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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Bugue e Parrachos

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal, Genipabu, Maracajaú

A linda paisagem do alto das dunas de Genipabu - RN

A linda paisagem do alto das dunas de Genipabu - RN


Primeira dúvida do dia, vamos para Genipabu ou Jenipabu? Lançamos esta dúvida no twitter e facebook e a melhor explicação veio através de minha amiga Tetê, “Jenipabu é uma palavra de origem indígena, derivada da palavra Jenipapo. Como rege a Academia Brasileira de Letras as palavras de origem indígena devem ser grafadas com “J”, embora o registro da prefeitura da cidade tenha sido realizado com “G”. Enfim, como disse uma companheira tuitesca, tanto faz, o que importa é ir e aproveitar!

Praia cheia em Genipabu - RN

Praia cheia em Genipabu - RN


Janeiro, chegamos à Genipabu em pleno domingão, praia lotadaça! Mal conseguimos enxergar a areia. Caminhamos um pouco em direção às dunas para ter uma visão mais ampla da bagunça. A praia é uma pequena enseada entre dunas com mais de 50m de altura! O Parque Estadual das Dunas de Genipabu é conhecido por sua pista para passeios de bugue. O passeio custa 200,00 por carro, conseguimos encontrar mais um casal animado para dividirmos os custos e pé na duna!

Nosso bugue nas dunas de Genipabu - RN

Nosso bugue nas dunas de Genipabu - RN


Segunda dúvida do dia: com emoção ou sem emoção? Esta famosa pergunta muda totalmente de figura quando ficamos sabendo que há menos de um mês morreu uma mulher num passeio destes, mas também queremos acreditar que por isso mesmo os bugueiros estão muito mais cuidadosos.

Admirando a lagoa de Genipabu - RN

Admirando a lagoa de Genipabu - RN


Maurício, nosso motorista, foi nos contando sobre o caso. O acidente aconteceu nas dunas de Pitangui, praia vizinha no litoral norte, e o motivo foi o travamento das rodas do bugue na areia molhada, o carro capotou e aparentemente caiu sobre a moça, os outros turistas sobreviveram. Que azar, milhares de pessoas fazem este passeio por ano, um dia ia acabar acontecendo.

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN


Rezando para que não fosse conosco, começamos o nosso passeio com emoção! Só pelo grito ficava claro quando era um friozinho na barriga (uhúúúú!) ou quando era medo mesmo (AHHHHH!!!).

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN


As paisagens são maravilhosas, a vista de Natal, da lagoa e até dromedários, que dão um ar novelístico para o local. Ali foram filmadas cenas de Tieta e na duna ao lado, o final da novela “O Clone”.

Passeio de dromedálio em Genipabu - RN

Passeio de dromedálio em Genipabu - RN


De Genipabú seguimos direto para Maracajaú, 30km ao norte. Conhecida por seus parrachos e peixinhos coloridos, com uma profundidade entre 4 e 10m na maré baixa. Parrachos sãos arrecifes que formam piscinas naturais um pouco afastadas da costa, como as que vimos em Maragogi, lá chamados de Galés.

Praia de Maracajaú - RN

Praia de Maracajaú - RN


Chegamos na maré alta, então de nada adiantaria irmos até lá, mas nossa intenção mesmo era outra, estávamos procurando alguma operadora de mergulho (scuba) que nos levasse até a Risca do Zumbi, um ponto de mergulho fantástico que fica nestas proximidades. Infelizmente ninguém mais está operando mergulhos para lá, ficamos só na vontade. Almoçamos um peixinho ao molho de camarão e tomamos um morno banho de mar, para agüentar depois quase 2 horas de estrada e engarrafamento no retorno à capital.

Saindo do mar em Maracajaú - RN

Saindo do mar em Maracajaú - RN


Acaba por aqui a nossa temporada em Natal, uma ótima base para explorarmos o litoral potiguar, de Pirangi até Maracajaú, aproveitando o que cada praia tem de melhor a oferecer. cajueiros, fortalezas, bugues e parrachos, com emoção e muita história para contar!

Autofoto nas dunas de Genipabu - RN

Autofoto nas dunas de Genipabu - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal, Genipabu, Maracajaú, bugue, Dunas, Jenipabu, parrachos, Praia

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Andes Venezuelanos

Venezuela, Mérida VEN

Estranhas plantas crescem a mais de 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Estranhas plantas crescem a mais de 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


A Cordilheira dos Andes, cordilheira mais longa do mundo, não poderia deixar de fazer parte desta terra de tão diversas paisagens naturais. A coluna vertebral da América do Sul vem desde o sul da Argentina até as ilhas caribenhas e tem mais de 400km de extensão aqui na Venezuela. Tivemos a incrível experiência de sair do nível do mar, em Chichiriviche, e em menos de 7 horas, entrar em um mundo andino, de montes escarpados, vales verdes, num clima ameno e saudável das montanhas.

Fiona na rodovia transandina, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Fiona na rodovia transandina, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na subida decidimos fazer uma parada estratégica na pequena vila de Timóteo, a 2.800m de altitude. Ficamos em um hotel simples mas bem charmosinho com aquele clima de cabines alpinas e aproveitamos um belo fim de tarde com os ares frescos deste vale. Foi ótimo para que o nosso corpo pudesse se acostumar com a altitude, ainda assim a mudança foi rápida e na primeira noite foi difícil dormir. Mente alerta pela menor oferta de oxigênio, ou seria pela ansiedade do que estava por vir?

Um belo fim de tarde em Timotes, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Um belo fim de tarde em Timotes, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na manhã seguinte subimos, subimos e subimos pelas curvas da sinuosa 1, a nossa velha conhecida estrada Panamericana. O destino que tínhamos em mente era Mérida, a maior cidade da região e que todos os turistas utilizam como base. Mas se você está com um carro alugado ou com o seu próprio carro como nós, este é o último lugar que precisará chegar. As maiores e melhores atrações dos Andes Venezuelanos estão antes de chegar à Mérida e nós fomos descobrindo tudo no caminho.

A rodovia transandina e a beleza do páramo, paisagem comum na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A rodovia transandina e a beleza do páramo, paisagem comum na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Pico El Águila (4.118m)
A estrada mais alta da Venezuela passa pelo Pico El Águila, que acima dos 4.000m tem paisagens maravilhosas para ambos os lados da cordilheira, montanhas nevadas e um dos biomas mais lindos da região andina, os páramos.

A igrejinha no topo do pico El Aguila, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A igrejinha no topo do pico El Aguila, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Pico El Aguila, a mais de 4 mil metros, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Pico El Aguila, a mais de 4 mil metros, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Os páramos são a zona de transição entre a região onde imperam as florestas tropicais e as grandes altitudes, onde já existe neve. Os paramos são responsáveis por coletar a maior parte da umidade e água de chuva em seu terreno esponjoso e com sua flora formada principalmente por gramíneas, rosáceas e pequenos arbustos.

Um grilo sobrevive a 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Um grilo sobrevive a 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Antes de chegar ao Pico El Águila está a Laguna Guacho, há apenas 15 minutos de caminhada da estrada principal, um detour rápido e prazeroso para ver e sentir de perto o ar fresco dos Andes.

Lagoa a 4 miil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Lagoa a 4 miil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


No pico vale uma parada para um chocolate quente, um sanduíche com embutidos feitos na charcuteria espanhola da cidade vizinha e um belo copo de morangos com creme! Em qualquer biboca eles vendem essa iguaria, morangos orgânicos, suculentos e saborosos com creme e calda de morango. Hummm!

Morango com creme, típico da região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Morango com creme, típico da região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Ali conhecemos Juan, um artesão colombiano que se enamorou das montanhas e das mulheres venezuelanas e aqui ficou. Ele trabalha vendendo seus artesanatos em uma lojinha no pico e mora em Mucuchíes, um povoado ao sul. Depois de uma apresentação de música em sua flauta de cano de pvc, demos uma carona para ele e paramos para conhecer o lindo e encarcerado Condor, a maior ave das Américas, negra e imponente com seu colar branco e que já está em extinção no país.

Um solitário, vistoso e encarcerado condor, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Um solitário, vistoso e encarcerado condor, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Este condor está em cativeiro e acabou de perder sua companheira, colocada ali para uma tentativa de procriação. O tiro saiu pela culatra, uma ave imensa e potente como esta só poderia mesmo morrer de tristeza dentro de uma gaiola.

Uum vistoso condor em sua 'gaiola', na egião dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Uum vistoso condor em sua "gaiola", na egião dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Caminhando por um belíssimo vale na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Caminhando por um belíssimo vale na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Dormimos nossa segunda noite na cidade de Apartaderos, a mais de 3.300m sobre o nível do mar. Lá conhecemos Dona Glória e sua famosa fábrica de Embutidos El Águila. Dona Glória é espanhola da Galícia e vive aqui na Venezuela há mais de 30 anos. Migrou de um negócio muito bem sucedido no mundo da moda para o mercado de carnes e embutidos, um sonho antigo do seu marido. Resgatando uma antiga tradição espanhola, eles seguem os padrões de qualidade e utilizam os ingredientes originais vindos diretamente da Espanha para preparar e curtir suas peças de Jamón Serrano, chorizo, copa e salame. Visitamos a fábrica, suas estufas de defumação e secagem e não pudemos deixar de nos deliciar nos produtos finais dessa arte gastronômica. Abusei tanto que acabei tendo a minha primeira gastrite um dia depois!

Visita a uma fábrica de embutidos na vila de Apartaderos, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Visita a uma fábrica de embutidos na vila de Apartaderos, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Dona Glória nos recebeu em sua casa, tomamos um chá e ela nos falou sobre a situação política atual, sua visão do que está acontecendo no país e nos deu uma aula de amor e esperança, de quem acredita, mesmo em meio à tantas adversidades, que a situação irá melhorar e logo a Venezuela entrará nos trilhos novamente.

A galega Dona Glória, a simpática proprietária da fábrica de embutidos em Apartaderos, vila na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

A galega Dona Glória, a simpática proprietária da fábrica de embutidos em Apartaderos, vila na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Nosso terceiro dia de explorações na região, de volta aos 4 mil metros foi no Parque Nacional Sierra Culata, uma das áreas mais lindas da região! A sinuosa estrada que cruza a Sierra Culata passa por uma zona de páramo com vistas para todas as montanhas nevadas dos arredores. Aproveitamos do macro ao micro, das grandes montanhas a perder de vista às pequenas plantas de flores amareladas, cavalos, vacas e cachorros ermitões que vivem nesse ambiente inóspito. Lindo!

O mais alto parque nacional da Venezuela, ma região dos Andes, perto de Mérida

O mais alto parque nacional da Venezuela, ma região dos Andes, perto de Mérida


O cavalo não parece se importar com a altitude e a baixa temperatura na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

O cavalo não parece se importar com a altitude e a baixa temperatura na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


As flores também estão adaptadas às altitudes de 4 mil metros, região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

As flores também estão adaptadas às altitudes de 4 mil metros, região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


No caminho à Mérida passamos pela cidade de Mucuchíes, destino alternativo dos venezuelanos que já conhecem essas paragens. A igrejinha de pedra é o seu cartão postal, ponto de foto obrigatório.

Capela de pedra em Mucuchies, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Capela de pedra em Mucuchies, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Mérida


A simpática Plaza Milla, na região central de Mérida, na Venezuela

A simpática Plaza Milla, na região central de Mérida, na Venezuela


Finalmente chegamos à Mérida, uma cidade fundada em 1558 entre trancos e barrancos pelo espanhol Juán Rodriguez Juárez. A pequena vila situada entre os rios Chama e Albarregas, hoje já se expandiu e se tornou o centro econômico da região.

Admirando o vale de um dos rios que contornam Mérida, na Venezuela

Admirando o vale de um dos rios que contornam Mérida, na Venezuela


Depois de passarmos por tantos povoados com seu charme rural em meio às montanhas, Mérida perde um pouco a graça. Tiramos um dia para passear por suas principais praças e pontos turísticos, como a Plaza Bolívar, Plaza Milla, e a estátua mais antiga do herói Simón Bolívar que data de 1842, exposta no Parque de Las Cinco Repúblicas.

Um gigantesco pedestal para um pequeno busto de Bolívar, em Mérida, na Venezuela

Um gigantesco pedestal para um pequeno busto de Bolívar, em Mérida, na Venezuela


O Teleférico de Mérida é uma das atrações mais conhecidas da cidade, porém estava fechado para reforma e só pudemos apreciar suas torres e cabos ao longe. A montanha mais alta do país, o Pico Bolívar (5.007m) está pertinho de Mérida e, ao lado do Pico Humboldt (4.942m), é uma ótima pedida para aqueles que querem se aventurar em um trekking de 2 ou 3 dias.

Um belo visual de Mérida, na Venezuela, e das montanhas que a cercam, as mais altas do país

Um belo visual de Mérida, na Venezuela, e das montanhas que a cercam, as mais altas do país


Parque Nacional Sierra Nevada


A belíssima Laguna Macubaji, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A belíssima Laguna Macubaji, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na pressa acabamos não nos aventurando em grandes trekkings pra o Pico Bolívar ou o Humboldt, mas a nossa despedida dos Andes Venezuelanos ainda incluíram uma visita ao Parque Nacional Sierra Nevada, que de nevado não tem nada a não ser sua história de glaciares e seus lindos lagos andinos que ficaram para contar a história. Eu estava totalmente indisposta do estômago, com uma ajudinha da altitude e acabei apreciando-os apenas do carro. O Rodrigo aproveitou para fazer um trekking rápido e foi até o fundo de um vale para ver algumas das suas várias cachoeiras.

