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Blog da Ana - 1000 dias

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A Mágica Port Townsend

Estados Unidos, Washington State, Port Townsend

Pequena praia no Puget Sound, a caminho de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Pequena praia no Puget Sound, a caminho de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Nós começamos a nossa viagem à Olympic Península continuando o Cascade Looping pela North Cascades Highway (SR-20). Ela não apenas cruza o North Cascades National Park, como também atravessa a Fidalgo Island e o Deception Pass State Park, com belas vistas da península e da costa norte do Estado de Washington.

Litoral próximo à Deception Pass, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Litoral próximo à Deception Pass, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ponte que atravessa o Deception Pass, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Ponte que atravessa o Deception Pass, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Atravessamos de ferry do porto de Coupeville até a cidade de Port Townsend, no norte da península. Um dia de céu azul como há muito não víamos, paisagens maravilhosas, cores, luzes, ilhas, paisagens bucólicas de um litoral frio e pacífico.

Navegando no Puget Sound, próximo à Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Navegando no Puget Sound, próximo à Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Farol em Port Townsend, no Puget Sound, litoral do estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Farol em Port Townsend, no Puget Sound, litoral do estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Port Townsend é um refúgio de artistas, militares aposentados e americanos que vivem de bem com a vida. A pequena cidade possui uma vida artística própria, cafés deliciosos e um restaurante que está sempre trazendo boa música para a cidade.

Chegando à Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Chegando à Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Músicos em café em Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Músicos em café em Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Ainda em dúvida se seguiríamos para o parque nacional ou ficaríamos aqui, fomos almoçar em um café alternativo à beira da baía. Cardápio orgânico delicioso, aquela luz entrando pela janela num clima de domingo à tarde. Eis que de repente músicos começam a chegar, um a um, trazendo o seu instrumento. Abrimos espaço aos violinos e rabecas, bandolin e violão, um contra-baixo e até uma concertina!

Concertina, violão e bandolim em ação em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Concertina, violão e bandolim em ação em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Músicos em café em Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Músicos em café em Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Acontecia ali, despretensiosamente, uma jam section de cordas da melhor idade. Uma senhora de 98 anos veio acompanhada de sua filha apenas para assisti-los. Aos poucos, famílias, crianças e jovens se envolviam com a música e dançavam nos pequenos corredores do café.

Apreciando a música e a janela em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Apreciando a música e a janela em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A música era ótima, mas melhor ainda era ver a alegria desses senhores respeitosos de cuca-fresca em fazer música.

Fazendo música em um Cafe de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Fazendo música em um Cafe de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


De repente chega ao grupo um jovem mambembe, músico “riponga” americano do tipo que encontramos aos montes viajando por aí, se esforçando para serem alternativos em uma sociedade tão cheia de regras. Ele se aproxima convidado por um dos músicos, com uma coroa de folhas na cabeça e se esbalda em um dos pães oferecido por outro amigo. Logo se une ao grupo com sua rabeca, a relembrar as músicas mais tradicionais do seu repertório.

Fazendo música em Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Fazendo música em Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Que momento! Depois dessa é claro que decidimos ficar! O Rodrigo saiu, reservou o hotel, voltou e ansioso, quase me abandonou no café, depois de várias últimas músicas que eu me deliciava e insistia em escutar. A música, o sorriso da senhora de cabelos lisos e prateados, o compasso batido pelos pés do sanfoneiro e sua concertina, ao lado da maleta que dizia “Kyoto. We can´t get there by car.”

Senhoras dão show de música em um Cafe de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Senhoras dão show de música em um Cafe de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Alternativos e ativistas! (em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Alternativos e ativistas! (em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos)


Sem querer fui levada dali para outro mundo, não menos mágico e encantador. Porém ao invés de rabecas quem cantava era o vento. No horizonte as montanhas nevadas que não vimos ontem da North Cascade Range. Praias que já foram habitadas há milhares de anos e hoje abrigam o farol e o Fort Worden State Park. Um final de tarde lindo, frio e ventoso.

montanhas nevadas de North Cascades vistas de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

montanhas nevadas de North Cascades vistas de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


O farol de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

O farol de Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Voltamos ao Palace Hotel, um dos mais antigos edifícios da cidade, antigo bordel de móveis antigos, quartos bem decorados, banheiras brancas no melhor estilo vintage original. Pé direito alto, quadros de madames e madonas dos anos 20 e um simpático anfitrião curiosíssimo com a nossa viagem.

Fachada do nosso hotel em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Fachada do nosso hotel em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


O prédio foi construído em 1889 pelo Capitão Tiballs, um aventureiro, dos primeiros mergulhadores a testar o sino de mergulho americano. Ele retirou 68 mil dólares em prata de uma fragata espanhola em suas explorações pelos mares do Caribe! Após ser sede de restaurantes, diferentes empresas e escritórios o prédio se transformou em um bordel entre 1925 e 1933. Depois de restaurado o bordel virou hotel e guarda muitas relíquias e charme desta época. A experiência é uma viagem no tempo e na história dos corredores do Palace Hotel.

Nosso charmoso quarto no Palace Hotel, em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Nosso charmoso quarto no Palace Hotel, em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Mobiliário vintage numa das salas do hotel Palace, em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Mobiliário vintage numa das salas do hotel Palace, em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Longas conversas, muitas perguntas e até um convite para retornarmos ao Palace Hotel para mais uma noite, cortesia da casa! Retornamos à artística Port Townsend para mais uma noite nos anos 20, com um bom jazz no The UpStage em noite especial para Paul Hemming e seu disco Uketet, músico novaiorquino em tour pela costa oeste.

Anúncio das atrações musicais do restaurante Upstage, em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Anúncio das atrações musicais do restaurante Upstage, em Port Townsend, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


O melhor de uma viagem são as surpresas que encontramos no caminho e esta cidade sem dúvida foi uma delas. Cidades que se intitulam artísticas existem várias por essas bandas do norte, mas poucas honram o nome de forma tão natural quanto Port Townsend.

Apreciando a música e a janela em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Apreciando a música e a janela em café de Port Townsend, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Washington State, Port Townsend, arte, Música, Olympic Peninsula, Palace Hotel

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Volcán Cerro Negro

Nicarágua, León

A Ana deslizando à toda as encostas do Cerro Negro,  próximo à León, na Nicarágua.

A Ana deslizando à toda as encostas do Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.


Cerro Negro é o segundo vulcão mais jovem da América, perdendo apenas para um Hermano volcano mexicano. Sua primeira erupção foi em 1.850, espalhando cinzas por toda a cidade de León. Desde então o Cerro Negro é um dos vulcões mais ativos do mundo, marcando sua presença em intervalos de aproximadamente 10 anos. Sua última erupção foi em 1999, e acredita-se que como já passou o intervalo médio esperado a próxima poderá ter maiores proporções.

Vários vulcões vistos do alto do Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.

Vários vulcões vistos do alto do Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.


Localizado há 21km do centro de León, o caminho para chegar lá passar por uma zona rural, ligada por uma estrada de terra, porém alguns trechos exigem carros altos, tamanha a buraqueira que se pode encontrar. Dentro do Parque Nacional que protege uma cordilheira vulcânica de Los Maribios com outros 5 ou 6 vulcões, dentre eles o Hoyos, que dá nome ao parque.

Vários vulcões vistos do alto do Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.

Vários vulcões vistos do alto do Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.


Conversamos com alguns dos funcionários do parque que nos contaram que no país, infelizmente a maioria dos parques nacionais existem apenas no papel, porém não possuem nenhuma organização, preservação ou planejamento turístico. Coube à própria população da região a organização da infra-estrutura com banheiros, a venda de bebidas, toda a recepção turística, guias e aluguel de tábuas para o “volcano boarding”.

No cume do Cerro Negro, pronto para a descida de prancha! (próximo à León, na Nicarágua)

No cume do Cerro Negro, pronto para a descida de prancha! (próximo à León, na Nicarágua)


Eles também fazem um trabalho de conscientização com os agricultores locais para preservar as espécies de cobras e iguanas que estavam praticamente desaparecendo do parque. “Uma pessoa antes via uma cobra e a matava, nós oferecemos dinheiro pela captura de cobras, devolvendo-as à seu habitat natural na área do parque”, nos contou um dos guias locais.

Vistosa iguana da região do parque do Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.

Vistosa iguana da região do parque do Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.


Foi organizado também um, viveiro de iguanas, onde eles reproduzem as bichinhas, que agora estão em época de acasalamento. A chefe do parque estava dando uma entrevista para o Canal 8, televisão nicaragüense, onde ela comentava que “Esta terra estava dada como perdida pelo povo da região, porém com o turismo nós descobrimos um pote de ouro.”

No cume do Cerro Negro, pronto para a descida de prancha! (próximo à León, na Nicarágua)

No cume do Cerro Negro, pronto para a descida de prancha! (próximo à León, na Nicarágua)


Também pudera, a beleza cênica deste monte negro em meio à mata verde e florida é fantástica! Uma trilha de 40 minutos nos leva até o topo do vulcão, onde podemos observar as duas crateras e algumas fumaças saindo da sua cratera principal.

Observando a emissão de gases dentros da cratera do vulcão Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.

Observando a emissão de gases dentros da cratera do vulcão Cerro Negro, próximo à León, na Nicarágua.


A sua última erupção foi tão forte que desabou uma das laterais da cratera principal, facilitando o acesso dos turistas para a parte central da cratera. Muita fumaça e vapor quente saem de alguns pontos da cratera, o cheiro de enxofre é forte. No fundo, o Monstro de Pedra, cuja cabeça e mãos, parecem estar querendo presos, querendo se desenterrar da cratera.

Dentro da cratera do vulcão Cerro Negro, com a imagem do monstro enterrado, ao fundo (próximo à León, na Nicarágua)

Dentro da cratera do vulcão Cerro Negro, com a imagem do monstro enterrado, ao fundo (próximo à León, na Nicarágua)


Continuamos subindo até o topo, onde conseguimos ver do alto a segunda cratera e toda a cordilheira vulcânica do parque. As marcas de suas últimas erupções, a lava escorrida e os areais negros contrastando com o verde da mata vizinha. Uma paisagem sensacional!

Admirando a grandiosa paisagem do alto do Cerro Negro próximo à León, na Nicarágua.

Admirando a grandiosa paisagem do alto do Cerro Negro próximo à León, na Nicarágua.


Depois de conhecer e explorar, é chegada a hora da tão esperada descida radical nas tábuas. É um tipo de esqui, que pode ser feito como sandboarding (ou snowboarding), para os mais experientes, ou sentado para os iniciantes. Mesmo a segunda opção pode ser super radical, hoje um dos turistas chegou a 68km/h sentados na pranchinha! O record é de 89km/h e as turmas que vem com algumas operadoras turísticas tem prancha especial, mais rápida e um radar que mede a velocidade de cada um.

No cume do Cerro Negro, pronto para a descida de prancha! (próximo à León, na Nicarágua)

No cume do Cerro Negro, pronto para a descida de prancha! (próximo à León, na Nicarágua)


A inclinação da rampa de descida é de quase 45 graus! O que dá um certo medo quando estamos lá em cima. Eu comecei bem comedida, freando com os pés, até ter certeza que estava no controle da prancha e da situação. Aí é só relaxar e acelerar, a diversão é garantida!

1000dias no Cerro Negro próximo, à León, na Nicarágua.

1000dias no Cerro Negro próximo, à León, na Nicarágua.



DICAS
Para os mochileiros se faz necessário contratar uma agência de turismo. Quase todos os hostals oferecem o pacote com transporte, comida, cerveja e pranchas para a descida (em pé ou sentado) pela bagatela de 15 dólares. Outra opção é pagar um pouco mais (20 dólares) e incluir o passeio a uma laguna e a León Viejo, as ruínas da antiga cidade de León detonada pelo mega-terremoto causado pelo Vulcão Momotombo.

