1 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Dominica, o Caribe Tropical

Dominica, Roseau, Portsmouth

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Se você está procurando praias de areias brancas, resorts e bares com mulheres dançando o ula-ula você está no lugar errado. Agora, se você é apaixonado pela natureza e quer se lançar em uma aventura para descobrir vulcões, águas termais, matas tropicais, trekkings e a última população indígena remanescente no Caribe, Dominica vai te surpreender em todos os sentidos!

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Vista da orla de Roseau, capital de Dominica

Vista da orla de Roseau, capital de Dominica


Dominica é o que poderíamos chamar de Caribe “off the beaten track”, já que não possui vôos diretos da Europa ou Estados Unidos. Aqui você não irá encontrar hordas de turistas descendo de 4 ou 5 navios e muito menos pacotes turísticos com grupos imensos instalados em beach resorts. Ainda assim o turismo é seu dom natural e desponta como uma das principais atividades econômicas da ilha.


Uma ilha de colonização inglesa que hoje é politicamente independente e comandada pelo Primeiro Ministro mais jovem do mundo! Vindo de uma família de fazendeiros rastafáris, ele a princípio teve boa aprovação popular, mas nem ele se salvou de perder-se pela ganância e poder. As recentemente alianças duvidosas com o governo chinês e venezuelano tem sido questionadas pelos eleitores mais atentos.

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


Nós chegamos no domingo, quando tudo está fechado. Tivemos sorte de encontrar uma pessoa da locadora de carros na saída do ferry, esperando por um casal mais organizado e que já havia feito a reserva. Não precisamos nem pagar o táxi, pegamos uma carona no transporte do car-rental. Carro alugado, tanque cheio, trash-food (a única lanchonete aberta na ilha) e uma hora depois estávamos prontos para colocar o pé na estrada!

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica


Fomos direto para a Emerald Pool, tomar um banho de cachoeira em meio a uma floresta tropical, como um ritual de batizado em águas dominicanas. Boas vindas dadas, seguimos para o nosso roteiro nada tradicional tentando ver o máximo do país nos poucos dias que nos restaram no calendário do ferries inter-ilhas.

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Cruzamos o país pelas montanhas, saímos da costa oeste em direção à costa leste em uma longa e sinuosa estrada passando pelo interior de Dominica, nosso plano era cruzar o território indígena dos Caribs. Sempre lemos sobre a história deste povo de origem sul-americana que colonizou as ilhas caribenhas muito antes de Colombo ou qualquer esquadrilha francesa ou inglesa. Eles começaram a subir as ilhas desde as guianas, onde ainda hoje podem ser encontradas algumas tribos caribs ou arawaks. Na história os Caribs são índios maus, guerreiros que chegavam expulsando os pacíficos arawaks. Na atualidade vemos que a sua guerra não seria párea para as doenças e tecnologia dos europeus, que exterminaram com a população nativa, deixando pouco menos que 4 mil caribs, todos eles aqui, em Dominica.

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica


Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica

Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica


Novamente o dia de domingo nos pregou uma peça, um dia em que normalmente todos estariam nas ruas, descansando e se divertindo, aqui é o dia de ir à missa e ficar dentro de casa com a família. Vimos alguns poucos caminhando pelas ruas, mas suas barracas de artesanatos e restaurantes estavam fechados. Ainda assim é muito bacana encontrar algumas caras familiares aos nativos americanos nessa Região Afro-Americana que é o Caribe.

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica


À noite chegamos à Portsmouth, segunda maior cidade da ilha, sede da Escola de Medicina de Dominica. Estudantes de todos os cantos vêm parar aqui (não me perguntem como) e dão um ar um pouco mais alternativo para a pequena cidade, que fora dos tempos de provas chega a ter uma vida noturna estudantil mais agitada.

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe

Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe


O segundo dia em Dominica começou no Cabrits National Park, um antigo forte inglês construído no século XVIII e que além de belas vistas e um pequeno museu, tem algumas trilhas bacanas entre a mata secundária e ruínas das antigas construções do forte.

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Dirigimos em torno de 40 minutos rumo à Rouseau e a nossa próxima parada é na imperdível Trafalgar Falls. Duas cachoeiras de quase 60m de altura que desembocam entre paredes de pedras imensas e logo encontram uma fonte de águas termais e sulfurosas, o verdadeiro vale dos dinossauros!

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


A trilha é fácil até as piscinas termais, mas para ver de perto a força dessas lindas cascatas vale a pena um esforço entre as pedras imensas e escorregadias para um mergulho nas suas águas refrescantes. Se você não quer arriscar, descendo um pouco logo encontrará as águas termais mescladas com o Trois Piton River, que se origina no alto destas montanhas no famoso Boiling Lake.

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


No caminho para a capital Rouseau paramos para um lanche no Riverside Bar and Restaurant, um achado no meio desse cenário jurássico. Com vista para as paredes verdes e o rio pedimos um simples sanduíche de queijo e presunto. O que não sabíamos é que tínhamos ali um chef de cozinha de mão cheia, ele adicionou uma salada especial com um tempero delicioso! Rodrigo provou a cerveja nacional Kubuli, nome original de Dominica na língua dos Caribs que significa “grande é seu corpo”.

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe


Eu provei a bebida nacional que é chamada de rum punch, mas é mais parecida com as nossas cachaças de frutas. Eles “temperam” o rum com maracujá, limão, amendoim, laranja e variados sabores, como fazemos com a pinga e fica uma delícia! Eu tomei um de maracujá misturado com suco e gelo, para ficar mais levinho, delícia!

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


O final de tarde foi nas instalações da Dive Dominica, que será a nossa operadora de mergulho de amanhã. O Dive Resort estava lotado de mergulhadores norte-americanos, nos hospedamos no seu vizinho que nos ajudou a encontrar um guia que topou nos acompanhar na maratona matutina de trekking para o Boiling Lake as 5h30 da matina! Agora é descansar, por que o dia amanhã será longo.

Dominica, Roseau, Portsmouth, cachoeira

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

La Mauricie e Mont Tremblant

Canadá, Parc National de La Mauricie, Parc National du Mont-Tremblant

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Muitos de nós ouvimos falar de Quebéc e achamos que é apenas aquela cidade francesa do Canadá. Nos meus estudos de geografia eu já havia descoberto que não, mas não tinha ideia da grandeza e beleza natural de uma das maiores províncias canadenses.

