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Blog da Ana - 1000 dias

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Monte Albán e os Zapotecas

México, Oaxaca

Os 'danzantes', os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Capital dos antigo povo Zapoteca, Monte Albán é um imenso sítio arqueológico localizado a apenas 15km do centro de Oaxaca. Este povo reinou na região dos Vales Centrais do atual estado de Oaxaca entre os anos de 400a.C a 700d.C.

Uma das 'estelas' da antiga cidade de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Uma das "estelas" da antiga cidade de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Calcula-se que no seu auge a cidade abrigou em torno de 20 mil pessoas, que tinham como atividades básicas a agricultura de milho, feijão, frutas, fibras naturais, entre outros. A caça e a coleta de materiais para manufaturas de adereços, produção de cerâmicas, confecção de tecidos, tinturas para tecidos e pinturas murais e diferentes tipos de oferendas para os seus deuses.

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


O nome Monte Albán foi escolhido, pois em toda a região, encontramos o mesmo tipo de árvore com flores brancas. O sítio que foi descoberto pela quantidade de montículos de terra em formato piramidal e ainda está em processo de escavação.

A árvore que deu o nome às ruínas de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

A árvore que deu o nome às ruínas de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Um complexo de templos grandiosos deixou algumas pistas sobre algumas das práticas religiosas, como o conjunto de esculturas chamado de “Los Danzantes”. Homens, provavelmente prisioneiros de guerra, que eram amarrados e castrados e seu sangue seria utilizado para cerimônias de fertilidade. Entre “los danzantes” encontram-se figuras curiosas, chamadas de nadadores, justamente pela semelhança com as posições de natação. Só não consegui descobrir se estes também seriam presos e sacrificados ou se seriam apenas uma representação ritualística.

Os 'danzantes', os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Começamos o tour pela Acrópolis Sul, de onde conseguimos ter uma bela vista de todo o sítio arqueológico. Passamos por um imenso pátio e um corredor entre as bases do que um dia foram imensas colunas de um corredor de acesso à Acropolis Norte, onde estão os principais templos.

Visão geral de Monte Albán, ruínas zapotecas ao lado de Oaxaca, no México

Visão geral de Monte Albán, ruínas zapotecas ao lado de Oaxaca, no México


Passamos por um relógio de sol que marcaria os períodos para plantio e colheita e seguimos por imensas avenidas que cruzam o complexo de sul a norte, ladeada por templos, monumentos funerários, entradas de tumbas, o palácio real e o jogo de pelota.

Placa informativa em Monte Albán, demonstrando que os zapotecas conheciam muito bem os movimentos celestes (ao lado de Oaxaca, no México)

Placa informativa em Monte Albán, demonstrando que os zapotecas conheciam muito bem os movimentos celestes (ao lado de Oaxaca, no México)


O Jogo de Pelota é um elemento comum entre as civilizações meso-americanas. Utilizado para definir questões políticas, territoriais e desavenças entre a população. É um pouco difícil entender como funcionava, mas aparentemente os 4 jogadores teriam que acertar a bola com os punhos, joelhos e os quadris, e o movimento da bola representava os astros sagrados, lua, sol e Vênus. Caso uma jogada fosse feita no sentido contrário, um sacrifício era feito em honra destas divindades.

Ilustração sobre o juego de pelota, em Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ilustração sobre o juego de pelota, em Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Uma curiosidade bacana bem explorada no museu do sítio é a atividade comercial entre os zapotecas e teotihuacanos, a maior cidade neste período em todo o México. Encontraram-se evidências de comércio e troca cultural entre os dois povos, como influência na arquitetura de um dos templos mais recentes de Monte Albán, além de oferendas e inclusive um bairro Zapoteca dentro de Teotihuacan, que está a 70km ao norte da atual Cidade do México.

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México

Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México


Este sítio teria abandonado em meados de 900d.C. no mesmo período em que as cidades Mayas teriam entrado em colapso por mudanças climáticas, imensos períodos de seca e fome. A história desse sítio, entretanto não acabaria por aqui. No período pós-clássico, em torno de 1.200d.C. surge um novo povo dominante nesta região, os Mixtecas. Eles chegaram a ocupar e utilizar as construções dos zapotecas, inclusive utilizando as mesmas tumbas. Os Mixtecas conviveram no mesmo período dos temidos Aztecas, que mais tarde viriam a conquistá-los.

Em plena praça central de Monte Albán, cidade zapoteca de 1.500 anos atrás (ao lado de Oaxaca, no México)

Em plena praça central de Monte Albán, cidade zapoteca de 1.500 anos atrás (ao lado de Oaxaca, no México)


Monte Albán é um sítio que vale a pena ser visitado se queremos ter uma ideia mais geral da riqueza e da mescla cultural que existia dentro da América Central, em um momento em que Zapotecas, Mayas e Teotihuacanos conviveram, viram seu auge e suas ruínas.

Cenário montanhoso da longa viagem entre Oaxaca e o litoral do Pacífico, no México

Cenário montanhoso da longa viagem entre Oaxaca e o litoral do Pacífico, no México


Nosso dia continuou com uma longa jornada atravessando os Vales Centrais e as montanhas em direção ao Pacífico. Cruzamos dezenas de vilarejos em uma estrada sinuosa, entre florestas de pinos. Vimos o começo de uma procissão em um destes vilarejos no alto da montanha e já durante a noite chegamos ao nosso destino, à praia de Zipolite.

Povoado em festa no nosso caminho entre Oaxaca e Zipolite, no litoral

Povoado em festa no nosso caminho entre Oaxaca e Zipolite, no litoral

México, Oaxaca, arqueologia, Monte Albán, zapotecas

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Foi ela, a salmonela!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

A noite de terça para quarta-feira foi interminável. Passei mal a noite toda e só as 4am que meu organismo resolveu reagir e se defender, pena que foi de uma forma violenta! Nem vale a pena entrar em detalhes, o diagnóstico foi infecção alimentar, até agora não sei se foi a salada ou o cachorro quente, mas sei que o negócio não foi fraco não! Minha sorte é que tenho linha direta com uma das melhores médicas do Brasil! “Mamãe, to dodói, o que eu faço?”

