1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

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As Belezas de Bom Jardim

Brasil, Mato Grosso, Bom Jardim

A belíssima Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso

A belíssima Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Nada como uma boa noite de sono para recuperar as forças! Assim foi em Nobres e, logo cedo, já estávamos prontos para os 60 km de terra até Bom Jardim, a “Nobres” de verdade. No caminho, ao invés de cruzarmos com os rebanhos de lhamas tão corriqueiros nesses últimos tempos de estradas bolivianas e peruanas, foi a vez do bom e velho rebanho de gado! Estamos mesmo de volta ao nosso Brasil, mais especificamente ao Centro-oeste, terra dos maiores rebanhos bovinos do país.

Há poucos dias eram lhamas, agora são bois com quem cruzamos nas estradas. No caminho entre Nobres e Bom Jardim, no Mato Grosso

Há poucos dias eram lhamas, agora são bois com quem cruzamos nas estradas. No caminho entre Nobres e Bom Jardim, no Mato Grosso


Há poucos dias eram lhamas, agora são bois com quem cruzamos nas estradas. No caminho entre Nobres e Bom Jardim, no Mato Grosso

Há poucos dias eram lhamas, agora são bois com quem cruzamos nas estradas. No caminho entre Nobres e Bom Jardim, no Mato Grosso


Para chegar à Bom Jardim, além de dividir a estrada com o gado, temos também de cruzar diversos acampamentos de sem-terra. A área é cheia de litígios agrários e terras não demarcadas, terreno muito propício à seguidas invasões. Tudo pela conhecida incompetência burocrática brasileira. Ainda nos tempos de Dante de Oliveira como Ministro da Reforma Agrária, há mais de duas décadas, essas terras foram colonizadas por sulistas, estimulados pelo próprio governo a migrarem para cá. Vieram, criaram suas fazendas, começaram a produzir, mas os títulos nunca foram devidamente oficializados. A notícia se espalhou e os sem-terra vieram, todos querendo o seu quinhão. Ainda mais agora, que as terras já estão abertas e produzindo. Invasão após invasão, a situação vai se arrastando. Uma das consequências dessa insegurança é que o turismo também não desenvolve todo o seu potencial. Afinal, quem vai investir muito numa propriedade que pode ser invadida na semana seguinte?

Com o Vicente, em Bom Jardim, distrito de Nobres, no Mato Grosso

Com o Vicente, em Bom Jardim, distrito de Nobres, no Mato Grosso


Arara descansa tranquilamente no capô da Fiona, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Arara descansa tranquilamente no capô da Fiona, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Enfim, de pouco em pouco, as coisas vão andando. O turismo em Bom Jardim segue o mesmo caminho do turismo de Bonito, com atrações bem semelhantes: rios de águas transparentes, cachoeiras e cavernas. A semelhança não é apenas no conteúdo, mas também na forma! Para quem já viajou pelo Brasil, sabe que não existe turismo mais “organizado”, ou “esquematizado” do que em Bonito, para o bem ou para o mal. O acesso à todas as atrações só pode ser feito através de agências e com a companhia de um guia. Não há possibilidade de se “explorar” ou descobrir algo. O negócio é entrar na fila, pagar o ticket e aproveitar o tempo contado, pois a fila tem de andar. Ainda vou falar desse tipo de turismo quando visitarmos a cidade, em alguns dias, seus prós e contras. Mas, enfim, é por esse mesmo caminho que segue Bom Jardim.

Uma bela arara no nosso caminho para a Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Uma bela arara no nosso caminho para a Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso


A belíssima Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso

A belíssima Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Então, logo que chegamos à Bom Jardim, fomos a uma das agências para conhecer e decidir quais passeios faríamos. Ainda são poucas as agências na cidade e todas tem seus próprios hotéis ou pousadas. Nós ficamos muito amigos do Vicente, da agência Anaconda e com ele não só acertamos nossos passeios, mas muito conversamos sobre a região e o desenvolvimento do turismo por aqui. Ele mesmo trabalhou muito tempo em Bonito e foi um dos responsáveis pela implantação do turismo nos mesmos moldes por aqui. Apesar de se perder em liberdade, certamente a organização ajuda muito a proteção e conservação das belezas, muitas delas sensíveis a uma exploração mais intensa.

Um delicioso banho na Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Um delicioso banho na Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Nadando no lago da Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Nadando no lago da Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Com pousada e atrações definidas, era hora de começarmos! Compramos nossos vouchers na agência, colocamos o guia no carro e seguimos para lá! Para começar e para matar a saudade de uma boa cachoeira onde se pode nadar, coisa que já não vemos há muito tempo (desde Roraima!), fomos para a mais famosa queda d’água da região, a Cachoeira da Serra Azul.

Peixes nadam no lago da Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, em Mato Grosso

Peixes nadam no lago da Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, em Mato Grosso


Peixes nadam no lago da Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, em Mato Grosso

Peixes nadam no lago da Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, em Mato Grosso


Encravada no coração de uma propriedade do Sesc, aí só entram turistas em grupo com guia e dentro de um número máximo de pessoas por dia determinado por um estudo de impacto ambiental. A gente vai até a sede da propriedade e fica se divertindo com as araras e macacos que são criados por ali, pelo menos até que o grupo que já está na cachoeira volte. Um grupo de cada vez, cada um por uma hora, incluindo os tempos de deslocamento e caminhada.

Visitando a Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Visitando a Cachoeira da Serra Azul, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Dirigindo nas estradas rurais da região de Bom Jardim, no Mato Grosso

Dirigindo nas estradas rurais da região de Bom Jardim, no Mato Grosso


Pacientemente, esperamos nossa vez e, já com nossos coletes salva-vidas, seguimos para a parte final do caminho, quando o outro grupo já voltava. O nosso grupo era de apenas 4 adultos e duas crianças (nos finais de semana, chegam à 15 pessoas) e tratei de caminhar mais rápido para chegar à cachoeira e vê-la sem gente. Aproveitei também para um bom mergulho sem colete, não resistindo à tentação da grande piscina refrescante formada abaixo da cachoeira. Logo depois, chegou a Ana e, mais uns minutos, os outros turistas com a guia.

Pronta para fazer flutuação nas águas cristalinas do Rio Triste, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Pronta para fazer flutuação nas águas cristalinas do Rio Triste, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Fazendo flutuação nas águas transparentes do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso

Fazendo flutuação nas águas transparentes do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso


Num dia tranquilo como o de hoje, pudemos nos esbaldar por ali por um bom tempo, a guia relaxando e fazendo de conta que não nos via sem colete. A água bem limpa, cheia de peixes trazidos pelo antigo proprietário. Tivemos todo o tempo do mundo para tirarmos nossas fotos, fazermos nossas explorações subaquáticas e tomarmos uma ducha forte e refrescante. Não é a toa que essa é uma das atrações mais conhecidas da região!

Fazendo flutuação nas águas transparentes do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso

Fazendo flutuação nas águas transparentes do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso


Tronco abaixo d'água no Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso

Tronco abaixo d'água no Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso


As outras são as flutuações nos rios. Entre as várias opções, nós escolhemos ir ao Rio Triste, direto dali, acompanhados da mesma guia. Novamente, só entra na propriedade quem traz o voucher comprado nas agências da cidade, que já inclui máscaras, snorkel e o bendito colete salva-vidas. Aqui, eles são mais obrigatórios ainda, para manter a pessoa na superfície e longe do solo, onde poderia fazer “bagunça”.

Fazendo flutuação nas águas transparentes do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso

Fazendo flutuação nas águas transparentes do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso


Nadando nas águas claras do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso

Nadando nas águas claras do Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso


Bem... Bom Jardim segue os passos de Bonito, mas ainda não é Bonito. Assim, ainda há um certo “espaço de manobra”, principalmente fora dos dias mais cheios. Outra vez, nosso grupo não era grande e eu e a Ana conseguimos deixar eles um pouco para trás, ficando com o rio apenas para nós. Assim, tivemos mais tempo para as fotos e mesmo para deixar o colete um para lá, para afundarmos um pouco, com o devido cuidado de não fazermos sujeira. A sensação é a de estarmos nos movimentando num grande aquário, a corrente nos levando e fazendo o esforço para nós. No caminho, temos de nos desviar de troncos e raízes e, mais que tudo, observar os peixes que nos observam, eles mesmos, ainda mais curiosos.

O belo Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso, abaixo e acima da água

O belo Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso, abaixo e acima da água


Uns vinte minutos de descida com direito a bis, ainda mais sozinhos ainda, agora que a guia sabe que já “conhecemos o caminho”. Foi joia! Não chega a ser um Rio da Prata, de Bonito, mas vale a pena também, principalmente pelo fato de ainda ser pouca gente por aqui.

