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Blog da Ana - 1000 dias

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Pupu, Fumarola, Mola-mola

Galápagos, Isla Isabel

O incrível e exótico peixe-lua em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

O incrível e exótico peixe-lua em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


As ilhas Galápagos são vivas. Não falo apenas da sua imensa fauna, mas sim de sua história geológica. Ilhas de formação vulcânica, elas estão em constante movimento e transformação. Hoje passamos sobre o hot spot deste vulcão, próximo à ilhas de Fernandina, que pouco a pouco vai construindo novas ilhas e fazendo com que o Arquipélago se mova de oeste para leste, em torno de 4cm por ano, em direção à América do Sul. A única exceção são as ilhas de Darwin e Wolf, que estão localizadas entre as placas tectônicas de Galápagos e Coco e emergiram a partir da colisão e fricção entre as duas placas.

Isla Isabel, em Galápagos

Isla Isabel, em Galápagos


Podemos ver esta atividade hoje ao vivo e a cores no mergulho em Roca Redonda. Pelo itinerário do barco, caímos na água mais cedo que o normal, as 7 horas da manhã. A temperatura média da água estava em 18°C e logo damos de cara com milhares de bolhas surgindo debaixo da terra. São as fumarolas formadas por gases vulcânicos emitidos por este “vulcão submarino”.

Fumarolas vulcânicas em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Fumarolas vulcânicas em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Eu achava tudo meio incongruente. Sabemos que tem um vulcão abaixo de nós, as bolhas estavam ali para comprovar, e eu que estava quase congelando só queria saber, por que esta água é tão gelada!?!

Blue Nudibranch em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Blue Nudibranch em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


A visibilidade não estava das melhores, mas os seres marinhos não estão nem aí para o frio e a falta de visibilidade. Sorte a nossa! Os leões-marinhos, tubarões martelo, galapagos, cardumes de sardinhas e lindos cavalos marinhos dormindo enrolados em corais.

Cavalo-marinho em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos

Cavalo-marinho em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos


A outra grande atração deste ponto de mergulho são os esquisitos e maravilhosos Mola-Mola, também conhecidos como Peixe Lua em português ou Ocean Sun Fish, em inglês. Eles são imensos, prateados, redondos e possuem nadadeiras dorsais e olhos laterais. São tão feios que até ficam bonitos!

O fantástico peixe-lua em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos

O fantástico peixe-lua em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos


Durante a tarde mais um mimo... tivemos que fazer o treinamento de segurança do barco, soou o alarme e tivemos que sair correndo com os respectivos salva vidas para o Sun deck. Chegando lá foram passadas algumas instruções caso precisássemos abandonar o navio e para comemorar a vida brindamos com um champagne oferecido pela tripulação.

Com a nossa guia, Glenda, tomando um coquetel na Isla Isabel, em Galápagos

Com a nossa guia, Glenda, tomando um coquetel na Isla Isabel, em Galápagos


Em Punta Vicente Roca conhecemos finalmente o tão falado pupu fish (puputa que frio!). Glenda e Edwin tinham nos avisado e nós não queríamos acreditar. QUINZE, isso mesmo apenas 15°C de temperatura na água, nos faziam parecer cubos de gelo! Ao mesmo tempo os 30m de visibilidade não nos deixavam pensar em sair da água. Um paredão rochoso maravilhoso com mais de 30m de profundidade e muita vida!

Cardume de salemas em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Cardume de salemas em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Camarões azuis, leões marinhos caçando, pingüins pescando na superfície, moréias, um cenário esplêndido! É aquele tipo de lugar que durante cinco minutos entramos em uma espécie de transe contemplativo e quando voltamos do transe vemos que é tudo realidade e nos lembramos de pensar e realizar exatamente aonde estamos no globo. A nossa mente rapidamente nos mostra aquela imagem de Google Earth em zoom out:

Punta Vicente Roca - Isla Isabela - Galápagos - Costa pacífica do Equador - América do Sul - América - Planeta Terra.


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Vimos pela primeira vez o Flightless Cormorant, uma ave-submarina! Ele vive fora d´água,mas tem um fôlego imenso e uma super hidrodinâmica para buscar seu alimento há mais de 20m de profundidade!

O incrível e exótico peixe-lua em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

O incrível e exótico peixe-lua em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Ao final do mergulho tivemos um encontro fascinante com quatro Mola-Molas imensos que ficaram nadando conosco, lindos! Já no panga, fomos buscar uma das duplas que havia se perdido brincando com os leões marinhos, pingüins e haviam encontrado uma iguana marinha em uma das paredes da ilha.

Leão-marinho brinca conosco em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)

Leão-marinho brinca conosco em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)


Fechamos o dia com um panga ride, passeio de bote pelos arredores da ilha. Navegamos ao redor e dentro da caverna onde começamos o primeiro mergulho, conhecendo mais de perto a vida destes animais que vimos embaixo d´água.

Pinguim e caranguejo socializam em Rocca Redonda, na Isla Isabel, em Galápagos

Pinguim e caranguejo socializam em Rocca Redonda, na Isla Isabel, em Galápagos


Final de tarde e lá estavam os leões marinhos brincando, pingüins tentando se secar, iguanas tomando um último solzinho, pelicanos e os belíssimos blue footed boobies, pássaros típicos aqui de Galápagos com patas, bicos e olhos azuis. Lindíssimos!

O famoso blue footed boobie, um dos símpolos de Galápagos, em Rocca Redonda, na Isla Isabel

O famoso blue footed boobie, um dos símpolos de Galápagos, em Rocca Redonda, na Isla Isabel


Um dia espetacular como este nem nos deu muito tempo de pensar que amanhã já é o nosso último dia de live aboard. Esta já é a nossa última noite, já que iremos desembarcar antes na Ilha de Santa Cruz para continuar essa aventura, conhecendo Galápagos por terra.

Rafa, Friso, Ana, Maria e Henning em passeio de 'panga' (bote inflável) em Rocca Redonda, na Isla Isabel, em Galápagos

Rafa, Friso, Ana, Maria e Henning em passeio de "panga" (bote inflável) em Rocca Redonda, na Isla Isabel, em Galápagos

Galápagos, Isla Isabel, Mergulho, Ecuador, Equador, Punta Vicente Roca, Roca Redonda

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Feliz Año Nuevo!

Guatemala, Antigua

Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Ano Novo em Antigua, na Guatemala


A virada ainda era uma incógnita, tentamos falar com Rossana, amiga de Rodrigo Marc, um amigo conterrâneo que hoje vive no México. Fomos virtualmente apresentadas, mas ainda não havíamos conseguido contato. Então, provavelmente comeríamos algo no centro e mais tarde iríamos para a Praça Centralm que estaria lotada, para tentar encontrar Pablo e seus pais. O espumante pelo menos já estava garantido!