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF


Tadinha, esteja onde estiver ela tem que fazer o diagnóstico, por telefone mesmo. E não é que sempre acerta? Infecção alimentar por salmonela ou alguma bactéria da sua trupe. Medicação homeopática, muita hidratação, alimentação de hospital, carinho e cuidado do marido, muuuito repouso e estou (quase) novinha em folha! Tenho um atraso para tirar aqui no blog, mas não se apoquentem, logo logo estará tudo no ar. Foram dois dias imprestáveis, com essa vista que vocês vêem aí na foto. Depois destes 2 dias de cama, fazendo a maior limpeza interior, estou de volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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Um Dia na Isla de los Pinos

Cuba, Nueva Gerona

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


A Isla de la Juventud, antes chamada de Isla de los Pinos, teve seu nome alterado por Fidel em homenagem aos jovens que vários cantos do mundo que vieram a estudar em escolas secundárias especiais criadas aqui. Foram mais de 10 mil estudantes, a maioria africana, que contribuíram com o desenvolvimento, trabalhando em turnos para formar as atuais plantações de citrus, uma das principais economias desta província.

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Mesmo com a mudança do nome em 1978, quem nasce na Ilha de la Juventud continua sendo “pinero” e foi Plá, um pinero da gema, que nos levou conhecer a ilha. Alugar carro é muito caro e tem toda a burocracia, assim negociamos por um dia de tour até o Cocodrilario, à Presidio Modelo e a uma praia por 40 CUCs.

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Pode parecer tranquilo, mas é um lago cheio de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Saímos às 10 da manhã, meio tarde, mas o povo estava destruído da maratona de viagem e mergulhos de ontem. Ideal mesmo é sair um pouco mais cedo para pegar os crocodilos com menos sol. No caminho tivemos uma dificuldade grande em encontrar água mineral para comprar, passamos em umas 5 lojas diferentes entre Nueva Gerona e La Fe, as duas principais cidades da ilha. A população aqui geralmente consome a água encanada mesmo, os mais preocupados a fervem para garantir.

A prisão onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba

A prisão onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba


São em torno de 50 minutos de carro até o criadouro de crocodilos, que está antes da área do Parque Nacional da Ciénaga de Lanier. A ciénaga é uma área pantanosa, ambiente ideal para o desenvolvimento desses parentes próximos dos dinossauros.

Filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

Filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


A entrada no criadouro é de 5 CUCs por pessoa, o que a princípio parecia meio overpriced, então já negociamos na entrada que queríamos segurar um bebê na mão! O técnico que acompanha a visita lida diariamente com esses bichos e tem uma manha tremenda para lidar com eles. Os bebês devem ser segurados pressionando a cabeça e a mandíbula, para não dar nenhuma mordida surpresa no turista desavisado.

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

A Ana segura um filhote de jacaré em criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


O principal objetivo deste “cocodrilario” é a procriação e preservação da espécie endêmica encontrada aqui em Cuba, Crocodylus rhombifer, encontrada apenas na ilha de Cuba e na Isla de La Juventud. Eles estão em processo de extinção após terem capturado praticamente todos que existiam no país e o mesclaram com o Crocodilo Americano (Crocodylus acutus). Outra espécie que apareceu por aqui é o Crocodilo Colombiano, porém a cruza entre estas espécies é estéril.

Nosso guia segura jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Nosso guia segura jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Hoje o criadouro acompanha o nascimento de 25 a 40 ovos por ninhada, a cada 2 ou 3 meses, garantindo que a maioria seja fêmea, para garantir e aumentar a sua população. Os crocodilos vivem em cativeiro separado por etapa de crescimento e são liberados para a natureza após atingirem em torno de 15 anos. Esta espécie chega a atingir até 3,5m de comprimento, um senhor crocodilo!

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


Entre os 5 e 7 anos, aproximadamente, eles são transferidos para áreas naturais cercadas onde sua alimentação passa híbrida entre caça e “ração”, que basicamente é pura carne. O nosso guia nos mostra como faz para alimentá-los e eles vem como cachorros, atendendo ao chamado “tóme, tóme”, e salta velozmente enganado por um pedaço de pau que lançamos. Nesta área o convívio com outros crocodilos da mesma espécie e diferentes tamanhos já vai mostrando também como funciona o territorialismo que lhes é peculiar, um instinto natural.

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba

Jacarés maiores no criadero na Isla de la Juventud, em Cuba


A aula de biologia e vida reptiliana valeu à pena! Que animais interessantes são esses crocodilos.

Visitando criadero de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba

Visitando criadero de jacarés na Isla de la Juventud, em Cuba


Retornamos em direção à Nueva Gerona, agora para continuar a nossa imersão na história Cubana, passando pela prisão onde Fidel Castro e seus comparsas estiveram presos entre outubro de 1953 e maio de 1955. A prisão foi construída entre 1926 e 1931 com o mesmo modelo da famosa penitenciária americana de Joliet, em Illinois.

O gigantesco e desativado Presidio Model, onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba

O gigantesco e desativado Presidio Model, onde ficou preso Fidel Castro na Isla de la Juventud, em Cuba


Estes imensos edifícios circulares hoje totalmente abandonados, podiam receber até 5 mil prisioneiros ao mesmo tempo! É impressionante entrar em um lugar como este e imaginar que em cada cela tinham um ou dois presos, seres humanos da pior espécie. Eles ficavam geralmente soltos no pátio central e tinham suas celas para dormir. Na torre central ficava a guarda, com uma visão 360 graus e com um acesso subterrâneo, para que os presos não soubessem qual era o guarda na vigília.

