0
Arquitetura Bichos cachoeira Caverna cidade Estrada história Lago Mergulho Montanha Parque Patagônia Praia trilha vulcão
Alaska Anguila Antártida Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Falkland Galápagos Geórgia Do Sul Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Islândia Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Uruguai Venezuela
Por motivos vários, os nossos blogs ficaram meio desatualizados. O meu m...
Foi com dor no coração que deixamos a saída para Valdez à nossa direi...
Hoje foi dia de viagem. São vários os caminhos de Terra Ronca para a Ch...
Flavia (04/01)
Flavia (04/01)
Flavia (04/01)
Vinícius (30/12)
Po vocês são muito doidos de ir pra Groelândia ,mas to achando incrív...
Andreza (28/12)
Parabéns pelo site, Rodrigo e Ana. Confesso que descobri a pouco tempo e...
Partindo de Chapada Gaúcha, penso em políticos e escorpiões. Qualquer semelhança foi mera coincidência, hehehe.
É incrível a moral que nosso "grande líder" tem por aqui. Tudo devido ao programa Luz Para Todos. Beneficiou muita gente na região. O único que faz frente a ele é o Aécio. Esse, devido às estradas asfaltadas. Dilma, Anastasia, Serra, estes não são muito conhecidos não. Têm uma certa simpatia pela Marina, principalmente as pessoas envolvidas com o parque. Disseram-me que se o candidato do PSDB fosse o Aécio, ganharia de lavada. E se fosse o Lula, ganhava também. E um contra o outro? Cara de interrogação. Bom, deixando o terreno do "se" e voltando ao mundo real, só sabem que votarão no Aécio para senador e não votarão no Hélio Costa para governador. O resto está em aberto...
Quanto aos escorpiões, a Ana achou um hoje, no nosso quarto, andando tranquilamente entre nossas mochilas, roupas e livros. Sua tranquilidade contrastava com a "pouca tranquilidade" da Ana, ao avistá-lo. Bom, a tranquilidade dele não durou muito, pelo menos até descobrir o peso do meu chinelo. Aí, ele ficou tranquilo para sempre. Mas não nós. Fizemos um pente fino na nossa bagagem mas estamos meio cabreiros de colocar nossas mãos dentro das mochilas ou dos sapatos.
Políticos e escorpiões. Sempre nos surpreendendo...
Pier avança sobre o lindo mar de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Na madrugada de ontem, ao descer as escadas da casa da Marília e do David, lá estava ele a nos esperar, para despedir-se e também certificar-se que não perderíamos o avião. Bem, não perdemos! Eram seis da manhã quando chegamos ao aeroporto em Castries para devolver o carro e fazer o check-in. Antes das oito decolávamos e vinte minutos mais tarde estávamos pousando em Kingstown, a capital de São Vicente e Granadinas.
Terminal de ferries da capital de São Vicente, no Caribe
Viajando e aprendendo! Descubro agora que foi aqui, em São Vicente, que os índios Caribs mais resistiram à dominação europeia. Pensava que havia sido em Dominica, única ilha do Caribe onde ainda existe uma comunidade desses índios. Também descobri o porquê disso...
Deixando para trás Kingstown, a capital de São Vicente, no Caribe
Conforme os índios Caribs foram sendo exterminados ou expulsos das outras ilhas, eles foram migrando para São Vicente, seu grande bastião aqui no Caribe. Até franceses e ingleses reconheciam isso e, por meio de tratados, definiam a ilha como um local “neutro” na sua eterna luta de supremacia na região. Outro ponto que tornava a ilha especial foi que também negros fugidos e rebelados contra a escravidão buscavam refúgio em São Vicente. Aqui, acabaram por se mesclar com os indígenas, formando um grupo conhecido como “Black Caribs”.
No ferry entre San Vincent e Bequia, uma das Granadinas
No ferry entre San Vincent e Bequia, uma das Granadinas
Bom, como era usual naquela época, os tratados eram desrespeitados e os ingleses ocuparam a ilha, enfrentando uma aguerrida resistência dos Black Caribs. Por fim, já no final do séc. XVIII, os ingleses deportaram à força 5 mil indígenas para a ilha de Roatan, na costa de Honduras. Mais ou menos como Stálin faria quase duzentos anos depois, com diversas populações no Cáucaso, para garantir o controle russo da região. Os Caribs sentiram o golpe e finalmente se submeteram ao controle colonial.
Descansando no ferry entre São Vicente e Bequia, uma das Granadinas
Chegando à ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas
Outra tragédia aguardava a população indígena. No dia 7 de Maio de 1902, um dia antes da grande erupção do Mt. Pelée, na vizinha Martinica, o vulcão Soufriere entrou em erupção por aqui. Cerca de 1.600 pessoas morreram, todos parte da população Carib que vivia aos pés da montanha. É por isso que hoje, a única população remanescente de Caribs está em Dominica.
Muitos veleiros na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Caminhando para o hotel pela orla de Port Elizabeth, a capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Hoje, a principal atração turística da ilha de São Vicente é exatamente o trekking até o alto do vulcão adormecido. Saindo da capital Kingstown, é um programa entre 5 e 6 horas, contando o deslocamento de carro também. Nós estávamos na dúvida se faríamos ou não, pois estamos com tempo contado para chegar até Granada, de onde voaremos para Barbados no dia 1º. Fazendo as contas, e considerando que queríamos conhecer também as Granadinas, a cadeia de pequenas ilhas que se estende de São Vicente até Granada, vimos que não teríamos tempo, infelizmente. Tivemos de escolher entre as praias paradisíacas e o famoso vulcão e, estando nos nossos últimos dias no Caribe, acabamos optando pela primeira opção.
Praia paradisíaca na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Desse modo, nossa experiência na ilha de São Vicente, a principal do país, foi tomar um táxi do aeroporto até o porto, seguindo pela estrada cênica. O ferry partiu cinco minutos depois de chegarmos e pudemos admirar a cidade de Kingstown, espremida entre as montanhas e o mar, enquanto nos afastávamos em direção ao sul.
