1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Mancora

Peru, Mancora

Praia em Mancora, no litoral norte do Peru

Praia em Mancora, no litoral norte do Peru


Dia de sol na praia, bem tranquilo. Estávamos completamente desacostumados com essa combinação perfeita, hehehe. Ficamos bem folgados no nosso hotel, demos uma caminhada na praia, compramos uma canga tamanho casal, tomei cerveja na beira da piscina (A Ana ainda está de molho!), enfim, tudo o que pessoas normais fazem nessa situação.

Nosso hotel em Mancora, no litoral norte do Peru

Nosso hotel em Mancora, no litoral norte do Peru


A praia foi, até agora, a melhor em que já estivemos aqui no Oceano Pacífico. Praia de areia, boa para caminhar, água fria mas bem suportável. Até que enfim um Oceano Pacífico mais "amigável". Mas, para quem está acostumado com as maravilhosas praias brasileiras, a beleza dessa aqui é bem mais ou menos. Tudo questão de referência, claro.

Dia de sol em Mancora, no litoral norte do Peru

Dia de sol em Mancora, no litoral norte do Peru


Bonito mesmo foi o fim de tarde e o pôr-do-sol. Uma festa para quem estava com máquina fotográfica, caso da Ana. Difícil é escolher as melhores

Caminhando na praia em Mancora, no litoral norte do Peru

Caminhando na praia em Mancora, no litoral norte do Peru


De noite, fomos dar uma volta no centrinho. Bem movimentado, afinal, hoje é sábado. Muito parecido com o centrinho de praias badaladas do Brasil, cheio de barzinhos com música alta, gente com pinta de surfista, cabelo desarrumado, pouca roupa, cara de malandro. Achamos um restaurante gostoso longe da balbúrdia e comemos uma comida gostosa. A Ana segue melhorando e já pode comer coisas além do frango...

Inca Cola, o famoso refrigerante nacional do Peru, com gosto de Tutti-Frutti (em Mancora, no litoral norte do país)

Inca Cola, o famoso refrigerante nacional do Peru, com gosto de Tutti-Frutti (em Mancora, no litoral norte do país)


Hoje foi nossa última noite no Peru por um bom tempo. Agora, só quando chegarmos em Cusco, vindos do Acre, daqui a um ano. Muita água para rolar embaixo da ponte, muito asfalto para passar embaixo da Fiona.

Belo pôr-do-sol no Oceano Pacífico, em Mancora, no litoral norte do Peru

Belo pôr-do-sol no Oceano Pacífico, em Mancora, no litoral norte do Peru


Amanhã, vamos para o Equador, nosso vigésimo-quarto país e o décimo da Fiona. O plano é chegar até Guayaquil, a maior cidade do país. Para mim, território completamente novo, pois só tinha chegado até o Peru anteriormente. Aos poucos a ansiedade, típica de quem parte para o desconhecido, toma conta de mim. Sensação ótima, diga-se!

Nosso 'escritório' em Mancora, no litoral norte do Peru

Nosso "escritório" em Mancora, no litoral norte do Peru


Aliás, não tinha dito ainda mas conseguimos re-acertar nossa viagem para Galápagos. Viva! Agora será no dia 25 de Setembro, voando de Quito, e embarcando num barco diferente do original, que não ficou pronto. Mesmo esquema: live aboard de 8 dias/7 noites, mergulhando sem parar. Depois, mais dois dias em terra, tentando ver o que for possível dessas ilhas maravilhosas. Nossos padrinhos Rafa e Laura estarão conosco, os mesmos que nos encontraram em Itaúnas, ano passado, no meu aniversário. Dessa vez, vão passar o aniversário da Ana conosco, dia 20 desse mês. Isso porque estão chegando 10 dias antes do live aboard para viajarem conosco pelo Equador. Vamos encontrá-los em Quito no dia 15. O que sobrou de chato dessa mudança de barco e de datas é que o primo Haroldo, o mesmo que esteve conosco em Fernando de Noronha não virá mais nos encontrar. Para ele, a mudança de datas foi fatal. Uma pena! Bem, se não foi por aqui, certamente será em outro lugar especial desse nosso continente. É esperar para ver...

O céu colorido do final de tarde em Mancora, no litoral norte do Peru

O céu colorido do final de tarde em Mancora, no litoral norte do Peru

Peru, Mancora,

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Atravessando o País

Jamaica, Treasure Beach, Port Antonio

Cruzando a Jamaica de carro

Cruzando a Jamaica de carro


Deixamos Treasure Beach logo cedo, dispostos a atravessar a ilha da Jamaica, saindo da sua costa sudoeste para chegar ao seu litoral nordeste, passando pela capital Kingston no caminho. A primeira parte do trajeto seria por um emaranhado de estradas secundárias, passando por pequenas vilas, trechos montanhosos e asfalto de qualidade duvidosa. Depois de alguns dias, já estou “quase” craque de dirigir na mão inglesa. O “quase” é porque ainda tenho uma certa dificuldade de desviar dos buracos no caminho, acertando “quase” todos, hehehe.

Antes de partir, olhamdo no mapa o longo caminho entre Treasure Beach e Port Antonio, na  Jamaica

Antes de partir, olhamdo no mapa o longo caminho entre Treasure Beach e Port Antonio, na Jamaica


E assim, mapa na mão e algumas paradas para pedir informações e conseguimos chegar na estrada principal, aquela que dá a volta em toda a ilha. Aqui passamos numa Jamaica menos turística, mais autêntica, todos vivendo suas vidas independente de visitantes estrangeiros. Enfim, começávamos a ver uma Jamaica mais “jamaicana”...

Estrada secundária na região de Treasure Beach, no sul da Jamaica

Estrada secundária na região de Treasure Beach, no sul da Jamaica


A tal estrada principal também tem seus buracos e a situação só melhorou mesmo quando chegamos à autopista, uns 40 km antes da capital. Pois é, autopista mesmo, muitos carros, pista dupla, pedágio, mais uma peça para nos ajudar a montar esse quebra-cabeça chamado Jamaica.

Escolares caminham em rua de pequena cidade na Jamaica

Escolares caminham em rua de pequena cidade na Jamaica


Passagem tranquila pela capital Kingston e logo estávamos cruzando as Blue Mountains, rumo ao norte da ilha. Estrada bem estreita, cheia de curvas, daquela que temos de buzinar antes de cada virada. Com paciência (e fome!), chegamos ao litoral onde encontramos novamente uma estrada mais larga. Aí, tapetão até a pacata Port Antonio, local onde nasceu o turismo no país, já há muitas décadas.

Prédio da prefeitura de Port Antonio, no nordeste da Jamaica

Prédio da prefeitura de Port Antonio, no nordeste da Jamaica


Felizmente, o tal turismo logo migrou para Montego Bay, Ocho Rios e Negril, deixando Port Antonio relativamente à salvo dos grandes resorts e da descaracterização que eles trazem. Estamos agora na Portland Parish, considerada a mais bonita do país e, mesmo assim, uma das mais bem preservadas!