Visitando o Presidio Model, na Isla de la Juventud, em Cuba

Visitando o Presidio Model, na Isla de la Juventud, em Cuba


Fidel obviamente ficou trancafiado em uma cela especial, à parte dos presos comuns, com colchão, banho e alimentação mais decente. Sua cela hoje virou um pequeno museu, que decidimos “pular”, já que o tempo passava e ainda queríamos pegar uma prainha. Dali, seguimos direto para a Playa Paraíso, no norte da ilha. As praias de areias brancas e mar azul caribenho estão no sul, mais distantes e com acesso mais restrito*.

Local do nosso almoço na Praia Paraiso, na Isla de la Juventud, em Cuba

Local do nosso almoço na Praia Paraiso, na Isla de la Juventud, em Cuba


A praia de areias claras e mar verde estava super agradável. Um bar (clandestino) vende mojitos, cervejas e serve refeições com peixe, lagosta e frango na brasa, além da deliciosa porção de banana chips. Sol e mar quentinhos, mesmo com muitas algas deu para nadar e se refrescar.

APraia Paraiso, em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba

APraia Paraiso, em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba


Conhecemos alguns pineros malucos que nos contaram sobre sua postura política contra o governo. É raro encontrar alguém que fale abertamente sobre isso, o pai de um deles é o fundador de um partido oposicionista. Ele nos contou que foi entregue ao governo a documentação da fundação do partido, inclusive com o nome dos fundadores e todos os seus apoiadores, mas o governo simplesmente ignorou. O pai dele já foi preso por manifestações contra o governo e acabou sendo solto. Eles sabem com quem e para quem podem falar isso na ilha, já que todos se conhecem. Sabem quem é informante do governo, fiscal ou dedo-duro. A impressão que eu fiquei é que por sua situação geográfica, os pineros possuem mais liberdade e acabam se organizando politicamente de uma forma um pouco diferente.

No volante de um carro sexagenário em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba

No volante de um carro sexagenário em Nueva Gerona, na Isla de la Juventud, em Cuba


Dia entre a natureza, crocodilos, presídios suas histórias, praia e bons amigos. Um tour bacana para conhecer o lado alternativo da Isla de La Juventud.

*Parque Nacional Ciénaga de Lanier

Se você tem mais tempo e quer conhecer o Parque Nacional que abrange a área da Ciénaga de Lanier deve se programar com antecedência. A oficina de turismo em Nueva Gerona deverá providenciar uma permissão especial para entrada na área, assim com um automóvel próprio, 4 x 4. Além de a vida selvagem ser mais abundante, um dos pontos altos é a Cueva de Punta del Este, onde antigos habitantes indígenas deixaram suas marcas na gruta, que são consideradas as principais pinturas rupestres no Caribe. Além da Punta del Este, as praias Larga e a comunidade de Cocodrilo também tem acesso por este parque e ao menos uma dela pode ser incluída neste day tour.

Cuba, Nueva Gerona, Animal, Crocodilo, Isla de la Juventud, Presidio Modelo

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San Salvador

El Salvador, San Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


San Salvador, capital de El Salvador, é uma cidade grande com mais de 3 milhões de pessoas somando sua região metropolitana, aproximadamente metade da população de todo o país. Vemos ao fundo o vulcão San Salvador com 1.960m, que quase destruiu a cidade na grande erupção de 1.917.

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador


Uma forma de conhecer bem a cidade, sua história e diferentes faces é ir direto para o centro. A Igreja do Rosário é o ponto de partida deste tour. Por fora tem uma estrutura feia de cimento, escura, suja e nada convincente. Por dentro, porém, seus vitrais coloridos fazem um reflexo sobre as paredes escuras, formando um prisma colorido, uma espécie de arco-íris, que colore e dá um ar de magia ao lugar.

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Caminhamos um pouco pelas ruas caóticas, sujas e lotadas, onde quase fui “atacada” por uma senhora, que deve ter visto em mim um diabo ou a mulher do seu ex-marido, por que veio correndo em minha direção, ensaiou um tapa no meu rosto e saiu sem tocar um dedo em mim, mas deixando clara sua indignação. Eu não tinha nada ou fiz nada que a pudesse ter despertado esse sentimento nesta senhora. Claro ficou que ela era meio maluca, coitada. Seguimos pelas ruas do centro histórico e comercial, passando pelas praças La Libertad e Plaza Barrios.

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Na praça batemos um papo com um mendigo viajante, ele já tinha ido ao Brasil, passado por diversas cidades na América Latina e agora, estava ali, perdido na praça pedindo 5 centavos para poder comer. São cenas como esta que nos fazem pensar e querer entender quais foram os absurdos que aconteceram neste país. Um histórico de uma ditadura porca e uma guerra civil, somados à maior densidade populacional da América Central e uma pobreza absurda, só poderia dar nisso.

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador


Milhares de camelôs trabalhando com o comércio informal, inundando as ruas de produtos e ofertas que provavelmente não tenham a mesma demanda. Eles precisam tentar ganhar a vida de alguma forma. Caminhamos mais algumas quadras, enquanto Rodrigo me conta a história de Oscar Romero, Arcebispo de El Salvador que em 1980 foi assassinado em plena missa por de manifestar contra as políticas do governo da época.

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


Chegamos à Catedral Metropolitana, os murais de sua fachada foram criados pelo famoso pintor Fernando Llort. Ele retornou ao país em 1972, depois de uma temporada estudando arquitetura e teologia na França. Suas pinturas sempre representam o cotidiano das vilas, dos campesinos e tem como um dos principais ícones a arte-religiosa. Ele criou a Naïve Art, uma marca que representa a arte moderna salvadoreña em todo o mundo e possui peças expostas no MoMA, Casa Branca e no Vaticano.

