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Lendas Nicaraguenses

Nicarágua, León

Museus de Lendas e Tradições, em antiga prisão somozista em León, na Nicarágua.

Museus de Lendas e Tradições, em antiga prisão somozista em León, na Nicarágua.


Hoje cedo fomos ao Museu de Histórias y Leyendas. Dona Carmen, a idealizadora, artista e executora de quase todas as peças em exposição. Ela faleceu há apenas 1 mês e seus filhos herdaram o museu e a tarefa de manter o seu sonho, de manter a história e crenças do seu povo e de construir um espaço de atividades para pessoas da terceira idade. Há pouco tempo o museu saiu de sua casa para o local atual, antiga prisão, construída em 1921. Por esta prisão passaram centenas de presos políticos que foram torturados e mortos durante a Era Somoza.

O museu reúne em cada uma das antigas celas, estátuas e imagens que representam lendas nicaragüenses. A história como a de La Llorona, que suas lágrimas teriam formado o Lago de Manágua, a lenda da bruxa que transformava as pessoas mal quistas em porcos ou da índia que se apaixonou por um espanhol e foi separada de seu amor.

Visita à antiga prisão somozista em León, na Nicarágua.

Visita à antiga prisão somozista em León, na Nicarágua.


Conhecemos também La Gigantona, representação de uma mulher espanhola, e o boneco que representa o nicaragüense, pequeno e cabeçudo, sinal de inteligência dos nativos. Nos meses de dezembro os nicas e as gigantonas saem às ruas bailando ao som de tambores e no dia 7 de dezembro é quando acontece a grande reunião de Las Gigantonas, quando um júri elege a mais bonita e hermosa de todas elas.

Personagens legendárias em museu de León, na Nicarágua.

Personagens legendárias em museu de León, na Nicarágua.


Uma cena que está terminando de ser montada, super curiosa, é a de um índio que teria morrido lutando por sua liberdade contra os espanhóis, porém sua alma ficou vagando em uma carroça pelas ruas de León como “um espanto”. Depois da meia-noite se alguém estivesse na rua e visse a sua carruagem, teria sua alma levada, virando um fantasma também.

Dona Carmen fez um trabalho muito bonito e que ficou ainda mais especial sendo abrigado em, um lugar histórico que estava abandonado e retornou à vida, guardando a memória dos tempos de luta contra a ditadura.

Nicarágua, León, história, Lendas

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Universal Orlando - Island´s of Adventures

Estados Unidos, Flórida, Orlando

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Orlando é o destino preferido e dos sonhos de muitos adolescentes brasileiros. Pelo menos no meu tempo de adolescente a moda era trocar a grande festa de aniversário de 15 anos por uma viagem para a Disney World e arredores.

Chegando ao parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Chegando ao parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Eu, já nessa época, já era meio diferente. Disney e festa com baile e bolo vivo me pareciam um tanto quanto démodé. O ano era 1995 e o dólar estava 1 pra 1, pela primeira vez uma viagem internacional parecia possível. Neste cenário surgiu uma oportunidade: viajar para o Jamboree da Holanda, um encontro mundial dos escoteiros. Eu tinha apenas 13 anos, mas meus pais viram que era uma chance única! Um grupo de 36 jovens de diferentes grupos escoteiros curitibanos se reuniu para fazer uma viagem de 30 dias pela Europa. Passamos pela Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha e finalmente os últimos 11 dias acampados entre 200 mil escoteiros de 120 nacionalidades diferentes. Eu sabia que seria um evento marcante na minha vida, mas nem eu, nem meus pais tínhamos ideia de quanto isso iria determinar os rumos da minha vida viajante.

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Naquela viagem nós passamos um dia na Euro Disney, próximo à Paris. Entre os colegas da escola a Euro Disney, pequena e sem as grandes atrações, era vista como um parque B. Para mim apenas um lugar cheio de bichinhos e brinquedos, pois a minha grande diversão estava em escalar montanhas nos Alpes Suíços, fazer trekkings nos polders holandeses e me aventurar pelas ruas malucas de Londres e Paris.

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Bem, já deu pra entender que eu nunca fui muito fã deste tipo de parque. Acho que matei toda a minha vontade quando era criança, rodando sem parar nas nossas montanhas russas, kamikazes e enterprises do Parques Barigui e Beto Carreiro World, quase ridículos comparados aos monstros dos parques temáticos da Flórida. Ainda assim pensamos, já que estamos passando por aqui, temos que dar a chance e ter esta experiência em pelo menos um dos parques! Escolhemos o Universal Studios - Island´s of Adventures, dica do pessoal do Viagens Maneiras, que diz ser este o melhor parque de Orlando.

Parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Uma das paixões de infância do Rodrigo foram os quadrinhos da Marvel. O Surfista Prateado era o preferido, mas Homem Aranha, X-Men, Hulk, Demolidor e todos estes super heróis do Universo Marvel fizeram parte da sua história. Quase 30 anos depois o Tio Ro é um dos melhores contadores de histórias para os sobrinhos curiosos por este mundo fantástico! Hehehe!

Herois da Marvel passeiam pelo parque da Universal em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Herois da Marvel passeiam pelo parque da Universal em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Para entrar logo no clima e acordar, injetamos um caminhão de adrenalina quando subimos na montanha-russa do Incrível Hulk. Loopings, curvas e descidas radicais são feitas em uma velocidade surreal! Meu coração foi à milhão!!! Tá louco, eu gritei muuuito! No final do dia fui uma segunda vez, mas basta, saí de lá com dor de cabeça! É aí que vemos que estamos ficando velhos! Hahaha!