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Parc National de la Mauricie está localizado à noroeste da cidade de Quebéc e compreende 546 km2 de montanhas e lagos, antes cobertas por um imenso glaciar, que no verão se tornam um paraíso para atividades como trekkings, camping, ciclismo, canoismo e pesca. Se você não quer fazer nada disso, o parque ainda é um ótimo escape de final de semana para respirar ar puro, pegar uma prainha na beira dos vários lagos e ter belas vistas dos variados mirantes ao longo da estrada que atravessa o parque.

Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


No centro de visitantes os park rangers são super atenciosos e nos ajudaram a montar o itinerário perfeito para o tempo que tínhamos e as atividades que queríamos fazer. Como tínhamos apenas um dia, nosso roteiro pelo parque mesclou paradas nos principais mirantes, trilhas curtas de meia hora, lagos, praias, rios e até a trilha do Lac Solitaire, com 5,5km que fizemos em pouco mais de 2 horas.

Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


As montanhas da região de Mauricie foram suavemente esculpidas durante a retração do imenso glaciar que cobria esta parte do Canadá, formando vales, cachoeiras e lagos maravilhosos, das mais diferentes tonalidades.

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial


O Lac Solitaire, que chega a ficar congelado no inverno, foi uma parada perfeita para um banho em suas águas transparentes. O tempo não estava aberto, mas a temperatura foi ideal para a caminhada e um dia bem tranquilo e prazeroso.

Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Sem tempo a perder, seguimos até a cidade de Rawdon, onde passamos a noite, recarregamos as baterias e seguimos para um dos parques mais conhecidos de Quebéc, o Mont Tremblant.

Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Famoso por ser uma das maiores áreas de esqui, a apenas 60 km de Montreal, o Mont Tremblant também recebe turistas durante o verão. Localizado no sul dos Laurentians, o parque protege uma área de 1.510 km2 de montanhas, florestas, 6 diferentes rios e mais de 400 lagos que são o habitat de mais de 45 espécies de mamíferos, além de pássaros, peixes, anfíbios e répteis.

No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)

No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)


O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique

O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique


É o primeiro parque nacional do Canadá e foi criado em 1985 pela união de vários clubes de caça que viram o hobbie ameaçado pela atividade massiva das madeireiras. Hoje a caça é proibida na área do parque e um encontro com um urso pode ser uma boa surpresa.

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá

Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá


Nós ficamos localizados no Setor Le Diable e o roteiro incluiu o Chute du Diable e Chute Croches, duas trilhas fáceis e curtas para ver duas belas cachoeiras. A terceira trilha, La Corniche são 3,4km morro acima para uma vista sensacional do vale glacial do Lac Monroe e de toda a cordilheira verde do Mont Tremblant. É, essa paisagem deve ficar bem diferente no inverno!

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares

A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares


Foram dois dias intensos de contato com a natureza neste tour pelas grandes cidades do leste canadense. Um rápido e super indicado detour passando por pequenas estradas que entrecortam a colcha de retalhos que é o interior agrícola da província de Quebéc.

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Canadá, Parc National de La Mauricie, Parc National du Mont-Tremblant, cachoeira, Le Mauricie, Mont Tremblant, Natureza, parque nacional, Quebec, Trekking

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Cruzando o Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo

A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


O San Francisco é um dos pasos mais ao norte na Cordilheira dos Andes, entre a Argentina e o Chile e é também um dos mais altos. Famoso não apenas pela beleza cênica de seus campos de altitude, o Paso San Francisco se fez conhecido entre os montanhistas e aventureiros também por abrigar algumas das montanhas mais altas da cordilheira, dentre elas o Ojos del Salado (6.896m), a segunda montanha mais alta da América.

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Há muito vínhamos namorando este cruze dos Andes, inclusive com uma tentativa frustrada no início do mês de agosto de 2011. O lado chileno do passo estava coberto de neve e totalmente intransitável. Nós conseguimos chegar aos 4 mil metros em Las Grutas, onde está localizada a imigração e a aduana argentinas. Andamos mais 15 km e topamos com neve por todos os lados, uma paisagem branca maravilhosa e a impossibilidade de continuarmos.

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Desta vez foi diferente, chegamos quase dois meses mais tarde e a primavera já derreteu boa parte da neve que caiu neste inverno, um dos mais fortes dos últimos anos nesta região. Saímos cedo de Fiambalá e depois de cruzarmos campos dourados, salares, lagos congelados e hordas de vicuñas selvagens, finalmente estávamos de volta à mesma Gendarmeria de Las Grutas.

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Os oficiais demoraram mais que o normal para a revisão dos documentos e do veículo, pois estavam treinando o novo batalhão que vem substituí-los nos próximos meses. A nós a demora não foi incômoda, pois pudemos aproveitar para trazer à memória como foi aquele dia em que passamos aqui há mais de dois anos. Lá estava o nosso adesivo colado na janela (em meio à tantos outros) para comprovar isso.

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude


De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!

De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!


Passadas as burocracias, o caminho daqui em diante desta vez seria diferente. Uma imensa planície sobre os 4.000 metros, negra e acinzentada do lado chileno. Subimos lentamente até os 4.700m cercados de antigos vulcões e montanhas negras pintadas com neve, escovadas pelo vento forte em contraste com um belo céu azul. Ali, há uns 15 km da fronteira chegamos a um dos pontos altos dessa estrada, a Laguna Verde! Um mar de cor caribenha, temperaturas polares e ondas insistentes, rodeado por dunas de areia, penhascos de pedras multicoloridas em plena Cordilheira dos Andes.

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


Aí mesmo, com essa paisagem de outro mundo nós almoçamos protegidos e aquecidos pela nossa Fiona. Seguimos pela estrada de rípio, longa e incansável entre as curvas, subidas e descidas, blocos de neve talhadas pelas máquinas que, sem dúvida, trabalharam muito para mantê-la assim. O lado chileno sofre mais com as intempéries do clima, a paisagem árida, as pesadas nuvens no céu e a quantidade de neve que encontramos no caminho corroboram com a teoria dos observadores.

Há dois anos, a neve não nos deixou passar desse ponto, no nosso caminho para o Paso San Francisco, entre Argentina e Chile

Há dois anos, a neve não nos deixou passar desse ponto, no nosso caminho para o Paso San Francisco, entre Argentina e Chile


Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina

Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina


Esperávamos baixar mais rápido, sentíamos a altitude, a pressão na cabeça, repentinas faltas de ar que passavam rapidamente, assim como a fadiga dos poucos metros que arriscávamos andar naquele vento e naquela altitude. Ventos de muitos quilômetros por hora que faziam difícil o simples ato de abrir e fechar a porta do carro. “Sorte dos que estão de carro”, deviam pensar os bravos motociclistas que passaram por nós.