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


À tarde voltamos à paz e calmaria da Zona Rosa, uma grande região da cidade onde vive a maioria da população de classe média-alta e alta. Lá estão os principais shoppings, lojas, serviços, escolas e restaurantes. Um passeio pelo shopping Multiplaza nos mostra que o mundo está cada vez mais pasteurizado, ops, globalizado. Todos aqueles contrastes e aquela vida que vemos no centro, dão a vez para a cultura capitalista regida pelas mesmas marcas, mesmos sonhos e mesmos modelos da vida neste lado do planeta.

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

El Salvador, San Salvador,

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São Chico, Santa Praia!

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG


Hoje íamos seguir viagem para o Parque Nacional das Sempre Vivas, mas resolvemos ficar Januária para fazer uma força-tarefa para o site e aproveitar a bela praia formada pelo rio São Francisco em frente ao nosso hotel.

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG


A praia desaparece durante os meses de chuva, de setembro a fevereiro chega a subir em torno de 4 metros e toda a mata alta que vemos à sua margem fica inundada. O Primo é barraqueiro há 37 anos e nos contou que a geografia do rio em frente ao cais aqui em Januária já mudou muito.

Barracas na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG

Barracas na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG


Ele já teve a sua barraca em 3 lugares diferentes e atribui estas mudanças à natureza mesmo. A principal mudança durante todos estes anos foi a diminuição do rio, que hoje, comparado com o que já foi, é apenas um pequeno córrego. Além do desmatamento da mata ciliar, que levou o rio ao assoreamento, isso se deve também à Represa de Três Marias, próxima à cidade de mesmo nome.

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG

A Ana se refrescando no Rio São Francisco, em Januária - MG


Umas belas braçadas no rio São Francisco para refrescar e voltamos para o nosso hotel trabalhar. O Rodrigo voltou nadando, saiu 5 minutos antes de mim, que atravessei de barco e chegou juntinho! O Ro está super em forma, mas não encarou levar a esposa a nado também. Sobrou para mim a canoa do Primo, que pelo menos me rendeu uma boa prosa.

Atravessando o Rio São Francisco de voadeira em Januária - MG

Atravessando o Rio São Francisco de voadeira em Januária - MG

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Praia, Rio, Rio São Francisco

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San Marcos, uma meca zen.

Guatemala, San Marcos La Laguna

O magnifico lago de Atitlán, em San Marcos, na Guatemala

O magnifico lago de Atitlán, em San Marcos, na Guatemala


San Marcos é uma meca zen... algum dia, há muitos anos atrás, algum psicólogo, semi-guru, veio até aqui e sentiu que este era um lugar de energia especial. Não foi à toa, o pequeno vilarejo está localizado às margens do Lago de Atitlán, considerado por muitos um dos mais bonitos do mundo!

O lago Atitlán e o vulcão San Pedro, vistos de San Marcos, na Guatemala. Ao fundo, os vulcões Tolimán e Atitlán

O lago Atitlán e o vulcão San Pedro, vistos de San Marcos, na Guatemala. Ao fundo, os vulcões Tolimán e Atitlán


A partir de então todos os psicólogos, terapeutas alternativos, corporais, especializados em todos os tipos de atividades voltadas ao bem estar da alma, do corpo, mente e espírito, começaram a colonizar o local.

O pequeno cais de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

O pequeno cais de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Parte da vila só pode ser acessada a pé, o aluguel de uma casa às margens do lago custa em média de 600 a 800 dólares por mês. Nessa região ficam localizadas a maior parte das pousadas, restaurantes e clínicas alternativas que oferecem massagens (shiatsu, tailandesa, relaxante, pedras, etc), acupuntura, práticas de meditação, aulas de ioga e cursos de formação de terapeutas.

Yoga, massagens e comida natural, muito comuns em San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

Yoga, massagens e comida natural, muito comuns em San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Todas as semanas rolam alguns rituais para trabalhar diferentes energias, nessa ficamos sabendo que haveria a cerimônia do cacau, uma nova cerimônia que um casal de brasileiros recém-chegado na comunidade está começando a realizar. Para quem gosta deste tipo de atividade e se identifica com esse universo energético-espiritual o lugar é uma perdição! Eu adoro, já contei aqui que eu sou (e toda a minha família é) espírita. Minha mãe é homeopata, meu pai é psicólogo e trabalha com terapia regressiva. Desde pequena convivi com esse mundo, participei de congressos holísticos e fiz um curso de biopsicologia-transpessoal com uma Didi (monja) americana do mestre indiano Sai Baba. Pois é, uma loucura! Maaas, acontece que eu casei com o Rodrigo, o cara mais racional e agarrado às lógicas científicas que eu conheci na vida! Acaba que qualquer “viagem” deste tipo que eu queira começar, sempre tenho ele do meu lado dizendo... “ahhh, peloamordedeus, você cai nessa ladainha?” Ás vezes ele não diz, por que respeita o que eu quiser fazer, mas eu sei que ele estará pensando isso!

Meio de transporte comum em todo o lago Atitlán (San Marcos, na Guatemala)

Meio de transporte comum em todo o lago Atitlán (San Marcos, na Guatemala)


Sendo assim, nos hospedamos na “menos-zen” das pousadas, onde toda a noite rolava uma musiquinha, internet e pizzaria. Era das poucas que não oferecia yoga ou massagem e que, mesmo tendo o temascal, um tipo de sauna maia utilizada para purificação do espírito, nunca estava acesa. Resumindo, nossa experiência “espiritual” nesse lugar tão especial foi bastante abalada. Ainda assim eu não deixei de fazer uma acupuntura para ver se consigo consertar o estrago que estou fazendo no meu ciático.