A famosa montanha-russa do Hulk no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

A famosa montanha-russa do Hulk no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Uma das grandes novidades do parque é o Mundo Mágico de Harry Potter. Com uma cidade cenográfica perfeita, casinhas com neve no telhado e o castelo ao fundo. Esta área do parque oferece show de mágica, apresentações de danças típicas do filme e a Dragon Challenge que é uma montanha russa também radical e mais divertida que a do Hulk, essa pelo menos não me deu dor de cabeça!

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Para onde se olhe, pessoas de ponta-cabeça nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


As grandes atrações do parque são as aventuras 3D do Homem Aranha e do Harry Potter. São pequenas montanhas russas indoor, com cenários 4D e filmes 3D em alta definição que te fazem entrar de cabeça, corpo e alma na história.

Castelo do Harry Potter no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Castelo do Harry Potter no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


No Harry Potter and the Forbidden Journey, após passearmos pelos corredores da Escola de Bruxaria e Magia, vendo quadros falantes e holografias dos personagens, voamos em vassouras mágicas sobre o Castelo de Hogwarts em uma perseguição alucinada e lutas contra dragões e as forças do mal do mundo mágico de Harry Potter.

Apresentação na vila do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Apresentação na vila do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


No The Amazing Adventures of Spider Man, Jameson intima os participantes a perseguir os vilões trabalhando como repórteres e fotógrafos do seu jornal, o Daily Bugle. A perseguição ao Dr. Octopus, Duende Verde e outros vilões é emocionante! A experiência visual e tátil é muito real, incrível!

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

A vila nevada do Harry Potter, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


Passamos o dia rodando o parque, outras atrações bacanas e molhadas como o encontro com dinossauros no Jurassik Park River Adventure e outras.

Enfrentando um tiranossauro no Jurassic Park, no parque da  Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Enfrentando um tiranossauro no Jurassic Park, no parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos


As 6 horas dentro desse mundo de fantasia foram mais do que suficientes para termos muita diversão e principalmente para vermos como a tecnologia do entretenimento está evoluindo! Agora, parques de diversões novamente, só daqui uns 10 anos, com a nossa tropinha de aventureiros!

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Diversão nas montanhas-russas do parque da Universal, em Orlando, na Flórida - Estados Unidos

Estados Unidos, Flórida, Orlando, Diversão, Entretenimento, Parque

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Novo Vídeo! Kaiteur Falls - Guiana

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana


Sobrevoamos a Amazônia Guianesa quase fronteira com o Brasil. A primeira visão que temos da cachoeira é no sobrevôo espetacular que o piloto faz para todos poderem ver e fotografá-la. As vistas aéreas são sempre privilegiadas, conseguirmos ter a noção da amplitude e grandeza deste cenário. Sensacional!

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls, cachoeira

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Blue Chicago!

Estados Unidos, Illinois, Chicago

Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Céu azul e um dia lindo para nos despedir de Chicago rumo ao meio oeste americano. Os planos eram muitos! Silvia, minha prima que mora em Milwalkee há 7 anos e já rodou bem a região nos deu algumas dicas ótimas.

Outra vez, admirando o reflexo da cidade na mais popular obra de arte de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Outra vez, admirando o reflexo da cidade na mais popular obra de arte de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


- Um passeio de barco pelo Chicago River, não dos turísticos, de water táxi mesmo, passando pelo píer e indo até o Adler Planetarium. É mais barato que um tour e tem uma das melhores vistas do skyline de Chicago, a partir do lago.

Pessoas se refrescam na brisa vinda do lago, numa marina de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Pessoas se refrescam na brisa vinda do lago, numa marina de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


- Ir até Chinatown provar o tal café da manhã chinês que dizem ser ótimo! Uma experiência bem diferente com certeza!

Parque florido em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Parque florido em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


- Assistir a um espetáculo como o Blue Man Group que está em cartaz ou um musical da cena “Off-Brodway” de Chicago no Theater District, mas carregar o Rodrigo para um show desses seria quase impossível.

Passeando pelo distrito artístico de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Passeando pelo distrito artístico de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Eram tantos planos misturados ao nosso cansaço, vontade de ficar no hotel e trabalhar nos blogs que acabamos fazendo nada disso e simplesmente deixamos o dia rolar. Saímos novamente caminhando pelo Loop e continuamos o nosso Architecture Tour pelo centro da cidade.

Caminhando por praça central de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando por praça central de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


O clássico convive bem com o moderno em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

O clássico convive bem com o moderno em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Chegamos ao Millenium Park e cruzamos até a Buckingham Fountain, já na área do Grant Park. A quantidade de água nesse chafariz não está no gibi! São 5 milhões e 700 mil litros de água, em 193 jatos e o jato central projeta a água a 46m de altura! A Buckingham Fountain é uma das maiores fontes do mundo e foi inspirada na Latona Fountain do Palácio de Versalhes.

A maior fonte de Chicago,em frente ao Lago Michigan (em Illinois, nos Estados Unidos)

A maior fonte de Chicago,em frente ao Lago Michigan (em Illinois, nos Estados Unidos)


A fonte jorra alto num dia de muito sol em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

A fonte jorra alto num dia de muito sol em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Embasbacados, voltamos caminhando pela beira do lago até a Monroe Street. Com um céu tão azul, não consegui convencer o Rodrigo a entrar em um museu, no caso, o The Art Institute of Chicago. Então voltamos pela Nichols Bridgeway, um calçadão elevado criado pelo italiano Renzo Piano, que corre no alto da Michigan Avenue, interligando a asa mais moderna do instituto de arte até o Millenium Park.