Jogando Bets em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Nosso destino era a ilha de Bequia, a primeira e a mais popular das Granadinas. Só tivemos um certo problema em pronunciar corretamente o seu nome. Por mais pausadamente que eu dissesse o seu nome, ninguém me compreendia. Tive de mostrar por escrito para alguém dizer: “Bek-uei! You wanna go to Bek-uei!”. Okay, então Bequia é “Bek-uei”…
A maré forma pequenas piscinas em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Então, uma hora mais tarde, ainda antes das 10 da manhã, chegamos ao nosso destino: Port Elizabeth, a principal cidade da pequena ilha. Aí, de mochila nas costas (é aqui no Caribe, sem a ajuda da Fiona, que eu me sinto um verdadeiro mochileiro!), fomos caminhando pela calçada na maravilhosa orla da cidade, sob a sombra das árvores e com um verdadeiro aquário ao nosso lado, até encontrar um hotel de preços razoáveis, bem em frente ao mar. A cidade está numa baía que fica sempre repleta da veleiros. Afinal, as Granadinas são o paraíso dos velejadores e Bequia é o portão de entrada desse paraíso.
Caminhando por praia na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Pelo resto do dia de ontem e por todo o dia de hoje, nossa programação foi aproveitar as duas mais belas praias da ilha, a Princess Margareth e a Low Bay, ambas com areias brancas, cor de creme e águas calmas e cristalinas, cor típica do Caribe. Para chegar até lá, duas maneiras: pela estrada dando a volta num morro, muito sobe e desce e uma meia hora de sol à pino ou simplesmente nadando naquela águas paradisíacas, dando a volta nas pedras...
Trabalhando na varanda do hotel em Port Elizabeth, em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
No primeiro dia, caminhamos. Depois de muito sol e snorkel com muitos ouriços e o mais incrível polvo que já tive ao meu alcance, decidimos que a Ana voltaria nadando e eu me arriscaria pelas pedras, carregando a mochila. Deu trabalho, mas consegui. Já no dia de hoje, nada de levar mochila, fomos os dois nadando. Muitas horas mais fazendo snorkel no paraíso, sol brilhante sobre nós e um mar cheio de vida logo abaixo. No intervalo, caminhada na areia cremosa e minutos refrescantes sob a sombra de árvores e a brisa que não parava de correr.
Visão de Port Elizabeth, capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe
Amanhã é dia de deixarmos Bequia para trás e continuar no nosso rumo para o sul. Dessa vez, vamos no fast-ferry, passando por outras duas das Granadinas e chegando à Union Island, já no outro extremo do arquipélago. Vai ser de lá que vamos conhecer as estrelas das Granadinas, um pequeno conjunto de ilhotas transformado em parque marítimo conhecido como Tobago Cays
O mapa da ilha de São Vicente e Granadinas. Nós chegamos na ilha principal e seguimos logo para Bequia
A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Deixamos San Pedro meio decepcionados com ilha, mas felizes em termos seguido os conselhos que ouvimos para seguir adiante, até Caye Caulker. O mar por ali continua lindo, sem dúvida, mas a antiga Isla Bonita de Madonna passou por um desenvolvimento urbano excessivo, quase uma cidade grande no meio do mar. Muitos carros disputando espaço com pedestres em ruas calçadas enquanto que, na orla, são restaurantes e piers que disputam lugar com a areia para ter acesso ao mar. Nós tomamos um sadio café da manhã em uma lanchonete de frente à praia (e aos inúmeros piers!), pois tínhamos saído ainda com o sol nascendo lá de Corozal, sem tempo de comer nada, e já tomamos nosso barco para Caye Calker, outra meia hora de barco na direção sul.
Desembarcando em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Bastou aportarmos na nova ilha para percebermos que aquilo já era mais do nosso jeito. Também Caye Calker vem passando por um rápido processo de “desenvolvimento” (se é que podemos dar esse nome...), mas ainda está bem longe de San Pedro. Aqui, as ruas ainda são de areia e os carros são aquels de campos de golfe. Também há muitos restaurantes e hotéis, mas nada claustrofóbico como em San Pedro. Aparentemente, chegamos aqui com uns 5 anos de atraso, mas do jeito que está hoje, ainda acho bastante razoável.
Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Crianças locais se divertem em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Afastamo-nos um pouco do centrinho para achar hotéis mais baratos e achamos um joia, ainda de frente para o mar, ao custo de 90 dólares. Dólares de Belize, que tem metade do valor do dólar americano. Um casarão com aquela arquitetura típica da Belize que conhecemos até agora, que tanto nos lembra do que vimos lá na Guiana inglesa. A gente percebe logo que há algo de diferente nesse pedação da América Central, e não é só a língua não. As influências da rainha Vitória chegaram até aqui.
Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Uma vez instalados, fomos passear e tentar agendar nossa viagem e mergulho no Blue Hole. Como não estamos na alta estação, não saem passeios para lá todos os dias. Na verdade, temos mesmo é que torcer para que saia pelo menos um nos três dias que passaríamos por aqui. Dedos cruzadíssimos! Na primeira chance, nada! Mas no dia seguinte, dia 5, deu certo. Ufa! Conto a história num próximo post...
O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Turistas se reunem para ver o pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Além dessa viagem ao Blue Hole, nossa rotina foi de caminhar pelas ruas bucólicas da cidade até a ponta norte da ilha, onde está a melhor praia. Ela fica em frente a um estreito canal de mar, que separa Caye Caulker em duas ilhas. Esse canal não existia, mas foi aberto à força por um grande furacão em 1969. Pois é, ele tem a minha idade, hehehe! É ali que os turistas se reúnem, principalmente no final da tarde, para um banho de mar, um cerveja gelada no movimentado e barulhento bar que existe ali e, principalmente, para o magnífico pôr-do-sol de todos os dias, desde que São Pedro permita, claro. Nós batemos ponto nesse programa de fim de tarde e as belas imagens, que foram tantas, também vão merecer um post especial... Aproveitamos também para nadar por lá e atravessar o canal de águas claras, chegando no norte da ilha, completamente deserto e ótima opção para quem quiser investir em terrenos.
Atravessando a nado o canal de mar ao norte de Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Visitando a parte norte de Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Nossos cafés da manhã, seguindo o ótimo conselho do nosso amigo Rodrigo, aquele que nos hospedou na Cidade do México, eram no Amor y Café, muita fruta, granola e iogurte. Os jantares, cada noite experimentando uma opção diferente, entre peixes, chinês, massas e até um pobre leitão que foi assado em praça pública, num ritual que é repetido todos os dias, numa espécie de marketing ao vivo, apesar do leitão estar mortinho da Silva.
Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Falando em mortos, no nosso caminho diário, quase ao lado do nosso hotel, cruzávamos sempre por um simpático cemitério que mais parecia uma praça. Cemitério de frente ao mar, e não é um mar qualquer, mas um mar com aquelas cores inacreditáveis do Caribe. Que chique ter um túmulo num lugar desses...
Esse é o ponto de "ônibus" de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Pois é, depois de quatro dias vivendo nessa ilha, já quase estamos achando normal um mar com essas cores maravilhosas. Afinal, ele está ali, na frente do nosso quintal. Não é a toa que San Pedro, e agora Caye Caulker, vem se desenvolvendo tão rapidamente. Estar localizado em plena barreira de corais, a segunda maior do mundo, certamente ajuda nesse sebtido, o que em inglês seria chamado de “prime location”.
Desdedindo-se da bela Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Em Caye Caulker, esperando o barco para San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize
No dia 6, hora de seguir viagem, foi com dor no coração que seguimos para o píer, para pegar nosso barco. A cor do mar e do céu nos convidavam a ficar. Mas já tínhamos estendido nossa permanência em um dia e era mesmo a hora de seguirmos. Outra vez, trocamos de barco em San Pedro, onde ficamos um pouco mais de tempo dessa vez. Deu até para almoçarmos e tomarmos um trago na frente do mesmo mar, com as mesmas cores, embora um pouco mais disputado por barcos e jet skies.
Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize
Foi a nossa despedida da grande barreira ou, pelo menos, achamos que seria. Mas nossa viagem nunca é do jeito que planejamos, para o bem ou para o bem (também!)...
Caminhando pelo litoral de San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize
Chegando à San Juan del Sur, na Nicarágua
Depois de passar todo um dia em Granada, estávamos meio em dúvida sobre o que fazer. Queríamos e precisamos seguir para a Costa Rica, mas também estávamos tentando encontrar uma amiga brasileira que vem no sentido contrário. É a Carol, casada com o francês Alexis, que vêm viajando pelo mundo há mais de 500 dias. Vou falar dessa viagem no próximo post, mas o fato é que vínhamos trocando mensagens tentando acertar nosso encontro, já que eles estavam saindo da Costa Rica para a Nicarágua há poucos dias e, desde então, não tínhamos tido mais notícias. Decidimos, então, passar mais um dia na cidade que adoramos quendo, eis que vem a mensagem: “Estamos em San Juan del Sur!”. Para quem não se lembra, essa foi nossa primeira parada na Nicarágua, quinze meses atrás, quando vínhamos do sul. Assim, sabendo onde eles estavam, desistimos do dia extra em Granada e nos mandamos para a simpática cidade costeira, já quase na fronteira.
A caminho de San Juan del Sur, uma parada rápida em uma praia do lago Nicarágua para aproveitar o dia ensolarado
Praia do lago Nicarágua, a caminho de San Juan del Sur
Isso foi ontem e, no caminho, ainda paramos numa praia do lago Nicarágua, pertinho de Rincón. É daí que se pega o barco para a Ilha de Ometepe e, para nós, ao passar por lá, parecia que tinha sido ontem!. Até por isso, alguns quilômetros a frente, não resistimos à tentação e paramos na praia, dia ensolarado, para poder admirar o gigantesco lago e a ilha no fundo, com seus dois distintos vulcões. Saudades daqueles dias na ilha e a triste sensação de que a viagem está acabando...
Vista de San Juan del Sur, na Nicarágua
A bela piscina do nosso hotel em San Juan del Sur, na Nicarágua
Bom, isso é só a sensação, pois ainda tem muita água para passar embaixo da ponte e muito asfalto para passar sob a os pneus da Fiona! E os primeiros quilômetros foram esse pequeno desvio para San Juan del Sur, bem na costa do Oceano Pacífico. Da outra vez tínhamos ficado em um hotel no centro da cidade, mas agora fomos ao hotel onde estavam a Carol e o Alexis, no alto de um morro com uma magnífica vista para a baía e todo o litoral. Meio difícil de achar, pouca gente conhecia, mas quem tem boca chega à Roma!
Reunião de viajantes ao redor da piscina do hotel em San Juan del Sur, na Nicarágua
A Ana participa de sessão de yoga no nosso hotel em San Juan del Sur, na Nicarágua
Chegamos e o lugar era realmente espetacular. Com uma grande piscina e a tal vista maravilhosa. Totalmente diretoria e, melhor, com preços camaradas. O hotel, que é de um australiano, estava bem cheio. Boa parte por causa da turma da Carol, gente do mundo inteiro que havia se conhecido em Ometepe e vindo juntos para cá. Alemãs, espanhola, americano, e o nosso casal de amigos se juntaram a outros gringos que aqui já estavam, formando um ambiente jovem e descontraído. Para completar, uma simpática e agitada macaca, o animal de estimação da pousada, perambulando para cá e para lá.
A inteligente e agitada macaca do nosso hotel em San Juan del Sur, na Nicarágua
Americano, alemãs, espanhola, brasileira e francês, reunião internacional em San Juan del Sur, na Nicarágua
Estava tudo tão perfeito por lá que não tardou muito para mudarmos nossos planos. Ao invés de irmos embora no dia seguinte, dia 6, resolvemos passa-lo por aqui mesmo, bem tranquilos, para tentar colocar a conversa em dia, 500 dias de histórias por lá e 1000 por aqui. Além disso, logo ficamos amigos dos outros viajantes de modo que, ao final, éramos todos uma grande turma. A ida para a Costa Rica ficou para o dia 7.
Jantando com amigos em San Juan del Sur, na Nicarágua
Parte da lotação de 9 pessoas na Fiona, em San Juan del Sur, na Nicarágua
Logo na primeira noite, ainda no dia 5, descemos todos para a cidade, para aproveitar a balada. Sem condução para os outros, não teve jeito: todo mundo na Fiona! Foram oito adultos na ida e nove na volta, com a adição de mais uma carona, também da pousada. Acho que foi o recorde do carro, quatro na frente e cinco atrás. Confortável mesmo, só o motorista! Mas a Fiona deu conta do recado, mesmo subindo o íngreme morro na volta. Quem se assustou um pouco foio porteiro da pequena estrada que dá acesso ao hotel. Naquele escuro, só via pernas e braços no banco de trás. Até desistiu de fazer o controle, contentando-se com o número de pessoas. Enfim, como das nove pessoas, seis eram mulheres, não estava tão mal assim...
Iluminação noturna da piscina do nosso hotel em San Juan del Sur, na Nicarágua
Playa Hermosa, em San Juan del Sur, na Nicarágua
No dia 6, já com o carro um pouco mais vazio (éramos apenas sete...), fomos para uma praia perto da cidade que não havíamos conhecido na passagem anterior. Chama-se Playa Hermosa e realmente merece esse nome. Longa faixa de areia e mar com muitas ondas, próprias para surf, jacaré ou body boarding. Apesar do que, tínhamos de fazer bastante força para passar a rebentação e acabamos ficando na área de ondas estouradas mesmo. Fortes o suficiente para uma boa brincadeira.