Nicarágua, León, Cerro Negro, vulcão

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Salto Yucumã, o maior salto horizontal do mundo!

Brasil, Rio Grande Do Sul, Salto Yucumã

Uma linda foto do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Uma linda foto do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Bem vindos ao salto horizontal mais longo do mundo! O Salto Yucumã está na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e possui 1,8 km de extensão! Formado pelo Rio Uruguai em uma fissura de 110 metros de profundidade (!!!), 25m de largura e 8 a 10m de altura, dependendo do nível do rio. Quando o Rio Uruguai está bem seco ele pode chegar a 18m de altura, mas seca em alguns trechos. A melhor época para visitar o salto é entre novembro e dezembro, quando o nível da água já está baixando, mas ainda forma a queda completa, com água por toda a sua extensão. Salto Yucumã ou Grande Salto Moconá, como é chamado do outro lado da fronteira, no idioma guarani moconá significa “aquele que tudo engole”.

Foto aérea do Salto Yucumã, na fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina, no rio Uruguai. É o maior salto do mundo em extensão horizontal, mas hoje, estava completamente tapado pelo rio cheio. (foto retirada da internet)

Foto aérea do Salto Yucumã, na fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina, no rio Uruguai. É o maior salto do mundo em extensão horizontal, mas hoje, estava completamente tapado pelo rio cheio. (foto retirada da internet)


Nós chegamos logo após um grande período de chuvas e tivemos a sorte de encontra-lo assim!

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Pois é, nadica de queda d´água, nem um metrinho. A única pista de que ali há alguma queda são aquelas marolinhas brancas no meio do rio... Segunda-feira passada o nível da água estava pelo menos 2 metros mais alto! Uma das grandes interferências no nível do salto hoje são as 3 barragens que foram construídas rio acima, Itá, Machadinho e Campos Novos e Barra Grande, que agora estão na sua capacidade máxima e vertendo água para não estourar.

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Mais um pouco pegamos o rio “a ponto de balsa”, como se diz aqui na região! A expressão nasceu da época do ciclo da madeira, quando madeireiros desciam o Rio Uruguai levando as toras retiradas na floresta em balsas. Estas balsas cheias, porém, só passavam pelo Salto Yucumã quando o rio estava bem ainda um pouco mais alto, no ponto de balsa.

Antigas fotos de balseiros no rio uruguai, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Antigas fotos de balseiros no rio uruguai, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


O Parque Estadual do Turvo possui pouco mais de 17 mil hectares de área e protege uma fauna riquíssima que pode ser vista toda empalhada no museu do sítio. Pois é, odeio animais empalhados, mas já que eles estavam ali, confesso que até que é bacana poder comparar os diferentes tipos de animais, seus tamanhos, pelagens e formas.

Animais empalhados do Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Animais empalhados do Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Centro de visitantes do Parque Estadual do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Centro de visitantes do Parque Estadual do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


A onça preta, pintada e parda vivem nesta reserva. Há menos de um mês funcionários do parque tiveram a sorte de cruzar com uma onça preta descendo a estrada parque pela manhã! Nós não vimos a onça, mas pela primeira vez encontramos pistas escatológicas das bichinhas, puro pelo e osso!

Pelos e ossos, tudo o que sobrou da última vítima de uma onça pintada no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumá, na fronteira do rio Grande do Sul com a Argentina

Pelos e ossos, tudo o que sobrou da última vítima de uma onça pintada no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumá, na fronteira do rio Grande do Sul com a Argentina


Descemos 15km de estrada bem atentos para ver se encontraríamos algum animal. Vimos no alto de algumas árvores alguns de nossos amigos macacos prego. Mais de 300 tipos de pássaros já foram catalogados na região, que serve como um refúgio para mamíferos que tiveram seus habitats invadidos pelas fazendas e plantações de trigo que rodeiam a área.

A fiona na estrada que corta o parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

A fiona na estrada que corta o parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Do outro lado do rio está a Argentina e uma reserva com mais de 250 mil hectares preservados! Só para vocês terem uma ideia, esta reserva dos nossos hermanos se conecta com o Parque Nacional do Iguazu, do lado argentino, é claro. Uma onça que andava caçando bezerros nas fazendas da região, foi capturada por biólogos que usaram um cachorro como isca – mais uma que aprendi, onças adoram cachorros, uma iguaria para elas! Esta onça recebeu um colar com GPS e um mês depois foi localizada lá no Parque Iguazú! Impressionante!

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Chegando lá embaixo caminhamos até as margens do rio, que está transbordado, passando sobre a trilha de acesso à cachoeira e sobre a mata ciliar. Desapontados com a má sorte, viemos andando de volta para a área de churrasqueiras e tivemos a sorte de encontrar o Sérgio, que é um guarda-parque terceirizado que trabalha no parque há 11 meses. Bastaram poucos minutos com ele para percebermos que conhecia muito do parque e mais que isso, é apaixonado pelo seu trabalho. Sérgio nos levou até uma cachoeira menor próxima dali e no caminho nos ensinou sobre a mata, a fauna e as histórias deste parque.

cascata no Parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

cascata no Parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Com o Sérgio, nosso guia no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Com o Sérgio, nosso guia no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Caçadores que foram encontrados e gastaram 15 mil reais com advogado e fiança e a história do antigo gerente que caçava caçadores não por seu amor à natureza, mas para não ter competidores! Dizem que graças à ele hoje as pacas são raramente vistas por aqui, sem falar nas onças que eram seu principal troféu de caça. Depois de tantas demandas contra o delinquente funcionário do governo, ele foi transferido para um parque no Paraná e depois de demitido por suas falcatruas, não demorou muito a ser assassinado, provavelmente por vingança da família de um dos muitos caçadores que ele havia assassinado. Cada uma...

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Uma das muitas espécies de pássaros que vive na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Uma das muitas espécies de pássaros que vive na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Hoje o novo gerente do parque é um biólogo, novas trilhas já estão sendo abertas e se depender dos funcionários com quem conversamos, este pequeno reduto natural continuará a ser bem preservado. Espero que sim, pois um dia voltaremos e com mais sorte veremos o imenso Salto Yucumã.