A movimentada praça central de Port Antonio, no nordeste da Jamaica

A movimentada praça central de Port Antonio, no nordeste da Jamaica


Aqui chegando, fomos direto nos alimentar, de frente a uma das muitas belas baías da região. Aí sim, de estômagos forrados, fomos procurar algum lugar para ficar. Finalmente, pudemos nos livrar dos hotéis mais caros e achamos uma Guest House super simpática, na península de Titchfield, a mais agradável vizinhança de Port Antonio. Ainda tivemos tempo de, caminhando, conhecer o centro da cidade, sua bela igreja anglicana, a movimentada praça e a marina que recebe veleiros do mundo inteiro. Depois de tantas praias e hotéis, foi uma delícia estarmos novamente em uma cidade normal, com gente normal.

A bela igreja anglicana Port Antonio, no nordeste da Jamaica

A bela igreja anglicana Port Antonio, no nordeste da Jamaica


A ideia, amanhã, é ir logo conhecer a famosa Blue Lagoon e depois, dar uma passada rápida em alguma praia. Afinal, ainda queremos pegar estrada para ir dormir no alto das Blue Mountains, com vista para Kingston!

Céu de fim de tarde sobre o Mercado de Port Antonio, no nordeste da Jamaica

Céu de fim de tarde sobre o Mercado de Port Antonio, no nordeste da Jamaica

Jamaica, Treasure Beach, Port Antonio,

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A Caminhada para Kalalau

Hawaii, Kauai-Kalalau

Paisagens cinematográficas da Na'Pali Coast, no caminho para o Kalalao, em Kauai, no Havaí

Paisagens cinematográficas da Na'Pali Coast, no caminho para o Kalalao, em Kauai, no Havaí


Nosso guia de parques nacionais nos EUA e Canadá já avisava: essa é considerada por muitos como a mais bela trilha costeira do mundo. São 11 milhas, ou pouco mais de 17 quilômetros, subindo e descendo morros, cruzando riachos, avistando cachoeiras, serpenteando por entre precipícios, quase sempre perto do mar. A trilha passa por apenas uma outra praia, logo na marca das duas milhas. Boa parte da primeira metade é na sombra de árvores, mas a segunda metade não é para aqueles que tem medo de altura, pois o estreito caminho segue por entre barrancos e desfiladeiros. O prêmio de todo esse esforço, principalmente nessa segunda metade do caminho, são as vistas magníficas.

Placa informativa no início da famosa Kalalao Trail, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Placa informativa no início da famosa Kalalao Trail, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Para quem só tem um dia disponível, a administração do parque estadual onde se localiza a trilha permite que se siga até a primeira praia. Para ir além dela, é preciso uma autorização de camping, o que se consegue por internet. Junto com os vulcões da Big Island, com as ondas gigantes de Oahu e com o passeio de helicóptero que fizemos ontem, esse era o nosso programa havaiano mais esperado. O Rafa e a Laura toparam a empreitada e assim, bem cedo, saímos de Lihue para Hanalei Bay, onde deixamos nossa bagagem na casa alugada pelo Sidney e daí seguimos mais uns quilômetros, até o início da Kalalau Trail.


Nossos caminhos no Kauai. Ontem, fomos de Lihue (A) ao mirante para ver Kalalau (B) e voltamos à Lihue. Hoje, fomos a Hanalei Bay (C), onde deixamos nossa bagagem na casa do Sidney e seguimos ao início da trilha para a praia de Kalalau (D)

Ontem já tínhamos dado uma boa olhada na Na’Pali Coast, região percorrida pela trilha, lá do alto, tanto do helicóptero como do mirante para onde fomos de carro, de tarde. Absolutamente magnífica e grandiosa. É o único trecho da ilha onde não há estradas. Se algum dia resolvessem completar a estrada que quase dá a volta em Kauai, esse trecho deveria ser repleto de pontes e túneis, pois não há parte plana. Felizmente, ali é um parque, uma região protegida, e não há risco de que essa estrada seja construída. A Na’Pali Coast e a Kalalau Beach permanecerão tão inacessíveis como tem sido há milhares de anos. Sorte dos nossos filhos e netos!

Praia no início da trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Praia no início da trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Início de caminhada rumo ao Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Início de caminhada rumo ao Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Nosso plano era percorrer a trilha até o meio da tarde, a tempo de chegar, montar as barracas e aproveitar um pouco da praia. Amanhã, um banho de mar, recolher acampamento e voltar para o carro, quem sabe com tempo ainda para fazer alguma das trilhas alternativas que saem da trilha principal, rumo a alguma cachoeira. Compramos comida suficiente para esse plano, o Rafa e a Laura fizeram uma produção em série de sanduíches durante a viagem de carro enquanto o macarrão seria o nosso banquete de noite. Eram dez da manhã quando pusemos o pé na trilha, mais animados do que nunca para as belezas que nos esperavam.

Cruzando riacho na trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Cruzando riacho na trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Centenas de totens de pedras na tHanakap'ai, a única praia no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Centenas de totens de pedras na tHanakap'ai, a única praia no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


O primeiro trecho da trilha, as duas milhas até a praia de Hanakapi’ai, é bem tranquilo, até com bastante movimento. Ainda cheios de energia, mal sentimos as subidas e descidas, a as vistas do mar azul e da costa entrecortada nos fazendo esquecer do esforço. Quando percebemos, já estávamos na praia onde boa parte dos visitantes deixa uma torre de pedras empilhadas. O resultado é uma verdadeira “floresta” desses totens. Apesar do movimento, a praia tem um aspecto bem selvagem e as ondas grandes desestimulavam qualquer tentativa de banho de mar. Pausa para lanche, descanso e conversa jogada fora.

Hanakap'ai, a única praia no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Hanakap'ai, a única praia no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


A partir daí, tudo muda de figura. A trilha se estreita e fica bem mais rústica. O movimento cai bastante e as subidas ficam bem mais íngremes. Em compensação, a vista fica ainda mais bonita! Foi aí que nos separamos, eu à frente, com meus pensamentos e botões enquanto a Ana caminhava com o Rafa e a Laura, cada um com sua máquina fotográfica.

Momento de relaxamento depois de grande subida na trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Momento de relaxamento depois de grande subida na trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Descansando e admirando a vista na trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Descansando e admirando a vista na trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Assim seguimos até a metade do caminho, onde há um local de camping ao lado de um riacho mais largo que os outros, encachoeirado e formando piscinas naturais. “Ponto de parada na volta, ideal para um banho!”, pensei. Para hoje, estavámos com o tempo meio apertado. Aí esperei os companheiros de trilha para um novo e merecido lanche.