Uma das cachoeiras de águas geladas do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Uma das cachoeiras de águas geladas do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Foram 5 dias explorando os vilarejos e paisagens do páramos venezuelano, um choque de paisagens, sensações e sentidos para quem vinha de um cenário totalmente tropical e caliente como o Parque Nacional Morrocoy. Da praia para a montanha e da montanha para as planícies quentes e úmidas dos Llanos Venezuelanos, essa diversidade de paisagens faz da Venezula um dos mais atrativos destinos da América do Sul.

A bela paisagem do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A bela paisagem do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Venezuela, Mérida VEN, Andes, Apartaderos, Mérida, Montanha, Páramo, parque nacional, Sierra Culata, Timóteo

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Santa Lúcia Urbana

Santa Lúcia, Rodney Bay

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia


Distante das pacatas vilas quase africanas e resorts mais luxuosos de Soufrière, porém a apenas 15km ao norte de Castries, está a turística e agitada Rodney Bay. Aqui encontramos a Santa Lúcia dos cruzeiros e grandes redes de hotéis como Sandals e afins, assim como restaurantes e a infraestrutura a que os estrangeiros estão acostumados. Não é por acaso que Rodney Bay é também o lugar escolhido pela maioria dos “expats” vivem em Santa Lúcia, seja a trabalho ou na sonhada aposentadoria.

A bela costa ao lado de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

A bela costa ao lado de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


No centro de todo esse agito está a Rodney Bay Marina, com toda a estrutura necessária para as centenas de velejadores e yatchers que passam por aqui em suas empreitadas caribenhas. Do outro lado da rua um novo shopping com supermercado, lojas de marcas famosas, restaurantes e um grande cassino dão os primeiros ares mais americanizados à ilha britânica.

Casas na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Casas na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


O canal da marina parece dividir a cidade em dois mundos completamente diferentes: de um lado o caribe dos ricos e famosos em seus veleiros e do outro um mundo muito mais real, onde pescadores e suas famílias lidam com as dificuldades do dia a dia, neste cenário paradisíaco que muitas vezes nem é notado. Ainda assim, ali está uma das comunidades mais festivas de Santa Lúcia e, quiçá, de todo este canto do Caribe. A vila de pescadores de Gros Ilet e suas casinhas de madeira são palco para uma das festas de rua mais animadas da ilha, que acontece todas as sextas-feiras.

Pescadores deixam suas redes pescando, depois de um dia de trabalho em Rodney Bay, em Santa Lúcia

Pescadores deixam suas redes pescando, depois de um dia de trabalho em Rodney Bay, em Santa Lúcia


A Reduit Beach é a mais próxima da vila e da marina e tem a maioria das opções de hospedagem. Embora seja fácil encontrar restaurantes e bares perto da praia, o nosso preferido foi o bar da Mama Anne Mary, no canto esquerdo da praia. Bar frequentado por locais e antigos clientes que vem de Martinica com seus veleiros até aqui para tomar o delicioso rum punch ou uma piton gelada com a Mama. A simplicidade e simpatia dos locais é que faz o boteco pé na areia ter uma energia especial.

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia

Vista da baía de Rodney Bay, do alto de Pigeon Island no norte de Santa Lúcia


Apenas 4 km ao norte de Gros Ilet está o Pigeon Island National Park. A pequena ilha abriga o Forte Rodney construído pelo Almirante britânico George Rodney em meados do século XVIII.

Ruínas da antiga fortificação inglesa em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Ruínas da antiga fortificação inglesa em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Passamos uma tarde deliciosa na ilha, visitamos as ruínas e a história do forte, exploramos suas trilhas e subimos ao pico mais alto da ilha, o Morro do Sinal, ponto utilizado pelos americanos para comunicação durante a Segunda Guerra Mundial.

Caminhando em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Caminhando em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Parte alta de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Parte alta de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Na década de 70 a ilha foi ligada à Gros Ilet por uma causeway e se tornou parque nacional não apenas pela beleza cênica, mas pelo valor histórico do local. A visita à Pigeon Island é obrigatória e ajuda a fechar o roteiro em Santa Lúcia com uma visão histórica do país.

Uma das muitas placas informativas sobre a história de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Uma das muitas placas informativas sobre a história de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Pequena e bela praia em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Pequena e bela praia em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Visite Santa Lúcia, alugue um carro e percorra as vilazinhas de Soufrière Bay, descubra os temperos, cores e cheiros que este paraíso esconde fora dos grandes hotéis e resorts luxuosos. Esta Santa Lúcia sim é apaixonante e exclusiva.

No alto do antigo forte em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

No alto do antigo forte em Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia



Viajantes se atraem!

Com o David e a Marília, nossos queridos anfitiões em Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Com o David e a Marília, nossos queridos anfitiões em Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


Tivemos três noites e dois dias completos para explorar a região e mal imaginávamos que ali ganharíamos um dos maiores presentes dessa viagem ao Caribe. Um encontro especial com o casal de brasileiros-britânicos (ou vice-versa), David e Marília. Ele é nascido na Inglaterra e ela no Brasil, mas depois de 36 anos viajando e morando nos lugares mais improváveis, se consideram cidadãos do mundo. Marília é jornalista e trabalhou para grandes editoras, escrevendo guias de viagem do Caribe e do nordeste brasileiro entre as décadas de 60 e 70 para um encarte que começava naquela época, “um tal de” 4 Rodas. Conviveu com grandes nomes do jornalismo e literatura brasileiros, lutou contra a ditadura e viu artistas como Nara Leão e Chico Buarque em suas primeiras apresentações no teatro estudantil da que se tornaria a UFRJ. Até que conheceu David, um engenheiro inglês apaixonado por viagens e que escolheu ter a vida cigana dos gerentes de projetos, sendo realocado mais de 14 vezes nos últimos 30 anos. Nos diferentes projetos os levaram à Paris dos anos 70, à Polônia da cortina de ferro, Houston, e mais recentemente ao Iraque e Paquistão.

Com a Marília na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Com a Marília na marina de Rodney Bay, norte de Santa Lúcia


A Marília o acompanhou nas suas andanças por todo o mundo e disse ter se apaixonado pelo Paquistão, país com muita história, super barato e onde tiveram uma ótima experiência. Marília e David nos deram aulas de história e de como viver a vida, pessoas interessantíssimas, sempre curiosos, dispostos e jovens do alto dos seus quase 70 anos! Ficamos hospedados em sua casa as três noites, sempre regadas por um bom vinho e ótimas conversas e companhias. Esse encontro não teria acontecido se o destino não tivesse feito os espíritos viajantes dos cariocas Rosa e Roberto nos encontrarem em Barbados. Eles nos apresentaram à Marília via internet e lá fomos nós visitá-los! Quero deixar aqui o nosso agradecimento especial ao Casal Colvin, nossos novos amigos de tantas coincidências (ou não!) e tantas afinidades. Muito Obrigada!

No alto de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

No alto de Pigeon Island, parque próximo à Rodney Bay, norte de Santa Lúcia

Santa Lúcia, Rodney Bay, Amigos, cidade histórica, Pigeon Island National Park, Praia

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Coisas da Vida

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Fotografando Parati - RJ

Fotografando Parati - RJ


Primeira atividade do dia, descobrir algum barqueiro ou pescador que pudesse nos levar para o Pouso da Cajatiba. Já havíamos nos informado e as informações que recebemos foram diversas, poderíamos encontrar um barco de linha que nos levaria por um valor menor ou ainda encontrar um pescador de Pouso que estivesse retornando para lá. O Rodrigo foi ao porto e descobriu que não existe um barco de linha, sugeriram que a gente converse durante a tarde no cais dos pescadores para encontrar alguém que nos leve.

Casa em Parati - RJ

Casa em Parati - RJ


Segunda atividade do dia, fazer o check out da pousada e pegar a estrada para Paraty-Mirim, onde já tínhamos o esquema com o barqueiro para nos levar ao Saco do Mamanguá. Chegando lá descobrimos que o vento não estava permitindo saídas, nem para o Mamanguá, nem para Paraty-Mirim.

Aprendizado do dia: quando dependemos de fatores naturais não se deve criar expectativa, caso contrário poderá acabar frustrado.

Aproveitamos para assuntar no barzinho da praia e acabamos descobrindo algumas coisas interessantes. Paraty-Mirim é o nome do rio que desemboca nesta praia, mesmo rio que há 15 anos destruiu e refez toda a paisagem da praia de mesmo nome. A comunidade ficou isolada durante dias, pois a inundação fechou a estrada e só quando o mar acalmou é que puderam acessá-la de barco. A paisagem está completamente diferente, antes para chegar à praia tinha que atravessar o rio que corria à beira mar, a descrição me lembrou um pouco a Guarda do Embaú. Da história antiga local, restaram algumas ruínas de uma antiga fazenda do tempo dos escravos.

Igreja de Parati Mirim - RJ

Igreja de Parati Mirim - RJ


Já que teremos um dia de espera, tivemos que passar a tarde em Paraty, que chato... Coisas da vida! Saímos fotografar a cidade imbuídos do espírito que tomou conta das ruas de Paraty com o Festival de Fotografia que está começando hoje, o Paraty em Foco. Dezenas de fotógrafos caminhavam pelo centro antigo com suas Nikons e Canons, cada um praticando o seu olhar e buscando o melhor ângulo para registrar a vila.

Parati - RJ

Parati - RJ


Passei o restante do dia trabalhando nos projetos do 1000dias e no site, enquanto o Rodrigo dormia profundamente ao meu lado. Um dia mais light como este é importante de vez enquando, faz bem a saúde, aos negócios e não tem contra-indicações!

Rua em Parati - RJ

Rua em Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, cidade histórica, Parati em foco, Paraty, Pouso da Cajatiba

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Everglades National Park

Estados Unidos, Flórida, Miami, Everglades

Jacaré nada em rio do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Jacaré nada em rio do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


O Everglades Nacional Park está localizado no sul da península da Flórida, a menos de 2 horas de Miami. O pantanal norte americano é formado por 5 diferentes biomas, o que compõe uma rica e diversificada fauna, abrigando animais como onças, veados do rabo branco, jacarés, crocodilos, tartarugas e dezenas de tipos de aves.

Rio repleto de jacarés no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Rio repleto de jacarés no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


Muitos pássaros no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Muitos pássaros no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


Vindo de Orlando, nós dirigimos pela estrada que margeia a fronteira norte do parque e parte da Big Cypress National Preserve, que faz divisa com o Everglades, protegendo um ecossistema importante para a manutenção do ciclo de cheias e secas da região.

Paisagem típica do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Paisagem típica do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


Na fronteira leste está o acesso mais próximo à cidade de Miami, onde está o Centro de Visitantes Principal, via Homeastead, com museus e quadros explicativos sobre o parque, e que também dá acesso às principais trilhas.

Onça empalhada no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Onça empalhada no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


Há várias formas de visitar o Everglades, cruzando de carros, conhecendo algumas trilhas ou a bordo de um air-boat, um barco movido por um ventilador gigante que oferece passeios pela área alagada. Alguns dos passeios de air-boat são guiados pelos Índios Seminoles, que vivem na reserva às margens do parque e possuem um conhecimento prático daquele ecossistema. Uma visita ao centro cultural da aldeia também deve ser interessante para comprar artesanatos e conhecer um pouco da cultura deste povo nativo-americano.

Pássaro se seca no sol forte do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Pássaro se seca no sol forte do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


Nós tínhamos um compromisso em Miami ainda hoje, então apressados fizemos o passeio mais comum entre os visitantes do Everglades, mas não menos interessante. Esta rota de carro cruza a reserva de leste a sul, passando por todos os ecossistemas existentes no parque: Hardwood Hammock, Pineland e Cypress passando pela região alagada de Freshwater Slough, Freshwater Marl Prairie até a região de mangue, quando a água doce se encontra com o mar nos manguezais, terras baixas litorâneas e estuários marinhos.

Região pantanosa no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Região pantanosa no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


[Epoca de flores no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

[Epoca de flores no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


Durante o passeio vamos parando pelas diversas trilhas e passarelas construídas sobre a região pantanosa para observação da vida silvestre. Na época seca é mais fácil de avistar os animais que acabam se reunindo nas pequenas lagoas restantes. Nós pegamos o parque na estação intermediária, ainda com bastante água, mas sem chuvas.

Tartaruga nada em brejo no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Tartaruga nada em brejo no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


Mesmo assim pudemos ver muita vida na Anhinga Trail, jacarés, tartarugas, pássaros e aqueles cenários lindos de pantanal alagado, espelhando o céu azul e ensolarado da Flórida. Como todos os parques nos Estados Unidos a visita é super organizada, tanto no site do Everglades National Park, quando no centro de visitantes você consegue um mapa completo com um resumo da história do parque e uma explicação dos principais atrativos, fauna e flora. Com mais tempo viajaríamos até Flamingo, a principal cidade ao sul do parque e no norte faríamos um passeio no eco-friendly air-boat, fica a dica.

Visitando o Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos

Visitando o Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos


No final de tarde chegamos à Miami, depois de exatos dois anos em que estivemos aqui, logo no início da viagem quando aproveitamos as milhagens que iam vencer para fazer a primeira fase caribenha da viagem. Naquela ocasião comemoramos o nosso primeiro aniversário de casamento com os padrinhos Marcelo e Su. Prometemos que voltaríamos dirigindo o nosso carro brasileiro e aqui nós hoje, cumprindo a promessa! Um marco para a viagem comemorado em um jantar delicioso em um restaurante indiano em Key Biscayne. Noite de muitas comemorações, há 2 dias foi o aniversário da nossa amiga e cicerone Su, hoje completamos 3 anos de casamento e fechamos um ciclo há muito tempo esperado no nosso roteiro dos 1000dias. Cheers!