Coordenadas do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, uma das mais belas passagens sobre a cordileira dos Andes

Coordenadas do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, uma das mais belas passagens sobre a cordileira dos Andes


Muitos quilômetros depois, finalmente chegamos à uma placa que nos indicava o principal motivo de estarmos aqui, o vulcão Ojos del Salado. Há muito tempo o Rodrigo vem namorando essa montanha, um sonho que um dia ainda irá realizar. Chegamos a imaginar que conseguiríamos subi-la neste regresso ao Paso San Francisco, mas o timing não bateu, a temporada abre apenas em janeiro e fevereiro, quando o clima é mais propício para a ascensão.

Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina

Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina


Ao longe vimos o imponente vulcão, a segunda maior montanha da América e o vulcão ativo mais alto do mundo! Passamos pelo Refúgio Claudio Lucero a 4.530m, andamos por sua sala e vimos os restos de comida e suprimentos deixados pelos montanhistas que passaram por ali. A mesma casa hoje quase fantasma que assoviava com o vento inclemente, recebe todos os anos dezenas de montanhistas com o único objetivo de chegar ao cume do Ojos del Salado.

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco

Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco


Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Seguindo os rastros antigos e ainda mais desgastados vamos em sua direção, como em um intento de nos sentirmos mais próximos, mais íntimos, tentando refazer os passos do Guto e do Haroldo, cunhado e primo que há alguns anos estiveram lá em cima. São 20km até o Atacama, último refúgio antes do ataque ao cume, mas o Rio Salado estava congelado e a neve travava o nosso caminho. As nuvens sobre o Ojos trovejavam e relampejavam como se quisessem nos avisar, não... esta não é a hora. Voltamos e chegamos a pensar em dormir ali no refúgio, mas o frio e a altitude me assustavam, dormir a esta altitude sem estarmos aclimatados seria muito arriscado, então seguimos adiante mais 30, 50km, não sei... perdemos a noção. A esta altura só queríamos encontrar algum lugar para nos abrigar e de preferência abaixo dos 4.000m de altitude.

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile


Chegamos à Gendarmeria chilena com grandes esperanças que encontraríamos um refúgio, como existe do lado argentino. Os escritórios todos estavam abertos, mas desertos, ninguém na imigração, ninguém na aduana e depois de muito procurar Rodrigo encontrou um simpático carabinero (policial) que nos ofereceu um quarto dentro do edifício da imigração. Perfeito! Melhor impossível, o plano era dormirmos em uma barraca, com grandes chances de pegarmos -15, -18°C e muito vento! Enquanto carimbávamos os passaportes, Juan Carlos, o funcionário responsável pela organização do local, nos conseguiu colchões, aquecedor, chaleira elétrica para um chá, leite, chocolate em pó, bananas e quilos de cobertores. Era um quarto 5 estrelas! Mais engraçado ainda era sair dali e dar de cara com uma máquina de raio X da aduana e toda a infra da imigração.

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Bem abrigados ainda cozinhamos um macarrão delicioso, acompanhados de um bom vinho argentino. Copiapó estava a 180 km dali, mas as nossas aventuras pelo altiplano chileno ainda não haviam terminado.

Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco

Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo, Andes, Cordilheira dos Andes, Estrada, fronteira, Las Grutas, Montanha, Ojos del Salado, Paso San Francisco

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Amigos!

Canadá, Toronto

Despedida do Alê, Dani e Lucas, na casa deles em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Despedida do Alê, Dani e Lucas, na casa deles em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


Duas coisas parecem incabíveis durante uma viagem como a nossa: reclamar e parar. Reclamar do que? Estamos realizando todos os nossos sonhos como nunca imaginamos que poderíamos fazer. Pois é galera, mas vocês já devem ter ouvido falar que viajar cansa. Manja aqueles viajantes que voltam das férias mais cansados do que saíram? Aí dizem, “cansados no corpo, mas renovados na mente”. É por aí, nós estamos vendo muita coisa nova, aprendendo sobre o mundo, culturas, natureza e pessoas. A mente está renovadíssima, até demais eu diria, quase em curto com tanta informação nova. O corpo... este já se acostumou com uma cama diferente a cada dia, mas anda cansado desta vida cigana que arranjamos para ele. Eis que em meio aos cansaços e reclamações surge a oportunidade ideal para fazermos um dos pecados capitais dos viajantes: parar.

O queridíssimo Lucas, filho da Dan e do Alê, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

O queridíssimo Lucas, filho da Dan e do Alê, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


Sim, nós paramos. Por dois dias, nós paramos. Paramos de correr, dirigir, conhecer, viajar, paramos de nos cobrar em fazer tudo e conhecer tudo ao mesmo tempo agora. Paramos para dormir descentemente, comer saudavelmente e principalmente, paramos para curtir algo que sentimos muita falta, os amigos!

Recebidos pelo Alê e pela Dani com delicioso jantar em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Recebidos pelo Alê e pela Dani com delicioso jantar em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


Quando começamos a planejar esta viagem comentamos com o Alê e a Dani que iríamos nos encontrar na Costa Rica, país que os dois já moraram e onde nasceu o filho Lucas. Eles tinham acabado de voltar para o Brasil e nos deram várias dicas do país centro-americano da ondas, vulcões e praias paradisíacas. O que não imaginávamos, e nem eles, é que quando chegássemos ao Canadá iríamos encontrá-los morando aqui, em Toronto!

Os amigos que nos receberam tão bem em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Os amigos que nos receberam tão bem em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


O casal trabalha em uma multinacional, vivem viajando e têm oportunidades como esta, de serem transferidos para outros países. A Dani já viveu na Suíça, junto com o Alê na Costa Rica e há 6 meses eles foram transferidos para cá. Moram hoje em Markham, um subúrbio bacana nos arredores da metrópole.

Reencontro com o Alê, antigo amigo, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Reencontro com o Alê, antigo amigo, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


Passamos um final de semana maravilhoso na casa do casal que já conheço há quase 10 anos. 10 anos de muitas festas, churrascos, shows, viagens e histórias juntos. Chegamos na quinta-feira a noite e junto conosco chegou a chuva. Na sexta-feira aproveitamos o dia útil e fizemos o tínhamos que fazer: revisão dos 90 mil km da Fiona, cortamos os cabelos, lavamos roupas, etc.

Adeus, barba e cabelo, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Adeus, barba e cabelo, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


A noite, um jantar especial em uma pizzaria em Toronto e um passeio pela rua mais longa do mundo, a Young Street. 1.800 milhas de rua, que vira estrada e volta a ser rua atravessando toda a província de Ontário. Não sei qual foi o critério para definir que ela é uma rua e não uma estrada, mas a fama de rua mais longa do mundo está garantida anyway.