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Brasil, Rio Grande Do Sul, Salto Yucumã, Cachoeiras, Maior salto horizontal do mundo, Parque Estadual do Turvo, Salto Yucumã

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Chica da Silva e Milho Verde

Brasil, Minas Gerais, Diamantina

O que Chica da Silva e um milho verde têm em comum? A princípio nada, a não ser o fato de termos hoje visitado ambos: a antiga Casa da Chica da Silva, em Diamantina e Milho Verde, cidadezinha que fica a 42 quilômetros, repleta de rios e cachoeiras.

Fachada da casa de Chica da Silva em Diamantina - MG

Fachada da casa de Chica da Silva em Diamantina - MG


Mas vamos olhar este assunto com mais atenção. Chica da Silva era uma escrava que recebeu de presente sua carta de alforria do seu primeiro Sinhô. Delegado, rico, poderoso e branco, obviamente. Com ele Chica da Silva teve dois filhos e já provou de luxos que faziam qualquer outro negro penar de inveja. Independente e muito inteligente Chica, já alforriada, queria uma casa própria e estava aprendendo a ler e escrever com o Padre de Diamantina. Foi quando conheceu seu segundo Sinhô, Fiscal da Receita da Coroa Portuguesa que chegou à Diamantina para cuidar dos impostos sobre a mineração de diamantes. Este homem ficou louco pela bela mulata! A presenteou com uma belíssima casa que levou 5 anos para ser construída. Amantes em polvorosos, apaixonados e dedicados tiveram uma vida de casados e mais três filhas, afrontando toda a sociedade da época.

Casa de Chica da Silva, em Diamantina - MG

Casa de Chica da Silva, em Diamantina - MG


Chica da Silva tinha seu cabelo raspado para usar a cor de cabelo que a conviesse. Seu armário já havia perdido as contas de quantos vestidos e sapatos ele guardava. Tratada como rainha por seus escravos e mucamas, era o diabo com quem lhe afrontasse ou tentasse de qualquer forma desviar a atenção de seu amado. Mandou arrancar os dentes de uma bela e sorridente escrava que sorriu na hora errada e mandou enterrar viva a escrava que, ouviram dizer, teria se assanhado com o seu Sinhô. Usava diamantes, tomava espumantes e tinha ao seu dispor mesa farta onde, mesmo sem companhia, afogava suas mágoas quando em viagem seu marido estava. Dizem que foi macumba que o fez apaixonar, fato é que nos últimos nove anos viveram separados, e ainda assim perdidamente apaixonados.

Chica da Silva, em Diamantina - MG

Chica da Silva, em Diamantina - MG


A Casa da Chica da Silva ainda está lá em Diamantina e hoje abriga um museu em sua memória. Uma exposição de um poeta e pintor mineiro, Marcial Queiroz, conta em forma de poesia várias das faces desta personagem. Então vocês me perguntam, onde fica Milho Verde nesta história toda? Conversando com o responsável pela casa, quisemos saber se a Chica era má como a exposição contava. Infelizmente a resposta foi sim, má, principalmente com os escravos e mucamas que mandava açoitar no tronco, quando não era coisa pior. E onde teria nascido Chica da Silva? Há controvérsias, alguns dizem que foi no porão do atual Museu de Diamantes, que antes era uma senzala. Outros dizem que sua cidade natal é Milho Verde, pois sua mãe estaria atravessando de Santo Antônio do Itambé para a cidade de Diamantina e o parto teria acontecido no meio do caminho na cidade de Milho Verde.

Placa indicativa em Diamantina - MG

Placa indicativa em Diamantina - MG

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Justifica, mas não explica.

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Anchieta

Pátio em frente à igreja de Anchieta - ES

Pátio em frente à igreja de Anchieta - ES


Estamos acompanhando de perto a corrida eleitoral, todas as notícias, dia a dia dos presidenciáveis, discursos, debates e escândalos. Lembro que logo que completei 16 anos a primeira coisa que quis fazer foi ir até o TRE tirar o meu título de eleitor. Votar sempre fez parte da minha noção de exercício de cidadania. Na escola em que eu estudava, adorava quando faziam simulações de eleições e plebiscitos, como em 1993, quando houve o plebiscito sobre a forma e o sistema de governo no Brasil, eu votei para o parlamentarismo! Em 1989 na eleição que elegeu o Collor, eu fazia campanha contra o Collor entre os meus amigos, mas não a favor do Lula... ali estava difícil achar em quem votar. Participar das decisões do país pelo menos faz eu me sentir no direito de reclamar e me indignar com as coisas que acontecem. Enfim, por que tudo isso no post de hoje? Confesso que fiquei meio cabisbaixa por hoje não poder participar desta decisão, ainda mais com um segundo turno tão apertado. Pesquisamos o voto em trânsito, mas tínhamos que, 1 mês antes, definir qual seria a capital onde iríamos votar. Aí ficou difícil, como o nosso cronograma varia de acordo com as previsões de tempo não tínhamos como prever exatamente onde estaríamos ou até fazer um “pequeno” detour para votar. Vamos combinar que não deveria ser complicado um sistema eletrônico receber votos por seção em qualquer lugar do país. Mas o sistema ainda não está tão evoluído para acompanhar o ritmo dos 1000dias. Fomos à Escola Tom e Jerry em Iriri para justificar o voto.

Justificando o voto na eleição 1o turno, em Iriri - ES

Justificando o voto na eleição 1o turno, em Iriri - ES


Uma pena, mais tarde acompanhando a apuração das urnas eu sempre me sentia ali um nada dentro daquelas abstenções tão importantes para virar o jogo! Foram 24.607.504 de abstenções, mais de 18% dos eleitores brasileiros que justificaram ou simplesmente não compareceram às urnas. Qual será o percentual destas abstenções que justificaram? O percentual de justificativas vem apenas crescendo e preocupa o TSE, pois vem crescendo gradativamente a cada eleição. Hoje com a tecnologia que temos este cenário pode e deve mudar, só falta saber quando!

