1 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Pura Vida!

Costa Rica, Santa Teresa

Olha só a pose de surfista! (na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica)

Olha só a pose de surfista! (na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica)


"Pura vida!". Esta é a frase-símbolo das propagandas de turismo da Costa Rica, internamente e no exterior. Foi um mote que pegou tanto que muitos viajantes assim se referem ao país: pura vida! Tem a ver com exuberância de vida no país, vegetal e animal, assim como as diversas opções de turismo de natureza, entre praias, montanhas, rios e florestas; trekkings, rafting, paragliding e surfing.

Com o gaúcho Luís na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

Com o gaúcho Luís na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


O mote também ilustra bem o nosso dia de hoje, saúde pura, pura vida. Apesar da noitada de ontem, não acordamos tarde. Acordar em frente à praia é sempre alto astral. Ainda mais com céu azul e longe de prédios e congestionamentos. Ao contrário, nossa pousada é em meio à coqueiros, longe de qualquer barulho da vida moderna, exeto alguma música relaxante de algum grupo praticando yoga.

Preparando-se para tentar surfar na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

Preparando-se para tentar surfar na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


Café da manhã com uma tijela cheia de frutas frescas, iogurte e granola. Depois, caminhada até o ponto que tínhamos combinado surfar. O café da manhã acabou demorando mais do que tínhamos esperado e chegamos meio atrasados no local de encontro com o gaúcho Luís. Ele já não estava mais lá e a gente teve de fazer o "sacrifício" de ficar naquela praia linda esperando, vendo a vida e as ondas passarem.

A Ana surfando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

A Ana surfando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


Bom, depois de um sacrifício de hora e meia que incluiu uma caminhada com o pé na água, um descanso na canga e uma seção de jacaré no mar, o Luís apareceu. Ele tinha achado que nós iríamos dar o bolo mas ao nos rever, foi buscar a prancha em casa. Assim, pudemos praticar a nobre arte, eu e a Ana, um de cada vez, por um bom tempo. Uma delícia! Finalmente, aquelas aulas lá na Ilha do Mel fizeram sentido! Aqui o mar estava melhor do que lá. É muito bom para iniciantes, ainda com medo de ondas grandes. Não seria nada mal passar uma semana por aqui, surfando diariamente por algumas horas para podermos passar da categoria "totalmente manés" para a categoria "parcialmente manés"...

Caminhando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica

Caminhando na praia de Santa Teresa, na península de Nicoya - Costa Rica


Bom, dada a nossa agenda corrida de conhecer um continente inteiro em apenas 1000 dias, não temos esse tempo todo. O nosso próximo treino vai ter de ser em outra praia, quem sabe na Nicarágua. Mas aqui foi ótimo para ressuscitar aquele gostinho por esse esporte tão ligado à natureza. Uma delícia!

Mais um maravilhoso pôr-do-sol em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Mais um maravilhoso pôr-do-sol em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Despedimo-nos do muy simpático Luís e voltamos caminhando para a Ranchos Itaúna. Não tinha dito ainda, mas outra coisa legal foi que o Luís tinha nos conhecido pelo Globo Reporter! Estamos ficando chiques, hehehe!

Camarote para assistir ao pôr-do-sol na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Camarote para assistir ao pôr-do-sol na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


De volta no hotel, após sessão de tabalho na internet, tivemos mais um fantástico pôr-do-sol. Nós e uma galera, quase uma festa ao final da tarde. Dezenas de crianças e cães aproveitando as últimas luzes do dia enquanto adultos se acomodavam no lounge a céu aberto sob os coqueiros para admirar e fotografar aquele sempre "inédito" espetáculo diário. Tudo isso embalado com coquetéis e música louge ambiente. Muito legal!

O céu colorido de fim de tarde em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

O céu colorido de fim de tarde em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Pizza para mim, pela noite, enquanto a Ana ficou com uma suculenta carne à quatro queijos. Assim terminou o nosso dia de pura vida. Amanhã, rumo à Nicarágua via o Parque Nacional Tenório, onde está o rio Celeste. Sinceramente, duvido que dê tempo...

Durante o final de tarde, crianças e cachorros se divertem na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Durante o final de tarde, crianças e cachorros se divertem na praia de Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Costa Rica, Santa Teresa, Nicoya, Praia

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Notícias

Argentina, Salta

Explorando Salinas Grandes, uma enorme planície salgada no norte da Argentina

Explorando Salinas Grandes, uma enorme planície salgada no norte da Argentina


Tudo correndo às mil maravilhas por aqui, nas provincias de Jujuy e Salta, no norte da Argentina. Tão bem, com tantas coisas para ver, fazer e recorrer que ficamos sem tempo de atualizar os posts. Mas logo vamos recuperar o tempo e colocar os posts relatando cada um desses dias maravilhosos explorando a Quebrada de Humahuaca e a cidade de Salta e arredores. Hoje, consegui carragar as fotos desses dias todos, que já estão na Home e na página de fotos

Montanhas coloridas no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina

Montanhas coloridas no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina


Outra coisa que tem tomado nosso tempo é uma reformulação do site. Por isso ele tem mudado um pouco, em carater provisório, e a navegação dentro dos blogs piorou. Mas o carregamento das páginas já está bem mais rápido. Enfim, estamos no meio de um processo complicado, mas que logo vai tornar o site bem mais fácil e inteligente. A página de fotos, por exemplo, vai melhorar umas trezentas mil vezes!

O impressionante viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina

O impressionante viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina


Então, é isso aí: aguardem, para breve, os posts dos dias passados, um site mais rápido e inteligente e uma página de fotos turbinada! E viva o país dos hermanos!!!

A famosa e deliciosa cerveja Quilmes, em Salta - Argentina

A famosa e deliciosa cerveja Quilmes, em Salta - Argentina

Argentina, Salta,

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Bichos

Brasil, Paraná, Curitiba

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG


Mais um dia levando coisas para consertar, conversando com o agente de seguros, com a despachante e socializando pela noite, dessa vez com meus antigos colegas de trabalho. Já estou com os formulários para o visto do Canadá agora é preenchê-los da melhor forma possível. A partir de amanhã, segunda, começamos a recolher tudo o que deixamos para consertar.

Hoje, na retrospectiva que estou fazendo, homenageio os seres que dividem conosco esse belo continente. Difícil esolher entre tantas fotos, entre tantos bichos. Ficaram de fora gatos e cachorros, companheiros frequentes em pousadas e caminhadas, verdadeiros amigos que repartirarm conosco dias incríveis que tivemos. Quem sabe num outro post...

Essa belezinha aí, coral verdadeira, encontramos no meio da praia, na Ilha do Mel. Por pouco não morde a Ana, avisada no último momento por um grito meu. Linda e valente!

Cobra coral na praia - volta à Ilha

Cobra coral na praia - volta à Ilha


Animal maravilhoso, tecnicamente um golfinho, mas para todos nós uma baleia. Já no final da apresentação, olhou nos nossos olhos e, na volta seguinte, nos deu um belo banho!

Show da orca

Show da orca


Ave africana em terras brasileiras, essa galinha gigante me confundiu com algum rival e ficou, por 15 min exibindo seus passos e penas para mim. Foi incrível...

Avestruz na fazenda do Aroldo e Ana Elisa, em Perdões - MG

Avestruz na fazenda do Aroldo e Ana Elisa, em Perdões - MG


A famosa foto do tubarão. Será que, naquele momento, ele me avaliava como comida?

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas

Mergulho com tubarões feito em Nassau - Bahamas


Mamãe e filhinho Muriquis, naqueles 15 minutos barulhentos que foram dos mais emocionantes da nossa viagem , encontro com um grupo dos maiores macacos das américas.

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Depois de observar seus rastros por parques em todo o Brasil, finalmente nos deparamos, frente à frente, com os Catitus. Foi na Serra da Capivara - CE.

Catitus (porcos selvagens) na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Catitus (porcos selvagens) na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Golfinhos nos acompanham e dão as boas vindas na costa de Noronha. Encontrar esses animais é sempre emocionante. Embaixo d'água, então...

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE


Vimos carangueijos, siris e assemelhados por toda a costa do continente. Mas poucos tão belos e valentes como esse invocado aí, lá no litoral do Pará

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA


Búfalos já foram africanos. Mas hoje, são mais marajoaras do que muita gente! Ao contrário dos primos bravos africanos, aqui eles são mansos e formam a base da alimentação na ilha.

Manada de búfalos em estrada da Ilha de Marajó - PA

Manada de búfalos em estrada da Ilha de Marajó - PA


Desse tamanho, mas o mais pacato de todos os mamíferos. Por ser tão inofensivo, está perto da extinção, pela caça ilegal. Salvem os peixes-boi!!!

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Boto cor-de-rosa, golfinho de água doce. Experiência inesquecível interagir com um animal tão esperto e brincalhão. E com fome também!

Interagindo com o Boto Cor de Rosa, em Novo Airão - AM

Interagindo com o Boto Cor de Rosa, em Novo Airão - AM


Um dragão? Um dinossauro? Um ser de outras eras? Não, é só um camaleão curioso por nós...

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM

Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Grutas e Cachoeiras

Brasil, Minas Gerais, São Thomé das Letras

Entrada da gruta de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG

Entrada da gruta de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG


São várias as atrações que atraem pessoas à São Thomé, desde místicas até naturais. As atrações "místicas" ficam mais para a noite enquanto de dia se buscam os encantos naturais da região. Entre elas, diversas cachoeiras e grutas. Considerando o frio que está e o fato de estarmos vindo de Carrancas, terra de cachoeiras maravilhosas, e estarmos indo para Airuoca, terra de cachoeiras divinas, eu e a Ana priorizamos as grutas por aqui. Além disso, quando estivemos em São Thomé há 3 três anos, exploramos bastante as quedas d'água daqui. Belas, mas não se comparam às de Carrancas.

Interior da gruta de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG

Interior da gruta de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG


Interior da gruta de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG

Interior da gruta de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG


Decidimos então ir para o lado de Sobradinho, uma pequena vila ou bairro afastado de São Thomé. Lá está a gruta mais bonita daqui. São quase cem metros de túnel até chegarmos à bonita saída, justo ao lado de uma pequena cascata. Para mim, foi ainda mais legal porque, ao chegar na entrada da gruta reconheci o local como aquele que tinha visitado com o Haroldo, num distante 1989. Nas outras três ou quatro vezes que tinha voltado para São Thomé não tinha estado aqui. E sempre me perguntava aonde era aquela gruta que tinha estado com o primo e um guia com menos de 10 anos de idade e com uma lanterna vagabunda, pilha acabando. Finalmente descobri! Foi bater os olhos e reconhecer. Muito legal! Impossível foi não pensar que a Ana deve ter a mesma idade daquele menino que nos guiou. Ficar imaginando ela nos seus oito anos foi ... "instigante". Bom, o fato é que me acho tão em forma como há 21 anos atrás. E assim espero estar aos 61 anos de idade! Será?

Arraial de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG

Arraial de Sobradinho em São Thomé das Letras - MG


De lé seguimos para o arraial de Sobradinho, bonitinho como deveria ser a São Thomé de décadas atrás, embora sem o charme das construções de pedra. Depois, para o Poço Esmeralda, um lago dessa cor que se formou em uma das pedreiras da região. Tá vendo? As pedreiras também trazem coisas boas!

Nadando no Poço Esmeralda em São Thomé das Letras - MG

Nadando no Poço Esmeralda em São Thomé das Letras - MG


Poço Esmeralda em São Thomé das Letras - MG

Poço Esmeralda em São Thomé das Letras - MG


Por fim, fomos explorar mais uma das grutas da região, a Labirinto. Dessa vez, acompanhados de um pequeno guia de 8 anos, o Éverton. Para relembrar 1989. É uma gruta com várias entradas e saídas e muitos morcegos lá dentro. Nada de estalactites e outras formações. O tipo de pedra daqui não favorece isso. Assim, as grutas são mais interessantes do que bonitas.

Gado no meio da estrada em São Thomé das Letras - MG

Gado no meio da estrada em São Thomé das Letras - MG


Ainda antes de voltar paramos num bar ao lado da cachoeira da Lua. Foi para relembrar nossa passagem pelo mesmo bar, há três anos. Botecão na beirada de uma estrada de terra é sempre muito legal. Ainda mais por aqui, ver as pessoas que frequentam o lugar.

Se esquentando ao sol em bar na estrada em São Thomé das Letras - MG

Se esquentando ao sol em bar na estrada em São Thomé das Letras - MG


De volta à São Thomé, o dia dos namorados foi celebrado em jantar especial no Massaroca. A Lei, de presente, não deixou que pagássemos aquela conta atrasada do jantar em Carrancas, quando meu cartão foi bloqueado. Uma personagem e tanto, a Lei. São pessoas como ela que enriquecem tanto a nossa peregrinação pelo continente.

A comemoração seguiu pela noite absurdamente gelada, agora na velha São Thomé de outros tempos, cheia de hippies e bruxos, ao som de muito Raul Seixas, todo mundo enrolado em cobertores. Senti-me novamente na década de 80. Aqui, parece que o tempo não passa muito. Pelo menos, à esta hora da madrugada.

Engraçado, pensei. Se em 89 eu já tinha a impressão de ter chegado meio atrasado em São Thomé, uns 10 anos talvez, o que dizer agora, em 2010? Será que esse pessoal também não tem essa sensação ou sou só eu que estou virando um velho chato e nostálgico?

Cachoeira da Lua em  São Thomé das Letras - MG

Cachoeira da Lua em São Thomé das Letras - MG

Brasil, Minas Gerais, São Thomé das Letras,

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Plaza Machado

México, Mazatlán

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México


A primeira função de hoje foi correr atrás de nossas passagens de ferry. Tínhamos esperanças de que ele saísse hoje de tarde, por isso a pressa em descobrir. Mas a agência ali perto do nosso hotel, na praça da catedral, disse que a venda de passagens só era feita no porto mesmo. Para lá segui num dos simpáticos táxis em forma de carro de golfe que percorrem as ruas de Mazatlán. Lá, finalmente descobri que o ferry só sairia amanhã. As cabines já estavam lotadas, então vamos sentados mesmo. A passagem da Fiona, que já inclui a minha, custou 2.300 pesos. A da Ana custou 900 pesos. Cerca de 450 reais para nós três para uma viagem de 16 horas, até que é um preço bom. Gastamos mais do que isso para atravessar a Fiona do Brasil para a Guiana Francesa, numa viagem de 40 minutos.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Voltei para o nosso hotel na Plaza Machado em tempo de me fartar com a Ana no fabuloso desayuno que o Ernesto arrumou para nós, em plena praça, em frente ao hotel. Suco de laranja de verdade, muitas frutas, iogurte, granola, pães, tortilhas, queijo, tudo bem fresquinho que ele tinha acabado de buscar no mercado e na padaria. Todo esse banquete no delicioso ambiente que é a Plaza Machado, bem arborizada e tranquila nesta hora da manhã. Os poucos pedestres que ali passavam nos olhavam com um misto de admiração e inveja, hehehe. Infelizmente, estávamos sem as máquinas fotográficas, mas no desayuno de amanhã estaremos preparados!