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala


Já eram sete horas da noite quando conseguimos falar com Rossana, que nos convidou para jantar no hotel de uma amiga e depois ver os fogos do restaurante de um amigo, onde todos deveriam ficar até o amanhecer de 2012. Na hora topamos e combinamos de nos encontrar no Hotel EuroMaya as 21h.

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala


A noite estava fria, saímos para o hotel atrasados, pois pouco antes de sairmos conseguimos encontrar alguns familiares online no skype! Conversamos com os pais, tios e primos do Ro que estavam lá em Poços de Caldas, já próximos da meia-noite e vimos os fogos de artifícios do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo pelo skype enquanto falávamos com o meu pai. Tecnologia é mesmo uma maravilha moderna!

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala


No hotel uma ceia deliciosa já estava servida e quentinha, muito parecida com a que temos aí no Brasil, tender e perú com acompanhamentos, vinho, espumante e toda a decoração natalina e de réveillon super em cima. Os donos do hotel são um casal, ele guatemalteco e ela espanhola, portanto as comemorações tinham um toque de cada cultura. Após o jantar eles fizeram um sorteio com todos os participantes, premiando uma passagem à Tikal e vários outros prêmios. O Rodrigo foi sorteado e ganhou um café da manhã, com direito a acompanhante, no Hotel Camiño Real, um dos mais bacanas de Antigua.

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala


O ponto alto da noite foi comemorado na tradição espanhola. Todos se enfeitaram com os “kits réveillon” que ganhamos, que incluíam um pacote com 12 uvas. Na frente do hotel vimos os fogos de artifício e os 12 segundos antes da meia-noite foram marcados por badaladas de um sino. Cada badalada, uma uva que tínhamos que comer, haja agilidade! Passei a virada empolgada, filmando, fotografando e enfiando as uvas na boca! Hahaha! O Rodrigo entrou no clima, se enfeitou com o chapéu e o nariz de palhaço e comeu as 12 uvas!

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala


A noite seguiu com mais fogos da Praça Central, baladinhas com o pessoal que estava no hotel e ainda fomos até o El Sereno, restaurante do amigo da Rossana, para tomar uma saidera e ver do alto a cidade iluminada em festa. No caminho tentamos achar Pablo e seus pais no meio da festa da Praça Central, mas era tanta fumaça e tanta gente que foi impossível.

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala


Noite de festa e algumas reflexões. Neste ano que passou conhecemos centenas de novos lugares, pessoas e culturas. Foi um ano maravilhoso, de muito aprendizado ao qual só temos que agradecer e pedir para que o ano que chega, seja tão iluminado quanto o que passou. Começamos 2012 com o pé direito e com a certeza de que se a profecia Maia se concretizar, teremos vivido intensamente o maior sonho da nossa vida.

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Guatemala, Antigua, réveillon, cidade histórica, Cidade Colonial

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Asunción

Paraguai, Asunción

Tenda de artesanato na Praça Uruguaya, em Asunción - Paraguai

Tenda de artesanato na Praça Uruguaya, em Asunción - Paraguai


Asunción é uma cidade de 1,2 milhões de habitantes às margens do Rio Paraguay. O centro histórico se desenvolveu ali e ainda é o centro político da capital, porém a beira rio ficam as favelas, também conhecidas como viviendas temporárias, já que estão sujeitas à alta do rio.

Rio Paraguay, que banha Asunción - Paraguai

Rio Paraguay, que banha Asunción - Paraguai


Próximos da comemoração do Bicentenário da Independência, declarada em 20 de julho de 1811, todos os edifícios públicos estão passando por restaurações e reformas. Lindos por fora, fechados por dentro. Portanto alguns dos prédios abertos a visitação turística, como o Panteón de los Heroes, onde estão os restos mortais de Solano Lopes e outros ilustres da história paraguaia.

O Panteão dos Heróis, em Asunción - Paraguai

O Panteão dos Heróis, em Asunción - Paraguai


A melhor forma de conhecer o centro histórico é caminhando. Conseguimos a melhor vaga para estacionar a Fiona, sem parquímetro e em frente ao quartel policial na Plaza Constitución, onde fica a Catedral Metropolitana. Logo ao lado, o Cabildo, uma marca da passagem dos jesuítas na região, antes Casa do Governo Espanhol, hoje museu do Congresso Nacional.

O 'Cabildo', em Asunción - Paraguai

O "Cabildo", em Asunción - Paraguai


Aqui fica claro o contraste entre a riqueza e a pobreza do povo paraguaio. Avistamos o rio e logo abaixo as favelas, não muito diferentes das que encontramos em Recife, Rio ou Salvador. O policiamento nas ruas é grande, quase ostensivo, ficando clara a preocupação com a segurança na região. Assim sendo, continuamos caminhando, nos sentindo ainda mais seguros, pelo centro limpo e arborizado e chegamos ao imponente Palácio do Governo, também em estágio final de restauração. Logo em frente fica o Centro Cultural Manzana de La Riviera, um conjunto de casas antigas restauradas que deu espaço a um museu sobre a história da cidade de Asunción, salas de exposição e um restaurante com vista para o Palácio. Vale a visita.

Praça Uruguaya, em Asunción - Paraguai

Praça Uruguaya, em Asunción - Paraguai


A esta altura, já com fome, começamos a mesclar o roteiro gastronômico ao histórico. Passamos em frente ao Panteón e ao Lido Bar, um dos bares mais tradicionais que serve a famosa sopa paraguaia, especialidade da cozinha local. Seguimos adiante compramos um pão preto de trocentos cereais na padaria alemã e encontramos a Confiteria Bolsí.

Padaria alemã em Asunción - Paraguai

Padaria alemã em Asunción - Paraguai


Sabem aquela uma confeitaria dos anos 60, com aquele balcão antigo de madeira delicioso para sentar, tomar uma cerveja e ver o movimento passar? Exatamente, vimos colegas de trabalho, dando aquela escapadinha do escritório, casais, senhores com seus jornais e barbas respeitáveis. Ali decidimos almoçar, empanadas quatro queijos, caneloni para o Rodrigo e uma salada verde deliciosa e difícil de encontrar, adoro!

A deliciosa e tradicional confeitaria Bolsi, no centro de Asunción - Paraguai

A deliciosa e tradicional confeitaria Bolsi, no centro de Asunción - Paraguai


Terminamos o passeio na Praça Uruguaya, em frente ao Ferrocarril, primeira estação de trem do continente. O prédio é lindíssimo e alguns vagões ainda estão ali para fotografia, embora não muito conservados. Contudo não pude deixar de prestar atenção na praça. Um grande acampamento de pessoas pobres, sem terra, sem teto, sem comida, sem nada, a estava ocupando. Aparentemente são pessoas que vivem ali, queremos acreditar que seja apenas temporário.