O belo Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso, abaixo e acima da água

O belo Rio Triste, em Bom Jardim, em Mato Grosso, abaixo e acima da água


Voltamos para a cidade morrendo de fome, mas ainda não podíamos parar. Havia um último programa a ser feito, antes de saciarmos nossos esfomeados estômagos. Ali do lado, em uma lagoa repleta de palmeiras, todas as tardes, na hora do pôr-do-sol, centenas de pássaros vem se recolher. Entre eles, destacam-se as araras azuis e amarelas, num verdadeiro frenesi de cores e sons. É uma das poucas atrações onde não é preciso estar acompanhado de um guia e pode-se comprar a entrada ali na porta da propriedade mesmo.

Magnífico entardecer na Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Magnífico entardecer na Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Magnífico entardecer na Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Magnífico entardecer na Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso


A Lagoa das Araras, como é conhecida, já é um espetáculo apenas pelo seu visual. As cores do fim de tarde a transformam em um verdadeiro quadro, mas é a chegada das araras que traz a magia final. Sempre aos pares, elas vem de todos os lados, procurando a copa de alguma palmeira para pousar. Muitas vezes, a palmeira já está ocupada e, não raro, muita briga e confusão acontece, gritaria total. No fim, com muito jeito, todas encontram o seu lugar, enquanto os turistas, lá do mirante de madeira sobre a água, se deliciam com o espetáculo natural à sua frente.

São dezenas de araras que frequentam, durante o entardecer, a Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

São dezenas de araras que frequentam, durante o entardecer, a Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso


As araras, sempre em casais, frequentam a Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

As araras, sempre em casais, frequentam a Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Foi mesmo um verdadeiro show. Ficamos emocionados ao ver os primeiros casais chegarem e, depois, conforme vamos nos acostumando com a cena, só nos resta admirar toda a natureza exuberante ao nosso redor. De pensar que aquele espetáculo acontece todos os dias, naquela hora, naquele lugar. Vou me lembrar disso quando estiver em um fim de tarde bem monótono, em algum lugar qualquer. Meu corpo fica por ali, mas meu espírito voa para a Lagoa das Araras para, mais uma vez, admirar a beleza simples da vida. Não pode ter melhor remédio para tristeza ou monotonia...

Admirando o entardecer e as araras na Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Admirando o entardecer e as araras na Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso


As araras, sempre em casais, frequentam a Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

As araras, sempre em casais, frequentam a Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso


Enfim, finalmente, araras devidamente empoleiradas para a noite, nós pudemos “almojantar”. Foi um dia intenso no qual tivemos uma boa amostra das belezas de Bom Jardim. Faltaram as cavernas onde, no futuro, se poderá, inclusive, mergulhar. Mas, para isso, ainda é preciso os famosos e caros estudos de impacto ambiental que só virão depois da regularização dos títulos de propriedade. Algum dia... Enquanto isso, são os mexicanos de Tulum que fazem fortuna com os mergulhadores americanos e europeus. A gente chega lá... Por hora, chega de Bom jardim. Amanhã, vamos à outra atração nas cercanias de Cuiabá, essa sim conhecida nacionalmente: a Chapada dos Guimarães!

O incrível panorama da Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

O incrível panorama da Lagoa das Araras, em Bom Jardim, no Mato Grosso

Brasil, Mato Grosso, Bom Jardim, Bichos, cachoeira, Nobres

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Reencontros

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Com o David e o Elith na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Com o David e o Elith na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Assim como Washington, Nova Iorque é uma enorme cidade, impossível de ser propriamente conhecida no pouco tempo que temos na cidade. Felizmente, assim como lá, nós já tínhamos estado por aqui, a Ana uma vez e eu por três vezes, o que nos ajudou bastante em fazer nossas escolhas sobre aonde ir e que programas fazer. Basicamente, procuramos aquilo que ainda não conhecíamos, com as notáveis exceções das atrações que devem ser visitadas e revisitadas um milhão de vezes, como o Central Park ou a Broadway.

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Assim, dentre tantos maravilhosos museus na Big Apple, a nossa escolha foi visitar o Guggenheim da 5ª Avenida, obra-prima artística e arquitetônica que ainda não conhecíamos. Depois de dois dias de longas caminhadas pela cidade, hoje seguimos diretamente de metrô. Foram quase duas horas respirando arte moderna, abstrata e contemporânea, ao mesmo tempo em que me divertia com a eclética “fauna” que também visitava o museu. Um telefone-guia vai nos ajudando a decifrar as obras-de-arte, contextualizando os trabalhos e artistas, tentando explicar as intenções e sentimentos, dúvidas e angústias de seus autores. Confesso que, sem ele, estaria completamente perdido, ignorante que sou nesse tipo de arte.

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Depois do museu, uma agradável caminhada pela 5ª Avenida, passando pelo Metropolitan (cuja arte eu já entendo um pouquinho mais!), glorioso e imperdível museu em que já estivemos outras vezes. Pequena pausa para fotos e seguimos caminhando. A programação do dia, hoje, era diferente...

Em frente ao Metropolitan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Em frente ao Metropolitan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Pois é, hoje foi o dia de reencontrar velhos amigos, pessoas que conhecemos durante essa viagem e que, assim quis o destino, estavam aqui em Nova Iorque, curiosos em nos rever e nós a eles. O primeiro reencontro foi ali mesmo, algumas poucas ruas abaixo do Metropolitan. Era o Elith, o simpático colombiano que dançou muita salsa com a Ana em Cartagena. Ele está passando uma temporada na cidade, como guia turístico, e hoje estava de folga. Apareceu com a sua van do trabalho e, graças ao nosso telefone celular que voltou a funcionar, conseguiu se comunicar conosco e nos achar ali, ao lado do Central Park.

Interior animado do bar Stardust, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Interior animado do bar Stardust, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Nós já estávamos bem atrasados para outro reencontro, lá na Broadway, mas com a ajuda do Elith e sua van, conseguimos chegar no horário. Lá estava o David, nosso futuro cunhado, namorido da Ju. Esteve conosco logo no começo da viagem, em Miami, há mais de dois anos, e também recentemente, em Las Vegas. Dessa vez, e pela primeira vez, estivemos com ele sem a nossa querida Ju, que está em Londres. O David nos levou para almoçar num bar-restaurante da Broadway muito legal! Todos os garçons e garçonetes estão “entre empregos” na Broadway, isso é, são artistas. Assim, o tempo todo algum deles está fazendo alguma performance, geralmente cantando. E cantam muito bem, estilo musical da Broadway, como não poderia deixar de ser...

O inusitado encontro do David e do Elith, em bar na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

O inusitado encontro do David e do Elith, em bar na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Tão interessante como essas apresentações enquanto comíamos boa comida, era ver o David e o Elith juntos, duas importantes personagens da nossa viagem que jamais havíamos imaginado juntos. Isso até me lembrou do sonho impossível que temos de, um dia, fazer uma grande festa com todo mundo que conhecemos nesses 1000dias, gente de todos os países e línguas, classes sociais e backgrounds. Seria incrível!

Com o Elith, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Com o Elith, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O Elith ainda deu carona para o David chegar até um dos piers no rio Hudson, para pagar o seu barco para a grande festa da noite. Nós, ele deixou no hotel, para seguirmos alguns quarteirões até o Bryant Park, para mais um reencontro. Dessa vez, com o Scott, o americano de quem ficamos amigos lá em Paramaribo, no Suriname. Estava no mesmo hotel que a gente, por lá, assim como aqui em Nova York. Só que aqui ele estava com a Fatima, sua bela e simpática esposa, paquistanesa, e também com dois filhos, um com dois anos e a outra com dois meses.

Encontro com a família do Scott no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Encontro com a família do Scott no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O Bryant Park foi outra surpresa para mim, uma ilha de grama e árvores ocupando duas quadras, em pleno coração de midtown. Um lugar simplesmente delicioso. Lá ficamos todos felizes por um bom tempo, interagindo com os pais e os filhos.

Scott, Fatima e filhos no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Scott, Fatima e filhos no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Relaxando no delicioso Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Relaxando no delicioso Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Mas o fim do dia chegou e eles precisavam voltar para Washington, onde moram. Nós, no nosso hotel, encontramos o Elith novamente para seguirmos caminhando até a orla do Hudson River, de onde planejávamos ver o show de fogos do 4 de Julho. Pois é, “planejávamos”, pois foi impossível chegar até lá. Excessivamente organizados, a polícia americana já havia fechado todas as ruas nos últimos quarteirões antes da orla. Já estavam demasiado cheias, segundo eles. A orientação era seguir para o norte, onde as ruas ainda estariam abertas. Só que, de lá, quase não se veria os fogos, concentrados em barcaças na parte sul da cidade. Nossa, imagina só esses guardas tentando organizar o acesso à Copacabana, em 31 de Dezembro...