A famosa muqueca do Curuca, em Meaípe - ES

A famosa muqueca do Curuca, em Meaípe - ES


Enfim, sem poder exercer os meus direitos e deveres civis, fomos afogar as mágoas em uma moqueca de peixe no Curuca, em Meaípe. Antes disso passamos pelo Santuário Anchieta, onde nasceu e morreu o famoso Padre Anchieta, um dos fundadores da cidade de São Paulo. Pedi perdão pela minha abstenção e para que ajudasse o Brasil a conseguir um segundo turno. Dali, seguimos para Ubú, praia tranqüila e muito bonita que fica no caminho de Meaípe.

Praia deserta, em Ubu - ES

Praia deserta, em Ubu - ES


Afogadas as mágoas, sem nem poder tomar uma caipirinha para esquecer, (droga de lei seca) nós pegamos estrada para o interior do estado. Esta noite dormimos em Ibitirama, portal de entrada para o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça e um dos acessos ao Pico da Bandeira, nosso próximo desafio.

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Anchieta, Meaípe, Praia, Ubu

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La Belle Cap-Haitien

Haiti, Cap-Haitien

Barco na vega na orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Barco na vega na orla de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Cap-Haitien foi um dos principais portos de cruzeiro do Caribe na década de 70. Recebia navios de cruzeiros que lotavam os restaurantes, bares e casas de jogos da pequena urbe haitiana. Hoje a charmosa cidade de arquitetura colonial francesa anseia por reviver seu passado de glória. Nos tempos de vacas gordas toda a cidade era beneficiada pelo turismo.

Vendedora de frutas, em Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Vendedora de frutas, em Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Joseph, que hoje pede dinheiro nas ruas, arranha 4 ou 5 idiomas aprendidos nos tempos em era guia das centenas de turistas “gringos e europeus” que vinham ao norte da ilha. Pergunto à ele, então, o que aconteceu que os cruzeiros desapareceram daqui e ele diz que a AIDS foi uma das culpadas. Desde que a AIDS apareceu no começo da década de 80, uma das hipóteses é de que ela teria surgido no Haiti, um dos países mais afetados no início da epidemia. Nada se sabia sobre a doença, forma de contágio, etc, e assim o Haiti ganhou a fama. A fama somada às agitações políticas contra a ditadura comandada por Papa Doc e Baby Doc e à guerra civil subsequente, fizeram com que as companhias de cruzeiro se afastassem e mudassem de destino. Quem soube se aproveitar da oportunidade foi o país vizinho, República Dominicana, que passou a ser uma alternativa mais segura para os turistas.

Vista de Cap-Haitien, no norte do Haiti

Vista de Cap-Haitien, no norte do Haiti


A cidade de Cap-Haitien é a segunda maior do país, bem espalhada entre o mar e as montanhas com aproximadamente 200 mil habitantes, porém é à beira mar no Boulevard du Cap-Haitien que os hotéis e restaurantes se concentram. Uma das zonas mais nobres da cidade, a área do Boulevard está entre o centro histórico e a Praia de Rivas. Uma curta caminhada nos leva à Catedral, praça principal e à uma viagem no tempo entre as casas antigas das ruas da cidade.

Arquitetura colorida no centro de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Arquitetura colorida no centro de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Estudantes por todos os lados nos dão um bom sinal de que o país está mudando. O novo presidente haitiano é muito popular, todos gostam dele. Michel Martelly, conhecido também como “Sweet Micky”, era um cantor de Kompa Music e se tornou presidente em 14 de maio de 2011. Um cantor no poder é algo controverso, já que não possui nenhuma experiência administrativa e política, mas ele tem algo que os outros políticos não possuem, amor pelo país. Este amor e a vontade de transformar o Haiti o fazem aceito em todas as parcelas da população, dos mais pobres e simples, até àquela pequena parcela mais politizada. Uma das primeiras e maiores resoluções do novo presidente foi que todas as crianças deveriam ir à escola, e assim está sendo, todos os dias vemos uma incontável soma de crianças e jovens uniformizados indo e vindos de suas escolas. Ótimo começo!

Dirigindo pelas ruas de Cap-Haitien, a segunda maior cidade do Haiti

Dirigindo pelas ruas de Cap-Haitien, a segunda maior cidade do Haiti


Na Catedral encontramos um grupo de meninas curiosas, me olhavam sem parar, queriam interagir, fotos, não sei. É nessas horas que me odeio por não saber falar a língua local e aqui, no caso, nem o francês! Fotos, porém, são a linguagem universal e dentro da catedral elas posaram para mim sorridentes e faceiras.

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Esta cena, por sinal, me fez lembrar uma informação curiosa. Todos temos uma imagem de que o Haiti é o país do voodoo, a tal da religião de base africana que se desenvolveu e é predominante na ilha. Verdade? Bem, os dados do último censo revelam que 80% dos haitianos se dizem católicos. Acho que se o voodoo fosse mesmo tão disseminado nós teríamos visto sinais mais claros... de qualquer forma, mesmo curiosos, não nos empenhamos muito na busca dos rituais de voodoo por aqui.

Catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Durante a tarde almoçamos no Restaurante Lakay, um dos pontos de encontro de haitianos de classe média e expatriados que vivem na cidade. Em frente ao mar, com boa música e um menu bem diversificado o restaurante tem o ambiente perfeito para um almoço tardio, uma cervejinha no final da tarde ou um jantar com os amigos. A noite o Lakai estava cheio de locais e expats, um ambiente animado e festivo que ainda não tínhamos encontrado no Haiti, um bar-restaurante que poderia estar em qualquer outro lugar do mundo. Philipe ficou curioso quando nos viu por lá e fez a esperada pergunta: “com que organização (ONG) vocês estão aqui?”, quando respondemos que éramos turistas ele sorriu e confirmou, “Turistas? É raríssimo encontrarmos turistas por aqui, mas quando eu era criança era mais comum, estamos torcendo para que o turismo volte a crescer.”

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)

Com o Felipe, dono do nosso bar preferido em Cap-Haitien, o La Kay (Haiti)


Conversamos sobre a nossa viagem, as suas experiências e visões do país, além de dicas para os roteiros pela região. Philip foi tão atencioso que nos deu uma carona até a sua casa, em frente à Praia de Rivas, deixando sua casa à nossa disposição. Não tínhamos muito tempo e tampouco queríamos abusar, assim acabamos ficando na praia, apenas observando o pouco movimento de locais, meninas tomando banho com água do mar e sabão, rindo e se divertindo, enquanto os meninos assistiam ao longe. É o velho ritual do acasalamento, igual em todas as espécies e em todos os lugares! Hahaha!

Antigo forte francês em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Antigo forte francês em Cap-Haitien, no norte do Haiti


Garotas tomam banho na água do mar, em praia de Cap-Haitien, no norte do Haiti

Garotas tomam banho na água do mar, em praia de Cap-Haitien, no norte do Haiti


Cap-Haitien é a principal base para exploração de duas grandes atrações turísticas do país: a fortaleza conhecida como Citadelle Laferrière e Labadie, um paraíso tropical escondido na costa norte do Haiti. Amanhã começamos as nossas explorações na região.

Fim de tarde na beira-mar em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Fim de tarde na beira-mar em Cap-Haitien, no norte do Haiti

Haiti, Cap-Haitien, Caribe, cidade histórica, Praia, viagem

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Halloween à baiana

Brasil, Bahia, Itacaré

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


A festa à fantasia no dia primeiro de novembro já está virando tradição em Itacaré. É a festa de halloween à moda baiana, já que chega um pouquinho atrasada do real dia das bruxas americano. Como é um aniversário e este ano comemorou os 50 anos de uma personagem conhecida da cidade, a entrada era com convite e fantasia obrigatória. Quem não tivesse convite, mas estivesse fantasiado pagava 10 reais e sem fantasia 20 reais para entrar. Nós ganhamos os convites da Rebeca e usamos uma das principais qualidades do brasileiro, a criatividade!

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA

Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA


Eu fui de índia, meio apache meio pataxó, juntei os meus colares pataxós com uma folha de comigo-ninguém-pode e um pouco de rímel e fiquei a própria! Já o Rodrigo, com seu corpo mais esbelto, vestiu a roupa de mergulho e carregou sua máscara e snorkell e foi de mergulhador. Chegamos um pouco tarde, mas a festa estava ótima! A Rebeca não pôde ir, mas encontramos a Bianca e a Denise, além do pessoal do rafting que estava arrasando de “mocréias”. Fantasias para todos os gostos, desde as mais tradicionais, diabinha, anjinha, coelhinha da playboy até o trio pia, privada e chuveiro, Osama Bin Laden e um casal de mendigos pedintes. O melhor é o cenário, o Cabana Corais, à beira da Praia das Conchas com a lua nascendo e o reggae tocando. Muuuuuito bom! A temporada de festas de Itacaré foi encerrada com a melhor delas e à moda baiana!

Brasil, Bahia, Itacaré, festa à fantasia, hallowen

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Um Dia em Camagüey

Cuba, Camaguey

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba

Belo fim de tarde nas ruas do charmoso centro histórico de Camaguey, em Cuba


Camagüey está fora do circuito turístico mais badalado de Cuba. É uma cidade de passagem que muitos conhecem apenas da janela do ônibus a caminho de Santiago. Nós não tínhamos muito tempo, pensamos em apenas passar e seguir direto para Santa Lucia, no litoral de Holguin, porém olhá-la pela janela não parecia justo e decidimos ficar. Cidade colonial, com praças e ruas estreitas e apenas uma pequena parcela do seu centro histórico restaurada, o que lhe confere um ar ainda mais autêntico.

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba


Após uma longa viagem de Trinidad até Camagüey, uma combinação genética e de mudança de hábitos alimentares fez uma enxaqueca terrível atacar ao nosso companheiro de viagem Rafael. Hospedados na casa de Miriam, tínhamos uma bela infra-estrutura à disposição, assim o mestre-cuca decidiu sair às compras para uma sopa de legumes e nós o acompanhamos.

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba

O cartaz que nos esperava no andar de baixo da Casa de Hóspedes em Camaguey, em Cuba


O sistema econômico é um tanto quanto esquisito. Hoje o país possui duas moedas, a Moneda Nacional (25 pesos = 1 CUC) e os CUCs ou Pesos Convertibles (1 CUC = 0,85 USD). Os salários são pagos em Moneda Nacional e um bom salário pago pelo governo gira em torno de 600 pesos, ou seja, em torno de 24 CUCs (aprox. US$ 27,00). Um dólar vale em torno de 10% menos que um CUC, pois existe uma taxa sobre a moeda americana. A dica é viajar para Cuba com euros que não são taxados e 1 Euro vale 1,26 CUCs (cambio variável).

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba

Arte nas ruas de Camaguey, em Cuba


Detalhe, a moneda nacional só pode ser usada para compras de cesta básica, como os itens que estão na cartela de racionamento de comida que inclui 2,5 kg de arroz, 3kg de açúcar, 1kg de peixe, ½ kg de feijão, 28g de café, 270g de sal e 14 ovos. Um frango é incluído a dieta familiar por mês e carne de vaca só uma vez ao ano e olhe lá! No campo fica um pouco mais fácil, pois além da produção de legumes e verduras, a criação de porcos e galinhas é liberada para consumo próprio. Famílias com crianças até 2 anos recebem também quantidades extras de leite. Além desta cesta básica alguns itens como transporte público podem ser pagos em moneda nacional. Qualquer coisa comprada fora dessa lista deve ser paga em CUCs. Aí você se pergunta, quem ganha CUCs? Apenas quem trabalha com turismo. Então, muitas vezes, o porteiro de um hotel ou um motorista de táxi ganha muito mais com seus preços e suas gorjetas do que um médico ou um engenheiro empregado pelo governo.

Rua de Camaguey, em Cuba

Rua de Camaguey, em Cuba


No mercadão de Camagüey vimos na prática como tudo isso funciona, conseguimos comprar legumes e verduras para um balde de sopa por 76 pesos cubanos (MN), o equivalente a 3 CUCs. Para nós isso é muito barato, no Brasil uma compra dessas sairia pelo menos o dobro, ou até mais! Porém para eles, faça as contas... “Tudo subiu de preço, até a cenoura está mais cara”, nos contava a empregada que trabalha na casa de Miriam.

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba

Compras no mercado de Camaguey, em Cuba


Um início de tarde tranquilo para nos recuperarmos da viagem, dores de estômago e cabeça. Enquanto o Rafa preparava a sopa eu e o Rodrigo decidimos sair para conhecer o centro da cidade enquanto ainda havia luz. Caminhamos da praça central até a Praça San Juan de Diós, onde os padrinhos foram nos encontrar depois. Crianças correndo, um grupo de dança ensaiando a apresentação e alguns poucos turistas alternativos caminhando pelas ruas.

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba

Entardecer na Plaza Juan de Dios, em Camaguey - Cuba


Um dos transportes urbanos preferidos no país é o bicitáxi, cidades planas e motor humano forte, saudável e sem emissão de gás carbônico. Pagamos 1 CUC (ou 20MN) e nos divertimos com o nosso motorista que já esteve em serviço militar pelo exército cubano em Angola. Lá conheceu vários brasileiros, chutou que seríamos de Salvador, achou o nosso sotaque parecido. Quase lá! Rsrs!

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba

Meio de transporte em Camaguey, em Cuba


Na volta conhecemos um casal curioso que está cruzando América e África em dois anos em uma bike dupla! Ela é chinesa e ele é francês e ambos largaram tudo para realizar este sonho. Tem gente que é maluca! Hahaha! Conversando um pouco mais nos confessaram que o plano deles é flexível, pegam avião para acelerar alguns trechos e só aqui em Cuba ficarão por mais de um mês. Existem mesmo vários estilos de viagem e eu, pouco apaixonada pelo tema, se pudesse faria todos!

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)

Encontro com um belga e uma chinesa, casal aventureiro que dá a volta em alguns continentes em uma bicicleta dupla (foto de Laura Schunemann em Camaguey - Cuba)


Fechamos a noite com uma deliciosa sopa de legumes by Chef Rafael e em uma longa conversa com a Miriam sobre a mais nova febre em Cuba, a novela “Passione”. Essa foi uma das únicas novelas que eu assisti antes de sair do Brasil, é... confesso que nessa eu grudei! Além de ser engraçadíssimo ver os nossos conhecidos Tony Ramos, Fernanda Montenegro, Aracy e seus colegas hablando español, eu e Laura nos divertimos fazendo suspense para a mulherada que quer saber o que vai acontecer. E não pensem que novela em Cuba é só coisa de mulher! Os homens também adoram assistir, acham as tramas inteligentes, os atores convincentes e acima de tudo, as mulheres brasileiras lindíssimas! É o Brasil faz parte do dia a dia dos cubanos mais do que poderíamos imaginar!

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

A Ana, Rafa e Laura voltam para casa de bicitáxi, pelas ruas de Camaguey, em Cuba

Cuba, Camaguey, cidade histórica, Revolução Cubana

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Ao Ponto de Origem

Brasil, Paraná, Curitiba

Voltar para o nosso ponto de origem, nossa casa, a cidade onde nascemos, é sempre uma loucura, uma mistura de sensações. Os motivos são diversos:

1) Não faz mais parte do itinerário normal dos 1000dias, temos que pegar uma longa estrada de volta por onde já passamos.
2) Sempre nos programamos para ficar 2 ou 3 dias e acabamos ficando mais, porque não estamos programados? Não, pelo maldito clima do sul, chuva e frio, que sempre nos deixam na expectativa que o dia seguinte será melhor que o anterior.
3) Sempre tentamos subir o Pico Paraná e não conseguimos pelo motivo descrito no item acima.
4) Sempre tentamos encaixar o mergulho na Lage de Santos e não conseguimos, também pelo motivo descrito no item 2.
5) Sempre ficamos com a sensação que estamos ficando mais atrasados no itinerário, mas ao final tudo sempre dá certo.

Mas, como tudo na vida tem sempre um lado bom:

1) Vemos a família, matamos as saudades da mãe, pai, irmã, cunhado, tia, avó e principalmente da sobrinha, queridíssima Lulu.

Luiza, a vovó e a bisa, em Curitiba - PR

Luiza, a vovó e a bisa, em Curitiba - PR


2) Podemos resolver algumas burocracias de forma mais fácil, pois já conhecemos os caminhos mais fáceis. Reuniões sobre o site, multas, bancos e chatisses do Detran, essas coisas.

Ana com o pai em Curitiba - PR

Ana com o pai em Curitiba - PR


3) Podemos lavar a roupa na casa da mãe sem quererem cobrar 450 reais pela máquina.

A Luiza no colo da bisavó, em Curitiba - PR

A Luiza no colo da bisavó, em Curitiba - PR


4) Ter um dia de princesa, com direito a fazer a mão, pé e cortar o cabelo.

Com a Marta, em Curitiba - PR

Com a Marta, em Curitiba - PR


5) Posso ir fazer uma drenagem linfática para desobstruir o meu frágil sistema linfático.

Para finalizar, é uma loucura também, porque não é o que a maioria das pessoas está esperando... Alguns amigos chegam a dizer que teremos que zerar a contagem dos dias sempre que pisarmos em Curitiba. Olha que nós não achamos má ideia, ao invés de 1000 serão 1200 dias! Que tal?

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Comunidades Amazônicas

Brasil, Amazonas, Mamirauá

Casas ribeirinhas na região de Tefé, no Amazonas

Casas ribeirinhas na região de Tefé, no Amazonas


Sempre ouvimos dizer que na Amazônia as estradas são os rios, mas dificilmente imaginamos que assim as ruas são seus afluentes menores, os canos e igapós. Os animais se adaptaram a viver entre as copas das árvores e as águas da floresta alagada na Amazônia, mas e o homem? Quando chegamos é impossível passar por estas comunidades e não se perguntar, como eles vivem tão isolados? Como vieram parar aqui? Como conseguem sobreviver?

Arquitetura típica de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Arquitetura típica de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Os ribeirinhos chegaram em diferentes levas em busca de uma oportunidade nos seringais amazônicos. Os ciclos de ocupação destas margens acompanham os ciclos da borracha, no seu auge e no seu declínio. A maioria dos ribeirinhos é originária dos estados vizinhos nordestinos, principalmente Maranhão e Ceará, povo reconhecido por desbravar e ter a coragem de enfrentar adversidades em novas fronteiras.

Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Desde a Guiana Francesa, Suriname e os confins de Roraima temos encontrado esta mesma característica nos imigrantes da mineração, construções e atividades correlatas. A sobrevivência na floresta os ensinou sobre o ciclo da vida, dos peixes, da madeira e dos frutos, mas em um ambiente tão rico quanto a floresta amazônica a sensação de que este é um bem infindável não é de toda errada. Mas como a chegada deste novo animal impactou a floresta? A caça e a extração de madeira, a pesca no período da piracema e a produção de lixo mudaram a dinâmica natural da floresta.

Família se diverte durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas

Família se diverte durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas


Somos parte integrante da natureza, não estamos isolados dela.

Garoto nos observa durante visita a uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Garoto nos observa durante visita a uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas



Vila Alencar



Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Hoje é dia de visita a uma comunidade ribeirinha. Depois do café da manhã subimos no nosso único meio de transporte, o barco, e seguimos para a Comunidade Vila Alencar. Uma vila com não mais de 20 casas suspensas, tipo palafitas, uma escola, um barzinho palafita e até um curral flutuante! A vida desses brasileiros teve que se adaptar ao ritmo da floresta, 6 meses seca, 6 meses inundada. A visita foi guiada pelo Manuel, simpático morador que nos mostrou as curiosidades da vila.

Um dos habitantes locais nos recebe na escola de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Um dos habitantes locais nos recebe na escola de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Arquitetura típica de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Arquitetura típica de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Há pouco foi instalada uma caixa d´água comprada com a verba dos projetos desenvolvidos pelos moradores junto com o Instituto Mamirauá e quem faz o orçamento e define as prioridades de investimento são os próprios moradores.

Nosso guia nos mostra crânios de jacaré durante visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas

Nosso guia nos mostra crânios de jacaré durante visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas


Na escola as turmas reúnem crianças de várias idades. Uma escola simples, quase sem carteiras e cadeiras, mas com todos os cartazes e beabás que as crianças precisam para aprender a ler e escrever. A aula do Ensino Médio acontece via satélite pela televisão, é o Telecurso 2000.

Visitando a escola de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Visitando a escola de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Quando perguntamos se gostam mais da seca ou da cheia, a maioria responde que prefere a seca, quando eles têm praias e podem jogar futebol. É, posso imaginar, note na foto abaixo o campinho alagado.

Completamente alagado na época das cheias, o campo de futebol de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Completamente alagado na época das cheias, o campo de futebol de uma das comunidades ribeirinhas na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Não é só o campinho que alaga, mas também toda a área semeável, o que dá apenas 6 meses para que as comunidades plantem sua mandioca, milho ou hortaliças. Já foram feitos alguns estudos e tentativas de hortas hidropônicas flutuantes, mas aparentemente elas não funcionaram. Já o curral vai muito bem e inclusive serve como um pequeno reservatório de mudas para as bananeiras que serão plantadas no próximo verão.

Um pequeno curral flutuante, que funciona durante a cheia do rio, em comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas

Um pequeno curral flutuante, que funciona durante a cheia do rio, em comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas


Enquanto isso ao nosso redor as crianças brincavam tranquilas, sem nem pensar nos amigos jacarés e piranhas que habitam esses rios. Aqui é lei, uma criança aprende a nadar antes mesmo de andar! No final da visita ainda fizemos uma parada na lojinha de artesanatos da vila onde nos esbaldamos em colares, penas e escamas de pirarucus, ótimas lixas de unha.

Encontro com jacaré em rio em frente à Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Encontro com jacaré em rio em frente à Pousada Uacari, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Voltamos à pousada para o almoço e logo estamos novamente nos rios, mas agora em pequenas canoas guiados pelo guia indígena Izael. Ele é de uma tribo próxima, se apaixonou por uma moça lá da Vila Alencar e acabou vindo morar aqui, dentro do Mamirauá.

Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


O conhecimento empírico desse menino é incrível, ele tem os olhos e os ouvidos treinados no dia a dia da floresta. Enquanto nos localizamos pelo número de quadras, aquele semáforo ou tantas lombadas, ele sabe exatamente em que tipo de árvore deve virar, qual é mata que estamos atravessando e aonde os bichos devem morar.

Durante passeio na floresta alagada, nosso guia nos mostra árvore repleta de formigas em seu interior, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Durante passeio na floresta alagada, nosso guia nos mostra árvore repleta de formigas em seu interior, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Passeio na floresta alagada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas

Passeio na floresta alagada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas


Passeamos a tarde toda com Izael pelas trilhas do Pagão, um trecho da Apara e Cano do Zeca. Vimos muitos macacos de cheiro comum e da cara preta, pequenininhos fazem sons agudos quase como passarinhos. O prego já é um pouco maior, brincalhão, bem preto e espuleta. O guariba ou bugio é grande, pesadão e muito barulhento, com seus uivos assustadores. Faltou apenas o afamado Uacari, macaco loiro da cara vermelha. Parece que a estrela da reserva está fugindo dos holofotes.

Macaco salta entre árvores sobre nossas cabeças durante passeio à floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Macaco salta entre árvores sobre nossas cabeças durante passeio à floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Fim de tarde na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Fim de tarde na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas



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