Comemoração dos três anos de casamento, junto com o Marcelo, Su e seus pais, num restaurante em Key Biscayne, na Flórida - EUA

Comemoração dos três anos de casamento, junto com o Marcelo, Su e seus pais, num restaurante em Key Biscayne, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Miami, Everglades, Animal, Everglades National Park, Natureza, parque nacional

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Ruínas de Pucara

Argentina, Tilcara, Humahuaca

Vegetação espinhosa em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Vegetação espinhosa em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


A Quebrada de Humahuaca é um imenso cânion formado pelo degelo das altas montanhas da puna andina no norte da Argentina. Cada uma das cidades possui atrativos históricos e paisagens belíssimas, fazendo com que seja uma famosa rota turística nacional. Os museus históricos e arqueológicos também são destacados, principalmente em Tilcara onde foi encontrado um imenso sítio arqueológico, as Ruínas de Pucara.

Reconstrução das moradias pré-incaicas em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Reconstrução das moradias pré-incaicas em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Pucara em quéchua quer dizer “fortaleza” ou fortificação. Uma imensa cidade pré-colombiana onde chegaram a viver em torno de 1500 pessoas. Com suas paredes construídas de pedras, telhados com vigas de tronco de cardón e argila, a estrutura e organização é muito parecida com as fortalezas que vemos de outras civilizações antigas. Casas grudadas umas nas outras, ruas estreitas, apenas para pedestres, um centro religioso com uma bela vista para o vale. A atividade principal desse povo era o pastoreio de llamas e a agricultura, na estrutura pode-se ver também os currais e as plantações. As ossadas encontradas sempre em posição fetal, em urnas redondas, unidas à outros bens como roupas e pertences pessoais, demonstram que este povo provavelmente acreditava em uma ligação entre a vida física e espiritual.

El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Grande parte da estrutura foi restaurada, mas ainda podemos ver o sítio original, como foi encontrado pelos primeiros arqueólogos no início do século 20, que se dedicaram a escavar e estudar a civilização que aqui viveu. Não foram encontradas muitas respostas sobre qual foi a origem e o fim deste povo. As ruínas, no entanto, forneceram dados que ajudaram os estudiosos a responder muitas questões sobre o modo de vida naquela época. No topo do monte foi construída uma espécie de pirâmide em homenagem aos dois arqueólogos que iniciaram os estudos deste sítio, esta porém, não tem nada a ver com a arquitetura original.

A pirâmide de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

A pirâmide de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Não muito longe dali encontramos outro tipo de monumento, este natural, o Cânion Garganta del Diablo, uma das fontes de água da cidade de Tilcara. Um estreito rio corre por uma pequena e profunda quebrada que nos tempos de seca sofre com os fortes ventos que encanam no vale. Vale seco e espinhoso, toda e qualquer planta ou gramínea é perigosa. Ao mesmo tempo, toda e qualquer vista é recompensante, menos a de quase ver o seu marido cair 40m parede abaixo.

Um minuto depois dessa foto na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina, quase rolei desfiladeiro abaixo

Um minuto depois dessa foto na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina, quase rolei desfiladeiro abaixo


Adentramos o cânion em uma das principais trilhas que o margeia, seguindo o canal d´água que vai para a cidade. Havia uma placa dizendo “vertigo”, não sabemos se era o carinhoso nome dado à trilha ou um sinal de atenção aos turistas desavisados. Caminhamos beirando os desmoronamentos de pedras e enquanto eu aguardava o Rodrigo dar a volta e chegar ao mirante para fotografá-lo, assisti em câmera lenta o desequilíbrio dele na beira do precipício.

As montanhas coloridas vistas do alto de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

As montanhas coloridas vistas do alto de El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina


Minha reação foi ficar brava, pois ele sempre quer ficar mais perto da beirada. Enquanto caminhava em sua direção lembrava da vez em que meu pai deu palmadas na minha irmã, quando motoqueiros a cercaram na rua enquanto ela andava de bicicleta e caiu. A culpa não foi dela, mas a reação dele foi ficar bravo e lascar-lhe um belo tapa no bumbum. No meu caso, eu tentava avaliar se a minha vontade de dar uns tapas no Rodrigo era justa ou não, e eu cheguei a conclusão que sim, pois ali a culpa foi toda e completamente dele! Chegando lá, mal pude expor a minha indignação, pois ele estava com as mãos repletas de espinhos! Sim, ele teve que escolher entre o precipício e os espinhos. Embora pareça, a escolha não foi assim tão difícil, meteu a mão naquele chão pouco receptivo e logo se equilibrou. Graças à Deus, ou à Garganta del Diablo!

Na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina

Na Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina


Passado o susto, continuamos a explorar o cânion, subindo em direção ao estacionamento aos quase 3000m de altitude. No carro retirei os espinhos mais expostos, mas adivinhem se ele me deixou usar os conhecimentos de primeiros socorros e tirar os que restaram?

Trilha no estreito canyon da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina

Trilha no estreito canyon da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina


Pegamos estrada em direção à Salta, porém escolhi o caminho aparentemente mais curto e como sempre o mais bonito! Pegamos a estrada de Jujuy, passando por El Carmen que vai a Salta por “La Cornisa”. Uma serra estreita, a estrada mais parece uma auto-pista para ciclistas, e que auto-pista! São em torno de 80km entre curvas e paisagens espetaculares.

Voltando da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina

Voltando da Garganta del Diablo, em Tilcara - Argentina


Confesso que se a conhecesse antes e com tempo, teríamos nos programado para dois dias de bike maravilhosos. As subidas não são tão íngremes, as descidas são agradáveis e grande parte da estrada é na sombra. A vista para o Dique “XXX” é maravilhosa do alto da serra. Cenas campestres foram dando aquele ar bucólico à viagem, enquanto eu entrava no clima e ficava verde com tantas curvas.

Chegando pela Corniza em Salta - Argentina

Chegando pela Corniza em Salta - Argentina


Chegamos à Salta no final do dia e nos hospedamos em um hotel em frente à Praça 9 de Julho, onde fica o maior burburinho turístico e comercial. Uma salada e deliciosas empanadas foram o nosso almoço tardio, que logo nos embalaram para um sono pregado e merecido.

Chegando em Salta - Argentina

Chegando em Salta - Argentina


Autofoto em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Autofoto em El Pucará, em Tilcara, na Quebrada Humahuaca - Argentina

Argentina, Tilcara, Humahuaca,

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Welcome to Arizona!