Assistindo à derrota brasileira na final olímpica, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Assistindo à derrota brasileira na final olímpica, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


A parada foi providencial, tempo chuvoso, olimpíadas e amigos reunidos, quer situação mais perfeita? O sábado foi de muitas emoções acompanhando os jogos brasileiros nas Olimpíadas. O Brasil perdeu no futebol masculino e levou a prata. As meninas do vôlei deram um show e levaram o ouro, o coraçãozinho brazuca aqui vibrou a cada ponto!

Alegria delas e nossa nas Olimpiadas (em Toronto, no Canadá)

Alegria delas e nossa nas Olimpiadas (em Toronto, no Canadá)


À tarde enquanto as meninas foram ao shopping, os meninos ainda assistiram a final do Boxe, onde o brasileiro levou prata. Final do dia com churrasquinho, cervejinha, lutas de espadas e um super encontro com o Homem Aranha! O Lucas está lindo e esperto demais! O time dele do Summer Camp ganhou no futebol, ele nos ensina a pronúncia das palavras em inglês, dá as dicas sobre o ipad e é ligeiro demais na espada! Amigos, obrigada por tudo, foi demais reencontrar vocês!!!

O Lucas na sua roupa predileta, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

O Lucas na sua roupa predileta, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


Reencontro de amigas na casa da Dani, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Reencontro de amigas na casa da Dani, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá


Amanhã o dia será de explorações em Toronto e tristes despedidas dos amigos. Que seja só um até logo, esperaremos vocês na nossa casa de rodas lá na Costa Oeste! Vancouver, Califórnia ou onde vocês escolherem, estaremos esperando com a Fiona de portas abertas!

O queridíssimo Lucas, filho da Dan e do Alê, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

O queridíssimo Lucas, filho da Dan e do Alê, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá

Canadá, Toronto, Amigos, Markham, Olimpíadas

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

American Way of Life

Estados Unidos, Flórida, Miami

Hoje, no nono dia de viagem, decidimos fazer um programa super “american”, mas realmente imperdível, o Seaquarium. Tudo lá dentro tem aquele american way, está tudo empacotado para ser facilmente consumido: golfinhos, leões marinhos, pássaros tropicais, peixes de recifes e até a Orca, a baleia assassina. Vimos o Flipper e seus miquinhos amestrados, não nego que me emocionei com a inteligência dos golfinhos, mas também com a dó que é tirarem ele do seu ambiente natural e adestrarem sempre em troca de comida. Fiquei imaginando quanto será que eles deixaram de comer até acertar o primeiro salto. A orca é realmente impressionante, imensa, os golfinhos que dividem o palco com ela quase desaparecem, coitados... Até tomei um banho de orca, afinal, “alguém tem que se molhar”, disse o vizinho de arquibancada, bem sequinho.

O sentimento de passar por um lugar desses é meio paradoxal, claro que gostamos de ver o show dos golfinhos e ainda mais o da Killer Whale, mas vê-los ali, confinados naquelas piscinas ou aquários é realmente muito doloroso. Completamente diferente do que esperamos ver no Caribe nos nossos mergulhos, também completamente diferente do que estávamos vivenciando há uma semana. Bares, clubs, restaurantes, lojas, shoppings, carros... um agito que já seria exagerado se comparado à Curitiba... Imagina então se compararmos com a Barra do Ararapira! Realmente é fácil de entender por que pessoas como o seu Rubens estão em extinção.

Show de golfinhos

Show de golfinhos

Pássaro vistoso no cercado dos jacarés

Pássaro vistoso no cercado dos jacarés

Show dos leões marinhos

Show dos leões marinhos

Show da orca

Show da orca

Show da orca

Show da orca

Estados Unidos, Flórida, Miami, Key Biscayne

Veja mais posts sobre Key Biscayne

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Os 7 Povos das Missões

Brasil, Rio Grande Do Sul, São Miguel das Missões

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Os 7 Povos das Missões são algumas das ruínas mais antigas existentes no Brasil. Construídas por jesuítas enviados pela Coroa Espanhola para amansar os nativos, facilitando a entrada dos exploradores e colonizadores, além de arrebanhar novas ovelhas para a Igreja Católica.

Estátuas da antiga Missão no Museu em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Estátuas da antiga Missão no Museu em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Os jesuítas foram fortes e suportaram longos períodos em uma selva distante, sem suprimentos e com pouco (quase nenhum) suporte de seu rei, porém gozavam de autonomia religiosa, respondendo diretamente ao Papa. Muito cultos, letrados e astutos utilizaram a música como instrumento de aproximação e evangelização dos Guaranis, povo com uma musicalidade impressionante, segundo relatos dos evangelizadores.

A cruz dupla nos jardins da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

A cruz dupla nos jardins da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


O cenário também foi muito propício à redução dos indígenas em missões jesuíticas, pois tanto espanhóis, quanto portugueses avançavam selva adentro buscando matéria prima e escravos de pele vermelha. Os bandeirantes paulistas unidos aos eternos inimigos dos guaranis, os tupis, tinham ainda mais vantagem e eram os mais temidos. Assim, para alguns caciques, as reduções se tornaram lugares atraentes tanto pela segurança que proporcionavam às tribos, quanto por prepararem estes indígenas para o convívio com o homem branco.

Interior da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Interior da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


O processo de formação destas missões foi lento, os jesuítas conseguiram, pouco a pouco, convencer os caciques guaranis dos benefícios de estarem reunidos, trabalhando em grupo para a produção de alimentos, educação e ao mesmo tempo garantindo a segurança de toda a tribo que, convertida ao cristianismo, tinha privilégios que os outros nativos não tinham.

Caminhando pelas ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Caminhando pelas ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Fundada em 1632 pelo padre Cristóvão de Mendonça, a Missão de São Miguel Arcanjo logo foi abandonada, em decorrência dos ataques de bandeirantes. O padre e mais de 4 mil indígenas retornaram do Paraguai e retomaram a missão em 1687.

A imponente porta da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

A imponente porta da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


São Miguel Arcanjo chegou a abrigar mais de 4 mil indígenas e apenas dois padres jesuítas eram os responsáveis pela missão. A língua falada dentro das reduções era o guarani, aprendido pelos padres, repassado pelas famílias às crianças que pouco à pouco iam aprendendo também o espanhol. Os costumes guaranis foram sendo modificados paulatinamente, inclusive a poligamia, que era privilégio do cacique. Dentro das missões os caciques mantinham a sua posição de comando, sendo o responsável por sua tribo e fazendo parte de um conselho de caciques que decidia e organizava a missão junto dos dois jesuítas.