A mais antiga estação de trem do continente, em Asunción - Paraguai

A mais antiga estação de trem do continente, em Asunción - Paraguai


Ainda que nós brasileiros estejamos acostumados a ver pobreza, confesso que esta cena da praça me chocou. Mais que as favelas às margens do rio, mais do que a miséria que já vimos pelo caminho. De qualquer forma eu prefiro assim, sem hipocrisia, pois não adiantaria imaginarmos que passaríamos pelo Paraguai, um dos países mais pobres da América, vendo a miséria apenas à margem das grandes cidades. Sim ela existe, no centro histórico e turístico e em todo lugar, infelizmente faz parte da realidade deste país.

População indígena em paraça de Asunción - Paraguai

População indígena em paraça de Asunción - Paraguai

Paraguai, Asunción,

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A capital, Porto Velho

Brasil, Rondônia, Porto Velho

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Sempre fui curiosa para conhecer o estado de Rondônia. Um estado mais novo do que eu, com 70% da superfície coberta pela Floresta Amazônica, os outros 30% são uma zona de cerrados que cobrem a área do chapadão, onde estão a Serra dos Pacaás Novos e Chapada dos Parecis. Só poderia ser um lugar especial.

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


O antigo Território Federal do Guaporé tinha como principal atividade a extração de borracha e castanha do pará. Ok, castanha do Brasil como querem os nortistas, pois como se pode perceber ela nasce em toda a região norte, não apenas no Pará! Foi apenas depois da chegada da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que o território passou a ter maior importância, estratégica e econômica. A estrada foi construída para fazer o escoamento de mercadorias da região e principalmente um acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico. A ferrovia entrou como premissa para que a Bolívia “cedesse” o território do Acre ao Brasil.

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia


Assim nasceu Porto Velho. A pequena vila que se tornou a capital era o local do velho porto de escoamento de mercadoria no Rio Madeira, afluente do Rio Amazonas que por sua vez desagua no Oceano Atlântico. Hoje, Rondônia possui o terceiro maior PIB da Região Norte, depois do Amazonas e Pará, tem uma extensão cinco vezes maior do que a Croácia e o maior percentual de evangélicos do Brasil.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


A ferrovia trouxe o desenvolvimento ao antigo Território de Guaporé e Marechal Cândido Rondon trouxe o telégrafo, interligando as regiões mais remotas e isoladas do país. Não à toa em 1956, Rondon foi homenageado emprestando seu nome ao território, que em 1982 se tornou o estado de Rondonia. A segunda onda de ocupação ocorreu na década de 70 quando o governo militar fez uma distribuição de terras na região, na mesma época da construção da Transamazônica, com o intuito de ocupar o território e diminuir chances de problemas fronteiriços.

O esforço e os incentivos fiscais do governo federal em povoar a região começava a dar frutos. A abertura da fronteira agrícola, que avança velozmente desde o Mato Grosso, e a exploração de madeira e minérios fez com que algumas unidades de conservação ambiental fossem criadas a partir do final da década de 70. Quem diria que ali, no distante e pouco conhecido estado de Rondônia pode estar a maior reserva de diamantes do mundo? A Reserva Indígena Roosevelt possui mais de 2,7 milhões de hectares e pertence aos 1.200 índios cinta-larga que habitam a área. Já se sabe que o potencial desse garimpo é imenso e está entre os 5 maiores do mundo, o topo da lista só seria garantido após um estudo mais detalhado que não foi, e espero, não será feito em território indígena. Enquanto alguns enxergam riqueza, eu enxergo destruição de uma cultura, de uma floresta e toda sua biodiversidade, além da chegada dos piores problemas sociais que existem em torno desta atividade.

Enquanto isso não acontece, a terceira onda de ocupação explora os recursos hídricos da região, que veio recentemente com a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Um dos maiores tributários do Rio Amazônas, o Rio Madeira é o de maior velocidade entre os rios amazônicos. Mesmo sem um grande desnível, Santo Antônio foi construída na maior cachoeira do Rio Madeira. São 14m de desnível. Tão pouco, não é mesmo? Sim, mas com a velocidade do rio e a tecnologia de novas turbinas ela será capaz de gerar energia elétrica para 44 milhões de pessoas.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


135 km rio acima a Hidrelétrica de Jirau também está em construção. Nem quero dar uma de eco-chata aqui falando de impacto ambiental das represas e novos espelhos d´água destas duas represas imensas que acabam de ser construídas. Basta falar do impacto social que elas tiveram na região, que ávida pelo desenvolvimento, nem parou para pensar no que aconteceria com a chegada de milhares de novos trabalhadores para a construção da Usina. Atrás deles prostituição, alcoolismo e o tráfico de drogas, seguido pelo desemprego, afinal a construção pode durar 10 anos, mas quando ela acaba nenhum deles será mais necessário ali, nem os homens, nem as putas e muito menos os traficantes.
Ainda assim rodamos Porto Velho, uma capital nova, planejada e bem tranquila. A criminalidade infelizmente já deu sinais de vida, segundo nosso amigo Rodrigo que vive no centro da cidade, mas ainda não é comparável com o que vemos nas grandes cidades do sul e sudeste.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Você deve estar se perguntando. Por que alguém iria querer conhecer Porto Velho? Voltamos então à toda história contada acima e o mais louco é que, talvez por ela ser tão recente, ela é facilmente reconhecida quando rodamos pela cidade. O povo meio agauchado, misturado com goianos, mato-grossenses e toda qualidade de brasileiros empreendedores que você imaginar. Os nomes dos botecos, restaurantinhos e padarias te dão uma pista de quem são, de onde vieram e que tipo de comida você vai poder provar.

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Os pontos turísticos incluem a Praça da Caixa d´Água, que obviamente está no ponto mais alto da cidade e possui 3 grandes e antigas caixas d´água que abasteciam a capital.

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia


O Parque Ferrovia Madeira-Mamoré é o mais bonito, à beira do rio. Tem galpões culturais com feira de artesanatos, uma antiga locomotiva em exposição e um passeio peatonal delicioso, perfeito para um fim de tarde tranquilo às margens do rio, com direito a um belo por do sol alaranjado.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Há alguns quilômetros dali, outro lugar bacana de visitar é o Mirante da Usina de Santo Antonio, de onde podemos ver a barragem de Santo Antônio ao lado de uma daquelas igrejinhas super charmosinhas, cena bucólica do interior.

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


À noite a dica é conferir a culinária típica no Canto do Tucunaré, restaurante famoso por sua caldeirada deste peixe amazônico. Nas paredes vários quadros de grandes artistas e celebridades brasileiras que já estiveram lá provando a caldeirada de tucunaré e um dos melhores pirões que já comi na vida!