Sinais de patriotismo no 4 de Julho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Sinais de patriotismo no 4 de Julho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


A solução foi comprarmos umas cervejas e voltarmos para o nosso quarto no hotel de onde, com ar condicionado e do alto do 35º andar, poderíamos ver os fogos de maneira muito mais confortável, embora sem o “calor” da multidão. E assim fizemos, relembrando as histórias de Cartagena e comentando os planos para o futuro. Ao mesmo tempo, admiramos o show de luzes coloridas ao longe, aniversário de 236 anos de declaração de independência. Para eles! Para nós foi o primeiro 4 de Julho, e o primeiro a gente nunca esquece! Principalmente se é em Nova York num dia cercado de amigos. Não poderia ter sido melhor!

Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque,

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A Barra do Ribeira

Brasil, São Paulo, Juréia

Caminhando até a Barra do Ribeira, em Iguape-SP

Caminhando até a Barra do Ribeira, em Iguape-SP


Barra do Ribeira é o nome da vilazinha em que nós estamos. Pertence à Iguape mas tem vida própria, pacata do jeito que é. Parece que na temporada fica mais movimentada. Depois de conhecer assim não gosto nem de imaginar esse lugar com muita gente...

Caminhando de volta da Foz do Rio Ribeira para a vila

Caminhando de volta da Foz do Rio Ribeira para a vila


Nosso programa de hoje foi intercalar caminhadas e corridas em direção ao encontro do rio que vem lá do PETAR e das cavernas com o mar. Praiona quase totalmente deserta num dia ensolarado. As únicas criaturas não aladas (pássaros tem de monte) que encontramos foram um senhor bem figura se divertindo com seu cachorro na praia. As brincadeiras renderam muitas fotos para nós.

Homem e seu cachorro se divertem na praia da Barra do Ribeira em Iguape=SP

Homem e seu cachorro se divertem na praia da Barra do Ribeira em Iguape=SP


Depois, apenas eu e a Ana no mundo novamente. O Ribeira é um rio caudaloso e sua barra impressiona. As praionas daqui não tem a beleza plástica do litoral norte de São Paulo, com a Serra do Mar e a mata atlântica praticamente encostando no mar, formando baías e pequenas praias cinematográficas. Aqui, é uma beleza mais crua, mais selvagem, com um ar mais primitivo. A areia é mais grossa e não é tão clara. E como estamos perto da boca de um grande rio, as praias tem sempre restos de vegetação como folhas, gravetos e mesmo enormes árvores. As praias compridas, largas e pouco povoadas favorecem o uso de veículos na areia. pelo menos fora de temporada.

Nadando na Foz do Rio Ribeira em Iguape-SP

Nadando na Foz do Rio Ribeira em Iguape-SP


Mas hoje, andamos à pé mesmo. Enquanto a Fiona descansava, a gente fez um bom exercício, curtindo o dia ensolarado e a beleza rústica do lugar. Amanhã, pé na estrada novamente.

Apavorando os pássaros na praia do Ribeira em Iguape=SP

Apavorando os pássaros na praia do Ribeira em Iguape=SP

Brasil, São Paulo, Juréia,

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Serra dos Órgãos - 2a Parte

Brasil, Rio De Janeiro, Serra dos Órgãos

No início da caminhada no 2o dia da travessia, admirando as montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

No início da caminhada no 2o dia da travessia, admirando as montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Depois de umas três horas curtindo a região do Castelo do Açu, o camping e o refúgio já vazios, era a nossa hora de partir. O dia estava lindo e tínhamos muitas horas de caminhada pela frente. Esse segundo dia da travessia da Serra dos Órgãos é o mais belo de todos, mas muito duro também.

Foto aérea do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro e da trilha que atravessa o parque

Foto aérea do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro e da trilha que atravessa o parque


No início da caminhada no 2o dia da travessia, admirando as montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

No início da caminhada no 2o dia da travessia, admirando as montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


A distância a ser percorrida não é longa, por volta dos sete quilômetros do Castelo do Açu até o Abrigo 4, aos pés da Pedra do Sino. A variação de altitude entre o ponto inicial e o final também parece favorável, pois saímos dos 2,200 metros do Castelo e chegamos aos quase 2.100 metros do Refúgio 4. Mas esses números são totalmente enganosos.

No 2o dia de caminhada, ainda antes de descer para o Vale da Luva, admirando as montanhas mais famosas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

No 2o dia de caminhada, ainda antes de descer para o Vale da Luva, admirando as montanhas mais famosas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Quadro de distâncias entre os  principais pontos de referência na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, entre Petrópolis e Teresópolis. O percurso total é de quase 30 Km

Quadro de distâncias entre os principais pontos de referência na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, entre Petrópolis e Teresópolis. O percurso total é de quase 30 Km


O problema está no meio do caminho, no que acontece entre o Açu e a Pedra do Sino. A Serra dos Órgãos não tem um platô no seu topo. A caminhada se alterna entre vales e montanhas e por quatro vezes descemos quase até os 2 mil metros para, logo depois, voltarmos a subir até os 2.200 metros. Com isso, se somarmos todas essas subidas, esses 7 quilômetros escondem uma ascensão quase tão grande como aquela do 1o dia, seja para quem partiu de Petrópolis, seja para que começou sua caminhada em Teresópolis.

No 2o dia de caminhada, ainda antes de descer para o Vale da Luva, admirando as montanhas mais famosas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

No 2o dia de caminhada, ainda antes de descer para o Vale da Luva, admirando as montanhas mais famosas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Além disso, como estamos em grandes altitudes, praticamente não há árvores e caminhamos sempre com o sol a pino. A exceção são os fundos de vales que passamos, como o Vale da Luva ou o Vale das Antas, onde pequenas matas florescem ao longo de nascentes e riachos.

Atravessando o pequeno riacho no Vale da Luva, parte alta do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Atravessando o pequeno riacho no Vale da Luva, parte alta do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Atravessando o pequeno riacho no Vale da Luva, parte alta do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Atravessando o pequeno riacho no Vale da Luva, parte alta do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Pode ser duro, mas é absolutamente lindo, desde que o tempo esteja aberto. Nesse caso, a visão é sempre ampla, a Baixada Fluminense e a Baía da Guanabara à nossa direita (para quem segue em direção a Teresópolis), e as montanhas mais famosas e fotogênicas do parque à nossa frente, como a Pedra do Sino e o Morro do Garrafão, sempre a nos guiar a direção.

Uma bela e delicada orquídea no Vale da Luva, 2o dia de caminhada na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Uma bela e delicada orquídea no Vale da Luva, 2o dia de caminhada na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Uma bela e delicada orquídea no Vale da Luva, 2o dia de caminhada na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Uma bela e delicada orquídea no Vale da Luva, 2o dia de caminhada na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Já quando o tempo está fechado e a neblina toma conta da paisagem, algo muito normal de ocorrer por aqui, a história é outra. Como boa parte da trilha é feita sobre rocha, o caminho não fica marcado no chão. São colocadas algumas setas de orientação, assim como totens de pedra sobre rochas mais altas. Mesmo assim, é incrivelmente fácil sair do caminho correto. Sem a visão mais ampla da paisagem para nos orientar, no caso de neblina, as chances de se perder no caminho são enormes, mesmo para aqueles que já fizeram a trilha algumas vezes. O segredo está em reconhecer logo o erro e voltar até a última seta ou tóten. Se insistirmos no erro achando que vamos voltar ao caminho correto, as chances de darmos em algum penhasco ou beco sem saída são enormes! Foi nesse trecho que meu grupo se perdeu quando estivemos aqui há uns 12 anos, mas o tempo estava aberto e conseguimos ver a trilha um pouco mais adiante. Mas se estivesse nublado, estaríamos em maus lençóis!

No alto do Morro da Luva, seguindo em direção a Cachoeirinha, no 2o dia de travessia no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

No alto do Morro da Luva, seguindo em direção a Cachoeirinha, no 2o dia de travessia no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Vegetação muito comum nos campos de altitude, a mais de 2 mil metros de altura, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Vegetação muito comum nos campos de altitude, a mais de 2 mil metros de altura, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Enfim, hoje o céu estava claro e o sol brilhava radiante. Ao longe, víamos outros grupos que haviam partido antes de nós. Estavam um vale e uma montanha à nossa frente, mas eram uma boa referência. Mais tarde, também começamos a cruzar com grupos que faziam o sentido contrário. Mas não eram muitos não, já que estamos numa sexta-feira de Agosto. Amanhã sim, o movimento deve ser maior.