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Depois do banquete saímos caminhando pelo centro histórico. São poucos quarteirões, entre a praia e a praça da catedral que podem ser percorridos rapidamente. Mazatlán tem um dos mais animados carnavais do México e de todo o Caribe e é tudo feito ali, nos quinhentos metros de orla da praia do centro. É a época que mais atrai turistas, principalmente mexicanos. No resto do ano, quem predomina são americanos, principalmente os aposentados que fizeram da cidade sua segunda casa (as vezes, a primeira!).

Catedral de Mazatlán, no México

Catedral de Mazatlán, no México


Esses americanos começaram a chegar na década de 70, desenvolvendo um bairro conhecido como Zona Dourada, com belas praias mas sem nenhum charme. Eles perceberam isso e, nos últimos tempos, muitos tem se mudado para a área do centro histórico, participando ativamente no processo de revitalização dessa área. Com um público mais refinado, começaram a aparecer restaurantes charmosos por aqui, com bandas de blues e de jazz e com ótima comida. Era o círculo virtuoso, pois isso atraiu mais gente refinada, o que ajudou mais ainda na revitalização do centro. O melhor exemplo desse processo é a deliciosa Plaza Machado, com tantas boas opções gastronômicas e de música pela noite.

Interior da Catedral de Mazatlán, no México

Interior da Catedral de Mazatlán, no México


Foi por essa Mazatlán que passeamos hoje. Começamos pela praia, mas o vento frio nos desanimou a entrar na água. De lá, por ruas com casas coloridas para a bonita catedral, que tem um interior ainda mais bonito.

As duas mais populares estampas de camisa do mundo (em Mazatlán, no México)

As duas mais populares estampas de camisa do mundo (em Mazatlán, no México)


Ali do lado, o mercado, sempre um dos lugares mais interessantes de ser visitado em qualquer cidade. No seu interior, achei uma venda que tinha, lado a lado, as duas camisetas mais vendidas entre a juventude mundial: uma com a estampa de Bob Marley e outra com a de Che Guevara. Fico pensando se esse dois ícones se encontraram algum dia, ou por aqui ou do lado de lá... Se fossem cobrar royalties, seriam bilionários!

Irresistível! (em Mazatlán, no México)

Irresistível! (em Mazatlán, no México)


Cumprida a “obrigação” de conhecer os principais prédios turísticos, voltamos para o lugar mais gostoso da cidade, a Plaza Machado. Escolhemos um dos botecos e fomos comer um petisco mexicano (entre os tantos que existem!) e tomar uma gelada (entre as tantas que existem!). Quando já estávamos bem instalados, eis que aparece um simpático casal de senhores e me pergunta, em inglês, se eu sou o Rodrigo. Quando respondo afirmativamente, eles olham para a Ana e dizem “E ela deve ser a Fiona!”. Hehehe.

Admirando o magnífico pôr-do-sol na praia central de Mazatlán, no México

Admirando o magnífico pôr-do-sol na praia central de Mazatlán, no México


Logo, se explicam. São americanos que vivem aqui por seis meses. A Fiona de verdade estava estacionada pertinho da casa deles e chamou a atenção. Foram verificar o site e adoraram. Até deixaram um bilhete no carro, oferecendo ajuda, caso precisássemos de algo na cidade. Muito simpáticos! E ainda disseram que já éramos famosos...

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México


Eles seguiram para uma sessão de cinema e nós para a praia outra vez, dessa vez para acompanhar o espetáculo diário do pôr-do-sol. Mais uma vez o astro-rei se foi em grande estilo, prometendo voltar amanhã. Essa costa do Pacífico sempre tem esses espetáculos de fim de tarde. Será que enjoa? Duvido!

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México


De volta à praça, eis que encontramos nossos “fãs” outra vez. Dessa vez o Ricardo e a Joan nos convidam para uma taça de vinho num dos bistrôs da praça. Convite irrecusável! A taça de vinho vira duas e depois, virar jantar. Tudo acompanhado de jazz ao vivo de ótima qualidade. Nossos amigos aposentados nos explicam que, na temporada, sempre se encontra boa música por aqui. Gente que vem dos EUA para tocar para uma clientela cada vez mais exigente e com bom gosto. São cerca de 7 mil americanos que frequentam a cidade.

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México


Depois dessas horas agradáveis é hora de voltar ao nosso hotel, do outro lado da praça. Mal podemos esperar pelo banquete de amanhã cedo. Um pouco mais tarde, uma da tarde, já estaremos no porto para o embarque. Estamos chegando na Baja California!

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

México, Mazatlán, Plaza Machado

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Phinalmente, Philadelphia...

Estados Unidos, New Jersey, Princeton Junction, Pennsylvania, Philadelphia

Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


Já faz muito tempo nessa viagem que planejamos visitar Philadelphia. Nossa primeira ideia era ter estado na cidade antes de viajarmos para o Caribe, há dois meses. Não deu certo. Depois, planejamos ir antes de encontrarmos a Bebel, mas resolvemos ficar mais tempo em Nova York. Por último, pensamos em trazer a afilhada conosco, mas resolvemos seguir direto para a Nova Inglaterra. Realmente, estava difícil, mas jamais passou pela nossa cabeça não conhecer esse lugar onde eventos tão importantes se passaram na história americana. Enfim, hoje, “phinalmente”, chegou a hora de conhecer Philadelphia.

Arranha-céus de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Arranha-céus de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


Para a nossa felicidade, tivemos a companhia do grande amigo Oscar, do site mauoscar.com, o mesmo que nos recebeu em sua casa no Delaware e que nos levou para conhecer Longwood Gardens, o mais incrível Jardim Botânico do país. A gente combinou de se encontrar no centro de Philly (como a cidade é conhecida para os íntimos) e passarmos o dia juntos. Além do amigo, ganhamos um guia, pois ele já é profundo conhecedor da cidade.

O movimentado e tradicional Reading Market, em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

O movimentado e tradicional Reading Market, em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


O Oscar veio de carro do Delaware e nós, de Princeton Junction, da casa da minha prima. Chegamos lá ontem de noite, vindos da Casa do lago em Connecticut, onde passamos um inesquecível final de semana com a Bebel. Pois é, a Bebel agora se separou de nós. Ficou na casa da minha prima, onde começou hoje duas semanas de “summer camp”, numa das escolas da região. Para nós, sobrou um enorme vazio no banco de trás da Fiona. Vai ser duro nos acostumarmos com a falta dela. Mas ainda não foi a despedida final, pois hoje dormiremos de novo em Princeton Junction, assim como quando voltarmos das Bermudas, no dia 28. Pois é, vamos para as bermudas, mas isso é um outro assunto, para um outro post. O assunto agora é Philadelphia!