Movimento na Playa Hermosa, em San Juan del Sur, na Nicarágua
Tranquilidade na Playa Hermosa, em San Juan del Sur, na Nicarágua
Aí passamos o dia inteiro, ora na tranquilidade de uma rede, ora caminhando a longa extensão da praia, ora divertindo-se nas ondas. Com direito à cerveja e água de coco geladas. O ponto alto foi o maravilhoso pôr-do-sol, daquele em que podemos ver o astro-rei se afundar nas águas do mar, quase ouvindo aquele “ssshhhhhhhhh” e a fumacinha aparecendo. Foi espetacular e deu para tirar várias fotos.
Tinha de ter um futebol! (Playa Hermosa, em San Juan del Sur, na Nicarágua)
A Carol aproveita a praia e o fim de tarde para posar para o Alexis, na Playa Hermosa, em San Juan del Sur, na Nicarágua
De volta à pousada, mais um mergulho delicioso naquela piscina cinematográfica, o calor praticamente nos empurrando para a água. A conversa ainda seguiu noite adentro, tanta coisa para contas e ouvir e, além de tudo, o Alexis ainda é um ótimo cantor. Ele viaja com seu violão e canta em várias línguas. Faz a alegria de todo mundo que está por perto. Alguns americanos que também estavam na pousada vieram me dizer que se sentiam até desconcertados de ter aquela música toda por perto e não precisar pagar por isso.
Magnífico pôr-do-sol na Playa Hermosa, em San Juan del Sur, na Nicarágua
Alexis dá show com seu violão no hotel em San Juan del Sur, na Nicarágua
Por fim, no dia 7, chegava a hora da partida e da despedida. Não sem antes eu esticar ainda um pouco mais o recorde das piscina, estimulado pelo dono australiano que ficava me botando pilha sem parar. Logo na nossa primeira tarde por aqui, no dia 5, eu tinha ganho uma cerveja dele por fazer quatro piscinas embaixo d’água. A piscina tem 19 metros, o que totaliza então 76 metros. Desde então, ele queria que eu batesse o recorde, para que ele pudesse sempre desafiar os próximos hóspedes. Então, na manhã do dia 7, câmeras e filmadoras nas mãos, lá fui eu para nova tentativa. Na primeira chance, parei logo na metade da terceira piscina, para guardar forças para uma tentativa derradeira. Depois de muita concentração e já contra a incredulidade de muitos, lá fui eu de novo. Na metade da quarta piscina, já estava morto, mas na base da raça e do orgulho, segui até o fim, virei e empurrei a parede. Já na inercia, quase sem mandar nos próprios movimentos, consegui chegar na borda de lá! Cinco piscinas, 95 metros embaixo d’-agua, recorde da pousada e particular também! Demorei um minuto para conseguir falar algo, mas ganhei outra cerveja e fiz a felicidade do australiano! E quero ver quem bate esse recorde agora, uffffffffff...
Último mergulho na piscina do nosso hotel em San Juan del Sur, na Nicarágua
Em praia do lago Nicarágua, prontos para seguirmos à Costa Rica, a alemã Tanya na carona
Obrigação feita, moral dos brasileiros lá encima, seguimos viagem. Trazíamos a Tanee com a gente, uma alemã que mora na Costa Rica e conheceu a Carol e o Alexis em Ometepe. Falando nesses dois viajantes, eles também vieram conosco até Rincón, de onde pegariam o ônibus até Granada. Muitos abraços e beijos na despedida. Como disse, no post que vem falo um pouco da incrível viagem que fazem pelo mundo...
Despedida da Carol e do Alexis em Rincon, perto de San Juan del Sur, na Nicarágua
Visitando as ruínas mayas de Copán, em Honduras
Finalmente, depois de tantas ruínas mayas espalhadas por El Salvador, México, Belize e Guatemala, chegava a hora de conhecer a última delas no nosso roteiro centro-americano: Copán, em Honduras. Confesso que já estava meio enfadado de tantos templos e pirâmides no meio da selva e não esperava muito de Copán. Estava indo para lá mais pela obrigação de não deixar para trás um dos pontos turísticos mais conhecidos do país. Além disso, depois de conversar com algumas pessoas que já haviam estado por aqui, a impressão era de que, depois de Tikal, Caracol ou Palenque, seria difícil me impressionar com alguma outra coisa maya.
Admirado com as estelas e esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Conjunto de hieroglifos mayas em estela no sítio arqueológico de Copán, em Honduras
Pois é... nada como estar completamente errado nas expectativas. Copán foi uma das maiores surpresas que tivemos nesses últimos tempos, o sítio maya que, de longe, tem as esculturas mais bem elaboradas dessa civilização, além de uma quantidade enorme de hieróglifos em seus monumentos, estelas e templos. Com toda essa riqueza de dados e informações, a história de Copán é uma das mais bem estudadas dentre as antigas cidades mayas.
Ruínas mayas de Copán, em Honduras
Escultura decorativa do campo de juego de pelotas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Nós chegamos aqui no meio da tarde de ontem e, antes mesmo de irmos à cidade buscar algum hotel, resolvemos explorar as ruínas. Ainda havia tempo hábil para isso e deixamos a manhã de hoje para conhecer o Museu de Esculturas, com várias das peças encontradas durante as escavações e trabalhos arqueológicos. A cidade ao lado do sítio arqueológico tem o sugestivo nome de “Copán Ruinas” e é uma das mais charmosas do país, cheia de restaurantes e pousadas atraentes. Se estivéssemos no México, certamente ela seria um dos “Pueblos Magicos”.
Araras coloridas voam entre turistas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Arara e esquilo dividem o mesmo puleiro nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
As primeiras surpresas agradáveis foram ainda antes de entrar no sítio. Quase não havia turistas, que costumam visitar a cidade pela manhã, e guias e vendedores ambulantes não nos assediam por aqui, esperando que nós os abordemos. Soma-se a isso a sombra das frondosas árvores da entrada e tínhamos um clima bucólico e tranquilo, apenas o barulho dos pássaros ao longe. Por falar em pássaros, as araras vermelhas e multicoloridas foram muito comuns por aqui na época dos mayas e, depois de passar por perigo de extinção nas últimas décadas, estão sendo reintroduzidas no local. Com isso, é bem comum ouvi-las e vê-las voando por perto. Parecem arco-íris ambulantes, saídas de algum anúncio da Suvinil. Não é difícil entender porque faziam parte do panteão maya.
Diversas estelas e esculturas em grande praça nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
O maio dos juegos de pelota nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Depois de caminhar por uma longa alameda cercados por essas araras, chegamos diretamente á grande praça do sítio arqueológico, cercada por templos e palácios e preenchida por incríveis estelas e esculturas. “Estelas” são blocos de pedra marcados por hieróglifos com datas e relatos de eventos importantes, como batalhas, coroações de monarcas, nascimento e morte de grandes reis. São uma fonte inesgotável de informações para os historiadores de hoje. Em Copán, são dezenas de estelas, o mais rico acervo do mundo maya, com a história dos dezoito monarcas da dinastia que comandou Copán durante seus tempos de glória, entre os séculos V e IX da nossa era.
Representação realista de uma cerimônia maya em Copán, em Honduras
Árvores crescem sobre as ruínas mayas de Copán, em Honduras
Copán estava localizada no extremo sul do mundo maya, um polo irradiador da cultura na fronteira da civilização. A ocupação do local já vem do primeiro milênio antes de Cristo, mas foi a chegada de um nobre do norte, provavelmente de Tikal, que deu origem a umas das mais bem sucedidas dinastias mayas. K’inich Yax K’uk’ Mo’ começou a reinar em 426 d.C. e ele e seus descendentes jamais esqueceram suas origens, mantendo sempre firme sua aliança com Tikal. Mas, ao longo do tempo, Copán foi ganhando luz própria, tendo sua própria área de influência, seu estilo arquitetônico e as mais avançadas técnicas na arte da escultura.
Pose de rainha maya nas ruínas de Copán, em Honduras
As incríveis estelas e esculturas mayas nas ruínas de Copán, em Honduras
Templos foram sendo erigidos e a população foi crescendo ao longo do tempo, chegando a superar os 20 mil habitantes. A eterna aliança com Tikal representava também uma permanente inimizade com Calakmul, que disputava com a primeira o título de mais poderosa cidade maya. Com isso, Calakmul tratou de armar cidades próximas à Copán, para lhe fazer concorrência. Uma delas, Quirigua, uma antiga cidade vassala, se sublevou em 738 d.C., capturando o grande rei 18 Rabbit de Copán que, seguindo o costume da época, foi sacrificado na cidade vizinha, no mais duro golpe sofrido por Copán na sua história. Mas ela se recuperaria, com novos monarcas e, menos de 20 anos mais tarde, novos templos já estavam sendo erigidos novamente. O fim veio, assim como em outras cidades do Período Clássico, em meados do século IX, quando a escassez de alimentos e a superpopulação formaram uma mistura explosiva que destruiu monarquias, nobreza e enviou a população de volta ao campo e às matas.
Algumas esculturas ainda mantêm parte da cor avermelhada original nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Escultura maya nas ruínas de Copán, em Honduras
A Copán abandonada passou a ser reocupada pela floresta e destruída pelo rio que mudava seu curso, até que, no séc XIX, foi redescoberta por exploradores e estudiosos. O curso do rio foi alterado artificialmente para que cessasse a destruição, enquanto a mata foi cortada e templos reparados. Escavações vem sendo feitas desde então, revelando incríveis segredos arqueológicos, como templos mais antigos escondidos sobre templos mais novos. Um desses, o templo de Rosalila, ainda com as cores originais, foi descoberto sob uma enorme pirâmide e uma réplica sua construída no Museu de Esculturas. Poder observar esse templo com sua cor vermelho-viva nos ajuda a imaginar como eram as cidades naquele tempo, cheio de cores que hoje, já quase não se vê. De uma hora para outra, o “nosso mundo maya” ficou muito mais colorido. E real! Graças à Copán!
A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Ontem, nós percorremos as ruínas, seus palácios, templos, pirâmides e juegos de pelota. Duas coisas se sobressaem: as esculturas e a famosa “escalinata hieroglifa”. Essa última é o maior painel de hieróglifos da civilização maya, uma escadaria com cerca de 30 degraus completamente coberta de hieróglifos que contam toda a história da cidade e de seus governantes. Há pouco mais de uma década, a escadaria foi coberta por um enorme toldo, para protegê-la da chuva e do sol, que vinham danificando-a. Além disso, já há um bom tempo, não se pode caminhar sobre ela. O que podemos fazer é ficar ali, de frente, na sombra, venerando aquele verdadeiro tesouro, imaginando quanta coisa aqueles degraus já viram, certamente muito mais do que está escrito ali. Impossível não viajar no tempo e dar asas á imaginação, tentando ver aquele mundo diferente de 1.500 anos atrás, a escada um caminho entre hoje e essa época perdida.
Placa mostra como seria a escalinata hieroglifa na época de ouro de Copán, em Honduras
A famosa "escalinata hieroglifa", protegida por um grande toldo, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
A outra coisa são as esculturas, muito mais elaboradas que as que tínhamos visto em outras ruínas. São deuses e monarcas representados em pedra, cheio de detalhes e expressões, algumas delas ainda com o resto das cores originais. Um espetáculo! Tão distintas são as esculturas de Copán que foi criado um museu apenas para elas, que vistamos na manhã de hoje. Mas acho que são as esculturas deixadas nos jardins e praças da cidade, ou encrustadas nas paredes de edifícios, no seu lugar original e perto dele, as que mais chamam a atenção, exatamente por parecerem ainda mais verdadeiras, no ambiente para o qual foram desenhadas e esculpidas.
Peças do Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Uma das esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Realmente, foi uma surpresa e tanto para nós. Ainda bem que nos demos ao trabalho de cruzar o país para aqui chegar. Para qualquer pessoa que queira, minimamente, conhecer o mundo maya, uma visita à Copán é obrigatória. Mas, além de obrigatória, é muito prazerosa. Não apenas pelas próprias ruínas e suas inesquecíveis esculturas, mas pela charmosa cidade de Copán Ruínas. Parece uma cidade histórica mineira, ruas de pedra, vida que passa bem devagar, pousadas charmosas e restaurantes saborosos, com mesas nas varandas e vista para a pequena cidade cercada de montanhas. Um colírio para os olhos e para o espírito.
A charmosa cidade de Copán Ruinas, em Honduras
Praça central da cidade de Copán Ruinas, em Honduras
Na pressa que estamos, não tivemos tempo para explorar as outras atrações da região, como rios encachoeirados e fontes de água quente que formam piscinas termais. Tudo a menos de uma hora da cidade, uma excelente base para explorações mais detalhadas. Nós tivemos de seguir em frente, deixar a Honduras mais visitada pelos turistas para trás e tentar conhecer um pouco daquilo que se esconde por trás das atrações mais conhecidas. Nosso próximo destino é a pacata cidade de Gracias, também no meio de montanhas e que já foi, nos seus primórdios, a primeira capital de toda a América Central. No próximo post, um pouco de sua história e também desse simpático país que começamos a conhecer...
Uma das faces da réplica em tamaho natural do Templo Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras
Acadia National Park, no litoral do Maine
Ignorante que sou, até há poucos meses eu nunca tinha ouvido falar do Acadia National Park. Para alguém que se julga um viajante e amante da natureza, um desconhecimento lamentável. Isso começou a mudar em Março, quando entramos nos EUA e começamos a passar por alguns parques nacionais. No Joshua Tree, na California, conhecemos uma americana que adorou nossa viagem. Ao saber que viajaríamos até a Costa Leste, disse que não poderíamos perder, de maneira nenhuma, esse parque no Maine, chamado Acadia.
Atravessando a região dos lagos, em Maine, nos Estados Unidos
Bom, pelo menos, passei a saber da sua existência. Mesmo achando que se chamava “Arcadia” (com “r”) e que era um parque no interior montanhoso do estado. Desde então, ele passou a figurar no nosso roteiro. Mas, com tantas outras coisas para planejar, nada mais lemos sobre ele. Até voltarmos do Caribe para encontrar a Bebel e, finalmente, planejar nos detalhes a viagem pela Nova Inglaterra.
Chegando à Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos
E eis que já passamos por Vermont e New Hampshire e hoje, entramos no Maine. Apenas cruzamos a bonita região dos lagos no centro-sul do estado e seguimos diretamente para seu litoral. Pois é lá que está o famoso Acadia National Park, sem “r”. Que interior que nada!
Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos
Ao contrário, o parque fica numa ilha, a Desert Island, já quase na fronteira do Canadá (um dia chegamos lá!). A ilha tem uma natureza exuberante e há mais de cem anos atrai conservacionistas que lutam pela sua preservação. A tática desses benfeitores era comprar terrenos e propriedades pela ilha para protegê-los do “desenvolvimento”. Há exatos 100 anos, ganharam um poderoso aliado. O filho do homem mais rico do mundo na época (e talvez de toda a história!), John Rockfeller Jr. Comprou uma vasta propriedade na ilha. Encantado pelos esforços dos conservacionistas locais, ele se juntou à causa e passou a adquirir terrenos por toda a região para doá-los ao parque. Assim foi formado o primeiro parque nacional à leste do Mississipi, advindo totalmente de terrenos privados.
Banda se apresenta no coreto da praça de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos
Pois é, a riqueza gerada na Standard Oil, a “mãe de todas as empresas petrolíferas”, acabou por ajudar na formação desse fantástico parque nacional. Não só isso, Rockfeller também foi o responsável por boa parte da infraestrutura do parque, incluindo a construção da rodovia que dá a volta na ilha, além de dezenas de quilômetros de estradas próprias para carruagens (e bicicletas), que permitem ao público chegar ao coração dessa belíssima região de montanhas, florestas, rios e lagos a beira mar.
Fim de tarde na movimentada praça fr Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos
A principal cidade na Desert Island é Bar Harbor. Aí chegamos no fim da tarde, ainda em tempo de nos instalarmos e passearmos por suas ruas agradáveis e bem movimentadas no verão americano. Lojas, restaurantes, praças e um porto de onde saem barcos para avistamento de baleias e golfinhos. No coreto da praça principal, uma banda se apresentava, para delírio dos moradores locais e visitantes, todos sentados no gramado da praça.
Fim de tarde na movimentada praça fr Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos
No jantar no restaurante irlandês a beira mar, além da deliciosa música ao vivo com direito a violino e música celta, ainda ficamos amigo de um garçom que já nos indicou as melhores trilhas pelo parque. Assim, já sabemos para onde seguir amanhã. Já sabemos também que ficaremos um dia a mais por aqui. O Acadia merece!
Jantando em restaurante de Bar Harbour, no Acadia National Park, no Maine, nos Estados Unidos
Oba!
A nossa Home está no ar. Confira em www.1000dias.com. Ainda não está completa mas já foi um grande passo. Já tem muito mais informações sobre a viagem, os parceiros, os viajantes, etc. Alguns erros de português e digitação, mas aos poucos vamos arrumando.
Também já estão funcionando as páginas de fotos e de vídeos. Com uma organização ainda simples, mas estão lá. A página de vídeos está dividida: parte dos vídeos está no link Soy Loco, que é uma idéia nossa de mostrar depoimentos de pessoas que vamos conhecendo pelo caminho. É jóia observar seus sotaques e a razão deles gostarem tanto dos lugares em que vivem. Esperamos formar uma bela galeria de depoimentos sobre nosso continente. Parabéns pela sempre eficiente edição da Ana!!!
A página de fotos tem muito mais fotos que que as que já apareceram nos posts. Sempre com legendas. Já são mais de mil! Através do filtro, é possível montar seu álbum. Por enquanto, o filtro é só por lugares mas logo será também por datas e por tipos de fotos. Nessa página, a galeria ainda não está atualizada até Minas Gerais mas em breve isso tudo será automático também.
O que ainda está faltando são as páginas de conteúdo sobre os lugares que passamos e a navegação pelo mapa, que vai ficar muito legal! Aguardem novidades; estamos trabalhando (para quem acha que só estamos viajando...). E não deixem de mandar suas opiniões.
Um dos grandes Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Um dos programas mais espetaculares da região do Atacama é ir conhecer os Geisers El Tatio. Brasileiros, normalmente, só conhecem geisers pelos desenhos animados do Zé Colméia. Então, para nós, é ainda mais especial. Ainda mais que estes são os mais altos do mundo, localizados na puna chilena a mais de 4.300 metros de altitude.
Amanhecer nos fantásticos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
A melhor hora de se observá-los é quando o sol está nascendo, usualmente a hora mais fria do dia. Assim, além da beleza normal das primeiras luzes a manhã pintando o céu, temos uma maior diferença de temperatura entre a água quente que brota da terra e o ar frio da atmosfera. O resultado é uma coluna de vapor mais alta e visível, uma espécie de chaminé de fumaça branca que pode ser vista a quilômetros. Uma não, dezenas de "chaminés" formando um espetáculo incomum aos nossos olhos.
