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A La Costa!

Colômbia, Mompós, Cartagena

A linda paisagem na viagem de ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

A linda paisagem na viagem de ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


Mompós é uma ilha em meio a uma espécie de pantanal colombiano. O Rio Magdalena e o inverno chuvoso deixam a paisagem ainda mais bucólica e a viagem ainda mais especial.

Curtindo a viagem de ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

Curtindo a viagem de ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


As estradas parecem ter sido construídas sob aterramentos, pontes estão sendo construídas e reconstruídas o tempo todo, já que as cheias já levaram algumas delas. A balsa que cruza do Rio Magdalena possui apenas três horários, 7h, 13h e 17h.


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Chegamos lá eram umas 11h30 e vimos a balsa parada, a fila crescendo e não entendemos muito a lógica. Eles preferem esperar o horário, colocar quem cabe na balsa e se sobrar, fazer uma segunda viagem depois. Detalhe: a viagem dura uma hora.

Um ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

Um ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


O calor insuportável faz as barraquinhas de beira de estrada serem o melhor refúgio do sol e do calor. Cervejinha, aguinha, almoço e com sorte, uma brisa soprada direto do Magdalena. Os rapazes da região tiram um bom dinheiro lavando os carros e caminhões na fila de espera. Nós aproveitamos para limpar todo o nosso cabo do guincho que estava pura lama, depois do resgate que fizemos ontem pela manhã.

No ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

No ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


Todos ficam curiosos com esse carro brasileiro, com mapas e logo ficamos amigos dos caminhoneiros, conversando sobre estradas, política e caminhos na América Latina. Um deles contava o inferno que era a vida deles antes do Uribe. Este trecho aqui era impossível, tinham que pegar a balsa das 13h e seguir viagem. Se atrasassem para a das 17h era certeza que as FARCs iriam saquear-los se não do outro lado do rio, quando chegassem em Carmen de Bolívar. Enquanto contava a história das FARCs, a cada 10 palavras, 11 eram, por que estes “hijos de puta”, blábláblá, “hijos de puta”, “hijos de puta”, blábláblá, “hijos de puta”! Me perdoem este espanhol, mas o que para mim na hora pareceu engraçado, deve ter sido realmente um pesadelo por muitos anos para esses caminhoneiros.

Fila para o ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

Fila para o ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


O pior é que se eles resolvessem parar, o país inteiro parava. Se tem um povo que pode instalar o caos nestes países sul-americanos, inclusive no Brasil, são os caminhoneiros... já imaginaram se eles entram em greve? Deus me livre!

Revoada de garças vista do ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia

Revoada de garças vista do ferry sobre o Rio Magdalena, em Mompós - Colômbia


Chegamos em Cartagena já estava escuro. Pegamos um horário de pico no trânsito, uma desgraça. A entrada por essa rota passa por uma periferia infindável e o nosso GPS meio perdido sempre gosta de nos colocar em uns becos tentando encontrar o caminho mais curto. A cidade está em obras, novas canaletas de expresso, seguindo o projeto de Bogotá, que segue o de Curitiba. Finalmente chegamos em Getsemaní, bairro turístico próximo do centro histórico. Todos os hostals que haviam nos indicado estavam lotados e a vizinhança estava bem movimentada neste bairro popular de ruas estreitas. Depois de quase 40 minutos finalmente encontramos o nosso cantinho, um hotel na Calle Larga, estacionamento próximo, ar condicionado e piscina. Perfeito! Só faltou avisarem que o banho era ruim e frio, mas nada que não possamos conviver. Enfim, chegamos à Cartagena!


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Colômbia, Mompós, Cartagena, Cartagena de Índias, Estrada, litoral, Mompóx

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Civilização Moche

Peru, Trujillo

Painéis coloridos no templo da Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

Painéis coloridos no templo da Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru


Trujillo foi fundada por Francisco Pizarro e recebeu este nome em honra à sua terra natal. A cidade possui uma linda Plaza de Armas, ampla e arborizada em meio à um centro lotado, com o trânsito meio caótico. Aqui pela primeira vez alguém veio nos avisar para termos cuidado com roubo, principalmente com a famosa mão leve. Quando menos se espera, sua carteira ou bolsa que estava em cima da mesa desaparece sem você nem perceber. Estamos sempre atentos, mas de forma geral nos sentimos bem seguros viajando por estas cidades mais turísticas.

Igreja da Plaza de Armas de Trujillo, no Peru

Igreja da Plaza de Armas de Trujillo, no Peru


Esta região também é conhecida por possuir um dos maiores complexos de templos e ruínas construídas em adobe da América Latina, a antiga cidade de Chan Chan. Antes de visitarmos estas ruínas, resolvemos conhecer um outro conjunto de templos que começaram a ser escavados há menos tempo, que nos foi indicado pela Vânia, nossa amiga búlgara do trekking. A Huaca del Sol e a Huaca de La Luna são templos da Civilização Moche, que viveu nesta região no período de 500 a.C. e desenvolveu aqui uma cultura riquíssima e um patrimônio arquitetônico dos mais bem preservados de todo o Perú.

A Huaca del Sol, que só agora começa a ser escavada e estudada, em Trujillo - Peru

A Huaca del Sol, que só agora começa a ser escavada e estudada, em Trujillo - Peru


A Huaca del Sol é a maior das construções, porém ainda não está aberta à visitação. Os trabalhos começaram recentemente e podemos apenas avistá-la de longe. Acredita-se que ela seria a sede administrativa das capital mochica. Visitamos então a Huaca de La Luna, a visita é feita com o acompanhamento obrigatório de uma guia muito bem treinada e que nos faz mergulhar de cabeça na história e cultura deste povo.

A nossa excelente guia Milagro, que muito nos ensinou sobre a cultura Moche, na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

A nossa excelente guia Milagro, que muito nos ensinou sobre a cultura Moche, na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru


À base do Cerro Blanco encontra-se a Huaca de La Luna, sede religiosa da capital do Valle Moche. Estes não escolheram este local por acaso, acredita-se que cultuavam as montanhas como uma divindade, provavelmente por atrelarem a elas as chuvas e a fertilidade dos terrenos para agricultura. Integrado ao templo está um afloramento rochoso que se parece com o Cerro Blanco, esta pedra sagrada era utilizada como palco para os sacrifícios humanos feitos em rituais para este Deus.