Turistas visitam a Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Turistas visitam a Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


As economia nas missões girava à base de trocas, algumas produzindo mais algodão, milho, mate e outros insumos agrícolas, enquanto outras tinham a criação de gado como principal atividade. Além das trocas entre as missões, algumas provisões eram compradas de mercadores que vinham de fora ou mesmo nas cidades mais próximas que já se formavam às margens dos principais rios da região. Ferro, vidros e outros bens que não eram encontrados por ali eram trocados pelos bens produzidos dentro das reduções. Além disso as missões eram isentas de pagar tributos à Coroa Espanhola por 10 anos.

Ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Todo o trabalho na construção destas verdadeiras cidades foram perdidos quando foi assinado o Tratado de Madrid, onde Portugal e Espanha trocavam as terras a leste do Rio Uruguai pela região de Colônia de Sacramento. Ao menos 5 gerações de indígenas já viviam ali, mais de um século de história, vivência, aprendizados e evangelização, sendo vassalos exemplares da coroa espanhola e era assim que o Rei lhes correspondia?

Visita às ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Visita às ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Foi quando os guaranis decidiram defender o seu lar, território reduzido dos indígenas (daí o nome reduções) e que ainda assim teimavam em roubar-lhes. Uma guerra terrível e sangrenta entre os indígenas e os europeus, espanhóis aliados aos portugueses, exterminou e dispersou a população indígena. Nesta mesma época a perseguição aos jesuítas já havia expulsado os primeiros missionários das missões, desmantelando toda a estrutura que existia e facilitando a derrubada das mesmas.

Ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Abandonada depois da Guerra Guaranítica, hoje São Miguel é Patrimônio Mundial pela UNESCO, assim como suas vizinhas argentinas Santa Ana, San Ignácio Miní e Nossa Senhora de Loreto, que pretendemos visitar. Nossa visita à São Miguel foi em um final de tarde nublado, com um sol tímido tentando iluminar as paredes vermelhas da antiga igreja, oficinas e das poucas estruturas que restaram em pé.

Uma figueira cresce sobre as ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Uma figueira cresce sobre as ruínas da antiga Missão em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


À noite ainda assisti ao Show de Luzes e Som, atividade desenvolvida para atender às obrigatoriedades e padrões dos Patrimônios da Humanidade pela Unesco. Luzes piscam e iluminam a catedral, as oficinas e as árvores, enquanto elas ganham voz e personalidade, contando a história da missão com uma entonação bem dramática e teatral. Já conhecendo outros espetáculos como este eu achei a concepção artística do show um pouco simplista, mas ainda assim bem instrutiva para os que conseguem acompanhar os diálogos entre uma ruína e outra.

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul

Show noturno de luzes e sons em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul


Dos nossos 7 Povos das Missões, São Miguel é o mais preservado e conta com o Museu das Missões, onde pudemos observar peças trabalhadas pelos escultores indígenas com a orientação dos jesuítas. A Rota das Missões conta ainda com mais 3 sítios arqueológicos, as ruínas de São João, São Lourenço e São Nicolau, além de 3 Santuários católicos modernos e o Salto Pirapó.

O mapa das Missões no território brasileiro

O mapa das Missões no território brasileiro


Nossa viagem continua, mas agora do outro lado do Rio Uruguai, onde iremos conhecer as famosas Missões Argentinas!

Brasil, Rio Grande Do Sul, São Miguel das Missões, arqueologia, história, Jesuítas, Missões

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Tristeeeeza, por favor vá embooora!

Brasil, São Paulo, Ubatuba, Maresias

O dia começou muito saudável, caminhada na Praia Dura e natação de lá até a Praia Vermelha. Como diria meu soogro: “Delícia!!!”.

Voltamos correndo e pegamos o jogo já aos 8’ do primeiro tempo. Aquele gol do Robinho foi demais, demais mesmo... tanto que a seleção relaxou e fez o que fez. Depois deste desastre, faço apenas esta oração em forma de melodia.

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
(...)

Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar

Como brasileiro gosta de fazer festa de qualquer jeito, chegamos em Maresias e fomos conhecer um barzinho que o Haroldo queria muito nos apresentar há algum tempo. O Chopp com Escamas fica em Juquey, 20km ao sul de Maresias. Afogamos as nossas mágoas nas caipirinhas, cantando a vida com a banda ao som das melhores músicas do pop rock dos anos 80. É... agora só daqui 4 anos!

Brasil, São Paulo, Ubatuba, Maresias, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

Carimbó

Brasil, Pará, Alter do Chão

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Música e dança típica do Pará, o Carimbó é um ritmo que originalmente mistura elementos da cultura indígena e negra. O nome deriva dos tambores utilizados para marcar o ritmo, curimbó, feitos de madeira de árvore.

Nos anos 60 e 70, pela influência do merengue e outros ritmos latinos, receberam notas de instrumentos elétricos (como a guitarra) e daí surgiu a lambada, que virou febre no final da década de 80. Não é facilmente encontrado no sul, mas só em SP já existem mais de 36 festivais de cultura nortista onde o Carimbó tem lugar de destaque.

Nós já estávamos atrás de uma apresentação há tempos, na Ilha do Marajó e em Algodoal, locais mais tradicionais do ritmo e onde deveria ser fácil encontrá-los. Porém em Algodoal só teriam apresentações no final de semana e em Marajó, pelo menos em Soure, nos disseram ser difícil encontrar nos dias de hoje, a cultura está se perdendo e sendo substituída pelo forró.

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Ontem ficamos sabendo que iria acontecer uma apresentação de Carimbó no Espaço Cultural Alter do Chão. O nosso plano inicial era ir dormir hoje em uma comunidade da FLONA, mas eu não perderia por nada este show! Uma banda tradicional formada por senhores e jovens de Santarém e Alter e infelizmente sem a presença do nosso novo amigo, Seu Carmargo, que estava tocando na festa de dia das mães. Muito atencioso ainda deu uma escapada de lá para me entregar os CDs de Sairé que havia me dito ontem, de sua banda Espanta Cão e do Boto Tucuxi.