Fiona nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Um dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
A maior dificuldade está em chegar lá na hora certa. São quase cem quilômetros de distância por estradas precárias e cheias de curva, o que faz a viagem levar umas duas horas. Para quem segue num tour, o problema está em acordar de madrugada e depois ter a paciência de passar por uns dez hotéis, até encher a van ou microônibus. Depois, é tentar relaxar e dormir novamente, ignorando os solavancos, para acordar já diantes dos geisers, com o sol nascendo.
Visitando os incríveis Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Aquecendo as mãos no vapor dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Para quem vai de Fiona, acordar de madrugada é só o início das dificuldades! Depois, temos de achar a estrada durante a noite fria e escura e conseguir seguir por ela nas próximas duas horas. São duas estradas e eu e a Ana optamos pela mais curta, aquela indicada pelas placas. Só que, em pleno inverno, esta estrada que segue pela parte mais alta do altiplano, acima dos 4 mil metros, está cheia de neve. Não é para menos: o termômetro da Fiona bateu seu recorde mais uma vez, chegando aos 11 graus negativos! Em alguns lugares dá para passar por cima da neve, mas em outros, na grande maioria, existe desvios que seguem paralelos à estrada principal. De dia é fácil localizá-los, mas de noite... Enfim, com todo o cuidado, fomos seguindo em frente até conseguir chegar em El Tatio justo na hora certa. Apenas um pouco antes da maioria dos ônibus, que vieram pela estrada mais longa mas em muito melhor estado.
A água frevente dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Observando os Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
A primeira visão realmente impressiona. Nossos olhos não querem acreditar no que veem. São dezenas de colunas de fumaça nascendo do chão, um berçário de nuvens para encher o céu de algodão. Pagamos o ingresso e podemos chegar bem mais perto, até começar a passar por entre os geisers. Aí, deixamos o carro e começamos a caminhar ali, entre um geiser e outro, entre uma piscina de água fervente e um rio de água colorida, entre uma miniatura de vulcão de água e um sonoro geiser que lembra uma panela de pressão.
Saltando sobre um dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
São dezenas e dezenas de turistas fazendo a mesma coisa, mas a área é tão grande e os geisers tão numerosos que não é difícil estar ali sozinho, posando para fotos ou simplesmente admirando aquela aberração da natureza, aquela prova de que há algo muito vivo sob os nossos pés. Aos poucos, vamos nos acostumando com o cenário, tornando-nos íntimos daquela força da natureza. Tanto que já somos capazes de passar por entre as colunas de fumaça e mesmo saltar por cima das chaminés. O calor que sai das fontes serve também para aquecer nossas mãos, congeladas pelo frio da madrugada.
No meio de uma das colunas de vapor dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Depois de muitas e muitas fotos e explorações, o sol já começa a nos esquentar um pouco. Mas o frio ainda é intenso e é preciso coragem para enfrentar o ar gelado, tirar os casacos e roupas e entrar na piscina de água quente que existe no local. Ainda mais que ela nem é tão quente assim, mas isso descobrimos tarde demais, hehehe. Só então entendemos porque todos os turistas corajosos se aglomeravam em apenas um lado da piscina, cada um buscando a mancha de água mais quente.
Banho aquecido na manhã gelada a mais de 4,3 mil metros de altitude nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Com o sol mais alto, os geisers se "acalmam" e as colunas de fumaça ficam mais baixas e tênues. É o sinal para ir embora. A volta para San Pedro foi bem mais tranquila, ajudado pela luz do dia e pela estrada mais longa, porém muito mais rápida. O resto do dia foi muito bem utilizado para recuperar o sono atrasado, tentar botar o trabalho em dia e comer, beber e socializar na medida certa. Nosso tempo por aqui está acabando e o próximo destino é o Salar de Uyuni, na Bolívia. Uma longa jornada de três dias que, dizem, é uma experiência inesquecível. Estamos loucos para conferir!
Visita aos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
O Pico Paraná, com sol, que a gente não viu! - PR
Dia 8, em Curitiba, foi o tradicional dia dos últimos acertos e despedidas. Fomos comprar alguns equipamentos de camping e trocar algumas roupas no Palladium, de lá para a casa da Dani dar mais um beijo nela e curtir a pequena Luiza uma última vez e, em seguida, jantar com o Mário, pai da Ana. De volta para casa, um último beijo na Dona Odila, vó da Ana, que não acordaria à tempo no dia seguinte.
Hoje cedinho, após nos despedirmos da Patrícia, a Ana foi ao Detran e eu ao Comultran (até rimou!) resolver nossas pendências. Ainda pegamos a máquina Sony, que há mais de um mês nos esperava na CM Vídeo, um último abraço na Joce, que sempre nos prepara almoços deliciosos, e na Diana, a cadela mais doce do mundo. Finalmente, pé na estada!!! Finalmente, rumo ao Pico Paraná!!!
Tudo pronto para subir o Pico Paraná - PR
Faz muito tempo que a gente está tentando subir essa montanha, a mais alta do Paraná e de toda a região sul do país, com cerca de 1.870 metros de altura. Na verdade, a Ana já quer ir lá desde os tempos de escoteira, há mais de 15 anos. Eu o subi uma vez, com um primo, há uns 5 anos. Mas, no nosso projeto 1000dias, ele sempre esteve lá, como um dos objetivos. Deveria ter sido logo no início, mas o frio e a chuva não deixaram e ele ficou para trás. Depois, quando voltamos à Curitiba no nascimento da Luiza, ele era prioridade na nossa programação. Que nada! Novamente, frio e chuva nos impediram de vir para cá. Agora, nessa nossa última vinda em Curitiba por um bom tempo, estávamos decididos e subi-lo de uma vez por todas. O tempo esteve excelente nas últimas duas semanas, perfeito para a escalada. E não é que foi chegarmos em Curitiba que o tempo virou?!? Desistimos de ir na segunda, na terça, na quarta... Hoje, quinta, de partida para o norte, era a última chance. A previsão de tempo era melhor que nos dias anteriores. Resolvemos tentar de qualquer maneira!
No alto do Morro do Esquenta, na trilha do Pico Paraná - PR
Viemos de Fiona até a Fazenda Pico Paraná, a cerca de 5 km da BR-116, onde fomos recebidos pelo simpático e falante Dilson. Fizemos a última arrumação nas mochilas e roupas, barracas, sacos de dormir e comida devidamente guardados e partimos rumo ao acampamento 2, já mais próximo do cume. Nossa idéia era chegar lá, armar a barraca e dar uma corrida ao cume ver o pôr-do-sol. Depois, voltar no lusco-fusco para a barraca e, no dia seguinte, descer direto para a base.