Placa informativa na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

Placa informativa na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru


As imagens encontradas no templo remetem sempre à um Deus furioso, ele seria o responsável pelas terríveis tempestades e ressacas que abatem até hoje a região, o conhecido fenômeno El Niño. Para apaziguar a ira deste Deus, eram oferecidos homens guerreiros que se sacrificavam participando de uma competição, sempre feita por 2 homens e o que perdia era sacrificado. A cerimônia porém era longa, estes homens participariam por legítima vontade, doando a sua vida para que seu povo pudesse viver em paz com seu Deus. Antes de ser morto, os homens eram entregues ao sacerdote, que os preparavam para a cerimônia, que incluía uma boa dose do cactos alucinógeno São Pedro. O sacrifício era feito no altar da pedra sagrada à qual apenas o governante e os sacerdotes tinham acesso, ninguém mais presenciava os sacrifícios. O sangue deste guerreiro era colocado em uma taça, erguida pelo governante para alguns poucos que o esperavam em um outro pátio cerimonial, em geral sacerdotes e alguns nobres da elite que tinham a permissão de assistir essa parte da cerimônia.

Painel representando os sacrifícios humanos realizados na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

Painel representando os sacrifícios humanos realizados na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru


A estrutura do templo é muito interessante. Ela possui 5 diferentes níveis, um construído sobre o outro, sempre um pouco maior e utilizando o anterior como base, completando com tijolos de adobe os espaços vazios. A estrutura portanto ganha quase uma forma de uma pirâmide invertida, com os pisos superiores maiores que os inferiores. Cada geração ou dinastia construiria um novo pavimento, marcando o seu tempo e com as suas características.

A nossa excelente guia Milagro, que muito nos ensinou sobre a cultura Moche, na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

A nossa excelente guia Milagro, que muito nos ensinou sobre a cultura Moche, na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru


Além de ser uma estrutura anti-sísmica, esse formato de construção permitiu a boa conservação das pinturas e esculturas em alto e baixo relevo das paredes que ficaram cobertas. As cores amarelo, vermelho, azul e negro eram predominantes e as imagens representavam a imagem deste Deus, com cabelos e barbas que lembram ondas do mar e arredor dele raias e um peixe de água doce.

Painéis coloridos no templo da Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

Painéis coloridos no templo da Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru


A fachada principal é ainda mais impressionante! Uma imensa parede totalmente decorada com motivos marinhos, divindades menores como polvos, serpentes marinhas e outros animais. Outra parede curiosa é a conhecida como “painel complexo” (se não me falha a memória), e ela representaria cenas cotidianas da sociedade mochica, assim como cenas religiosas, animais e plantas.

Um belo, complexo e misterioso painel na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

Um belo, complexo e misterioso painel na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru


Já viemos para a Huaca de La Luna sabendo que encontraríamos um templo com pinturas preservadas e etc. Mas confesso que a visita nos surpreendeu positivamente, não apenas pela riqueza arqueológica e arquitetônica do sítio, mas como pela qualidade do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores e que foi foi repassado com maestria pela Milagro, nossa guia. Hoje este sítio possui o apoio financeiro para pesquisa da Coroa Espanhola e da empresa de bebidas nacional que produz as cervejas Callao, entre outras. Um patrimônio histórico valiosíssimo que deve ser desvendado e mantido.

Trabalho de conservação na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

Trabalho de conservação na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru

Peru, Trujillo, arqueologia, Huaca de La Luna, Moche, Mochica

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Sonhar a 525m de altura!

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro

Parte final do vôo da Ana, chegando em São Conrado, no Rio de Janeiro - RJ

Parte final do vôo da Ana, chegando em São Conrado, no Rio de Janeiro - RJ


Nos meus sonhos voar é o tema mais freqüente. Desde criança sonho que estou voando. Eu voava como Peter Pan sobre a floresta Amazônica, sobre a rua onde eu morava, sobre os Andes... Já voei em um bocado de lugares. Ultimamente, nos meus sonhos, os meus vôos têm sido mais dificultosos, mas não menos prazerosos. Para começar a voar eu preciso correr e começar a dar saltos, como os que atletas de salto em distância dão logo antes do salto final. A cada passo, mais alto eu ficava pisando nos ares, tomando impulso para alcançar a altitude ideal para o meu vôo. Sei que este é um desejo antigo para todos os humanos, um feito perseguido por muitos e por isso hoje temos várias formas de simular esta façanha. Eu já saltei de pára-quedas e paraglider, vôos deliciosos, mas em momento algum a sensação é a mesma do Peter Pan.

Após o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ

Após o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ


Depois de tanto procurar a melhor forma de materializar este sonho já tão familiar a mim, hoje decidi voar de asa delta. O Rio de Janeiro sem dúvida é um dos cenários ideais para se realizar este sonho. Depois de um passeio pelas montanhas, Corcovado e Paineiras, chegamos à praia de São Conrado, na praia do Pepino. Estava ansiosa, pois o vento não estava muito católico e obviamente dependia dele para ter sucesso nesta incursão. Agendamos com o piloto, Rodrigo decidiu não saltar, pois já havia saltado tempos atrás. Encontramos o Ricardo e seguimos para o alto da Pedra Bonita, onde se encontra a rampa de decolagem. Assisti a um casal decolar antes de mim, com o mesmo piloto, treinaram a corrida pela rampa e pegaram todas as instruções, prontos para saltar tiveram que esperar uma janela de vento para saltar. Quase 30 minutos depois retorna à rampa a asa delta e o piloto, chegou a minha vez.

