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Blog da Ana - 1000 dias

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Welcome to Arizona!

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


A região de Flagstsaff oferece muitas atividades de aventura e natureza para o pouco tempo que temos. No inverno o Snowbowl é a principal atração, com uma estação de esqui que é o principal playground de toda a região. No verão a estação fecha, mas uma infinidade de trilhas e passeios se abrem para descobrirmos um Arizona mais parecido com os que temos na nossa memória.

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Começamos o dia lá mesmo, na entrada do Snowbowl. Já com pouca neve, a estação de esqui fechou há uma semana. Ainda assim o tempo nos dois últimos dias esfriou e na última noite tivemos neve no alto das montanhas, nos contou um dos funcionários. Eles nos advertiram que a trilha para o Humphreys Peak não estaria muito fácil de ser visualizada e mais difícil de ser acessada depois dos 11 mil pés, mas que conseguiríamos ter uma boa vista.

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Nosso plano não era chegar até o topo, já que este seria um trekking de 8 horas. A trilha completa tem em torno de 4,5 milhas, pouco mais de 7 km. Caminhamos entre pinheiros e árvores imensas, cruzando o tempo todo com pegadas de esquilos, coelhos e raposas. A neve estava fofa em vários trechos da trilha, mas havia também pegadas frescas de pelo menos mais duas pessoas que entraram na trilha mais cedo rumo ao pico.

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Subimos lentamente por aproximadamente 2 milhas, quando as pegadas começaram a ficar desencontradas, a trilha mais difícil de encontrar e a neve muito fofa. Conseguimos ainda ter uma vista bacana da região, lagos e uma floresta verde de coníferas.

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Após nos afundarmos na neve até os joelhos, hora de dar meia volta e regressar em direção ao próximo destino, em direção à cidade de Sedona.

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Existem duas estradas de Flagstaff para Sedona e aqui você definitivamente deve pegar a estrada do Oak Creek Canyon, que talvez seja até mais curta, mas suas curvas a tornam muito mais prazerosa e demorada.

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Afundamos rapidamente no cânion e aos poucos conseguimos enxergar as formações rochosas e avermelhadas dos arredores. Pousadas charmosas na beira do rio e várias opções de campings já mostram que o lugar é famoso entre os americanos para feriados e férias.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Nesta mesma estrada encontramos a entrada do Slide Rock State Park, o trecho mais cênico do Oak Creek Canyon, onde o riacho esculpiu gentilmente as pedras e formou um balneário natural lindo.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Uma antiga plantação de maçãs, hoje o parque estadual conta com uma pequena infra-estrutura de bar, banheiros e área de piquenique. A trilha passa pelas macieiras e segue rio acima.

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Os corajosos entram na água que deve estar perto dos 16°C de temperatura, homens, mulheres e crianças, se esbaldando nas piscininhas e corredeiras do rio enquanto o sol ajudava a esquentar. O parque fecha as 17h, hora de continuarmos em direção à Sedona.

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Se você vai visitar a região e seu foco não for o Snowbowl de Flagstaff (montanhas e estação de esqui), ou mesmo que seja, mas não tenha preguiça de dirigir, sem dúvida alguma Sedona é deve ser a sua base. Uma cidade charmosa para os padrões americanos, com um boulevard agradável de caminhar com várias opções de cafés, restaurantes e curiosidades do mundo místico.

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem


Massagens, terapias alternativas e palestras sobre a kundaline são facilmente encontradas em cartazes da cidade. Algumas pessoas implicam com esse “povo alternativo”, como eu sou filha de uma médica homeopata e um psicólogo transpessoal, eu adoraria passar um tempo por aqui explorando e conhecendo por mais tempo. Normalmente esse “povo alternativo” escolhe uns lugares bem especiais para montar sua base, lugares com uma energia especial. Você não precisa ser muito sensitivo para perceber isso, é só olhar ao redor.

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona, Natureza, Oak Creek Canyon, Slide Rock State Park, Trekking

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Diz aí se você gostou, diz!

Um Dia em Camagüey

Cuba, Camaguey

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba


Camagüey está fora do circuito turístico mais badalado de Cuba. É uma cidade de passagem que muitos conhecem apenas da janela do ônibus a caminho de Santiago. Nós não tínhamos muito tempo, pensamos em apenas passar e seguir direto para Santa Lucia, no litoral de Holguin, porém olhá-la pela janela não parecia justo e decidimos ficar. Cidade colonial, com praças e ruas estreitas e apenas uma pequena parcela do seu centro histórico restaurada, o que lhe confere um ar ainda mais autêntico.

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba


Após uma longa viagem de Trinidad até Camagüey, uma combinação genética e de mudança de hábitos alimentares fez uma enxaqueca terrível atacar ao nosso companheiro de viagem Rafael. Hospedados na casa de Miriam, tínhamos uma bela infra-estrutura à disposição, assim o mestre-cuca decidiu sair às compras para uma sopa de legumes e nós o acompanhamos.

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba


O sistema econômico é um tanto quanto esquisito. Hoje o país possui duas moedas, a Moneda Nacional (25 pesos = 1 CUC) e os CUCs ou Pesos Convertibles (1 CUC = 0,85 USD). Os salários são pagos em Moneda Nacional e um bom salário pago pelo governo gira em torno de 600 pesos, ou seja, em torno de 24 CUCs (aprox. US$ 27,00). Um dólar vale em torno de 10% menos que um CUC, pois existe uma taxa sobre a moeda americana. A dica é viajar para Cuba com euros que não são taxados e 1 Euro vale 1,26 CUCs (cambio variável).

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba


Detalhe, a moneda nacional só pode ser usada para compras de cesta básica, como os itens que estão na cartela de racionamento de comida que inclui 2,5 kg de arroz, 3kg de açúcar, 1kg de peixe, ½ kg de feijão, 28g de café, 270g de sal e 14 ovos. Um frango é incluído a dieta familiar por mês e carne de vaca só uma vez ao ano e olhe lá! No campo fica um pouco mais fácil, pois além da produção de legumes e verduras, a criação de porcos e galinhas é liberada para consumo próprio. Famílias com crianças até 2 anos recebem também quantidades extras de leite. Além desta cesta básica alguns itens como transporte público podem ser pagos em moneda nacional. Qualquer coisa comprada fora dessa lista deve ser paga em CUCs. Aí você se pergunta, quem ganha CUCs? Apenas quem trabalha com turismo. Então, muitas vezes, o porteiro de um hotel ou um motorista de táxi ganha muito mais com seus preços e suas gorjetas do que um médico ou um engenheiro empregado pelo governo.