Indicação da trilha no alto do Morro da Luva, no 2o dia da travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Indicação da trilha no alto do Morro da Luva, no 2o dia da travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


O Castelo do Açu, de onde partimos duas horas antes, visto do alto do Morro da Luva, no 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

O Castelo do Açu, de onde partimos duas horas antes, visto do alto do Morro da Luva, no 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Saindo do Castelo do Açu, são quase 30 minutos até o Morro do Marco. Ele é facilmente reconhecido pela enorme pirâmide de pedras no seu topo, o tal do “marco”. que dá nome ao lugar. Depois, são outros 30 minutos, agora de descida, até o fundo do Vale da Luva. É um local encantador, coberto por uma mata nebular. Há uma nascente e um pequeno riacho onde podemos matar a cede e até nos refrescar um pouco. Mas a maior beleza é a flora do local, com diversas espécies de orquídeas endêmicas. Para quem pensa em fazer a travessia do parque em apenas dois dias e uma noite, aqui é o melhor lugar para se acampar.

No alto do Morro da Luva, admirando o Garrafão e a Pedra do Sino, no 2o dia da travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

No alto do Morro da Luva, admirando o Garrafão e a Pedra do Sino, no 2o dia da travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Novamente a lua nos acompanhou no final de tarde em mais um dia de caminhadas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Novamente a lua nos acompanhou no final de tarde em mais um dia de caminhadas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Depois do refresco, subida novamente. São mais 30 minutos até o topo do Morro da Luva, onde a vista fica grandiosa novamente. Lá na frente, a Pedra do Sino, e já bem atrás de nós, o Castelo do Açu. É aqui um dos locais onde a trilha se perde num labirinto de rochas e vegetação rala e rasteira. Temos de ficar de olho nas indicações. O problema é que muitos tótens foram montados um pouco fora da trajetória e isso acaba por nos confundir. Quando descemos do lado de lá, temos de atravessar um pequeno riacho. Eu atravessei ele logo e não consegui achar o caminho do lado de lá. Tentamos, olhamos, vasculhamos e nada. Até que seguimos a opinião da Ana e voltamos ao riacho. Ao invés de atravessá-lo, o correto era seguir pelo seu leito por algum tempo. Finalmente, as indicações voltaram a aparecer e ficamos seguros que tínhamos voltado ao caminho correto. Um pouco mais adiante e mais abaixo, chegamos à Cachoeirinha, outro ponto de referência importante na rota.

O Garrafão e a região conhecida como Portais de Hercules, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

O Garrafão e a região conhecida como Portais de Hercules, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Nuvens vêm subindo o vale e já chegam ao Garrafão, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. A diferença de tempo entre uma foto e outra é de uma hora

Nuvens vêm subindo o vale e já chegam ao Garrafão, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. A diferença de tempo entre uma foto e outra é de uma hora


Aí nos refrescamos novamente e aproveitamos para lanchar. Bem à nossa frente, subindo o vale do lado de lá, mais um ponto importantíssimo da rota: o “Elevador”. Esse é o nome que se dá a um trecho que é vencido com a ajuda de uma escada formada por grampos de ferro fincados na rocha com dezenas de metros de altura. Não estamos subindo propriamente uma parede, mas a inclinação gira em torno de 70 graus e sem os degraus, a tarefa seria muito mais difícil, senão impossível, pelo menos para quem não tem cordas, como é o nosso caso. Mesmo com os degraus, o peso da mochila nas costas se prova um desafio nessa parte. mas, com calma e paciência, vamos vencendo os degraus e chegando a uma rampa rochosa que nos levará ao topo de mais uma montanha, o Morro do Dinossauro, um dos pontos mais elevados da travessia. Tão elevado que é daí que temos a melhor visão do Garrafão e da Pedra do Sino. O Castelo do Açu já está pequenino lá atrás!

A pequena Cachoeirinha, em mais um dos vales que temos de atravessar nesse 2o dia de caminhadas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

A pequena Cachoeirinha, em mais um dos vales que temos de atravessar nesse 2o dia de caminhadas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Lanchando aos pés da Cachoeirinha, no caminho entre o Castelo do Açu e a Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Lanchando aos pés da Cachoeirinha, no caminho entre o Castelo do Açu e a Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Descendo o Dinossauro, chegamos ao Vale das Antas. Ele é ainda mais verde que o Vale da Luva, também cheio de orquídeas. Aí está a nascente do rio Soberbo. Também é um local muito agradável para se descansar e refrescar, mas o camping é proibido pela fragilidade do ecossistema presente. Esse é o ponto mais baixo da caminhada de hoje, o único lugar que ficamos abaixo dos 2 mil metros de altitude.

Nossa primeira visão do chamado 'Elevador', um dos trechos mais íngrimes na trilha que atravessa o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro.

Nossa primeira visão do chamado "Elevador", um dos trechos mais íngrimes na trilha que atravessa o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro.


Com a ajuda de grampos de ferro fincados na rocha, subindo o Elevador, com inclinações próximas de 70 graus, no 2o dia de travessia no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Com a ajuda de grampos de ferro fincados na rocha, subindo o Elevador, com inclinações próximas de 70 graus, no 2o dia de travessia no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Subindo o vale do lado de lá, chegamos ao Dorso da Baleia. A Pedra do Sino e sua enormes paredes de rocha estão bem a frente de nós, numa visão de estarrecer. Já tínhamos iniciando nossa caminhada há seis horas e chegávamos ao final de tarde. A partir das duas da tarde, observamos uma formação de nuvens subir pelo vale e chegar ás montanhas. Começávamos a temer que o tempo ficaria encoberto, mas pelo menos até agora, as nuvens se mantinham abaixo de nós, mais ou menos na altura do Dedo de Deus, aos 1.600 metros.

Com a ajuda de grampos de ferro fincados na rocha, subindo o Elevador, com inclinações próximas de 70 graus, no 2o dia de travessia no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Com a ajuda de grampos de ferro fincados na rocha, subindo o Elevador, com inclinações próximas de 70 graus, no 2o dia de travessia no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Caminhando no Morro do Dinossauro, cada vez mais próximos do Garrafão e da Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Caminhando no Morro do Dinossauro, cada vez mais próximos do Garrafão e da Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Antes de descermos a grota que separa o Dorso da Baleia da Pedra do Sino, mostrei para a Ana a nossa rota adiante, que segue por uma aresta lateral da gigantesca montanha de pedra à nossa frente. Dali de longe era difícil crer que havia uma trilha naquela passagem tão estreita e espremida entre a parede de pedra e o penhasco aos eu lado. Mas era ali mesmo que passaríamos.

Mais um momento de descanso, lado no Morro do Dinossauro e admirando o trecho da trilha que tínhamos acabado de fazer, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Mais um momento de descanso, lado no Morro do Dinossauro e admirando o trecho da trilha que tínhamos acabado de fazer, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


No alto do Morro do Dinossauro e de frente ao Vale das Antas, admirando o Garrafão e a Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

No alto do Morro do Dinossauro e de frente ao Vale das Antas, admirando o Garrafão e a Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Quando passamos pela grota e chegamos à aresta, ela não parece assim, tão amedrontadora. É estreita sim, mas a vegetação ao nosso lado nos impede de ver o penhasco que está ali, a menos de um metro de distância. Vamos subindo e escalaminhando através da aresta, dando a volta na montanha, até que aparece à nosa frente o a passagem mais temida da Travessia da serra dos Órgãos: o “cavalinho”.

Mapa topográfico da trilha no nosso 2o dia de caminhada na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, do Castelo do Açu à Pedra do Sino. Nesse tipo de mapa, linhas próximas significam terreno mais íngrime

Mapa topográfico da trilha no nosso 2o dia de caminhada na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, do Castelo do Açu à Pedra do Sino. Nesse tipo de mapa, linhas próximas significam terreno mais íngrime


Sobre o Dorso da Baleia, já podemos ver a aresta (marcada em amarelo) por onde vamos subir a Pedra do Sino, parte final do 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Sobre o Dorso da Baleia, já podemos ver a aresta (marcada em amarelo) por onde vamos subir a Pedra do Sino, parte final do 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


Esse é o nome que se dá para uma pedra que interrompe a aresta e o nosso caminho. Eles continuam do lado de lá e temos de passar por cima da tal pedra. Será que foi ela que inspirou Tom Jobim e Vinícius de Moraes? O problema maior é que as agarras para se montar na pedra estão do lado do abismo, e não do lado da parede. Assim, quando tentamos subir nela, fica explícito, salta os nossos olhos, o tamanho do desfiladeiro ao nosso lado. Pode ser psicológico, mas um escorregão e um pouco de azar combinados seriam morte certa. Por isso, o recomendável é que se tenha uma corda de segurança por aqui. Passa primeiro alguém com mais experiência, fixa a corda e auxilia os que vem de trás.