Caminhando entre os arranhacéus de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando entre os arranhacéus de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Praticando blues em plena praça de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Praticando blues em plena praça de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Sexta-feira é dia de música no parque! Chegando lá vimos a movimentação do público que já estendia suas toalhas de piquenique e guardava seus lugares no gramado do Jay Pritzker Music Pavillion. O moderno pavilhão de shows foi projetado pelo arquiteto Frank Gehry, o mesmo que assinou a curvilínea BP Bridge.

Público se prepara para show gratuito de música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Público se prepara para show gratuito de música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


O Rodrigo escapou do museu, mas não escaparia da ópera no parque! Ele relutou, tentou escapar para um blues no plaza ou até uma “ida rápida” ao hotel. Eu relutei e consegui levá-lo a uma loja para nos abastecermos de vinho e pão para o nosso piquenique com música no parque. “The Spectre’s Bride” é uma ópera do tcheco Dvorák estreada na Inglaterra em 1884 que fala de uma mulher que reencontra o fantasma do seu amante e o segue até o cemitério em meio a delírios de amor. Ahhh, as óperas! Adoro suas histórias de amor em tons intensos e sempre dramáticos! O Rodrigo, sempre com o ipad (e o Reinaldo Azevedo) na mão, adorou o programa!

Pão, vinho e música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Pão, vinho e música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Não poderíamos nos despedir de Chicago sem ir a um legítimo bar de blues. Buddy Guy´s Legends é o mais famoso e por isso mesmo nós fugimos. A música é ótima, mas o bar parecia mais uma tourist trap. Seguimos a dica do concierge do nosso hotel e fomos parar no Chicago Blues, um bar super bacana com clima mais intimista e um blues de ótima qualidade.

Tia e sobrinha arrasam em show de blues em bar de Chicago, em Illinois - Estados Unidos

Tia e sobrinha arrasam em show de blues em bar de Chicago, em Illinois - Estados Unidos


Deliciando-se com apresentação de blues em Chicago, em Illinois - Estados Unidos

Deliciando-se com apresentação de blues em Chicago, em Illinois - Estados Unidos


Chegamos tarde e pegamos a última hora de show. Nos seus arredores várias baladas lotadas fechavam suas portas as 2 da manhã e os jovens fervendo se recusavam a ir embora. Duas da manhã, ruas lotadas de gente jovem e divertida, era tudo o que eu queria, além da companhia de um amigo mais festeiro e noturno para me acompanhar. Quase entramos no The Underground, o point da noite de sexta-feira, mas a fila disputadíssima não me ajudou em nada e tive que me render ao marido e voltar para o hotel e os braços de Morpheu.

O entardecer chega e junto com ele, as luzes de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

O entardecer chega e junto com ele, as luzes de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


A magnífica e iluminada Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

A magnífica e iluminada Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Illinois, Chicago, Blues, Millenium Park, Música, ópera

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Road Trip Califórnia - US1

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Monterey, Carmel

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


A US 1 é considerada uma das rodovias mais bonitas dos Estados Unidos. Nós rodamos bem este país e confesso que é difícil comparar paisagens de montanha ou desertos, mas sem dúvida é uma das road trips costeiras mais lindas e de fácil acesso aqui na costa oeste americana.

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Embora existam vias mais curtas e rápidas, a US 1 é o caminho mais bonito de uma viagem entre San Francisco e Los Angeles. A sinuosa via costeira é recheada de mirantes, parques, praias e paisagens que deixam até os mais viajados impressionados. No caminho ainda encontramos pequenas cidades de praia como Monterey e Carmel by the Sea, que são por si só uma atração turística.

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



1° Dia – Half Moon Bay a Santa Cruz

No sentido SFO – LA a viagem começa pela Half Moon Bay, uma pequena cidade praiana que nesta época além de árvores de natal e abóboras, produz também ondas acima de 15m para o famoso campeonato de surf Mavericks. Nós pegamos a cidadezinha cheia no feriado estendido de Thanksgiving e um dos seus restaurantes mais famosos, o Sam´s Chowder House estava lotadíssimo. (Tudo bem, nem gostamos de chowders mesmo, hunf!). Seguimos a rodovia beirando o oceano, com o sol dourando o Pacífico e vistas maravilhosas das falésias à beira mar. Uma parada rápida na Pescadero Beach para colocar os pés na areia, e sentir a brisa fria que anuncia que o inverno vem chegando.

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Adiante uma parada obrigatória é o Pigeon Point Lighthouse, um farol antigo localizado em uma ponta de terra, um setting cinematográfico. By the way, alguém conhece algum farol mal localizado?

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O nosso plano era dormir lá mesmo, no farol! O Pigeon Point Lighthouse é um hostel, um albergue da juventude com quartos e dormitórios a partir de 60 dólares. Infelizmente, em função do feriado ele estava lotado, então acabamos estendendo um pouco mais a viagem e dormimos em Santa Cruz.

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



2° Dia – Monterey e Carmel by the Sea

No outro dia cedinho já estávamos na estrada a caminho de Monterrey. Foi colocarmos os pés lá e já percebemos que um dia seria pouco. A charmosa cidade tem suas raízes na colonização espanhola e foi o centro administrativo da Alta Califórnia Mexicana até a região ser incorporada pelos Estados Unidos em 1846. Seus prédios antigos, ruas estreitas do centro e do Fisherman´s Wharf são uma delícia para um passeio no final de tarde, entre uma galeria de arte e o jantar em um bistrô. Se você é fã de música, programe-se para conhecer a região no terceiro final de semana de setembro, quando acontece o Monterey Jazz Festval, um dos festivais mais tradicionais do mundo, que acontece sem interrupção desde 1958!