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Se você passar por Porto Velho, tire um dia para conhecer a segunda mais nova capital brasileira e conhecer um pouco mais da nossa cultura e história.

Brasil, Rondônia, Porto Velho, Capital, Canto do Tucunaré, Mirante da Usina de Santo Antonio

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Lagos de Montebello

México, Comitan

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


À uma hora de Comitán está o Parque Nacional dos Lagos de Montebello. Um conjunto de mais de 50 lagunas das mais diferentes cores e tons de azul turquesa à verde esmeralda e musgo. Com mais de 6 mil hectares de área, o parque foi criado em 1959 para proteção dos bosques, águas, flora e fauna da região.

Mapa do parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Mapa do parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


A estrada que cruza o parque margeia um longo trecho da fronteira com a Guatemala, sendo teoricamente uma área crítica, portanto, pelo plantio e tráfico de drogas. No caminho cruzamos um caminhão do exército com alguns militares bem armados, mas fora isso, nada que nos faça crer ser uma região perigosa.

As águas azuis-esverdeadas da laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

As águas azuis-esverdeadas da laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Os bosques de pinos nos fazem lembrar que estamos na América do Norte, mas são tudo menos o que eu imaginava encontrar no México, sempre seco e quente no meu imaginário. Os lagos estão a uma altitude de 1500msnm, portanto um clima temperado domina a região.

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Os lagos estão conectados entre si por rios subterrâneos e são alimentados por lençóis freáticos de água mineral. As cores variam conforme a incidência da luz e os minerais das rochas que formam cada laguna.

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Uma paisagem fantástica de clima temperado, pinos, lagos e montanhas em pleno México, sensacional! Passamos primeiro pelas lagunas Água Tinta, Esmeralda, Encantada e Ensueño, todas facilmente acessíveis de carro e por trilhas de 100, 300 e 500m. Todas tão próximas e com cores tão diferentes. A última, Ensueño, é a única em que o banho é proibido, já que a água é usada para consumo de uma vila próxima.

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Deixamos os lagos mais bonitos para o final, Montebello, que possui uma praia de areia, melhor área para banho, mesmo com água mais fria, perfeito fazer provas de travessias de natação. Em frente estão várias barraquinhas oferecendo bocadillos (aperitivos) locais. Queijos, chocolates e linguiças artesanais e a maravilhosa quesadilla mexicana.

Chorizo para preparação de quesadillas, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Chorizo para preparação de quesadillas, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


A Flor nos preparou uma quesadilla de farinha com recheio de queijo e lingüiça deliciosa, ainda mais feita no fogão à lenha! Humm, abriu o apetite!

Preparando quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Preparando quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Seguimos para o nosso último lago, o mais bonito, mais quente para um mergulho, justamente quando o tempo fechou e uma garoa começou a esfriar os ânimos. Cinco Lagos é a paisagem mais conhecida do parque, um mirante no alto nos permite ver a sua geografia. Água claríssima, mesmo sem sol, super convidativa.

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Abaixo balseiros oferecem passeios aos mais corajosos e animados. Com sol sem dúvida teríamos embarcado para um tchibum no meio do lago, que chega a ter mais de 200m de profundidade! Um lugar perfeito para treinar apnéia.

Visitando a laguna Cinco Lagos, no parque Launas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Visitando a laguna Cinco Lagos, no parque Launas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Daqui seguimos, com um roteiro diferente do pensado inicialmente. Ao invés de irmos direto para San Cristóbal e de lá viajar à Palenque, Toniná, etc, cortamos caminhos e dirigimos direto para a cidadezinha de Ocosingo, ótima base para explorar os sítios arqueológicos da região. Amanhã começamos a nossa jornada pela Civilização Maya nas ruínas de Palenque!

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

México, Comitan, Lago, parque nacional, Lago de Montebello

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DC: Um dia de chuva no Mall

Estados Unidos, District of Columbia, Washington

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)


Mesmo com obras e chuva a cidade de Washington continua linda. O dia começou quente e todo aquele calor só poderia mesmo terminar em uma tarde de nuvens negras e tempestades esparsas.

O prédio dos arquivos nacionais, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O prédio dos arquivos nacionais, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Há várias formas de conhecer DC, bicicleta, segway (aquele carrinho motorizado de duas rodas) ou até com as lindas bicicletas coletivas que estão espalhadas por todo o centro da cidade, mas a nossa preferida é a mais tradicional: a pé!

O Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington DC

O Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington DC


Bicicleta para alugar e conhecer Washington DC, capital dos Estados Unidos

Bicicleta para alugar e conhecer Washington DC, capital dos Estados Unidos


Descemos na estação de metro e cruzamos a Constitution Avenue, onde começamos a nossa caminhada em direção ao Capitólio. Revimos muitos lugares já visitados na nossa primeira visita à cidade: National Gallery of America, o Archives of the USA e logo ali do outro lado, o Space and Science Museum. Um mundo imenso de informações, imagens, cores, sentimentos, história e arte que eu adoraria, mas não poderia rever.

O prédio do Congresso, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O prédio do Congresso, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Chegando ao Capitólio, em frente à Reflectin Poll encontramos um grupo imenso de ciclistas que acabava de chegar à cidade depois de pedalar mais de 365km de Nova Iorque até Washington! Uma explosão de alegria e emoções, amigos, familiares e completos desconhecidos, todos pararam para aplaudir os heróis do dia!

Celebrando a façanha de pedalar de NY à Washington DC, capital dos Estados Unidos

Celebrando a façanha de pedalar de NY à Washington DC, capital dos Estados Unidos


Grupo de ciclistas descansa após padalar de Nova iorque à Washington DC, capital dos Estados Unidos

Grupo de ciclistas descansa após padalar de Nova iorque à Washington DC, capital dos Estados Unidos


Continuamos pela Jefferson Drive, agora em direção ao Washington Monument, o imenso obelisco construído em 1848 em tributo a George Washington, circundado por bandeiras americanas. Antes mesmo de chegarmos lá as nuvens negras desabaram e as cores do verão foram sendo substituídas pelo prateado, cinza, preto e branco.

O Washington Monument numa tarde chuvosa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O Washington Monument numa tarde chuvosa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Chuva em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Chuva em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Passamos o World War II Veterans Memorial e chegamos ao famoso Lincoln Memorial, onde Marthir Luther King fez seu famoso discurso “I have a dream”.

Chegando ao Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Chegando ao Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos


Onde nunca cansaremos de ler as palavras nos imensos pergaminhos de mármore deste grande libertário da história americana. Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer, ou se já foi mas quer rever, o site deste Parque Nacional tem um tour virtual pelas salas, entre as colunas e as palavras de Abraham Lincoln.

Lincoln Monument, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Lincoln Monument, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


“For score and seven years ago, our fathers brought forth on this continent, a new nation conceived in liberty and dedicated to the proposition that all men are created equal.
(…)
That we here highly resolve that these dead shall not have died in vain. That this nation, under God, shall have a new birth of freedom, and that government of the people, by the people, for the people shall not perish from the earth.”

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)


Traduzindo...

"Oitenta e sete anos atrás, nossos pais trouxeram a este continente, uma nova nação concebida em liberdade e dedicada à ideia de que todos os homens foram criados iguais.
(...)
Que nós aqui definimos que estes mortos não terão morrido em vão. Que esta nação, sob os olhos de Deus, terá um novo nascimento da liberdade, e que o governo do povo, pelo povo, para o povo não perecerá da terra."
(* free translation)

Trecho do seu discurso proferido para novos soldados americanos em 1863, no estado da Pensylvania.

O belo Jefferson Memorial, à beira do Potomac, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O belo Jefferson Memorial, à beira do Potomac, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Terminamos a nossa caminhada pelo Mall passando nos arredores do lago do Thomas Jefferson Memorial. Um dia lindo em preto e branco, cores que não ficariam tão bem em qualquer outra cidade.

Turistas observam a vista desde o Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Turistas observam a vista desde o Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Estados Unidos, District of Columbia, Washington, walking tour, Mall

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Serra do Tepequém

Brasil, Roraima, Serra_do_Tepequem

Vista do alto da Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Vista do alto da Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Chegamos ao Brasil! Cruzamos a fronteira para a cidade de Pacaraima, no norte de Roraima, sem precisar parar na fronteira mostrar documentos, fazer imigração ou aduana. Ahhh, lar doce lar! Fomos até o centro tomar a primeira providência necessária, sacar dinheiro no banco. Paramos no primeiro banco que vimos um Banco do Brasil e, OPA! Não podemos sacar dinheiro! Como assim? Pois é, o caixa automático não é do 24 horas e brasileiros só sacam dinheiro no caixa do seu banco, certo? Pois é, tanto tempo fora do Brasil e ficamos meio esquecidos... aí nos perguntamos, será que aqui tem HSBC, Santander ou Itaú? É claro que não! Em Pacaraima encontramos Banco do Brasil, Caixa Econômica ou Bradesco! Nenhum comerciante pode nos ajudar com os cartões de crédito, nos resta o que? Trocar nossos poucos dólares por reais! Quem diria, nunca imaginamos que justo no Brasil teríamos que trocar dólares! De repente pensamos... Sim, chegamos ao Brasil.

Fronteira de Venezuela e Brasil, em Santa Elena

Fronteira de Venezuela e Brasil, em Santa Elena


Bom, não bastasse isso também descobrimos que em Pacaraima não existe posto de gasolina, pois o vizinho ali do norte quebra qualquer dono de posto aqui. Assim, tivemos que voltar à Venezuela e entrar na fila do posto de brasileiros que havíamos acabado de rejeitar. Sorte que na volta pelo menos a fila de diesel estava bem menor e conseguimos acelerar. O posto para brasileiros foi criado pelo governo venezuelano com um preço bem maior e que ainda assim é menos da metade do que pagamos no Brasil.

Posto para brasileiros lotado em Santa Elena, na Venezuela

Posto para brasileiros lotado em Santa Elena, na Venezuela


Resolvidos estes “pequenos detalhes” operacionais, finalmente estamos prontos para adentrar em terras brasileiras e começar as nossas explorações nestes territórios tão distantes para a maioria dos brasileiros. Queríamos conhecer a região de Uiratumã, na terra indígena da Raposa Serra do Sol, que por tanto tempo estrelou nos noticiários nacionais. Nos informamos no caminho e... pois é, a situação aqui continua incerta e nem sempre os turistas tem autorização para visitar as terras indígenas. Além disso teríamos problemas com combustível, já que daqui à Uiramutã não existem mais postos de gasolina. Temos que estar em Boa Vista para pegar um avião no dia 19 cedo, assim sendo revolvemos facilitar as coisas e fomos direto para a Serra do Tepequém.

Buscando informações sobre a estrada para Uiramutã, em Roraima

Buscando informações sobre a estrada para Uiramutã, em Roraima


As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima


A Serra do Tepequém é aquele lugar que você vê e pensa: nunca imaginei que algo assim existisse aqui no norte do Brasil! Em meio aos sertões e veredas da savana brasileira, emerge uma pequena serra que traz diamante em seus veios. Muitos maranhenses e cearenses vieram para cá em busca de uma oportunidade de enriquecimento e uma vida melhor. Seu Marcos, o dono da venda na Vila de Tepequém, nos conta que o começo foi bem difícil, não existia nada aqui. Quando as grandes mineradoras chegaram com máquinas ficou ainda mais difícil encontrar as pedras precisosas e os garimpeiros chegaram a passar fome.

Chegando à Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Chegando à Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Parte da gente que veio, foi embora, mas alguns poucos ficaram e começaram a encontrar alternativas para viver. A criação de peixes nos lagos foi uma delas e o turismo logo apareceu como uma boa alternativa. A serra possui várias cachoeiras e está próxima o suficiente para ser uma alternativa de final de semana para o pessoal de Boa Vista. Hoje o Tepequém recebe muitos turistas da região em busca de um lugar tranquilo, mais fresco e cheio de trilhas e cachoeiras, um ótimo lugar para entrar em contato com a natureza.

Passeando na Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Passeando na Serra do Tepequem, no norte de Roraima


São várias pousadinhas e campings na vila e pelo menos 3 opções de restaurantes. Há quase um mês a cidade não recebia turistas, pois a ponte de acesso estava quebrada e deixou a vila isolada. Ontem a ponte reabriu e nós fomos os primeiros turistas a reiniciar as atividades. Depois de todos os estresses de fronteira, não teve melhor “tira zica” do que um banho de cachoeira no Salto do Paiva!

A bela cachoeira do Paiva, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima

A bela cachoeira do Paiva, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Descansando em um dos rios da Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Descansando em um dos rios da Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Há apenas 15 minutos e 120 degraus da cidade, o salto tem vistas lindas e as águas mais deliciosas da região! Rsrs! De volta à vila, sentamos na vendinha de frente para a praça/ pista de pouso da cidade e vimos o entardecer olhando para o platô, loucos para subir lá e fuçar cada trilha.

O Platô, ponto mais alto da Serra do Tepequem, no norte de Roraima

O Platô, ponto mais alto da Serra do Tepequem, no norte de Roraima


A pacata vila da Serra do Tepequem, no norte de Roraima

A pacata vila da Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Adendo importante! Que saudades da comidinha brasileira! Hummm! O jantar na casa da Dona Luzia, arroz com feijão, carninha e salada, definitivamente comprovam: estamos de volta ao Brasil!