Já na aresta da Pedra do Sino, podemos ver a 'Pedra do Cavalinho' (marcada em amarelo na foto), ao lado de um precipício e obstáculo mais perigoso ao longo da travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro

Já na aresta da Pedra do Sino, podemos ver a 'Pedra do Cavalinho" (marcada em amarelo na foto), ao lado de um precipício e obstáculo mais perigoso ao longo da travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro


A difícil transposição da Pedra do Cavalinho, na aresta da Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. Aqui, feita com a sempre recomendada ajuda de cordas, equipamento que nós não tínhamos (foto da Internet)

A difícil transposição da Pedra do Cavalinho, na aresta da Pedra do Sino, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. Aqui, feita com a sempre recomendada ajuda de cordas, equipamento que nós não tínhamos (foto da Internet)


Não era o nosso caso, pois como já disse, não tínhamos corda. Então, tirei minha mochila e passei primeiro. Já na segurança do lado de lá, peguei as mochilas que a Ana passou para mim. Depois, com toda calma e cuidado, ajudei a minha esposa, os meus braços fazendo as vezes da corda de segurança. Assim, ela passou para o lado de cá e nosso último grande desafio dessa travessia ficava para trás! Daqui em diante, era só continuar a seguir a aresta, que acaba se tornando uma trilha normal, até a bifurcação entre o caminho que leva ao cume da Pedra do Sino e àquele que leva ao Abrigo 4.

Mapa do nosso 2o dia na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, trecho entre o Castelo do Açu e o Abrigo 4, aos pés da Pedra do Sino

Mapa do nosso 2o dia na travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, trecho entre o Castelo do Açu e o Abrigo 4, aos pés da Pedra do Sino


O 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, termina com mais um belíssimo pôr-do-sol visto da aresta da Pedra do Sino

O 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, termina com mais um belíssimo pôr-do-sol visto da aresta da Pedra do Sino


Nós chegamos aí cansados e bem nos últimos momentos de luz do sol. Titubeamos um pouco e acabamos por decidir ver o entardecer dali mesmo. Subiríamos a Pedra do Sino na manhã seguinte, pois o Abrigo 4 é bem próximo desse ponto e ainda tínhamos de montar nossa barraca. Trocamos o Pôr-do-sol lá no cume pelo nascer-do-sol no dia seguinte. Pelo menos na hora, foi o que nos pareceu mais sensato...

O 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, termina com mais um belíssimo pôr-do-sol visto da aresta da Pedra do Sino

O 2o dia de caminhada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, termina com mais um belíssimo pôr-do-sol visto da aresta da Pedra do Sino

Brasil, Rio De Janeiro, Serra dos Órgãos, Parque, Teresópolis, trilha

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Caminhando em Abrolhos

Brasil, Bahia, Abrolhos

Fotografando atobás na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

Fotografando atobás na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA


Foram quatro dias sobre o balanço do mar. Tanto tempo que acabamos nos acostumando com ele. Apenas em dois momentos, fomos sentir a estranha sensação da "falta de balanço" da terra firme.

A casa 'presidencial' na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

A casa "presidencial" na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA


Na primeira, uma visita à Ilha de Santa Bárbara, onde moram os habitantes de Abrolhos. São quase dez casas, a maioria dos militares da marinha e suas famílias. Exceção para a casa do funcionário do ICMBio, o simpático Felipe, e outra casa reservada para as autoridades, entre elas o presidente. Só que as "autoridades" ainda não se dignaram a dormir por lá.

O farol da ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

O farol da ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA


Nesta ilha também está o farol, construído em 1860 por ordem de D. Pedro II. Nós fomos até lá em cima, assistimos ao farol ser aceso e também a um magnífico pôr-do-sol. Lá do alto, temos uma bela visão de quase todo o arquipélago.

Atobá na ilha da Siriba em Abrolhos - BA

Atobá na ilha da Siriba em Abrolhos - BA


Atobás garantindo seus territórios na Ilha da Siriba, em Abrolhos - BA

Atobás garantindo seus territórios na Ilha da Siriba, em Abrolhos - BA


A outra caminhada foi na ilha da Siriba, a predileta dos atobás brancos. Ali fomos guiadospelo Felipe que nos deu uma aula sobre essas aves marinhas e também sobre as outras que frequentam o arquipélago. AS fragatas, moradoras da Ilha Redonda, inacessível para turistas e que há pouco mais de uma década sofreu um grande incêndio causado por um filho de um ex-presidente, que soltava rojões no arquipélago do seu iate, comemorando uma passagem de ano. Foi um grande baque na população desses pássaros que só agora estão se recuperando.

Pôr-do-sol visto do alto do farol na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

Pôr-do-sol visto do alto do farol na ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA


Um mar quase caribenho em Abrolhos - BA

Um mar quase caribenho em Abrolhos - BA


A última das grandes ilhas do arquipélago é a Sueste, a mais protegida de todas. A ilha, a preferida dos atobás marrons, é usada como um laboratório natural livre de qualquer presença humana. Apenas raramente alguns pesquisadores vão à ilha para coletar algumas amostras. Pelo menos essa não foi atingida pelos rojões...

Heliporto da ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

Heliporto da ilha de Santa Bárbara em Abrolhos - BA

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Rapel

Brasil, São Paulo, Petar

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR


Acordei hoje disposto a seguir viagem. Queria ir na Caverna do Diabo, a mais famosa e turística da região, seguir para um parque estadual na região de Sete Barras e, de lá, ir até Cananéia. Mas não era bem isso que queria a Ana. Ela estava animada para fazer um rapel numa cachoeira aqui perto e somente depois disso seguir viagem. O problema é que esse rapel só poderia ser feito depois do almoço. Bom, resolvi fazer o que qualquer marido sensato faria: concordei com a esposa e mandei para os diabos a tal Caverna do Diabo (que amanhã estará fechada, segunda-feira). Fica, assim como o Pico Paraná e a Ilha do Cardoso, para quando viermos conhecer a sobrinha que está chegando, em Julho.

Ana, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Ana, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR


Aproveitamos o resto da manhã, então, para escrever um pouco. Decidimos também dormir aqui esta noite e só partir amanhã para o parque estadual, Cananéia, Ilha Cumprida e a parte sul da Juréia. Um longo caminho...

Ana, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Ana, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR


Aqui, juntos com os amigos paulistanos, Marcelo, Rafael e Espanhol, seguimos para o rapel na Cachoeira das Arapongas, com cerca de 60 metros de altura. Quem nos acompanhou dessa vez foi o Jura, um dos sócios da Parque Aventuras. Levou para auxiliá-lo o Silnei, nosso guia no Petar quando estivemos aqui há três anos. Foi ele que nos levou na agora fechada Caverna dos Cristais. Maravilhosa, com várias salas forradas com cristais de várias cores. Parecia um sonho. Infelizmente, nem o plano de manejo vai abrir essa caverna à visitação. Demos muita sorte da outra vez. A caverna era recém descoberta e pudemos ir lá de noite.

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR


Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR


Voltando ao dia de hoje, apesar da chuva o rapel foi muito legal. Eu desci duas vezes e a Ana três. Com a beleza do lugar, nem dava para sentir frio enquanto descíamos pelas águas da cachoeira. As fotos vão mostrar bem o lugar.

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR


Como sempre, seguir a opinião da esposa foi uma boa idéia. Mas agora, precisamos seguir em frente. Chega de cavernas. Amanhã, vamos à praia!

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Rodrigo, descendo a Cachoeira das Arapongas, de rapel - PETAR

Brasil, São Paulo, Petar, cachoeira, Parque

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Os Vinhos do Okanagan Valley

Canadá, Penticton

Saborosa degustação de vinho tinto no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Saborosa degustação de vinho tinto no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Como vocês já devem ter notado pelas fotos desse blog, eu e a Ana gostamos de tomar um bom vinho. Aliás, quem não gosta? Brasileiros que somos, entendemos mais dos vinhos chilenos e argentinos, nossos vizinhos aí na América do Sul. Mas o mundo dos vinhos é muito maior do que isso e essa é uma das belas surpresas que temos tido nesses 1000dias de viagem pelo continente. O mundo inteiro está se sofisticando nesse setor e hoje achamos bons vinhos em países que, antes, nem uva tinham. Além do Brasil, cujos vinhos mais e mais se aproximam em qualidade dos nossos vizinhos do cone sul, encontramos excelentes vinhos em países como a Bolívia, Peru e México.

Nessa época do ano, encontramos abóboras em várias lojas de estrada (Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá)

Nessa época do ano, encontramos abóboras em várias lojas de estrada (Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá)


Outros lugares para se refestelar nessa deliciosa bebida são os países que foram (ou são!) parte da França. A produção não é local, mas os vinhos vem direto da antiga metrópole, sempre com preços bem razoáveis. É o casa de Guadaloupe e Martinica, no Caribe, e até da Guiana Francesa, na América do Sul. Sem esquecer, claro, da região de Quebec, aqui no Canadá. Depois de passar por todos esses lugares, até começamos a entender um pouco mais dos vinhos franceses, também.

