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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Pura Vida!

Costa Rica, Santa Teresa

Olha só a pose de surfista! (na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica)

Olha só a pose de surfista! (na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica)


"Pura vida!". Esta é a frase-símbolo das propagandas de turismo da Costa Rica, internamente e no exterior. Foi um mote que pegou tanto que muitos viajantes assim se referem ao país: pura vida! Tem a ver com exuberância de vida no país, vegetal e animal, assim como as diversas opções de turismo de natureza, entre praias, montanhas, rios e florestas; trekkings, rafting, paragliding e surfing.

Com o gaúcho Luís na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

Com o gaúcho Luís na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


O mote também ilustra bem o nosso dia de hoje, saúde pura, pura vida. Apesar da noitada de ontem, não acordamos tarde. Acordar em frente à praia é sempre alto astral. Ainda mais com céu azul e longe de prédios e congestionamentos. Ao contrário, nossa pousada é em meio à coqueiros, longe de qualquer barulho da vida moderna, exeto alguma música relaxante de algum grupo praticando yoga.

Preparando-se para tentar surfar na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

Preparando-se para tentar surfar na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


Café da manhã com uma tijela cheia de frutas frescas, iogurte e granola. Depois, caminhada até o ponto que tínhamos combinado surfar. O café da manhã acabou demorando mais do que tínhamos esperado e chegamos meio atrasados no local de encontro com o gaúcho Luís. Ele já não estava mais lá e a gente teve de fazer o "sacrifício" de ficar naquela praia linda esperando, vendo a vida e as ondas passarem.

A Ana surfando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

A Ana surfando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


Bom, depois de um sacrifício de hora e meia que incluiu uma caminhada com o pé na água, um descanso na canga e uma seção de jacaré no mar, o Luís apareceu. Ele tinha achado que nós iríamos dar o bolo mas ao nos rever, foi buscar a prancha em casa. Assim, pudemos praticar a nobre arte, eu e a Ana, um de cada vez, por um bom tempo. Uma delícia! Finalmente, aquelas aulas lá na Ilha do Mel fizeram sentido! Aqui o mar estava melhor do que lá. É muito bom para iniciantes, ainda com medo de ondas grandes. Não seria nada mal passar uma semana por aqui, surfando diariamente por algumas horas para podermos passar da categoria "totalmente manés" para a categoria "parcialmente manés"...

Caminhando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

Caminhando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


Bom, dada a nossa agenda corrida de conhecer um continente inteiro em apenas 1000 dias, não temos esse tempo todo. O nosso próximo treino vai ter de ser em outra praia, quem sabe na Nicarágua. Mas aqui foi ótimo para ressuscitar aquele gostinho por esse esporte tão ligado à natureza. Uma delícia!

Mais um maravilhoso pôr-do-sol em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Mais um maravilhoso pôr-do-sol em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Despedimo-nos do muy simpático Luís e voltamos caminhando para a Ranchos Itaúna. Não tinha dito ainda, mas outra coisa legal foi que o Luís tinha nos conhecido pelo Globo Reporter! Estamos ficando chiques, hehehe!

Camarote para assistir ao pôr-do-sol na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Camarote para assistir ao pôr-do-sol na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


De volta no hotel, após sessão de tabalho na internet, tivemos mais um fantástico pôr-do-sol. Nós e uma galera, quase uma festa ao final da tarde. Dezenas de crianças e cães aproveitando as últimas luzes do dia enquanto adultos se acomodavam no lounge a céu aberto sob os coqueiros para admirar e fotografar aquele sempre "inédito" espetáculo diário. Tudo isso embalado com coquetéis e música louge ambiente. Muito legal!

O céu colorido de fim de tarde em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

O céu colorido de fim de tarde em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Pizza para mim, pela noite, enquanto a Ana ficou com uma suculenta carne à quatro queijos. Assim terminou o nosso dia de pura vida. Amanhã, rumo à Nicarágua via o Parque Nacional Tenório, onde está o rio Celeste. Sinceramente, duvido que dê tempo...

Durante o final de tarde, crianças e cachorros se divertem na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Durante o final de tarde, crianças e cachorros se divertem na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Costa Rica, Santa Teresa, Nicoya, Praia

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Reencontro no Alabama

Estados Unidos, Mississippi, Tupelo, Alabama, Tuscaloosa

Com a Jenn e o Andrew, em restaurante de Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Com a Jenn e o Andrew, em restaurante de Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Em Agosto de 1998 eu estava iniciando um mochilão pelo sudeste da Ásia, vindo da Austrália e Nova Zelândia, onde tinha viajado com um primo. A parte australiana, de Sydney à Darwin, já havia siso “solo”, mas para quem já mochilou pela Austrália, sabe que a gente nunca fica “solo” de verdade. Ficamos hospedados sempre nos “backpacker’s”, juntos com outras centenas de viajantes (os mochileiros movimentam milhões de dólares na economia australiana!) e, enfim, sempre estamos com alguém, nesse ou naquele trecho da viagem.

Chegando ao estado de Mississipi, nos Estados Unidos

Chegando ao estado de Mississipi, nos Estados Unidos


Enfim, após alguns deliciosos dias em Darwin, parti para um trecho mais aventuroso da viagem. Voei para Timor, na Indonésia, que na época ainda englobava Timor do Leste (hoje independente). O país estava em pleno furacão da crise asiática, a moeda derretendo, população das grandes cidades em polvorosa (no mal sentido!) e turistas, amedrontados, desaparecidos do país. Pois foi exatamente esse ambiente que fez da minha passagem por lá alguns dos melhores meses da minha vida.

Interseção de estradas secundárias no interior do Alabama, nos Estados Unidos

Interseção de estradas secundárias no interior do Alabama, nos Estados Unidos


Com 100 dólares por mês, se vivia como um rei. E como rei éramos tratados também em todos os lugares, pousadas, restaurantes, vilas, todos felizes de estarmos por lá, movimentando seu comércio, justo quando mais precisavam de nós. Podia-se contar turistas nos dedos e um deles era o simpático americano-argentino Andrew Dewar. Juntos com uma inglesa, e depois com um casal de escoceses, cruzamos as ilhas do sul do país, passando por Flores, Sumbawa, Komodo, Lombok e Gili Islands e, finalmente, chegando à Bali, aí sim ainda com turistas. Viajávamos no teto de ônibus, no convés de barcos, em vans apertadas. Foi um período inesquecível.

A enorme universidade em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

A enorme universidade em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Quatorze anos mais tarde, chegou a hora de rever o músico Andrew, hoje respeitável professor universitário na Universidade do Alabama. Casado com Jen, música e professora também, eles nos convidaram para ficar na casa deles em Tuscaloosa. Saímos de Graceland, cruzamos o Mississipi passando pela cidade natal de Elvis e chegamos ao Alabama, estado que eu só conhecia pelo filme de Forrest Gump. Já no estado, deixamos a autoestrada para trás e seguimos por um atalho por estradas secundárias, cortando as lindas e verdes paisagens do Alabama, maior clima de interiorzão. Ao longo da estrada, fazendas, pequenas cidades e postos de gasolina familiares. Paramos em um para abastecer e comer algo e tinha até um enorme cartaz glorificando o General Lee, principal líder militar sulista na Guerra de Secessão. Achei bem legal!

Aproveitando para trabalhar, na casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Aproveitando para trabalhar, na casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Em Tuscaloosa fomos otimamente recebidos pelo antigo amigo e pela simpaticíssima esposa. Moram numa casa joia, no meio de uma imensa área verde. Nosso plano era ir embora no dia seguinte, mas conseguimos marcar a revisão de 80 mil km da Fiona na concessionária Toyota para o dia seguinte, assim resolvemos ficar mais um dia inteiro por aqui. Foi ótimo para poder aumentar o tempo de convivência com os dois, que ficaram nos pajeando na cidade.

Lugar popular para se comer sanduíches de pernil em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Lugar popular para se comer sanduíches de pernil em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Na primeira noite, um jantar delicioso num dos bons restaurantes da cidade e, depois, bar com ótima música, vários dos músicos alunos dos nossos anfitriões professores. Hoje o almoço foi num lugar mais raiz, onde comemos um típico sanduiche de pernil do Alabama. Uma casinha que jamais teríamos achado se não estivéssemos com “guias locais”. Finalmente, no jantar de hoje, comida japonesa, pude devolver a gentileza do jantar anterior.

Fiona volta da revisão dos 80 mil km (casa do Andrew e da Jenn em Tuscaloosa, no Alabama - EUA)

Fiona volta da revisão dos 80 mil km (casa do Andrew e da Jenn em Tuscaloosa, no Alabama - EUA)


Bagagem da Fiona guardada na garagem da casa do Andrew e da Jenn em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Bagagem da Fiona guardada na garagem da casa do Andrew e da Jenn em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Ao longo do dia, enquanto aguardávamos a Fiona, pudemos trabalhar na internet e até fazer um cooper pelo parque ali do lado da casa deles. Quanto à Fiona, nessa importante revisão que é a dos 80 mil km, ela até ganhou filtros novos, trazidos pelo Rafa e entre para nós em Cuba. Afinal, aqui na América do Norte, não há “fionas” à diesel, e portanto, não há peças específicas para esse tipo de motor.

Correndo com o Andrew no parque ao lado da sua casa em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Correndo com o Andrew no parque ao lado da sua casa em Tuscaloosa, no Alabama - EUA


Amanhã, depois desse ótimo descanso por aqui, viajamos para New Orleans, uma das cidades americanas que mais queria conhecer! Bourbon Street, aí vamos nós!

O belo parque ao lado da casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

O belo parque ao lado da casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA

Estados Unidos, Mississippi, Tupelo, Alabama, Tuscaloosa,

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Leblon, Prainha e Marambaia

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Com a Íris, Bebel e Mel no Leblon, bem cedinho - Rio de Janeiro (RJ)

Com a Íris, Bebel e Mel no Leblon, bem cedinho - Rio de Janeiro (RJ)


Os dias continuam lindos no Rio, ensolarados e radiantes. Hoje começamos mais cedo. Acompanhamos a família Lemos Junqueira em excursão matutina à praia do Leblon. Logo cedinho, Pedro, Íris, Bebel e a simpática quadrúpede Mel foram dar um passeio e rápido mergulho aqui no início da praia. Eu e a Ana chegamos um pouquinho depois, em tempo de tomar conta da Mel enquanto a família, junta, entrava no mar. Depois, foi a nossa vez. Que bela maneira de começar um dia! É por essas e outras que sempre penso em, um dia, vir morar no Rio. Desde que seja nesse miolo Leblon-Lagoa-Ipanema. Para isso, preciso ganhar muito dinheiro pois tudo aqui é caro prá burro... “There’s no free lunch”, como diria o famoso economista.

Tomando conta da Mel no Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Tomando conta da Mel no Leblon, Rio de Janeiro - RJ


A praia a esta hora, numa quarta-feira, é bem vazia e muito agradável. Para quem tiver a chance, recomendo muito.

Pedro, Bebel e Íris entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ

Pedro, Bebel e Íris entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ


Depois, já na parte da tarde, após ficarmos presos no apartamento sem chave para sair, seguimos para outra das jóias da orla carioca: a Prainha. É a praia do Rio com mais cara de Ubatuba que eu conheço. Isolada, cercada de morros e pedras. Um delícia! Praia de ondas, faz a festa dos surfistas e de atores jovens globais. Para chegar lá, temos primeiro de cruzar a interminável Barra e seus infinitos condomínios. Chegando, parece que estamos em outra cidade, outro mundo. Principalmente em dias de semana porque nos sábados e domingos a Prainha lota e estacionar não é fácil.

Final de tarde na Prainha, no Rio Janeiro - RJ

Final de tarde na Prainha, no Rio Janeiro - RJ


Desta vez, até entramos no Parque Municipal da Prainha. Ali, fiquei sabendo que quase fizeram um condomínio no lugar, no final de década passada. Felizmente, associações de surfistas e a sociedade local se uniram contra essa idéia e o resultado foi esse. A Prainha continua lá, protegida por um parque. Muito legal mesmo!!!

Surfistas na Prainha, no Rio Janeiro - RJ

Surfistas na Prainha, no Rio Janeiro - RJ


Já no finalzinho da tarde, seguimos para Guaratiba para almoçar e ter uma vista privilegiada da Restinga da Marambaia, trecho quase virgem do litoral do estado, protegido por uma base da marinha. Lembro dos feriados que FHC passava por lá e da inveja que sentia... Enfim, a vista é mesmo linda. Só que os restaurantes que queríamos ir estavam fechados, infelizmente. O famoso Restaurante do Bira ou o da sua mãe, Tia Palmira. Acabamos indo no Quintal da Praia, mais simples, barato, comida saborosa e sem vista.

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ

Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ


Para os próximos dias, milhões de possibilidades na Cidade Maravilhosa. Não é à toa que tem essa alcunha. Vamos ter de escolher e, infelizmente, muita coisa vai ficar para trás. Se pudéssemos ficaríamos um mês por aqui, sem repetir programas...

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Leblon, Marambaia, Praia, Prainha

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Amizade: Da Internet Para a Vida Real

Argentina, Villa Nueva

Junto com a família do Che Toba, que viajou de carro até a California! (em Villa Nueva, na Argentina)

Junto com a família do Che Toba, que viajou de carro até a California! (em Villa Nueva, na Argentina)


Saímos ontem de Córdoba na direção de Rosário, duas das maiores cidades argentinas. Para quem leu o post anterior, sabe que fizemos um desvio para passar em Alta Gracia, onde ficamos até o meio da tarde. Àquela hora, seria uma longa viagem até Rosário, onde certamente chegaríamos apenas de noite. Mas isso não nos preocupava porque, na verdade, tínhamos uma outra parada pela frente. Quase na metade do caminho entre Córdoba e Rosario estão as cidades de Villa Maria e Villa Nueva que, juntas, formam o maior aglomerado urbano desse caminho. E é aí que mora o Che Toba e sua família, nossos mais novos amigos reais dessa viagem pelas Américas. Eles nos tinham convidado para passar a noite por ali e Rosario teria de esperar mais um pouco.



Nesses 1000 dias por todo o continente, temos feito incontáveis amigos. Muitos deles, conhecemos pelas cidades que passamos, gente que vive e trabalha por ali e acaba se encantando com a jornada que estamos fazendo. Mas há um outro grupo de pessoas que estão vivendo suas próprias jornadas e o que nos une é o fato de estarmos todos longe de casa. Bem ocasionalmente, conhecemos essas pessoas na estrada mesmo, o destino nos fazendo topar em algum lugar perdido do continente. Mas, o mais normal e que nos encontremos apenas virtualmente, através de fóruns de viajantes, redes sociais ou mesmo no google, que nos leva aos seus próprios blogs de viagem. Um bom exemplo disso é o Che Toba e sua família.

Alguns dos livros de viagens escritos por argentinos, na casa do Che Toba, em Villa Nueva, na Argentina

Alguns dos livros de viagens escritos por argentinos, na casa do Che Toba, em Villa Nueva, na Argentina


A Ana com o carro que levou a família do Che Toba até a California! (em Villa Nueva, na Argentina)

A Ana com o carro que levou a família do Che Toba até a California! (em Villa Nueva, na Argentina)


Quando viajávamos pelos Estados Unidos, já há mais de um ano, soubemos da história e passamos a acompanhar a aventura de uma família, pais e dois filhos, que haviam saído de carro aqui da Argentina rumo à California, mais precisamente, à sede mundial do Google. O Che Toba, que está no meio de internet há muito tempo, tinha esse sonho e fez esse projeto, chegar até lá e ser recebido por Larry Page, Sergey Brin e companhia. Queria dar uns conselhos a eles. Enfim, cada louco com sua mania e nós começamos não só a acompanhá-los, mas também a interagir com eles. Resumindo, viramos amigos virtuais!

A Fiona com a Gauchita na casa do Che Toba, em Villa Nueva, na Argentina

A Fiona com a Gauchita na casa do Che Toba, em Villa Nueva, na Argentina


O Che Toba tem um dos sites de viagem mais acessados da Argentina. Morou muito tempo em Ilha Grande e adora o Brasil, sua segunda pátria. É casado com a médica Marcela, pais da Sofia e Tobias. Há muito tempo atrás, passando com a esposa Marcela por Villa Nueva, perguntou: “Nossa, quem é que moraria nessa cidade?”. Pois é, quis o destino que sua família viesse morar aqui. E quis o destino também que a gente se conhecesse pela internet e que hoje, aqui em Villa Nueva, ele nos recebesse para passar a noite.

Delicioso jantar com a família do Che Toba na sua casa em Villa Nueva, na Argentina

Delicioso jantar com a família do Che Toba na sua casa em Villa Nueva, na Argentina


Bom, o plano era “a noite”. Mas conversa vem, conversa vai, a noite virou mais um dia e uma outra noite. Assunto não faltava. Oportunidade para um legítimo asado argentino (próximo post!) também não! A chance de passar todo um dia com uma típica família argentina não podia ser perdida. Ainda mais num dia de eleições legislativas do país, festa democrática no país hermano. Soma-se a tudo isso várias Quilmes geladas e bons vinhos mendocinos e fica bem explicado por que Rosário teve de esperar mais outro dia...