Esse era o plano. Agora, a realidade: logo no alto do primeiro obstáculo, o Morro do Esquenta, quase uma hora de subida já na saída da fazenda, o tempo fechou, começou a chover e não se via mais nada. Eram as boas vindas do Pico Paraná. Colocamos nossos protetores de mochila e seguimos em frente. Nada nos impediria de ir até o pico! Se ele é teimoso, nós também somos! Teimosos, e pouco inteligentes. Lembramos dos protetores de mochila, mas não dos nossos (jaquetas de goretex). A Ana até que falou, mas eu disse que não iríamos precisar, que o tempo logo iria melhorar. É meu otimismo irracional, herança do meu pai. O pior é que elas estavam na mochila...
Pequena cachoeira na trilha do Pico Paraná - PR
Assim, indevidamente paramentados, logo estávamos encharcados. A pobre Ana muito mais do que eu, pois ela ía na frente, "secando" a vegetação para mim. Já no início, reclamava da bota molhada. E eu, atrás, com a bota seca, pensava que ela exagerava. Atravessamos a longa floresta com a trilha completamente repleta de raízes, o que torna o ritmo bem travado. Água para beber era o que não faltava. Só não podíamos parar muito tempo, se não o frio da roupa molhada ficava muito forte. Perto do acampamento 1, antes da pirambeira que nos leva ao Pico Paraná de verdade, resolvi liderar o caminho, para puxar o passo. Bastou um minuto na liderança para minhas meias ensoparem na vegetação e levarem toda essa água diretamente para dentro das botas, antes secas. Foi aí que vi que a Ana não estava exagerando nada. Na chuva, belas botas de goretex, se não tiverem a companhia de polainas ou calças cumpridas por cima do cano da bota, de nada adiantam. Agora, éramos os dois completamente encharcados. E a chuva e o frio só aumentavam. Era o Pico do Paraná se vendendo caro.
Um dos trechos de escada na rocha no Pico Paraná - PR
Passamos pelo acampamento 1 e enfrentamos bravamente a pirambeira em direção ao acampamento 2. De tão íngrime, em dois trechos é preciso escadas pregadas na rocha para subir. A corrente de água no sentido contrário, fazendo tudo bem mais escorregadio, e o frio e cansaço do nosso corpo tornou essa subida ainda mais difícil. A Ana precisou dar uns gritos para melhorar e aliviar a tensão da subida pelos grampos, na beira de um precipício. Momentos duros e inesquecíveis. Para mim, mesmo com o frio e toda a paisagem coberta por nuvens, foi de uma beleza ímpar.
Vencida a subida, chegamos ao local do acampamento. Aí, foi aquela função de encontrar a grama menos molhada e armar a barraca na chuva mesmo, o mais rápido possível para que ela não se molhasse. Nessa hora, só obedecia à Ana, que conhece os segredos da barraca. Pouco tempo depois, estávamos os dois protegidos dentro dela, tentando secar a barraca por dentro e também nossos corpos. Tirar a roupa molhada foi um verdadeiro prazer. Colocar outra seca, mais ainda. Ouvir o barulho da chuva na barraca enquanto estávamos num ambiente seco, foi o clímax!
Bosque "assombrado" na trilha do Pico Paraná - PR
Bem, aí, outra surpresa "agradradável" para mim. A velha mochila de mais de 20 anos de estrada e o protetor surrado muito maior que a mochila não deram conta do recado e muitas coisas minhas tinham molhado. Só sobraram secas uma calça, uma camisa e um casaco. Meias, cuecas e até o saco de dormir estavam molhados. Que beleza...
Nossa sorte foi que o Pico Paraná nos enviou chuva, mas não enviou vento e nem estava tão frio (uns 7 graus, fora da barraca). Passei um pouco de frio, sem meias e com sleeping meio úmido, mas foi para aprender a não ser mané, como disse a Ana, por não ter colocado tudo dentro de sacos plásticos, como ela sabidamente faz.
Para completar o perrengue, o local do acampamento não era dos mais confortáveis, com o solo bem irregular sob nós. Mas o cansaço venceu rapidamente o frio e o desconforto. Apagamos logo ao escurecer. Quatro horas depois, o desconforto e a fome nos acordaram. Seria uma longa noite. Pelo menos, a chuva tinha parado! Para matar a fome e o tempo, levantamos e a Ana preparou um belo macarrão com molho de gorgonzola. Uma delícia, principalmente depois de todo o longo tempo de preparo, com nosso fogareiro fraquinho. Cozinhamos dentro da barraca mesmo. Tudo acompanhado de uma garrafa de vinho que eu carreguei lá para cima. Foram os momentos mais gostosos do dia!
Cozinhando macarrão dentro da barraca, no acampamento 2, no Pico Paraná - PR
Ao todo, foram umas três horas de função. Estávamos prontos para mais três horas de sono. Será o sono dos justos. Amanhã, o cume nos espera!
Praça central de Ipiales, na Colômbia
Hoje, foi só o tempo de tirarmos algumas fotos do centro de Ipiales, sacarmos dinheiro no caixa eletrônico (Viva a tecnologia! Viva o cartão de débito internacional! Abaixo o IOF!) e já partimos Colômbia adentro, rumo ao norte.
Praça central de Ipiales, na Colômbia
Essa estrada costumava ser perigosa no passado, com as FARC tirando dinheiro de turistas e locais. Hoje, ao que consta, o problema é só de noite, com a delinquência normal. O mesmo no Brasil, Bolívia ou em qualquer lugar do 3o mundo. Aliás, a sensação de andar por aqui é de muita segurança. Vê-se muita polícia e exército nas estradas. Sempre com seus fuzis, mas muito simpáticos conosco.
Primeira estrada colombiana, entre Ipiales e Pasto
A paisagem ao longo da estrada é realmente muito bonita. Vamos descendo um longo e profundo canyon, muitas cachoeiras nas encostas, muito verde e rios lá embaixo, muitos pontos onde se vê longe.
Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite
É uma viagem longa, ou com muitas curvas ou muito movimento. Pelo menos, até Pasto, onde matamos a saudade daquele trânsito desorganizado, quase caótico, de muitos dos nossos vizinhos sulamericanos. Depois, até Popayan, quase não há movimento. Enfim, ao final do dia chegamos a esta linda cidade histórica, todo o bem preservado centro histórico construído com pedras brancas. Já meio sem luz, as fotos ficarão para amanhã, quando vamos explorá-la com mais tranquilidade. Vai ser um dia especial. Afinal, é aniversário de alguém que eu conheço, hehehe.
Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet















.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)







.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)