Depois de tanto tempo, comendo uma legítima comidinha brasileira, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Depois de tanto tempo, comendo uma legítima comidinha brasileira, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Com a Dona Luzia, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Com a Dona Luzia, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Papo vai, papo vem, acabamos entrando no clima tranquilo da vila. Faremos apenas o que o nosso tempo nos permitir. Relaxamos e decidimos aproveitar bem a manhã seguinte para uma caminhada até a Cachoeira do Barata. Águas verdinhas e geladas em uma trilha que desce o próprio leito do rio, de poço em poço, até a cachoeira principal. Linda!

Cachoeira do Barata, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Cachoeira do Barata, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Ficaram ainda na grande lista de cachoeiras, a Cachoeira do Funil, o Platô e suas araras azuis e o Cabo Sobral. Nos despedimos do Tepequém agradecendo por ele nos mostrar como o nosso Brasil pode ser diverso, de norte a sul! E você, já imaginou pegar um friozinho de serra aqui no norte do Brasil?

Cachoeira do Barata, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Cachoeira do Barata, na Serra do Tepequem, no norte de Roraima

Brasil, Roraima, Serra_do_Tepequem, Cachoeiras, Serra do Tepequem, Cachoeira do Paiva, Vila do Tepequém

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Diz aí se você gostou, diz!

A Racha da Zilda

Brasil, Minas Gerais, Carrancas

Essa Zilda deve ser importante mesmo por aqui! Ela tem um complexo de cachoeiras e até um cânion com o seu nome! Este cânion esculpido pelas pedras foi carinhosamente apelidado de “A Racha da Zilda”. Andamos 15 minutos até a margem do rio e continuamos subindo pelas pedras que formam uma paisagem sensacional. Claramente as rochas sedimentares se formaram em camadas e um abalo sísmico, que deve ter ocorrido milhões de anos atrás, abriu o pequeno cânion, deixando a água passar e formar a incrível e gélida racha.

Voltando da RTacha da Zilda pelo leito do rio em Carrancas - MG

Voltando da RTacha da Zilda pelo leito do rio em Carrancas - MG


Chegamos à primeira cachoeira e toda aquela natureza estava lá, só nos esperando. Também, que outros malucos apareceriam lá em plena quinta-feira, no lugar de água mais gelada da região, sem sol algum? Pois é, enquanto o Ro se preparava para entrar na cachoeira, quase foi pego no flagra por dois caras que estavam chegando. Muito simpático e empolgado com o mais esperado dos passeios aqui de Carrancas, o Ro logo puxou assunto. Vejam como o diálogo se desenrolou, assim que ele falou que íamos entrar na racha:

Cara: Mas nem pensar, de jeito nenhum! Vocês não vão entrar lá! Ainda bem que eu cheguei aqui!
Rodrigo: Vaaamos sim, lugar lindo desse, você já entrou lá?
Cara: Ah sim, tenho uma agência de aventuras aqui, entramos de rapel por cima e saímos aqui. Para entrar lá tem que ter todo o equipamento. Vocês têm equipamento?
Ana: Que equipamento?
Cara: Roupa de neoprene, ou pelo menos um colete salva-vidas. Essa é a água mais fria que temos por aqui! Vocês tão malucos, vão morrer lá!
Ro: Mas morrer do que?
Cara: Hipotermia! Câimbra!
Ro: Num morro não! De frio num morro, qualquer coisa volto!
Cara: Vocês são do sul?
Ro: Sim! (cara de pau, adora jogar na cara que é mineiro, mas quando interessa fala que é sulista!)
Cara: É, vocês podem estar acostumados com água fria, nós mineiros aqui não agüentamos não! Uma vez vim com uns ingleses, eu já com 3 câimbras e eles estavam bem, vermeeelhos, mas bem... Mas você tem idéia da profundidade do poço que tem ali? Não tem onde se apoiar, pode se afogar! (Xiii, coitado do moço, foi falar isso justo para quem?)
Ro: Imagina, eu sei nadar! Me garanto!
Cara: Então aproveita para ir lá enquanto estamos aqui, até o sonrisal pelo menos vocês conseguem chegar...

Resumi a conversa, ainda teve um papo de que os donos das terras estão se reunindo para organizar a exploração turística do local. Montar uma infra-estrutura, colocar guias, equipamentos e cobrar por isso, é claro. Até por que tem histórias de pessoas que tentaram ir além ou no lugar errado e acabaram se machucando. Enfim, ele e o cliente dele ficaram se divertindo de longe nos olhando.

Estudando uma maneira de ultrapassar o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Estudando uma maneira de ultrapassar o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG


Subimos a rampa até o sonrisal, ficamos lá uns 15 minutos estudando e pensando: pulo ou não pulo? Entro ou não entro? Eu queria muito entrar, o lugar parecia maravilhoso, mas eu já estava com frio e depois do que “o cara” falou, confesso que fiquei ressabiada.

Tentando vencer o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Tentando vencer o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG


Eis que o Ro resolveu enfrentar bravamente a água gelada e subiu o sonrisal, panelão de água com uma pequena queda de correnteza bem forte. Vendo aquilo, me enchi de coragem e pulei atrás. Com a ajuda do Ro foi mais fácil que eu pensava! Dali pra frente bastava conseguir agüentar o gelo!

Lutando contra o frio, após ultrapassar o Sonrizal, na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Lutando contra o frio, após ultrapassar o Sonrizal, na Racha da Zilda em Carrancas - MG


Paredões de pedra de uns 30 metros de altura e mais 5 submersos, formam o cânion estreito e em cada corredor, poços de água verdinha. Encontramos sim, algumas agarras e pedras para nos apoiar em cada estreitamento, para deixar o corpo parcialmente fora do gelo d´água. O último salão é o útero da Zilda, como “o cara” apelidou, tem uma cachoeira linda, naquele cenário praticamente lunar, se a lua tivesse água!

Piscina após o Sonrizal

Piscina após o Sonrizal


Quando voltamos, ué, cadê o cara? Acho que ele ficou ali só até passarmos o sonrisal... De duas uma, ou viu que éramos bravos e safos, ou parou de se divertir conosco e não quis arriscar ter que nos ajudar, caso algum morresse hipotérmico.

Felizes com o maravilhoso passeio na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Felizes com o maravilhoso passeio na Racha da Zilda em Carrancas - MG



Detalhes técnicos:
A máquina fotográfica ficou, pois o Ro pensou que poderia bater nas pedras enquanto nadávamos para penetrar a racha. Quando voltamos o Ro pulou no sonrisal novamente para buscar a máquina e entrarmos no cânion. Ali mesmo tiramos algumas fotos e a maioria saiu embaçada... droga de case, ainda não pegamos a manha de fotos “molhadas”. O coitado do Ro, nesse chassi de grilo, já estava tremendo mais do que eu! Afinal, essas minhas gordurinhas tem que servir para alguma coisa! Sendo assim resolvemos ir embora e gravar as imagens das profundezas da Racha da Zilda, apenas na nossa memória. Para nos deixar ainda um pouco mais indignados, só nos demos conta que nos esquecemos de levar a nossa câmera filmadora, quando já estávamos sequinhos, começando a voltar para o carro.

Brasil, Minas Gerais, Carrancas, Cachoeiras

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Trekking no Yosemite

Estados Unidos, Califórnia, Yosemite National Park

Caminhando na neve ao lado de desfiladeiro no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando na neve ao lado de desfiladeiro no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Visitar um parque nacional sem por o pé na trilha, na minha humilde opinião, é uma falta pior do que ir ao Rio de Janeiro e não visitar Ipanema, Copacabana ou o Cristo Redentor. Chova ou faça sol, ou no caso aqui, neve ou faça sol, nós estamos sempre encarando uma aventura para conhecer mais de perto a natureza e as paisagens incríveis que a mãe terra nos reserva. O Yosemite National Park possui mais de 1.300km de trilhas, se o que você busca é aventura, sem dúvida aqui não irá se decepcionar!

O majestoso El Capitán, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

O majestoso El Capitán, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A área mais selvagem do parque, segundo vários amigos que já exploraram o Yosemite de cabo a rabo, é a parte mais elevada nos arredores da Tioga Road e Tuolomne Meadows. O acesso a esta região está fechado pela quantidade de neve que caiu nos últimos dias, assim como a estrada que segue ao alto do Glacier Point. Assuntando por aqui, porém, descobrimos que há uma trilha que sobe 975m em mais de 7km de zigue-zagues e chega ao mirante com uma das vistas mais bonitas do Yosemite Valley.

O magnífico vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Four Mile Trail é um day hike de 15,5km (ida e volta) que a cada curva revela novas faces e vistas do vale e da belíssima Yosemite Falls. Nesta estação as cachoeiras estão secas, para encontrá-las com água a primavera e o verão são as melhores épocas do ano. Saímos cedo com sanduíches, alguns snacks e um plano maior para o dia: conectar a Four Mile Trail com a Panorama Trail e fazer um circuito completo no vale, terminando o trekking com o cenário da Nevada e da Vernal Falls. Basicamente o que fizemos foi somar 3 day hikes em um mesmo dia.

Início de caminhada no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Início de caminhada no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


- Four Mile Trail – 7,7 km (ida) com ganho de altitude de 975m. O objetivo deste trecho é chegar ao Glacier Point, ponto mais alto de todo o circuito. O início da trilha está na Southside Drive, como o shuttle do parque não vai até lá, fomos de Fiona e a deixamos estacionada em frente a entrada da trilha.

No alto do vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

No alto do vale do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


- Panorama Trail – 13,7 km do Glacier Point até a base do vale, descendo pela Mist Trail. Como subimos 975m, nesta trilha temos que descer! Passamos pela Illilouette Fall, bosques e vistas maravilhosas para o Half Dome depois da inesperada subida do Panorama Cliff. O mais impressionante é que lá no alto desta trilha ainda encontramos rotas alternativas que adicionam 20, 30 e até 60 km para outros cantos do parque nacional.

O famoso Half Dome, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

O famoso Half Dome, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nevada Fall Trail* – 4,3km (ida) com 610m de ganho de altitude. Esta trilha pode ser acessada direto pela parada #16 do shuttle e é uma boa opção para um day hike mais tranquilo, somando 8,6km para ver uma das mais bonitas cachoeiras, ainda com água no início do inverno.

Nevada Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nevada Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Vernal Fall Trail*– 1,3km (ida) e 122m de ganho de altitude. Este é um dos trekkings mais populares no vale, o início da trilha também está na parada #16 do shuttle e é acessível via Mist trail ou John Muir Trail.

* Na nossa conta estes trecho de trilha já estão somados aos 13,7km da Panorama Trail, com a possibilidade de um detour pela John Muir Trail, que é um pouco mais longa (mais de 1km), mas mais fácil já que está toda pavimentada até o topo. Quando estivemos lá a John Muir estava fechada pelos pesquisadores do parque. A nossa opção seria a Mist Trail de qualquer forma, já que tem as melhores vistas para ambas as cachoeiras.

Observando a bela paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Observando a bela paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Nevada e a Vernon Falls, muitas milhas à frente, vistas do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A Nevada e a Vernon Falls, muitas milhas à frente, vistas do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Durante toda a trilha encontramos trechos nevados e bem escorregadios. A neve pisada e derretida que se transforma em gelo vira um sabão para qualquer bota de caminhada. Isso só adiciona uma certa adrenalina e triplica o cuidado que os hikers devem ter na trilha, já que uma queda em qualquer um dos penhascos que a acompanham pode ser fatal.

Caminhando na neve em trilha no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caminhando na neve em trilha no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegar ao topo do Glacier Point é uma sensação maravilhosa, a vista lindíssima do vale ainda mais em um dia em que os poucos que estão lá trabalharam duro para isso. A vista da Sentinel Rock, El Capitan, Yosemite Falls (mesmo que seca), dos Arcos do Yosemite e do majestoso Half Dome é priceless! Lá do alto ainda conseguimos ter uma noção do que encontraríamos no alto das montanhas do outro lado do vale, totalmente cobertas de neve.

A incrível visão no Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A incrível visão no Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Confesso a vocês que se a estrada estivesse aberta eu teria a maior preguiça, é muito chato fazer um esforço desses, chegar lá em cima e encontrar centenas de pessoas que subiram de carro, seria totalmente frustrante. Lá no alto conhecemos ainda o Jared, um funcionário do parque super bacana casado com uma brasileira que é a gerente ambiental do Yosemite! Ele nos deu informações sobre a trilha e incentivo para continuarmos no nosso plano inicial, fechar o circuito completo.

Algumas distâncias (em milhas!) de trilhas no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos. A trilha para o Mt Whitney está a mais de 340 quilômetros!

Algumas distâncias (em milhas!) de trilhas no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos. A trilha para o Mt Whitney está a mais de 340 quilômetros!


Sabíamos que estávamos com o cronograma apertado para chegarmos ao final ainda com luz, mas o que é uma trilha sem emoção!?! Kkk! Seguimos firmes e acelerados, correndo um grande trecho da Panorama Trail para ganhar preciosos minutos de luz na descida da Nevada Falls. Este trecho é mesmo pesado, pedras empilhadas e muitas vezes escorregadias pela areia e pedrinhas, eu, que raramente caio, dei um escorregão e quase levei um tombo daqueles!

Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos à Vernon Falls já quase sem luz... ouvimos mais do que vimos a sua queda, sem tripé, tiramos apenas essa foto trêmula para registrar a passagem e continuamos acelerados até encontrarmos o trecho mais “civilizado” da trilha. Dali em diante foi apenas acostumar os olhos com a escuridão, torcendo para a lua nascer e fazendo barulhos para os ursos pretos não se aproximarem. A esta altura o meu joelho podre já estava pedindo água, desci um pouco mais lenta até que encontramos um casal munido de lanternas e colamos neles.

Vernon Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vernon Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Helen e Greg são paramédicos de Santa Cruz, cidade ao sul de San Francisco, e sempre que podem dão uma escapada aqui para o Yosemite. Nos guiaram pela escuridão da trilha até a parada do ônibus, onde esperamos longos 30 minutos até a nossa carona chegar. Eu desci do shuttle no lodge onde consegui um quarto por razoáveis 120 dólares, a esta altura tudo o que queríamos era comida, um banho e uma boa cama para dormir! O Rodrigo ainda enfrentou mais de um quilômetro por uma escuridão total e desta vez sozinho, para chegar à Fiona lá no início da Four Mile Trail! Meu herói! =)

Mirante do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Mirante do Glacier Point, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


O final da noite não poderia ser melhor, reencontramos os nossos novos amigos no restaurante do lodge, repondo as energias com uma boa cervejinha e ótimas histórias.

Com o Greg e a Ellen, que nos salvaram com suas lanternas na noite anterior, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Com o Greg e a Ellen, que nos salvaram com suas lanternas na noite anterior, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Foram 20km de trilha em pouco menos de 8 horas com vistas sensacionais de um dos mais fantásticos parques nacionais americanos. E pensar que ainda não vimos nada! As trilhas da parte alta do parque e a subida ao Half Dome, também fechada pelo gelo e condições climáticas, ficaram engasgadas na garganta! Sem dúvida voltaremos ao Yosemite, provavelmente com os filhos, para mais aventuras.

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Parque Nacional de Ubajara

Brasil, Ceará, Ubajara (P.N de Ubajara)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


O Parque Nacional de Ubajara foi formado no final da década de 50, no entanto a região já é conhecida e explorada desde o século XVIII em busca de ouro e pedras preciosas. Um teleférico nos leva até a gruta, que possui 1200m já mapeados e ainda não foi completamente explorada. Existe uma lenda que ela possuiria uma ligação com a formação geológica do Parque Nacional das Sete Cidades, no Piauí. É apenas uma lenda, pois são mais de 100km até este parque, ainda assim os últimos dutos mapeados estão na sua direção. O teleférico foi instalado na década de 70 e chegava até a entrada da gruta, 10 anos depois foi desativado e ficou inoperante até 1991, quando ganhou nova base e a gruta voltou a ser aberta à visitação.

O bondinho que leva à caverna no Parque Nacional de Ubajara - CE

O bondinho que leva à caverna no Parque Nacional de Ubajara - CE


Formação calcária em meio a formação arenítica da Serra do Ibiapaba, a Caverna de Ubajara foi freqüentada por moradores da região para culto religioso desde a década de 40, possui um santuário e uma trilha de pedra com 7km de extensão, por onde passavam as romarias. Na gruta eram realizados eventos religiosos como casamentos, missas, etc.

Paredão de pedra no Parque Nacional de Ubajara - CE

Paredão de pedra no Parque Nacional de Ubajara - CE


Nesta mesma época a tradição pela preservação da natureza não existia ou, se existia, possuía um conceito muito diferente da atual. Assim a gruta possui toda a sua entrada pichada com nomes, datas e mensagens assinadas de 1905 até 1985, aproximadamente. As pichações só foram totalmente controladas quando se iniciou o trabalho conjunto do Ibama com a Associação de Guias da região, que contribuiu fortemente para uma maior fiscalização durante as visitações.

Pichação de 1906 na caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE

Pichação de 1906 na caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE


Suas formações calcárias são belíssimas, estalactites, estalagmites, cortinas e cogumelos, algumas com a presença de calcita, fizeram com que outra prática se tornasse comum na depredação da caverna: a quebra das formações. Como a calcita brilha, muitos achavam que ali havia algum mineral ou metal precioso, diamante ou ouro, e então as levavam para casa. Foi aí que surgiu a expressão “ouro de tolo”, afinal “nem tudo que reluz é ouro”.

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Encerramos o passeio pela gruta em pouco mais de meia hora. Dois salões normalmente abertos à visitação estão interditados. Pudemos ver apenas as centenas de morcegos que se apinham lá dentro, a imensa barulheira e o cheiro nada agradável do guano. Eles estão em período de reprodução, porém não é este o motivo da interdição. Os dois últimos salões possuem água, o que torna o acesso muito escorregadio e iluminação artificial precária ou inexistente, pela estrutura não suportar a umidade. Apesar disso o parque é todo muito bem estruturado para as atrações que oferece. A taxa de entrada é de 4 reais por pessoa, além dos 8 reais no teleférico. A entrada já inclui o serviço dos guias para a gruta e também tours guiados de hora em hora para a trilha do Mirante e da Cachoeira do Cafundó.

Caminhando no Parque Nacional de Ubajara - CE

Caminhando no Parque Nacional de Ubajara - CE


É claro que aproveitamos para conhecer! Duas horas e meia de caminhada por uma trilha bem marcada, com o acompanhamento do guia, além dos nossos amigos chilenos que estavam conosco desde cedo. Aproveitei para treinar meu espanhol e praticar uma de minhas artes preferidas, a socialização! Andrea, eu e Pablo falamos de tudo! Histórias, dicas e truques de viagem e até descobrimos conhecidos em comum! Vone, a estilista chilena que conheci na Praia da Pipa, é casada com Rodrigo, amigo de Andrea! Este mundo é muito pequeno mesmo!

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE


A trilha é tranquila, o mirante possui vistas maravilhosas, tanto para a serra e o sertão verde nesta época de chuvas, quanto para a Cachoeira do Gavião, logo abaixo do mirante, e ao fundo para a Cachoeira do Cafundó.

Visão do famoso bondinho que leva à entrada da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE

Visão do famoso bondinho que leva à entrada da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE


Caminhamos mais um pouco e chegamos à Cachoeira do Cafundó. Ela é imensa, porém só vamos à pequena cachoeira que está acima da queda principal. A bela vista da serra e do teleférico, água fresca e um pequeno lago fazem o passeio valer à pena.

Encima da Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional de Ubajara - CE

Encima da Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional de Ubajara - CE

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