Bar cheio de jovens, paraenses e outros adotados de todos os lados. Rio, São Paulo, Argentina, Itália, Pernambuco e onde mais imaginar, é um espaço super cosmopolita que reúne pessoas ligadas à cultura indígena e à cultura local. Eu fiquei observando a dança, tentando aprender de longe, quando arrisquei os primeiros passos, logo ganhei a companhia do Kleyton. Um manauara que adotou o Pará como casa. Ele viajou o Brasil inteiro, conhece o norte e o nordeste como ninguém, foi difícil acharmos um lugar que ele não tivesse ido, rsrs!

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Kleyton me tirou para dançar, me ensinou alguns passos e o princípio básico da dança. “Imagine que eu sou o boto e você é o peixe, e eu estou tentando te cercar e você está tentando fugir”, sempre girando em círculos e pisando à frente, ele vai conduzindo a dança sem precisar nem encostar na dama. É uma delícia! O passo à frente e o corpo mais curvado são referências da cultura indígena e as vestes tradicionais mais ligadas à cultura negra. Nas apresentações mais formais, as mulheres usam saias longas e colorida, blusa lisa e colar de contas. O homem com calça e blusas brancas e chapéu de palha.

Um ritmo contagiante e fácil de dançar, o Carimbó é diversão na certa! O cacique e sua esposa estavam lá, misturados aos jovens, crianças e gringos, todos totalmente entrosados. Ao mesmo tempo na cidade ainda estava acontecendo o baile do dia das mães e uma cerimônia de preparo do aiwaska, na comunidade do Santo Daime. Ficamos lá até as duas horas sem nem sentir o tempo passar... Como diz Dona Onete, o Carimbó arrepiou!

Brasil, Pará, Alter do Chão, Carimbó, Curimbó, Rio Amazonas, Rio Tapajós

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Ketchikan, Totens e mais História

Alaska, Ketchikan

Totem Tinglit em Ketchikan, no sudeste do Alaska

Totem Tinglit em Ketchikan, no sudeste do Alaska


O primeiro porto dos Alasca para os navios vindos dos Lower 48, Ketchikan tem sua história não muito diferente de suas vizinhas regionais. A busca pelo ouro na costa do Alasca e mais tarde a explosão do Gold Rush do Klondike, a utilizaram como ponto de passagem para muitos garimpeiros e sonhadores que buscavam uma oportunidade nas novas terras americanas.

Creek Street, a mais famosa rua de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Creek Street, a mais famosa rua de Ketchikan, no sudeste do Alaska


O centro histórico de Ketchikan é um dos mais preservados e as antigas casas de meretrizes da mal afamada Creek Street viraram museus, restaurantes e lojas de souvenir que atendem aos milhares de turistas que chegam à cidade nos cruzeiros. As casas construídas praticamente sobre o riacho e em frente ao principal porto marcavam o início da zona onde podiam viver os habitantes de segunda classe na cidade.

Creek Street, a mais famosa rua de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Creek Street, a mais famosa rua de Ketchikan, no sudeste do Alaska


Naquela época, os “civilizados homens brancos” tinham o norte da cidade reservado aos seus bons costumes, enquanto os indígenas e imigrantes japoneses, filipinos e afins, ficariam segregados ao sul. Entretanto Dolly, a mais famosa meretriz da Creek Street, não tinha problema algum de avisar às gentis madames onde estariam os seus maridos, caso não o encontrassem em casa ou no bar. “Ele está aqui dentro”, dizia um anúncio na janela da sua antiga casa, hoje um museu.

Dolly, uma das personagens mais conhecidas da histórica Creek Street, em Ketchikan, no sudeste do Alaska

Dolly, uma das personagens mais conhecidas da histórica Creek Street, em Ketchikan, no sudeste do Alaska


No centro histórico está localizado um dos hotéis mais antigos da cidade, o New York Hotel & Café. Vizinho da Creek Street, seus proprietários eram uma segregada família japonesa. Seu filho mais velho, que nasceu nos EUA e lutou no exército americano durante a 2ª Guerra Mundial, teve que assistir os seus pais e irmãos serem levados para um campo de confinamento no meio oeste americano. Anos se passaram, a guerra acabou e esta família retornou à Ketchikan. Lá encontraram o seu hotel impecável e todo o lucro dos últimos anos guardados, os esperando, um presente especial dos seus vizinhos.

Entrada da Creek Street, a mais famosa rua de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Entrada da Creek Street, a mais famosa rua de Ketchikan, no sudeste do Alaska


Foi lá que nós ficamos hospedados, o antigo edifício foi reformado há pouco tempo com todos os confortos de um boutique hotel, mas teve a sua arquitetura, decoração e história preservada pelo novo proprietário. Fomos recebidos calorosamente por José, amigo porto-riquenho que gerencia o hotel e se mudou há 5 anos para o Alasca. Um lugar super aconchegante e caloroso para o dia chuvoso, depois de 18 horas de viagem no ferry-boat entre Sitka e Ketchikan.

O tradicional e aconchegante New York Hotel, em Ketchikan, no sudeste do Alaska

O tradicional e aconchegante New York Hotel, em Ketchikan, no sudeste do Alaska


No dia seguinte o sol finalmente resolveu aparecer e tivemos um dia lindo para conhecer os principais parques nos arredores da cidade. O destaque fica com o Toten Bight State Historical Park, onde pudemos aprender mais sobre a origem e o significado dos totens na cultura dos povos desta costa do Pacífico, como os Tinglíts, Haidas e Tsimshians.

Painel informativo sobre os antigos moradores da área de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Painel informativo sobre os antigos moradores da área de Ketchikan, no sudeste do Alaska


As árvores são escolhidas conforme suas características para diferentes finalidades. A sitka spruce é forte e leve, o hemlock tem a madeira muito rígida e já era menos utilizado, por ser mais difícil de trabalhar com ferramentas rústicas. O alder é usado para utensílios domésticos como cumbucas e travessas, por não deixar sabor na comida. Porém ela, quando queimada, é a que dá o melhor sabor na defumação do salmão.

Praia de pedras e água gelada em Ketchikan, no sudeste do Alaska

Praia de pedras e água gelada em Ketchikan, no sudeste do Alaska


O cedro vermelho é a árvore mais cara e valorosa, sua madeira é maleável e duradoura, por isso ela é a preferida para a construção de casas, canoas e totens. As canoas são feitas de um único tronco, depois ganham forma com o vapor e água e são finalizadas com rochas quentes. Grandes lascas de árvore são transformadas em tábuas para a construção de casas, e mantendo a árvore viva no solo.

Répilca de antiga moradia de clã Tinglit, em Ketchikan, no sudeste do Alaska

Répilca de antiga moradia de clã Tinglit, em Ketchikan, no sudeste do Alaska


Os totens são feitos com cedros retirados do meio da floresta, que crescem bem verticais e retos em busca da luz do sol. É feita uma cerimônia de retirada do cedro para um totem, com rezas e orações para que o tronco caia no lugar certo e sua madeira fique intacta, sem perder a força e durabilidade.

Exposição de totens Tinglits e Haidas, em parque de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Exposição de totens Tinglits e Haidas, em parque de Ketchikan, no sudeste do Alaska


Os totens contam histórias, representam lendas, casamentos, conquistas, ajudam na proteção e homenageiam grandes chefes ou entes queridos que se foram. Cada animal tem um significado e está no totem representando uma pessoa, o clã ou uma energia. O corvo, por exemplo, é a imagem do grande criador, mensageiro do Grande Espírito, além de ser um dos dois principais clãs da cultura dos povos da costa noroeste do Pacífico.

Exposição de totens Tinglits e Haidas, em parque de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Exposição de totens Tinglits e Haidas, em parque de Ketchikan, no sudeste do Alaska


A orca, indestrutível senhor dos mares, simboliza a força motora na crença espiritual. Os Haidas acreditavam que as orcas eram pessoas que haviam morrido afogadas e retornavam para visitá-los.

Painel explicativo sobre a significação dos totens na cultura indígena na área de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Painel explicativo sobre a significação dos totens na cultura indígena na área de Ketchikan, no sudeste do Alaska


A cultura deste povo foi se perdendo aos poucos, sendo sufocada pelos colonizadores, porém hoje há um grande trabalho de resgate, através da arte, da língua e dos conhecimentos ancestrais desta terra.

Admirando árvore em mata na área de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Admirando árvore em mata na área de Ketchikan, no sudeste do Alaska


Aproveitamos ainda o dia frio, mas ensolarado, para conhecer as trilhas da Tongass National Forest na região de Ketchikan, caminhando entre cedros, sitka spruces, arbustos de frutas vermelhas, praias e corredeiras e ficando cada vez mais íntimos dessa floresta.

Muitas berries em mata na área de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Muitas berries em mata na área de Ketchikan, no sudeste do Alaska


Visitamos também o local que abrigou mais de 200 aleuts durante a 2° Guerra Mundial. Duas das mais distantes das Ilhas Aleutas foram invadidas pelos japoneses durante a guerra e o governo americano resolveu evacuar as outras ilhas para proteger a população e dificultar a vida dos japoneses. A remoção foi feita da forma mais dolorosa e atrapalhada possível, as famílias só puderam trazer uma mala de roupas e todos os outros bens foram queimados junto com suas casas. Um acampamento foi montado ao redor deste lago, aqui em Ketchikan e vários aleuts não suportaram as péssimas condições e o confinamento na floresta, ambiente tão diferente das suas ilhas vulcânicas de paisagens amplas e desérticas.

Fiona entre as grandes árvores de mata na região de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Fiona entre as grandes árvores de mata na região de Ketchikan, no sudeste do Alaska


Lagoa em área rural de Ketchikan, no sudeste do Alaska

Lagoa em área rural de Ketchikan, no sudeste do Alaska


O dia foi intenso, muita história, cultura e novos conhecimentos para digerirmos em um almoço tardio no New York Hotel & Café. Uma vista linda do porto acompanhados de uma boa guiness, enquanto os rapazes do bar seguiam atentos a Monday Football Night, noite de jogo de futebol americano. A melhor surpresa ainda estava por vir. Nós passaríamos a madrugada acordados esperando pelo nosso ferry em algum bar ou na rua dentro da Fiona, quando José estendeu a nossa estadia, liberando o quarto para descansarmos até o horário do ferry! Salvou nossa noite de sono! Assim nos despedimos do Alasca, nessa passagem riquíssima pela cultura de Ketchikan, o último porto americano na Inside Passage.

Memorial Tinglit em Ketchikan, no sudeste do Alaska

Memorial Tinglit em Ketchikan, no sudeste do Alaska

Alaska, Ketchikan, Alaska Marine Highway, Inside Passage, Tinglits, Totens

Veja mais posts sobre Alaska Marine Highway

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Um Dia em Cozumel

México, Cozumel

O nosso super fusca converível, na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

O nosso super fusca converível, na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Cozumel é um daqueles lugares, tão turísticos, que queremos evitar. Mas de tão turístico fica aquela pulga atrás da orelha, se todos vão é por que “alguma coisa tem!”. Fica bem mais fácil encarar a turistada se o lugar em questão é uma ilha banhada pelas águas do mar do Caribe.

Começando bem o dia na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Começando bem o dia na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Nós chegamos em Cancún em um barco que cruza de Playa del Carmen à ilha de hora em hora. O barco custa 12 dólares por pessoa e a travessia dura pouco menos de 2 horas. Já dentro do barco encontramos uma simpática vendedora de uma das dezenas de locadoras de automóveis da ilha e resolvemos deixar reservado o nosso meio de locomoção. A ilha possui alguns transportes públicos, principalmente na área mais habitada, voltada ao continente. Porém se você quer dar a volta completa, aproveitando para conhecer tudo, no seu ritmo e ainda voltar no mesmo dia, o ideal é alugar um carro (US$ 45,00) e se divertir!

Caminhando pela praia até o porto de Playa del Carmen, para pegar o ferry para Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Caminhando pela praia até o porto de Playa del Carmen, para pegar o ferry para Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Chegamos à ilha e a primeira meia hora foi em torno do aluguel do carro, andando até o escritório da locadora já conhecemos um pouco do centrinho da cidade, cheio de lojinhas de badulaques turísticos e artesanatos. A minha expectativa era chegar em um lugar lotado de resorts, grandes edifícios e comércio. Sim, a ilha possui um pouco de tudo isso, mas não tão amontoados e invasivos quanto eu imaginava. Enfim, a minha primeira impressão da cidade foi melhor do que eu esperava.

Caminhando pelo centrinho de Cozumel, no sul do México

Caminhando pelo centrinho de Cozumel, no sul do México


Durante a alta temporada Cancún recebe cruzeiros praticamente todos os dias, 2, 3, até 5 navios cruzam o Golfo do México em direção ao Caribe e fazem uma parada obrigatória nas águas azuis da costa caribenha do México. Então a questão é, como evitar o encontro desagradável com os milhares de turistas que chegam nestes navios?

Um porco caminha tranquilamente por uma estrada na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Um porco caminha tranquilamente por uma estrada na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Uma vez com a nossa ferrari mexicana conversível na mão, foi a hora de começarmos as nossas explorações. A volta à ilha, no seu próprio carro, é a melhor forma de escapar das muvucas turísticas, ainda mais se você está com as dicas certas e um mapa na mão!

Mapa da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México, mostrando o circuito que fizemos

Mapa da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México, mostrando o circuito que fizemos


O primeiro lugar que mais de 50% dos turistas que descem do cruzeiro vão são os resorts a beira mar, que além de centenas de pessoas, infraestrutura, restaurante, bar, cadeiras e guarda-sóis, estão localizados nas poucas praias de areias brancas da ilha. Todas fakes, by the way, a areia é trazida do continente para “aumentar” a praia. Nós, “turistas descolados” (rs), não queremos ir parar neste lugar, afinal se queremos praias de areias brancas podemos ver no continente, lindas e sem tanta gente assim. Então seguimos adiante, depois de uma fotinho obrigatória na avenida principal com os navios ao fundo, é claro.

A bordo da nossa 'ferrari conversível', na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

A bordo da nossa "ferrari conversível", na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México



1 – Snorkel no Dzul-Ha Reef - A primeira parada, dando a volta no sentido horário, é para um snorkel no Dzul-Ha Reef. Um Parque Nacional Marinho que tenta proteger as espécies da costa caribenha ameaçadas pela degradação do meio-ambiente. Leia-se poluição, trânsito de navios... Enfim, o ser humano. Este trecho da costa não possui praias, mas logo após o píer internacional de cruzeiros, você encontrará um restaurante que é uma boa base para dar uma primeira refrescada nas águas de Cozumel. A área é a mais indicada para snorkel, embora quase não tenha corais. Existem alguns arrecifes artificiais que foram colocados ali, mas devem levar alguns anos para começar a dar frutos. Eu e a Val fizemos um snorkel e vimos alguns peixinhos e uma arraia linda.

Preparando-se para fazer snorkel na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Preparando-se para fazer snorkel na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México



2 – Almocinho na beira da praia - Saímos da água já com fome e, uma vez que passássemos a ponta sul já seria mais difícil encontrarmos um restaurante. Então a dica é parar no Alberto´s Restaurant, logo após a entrada da Playa San Francisco. O Alberto´s tem um clima caribenho perfeito, ótimos drinks e pratos para todos os gostos e bolsos. Nós tivemos sorte e pegamos ele quase vazio, uma delícia!

Para dar água na boca! (em Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México)

Para dar água na boca! (em Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México)


Feliz da vida em Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Feliz da vida em Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México



3 – Punta Sur – É na ponta sul da ilha de Cozumel que a paisagem começa a mudar, do paraíso encantado dos mares azuis, para a natureza mais selvagem das ilhas caribenhas. O lado oeste da ilha recebe correntes e ventos mais fortes, diferente da parte de dentro, que se protege na sombra que a própria ilha faz, driblando as força do oceano.

Dando a volta na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Dando a volta na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Lá na Punta Sur a parada é no Reggae Bar, um point super convidativo para uma Dos Équis ou uma Negra Modelo, ao gosto do freguês. Os mais animados podem dar um tchibum nas ondas caribenhas, afinal, que disse que elas não existiam?

Negra Modelo, nossa cerveja preferida no México (ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do país)

Negra Modelo, nossa cerveja preferida no México (ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do país)


Deliciosa praia na costa leste da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Deliciosa praia na costa leste da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


A essa altura eu já estava no banco de trás do fusca com a Valéria, cabelos ao vento e curtindo a vida adoidada ao lado da minha amiga. Tem coisas que só suas amigas fazem por você! Animadíssimos com a paisagem, mata cozumeña à esquerda, mar caribeño à direita fui tirando fotos do alto do nosso conversível, querendo que este dia não acabasse nunca mais, pois este era o último dia da Val conosco na viagem. =/

De fusca conversível, rodando por toda a ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

De fusca conversível, rodando por toda a ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México



4 – Playa Bonita – a nossa próxima parada foi na Playa San Martin, uma longa praia de areias douradas e um mar mais do que convidativo, com ondas totalmente domináveis e muuuuita areia para não dividir com ninguém. A praia é belíssima e quase não tem nenhuma infra, coisa que eu nunca imaginei encontrar por aqui! É Cozumel me suurprendendo!

Deliciosa praia na costa leste da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Deliciosa praia na costa leste da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Nós já não estávamos no pique de entrar na água e acabamos decidindo seguir para tentar chegar ao principal sítio arqueológico da ilha: as Ruínas Mayas de San Gervasio. Infelizmente começamos o nosso roteiro um pouco tarde e, depois de 3 dias seguidos de ruínas, esta não era a nossa prioridade. Se você quiser muito conhecer as ruínas, faça o roteiro idêntico, porém em sentido anti-horário, a entrada nas ruínas fecha às 15h. E não se esqueça de trazer um lanchinho para aguentar chegar ao Alberto´s um pouco mais tarde.

De fusca, rodando pela ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

De fusca, rodando pela ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México



5 – Pôr-do-Sol em Cozumel - Final de tarde e já começamos a dirigir-nos para o final do nosso roteiro. Cruzamos para o lado leste da ilha e o sol já se encaminhava para o seu momento de glória. Momento em que se despede da Ilha de Cozumel em um show de cores amarelo, alaranjado, vermelho, rosa e roxo, sob os olhos atentos de alguns poucos turistas no Love Beach Cafe.

Um maravilhoso pôr-do-sol na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Um maravilhoso pôr-do-sol na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Não quisemos perder nem um minuto desse momento mágico, tomando um Rum Punch enquanto os cruzeiros se despediam da ilha e seguiam seu curso rumo aos mares do Caribe. Devolvemos o carro e ainda tivemos tempo de dar uma volta no centrinho de Cozumel, comprar umas pratas de Taxco e pegar o barco das 19h para Playa del Carmen.

Fim de tarde, hora da partida do navio-cruzeiro da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Fim de tarde, hora da partida do navio-cruzeiro da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México


Se você vem com mais tempo outras atividades como mergulho, ou um tour para a Punta Molas, passando pela Ruína Maya perto do Rio de la Plata devem seriam as melhores pedidas.

Piada universal! (ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México)

Piada universal! (ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México)


Um dia rodando a ilha de Cozumel em um fusquinha conversível ao lado do meu marido e da minha amiga de infância. Não poderia haver melhor energia para a despedida da Val. Cozumel deixou ótimas memórias nos 1000dias, espero que deixe nas suas férias também!

Um maravilhoso pôr-do-sol na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

Um maravilhoso pôr-do-sol na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México

México, Cozumel, Caribe, ilha, Playa del Carmen, roteiro

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Página 332 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet