão sendo reintroduzidas no local. Com isso, é bem comum ouvi-las e vê-las voando por perto. Parecem arco-íris ambulantes, saídas de algum anúncio da Suvinil. Não é difícil entender porque faziam parte do panteão maya.
Diversas estelas e esculturas em grande praça nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
O maio dos juegos de pelota nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Depois de caminhar por uma longa alameda cercados por essas araras, chegamos diretamente á grande praça do sítio arqueológico, cercada por templos e palácios e preenchida por incríveis estelas e esculturas. “Estelas” são blocos de pedra marcados por hieróglifos com datas e relatos de eventos importantes, como batalhas, coroações de monarcas, nascimento e morte de grandes reis. São uma fonte inesgotável de informações para os historiadores de hoje. Em Copán, são dezenas de estelas, o mais rico acervo do mundo maya, com a história dos dezoito monarcas da dinastia que comandou Copán durante seus tempos de glória, entre os séculos V e IX da nossa era.
Representação realista de uma cerimônia maya em Copán, em Honduras
Árvores crescem sobre as ruínas mayas de Copán, em Honduras
Copán estava localizada no extremo sul do mundo maya, um polo irradiador da cultura na fronteira da civilização. A ocupação do local já vem do primeiro milênio antes de Cristo, mas foi a chegada de um nobre do norte, provavelmente de Tikal, que deu origem a umas das mais bem sucedidas dinastias mayas. K’inich Yax K’uk’ Mo’ começou a reinar em 426 d.C. e ele e seus descendentes jamais esqueceram suas origens, mantendo sempre firme sua aliança com Tikal. Mas, ao longo do tempo, Copán foi ganhando luz própria, tendo sua própria área de influência, seu estilo arquitetônico e as mais avançadas técnicas na arte da escultura.
Pose de rainha maya nas ruínas de Copán, em Honduras
As incríveis estelas e esculturas mayas nas ruínas de Copán, em Honduras
Templos foram sendo erigidos e a população foi crescendo ao longo do tempo, chegando a superar os 20 mil habitantes. A eterna aliança com Tikal representava também uma permanente inimizade com Calakmul, que disputava com a primeira o título de mais poderosa cidade maya. Com isso, Calakmul tratou de armar cidades próximas à Copán, para lhe fazer concorrência. Uma delas, Quirigua, uma antiga cidade vassala, se sublevou em 738 d.C., capturando o grande rei 18 Rabbit de Copán que, seguindo o costume da época, foi sacrificado na cidade vizinha, no mais duro golpe sofrido por Copán na sua história. Mas ela se recuperaria, com novos monarcas e, menos de 20 anos mais tarde, novos templos já estavam sendo erigidos novamente. O fim veio, assim como em outras cidades do Período Clássico, em meados do século IX, quando a escassez de alimentos e a superpopulação formaram uma mistura explosiva que destruiu monarquias, nobreza e enviou a população de volta ao campo e às matas.
Algumas esculturas ainda mantêm parte da cor avermelhada original nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Escultura maya nas ruínas de Copán, em Honduras
A Copán abandonada passou a ser reocupada pela floresta e destruída pelo rio que mudava seu curso, até que, no séc XIX, foi redescoberta por exploradores e estudiosos. O curso do rio foi alterado artificialmente para que cessasse a destruição, enquanto a mata foi cortada e templos reparados. Escavações vem sendo feitas desde então, revelando incríveis segredos arqueológicos, como templos mais antigos escondidos sobre templos mais novos. Um desses, o templo de Rosalila, ainda com as cores originais, foi descoberto sob uma enorme pirâmide e uma réplica sua construída no Museu de Esculturas. Poder observar esse templo com sua cor vermelho-viva nos ajuda a imaginar como eram as cidades naquele tempo, cheio de cores que hoje, já quase não se vê. De uma hora para outra, o “nosso mundo maya” ficou muito mais colorido. E real! Graças à Copán!
A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Ontem, nós percorremos as ruínas, seus palácios, templos, pirâmides e juegos de pelota. Duas coisas se sobressaem: as esculturas e a famosa “escalinata hieroglifa”. Essa última é o maior painel de hieróglifos da civilização maya, uma escadaria com cerca de 30 degraus completamente coberta de hieróglifos que contam toda a história da cidade e de seus governantes. Há pouco mais de uma década, a escadaria foi coberta por um enorme toldo, para protegê-la da chuva e do sol, que vinham danificando-a. Além disso, já há um bom tempo, não se pode caminhar sobre ela. O que podemos fazer é ficar ali, de frente, na sombra, venerando aquele verdadeiro tesouro, imaginando quanta coisa aqueles degraus já viram, certamente muito mais do que está escrito ali. Impossível não viajar no tempo e dar asas á imaginação, tentando ver aquele mundo diferente de 1.500 anos atrás, a escada um caminho entre hoje e essa época perdida.
Placa mostra como seria a escalinata hieroglifa na época de ouro de Copán, em Honduras
A famosa "escalinata hieroglifa", protegida por um grande toldo, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
A outra coisa são as esculturas, muito mais elaboradas que as que tínhamos visto em outras ruínas. São deuses e monarcas representados em pedra, cheio de detalhes e expressões, algumas delas ainda com o resto das cores originais. Um espetáculo! Tão distintas são as esculturas de Copán que foi criado um museu apenas para elas, que vistamos na manhã de hoje. Mas acho que são as esculturas deixadas nos jardins e praças da cidade, ou encrustadas nas paredes de edifícios, no seu lugar original e perto dele, as que mais chamam a atenção, exatamente por parecerem ainda mais verdadeiras, no ambiente para o qual foram desenhadas e esculpidas.
Peças do Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Uma das esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Realmente, foi uma surpresa e tanto para nós. Ainda bem que nos demos ao trabalho de cruzar o país para aqui chegar. Para qualquer pessoa que queira, minimamente, conhecer o mundo maya, uma visita à Copán é obrigatória. Mas, além de obrigatória, é muito prazerosa. Não apenas pelas próprias ruínas e suas inesquecíveis esculturas, mas pela charmosa cidade de Copán Ruínas. Parece uma cidade histórica mineira, ruas de pedra, vida que passa bem devagar, pousadas charmosas e restaurantes saborosos, com mesas nas varandas e vista para a pequena cidade cercada de montanhas. Um colírio para os olhos e para o espírito.
A charmosa cidade de Copán Ruinas, em Honduras
Praça central da cidade de Copán Ruinas, em Honduras
Na pressa que estamos, não tivemos tempo para explorar as outras atrações da região, como rios encachoeirados e fontes de água quente que formam piscinas termais. Tudo a menos de uma hora da cidade, uma excelente base para explorações mais detalhadas. Nós tivemos de seguir em frente, deixar a Honduras mais visitada pelos turistas para trás e tentar conhecer um pouco daquilo que se esconde por trás das atrações mais conhecidas. Nosso próximo destino é a pacata cidade de Gracias, também no meio de montanhas e que já foi, nos seus primórdios, a primeira capital de toda a América Central. No próximo post, um pouco de sua história e também desse simpático país que começamos a conhecer...
Uma das faces da réplica em tamaho natural do Templo Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
A bela Igreja Matriz de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Hoje, depois de tantos dias de praia espalhados pelo litoral de Santa Catarina, resolvemos mudar de foco. Afinal, estávamos do lado de São Francisco do Sul, uma das mais antigas cidades do Brasil, verdadeiro patrimônio histórico do país. A cidade, como já falei no post passado, fica na ilha de mesmo nome. Mas a grande maioria das pessoas que vem para cá, inclusive nós, no passado, nem vai conhecer o centro histórico e fica mesmo só pelas praias da ilha. Pois bem, estava mais do que na hora de sanarmos essa nossa falha de conhecimento!
Mapa da região de Joinville, mostrando também a ilha de São Francisco do Sul e a Baía da Babitonga, no norte de Santa Catarina
São Francisco do Sul, carinhosamente apelidada de São Chico, foi fundada por volta de 1650, a primeira povoação do estado de Santa Catarina. Mas os europeus já frequentavam a ilha e a baía onde foi fundada a cidade muito antes disso. Especula-se que uma expedição francesa passou por aqui em 1504 e levou para a Europa um indígena (filho de um chefe local) que viveu em Paris até os 90 anos de idade! Não que não tenha querido voltar, mas uma carona, naquela época, não era coisa fácil. Enfim, adaptou-se muito bem ao estilo de vida e língua franceses. A história é verdadeira, mas nunca se pode comprovar que ele tenha mesmo saído de São Francisco do Sul.
Centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Ar colonial nas fachadas do centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Quem comprovadamente passou por aqui em 1515 foi o famoso navegante espanhol Juan Dias de Solis. Foi ele que nomeou a ilha com o nome que conhecemos hoje. Quatro décadas mais tarde os espanhóis até tentaram ocupar a ilha, fundando um povoado. Mas a pequena vila não teve vida longa. Após feroz ataque dos índios tupiniquins, os colonizadores abandonaram tudo e fugiram para Assunción, no Paraguai.
Centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Dirigindo peles ruas históricas São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, às margens da baía da Babitonga
Um século mais tarde, por volta de 1650, foi a vez dos portugueses tentarem. Depois de escravizarem ou exterminarem boa parte da população indígena do local, os bandeirantes paulistas não tiveram problemas maiores em fundar a cidade. Nascia São Chico, primeiro subordinada a Paranaguá, mais ao norte, mas ganhando luz própria com o passar do tempo. Basta caminhar pelas ruas de seu centro histórico para perceber que a cidade já teve tempos de glória nos dois séculos seguintes.
Rua do centro de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Placa informativa no centro de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Além do charmoso casario com ares coloniais que se espalha pelas ruas principais, chamam a atenção a Igreja Matriz, com mais de 200 anos de idade, e o Mercado Municipal, construção também centenária. O centro é pequeno e podemos (e devemos!) percorrê-lo a pé. Oportunidades para fotos não faltarão! A cidade está na beira da Baía da Babitonga que, cercada de verde e montanhas ao fundo, compõe bem qualquer fotografia.
Observando a baía da Babitonga, em frente a São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Baía da Babitonga, em frente a São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Outro ponto alto da visita à cidade é o Museu Histórico. Ele faz uma homenagem ao enorme litoral do nosso país, além de suas bacias hidrográficas. Especializou-se na relação dos brasileiros, desde os tempos indígenas, com a água. Aí aprendi que em nenhum outro país do mundo há uma variedade tão grande de embarcações como no Brasil, cada uma adaptada ao clima, condições do local e necessidades de quem as constrói. Para quem gosta desse tipo de coisa, é uma visita imperdível! Além da exposição de barcos, canoas, jangadas e outros tipos de embarcação, a própria construção do museu, em galpões centenários, e sua localização na orla da Babitonga são atrativos extras.
A bela Igreja Matriz de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Foram duas horas de agradável exploração pela cidade, com direito até à lanche no pequeno Mercado. Depois, pé na estrada novamente, mas para uma viagem bem curta. Nosso próximo destino foi a cidade de Joinville, ali do lado, mas já no continente.
O belo cenário do restaurante do Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Santa Catarina é o único estado do Brasil cuja capital, Florianópolis, não é a maior cidade estadual. Essa honra cabe exatamente a Joinville, cidade de colonização alemã e que hoje tem mais de 500 mil habitantes, menor apenas que Porto Alegre e Curitiba em toda a região sul do país.
Fachada do Mercado Municiapal de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
Interior do Mercado Municipal de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina
A cidade (e seu nome!) tem uma origem bem interessante. Em 1843, Maria Leopoldina de Austria, filha de Dom Pedro I e irmã do Imperador Dom Pedro II casou-se com o 3º filho do rei da França naquela época, Luis Filipe. Seu nome, Francisco Fernado de Orleáns, o Príncipe de Joinville. Essa “Joinville” original é uma pequena cidade francesa (hoje tem uns 5 mil habitantes) no nordeste do país. Como dote de casamento, além de joias e dinheiro, a princesa levou consigo uma considerável porção de terra onde hoje se localiza a cidade de Joinville, no nordeste de Santa Catarina. Durante as negociações pré-nupciais, os franceses pediram que as terras do dote fossem próximas à Guiana Francesa, mas os brasileiros acharam por bem não misturar as coisas e escolheram terras no lado oposto do país, a mais de 4 mil quilômetros de Caiena.
A Ana descansa e divaga na orla de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, às margens da Baía da Babitonga
Influência alemã no pórtico de entrada da cidade de Joinville, no norte de Santa Catarina (foto da Internet)
O casal real não teve chance de conhecer sua propriedade, pois moravam na Europa e, cinco anos após o casamento, o pai do Príncipe de Joinville foi derrubado na França por uma revolução. O príncipe e a princesa acabaram se refugiando na Inglaterra e, após alguns anos, sem a benevolência do dinheiro estatal, acabaram falindo. Então, para ajudar a pagar suas contas, venderam aquela propriedade distante que possuíam lá no sul do Brasil para um rico magnata alemão, o senador Christian Mathias Schroeder. Este estava organizando pequenas colônias alemãs no Brasil, mandando famílias de imigrantes para cá. Para homenagear o antigo proprietário da terra, o alemão resolveu batizá-la de Joinville. Nasceu pequena e alemã, mas algumas décadas mais tarde, passou por um intenso processo de industrialização que lhe rendeu o apelido de “Manchester brasileira”, em referência à principal metrópole industrial da Inglaterra e do mundo naquele final de século XIX.
Vista aérea de Joinville, a maior cidade do estado de Santa Catarina (foto da Internet)
Joinville, no norte de Santa Catarina, é sede do principal festival de dança do país (foto da Internet)
Hoje, a simpática Joinville ganhou fama também por seu Festival Internacional de Dança, o mais importante da América Latina. Talvez por isso, aqui está instalada a única filial do prestigioso Ballet Bolshoi na América. Eu já tive chance de estar na cidade durante a realização do festival e é realmente um show, dezenas de espetáculos com dançarinos de todo o mundo e a noite fervendo na cidade.
Encontro com o Luís Felipe, primo da Ana, em Joinville, norte de Santa Catarina
Encontro com a Vitoria, prima da Ana, em Joinville, norte de Santa Catarina
Mas não estamos na época certa. Então, não foi isso que nos atraiu à grande metrópole catarinense. Viemos para visitar a tia Wal, aquela do apartamento de Bombinhas, e seus dois filhos, primos da Ana, o Luís Felipe (como aquele rei da França derrubado em 1848 e pai do Príncipe de Joinville) e a Vitoria. Fomos muito bem recebidos e passamos a noite por aqui, a nossa última em Santa Catarina. De noite, um grande encontro de amigos do Luis Felipe na casa, todos fãs de narguilé, aquele aparelho de origem árabe para fumar. Uma delícia! Passamos horas ali, testando e experimentando novos sabores e essências. Depois, até fizemos uma pequena apresentação de fotos dos 1000dias para os presentes, quem sabe a primeira de muitas!. E foi assim, com esse calor humano, que fechamos nossa temporada nesse estado. Agora, só falta mesmo alguns dias no Paraná para retornarmos, de vez, para Curitiba. O frio na barriga só vai aumentando...
Slide da apresentação da viagem dos 1000dias que fizemos na casa da tia Wal, em Joinville, norte de Santa Catarina
A orla do Rio da Prata em Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Eu já havia estado no Uruguai e em Montevideo duas vezes antes dos 1000dias. Da primeira vez, num distante 1992, pouco me lembro. Voltávamos de um longo tour por Argentina e Chile e a passagem por aqui foi bem rápida. Era época de Carnaval (evento importante aqui em Montevideo! Tem até um Museu do Carnaval na cidade) e tenho memórias difusas dos desfiles em uma das largas avenidas do centro da cidade. A segunda vez foi bem mais recente, em 2005, um ano antes de conhecer a Ana. Dessa viagem, duas fortes recordações: a delícia de se comer no Mercado del Puerto, programa que fizemos ontem, e o prazer de se caminhar nas ruas arborizadas e na praia de Pocitos, um dos bairros mais tradicionais da capital uruguaia. Por isso, desde que começamos a planejar nossa passagem por este país, sempre tive claro que gostaria de me hospedar naquela vizinhança.
Uma das muitas ruas arborizadas do bairro de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
ARquitetura típica do bairro de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
De qualquer maneira, as indicações que tínhamos antes de chegar a Montevideo eram de hotéis no centro e na região de Carrasco. Nós tentamos, mas achamos o centro muito escuro e desolado de noite e Carrasco, além de longe do centro da cidade, um bairro que carecia da alma que há em Pocitos. O problema que não somos apenas nós que gostamos do bairro e seus hotéis estavam todos lotados ou demasiado caros. Até que a Ana, insistente, achou um tesouro escondido, um smart-hotel recém aberto em Punta Carretas, bairro ao lado de Pocitos. Estávamos salvos! Fizemos a reserva por três noites e estávamos a poucos metros da nossa vizinhança predileta na cidade. Aí, foi só ir pegar os pais no aeroporto e voltar para cá, para nos instalar propriamente e darmos o primeiro passeio no bairro e na cidade.
Caminhando pelas ruas de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Quitanda nas ruas de Pocitos, bairro de Montevideo, no Uruguai
A região de Pocitos começou a se desenvolver na segunda metade do séc. XIX. As antigas lavadeiras aproveitavam um pequeno riacho que desembocava no Rio da Plata naquela praia de areias limpas para lavar roupa. Com as mãos, cavavam pequenas piscinas, ou poços, na areia da praia, para fazer seu trabalho. Eram os “pocitos”, que deram primeiro o nome à praia e, mais tarde, à toda a vizinhança.
Um dos muitos bares nas ruas de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Um dos muitos bares nas esquinas de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Desde então, o bairro não parou mais de se desenvolver. A primeira ocupação foi de grandes casas e um enorme e icônico hotel, destruído por uma violenta tempestade em 1923. Muito antes disso, em 1906, o primeiro bonde elétrico da cidade foi inaugurado, ligando justamente o centro à rica vizinhança de Pocitos. Aos poucos, a classe mais alta cidade migrou para outros bairros ainda mais distantes, como Carrasco, e as antigas casas começaram a ser substituídas por prédios de 10 a 15 andares que hoje são a marca registrada da vizinhança.
A praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
A bandeira uruguaia tremula em mastro na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Nas últimas décadas, chegaram os restaurantes, bares e comércio em geral. Pocitos virou um bairro autossuficiente, com bancos, escolas, shoppings e serviços em geral. Quem mora por aqui dificilmente tem de sair do bairro, quase tudo o que precisa ao alcance de alguns poucos quarteirões de caminhada. Hoje ele é o bairro mais densamente populado da capital, com cerca de 70 mil habitantes.
Pausa para descanso durante caminhada na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Meu pai observa a praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Com exceção das principais avenidas, as ruas são todas muito tranquilas e arborizadas, predominantemente residenciais. Caminhar sob as árvores é uma delícia e, quase a cada esquina, um bar ou restaurante nos convida a entrar e experimentar. Pelas árvores e pela altura e estilo dos prédios, a sensação é a de estarmos naquelas ruas de trás de Leblon e Ipanema, no Rio. Com um trânsito muito mais leve, claro! Mas com a mesma disponibilidade de comércio.
Com os pais, na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Caminhando com o pai na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Fim de tarde na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
O ponto alto do bairro, assim como nos primos cariocas, sem dúvida, é a praia. Por aqui passa o imponente Rio da Plata que, de tão largo, mais parece um mar. Com onda e tudo! Na verdade, a foz do rio é tão aberta e está tão próxima que água doce e água salgada já se misturam e já há até efeito de marés, tanto na salinidade como na altura do rio. Mas a cor meio barrenta não deixa dúvidas: ainda estamos no Rio da Plata. Portanto, por mais parecido que possa ser com aqueles bairros do Rio, a cor do “mar” nunca vai ser bela como o mar carioca.
O famoso letreiro de Montevideo, no Uruguai, na praia de Pocitos
1000dias e os pais do Rodrigo em Pocitos, bairro de Montevideo, no Uruguai
Esquecendo isso (se é que é possível!), não há outros “defeitos”. O calçadão é muito agradável de se caminhar, assim como a areia da praia. Os prédios da orla, com seu visual dos anos 60, são um colírio para os olhos de quem viveu ou se lembra dessa época no Brasil. A praia é tranquila durante o dia e se enche no final da tarde, todo mundo tentando aproveitar as últimas luzes do dia. No final de semana, vem muita gente de outros bairros para cá e encontrar um espaço na areia já fica mais complicado, especialmente nos dias ensolarados de verão.
Fim de tarde na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Fim de tarde na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
No dia 12, quando meus pais chegaram, viemos diretamente para o hotel nos instalar e, em seguida, pé na rua para nossas primeiras explorações. Paramos para almoçar em um restaurante gostoso e fomos fazer a digestão caminhando na praia. Não fazia sol e só nos animamos a molhar os pés nas águas do Rio da Plata. Mas caminhamos por toda a orla e chegamos até um dos símbolos da cidade, um enorme letreiro nos jardins de uma praça na ponta da praia onde se lê “Montevideo”. Provavelmente um dos lugares mais fotografados por turistas, o nome da cidade em letras garrafais com a icônica orla de Pocitos ao fundo.
Registro do registro, na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Com a mãe, na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
De noite, um delicioso jantar no restaurante Mama Nostra, com direito a vinho tannat para celebrar o início de nossa aventura conjunta pelo Uruguai. O dia seguinte, ontem, dia 13, foi a vez de irmos explorar a Ciudad Vieja (post anterior), mas a jornada terminou com mais um delicioso jantar em um dos inúmeros restaurantes de Pocitos. Dessa vez, foi um risoto no charmoso Almacém La Girardita, mais vinho para acompanhar.
Em dia de sol, de volta ao letreiro de Montevideo, no Uruguai, na praia de Pocitos
Em dia de sol, de volta ao letreiro de Montevideo, no Uruguai, na praia de Pocitos
Hoje, nosso último dia na capital, aproveitamos o tempo ensolarado para, novamente, passear por Pocitos. Até ao shopping nós fomos, comprar biquínis e uma bermuda para mim. O almoço foi no chique restaurante Ricci, mas o ponto alto do dia foi mesmo nossa volta à praia. Com a ajuda do sol, tudo fica mais bonito, até as águas marrons do Rio da Plata.
O joca, a Ixa, o Rodrigo e a Ana na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Dia de sol na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Dia de sol na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Mais uma vez, caminhamos até o letreiro na ponta da praia. Tínhamos de aproveitar o céu azul para tirar mais fotos desse cartão postal. No caminho, paramos para assistir a uma etapa do torneio sul-americano de vôlei de praia, realizado aqui, nas areias de Pocitos. Beldades de vários países davam seu show de habilidades e forma física na praia, incluindo as duplas brasileiras. O cenário, que já era belo, ficou ainda mais bonito!
Campeonato de volei de praia em Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Dupla brasileira de volei de praia feminino se aquece para campeonato em Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Vendo todo aquele esporte, nós nos inspiramos. Fui dar uma corrida na praia e, na volta, acompanhado pelo pai, fomos enfrentar as águas e ondas do Rio da Plata. É sempre meio estranho entrar em um lugar com ondas, mas que a água não é propriamente salgada. Como já disse, ela é meio salobra por aqui. Nosso corpo parece não entender a aparente contradição. Enfim, um mergulho delicioso, um banho num dos maiores rios do continente, uma obrigação para quem quer viajar, conhecer e vivenciar toda a América. Quem mais gostou do mergulho foi meu pai, que entrou comigo e lá ficou, saindo mais tarde com a nora querida.
O Rodrigo e seu pai enfrentam as águas do Rio da Prata na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
O Rodrigo e seu pai enfrentam as águas do Rio da Prata na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Com o fim da tarde, voltamos para o hotel. De noite, claro, mais um jantar na vizinhança. Foi a nossa despedida de Pocitos, dia dos namorados aqui no Uruguai, restaurantes cheios. Mas nós encontramos um bom lugar no Las Terrazas e fizemos muitos brindes com o tannat. Um brinde á viagem, outro aos viajantes, mais um aos namorados. Um brinde ao país, outro à cidade, mais um à vizinhança. Amanhã pegamos estrada, de volta para Colonia del Sacramento. Quer dizer, de volta para nós, pois para mês viajados pais, será a primeira vez. Duas noites por lá e retomamos nosso circuito no sentido anti-horário, rumo às serras e praias do país. Praias de mar, agora.
Um banho no Rio da Prata na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
A Ana e o Joca voltam de um mergulho no Rio da Prata, na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Deixaremos a capital para trás, mas Pocitos ficará na memória. Se algum dia eu vir morar em Montevideo, não tenho dúvidas de onde vou procurar um apartamento. Como bom mineiro, adoro o Rio de Janeiro. Como bom mineiro, adoro Pocitos!
Jantando um delicioso risoto no restaurante La Girardita, em Pocitos, bairro de Montevideo, no Uruguai
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Os espanhóis conquistaram as Américas com três poderosos e eficientes exércitos. O primeiro eram os soldados propriamente ditos, “los conquistadores”. Com um punhado de soldados e alguns cavalos, mas com muita astúcia, Cortez e Pizarro derrotaram poderosos impérios que comandavam milhões de pessoas, os astecas e os incas, respectivamente. Outros povos menos conhecidos tiveram a mesma sorte (ou azar!) nas mãos e espadas dos espanhóis.
Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
O segundo exército foram os germes e micróbios trazidos do velho mundo. Uma verdadeira guerra biológica que matou, em menos de um século, mais gente nas américas do que morreram nas duas guerras mundiais do séc XX somadas. Quem realmente conquistou o continente e colocou os antigos habitantes e civilizações da América de joelhos não foram espanhóis, portugueses ou ingleses, mas a varíola.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Por fim, na retaguarda, vinha o exército da cruz, padres, bispos e freis de diversas ordens religiosas que tinham por objetivo catequizar as populações locais, aumentando o rebanho da igreja e os súditos dos reis de Espanha. Traziam a fé católica e a cultura europeia, ajudando a “civilizar” os nativos, ensiná-los a usar roupas, cantar e rezar em latim. Mas, ironias à parte, não só isso, claro. Essas ordens foram alguns dos poucos movimentos a tentar proteger os índios da escravidão, a tentar preservar parte da sua cultura a ajudá-los a se adaptar ao novo modo de vida que lhes era imposto.
As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Entre as ordens mais ativas, estavam jesuítas, franciscanos e dominicanos. Eles estabeleciam as chamadas missões ao longo das fronteiras e linhas de frente das colônias, muitas vezes sendo os primeiros a ter contato com a população nativa. Aprendiam seu idioma, para poder se comunicar melhor, assim como a sua cultura, até para ajudar a descobrir a melhor maneira de chegarem aos seus corações e mentes, para poder catequizá-los. Muitas vezes, eram empreitadas perigosas, e não são poucos os casos de padres que morreram a flechadas ou no caldeirão de alguma tribo antropófaga.
As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Mas, de maneira geral, tiveram bastante sucesso naquilo que pretendiam. O catolicismo “conquistou” o continente, franciscanos e jesuítas os mais eficientes nesse processo. Ao longo de nossa viagem, estivemos em várias dessas missões, que se espalharam da Argentina à California. E chegaram aqui no Texas também, sob a mãos dos franciscanos. O Alamo, onde estivemos ontem, era originalmente uma missão. Mas não a maior delas. Essas, ficavam um pouco mais ao sul, onde estivemos hoje. A mais bela e famosa é a Mision de San Jose, muito bem restaurada. Nossa intenção era passar rapidamente e já seguir para a fronteira, para cruzar para o México ainda hoje. Mas gostamos tanto do que vimos que estendemos o passeio e resolvemos dormir ainda do lado de cá, na cidade de Laredo, ao lado do México, mas ainda nos Estados Unidos. Afinal, diz o bom senso, mais seguro do lado de cá que do lado de lá, principalmente de noite e colado na fronteira. Amanhã cedo, aí sim, entraremos com força total no mundo latino, do qual temos tantas saudades.
Cemitério da Mission San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Na Mision San Jose, acompanhamos um tour gratuito que é dado de hora em hora. Muito joia e elucidativo. Vimos como viviam os índios e frades aqui da Mision, como era o trabalho de catequese e a divisão de tarefas para manter tudo funcionando, população alimentada e vestida. Posso ter minhas críticas para o papel da igreja nesse processo de colonização, mas é impossível não reconhecer também os méritos. Eram eles os grandes e talvez os únicos protetores dos índios num mundo que não mais lhes pertencia. Não é a toa que, lá pelas tantas, jesuítas foram expulsos das colônias espanholas e portuguesas da América. Sem eles, seria mais fácil explorar os indígenas.
A fachada da Mission San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Mas, nem todos os indígenas precisavam da igreja para defendê-los. Muitos, nunca se converteram ou se “civilizaram”. Na verdade, as missões e os índios apaziguados e convertidos eram apena mais uma vítima de seus ataques e pilhagens. Exemplos assim se espalham pelo continente, mas aqui na América do Norte, o melhor exemplo são as tribos do oeste americano e, entre os mais ferozes, Comanches e Apaches.
Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Assim que os espanhóis começaram a colonizar o continente, no início do séc XVI, alguns de seus cavalos fugiram. Aos poucos, esses animais migraram para o norte, chegando às grandes pradarias, ambiente ideal para a espécie. Não demorou muito e já eram enormes manadas correndo livres pelos campos. Imagina o susto das tribos que ali viviam por milênios, sem nunca ter visto um animal parecido e, de repente, lá estão eles. Ao contrário de incas e astecas, que nunca tiveram tempo para se adaptar a esse novo animal e verdadeira máquina de guerra, pois foram conquistados logo no início, Apaches e Comanches tiveram alguns séculos para aprender a viver com cavalos e fazê-los parte de seu modo de vida. Quando a civilização finalmente os alcançou, em finais do século XVIII, já eram exímios cavalheiros.
Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Além disso, através do comércio com os brancos, também tiveram acesso às armas de fogo. Ou seja, dominavam bem duas das principais inovações que ajudaram espanhóis a derrubar de uma só vez as grandes civilizações pré-colombianas. De vítimas, passaram á algozes e os mexicanos eram suas vítimas preferenciais, mesmo antes da independência da Espanha. Por décadas e décadas, combateram em pé de igualdade, pilhagens para cá e expedições punitivas para lá. As missões... estavam no meio do caminho.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Bem, aos poucos, índios catequizados, as missões foram perdendo a importância e sendo desativadas e abandonadas. A de San José, após ser quase totalmente destruída pelo tempo, foi restaurada pelo governo americano, a partir da década de 50. Hoje, são um colírio para os olhos que quem as visita, um lembrete de que, do Paraguay (onde vistamos belíssimas missões jesuítas) ao Texas, foram os espanhóis os donos do pedaço. Quanto aos índios ferozes do norte, resistiram o quanto puderam. Mas acabaram, eles também, por sucumbir à civilização, ao General Custer, ao mais poderoso exército do mundo e ao Rin-Tin-Tin. É a marcha inclemente do progresso e da civilização, seja através da espada, da cruz ou da varíola.
Área central da Mission San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares
Não há canadense da parte leste do país que não conheça a região do Mont-Tremblant. Se não esteve por lá pessoalmente, certamente já ouviu muito falar e tem amigos que frequentam. Mas boa parte dessa fama vem do inverno. Mont-Tremblant, está entre as mais altas montanhas desse lado do país, e é a mais famosa e concorrida estação de esqui nas cercanias das grandes metrópoles de Montreal e Toronto.
Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Só que agora estamos em pleno verão e não há vestígio de neve aqui por perto, nem mesmo no alto das montanhas. Mas o Parc National du Mont Tremblant não vive só do inverno. Ao contrário, atrai milhares de amantes da natureza também no verão. Eles vem atrás de suas trilhas e caminhos por entre as montanhas, seus rios encachoeirados e os grandes lagos que, nessa época do ano, formam praias propícias aos esportes náuticos ou simplesmente a um bom banho.
visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Depois do cansativo e intenso dia de ontem, hoje acordamos meio tarde e viemos para cá com uma certa preguiça. No caminho, grandes hotéis e resorts que ficam lotados no inverno, dezenas de pistas de esqui logo ali atrás, descendo as montanhas da cordilheira Laurentides. Agora no verão, sem a neve, só podemos ver aquelas faixas de terra descendo a encosta por entre as árvores e, ali perto, a fileira de cadeirinhas paradas, esperando a primeira nevasca.
visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
A entrada do parque e os estacionamentos estavam muito mais concorridos que no parque de ontem. É o preço da fama. No Centro de Visitantes, diversos excursionistas, dos 12 ao 60 anos, tratavam de conseguir seus papéis que lhe permitiriam acampar nos diversos campings do parque. Esse tipo de atividade, trekking por trilhas de parques nacionais, é infinitamente mais popular aqui na América do Norte do que no Brasil. São famílias inteiras ou grupos de amigos que vem passar o fim de semana no meio da natureza e usufruir da ótima estrutura dos parques, ao invés de se enfurnar em shoppings, bares ou na frente do computador. Muito legal!
Caminhando no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Para nós, que só tínhamos algumas horas no parque, não era preciso burocracia. O guarda-parque, de forma mais titubeante que a excelente guarda-parque de ontem, nos apontou algumas possibilidades no mapa de trilhas do Mont-Tremblant e para lá fomos nós, no nosso turismo-relâmpago através da exuberante natureza de Quebec.
Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Ao contrário de ontem, hoje deixamos a trilha mais longa para o final e começamos esquentando nossas baterias em trilhas mais curtas. Mas foi só darmos os primeiros passos por entre a floresta e respirar o ar puro das montanhas que a preguiça ficou para trás, substituída pela energia própria de um lugar maravilhoso como esse. Bastou uma rápida olhada no mapa de trilas do parque para perceber que, também aqui, seriam necessárias semanas de explorações. Realmente, não deve ser um lugar chato de se viver, se pudéssemos pular os seis meses de temperaturas polares...
Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
As primeiras duas trilhas foram para ver cachoeiras, ou “Chutes”, como chamam por aqui (já tínhamos aprendido isso em Guadalupe!). Primeiro, a Chute du Diable, no rio de mesmo nome, com águas bem escuras. Eram dezenas de pessoas fazendo a pequena caminhada que chega até um mirante de onde se observa a queda d’água. Ali, não se pode nadar, mas ao longo do caminho ao lado do rio, aí sim, nas diversas piscinas naturais que se formam. Mas nós estávamos mais no pique de andar do que nadar e seguimos para a próxima trilha, Chutes Croches. Menos vistosas que a Chute du Diable, também eram menos concorridas. Na verdade, mais corredeiras do que cachoeiras. O que nos impressionou aqui foi a verdadeira teia de trilhas e caminhos de bicicleta que encontramos. Todas muito bem cuidadas e sempre com alguém a percorrê-las.
A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares
Com tanta gente fazendo exercício, ficamos até mais animados para fazer a Trilha du Corniche, que nos levava para o alto de uma montanha com uma belíssima vista dos arredores, montanhas em frente e o grande Lac Monroe abaixo de nós. Apesar de em menor número, também aqui encontramos outros andarilhos. Entre eles, um casal com seu filho de seis anos, enfrentando os quase 200 metros de desnível do caminho, além da filhinha de apenas um, que seguia na mochila nas costas do pai. Começam cedo, aqui no Canadá!
Mirante em trilha no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Depois das fotos e piquenique lá encima, voltamos para o vale e seguimos para uma das praias do lago. Foi só o tempo de dar uma olhada e não nos animarmos a nadar entre a pequena multidão, para nos decidirmos a seguir viagem. Afinal, ainda queríamos chegar à Ottawa, a capital do país.
A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares
E assim fizemos. Bem no final do dia, já estávamos entrando na periferia da cidade. Ali, paramos no estacionamento de um McDonald’s para aproveitar a internet de graça e, rapidamente, via PriceLine, a Ana encontrou um hotel para nós no centro da cidade, para onde a Fiona e o GPS nos levariam com um pé nas costas. Viva a tecnologia! Meia hora mais tarde e já estávamos confortavelmente instalados na capital do país, prontos para um dia de explorações urbanas amanhã. E assim, de cidade para parque para cidade, vamos conhecendo um pouco do enorme Canadá...
Cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Admirando o oceano na trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Acordamos hoje com aquela vontade de passar mais um dia por ali, apenas curtindo as belezas e o clima do Kalalau. Mas nossa comida já estava no fim, assim como uma intensa programação nos chamava adiante. Para uma próxima vez, certamente planejaremos mais dias por aqui.
Corridinha básica na praia de Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Hoje, o mar estava mais tranquilo em Kalalau Beach, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Barracas desmontadas, tudo nas mochilas, fomos aproveitar uma última vez aquela praia maravilhosa. Corridinha na areia e até um mergulho. O mar já estava bem mais tranquilo hoje. Ainda eram poucos os que entravam, mas eu estava entre os felizardos. Uma delícia!
Início do caminho de volta de Kalalau Beach, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Em seguida, pé na trilha! O dia estava ensolarado hoje. Mais uma boa lembrança para levar daqui. Depois de cruzarmos o primeiro rio, subimos uma enorme ladeira. É onde o suor e o cansaço aparecem pela primeira vez, apenas a primeira das onze milhas a caminhar. Mas a recompensa é, lá do alto, poder admirar a praia pela vez derradeira.
A enorme ladeira no início da trilha de volta do Kalalau, na Na'Pali Coast, na costa norte de Kauai, no Havaí
Despedida da maravilhosa praia de Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Depois, foi seguir pela trilha estreita, serpenteando entre os penhascos nossos velhos conhecidos. Quando já se conhece o caminho, tudo muda de figura. Agora, já sabemos o que esperar depois da próxima curva, depois do próximo morro. Mentalmente, para vencer o calor e o cansaço, imaginamos o próximo ponto conhecido, um mirante ou um riacho, e para lá seguimos, ao mesmo tempo concentrados e curtindo a beleza a nossa volta.
Percorrendo a trilha entre os penhascos da Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
A maravilhosa Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Outra vez, segui na frente. Meu objetivo maior era a metade do caminho. O rio que ali existe prometia alguma surpresa. Na vinda, já do alto, por entre as folhagens, avistei algo que se parecia com uma grande piscina natural. Na pressa que estávamos, não tive tempo de investigar. Tinha deixado para a volta. A volta chegou.
Em meio às encostas da na Na'Pali Coast, onde está Wally? (costa norte do Kauai, no Havaí)
A Ana quase desaparece na grandiosa paisagem ao longo da trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, na costa norte de Kauai, no Havaí
Assim, lá cheguei, deixei a mochila no ponto onde a trilha cruza o rio sobre pedras e segui o curso dele para baixo, cheio de esperanças. Dito e feito! Bastaram dois minutos numa trilha mais rústica e cheguei à tal piscina. De bônus, uma pequena cachoeira e até uma corda pendurada, em formato de cipó. Pronto, tinha achado meu lugar! Segundos depois já estava dentro d’água, o suor da pele sendo substituído pelo frescor da água.
Diversão com um cipó em piscina natural na metade do caminho da trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Pausa para um mergulho na metade do caminho da trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Não demorou muito e chegavam a Ana, o Rafa e a Laura. Minha mochila atravessada na trilha tinha sido a dica para o desvio. Agora, éramos os quatro na água, aproveitando mais esse segredo do Kalalau. Brincadeiras com o cipó e massagem gratuita na cachoeira foram a melhor quebra possível na trilha de 11 milhas.
Um banho merecido e revitalizante na metade do caminho da trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Mergulho com direito à massagem, na metade do caminho da trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Muitas subidas e descidas mais tarde, chegávamos à praia das duas milhas, até onde vão as pessoas que só vem passar o dia. Apesar do mar mais calmo, ninguém no mar. Também, com a placa deixada lá “aconselhando” que ninguém se atreva, fica todo mundo na areia mesmo.
Placa alerta e exagera no intuito de evitar que turistas incautos entrem no mar da Na'Pali Coast, na costa norte de Kauai, no Havaí
Por fim, esses últimos três quilômetros. Na vinda, pareceram mais fáceis. Agora, com outras nove milhas nas costas, a mochila parecia muito mais pesada e as subidas muito mais íngremes. Ilusão ótica? Vai saber... Só sei que foi dureza!
Chegando à praia das duas milhas, na trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Cheguei, encontrei amigos feitos no dia anterior, pedi que olhassem minha mochila e dei aquela corrida gostosa para soltar os músculos. Um quilômetro até o carro e depois, ar condicionado à toda força, de volta para a cabeceira da trilha, onde os companheiros estavam por chegar.
Fim (ou início) da trilha do Kalalau, de volta à civilização, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Ainda tivemos tempo para um delicioso banho de chuveiro, ali mesmo. Como todo parque americano, um show de infraestrutura e essa inclui até chuveiros. Estão ali para atender o pessoal que pega praia ali mesmo. A Ana ainda foi até lá, para tomar um banho de água salgada antes da água doce. Começava a escurecer, os músculos doíam e o Kalalau tinha mesmo ficado para trás. Não no espírito! Mas nossos corpos, esses precisavam e queriam voltar para casa, para uma cama, para um lençol limpo e cheiroso.
Fim de tarde glorioso na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Final de trilha: Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ
Hoje partimos o grupo todo para um programa em Mauá. As premissas eram que deveríamos caminhar um pouco (pero no mucho, por causa da Bebel), ver e nadar em alguma cachoeira e voltar a tempo para ver o jogo do Brasil.
Cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Após alguma pesquisa decidimos pelo Vale do Alcantilado. A região de Visconde de Mauá é formada por vários vales, todos com casinhas charmosas, restaurantes gostosos, cachoeiras e trilhas. Poderíamos passar aqui uma semana e fazer um passeio diferente por dia. E de noite, em Maringá, ficar experimentando as diversas opções de restaurantes para jantar: fondue, pizza, truta, picanha, comida mineira, enfim, comida para todos os gostos.
Haroldo em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Buenas, entre vales como o das Flores, o do Pavão, Sto. Antônio, etc, acabamos ficando com o Alcantilado. Lá chegando, todos na Fiona, fomos fazer a trilha do vale que passa por nove cachoeiras. Hora e pouco para ir, hora e pouco para voltar, incluindo o tempo para um banho gelado.
Carregando a Bebel trilha acima no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Com algum trabalho de persuasão levamos a bebel até lá encima, na última cachoeira. Justamente a cachoeira do Alcantilado. Viemos todos curiosos sobre a origem do nome, mas ninguém sabia explicar. Vistas todas as cachoeiras, decidimos enfrentar a água fria na quarta, onde havia um poço mais convidativo. Desta vez, foi o Haroldo que não quis entrar. O Pedro, após um certo escândalo, entrou. Eu, Ana e Íris mantivemos a tradição de não deixar de batizar a cachoeira, por supuesto.
Íris experimentando a água em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Pedro mergulhando em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ
Após a trilha lanchamos pastéis e pinhão no restaurante abaixo da trilha. Lá, finalmente a explicação: "alcantilado" quer dizer "escarpado", e se refere a cachoeira mais alta que é bem mais escarpada mesmo.
Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ
Depois, voltamos para torcer juntos pelo Brasil. Findo o jogo (Brasil 3x1 Costa do Marfim) o Haroldo se mandou para S. Paulo, Pedro e família para o Rio e eu e a Ana para a banheira de hidromassagem. Gostosa como sempre, mas parecendo meio vazia, com a ausência dos companheiros do fim de semana. Bom, tem sido sempre assim, vamos conhecendo ou encontrando pessoas para logo depois nos separarmos. Sempre na esperança de revê-los em breve.
Assistindo ao jogo Brasil x Costa do Marfim em Mauá - RJ
Parati - RJ, vista de longe
Parati tem um centro histórico delicioso, que pode ser explorado à pé em poucas horas. Tem muitas lojas e restaurantes que precisam de mais tempo para ser conhecidos, afinal só almoçamos e jantamos uma vez por dia. E tem praias e ilhas. Muitas praias e ilhas. Cada uma mais bonita do que a outra. As estradas nos levam a algumas das praias. Outras, além da estrada, requerem uma boa caminhada. Mas as ilhas e muitas das praias, só de barco mesmo.
Passeio de escuna em Parati - RJ
Como a Fiona não sabe nadar, resolvemos hoje fazer um passeio de escuna. Nos finais de semana, esses passeios são mais concorridos. as vezes, 60-70 pessoas na mesma escuna. E várias escunas na mesma praia ou ilha. Mas, para os mais vagabundos, passeando em plena semana de trabalho, fica tudo mais fácil.
Passeio de escuna em Parati - RJ
Havia pouco umas doze pessoas na nossa escuna, a maioria gringos. E mal tivemos de dividir nossas atrações com outros barcos. Fomos a duas praias (Vermelha e Saco da Velha), uma ilha (Ilha Comprida) e uma enseada (Lagoa Azul). Todas elas de água bem verde (até a tal da Lagoa Azul, batizada por um daltônico) transparente, as praias com areias bem claras e cercadas pela mais verdejante mata atlântica, o céu azul e muitos peixes rodeando o barco à espera do seu quinhão de pão. Vamos todos bem "patrão" no barco, deitados em nossas almofadas, na sombra ou no sol conforme o gosto, tomando uma cerveja ou caipirinha, conforme o gosto também. A tranquilidade das águas da baía, protegida pela Ilha Grande ao longe, torna o passeio ainda mais relaxante. Para melhorar, só faltava conhecer pessoas interessantes...
Ana entre peixes na Ilha Comprida, em Parati - RJ
Com a Jane no Saco da Velha, em Parati - RJ
Pois é, no passeio, conhecemos a australiana Jane, que atualmente vive na Europa adestrando cavalos, e o irlandes Fergal, que vive do mercado imobiliário em mais de um país. Duas ótimas companhias que tornaram nosso passeio ainda mais gostoso. A gente se deu tão bem que saímos de noite para jantar e ainda convidamos eles para nos acompanharem amanhã na caminhada para a Praia do Sonho.
Saco da Velha, em Parati - RJ
Para completar esse dia incrível, ainda tomamos banho de cachoeira. Mas isso fica para o próximo post, pois já estou até perdendo o fôlego...
Risoto de camarão e moqueca mista, em Parati - RJ
Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Saímos hoje, meio sem pressa, do nosso hotel em Jackson, cidade com ares de cawboy ao sul do parque de Grand Teton. Antes de seguir para o norte, nosso eterno rumo, voltamos para o centro da cidade, para fazer algumas fotos. Das carruagens com cara de séc. XIX, do bar que fomos ontem, um autêntico saloon e dos portais na principal praça da cidade. São feitos inteiramente de chifres de elks. Aliás, os “elks” daqui não devem ser confundidos com os “elks” da Europa, que são os nossos alces. Por aqui, os nossos alces são chamados de “moose”. Já os “elks” daqui são um pouco maiores que as nossas renas (aquelas do Papai Noel). Por falar nisso, as “renas” são chamadas de “caribou” por aqui e de “reindeer” na Europa. Que confusão! Porque não chamam todo mundo de veado e pronto? Demorou um tempo para a gente entender, mas com a ajuda do google, resolvemos. Santo google...
Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)
Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)
Voltando aos portais, eles são feitos de chifres de elks (elks daqui!!!) coletados na natureza por escoteiros, já há várias décadas. Com uma galharia daquele tamanho, não deve ser difícil ficar preso nos galhos das florestas onde vivem e, depois de espernear (a cabeça!) um pouco, deixar os chifres para trás, para serem recolhidos por algum escoteiro mais atento. O resultado disso, podemos ver e admirar nos portais: um verdadeiro emaranhado de chifres que merece ser fotografado!
Nossa última visão da linda cadeia de montanhas Teton, no parque Grand Teton, em Wyoming, nos Estados Unidos
Feito isso, rumo ao Polo Norte, passando por Yellowstone! A estrada corta todo o parque Grand Teton, de sul a norte, e nós não resistimos a parar algumas vezes para fotografar e admirar mais uma vez a majestosa cadeia de montanhas que dá nome ao parque. Não tem jeito, um bom mineiro nunca vai deixar de se impressionar com as montanhas. Serão sempre uma referência em nossas vidas. Não é a toa que, quando não há uma no nosso horizonte, ficamos meio incomodados, às vezes até sem entender o porquê.
Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Grand Teton ficou para trás e, meia hora depois, entrávamos no primeiro Parque Nacional do mundo, o Yellowstone, criado em 1872. Não foi fácil convencer o Congresso americano e o presidente da época, o famoso general Grant, a desistir da ideia de lotear a área do futuro parque. Felizmente, a região não era muito propícia à agricultura. Além disso, uma grande expedição voltou à Washington com fotografias e relatos de uma terra de incríveis belezas. Olhar, hoje em dia, essas fotografias com mais de 140 anos de idade, é até emocionante! Enfim, o bom senso prevaleceu e a área foi declarada Parque Nacional, protegida pelo exército da cobiça de caçadores e grileiros. Estava criado um novo conceito, o da preservação da natureza para o usufruto das pessoas, não só daquela geração, mas também para filhos, netos e daí por diante.
Lewis Falls, nossa primeira cachoeira no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
É difícil imaginar isso hoje, quando esse conceito de preservação está tão bem estabelecido em nossa cultura (embora, muitas vezes, desrespeitado), mas naquela época, quando se matavam milhões de bisões por esporte, ou se derrubavam florestas da noite para o dia para novas plantações e pastos, isso foi uma revolução digna de se tirar o chapéu, até hoje! Parabéns aos americanos, dentre tantas barbaridades cometidas (por eles mesmos) nessa segunda metade de século XIX. Felizmente, a moda pegou e logo outros países estavam criando seus próprios parques, como o Canadá e a Austrália, e o próprio Estados Unidos, criando o parque de Yosemite (ainda chegamos lá...).
Encontro com uma rena no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
É claro que, estando na pátria do capitalismo e das oportunidades, eles não ficaram só na preservação e trataram de fazer dinheiro com isso. Como? Turismo, é claro! Rapidamente, criaram a infraestrutura necessária para receber pessoas com conforto e segurança, principalmente aquelas com dinheiro, mais exigentes, que querem sua boa comida e chuveiro quente ao final do dia, mas são as que mais gastam, gerando recursos para o parque. Estradas foram feitas, até o parque e “pelo” parque, facilitando o acesso às maiores atrações, e uma boa propaganda espalhou país afora as notícias desse lugar mágico. Não demorou muito e Yellowstone passou a ser autossustentável economicamente para sorte das gerações vindouras, pois foi isso que ajudou o parque a durar até hoje. Mais sorte ainda teve a variada fauna do local, que pode sobreviver também. Talvez, tenha sido a criação de Yellowstone que salvou, por meios diretos e indiretos, o bisão da extinção. As manadas, que até o final do séc XVII, contavam com dezenas de milhões de bisões, quando da criação do parque, não passavam de míseros milhares. Ainda hoje, é aqui que se encontram os maiores grupos desses magníficos animais.
O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Mas não foi esse status de último santuário da fauna e nem as paisagens maravilhosas de Yellowstone os responsáveis pelo primeiro desejo de proteger aquela região. Foi outra coisa, que vinhas das entranhas da terra. A enorme quantidade de fontes termais, piscinas coloridas e gêiseres que se espalhavam pela área do parque. Os primeiros relatos sobre esses fenômenos, vindos de caçadores ou exploradores, foram recebidos com ceticismo pela sociedade da época. Puro exagero ou invenção, imaginavam. Foram preciso expedições patrocinadas pelo governo, com pesquisadores e cientistas, para que a as “lendas” fossem aceitas como fato.
Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação", para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação", para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Ainda hoje, é essa a primeira imagem que Yellowstone evoca: um gêiser entrando em erupção. O mais famoso do mundo, conhecido como “Old Faithful”, está lá, atraindo milhares de pessoas diariamente, milhões ao ano, todas com suas máquinas fotográficas para captar aquele momento mágico, que se repete a cada 90 minutos, mostrando a todos que algo está bem vivo sob os nossos pés.
A estranha paisagem de fontes termais ao redor do geiser Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Observando fontes ferventes na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Também era essa a imagem que eu tinha, dentro da minha infinita ignorância. Mas bastaram algumas horas pelo parque, as primeiras de muitas que virão, para perceber que isso é apenas a ponta do iceberg, que Yellowstone tem muito mais a oferecer, muitas vezes até bem mais interessantes que o venerável Old Faithful.
Mais um pequeno geiser entra em erupção na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Há muitos outros geisers na região do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
As estradas no parque formam um grande formam um grade oito e, percorrendo esse oito, chegamos às atrações principais. Nós viemos do sul e, já antes de chegar ao tal “oito”, tivemos a chance de ver algumas das atrações que fazem desse o parque mais famoso do mundo. Belas cachoeiras e grandes animais vagando tranquilamente pelo parque. Aliás, baste ver carros parados na estrada que já sabemos: algum grande bicho anda por ali! Dessa vez, era um bisão caminhando entre a mata e a estrada e, um pouco depois, um elk (ou seria um caribou?), também ao lado da estrada, já acostumado com o acesso dos paparazzi que o cercavam.
Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós tiramos nossas fotos também, assim como fizemos a pequena caminhada até a cachoeira. Mas queríamos mesmo era chegar à região do Old Faithful, no “oito” Essa é a área mais concorrida do parque, com hotéis, restaurantes e um centro de informações. Chegamos um pouco antes da erupção das 16:30 e uma verdadeira plateia estava lá, máquinas, celulares e ipads prontos. Juntamo-nos à torcida e vibramos juntos com a erupção. Estava registrado, para o site 1000dias, aquele momento mágico, que só ocorre 16 vezes ao dia, 365 vezes ao ano. Ironias à parte, é mágico mesmo. A primeira vez, ninguém esquece!
Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Cumprida a obrigação com diversão, passamos à diversão sem obrigação. Longas passarelas nos levam, com segurança, por entre fontes de água fervente, piscinas com cores mágicas, riachos com líquidos tóxicos e gêiseres imprevisíveis. A sensação é de se estar em outro mundo. Ou então, no nosso mundo, mas em outra época, há alguns bilhões de anos atrás.
Painel explicativo sobre a formação e funcionamento dos geisers, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Diversas fontes de água fervente na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
As cores das piscinas são, simplesmente, inacreditáveis. Pena que sejam tão quentes, temperaturas próximas da ebulição (que nessa altitude, é de cerca de 94 graus centígrados), pois a vontade que dá é de um bom mergulho. Azul ou verde transparentes, sempre rodeados de vermelho ou amarelo. As cores vem dos microrganismos que ali vivem, cada um com sua cor característica a adaptado para uma certa temperatura. O resultado, só se pode descrever por fotografias que, nesse caso sim, valem por mil palavras.
Noventa minutos mais tarde, o Old Faithful entra novamente em erupção, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Veículos para transporte de turistas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
A beleza das piscinas se alterna com a excentricidade da lama borbulhante em alguns casos, ou dos gêiseres em outros. Um deles, o Grand Gêiser, é até mais belo que o vizinho Old Faithful, embora menos previsível. Um outro, ali perto, depois de tanto tempo na ativa, até construiu um minivulcão para ele. Muito legal!
Cachoeira de água fervente encontra rio de águas geladas, na área da Prismatic Pool, em Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Tão enfeitiçados que ficamos, caminhando por essa passarela, que perdemos a noção do tempo. Quem nos trouxe à realidade foi a nova erupção do “relógio” Old Faithful, ali perto. Era o lembrete de que 90 minutos já haviam se passado desde que tínhamos nos perdido naquele mundo mágico. Tempo de seguir em frente, então.
as incríveis piscinas de água fervente em Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Primeiro, um almoço tardio ali mesmo. Tem o restaurante dos ricos, muito disputado e caro, e o dos pobres, mais tranquilo. Nem preciso dizer onde comemos, certo? O que não nos impediu de entrar e admirar o lodge chique que fizeram, bem em frente ao Old Faithful. Ali, pode-se saborear um bom whisky enquanto se espera a próxima erupção. Coisa de gente bacana!
Terraços de calcita formados ao lado da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Bem, devidamente alimentados e ainda sem hotel para dormir (quase ficamos no tal lodge. Tinham só para uma noite, por 180 dólares), seguimos para outra atração, que rivaliza em fama com o Old Faithful. É uma enorme piscina colorida conhecida como “Prismatic Pool” ou “Prismatic Spring”. Bem maior do que uma piscina olímpica, constantemente escondida sob o fog que brota dela mesma. As pessoas ficam ali, esperando que o vento leve a neblina embora para poder ter uma rápida visão (e uma rápida fotografia!) daquele espetáculo da natureza.
A colorida e sempre nebulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós tivemos as nossas chances também. Mas amanhã, vamos subir um morro aqui do lado para ver de novo. Lá de cima, conseguimos ver o panorama todo, por cima dos vapores e da fumaça. E com a luz do dia, que começava a faltar hoje. De qualquer maneira, toda a região ao redor da Prismatic Pool é incrível. Enormes terraços de calcita (formados pela água que vaza da piscina) avermelhados formam uma paisagem surreal. Ainda mais quando, logo ali do lado, outras piscinas de águas incrivelmente translúcidas e coloridas atraem, como imã, a nossa atenção.
A colorida e sempre nebulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Para completar, como se a beleza não fosse o bastante, ainda tivemos um incrível pôr-do-sol, desses de cinema, justo quando caminhávamos entre os as piscinas coloridas e sobre os terraços de calcita (sem sair da passarela, claro!)
caminhando pela área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Já no escuro, extasiados de tantas paisagens extraterrestres, ainda pareceu a lua, majestosa, só pela metade. Realmente, foi um dia de tirar o fôlego... Mesmo tendo conhecido só esse pedacinho de Yellowstone, um quarto da metade de baixo do “oito”, já deu para entender porque aqui foi criado o primeiro parque nacional do mundo. E porque são mais de 3 milhões de visitantes por ano. Principalmente nessa época, verão no hemisfério norte.
Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Isso nos fez lembrar que ainda não tínhamos hotel para ficar. Com os lodges do parque totalmente ocupados ou excessivamente caros e com uma preguiça danada de dormir em barraca ou na Fiona, a solução foi seguir para outro estado, Montana.
Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Pode parecer longe, mas nem é. A área de Yellowstone é tão grande que atravessa a fronteira de Wyoming (onde está a maioria do parque) e chega até Montana. Ali, logo depois da entrada oeste do parque, está a cidade de West Yellowstone. Depois de três tentativas, achamos um hotel razoável e nos instalamos. Prontos para voltar para o “oito” amanhã e continuarmos nossas explorações desse lugar especial, sobre a caldeira de um supervulcão (falo disso em outro post) chamado Yellowstone National Park, conhecido mundialmente como a casa do simpático urso Zé Colmeia (e do atrapalhado Catatau também, claro!)
Uma maravilhosa lua crescente nos céus limpos do Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
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