Litoral de Monterey, na  Califórnia, nos Estados Unidos

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos


O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Ainda que o centro seja convidativo, a parte mais apaixonante do Pacific Grove foi o calçadão à beira-mar ao longo da Sunset Drive, que liga o centro até a Spanish Bay. Clima de praia, casinhas no estilo vitoriano, sem cercas, todas pintadinhas e bem preservadas desde 1875, quando foram construídas para retiros religiosos da Igreja Metodista Episcopal.

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ali, a poucos metros da praia, encontramos o Beachcombers Inn, um motelzinho americano com um preço ótimo para a região, quarto simples (mas limpinho) e até um café da manhã! Foi um achado! À noite pudemos passear na praia a luz da lua e no dia seguinte saímos para uma corrida de 6km neste calçadão, animados pelo sol e pela brisa fresca do mar.

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Coincidência, ou não, foi aqui que reencontramos Tim, um amigo americano que viveu em Curitiba e que nós conhecemos no Death Valley! Mantivemos contato pelo facebook, mas não voltamos a nos encontrar. Neste dia ele nos reconheceu correndo, parou o carro e nos chamou pelo nome, out of nowhere!!! Pode? Este mundo é muito pequeno mesmo!

Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


No final da Sunset Drive está o início da 17 Mile Drive, uma das mais famosas atrações deste trecho da costa californiana. Lodges e mansões milionárias, restaurantes e campos de golfe 6 estrelas são apenas algumas das surpresas que você terá pelo caminho.

Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Estes 27 km de curvas e belas paisagens estão dentro de um condomínio fechado, você paga US$ 9,50, que são reembolsados se você almoçar em um dos dois restaurantes no caminho. Na entrada você recebe um mapa com todos os pontos de interesse.

A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O meu trecho preferido foi a floresta de Cypress, um tipo de árvore que quase foi extinta aqui na região e foi reintroduzida nas últimas décadas. O Lonely Cypress é uma das últimas paradas, seguido pela Ghost Tree, onde estão vários troncos de árvores mortas com aparência meio fantasmagórica.

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Este post da Cláudia, do Aprendiz de Viajante tem todo o roteiro da 17 Mile Drive bem bacana e detalhado. Aos que gostam de Golf, encontrei aqui uma descrição ótima feita do ponto de vista de um jogador, ex-morador e frequentador destes que são alguns dos mais badalados campos de golfe do mundo.

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Dali, já podemos ver ao longe a baía de Carmel by the Sea, uma pérola na costa da Califórnia. Carmel é a cidade dos artistas, poetas, escritores, onde atores como Clint Eastwood são prefeitos, cachorros são bem vindos em todos os estabelecimentos e saltos altos são proibidos por lei!

Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


A charmosa cidade está incrustada entre uma suave encosta e uma das praias mais bonitas de toda a região. Nós chegamos no final da tarde, a tempo de assistirmos tranquilamente o sol se por, enquanto fazíamos um lanchinho com queijos e pães deliciosos. Aos poucos assistimos o dia se despedir e as dezenas de fogueiras se acenderem para aquecer as famílias no piquenique praiano do feriado de Thanksgiving. Final de tarde inesquecível!

Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Sob a luz da lua caminhamos pelo centro e encontramos um restaurante delicioso para um jantarzinho romântico, difícil foi escolher dentre as várias opções que a cidade oferece.

Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



3° Dia – O Aquário de Monterey

No terceiro dia, após a nossa corrida matinal, fomos ao Aquário de Monterrey. A princípio estávamos na dúvida se valeria a pena, mas várias pessoas haviam indicado, dizendo ser um dos melhores aquários do país. Difícil bater o aquário de Atlanta, pensamos, mas ainda bem que seguimos as indicações!

Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)


O Aquário de Monterey tem uma exposição maravilhosa da diversa flora e fauna do Oceano Pacífico. Das florestas de kelps, tubarões martelo, arraias mantas e tartarugas-verdes, até os minúsculos cavalos-marinhos, os frondosos dragon-fishes e as psicodélicas águas-vivas!

Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O mais incrível é a forma como eles apresentam toda esta vida, de uma forma divertida, interativa e cheia de humor! O aquário principal, por exemplo, tem um jogo de lentes fazendo o aquário parecer muito maior do que realmente é. Já a piscina de anêmonas possui umas lentes de aumento que nos ajudam a enxergar detalhes que nunca perceberíamos ao olho nu.

Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


The Jellies Experience é uma discoteca dos anos 70, com luzes coloridas, luz negra e uma iluminação especial que realça a beleza e a transparência das águas vivas, que parecem interagir e dançar ao som da música!

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)


Nas áreas externas rangers fazem tours guiados para avistamento de lontras, golfinhos, baleias e pássaros que rondam a Baía de Monterey. A visita foi uma experiência fantástica, super indicamos!

Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



4° Dia – Carmel a Big Sur

O trecho entre Carmel e Big Sur foi, na nossa humilde opinião, o trecho mais bonito da US 1. A estrada está o tempo todo contornando as altas encostas de pedra, com vistas lindíssimas para o Pacífico e mirantes de tirar o fôlego! Nós tivemos um certo azar, pois justo neste dia o tempo ficou nublado, mas ao invés do dourado tivemos o prateado e ao longe ainda podíamos nos divertir vendo as nuvens de chuva passar pelo oceano.

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


É neste trecho que estão os parques estaduais mais procurados pelos californianos. Acampar em qualquer um deles, só com reserva antecipada, principalmente em um final de semana ou feriado. Nosso plano inicial era acampar no Point Lobos, mas já em Monterey o simpático e assertivo senhor do centro de informações nos alertou, “só se for na segunda-feira!”

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Hoje, segunda-feira, ainda tínhamos a esperança de encontrar um bom camping, mas teria que ser mais ao sul, já que amanhã teremos que estar antes do meio-dia em Los Angeles. Assim seguimos US 1 abaixo, ziguezagueando por suas curvas, pontes e mirantes.

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


O mirante da Bixby Creek Bridge é um dos mais famosos e com tempo nós adoraríamos parar em todos os parques, principalmente o Point Sur Lightstation State Historic Park, para explorar melhor. Sem tempo, decidimos seguir e priorizamos o Julia Pfiffer Burns State Park, onde fizemos algumas trilhas, incluindo a mais conhecida delas, que vai até o mirante da McWay Falls.

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Este é um dos principais cartões postais da região de Big Sur, com a conhecida cena da cachoeira caindo nas areias de uma pequena praia. Há quase 30 anos a McWay Falls caía direto no mar, mas um desabamento de terra gigantesco fechou a estrada e criou novas praias com a ajuda das correntes e do mar.

Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Seguimos em direção a San Simeon procurando por um camping. No jornal de informações da rodovia eu havia encontrado um mais ao sul, junto do Treebones Resort. Chegando lá nos deparamos com um resort diferente, um hotel onde os quartos são na realidade Yurts, cabanas mongóis, e os banheiros são grandes vestiários compartilhados. Informando-nos sobre o camping acabamos descobrindo que o valor seria de 80 dólares, já que incluiria acesso a todas as amenidades do resort, banheiros, piscina, jacuzzi, etc.

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Eis que, para a nossa surpresa, a gerente do resort nos avisa que dali algumas horas entraria em vigor uma promoção para “walk-ins”, hóspedes que chegam sem reserva. O yurt que custaria normalmente 180 dólares custaria naquela noite apenas 85! É, acho que a nossa vontade de acampar pode esperar! rsrs! Esperamos até as 17h preparando as nossas bagagens para a viagem ao Hawaii e logo estávamos em nosso super-hiper-ultra aconchegante e eco-friendly yurt!

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Fechamos com chave de ouro a nossa viagem pela US 1, com direito à queijos e vinhos sob a luz da lua no nosso teto solar (ou seria lunar?) na noite fria de Big Sur.


Veja o mapa do nosso roteiro pela US 1

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Monterey, Carmel, 17 Mile Drive, Estrada, Half Moon Bay, Julia Pffifer Burns State Park, McWay Falls, Monterey Aquarium, roadtrip, viagem de carro

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Iracema Falls

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM


Você deve estar se perguntando, ué, mas vocês não voltaram para o Brasil? Qualé a desse nome em inglês, Iracema “Falls”? Pois é, isso só confirma o que todos nós sabemos na teoria, a Amazônia não é nossa!

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Ok, não tenho dados suficientes para afirmar isso. Exageros à parte, a quantidade de turistas estrangeiros na Amazônia é tão grande quanto o fascínio pelo “estrangeirismo” que o nosso povo tem. Nomes americanizados com “w, y e son”, são comumente encontrados em todo lugar. Um bom exemplo é o nome do índio Willys, batizado em homenagem ao nome escrito no jipe do padre que havia vindo catequizá-los. Umas letrinhas tão diferentes, tão bunitinhas... Isso explica também a imensa placa da cachoeira que fomos conhecer hoje, “Iracema Falls”. Eles oferecem uma boa estrutura de apoio, mas o principal sem dúvida está na manutenção das trilhas, sinalizações e segurança. Fizemos um circuito circular passando por algumas grutas lindíssimas e muito úteis na hora em que começou a chover.

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Parte da trilha segue por uma passarela de madeira que protege de erosão a área da margem. As cachoeiras da região de Presidente Figueiredo em época de chuva têm proporções amazônicas! É muita água! A Cachoeira Iracema é belíssima, larga e com um grande lago impossível de nadar ou se banhar nesta época do ano. No entanto encontramos algumas pessoas que nos disseram não ser comum esta quantidade de água. Nos períodos mais secos se pode nadar no lago e inclusive escalar a cachoeira! Inacreditável!

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Seguimos caminhando por 30 minutos beirando o rio e chegamos à Cachoeira das Araras. Uma queda dupla e também com um volume de água imenso. Bela caminhada por uma floresta úmida, trilha plana, bom exercício. Paramos no meio do caminho para nos refrescarmos, o Ro em uma área mais funda e com uma forte correnteza, eu nas corredeiras mais rasas e tranqüilas. Delícia!

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM


Continuamos para a próxima atração, são tantas que fica difícil escolher. Aqui ou você vem com aquele pique de quicar de cachoeira em cachoeira, ficando 10 minutos em cada uma, ou escolhe algumas das melhores, relaxa e aproveita. A maioria tem trilhas curtas e permitem passeios mais rápidos, mas as mais fáceis também são as que oferecem mais estrutura e por isso cobram entrada de 10 reais por pessoa, em média.

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Ainda não tínhamos aproveitado as corredeiras do Urubuí e o Ro ainda estava com a ideia fixa do “body cross” nas rápidas. Almoçamos enquanto esperávamos o pessoal do bóia-cross chegar. São eles que conhecem melhor do que ninguém o local e são os mais indicados para ensinar o caminho das pedras (literalmente) para o Rodrigo. Neto foi o professor, andou para cima e para baixo com ele, mostrando cada corredeira, cada pedra e cada buraco. Pulou uma vez mostrando como deveria fazer, super paciente e dedicado ensinou passo a passo e até pulou junto com ele.