Rua de Camaguey, em Cuba

Rua de Camaguey, em Cuba


No mercadão de Camagüey vimos na prática como tudo isso funciona, conseguimos comprar legumes e verduras para um balde de sopa por 76 pesos cubanos (MN), o equivalente a 3 CUCs. Para nós isso é muito barato, no Brasil uma compra dessas sairia pelo menos o dobro, ou até mais! Porém para eles, faça as contas... “Tudo subiu de preço, até a cenoura está mais cara”, nos contava a empregada que trabalha na casa de Miriam.

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba


Um início de tarde tranquilo para nos recuperarmos da viagem, dores de estômago e cabeça. Enquanto o Rafa preparava a sopa eu e o Rodrigo decidimos sair para conhecer o centro da cidade enquanto ainda havia luz. Caminhamos da praça central até a Praça San Juan de Diós, onde os padrinhos foram nos encontrar depois. Crianças correndo, um grupo de dança ensaiando a apresentação e alguns poucos turistas alternativos caminhando pelas ruas.

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba


Um dos transportes urbanos preferidos no país é o bicitáxi, cidades planas e motor humano forte, saudável e sem emissão de gás carbônico. Pagamos 1 CUC (ou 20MN) e nos divertimos com o nosso motorista que já esteve em serviço militar pelo exército cubano em Angola. Lá conheceu vários brasileiros, chutou que seríamos de Salvador, achou o nosso sotaque parecido. Quase lá! Rsrs!

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba


Na volta conhecemos um casal curioso que está cruzando América e África em dois anos em uma bike dupla! Ela é chinesa e ele é francês e ambos largaram tudo para realizar este sonho. Tem gente que é maluca! Hahaha! Conversando um pouco mais nos confessaram que o plano deles é flexível, pegam avião para acelerar alguns trechos e só aqui em Cuba ficarão por mais de um mês. Existem mesmo vários estilos de viagem e eu, pouco apaixonada pelo tema, se pudesse faria todos!

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)


Fechamos a noite com uma deliciosa sopa de legumes by Chef Rafael e em uma longa conversa com a Miriam sobre a mais nova febre em Cuba, a novela “Passione”. Essa foi uma das únicas novelas que eu assisti antes de sair do Brasil, é... confesso que nessa eu grudei! Além de ser engraçadíssimo ver os nossos conhecidos Tony Ramos, Fernanda Montenegro, Aracy e seus colegas hablando español, eu e Laura nos divertimos fazendo suspense para a mulherada que quer saber o que vai acontecer. E não pensem que novela em Cuba é só coisa de mulher! Os homens também adoram assistir, acham as tramas inteligentes, os atores convincentes e acima de tudo, as mulheres brasileiras lindíssimas! É o Brasil faz parte do dia a dia dos cubanos mais do que poderíamos imaginar!

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

Cuba, Camaguey, cidade histórica, Revolução Cubana

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Ollantaytambo

Peru, Ollantaytambo

Terraços agrícolas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Terraços agrícolas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Cidade ancestral vivente, Ollanta é um portal para o antigo mundo inca. Como em um túnel do tempo, quanto mais adentramos a cidade, mais voltamos à época em que a cidade abrigava a nobreza inca e acabava de tornar-se o centro do império governado pelo Inca Pachacuti. Tudo aconteceu em meados do século XV, quando o imperador conquistou Ollantaytambo e a reconstruiu com suntuosas edificações de pedra, centros cerimoniais, fortalezas e terraços irrigados cultivados por seus yanakunas, ou escravos, em quéchua.

A bela vista do alto das ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

A bela vista do alto das ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Ollantaytambo ficou marcada na história como o último reduto da resistência Inca à conquista dos espanhóis. Manco Inca, o último governante de Tahuantinsuyu (nome quéchua do Império Inca), obteve sua maior vitória contra os espanhóis em 1536 e conseguiu resistir por um ano entrincheirado em Ollantaytambo antes de buscar refúgio em Vilcabamba, na Amazônia Peruana.

Antigos armazéns incas na montanha em frente à Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Antigos armazéns incas na montanha em frente à Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Pegamos um grande congestionamento de carros e ônibus de turismo na entrada de Ollantaytambo na noite anterior. A cidade turística é porta de entrada para a principal atração do Valle Sagrado de los Incas, Machu Picchu. Passamos pela cidade nova, onde as ruas são mais largas, as casas simples mas já construídas em alvenaria e arquitetura de certa forma “contemporânea”. Aos poucos as ruas vão se estreitando, o calçamento novo se transforma em pedra batida e polida pelas centenas de anos dando caminho à história de uma das mais antigas cidades incas ainda em funcionamento.

A cidade atual e as antigas ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

A cidade atual e as antigas ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Estacionamos a nossa pequena Fiona na Plaza de Armas, tentando fugir da bagunça. Os policiais organizavam o tráfego para tentar desafogar as vias naquela noite de alta temporada turística. Em busca do hostel que havíamos reservado eu desço e sigo diretamente para a delegacia, sem dúvida os policiais poderiam me indicar sua localização. Simpáticos e atentos como de praxe, me dizem que podemos passar con la camioneta hasta la callecita. Aí havia estacionamento, na porta da pousada. Depois de um dia de explorações por Písac, Maras e Moray, eu, Gustavo e Rodrigo não víamos a hora de um banho quente e um bom jantar!

Trilha para os antigos armazéns incas na montanha em frente à Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Trilha para os antigos armazéns incas na montanha em frente à Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Saímos caminhando pelas ruas estreitas e avançamos mais no túnel do tempo. Aqui as casas também estão diferentes. Choupanas de pedra, telhado de palha e pé direito baixo fazem os lugares mais acolhedores e genuínos. A pizza na pedra acompanhada por uma boa música peruana parece fazer a modernidade encaixar perfeitamente ao mundo pitoresco dos vales andino-peruanos.