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


A região de Flagstsaff oferece muitas atividades de aventura e natureza para o pouco tempo que temos. No inverno o Snowbowl é a principal atração, com uma estação de esqui que é o principal playground de toda a região. No verão a estação fecha, mas uma infinidade de trilhas e passeios se abrem para descobrirmos um Arizona mais parecido com os que temos na nossa memória.

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Começamos o dia lá mesmo, na entrada do Snowbowl. Já com pouca neve, a estação de esqui fechou há uma semana. Ainda assim o tempo nos dois últimos dias esfriou e na última noite tivemos neve no alto das montanhas, nos contou um dos funcionários. Eles nos advertiram que a trilha para o Humphreys Peak não estaria muito fácil de ser visualizada e mais difícil de ser acessada depois dos 11 mil pés, mas que conseguiríamos ter uma boa vista.

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Nosso plano não era chegar até o topo, já que este seria um trekking de 8 horas. A trilha completa tem em torno de 4,5 milhas, pouco mais de 7 km. Caminhamos entre pinheiros e árvores imensas, cruzando o tempo todo com pegadas de esquilos, coelhos e raposas. A neve estava fofa em vários trechos da trilha, mas havia também pegadas frescas de pelo menos mais duas pessoas que entraram na trilha mais cedo rumo ao pico.

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Subimos lentamente por aproximadamente 2 milhas, quando as pegadas começaram a ficar desencontradas, a trilha mais difícil de encontrar e a neve muito fofa. Conseguimos ainda ter uma vista bacana da região, lagos e uma floresta verde de coníferas.

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Após nos afundarmos na neve até os joelhos, hora de dar meia volta e regressar em direção ao próximo destino, em direção à cidade de Sedona.

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos

Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos


Existem duas estradas de Flagstaff para Sedona e aqui você definitivamente deve pegar a estrada do Oak Creek Canyon, que talvez seja até mais curta, mas suas curvas a tornam muito mais prazerosa e demorada.

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Afundamos rapidamente no cânion e aos poucos conseguimos enxergar as formações rochosas e avermelhadas dos arredores. Pousadas charmosas na beira do rio e várias opções de campings já mostram que o lugar é famoso entre os americanos para feriados e férias.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Nesta mesma estrada encontramos a entrada do Slide Rock State Park, o trecho mais cênico do Oak Creek Canyon, onde o riacho esculpiu gentilmente as pedras e formou um balneário natural lindo.

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Uma antiga plantação de maçãs, hoje o parque estadual conta com uma pequena infra-estrutura de bar, banheiros e área de piquenique. A trilha passa pelas macieiras e segue rio acima.

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Os corajosos entram na água que deve estar perto dos 16°C de temperatura, homens, mulheres e crianças, se esbaldando nas piscininhas e corredeiras do rio enquanto o sol ajudava a esquentar. O parque fecha as 17h, hora de continuarmos em direção à Sedona.

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos


Se você vai visitar a região e seu foco não for o Snowbowl de Flagstaff (montanhas e estação de esqui), ou mesmo que seja, mas não tenha preguiça de dirigir, sem dúvida alguma Sedona é deve ser a sua base. Uma cidade charmosa para os padrões americanos, com um boulevard agradável de caminhar com várias opções de cafés, restaurantes e curiosidades do mundo místico.

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem

A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem


Massagens, terapias alternativas e palestras sobre a kundaline são facilmente encontradas em cartazes da cidade. Algumas pessoas implicam com esse “povo alternativo”, como eu sou filha de uma médica homeopata e um psicólogo transpessoal, eu adoraria passar um tempo por aqui explorando e conhecendo por mais tempo. Normalmente esse “povo alternativo” escolhe uns lugares bem especiais para montar sua base, lugares com uma energia especial. Você não precisa ser muito sensitivo para perceber isso, é só olhar ao redor.

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Flagstaff, Sedona, Natureza, Oak Creek Canyon, Slide Rock State Park, Trekking

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Da chuva à Aurora!

Alaska, Seward, Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Acordamos em Seward ainda com muita chuva. Nosso plano inicial era ir a Valdez, também no litoral chuvoso e os “flood and wind warnings” ainda estavam vermelhos. É, aparentemente esse mau tempo veio para ficar, mas ainda assim decidimos ir e enfrentar a estrada, afinal eu não queria passar o meu aniversário em uma cidade alagada e devastada por tufões!

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Pegamos a estrada em direção a Anchorage, sempre em contato com os nossos amigos Kombianos, que acompanhavam na rádio e televisão os avisos e pareciam estar preocupados com os dois doidos aqui enfrentando a ventania. A chuva e o vento continuaram forte, mas foi no Belluga Point, já a poucos quilômetros de Anchorage, que sentimos o vento aumentar. Paramos com a esperança de ainda encontrar alguma belluga, mas aparentemente elas não somos só nós que nos incomodamos com vento e mar agitado.

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


A curiosidade de sentir a força e o poder do vento veio primeiro no louco do Rodrigo. Ele saiu do carro num vento e frio desgraçado, só de camiseta e deixou o vento sustentar todo o seu peso. Corria contra o vento e voltava planando, se divertindo e entretendo os outros motoristas que paravam por ali. Depois das fotos me enchi de coragem e saí, enfrentando a água e o vento, até que um tufão mais forte me pegou forte e levou por uns poucos metros. Foi um bom susto! Eu corri para o carro e fim da brincadeira!

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


Em Anchorage paramos por uma hora para reencontrar Meli e Jorge, tomamos um chá no Starbucks trocando mais experiências sobre as nossas viagens e entendendo melhor os planos para o futuro próximo. Quem sabe conseguimos nos encontrar na estrada! Para nós que estamos na estrada a muito tempo, detalhes como voltar a uma mesma cidade e reencontrar pessoas conhecidas se tornam estranhamente prazerosos. É a sensação de um lugar comum que não temos há muito tempo, a falsa sensação de estar em casa.

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Nos despedimos de Anchorage sem muita esperança do tempo melhorar e acabamos decidindo cancelar a nossa ida a Valdez e seguimos para o norte, direto para a pequena cidade de Tok. Já passamos por aqui quando chegamos ao Alaska, foi a nossa primeira parada no centro de visitantes, mais uma vez já nos sentimos quase locais! Hehehe.

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Dirigimos todo o dia, passando por novas paisagens belíssimas, geleiras, rios e áreas naturais da região de Vasilia que certamente mereceriam mais pelo menos 3 dias ou uma semana para serem exploradas.

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Já era noite e o céu estava estrelado! Nos hospedamos no primeiro motel que encontramos na beira da estrada e ficamos de olho no céu, a previsão da aurora era boa, 5/10! Já que não pudemos conhecer vários dos parques nacionais no Kenai, viemos para cá com a esperança de encontrarmos uma boa aurora! As condições estavam aí, só faltava aquela pitada de sorte para termos uma bem sobre as nossas cabeças!

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska


Acabava de virar meia-noite e nós já comemorávamos o meu aniversário, 31 anos! De repente olhamos para o alto e vemos as luzes verdes começando a iluminar o céu. Pegamos a Fiona e saímos da cidade, qualquer luz pode diminuir a nossa capacidade de enxergar a aurora. A íris se acostuma ao escuro e a aurora fica ainda mais clara e brilhante. Rodamos uns 20km e as luzes pareciam não querer nos deixar! Finalmente chegamos a um recuo da estrada, entrada de uma terra indígena, logo após a balança de carga de caminhões. Olhamos para o céu e lá estava ela, bela e formosa. Ela não parecia muito diferente do que já havíamos visto em Coldfoot e em Denali, mas estava mais prolongada e formava arcos completos a 90° da linha do horizonte, cruzando o céu de leste a oeste. Era um formato curioso, enfim, “vivendo e aprendendo sobre as auroras”, pensamos.

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska


De repente, apontei o canto esquerdo do arco para o Rodrigo, as luzes estavam começando a ficar mais fortes, saímos da Fiona e o espetáculo de luzes começou! Uma explosão de cores, verde, azul, vermelha, branca e roxa, todas as cores formando espirais e cones que caíam dos céus dançando como uma cortina de luzes ao vento.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


A imagem era tão inacreditável, que ríamos, gritávamos e chorávamos de emoção, todos os sentimentos ao mesmo tempo! Ali já nos demos conta de quão único era o momento que estávamos vivendo, quão raro e esplêndido era aquele evento celeste, que na mesma intensidade durou não mais do que 5 minutos e aos poucos diminuiu e se esvaneceu, voltando a ser a aurora que nós já conhecíamos. Hoje nos demos conta que a aurora que vimos não era a verdadeira auroral boreal! O céu se iluminou tanto quando em imenso show de fogos de artifícios, mas trilhões de vezes mais bonito! Tanto na dança, quanto na velocidade, quanto nas cores e na intensidade, só imagine que a luz e o clarão da tal aurora, não é como a luz do sol, e sim como a luz dos fogos... A noite fica clara e nós, embaixo, embasbacados.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Fugimos da chuva com um objetivo, a aurora, mas não imaginamos que seríamos recompensados a esta altura! Esse foi sem dúvida o maior presente de aniversário que eu nunca havia pensado que um dia iria receber na minha vida! Uma aurora boreal animal, na beira da estrada na periferia de Tok, a 1 hora da manhã!?! Isso não tem preço!!!

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


32° ano, seja bem vindo! Prometo que será bem vivido!

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Alaska, Seward, Tok, Aurora Boreal, Estrada, Northern Lights

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Mergulho em Dominica: Vulcão Sub

Dominica, Roseau

As magníficas paredes coralíneas durante mergulho na costa sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

As magníficas paredes coralíneas durante mergulho na costa sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe


Nosso cronograma foi perfeito, pegamos a estrada em direção à Rouseau na hora programada! Saímos do alto do Trois Pitons para as profundezas do mar caribenho, descobrir um dos melhores mergulhos do mundo!

A caminho dos maravilhosos pontos de mergulho nas parades submersas de Dominica, no Caribe

A caminho dos maravilhosos pontos de mergulho nas parades submersas de Dominica, no Caribe


Na hora marcada chegamos à Dive Dominica, com operação impecável e muito profissional. Foram 15 minutos de navegação até a Soufriere Scott's Head Marine Reserve, entre as vilas de Scott´s Head, Soufrière e Anse Bateau. A baía é a cratera de um antigo vulcão, hoje extinto e inundado que despenca dos 10m a grandes profundidades como uma rampa de lava.

Roseau, capital de Dominica, no Caribe, vista do nosso barco de mergulho

Roseau, capital de Dominica, no Caribe, vista do nosso barco de mergulho


A imensa cratera vulcânica submersa tem mergulhos para rodos os gostos: paredões, pináculos enormes subindo do fundo do mar, fumarolas submarinas, recifes de coral coloridos e cheios de vida!

Muita vida durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

Muita vida durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe


Nosso primeiro ponto foi na Scott´s Head Drop Off, uma parede espetacular com esponjas em forma de vaso rosas e azuis, brancas e laranjas fosforescentes, tubos amarelos e tocas para todos os tipos de vida marinha. Cada metro quadrado da parede havia uma quantidade absurda de corais e esponjas sobrepostas, algumas nunca vistas em nenhuma outra ilha. Caranguejos de vários tipos, cores e tamanhos, lagostas, camarões limpadores e outros crustáceos serelepes fora das suas tocas em plena luz do dia.

Esponja durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

Esponja durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe


As estavam condições ideais, visibilidade estava acima dos 20m, água 29°C, tivemos que nos segurar para não descer dos 30m de profundidade! O que não foi perfeito foi a bateria das nossas câmeras sub, que logo acabaram e não registraram a melhor parte dos mergulhos.

Fazendo filmagens durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

Fazendo filmagens durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe


O segundo mergulho foi em uma área mais rasa da baía batizada de Champagne e também muito conhecida para snorkeling. O nome já dá uma pista, a área ainda tem alguma atividade vulcânica e as fumarolas sulfurosas dão o toque especial à baía borbulhante.

Pequena moréia mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

Pequena moréia mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe


Encostamos as mãos na areia e sentimos o calor produzido pela lava que corre abaixo desses recifes. Peixes, lagostas, mais de uma dezena de spotted drum-fishes juvenis e adultos, peixes difíceis de ser encontrados. Encontramos até uma das espécies mais queridas e mais raras, um lindíssimo cavalo-marinho! Vermelho com quase 10cm, foi o maior e mais lindo que já vimos!

Enorme drum fish durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

Enorme drum fish durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe


Dominica possui um ambiente marinho intocado e com imensa diversidade de espécies. Isso se deve não apenas ao trabalho desenvolvido na preservação do parque marinho, mas principalmente pela ilha estar fora do roteiro dos cruzeiros, barcos e navios de grande porte. As autoridades locais e operadoras de mergulho trabalham na conscientização dos moradores e turistas para manter o seu paraíso sub intocado e figurando na lista dos 10 melhores pontos de mergulhos do mundo. A natureza já fez a sua parte, agora nós temos que fazer a nossa!.