Com o Oscar, na City Hall de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Com o Oscar, na City Hall de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


A cidade era a maior e mais importante da América Britânica, por volta de 1750, principalmente devido ao porto movimentado. Até por isso, foi aí que se reuniram os representantes das 13 colônias inglesas em 1775, no Segundo Congresso Continental, que acabou por redigir a Declaração de Independência do país, em Julho de 1776. Não só isso, o Congresso também definiu a estratégia de guerra, nomeou generais e diplomatas e formou um governo revolucionário. Todos esses encontros foram feitos no prédio que hoje é conhecido como Independence Hall, retratado na imagem que aparece na nota de 100 dólares.

Visitando Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos. Ao fundo, o famoso Museu de Artes da cidade

Visitando Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos. Ao fundo, o famoso Museu de Artes da cidade


Vencida a guerra pela independência, foi novamente em Philadelphia e no mesmo Independence Hall que se reuniram delegados de todo o país para redigir o mais importante documento dos Estados Unidos, a sua Constituição, em 1787. Enfim, visitar esse prédio hoje é um verdadeiro mergulho na história. Os salões onde eram feitos os encontros e as discussões são mantidos da mesma maneira que eram na época, inclusive os objetos sobre as mesas, como livros e penas para escrever. Tudo para ajudar a “manter o clima”. Para quem quer conhecer de verdade o país, essa é uma visita obrigatória.

Em dia de muito sol, visita à Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Em dia de muito sol, visita à Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


No século seguinte, Philly se industrializou rapidamente, atraindo milhares de imigrantes europeus, notadamente italianos e irlandeses, para trabalhar em suas fábricas têxteis. Outra importante corrente migratória foi a de negros vindos do sul do país, tanto na época da Guerra Civil como durante o período de lutas dos direitos civis, já na segunda metade do séc XX. Tudo isso transformou a cidade num caldeirão de culturas, com diversas vizinhanças distintas, tensão racial e em constante ebulição artística.


Admirando a maior tela de LCD dos EUA, no prédio da Comcast, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Admirando a maior tela de LCD dos EUA, no prédio da Comcast, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Nossa visita à cidade, depois de encontrarmos o Oscar (viva os telefones celulares!), foi ao Reading Market, um dos mais famosos e importantes mercados dos Estados Unidos. Sempre muito movimentado, mas bem organizado para os nossos padrões de mercados municipais latinos. Só foi uma pena que hoje seja segunda-feira e todas as bancas dos Amishes estarem fechadas. Suas lojas são, exatamente, a parte mais pitoresca do mercado. Quase na hora do almoço, enormes filas se formavam nas bancas que vendem o famoso “Cheese Steak”, o famoso sanduíche de Philadelphia. Nós deixamos para prová-los mais tarde, nas duas lanchonetes mais tradicionais para esse sanduíche, em outro bairro de Philly.

Prédio da City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Prédio da City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Antes disso, fomos visitar o imponente prédio do City Hall (a prefeitura). A torre do prédio era o ponto mais alto da cidade até a década de 80, quando uma nova lei autorizou que se fizesse prédios mais altos. Visitar o alto da torre é um dos programas mais concorridos de Philly e nós conseguimos reservar um lugar para nós para o fim da tarde. Feito isso, demos a volta no prédio até a enorme avenida que liga o City Hall a outro dos mais importantes prédios da cidade, o Museu de Belas Artes, com suas famosas escadarias imortalizadas no filme Rocky, com um Sylvester Stallone ainda bem novinho e sem botox, na década de 70. São mais de 2 km de distância entre os dois prédios e nós deixamos essa visita para a hora de irmos embora, já de carro.

Nossa guia nos mostra quadro no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Nossa guia nos mostra quadro no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Fizemos isso porque estávamos com o tempo corrido para visitar o Independence Hall. O Oscar tinha pego convites para nós, mais cedo, com horário marcado. Fomos caminhando para lá através dos belo centro histórico da cidade. No caminho, graças ao nosso “guia”, duas paradas muito interessantes: primeiro, no prédio da Comcast, em cujo saguão está uma das maiores telas de LCD do mundo. É um barato ficar ali, observando as imagens perfeitas que se formam na enorme superfície. A segunda parada foi no suntuoso prédio da Macy’s, em cujo interior está o maior órgão do país, já centenário. Ele foi instalado pelo antigo proprietário, John Wanamaker, fundador da primeira loja de departamentos da cidade e amante da música. Muito legal!

Mesas com objetos da época da declaração de independência, no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Mesas com objetos da época da declaração de independência, no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Dali seguimos para nossa visita agendada no Independence Hall, onde uma guia vai nos explicando os detalhes dos principais eventos e reuniões aqui ocorridos. Imaginar Washington, Franklin, Adams, entre outros, todos juntos nessas reuniões... deve ter sido fantástico. Que bom seria se pudéssemos ser uma mosquinha com capacidade de viajar pelo tempo...

O prédio do Independence Hall, retratado na nota de 100 dólares, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

O prédio do Independence Hall, retratado na nota de 100 dólares, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Acabado o tour, o Oscar se ofereceu de voltar para o centro para pegar o seu carro enquanto nós ficávamos por ali, fotografando. Dez minutos mais tarde, ele já passava por ali, motorizado, e juntos seguimos para o sul da cidade, onde estão o Pat’s e o Geno’s, duas lanchonetes, uma bem em frente a outra, rivais há mais de meio século na venda do famoso Cheese Steak.

O mais tradicional restaurante de Chesse Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

O mais tradicional restaurante de Chesse Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Famoso restaurante de Cheese Steak em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Famoso restaurante de Cheese Steak em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


Para fazer justiça, resolvemos experimentar o sanduíche das duas. Primeiro na Pat’s, a mais antiga, depois na Geno’s e, por fim, para desempatar, outro na Pat’s. Não, não comemos três sanduíches cada um! Comprávamos uma sanduíche de cada vez, dividido em três partes, hehehe. Muito gostoso, todos eles. Mas o Oscar falou, puxando a sardinha para o estado dele, disse que o melhor Cheese Steak do país está no Delaware. No que concorda o vice-presidente americano, um dos fãs do tal sanduíche. Eu, mais tradicionalista, fiquei muito feliz com esses que comemos por aqui, justamente no local onde foram criados.

Comendo um delicioso Cheese Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Comendo um delicioso Cheese Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Ainda deu tempo de passarmos rapidamente na Little Italy, um dos bairros mais tradicionais da cidade, muito bem caracterizado no filme do Rocky. Hoje, segundo o Oscar, o bairro já não é mais aquele, cada vez mais hispânico e menos italiano. Mesmo assim, ainda achamos algumas lojas bem típicas, cheias de produtos vindos diretamente da bota italiana.

Little Italy de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Little Italy de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


No carro do Oscar, pelas ruas de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

No carro do Oscar, pelas ruas de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


O Oscar nos levou até o City Hall, onde nos despedimos. Só tínhamos duas entradas e o Oscar, como já havia estado lá encima outras vezes, falou para nós irmos. Obrigado, mais uma vez, ao grande amigo, não só pela companhia aqui em Philly, mas por nos receber tão bem lá no Delaware. Esperamos em breve poder encontrá-lo novamente (e o Maurício também!), na América ou em outro lugar desse mundão!