Vista da Pedra Bonita, na rampa para saltos de Asa Delta, no Rio de Janeiro - RJ

Vista da Pedra Bonita, na rampa para saltos de Asa Delta, no Rio de Janeiro - RJ


Preparando-se para o salto de asa delta no Rio de Janeiro - RJ

Preparando-se para o salto de asa delta no Rio de Janeiro - RJ


O tempo estava nublando, o vento piorando, mas não queria desistir. A previsão de tempo para os próximos dias era ainda pior, chuva. Equipada e pronta, eram 17h21, tínhamos que saltar no máximo até as 17h49, horário em que a rampa fecha para decolagens. Foram quase 30 minutos de espera, o vento a favor não estava virando, para a decolagem precisávamos dele justamente no sentido oposto, ou pelo menos que ele parasse. Tínhamos que correr muito. “Posso confiar em você?” perguntou o piloto, “pode!” respondi. Pernas pra que te quero, foi uma janelinha minúscula de vento e nós corremos, corremos para voar. Até que meus sonhos mais recentes não estavam tão distantes da realidade, só faltava a asa-delta, mas a corrida eu já vinha treinando. Quando damos o primeiro passo no ar, a asa perde altitude até estabilizar e acelerar, uhhhhh, que friozinho na barriga! Parece aquela descida de montanha-russa, já saí gritando, “Wohoooooo! \o/ Delícia!”, enquanto Ricardo dizia, “Não quero nunca mais ter uma decolagem assim! Obrigado meu Deus!” Aí que eu vi que o negócio tinha sido estranho, empolgada nem percebi que passamos raspando no morrinho abaixo da rampa... já pensaram!?!

Voando e 'pilotando' asa delta no Rio de Janeiro - RJ

Voando e "pilotando" asa delta no Rio de Janeiro - RJ


Bem, nem eu! Eu só quis curtir a vista e pela primeira vez a real sensação de estar voando. Abrir os braços e sentir o vento contra o meu rosto! A praia abaixo, o Corcovado à esquerda e a Pedra da Gávea à direita... INDESCRITÍVEL! Foi uma das melhores sensações que já tive na vida! Curti cada minuto e logo estava eu com frio na barriga novamente, enquanto o Ricardo começava a preparar o pouso.

Celebrando o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ

Celebrando o salto de asa delta, no Rio de Janeiro - RJ


Foram 7 minutos que pareceram o dobro, mas que ainda assim foram poucos. Quero mais, mais e mais! Se eu estivesse morando no Rio, com certeza iria começar um curso de piloto de asa-delta. Finalmente um esporte aéreo que me tocou tanto quanto o mergulho. Ao mesmo tempo que senti toda a adrenalina, senti uma paz tão grande...

Voando de asa delta no Rio de Janeiro - RJ

Voando de asa delta no Rio de Janeiro - RJ


Mais tarde fomos comemorar o salto, o dia, a vida, no Rio Scenarium, famoso bar na Lapa. Samba, Forró, Samba Rock e tudo o que se tem direito. Todos misturados, cariocas de todas as classes, cores e credos, gringos, ticanos e portugueses, todos na mesma vibração, na mesma energia.

Balada na Lapa, no Rio Scenarium, no Rio de Janeiro - RJ

Balada na Lapa, no Rio Scenarium, no Rio de Janeiro - RJ


Foram algumas boas horas dançando e cantando, espantando todos os males, espalhando alegria. Finalizamos com o tradicional sanduíche do Cervantes! Dia perfeito para sonhar, sempre nos dizem para sonharmos alto e eu sonhei mais especificamente a 525m de altitude!

Night no Rio Scenarium, na Lapa, no Rio de Janeiro - RJ

Night no Rio Scenarium, na Lapa, no Rio de Janeiro - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Asa Delta, Corcovado, Cristo Redentor, Paineiras, Pedra Bonita

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Strathcona Park

Canadá, Campbell River

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Até chegarmos à Ilha de Vancouver mal tivemos tempo de ler sobre o lugar, afinal uma viagem de carro longa como essa precisa de um certo jogo de cintura. Os guias até nos servem de suporte, mas vocês tem que concordar que com tantos destinos novos e diários, temos que encontrar outra forma de nos programar. A minha preferida é a mais simples e a mais antiga de todas elas: abrindo um mapa.


Mapa de Vancouver Island

Um mapa turístico ou um mapa rodoviário fazem bem o papel. Aqui no Canadá e Estados Unidos então é super fácil, pois além de encontrarmos centros turísticos em todos os lugares e dentro deles mapas e muitas informações, nós compramos um mapa rodoviário especial Parques Nacionais e Aventura, da National Geographic! Ele cobre principalmente os Estados Unidos, o sul do Canadá e ainda dá uma palhinha do México. Bem completo ele é perfeito para o nosso tipo de viagem, já que estamos sempre nos caminhos entre os Parques Nacionais e principais áreas naturais da região.

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Vancouver Island é uma ilha imensa, com mais de 460km de comprimento e 80km de largura, tem 34 mil km2. A parte oeste da ilha é a menos habitada e acessada basicamente por ferries e barcos, à exceção da região de Tofino que podemos chegar de carro. Já a costa leste, mais protegida e próxima do continente, existe uma estrada que conecta a capital Victória no extremo sul da ilha, até as distantes cidades do norte como Port Hardy, Holberg e Winter Harbour.

Início do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Início do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Explorar a ilha em 5 ou 6 dias, prazo definido pelo casal, não é tarefa fácil, pois além de grande há muito para ser visto, então recorremos à velha tática do mapa! No ferry mesmo consegui um mapa meio genérico e tentei pegar umas dicas com os nossos amigos ilhéus que moram no norte da ilha. As dicas que vieram foram razoáveis, confesso que esperava mais. Tofino todo mundo que viaja por esses lados já ouviu falar, a praia dos surfistas e “aparentemente” tem um parque legal nas proximidades. Um tour para avistar baleia, ok, este também já estava agendado. Victoria, a capital do estado, é óbvio que não poderia faltar. Mas deve haver algum lugar bacana para trilhas?, eu perguntei. Eles, como bons lenhadores, falaram que caminham por tudo, “Em uns lugares da ilha você encontra umas árvores imensas que são necessários 10 homens para abraçá-las”! Mas deu para sentir que não sabiam muito o que me indicar. Bom, olhei o mapa e vi uma mancha verde no meio da ilha, apontei ao Rodrigo e disse, é para lá que vamos! Sem dúvida encontraremos algo bacana.

Fiona no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Fiona no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O Strathcona Provincial Park é imenso e tem mais de um acesso. Aos que vem do norte da ilha a primeira entrada é a área do Buttle Lake. Aos que vem do sul a principal área para explorações é o Forbbiden Plateau, com o acesso feito pelo Mount Washington. Vindos de Port Hardy no final do dia, decidimos nos hospedar na cidade de Campbell River, há menos de 30 km do Buttle Lake.

Strathcona Lodge, bem ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Strathcona Lodge, bem ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Sem um centro de visitantes, a dica é parar no Strathcona Lodge, onde além de belas vistas do lago, você conseguirá um mapa básico e informações sobre o parque, estradas e trilhas da área. Christine, uma das diretoras do lodge, conhece o lugar como a palma da mão e é super disponível para orientar os turistas sobre tempos de caminhadas e dicas da região. Com apenas um dia para explorar a área a nossa programação foi dirigir na estrada que contorna o Buttle Lake e fazer algumas trilhas curtas para esticar as pernas.

Um canyon e uma cachoeira direto para o Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Um canyon e uma cachoeira direto para o Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O cenário de lagos e montanhas é sensacional, um dos mais bonitos do parque! A estrada tem várias paradas e vistas maravilhosas do lago. Ao longo da rodovia é fácil encontrar áreas de camping, piquenique e trilhas curtas na floresta e para algumas cachoeiras.

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Nós seguimos as dicas de Christine e fomos até a Myra Falls, onde fizemos duas trilhas para conhecer a Upper Myra Falls (8km ida e volta) e a Lower Myra Falls (pouco mais de 1 km ida e volta). A primeira tem uma caminhada bonita pela floresta e a vista da cachoeira de um mirante, mas a segunda que está mais próxima da estrada é ainda mais bonita!

caminhada em meio à mata no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

caminhada em meio à mata no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Uma das mais belas cachoeiras do Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Uma das mais belas cachoeiras do Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O segundo dia de explorações foi na área do Forbidden Plateau. O nome é estiloso, mas o plateau não é nada proibitivo, pelo contrário, suas pradarias e lagos oferecem trilhas super agradáveis de todos os níveis de dificuldade. Aos hikers que gostam de travessias e longas jornadas, pode-se cruzar o parque todo até o Buttle Lake, passando pelo alto de montanhas nevadas em 3 ou 4 dias de caminhada.

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


O centro de visitantes normalmente estaria fechado nesta época, mas o dia estava tão bonito que uma voluntária resolveu ir até lá e fez a sua boa ação ajudando as dezenas de turistas que aproveitavam o sol na segunda-feira de Thanksgiving.

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Nós fechamos um roteiro para explorar bem a região, em uma caminhada de umas 5 ou 6 horas percorremos 18 quilômetros de trilhas, passando pelo Paradise Meadows, Helen Mackenzie e Battleship Lake, entre florestas e lagos fomos nos aproximando das altas montanhas.

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Chegamos ao Lago Croteau e ainda decidimos continuar para o Kwai Lake para conectar à trilha que nos levaria para o outro lado do Lake Helen Mackenzie. Uma caminhada belíssima, com a temperatura ideal, céu azul e paisagens ainda mais bonitas neste início de outono. Folhas amarelas e vermelhas mescladas ao verde das coníferas, refletidos nos lagos e contrastados pelo azul do céu, simplesmente fantástico.

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Logo tudo isso estará coberto por neve e a área se tornará um dos principais centros de esqui da ilha, estrelando o Mount Washington. Não importa a época que você venha, conhecer o Strathcona Park é uma das melhores formas de conhecer os lagos, montanhas e florestas da Columbia Britânica.

Relaxando em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Relaxando em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Canadá, Campbell River, Ilha de Vancouver, Parque Estadual, Strathcona Provincial Park, Trekking, trilha, Vancouver Island

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Punta Cana

República Dominicana, Punta Cana

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Chegamos ao paraíso dos pacotes turísticos caribenhos, Punta Cana! Longas praias de águas claras, areias branquinhas e dezenas de hotéis all inclusive, para todos os gostos e bolsos.

A praia em frente ao nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

A praia em frente ao nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


As praias de Punta Cana tem águas azuis-esverdeadas, afinal estamos no Mar do Caribe. Mas depois de passarmos por todas as ilhas (sim, foram todas) sinto em contar-lhes que o Caribe tem milhares de praias mais bonitas do que esta. A principal diferença começa pela cor da água que é azul-esverdeada, mas é quase opaca, pois como são praias longas e mais desprotegidas acabam tendo maior influência de marés e do vento. Talvez por isso Isla Saona seja tão procurada, mas este tour à ilha não está incluído no pacote. (Quer ver uma ilha caribenha mesmo? Adicione uns 100 dólares por pessoa). O segundo motivo é que aqui em Punta Cana, dentro ou mesmo fora dos hotéis, você não encontrará nada da cultura caribenha. O passo relaxado, os sotaques, a culinária, a música, nada aqui é original, esse mundo da fantasia onde até pedras cantam nos jardins do hotel, poderia ser aqui, no Brasil ou no sudeste asiático e você nem notaria a diferença.

Aproveitando as piscinas do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Aproveitando as piscinas do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Nos caminhos do hotel, muitas caixas de som disfarçadas de pedra (em Punta Cana, no litoral da República Dominicana)

Nos caminhos do hotel, muitas caixas de som disfarçadas de pedra (em Punta Cana, no litoral da República Dominicana)


Pois é, e a nossa curiosidade não conseguiu nos deixar de fora desta, afinal queríamos entender por que este é um dos destinos caribenhos preferidos, não apenas dos brasileiros, mas de russos, chineses, norte-americanos e um punhado de europeus. Os preços sem dúvida são convidativos, mas será que eles correspondem às suas expectativas? Pois além do gosto ser relativo, as expectativas de cada um é que irão dizer se você irá gostar ou não deste paraíso artificial. Eu confesso a vocês, foi aí que eu pequei. Eu tinha uma grande expectativa sobre Punta Cana, pois mesmo que não seja muito a nossa praia essa coisa de resort, aqui poderíamos, pelo menos, descansar e trabalhar muito nos nossos blogs. Foi o que fizemos, mas não sem passar alguma raiva de ter me metido nessa.

Praia em frente ao hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Praia em frente ao hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Vou direto ao ponto: eu não suporto serviços padronizados e mal feitos. Cheguei à conclusão que resort para mim só se for 4 ou 5 estrelas. Minha única experiência de resort antes dessa foi no Ibero Star na Praia do Forte, onde fui de esposa em um evento que o Rodrigo foi convidado. Eu nem sei quantas estrelas tem, mas o que estou analisando são pura e simplesmente os serviços prestados pelo hotel. Lá tivemos acesso aos restaurantes à la carte, bebidas de boa qualidade e um atendimento impecável. Dessa forma não houve nada que pudéssemos reclamar e nem saímos do hotel nos 3 dias que ficamos por lá.

Turistas se divertem em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Turistas se divertem em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


Aqui o que faltou para mim foi informação, eu pesquisei em vários blogs de viagem, li e reli todas as descrições do trip-advisor e dos próprios sites dos hotéis e no final me senti enganada. Faltou uma informação de alguém que pudesse me dizer: Barcelo Dominican Beach é o mais básico de todos os resorts. Ponto, ou nós já iríamos para lá com essa expectativa ou nós gastaríamos um pouco mais e escolheríamos algo melhor. Mas sentir-se enganado, ou pior, ver que você estava “mal informada” é o fim da picada!

Piscina principal do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Piscina principal do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


A praia em frente ao hotel era uma farofa só, o buffet ok, várias vezes bem desfalcado e pedir reposição era quase um crime. Os atendentes olhavam com uma cara como quem diz “Ihh minha filha, já acabou.” Pior do que o serviço de má qualidade é ver que as pessoas que te atendem não estão felizes... (com algumas raras exceções).

Restaurante de buffet do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Restaurante de buffet do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


A regra de agendamento dos restaurantes foi outro ponto de tensão. Chegamos no hotel perto das 17h e descobrimos que só poderíamos fazer as reservas até o meio-dia. São 6 restaurantes, um brasileiro, um italiano, um mexicano, um japonês, um espanhol e um de frutos do mar. No segundo dia as 8 da manhã eu estava lá para agendar e não havia nenhuma vaga, pois a agenda não é apenas pela manhã, mas sim um dia antes! Quer dizer que das nossas 3 noites, apenas uma poderia ser em um restaurante à la carte, que a propósito foi um churrasco brasileiro fake que me deixou passando mal no dia seguinte. Nos bares as bebidas eram todas as “da casa”, sabe Deus o que tinha lá dentro. Tomamos rezando para sobreviver no dia seguinte, afinal, só bebendo para se divertir aqui.

Nosso bar predileto no hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Nosso bar predileto no hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


As primeiras 24 horas foram de adaptação, passada a revolta e ajustada às regras (mesmo não concordando com várias delas), finalmente relaxei. Pegamos uma piscininha, tomei um banho de mar e até fiz uma aulinha de hidroginástica! É bein, se tem uma coisa que aprendi nessa viagem é que o ser humano se adapta a tudo!

Jardim do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Jardim do nosso hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


O final de tarde era sempre no bar da piscina principal, o único que ficava aberto até as 18h, e por isso também o mais animado. Na primeira tarde no bar fizemos amizade com um grupo de jovens equatorianos em graduação do colegial (hoje conhecido como ensino médio) e um bando de porto-riquenhos bêbados e sem vergonhas. Também conhecemos um dominicano super querido, treinador do time juvenil nacional de vôlei e uma russa corajosa, que veio para cá sem falar uma palavra de inglês e nem de espanhol. Depois de muitas mímicas até que conseguimos alguma interação, mas foi mais tarde no buffet, com a ajuda do ipad e um tradutor, que a conversa fluiu melhor. No segundo dia conhecemos na piscina um grupo do exército argentino que está trabalhando no Haiti, eles aproveitaram a semana de folga para sair da loucura do trabalho na área de Gonäive (bem barra pesada) para descansar sem se preocupar com nada aqui no all inclusive de Punta Cana. Como eles encontramos alguns brasileiros da Missão Haitiana, que antes de voltar para casa conseguiram aproveitar para pegar uma prainha.

Bar da piscina do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana

Bar da piscina do hotel em Punta Cana, no litoral da República Dominicana


É minha gente, no final até que tudo acabou bem. Como diria um antigo conhecido meu: pobrete mas alegrete! Ou ainda “Nóis ganha pouco mas se diverte.” No nosso caso, que não ganhamos nada, prefiro continuar com a nossa vida de viajantes alternativos e selecionando bem os restaurantes e pousadas aonde vou gastar cada centavo do nosso escasso dinheirinho.

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana

A bela praia de Punta Cana, no litoral da República Dominicana

República Dominicana, Punta Cana, Caribe, Dominican Beach, Praia, Resorts

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Máncora

Peru, Mancora

Belo pôr-do-sol no Oceano Pacífico, em Mancora, no litoral norte do Peru

Belo pôr-do-sol no Oceano Pacífico, em Mancora, no litoral norte do Peru


Máncora é um balneário praiano localizado no estado de Piúra a 1.172km de Lima, no norte do Perú. Às margens da Panamericana, é uma das praias preferidas dos peruanos, sendo comparada por alguns guias e blogueiros como a Búzios peruana.

Praia em Mancora, no litoral norte do Peru

Praia em Mancora, no litoral norte do Peru


O centro da cidade é repleto de restaurantinhos, bares e as baladas são bem conhecidas. Lá podem ser encontrados alguns hostals e pousadas mais simples e baratas, mas o charme mesmo está em um bairro vizinho conhecida como Mancora Chica, onde estão os melhores hotéis e pousadas à beira mar. A maioria deles possui também restaurantes gourmets, spas e um ambiente suuuper relax com piscina, bar e um deck com vista para o Pacífico.

Nosso hotel em Mancora, no litoral norte do Peru

Nosso hotel em Mancora, no litoral norte do Peru


Nós encontramos um hotel chamado Punta del Sol, que não era dos mais charmosos, mas por isso também tinha um preço mais amigável. As tarifa aqui variam de 160 a 300 soles (60 a 110 dólares), podendo custar 800 soles nos hotéis 5 estrelas de alto luxo. Recentemente esta região foi notícia nos jornais de todo o país, vítima de uma grande ressaca (ou até um mini-tsunami), que teria abatido o litoral e destruído casa e hotéis à beira mar. Isso diminuiu muito o movimento e o turismo, nos contou um vendedor ambulante que conhecemos na praia. Mas como pudemos verificar, nada aconteceu, Máncora está lá, linda e formosa como sempre.

Coqueiros na praia em Mancora, no litoral norte do Peru

Coqueiros na praia em Mancora, no litoral norte do Peru


O tempo estava um pouco nublado, o sol deu o ar da graça durante a manhã e depois a nebulosidade tomou conta. Caminhamos na praia, mas o vento frio não me animou a ter um approach mais íntimo com o pacífico. Praia extensa e com pedras é sim muito bonita, mas confesso que, como brasileiros, estamos mal acostumados com a beleza de nossas praias. Assim aproveitamos para tomar um pouco de sol e trabalhar bastante, tentando tirar o atraso aqui nos blogs.

Nosso 'escritório' em Mancora, no litoral norte do Peru

Nosso "escritório" em Mancora, no litoral norte do Peru


À noite demos uma volta para conhecer o centro da cidade, já era quase meia-noite e mesmo sendo sábado quase não achamos um restaurante aberto. Um bar reciclado foi a nossa salvação, com a sua pizza-brusqueta de 3 queijos deliciosa. As baladas na beira mar não nos pareceram muito atrativas, bombando um reggaeton fuerte, disputando som na mesma quadra. Havia também uma festa eletrônica free em um grande hotel à beira-mar, mas eu ainda em recuperação da infecção e com um marido ajuizado até demais, nem fomos lá para dar uma olhada.

Fim de tarde na praia de Mancora, no litoral norte do Peru

Fim de tarde na praia de Mancora, no litoral norte do Peru


Ah! Temos novidades! Conseguimos nos encaixar em um barco de live aboard para Galápagos no dia 25 de setembro! Rafael e Laura que já estavam embarcando para Quito também conseguiram ajustar as agendas. Não teremos as suítes para cada casal, mas os mergulhos e tubarões baleia estarão lá! Infelizmente a data disponível não se encaixava com a agenda do nosso primo Haroldo, que ficou sem Galápagos e nós sem a sua visita neste ano =(

Pelicanos voam tranquilamente em Mancora, no litoral norte do Peru

Pelicanos voam tranquilamente em Mancora, no litoral norte do Peru


Amanhã seguimos viagem rumo ao Equador!

Peru, Mancora, mar, Praia

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Lagos de Montebello

México, Comitan

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


À uma hora de Comitán está o Parque Nacional dos Lagos de Montebello. Um conjunto de mais de 50 lagunas das mais diferentes cores e tons de azul turquesa à verde esmeralda e musgo. Com mais de 6 mil hectares de área, o parque foi criado em 1959 para proteção dos bosques, águas, flora e fauna da região.

Mapa do parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Mapa do parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


A estrada que cruza o parque margeia um longo trecho da fronteira com a Guatemala, sendo teoricamente uma área crítica, portanto, pelo plantio e tráfico de drogas. No caminho cruzamos um caminhão do exército com alguns militares bem armados, mas fora isso, nada que nos faça crer ser uma região perigosa.

As águas azuis-esverdeadas da laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

As águas azuis-esverdeadas da laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Os bosques de pinos nos fazem lembrar que estamos na América do Norte, mas são tudo menos o que eu imaginava encontrar no México, sempre seco e quente no meu imaginário. Os lagos estão a uma altitude de 1500msnm, portanto um clima temperado domina a região.

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Os lagos estão conectados entre si por rios subterrâneos e são alimentados por lençóis freáticos de água mineral. As cores variam conforme a incidência da luz e os minerais das rochas que formam cada laguna.

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Uma paisagem fantástica de clima temperado, pinos, lagos e montanhas em pleno México, sensacional! Passamos primeiro pelas lagunas Água Tinta, Esmeralda, Encantada e Ensueño, todas facilmente acessíveis de carro e por trilhas de 100, 300 e 500m. Todas tão próximas e com cores tão diferentes. A última, Ensueño, é a única em que o banho é proibido, já que a água é usada para consumo de uma vila próxima.

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A belíssima laguna Ensueño, no parque Lagunas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Deixamos os lagos mais bonitos para o final, Montebello, que possui uma praia de areia, melhor área para banho, mesmo com água mais fria, perfeito fazer provas de travessias de natação. Em frente estão várias barraquinhas oferecendo bocadillos (aperitivos) locais. Queijos, chocolates e linguiças artesanais e a maravilhosa quesadilla mexicana.

Chorizo para preparação de quesadillas, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Chorizo para preparação de quesadillas, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


A Flor nos preparou uma quesadilla de farinha com recheio de queijo e lingüiça deliciosa, ainda mais feita no fogão à lenha! Humm, abriu o apetite!

Preparando quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Preparando quesadillas na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Seguimos para o nosso último lago, o mais bonito, mais quente para um mergulho, justamente quando o tempo fechou e uma garoa começou a esfriar os ânimos. Cinco Lagos é a paisagem mais conhecida do parque, um mirante no alto nos permite ver a sua geografia. Água claríssima, mesmo sem sol, super convidativa.

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A linda laguna Cinco Lagos, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Abaixo balseiros oferecem passeios aos mais corajosos e animados. Com sol sem dúvida teríamos embarcado para um tchibum no meio do lago, que chega a ter mais de 200m de profundidade! Um lugar perfeito para treinar apnéia.

Visitando a laguna Cinco Lagos, no parque Launas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

Visitando a laguna Cinco Lagos, no parque Launas de Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala


Daqui seguimos, com um roteiro diferente do pensado inicialmente. Ao invés de irmos direto para San Cristóbal e de lá viajar à Palenque, Toniná, etc, cortamos caminhos e dirigimos direto para a cidadezinha de Ocosingo, ótima base para explorar os sítios arqueológicos da região. Amanhã começamos a nossa jornada pela Civilização Maya nas ruínas de Palenque!

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

A laguna Montebello, na região de Comitan, em Chiapas, no sul do México, fronteira com Guatemala

México, Comitan, Lago, Lago de Montebello, parque nacional

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Gracias, Yojoa e Tegu

Honduras, Yojoa, Gracias

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras


Depois de ter passado pelas famosas Bay Islands, no Mar do Caribe e em uma das ruínas mayas mais incríveis da America Central, era vez de visitarmos um destino alternativo em terras hondurenhas.

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras


Nós saímos de Copan Ruínas em direção ao lago por um caminho alternativo, cruzando cidades interioranas e vendo o mundo passar pela janela, gente vivendo e sobrevivendo do campo, da venda, da terra e do sol. As estradas de Honduras são um exercício de paciência, esburacadas, mal sinalizadas e sem muitas regras de tráfego, ou se elas existem o povo não sabe cumpri-las.

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central


Chegamos à pequena cidade colonial de Gracias e tivemos um fim de tarde super agradável na varanda do nosso hostel. Tomamos uma Salva Vidas (cerveja local) com vista para as montanhas e os charmosos telhados alaranjados feitos na época da colônia espanhola. A cidade é pequena e simpática, mas sem grandes atrativos. Para quem tiver tempo, nos seus arredores existem alguns mirantes, rios e cachoeiras a serem explorados.

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras


No dia seguinte continuamos para o Lago Yojoa que está localizado a meio caminho, entre as duas principais cidades do país, San Pedro Sula e a capital Tegucigalpa. Rodeado por montanhas e uma floresta tropical úmida, o Lago Yojoa é o paraíso para birdwatchers e hikers de plantão.

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Escolhemos a área de Los Naranjos, próxima a um pequeno sítio arqueológico, cachoeiras e com alguma infraestrutura turística. Nossos amigos da Round House haviam indicado a D&D Brewery que além de produzir boas cervejas artesanais, aluga cabanas em meio a um pequeno bosque. À noite ainda provamos uma de suas cervejas exclusivas de damasco e outra de chocolate, muito saborosas. O estoque de pale ales e stouts havia sido completamente exaurido na Semana Santa que acabava de passar. Chegamos lá no final da tarde e já não havia um quarto disponível, então ficamos hospedados em um hotel vizinho, a Finca Paraíso.

lago Yojoa, região central de Honduras

lago Yojoa, região central de Honduras


Influenciada pelo último lago que havíamos conhecido em Flores, na Guatemala, eu estava esperando que os hotéis ficassem na beira do lago, para nadarmos, andarmos de caiaque, etc. Infelizmente eu estava enganada, o lago é raso, com muitas plantas e difícil acesso, sendo usado mais para passeios de barco e pesca.

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras


As atividades ao redor do lago são caminhadas com guias para avistamento de pássaros, trekkings pela cloud forest e até o pico Santa Bárbara, com sorte, com boas vistas do lago. Isso não era exatamente o que estávamos procurando, então aproveitamos as atividades que a própria finca oferecia, trilha para o mirante do Índio Desnudo e até o Poço Azul, lugares sagrados para os indígenas que viviam nesta região.

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)


Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Caminhamos pela nossa vizinhança, brincando com os cachorros, vendo as crianças voltar da escola em seus tradicionais uniformes e assuntando com a apoiadora master do time de futebol da vila, a tia lavadeira que tinha os uniformes de todo o time estendidos em seu varal.

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Fizemos um brunch na D&D Brewery com direito a hashbrown, ovos e blueberry pancake, delicioso! Escrevemos sob a trilha sonora natural das centenas de pássaros que vivem e se alimentam nas árvores frutíferas da finca e para refrescar tomamos coragem e demos um tchibum no Rio Blanco, também conhecido como Río Frío, e que numa versão realista deveria chamar-se Río Helado!

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras


Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


O tempo urge, temos prazos para chegar novamente ao próximo continente. Sem lago para nadar e nem mais delongas decidimos seguir caminho, com uma parada em um dos restaurantes às margens do lago na estrada para Tegucigalpa. Almoçamos com a bela vista do lago, das montanhas, dos bois pastando e das aves voando tranquilas sobre as águas do Yojoa. Ao nosso lado uma família menonita que assistia aos Jogos de Inverno ao som de uma bachata, a música sertaneja da América espanhola.

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras


Tegucigalpa me surpreendeu negativamente, pois eu esperava encontrar pelo menos um canto da cidade que fosse mais interessante. O centro é como todo centro, prédios mais antigos, ruas bem movimentadas e uma igreja na praça central. Os bairros são desorganizados, mal urbanizados e mal saneados, muita sujeira, muitos fios, muitas casas enjambradas e nenhum charme.

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Não conhecemos o Sector Hotelero da cidade, que seria mais caro, mais maquiado e menos real. Fomos direto para a Colônia Palmira, um bairro classe média, cortado pela Avenida Morazán que reúne prédios comerciais, centros médicos e uma infinidade de redes americanas de fast food. Acho que precisaríamos de mais tempo para encontrar os recantos e riquezas de Tegucigalpa.

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Assim sendo, o nosso hostel foi o melhor refúgio que poderíamos encontrar nessa selva de pedras. Uma casa colonial bem confortável, os donos muito atenciosos e um café da manhã típico muito gostoso. Lingüiça, banana, feijão refrito (tipo tutu), um prato de leite com sucrilhos e suco de laranja natural. Bem energético, ótimo para aguentarmos as próximas horas de estrada e fronteira a caminho da Nicarágua.

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Três dias, três lugares completamente diferentes, da histórica Gracias, passando pelo interior de Yojoa e chegando à metrópole suburbana de Tegucigalpa. Uma boa colcha de retalhos que somadas às mais turísticas Bay Islands e Copán, nos ajudaram a formar uma ideia mais clara de Honduras. Fechamos nossa passagem por aqui com uma nova visão do país, um lugar de gente muito receptiva e amável, terras férteis, montanhas, parques nacionais, cidades históricas e muita riqueza cultural, mas que ainda tem muito a se desenvolver, muitos ranços políticos a acertar e um clima pesado no ar para dissipar, depende para onde você olhe e o que queria enfocar. E você, qual Honduras vai querer conhecer?

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras

Honduras, Yojoa, Gracias, Capital, Cidade Colonial, cidade histórica, Lago

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Niagara Falls

Canadá, Niagara Falls

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


As grandes Cataratas do Niágara que estão na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos foram a primeira atração turística dos Estados Unidos. Formadas pelo Rio Niágara que conecta dois dos Grandes Lagos, o Lago Erie e o Lago Ontário. A cor das águas estava linda, o azul se destacava no meio da espuma branca da principal queda conhecida como Horseshoe Falls (Ferradura), que são também as mais famosas. Do lado americano vemos as American Falls e a Véu de Noiva que têm a melhor visão também do lado canadense.

O ponte internacional em Niagara Falls, que liga o Canadá aos Estados Unidos

O ponte internacional em Niagara Falls, que liga o Canadá aos Estados Unidos


A tradição de visitar as cataratas nasceu em 1801, quando a filha do então vice-presidente americano Aaron Burr, Theodosia, decidiu passar a sua lua de mel na região. Ela foi seguida por Jerome Bonaparte, irmão do Napoleão em 1804 e a partir daí o turismo em Niagara só cresceu e recebeu visitas de famosos como a Marlin Monroe, Princesa Diana e o Rei George V da Inglaterra. Hoje a cidade recebe mais de 50 mil recém-casados em lua de mel todos os anos!

Movimento de turistas em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Movimento de turistas em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos



Você sabia?
Que em 1848 geleiras dentro do Lago Erie bloquearam a passagem de água para o Rio Niágara? A consequência disso foi o desaparecimento temporário das Cataratas do Niágara, que “secaram” durante 30 horas!

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Que em 1901 a Professora Annie Taylor, uma velhinha doida de 63 anos que queria ficar rica e famosa, se enfiou em um barril com o seu gato e se jogou no rio no alto das Cataratas do Niágara? A doida sobreviveu, teve mais sorte que outro maluco que na década de 90 tentou saltar de um jet sky e abrir um paraquedas.

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


As Cataratas do Niágara me surpreenderam! Fizeram a brasileira e paranaense bairrista aqui tirar o chapéu e voltar atrás quando desfazia da sua grandeza comparada às Cataratas do Iguaçú. As nossas são maiores e mais bonitas, são mesmo, mas estas também não deixam nada a desejar! Da forma como muitas pessoas, inclusive americanos e canadenses, já as haviam descrito para mim, eu achava que seriam umas cascatinhas! Não, o volume de água é imenso e o cenário é maravilhoso! Só é um pouco estranho elas estarem rodeadas de uma cidade com grandes prédios, hotéis, torres e várias construções, completamente dominadas.

Os enormes hotéis e cassinos em frente à Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Os enormes hotéis e cassinos em frente à Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Então, para visitar as Niagara Falls basta chegar à cidade do mesmo nome, estacionar o carro em um dos vários estacionamentos que cobram entre 15 e 20 dólares e caminhar pela avenida ao longo do rio. Se você quiser um encontro mais íntimo com a bichinha você pode pagar por um tour no barco “Maid of the Mist”, que acelera seus motores e chega bem próximo à ferradura!

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


A Fiona foi conhecer as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

A Fiona foi conhecer as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Se você tem mais uma tarde ou dois dias para explorar a região e não quer ficar se esbaldando em compras no Duty Free, pegue o carro e vá até a cidadezinha de Niagara on the Lake. Essa dica veio dos nossos amigos e de vários outros canadenses que visitam as cataratas, mas para almoçar e ter um ambiente mais tranquilo dirigem 20km ao norte.

Turistas caminham pela charmosa Niagara-on-the-Lake, no Canadá

Turistas caminham pela charmosa Niagara-on-the-Lake, no Canadá


Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá

Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá


A cidadezinha é um charme, tem belas vistas do Lago Ontário e várias opções de restaurantes. No dia seguinte o que eu teria feito, se tivesse tempo, seria um tour pelas vinícolas ao longo das rodovias 81 e 87, degustando algumas das maravilhas de Baco produzidas na região.

Visitando as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Visitando as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Canadá, Niagara Falls, cachoeira, Niagara on the Lake

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La Playa del Sur - Miami

Estados Unidos, Flórida, Miami

Balada no Fontainebleu - Miami

Balada no Fontainebleu - Miami



Galera, impossível chamar isso aqui de Miami Beach... na buena... todos já haviam me falado como os latinos haviam tomado conta de Miami, mas eu não imaginei que era tanto! Tenho certeza que a fiscalização faz vistas grossas para os ilegais, até por que são a mão se obra barata que faz La Playa de Miami ser o que é, fervilhante, cheia de vida, festa, músicas e turistas.

Chegamos aqui no Spring Break, quando pessoas de todos os Estados Unidos chegam para fugir um pouco do inverno gelado e curtir uma praia. Além disso, ainda está rolando o Sony Ericksson Open de Tenis, que é aqui do lado da casa do Rita em Key Biscayne, portanto trânsito e agito fazem parte do pacote. Daqui do prédio vemos o tempo todo o dirigível da Good Year que está filmando o Open, além dos quatro caças F16 que passaram com um barulho infernal, para fazer a abertura da final feminina hoje cedo. A tal belga arrasou com a Serena Willians, em plena Miami, não deve ter sido fácil!

Depois de um belo café da manhã, uma hora de trabalho e umas quatro historinhas infantis que li para o André e para a Luisa (já estou treinando!), nós fomos para La Playa Sur, ou melhor, South Beach, nos encontrar com Ju e David. Passamos por um shopping, que não poderia deixar de ser e fomos em direção à Lincon Road. Bares e diversos restaurantes com um agito que já seria exagerado se comparado à Curitiba... se pensarmos em aonde estávamos há dois dias atrás então... coitado do seu Rubens. Almoço, praia, sorvete, hotel, zzzzzzz, balada! A Ju e o David, coitados... ainda estavam de ressaca do dia anterior, mas eu depois da soneca estava uma pilha, louca para cair num Club! Fomos conhecendo alguns bares nos hotéis próximos até chegarmos ao Fountain Bleau onde paramos para um drink. O Club, esqueça... dress code pesado, eu até entraria, mas o Ro não estava properly dressed, rsrsrs. Mais uma noite para descansarmos, pois a balada de amanhã não vai passar! Nicky Beach Club, em La Playa del Sur!

Narguile em Miami

Narguile em Miami

Estados Unidos, Flórida, Miami, Praia

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