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


A descida foi rápida e quase indolor, não fosse uns arranhões e leves pancadas que o Ro ganhou no cotovelo, mão e quadril. Os caras são tão bons descendo as corredeiras que até parece fácil olhando de fora, mas na prática a coisa é bem diferente. Acho que o Ro sentiu isso e por isso não quis voltar lá não! Rsrsrs! Eu fiquei no bóia cross e nas minhas aulas básicas de corredeiras nível 1, até avancei para o 2, peguei um jacaré, fiquei no turbilhão e até me soltei no body cross básico, lá na parte fácil.

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Aproveitamos até a noite cair e nos despedimos assim de Presidente Figueiredo, que ainda está no nosso caminho quando voltarmos da América do Norte pela Venezuela. Por agora podemos dizer apenas um até logo, voltaremos a explorar suas cachoeiras!

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Cachoeiras

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Rumo à Cordillera Blanca!

Peru, Lima, Huaraz

A linda paisagem da região de Huaraz, no Peru

A linda paisagem da região de Huaraz, no Peru


Hoje pegamos estrada entre Lima e Huaraz. Tínhamos as mais diversas informações, que levariam 8, 10 ou até 12 horas para subirmos a cordilheira e chegarmos à cidade base para explorar a Cordillera Blanca.


Exibir mapa ampliado

Pegamos a Panamericana Norte em direção à Patilvilca, onde encontramos a rodovia 14, que vê-se no mapa do Google abaixo da linha traçada. Sabe lá por que o Googlemaps não consegue traçar este caminho, mas é o mais indicado e também um dos mais bonitos.

A estrada que leva à Huaraz, no Peru

A estrada que leva à Huaraz, no Peru


Paisagens bucólicas, vilas campesinas em festas típicas, venda de queijo e mel na estrada. Uma viagem linda que durou em torno de 6 horas e meia. Huaraz fica em um vale entre duas cordilheiras, a Blanca e a Negra, uma coberta de neve e a outra, apenas alguns metros mais baixa, toda negra pelas rochas negras escarpadas. A explicação disso é curiosa, diz-se que os ventos que sopram do oeste, direto do Oceano Pacífico, são chamados de Vientos Salados (ventos salgados).

Laguna altiplânica na estrada que vai à Huaraz, no Peru

Laguna altiplânica na estrada que vai à Huaraz, no Peru


Aqui, sobre este vale eles se encontram com os Vientos Dulces (ventos doces) que sopram da região amazônica. A massa de ar doce barra os ventos salgados sobre a Cordilheira Negra, que não deixam com que a neve se acumule durante os dias de inverno. Estas montanhas chegam a ficar com uma fina camada de neve nos dias mais frios do ano, porém não esta neve não dura mais de 3 horas e logo está derretida com a ajuda do sal. Já a Cordillera Blanca se mantém sempre doce e por isso sempre nevada.

As primeiras neves da Cordillera Blanca, chegando em Huaraz, no Peru

As primeiras neves da Cordillera Blanca, chegando em Huaraz, no Peru


Chegamos à Huaraz, nos hospedamos no Churup Hostal, um dos preferidos dos guias de viagem, trazendo mochileiros de todo o mundo. Nossa primeira preocupação foi agendarmos o Trekking Santa Cruz, um dos mais famosos da Cordillera Blanca, tido como um dos mais bonitos do mundo! Fechamos com a Huascarán, agência indicada pela pousada e fomos logo procurar um restaurante para matar a fome. Todas estas horas de estrada sem almoço, ninguém merece! Compra de lanches, água, pílulas purificadoras de água e estamos prontos para o trekking! Cordillera Blanca, aí vamos nós!

Peru, Lima, Huaraz,

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Trekking Santa Cruz

Peru, Huaraz

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


O trekking pela Quebrada Santa Cruz é considerado um dos melhores e mais bonitos do mundo. Normalmente ele é feito em 4 dias de caminhada, cada dia caminhando em média 13km e o quarto dia é mais curto, com pouco mais de 5km. Nós decidimos fazê-lo em 3 dias, já que o nosso tempo é curto e precisamos chegar em Guayaquil no Equador, até o dia 09/09.

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Abaixo a nossa programação:

1º DIA – Cashapampa (2.900m) a Llamacorral (3.800m) - 13km
2º DIA – Llamacorral (3.800m) a Taulipampa (4.250m) – 13km
3º DIA - Taulipampa (4.250m) – Passo Ponta Unión (4.750m) – Vaqueria – 18km

A trilha é bem marcada e pode ser feita sem guias, porém aí teríamos que carregar toda a estrutura, barraca, sacos de dormir e comida para os 3 dias ou 4 dias. Como não queríamos ter riscos de atraso, pensamos inicialmente em contratar apenas um arrieiro com uma mula. Ele cobraria em torno de 100 soles, além da alimentação e do equipamento (barraca e saco de dormir) que teria que ser alugado para ele. Teríamos também que encontrar uma solução para o transporte até o início da trilha em Cachapampa, ou táxi, mais caro, ou transporte coletivo até uma parte e uma caminhada mais longa. A outra opção era entrarmos em um grupo, termos o acompanhamento de um guia, um cozinheiro e o arrieiro carregando todo o equipamento, já incluindo os transportes. O preço foi 40 dólares por dia, por pessoa, incluindo tudo! Acabamos optando pela facilidade e agilidade e entramos no grupo da Huáscarán, formado por mais 4 pessoas, uma húngara, um alemão, uma luxemburguesa e um austríaco.

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Sem dúvida alguma foi a melhor opção! Quando chegávamos ao acampamento as barracas já estavam montadas, junto da estrutura de banheiro, tenda de cozinha e “restaurante”. Chás quentinhos, pipoca, lanches de trilha prontos, almoços saudáveis e jantares elaborados também!

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Na barraca, além do nosso isolante térmico, tínhamos um colchão de ar fino, mas que nos dava muito mais conforto. Uma estrutura vip, para realmente só nos preocuparmos em caminhar e aproveitar as belezas que o trekking tinha a oferecer. Além de toda a infra-estrutura, ainda tínhamos a convivência com o grupo internacional e com o nosso guia Oscar, um engenheiro agrônomo super viajado e interessantíssimo! Tibúrcio, nosso cozinheiro, estava sempre mais ocupado, preparando nossas refeições, mas sempre que tinha um tempinho gostava também de socializar e passar seus conhecimentos das montanhas e da região.

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


A experiência deste trekking ficou muito mais rica, pois não se resumiu apenas em conhecer a natureza, mas também a cultura e as histórias do local, ainda com um tempero internacional especial!

Peru, Huaraz, Trekking Santa Cruz

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Baía de Camamu e Luau no Mutá

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú)

Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


Dia dedicado à baía de Camamu. A nossa pousada, muito pró-ativa, já havia até reservado o passeio para nós, que havíamos pedido informações. Lugar garantido na escuna da Pontal da Baleia, seguimos viagem agora de barco.

O passeio de escuna é aquela coisa, sempre importante que:

1 - A música da escuna tem que ter bom gosto e estar em uma altura confortável.
2 - A escuna não deve estar cheia,
3 - Se estiver, que seja de pessoas discretas e tranqüilas,
4 - Se não forem discretas e tranqüilas, então que sejam simpáticas e engraçadas!

Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA

Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA


BINGO! Nossa escuna não estava tão cheia não, mas ela também não era muito grande. Eram 12 pessoas que iriam compartilhar conosco belos momentos na Baía de Camamu, passando pela Coroa Vermelha, Ilha da Pedra Furada, Ilha do Goió, Ilha do Sapinho e Ilha do Campinho.

Pequena praia na Baía de Camamu - BA

Pequena praia na Baía de Camamu - BA


Destas 12 pessoas, 4 delas nós conhecemos já na pousada, mineiros de Governador Valadares. Giovani, Ginaldo, Mateus e Khoyó, “vulgo” Vovô. Curiosos com a viagem a conversa já começou a esquentar e imaginem se a rivalidade entre os Galos e o Cruzeirense do Rodrigo não pegou fogo!?! Foi uma loucura, nunca tinha ouvido tantas piadas.

O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA

O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA


A primeira parada foi na Coroa Vermelha, banco de areia que se formou há 13 anos e mesmo com tão pouco tempo tem muita história para contar. A primeira que escutamos é que um nativo malandro logo se intitulou dono da “nova” terra e espertamente a vendeu a um belga, que acabou tendo a construção da sua casa embargada pelo Ibama, já que o local é dormitório de muitas garças. Quando fomos confirmar a história com o mestre da nossa embarcação a versão que ele nos contou foi diferente. Um nativo viu a coroa e resolveu logo plantar um coqueiro ali e montou sua barraquinha para vender água e cerveja aos barcos que passavam no verão. Bel (e não o belga), Bel sabem? Do Chiclete com Banana? Sim, ele mesmo. Ele teria oferecido uns trocados ao amigo vendedor para que a areia toda fosse dele e assim foi. Logo começou a construir e a primeira coisa que fez foi o píer no canto da ilha, que logo foi embargado pelo Ibama. Pelo menos o final das duas histórias é igual e, para nós, é muito feliz!

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA


A Ilha da Pedra Furada é uma pequena ilha particular que cobra dois reais para o desembarque. Águas limpas e a formação rochosa curiosa da pedra furada fazem desta ilha um lugar especial.

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA


Não demorou muito para conhecermos os outros casais do barco, Pepita e Moises, casal de baianos recém-casados comemorando a lua de mel. Eles casaram no domingo e Pepita foi votar vestida de noiva mesmo, ficou até famosa, pois apareceu no fantástico dando o exemplo de civilidade! Guto músico paulista e Carol designer de Joinville, ambos vivem em São Paulo e estão aqui tentando ajustar o ritmo frenético à tranqüilidade baiana.

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA


Uma parada estratégica na paradisíaca Ilha do Goió, suas areias rasas e brancas fazem a água da baia que já é clara ficar ainda mais transparente! A ilha possui 3 fontes de água doce e até um manguezal. Pena não podermos ficar um pouco mais para caminhar até lá, conhecer de perto as fontes que abastecem a região.

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA


Atravessamos o estreito canal entre a Ilha do Goió e a Ilha do Sapinho, onde almoçamos e começamos a descobrir os dotes musicais da moçada do barco. Uma moqueca de peixe e muita moda de viola cantada pelo Giovani, que almoço delicioso!

Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros

Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros


Uma última parada para um banho na Ilha do Campinho, ao lado de onde foi construído um porto para escoamento de grãos e abandonado pelo governo antes mesmo de entrar em funcionamento. Menos mau, assim esse paraíso fica ali, quase intocado.

Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA

Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA


A esta altura do campeonato, mineiros, baianos, sulistas e paulistanos já estavam todos amigos, aquela farra! Combinamos todos de nos encontrar na Ponta do Mutá para ver o sol se por novamente, em frente à pousada em que Guto e Carol estavam hospedados. Ontem eu havia ficado curiosa com uma baita fogueira que estava ali montada, mas o pessoal do bar que eu estava disse que era enfeite, que qualquer dia poderia ser acesa. Foi quando vi Guto falando com os seus amigos da pousada que queira acendê-la hoje! Tinha sido feita em homenagem ao seu aniversário! Foi o sol baixar mais um pouquinho que a moda de viola voltou a embalar o final da tarde e a nossa noite.

Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


À luz da fogueira tivemos um luau de lua nova na Ponta do Mutá! Nossos amigos mineiros e o Guto deram um show no violão enquanto eu e Carol matraqueávamos sobre a vida. Foi delicioso... tive que ficar, até tomar coragem de cantar!

Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


Nosso primeiro luau nos 1000dias, olhe até que demorou né? Depois de 220 dias este foi sem dúvida alguma um momento inesquecível! Isso explica o meu atraso... São muitas histórias e para poder contá-las elas devem ser vividas!

Refrescando-se na Baía de Camamu - BA

Refrescando-se na Baía de Camamu - BA

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú), Baía de Camamu, barco, ilhas, Maraú, Península do Maraú, praias

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Entre montanhas e lobos

Brasil, Rio De Janeiro, Itatiaia (P.N. do Itatiaia)

Vista do alto da serra de Mauá - RJ

Vista do alto da serra de Mauá - RJ


Pé na estrada logo cedo, subindo dos vales de Visconde de Mauá para as Montanhas de Itatiaia. Os vales vistos lá de cima são maravilhosos! Como o Ro gosta de espalhar por aí, eu adoro dormir no carro, aquele sacolejo para mim é quase como um ninar. Como era uma das primeiras estradas de asfalto que pegamos, estava com saudades desse soninho... rsrsrs! Fui meio dormindo até chegarmos à estrada que sobe para o Parque Nacional de Agulhas Negras, estrada de terra em péssimo estado. Não tem sono que resista a esses buracos.

Paisagem no alto da serra em Mauá - RJ

Paisagem no alto da serra em Mauá - RJ


Subimos até o parque ainda com esperanças de subir o Agulhas hoje mesmo. O Rodrigo tinha na memória que era uma subida rápida, 1h de trilha mais 1h30 de rocha. Chegamos ao parque perto das 12h30 e logo conhecemos o Denilson, guarda do parque que logo barrou a nossa entrada. Hahaha! Vocês precisavam ver a cara do Rodrigo... coitado. Já subiu umas 5 vezes essa montanha e agora o guarda dizia que ele não poderia entrar? Ficou passado... até o Denilson mostrar para ele que em 2008 foram implementadas novas regras no parque, ele não relaxou.

Hoje, para subir o Agulhas Negras, você é obrigado a possuir equipamento de escalada (corda de 30m, mosquetão, freio 8 e cadeirinha) ou contratar o serviço de um guia que leve o equipamento. Além disso, a estimativa de tempo para ascensão do Agulhas Negras, por pessoas normais, é de 5 a 6 horas, 3 para ir e 2 para voltar. Bem, nos rendemos e ligamos para o cunhado do Denilson, o Tadeu, que irá nosso guiar amanhã.

Descendo do parque encontramos o único ponto em que pegava uma internet 1G, ponto de onde ligamos para o Tadeu. Demos uma parada ali para mandar os posts de Mauá que estavam prontos, quer escritório mais bonito?

Tentando acessar a internet a 2.500 m de altitude em Itatiaia - RJ

Tentando acessar a internet a 2.500 m de altitude em Itatiaia - RJ


Descemos a estrada em busca de uma pousada. A que o Ro queria ficar era a Alsene, a pousada mais alta do Brasil a 2400m e que está embargada. O ICMBio alega que eles estão despejando esgoto irregular nos rios. Tem uma conversa de que alguém grande está envolvido em um projeto para um centro de treinamento e que ela será toda reformada. Aí, quem sabe, o Ibama libere!

8km montanha abaixo encontramos a Pousada dos Lobos. Chegando na pousada eu logo desconfiei: bandeira hasteada, a logo uma flor de lis e o nome sugestivo, o dono é um escoteiro! Bingo! Infelizmente o Marcelo não estava lá, mas encontrei várias coisas que me lembraram muito meu período no escotismo, muito gostoso.

Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ

Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ


Na pousada recortes de jornal lembram a neve que caiu no Agulhas Negras em 1985 por 9 horas ininterruptas! Bonecos de neve e a paisagem branquinha a -13°C! Brrrr! No mural ao lado, impressos de emails trocados entre o Marcelo e montanhistas e clientes esclarecendo o embargo que ocorreu na Pousada. Ficaram 6 meses fechados pelo mesmo motivo alegado contra a Alsene, com uma diferença, o Marcelo apresentou pelo menos dois laudos técnicos que provavam o contrário, sugerindo que o Ibama teria utilizado amostras duvidosas no laudo emitido contra a Pousada dos Lobos. É indignante ver o abuso de poder desses caras...

Chegando lá conhecemos os dois casais que vão subir o Agulhas conosco amanhã. Isabela e o Alex moram no Guarujá, ela gaúcha e ele, que também já foi escoteiro, é de Santa Catarina. O outro casal, Irecê e a Miriam acabaram de chegar do Caribe e vieram direto para este frio! E olha que coincidência, eles são de Curitiba! Mais bacana foi que eles nos reconheceram da matéria da Gazeta do Povo! “É nóis na fita!”

Pôr-do-sol na Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ

Pôr-do-sol na Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ


Depois de um jantar movimentado, sobre montanhas e trilhas, nos aquecemos na lareira do quarto nos preparando para a trilha de amanhã.
E que venha o Agulhas Negras!

Lareira no quarto da Pousada dos Lobos na região de Itatiaia - RJ

Lareira no quarto da Pousada dos Lobos na região de Itatiaia - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Itatiaia (P.N. do Itatiaia), Montanha

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