Parque em Villa Nueva, na Argentina

Parque em Villa Nueva, na Argentina


Igreja em Villa Nueva, na Argentina

Igreja em Villa Nueva, na Argentina


Enfim, chegamos aqui no final do dia 26 e fomos recebidos de braços abertos, com comida e vinho. Depois de algumas horas de conversas sobre nossas respectivas histórias de vida e de viagens, já tínhamos combinado de passar o dia de hoje juntos. Ainda mais quando surgiu a ideia do asado. E assim foi durante boa parte do manhã e tarde de hoje, preparação da churrasqueira e da carne e o banquete que se seguiu.

Colégio onde se realiza votação de eleições legislativas em Villa Nueva, na Argentina

Colégio onde se realiza votação de eleições legislativas em Villa Nueva, na Argentina


Che Toba e sua filha Sofia aguardam na fila sua vez de votar, em Villa Nueva, na Argentina

Che Toba e sua filha Sofia aguardam na fila sua vez de votar, em Villa Nueva, na Argentina


Finalmente, nos últimos momentos do 2º tempo da prorrogação, o Che Toba e família foram para o centro votar. A mesma coisa que costumo fazer no Brasil, fugindo da movimentação das manhã. Nós fomos com eles, para ver de perto e com os próprios olhos que eleição por lá é como no Brasil. As seções eleitorais são montadas em colégios da cidade, uma urna por sala. Do lado de fora, muitos santinhos de candidatos, do lado de dentro filas de votação, fiscais de mesa e de partidos, clima tranquilo. Meia hora e os dois, além da filha Sofia que já pode votar também, já tinham cumprido suas obrigações cívicas.

Passeio no cemitério em Villa Nueva, na Argentina

Passeio no cemitério em Villa Nueva, na Argentina


Passeio no cemitério em Villa Nueva, na Argentina

Passeio no cemitério em Villa Nueva, na Argentina


De noite, acompanhamos juntos e vibramos juntos com a apuração. Para felicidade deles e nossa, o Kirchnerismo saiu derrotado, sepultando de vez as chances de uma nova reeleição de Cristina, em 2015. Parlamento renovado, ela perdeu a ampla maioria que necessitava para aprova a emenda de mudança constitucional. Enfim, lá ainda mais do que aqui, é preciso renovar! Faz bem para o país e, principalmente, para a democracia.

Um cão monta guarda na entrada do cemitério em Villa Nueva, na Argentina

Um cão monta guarda na entrada do cemitério em Villa Nueva, na Argentina


Coruja nos fita na área rural de Villa Nueva, na Argentina

Coruja nos fita na área rural de Villa Nueva, na Argentina


Entre a votação e a apuração, ainda tivemos tempo de dar um bom passeio, primeiro de carro pelo centro e depois a pé pela periferia, onde ele mora. Ali perto de sua casa, uma das atrações é o cemitério! E para chegar até lá, campos cheios de corujas! Enfim, sempre boas oportunidades para fotos.

Quilmes com empanadas, mais argentino, impossível! (em Villa Nueva, na Argentina)

Quilmes com empanadas, mais argentino, impossível! (em Villa Nueva, na Argentina)


Na manhã seguinte, com 24 horas de atraso, saímos para Rosário. Pela frente, num espaço de tempo cada vez mais apertado, as duas cidades mais ricas do país, Rosário e Buenos Aires. Atrás, ficava uma antiga amizade virtual, agora sim transformada numa verdadeira amizade real. Dessas que não ficam para trás, perdidas nas ondas eletromagnéticas da realidade virtual.

Hora da despedida em Villa Nueva, na Argentina

Hora da despedida em Villa Nueva, na Argentina

Argentina, Villa Nueva,

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O Caiaque em Fajardo - P. Rico

Porto Rico, Fajardo

Início do passeio de caiaque em direção à baía bioluminescente, em Fajardo - Porto Rico

Início do passeio de caiaque em direção à baía bioluminescente, em Fajardo - Porto Rico


Finalmente, chegou por email a foto que compramos do nosso passeio de Caiaque pelo mangue em direção à baía luminescente, em Fajardo, que descrevi no post abaixo "Show de la Naturaleza"

Foi surreal, remar no escuro, num estreito canal atravessando o mangue e chegar naquela laguna onde a água brilhava a cada movimento...

Porto Rico, Fajardo,

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Pelo Chaco Paraguaio

Paraguai, Asunción

Dia de céu azul no Chaco paraguaio, região de Filadelfia

Dia de céu azul no Chaco paraguaio, região de Filadelfia


Iniciamos hoje nossa travessia do famoso "Chaco" , uma enorme planície que se extende do rio Paraguay até a fronteira com a Bolívia. Apesar de representar a grande maioria do território, apenas 3% da população do país vivem nessas terras inóspitas, alagadas durante os meses de chuva e seca nos meses de inverno. A mítica rodovia Transchaco já foi considerada uma das mais aventureiras do continente, mas hoje em dia está em grande parte asfaltada e a única dificuldade é não cair no sono nas suas intermináveis retas.

Pedágio para cruzar a ponte sobre o rio Paraguay, na periferia de Asunción

Pedágio para cruzar a ponte sobre o rio Paraguay, na periferia de Asunción


Saindo de Asunción a gente cruza a Ponte Remanso, sobre o rio Paraguay, paga um pedágio de 5 mil guaranis (uns dois reais) e temos à nossa frente as planícies infinitas onde as maiores elevações, pelo menos há dez anos atrás, eram as copas das árvores. Hoje, são as torres de comunicação, que podem ser vistas a dezenas de quilômetros. Fora isso, é tudo plano a se perder de vista.

Cruzando o Rio Paraguay, em direção à região do Chaco, no oeste do país (na saída de Asunción - Paraguai)

Cruzando o Rio Paraguay, em direção à região do Chaco, no oeste do país (na saída de Asunción - Paraguai)


Logo no início da estrada, placas nos dão as distâncias. Tudo na casa das centenas de quilômetros, inclusive a fronteira com a Bolívia, nosso objetivo, que está a uns 800 km de distância. Para hoje, nosso objetivo foi a cidade de Filadelfia, a pouco mais de 400 km de Asunción.

À nossa frente, as infinitas planícies do Chaco paraguaio (na saída de Asunción - Paraguai)

À nossa frente, as infinitas planícies do Chaco paraguaio (na saída de Asunción - Paraguai)


A viagem transcorreu sem problemas e o grande evento fou uma parada ordenada pela polícia. Apesar dos vários avisos recebidos no Brasil e pela internet, fomos muitíssimo bem tratados e nem se falou em "propina". O único momento de tensão foi quando me perguntaram e insistiram sobre o tal "permiso" para viajar de carro no país, ao qual respondi e reiterei de que não era necessário, por sermos brasileiros em carro brasileiro, país pertencente ao Mercosul. Os guardas não mais insistiram e a conversa seguiu sobre os nossos planos de viagem. Com a bela e falante Ana ao meu lado, sempre fica mais fácil ficar amigo das pessoas, hehehe.

Rumo à Bolívia, quase 800 km à frente. Nosso objetivo hoje foi a cidade de Filadelfia (na saída de Asunción - Paraguai)

Rumo à Bolívia, quase 800 km à frente. Nosso objetivo hoje foi a cidade de Filadelfia (na saída de Asunción - Paraguai)


Chegamos na germânica Filadelfia no final do dia. Por aqui, tanto a arquitetura como a língua nos fazem crer estar na Europa e não no Paraguai. Mas a presença de população indígena sempre nos traz de volta à América do Sul, hehehe. Toda a região foi colonizada pelos menonitas, alguns vindos do Canadá, outros da Alemanha e outros da Ucrânia soviética, ainda nos anos 30. Por aqui ficamos no hotel Florida, o que fez aumentar a confusão mental: hotel Florida, em Filadelfia, Paraguai, habitado por ucranianos soviéticos e canadenses menonitas falantes de alemão. Hmmmm.... entendi, faz todo o sentido, hehehe Para completar, só faltava jantar no restaurante ao lado, onde servem churrasco no estilo brasileiro! Pronto! Estávamos prontos para dormir e partir rumo à Bolívia...

Estrada corta a infindável planície do Chaco paraguaio na região de Filadelfia

Estrada corta a infindável planície do Chaco paraguaio na região de Filadelfia

Paraguai, Asunción,

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Os 1000dias nas 1000ilhas

Canadá, 1000 Islands

Construções excêntricas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Construções excêntricas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


A primeira vez que ouvimos falar da região das 1000 ilhas, ou Thousand Islands, foi quando mergulhávamos nas cavernas da Flórida. Conversando com o nosso guia de lá, o Tony Flares, sobre lugares legais para se mergulhar nos EUA, ele citou esse lugar, na região dos Grandes Lagos. O nome logo nos atraiu, por motivos óbvios, e logo estávamos lendo sobre ele, além de observá-lo com a ajuda do fantástico Google Maps. Sabíamos que um dia chegaríamos lá e hoje, eis que estamos aqui, hehehe!

Passeio de barco pelas 1000 Islands, fronteira de Canadá e Estados Unidos

Passeio de barco pelas 1000 Islands, fronteira de Canadá e Estados Unidos


As tais 1000 ilhas são, na verdade, cerca de 1.800, todas no rio São Lourenço, fronteira do Canadá com Estados Unidos. As ilhas estão divididas entre os dois países, a maioria na parte canadense, mas as maiores na parte americana, de tal forma que, em termos de área, a divisão seja equitativa.

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Esse verdadeiro arquipélago de água doce, formado durante a última glaciação (tinha de ser!), forma baías e enseadas lindíssimas, a cor da água parecida com a nossa baía de Angra dos Reis. A diferença é que boa parte das ilhas já está ocupada ou urbanizada, principalmente na parte americana. A parte canadense é mais bem protegida, alguns parques protegendo esse verdadeiro patrimônio natural da especulação imobiliária.

Nosso meio de transporte na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Nosso meio de transporte na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Uma das pequenas ilhas entre as mais de mil da região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos

Uma das pequenas ilhas entre as mais de mil da região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos


Nós chegamos ontem de noite na cidade de Brookfield, onde o arquipélago começa, no lado leste. Mas a pousada que tínhamos escolhido estava lotada. O dono, muito simpático, nos ajudou a encontrar outra, além de já dar umas dicas da região. A outra pousada era em Gananoque, no extremo leste das 1000 Ilhas. Até lá, meia hora de estrada cênica ao lado do rio. Mesmo com o tempo chuvoso, impossível não reconhecer a beleza da paisagem.

Passagem estreita entre ilhas das região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos

Passagem estreita entre ilhas das região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Estados Unidos


Também o dono da pousada por aqui, onde ficamos, foi muito simpático. Estudioso das culturas indígenas, possui uma grande coleção de máscaras na pousada, onde são parte da decoração. A Ana foi à loucura, fã que é desse tipo de arte. Além das máscaras, o dono da Turtle Island (nome da nossa pousada) ainda deu as dicas dos passeios de barco na região, a melhor maneira de se conhecer um pouco das 1000 Ilhas.

Uma das ilhas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Uma das ilhas na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


E assim, hoje cedo, apesar da chuva, lá estávamos nós a bordo de um dos barcos que faz o tour de 2h 30min pelo arquipélago, contando as histórias da formação geológica, das guerras, curiosidades e ocupação imobiliária e turística da área. O barco nos leva através das ilhas, dos dois lados da fronteira, para podermos ver de perto suas belezas naturais e o estilos das enormes mansões e até um castelo que foi construído em suas ilhas.

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Só faltou o céu azul para ajudar nas fotos. Nas fotos e no nosso ânimo de encarar um mergulho em um dos muitos naufrágios da região. Mas o tempo ficou nublado mesmo e preferimos ficar com nossos casacos ouvindo as informações dadas ao longo do tour. Histórias do castelo construído pelo dono do Astoria de Nova York para a sua esposa, ou da menor ponte internacional do mundo, com poucos metros, ligando uma ilha canadense à outra americana. Na verdade, a pequena ponte só está lá para aparecer no Guinness e atrair turistas, já que ninguém mora na ilha americana, com poucos metros de diâmetro. A ponte de verdade mesmo, esta é enorme, passando por todo o rio e por duas das maiores ilhas, ligando os dois países.

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Passeio de barco na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Depois do passeio de barco e sem muito ânimo para mergulhar, seguimos viagem para Kingston, antiga capital do país, também na orla do Rio são Lourenço, 20 minutos seguindo o curso do rio. A capital foi transferida daí para Ottawa ainda na primeira metade do século XIX, como medida protetora contra uma possível ameaça americana. A memória de guerra de 1812 estava forte e ninguém queria arriscar.

A menor ponte internacional do mundo, ligando uma ilha canadense à outra americana, na região de 1000 Islands

A menor ponte internacional do mundo, ligando uma ilha canadense à outra americana, na região de 1000 Islands


Além de transferir a capital, os ingleses também construíram o Fort Henry, hoje uma das grandes atrações turísticas de Kingston. Foi aí nossa primeira parada, de onde se tem uma bela vista da cidade e do rio São Lourenço. Além disso, ainda tivemos a sorte de presenciar um magnífico show de gaita de fole, dada por um cara em roupas típicas escocesas.

Pequena casa com seu 'carrinho' na garagem, na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

Pequena casa com seu "carrinho" na garagem, na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


O famoso castelo na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos

O famoso castelo na região de 1000 Islands, na fronteira de Canadá e Esatdos Unidos


Seguimos para a cidade, que hoje é um importante centro estudantil da província de Ontario. Até por isso, é cheia de bons restaurantes com preços civilizados. A gente se esbaldou em um deles, mais alternex, cercados por estudantes universitários.

Em trajes típicos, um belo show de gaita de fole, na cidade de Kingston, antiga capital do Canadá, na região das 1000 Islands

Em trajes típicos, um belo show de gaita de fole, na cidade de Kingston, antiga capital do Canadá, na região das 1000 Islands


Depois de um rápido passeio para fazer a digestão, seguimos viagem para Toronto, a maior cidade do país. Na verdade, seguimos para uma cidade satélite, Markham, onde moram dois amigos nossos de Curitiba, o Alê e a Dani. A casa deles será a nossa casa pelos próximos dias. Mais uma vez, tão longe de casa, encontramos um lar, doce lar, o que torna a nossa viagem muito mais humana! Graças aos amigos e parentes do caminho! O casal, junto com o Lucas, filho figuraça de 6 anos, nos recebeu de braços abertos e com um delicioso salmão para jantar. Que delícia é estar entre amigos...

Recebidos pelo Alê e pela Dani com delicioso jantar em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Recebidos pelo Alê e pela Dani com delicioso jantar em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Canadá, 1000 Islands, Guananoque, Kingston

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Novos Vídeos

Brasil, São Paulo, Cananéia/Ilha Comprida

A Ana acaba de colocar novos vídeos no YouTube!

Fazem parte da série de vídeos "Soy Loco Por Ti America", com depoimentos de pessoas sobre as cidades onde vivem. Para quem quer praticar o português, espanhol ou inglês, estão ótimos

Confiram no nossa canal no YouTube, no link abaixo

http://www.youtube.com/user/1000diasAmerica

Brasil, São Paulo, Cananéia/Ilha Comprida,

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23 Meses Depois...

Venezuela, Santa Elena, Brasil, Roraima, Serra_do_Tepequem

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima


No dia 15 de Julho de 2011 deixávamos o Brasil, lá em Foz do Iguaçu, a bordo da nossa Fiona. De lá para cá, foram oito países na América do Sul, os sete países da América Central e os três da América do Norte, todos eles no retrovisor da Fiona. Além disso, percorremos também um sem número de ilhas no Caribe, Galápagos, Havaí e Groelândia. Na bagagem, geleiras e desertos, montanhas e vulcões, metrópoles e vilarejos, o hemisfério norte e o sul. Baleias e tubarões, ursos e macacos e a inesquecível aurora boreal. Tudo isso para, finalmente, aqui em Santa Elena, na Venezuela, voltarmos à pátria querida, onde se fala o bom e velho português e se come arroz, feijão e farofa.

Fronteira de Venezuela e Brasil, em Santa Elena

Fronteira de Venezuela e Brasil, em Santa Elena


Estamos de volta ao Brasil para mais uma temporada nacional, cruzando a região norte em direção aos estados que ainda não passamos, como Rondônia e Acre. Mas antes de chegarmos lá, ainda tem muita coisa para ver em Roraima e Amazonas, estados já visitados, mas que ainda tem muito para nos mostrar. O retorno ao Brasil foi sim, emocionante. Mas os problemas mundanos logo começaram a aparecer...

Ao deixarmos Santa Elena, ainda do lado venezuelano, passamos pelo posto de combustível criado apenas para carros brasileiros. A gasolina ainda é bem mais barata que no Brasil, mas já muito mais caro que nos postos “normais” da Venezuela. Acontece que, num raio de 200 km, é só mesmo aqui que os carros brasileiros são autorizados a abastecer. Enfim, passamos por lá e estava super lotado. Desanimados, resolvemos abastecer do lado brasileiro mesmo, na cidade de Pacaraima

Posto para brasileiros lotado em Santa Elena, na Venezuela

Posto para brasileiros lotado em Santa Elena, na Venezuela


Os trâmites fronteiriços são bem rápidos, mas logo que entramos do lado de cá, descobrimos que o posto mais próximo estava em Boa Vista, centenas de quilômetros ao sul. A Fiona tinha combustível para uns 50 quilômetros, no máximo. Não tínhamos escolha: teríamos de voltar à Venezuela. Para complicar, quase já não tínhamos mais bolívares, mas eles aceitam reais nesse posto. Só que também não tínhamos muitos reais. Bom, para isso, basta ir no banco, afinal, estamos no Brasil. É, mais ou menos. Em Pacaraima, se você não é cliente do Bradesco, Banco do Brasil ou Caixa Econômica, você está lascado. Era o nosso caso. O meu cartão, que tira dinheiro em qualquer lugar do mundo, não tira em Pacaraima.

Buscando informações sobre a estrada para Uiramutã, em Roraima

Buscando informações sobre a estrada para Uiramutã, em Roraima


Tivemos de apelar para os bons e seguros dólares. Nunca tinha me imaginado trocando dólares no Brasil para conseguir reais, mas assim foi. Deu um trabalho danado achar alguém que trocasse. Não porque não queriam dólares, mas porque não tinham reais. Enfim, achei um cambista na rodoviária e trocamos. O montante exato para botarmos combustível e sobrevivermos no Brasil até chegarmos em Boa Vista, onde teria acesso aos bancos novamente.

Voltamos à Venezuela e, seguindo a orientação de pessoas de Pacaraima, fomos ao policial que toma conta da fila do posto para pedir para furar a fila. Eles dão prioridade á turistas por ali. Enfim, resolvemos esse problema e abastecemos a Fiona. Agora, podíamos seguir viagem.


De volta ao Brasil em Pacaraima (A), pensamos em ir até Uiramutã (B), mas o combustível não daria. Seguimos então para a Serra do Tepequem (C)

Para onde? Esse era o ponto! Faz tempo que queria conhecer as belezas naturais de Uiramutã, o município mais ao norte do Brasil. Fica em plena reserva Raposa da Serra do Sol e tem belíssimas cachoeiras. O problema é a dificuldade de acesso e a dependência do bom humor dos índios, senhores da região. Seriam quatro horas de estrada de terra para chegarmos lá. Aí, conversa com os caciques para ver qual cachoeira poderíamos visitar. E se fôssemos para lá, teríamos de seguir diretamente para Boa Vista, sob pena de ficarmos sem combustível outra vez.

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima

As belezas do caminho para a Serra do Tepequem, no norte de Roraima


Ou seja, não poderíamos ir à outro belo destino, a Serra do Tepequem. Enfim, resumindo, por causa do combustível e da data marcada para chegarmos à Boa Vista, de onde voaremos no dia 19 para o sul, tínhamos de escolher entre os dois destinos. A vontade e curiosidade maior eram por Uiramutã, mas a maior facilidade da Serra do Tepequem falou mais alto. Para lá, a estrada era de asfalto e as cachoeiras não precisam de salvo-conduto para serem visitadas. Uiramutã será sempre um ótimo motivo para voltarmos a esse canto tão isolado do Brasil.

Venezuela, Santa Elena, Brasil, Roraima, Serra_do_Tepequem,

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Antígua Sem Barbuda

Antígua E Barbuda, Darkwood Beach, English Harbour, Saint Johns

Fim de tarde na tranquila Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

Fim de tarde na tranquila Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


Hoje era o dia de deixarmos Barbados para trás e iniciar nova etapa desse tour pelo leste do Caribe. Voamos pela manhã com a Liat, a principal companhia aérea da região, para Antígua. O próximo voo está marcado para o dia 6, de Antígua para a francesa Guadalupe. Nesse meio tempo, nossa ideia era visitar também as ilhas de Barbudas, a irmã menor de Antígua, e Montserrat, a nação que quase desapareceu sob um vulcão nos últimos vinte anos. É possível ir de barco para essas duas ilhas a partir de Antígua e era esse o nosso plano.

Chegando ao aeroporto de Antígua, no Caribe

Chegando ao aeroporto de Antígua, no Caribe


Assim, chegamos ao aeroporto de Antígua, pegamos alguns mapas na oficina turística e seguimos de táxi para a capital, a cidade de St John’s. A cidade não é das mais atrativas e os turistas costumam seguir diretamente para algum dos resorts nas belas praias do país. Mas é da capital que saem os barcos para as ilhas vizinhas e nós precisávamos armar nosso roteiro para esses poucos dias até aqui. A gente se instalou num hotel bem no centrinho, perto dos piers onde chegam os cruzeiros durante a temporada e corremos para o porto, em busca de informações.

Mapa mostrando Antígua, Barbuda e Montserrat e suas posições relativas, no Caribe

Mapa mostrando Antígua, Barbuda e Montserrat e suas posições relativas, no Caribe


Pois é, uma coisa é a teoria e a outra é a prática. Fora de temporada turística (estamos agora é no início da temporada dos furacões!), o movimento cai muito e, consequentemente, diminuem os barcos para Barbudas e para Montserrat. Essa última é nossa prioridade faz tempo, desde a primeira que que a sobrevoamos, há mais de um ano, e vimos seu vulcão ativo lá de cima, soltando fumaça. Além disso, a ilha tem fama de ótimo ponto para mergulhos, uma de nossas paixões.

Caminhando pela tranquila orla de St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Caminhando pela tranquila orla de St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Enfim, para lá queremos ir de qualquer maneira. Tinha um ferry hoje de tarde e outro para amanhã de tarde. Depois, só daqui a 5 dias. Para voltar, se formos hoje, poderíamos voltar amanhã de manhã. E se formos amanhã, só poderíamos voltar na próxima quinta. As duas opções eram completamente inviáveis, já que precisamos de pelos menos 24 horas por lá e temos de estar de volta aqui até quarta. Restou o plano B: ir de ferry e voltar de avião.

Saída de escola em St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Saída de escola em St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Aí, começou outra corrida. Os aviões que fazem a linha são bem pequenos, para apenas 6 passageiros. Depois de muito trabalho em encontrar uma agência de viagens que trabalhasse com a SVG, a empresa que faz a linha, descobrimos que os voos estavam todos reservados. Com muito trabalho, conseguimos marcar e comprar passagens de volta para terça de noite. Assim, Montserrat estava garantida. Em compensação, a depopulada Barbudas dançou...

O simpático e irriquieto filho da agente de turismo na oficina do porto de St John's, a capital de Antígua, no Caribe

O simpático e irriquieto filho da agente de turismo na oficina do porto de St John's, a capital de Antígua, no Caribe


É... teríamos o resto do dia de hoje e amanhã até o final da tarde aqui em Antígua. Voltamos na terça, no final do dia e, já na quarta bem cedo, voamos para Guadalupe. Em Barbudas, vamos perder uma colônia de fragatas (que atrai os amantes de pássaros; nós preferimos os peixes) a alguma praias desertas, que também existem aqui em Antígua, até mais bonitas. Acho que, no final, não ficou tão ruim...

Em reforma, a bela Catedral Anglicana de St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Em reforma, a bela Catedral Anglicana de St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Então, sem perder mais tempo, alugamos um carro e partimos para a exploração da ilha. Antígua, como quase todas as ilhas do Caribe, foi descoberta e nomeada por Colombo, no final do século XV. E assim como as outras ilhas pequenas, não recebeu muita atenção dos ibéricos, que se concentraram nas maiores, depois de escravizar os índios das menores e levá-los para trabalhar em suas colônias. Deste modo, foi só na metade do séc XVII que a ilha foi ocupada pelos ingleses, a nova potência colonial.

Influência inglesa em St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Influência inglesa em St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Depois do algodão e do tabaco, foi a cana que se estabeleceu, no regime de plantations. Como se sabe, com muita mão-de-obra negra vinda da África e que, hoje, é predominante na população local. Com exceção de uma breve ocupação francesa, os eternos inimigos dos ingleses, a ilha permaneceu britânica até a década de 60 do século passado, tornando-se então independente, mas ainda dentro do Commonwealth (a Rainha Elizabeth é a Chefe de Estado).

A bela praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

A bela praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


Nós seguimos para a praia de Blackwood Bay, na costa sudoeste da ilha. Das melhores praias, é a mais próxima da capital, que está na costa noroeste de Antígua. Como queríamos chegar logo para ainda aproveitar o mar, foi a escolha óbvia. E assim foi, não demorou muito e já estávamos deitados na areia, um delicioso mar de águas azuis à nossa frente. Caminhamos, nadamos, bebemos uma cerveja e desfrutamos desse paraíso caribenho enquanto o sol abaixava no horizonte.

Celebrando o sol e o mar na praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

Celebrando o sol e o mar na praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


Foi preciso muita força de vontade para deixar a praia e seguir para o próximo destino, English Harbour, na costa sul da ilha. Queríamos ver ruínas de um forte ali e também jantar, pois a região era muito recomendada gastronomicamente falando, pelo nosso guia. No caminho, ainda passamos pelo interior de Antígua, montanhoso e com diversas plantações de banana. Não demora muito para perceber que estamos numa ilha tropical!

Plantação de bananeiras próximo à Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

Plantação de bananeiras próximo à Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


English Harbour era a principal base de proteção da ilha, no período colonial. Chegamos bem em tempo de, com uma rápida caminhada, chegar até o alto da península onde estava o forte. Uma vista lindíssima do mar à nossa frente e da baía ao nosso lado, uma espécie de mini-fiorde, tomado por marinas e veleiros de gente bacana.

A histórica English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

A histórica English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe


Ao pé do forte, hoje, há um hotel mais chique. Estava se preparando para a celebração do jubileu da rainha, o grande evento dos próximos dias em toda a comunidade britânica. Na pequena cidade aqui do lado, bons restaurantes e bares, cheio dos turistas que não tínhamos visto na capital St John’s. Não podemos culpá-los pelo bom gosto que têm!

A histórica English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

A histórica English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe


Já na noite escura e muito bem alimentados, dirigimos de volta para o nosso hotel, lá em St John’s. Atravessamos o país! Tudo bem que só demorou 30 minutos, mas o fato é que atravessamos o país, hehehe. Estou craque na tal mão inglesa. Só falta parar de confundir o pisca-pisca com o limpador de para-brisa...

Visitando as ruínas do forte de English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

Visitando as ruínas do forte de English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe


Amanhã, temos o outro lado de Antígua para explorar. Dizem que as praias ainda são mais bonitas. Nosso limite é ter de estar de volta, no porto, até às quatro da tarde. De novo, atravessaremos o país, ida e volta. Ainda bem que é uma ilha pequena...

Fim do dia nas ruínas do antigo forte em English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

Fim do dia nas ruínas do antigo forte em English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

Antígua E Barbuda, Darkwood Beach, English Harbour, Saint Johns, história, Praia

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