Cruzando uma mata no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Cruzando uma mata no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Paisagens sempre grandiosas ao longo das 11 milhas de trilhas até o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Paisagens sempre grandiosas ao longo das 11 milhas de trilhas até o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


É a partir desse ponto que a trilha fica mais espetacular e de onde vem a sua fama de mais bela trilha costeira do mundo. Outra vez nos separamos, eu com os botões na frente e os outros atrás. A trilha vai “ladeando” grandes penhascos, algumas vezes passando por cima, outras pelo meio deles. Do alto de um, vemos os próximos à frente, só imaginando por onde passará a trilha por ali. Afinal, numa primeira vista, eles parecem muito altos para se chegar até o topo e, ao mesmo tempo, muito inclinados para que a trilha consiga passar em sua lateral. Mas ela passa! Bem estreita, mas passa!

Percorrendo as belíssimas paisagens da Na'Pali Coast, no caminho para a Kalalao, em Kauai, no Havaí

Percorrendo as belíssimas paisagens da Na'Pali Coast, no caminho para a Kalalao, em Kauai, no Havaí


O Rodrigo já está no alto do próximo morro, no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

O Rodrigo já está no alto do próximo morro, no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Ao nosso lado, diversas vezes, passam os helicópteros que fazem o mesmo passeio que fizemos ontem. Eles são o lembrete de que, apesar de estarmos no meio de uma natureza exuberante, a civilização está logo ali. Eles ficam minúsculos perto dessa grandiosidade toda. Quem também fica minúsculo são a Ana, a Laura e o Rafa, caminhando por uma trilha um penhasco atrás de mim. É uma diversão ver aqueles três “pontos coloridos” no meio da gigantesca encosta que mergulha sobre o mar.

A Ana, Laura e Rafa caminham por trilha na beira de um penhasco, a caminho da Kalalao Beach, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

A Ana, Laura e Rafa caminham por trilha na beira de um penhasco, a caminho da Kalalao Beach, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


O cenário maravilhoso na trilha do Kalalao, ao longo da Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

O cenário maravilhoso na trilha do Kalalao, ao longo da Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Por fim, do alto de mais um penhasco, aparece a praia do Kalalau, lá embaixo. Estamos na marca das 10 milhas, falta uma de descida. O sol de fim de tarde iluminando as areias e a costa montanhosa torna a visão ainda mais gloriosa. Essa última milha passa rapidamente e, quando vejo, já estou caminhando na praia. Quase sem perceber também, já estou dentro d’água, mochila e roupas suadas na areia. Quem me desperta é a primeira onda gigante que estoura poucos metros à minha frente. Atrás dela vem outras e eu me delicio com o frescor da água e com o barulho de trovão que passa sobre minha cabeça, meus dedos agarrados fortemente à areia embaixo. Quando o mar sossega um pouco, aproveito para sair, sentindo-me abençoado por aqueles momentos maravilhosos.

Descansando e fotografando aa Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Descansando e fotografando aa Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Finalmente, depois de 10 milhas percorridas, a praia do Kalalao está próxima! (na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí)

Finalmente, depois de 10 milhas percorridas, a praia do Kalalao está próxima! (na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí)


Na areia, agora, assisto a um fantástico pôr-do-sol, o céu pintado de dourado e depois de vermelho. A Ana estava chegando agora e conseguiu fotografar essa pintura. A gente se encontra no camping, eu já me preparando para montar nossa “casa”. Agora, instruído pel esposa escoteira, rapidamente a barraca está montada, bem no tempo em que chegam o rafa e a Laura para montar a barraca deles. Quando tudo está escuro, temos acampamento montado!

Chegando à Kalalao Beach no final da tarde, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Chegando à Kalalao Beach no final da tarde, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Um inesquecível pôr-do-sol nos recebe na praia de Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Um inesquecível pôr-do-sol nos recebe na praia de Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí


Antes do jantar, ainda tem a hora do banho. Na ponta da praia, para fazê-la ainda mais bonita, uma cachoeira escorre sobre a pedra. Com nossas lanternas, tomamos uma delicioso banho de água doce e fresca, mais natural impossível. Depois, de volta à barraca, chegamos à conclusão inevitável: a praia é bonita demais para irmos embora já pela manhã. Temos de passar um dia inteiro por aqui, no mínimo! Será que a comida de um dia dará para dois? Vai ter de dar! A primeira medida de contenção é deixar o macarrão para amanhã. Hoje, atacamos mais sanduíces e barras de granola. O Kalalau merece esse sacrifício!

Banho de cachoeira na nossa primeira noite em Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Banho de cachoeira na nossa primeira noite em Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí

Hawaii, Kauai-Kalalau, mar, Parque, Praia, trilha

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Vale do Alcantilado

Brasil, Rio De Janeiro, Visconde de Mauá

Final de trilha: Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ

Final de trilha: Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ


Hoje partimos o grupo todo para um programa em Mauá. As premissas eram que deveríamos caminhar um pouco (pero no mucho, por causa da Bebel), ver e nadar em alguma cachoeira e voltar a tempo para ver o jogo do Brasil.

Cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ

Cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ


Após alguma pesquisa decidimos pelo Vale do Alcantilado. A região de Visconde de Mauá é formada por vários vales, todos com casinhas charmosas, restaurantes gostosos, cachoeiras e trilhas. Poderíamos passar aqui uma semana e fazer um passeio diferente por dia. E de noite, em Maringá, ficar experimentando as diversas opções de restaurantes para jantar: fondue, pizza, truta, picanha, comida mineira, enfim, comida para todos os gostos.

Haroldo em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ

Haroldo em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ


Buenas, entre vales como o das Flores, o do Pavão, Sto. Antônio, etc, acabamos ficando com o Alcantilado. Lá chegando, todos na Fiona, fomos fazer a trilha do vale que passa por nove cachoeiras. Hora e pouco para ir, hora e pouco para voltar, incluindo o tempo para um banho gelado.

Carregando a Bebel trilha acima no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ

Carregando a Bebel trilha acima no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ


Com algum trabalho de persuasão levamos a bebel até lá encima, na última cachoeira. Justamente a cachoeira do Alcantilado. Viemos todos curiosos sobre a origem do nome, mas ninguém sabia explicar. Vistas todas as cachoeiras, decidimos enfrentar a água fria na quarta, onde havia um poço mais convidativo. Desta vez, foi o Haroldo que não quis entrar. O Pedro, após um certo escândalo, entrou. Eu, Ana e Íris mantivemos a tradição de não deixar de batizar a cachoeira, por supuesto.

Íris experimentando a água em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ

Íris experimentando a água em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ


Pedro mergulhando em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ

Pedro mergulhando em cachoeira no Vale do Alcantilado em Mauá - RJ


Após a trilha lanchamos pastéis e pinhão no restaurante abaixo da trilha. Lá, finalmente a explicação: "alcantilado" quer dizer "escarpado", e se refere a cachoeira mais alta que é bem mais escarpada mesmo.

Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ

Cachoeira do Alcantilado em Mauá - RJ


Depois, voltamos para torcer juntos pelo Brasil. Findo o jogo (Brasil 3x1 Costa do Marfim) o Haroldo se mandou para S. Paulo, Pedro e família para o Rio e eu e a Ana para a banheira de hidromassagem. Gostosa como sempre, mas parecendo meio vazia, com a ausência dos companheiros do fim de semana. Bom, tem sido sempre assim, vamos conhecendo ou encontrando pessoas para logo depois nos separarmos. Sempre na esperança de revê-los em breve.

