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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Guatemala Há 2 anos: Guatemala

Nas Trilhas do Death Valley

Estados Unidos, Califórnia, Death Valley

Magnífica vista da Badwater Basin, ponto mais baixo do continente, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Magnífica vista da Badwater Basin, ponto mais baixo do continente, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


O dia amanheceu após a longa e desconfortável noite em que dormimos na Fiona. Não quero ser injusta, a Fiona é super confortável, podemos passar horas dirigindo sem problema algum, mas dormir em uma cama é outra coisa! O sol estava nascendo sobre as dunas vizinhas, os trailers começando a ganhar vida. Famílias, cachorros, crianças e vovôs preparando seus cafés da manhã e se preparando para mais um grande dia.

A caminho do Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

A caminho do Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Uma passada rápida na Stove Pipe Wells General Store e já tínhamos nosso café da manhã em mãos para comermos a caminho do Mosaic Canyon. Apenas um dos vários cânions formados nos arredores do Death Valley, suas formações rochosas são belíssimas, a parte inicial em mármore branco e amarelado, formando um mosaico de cores deslumbrante.

Mosaic Cannyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Mosaic Cannyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Começamos a caminhar pensando que seria algo rápido, mas o cenário foi nos hipnotizando e nós continuamos, alongando as pernas, o corpo e a mente naquela paisagem sensacional. Caminhamos em torno de uma hora pelo leito do rio, agora seco, até o final da trilha que dá em um paredão, antiga cachoeira.

Escalando uma parede no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Escalando uma parede no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Ficamos imaginando a quanto tempo a água não passa por ali, serão meses, anos, décadas? Fato é que em um dos desertos mais secos do mundo, um dia a água esculpiu toda essa maravilha por onde estamos andando hoje.

Fim do caminho no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Fim do caminho no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Após despertar nessa longa caminhada, tomamos rumo para as Mesquite Dunes e colocamos o pé na trilha mais uma vez. Objetivo, chegar à duna mais alta! Não fomos só nós que pensamos nisso, aos poucos os turistas que estão espalhados pela imensidão de areia começa a afunilar e adotar a mesma rota rumo ao cume da duna.

Mesquite Dunes vistas de longe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Mesquite Dunes vistas de longe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Uma camelada e tanto no deserto dos sonhos, clima fresco, vista linda, um paredão de areia imenso e convidativo para aquela corrida, com passos de gigante, como um astronauta na lua!

Crianças se divertem em duna nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Crianças se divertem em duna nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Fizemos um pit stop no Furnace Creek Visitor Center, super estrutura bem organizada, uma loja cheia de livros interessantes, camisetas, bonés e badulaques, essas coisas que os turistas geralmente adoram. Nós não, então ficamos com o filme sobre o parque, com duração de uns 20 minutos conta a história do parque e tem imagens aéreas fantásticas do Death Valley, vale a pena!

Turistas caminham nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Turistas caminham nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Próxima parada: Badwater Basin. O ponto mais baixo do continente americano é um salar a 83m abaixo do nível do mar. É um lago super raso, que no período de chuvas recebe os sais minerais das montanhas nos seus arredores, que se acumulam formando cristais de sais de diversos formatos.

Muito sal na Badwater Basin, a - 86 m de altitude,  no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Muito sal na Badwater Basin, a - 86 m de altitude, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Muito doido imaginar que estamos 83m abaixo no nível do mar, no meio de um deserto e sobre um lago salgado seco. Estamos abaixo do nível da Corveta de Noronha, um dos lugares mais profundos que já mergulhamos! Animal!

Badwater Basin, a - 86 m de altitude, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Badwater Basin, a - 86 m de altitude, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


No retorno pela mesma estrada fizemos algumas paradas estratégicas, como na Natural Bridge, uma ponte de pedra lindíssima de onde temos uma vista maravilhosa da Badwater Basin e da imensidão que é o Death Valley.

A 'Natural Bridge', ou Ponte Natural, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

A "Natural Bridge", ou Ponte Natural, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Seguimos para uma estrada cênica batizada de Artists Palette, não é a toa, as montanhas formadas por diferentes minerais dá as mais diversas cores para a paisagem. Vermelho, terracota, laranja, rosa, amarelo, bege, verde claro, verde escuro e todos os meios tons que você imaginar! Alguns mirantes no caminho dão as melhores vistas e paradas para foto.

Muitas cores na 'Paleta dos Artistas', no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Muitas cores na "Paleta dos Artistas", no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Retornamos ao Furnace Creek, agora para a pequena vila formada ao redor do resort, um oásis no meio do deserto. Eles possuem uma general store onde se encontra de tudo, além de 3 restaurantes, um bar, mini-golfe, piscina aquecida, canchas de tênis, etc. Nós compramos os passes para banho e piscina e aproveitamos as águas quentinhas para ver o nascer da lua cheia no meio do vale da morte. Após uma pizza e um bom papo com um professor de matemática no bar fomos ao camping, lotado. Acabamos tendo que ir para o camping de RV´s e Trailers, onde o Rodrigo decidiu dormir na Fiona e eu não sosseguei enquanto não montei a barraca, mesmo que capenga, para poder dormir na horizontal. Noite clara e iluminada no Death Valley, boa noite.

O sol se põe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

O sol se põe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Estados Unidos, Califórnia, Death Valley, deserto, Furnace Creek, Trekking

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Centre Spatial Guyanais

Guiana Francesa, Cayenne, Kourou

Réplica do foguete Ariane V, no Centro Espacial em Kourou - Guiana  Francesa

Réplica do foguete Ariane V, no Centro Espacial em Kourou - Guiana Francesa


Apenas em meados do século XX que a Guiana foi designada um departamento francês, quando se tornou o Centro Espacial Europeu. Assim vários engenheiros, técnicos e cientistas de todas as partes começaram a popular Korou, que hoje abriga em torno de 20 mil pessoas e é a cidade que mais cresce na Guiana. Korou em si não possui muitos atrativos, sua arquitetura colonial francesa e ausência de edifícios maiores que 3 andares faz com que pareça uma maquete, embora bem organizada é também uma das mais pobres do país. Localizada há 60 km da capital Cayenne, fica às margens do Rio Kourou, de onde partem os barcos para a Îles du Salut.

A Ana e o Ariane V, no Centro Espacial em Kourou - Guiana  Francesa

A Ana e o Ariane V, no Centro Espacial em Kourou - Guiana Francesa


Nós fomos direto para o Centro Espacial para uma visita às 15h. Esta deve ser agendada com antecedência, é muito concorrida. Antes do tour guiado visitamos o museu espacial, que faz uma boa explanação da origem do universo e do histórico da corrida espacial mundial.

Visitando o museu do Centro Espacial em Kourou - Guiana  Francesa

Visitando o museu do Centro Espacial em Kourou - Guiana Francesa


O centro de lançamento é considerado um dos mais bem localizados no mundo, dentre os 16 existentes. Responsável por colocar em órbita mais de 50% dos satélites comerciais nos últimos 20 anos, o Projeto Ariane está comemorando o 200° lançamento, no pátio do museu há uma exposição de fotos profissionais e amadoras com este tema.

Lançamento do Ariane V, no Centro Espacial em Kourou - Guiana  Francesa

Lançamento do Ariane V, no Centro Espacial em Kourou - Guiana Francesa


Ariane é um foguete lançador descartável construído pela empreiteira EADS Space Transportation sob a supervisão da Agência Espacial Européia. Hoje está em uso o foguete Ariane 5 que teve seu primeiro lançamento em 1997 e está preparado para transportar até 3 satélites dependendo do tamanho e orbita do objeto. Seu último lançamento foi em 16 de fevereiro e o próximo será em 29 de março, uma pena não estarmos aqui nesta data, deve ser emocionante ver de perto esta cena.

A sala de comando do Centro Espacial em Kourou - Guiana  Francesa

A sala de comando do Centro Espacial em Kourou - Guiana Francesa


O Rodrigo é aficionado pelo tema, acessa quase todos os dias os sites da NASA e o space.com para saber as novidades do universo, descobertas e evolução nos programas espaciais de todo o mundo. A palestra sobre o centro espacial é dada no auditório da sala de controle, idêntica às dos filmes hollywoodianos, só a contagem que é um pouquinho diferente: “dix, neuf, huit, sept, six, cinq, quatre, trois, deux, un! VRRRUUUUUM!” Depois de 50 minutos os foguetes e satélites estão em órbita e todos saem comemorar o sucesso do lançamento, brindando com uma champagne francesa, é claro!

Bandeira francesa tremula no Centro Espacial em Kourou - Guiana  Francesa

Bandeira francesa tremula no Centro Espacial em Kourou - Guiana Francesa


Vale a pena a visita ao Centro Espacial em Korou, um ótimo programa para mais um dia chuvoso da na nossa viagem.

A sala de comando do Centro Espacial em Kourou - Guiana  Francesa

A sala de comando do Centro Espacial em Kourou - Guiana Francesa

Guiana Francesa, Cayenne, Kourou, Centre Spatial Guyanais, Korou

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Natural

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba)

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O que é natural? Frutas, plantas, flores, animais, alimentos, tecidos, água, suco, dar a luz, chorar, sofrer, rir, até maquiagem quer ter este rótulo “bem natural”. Usar roupas já se tornou natural também, mas há um grupo de pessoas que é mais purista, ou melhor, naturista. Eles acreditam no desenvolvimento e evolução do indivíduo através da prática do naturismo, mas qual é a relação entre nudez coletiva e desenvolvimento do indivíduo?

“A resposta dos naturistas está no conceito de "aceitação do corpo", ou seja, na descoberta de que o corpo humano é um todo não havendo partes honrosas e partes indecorosas. Os naturistas, ao conviverem com a nudez do próximo não são chocados nem agredidos pelo corpo e sentem que o respeito é possível mesmo sem artifícios. Entrando em contato com a própria essência e deixando para trás o que é acessório. Para os naturistas somos todos iguais, apesar das diferenças.”*

Nudismo na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Nudismo na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Além da prática do nudismo, os naturalistas possuem como princípios a prática de exercícios ao ar livre, contato com a natureza e uma alimentação mais saudável, sendo preferivelmente vegetarianos.

“Um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o ambiente.”*

Placa na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Placa na praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O naturismo foi criado na década de 20 na Alemanha pelo professor de Educação Física Adolf Koch, que inicialmente propôs aos seus alunos que praticassem esportes sem roupas. Os jovens ficaram mais corados, saudáveis, alegres e bem humorados e a partir daí suas famílias aderiram também à esta prática, até então chamada de nudismo. Após a Segunda Grande Guerra o naturismo começou a se difundir e hoje são poucos os países que não possuem adeptos.

O Brasil possui várias praias de nudismo ou naturismo e uma das mais famosas é a Praia de Tambaba, no litoral sul paraibano. Eu confesso que até simpatizo com toda a teoria do naturismo, mas aí a me tornar uma adepta são outros 500. A princípio nós não pensávamos em visitá-la, mas quanto mais perguntávamos aos paraibanos qual era a praia mais bonita aqui a resposta era apenas uma: Tambaba.

O trecho 'vestido' da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

O trecho "vestido" da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


A curiosidade foi crescendo, nos informamos e vimos que o código de ética e as regras como não permitirem a entrada de homens sozinhos/solteiros e a proibição de fotos, entre outras, mantinham um ambiente mais seguro e saudável. Além disso, lembrei que meus pais vieram a Tambaba em alguma de suas viagens há muitos anos atrás... Se até meus pais foram, eu também vou! Rsrsrs! Só depois é que me dei conta que na época o naturismo não devia ser obrigatório ainda... Será que eles também entraram no clima? Enfim, eu e Rodrigo tomamos coragem e resolvemos conhecer a tal praia, afinal tudo tem uma primeira vez! Estacionamento cheio e os 200m de praia antes da escada lotada, ainda fora da área de naturismo. Na escada que dá acesso uma moça dá as últimas instruções “passando para “o lado de lá” só é permitida a passagem de quem realmente for tirar a roupa!”

De volta à parte 'vestida' da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

De volta à parte "vestida" da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Entramos. A praia estava praticamente vazia, muito diferente da sua vizinha. Lá fica claro que a maldade está nos olhos e mente de quem fica no lado “vestido” da praia. Lá do outro lado a maioria dos freqüentadores são senhores e senhoras acima dos 60 anos, que aderiram ao movimento no seu auge e até hoje mantém a prática. Alguns casais mais jovens se arriscam, claramente curiosos e corajosos de plantão, como nós. Os primeiros 20 minutos foram estranhos, afinal não estamos acostumados, eu fingi para mim mesma “que não era comigo”, como se eu estivesse ainda vestida.

Visão do mirante da praia de Tambaba em Jacumã, distrito de Conde - PB

Visão do mirante da praia de Tambaba em Jacumã, distrito de Conde - PB


Encontramos um cantinho próximo às pedras e árvores onde nos sentíamos mais protegidos. Estendemos nossa canga, lemos nossos livros, “pegamos uma prainha”, normal. O único momento mais estranho foi quando fomos ao bar comprar uma cerveja, os garçons vestidos e totalmente acostumados, nós é que não.

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O banho de mar é ótimo, a praia é realmente a mais bonita! Ver dois caras surfando foi algo inusitado, bem “natural”! Se sentir a vontade e em total comunhão com a natureza também é uma sensação diferente de liberdade que todos vocês já devem ter sentido um dia, só que com uma diferença, quando e onde fizeram era proibido e geralmente o que é proibido é mais gostoso, não é? Bem, aqui não é proibido, aqui quem se tolhe (ou não), se permite (ou não), se sente livre (ou não) é você. Você decide, e sem aquela sensação de estar fazendo algo errado, é só esquecer que tem mais gente em volta!

*Fonte: Wikipedia.

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba), Conde, naturismo, nudismo, Praia, Tabatinga, Tambaba

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Macapá à Oiapoque

Brasil, Amapá, Macapá, Oiapoque

Além do asfalto, são 160 km de terra e barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Além do asfalto, são 160 km de terra e barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


A distância de Macapá à Oiapoque é em torno de 560km, sendo 160 destes em estrada de terra esburacada e enlameada, neste período chuvoso. Todos nos assustaram bastante que alguns trechos seriam praticamente intrafegáveis e que mesmo com a tração 4x4 teríamos que pagar um trator para nos rebocar, serviço já oferecido na estrada. Pegamos chuva praticamente a viagem inteira, a estrada não possui postos de combustíveis, apenas um restaurante em uma bifurcação da estrada há 120km de Oiapoque.

Muito barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Muito barro na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


Passaram por nós umas 20 Toyotas Hilux, a maioria há uns 70km/h, nem aí para os buracos. Nós queremos que a Fiona agüente firme os mais de 100mil km por toda a América, então nossa média foi de 40 ou 50km/h, quase 8 horas de viagem. A única coisa que realmente precisamos foi de muita paciência. A estrada está em construção, já foi feita uma terraplanagem, vimos o pessoal fazendo a topografia mesmo embaixo de chuva, mas ainda assim tem muitos buracos. O tempo para fazer os 160km no final vai depender da sua pressa e cuidado que quer ter com o carro.

Fazendo topografia para asfaltamento da estrada entre Macapá e Oiapoque - AP

Fazendo topografia para asfaltamento da estrada entre Macapá e Oiapoque - AP


O interior do Amapá possui diversas reservas indígenas e alguns parques nacionais para preservação da Floresta Equatorial. Passamos por um longo trecho de Reservas Indígenas Açuá e diversas aldeias à beira da estrada. Os índios estavam jogando futebol, pescando, criando gado, cortando lenha, crianças brincando na chuva, enfim, seguindo suas vidas já muito adaptadas a cultura do homem branco, como a maioria dos índios que vemos no sudeste e nordeste do Brasil. Este é o trecho de mata mais preservada, embora em alguns lotes ainda vejamos vestígios de queimadas e de desmatamento. Vai saber se são permitidos ou não.

Paisagem na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Paisagem na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


No entanto, no primeiro trecho da estrada, ainda no asfalto, passamos por muitas fazendas. Trechos desmatados para pasto ainda sem nenhuma cabeça de gado e alguns com plantação dos malditos eucaliptos. Eu fiquei me perguntando, será que é desmatamento recente e ainda estão formando o pasto? Ou será que todos os bois foram vendidos? Tanta mata, tanta riqueza natural reduzida à capim! Impossível não ficar indignada, mas se estão seguindo a lei, será que devo ficar indignada? Duvido que esse desflorestamento à margem de uma BR seja criminoso, então será que devo também achar normal?

Mata queimada na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Mata queimada na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


Entre tantas dúvidas e desconforto foi que me surgiu uma ideia, pode parecer esdrúxula, mas em longo prazo ela poderia funcionar. É um tema a ser discutido por antropólogos, teólogos e líderes religiosos: meio ambiente e religião. Os mandamentos e regras de cada religião surgiram por demandas naturais do ambiente de cada povo, são regras de convívio em sociedade, alimentação, higiene, etc. Não cabe a mim entrar em detalhes técnicos, até por que não sou especialista no tema, mas a fé move montanhas! Os 10 mandamentos e as principais regras de cada religião deveriam ser revisados para a inclusão de preceitos básicos para a preservação do meio ambiente e por conseqüência do ser humano. Duvido que Deus, ou os seus representantes mais próximos (Jesus, Maomé, Moisés, entre outros), não estejam preocupados com a situação atual do nosso mundo, vendo que seus filhos estão se encaminhando para um holocausto natural, e não pensem em fazer nada. Na prática o que ganharíamos com isso? Milhares de padres, pastores, rabinos, monges, pessoas do mais alto gabarito, com credibilidade na sua comunidade, ensinando e pregando para que as pessoas não cometessem mais este tipo de pecado ou delito contra a natureza. Ao longo dos tempos a religião funcionou muito bem para educar a sociedade, tirá-la das trevas e fazê-la muito mais digna, por que não aproveitar de sua experiência para este novo impasse? Enfim, pode ser uma grande viagem, mas eu ainda acho que poderia funcionar.

Plantação de Eucaliptos na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP

Plantação de Eucaliptos na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP


Final da tarde chegamos à Oiapoque, ainda com chuva, nos instalamos em um hotel às margens do Rio Oiapoque. A Guiana Francesa ali à nossa frente, do outro lado do rio. Amanhã será o grande dia, quando finalmente saberemos se o nosso plano A, de cruzar as Guianas, será possível ou não.

Chegando perto da fronteira! (na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP)

Chegando perto da fronteira! (na viagem entre Macapá e Oiapoque - AP)

Brasil, Amapá, Macapá, Oiapoque,

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Provo Disneyland

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Ana, feliz da vida com o sol e a praia em Provo - Turks e Caicos

Ana, feliz da vida com o sol e a praia em Provo - Turks e Caicos


"I´m a barbie girl, in a barbie world..." Hoje eu lembrei muito desta música... o mundo aqui em Turks and Caicos parece de mentira, tudo muito desenhado, planejado. Uma paulista amiga minha, sempre falava que se sentia assim em Curitiba, cidade planejada, quase uma maquete, não tanto quanto Brasília, mas exemplo de urbanismo para o mundo. Eu sempre a achei exagerada, até por que Curitiba tem muita alma, coisas para ver, conhecer, história, etc. Mas colocando em perspectiva, agora eu a entendo... as escalas e proporções são diferentes, é claro,mas eu entendo o que ela queria dizer. Um lugar todo desenhado, com resorts beirando a praia que tem a sua frente um mar esmeralda maravilhoso e a terceira maior barrerias de corais do mundo! Realmente parece uma Disney no Caribe. A cidade não tem uma história facilmente identificável, casas antigas e comércio, não tem alma! Tudo foi construido pensando no turismo, um turismo de muito luxo e bom gosto. A única crítica que tenho é que as pessoas que gostam deste tipo de turismo deixam de ver o que é mais importante e mais enriquecedor: a cultura local. Chegamos em TCIs há 2 dias, mas não conseguimos encontrar ainda a verdadeira cultura do país. Tudo bem, não é muito tempo, talvez não o suficiente, mas definitivamente é revoltante ver como toda a cultura de um povo e um país é sufocada pelo turismo ou até modismo internacional... a dita globalização. Aqui, numa ilha no Caribe, distante de tudo e onde imaginei que veríamos as coisas como elas são, estamos vivendo em um grande shopping center. Há quem goste deste tipo de turismo, não os julgo e não os culpo, pois sem dúvida é um lugar para descansar na beira da praia, comer o seu prato predileto em restaurantes bacanérrimos, sem ter que se expor a nenhuma mudança cultural. A grande maioria dos turistas são americanos ou britânicos, então eles encontram tudo o que têm em casa, mas com sol constante e um mar transparente.

Praia de Grace Bay - Provo - Turks e Caicos

Praia de Grace Bay - Provo - Turks e Caicos


Nós também gostamos do mar transparente, então fomos mergulhar, ver tartarugas, tubarões e aquários. Aqui a água é mais quente, portanto muito mais confortável. No barco da Turtle Cove Divers estava o Duwe, cão marinheiro muito figura que latia muito sempre que cada mergulhador ia para a água. Depois almoçamos no Tiki Huts, ali na marina, e seguimos para Grace Bay, o "shopping center". Passamos por resorts e mais resorts e vimos mais um pôr-do-sol memorável no Bay Bistrô.

Pôr-do-Sol em Grace Bay - Provo - Turks e Caicos

Pôr-do-Sol em Grace Bay - Provo - Turks e Caicos


Dali seguimos para o Côco Bistrô, o restaurante em meio a uma floresta de palmeiras que nos tinha sido indicado pelo casal de americanos que conhecemos ontem. Um vinho e os pratos deliciosos! A torta de côco, especialidade da casa então, maravilhosa!

Brinde à Beth em 21/04

Brinde à Beth em 21/04


Voltamos para o hotel ansiosos para o dia de amanhã. Quem sabe conseguiremos logo conhecer realmente este país, ou descobrir que aqui existe uma verdadeira Disneyland.

Turks e Caicos, Providenciale - Provo, Grace Bay, Mergulho, Praia

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30 anos na estrada!

Equador, Baños, Cuenca

Bela paisagem no fim de tarde na viagem para Cuenca, no Equador

Bela paisagem no fim de tarde na viagem para Cuenca, no Equador


Gostaria que esse título fosse mesmo o que vocês imaginaram. “Decidimos que iremos passar os próximos 30 anos na estrada!” Ou ainda melhor, “hoje comemoramos 30 anos de estrada!” Hahaha! Mas nada disso, a frase tem por trás um motivo muito mais simples, mas não menos nobre: hoje comemoro os meus 30 anos de idade na estrada!

Propaganda de Gatorade no Equador (Cuenca)

Propaganda de Gatorade no Equador (Cuenca)


Laura tomou seus últimos remédios na veia até as 11h e finalmente recebeu alta da clínica! Pé na estrada, dia longo de viagem para o sul do Equador, rumo à cidade de Cuenca. O Equador possui uma densidade populacional imensa, durante todo o caminho passamos por cidades grandes, vilas e povoados.


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Quase todos os estados aqui recebem o nome dos respectivos vulcões presentes em cada região. Ontem, por exemplo, saímos de Cotopaxi, passamos por Tungurahua, onde está Baños, e pelo estado do Chimborazo, vulcão extinto e mais alta montanha do Equador, com 6.310m.

O vulcão Tungurahua, perto de Baños, na viagem para Cuenca, no Equador

O vulcão Tungurahua, perto de Baños, na viagem para Cuenca, no Equador


Essa estrada é linda e muito popular pelo passeio de trem que corta as montanhas de Riobamba, passando por Alausí e chegando ao trecho mais famoso conhecido como Nariz del Diablo. A linha férrea está em manutenção e o trecho mais bonito está fechado para as obras. Assim sendo aproveitamos a nossa Fioninha para conhecer do carro mesmo as paisagens que cortam o Equador, passando pelo mesmo caminho do trem, até Cuenca.

A bela paisagem na viagem para Cuenca, no Equador

A bela paisagem na viagem para Cuenca, no Equador


A viagem foi longa e cansativa, mas não poderíamos deixar de comemorar! Em Cuenca fomos ao Tiesto, restaurante de culinária equatoriana bem despojado, passagem obrigatória na cidade. A principal atração do Tiesto é Juan, o chef, uma figura simpaticíssima e com muita personalidade. Sabe que é bom e faz questão que todos tenham a melhor experiência gastronômica em sua casa, mesmo que isso signifique ir contra a escolha (geralmente equivocada) do cliente.

Com o simpático chef do restaurante Tiesto, no aniversário da Ana, em Cuenca, no Equador

Com o simpático chef do restaurante Tiesto, no aniversário da Ana, em Cuenca, no Equador


O conceito dos pratos é que a comida deve sempre ser compartilhada, por isso são pratos para 2 ou mais pessoas. Se queremos experimentar mais de um, Juan nos diz quais pratos harmonizam e intensificam seu sabor, espetacular! Na sobremesa veio a surpresa: um prato todo decorado com molhos açucarados e com uma vela para a velhinha aqui.

Bolo de aniversário no Tiesto, excelente restaurante de Cuenca, no Equador

Bolo de aniversário no Tiesto, excelente restaurante de Cuenca, no Equador


Durante a vida, nunca imaginei que comemoraria os 30 anos no Equador, muito menos com a companhia dos amados Rodrigo, Laura e Rafael, foi sensacional! Cuenca, sem fazer muito esforço, já entrou para a lista de preferidas na história dos 1000dias.

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Celebração dos 30 anos da Ana no excelente restaurante Tiesto, em Cuenca - Equador

Equador, Baños, Cuenca, Ecuador, Nariz del Diablo, Tiesto

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Mérida

México, Mérida

Peças mayas expostas no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Peças mayas expostas no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


A cidade colonial espanhola de Mérida foi construída exatamente sobre T´ho, uma antiga cidade maia. As pedras que formavam os templos de T´ho, hoje formam o templo católico, vulga Catedral de Mérida (ou Catedral de San Ildefonso), em frente à mesma Gran Plaza utilizada pelos nativos quando Francisco de Montejo conquistou a cidade no ano de 1542.

Em escultura nada sutil, um conquistador aparece pisando sobre os indígenas conquistados (em Mérida, no sul do México)

Em escultura nada sutil, um conquistador aparece pisando sobre os indígenas conquistados (em Mérida, no sul do México)


Domingo ensolarado. Em um passeio num pela Gran Plaza lotada com barraquinhas oferecendo cochinita pibil, tortillas de maíz e dezenas de pratos yucatecos, não é difícil imaginarmos a feira nos dias de glória de T´ho, quando as mulheres preparavam as mesmas tortillas de maíz, cestos de henequén e ponchos coloridos de fibra de maguey. Basta soltarmos a imaginação e transformarmos a igreja em uma pirâmide, a Casa de Montejo em um centro administrativo e apagar os carros e motos que giram nas ruas ao redor.

Mercado popular na principal praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Mercado popular na principal praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México


A arquitetura colonial de Mérida é das mais realistas possíveis, preservada até onde a vida moderna permite, sem planos de comunicação visual especial para seus restaurantes, tomada por fios de luz e gatos de TV a cabo, exatamente como se imagina uma cidade (colonial) latino americana. Andar pelas ruas de Mérida, sem grandes pretensões, é uma boa forma de sentir a cidade. A Calle 60 é a rua mais bonita, com os prédios da Universidad de Yucatán e do Teatro Peón Cortreras como grandes destaques.

Caminhada pelo centro histórico de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Caminhada pelo centro histórico de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Fachada da catedral de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Fachada da catedral de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Já a melhor forma de viajar na história dos maias e da conquista da região é com uma visita rápida ao Palácio Municipal e observar os murais do Pacheco, que contam desde a origem do homem de maiz (milho), até a chegada dos espanhóis.

Pintura moderna mostrando a importância do milho para os povos do Yucatán (em Mérida, no sul do México)

Pintura moderna mostrando a importância do milho para os povos do Yucatán (em Mérida, no sul do México)


Quem se habilita a ler um texto no idioma maia? (em Mérida, no sul do México)

Quem se habilita a ler um texto no idioma maia? (em Mérida, no sul do México)


A Mérida espanhola e dos conquistadores é vista na Casa de Montejo na Gran Plaza, construída em 1549 e com uma bela coleção de mobiliário europeu que passou por todas as gerações da família.

Passeando em dia de chuva pelo centro histórico de Mérida, no sul do México

Passeando em dia de chuva pelo centro histórico de Mérida, no sul do México


Interior da Casa de Montejo, a família que conquistou o Yucatán (em Mérida, no sul do do México)

Interior da Casa de Montejo, a família que conquistou o Yucatán (em Mérida, no sul do do México)


A umas dez quadras da praça central está o Paseo Montejo, uma avenida construída no final do século XIX ladeada por imponentes mansões construídas pelas famílias ricas da cidade na mesma época. Ali começamos a ter uma visão da Mérida moderna, um Irish Pub, um restaurante italiano, outro cubano com ar mais requintado, frequentado pelas classes média e alta de Mérida.

Os grandes e centenários casarões do Paseo Montejo, em Mérida, a capital do yucatán, no México

Os grandes e centenários casarões do Paseo Montejo, em Mérida, a capital do yucatán, no México


Monumento Nacional, no final do Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México

Monumento Nacional, no final do Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México


A cidade que desde a colonização espanhola se colocou como centro cultural da Península do Yucatán, se esforça para manter o título. Dos diversos museus, dentre eles o Museu de Arte Contemporânea , Arte Popular de Yucatán, Museu da Cidade e o Museu de Antropologia Regional, acabamos escolhendo o novíssimo Museu da Cultura Maya para visitar.

A imponente fachada do Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

A imponente fachada do Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


A exposição começa com um belo vídeo sobre a história geológica da península, incluindo a evento cataclísmico do meteoro que extinguiu os dinossauros até a história e a cultura dos mayas que ainda formam a maioria da população do estado do Yucatán. Painéis escritos em maya yucateco, terceira língua mais falada no México, contando sua história e conectando o passado e o presente de uma forma muito interativa e especial.

Caminhando sobre o mapa do mundo maya, no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Caminhando sobre o mapa do mundo maya, no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Réplica de uma cova maya exposta no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Réplica de uma cova maya exposta no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Ainda no começo da exposição eu conheci um simpático casal de mexicanos, ele chilango (DF) e ela yucateca, com sua linda filhinha. O carisma e a receptividade dos dois foi tão envolvente que eu não consegui mais ver praticamente nada do museu. O Rodrigo já estava adiante e nós seguimos passeando pelos corredores, pescando informações, trocando histórias e os conhecimentos adquiridos na prática, nas suas casas e com suas famílias. Me contaram como comemoram o dia dos mortos, desenterrando os restos mortais dos defuntos queridos logo no terceiro ou quarto ano depois da morte e, no dia dos mortos, lavando-os e comemorando com suas comidas, bebidas e vestes preferidas. Ate nos ajudaram a montar um roteiro pelo sul do estado, duas figuras muito especiais!

Novos amigos, uma simpática família que também visitava o Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Novos amigos, uma simpática família que também visitava o Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Durante a noite a cidade também é muito ativa, na nossa primeira passagem por lá eu e a Val fomos conferir a balada na Mérida moderna. O norte da cidade é uma cidade como todas as outras, grandes construções e um corredor de baladas, bares e danceterias. Era um sábado e a bola da vez era uma boate chamada “Más de 30”. Era a única que estava cheia, então as trintonas aqui decidiram encarar a banda tipo baile, com 5 cantores diferentes para dar umas boas risadas.

Uma das muitas divindades mayas, em exposição no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México

Uma das muitas divindades mayas, em exposição no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México


Na nossa segunda passagem pela cidade, já depois de deixar a Valéria no aeroporto de Cancun, foi a vez de uma tradicional Noite Mexicana. No início do Paseo Montejo estava montado um palco com apresentações dos grupos de danças típicas vindos de Veracruz, Campeche e aqui mesmo do Yucatán, com lindos sapateados e ternos brancos, como chamam por aqui estes belos vestidos rodados.

Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México

Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México


Aos que vieram por Cancún e já chegaram até aqui, não deixem de conhecer as ruínas de Uxmal e com tempo, reservar um dia para fazer a Ruta Puuc, passando por mais 5 pequenas ruínas maias, e programando um belo almoço em uma das fazendas de henequén na região. No caminho para cá vocês também já devem ter passado pela turística pirâmide de Chichen Itzá e o Pueblo Mágico de Valladolid, assuntos do meu próximo post.

Banco especial para namorados, no Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México

Banco especial para namorados, no Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México

México, Mérida, Cidade Colonial, cidade histórica, Yucatán

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Welcome to Tobago!

Trinidad e Tobago, Crown Point

Fim de tarde no pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Fim de tarde no pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Tobago é a irmã mais nova, mais caribenha e mais baiana de Trinidad. Com apenas 300km2, foi aclamada pelos espanhóis que, todavia não se deram ao trabalho de ocupá-la. Assim, a partir do início do século XVII várias nações tentaram colonizá-la, holandeses, franceses, ingleses e até os courlanders, pequeno ducado no que hoje é a Letônia. Foram tantas batalhas travadas entre estas pequenas colônias formadas na ilha, inclusive contra os índios que a habitavam, que no início do século XVIII Togabo foi declarada um território neutro, o que deu ainda mais espaço para a ilegalidade, prato cheio para os piratas. Só em 1763 os ingleses resolveram colocar ordem no galinheiro e tomar a frente na colonização da ilha, trazendo para cá escravos que iniciaram a cultura de cana de açúcar e algodão.

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Em 1963 a ilha foi atingida pelo Furacão Flora, que devastou suas plantações, casas e estradas. Desde então o governo vem fazendo um trabalho orientado ao turismo, criando um novo mercado até então pouco explorado por seus moradores. Um paraíso para os birdwatchers e mergulhadores, Tobago possui o seu próprio ritmo, mais easy going e vem conquistando facilmente milhares de turistas todos os anos.

Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


As praias mais procuradas ficam no extremo oeste da ilha, próximas à Crown Point, onde fica também o aeroporto internacional. Bem estruturada Crown Point oferece desde simples pousadas a grandes e luxuosos resorts à beira mar. Restaurantes, internet café e ATMs também são facilmente encontrados.

Mapa de Crown Point, em Tobago

Mapa de Crown Point, em Tobago


Store Bay é a praia mais acessível, com uma pequena faixa de areia e suas águas tranqüilas, está equipada com praça de alimentação, banheiros limpos e duchas por uma contribuição módica de TT$ 1,00, menos de R$ 0,30.

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago


A apenas 20 minutos de caminhada dali está o Pigeon Point, uma das praias mais procuradas da região. Suas águas cristalinas e areias claras são ótimas para snorkeling ou apenas para relaxar na sombra dos coqueiros. Há também um deck muito bacana, que além de uma bela vista da praia, também oferece passeios de barcos com fundo de vidro sobre o Buccoo Reefs e piscinas naturais próximas da costa.

Trnaquilidade em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Trnaquilidade em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


É cobrada uma justa taxa de 3 dólares (TT$ 18,00) para manutenção da infra-estrutura, banheiros, chuveiros, etc. Nós viemos caminhando pela praia e nem vimos a entrada “oficial” do parque, sem saber que teríamos que pagar passamos direto e reto, só depois vimos que todos usavam uma pulseirinha. Já era final de tarde, acho que não ficaram muito preocupados conosco, apenas tomamos um refresco e pegamos nosso rumo de volta.

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)


Ah, esqueci de contar que hoje provei o famoso Roti, comida típica indiana que faz um sucesso danado por aqui. Roti de frango com molho curry, parece uma massa de panqueca, um pouco mais pesada do que a que conhecemos, mas muito gostosa. Só acho o curry meio enjoativo, mas isso já é mais pessoal. Voltamos para a Golden Thristle, nossa casa em Crown Point, com alguns aperitivos e beliscos comprados no minimart para o jantar. Amanhã cedo já marcamos nossa ida para Speyside com o nosso amigo suuuper cool, Brian, o taxista.

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Trinidad e Tobago, Crown Point, beach, Pigeon Point, Praia, Store Bay, Tobago

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Trekking Arqueológico

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa

Parada para admirar a vista desde as encostas do vulcão Maunga Terevaka, na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Parada para admirar a vista desde as encostas do vulcão Maunga Terevaka, na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Quem gosta de caminhar não pode perder a oportunidade de passar por algumas das mais incríveis paisagens da Ilha de Páscoa, repleta de sítios arqueológicos isolados e quase inexplorados pelo turismo na ilha.

Trilha pelas encostas do Maunga Terevaka, no litoral norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Trilha pelas encostas do Maunga Terevaka, no litoral norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


A caminhada começa na cidade de Hanga Roa, passa pelo Tahai e segue a base do vulcão Maunga Terevaka, circundando a costa oeste e norte da ilha até a praia de Anakena. São pouco mais de 20 km dentro do Parque Nacional Rapa Nui, entre ahus (altares cerimoniais), moais (estátuas monolíticas), hare vacas (casas-bote), hare moas (galinheiros de pedra), manavais (hortas cercadas de pedra) e tupas (torres de observação).

Ao longo da trilha na costa norte da ilha, encontro com ruínas da antiga civilização da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Ao longo da trilha na costa norte da ilha, encontro com ruínas da antiga civilização da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Se você quiser encurtar a caminhada em uns 5 ou 6 km, a dica é pegar um táxi até o início da trilha, próxima de Ana Kakenga (Ana = caverna em Rapa Nui), é uma volta de carro por isso a viagem não será tão barata, saindo em torno de 15 mil pesos (30 dólares). Nós decidimos andar, saímos da vila perto do meio dia, após um mergulho maravilhoso no Alcantilado (detalhes no próximo post). Aviso desde já, é uma caminhada longa, então se quer ir tranquilo para explorar e tirar fotos, comece mais cedo! Nós somos meio doidos mesmo, caminhamos rápido e acabamos correndo mais do que eu gostaria, preocupados em chegar ainda com luz e numa boa hora para conseguir um táxi ou uma carona de volta à cidade.

Saímos do centro da cidade, então a primeira parte da caminhada já deverá ser conhecida para a maioria dos visitantes, o porto de Hanga Roa e os 15 minutos até o Ahu Tahai e o Hanga Kio´e. Daí em diante seguimos por trilhas e estradas rurais, quase sempre com vista para o oceano, cruzando sítios, cavalos selvagens, subidas e descidas, um grupo grande de cachorros que resolveu nos acompanhar por um trecho da caminhada, quase como se nos indicassem o caminho.

Caminhando na estrada que liga, pela costa, Hanga Roa com o antigo vulcão Maunga Terevaka, o mais alto da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Caminhando na estrada que liga, pela costa, Hanga Roa com o antigo vulcão Maunga Terevaka, o mais alto da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Finalmente chegamos à área das cavernas de Ana Kakenga e uma longa subida na estrada off road que dá acesso à área. No topo desta subida encontramos o Ahu Tepeu, uma fazenda e a placa de entrada do Parque Nacional, que sinaliza o início da trilha. O caminho não está muito bem demarcado, seguimos instintivamente pelo alto da montanha, tentando acompanhar o caminho mais batido até que encontramos uma cerca. Pulamos a cerca e continuamos, no tato, sem trilha, mas com um campo imenso que desvendava novos altares, moais e paisagens incríveis.

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)


Caminhamos, caminhamos e caminhamos sem ter certeza se aquele era o caminho correto ou o mais curto, mas estamos em uma ilha arredondada, se seguíssemos pela costa, respeitando os precipícios, tínhamos certeza de que chegaríamos lá. A certa altura encontramos um casal de alemães, eles haviam começado onde nós começamos e já retornavam ao carro. Conversar com eles nos encorajou ainda mais a seguir, ele falava sobre ahus perpendiculares ao mar, moais caídos no chão e ruínas de casas barcos em perfeitas condições! Seguimos ainda mais empolgados, com o vento na cara e aquela sensação de sermos os primeiros a pisarmos ali.

Parada para admirar a vista desde as encostas do vulcão Maunga Terevaka, na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Parada para admirar a vista desde as encostas do vulcão Maunga Terevaka, na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


A trilha sobe e desce as entranhas do vulcão Maunga Terevaka, no caminho vales e montanhas, um campo imenso e um pasto. Como estas vacas vieram parar aqui eu não tenho ideia, mas sei que elas não foram as únicas. Um dos sítios arqueológicos mais impressionantes, como o alemão havia descrito, uma hare-vaka perfeita, em frente ao piso de pedras que Patrício havia nos mostrado, onde é secado o peixe, Umu (fogão), hare moas, manavais e uma gruta imensa com portas de entrada conectadas e protegidas por pedras.

Resquícios de habitação da antiga civilização que habitava a Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Resquícios de habitação da antiga civilização que habitava a Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Olhamos dentro dela e não vemos o fundo, se entrarmos ali não teremos como sair, mas eles, sem dúvida, a utilizaram para proteger-se de guerras entre as tribos. Será que alguém já entrou lá para ver o que há? Algum esqueleto, cerâmicas, ferramentas, alguma pista sobre quem viveu aqui? Cadê o Patrício para nos responder tudo?

Observando poço que servia de habitação para antigos moradores da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Observando poço que servia de habitação para antigos moradores da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Seguimos, começamos tarde e não podemos perder o foco, ainda tínhamos muito pela frente. Continuamos caminhando subindo e descendo, nos esgueirando nas encostas infindáveis do vulcão, com vistas distantes do horizonte pacífico que descansava lá embaixo diante dos nossos olhos. Uma baleia poderia aparecer! Pensava... fixava os olhos e imaginava o que pensavam estes antigos ao olhar para este mar sem fim. De lá eles vieram, sabiam que algum lugar naquele oeste distante estaria a sua origem, a ilha mítica onde os Rapa Nuis nasceram.

Explorando antigas ruínas da civilização que floresceu na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Explorando antigas ruínas da civilização que floresceu na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Sem um mapa detalhado, tentávamos nos localizar pelos poucos nomes de baías que estavam no mapa. Hanga O´Pea e Hanga Omohi, entre elas dezenas, centenas de ahus, moais, vilas e mais vilas, construções cilíndricas parecidas com pequenos faroletes, seriam para sinalização e localização para os pescadores? Mais tarde venho a saber que eles demarcavam as terras, a linha imaginária entre uma torre e outra não poderia ser ultrapassada a risco de morte para o infrator! Vizinhos tensos estes rapa nuis.

Explorando antigas ruínas da civilização que floresceu na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Explorando antigas ruínas da civilização que floresceu na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Em uma das vilas fizemos uma parada para um lanche, olhando ao redor sem acreditar na quantidade de construções que víamos a nossa volta. A ilha era quase uma grande São Paulo, com casas por todos os lados e aqui, longe pra caramba de tudo o que vimos ontem, um lugar de difícil acesso mesmo por terra e cheio de ahus e moais... Como estes moais vieram parar aqui?!

Um antigo Moai na trilha que contorna o Maunga Terevaka, no norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Um antigo Moai na trilha que contorna o Maunga Terevaka, no norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Novamente tentamos ter uma ideia de onde estamos e usando o sol vemos que finalmente estamos deixando ele nas nossas costas, estávamos chegando ao norte da ilha. No mapa esse ponto tem um nome bem sugestivo, Vaimatá! Não me diga! Hahaha!

Longa caminhada pelo norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Longa caminhada pelo norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Enfim, uma nova esperança nos enche de energia e seguimos a caminhada, agora em uma descida interminável rumo a mais uma vila de antigas ruínas e lá, ao fundo, uma fazenda às margens de uma baía protegida por uma imensa parede do vulcão. Pela distância que caminhamos imagino que seja Hanga Oteo. Cavalos, vacas, cercas aramadas e uma casa com plantação de banana, taro e outras hortaliças bem verdinhas nos mostra que o local é mantido e foi utilizado recentemente. Estas casas de campo são locais de férias dos nativos da ilha. Todos eles dizem saber ainda qual é a região em que viviam seus antepassados e mesmo que vivam na cidade, tendem a frequentar estas áreas, não apenas para trabalhar a terra, mas também para prestar homenagens aos seus familiares.

Um Ahu, ou altar, da antiga civilização da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Um Ahu, ou altar, da antiga civilização da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Subimos um morro e lá do alto esperamos avistar a praia! Ainda não foi desta vez, mas o vento e a paisagem mudaram e algo nos dizia que não estávamos assim tão longe. Cruzamos uma área de pedras e vemos finalmente o nosso primeiro coqueiro. O coqueiro não é nativo da ilha e está localizado principalmente na praia de Anakena. A praia, portanto, não poderia estar longe dali... alguém deve ter trazido este coco, ou como ele teria chegado até aqui? Subimos e descemos, sempre esperando quando veremos a praia, até que encontramos um novo pasto, este bem cuidado com água e comida para as vacas, sinal de civilização!

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)


Andamos mais meia-hora e vemos finalmente um carro, um pai e duas crianças descendo o morro para ir pescar com os seus filhos, ainda não tenho ideia de onde estamos, mas gosto de pensar que estou localizada no mapa e deve ser Vai Tara Kai Ua, ou até mais adiante! Falta pouco! Subimos e agora encontramos estradas, mais cercas e uma tiazinha nativa caminhando. Ela nos disse que veio da praia e que devem ser uns 4 quarteirões dali. Bem... aqui não existem quarteirões, então qual será a medida de quarteirões que ela está usando? Outros 30 minutos de caminhada e vimos que seja lá qual for a medida que ela usa, é completamente diferente da minha! Mas a esta altura já não faria nenhuma diferença, já avistávamos as montanhas ao fundo da baía de Anakena. Os carros refletiam a luz do sol ao longe e logo veríamos palmeiras, ondas e a Praia de Anakena! Que jornada!

Finalmente, depois de uma longa caminhada pelo norte da ilha, a praia de Anakena aparece no nosso horizonte! (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)

Finalmente, depois de uma longa caminhada pelo norte da ilha, a praia de Anakena aparece no nosso horizonte! (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)


Mais de 20km caminhados em aproximadas 6 horas, boa média se contarmos as paradas e o caminho totalmente cru que encontramos pela frente. Que aventura boa! Melhor ainda quando ela termina bem, regada a uma boa cerveja tahitiana no boteco em frente à praia. Comemos uma empanada e dali tínhamos que encontrar como voltar à cidade.

Celebrando mais um dia fantástico na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico, com uma cerveja do Tahiti

Celebrando mais um dia fantástico na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico, com uma cerveja do Tahiti


Um dos bares na praia de Anakena, na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Um dos bares na praia de Anakena, na Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico


Detalhe importante! Da Praia de Anakena não existe transporte público para te trazer de volta à Hanga Roa. Então se você quer ficar tranquilo que terá transporte a melhor forma é agendar um táxi para busca-lo (em torno de 30 mil pesos ou 60 dólares). Vai se acostumando com os preços da ilha... infelizmente é assim mesmo. Nós economizamos e contamos com a sorte, chegando lá existia uma remota possibilidade de encontrarmos um táxi que teria levado algum passageiro e então cobraria só a volta (quase metade do preço acima), ou ainda o bom e velho dedão! Ao final nós conseguimos uma carona com um casal super querido, Alicia, uma cantora rapa nui, Marcus, seu marido sueco e seu filhinho de pouco mais de um ano. Casal super descolado e viajado hoje vive na ilha, ela canta em bares e em algumas apresentações típicas Rapa Nui, enquanto ele trabalha como guia de turismo, organizando tours para estrangeiros em inglês e sueco. Alicia se apresentou nesta noite em um dos bares mais agitados da cidade e nós havíamos ficado ir conferir a apresentação, mas depois que chegamos à pousada e tomamos um banho nós capotamos na cama e nem fomos jantar! É esse trekking arqueológico nos odeu uma canseira!

Alegria ao chegar à praia de Anakena, fim da nossa longa caminhada pelo norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

Alegria ao chegar à praia de Anakena, fim da nossa longa caminhada pelo norte da Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico

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As Montanhas de Boquete

Panamá, Boquete

O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete

O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete


Boquete está localizado no norte do Panamá em uma região montanhosa de matas verdejantes, rios e corredeiras. Para muitos turistas que vem ao Panamá em busca de praia e sol é só um ponto de passagem entre Boca Chica, no Pacífico e Bocas del Touro, no mar do Caribe. Porém aos poucos essa pequena cidade se tornou um pólo de imigração, principalmente de norte-americanos aposentados ou em busca de uma vida mais tranquila. Assim, enquanto andamos pela região encontramos sinalizações e placas de venda de imóveis em inglês. A infra-estrutura da pequena vila já começou a se transformar e já oferece um comércio especial, lojas especializadas em vinhos, cafés, padarias e pequenos restaurantes deliciosos. O clima frio a faz um destino turístico romântico para casais com hotéis boutiques, spas, visitas a plantações de café e jardins botânicos particulares.

O rio que corta Boquete, no Panamá

O rio que corta Boquete, no Panamá


As montanhas e rios por outro lado a fazem um hot spot para aventureiros e mochileiros de todos os cantos do mundo que vem em busca de trilhas e emoção nas rápidas da região. O melhor período para visitar a região é entre janeiro e março, quando o clima está mais seco e as trilhas mais transitáveis.

Papagaio panamenho, na região de Boquete, no Panamá

Papagaio panamenho, na região de Boquete, no Panamá


As principais atividades de aventura são o trekking para o Vulcão Barú (3.475m), uma caminhada noturna que inicia à meia-noite e dura 5 horas, para ver o nascer do sol. O Sendero dos Quetzales, uma ave de longas plumas coloridas encontrada principalmente nas matas tropicais da América Central. Essa trilha está oficialmente fechada pelas autoridades, pois ano passado um guia morreu levado por um rio, depois de cruzar seus clientes são e salvos. Aqui o fenômeno de “cabeça-d´água” é muito comum nos rios, quando a chuva no alto da montanha aumenta sobremaneira o volume dos rios, pegando de surpresa quem está na parte mais baixa. São 3 cruzes de rio, sem ponte, e ainda assim algumas pessoas acabam arriscando e entrando na trilha, sabendo de todos os riscos.

Depois das águas quentes dos poços termais, nada como um rio de águas frias! (na região de Boquete, no Panamá)

Depois das águas quentes dos poços termais, nada como um rio de águas frias! (na região de Boquete, no Panamá)


Há outras trilhas e atividades como o Canopy Tree Trek, vulgo arvorismo, também disponíveis e menos arriscados para as épocas de chuva. Agora, uma das mais famosas atividades de aventura da região, e menos sujeita às intempéries, é o rafting no Rio Chiriquí e Churiquí Viejo. Várias agências de turismo de aventura operam, mas deve ser agendado com pelo menos um dia de antecedência, já que o tour parte as 7h da manhã.

Lembrança de Boquete, no Panamá

Lembrança de Boquete, no Panamá


Outra curtição para os brazucas é passear pela cidade se divertindo com as placas que encontramos pela cidade da piada pronta. Eu confesso que meu botão já mudou para o espanhol, então eu nem conseguia mais achar tão engraçado. Ainda assim foi impossível não morrer de rir com o post do Eduardo no blog da sua viagem de 111dias pela América Latina (clique aqui). Vale boas gargalhadas!

Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)

Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)


Se você gosta daquele clima de montanha, ar puro, barulho de rio e estar rodeado por natureza, seja qual for o seu estilo, vale incluir pelo menos 2 dias no seu roteiro para explorar esta região.

Panamá, Boquete, Chiriquí, Rio

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