Maçãs! Além das uvas, outras frutas também são cultivadas no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Maçãs! Além das uvas, outras frutas também são cultivadas no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Outro país de referência nesses setor são os Estados Unidos, principalmente na região conhecida como Napa Valley, na California. Ainda não passamos por lá, mas ela está certamente no nosso roteiro! E mesmo sem termos chegado lá ainda, os vinhos da região já chegaram às nossas mesas! Afinal, já viajamos por alguns meses pelo país e sempre procuramos a bebida nacional, quando bebemos vinho.

As pitorescas paisagens dos vinhedos do Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

As pitorescas paisagens dos vinhedos do Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


E assim foi no Canadá! Procuramos o bom vinho nacional, perguntando à garçons, maitres e sommelies, nas ocasiões especiais em que uma boa garrafa de vinho de faz necessária. Por exemplo, no meu aniversário! Em todas essas vezes, o vinho sugerido e escolhido vinha da mesma região produtora, o Okanagan Valley. Nossa curiosidade foi se atiçando e, depois da segunda vez, fomos descobrir aonde era esse vale dos vinhos canadenses. Para a nossa surpresa e felicidade, descobrimos que era aqui na Columbia Britânica, a meio caminho de Alberta, bem próximo da fronteira com os Estados Unidos. Não demorou muito para decidirmos que a gente poderia colocar o tal vale no nosso roteiro, a nossa especial despedida desse lindo e gigantesco país, o Canadá. Apenas quatro horas de viagem de Vancouver e, melhor ainda, passando por Chilliwack, onde moram nossos novos amigos. Juntamos o útil ao agradável ao saboroso e aqui estamos, no Okanagan Valley!

Os parreirais estão carregados nessa época do ano no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Os parreirais estão carregados nessa época do ano no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Visitando os vinhedos do Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá. Já até compramos um vinho!

Visitando os vinhedos do Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá. Já até compramos um vinho!


Pelo seu clima ameno, principalmente para padrões canadenses, a região já faz sucesso há muito tempo entre aqueles que procuram lugares para suas férias de verão. O vale é repleto de lagos com extensas praias, um paraíso para esportes náuticos ou simplesmente para um bom mergulho. No verão, claro! No resto do ano, são bons para fotografias. Pois bem, de tanto passar as férias por aqui, muita gente acabou se mudando em definitivo, principalmente os aposentados. Que melhor lugar haveria para descansar no final da vida? Tranquilo, clima ameno e o constante cheiro de pomares.

Admirando a bela praia lacustre em Petincton, no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Admirando a bela praia lacustre em Petincton, no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


A praia de Petincton, no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

A praia de Petincton, no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Pois é, o mesmo clima que atrai as pessoas também é o ideal para o cultivo de frutas. Maçãs, peras, pêssegos, entre outros, todas elas vemos nas plantações, tornando ainda mais idílica a paisagem. Mas foi outra fruta que começou a ganhar destaque há poucas décadas: a uva!

Bucólico passeio de bicicletas pelos vinhedos do Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Bucólico passeio de bicicletas pelos vinhedos do Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


O Okanagan Valley se tornou a meca dos enólogos canadenses. São dezenas e dezenas de vinícolas ao longo das encostas e terraços que cercam os lagos do vale. A região é chamada de “o Napa Valley do Canadá”. Como disse, ainda não conhecemos o original, mas se ele for parecido com esse aqui, vamos gostar muito, hehehe!

São dezenas e dezenas de vinículas al longo do Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

São dezenas e dezenas de vinículas al longo do Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Nós chegamos meio fora de estação, o que traz vantagens e desvantagens. A vantagem é que não há multidões. A desvantagem é que algumas vinícolas não estão recebendo visitantes, fechadas para a estação. Quando chegamos ontem, já no final da tarde, tivemos a chance de admirar uma belíssima paisagem, os parreirais ao redor do lago e as montanhas de vegetação baixa, pois o clima seco não é propício para matas. Mas tivemos de procurar bastante até achar uma vinícola aberta, a maioria delas fechando entre as quatro e cinco da tarde. Mas achamos! Experimentamos vinhos brancos e tintos e fomos “compelidos” a comprar uma garrafa, hehehe.

As pitorescas paisagens dos vinhedos do Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

As pitorescas paisagens dos vinhedos do Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


A noite passamos em Petincton, uma das melhores bases para se explorar o longo vale de mais de 150 km de extensão. Primeiro, porque está exatamente na orla do Okanagan Lake, o lago que dá nome a todo o vale. Em frente ao nosso hotel, uma longa e simpática praia de areia. Só faltou tempo (e um pouco de coragem!) para darmos ao menos um mergulho. Também, nós viemos para cá para beber, e não para nadar, hehehe! Segundo, porque já é uma cidade um pouco maior e com mais estrutura. De noite, achamos um magnífico restaurante italiano, onde pudemos comemorar o aniversário de um familiar próximo com um bom vinho e um bom prato. E, por último, porque daqui sai uma pequena estrada em direção à vila de Naramata. São cerca de 15 quilômetros cercados de parreirais bucólicos e algumas das melhoras e mais charmosas vinícolas do vale, afastadas do movimento da estrada principal que atravessa o vale.

Pronto e ansioso para mais uma degustação de vinhos no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Pronto e ansioso para mais uma degustação de vinhos no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Degustação de vinhos em vinícula do Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Degustação de vinhos em vinícula do Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Foi nessa pequena estrada que passamos memoráveis momentos hoje, nossos últimos aqui no Canadá. Um verdadeiro deleite para os sentidos da visão, olfato e paladar! Para quem tem mais tempo, o ideal é fazer a trilha de bicicleta, como vimos alguns afortunados fazendo. De vinícola em vinícola, sempre “abastecendo” o espírito para ter forças e ganas para seguir até a próxima. Deve ser uma delícia! Nós fizemos de Fiona mesmo, tirando fotos admirando a paisagem e escolhendo uma das vinícolas para testar seus vinhos. Foi muito joia!

Degustação de vinho branco no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Degustação de vinho branco no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá


Daqui seguimos para o sul, para os Estados Unidos que estavam logo ali, a cerca de uma hora de viagem. Nossa viagem chega a uma nova e triste fase. Estamos definitivamente deixando os países para trás. Antes, enquanto subíamos o continente, sempre sabíamos que, na volta, passaríamos outra vez por aquele país. Agora não, a despedida é definitiva, pelo menos nesses 1000dias. E o Canadá foi o primeiro a ficar para trás. Vai deixar muitas saudades. Mas também levamos muitas memórias. Memórias, experiências, fotografias, amigos, uma garrafa de vinho e dois potes de geleia, presente do Len e da Irmi que vamos saborear aos poucos ao longo dos próximos dias. Enfim, o Canadá fica para trás, mas trazemos um pedaço dele conosco! Agora, é hora de mudar o canal interno da nossa cabeça para os Estados Unidos!

Degustação de vinho tinto no Okanagan Valley, no  sul da British Columbia, no Canadá

Degustação de vinho tinto no Okanagan Valley, no sul da British Columbia, no Canadá

Canadá, Penticton, British Columbia, Naramata, Okanagan Valley

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O Vermelho e o Negro

Trinidad e Tobago, Port of Spain, San Fernando (Pitch Lake e Pointe-à-Pierre), Caroni

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Logo cedinho, enquanto ainda comíamos nosso café da manhã, chegou o Carlos, um sujeito com mais de 1,95 metros de altura que seria o nosso guia e motorista de hoje. Resolvemos montar um passeio por algumas das principais atrações da ilha, incluindo transporte e guia. Com a ajuda da nossa guest house, contatamos o Carlos, muito bem recomendado. Foi, por assim dizer, um gol de placa.

Com nosso guia Carlos na reserva em Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Com nosso guia Carlos na reserva em Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


Das três atrações a serem visitadas, duas envolviam pássaros. E o Carlos é um legítimo amante e conhecedor dos pássaros, um "birder", como ele se definiu. O que lhe dá mais prazer é andar pela natureza, armado de um bom binóculo e câmera fotográfica, ouvidos atentos, procurando essas criaturas aladas, de todas as cores, formas e tamanhos. Das quase quinhentas espécies do país, ele conhece quase todas pelo nome e muitas pelo canto.

Superfície argilosa do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Superfície argilosa do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


Mas a primeira visita de hoje nada tinha a ver com pássaros. Fomos até quase o sul da ilha, abaixo da segunda maior cidade do país, San Fernando, para ver o Pitch Lake, um dos poucos lagos naturais de piche do mundo. Uma espécie de vulcão que não deu certo, a natureza fica empurrando lá de baixo toneladas e toneladas desse material negro e viscoso todos os dias. O resultado é esse lago que vem sendo explorado pelos humanos há centenas de anos. Primeiro pelos nativos de Trinidad para selar suas cabanas, depois pelos espanhóis para selar seus navios e, em tempos modernos, na fabricação de asfalto. Boa parte do piche usado pelos chineses na construção da infraestrutura das Olimpíadas de Pequim veio daqui. Hoje em dia, o consumo mais ou menos equivale ao que a natureza jorra. Cálculos feitos indicam que, a se manter o ritmo da exploração, serão precisos 400 anos para esgotar o lago. É... sendo assim, nem dá para se preocupar muito.

Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


O lago é duro e podemos caminhar sobre ele. Quer dizer, duro, pero no mucho. Tem uma consistência meio argilosa, bem distinto de terra firme. Uma atração completamete diferente das que temos visitado por este continente afora.

Brincando com o piche do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago

Brincando com o piche do Pitch Lake, região de San Fernado, em Trinidad e Tobago


Antes da segunda atração, não tão grotesca, ainda tivemos tempo de entrar rapidamente em San Fernando e ir naquele que já foi o maior shopping do país. Shopping, desnecessário dizer, é igual em qualquer lugar do mundo. O mesmo por aqui. Foi só um pit-stop rápido para almoçarmos, já que não teríamos outro horário. De lá seguimos para a primeira refinaria de petróleo e gás do país. Visita a uma refinaria? Pois é!

Refinaria de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Refinaria de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


O que a torna tão especial é que no final da década de 60 eles resolveram criar, dentro da área da refinaria, uma área para preservação e criação de pássaros em perigo de extinção. Se isso fosse hoje, já seria de bater palmas. Mas eles terem feito isso há mais de 40 anos, quando quase não se falava de meio ambiente, realmente é de tirar o chapéu. Estavam bem à frente do seu tempo! O nome da iluminada refinaria: Pointe-à-Pierre.

Guará na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Guará na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


Patos na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Patos na reserva de Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


Lá dentro fazemos uma pequena trilha guiada onde se pode ver dezenas de espécies de pássaros, a maioria livre mas também alguns engaiolados, principalmente para facilitar sua reprodução. Também há uma flora variada, um lago muito agradável e até jacarés. Sem esquecer do concorrente dos ares dos pássaros, os morcegos.

Jacaré na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago

Jacaré na reserva Pointe-à-Pierre, próximo à San Fernando, em Trinidad e Tobago


Barcos nos levam no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Barcos nos levam no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Daí voltamos para perto de Port of Spain, para uma mistura de pântano e mangue formado pelo rio Caroni no seu encontro com o mar. Ali, num barco repleto de turistas, mas eu e a Ana na posição de diretoria, sós no banco da frente, fomos para um lago no meio do mangue para assistir ao maior espetáculo da vida selvagem desse ano de viagem. O local deve ser o melhor lugar do mundo para se observar um pássaro nosso velho conhecido: o guará vermelho. Desde o Maranhão que temos cruzado com ele, mas absolutamente nada parecido com o que vimos hoje. Foram centenas e centenas deles, misturados com as garças brancas, em revoadas espetaculares em direção às árvores-dormitório. Algo emocionante de se ver!

Chegando a um lago no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Chegando a um lago no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Três barcos lotados de turistas embasbacados e aquelas aves de um vermelho vivíssimo cortando o céu azul ou o verde das árvores, revoada atrás de revoada, todas terminando naquela árvore que foi se enchendo de manchas vermelhas. De longe, pousados, pareciam flores. Apesar da distância, podia-se ouvir a gritaria deles. Imagino que, mais tarde, se calariam, pois daquele jeito nenhuma criatura poderia dormir e a árvore não poderia ser chamada de dormitório - hehehe.

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Guarás chegam às centenas, no fim da tarde, ao dormitório no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


Árvore dormitório dos guarás no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago

Árvore dormitório dos guarás no pântano/mangue de Caroni, próximo à Port of Spain, em Trinidad e Tobago


E de lá voltamos para casa, ainda emocionados com o espetáculo, felizes com o passeio triplo e com nosso novo amigo, o Carlos, que com sua pronúncia ao mesmo tempo clara e engraçada de inglês, nos encheu de conhecimentos, não só de pássaros mas também do país, de suas cidades, do seu povo e sua cultura. Muito legal mesmo! Tivemos nosso dia de Stendhal, do negro do piche ao vermelho dos guarás, Le Rouge et le Noir.

Nossa pousada em Port of Spain, após um longo dia de passeios em Trinidad e Tobago

Nossa pousada em Port of Spain, após um longo dia de passeios em Trinidad e Tobago

Trinidad e Tobago, Port of Spain, San Fernando (Pitch Lake e Pointe-à-Pierre), Caroni, Caroni, Trinidad

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Férias das Férias: Ilhabela

Brasil, São Paulo, Ilha Bela

Uma piscina em local privilegiado, em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Uma piscina em local privilegiado, em Ilhabela, no litoral de São Paulo


É sempre bom voltar à Ilhabela. A última vez foi há quase 3 anos, já dentro dos 1000dias. É fácil nos lembrarmos disso porque foi aqui, quando voltávamos da praia do Bonete, que soubemos do nascimento da nossa sobrinha Luiza, no dia 7 de Julho de 2010. Mais do que depressa, pegamos estrada a toda velocidade rumo à Curitiba, para conhecer nossa mais nova parente. Pois é, em poucos dias, essa linda menina já estará fazendo 3 anos de idade! Não dá nem para acreditar...

Casa em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Casa em Ilhabela, no litoral de São Paulo


Uma piscina em local privilegiado, em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Uma piscina em local privilegiado, em Ilhabela, no litoral de São Paulo


Daquela vez, além dos dias deliciosos na praia do Bonete, ficamos também na costa norte da ilha, na casa ainda em construção de parentes próximos. Foi para lá que voltamos agora, nessa etapa final das nossas férias das férias, na companhia dos pais e irmã. Só que aqui, a companhia de parentes foi muito maior. Na casa, nos esperavam meus tios e primo. Aliás, feliz coincidência, encontramo-nos na balsa que cruza de São Sebastião até a ilha e chegamos todos juntos á casa. Depois, nos dias seguintes, foi chegando mais gente: irmãos, sobrinhos, primos, enfim, mais uma grande reunião familiar.

Pais e tia em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Pais e tia em Ilhabela, no litoral de São Paulo


Jogando conversa fora com o irmão, em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Jogando conversa fora com o irmão, em Ilhabela, no litoral de São Paulo


A casa está mais espetacular do que nunca, agora que está pronta. Planejada e construída com esmero por seus felizes proprietários, minha prima e seu marido, ela tem uma vista privilegiada do canal, da baía, do mar e da Serra do Mar. Mais do que isso, a casa foi construída de maneira que, de qualquer lugar, a linda vista está sempre lá, saltando aos nossos olhos. É mesmo incrível, um deleite visual constante.

praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo

praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo


praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo

praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo


Como disse, ao longo dos dias a casa foi se enchendo e a companhia ficando ainda mais rica. Conviver novamente com irmãs e primos que há muito não víamos foi uma delícia. Já os sobrinho, depois de tanto tempo, já são novas pessoas. Meninos viraram adolescentes, adolescentes viraram homens. Ver o quanto essa nova geração cresceu e que nos faz tomar consciência do tempo que já estamos na estrada. Tão bom foi estar por aí, conhecendo a América, mas é muito triste perceber o quanto perdemos por aqui.

Mar em frente à praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Mar em frente à praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo


A Ana e seus sobrinhos na praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo

A Ana e seus sobrinhos na praia de Jabaquara, em Ilhabela, no litoral de São Paulo


Tão gostosa é a casa e tão agradável a companhia que mal fizemos programas por aqui. O maior deles foi, em dois carros cheios de parentes, irmos até a bela e deserta praia de Jabaquara. Também tínhamos estado aqui há três anos e, felizmente, a praia não mudou muito. É sempre bom saber que, mesmo estando tão perto da maior metrópole do continente, ainda é possível encontrar praias que mantém seu estado original, longe dos prédios e da urbanização.

Com a Celina e o Dudu, os felizes proprietários da linda casa em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Com a Celina e o Dudu, os felizes proprietários da linda casa em Ilhabela, no litoral de São Paulo


Aqui terminaram nossas férias das férias e voltamos agora à nossa rotina de estrada. Difícil foi nos despedirmos de todos, ainda em pleno sábado, o domingão pedindo para ficarmos. Meu primo Haroldo, o mesmo que já nos encontrou algumas vezes nesse 1000dias, nos deu carona até Guarulhos, de onde embarcamos de volta para Boa Vista, em Roraima, onde nos aguarda a fiel Fiona. Ainda temos muita estrada pela frente, mas, dessa vez, nossa ausência vai ser contada em meses e não mais em anos. Família é bom demais e faz uma falta danada!

Foto familiar em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Foto familiar em Ilhabela, no litoral de São Paulo

Brasil, São Paulo, Ilha Bela, Praia

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Roteiro no Canadá e Viagem à Quebec

Canadá, Montreal, Quebec

O palácio do Parlamento, em Quebec, no Canadá

O palácio do Parlamento, em Quebec, no Canadá


Hoje foi o dia de, pela primeira vez de verdade, colocar o pé na estrada aqui no Canadá. Por enquanto, só tínhamos dirigido da fronteira até Montreal, um percurso de menos de 50 quilômetros. Nossa viagem era até Ville du Quebec, ou simplesmente Quebec, a histórica cidade que emprestou seu nome à toda a província. Em linha reta, pouco mais de 200 km, mas nós viemos pelo caminho mais longo, tentando conhecer um pouco do interior da província, ver um pouco do país.

Skyline de Montreal, no Canadá

Skyline de Montreal, no Canadá


O Canadá é, me desculpem o chavão, um país de dimensões continentais. Com quase 10 milhões de quilômetros quadrados, deixa o Brasil, os Estados Unidos e a China no chinelo, só perdendo mesmo para a Rússia. Acontece que quase toda a população do país, assim como sua infraestrutura, fica concentrada numa estreita faixa territorial na parte sul, próxima à fronteira com os EUA. Aí estão todas as grandes cidades e regiões metropolitanas. No resto do país, a densidade populacional é ainda menor que a da Amazônia.

Canadá e suas províncias

Canadá e suas províncias


Pois é, e para quem acha que é a Amazônia que é inacessível, não conhece o norte do Canadá. Na Amazônia, pela água, se chega a qualquer lugar. Os rios são verdadeiras autoestradas dentro da mata. Aqui, só de avião mesmo. E é caro, quase proibitivo para simples mortais. Nós queríamos muito dar uma olhada neste norte do país. Mas a Fiona não chega lá, infelizmente. Uma oportunidade surgiu quando viajamos para a Groelândia. Existe uma nova rota de avião para lá, saindo do Canadá e com direito a uma escala em Nunavut, uma das províncias isoladas do norte. Mas iria sair tão caro, mas tão caro, que resolvemos ir pela Islândia mesmo.

A maior estrutura inclinada do mundo, no Estádio Olímpico em Montreal, no Canadá

A maior estrutura inclinada do mundo, no Estádio Olímpico em Montreal, no Canadá


Outra província que pensamos seriamente em visitar foi a Nova Escócia, na costa leste. Dizem ser ainda mais bonita que a Nova Inglaterra. Quando viajamos até o Maine com a Bebel, com mais umas cinco horas de estrada chegaríamos até lá. Mas o bom senso e a falta de tempo falaram mais alto e também esta província ficou para a próxima. Quando? Pois é, para alguma outra viagem, infelizmente…

A enorme esfera da Exposição de 67, em Montreal, no Canadá

A enorme esfera da Exposição de 67, em Montreal, no Canadá


Enfim, depois de tanto adiarmos, finalmente chegamos a este belíssimo país. Teremos a chance de conhecer as principais províncias e cidades aqui do lado leste, numa primeira etapa, e depois o lado oeste, quando estivermos subindo (e depois, descendo!) para o Alaska.

Paisagem bucólica entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Paisagem bucólica entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


Do lado de cá, viajaremos por Quebec e Ontario. Parece pouco, mas não é! Ao contrário de Brasil e Estados Unidos, o Canadá tem poucos estados (apenas dez províncias e três territórios) e cada um deles é maior do que a maioria dos países da Terra. Ontario e Quebeq, por exemplo, têm o tamanho de Pará e Amazonas, respectivamente. Posto de outra maneira, apenas a província de Quebeq tem o dobro do tamanho de todos os países da América Central e Caribe somados!

Muitos lagos entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Muitos lagos entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


No lado oeste, devemos passar por Alberta, Colúmbia Britânica, Yukon e, quem sabe, um pulinho nos Northwest Territories. Se tudo seguir como planejamos, até que vamos ver um pedacinho do país, hehehe! Mas o roteiro do lado oeste ainda não está fechado, não. Quem acabou ficando de fora também do nosso roteiro foram as províncias centrais do país. Por tudo o que pesquisamos, parece ser mais interessante cruzar o continente de leste a oeste pelo lado dos Estados Unidos. Então, depois de Toronto e Niágara, voltamos para o Tio Sam, para só voltar ao Canadá lá em Alberta.


Nosso roteiro planejado no Canadá. Clique aqui para ampliar o mapa e verificar como estamos apenas na ponta sul dos enormes estados de Quebec e Ontario

Aqui no leste do país, já determinamos nosso roteiro. No caminho estão as metrópoles de Montreal, Ottawa e Toronto, a cidade histórica de Quebec, os parques nacionais de Maurice e Mont-Tremblant e a região fronteiriça conhecida como 1000 Islands (com esse nome, tínhamos de ir conferir, né!), além das Cataratas de Niágara, claro!

Paisagem rural entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Paisagem rural entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


Iniciamos hoje, então, essa nossa longa jornada pelo país. Começamos em Montreal mesmo, visitando as áreas do estádio olímpico e da exposição internacional de 67. A primeira possui a maior estrutura inclinada do mundo, bem ao lado do Velódromo que foi transformado em uma gigantesca estufa. A segunda, localizada em uma ilha fluvial em frente à cidade, foi transformada em parque. Fomos lá ver a gigantesca esfera que se vê de quase qualquer parte da cidade e demos de cara com os preparativos de um mega show que ocorreria ainda hoje. Mais uma das infinitas atividades de verão que se espalham por todo o país, atraindo milhares de pessoas.

Plantações floridas entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá

Plantações floridas entre Montreal e Quebeq, ao sul do Rio São Lourenço, no Canadá


Depois, estrada. Logo saímos da veloz autopista que conecta as duas maiores cidades da província para seguirmos pelo interior. Nosso objetivo era conhecer uma região cheia de lagos, ao sul do rio São Lourenço. São diversas pequenas cidades, sempre na beira de lagos que, nessa época do ano, servem para toda sorte de atividades aquáticas. No inverno, ao contrário, congelam completamente. Mas agora, barcos levando banhistas, pescadores e esquiadores passeiam por todos eles. Ao redor dos lagos, campos de golfe, clubes privados e cidades muito bem arrumadas, com pousadas e restaurantes charmosos. Entre os lagos, uma zona rural tomada por plantações e fazendas com aspecto bucólico. Enfim, uma linda região na qual poderíamos viajar por uma semana inteira, com certeza! Por pouco, não passamos a noite em North Hatley, uma dessas cidades. A tentação foi grande, pelo charme e tranquilidade do lugar. Mas, atrasados que estamos na nossa viagem, resolvemos seguir em frente, depois de um passeio pela orla do lago.

A bela e tranquila North Hatley, na orla de um dos lagos ao sul do São Lourenço, entre Montreal e Quebeq, no Canadá

A bela e tranquila North Hatley, na orla de um dos lagos ao sul do São Lourenço, entre Montreal e Quebeq, no Canadá


Daí seguimos para Quebec, onde já chegamos no final do dia. Seguimos diretamente para a cidade murada, (a única ao norte da Cidade do México!), onde queríamos encontrar hotel. Não foi tarefa das mais fáceis, nessa época do ano e em véspera de final de semana. Mas, com a ajuda da dona de um dos hotéis lotados, encontramos um, com uma belíssima vista da cidade baixa.

Entrando na cidade murada de Quebeq, no Canadá

Entrando na cidade murada de Quebeq, no Canadá


O muro que cerca o centro histórico de Quebec, no Canadá

O muro que cerca o centro histórico de Quebec, no Canadá


Foi só o tempo de nos instalarmos e já fomos para a rua, tentar começar a aproveitar essa verdadeira joia que é a cidade. Caminhamos pelo centro histórico da parte alta, tiramos fotos dos prédios iluminados e seguimos para fora dos muros, onde a balada é mais movimentada. Aí encontramos um delicioso e animado bar, com excelente música ao vivo e cerveja bem gelada. Tínhamos de brindar o início de nossa aventura canadense e, mas do que isso, o fato de termos chegado ao coração da América Francesa. Um espetáculo, na beleza, história, cultura e comida! Assunto para o próximo post...

Balada em Quebec, no Canadá

Balada em Quebec, no Canadá

Canadá, Montreal, Quebec, North Hatley

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