Bananeiras em uma das trilhas de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

Bananeiras em uma das trilhas de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Durante a tarde aproveitamos para conhecer a “praia” da cidade, um parque municipal que cobra 15 quetzales de entrada e oferece uma trilha para um mirante com altares maias e uma área de banho, com acesso ao lago pelas pedras ou por um deck.

Escultura no estilo maya em trilha de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

Escultura no estilo maya em trilha de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


A vista do lugar é simplesmente sensacional! À frente estão 3 vulcões, o vulcão São Pedro (3.020m), o Atitlán (3.537m) e o Tolimán (3.158m). Antiga cratera de um imenso vulcão, o Lago Atitlán está rodeado de montanhas e sua profundidade chega a mais de 300m!

San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Então imagine que às margens do lago estamos rodeados de montanhas, dentro de uma mega-cratera, com águas cristalinas em tons esverdeados, em frente a estes três cones perfeitos e sob um imenso céu azul. Sem dúvida encontramos o paraíso!

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala


É óbvio que o primeiro “mestre” que chegou aqui tenha sentido no lugar uma energia muito especial. No final nos damos conta de que não precisamos ir meditar sob uma pirâmide metálica e nem fazer a cerimônia do cacau para nos sentirmos espiritualmente conectados com a energia vital deste nosso lindo planeta.

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala


É só sentar às margens do lago com os pés na água, fechar os olhos, sentir o sol esquentar e alimentar cada uma de suas células. Respirar fundo 7 vezes, deixar a brisa bater em seu rosto e imaginar uma luz azul entrando pela sola dos seus pés, atravessando o meio do seu corpo até sair no topo da sua cabeça. Uma experiência linda e muito fácil!

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala


Se antes disso você quiser exorcizar aquela energia que está estagnada, aquela noite mal dormida, os sapos engolidos e as brigas entaladas na sua garganta, é só dar um salto direto do deck para o lago. O deck está a 7m de altura das águas refrescantes e energizantes do Atitlán. No caminho, entre o deck e o lago, você tem menos de dois segundos para gritar e colocar todos os bichos para fora!

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Feito isso, você está pronto para começar 2012 com o pé direito e o espírito em dia com a kundalini do mundo.

Mergulho no lago Atitlán em San Marcos, na Guatemala

Mergulho no lago Atitlán em San Marcos, na Guatemala

Guatemala, San Marcos La Laguna, Holístico, Lago Atitlán, Zen

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Roteiro na Gran Sabana

Venezuela, Gran Sabana

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


A Gran Sabana, um dos destinos mais distantes e complicados para a maioria dos turistas que visitam o país, é também o mais próximo e convidativo destino para os brasileiros na Venezuela. O platô de 1.400m de altitude combina savanas, cachoeiras, chapadas (tepuis) e cenários incríveis, a menos de 200km da fronteira brasileira.

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela


Seu atrativo mais famoso entre os aventureiros é o Monte Roraima, que nós já visitamos em 2007. Um trekking de 6 dias nos leva à uma das terras mais antigas do mundo, uma vastidão de pedras e cristais no topo do tepui que faz fronteira entre o Brasil, Venezuela e Guiana. O Rodrigo contou detalhes desta viagem lá no blog, veja neste link.

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela


Vindo do Brasil por terra a viagem começaria em Boa Vista, a 200 km da fronteira. A primeira cidade do lado da Venezuela é Santa Helena de Uairén, boa base para se abastecer de comida, combustível e mapas da região. O câmbio praticado atualmente é de 14 bolívares para 1 real ou 30 bolívares por 1 dólar. A cidade tem vários hoteizinhos bem justos, nós ficamos no Três Nações. Lá também existem várias agências que podem organizar o trekking para o Monte Roraima, incluindo uma passadinha na Quebrada de Jaspe, cachoeira linda e bem refrescante depois de 6 dias de caminhada.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Nós começamos o nosso roteiro pela Gran Sabana saindo da cidade de El Callao, ao norte, portanto para a maioria dos brazucas este roteiro deverá ser invertido. Após a noite na comunidade indígena Riwo Riwo, no Salto Aponwao, voltamos à 10, estrada principal e escolhemos como primeira parada o Salto La Golondrina, logo depois dos Rápidos de Kamoirán (KM 172). Sua entrada não está muito bem marcada, mas ele fica do lado esquerdo em uma entrada de terra bem clara. Quase todas as cachoeiras na 10 tem um acesso bom, bem próximo da estrada e em bom estado. Esta é uma das únicas que está a uns 3 km do asfalto por uma via de terra bem ruinzinha, um carro alto é bem-vindo.

Tours vindos de Santa Elena  se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Tours vindos de Santa Elena se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


A estrutura é muito bacaninha, com camping, banheiros, loja de artesanatos e área de piquenique. São duas principais cachoeiras, La Golondrina e El Paraíso, duas grandes quedas d´água que dependendo do volume de água do rio não facilitam o banho. Na parte de cima o rio forma uma prainha gostosa onde demos o nosso primeiro mergulho para começar bem o dia!

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela

Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela


Ah! Merú em na língua pemón significa cachoeira, por isso é comum vermos os nomes como Kouchik Merú, Kamá Merú, etc.

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Nossa segunda parada foi no Kawí Merú, no KM 197. A primeira cachoeira que podemos ver do alto da trilha cai em um poço fundo e de difícil acesso. A princípio ficamos desanimados, mas continuamos a trilha até o final e lá encontramos a cascata mais linda do Kawí Merú.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Uma cachoeira não muito alta que cai sobre uma grande laje de jaspe, rocha vermelha comum na região. A água é uma delícia e, mesmo acabando de sair da água da La Golondrina, nós não pudemos nos segurar! Voltamos para a água e ficamos mais de meia hora nos deliciando, brincando na hidromassagem natural!

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


A Kamá Merú (KM 202) é um salto grande, no mesmo estilo do Salto Aponwao, lindo de ver, mas impossível de nadar. Com a dica de uns brasileiros que conhecemos no Salto Kawí, nós fizemos um detour e fomos ao Mirante dos Tepuis, entre a Kamá Merú e a Quebrada Pacheco. Em dias limpos pode se ver daqui toda a linha de tepuis até o Monte Roraima! E mesmo com o dia um pouco nublado como hoje, valeu a pena a parada, a vista é maravilhosa e dá uma ótima dimensão da grandiosidade da savana.

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


Aceleramos o passo e apenas vimos da estrada a concorrida Quebrada Pacheco e o Balneário Soroape (KM 238). As águas verdes do Rio Soroape e a sua distância da estrada, deixam o segundo lugar mais bonito e convidativo.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


Passamos a famosa ponte de ferro e continuamos em direção à vila de San Francisco de Yuruaní, no KM 250. Lá é uma boa parada para almoço, lanche da tarde ou para comprar artesanatos locais. Daqui sai a estrada que vai até a vila de Paraitepui, onde começa a caminhada do Monte Roraima. Querendo aproveitar a estrada ainda com luz, nós continuamos e paramos em um mirante pouco depois da entrada da Quebrada de Jaspe (KM 273), nossa velha conhecida de 2007.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela

É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela


As nuvens de chuva na savana, mescladas com o sol baixando fizeram um espetáculo à parte no fim de tarde da Gran Sabana!

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela


Quanto mais descíamos, mais ansiosos ficávamos sabendo que estávamos chegando pertinho novamente do nosso Brasil! Há exatos 23 meses saímos do Brasil rumo ao Alasca e finalmente está chegando a hora de voltarmos à terrinha!

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)


Não importa de que lado você venha, norte ou sul, ou mesmo quanto tempo você tenha, um, dois, 3 dias para explorar a Gran Sabana ou uma semana para ir ao topo do Monte Roraima, não deixe de conhecer este paraíso natural do nosso vizinho bolivariano do norte.

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Venezuela, Gran Sabana, Cachoeiras, Monte Roraima, roteiro, Santa Helena de Uairén

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As três pontas

Brasil, Bahia, Salvador

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA


A cidade de Salvador tem um formato meio triangular e por isso possui 3 pontas sinalizadas por famosos faróis: o Farol de Itapoã, o Farol da Barra e o terceiro não tão falado, mas não menos importante, Farol da Ponta do Humaitá e Forte de mesmo nome da Igreja ali localizada, Igreja da Nossa Senhora de Mont Serrat, construída em 1650. A Ponta do Humaitá possui uma vista de 270° para a baía e a praia de Boa Viagem. A praia estava lotada, todos aproveitando o sabadão de feriado para um futeba, peixinho frito e cerveja gelada!

Praia cheia num sábado em Salvador - BA

Praia cheia num sábado em Salvador - BA


Nós fugimos deste agito e fomos direto para a Pedra Furada, lugar indicado pela Lívia para almoçarmos uma comida típica. A Pedra Furada é uma ruazinha próxima à Ponta do Humaitá que possui alguns restaurantes voltados para o mar, com uma bela vista, cerveja gelada, som ao vivo e o melhor, pouco freqüentado pelos turistas. Almoçamos um prato diferente chamado Arrumadinho, parece um feijão tropeiro com lingüiça e carne de porco picadas, farofa e um tipo de feijão diferente, verde. Sou suspeita para falar, mas é um prato delicioso, pois eu adoro feijão!

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA

Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA


Ainda na Península de Itapagipe se encontra a igreja mais visitada de Salvador, quiçá do Brasil, a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Chegamos no horário da missa da tarde, igreja lotada e com vários grupos de romeiros de todos os lados.

Igreja do Bonfim, em Salvador - BA

Igreja do Bonfim, em Salvador - BA


Na porta, vários ambulantes cadastrados com numeração e tudo para venda de fitinhas do Senhor do Bonfim, chaveiros, escapulários, terços e até outros objetos de sorte demonstravam o sincretismo religioso da Bahia.

As famosas fitinhas do Bonfim, em Salvador - BA

As famosas fitinhas do Bonfim, em Salvador - BA


Nosso próximo compromisso era só as 20h no Teatro Vila Velha, então consegui convencer o Rodrigo a ir até o MAM, Museu de Arte Moderna, que fica no Solar do Unhão. Eu já conhecia, mas o Ro às vezes é um pouco reticente em conhecer este tipo de exposição. Todos os sábados as 18h rola um Jam Section de Jazz no MAM, cenário perfeito, música boa, programa delicioso! O parque de obras à beira mar faz o espaço ficar ainda mais mágico.

Visitando o MAM de Salvador - BA

Visitando o MAM de Salvador - BA


Consegui convencê-lo já que era caminho, chegamos lá as 18h30 e pudemos só dar uma volta rápida, já que ele resolveu apostar com o guardador de carro que pagaria 10 reais se demorasse mais de 30min... aí quem tem que sair correndo sou eu, tudo para o moço não perder uma aposta. 19h já estávamos no Teatro Vila Velha comprando os nossos convites para assistir à peça “A Bença” do Bando de Teatro do Olodum.

Apresentação do Grupo de Teatro do Olodum no Teatro Vila Velha em Salvador - BA

Apresentação do Grupo de Teatro do Olodum no Teatro Vila Velha em Salvador - BA


Um espetáculo que faz jus ao título, A Bença comemora os 20 anos do bando pedindo “a bença” aos mais velhos, mais experientes, fazendo reverência a sabedoria dos nossos ancestrais. A montagem de teatro contemporâneo mistura elementos do candomblé, danças e músicas africanas com recursos super modernos de vídeo, exibindo em dois telões depoimentos de grandes personagens do teatro e da cultura negra. Um banho de cultura e um show à parte nestes nossos 1000dias.

Na Ponta do Humaitá, em Salvador - BA

Na Ponta do Humaitá, em Salvador - BA


Um dia que começou na Ponta do Humaitá, passou pelo Bonfim e terminou no teatro Vila Velha não poderia ser mais significativo. Hoje unimos as três pontas soteropolitanas: a beleza natural do Humaitá, o sincretismo religioso no Bonfim e a cultura baiana e negra de altíssima qualidade no Teatro Vila Velha.

Brasil, Bahia, Salvador, MAM, Olodum, pedra furada, Pontal do Humaitá, Solar do Unhão, teatro

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Arches National Park

Estados Unidos, Utah, Moab

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A água e o gelo erodiram por de mais de 100 milhões de anos as paisagens do Arches National Park. Ainda hoje as forças naturais continuam o seu trabalho incansável e contínuo, esculpindo cada fresta e fissura que formam os mais de dois mil arcos no deserto de Moab. É a maior concentração destas formações em todo o mundo, sendo o menor deles com pouco menos de um metro e o maior com 93m de extensão, o maior do mundo.

Observando o colossal Landscape Arch, no  Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Observando o colossal Landscape Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Difícil é entender como estes arcos naturais de formaram e ainda mais difícil é compreender como e por que eles foram se concentrar aqui. Os geólogos aparentemente encontraram uma resposta, e ela está em um elemento relativamente simples e bem comum na natureza: o sal.

Chegando pelo caminho errado no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Chegando pelo caminho errado no Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Há mais de 300 milhões de anos a região foi coberta por um mar, que eventualmente evaporou, deixando uma camada de sal que pode chegar a 1,6km de espessura. O parque está sobre este leito de sal, o grande responsável pela formação dos arcos, pináculos, barbatanas de arenito e monolitos que foram erodidos no decorrer de milhões de anos.

Muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Muita neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A incrível paisagem da Windows Section, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A incrível paisagem da Windows Section, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A maioria dos arcos são formados de Entrada Sandstone, uma rocha rosada e clara, ou pela Navajo Sandstone. A jovem rocha formada sobre o leito de sal foi deslocada e dobrada, a água penetrou por suas fissuras e com a ajuda das altas e baixas temperaturas, congelando e derretendo, expandindo e encolhendo, foi dando forma às barbatanas, fileiras inteiras de rocha que aos poucos foram se transformando nos arcos que vemos hoje.

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Nós estávamos ansiosos para chegar ao deserto de Utah, um dos estados com a maior concentração de áreas naturais de preservação, entre reservas, monumentos naturais, parques estaduais e nacionais. Já passamos pelo Zion e pelo Bryce Canyon, que possuem histórias geológicas semelhantes, mas tipos de erosão e paisagens completamente diferentes. E a pergunta que nos fazemos sempre é a mesma, quando será que este país vai parar de nos surpreender? Quando achamos que já vimos de tudo, chegamos a um novo parque nacional e nos deparamos com cenas como esta. É brincadeira!

A majestosa 'Park Avenue', no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A majestosa "Park Avenue", no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O nosso roteiro pelo Arches foi de dois dias intensos, no primeiro dia nós percorremos os 15km iniciais da estrada cênica do parque, que passa pelo visitor center e se estende por 28km até uma das trilhas mais famosas do parque, a Devil´s Garden Trail. A primeira parada foi na Park Avenue Viewpoint and Trailhead, colocamos o nariz para fora da Fiona (a -8°C) apenas para tirar uma foto e observar a belíssima paisagem.

Mirante da 'Park Avenue', no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Mirante da "Park Avenue", no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Seguimos pela estrada impressionados com a grandiosidade do cenário. Uma encostada rápida no Mirante das Dunas Petrificadas e logo enxergamos ao longe a Balanced Rock, uma rocha suspensa, aparentemente equilibrada sobre uma torre de pedra, o tal pináculo.

Paisagem invernal e gelada no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Paisagem invernal e gelada no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Uma enorme rocha parece equilibrar-se em um pedestal no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Uma enorme rocha parece equilibrar-se em um pedestal no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Um detour rápido e logo estamos em alguns dos principais arcos do parque, o Turret Arch e as Janelas (North and South Windows). Para ver os arcos de perto seguimos com tripla camada de roupas pela trilha, num circuito circular de 1,6km, os arcos rosados são incríveis, cada um com sua peculiaridade e cenários magníficos.

A enorme North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A enorme North Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


A bela formação da South Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A bela formação da South Window, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Ali ao lado está a saída para a rápida trilha do Double Arch, quase ninguém vê e acaba passando reto, mas foi um dos nossos arcos preferidos! O Arco Duplo é considerado um pothole arche, pois ambos foram escavados em uma rocha quase circular em um buraco em forma de pote, formação comum em rios e cachoeiras. Neste caso os geólogos afirmam que eles são formados por reações químicas, não apenas físicas, ativadas pela ação do clima ao longo dos milhares de anos.

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Momento de contemplação nos gigantescos Double Arch, uma das mais belas formações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


As nuvens de neve que cobriam o céu pouco a pouco começaram a se dissipar e manchas azuis surgiram, um bom presságio para os viajantes e fotógrafos, era hora de acelerarmos o passo para pegarmos o pôr do sol em um dos principais cartões postais do parque: o Delicate Arch.

Procurando o melhor ângulo do Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Procurando o melhor ângulo do Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Uma trilha de quase 5km (ida e volta) liga o estacionamento ao arco preferido dos fotógrafos que visitam este parque. Ela sobe lentamente aos 1.474m, coberta de gelo e neve se torna um pouco lenta e seus caminhos podem ficar confusos, já que centenas de pessoas na mesma peregrinação escolhem diferentes direções para escapar do gelo escorregadio. Quase uma hora depois, a -10°C de temperatura e muito calor interno, chegamos ao Delicate Arch.

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Delicate Arch, o mais famoso cartão postal do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O arco é delicado, mas o que o faz mais especial não é a sua forma e sim a sua localização, no alto de um pequeno platô de pedra com o vale e as montanhas nevadas ao fundo. O sol do final de tarde ilumina a sua cor rosada contra os tons frios e azuis do cenário de fundo. A peregrinação da centena de turistas e fotógrafos para ver este espetáculo é recompensada com um pôr do sol digno de nota.

Observando o mágico, quase inacreditável Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Observando o mágico, quase inacreditável Delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Voltamos antes do sol se pôr, ainda com luz e um restinho de calor dos raios que restavam. As sombras já tinham um frio quase insuportável, congelando o ar que respirávamos, sem falar nos dedos, nariz e todo o resto.

Agora, no caminho certo para o delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Agora, no caminho certo para o delicate Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Eram 5h30 da tarde e já estava escuro. Retornamos à Moab, precisávamos alimentar o corpo e a mente curiosa sobre a história deste lugar perdido no meio dos Estados Unidos. A região começou a ser explorada em meados do século XX, quando um geólogo entrou no deserto de Moab em busca de urânio. O ano era 1952, a Guerra Fria impulsionava a pesquisa e desenvolvimento de novas armas e tecnologias nucleares. O governo americano estava recompensando generosamente a descoberta de novas minas deste material. Após anos de buscas infrutíferas e já quase sem esperanças, finalmente Charlie Steen foi recompensado com a descoberta de uma imensa mina nesta região. Charlie, então pobre e endividado, tornou-se milionário do dia para a noite e colocou a cidade de Moab no mapa americano. A sua casa, construída no alto de um morro no caminho para o parque nacional, hoje se tornou um dos melhores restaurantes da cidade e com uma bela vista do vale. Um jantar cultural, que além de bons pratos, nos proporcionou uma viagem na história da região.

Céu colorido de fim de tarde atrás dos arcos de pedra do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Céu colorido de fim de tarde atrás dos arcos de pedra do Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Neste primeiro dia tivemos uma boa visão do parque, mas ainda nos faltava conhecer uma das mais famosas trilhas deste parque nacional: a Devil´s Garden. No outro dia cedo, cruzamos a Fiery Furnace até o começo da trilha e novamente triplamente encapotados começamos a caminhada sobre a neve, entre as rochas e arcos de pedra do Aches National Park.

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Pine Tree Arch, mais um arco de pedra no nosso segundo dia de explorações no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O primeiro loop nos levou ao Tunnel Arch e ao Pine Tree Arch. Voltamos à trilha principal e seguimos por mais de um quilômetro até encontrar o Landscape Arch, o maior arco do mundo, com 93m de extensão!

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Landscape Arch, o maior arco de pedra no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


O Landscape Arch é uma das provas mais recentes de como o parque está em processo constante de erosão. Na década de 90 uma grande seção do arco se desprendeu e veio ao chão sob os olhos atentos e assustados dos turistas que estavam embaixo dele. Todos conseguiram escapar e alguns deles até fotografaram o momento. Antes disso turistas podiam chegar até a base do arco e inclusive atravessá-lo por cima, mas depois do ocorrido o parque achou mais prudente o manter fechado, garantindo a segurança dos turistas e principalmente a do arco.

Turistas descansam sob o Navajo Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Turistas descansam sob o Navajo Arch, no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Daqui para frente a trilha sobe sobre as rochas nevadas e o gelo escorregadio exige calçados aderentes e equipamentos que deem mais segurança sobre a neve, pois um escorregão pode te levar fenda abaixo. Eu voltei, o Ro com mais ganas e coragem resolveu seguir com seu tênis guerreiro, sobre o gelo e ainda conseguiu chegar ao Partition e Navajo Arch.

Trecho extremamente escorregadio de trilha no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Trecho extremamente escorregadio de trilha no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos


Este parque deve ser outro mundo no verão e já entrou na nossa longa lista de lugares que voltaremos a visitar.

Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

Trilha tomada pela neve no Arches National Park, perto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

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Halloween à baiana

Brasil, Bahia, Itacaré

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


A festa à fantasia no dia primeiro de novembro já está virando tradição em Itacaré. É a festa de halloween à moda baiana, já que chega um pouquinho atrasada do real dia das bruxas americano. Como é um aniversário e este ano comemorou os 50 anos de uma personagem conhecida da cidade, a entrada era com convite e fantasia obrigatória. Quem não tivesse convite, mas estivesse fantasiado pagava 10 reais e sem fantasia 20 reais para entrar. Nós ganhamos os convites da Rebeca e usamos uma das principais qualidades do brasileiro, a criatividade!

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


Eu fui de índia, meio apache meio pataxó, juntei os meus colares pataxós com uma folha de comigo-ninguém-pode e um pouco de rímel e fiquei a própria! Já o Rodrigo, com seu corpo mais esbelto, vestiu a roupa de mergulho e carregou sua máscara e snorkell e foi de mergulhador. Chegamos um pouco tarde, mas a festa estava ótima! A Rebeca não pôde ir, mas encontramos a Bianca e a Denise, além do pessoal do rafting que estava arrasando de “mocréias”. Fantasias para todos os gostos, desde as mais tradicionais, diabinha, anjinha, coelhinha da playboy até o trio pia, privada e chuveiro, Osama Bin Laden e um casal de mendigos pedintes. O melhor é o cenário, o Cabana Corais, à beira da Praia das Conchas com a lua nascendo e o reggae tocando. Muuuuuito bom! A temporada de festas de Itacaré foi encerrada com a melhor delas e à moda baiana!

Brasil, Bahia, Itacaré, festa à fantasia, hallowen

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