Assistindo ao jogo Brasil x Costa do Marfim em Mauá - RJ

Assistindo ao jogo Brasil x Costa do Marfim em Mauá - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Visconde de Mauá,

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Beverly Hills e Hollywood Sign

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


Nenhuma visita à Los Angeles é completa sem ir a alguns de seus mais importantes símbolos e referências. Entre esses, destacam-se o famoso letreiro gigante com a palavra “Hollywood”, encravado nas colinas da cidade e que tanto já apareceu em filmes e séries de TV, e a Rodeo Drive, rua com as mais caras lojas de grife do mundo, frequentada pelas grandes estrelas do cinema.

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A gente também tinha de ir lá. Não por obrigação, mas por vontade sim! Era nosso último dia na cidade e, ao contrário dos dias anteriores, ele nasceu esplendoroso, céu azul e sol radiante. Desde que me lembro por gente, vejo na TV aquele enorme letreiro na TV e a criança dentro de mim queria vê-los de perto de qualquer maneira. Principalmente depois que eles voaram pelos ares, na memorável cena do filme “O Dia Depois de Amanhã”, em que vários tornados arrasam a cidade de Los Angeles.

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Mas antes dos letreiros, queríamos ir à Beverly Hills, o bairro onde ficam as mansões das grandes estrelas de Hollywood. A rua mais famosa de lá é a Rodeo Drive, que também já apareceu em vários filmes. É lá que a Julia Roberts tira a barriga da miséria, no filme “Pretty Woman”. Como ela estava no nosso caminho para o Hollywood Sign, para lá fomos primeiro.

Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só que a Rodeo Drive é uma rua comprida e não sabíamos qual endereço colocar no nosso GPS. Fomos até o cruzamento dela com uma outra rua e viramos para o lado “errado”. Quer dizer, “errado” dependendo do que se está procurando. Em princípio, queríamos as lojas, mas acabamos virando em direção ao trecho residencial. O “errado” acabou virando o “certo”, pois simplesmente adoramos conhecer aquele lado da Rodeo também. Rua super pacata, cheia de casas simpáticas, nem uma pista de que, a poucos quarteirões dali, ela se transforma em um dos metros quadrados mais caros do mundo! Não que ali também não fosse caro. Aposto que é, e bastante! Mas não há nenhuma ostentação, apenas bom gosto. Um outro lugar de Los Angeles que eu moraria tranquilamente, hehehe!

Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Bom, tiramos umas fotos, viramos o carro e seguimos agora para os quarteirões que fazem a fama da rua. Uma loja famosa atrás da outra, todas as grifes mais chiques representadas. Mas, de novo, muito bom gosto na decoração, tanto das lojas como na própria rua. Chique no úrtimo!

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Mas, chegamos meio tarde para ter a chance de ver qualquer um dos famosos por ali, fazendo suas “comprinhas” de Natal. No nosso hotel, já haviam nos dito que eles chegam lá bem cedo, para tentar escapar um pouco dos paparazzi e turistas curiosos. Ao invés deles, pudemos ver carros caros e coloridos circulando por lá, disputando espaço com limusines brancas que traziam clientes para passear na rua mais cara do mundo, tudo parte de algum pacote turístico meio cafona. Nem a Fiona se sentiu bem em tal companhia e tratamos de encontrar logo um lugar para estacionar ali perto para podermos caminhar pela rua.

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


São três quarteirões de lojas em “liquidação de Natal”. Numa vitrine, uma dessas lojas anunciava um colar pela barganha de 15 mil dólares. Sei... A gente se divertiu um pouco com as vitrines e com a frequência e seguimos para uma pequena rua transversal, onde haviam alguns restaurantes. Se não podíamos nos dar ao luxo de tomar um banho de loja por ali, pelo menos um lanche poderíamos fazer. Em grande estilo, claro! Ao menos, para fazer jus ao lugar em que estávamos! Um sanduíche gourmet e um drinque de champagne não fazem mal a ninguém e a conta ficou muito mais barata que o tal colar em promoção, hehehe!

Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Já mais animados, seguimos para a próxima parada do dia, o letreiro de Hollywood. Esse gigantesco outdoor está fazendo 90 anos de idade em 2013 e, com 14 metros de altura e 110 metros de largura, pode ser visto de quase toda a cidade. Na verdade, com a ajuda do cinema e da TV, pode ser visto de qualquer lugar do mundo! Ou seja, a gente já o tinha visto antes, mas bem de longe... Agora, queríamos aquela visão clássica, mais de perto.

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


O letreiro foi construído em 1923 como parte de uma campanha para promover uma empresa que vendia terrenos no novo bairro. Era para ficar por lá apenas 18 meses, o tempo da campanha publicitária. Mas rapidamente a propaganda virou um símbolo, um ícone da cidade e do país. Virou parte da paisagem e não saiu mais de lá. Mas o vandalismo e o tempo trataram de deteriorar cada vez mais o símbolo e, na década de 70, o primeiro “O” tinha virado um “u” enquanto o último tinha simplesmente desaparecido. Lia-se “HuLLYWO D”. Felizmente, desde então, o símbolo foi restaurado e passou a ser protegido da ação dos vândalos.

A clássica foto com o Hollywood Sign ao fundo, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

A clássica foto com o Hollywood Sign ao fundo, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


O GPS nos levou até um ponto de onde todos os turistas tiram suas fotos, bem perto do pé da colina onde está o letreiro. Nós tiramos as nossas também, mas queríamos chegar mais perto. Fomos fuçando pelas ruelas estreitas e cheias de curvas que sobem a colina num verdadeiro labirinto. É uma área residencial, outro bom lugar para morar na cidade. Aparentemente, não são muitos os turistas que se arriscam por lá.

A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)

A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)


A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)

A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)


Mas nós fomos. Tenta daqui, tenta dali e acabamos chegando cada vez mais perto. Por fim, chegamos a um parque municipal lá no alto e, além da bela visão do letreiro, também tivemos uma vista espetacular da cidade. Pudemos tirar nossas fotos tranquilamente, ora comigo, ora com a Ana, ora com a Fiona e até com nós três! Foi joia. O que nos tirou dali foi que ainda tínhamos novas etapas a cumprir no longo dia de hoje: uma visita ao Griffith Observatory e um jogo de basquete para assistirmos. Assunto do próximo post...

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles, Beverly Hills, Hollywood

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O Primeiro Vídeo

Brasil, Paraná, Ilha do Mel, Superagui

Para quem ainda não viu, segue o link no youtube do nosso primeiro vídeo postado lá, feito com muito carinho e zelo pela Ana. Ficou super profissa! Podem clicar que não é vírus!!!

http://www.youtube.com/watch?v=NtpZyYBXyQo

Brasil, Paraná, Ilha do Mel, Superagui, Praia

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Palmitos, Pitangas e Cachoeiras

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú)

Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Baía de Camamu - BA


Nosso próximo destino no movimentado dia de hoje era a Cachoeira do Tremembé, que fica bem no fundo da Baía de Camamu. Para seguir para o norte, para Valença e Boipeba, primeiro tivemos de descer toda a península, onde ela se conecta com o continente e aí pegar a estrada asfaltada que segue para o norte. Bem neste ponto, no fundo da baía, está a cachoeira. A estrada passa pertinho, o pequeno vilarejo de Tremembé.