Enormes esponjas durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

Enormes esponjas durante mergulho nas paredes submersas ao sul de Roseau, em Parque Nacional submarino em Dominica, no Caribe

Dominica, Roseau, Caribbean, dive, Mergulho

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Grand Canyon

Estados Unidos, Arizona, Grand Canyon

Grand Canyon: grandiosidade de tirar o fôlego! (no Arizona, nos Estados Unidos)

Grand Canyon: grandiosidade de tirar o fôlego! (no Arizona, nos Estados Unidos)


Foi em uma noite fria que tivemos o nosso primeiro encontro. A neve nas suas encostas era assoprada pelo forte vento e flocos pousavam em minhas luvas, insuficientes para aquela noite de menos dezoito graus centígrados. Com as mãos enrijecidas eu amarrava o meu pequeno tripé às placas informativas do mirante, tentando alinhá-lo ao horizonte estrelado. Sim, estrelas cobriam o imenso céu, dominado pela luz da lua cheia, a mesma lua iluminava, brilhante, cada uma das agruras ranhuras escavadas pelo denso e colorado rio.

Fotografia noturna do Grand Canyon, em noite estrelada e gelada, no Arizona, nos Estados Unidos

Fotografia noturna do Grand Canyon, em noite estrelada e gelada, no Arizona, nos Estados Unidos



- “ÔÔÔÔÔÔÔÔÔhhhh!!!” - Ninguém responde aos nossos gritos. Será que alguém pode nos ouvir lá embaixo? Quiçá lá do outro lado... Nada, apenas o impiedoso vento gelado que nos informava certeiro de que o inverno do velho-oeste veio para ficar.

- “See you tomorrow!”. gritei. Afinal, depois de todos estes anos, ele já deve ter aprendido a falar inglês.

A Fiona (e nós!) enfrenta temperatura negativa de 17 graus celcius, na beirada do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

A Fiona (e nós!) enfrenta temperatura negativa de 17 graus celcius, na beirada do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Já se passaram mais de 6 milhões de anos desde que as águas do Rio Colorado começaram a esculpir suas paredes, expondo sua maior riqueza, camadas e mais camadas de rochas, nas mais diversas cores e tonalidades. Vermelhas, amarelas, terracotas e alaranjadas, elas foram depositadas, elevadas e erodidas em um processo geológico que já dura mais de 2 bilhões de anos.

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Ainda que os números o façam parecer velho e antiquado, quando conversamos noto que está em plena flor da idade. Jovem, aventureiro e de uma beleza estonteante, cativa novos fãs no primeiro olhar, é paixão à primeira vista! Pessoas de todos os cantos do mundo viajam até aqui apenas para admirá-lo: Índia, China, Japão, Alemanha, Itália, França e tantos outros, mais de 5 milhões de pessoas se rendem aos seus encantos todos os anos.

Turistas se aglomeram em um dos mirantes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Turistas se aglomeram em um dos mirantes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Na natureza não há preferência de nacionalidade, cor, raça ou credo, aqui as fronteiras são geográficas e com algum esforço até elas podem ser vencidas.

A vista majestosa do Grand Canyon, no estado do Arizona, nos Estados Unidos

A vista majestosa do Grand Canyon, no estado do Arizona, nos Estados Unidos


Ao longo dos seus 446 km um rasgo de 16 km de largura e uma profundidade que chega a 1.600m, dividem o South Rim (2.100m) e o North Rim (2.400m). O primeiro, mais desenvolvido e pronto para receber os milhares de turistas todos os anos. O segundo, mais alto, é também o mais selvagem e durante o inverno fica fechado à visitação devido à neve.

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Muita neve na parte alta do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Ao oeste do parque nacional, existe também o chamado West Canyon, dentro das terras pertencentes a duas nações indígenas distintas, Havasupai e Hualapai. Estes sim foram os seus primeiros habitantes, o conhecem profundamente e vivem em harmonia com os seus cactos e espinhos, seus desertos e desfiladeiros, encontrando dentro dele sua face mais doce e generosa.

“The whole canyon and everything in it is sacred to us, all around, up and down” - Rex Tilousi, Havasupai elder.

“Todo o cânion e tudo que há dentro dele é sagrado para nós, tudo a sua volta, em cima e embaixo.” - Rex Tilousi, ancião Havasupai.

Árvore em meio à neve na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Árvore em meio à neve na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


O impacto causado pela paisagem do Grand Canyon vem não apenas da sua grandiosidade e beleza, mas de forma enigmática ele tem o poder de transmitir a sua energia vital. Imaginem o acumulo de força criativa que se reúne em um ambiente tão antigo. As entranhas do Planeta Terra aqui estão expostas e por suas veias corre um dos mais pacientes rios, fluindo sua força e lavando a nossa alma para dar origem a este cenário.

Vista do rio Colorado, no mirante conhecido como Desert View, na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Vista do rio Colorado, no mirante conhecido como Desert View, na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos



Dicas Práticas
A visita ao parque não tem grandes mistérios, um dos monumentos naturais mais fotografados do mundo, possui de cada mirante suas vistas mais clássicas. O Yavapai Point foi por onde começamos, caminhando ao longo da Rim Trail passamos por outros mirantes, cada um com ângulos e vistas maravilhosas.

A incrível paisagem do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

A incrível paisagem do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Entre um mirante e outro paramos no Visitor Center para conhecer um pouco da história do Grand Canyon e fomos também até o Back Country Office para organizar a nossa expedição para o fundo do Grand Canyon, que requer permissões especiais, pagamento de taxas e reserva de camping. No final da tarde a nossa opção foi aproveitar a luz especial do pôr-do-sol do Desert View. Um dos poucos lugares onde podemos ver o deserto despencando nas paredes escavadas pelo rio e lá embaixo o escultor do tempo, o Rio Colorado, correndo incessante em seu contínuo e árduo trabalho.

No mirante Desert View, é possível observar o rio Colorado no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

No mirante Desert View, é possível observar o rio Colorado no fundo do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Este mirante foi indicado como um dos mais bonitos, não apenas por alguns rangers no parque como pelos blogueiros e amigos Mau e Oscar, no seu post completíssimo Guia para o Grand Canyon National Park.

Torre de observação do Grand Canyon, na borda sul do canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

Torre de observação do Grand Canyon, na borda sul do canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


A principal entrada do Grand Canyon National Park é pelo sul, a 10km de Tusayan, a cidade mais próxima fora do parque, que possui hotéis, restaurantes e até um Centro de Visitantes da National Geographic e um cinema Imax com um premiado filme sobre o parque.

O sol ilumina as paredes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos

O sol ilumina as paredes do Grand Canyon, no Arizona, nos Estados Unidos


Hospedagens dentro da Grand Canyon Village são mais disputadas, portanto reserve com antecedência. Se quiser encontrar algo com preços mais razoáveis a dica é ficar no Bright Angel Lodge (a partir de 89 dólares). Neste mesmo lodge você pode organizar passeios de mula para a base do cânion e reservar alojamento no Phanton Ranch, se quer ver como o cânion se parece lá de baixo. Nós decidimos caminhar e acampar, além de muito mais saudável e barato, o contato com a natureza é mais íntimo e recompensador.

1000dias no Grand Canyon! (no Arizona, nos Estados Unidos)

1000dias no Grand Canyon! (no Arizona, nos Estados Unidos)

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