Chegando ao parque arqueológico de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Chegando ao parque arqueológico de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Depois de uma boa noite de sono, um café da manhã com pão típico, chá de folhas de coca e manteiga, nossa viagem no tempo segue avançando a passos largos. Assim que cruzamos o Rio Patakancha pela estreita ponte de pedestres, se descortina à nossa frente uma autêntica cidade inca ainda viva! Campesinas transitam em suas vestes tradicionais, trançam os longos cabelos de suas filhas para leva-las ao colégio, tecem à porta de suas casas de pedra e preparam comidas típicas das suas janelas. Enquanto umas produzem, outras carregam seus grandes sacos de produtos até a feira artesanal na porta das Ruínas de Ollantaytambo.

Trajes típicos em Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Trajes típicos em Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Venda de tapeçaria em Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Venda de tapeçaria em Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Entramos nas ruínas logo cedo, tentando evitar as filas e grandes excursões, mas escolas e grupos imensos de pessoas já se alinhavam em filas indianas entre andenes, escadas e construções. Seguimos seu ritmo até conseguirmos inverter a ordem da visita e fugir um pouco da multidão que teimava em nos trazer de volta ao mundo atual. As ruínas, mesmo que abandonadas, nos remetem diretamente às épocas áureas de Ollanta. Dezenas de quartos, salas, armazéns, uma grande fortaleza e um trono de pedra com a melhor vista para toda a vila e as montanhas do Vale Sagrado. Dali o Inca podia acompanhar o trabalho de seus escravos, a vida cotidiana de seus campesinos e ainda desfrutar da beleza de seu reino.

Com o Gustavo, nas ruínas incas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Com o Gustavo, nas ruínas incas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


O Gustavo admira o vale em frente às ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

O Gustavo admira o vale em frente às ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Curiosidades de sua estrutura reúnem o Templo del Água, que coroa um imenso sistema de aquedutos com fontes quase mágicas, que ao passar o dedo na faixa de água diminuem o volume de água, como torneiras. A mais conhecida delas chama-se “o banho da princesa”. Quando estive aqui em 2005 pude ainda ver e eu mesma testar a técnica do dedo na fonte. Hoje podemos apenas vê-la de longe, sem dedinhos, sem mágicas.

A fonte sagrada de água, nas ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

A fonte sagrada de água, nas ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Outras edificações interessantes são os armazéns de grãos, que estão nas encostas de Ollantaytambo a uma maior altitude, garantindo mais ventilação e menor temperatura para sua durabilidade.

Chegando às ruínas dos armazéns, a vista para a cidade de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Chegando às ruínas dos armazéns, a vista para a cidade de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Algumas horas explorando o parque arqueológico e logo tivemos que voltar para fazer o nosso check-out da pousada. Eu e Gustavo, mais preguiçosos, nos satisfizemos cuidando das malas e fazendo um lanche com vista para as ruínas, enquanto o Rodrigo, agora apelidado pelo Gustavo de cabrito montanhês, resolveu subir a trilha na segunda montanha de Ollanta para conhecer os impontes armazéns que nos chamam a atenção desde as ruínas principais.

Um saudavel café da manhã em Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Um saudavel café da manhã em Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


O Rodrigo voltou a tempo de tomarmos um chopp antes de nos dirigirmos à estação de trem de Ollantaytambo. Chicha morada, tradicional cerveja inca, seria mais adequada à esta viagem no tempo na mais viva de todas as cidades incas.

Café da manhã com vista para as incríveis ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Café da manhã com vista para as incríveis ruínas de Ollantaytambo, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Peru, Ollantaytambo, Andes, arqueologia, Mundo Andino, Vale Sagrado

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Recôncavo Baiano

Brasil, Bahia, Salvador, Cachoeira/São Felix, Santo Amaro

Senhora observa, de sua janela, a festa que passa pela rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Senhora observa, de sua janela, a festa que passa pela rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


Cachoeira é considerada a jóia do Recôncavo Baiano. Uma cidadezinha histórica fundada no século XVI pelos filhos de Diego Álvares e Catarina do Paraguaçú, que iniciaram a produção de cana de açúcar e tabaco na região. O tabaco do Recôncavo Baiano já foi considerado o melhor do mundo nos idos do século XVIII por especialistas chineses e africanos e até hoje vemos resquícios desta cultura nas fábricas de charuto abertas à visitação.

Fotografando em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA

Fotografando em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA


Infelizmente chegamos em uma segunda-feira de feriado e a maioria das atrações da cidade estavam fechadas, inclusive a máquina da Dannemann, charutaria na cidade de São Félix, sua irmã gêmea que fica do outro lado do rio. Lívia já conhecia bem Cachoeira e fez questão de nos apresentar a especialidade culinária da cidade, a maniçoba. Rodamos bem até encontrar o que descobrimos depois ser o melhor restaurante para experimentar esta iguaria, o restaurante da Pousada Convento.

Átrio do Convento em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Átrio do Convento em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


A maniçoba é um prato parecido com a feijoada, com carne de porco, onde o feijão é substituído pelas folhas da mandioca, com um porém, estas são venenosas. Por este motivo a maniçoba tem um ritual de preparo lento, com 7 lavagens e não sei quantos dias para que perca o veneno e possa ser servido. Para nós leigos, ela parece um molho pesto com carne de porco, lingüiça, paio e carne de porco desfiada, delicioso!

O antigo Convento, hoje pousada, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

O antigo Convento, hoje pousada, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


A companhia de Wil e Lívia foi especial, um casal antenado que trabalha com teatro, música e produção cultural só pode ser muito interessante. Nos divertimos explorando a cidade de Cachoeira, tranqüila, até meio abandonada, mas com um ar cult para turistas alternativos de Salvador.

Na orla do rio Maragoji, em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA

Na orla do rio Maragoji, em São Félix, no Recôncavo Baiano - BA


Entramos na Casa de Damário, espaço cultural em homenagem ao conhecido poeta de Cachoeira e já meio sem esperanças estávamos dando aquela última olhada na cidade para irmos embora. Foi quando cruzamos um animado cortejo pra Nossa Senhora D´Ajuda, padroeira da cidade que está em festa durante toda esta semana.

AS Baianas, em festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

AS Baianas, em festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


Baianas carregando tabuleiros de doces, homens, mulheres e crianças dançavam atrás da bandinha que circulava animando as tranqüilas ruas de Cachoeira. Bela surpresa a nossa, fechamos nossa estada na região com companhias agradabilíssimas e um carnaval de rua com marchinhas de época. Sensacional!

Vestidos em movimento, durante festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Vestidos em movimento, durante festa de rua em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA


Na volta pegamos um trânsito meio pesado do retorno do feriado, pouco mais de uma hora de engarrafamento, mas valeu muito à pena a visita por este lado histórico baiano. A cidade e a região têm um grande potencial para se tornar um circuito histórico como o de Minas Gerais, alguns movimentos já começaram incentivar o turismo, como o Festival de Cinema que deve acontecer lá no ano que vem, já que o curso de cinema da UFBA tem seu campus em Cachoeira. Acredito que em alguns anos teremos um novo Recôncavo, mais movimentado e infelizmente mais preparado para o turismo. Eu ainda prefiro a original, com sua cultura, seu povo e sua simplicidade.

Posando para foto durante festa em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Posando para foto durante festa em Cachoeira, no Recôncavo Baiano - BA

Brasil, Bahia, Salvador, Cachoeira/São Felix, Santo Amaro, cidade histórica, Recôncavo Baiano

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Granville Public Market

Canadá, Vancouver

Para quem acha que as abóboras são todas laranjas (Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá)

Para quem acha que as abóboras são todas laranjas (Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá)


Granville foi o nome da vila hoje conhecida como Vancouver até o ano de 1886. Deste nome restou apenas uma avenida, a principal do centro, que batizou uma ilha, que por sua vez batizou o mercado municipal.

Chegando ao Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Chegando ao Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


A ilha não passava de um pontal de areia no False Creek até 1893, foi apenas em 1915 que a região foi selecionada para se tornar a área industrial da cidade. A área foi aterrada, recebeu uma estrada e uma linha de trem que a ligavam ao continente. O nome “Industrial Island” nunca pegou, sendo carinhosamente apelidada pela população de Granville Island, nome da rua que cruzava sobre ela.

Ponte sobre a ilha de Granville, em Vancouver, no Canadá

Ponte sobre a ilha de Granville, em Vancouver, no Canadá


Várias indústrias de manufaturas ocuparam o local, a primeira delas foi a B.C. Equipment, onde hoje está localizado um dos lugares mais especiais na metrópole de Vancouver, o Granville Public Market. Na década de 70 ela passou por um projeto de reurbanização e revitalização que custou mais de 19 milhões de dólares. A área industrial que estava praticamente abandonada se transformou e recebe visitantes locais e turistas em busca de um comércio especializado, produtos frescos e boa gastronomia.

Novo e suculento carregamento chega ao Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Novo e suculento carregamento chega ao Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Para quem gosta de cogumelos, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Para quem gosta de cogumelos, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


As pequenas ruas ao redor do mercado são lotadas de lojinhas, bistrôs, pâtisseries, galerias de arte e o que mais imaginar. O mercado é um deleite aos 4 sentidos! A visão fica atormentada com tantas cores, frutas e novidades. King e box crabs em um aquário ou a cor-de-rosa dragon fruit, que mais parece uma lichia gigante, misturada com kiwi psicodélico.

Para quem gosta de comer caranguejo, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Para quem gosta de comer caranguejo, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Tocar, apalpar, cheirar e sentir a textura das frutas, legumes, verduras e flores são parte essencial de um dia de feira. O olfato se atiça ainda mais ao passar pela praça de alimentação, os pães, os doces, as vitrines com as dezenas de tipos de queijos e pastas italianas são de babar!

Para quem gosta de queijos, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Para quem gosta de queijos, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Para quem gosta de berries, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Para quem gosta de berries, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Nos deu vontade de morar aqui só para poder voltar a este mercado todos os sábados, almoçar, passear, escolher um vinho ou algumas das especiarias para deleitar o nosso paladar num domingo chuvoso. Almoçamos na praça de alimentação, eu em um bistrô por quilo, conceito bacaníssimo, com carnes, linguiças e salsichas artesanais maravilhosas, acompanhadas de legumes e batatas preparados à perfeição! Músicos se revezam nas esquinas e praças do mercado, fazendo a trilha sonora do ambiente no tom e volume ideais.

Passeando pelo fascinante Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Passeando pelo fascinante Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Para quem gosta de pães, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Para quem gosta de pães, Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá


Lá fora a vista para os prédios do downtown, alguns com suas marinas privadas. Barcos sob a ponte da Granville Avenue, alguém chega ao mercado no seu caiaque para fazer compras, enquanto um bando de gaivotas ataca a família que saía feliz com suas bandejas para almoçar. O sol aparece, figura rara que finalmente deu o ar da graça aos vancouverites.

Downtown visto da ilha de Granville, em Vancouver, no Canadá

Downtown visto da ilha de Granville, em Vancouver, no Canadá


Do outro lado em terra firme, flertamos com o futuro, quando vemos um smart carregando suas baterias nas novas estações de “combustível”. Qualquer lugar será um posto de gasolina: em frente ao restaurante, no estacionamento do supermercado ou do parque, basta plugar e garantir mais alguns quilômetros de autonomia.

'Combustível' de carro elétrico, em Vancouver, no Canadá

"Combustível" de carro elétrico, em Vancouver, no Canadá


Carro elétrico nas ruas de Vancouver, no Canadá

Carro elétrico nas ruas de Vancouver, no Canadá


Sonhando com este futuro, logo me pego saudosa do passado. Atraída pelo cheiro do broomcorn (Sorghum vulgare), utilizado para fazer as tradicionais vassouras de palha entro em uma loja. Não eram quaisquer vassouras, com trançados e designs especiais feitos à mão, além de fortes e eficientes, se tornam também uma bela peça de decoração! É claro que tive que comprar uma para a Fiona, modelo exclusivo para carros! Rsrs!

Tradicional loja de vassouras na área do mercado de Granville, em Vancouver, no Canadá

Tradicional loja de vassouras na área do mercado de Granville, em Vancouver, no Canadá


Isso sem contar o folclore por trás das vassouras, um símbolo de sorte em várias culturas do mundo, pois varre para longe a má sorte e protege contra o mal. Uma vassoura nova traz boa sorte e harmonia para uma casa e se somada a um saquinho de sal e pão completam um presente tradicional de boas-vindas a uma casa nova:

Pão - Que esta casa nunca saiba o que é fome.
Sal - Que a vida tenha sempre sabor.
Vassoura - Para varrer todos os problemas.

Já no casamento, se a noiva e o noivo de mãos dadas saltam sobre uma vassoura, terão boa sorte e abundância em sua união. Um velho costume dos Welshs diz que se os recém casados entrarem na sua casa dando um passo sobre uma vassoura, a boa sorte irá seguí-los.


É apaixonante a cultura e a história por trás dessa peça que geralmente tem uma participação tão trivial no nosso dia a dia. Se quiser ler mais sobre os usos e dar uma olhadinha nos modelos, aqui está o site da Broom CO.

Loja para bruxas na área do mercado de Granville, em Vancouver, no Canadá

Loja para bruxas na área do mercado de Granville, em Vancouver, no Canadá


Acho que depois desta descrição fica até desnecessário dizer que a visita à Granville Island e principalmente ao mercado é obrigatória! Mas venha logo no primeiro dia, vai que você apaixona e decide voltar?

A Ana mata a vontade de segurar uma abóbora, no Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

A Ana mata a vontade de segurar uma abóbora, no Granville Island Public Market, em Vancouver, no Canadá

Canadá, Vancouver, British Columbia, Columbia Britânica, Granville Public Market, mercado municipal

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Semana renovável

Brasil, Paraná, Curitiba

Chuva, chuva, chuva e muuuuuuuuuito frio. O dia mais frio e úmido do ano foi nesta semana, segundo meteorologistas se caíssem mais 2 graus, teríamos neve em Curitiba. Foi o clima perfeito para colocarmos o site em dia, revermos a família e amigos, bajularmos a Luiza e resolvermos algumas pendências importantes.

Luiza com papai, mamãe e titias, em Curitiba - PR

Luiza com papai, mamãe e titias, em Curitiba - PR


Foi impressionante como tudo se encaixou! Assim que chegamos a Curitiba, ainda retirando as malas do porta-malas da Fiona, quebrou a fechadura da porta da capota. A mesma que já ia para uma manutenção descobrir por que tínhamos tanto pó entrando nas suas frestas. Segunda-feira logo cedo o Ro foi lá na Casa das Capotas e rapidamente conseguiu resolver! Enquanto isso eu agendava médicos, solicitava um par extra de lentes de contato, procurava um bom veterinário para operar a Diana e também marcava um salãozinho básico, afinal também sou filha de Deus (rsrsrs). Aos poucos conseguimos resolver tudo, até o conserto da nossa lente da Nikon que havia travado na volta do Agulhas Negras. Já havíamos conseguido uma super carona para ela de Maresias para a assistência técnica em SP, com o Rafa e a Laura. Por módicos 400 reais eles arrumaram e nos enviaram para Ribeirão Preto, próxima parada.

Levando a Tamara e Paulinho para passear de Fiona

Levando a Tamara e Paulinho para passear de Fiona


A cirurgia da Diana que foi meio chata, tadinha. Retirou três cistos, dois da mama e um da bochecha, porém ainda não sabemos se são cancerígenos ou não, o resultado do exame histopatológico sairá apenas semana que vem. Ela ficou toda zureta depois da anestesia e ainda colocamos uma camiseta e o colar vitoriano, vulgo balde, para proteger os pontos. Ficou engraçadíssima, mas ela nos olhava com uma carinha como quem diz “o que vocês fizeram comigo?”. Tivemos que fazer... ela tinha apenas um cisto e em pouco tempo apareceram mais dois e eu, a mãe, tinha que tomar alguma atitude! Por isso aconteceu esta semana, aproveitando não só a nossa passagem por Curitiba, mas também que a Ju, madrinha, está lá para terminar de cuidar no pós-operatório.

Diana pós-operatória

Diana pós-operatória


Outras coisas também se encaixaram na mesma semana. Uma audiência que eu e o Rodrigo tínhamos que participar estava agendada para o dia 15/07, quinta-feira. Quarta-feira rolou um encontro com os amigos Aymoré, Jus, Vanessa, Ricardo e Karina no Bar Baronesa, e os mais guerreiros estenderam para uma baladinha no Wonka. Comemoramos antecipadamente o aniversário do meu pai na quinta-feira na casa da Dani e do Dudu, onde preparei a minha especialidade, mignon ao forno e macarrão ao molho gorgonzola!

Celebrando o aniversário do Mário na casa da Dani e Dudu

Celebrando o aniversário do Mário na casa da Dani e Dudu


Na sexta-feira fomos ao aniversário de 60 anos da minha Tia Clarisse e fizemos um churrasquinho com Ricardo e Karina, com Pasini e Fernanda.

Jantar na casa da Karina e do Ricardo com Pasini e Fernanda

Jantar na casa da Karina e do Ricardo com Pasini e Fernanda


No sábado fomos ao chá de panela da Paula, amiga linda que casará em setembro com o Gusta, grande amigo meu dos tempos de Expoente.

Amigos celebrando chá de cozinha da Paula e do Gusta

Amigos celebrando chá de cozinha da Paula e do Gusta


Ufa... semaninha agitada. Ah! E tudo isso com muitas visitas à estrela principal da semana, do mês, do ano e do mundo, a pequena Luiza.

Luiza com mamãe e titias, em Curitiba - PR

Luiza com mamãe e titias, em Curitiba - PR


Aproveitando ainda mais que o universo estava conspirando para resolvermos todas as pendengas, ainda consegui fazer uma bela limpa em todos os materiais escolares, agendas e diários antigos que eu tinha guardados na casa da minha mãe.

Cassoulet na casa da Patrícia

Cassoulet na casa da Patrícia


Joguei fora dois sacos de lixo daqueles imensos de 100 litros e restaram quatro caixinhas de arquivo com fotos, cartas, postais e algumas das memórias mais gostosas. Até a minha pasta com a coleção de papel de cartas eu encontrei. Estava prestes a doá-la quando fui convencida pela Ju a guardar para a minha filha... tempo demais né? Acho que quem vai acabar se dando bem será a Lulu!

Luiza enfrentando o frio em Curitiba - PR

Luiza enfrentando o frio em Curitiba - PR


Este tempo em Curitiba foi quase como uma catarse, revendo memórias antigas, guardando as boas e jogando fora aquelas que não faziam mais parte de quem me tornei. Liberando espaço no meu HD Energético, dando espaço para boas memórias, sonhos e também para uma nova energia, limpa e renovada! Ou seria renovável?

Resposta: acho que está mais para a segunda opção, ainda mais que o Rodrigo começa a querer excluir da contagem dos 1000 os dias que passamos em Curitiba. Isso é que é semana renovável!

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Treze Tílias, a Áustria no Brasil

Brasil, Santa Catarina, Treze Tilias

Treze Tilias, um pedacinho do Tirol austríaco em Santa Catarina

Treze Tilias, um pedacinho do Tirol austríaco em Santa Catarina


Já conhecemos cidades redutos de imigrantes italianos, alemães e até japoneses aqui no sul, mas vocês já imaginaram visitar uma cidade austríaca no Brasil?!

A prefeitura de Treze Tilias, em Santa Catarina

A prefeitura de Treze Tilias, em Santa Catarina


Treze Tílias está localizada no oeste de Santa Catarina, possui em torno de 7 mil habitantes e praticamente 10% deles hoje vive na Áustria. A cidade possui até um Consulado da Áustria para lidar com tantos assuntos comuns entre o país e a pequena cidade. Mas como esses austríacos vieram parar aqui?!

A igreja matriz de Treze Tilias, em Santa Catarina

A igreja matriz de Treze Tilias, em Santa Catarina


O então Ministro da Agricultura austríaco Andres Thaler preocupado com a situação precária das famílias tirolesas, causada pela crise econômica que antecedeu a 2ª Guerra Mundial, resolveu fazer uma migração organizada para terras brasileiras. A região foi escolhida por sua similaridade geográfica com os Alpes austríacos do Tirol.

Homenagem ao ministro austríaco da agricultura que, no início da década de 30, organizou a imigração de seus conterrâneos para Treze Tilias, em Santa Catarina

Homenagem ao ministro austríaco da agricultura que, no início da década de 30, organizou a imigração de seus conterrâneos para Treze Tilias, em Santa Catarina


O primeiro grupo chegou em 1933, porém algumas famílias mais abastadas decidiram retornar, pois não encontraram o que esperavam nesta “terra de oportunidades”. Já os que ficaram trabalharam duro e se aventuraram a construir uma terra próspera, pois não havia nenhuma infraestrutura na região. Corajosos não apenas fundaram uma cidade, como trouxeram um pedacinho da Áustria para o Brasil. Mal sabiam eles que escapavam de um dos episódios mais terríveis e sangrentos da história mundial!

Maquete da cidade de Treze Tilias, no parque Lindendorf, em Santa Catarina

Maquete da cidade de Treze Tilias, no parque Lindendorf, em Santa Catarina


O alemão ainda é falado pela maioria dos habitantes, nas casas com seus familiares e é ensinado na escola como segunda língua, ao invés do inglês, até o quinto ano. A principal praça da cidade é um charme, com seu jardim florido e bem cultivado, em frente à Igreja, Prefeitura e um dos hotéis mais tradicionais de Treze Tílias, o Hotel Tirol. Uma curiosidade: o nome da cidade vem de uma árvore muito conhecida na Europa e rara aqui no Brasil, a tília, que empresta seu sabor para um chá muito apreciado pelos austríacos, o chá de tília ou dreizehnlinden.

Uma Tilia, árvore comum na Áustria e, agora, em Treze Tilias, em Santa Catarina

Uma Tilia, árvore comum na Áustria e, agora, em Treze Tilias, em Santa Catarina


O Parque Lindendorf é uma das principais atrações da cidade e conta um pouco da história dos imigrantes austríacos. Além de uma réplica da cidade de Treze Tílias, o parque tem em exposição animais como avestruzes, capivaras, coelhos e belas carpas alaranjadas no seu grande lago artificial. O restaurante sobre o lago tem um cardápio de comidas típicas da cozinha austríaca e apresentações de danças tradicionais no melhor estilo tirolês, ioroleeee-í-ííí!!!

Roupas típicas austríacas vendidas em Treze Tilias, em Santa Catarina

Roupas típicas austríacas vendidas em Treze Tilias, em Santa Catarina


Um sempre curioso avestruz, no parque Lindendorf, em Treze Tilias, em Santa Catarina

Um sempre curioso avestruz, no parque Lindendorf, em Treze Tilias, em Santa Catarina


Pratos como knödel, uma almôndega de pão, queijo e linguiça picante, o spätzle, massa alemã com molho de queijo e o goulash, uma suculenta sopa de carne, são facilmente encontrados nos cardápios da cidade e ficam ainda mais gostosos se acompanhados do Chopp Artesanal Bierbaum, produzido pela Cervejaria Edelweiss. Para sobremesa, o apfelstrudel ou strudel de maçã é uma especialidade em todas as confeitarias e restaurantes da cidade.

Uma deliciosa cerveja Bock, feita em Treze Tilias. Perfeito para o clima frio da cidade, em Santa Catarina

Uma deliciosa cerveja Bock, feita em Treze Tilias. Perfeito para o clima frio da cidade, em Santa Catarina


Goulash e Spatzle, deliciosos pratos típicos servidos em Treze Tilias, em Santa Catarina

Goulash e Spatzle, deliciosos pratos típicos servidos em Treze Tilias, em Santa Catarina


Apfelstrudel, ou torta de maçã, a sobremesa típica e deliciosa servida em Treze Tilias, em Santa Catarina

Apfelstrudel, ou torta de maçã, a sobremesa típica e deliciosa servida em Treze Tilias, em Santa Catarina


As montanhas de clima ameno guardam em suas profundezas fontes de águas termais. Elas são bombeadas em uma temperatura agradável mas não suficiente para o inverno, abrindo na temporada entre outubro a março, todos os anos. Nos conta a proprietária do nosso hotel que em invernos mais rígidos era comum nevar. Quando criança ela ia para a escola com tudo branquinho, neve acumulada para montar até um boneco de neve. Hoje com as mudanças climáticas há tempos não neva na cidade, nem nesta última grande frente polar que congelou boa parte do sul do Brasil.

Prédios típicos em Treze Tilias, em Santa Catarina

Prédios típicos em Treze Tilias, em Santa Catarina


Eu me senti super em casa lá, com tantos loiros andando pelas ruas e trabalhando em todos os estabelecimentos. Já depois que havíamos saído da cidade encontramos um bilhete caído dentro da Fiona, uma leitora do nosso blog havia reconhecido o carro e nos convidou para almoçar, que emoção! Até em Treze Tílias estão nos acompanhando! Pena que quando vimos já estávamos longe demais... ficamos devendo um almoço!

Visitando a praça central de Treze Tilias, em Santa Catarina

Visitando a praça central de Treze Tilias, em Santa Catarina


Num país tão rico e diverso, faltava mesmo conhecermos um pouco da cultura, culinária e das tradições que fazem de Treze Tílias um pedacinho da Áustria no Brasil.

Prédios típicos em Treze Tilias, em Santa Catarina

Prédios típicos em Treze Tilias, em Santa Catarina

Brasil, Santa Catarina, Treze Tilias, Áustria, Gastronomia, Imigrantes

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Cachoeira do Buracão

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina)

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A Chapada Diamantina é muito extensa, pode-se dizer que é uma continuação da Serra do Espinhaço que visitamos lá em Minas Gerais, região onde também foi encontrado muito diamante. Esta é conhecida com uma das únicas cordilheiras brasileiras, não pela altitude alcançada, mas pela sua extensão. O sul da Chapada Diamantina ainda não era muito explorado turisticamente e há apenas alguns anos foram incluídos nos roteiros duas novas cachoeiras, consideradas das mais bonitas da chapada, a Cachoeira do Buracão e a da Fumacinha. Elas ficam próximas da cidadezinha de Ibicoara, que possui uma estrutura turística ainda bem precária se comparada com Lençóis, por isso a maior parte dos passeios parte das outras cidades-base como Mucugê ou Lençóis.

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Depois de uma manhã de descanso para recuperar um pouco as minhas forças, e enquanto o Rodrigo explorava o Parque Municipal de Mucugê, onde está a Cachoeira do Tiburtino, seguimos viagem para Ibicoara. Lá fomos direto à associação de guias e encontramos o Janú, que topou nos levar até o Buracão. Janú, já foi Secretário do Meio Ambiente na cidade de Ibicoara, sempre engajado para a conscientização ambiental da comunidade contra as queimadas criminosas, caça e outras atividades ilegais. Ele também trabalhou na criação do Parque Municipal do Buracão, já que a cachoeira fica fora do Parque Nacional da Chapada Diamantina, área expropriada de um investidor que nem sabia de sua existência.

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Rodamos em torno de 40 minutos de carro e mais 2km a pé por uma trilha plana e super tranqüila às margens do Rio Espalhado até chegar à entrada do Cânion do Buracão. O estreito cânion com paredões de quase 100m de altura forma um cenário espetacular, digno de filmes do Indiana Jones!

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A queda d´água fica ao fundo deste cânion, conseguimos avistá-la por cima e depois descemos uma fenda e para chegar à cachoeira ou atravessamos a pinguela e vamos beirando os altos paredões, ou pode-se ir nadando. Saltamos ali mesmo, do alto dos 6m da pinguela nas águas escuras do Rio Espalhado e fomos nadando direto pelo cânion até o poço principal. Sensacional!

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Nadamos até a queda de 85m da Cachoeira do Buracão, com um barulho ensurdecedor! O Rodrigo foi explorando o poço ia ficando cada vez mais fundo, 10, 12, 15m até o ponto mais fundo, que segundo Janú chega a 40m de profundidade!

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A previsão de tempo não estava nos ajudando muito, a chuva se aproximava, estávamos vendo as nuvens escuras e raios, a preocupação é que chovesse na cabeceira do rio e uma tromba d´água nos pegasse ali dentro do cânion. Quando estávamos ao lado da queda começamos a perceber o volume de água aumentando, o vento e o barulho também estavam cada vez mais fortes. Aproveitamos o bastante, mas logo fomos embora, afinal para não queremos dar sorte ao azar!

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


No retorno ainda fomos conhecer a comunidade de Brejões, que fica no caminho da nossa atração de amanhã, a Cachoeira da Fumacinha. Conhecemos o Seu Luiz, dono da propriedade que produz cana e uma cachaça de alambique de mais de 100 anos de tradição. Envelhecida em barris de carvalho e com um baixo teor alcoólico, mesmo que eu não sou muito de cachaça, achei deliciosa! Deixamos tudo combinado para o nosso café da manhã e almoço de amanhã, que teremos mais 8h de caminhada para chegar à Fumacinha, considerada por muitos a cachoeira mais bonita da Chapada!

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina), Buracão, cachoeira, Chapada Diamantina, parque nacional, Rio Espalhado, Trekking, trilha

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O Jardim da Serra Gaúcha

Brasil, Rio Grande Do Sul, Nova Petrópolis, Gramado, Santa Catarina, São Joaquim

Maravilhada com a gigantesca araucária na região de Nova Petrópolis - RS

Maravilhada com a gigantesca araucária na região de Nova Petrópolis - RS


Nova Petrópolis é uma cidade menos conhecida na Serra Gaúcha, menos turística e justo por isso muito mais agradável aos olhos de quem procura tranqüilidade e autenticidade. Ali vemos os trabalhadores saindo das suas casas e começando o seu dia no comércio, lojas e na principal empregadora da cidade, a fábrica de sapatos Dakota.

Repolhos Ornamentais no jardim da praça central de Nova Petrópolis - RS

Repolhos Ornamentais no jardim da praça central de Nova Petrópolis - RS


A cidade possui o título de Jardim da Serra Gaúcha, não é a toa que sua praça possui os mais belos jardins de toda a região. Formados por plantas um tanto quanto exóticas, os canteiros são todos comestíveis, sendo estas 5 tipos de repolhos ornamentais. Ficamos impressionados com a beleza e a criatividade, o que até abafou o fato do principal atrativo turístico estar temporariamente desativado. O Labirinto Verde foi replantado e está em processo de reestruturação.

Estátua em homenagem ao fundador do cooperativismo no Brasil, em Nova Petrópolis - RS

Estátua em homenagem ao fundador do cooperativismo no Brasil, em Nova Petrópolis - RS


Além dos Jardins a praça principal possui uma obra que celebra o cooperativismo, aclamado pela cidade que é a Capital Nacional do Cooperativismo. Foi lá, em 1902, que formou-se a primeira Cooperativa de Crédito do Brasil e da América Latina, A Caixa Rural de Nova Petrópolis.

Como diria Napoleão, 'Do alto dessa árvore, dez séculos te contemplam!' (em Nova Petrópolis - RS)

Como diria Napoleão, "Do alto dessa árvore, dez séculos te contemplam!" (em Nova Petrópolis - RS)


Ali perto, a apenas 10 minutos, fica o magnífico pinheiro multissecular. Mãe de todas as árvores, (pai na realidade), esta imponente araucária atravessou séculos de história e está ali, firme e sem sinal algum de cansaço. Já imaginaram quantas dessas já não foram derrubadas neste século de colonização? Ainda bem que uma restou para contar a história, ah se ela falasse...

O bonde, em Gramado - RS

O bonde, em Gramado - RS


Mais tarde passamos por Gramado, apenas para nos despedirmos da cidade durante o dia. Uma volta na praça central, igreja principal, bondinho e termômetro oficiais da cidade. Almoçamos um caldo de capelleti delicioso, em frente à feira do livro e já resolvemos presentes da festinha que está por vir. Infelizmente nossa passagem pela serra teve de ser breve e objetiva. Sem dúvida alguma uma semana inteira aqui não seria suficiente para conhecer cada restaurante e todas as atrações.

Igreja em Gramado - RS

Igreja em Gramado - RS


Na estrada em direção à São Joaquim vimos um belíssimo pôr-do-sol. Amanhã acordaremos em uma das cidades mais frias do Brasil! O tempo melhorou e pelo jeito não teremos geada. Tudo bem, já passamos muito frio por aqui, nesta semana.

Locomotiva 'meio' fora dos trilhos, em Gramado - RS

Locomotiva "meio" fora dos trilhos, em Gramado - RS

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De Feira de Santana à Petrolina!

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Depois de uma viagem mega estressante ontem a noite chegamos em Feira de Santana. Estressante porque saímos um pouco atrasados do Poço Azul e acabamos pegando parte da estrada no escuro. Os últimos 80km (aprox.), sendo que seriam os mais perigosos, já que recebemos avisos e ouvimos histórias de assaltos constantes nas estradas próximas de Feira. Fomos pela BR 116, com um grande fluxo de caminhões o que é ruim, mas é bom, pois pelo menos dificulta a ação de qualquer bandido desalmado.

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)


Graças aos 100 Pai Nossos que eu rezei nós chegamos bem! Rsrsrs! Bem tensa, mas bem. Fomos direto para a Pousada Kalilândia na principal praça do bairro de mesmo nome, um dos mais bacanas da cidade. Por que viemos parar em Feira de Santana? Pois é, ossos do ofício, a Fiona está prestes a completar seus 20mil km rodados e precisava cumprir a revisão na concessionária. Enquanto ela estava lá, no seu médico e salão de beleza, nós aproveitamos para nos cuidar também!

Praça em Feira de Santana - BA

Praça em Feira de Santana - BA


O Rodrigo foi ao barbeiro dar um trato completo: barba, cabelo e bigode! Tão bunitinho! Eu fui ao correio postar nossas justificativas de voto do segundo turno e encontrei no caminho uma Clínica de Terapias Corporais e Estéticas. O massagista é filho de um quiroprata e massoterapeuta com uma esteticista, especializada em drenagem linfática, massagem relaxante, entre outras. Leonardo tem o dom e depois de uma hora de massoterapia, mesclada com aromaterapia e técnicas de drenagem e acumpuntura eu saí novinha em folha! Também, depois de andar mais de 100km na Chapada, eu estava precisada!

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Feira não estava nos planos, mas foi necessário, portanto acabamos adaptando o roteiro e decidimos seguir viagem para Petrolina! Não antes sem falar com o nosso amigo mega empresário das uvas na região. Infelizmente a safra já acabou e Enio já voltou para Curitiba, mas gentil como sempre, fez questão de nos receber através de sua mãe, Iolanda. Seguimos viagem para Petrolina!

Chegamos a Juazeiro em torno das 19h, mas para atravessar a ponte par Petrolina foi um parto, o trânsito nos deixou empatados por quase uma hora.
Agora, é outra coisa chegar e sermos recepcionados por alguém da cidade. Iolanda é de Curitiba, mas mora lá há 7 anos, desde que iniciaram a produção de uvas na região. Fomos super bem recebidos e ela logo nos convidou para conhecer uma das atrações da cidade, o Bodódromo!

Como Iolanda mesmo o descreveu, é a Santa Felicidade do bode, sendo que quando você escuta bode, é na realidade de carneiro que estão falando. A carne de bode é rara, porém ainda é consumida em algumas casas. No bodódromo a única iguaria de bode que se pode degustar é a lingüiça. Nós não estávamos muito dispostos depois de um dia inteiro de estrada, dizem que é muito forte, então não arriscamos. Fomos logo na especialidade da casa, mignon e picanha de carneiro! Deliciosa! Enquanto isso, conhecemos alguns amigos de Iolanda, ouvimos um pouco mais sobre a região e principalmente sobre a produção de uva no Vale do Rio São Francisco. Já vi que teremos muito a aprender amanhã. Ana Biselli, direto de Pernambuco: BOA NOITE! =)

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina, bodódromo, Fiona, Juazeiro, Kalilândia, revisão

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