Fundo da Baía de Camamu, próximo à Cachoeira do Tremembé - BA

Fundo da Baía de Camamu, próximo à Cachoeira do Tremembé - BA


Tudo está muito bem sinalizado, todas as atrações turísticas estão nas placas de trânsito marrons, seja na estrada de asfalto, seja na estrada de terra, seja numa trilha de areia perdida no meio dos coqueiros. Enfim, chegamos ao lado da Cachoeira de Tremembé e lá nos esperavam vários meninos para nos guiar na pequena trilha. O que nos convenceu a "contratar" os serviços do pequeno Valney foi que ele nos prometeu levar em outra cachoeira, não sinalizada e ainda mais bonita, a cachoeira do Demé.

Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA


Primeiro fomos na Tremembé mesmo. Muita água, bem larga, bem lindona, no meio de uma região de mangues, água escura. Embaixo, um enorme lago que na verdade, à rigor, já é o mar. Mar com cara de rio ou de lago. Mas com gosto de mar. Passamos uma meia hora aí nos esbaldando no enorme lago-mar e na cachoeira em si, o mangue ali perto, a natureza em toda a sua exuberância.

Cachoeira de Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Cachoeira de Tremembé, na Baía de Camamu - BA


Foi o tempo passando e a fome apertando que nos fez mover, em direção a um restaurante que há ali do lado. Foi onde conhecemos uma peça rara, o dono do restaurante e de toda a ilha onde estávamos, o Nilton. Um catarinense e viajante das antigas que desbravou lugares como Caraíva e Porto Seguro e que se apaixonou pela Baía de Camamu e acabou comprando essa ilha há mais de vinte anos. A ilha é formada no pequeno delta do rio da cachoeira Tremembé e é cheia de seringueiras, pitangueiras, uma anita serraria e mini usina e muitos micos e aves. O Nilton, que teve a primeira escuna turística de Porto Seguro, há 30 anos e a primeira pousada de Caraíva, em épocas pré-Duca, agora tem esse restaurante na sua ilha, que tem o nome de Veneza.

Pitu, enorme camarão de água doce, no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA

Pitu, enorme camarão de água doce, no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA


A gente conversou muito com ele, demos boas risadas e fomos muito bem alimentados. Só não quis comer o pitu, uma camarão de água doce do tamanho de uma lagosta, quase. Começamos com muita pitanga, fresquinha, colhida na hora. Depois, para embalar, uma deliciosa caipirinha de pitanga, claro. Para comer, palmitos! Hmmmmmm!!! Uma delícia!!! Primeiros, servidos frios, com pimenta doce. Depois, servidos quentes, com manjericão e na manteiga. Nossa, eu não sou muito de palmito mas estava muuuuito bom mesmo. Palmito de açaizeiro, ele disse. É o melhor, nos explicou. Bom, na pior das hipóteses, pode ter algum igual. Melhor, impossível... Lembrei muito da minha mãe, fã de pitanga e fã de palmito. Melhor refeição, impossível. Até fiz um brinde para ela!

Brinde à Dona Nilza, com a refeição de seus sonhos (no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA)

Brinde à Dona Nilza, com a refeição de seus sonhos (no restaurante do Nildo, na ilha Veneza, na Baía de Camamu - BA)


Depois do banquete, até comprei um pote de geleia de pitanga, que vai nos acompanhar por um bom tempo. Aí, demos um pulo no alto da Cachoeira do Tremembé para admirar a vista fenomenal, dessas de tirar o fôlego e seguimos em frente, para a próxima cachoeira.

Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Baía de Camamu - BA


O Valney nos guiou para lá, de carro. De novo, muita água e, nesse caso, muita corrente, para aumentar a emoção. Como tudo na Bahia, a água é bem quente. Já não conseguimos nos imaginar nadando nas águas geladas das cachoeiras da mantiqueira... Mas o grande atrativo da Cachoeira do Demé é passar por baixo de uma forte cortina d'água. Difícil captar a beleza desse lugar com fotos, mas bem que tentamos...

Embaixo da Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Península do Maraú - BA

Embaixo da Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Península do Maraú - BA


Tantas atrações assim e o dia virou tarde que já ameaçava virar noite. Nossos planos de chegar em Boipeba ainda hoje seguiram cachoeira abaixo, literalmente. Seguimos acelerados para Valença, o porto que dá acesso à Boipeba e Morro de São Paulo. No caminho passamos por várias cidadezinhas com construções históricas e várias placas indicando cachoeiras. Deu aquela coceira, mas para conhecer todas precisaríamos de outro dia inteiro. Uma pena. Se forem belas como as duas que conhecemos hoje, estamos perdendo muita coisa! Se alguém quiser dicas para a viagem 1000dias por todo o Brasil, eu posso dar. E vai ficar apertado, posso garantir!

Embaixo da Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Península do Maraú - BA

Embaixo da Cachoeira do Demé, em Tremembé, na Península do Maraú - BA


Chegamos na Valença que um dia já foi pacata e que hoje tem fama de muito violenta, ficamos amigos do Luis Melodia que nos recebeu no cais e nos indicou o hotel Galeão, além do jantar no MegaChic, e estamos prontos para embarcar para Boipeba amanhã cedo, às 10 horas.

Baía de Camamu - BA

Baía de Camamu - BA


Nossa, se todos os 1000 dias fossem intensos como foi hoje, acho que no fim da viagem teríamos vivido uns 50 anos! Que assim seja...

Vista do alto da Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Vista do alto da Cachoeira do Tremembé, na Baía de Camamu - BA

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú), Baía de Camamu, cachoeira, Maraú, Tremembé, Valença

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A Fascinante St Andrews Bay

Geórgia Do Sul, St Andrews Bay

Admirando a fantástica St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo

Admirando a fantástica St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo


A tarde de hoje voltou a ser dos pinguins rei. Não em pequenos grupos, como foi pela manhã ou no dia de ontem, mas simplesmente na maior colônia do mundo dessa elegante espécie de pinguim. Aliás, entre todos os pinguins, somente os pinguins rei formam essas mega colônias, portanto o local que visitamos hoje é a maior colônia de todos os tipos de pinguim do mundo! Estou falando de St Andrews Bay, uma longa praia de pedras na costa nordeste da Geórgia do Sul, cenário também de uma gigantesca geleira.

Pinguins rei observam o Sea Spirit em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei observam o Sea Spirit em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Passageiros do Sea Spirit observam St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo

Passageiros do Sea Spirit observam St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo


Um raro pinguim rei solitário em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Um raro pinguim rei solitário em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Não sei exatamente como os cientistas e pesquisadores calculam o número de aves em uma colônia. Deve ser por densidade, embora deva haver uma componente de “chute” razoável. Enfim, o cálculo feito aqui para St Andrews é de quase 300 mil casais. Se somarmos as “crianças”, seriam uns 700 mil pinguins! É uma lotação para Copacabana nenhuma botar defeito! Ver isso de perto, confesso, deixa a gente até sem ar. É mesmo impressionante!

Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves

Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves


Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves

Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves


Como já falei em outros posts, o pinguim rei é a segunda maior espécie, atrás apenas do pinguim imperador, que vive na Antártida. Eles chegam a ter 1 metros de altura e pesar 15 quilos, machos um pouco maiores do que fêmeas. Diferentes de quase todas as outras espécies de animais antárticos, sua dieta não se baseia no krill (aquele pequeno camarão abundante nas águas geladas do sul), embora também o comam. Mas preferem pequenos peixes e lulas. E para achar sua comida preferida, mergulham comumente a mais de 100 metros de profundidade, embora possam chegar a mais de 300! Uma ave chegar a 300 metros de profundidade é mesmo incrível! Para chegar até lá, alguns deles ficam mais de 8 minutos sem respirar.

Um elegante pinguim rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Um elegante pinguim rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Pinguim rei descansa na grama em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguim rei descansa na grama em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


De tão pequenas, as penas mais se parecem pelos no pinguim rei (em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul)

De tão pequenas, as penas mais se parecem pelos no pinguim rei (em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul)


São várias camadas de penas para suportar o frio desse ambiente, dentro e fora d’água. As camadas de baixo são formadas por penas bem pequenas que chegam a parecer pelos. As penas de fora são maiores e impermeáveis, além de bem oleosas para ficarem ainda mais hidrodinâmicas. Pois é, pinguins nadam rápido, os campeões na categoria natação entre as aves, embora o pinguim rei não seja o mais rápido entre os pinguins. A velocidade é necessária não apenas para capturar os peixes, mas também para fugir dos predadores, como a foca leopardo e até as orcas.

Os pés de um pinguim rei, em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Os pés de um pinguim rei, em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Pinguins rei saem do mar em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei saem do mar em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Além da elegância e beleza, outra característica dessa espécie é o longo ciclo entre namoro, “casamento”, colocar e chocar o ovo, alimentar e proteger o filho até que ele possa cuidar de si mesmo. Ao todo, são cerca de 16 meses. Começa com a primavera de um ano e vai terminar dois verões mais tarde. E todo esse trabalho para apenas um filho por casal.

Dia de sol e mar azul em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Dia de sol e mar azul em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Grupo de pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Grupo de pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Pinguins rei na bela paisagem de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei na bela paisagem de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Tudo começa entre Setembro e Outubro, quando os pássaros começam a voltar para suas colônias de preferência. Os primeiros a chegar são aqueles que, no ano interior, não tiveram sucesso em encontrar um parceiro. Pinguins rei, na média, tem sucesso em conseguir um parceiro duas vezes em cada três anos. Então, tem sempre uma turma que está “na fissura”, louco para encontrar um namorado depois de tanto tempo. Enfim, até meados de Outubro os pares já se formaram e o namoro está a pleno vapor. Pinguins rei não se casam para toda a vida, como ocorre com tantos outros pássaros. Seu amor é eterno enquanto dure, e isso normalmente dura uma estação. Mas há sim aqueles que voltam a namorar o mesmo parceiro nos anos seguintes, mas essa é uma minoria. O normal são parceiros distintos todos os anos.

Os altivos pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Os altivos pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Pinguins rei em remanso de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei em remanso de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Enfim, depois do namoro consumado, voltam ao mar por algumas semanas para se alimentar e, em meados de novembro, voltam outra vez à colônia, dessa vez para colocar o ovo e chocá-lo. Essa última tarefa é dividida irmãmente ente pai e mãe, que se revezam em turnos de uma semana, enquanto o outro volta ao mar para se alimentar. Depois, na volta, na base da gritaria, acabam se encontrando e trocando de lugar, depois de uma sessão de carinhos.

Pinguins rei e seus reflexos em remanso de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei e seus reflexos em remanso de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Grupo de pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Grupo de pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Depois de 55 dias o filhote nasce, quase pelado. Com o fio que faz por lá, ficam completamente dependentes do calor dos pais e ficam escondidos sob uma pequena “saia” que se forma sob a barriga dos pais, na verdade, uma dobra de sua pele. De novo, pai e mãe se revezam, um dando calor e proteção ao filho e o outro buscando alimento para ele.. Essa faze de guarda mais intensiva dura mais 40 dias. È quando o filhote já cresceu o suficiente para se defender de predadores como skuas e tem camadas de penas para aguentar o frio.

Filhote barulhento de pinguim rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Filhote barulhento de pinguim rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Grupo de filhotes de pinguim rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Grupo de filhotes de pinguim rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Nessa altura da vida, eles começam a explorar as vizinhanças de seus ninhos. Conhecem outros da sua idade, formam amizades e alianças e se reúnem em “creches”, grupos maiores de pinguins-criança, sempre aos olhos atentos de dois ou três adultos. Eles continuam a crescer e engordar, sempre contando com a ajuda da comida trazida pelos pais, até que em Abril tem gordura suficiente para aguentar o jejum e frio do inverno, quando pais se afastam para alto mar.

Centenas de pinguins rei adultos e filhotes em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo

Centenas de pinguins rei adultos e filhotes em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo


Pinguins rei, pai e filho, em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei, pai e filho, em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Os pais começam a voltar em setembro-outubro, para encontrar seus antigos filhotes já praticamente do seu tamanho, ainda que continuem com suas penas marrons, próprias da infância. Assim, enquanto se preparam para um novo ciclo reprodutivo, muitos deles ainda tem de se relacionar (e repartir o alimento) com um “bezerrão” do seu tamanho. Esses pinguins marrons com um ano de idade estão loucos para ganhar suas penas brancas, pretas e amarelas muito mais elegantes e, elas sim, preparadas para a água. Isso vai ocorrendo a partir do início do verão, quando os filhotes podem, finalmente, cair na água e viver como um verdadeiro pinguim, buscando sua própria comida, dando olé nas focas-leopardo e orcas e voltando para casa para arrumar uma namorada.

Pinguins rei no pé da geleira de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei no pé da geleira de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Dia de céu azul em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Dia de céu azul em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Por causa desse ciclo demorado, a colônia de pinguins é movimentada durante todo o ano. Agora, nessa época que chegamos, podemos ver os milhares de filhotes do ano passado começando a trocar de penas. Ao mesmo tempo, os pais começam a chocar um novo ovo. Assim, acho que é o período mais movimentado de todos. Pais e filhos antigos praticamente do mesmo tamanho, mas tão diferentes, realmente parecem ser de espécies diferentes. Mas não, são todos pinguins rei, o “antes” e o “depois”.

Elefante marinho tira uma soneca em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Elefante marinho tira uma soneca em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Filhote de elefante-marinho em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Filhote de elefante-marinho em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Para aumentar o movimento da colônia, essa também é a estação dos elefantes-marinhos. As duas espécies gostam das mesmas praias e assim, tem de dividir o mesmo espaço. Em outros lugares que passamos, os elefantes, pelo seu tamanho, são indubitavelmente os reis do pedaço. Mas aqui em St Andrews, a quantidade de pinguins é tão avassaladora que até mesmo os gigantescos elefantes ficam meio acanhados...

Elefante-marinho macho na praia de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Elefante-marinho macho na praia de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Elefantes-marinhos e pinguins dividem a praia de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Elefantes-marinhos e pinguins dividem a praia de St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


O cenário grandioso da praia ainda adiciona um charme especial. As montanhas nevadas ao fundo e a enorme geleira que desemboca na praia empresta um ar meio épico à cena. A geleira de Ross, como tantas outras, está retrocedendo, deixando em seu lugar um lago cheio de pequenos icebergs e também rios gelados e cheios de corredeira que se esvaem para o mar ali perto. Os pinguins adoram esses rios e se aglomeram ao seu redor. Tanto nos trechos de corredeira como nos de remanso, formando cenas ideais para fotografias.

Pinguins rei ao lado de um rio com corredeiras em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei ao lado de um rio com corredeiras em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Pinguins rei ao lado de um remanso de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul

Pinguins rei ao lado de um remanso de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul


Nós passamos umas boas horas por aí. Primeiro na praia, olhando os sempre interessantes elefantes. Depois, caminhando um pouco mais para o interior e para o alto, de onde tínhamos uma visão panorâmica desse cenário grandioso com mais de meio milhão de pinguins. Conseguimos ir até o rio mais largo, intransponível para nós. Mas não para os pinguins que se jogavam em suas corredeiras e, com um certo trabalho, já algumas dezenas de metros rio abaixo, conseguiam chegar do lado de lá.

Milhares de pinguins se amontoam ao redor de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo (foto de Susan Pairaudeau)

Milhares de pinguins se amontoam ao redor de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo (foto de Susan Pairaudeau)


Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves

Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves


Milhares de pinguins se amontoam ao redor de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo (foto de Steve Denver)

Milhares de pinguins se amontoam ao redor de rio em St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo (foto de Steve Denver)


Foi uma maravilhosa despedida dessas grandes colônias. Amanhã, ao que parece, o forte mesmo serão os elefantes. E depois, pela tarde, após um tour por um grande fiorde repleto de geleiras, vamos tomar o rumo da Antártida. Novas espécies de pinguins nos aguardam mais para o sul enquanto os pinguins rei continuam seu longo ciclo por aqui. Aparentemente, e como essa grande colônia nos comprovou, os pinguins rei ainda estão se dando muito bem nessa época de aquecimento e poluição globais. Que bom, nem tudo são notícias ruins para o nosso planeta...

Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves

Visita a St Andrews Bay, na Geórgia do Sul, a maior colônia de pinguins rei do mundo, com quase 1 milhão de aves

Geórgia Do Sul, St Andrews Bay, Bichos, Pinguim, Praia

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Forbidden Plateau

Canadá, Campbell River, Tofino

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


“Forbidden Plateau”! Aí está um belo nome, que parece saído de um filme do Indiana Jones ou do Conan, o Bárbaro. Mas é um lugar de verdade, a parte alta, ou platô, do Strathcona Provincial Park, no coração de Vancouver Island. Ontem nós já tínhamos ido na parte baixa do parque e hoje foi a vez de conhecer essa outra parte, com um nome tão pomposo.


Nosso circuito em Vancouver Island até agora, incluindo os dois passeios no Strathcona Park

Saímos de mala e cuia do nosso hotel em Campbell River, rumo à entrada do parque que nos levaria ao Forbidden Plateau. Nossa ideia era passar o dia por lá e, já no fim de tarde, seguir viagem para o sul, seguindo tão longe quanto pudéssemos, no caminho para Tofino, onde ficaremos por alguns dias. Tofino é o principal pico de surfistas no Canadá. Além de praias e ondas, também é famosa pela suas matas com árvores centenárias, além de estreitos canais, baías e fiordes perfeitos para a prática de caiaque.

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Mas antes de chegar lá, ainda tínhamos um local proibido para explorar. O Forbidden Plateau é o local mais alto da ilha, onde estão diversas montanhas ideais para a prática de esqui. O mais importante resort para prática desse esporte está lá, no Mount Washington. Mas nessa época do ano a neve ainda não chegou e é a caminhada que passa a ser a principal atividade da área. Sem neve e com diversos lagos alpinos, o Forbidden Plateau, todo entrecruzado de trilhas, é o paraíso dos trekkers.

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Numa segunda-feira normal de outubro, o tempo seria chuvoso e não haveria alma-viva no parque. Só que hoje era feriado, o dia de Thanksgiving aqui no Canadá. Além disso, o tempo estava radiante, um dos mais belos dias dos últimos meses. Assim, quando chegamos lá encima, no estacionamento em frente à entrada principal do Forbidden Plateau, eram mais de cem carros. Todo mundo querendo aproveitar essa colher de chá de São Pedro. Nós fomos diretamente ao centro de visitantes, que só estava aberto por causa do sol e do feriado. A simpática park ranger nos mostrou um mapa, nos apontou as trilhas e disse que éramos abençoados de termos pego aquele dia lá encima.

No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


São realmente dezenas e dezenas de quilômetros de trilhas ou rotas pelo parque. Aquelas mais perto do estacionamento estavam cheias. Impressionante a quantidade de idosos aproveitando o ar puro da montanha. Todos numa forma danada! Um estímulo para que cheguemos lá com essa força toda, hehehe! Além da terceira idade, quem estava lá em grande número eram os cachorros. Outra coisa que nos deixou muito bem impressionados: não vimos um mísero cocô de cachorro nas trilhas. Tudo devidamente “cuidado” pelos seus respectivos donos. É o que eu chamo de senso de responsabilidade primeiromundística!

Um verdadeiro jardim ao longo das trilhas do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Um verdadeiro jardim ao longo das trilhas do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Nós planejamos fazer o maior caminho possível nas cinco horas que tínhamos com luz do dia. Um looping passando por diversos lagos e florestas. Uma paisagem absolutamente maravilhosa, principalmente nessa época do ano, com as cores de Outono adornando as árvores, a relva, as campinas e todo o parque. Em alguns lugares, nem parecia de verdade!

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Aqui, tenho de, mais uma vez, prestar minhas homenagens aos lagos canadenses. Quando penso que já vi de tudo, basta chegar ao Forbidden Plateau para aprender que não, que há ainda muita beleza para ser descoberta e admirada! Não sei se era o céu azul, se eram as cores vermelhas da relva, o verde da mata, o esmeralda das águas, mas realmente, os lagos daqui estavam especiais. E falar isso depois de ver tantos outros lagos maravilhosos nesse país, é porque verdadeiramente estavam!

Cores de Outono no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cores de Outono no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Quase vinte quilômetros se foram, primeiro disputando espaço com outros felizardos, depois completamente a sós com a minha amada esposa, algumas dezenas de fotografias e muitos e muitos momentos de contemplação e estupefação. Ficamos com uma vontade danada de ter trazido nossa barraca para ter dormido ao lado de um desses lagos maravilhosos, nos locais preparados para camping, mas não viemos preparados. E olha que aqui nem urso tem! Quando muito, uma marmota ou um esquilo. Nada potencialmente antropófago. Pois é, mas um programa que ficará para a próxima vinda ao Canadá. Difícil vai ser ter um outro dia como esse, nesse lugar que tanto chove.

Admirando um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Admirando um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Pausa para descanso em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Pausa para descanso em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Por falar nisso, era hora de seguir viagem. Seguir até Tofino, quem sabe. Queríamos aproveitar esses raros momentos de céu azul nessa famosa cidade praiana. A West Coast do Canadá é “carinhosamente” chamada de “Wet Coast”. Dá para imaginar porque... Então, mandei o cansaço às favas e seguimos até lá, onde chegamos pouco depois das oito da noite, Assim, já acordamos aqui para poder aproveitar o dia de amanhã. Pelo caminho ficaram algumas atrações, como a Cathedral Cove, com as maiores e mais antigas árvores da ilha. Mas teremos de passar por lá novamente, no nosso caminho para Victoria. Tenho certeza que as árvores que já estão lá há centenas de anos poderão esperar mais dois ou três dias. Já o escasso sol, esse acho que não podemos nos dar ao luxo de fazer esperar...

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Canadá, Campbell River, Tofino, British Columbia, Parque, Strathcona, trilha

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A Outra Bahamas

Bahamas, Paradise Island, New Providence - Nassau

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas


Hoje, após marcarmos um mergulho com tubarões para amanhã (obaaaa!), outro mergulho para o dia seguinte, além de acertarmos nosso hotel até o dia de partirmos (dia 13), resolvermos ir para Paradise Island. Com esse nome bem sugestivo, essa ilha está bem na frente do centro de Nassau, a cerca de 1 km de distância. Ela corre paralela à costa, cumprida e estreita. Há duas pontes que a ligam a New Providence (nome da ilha onde está Nassau) e para chegar lá, ou se vai de táxi ou de barco. Nem nadando (apesar de ser tentador, com essa água maravilhosa) nem de jitney (vans de transporte popular) que não podem cruzar a ponte.

Nós fomos de barco, lotado de turistas branquelos recém chegados dos 5 enormes barcos-cruzeiro que aportaram hoje (todos os dias saem 4 ou 5 e chegam outros tantos). No curto caminho, um guia vai dando as coordenadas do local: casas do Mick Jagger, do Sean Connery e do Nicholas Cage (antiga casa do Charles Chaplin), informações variadas sobre as pontes, prédios principais da cidade, sobre o próprio porto (o mais bem preparado do Caribe para receber cruzeiros) e sobre a história do país. Filtrados o barulho do motor do barco e o engraçado sotaque dele, aprendemos bastante com o resto que conseguimos entender.

Após chegarmos à ilha, não demora muito para entendermos a razão do seu nome. No caminho para a praia, cruzamos uma marina arrumadíssima cheia de iates, pequenos shopping centers a céu aberto, tudo bem limpinho e reluzente, mansões e hotéis gigantescos, praças com a grama verdíssima e muito bem aparada, ruas com asfalto e calçadas impecáveis até que, através de um pequeno bosque de pinheiros podemos vislumbrar o mais inacreditável verde que os olhos possam ver. Ficamos ali, esfregando os olhos para ver se é mesmo verdade. E é! Se eu achava o mar das Keys, na Flórida, lindo, já não sei como descrever esse. Mas, certamente, está alguns níveis acima. E, além da cor da água, uma espécie de verde transparente fosforecente (dá para imaginar?), a areia da praia também é linda, branca e fofa. Paradise Island, quero ver quem vai argumentar...

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas

Praia de Paradise Island - Nassau - Bahamas


Bom, um lugar maravilhoso desse, tão a mão dos turistas, tinha de estar lotado. Mas, lotado para padrões caribenhos. Continua bem mais vazio que as nossas praias brasileiras, sem dúvida. Estou falando da faixa de areia. Porque, se for falar da água, aí nunca vi coisa igual. São dezenas e dezenas de jet skies correndo para lá e para cá, num "frenezi" (como se escreve isso???) maluco. Não sei como não há trombadas. Os banhistas tem uma faixa de proteção sinalizada por boias. Há também barcos fazendo parasail ou puxando banana boats. Todo mundo se divertindo. Ao contrário dos lugares onde estivemos ontem, a grande maioria das pessoas bem branquinhas. Parece um outro país.

Resort Atlantis - Nassau

Resort Atlantis - Nassau


Após um belo banho de sol nesse movimentado paraíso, eu e a Ana fomos ao maior e mais famoso dos gigantescos resorts do ilha: o Atlantis. É uma mega-blaster-ultra-giga-power resort, o maior do Caribe, com dezenas de prédios, restaurantes, cassino e outras atrações. A mais interessante, um enorme aquário, ligado a uma laguna, cheio de tubarões, arraias e outros peixes. Podemos vê-los de cima, do lado e mesmo de baixo. É muito bem feito mesmo. Paredes inteiras do lobby do hotel são vidros desse enorme aquário. Coisa de filme. O cassino também é enorme e reluzente, cheio de velhinhos tentando a sorte grande. Tiramos algumas fotos e só. Realmente, não é o tipo de coisa que me atraia. Nem à Ana.

Aquário do Atlantis - Nassau

Aquário do Atlantis - Nassau


Almoçamos, pagamos 7 dólares por cerveja e pegamos o barco de volta à Bahamas de ontem. Quer dizer, nem tando. Caminhando para casa, do porto, passamos pelo Café Matisse e resolvemos entrar. Finíssimo, muito bem decorado e com um jardim muito agradável. Apesar da pouca fome, resolvemos experimentar. Ótima idéia: nos refestelamos com o couvert, um apettizer delicioso, um vinho (o primeiro da viagem!) francês muito bem escolhido pela Ana e uma sobremesa saborosa. Passamos muito bem! Nós e vários membros da elite dessa ilha, que são os frequentadores desse simpático café. O proprietário já morou no Brasil e fez festa para nós. Enquanto conversávamos, ele ía cumprimentando todos os que entravam, vários com aquela cara de ingleses quatrocentões, das famílias mais abastadas da ilha. Foi muito legal ter estado por lá e conhecer essa outra face de Bahamas.

Aquário do Atlantis - Nassau

Aquário do Atlantis - Nassau


E amanhã, vamos ver mais uma: embaixo d'água!

Bahamas, Paradise Island, New Providence - Nassau, Praia

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