Visita à torre do City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Visita à torre do City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Subimos, então, no estreito elevador que só leva 4 pessoas para um passeio na varanda da torre, lá encima. Uma vista magnífica da cidade e do museu ao longe, nossa última parada na cidade no dia de hoje. Antes de seguirmos para lá, ainda demos uma outra passada no mercado. Tínhamos de experimentar o mais antigo sorvete da cidade, com mais de 150 anos de história, além de beber uma cerveja gelada, só observando o movimento do Reading Market.

Sorvete com 150 anos de história, no Reading Market de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Sorvete com 150 anos de história, no Reading Market de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Cerveja gelada no famoso mercado de Philadelphia, em Pennsylvania - Estados Unidos

Cerveja gelada no famoso mercado de Philadelphia, em Pennsylvania - Estados Unidos


Depois, a borda da Fiona, seguimos ao museu de Belas Artes. Nenhuma visita à cidade estará completa sem subir correndo aquelas escadarias. O próprio museu também é incrível, um dos mais famosos do país. Mas hoje, segunda, dia internacional das folgas em museus, estava fechado. Ficamos então, só na escadaria mesmo. No fim de tarde, vários moradores locais fazendo seu cooper e dezenas de turistas imitando os passos do lutador de boxe fictício. Entre eles, vários brasileiros. Tão importante foi o filme (e aquela cena) para a cidade que até uma estátua do Rocky foi feita, aos pés da escadaria. Um dos lugares preferidos para fotos.

Subindo correndo a escadaria do Rocky, no Museu de Belas Artes de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Subindo correndo a escadaria do Rocky, no Museu de Belas Artes de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


A estátua do Rocky (Sylvester Stallone), no Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

A estátua do Rocky (Sylvester Stallone), no Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Hora de voltar para casa (já consideramos a casa da Anita como a “nossa” casa nos EUA, hehehe). Valeu a espera por conhecer essa marcante cidade. De noite, antes de dormir, ainda fui encontrar no youtube a famosa cena de Rocky Balboa correndo pelas ruas de Little Italy e terminando nas escadarias do museu. A cena é de uma breguice deliciosa! Agora que passamos por estes lugares, fica ainda mais gostoso rever esse “clássico”, hehehe.

Estados Unidos, New Jersey, Princeton Junction, Pennsylvania, Philadelphia, história, Rocky

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O Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo

Até a Fiona ficou impressionada com a beleza da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, uma das mais belas ligações andinas entre o país e a vizinha Argentina

Até a Fiona ficou impressionada com a beleza da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, uma das mais belas ligações andinas entre o país e a vizinha Argentina


Acordamos prontos para, finalmente, cruzarmos o famoso Paso de San Francisco, rumo ao Chile. Há pouco mais de dois anos, exatamente no dia 9 de Agosto de 2011 (veja o post aqui), tentamos essa travessia sobre os Andes, mas só conseguimos chegar até poucos quilômetros depois do posto da aduana argentina, bem antes da fronteira. A estrada ainda estava completamente tomada pela neve, reflexo do inverno que ainda não havia terminado e eu, a Ana e a Fiona tivemos de colocar o rabo entre as pernas e retornar rumo ao vale. A Laguna Verde, o Ojos del Salado, o Parque Nacional Tres Cruces e outras atrações dessa belíssima estrada teriam de esperar. Agora, dois anos, um mês e 23 três dias depois, estávamos prontos para tentar novamente!

Mais de dois anos depois, de volta à estrada do Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Mais de dois anos depois, de volta à estrada do Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Pronta para a grandiosa estrada do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile

Pronta para a grandiosa estrada do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile


A palavra “Paso”, em espanhol, quer dizer “passagem” e é comumente usada tanto para passagens fronteiriças como para o ponto em que uma trilha (ou estrada) vence uma cadeia de montanhas e passa a descer novamente. Aqui, quando cruzamos os Andes, esses dois significados se unem, já que passamos da Argentina para o Chile e, ao mesmo tempo, cruzamos as montanhas dos Andes. Essa longa cordilheira praticamente permeia toda a fronteira desses dois países, de sul a norte. São mais de 60 pasos fronteiriços entre Argentina e Chile, boa parte deles nas alturas das montanhas. O mais conhecido deles é o Paso Cristo Redentor (ainda vamos passar por lá!), na estrada que liga Santiago a Mendoza, um dos treze da lista de Pasos mais movimentados que aparece no mapa abaixo.

As principais passagens fronteiriças entre Argentina e Chile, os chamados 'Pasos'. À esquerda, os Pasos na metade norte dos páises, entre eles o mais movimentado , o Paso Cristo Redentor, entre Santiago e Mendoza. À direita, os Pasos da metade sul.

As principais passagens fronteiriças entre Argentina e Chile, os chamados "Pasos". À esquerda, os Pasos na metade norte dos páises, entre eles o mais movimentado , o Paso Cristo Redentor, entre Santiago e Mendoza. À direita, os Pasos da metade sul.


Os Pasos mais ao norte cruzam os Andes em altitudes mais elevadas, enquanto aqueles mais ao sul, como os da região de Bariloche, cruzam através de falhas na cordilheira, não necessitando ascender tanto. Aqui na parte norte, o Paso mais movimentado é o de Jama, que cruzamos da vez passada (veja o post aqui), quando o San Francisco nos fechou as portas. Também é muito belo, mas dizem ser o San Francisco o mais bonito de todos e hoje iríamos conferir isso.



São cerca de 480 km entre a pequena Fiambalá e Copiapó, a primeira cidade no Chile. Saímos dos 1.500 metros de altitude aqui na Argentina e chegamos aos pouco mais de 300 metros da cidade chilena. Parece fácil, mas no meio do caminho temos de vencer os 4.800 metros de altitude do Paso San Francisco, ponto mais alto da estrada. Daqui até a fronteira são duzentos quilômetros de estrada bem asfaltada, mas do lado de lá o asfalto dá lugar ao rípio e é preciso seguir com mias cuidado. É bom lembrar também que não há postos de combustível no caminho. Temos de sair com o tanque cheio!

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Esse primeiro trecho da estrada, pelo menos até o posto da polícia, já conhecíamos bem. É lindíssimo! Deixamos o vale de aparência desértica para trás e para baixo e vamos subindo por entre encostas e montanhas coloridas, todos os tons entre o amarelo e o verde, entre o vermelho e o marrom, entre o laranja e o cinza presentes. Enfim, um verdadeiro arco-íris, ainda mais se adicionarmos o azul do céu e o branco da neve. Um verdadeiro espetáculo para os olhos e mentes.

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Quando chegamos perto dos 4 mil metros de altitude, sempre no conforto da nossa Fiona, começamos a observar as vicunhas lá fora, muito bem adaptadas ao vento inclemente e às temperaturas próximas do zero. As vicunhas são selvagens, primas de lhamas e alpacas, que são animais domésticos e dos guanacos, que também são selvagens, mas vivem em menores altitudes. Todos eles da família dos camelídeos, mas bem menores que os camelos e dromedários africanos e asiáticos.

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Balas de coca peruanas nos ajudam com a altitude do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

Balas de coca peruanas nos ajudam com a altitude do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


As vicunhas podem ser adaptadas à altitude, mas nós não somos. Por isso, a Ana providenciou balas de coca, que trazíamos desde nossa passagem pela Bolívia. Valeu a pena guardá-las! Foi quando estávamos saboreando uma delas que chegamos ao nosso conhecido posto de fronteira. Dessa vez, para a nossa alegria, tinha as cancelas abertas. Fizemos nossos papéis, conversamos um pouco com os guardas que se interessaram pela nossa viagem e até fotografamos nosso adesivo deixado ali há 25 meses. Agora sim, podíamos seguir em frente e conhecer terreno desconhecido para nós.

De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!

De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!


Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco

Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco


Vinte quilômetros e outros 700 metros de altitude nos levaram até a fronteira entre os dois países. Enfim, o Paso San Francisco. À nossa frente, uma longa descida até o Oceano Pacífico, pouco mais de 100 km até o posto da polícia fronteiriça chilena e uma paisagem de deixar o queixo cair. Dirigindo no rípio, esgueirando-se entre pedras e o forte vento, chegamos à Laguna Verde, o acidente geográfico mais belo dessa parte do planeta.

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude


A mais de 4.700 metros de altitude, no Paso San Francisco, entre Argentina e Chile

A mais de 4.700 metros de altitude, no Paso San Francisco, entre Argentina e Chile


Do lado chileno da fronteira, estranhamente a paisagem muda. Quase não há mais vegetação e a cor do solo fica mais acinzentada, perdendo as tonalidades coloridas do lado argentino. Até por isso, quando vislumbramos pela primeira vez o verde-azulado intenso das águas da lagoa de alta altitude, parece até uma miragem. Mas não é, ela é tão real quanto eu, a Ana e a Fiona. E infinitamente maior! Um colosso de água que não parece pertencer àquele lugar, mas que está lá. O que parecia a lua, de repente, parece ser a paisagem de outro planeta.

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


Tão belo e arrebatador é aquele cenário que resolvemos parar por ali mesmo. Tiramos algumas fotos do lado de fora do carro, respiramos aquele ar quase sagrado, mas a ventania e o frio nos empurram de volta para dentro. Agora, no sossego do interior da Fiona, armamos nosso piquenique. Um piquenique com vista para uma imensa tela de cinema. Tão grande como o horizonte. E tão bela como a perfeição.

Piquenique em frente à Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, no nosso caminho para a cidade de Copiapo

Piquenique em frente à Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, no nosso caminho para a cidade de Copiapo


A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


Hora de seguir adiante. Muito rípio pela frente. Mas um detour à esquerda nos chama a atenção. É o caminho para um dos refúgios que abrigam alpinistas no seu caminho para a segunda mais alta montanha das Américas, o Ojos del Salado. Com seus 6.893 metros de altitude, ela só fica atrás do Aconcágua, algumas centenas de quilômetros ao sul. Tínhamos de ir lá prestar nossa homenagem a essa montanha sagrada, seguir em frente deixou de ser prioridade...

Até a Fiona ficou impressionada com a beleza da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, uma das mais belas ligações andinas entre o país e a vizinha Argentina

Até a Fiona ficou impressionada com a beleza da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, uma das mais belas ligações andinas entre o país e a vizinha Argentina


Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina

Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina


Em uma rústica estrada secundária, chegamos ao refúgio. Ao fundo, com o cume escondido pelas nuvens, lá estava a gigantesca montanha, três incríveis quilômetros acima de nós, que já estávamos a quase 4 mil metros de altura! Impressionante! Soberana e amedrontadora. Dirigimos o mais próximo possível dela, até que a neve e gelo nos detiveram. Dali para frente (e para cima!), só caminhando. Não estamos em temporada de escaladas. É preciso esperar o final da primavera e início do verão. Hoje, só poderíamos admirá-la. E bem de longe!

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco

Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco


Voltamos ao refúgio para explorá-lo. Aí estiveram um irmão e um primo, na temporada passada. Os dois chegaram ao cume da montanha, na verdade um vulcão, o mais alto do mundo. Isso só me fez aumentar a vontade de, eu também, chegar lá encima. Mas o destino não quis que chegássemos aqui na época certa para uma empreitada tão dura como essa. Assim, tive de me contentar com a visita ao refúgio e a visão desse gigante. Mais uma promessa para o futuro...

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


O dia terminava e o bom senso dizia para seguirmos viagem. Uma noite ali no refúgio prometia ser uma “gelada”! Então, de volta para o calor da Fiona e, com ela, para a estrada principal. Uma hora mais tarde e chegávamos ao posto chileno da fronteira. O alívio de chegarmos lá foi substituído pela apreensão quando não achamos viv’alma por ali e as cancelas fechadas. Tínhamos perdido o horário de passagem!

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile


Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina

Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina


Após alguns minutos de procura, encontramos alguém já recolhido em sua casa. A fronteira estava realmente fechada e ele nos perguntou aonde dormiríamos. Claro que não havia hotéis por lá, naquele fim de mundo gelado e dormir na Fiona era uma alternativa meio “apertada”. Foi quando ele mesmo nos sugeriu de dormir no prédio da aduana! Muito simpático, nos levou para dentro e nos liberou toda uma sala, o nosso “quarto”! Melhor ainda, nos trouxe um aquecedor elétrico, colchões e cobertores. Naquela situação e naquele lugar, sentimo-nos reis!

A Ana prepara nosso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

A Ana prepara nosso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Para completar, tratamos de organizar nosso jantar, uma deliciosa macarronada acompanhada de um legítimo vinho argentino (os chilenos que não nos ouçam!!!). Foi uma maneira um tanto inusitada, mas incrível, de terminar um dia inesquecível: dormindo no prédio da aduana, ao lado do raio X por onde passam as bagagens dos viajantes.

Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Ficamos absolutamente sem palavras. Apesar do longo post...

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo, Bichos, Estrada, Lagoa, Laguna Verde, Montanha, Ojos del Salado, Paso San Francisco

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Pela Praça e Praias de Palmas

Brasil, Tocantins, Palmas

Passeando na Praça dos Girassóis, em Palmas - TO

Passeando na Praça dos Girassóis, em Palmas - TO


Depois da noitada de ontem, o dia começou devagar. Levantamos em tempo de nos esbaldar no café da manhã do hotel, mas voltamos para a cama depois. Quando levantamos em definitivo, já era mais de uma da tarde! Acho que batemos o recorde da viagem até agora, hehehe!

Palácio Araguaia, sede do governo de Tocantins, em Palmas - TO

Palácio Araguaia, sede do governo de Tocantins, em Palmas - TO


Aí, combinamos com o Marco de fazer uma rodada pelas praias de Palmas, ainda nesta tarde. Mas, antes disso, formos passear na Praça dos Girassóis, quase do lado do nosso hotel. É nela que estão as sedes dos poderes estaduais e muitas secretarias e autarquias. Mas, o que mais chama a atenção na praça é, sem dúvida, seu tamanho! Também, ela simplesmente é a maior praça das américas! Quiçá do mundo, embora as Praças Vermelha (em Moscou) e da Paz Celestial (em Pequim) também sejam sérios concorrentes à este posto.

Maquete da maior praça das américas, a Praça dos Girassóis, em Palmas - TO

Maquete da maior praça das américas, a Praça dos Girassóis, em Palmas - TO


Palmas é uma cidade que cresce rapidamente. Está fazendo 22 anos, praticamente a mesma idade do estado de que é capital, que foi criado pela constituinte de 88. Em 90, tinha uma população de 25 mil habitantes; quando estive aqui, em 2000, já tinha 130 mil; e hoje, é algo como 250 mil habitantes. Para quem chega na cidade, impossível não lembrar de Brasília: as mesmas super avenidas, a mesma divisão em setores e quadras, os mesmos espaços vazios. Não é à tôa, as duas cidades foram planejadas e construídas praticamente do zero. Deste modo, assim como sua "irmã mais velha", não é uma cidade para se andar à pé, já que tudo é longe e o calor impera o ano inteiro. Mas, tendo carro, o trânsito ainda é tranquilo e o deslocamento fica fácil. Construída ao lado do rio Tocantins, que neste ponto está represado formando um grande lago, é no rio que estão as mais próximas opções de lazer, com suas praias fluviais. E assim, planejamos nosso dia na cidade: praça e praias, sempre de carro. Com ar condicionado, claro!

Admirando mural dentro do Palácio Araguaia, em Palmas - TO

Admirando mural dentro do Palácio Araguaia, em Palmas - TO


Quer dizer, na praça, nossa vizinha, fomos à pé mesmo (embora tenha dado uma dúvida, hehehe). Realmente, é gigantesca, cheia de grandes espaços vazios. Na sua única elevação fica o Palácio Araguaia, sede do governo. De lá se pode ver as montanhas, de um lado, e o Tocantins, do outro. Tiramos fotos, admiramos os belos murais dentro do palácio, estudamos a maquete da praça gigante. Depois, era hora das praias!

Praia do Caju, em Palmas - TO

Praia do Caju, em Palmas - TO


Já junto com o Marco, Carol e filhos, fomos à mais distante Praia do Caju, que é também a mais popular. Barracas apinhadas, campeonato de forró (os ganhadores seriam premiados com uma caixa de Nova Skin) e o rio ali do lado, cheio de gente também, mesmo sem a proteção das redes. Pois é, redes são colocadas nas outras praias para proteger os banhistas de ataques de piranhas, que segundo nos contaram, são bem comuns por aqui. Pelo menos hoje, não houve ataques. Nós, ainda com a memória da paradisíaca e deserta Prainha do Rio Novo fresca na cabeça, prefirimos ficar só observando. Mas o Marco e seu filhinho Arthur passaram um bom tempo dentro d'água.

O Marco e o Arthur se refrescando no rio Tocantins, na Praia do Caju, em Palmas - TO

O Marco e o Arthur se refrescando no rio Tocantins, na Praia do Caju, em Palmas - TO


Ana e Carol de bate-papo em barraca da Praia do Caju, em Palmas - TO

Ana e Carol de bate-papo em barraca da Praia do Caju, em Palmas - TO


Um pouco antes do pôr-do-sol corremos (de carro!) para a praia do Prata, já um pouco mais chique e organizada que a Caju, e com rede de proteção. Chegamos bem em tempo para a Ana tirar belas fotos do céu avermelhado, tão característico do cerrado.

Campeonato de forró na Praia do Caju, em Palmas - TO

Campeonato de forró na Praia do Caju, em Palmas - TO


Já no início da noite, fomos à mais central Praia da Graciosa, com uma orla charmosa com vários restaurantes. Bem ao lado da Ponte Fernando henrique, de 8 quilômetros, que cruza toda a represa em direção à cidade de Paraíso.

Pôr-do-sol na Praia do Prata, em Palmas - TO

Pôr-do-sol na Praia do Prata, em Palmas - TO


Foi um dia bem tranquilo, de explorações da mais nova capital brasileira e de suas diversas classes sociais. A grande maioria dos moradores, à exemplo do Marco, são forasteiros que vieram tentar a sorte nesta cidade cheia de novas oportunidades. É um lugar em que quase se pode sentir o cheiro de dinheiro no ar mas que, ao mesmo tempo, preserva um ar de simplicidade e segurança de cidade do interior. Até quando essa combinação interessante vai se manter, essa é a questão. Não só a questão, é o verdadeiro charme de Palmas!

Praia da Graciosa, em Palmas - TO

Praia da Graciosa, em Palmas - TO

Brasil, Tocantins, Palmas, Praça dos Girassóis, Praia do Caju

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Férias em Isla Mujeres - O Mar

México, Isla Mujeres

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A grande atração de Isla Mujeres é, sem dúvida, o mar que a cerca. A gente já pôde conferir isso antes mesmo de chegar lá, no ferry que nos leva de Cancún até lá.

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Os barcos para a ilha partem de quatro lugares diferentes, com preços e horários distintos, dependendo do conforto e velocidade que se queira, além da praticidade do ancoradouro estar mais perto ou mais longe da região hoteleira.

Admirando a beleza do mar no caminho para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Admirando a beleza do mar no caminho para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


No ferry a caminho de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

No ferry a caminho de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Para nós, que queríamos ir de Fiona, não havia escolha. O ferry para carros só sai de um lugar, quatro vezes ao dia. É justamente no porto mais longe da cidade. Então, apesar de ser o mais barato para quem atravessa sem carro, quase ninguém se dá ao trabalho de ir até lá. São poucas pessoas também que se dispõe a atravessar o próprio carro e, portanto, o ferry estava bem tranquilo.

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Isso nos deu a falsa ilusão de que o movimento na ilha seria pequeno. Até parecia que estávamos indo para a Ilha do Mel, mas com um mar cem vezes mais bonito. Para manter o ritual que temos quando vamos à ilha paranaense, até compramos uma latinha de cerveja para nos acompanhar enquanto observávamos aquele cenário paradisíaco à nossa volta.

A caminho de um mergulho num mar com cara de piscina, na Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

A caminho de um mergulho num mar com cara de piscina, na Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


A ilusão de uma ilha vazia acabou assim que nos aproximamos dela. Na verdade, até antes, já que começamos a ver, de longe, a quantidade de construções na ilha (algumas altas!). Mas foi lá perto, ao ver o tanto de gente nas praias de areias brancas e as pessoas apinhadas em catamarãs sobre o mar com cor de piscina, aí tive certeza que aquela não era a nossa Ilha do Mel. Talvez, trinta anos atrás...

Voltando do mergulho em um mar que mais parece uma piscina, na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México

Voltando do mergulho em um mar que mais parece uma piscina, na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México


Satisfeita com a vida, voltando de um magnífico mergulho na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México

Satisfeita com a vida, voltando de um magnífico mergulho na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México


Enfim, é movimentada mesmo, mas também tem seus encantos. Afinal, não é a toa que tem tanta gente querendo passar uns dias por lá. O mar é simplesmente maravilhoso, um azul que nossos olhos não querem acreditar.

Cenário perfeito para massagens em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Cenário perfeito para massagens em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


As melhores praias estão no lado norte da ilha. Águas bem tranquilas, areias branquinhas, muitas infraestrutura de bares e restaurantes, comida para todos os gostos e bolsos, cadeiras para lugar ou bastante espaço para colocarmos nossas cangas.

Aproveitando o delicioso mar de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Aproveitando o delicioso mar de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Observando wind surf wm Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Observando wind surf wm Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


No lado sul e no leste da ilha, voltados para mar aberto, a costa é mais rochosa e o mar, agitado. Barcos e pessoas preferem mesmo o norte e a face voltada ao continente. Lá moram a maioria das pessoas e é onde está a cidade de verdade. É onde a maioria das pessoas se hospeda (inclusive nós) e estamos a poucos quarteirões do mar.

Delicioso fim de tarde em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Delicioso fim de tarde em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Chegamos à ilha no dia 6 e saímos no dia 11. Todos os dias, a melhor parte do dia era exatamente quando estávamos perto do mar, seja na praia, mergulhando, andando ou caminhando pela orla, nadando em suas águas cintilantes.

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Enfim, do momento que chegamos até a hora de partida, o mar foi a primeira razão de estarmos aqui e, basta ver as fotos, motivos tínhamos para isso.

Mar totalmente caribenho ao redor da Isla Mujeres, no litoral sul do México

Mar totalmente caribenho ao redor da Isla Mujeres, no litoral sul do México


Não tivemos a tranquilidade que queríamos, mas a beleza do que nos rodeava certamente compensou isso. Após quatro dias de nos esbaldarmos por aqui, agora sim vamos achar um lugar tranquilo para ficar.

Vida tranquila em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Vida tranquila em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

México, Isla Mujeres, mar, Yucatán

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Se Movimentando Nas Bahamas

Bahamas, New Providence - Nassau, Eleuthera - Harbour Island, Long Island - Stella Maris

No saguão do aeroporto de Nassau, indo para Long Island

No saguão do aeroporto de Nassau, indo para Long Island


Mais uma vez, tivemos de madrugar. O nosso vôo era às 07:40 e, para chegar ao aeroporto tínhamos um longo curto caminho. Cinco minutos nos separavam desde a pousada até o porto. Mas eram cinco minutos puxando nossa tralha de mergulho, toda acomodada em uma caixa devidamente encaixada em um carrinho. Além disso, mochila grande nas costas (eu carrego a da Ana, que é mais pesada e ela carrega a minha) e mochila pequena no peito, com máquina fotográfica, lap top, livro, documentos e uma muda de roupa. Deixamos um bilhete para o John e seguimos vagarosamente pela rua esburacada, cuidando para não derrubar o carrinho de duas rodas com a caixa de mergulho e aproveitando, como vingança dos dias anteriores, para acordar os galos da cidade, já que o sol ainda não raiou.

No porto, uma pequena espera e logo tomamos o táxi náutico. O táxi terrestre já nos espera do outro lado. No aeroporto, longa negociação com a atendente da Bahamas Air, que quer cobrar excesso de bagagem. O equipamento de mergulho, tão eficiente embaixo d'água, que sempre nos poupa na hora de não alugarmos equipamento e nos dá segurança e conforto lá embaixo, na hora de ser transportado acima d'água se transforma num estorvo, principalmente nas viagens de avião nacionais. Jogamos o maior lero e conseguimos embarcar sem pagar. Não tínhamos conseguido na vinda.

A bordo do avião para Long Island - Bahamas

A bordo do avião para Long Island - Bahamas


Voamos para Nassau e de lá para Long Island. Para quem olhar no mapa, verá que é um caminho meio português (com todo respeito aos nossos irmãos lusitanos). Esse é um problema de viajar em Bahamas: não há vôos diretos entre as ilhas; sempre precisamos voltar para Nassau, mesmo que isso signifique duplicar o caminho e o tempo. A julgar pelo número de passageiros, até dá para entender. Os vôos tem menos de 10 pessoas. Mesmo aviões pequenos ficam bem vazios. Depois de Long Island, iremos para Turks e Caicos. Novamente, voltaremos para Nassau e voltaremos de novo, passando sobre Long Island, em direção a Providenciales (principal cidade daquele país). O que ocorre numa escala estadual, nas Bahamas, também ocorre numa escala nacional, no Caribe. Para seguir de Turks e Caicos, ao lado de Porto Rico, para este país, vamos fazer escala em Miami(?!?). Haja paciência...

Bom, mesmo neste vôo de Eleuthera para Nassau, demos uma volta. Mas foi bem vinda. Fomos primeiro para um aeroporto no sul da ilha para depois seguir viagem. O avião vôa bem baixo, o bastante para admirar a água transparente que cerca essa ilha ccom mais de 100 km de cumprimento e menos de 2 km de largura. Na água, de tão transparente, é até possível observar as sombras dos peixes maiores. Tubarões?

Em Nassau, temos tempo para, depois de despachar as malas para Long Island (sem pagar novamente, após novo 171 - viva!), ir passar algumas horas em Cable Beach. Quem nos leva é a Dede, uma motorista de táxi que cresceu em Miami e que é uma figuraça, meio rasta. Ela não só nos levou como também nos buscou e deve nos encontrar novamente, no nosso próximo pitstop por lá. Em Cable Beach, com o tempo bem nublado, aproveitamos para passar 90 min na internet, num Starbucks, que fica muito mais em conta que qualquer internet café.

O tempo na internet era necessário para eu resolver um problema que já me atrapalhava há dias. Meu cartão Visa deixou de funcionar. Simplesmente, parou. Lá de Eleuthera foi impossível eu conseguir falar com alguém. Só se pagasse muito caro pela ligação internacional. Mas consegui de Nassau, primeiro com alguma atendente da Visa em Miami, falando um português esforçado mas sofrível e depois com alguém do Banco Real. Tudo a partir de um telefone público no aeroporto. Apesar de reclamar bastante da tecnologia em Eleuthera, hoje fiquei admirado com ela. Enfim, descobri que foi minha própria agência que bloqueou meu cartão!!!

Aí, entrou em cena outro anjo da guarda. Via internet, conectei-me com a Beth, que trabalhava comigo em Curitiba. Com alguns telefonemas, ela descobriu a razão do imbroglio e o resolveu. O banco queria ter sido avisado da viagem ao exterior e em quais países passaria. Não sei o que ele achou da lista de 50 países, mas disse que o cartão voltaria a funcionar. Ainda não testei. Mas, de qualquer maneira, muito obrigado, Beth!!!

Depois de um mormaço na praia, voltamos ao aeroporto. Na sala de espera, conhecemos mais pessoas interessantes: um americano que já vive aqui há mais de 15 anos e um bahamense, como sempre, muito simpático. Tratam muito bem as pessoas de fora. Depois, o embarque é meio confuso. Colocam os oito passageiros num teco-teco, mas a hélice esquerda não funciona. Resolvem nos levar para um avião ainda menor, agora só um teco. E o teco funciona, para alegria nossa. Com alguns solavancos, atravessamos as nuvens e 90 min depois chegamos em Long Island.

Avião para Long Island. A hélice não funcionou e tivemos de trocar para um avião menor

Avião para Long Island. A hélice não funcionou e tivemos de trocar para um avião menor


E eu, pelo menos enquanto o avião vôa abaixo das nuvens, aproveito para procurar tubarões na águas transparentes abaixo de mim. E aproveito também para viajar nas Bahamas. Se movimentar por aqui já é uma viagem...

Bahamas, New Providence - Nassau, Eleuthera - Harbour Island, Long Island - Stella Maris,

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