1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

Arquitetura Bichos cachoeira Caverna cidade Estrada história Lago Mergulho Montanha Parque Patagônia Praia trilha vulcão

paises

Alaska Anguila Antártida Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Falkland Galápagos Geórgia Do Sul Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Islândia Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Uruguai Venezuela

mais vistos

mais comentados

novos comentários

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Remando na Cascata de Gelo

Geórgia Do Sul, Gold Harbour

Nosso grupo reunido posa para fotos na cinematográfica baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nosso grupo reunido posa para fotos na cinematográfica baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Não demorou muito para entendermos por que a baía em que chegamos hoje cedo se chama Gold Harbour (porto de ouro). Claro que não há ouro por ali. O nome seria uma alusão à cor dourada dos paredões graníticos iluminados pelo sol que se põe, mas nós não estivemos por lá neste horário. Para nós, o nome vem da incrível beleza do lugar, os tais paredões negros mesmo (pelo menos, neste horário) despencando sobre o mar azul e formando uma pequena baía quase circular de águas calmas. O que complementa esse cenário tornando-o ainda mais grandioso é o que vem acima dos paredões, uma autêntica geleira que nasce nas montanhas um pouco mais distantes e alcança a borda dos paredões. Aí, uma incrível cascata de gelo desce as paredes e chega até o mar, despejando nele constantemente pequenos blocos de gelo que ficam boiando pela baía. De tempos em tempos, um bloco maior despenca lá de cima, fazendo um estrondo que ecoa pelas paredes e forma uma pequena onda que percorre toda a baía.

Chegando a maravilhosa Gold Harbour, na Geórgia do Sul, para uma sessão de caiaque e dsembarque em terra

Chegando a maravilhosa Gold Harbour, na Geórgia do Sul, para uma sessão de caiaque e dsembarque em terra


Chegando a maravilhosa Gold Harbour, na Geórgia do Sul, para uma sessão de caiaque e dsembarque em terra

Chegando a maravilhosa Gold Harbour, na Geórgia do Sul, para uma sessão de caiaque e dsembarque em terra


Chegando a maravilhosa Gold Harbour, na Geórgia do Sul, para uma sessão de caiaque e dsembarque em terra

Chegando a maravilhosa Gold Harbour, na Geórgia do Sul, para uma sessão de caiaque e dsembarque em terra


Antigamente essa cascata era muito mais larga, mas também aqui a geleira está retrocedendo. Na verdade, eram duas cascatas paralelas, mas uma delas já sumiu deixando em seu lugar uma cachoeira. Basta olhar para o enorme paredão para perceber que algum dia, todo ele era uma enorme cachoeira de gelo, as marcas ainda claras da fricção do gelo e da rocha, por toda a sua extensão. Devia ser incrível, mas não podemos reclamar, pelo menos visualmente, do cenário que vemos hoje. Uma cascata de gelo ao lado de uma cascata de água “normal”, uaaauuuu!!!

A Val, nossa guia de caiaques, prepara seu equipamento para nossa saída em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

A Val, nossa guia de caiaques, prepara seu equipamento para nossa saída em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Um zodiac leva parte de nossos caiaques para Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Um zodiac leva parte de nossos caiaques para Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Levando os caiaques de volta ao Sea Spirit em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Levando os caiaques de volta ao Sea Spirit em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Já está achando lindo o suficiente? Pois é, a mãe-natureza não! Por isso, tratou de “fazer” uma praia ali do lado, dentro da baía, e a encheu de pinguins rei e gentoo, elefantes e lobos marinhos e várias espécies de pássaros. Aí sim, chegamos a um cenário digno de filmes tipo “Senhor dos Anéis”.

Nossos caiaques nos esperam em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nossos caiaques nos esperam em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Nosso grupo de caiaque rumo a Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nosso grupo de caiaque rumo a Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Como seria possível melhorar isso? Simples: me dê um dia de céu azul e um caiaque para poder remar por essa baía. Mais alguma coisa? Sim, que tal chegar aqui bem na época em que os gigantescos elefantes-marinhos estejam brigando entre si para garantir a posse de haréns com várias dezenas de elefantas-marinho. Pronto, agora nem o Senhor dos Anéis tinha pensado nisso!

Fazendo caiaque simples em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Fazendo caiaque simples em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Estreando meu caiaque simples na magnífica Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Estreando meu caiaque simples na magnífica Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Foi exatamente assim a nossa manhã nesse lugar. Para dar uma última “melhoradinha” na situação, eu e a Ana resolvemos trocar nosso caiaque duplo por dois simples, para que pudéssemos nos fotografar e também ter maior liberdade para irmos aonde quiséssemos na hora que quiséssemos. Dia e lugar mais perfeito para fazermos essa troca, difícil de imaginar...

Fazendo caiaque na incrível baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Fazendo caiaque na incrível baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Estreando meu caiaque simples na magnífica Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Estreando meu caiaque simples na magnífica Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Estreando meu caiaque simples na magnífica Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Estreando meu caiaque simples na magnífica Gold Harbour, na Geórgia do Sul


E assim foi. Bem cedo mesmo já estávamos ancorados e tirando fotos do lugar, quase esquecendo de tomar o café da manhã. Enquanto isso, a Val (nossa guia de caiaques) dava uma última olhada em nossas caiaques e respectivas regulagens e outro guia já começava e levar os pequenos barcos para o local onde os abordaríamos. Normalmente, um zodiac leva (ou puxa) cinco caiaques para lá enquanto o caiaque restante (ou dois deles) seguem conosco no nosso zodiac, que leva todo o afortunado grupo de 10 “caiaqueiros”. Temos quatro caiaques duplos e três simples, um deles para a Val. Hoje, como disse, esses dois caiaques simples restantes foram ocupados por mim e pela Ana.

Nosso grupo rema no magnífico cenário de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nosso grupo rema no magnífico cenário de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Nosso grupo rema no magnífico cenário de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nosso grupo rema no magnífico cenário de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Nosso grupo rema no magnífico cenário de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nosso grupo rema no magnífico cenário de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Cada vez mais acostumados com a técnica de passar do zodiac para o caiaque, logo estávamos todos em nossos barcos, eu e a Ana nos acostumando com o barco menor e mais leve. Até por isso ele também é menos estável na água, mas com as águas internas da baía tão calmas, não tivemos dificuldade. O negócio foi logo começar a explorar nossos arredores.

Passageiros do Sea Spirit se aproximam da cascata de gelo de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Passageiros do Sea Spirit se aproximam da cascata de gelo de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Um zodiac se aproxima de uma cascata em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Um zodiac se aproxima de uma cascata em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Um zodiac chega bem perto da cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Um zodiac chega bem perto da cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


É claro que a atração principal era a tal cascata de gelo, mas a Val foi logo nos dizendo para não nos aproximarmos muito. Se um bloco de gelo grande se desprender dela, a onda gerada nos derrubaria facilmente se estivéssemos muito próximos e dificilmente teríamos tempo para fugir ou nos preparar para ela. Se estivermos mais longe, sempre será possível alinhar o caiaque antes da onda chegar. Enfim, ela nos deu nossos limites e tratamos de obedecer. Depois, quando voltássemos ao zodiac, iríamos dar uma volta mais perto dela, já que com o motor é possível escapar de qualquer onde que apareça.

Um elefante-marinho nada em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Um elefante-marinho nada em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Com apenas a cabeça fora d'água, um elefante-marinho nada na baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Com apenas a cabeça fora d'água, um elefante-marinho nada na baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Para chegar até mais perto dela, só tínhamos de cuidar para não atropelar algum elefante-marinho ali na baía. Certamente, num choque desses, seríamos nós que levaríamos a pior, já que o bicho é maior e muito mais pesado que nosso caiaque. Fora que talvez não gostasse muito de um possível choque e aí sim, estaríamos encrencados. Com tanta testosterona lá na pequena praia, muitos dos machos que perderam as batalhas estavam se refrescando nas águas da baía, então, olhos abertos!

Muitos pedaços de gelo na baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Muitos pedaços de gelo na baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Observando o gelo nas águas da baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Observando o gelo nas águas da baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Remando no cenário grandioso de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Remando no cenário grandioso de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Então, lá fomos nós para perto da cascata de gelo e com o devido cuidado com o trânsito de elefantes. Quanto mais perto chegávamos, aumentava também a quantidade de blocos de gelo na água. Foi nossa primeira experiência com eles aqui nos mares do sul, coisa que deve virar rotina quando chegarmos à Antártida. Enfim, como ainda não estamos costumados, era estranho e muito legal remar e ver esse gelo ao nosso lado, motivo de risos, admiração e claro, muitas fotos.

Remando em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Remando em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Remando em direção à cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Remando em direção à cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Remando ao lado da cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Remando ao lado da cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Já a cascata de gelo, que nem parecia tão grande lá de longe, foi se revelando mais e mais grandiosa. Agora sim podíamos vislumbrar o tamanho dos blocos de gelo que a compõe e termos a medida exata do perigo de se estar lá embaixo na hora errada. Em compensação, a beleza do cenário também aumentou, assim como a nossa sensação de insignificância perto daquilo tudo.

Elefantes-marinhos e gaivotas em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Elefantes-marinhos e gaivotas em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Casal de shags imperiais em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Casal de shags imperiais em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Um shag imperial descansa em pedra na baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Um shag imperial descansa em pedra na baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Para nos distrair um pouco com algo mais “normal” para nós, uma pequena ilha rochosa ocupada por pacíficas fêmeas de elefantes-marinho e um casal de shags imperiais, aquele com os olhos azuis. Ao redor, barulhentas gaivotas antárticas nadando na água e, elas também, se desviando dos pequenos blocos de gelo.

Nosso grupo rema ao lado da praia em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nosso grupo rema ao lado da praia em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Observando de perto a praia e a fauna de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Observando de perto a praia e a fauna de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Remando ao lado de um elefante-marinho e a praia repleta de pinguins em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Remando ao lado de um elefante-marinho e a praia repleta de pinguins em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Depois de chegarmos ao nosso limite de distância, nos voltamos para a praia, para remarmos mais perto da fauna que ali estava. Pinguins e elefantes, todos se viravam para nos ver, eles querendo saber se esse estranho “animal” (nós!) também iríamos querer nosso lugar naquela praia já tão cheia. Não ainda! Por enquanto, nossa preocupação não era por espaço em terra, mas na água mesmo, já que por ali havia ainda mais elefantes. Aqui, a tarefa era ainda mais complicada: chegar o mais próximo dos animais sem irritá-los e também sem irritar a nossa guia, sempre de olho em nós. A segunda parte da tarefa tendia a ser mais difícil, mas com jeito e insistência, sempre se consegue!

A Ana rema ao lado de um elefante-marinho em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

A Ana rema ao lado de um elefante-marinho em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Uma selfie fazendo caiaque em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Uma selfie fazendo caiaque em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Caiaque em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Caiaque em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


E aí, cada vez mais cheios de si, resolvemos nos voltar para a cascata de gelo novamente e, assim como fizemos no caso dos elefantes, tentar empurrar nosso limite um pouquinho mais para lá. De novo, com o devido cuidado, conseguimos! Ali, cada metro era mais emoção e mais emoção era o que queríamos! Foi maravilhoso, com “M” maiúsculo!

Hoje remamos em dois caiaques simples em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Hoje remamos em dois caiaques simples em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Fazendo caiaque na incrível baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Fazendo caiaque na incrível baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Remando ao lado da cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Remando ao lado da cascata de gelo em Gold Harbour, na Geórgia do Sul


E aí, de volta para a praia e daí para o zodiac. Pela primeira vez, terminamos nosso caiaque no nosso barco de apoio. A ideia era levá-los de volta ao Sea Spirit para depois fazermos nosso tour mais perto da cascata de gelo e, enfim, desembarcar em terra firme. Ali nos esperava, finalmente, a chance de testemunhar as brigas colossais entre animais com quase 4 toneladas. Não existe nada igual na Terra hoje em dia e fomos presenteados com essa chance de ouro aqui, no nosso último desembarque na Geórgia. Uma chance dessa não pode ou deve ser desperdiçada. Assunto para o próximo post!

Nosso grupo reunido posa para fotos na cinematográfica baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Nosso grupo reunido posa para fotos na cinematográfica baía de Gold Harbour, na Geórgia do Sul


Já fora dos caiaques saindo de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Já fora dos caiaques saindo de Gold Harbour, na Geórgia do Sul

Geórgia Do Sul, Gold Harbour, caiaque, geleira

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Mergulhando com Tubarões

Bahamas, New Providence - Nassau

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Todo mergulhador gosta de ver vida embaixo d'água. Peixes. Peixes grandes. Arraias, golfinhos, polvos, tartarugas, baleias. E tubarões. Esse nome costuma dar calafrios. O filme de Spielberg marcou uma geração. Pessoas não dormiam mais direito e não entravam mais no mar. Mas, na verdade, o filme fez muito mais mal a espécie que retratava do que a esses pobres insones. Foram caçados inclementemente, mas a vida deles vem melhorando pouco a pouco, com o intenso trabalho da comunidade de mergulhadores e, principalmente, por canais como Discovery Channel, Natgeo e Animal Planet.

Esses animais são magníficos. Quem já os viu nadar graciosamente pelos mares, eficiência hidrodinâmica ao extremo, compreende e reverencia essa obra-prima da natureza. Não é à tôa que estão por aí desde o tempo dos dinossauros.

Enfim, já deu para perceber como sou fã deles, né? Sempre os procuro nos meus mergulhos. São raras as vezes que os vejo e sempre considero um prêmio os poucos segundos, raramente minutos que consigo acompanhá-los embaixo d'água. É porque eu ainda não tinha vindo ao lugar certo. Aqui no Caribe, é muito mais fácil observá-los. Hoje mesmo, assistindo ao Weather Channel, que mostrava Nassau vista de um avião, deu para ver vários, passeando aqui por perto. Engraçado... vistos de cima, de fora d'água, eles dão medo. Como banhista, também me assusto. Mas, embaixo d'água, não há espaço para medo. Apenas admiração.

Fomos a um mergulho especial hoje. Um mergulho onde assistimos tubarões sendo alimentados. Há toda uma preparação psicológica antes do espetáculo. Primeiro, um mergulho de preparação, onde o guia nos leva pela crista de um barranco, que desce dos 10 m aos 6 km de profundidade. Isso mesmo, 6 quilômetros! É a chamada "Língua do Oceano", uma fossa abissal bem ao lado de Nassau. Olhar para o azul escuro desse poço sem fundo (ou quase) me dá muito mais medo que os tubarões que já nos seguem, de longe, nesse mergulho. Sabem que a hora do lanche se aproxima. São tubarões médios, de dois a três metros. Curiosos, se aproximam e se afastam. Orientados pelo guia, não nadamos em direção a eles. Seria estupidez. São muito mais rápidos que nós e são eles que controlam a distância que querem ficar. Após alguns minutos, já estamos acostumados com a presença dessas criaturas em volta de nós. Uma dúzia deles. O mergulho termina num grande campo de areia, com pedras colocadas em forma de círculo. Uma arena, que mais parece uma Stonehenge submersa, o que lhe dá um ar bem mais solene, quase fantasmagórico.

Subimos de volta ao barco, para nos preparar para o segundo mergulho. O guia explica como se portar na arena. Devemos ficar quietos, apenas observando a ação que se passa no centro dela. Nenhum movimento brusco, para não atrair a atenção indesejada dos tubarões em plena hora do lanche. Ele, o guia, se veste com uma tela de aço, pega suas caixas cheias de comida de tubarão e vamos todos para baixo d'água novamente. A gente se coloca em círculo, se segura numa das pedras da arena e assistimos agora a três dúzias de tubarões tentando o seu naco de peixe, às vezes arrancandos da mão do guia. Ficam nadando em círculos, passando literalmente entre nós. Nós não podemos tocá-los, mas eles tem toda a liberdade para nos tocar. Levei algumas barbatanadas, me desviei de outras tantas. O único cuidado que tive foi deixar os dedos da minha mão bem próximos ao corpo. Eram minha única parte descoberta. Fora isso, nenhum medo, nenhum receio. A impressão é a de estarmos em algum filme Imax 3D. Dentro do filme, mas inatingíveis. O que quebra essa sentação são as barbatanadas ("se liga, mané!") ou o frio da água no rosto.

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Voltamos para o barco ainda mais fãs desses animais. E a vontade é de ver tubarões ainda maiores. E sei que vamos ver, ainda nesta viagem.

Bahamas, New Providence - Nassau, Bichos, Mergulho, tubarão

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

De Volta às Minas Gerais

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra)

Pôr-do-sol em Delfinópolis - MG

Pôr-do-sol em Delfinópolis - MG


Nossa intenção ao dormir em Ribeirão ontem era sair cedo hoje, rumo à Delfinópolis. Adivinha se deu certo? Tomamos aquele café da manhã gostoso junto com meus pais, mexemos um pouco na internet, arrumamos a Fiona, cortamos a lona que compramos em Perdões para ajustá-la melhor ao tamanho da caçamba, desenrolamos e enrolamos o guincho pela primeira vez desde o treinamento 4x4 há mais de quatro meses e finalmente, pouco antes do almoço, estávamos prontos para partir. Não sem antes, com a ajuda do Joca e da Ixa (apelidos carinhosos dos pais), atualizarmos os mapas nas portas da Fiona, colocando a bolinha correspondente à Ribeirão Preto.

Atualizando o mapa da Fiona em Ribeirão Preto - SP

Atualizando o mapa da Fiona em Ribeirão Preto - SP


Com os pais em Ribeirão Preto - SP

Com os pais em Ribeirão Preto - SP


Depois, pé na estrada! Após quase duas semanas de muito convívio familiar, tanto em Curitiba como em Ribeirão, estamos prontos e ansiosos para retomar nosso ritmo mais intenso de viagens. Nada melhor do que retomá-lo em Delfinópolis, uma das portas de entrada da Serra da Canastra e das dezenas de cachoeiras da região. Eu já estive aqui algumas vezes mas o especialista na região é o meu irmão Guto. É quase o quintal dele. Para a Ana, será tudo novidade!

E ela começou bem! Para chegar à cidade é preciso atravessar uma represa de balsa. Nós chegamos na hora certa pois a balsa estava para partir. Era só o tempo da Ana comprar uma cerveja para nós. Embarquei com a Fiona enquanto ela foi cumprir essa nobre tarefa. Eis que... a balsa partiu sem a Ana. Foi engraçado observar ela sair toda pirilampa do bar, com duas latinhas de cerveja e descobrir que a balsa tinha acabado de zarpar. He he he.

Travessia de balsa em Delfinópolis - MG

Travessia de balsa em Delfinópolis - MG


Fiquei esperando ela do outro lado, demos boas risadas e seguimos rumo à cidade em busca da Pousada da Mariângela. Ela não estava, mas o Verri, o vizinho, estava. Experimentado guia da cidade e grande amigo do Guto, colocamos o papo dos últimos oito anos em dia e ele nos deu dicas preciosas sobre a programação dos próximos dias. Inclusive, para a última hora de dia que ainda tínhamos hoje.

Rio Sto Antônio em Delfinópolis - MG

Rio Sto Antônio em Delfinópolis - MG


Partimos acelerados para o rio Santo Antônio, logo após cruzar a Mariângela na esquina e confirmar que ficaríamos com ela. Chegamos a tempo de curtir um pouco o visual das corredeiras, mas não animamos muito de nadar não. Afinal, o melhor da festa ainda estava por vir: o pôr-do-sol visto do alto da serra, no caminho de volta. Foi espetacular! A visão das montanhas e da represa do Peixoto logo abaixo estavam lindas. Para completar, a lua cheia nasceu soberana, deixando a noite clara como dia.

Fim de tarde na Serra da Canastra em Delfinópolis - MG

Fim de tarde na Serra da Canastra em Delfinópolis - MG


Depois, nos instalamos na Mariângela, descarregamos toda a bagagem para deixá-la longe da poeira infernal e fomos jantar na pizzaria BarCo. Pronto! Estávamos prontos para os longos passeios dos dias seguintes. Muita cachoeira, muita acão e de volta ao ritmo de viagem!

Pôr-do-sol em Delfinópolis - MG

Pôr-do-sol em Delfinópolis - MG


Lua cheia na Serra da Canastra em Delfinópolis - MG

Lua cheia na Serra da Canastra em Delfinópolis - MG

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra),

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

De Santo André à Ilhéus

Brasil, Bahia, Santo André, Ilhéus

Pousada Jacumã, em Santo André - BA

Pousada Jacumã, em Santo André - BA


Poucas situações nos fazem sentir mais saudáveis que comer um café da manhã baseado em frutas, em frente ao oceano, depois de já ter tomado banho de mar e se refrescado num chuveiro de água doce. Foi o que fizemos hoje, muito bem instalados na charmosa Pousada Jacumã, em Santo André.

Voltando do banho de mar para o café da manhã, em Santo André - BA

Voltando do banho de mar para o café da manhã, em Santo André - BA


O tempo variava entre o mormaço e o nublado e a gente ligou para as amigas cariocas, ainda em Ajuda, e pilhamos elas para que viessem nos encontrar novamente. Nosso plano era seguir viagem até Ilhéus, cerca de 250 km ao norte, mas resolvemos esperá-las na pousada, para uma derradeira despedida acompanhada de uma derradeira caipirinha. Elas vieram e foi ótimo revê-las mais uma vez. A próxima, quando e onde será?

Mais uma despedida da Ana, Gracie e Luciana, dsta vez em Santo André - BA

Mais uma despedida da Ana, Gracie e Luciana, dsta vez em Santo André - BA


Acabamos partindo perto das duas da tarde, tristes por não ficar mais alguns dias. Santo André é uma pacata vila de ruas de terra, pousadas e ateliês charmosos, espremida entre o rio e o mar. Fora os meses de janeiro e fevereiro, a vila é bem tranquila, muito mais calma que Trancoso e Ajuda. O rio é largo, com um rico mangue à sua volta. É possível fazer passeios de escuna ou chalana rio acima, mas a disputa será grande com os animados pacoteiros que vêm diariamente de Porto Seguro, para também fazer o passeio. Para quem gosta, alguns desses barcos tem até animadores de festa, que não deixam o pique cair, mesmo com o céu desabando como estava quando viemos ontem de balsa e cruzamos com uma chalana.

Mangue em Santo André - BA

Mangue em Santo André - BA


Uma estrada de terra cruzando gigantescas plantações de eucalipto e também a enorme fábrica da Veracel nos levou até a BR-101 e de lá para Itabuna e Ilhéus, onde chegamos já no escuro. Aqui, viemos nos instalar bem na praça da catedral e do bar Vesúvio, famoso por ser o cenário da paixão de Gabriela e do Turco Nacib no romance de Jorge Amado. E foi lá que jantamos. Infelizmente, a Sonia Braga dos anos 70 não apareceu...

Rua em Santo André - BA

Rua em Santo André - BA


Amanhã, finalmente, a Ana vai conseguir ir a um médico para examinar o ouvido. Ele parou de doer, mas continua entupido. Depois, seguimos para Itacaré. Ainda tem muito litoral pela frente...

Pequeno buraco na estrada entre Santo André e a BR-101 - BA

Pequeno buraco na estrada entre Santo André e a BR-101 - BA

Brasil, Bahia, Santo André, Ilhéus,

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

One - 2a Parte

Estados Unidos, Califórnia, Carmel

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Depois da nossa “escala” em Monterey, já estávamos prontos para seguir caminho para o sul, nos caminhos da Route One. Era chegada a hora de conhecer a famosa região do Big Sur, considerada por muitos como a parte mais bonita da estrada que liga San Francisco à Los Angeles.

Percorrendo a rodovia One rumo à Los Angeles e ao Havaí! (em Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos)

Percorrendo a rodovia One rumo à Los Angeles e ao Havaí! (em Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos)


O Big Sur começa logo abaixo de Carmel e se estende por pouco mais de 100 quilômetros. Formado por encostas elevadas e algumas poucas praias, dirigir por ali nos dá a incrível sensação de estarmos em uma região isolada e selvagem, isso em pleno litoral do estado mais rico do país mais poderoso do mundo! Suas baías e canyons levam os nomes das famílias dos poucos pioneiros que se aventuraram por aqui, há pouco mais de um século.

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Se hoje já é trabalhoso vencer a estrada, estreita e cheia de curvas, imagino como era antes da sua construção. Foi só na década de 30, com a ajuda do dinheiro do New Deal, que os últimos viadutos vencendo as gargantas das encostas foram construídos e a estrada finalizada. Hoje, esses mesmos viadutos são atrações turísticas da estrada, belas obras de engenharia que ligam o sul ao norte.

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Impressionado com a beleza do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Impressionado com a beleza do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Ao longo de todo o trecho há mirantes que nos permitem melhor observar as belezas naturais do Big Sur, quase sempre relacionadas ao mar. São as baías, enseadas e recôncavos, ondas brancas e água azul, praias de areia e de pedra, formações rochosas e recantos perdidos entre enormes rochedos. Uma verdadeira pintura. Uma não, várias! Uma atrás da outra.

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Entre os muitos parques estaduais criados para proteger essas belezas, merece destaque o Julia Pfeiffer, nome dado para homenagear uma corajosa e lutadora pioneira. Ele protege uma pequena alcova, uma baía, onde caem as águas da McWay Falls. Até há cerca de 30 anos, as águas da cachoeira caiam diretamente no mar, um caso bem raro de encontro de água doce e salgada. Mas um deslizamento de uma grande encosta a poucas centenas de metros dali acabou por mudar a paisagem, na minha humilde opinião para melhor, criando uma pequena praia na baía. Agora, as águas da cachoeira caem na areia e correm poucos metros para as águas azuis, quase caribenhas da Mcway Cove.

A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


O cenário é de tirar o fôlego e quase nem parece de verdade, de tão harmônico. Para melhor preservá-lo, o acesso à praia é proibido e nós só podemos admirá-lo do alto. Só podemos imaginar como seria descer ali e tomar um banho sob a cachoeira naquele cenário idílico. E, claro, podemos tirar muitas fotos também. Se não soubesse que a praia é relativamente nova, poderia jurar que a tal Julia Pfeiffer se banhava por lá todos os dias.

Visita à incrível praia onde caem as águas da McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Visita à incrível praia onde caem as águas da McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Percorrendo trilha ao  lado da estrada que corta o Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Percorrendo trilha ao lado da estrada que corta o Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Para chegar mais perto da água doce, podemos seguir rio acima e chegar até uma outra cachoeira, já no meio da mata. Depois de tanto mar, um pouco de mata e água doce sempre são uma boa alternativa.

Trilha leva à cachoeira em canyon no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Trilha leva à cachoeira em canyon no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Um pouco mais ao sul, ainda dentro do Big Sur, chegamos ao hotel Treebones. Tínhamos chegado ali porque sabíamos que ele oferecia uma área de camping e estávamos loucos para estrear nossa barraca nova, comprada na REI de Seattle. Mas logo mudamos de ideia ao vermos as habitações que o hotel também oferecia.

Ficamos hospedados em um Yurt na nossa noite no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Ficamos hospedados em um Yurt na nossa noite no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Eram os Yurts, uma construção de estilo mongol, super espaçosa e charmosa. Em formato circular, com uma confortável cama no meio, móveis rústicos ao redor e um teto solar. Pois é, a estreia da nossa barraca ficaria para o Hawaii e nós ficaríamos com uma noite de Gengis Khan em plena Califórnia. Aliás, até o conquistador mongol deve ter ficado com inveja, pois além do belo quarto, estávamos “armados” com queijos e vinhos trazidos diretamente do Napa Valley.

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


A maneira ideal para nunca mais esquecermos dessa magnífica região conhecida como Big Sur. Amanhã, Ra-uai!

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, Carmel, Big Sur, Estrada, Road Trip

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Na Bela Praia dos Carneiros

Brasil, Pernambuco, Carneiros, Alagoas, Maragogi

Cenário perfeito para pescar! (Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE)

Cenário perfeito para pescar! (Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE)


Fazia muito tempo que eu ouvia falar bem nesta praia do litoral sul pernambucano, quase fronteira com Alagoas: a Praia dos Carneiros. Finalmente tive a chance de conhecê-la e ela, com certeza, faz jus aos elogios.

Chuva na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Chuva na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


O tempo esteve meio chuvoso hoje. Na verdade, alternando períodos de chuva com sol. Pois não é que as nuvens carregadas emprestaram um outra beleza à praia? O contraste do cinza das nuvens pesadas com o verde esmeralda do mar ficou lindo!

Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


Já quando o sol saiu, foram as areias brancas que chamaram a atenção. Eu a Ana caminhamos da nossa pousada, a Pousada do Farol, até a boca do rio maravilhados com a beleza do lugar. A praia estava relativamente vazia, com exceção da piscina natural que estava concorridíssima. Catamarans vindos de Porto de Galinhas abarrotaram o local com turistas, todos com suas fitinhas no pulso.

Piscina nos corais bem concorrida, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Piscina nos corais bem concorrida, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


Assim, a gente só deu uma olhada rápida por ali e fomos para uma pequena ilha formada na maré baixa entre o rio e o mar. Na sua rápida e diária existência, ela foi uma gostosa base para que nos refrescássemos nas águas que subiam rio adentro.

Ilha entre o rio e o mar na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Ilha entre o rio e o mar na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


Depois, mais uma parada no mar esmeralda e corremos para a pousada para um último banho de piscina. Vidinha bem difícil.

Nossa pousada em Carneiros, a Pousada do Farol, em Tamandaré - PE

Nossa pousada em Carneiros, a Pousada do Farol, em Tamandaré - PE


Por fim, partimos rumo ao sul e chegamos às Alagoas, nosso décimo quarto estado no Brasil. Viemos para Maragogi e amanhã vamos conhecer as piscinas naturais daqui, chamadas de "Galés", seis quilômetros mar adentro.

Divisa de estado entre Pernambuco e Alagoas, chegando em Maragogi

Divisa de estado entre Pernambuco e Alagoas, chegando em Maragogi


Aqui na nossa pousada, conhecemos um incrível casal de croatas imigrados, o Alexandre e a Olga. Ele é de 1932 e é um amante das viagens. Já há 40 anos, viajou de Fusca de São Paulo para Fortaleza! Disse-me que nesse tempo, o trecho entre Recife e a capital cearense era de terra! Foi para Bariloche também, com o mesmo carro. Agora, estão indo de carro para Natal para... passar o natal por lá! Inspiradores!!! Amanhã vão com a gente para as Galés e aí terei fotos para mostrar...

Vista de final de tarde da nossa pousada em Maragogi

Vista de final de tarde da nossa pousada em Maragogi

Brasil, Pernambuco, Carneiros, Alagoas, Maragogi, Tamandaré

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Volta ao Rio e o Maraca

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

1000dias no Maracaná, no Rio de Janeiro

1000dias no Maracaná, no Rio de Janeiro


Quase quatro meses depois do “fim oficial” dos 1000dias, estávamos na estrada novamente, eu, a Ana e a Fiona. O objetivo era cobrir uma importante lacuna deixada para trás no nosso roteiro, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, nas serras fluminenses. Quando passamos aí, as condições do tempo não nos permitiram realizar uma das mais belas caminhadas em terras brasileiras, um trekking de 3 dias entre as cidades de Petrópolis e Teresópolis, sempre dentro dos limites do parque e de sua natureza exuberante. Pois bem, a oportunidade perfeita para fazer isso apareceu agora, no meio do ano, e nós não titubeamos. Será uma espécie de P.S. dos 1000dias, um renascimento dos nossos sonhos de conhecer toda a América, a chance de esticarmos as pernas novamente, nós e a Fiona.


De volta ao Rio de Janeiro, rumo ao Túnel Rebouças e à Lagoa Rodrigo de Freitas

De volta ao Rio de Janeiro, rumo ao Túnel Rebouças e à Lagoa Rodrigo de Freitas


Para começar, essa é a melhor época do ano para se fazer esse trekking. O inverno é quase garantia de tempo seco e claro, embora a chance de termos de lidar com o frio seja bem maior. Além disso, amigos espanhóis que conhecemos lá no lago Titicaca estão no Brasil a turismo e nós combinamos de nos encontrar no Rio de Janeiro, cidade que tanto gostamos. Será a chance também de fazermos alguns programas na cidade que não tínhamos feito quando passamos por lá no início da nossa viagem. Aliás, para quem quiser ver ou rever as fotos e relatos daqueles dias deliciosos de Setembro de 2010 (quase 4 anos atrás!), o link para a coleção de posts está aqui.

O Corcovado e o céu azul nos dão as boas vindas ao Rio de Janeiro

O Corcovado e o céu azul nos dão as boas vindas ao Rio de Janeiro


Lagoa Rodrigo de Freitas em dia de céu azzul, um dos mais belos e conhecidos cartões postais do Rio de Janeiro, Ao fndo, a Pedra da Gávea, que vamos subir em alguns dias

Lagoa Rodrigo de Freitas em dia de céu azzul, um dos mais belos e conhecidos cartões postais do Rio de Janeiro, Ao fndo, a Pedra da Gávea, que vamos subir em alguns dias


Então, introdução feita, vamos à viagem! No dia 31 de Julho a Fiona tirou de letra os 800 kms entre Curitiba e o Rio de Janeiro e nós estávamos de volta à Cidade Maravilhosa. Da outra vez que aí estivemos, ficamos hospedados com meu irmão, lá no Alto Leblon. Dessa vez, o irmão continuou o mesmo, mas o endereço e o bairro mudaram! Fomos para o simpático Leme, espremido entre a montanha e o mar, um dos pedaços mais interessantes da orla carioca. Confesso que sempre impliquei com Copacabana, não pela incrível beleza natural, mas pela frequência de gringos e aquela desagradável fauna urbana que costuma acompanhá-los, muito interessada em seus dólares. Sempre aconselhei meus amigos estrangeiros a ficar em Ipanema/Leblon e não na chamada “princesinha do mar”. Pois bem, por ser uma continuação de Copacabana, eu imputava ao Leme, por pura ignorância, as mesmas características. Nada como uma dose de realidade para revermos nossos pré-conceitos. Esses dias no Leme me fizeram apaixonar pelo bairro que tem tudo de bom que tem Copacabana, mas sem a parte ruim. Nem preciso descrever a beleza da orla. Soma-se a isso as ruas de trás que são a própria alma carioca, bares despretensiosos, gente de bermuda e sem camisa, comércio familiar e todo mundo que se conhece. Uma delícia! Aí passamos nossos primeiros dois dias na cidade e valeu cada minuto, a convivência familiar com irmão e a afilhada (a Bebel, que viajou conosco pelo Nordeste dos EUA), os banhos de mar e a readaptação ao estilo carioca de ser.

Novo endereço no Rio, na orla do Leme, no apartamento do irmão junto com a simpática Mel

Novo endereço no Rio, na orla do Leme, no apartamento do irmão junto com a simpática Mel


Copacabana Palace, o mais famoso hotel do Brasil, em Copacabana, no Rio de Janeiro

Copacabana Palace, o mais famoso hotel do Brasil, em Copacabana, no Rio de Janeiro


Como a grande maioria dos prédios da zona sul carioca, quase não há vagas na garagem. Mas isso não é problema no Leme! A Fiona ficou estacionada em plena Avenida Atlântica, um dos metros quadrados mais caros do país, em frente ao prédio e em frente ao mar. O preço? Míseros dois reais por dia, quantia que eu duplicava para dar um agrado aos guardadores de carro. Impressionante! Se fosse em Copacabana, seria mais difícil achar uma vaga, mas ali no Leme é bem tranquilo. Não só para encontrar vagas, mas também o trânsito. Quase todos os carros que vêm pela movimentada Av. Atlântica de Copacabana viram em direção ao túnel e a Botafogo. No Leme, a famosa avenida nem parece a mesma!

Fim de tarde bem tranquilo na orla do Leme, no Rio de Janeiro

Fim de tarde bem tranquilo na orla do Leme, no Rio de Janeiro


Fim de tarde bem tranquilo na orla do Leme, no Rio de Janeiro

Fim de tarde bem tranquilo na orla do Leme, no Rio de Janeiro


A mesma tranquilidade se v~e também nas areias e naquela que é, talvez, a calçada mais ampla da cidade. Por ela caminhei todos os dias levando a simpática Mel para passear. A Mel é a cadela viralata adotada pela família do meu irmão e que, ao menos quatro vezes por dia, precisa descer para esticar as pernas e tirar água do joelho. Uma ótima desculpa para darmos mais um passeio na orla tranquila desse bairro tão simpático!

Encontro com as amigas que conhecemos em Trancoso (BA), agora na casa de uma delas, já mãe, na Gávea, no Rio de Janeiro

Encontro com as amigas que conhecemos em Trancoso (BA), agora na casa de uma delas, já mãe, na Gávea, no Rio de Janeiro


Com o àlvaro e o Valentín na orla de Ipanema, no Rio de Janeiro

Com o àlvaro e o Valentín na orla de Ipanema, no Rio de Janeiro


Mas não foi só no Leme que ficamos esses dias, claro! Fomos rever nossos amigos da cidade, como a Luciana parente e a Ana Paula Gioia, nossas amigas lá de Trancoso (post aqui). Depois de tantos anos de viagem, já deu tempo da Luciana virar mãe e engravidar novamente! São nesses momentos que percebemos como o tempo passou nesses 1000dias! Apesar de morar na Barra, a família da Luciana tem uma casa bem gostosa na Gávea e foi lá que fomos encontrá-los, contar histórias e comer uma deliciosa pizza feita em casa. delícia de programa!

Céu azul em Ipanema, no Rio de Janeiro

Céu azul em Ipanema, no Rio de Janeiro


Com o Valentín no tradicional restaurante Cervantes, no Rio de Janeiro

Com o Valentín no tradicional restaurante Cervantes, no Rio de Janeiro


Além disso, nossos amigos espanhóis, o Álvaro e o Valentin.também já estavam na cidade. Para quem quiser rever nossa convivência com eles lá no Titicaca, o post está aqui. Juntos, fomos dar uma boa caminhada em Ipanema, bairro em que ficaram hospedados seguindo nossos conselhos. Num dia de sol, Ipanema continua linda e movimentada como sempre, esporte e cerveja gelada dividindo democraticamente o mesmo espaço do calçadão e das areias. Se nós que já estamos acostumados, gostamos, imagina os amigos gringos!

O Valentín e o àlvaro no popular cervantes, no Rio de Janeiro

O Valentín e o àlvaro no popular cervantes, no Rio de Janeiro


O delicioso e tradicional sanduíche de lombo com abacaxi, no Cervantes, no Rio de Janeiro

O delicioso e tradicional sanduíche de lombo com abacaxi, no Cervantes, no Rio de Janeiro


Outro programa repetido que fizemos com eles foi comer de madrugada no tradicional Cervantes da Barata Ribeiro, quase na fronteira entre Copacabana e o Leme. Aquele sanduíche de lombo com abacaxi é mesmo uma delícia e observar a fauna humana que enche aquele restaurante no meio da madrugada é sempre interessante. Para nós, a grande novidade foi poder voltar caminhando para casa depois do sanduíche, enquanto os dois tomaram um táxi de volta à Ipanema.

Chegando ao Maracanã, no Rio de Janeiro

Chegando ao Maracanã, no Rio de Janeiro


Chegando ao Maracanã, no Rio de Janeiro

Chegando ao Maracanã, no Rio de Janeiro


Por fim, nem só de programas repetidos vivemos esses primeiros dias na cidade. Aproveitamos que era final de semana e fomos levar os espanhóis num dos programas mais cariocas que existem: ir ao Maracanã. Nós não tínhamos feito isso da outra vez que estivemos aqui, pois o estádio ainda estava em reforma. Mas agora, já em épocas pós-Copa do Mundo, o Maracaná está um brinco! Eu já tinha ido lá outras vezes, muitos anos atrás, mas isso não conta, pois o estádio está mesmo novo. Para tornar tudo ainda mais interessante, quem iria jogar lá é o meu clube de coração, o atual campeão brasileiro e firme na campanha do bicampeonato, o Cruzeiro de Belo Horizonte.

Maracanã bonito e vazio para o jogo de Botafogo x Cruzeiro, no Rio de Janeiro

Maracanã bonito e vazio para o jogo de Botafogo x Cruzeiro, no Rio de Janeiro


Maracanã bonito e vazio para o jogo de Botafogo x Cruzeiro, no Rio de Janeiro

Maracanã bonito e vazio para o jogo de Botafogo x Cruzeiro, no Rio de Janeiro


Então, para lá seguimos de metrô, tudo muito bem organizado e tranquilo. O jogo era contra o Botafogo, meu time preferido aqui no Rio, influência nos tempos de infância desse mesmo irmão que agora mora por aqui. Imagino que em dia de clássico local, tipo Flamengo e Vasco, não seja tão tranquilo assim, mas hoje estava perfeito para levar estrangeiros para lá com suas máquinas fotográficas. O estádio também estava bem vazio e assistimos a um belo jogo onde o futuro bicampeão teve tudo para ganhar, mas acabou cedendo o empate de bobeira. Enfim, fora o gol desnecessário do alvinegro, tudo correu às mil maravilhas e foi muito legal ter ido lá. Acho que não tínhamos visto nenhuma partida de futebol nos 1000dias, portanto, era mais uma lacuna a ser sanada. Afinal, rodar esse continente, ver campeonatos de surf, provas de triatlo e até uma partida de basquete em Los Angeles, mas não ver um jogo de futebol, era constrangedor. Resolvemos isso em grande estilo, indo ao mais famoso estádio de futebol das Américas! O primeiro grande resultado do nosso P.S, hehehe.

Com o Álvaro e o Valentín, assistindo a jogo no Maracaná, no Rio de Janeiro

Com o Álvaro e o Valentín, assistindo a jogo no Maracaná, no Rio de Janeiro


Cruzeiro faz gol no Botafogo no Maracaná, no Rio de Janeiro

Cruzeiro faz gol no Botafogo no Maracaná, no Rio de Janeiro


Mas virão outros mais! Amanhã, repetimos programa novamente indo ao bairro de Santa Teresa. mas seremos mais minuciosos dessa vez! Depois, só programação “virgem”! Pedra da Gávea, Pão de Açúcar (imagina que ainda não fomos lá!!!) e, finalmente, já “aclimatados”, Serra dos Órgãos!

Com o Álvaro e o Valentín, assistindo a jogo no Maracaná, no Rio de Janeiro

Com o Álvaro e o Valentín, assistindo a jogo no Maracaná, no Rio de Janeiro

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Leme, Maracanã

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

De Nova Petrópolis à São Joaquim

Brasil, Rio Grande Do Sul, Nova Petrópolis, Gramado, Santa Catarina, São Joaquim

Maravilhado com a gigantesca e milenar araucária na região de Nova Petrópolis - RS

Maravilhado com a gigantesca e milenar araucária na região de Nova Petrópolis - RS


Tiramos a manhã de hoje para passear na tranquila e simpática Nova Petrópolis, cidade na serra gaúcha a 30 km de Gramado. Cidade bem gostosa de ficar e eu não acharia nada mal passar uma semana por lá, curtindo o hotel Pousada das Neves, passeando pela praça florida da cidade, comendo em seus restaurantes saborosos.

Repolhos Ornamentais no jardim da praça central de Nova Petrópolis - RS

Repolhos Ornamentais no jardim da praça central de Nova Petrópolis - RS


Mas nós não temos uma semana pois temos de chegar em Curitiba na sexta de noite ou sábado cedo. Assim, fomos só conhecer a praça central cuja decoração é feita com repolhos! Isso mesmo, uma espécie de repolho decorativo, roxo ou branco, que fica tão bonito como flores. Muito interessante! Outra coisa que aprendi por ali foi sobre o padre alemão Theodor Amstel, que veio junto com outros imigrantes alemães no início do século passado e foi o fundador do cooperativismo no Brasil. Ele viveu na região de Nova Petrópolis e a cidade lhe fez uma justa homenagem na praça, com uma bela estátua.

Estátua em homenagem ao fundador do cooperativismo no Brasil, o padre alemão Theodor Amstel, em Nova Petrópolis - RS

Estátua em homenagem ao fundador do cooperativismo no Brasil, o padre alemão Theodor Amstel, em Nova Petrópolis - RS


De lá seguimos para um dos distritos do município, já em direção à Gramado, em busca de outra das grandes atrações de Nova Petrópolis: uma araucária multisecular, talvez até milenar, com um daqueles troncos em que é necessário muitos e muitos homens para abraçar. Foi, sem dúvida, o maior pinheiro que já vimos, uma árvore linda e imponente, que já estava por aqui muito antes dos portugueses e espanhóis chegarem ao Rio Grande. É emocionante estar perto de um ser vivo tão antigo e sábio, que tanto já viu. E pensar que deveriam haver dezenas e dezenas desses por aí, que foram derrubados sem dó nem piedade para se transformarem em casas, cercas, móveis e lenha de fogueira... Bom, pelo menos esse ficou, preservado pela família que tinha a propriedade onde ele está por muitas décadas. Hoje, ele é protegido por lei municipal e se transformou em ponto de visitação. Vale à pena, sem dúvida!

Placa informativa sobre a araucária multissecular, em Nova Petrópolis - RS

Placa informativa sobre a araucária multissecular, em Nova Petrópolis - RS


Continuamos nosso caminho para Gramado, onde fizemos algumas compras e pudemos passear pelo seu centro agora de dia, já que ontem já era noite quando ali chegamos vindos do Lago Negro. Os turistas passeiam para lá e para cá, entre as lojas de chocolate, restaurantes e atrações turísticas, como a igreja, museus, o Palácio dos Festivais (em reforma) entre outros. Aquela arquitetura típica da cidade nos faz pensar que estamos na Europa. Ou, quem sabe mais pertinho, em Campos do Jordão. Acho as duas cidades muito parecidas!

Como diria Napoleão, 'Do alto dessa árvore, dez séculos te contemplam!' (em Nova Petrópolis - RS)

Como diria Napoleão, "Do alto dessa árvore, dez séculos te contemplam!" (em Nova Petrópolis - RS)


Aí já era hora de fazer a longa viagem para São Joaquim, de volta à Santa e bela Catarina. Para evitar uma longa volta por estradas de asfalto, optamos por um atalho em estradas de terra. Já era noite quando cruzamos o rio que marca a fronteira entre os dois estados. Nesse caminho de chão, entre Bom Jesus, no Rio Grande, e São Joaquim, em Santa Catarina, a fronteira é marcada por duas longas pontes sobre uma confluência de rios. Muito legal, a noite estava clara e fria e parecia que éramos as únicas pessoas no mundo. Naquela hora, impossível fotografar o que víamos, pois já estava escuro. Lembranças que ficarão apenas na memória...

Todo mundo fica de olho no termômetro no inverno de Gramado - RS

Todo mundo fica de olho no termômetro no inverno de Gramado - RS


Interior de igreja em Gramado - RS

Interior de igreja em Gramado - RS


Enfim, quase nove da noite, chegamos à São Joaquim. Para quem estava fazendo um tour pelas cidades mais frias do Brasil, seria uma falha imperdoável não passar na mais fria de todas. Urubici tem temperaturas mais frias, mas apenas em sua área rural e, principalmente, no Morro da Igreja. Considerando apenas os centros urbanos, São Joaquim é 200 metros mais alta, a 1.350 metros de altitude. Isso se reflete em temperaturas mais baixas. Tanto que, quando chegamos, mesmo neste fim de frente fria, a temperatura já era de 1 grau e a madrugada prometia números negativos. Assim, foi só o tempo de comermos uma pizza na Taverna e corrermos para nosso quarto quentinho, no alto do Park Hotel. Amanhã, voltamos ao ponto de partida, nossa querida Curitiba.

Arquitetura típica em Gramado - RS

Arquitetura típica em Gramado - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, Nova Petrópolis, Gramado, Santa Catarina, São Joaquim,

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

South Pier

Bonaire, Kralendijk

Chegando aos pilares de South Pier, no sul de Bonaire

Chegando aos pilares de South Pier, no sul de Bonaire


Com tantos pontos de mergulho ao redor da ilha e com apenas alguns dias de explorações pela frente, tínhamos a difícil tarefa de escolher onde mergulhar. Normalmente, quando se mergulha através de uma agência, essa escolha fica com eles que são os conhecedores da área. Mas nós estamos mergulhando de forma independente por aqui e assim, dessa vez, a escolha era nossa.

Nosso carro em Bonaire (no South Pier, no sul da ilha)

Nosso carro em Bonaire (no South Pier, no sul da ilha)


Uma boa conversa com o francês que é dono do nosso hotel foi o melhor caminho. Ele nos explicou que os mergulhos no norte são um pouco diferentes dos do sul, que não valia o trabalho de se deslocar até Klein Bonaie pelos poucos dias que tínhamos e, enfim, fez uma lista de lugares que gostava. Dessa lista, escolhemos ao mesmo tempo mergulhos variados entre si (sul, norte, naufrágio, pier, profundo, raso, etc...) e que nos dessem a oportunidade de rodar por toda a ilha.

Placa sinalizadora de ponto de mergulho em South Pier, no sul de Bonaire

Placa sinalizadora de ponto de mergulho em South Pier, no sul de Bonaire


Hoje, partimos para o sul da ilha. O primeiro mergulho foi no extremo sul de Bonaire, bem ao lado de um farol. No caminho, sempre beirando o mar, pudemos ver e localizar as dezenas de pontos de mergulho, sempre bem marcados com as famosas pedras amarelas. As praias são sempre muito estreitas. São de coral, e não de areia. A gente percebe facilmente uma faixa mais clara de água (a parte rasa) e, a menos de 100 metros de distância, a parte escura, onde estão os recifes e corais. Em quase todos os pontos já há camionetes estacionadas, sinal de que alguém já está mergulhando por ali. Uma coisa que chamou muito nossa atenção é a quantidade de idosos mergulhando. Casais e amigos com mais de 70 anos de idade aproveitando a "melhor idade" para praticar essa saudável atividade que é o mergulho. Preferem Bonaire porque aqui não há os normalmente incômodos trechos de barco.

Mergulhando em South Pier, no sul de Bonaire

Mergulhando em South Pier, no sul de Bonaire


Esse mergulho foi bem tranquilo e relaxante. Com a experiência do mergulho do dia anterior, já resolvemos fazer este sem roupa de mergulho, apenas uma camiseta. Com uma temperatura de água acima dos 30 graus, qualquer peso a menos torna o mergulho ainda mais gostoso. Sem roupa e, consequentemente, com menos lastro, a gente se locomove muito mais fácil lá embaixo. Uma delícia!

Extração de sal em South Pier, no sul de Bonaire

Extração de sal em South Pier, no sul de Bonaire


Voltamos para Kralendijk pelo outro lado da ilha, completando o loop sul de Bonaire (o mapa está no post anterior), região cheia de salinas e lagos, quase sem elevações. Almoçamos na nossa casinha, pegamos nossos tanques que já haviam sido "reenchidos" e voltamos para o sul, dessa vez para mergulhar em South Pier, um dos mergulhos mais interessantes de Bonaire.

Os pilares submersos  parecem troncos de uma floresta em South Pier, no sul de Bonaire

Os pilares submersos parecem troncos de uma floresta em South Pier, no sul de Bonaire


Passando por entre os pilares submersos de South Pier, no sul de Bonaire

Passando por entre os pilares submersos de South Pier, no sul de Bonaire


Aqui, mergulhamos por entre os pilares de um grande pier onde atracam navios para o carregamento de sal. Além das centenas de peixes coloridos e do verdadeiro jardim de corais, o que mais chama a atenção é a verdadira "floresta" de pilares. Parecem grandes troncos de árvores submersas e, com a transparência da água, o efeito é mesmo impressionante. Uma floresta frequentada por peixes, e não por pássaros e mamíferos. Os mergulhadores ficam diminutos perto daquelas colunas que chegam a vinte metros de profundidade e se erguem outros dez metros acima d'água, para sustentar construções e pequenas cabinas lá encima.

A visão do pier acima d'água visto de 20 metros de profundidade, no South Pier, no sul de Bonaire

A visão do pier acima d'água visto de 20 metros de profundidade, no South Pier, no sul de Bonaire


A visão do pier acima d'água visto de 20 metros de profundidade, no South Pier, no sul de Bonaire

A visão do pier acima d'água visto de 20 metros de profundidade, no South Pier, no sul de Bonaire


Aliás, essa foi a mais bela visão do mergulho. Conseguir observar essas pequenas casas acima da linha d'água, mesmo estando a 20 metros de profundidade. Parece que estamos em outro mundo, uma mistura de Avatar e de Waterwold. Impressionante! Um dos mais belos e interessantes mergulhos dessa viagem!

Peixe-anjo em mergulho no South Pier, no sul de Bonaire

Peixe-anjo em mergulho no South Pier, no sul de Bonaire


Cardume em mergulho em South Pier, no sul de Bonaire

Cardume em mergulho em South Pier, no sul de Bonaire


Amanhã é dia de seguirmos para a parte norte da ilha, onde o recife é mais inclinado e as profundidades são maiores. É lá também que está o Parque Nacional que protege boa parte da flora e fauna da ilha. Vamos conferir!

Saino da água após mergulho em South Pier, no sul de Bonaire

Saino da água após mergulho em South Pier, no sul de Bonaire

Bonaire, Kralendijk, Mergulho

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

San José

Costa Rica, San José

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica


Ontem, dia 08, conforme imaginávamos, acordamos os dois com muitas dores musculares. "Uma dor saudável!", gosto de pensar e dizer. A Ana, além dessa dor "saudável", continua com as outras, nada saudáveis: bolhas, unhas e joelhos. Pelo menos, já estavam melhor que naquele sofrido quilômetro final do trekking no Chirripó.

A Av. Central no seu techo peatonal, em San José, capital da Costa Rica

A Av. Central no seu techo peatonal, em San José, capital da Costa Rica


Caminhando cuidadosamente, arrumamos a Fiona e deixamos a pequena e simpática San Gerardo. O destino era a capital do país, San José. SEguindo a nossa tática da variação de destinos, depois de uns dias na praia e outros na montanha, nada melhor que uma temporada na cidade grande. Ainda mais quando ela está justo no nosso caminho para o norte do país.

A preocupação com a reciclagem é muito comum na Costa Rica (foto na Av. Central de San José)

A preocupação com a reciclagem é muito comum na Costa Rica (foto na Av. Central de San José)


San José, que teimamos em confundir com "San Juan", capital de Porto Rico (isso expliaca a confusão?), é a segunda mais nova capital das américas, só perdendo para a nossa Brasília. Conhecida como Chepe pelos habitantes locais, é uma cidade de trânsito e ruas organizadas, o que contrasta bastante com as usualmente caóticas metrópoles latinas. Essa "vantagem" contrabalança um pouco a falta de um centro histórico ou de uma arquitetura mais interessante.

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica

O Teatro Nacional, de inspiração francesa, o mais belo da América Central, em San José, capital da Costa Rica


Uma exceção é o já centenário Teatro Nacional, de inspiração francesa. Considerado o mais belo teatro da América Central, está apresentando esses dias o "Quebra Nozes", com um grupo do Amertcan Ballet. Bom demais para ser verdade, né? Mas, claro, todos os ingressos estãop vendidos para suas quatro apresentações. Assim, tivemos que nos satisfazer em ver o belo prédio por fora e uma rápida visita em seu interior.

Visitando o Teatro Nacional em San José, capital da Costa Rica

Visitando o Teatro Nacional em San José, capital da Costa Rica


Nós chegamos na cidade ontem de tarde e nos instalamos no Kap's Place. Ainda cansados da caminhada dos dias anteriores, o máximo que fizemos foi ir a um restaurante ali do lado onde um cantor (muito bom!) tinha exatamente a mesma voz do Zé Ramalho. Incrível! Hoje, já mais descansados, fomos andando até o centro, passeamos pela Avenida Central, fechada só para pedestres, e fomos ver o Teatro Nacional. Bem em frente, o Café Paris, sob as arcadas do mais tradicional hotel do país, o Grand Hotel, é um ótimo lugar para se tomar uma taça de vinho e comer boa comida.

Teatro Nacional visto do Café Paris, em San José, capital da Costa Rica

Teatro Nacional visto do Café Paris, em San José, capital da Costa Rica


Aproveitamos também para consertar minha mochila e meu óculos enquanto a Ana fazia sua visita mensal ao salão de beleza. Acabamos por não visitar o Museu do Jade, muito recomendado. Quem sabe na volta, se passarmos por aqui...

Momento de reflexão no Café Paris, sob as arcadas do Gran Hotel, em San José, capital da Costa Rica

Momento de reflexão no Café Paris, sob as arcadas do Gran Hotel, em San José, capital da Costa Rica


Amanhã, rumamos para o norte. Vamos para a península de Nicósia, cheia de praias famosas. De lá, ainda queremos passar por um parque nacional com um lendário rio celeste e, finalmente, seguir para nosso próximo país, a Nicarágua. Cada vez mais na América Central!

Costa Rica, San José,

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Página 730 de 161
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet