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Amanhecer na montanha

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina)

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Amanhecemos com a luz do sol penetrando suavemente pelas paredes da barraca. Acordei o Ro e o convidei para sair ver o sol nascer, lá de cima da Pedra da Mina. Ele resmungou, virou para o lado e voltou a dormir. Uma hora depois, enquanto eu sonhava que estava descendo a montanha montada em um elefante, ele me acorda com o mesmo objetivo: “Vamos! Levanta! Venha ver o sol nascendo, está maravilhoso!” Estava muito frio, perto dos zero graus, com certeza, mas depois de todo o esforço eu não perderia esta cena por nada!

Ana saindo da barraca durante o nascer-do-sol na Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Ana saindo da barraca durante o nascer-do-sol na Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


O nascer do sol em cima de uma montanha é mágico. Ele nasceu atrás do Pico Agulhas Negras e começa a iluminar aos poucos as outras montanhas e o mar de nuvens que está aos nossos pés.

Mar de nuvens sob nossos pés no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Mar de nuvens sob nossos pés no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Aos poucos as luzes das cidades do Vale do Paraíba se apagam e o ar gelado começa a amornar. Eu volto para a barraca, pois morno era algo em torno de 5 graus. Dali, da nossa janela, ainda vejo o mar de nuvens enquanto espero o Rodrigo escrever no livro de registro do cume da Pedra da Mina, logo depois será a minha vez.

Ana se esquentando no sleeping no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Ana se esquentando no sleeping no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


É curioso ler o que cada um que chegou ali em cima estava sentindo naquele momento. Vemos da mais simples assinatura, até um recado para os filhos amados ou um agradecimento especial a Deus. Pessoas que chegaram ali de diferentes maneiras, pela travessia ou usando a mesma trilha que nós, uma, duas, três, até, cinco vezes. O melhor foi o recado dos bombeiros que estavam trabalhando no resgate do perdido na semana passada. Algo simples e objetivo como “Passamos novamente por aqui e ainda não encontramos o indivíduo.”

Nossa barraca quentinha no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Nossa barraca quentinha no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Com o sol mais alto, já perto das 8h da manhã, tomamos do o café da manhã com o Alessandro e começamos a nos preparar para a descida.

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Nascer-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Foram mais 7h de caminhada, desta vez principalmente descendo as mesmas pirambeiras que subimos ontem. Para mim a descida sempre é um pouco mais sofrida, pois não tem preparo físico que resolva o meu problema nos joelhos.

Ana curtindo a vista no início da longa dscida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Ana curtindo a vista no início da longa dscida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Além disso, tive que lidar com a dor das bolhas nos calcanhares. Mas o que interessa é que valeu a pena! Havíamos nos prometido que na volta iríamos entrar no rio, em um poço de água gélida e transparente, eu estava mesmo precisando de um banho!

Paisagem maravilhosa no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Paisagem maravilhosa no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Uma excursão como esta sempre vale para nos testar, fisicamente e psicologicamente. Às vezes me pergunto se não estou ficando velha. Mas depois que encaro uma dessas vejo que tudo depende do desafio que é colocado e da forma como você se comporta perante ele. A minha resposta? Não... a vida está apenas começando!

De manhazinha no topo da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

De manhazinha no topo da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina), Montanha, Pedra da Mina, Serra Fina, Trekking

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Estrada Colombiana

Colômbia, Ipiales, Popayan

A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia

A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia


Entramos na Colômbia e finalmente vamos explorar as suas estradas tão temidas e esperadas. Em Ipiales todos diziam que a estrada era segura e que iríamos encontrar vários reténs do exército pela frente. A dona da pizzaria nos falou, apontando para um dos seus clientes uniformizados de militar "a estrada tá cheia deles, eles cuidam da nossa segurança".

Primeira estrada colombiana, entre Ipiales e Pasto

Primeira estrada colombiana, entre Ipiales e Pasto


Eu sabia que ela falava a verdade, mas não imaginava que era assim, tão ao pé da letra! A cada 50km (ou menos!) passávamos por postos militares mais simples ou avançados. Todos os garotos de 18 a 20 anos, uniformizados, com suas metralhadoras em um punho e com o polegar levantado na outra. Todos fazem questão de mostrar que está tudo "jóia", nos liberando a passagem sem precisar nem parar o carro.

A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia

A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia


Esta é uma das estradas mais bonitas no sul da Colômbia e sim, este território foi ocupado pelas FARCs, segundo meu marido "historiador" teria sido por estas bandas que o governo negociou com a guerrilha uma trégua, liberando este território durante um período para o seu novo país comunista. Durante um período é como seu houvesse um outro país dentro da Colômbia. Tempos depois o governo quebrou o acordo e invadiu novamente este território.

Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite

Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite


Chegamos a Popayán 4 horas depois de muitas curvas e vistas lindas e um pouco encobertas. Além de saber que esta é uma cidade histórica lindíssima no sul da Colômbia, a única referência que eu tinha é que foi aqui que uma amiga colombiana que vive em Curitiba, nasceu. Ela viveu nesta cidade até sofrer uma tentativa de assassinato quase bem sucedida. Se refugiou no Brasil com as suas feridas de bala no rosto e uma ainda alojada no crânio, deixando sua família para trás para reconstruir sua vida em um lugar onde se sentisse mais segura.

Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite

Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite


Nos hospedamos no Hostal La Plazuelano centro histórico, um dos mais baratos que encontramos e mais caros que já pagamos, quem diria. Já estava anoitecendo e esperamos a noite baixar para conhecer as luzes da cidade branca. A praça estava com pouco movimento, mas os poucos que encontramos continuavam sempre fazendo questão de nos dizer que o centro era seguro, mas que não andássemos para fora dos seus limites. Enfim, até agora estamos sãos e salvos, afinal estamos em casa na nossa América Latina.

Colômbia, Ipiales, Popayan, Estrada

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Otavalo

Equador, Quito, Otavalo

Mercado de Otavalo - Equador

Mercado de Otavalo - Equador


(Foto: Laura Schunemman)

Otavalo é uma tradicional cidade da região da serra equatoriana, a 2.550m de altitude e apenas 100km ao norte de Quito. A cidade de aproximados 40 mil habitantes é famosa por sua imensa Feira de Artesanatos que acontece todos os sábados, onde você pode encontrar tudo o que imagina! Artesanatos em couro, lã de llama e alpaca, prata, comidas típicas, badulaques e quinquilharias, souvenirs e até o famoso Chapéu Panamá.

O famoso mercado de Otavalo, no Equador

O famoso mercado de Otavalo, no Equador


Aqui vale um adendo, este modelo atribuído ao vizinho centro-americano na realidade sempre foi produzido aqui, pelos habilidosos artesãos equatorianos. Feito em palha de uma palmeira encontrada nessa região, o chapéu foi assim batizado, pois o Panamá importava o produto e o vendia aos borbotões. É claro que não podíamos perder a chance de ter um chapéu panamá, do original!

Chapéu novo comprado no mercado de Otavalo, no Equador

Chapéu novo comprado no mercado de Otavalo, no Equador


No caminho para o Mercado Central, também conhecido como o mercado de comidas e alimentos, Laura e Rafael resolveram provar uma comidinha local, os Chochos. Vendido em um carrinho parecido com os de cachorro-quente, os Chochos são uma salada de lentilhas, tomates, frango desfiado, vinagrete, guacamole e um molho especial mais apimentado. Eu sempre desconfio desses carrinhos, mas resolvi provar, e não é que era bom!?!

Carrinho de lanches em Otavalo, no Equador

Carrinho de lanches em Otavalo, no Equador


Assim fomos empolgados para o Mercado Central, onde finalmente achamos a famosa yuca in natura, um tipo de batata muito usada na culinária equatoriana. Ela é um tubérculo que fica entre uma batata e uma mandioca, cor e sabores da batata, formato, tamanho e textura da mandioca, uma delícia!

Mercado de Comidas em Otavalo, no Equador

Mercado de Comidas em Otavalo, no Equador


Percorrer os corredores do mercado central de qualquer cidade para mim é sempre uma experiência sensacional, por mais parecidos que possam parecer, ali sempre conseguimos captar o ritmo da cidade, a cultura e a cordialidade das pessoas.

Crianças brincam no Mercado de Comidas em Otavalo, no Equador

Crianças brincam no Mercado de Comidas em Otavalo, no Equador


Os otavaleños são conhecidos por manterem muito das suas tradições. As suas roupas tradicionais são usadas no cotidiano normal, no trabalho, em casa, na saída para compras, médicos e supermercados. A cada esquina encontramos crianças, jovens e idosas com seus longos vestidos negros de corte reto, sobre as blusas brancas de mangas e golas bordadas e os colares de miçangas douradas cobrindo todo o pescoço. Tanto homens quanto mulheres usam uma única trança comprida, sempre acompanhada do tradicional chapéu panamá de feltro.

Mercado de Otavalo - Equador

Mercado de Otavalo - Equador


Um dia é pouco, mas foi o suficiente para nos apaixonarmos pela cultura da cidade e nos encantarmos com a beleza dos seus arredores. Se tiver tempo venha para ficar pelo menos 3 dias, explorar melhor as trilhas dos páramos de Otavalo. Lagunas de Mojanda, San Pablo e as vilas indígenas de Peguche, Ilumán e Cotacachi.

Caminhando em rua de Otavalo - Equador

Caminhando em rua de Otavalo - Equador


Nós, na correria que nos é habitual, elegemos uma rápida passagem pela Laguna Cuicocha, uma cratera vulcânica inundada espetacular! Ao fundo vemos o Volcán Cotacachi (4.939m) nevado e a trilha que margeia a cratera/ lagoa da Reserva Ecológica Cotacachi-Cayapas.

A Laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo, no Equador

A Laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo, no Equador


Essa pressa toda era por que ainda queríamos chegar à Mindo e ver o Parque Mitad del Mundo, já na Panamericana. Nos informamos e para não repetir caminho resolvemos pegar uma estrada diferente. Embora de terra, ela era mais curta e deveria nos levar à Mindo por um caminho mais bonito.

A verdejante e tropical área ao norte de Quito, no Equador

A verdejante e tropical área ao norte de Quito, no Equador


Resultado? Demos uma volta imensa para chegar a Mindo, sob uma neblina que não nos deixava enxergar 2 metros à frente na estrada... quanto menos a vista maravilhosa que a estrada prometia. Nos apontaram a estrada errada, não a que escolhemos em nosso mapa. A estrada curva e esburacada foi dando lugar à mais bifurcações e desvios e quando vimos já era noite. Anoiteceu antes mesmo de chegarmos à estrada de Mindo e da Mitad del Mundo. Nós já sabíamos que as estradas aqui eram embaçadas, mas hoje descobrimos que são muito mais do que imaginávamos! Nunca desconfie quando alguém te disser que levará 3 ou 4 horas para andar 100km. Aqui no Equador é a mais pura verdade!!! Enfim, depois do chá de Fiona que demos no Rafa e na Laura, nos restou voltarmos para Quito e encontrar um bom restaurante para matarmos a fome.

Atravessando uma fortíssima neblina na região ao norte de Quito, no Equador

Atravessando uma fortíssima neblina na região ao norte de Quito, no Equador


A nossa primeira opção foi o super indicado La Chosa, tradicional restaurante de comida equatoriana. Chegamos perto das 22h, hora em que a cozinha encerra. Então aproveitamos para conhecer a região de Mariscal, também conhecida aqui como Gringolândia. Próximo da Praça Foch são dezenas de opções de bares e restaurantes “gringolikes” bem animados. Fomos direto para o Tapas y Vinos, indicado por um amigo de Curitiba. Eles oferecem menus de degustação de tapas e vinhos com as opções de rótulos variando com o preço. Em um dia tranquilo deve ser uma ótima opção, mas em uma sexta-feira a noite confesso que não foi a experiência mais agradável. Garçons muito disputados, as tapas não estavam frescas e nem todos os rótulos oferecidos estavam disponíveis. Nos arredores centenas de gringos, bares e boates bombando a versão reggaeton de “Baby” do Justin Bieber. Socorro! Hora de ir dormir, amanhã temos mais estradas equatorianas pela frente.

Jantando em restaurante na Plaza Foch, em Mariscal, Quito - Equador

Jantando em restaurante na Plaza Foch, em Mariscal, Quito - Equador

Equador, Quito, Otavalo, cultura, Ecuador, Panamericana

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Rapa Nui

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa

As ruínas de Tahai, a 15 minutos de caminhada de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico

As ruínas de Tahai, a 15 minutos de caminhada de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico


A Ilha de Rapa Nui, mais conhecida como Ilha de Páscoa, é uma ilha polinésia isolada no Oceano Pacífico a 3.526 km da costa chilena, 2.075 km das Ilhas Britânicas de Pitcairn e 4.251 km de Papeete, capital da Polinésia Francesa. Sua origem vulcânica está ligada à cadeia submarina de vulcões que se levanta desde os 2 mil metros de profundidade entre a Placa de Nazca e a pequena Placa de Páscoa.

Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Sua história, sua cultura e suas belezas naturais a faz um dos principais atrativos turísticos do Chile, seu isolamento, um lugar de muitos mistérios. Poucos conhecem a sua cultura, mas acredito que muitos já devem ter escutado sobre a ilha no meio do Pacífico que destruiu toda a floresta para a construção de imensas estátuas de pedras. Em tempos de aquecimento global e esgotamento de recursos naturais, a Ilha de Rapa Nui vem emprestar a sua história como exemplo de colapso natural e social em uma escala ainda mensurável.

Surfista aproveita as ondas no mar de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Surfista aproveita as ondas no mar de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Taratruga descansa em praia de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa

Taratruga descansa em praia de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa


As florestas se foram, mas a cultura polinésia está mais viva do que nunca e é nela que iremos mergulhar nestes próximos dias de viagem. Ahus, moais, tangata manu e uma infinidade de lugares, paisagens e histórias que fazem desde pequeno pedaço de terra no meio do oceano um dos lugares mais especiais na nossa América do Sul.

Escultura no litoral de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Escultura no litoral de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Chegamos ao aeroporto de Hanga Roa depois de um vôo de quase 5 horas vindo de Santiago e fomos recebidos por Joana com colares de flores de boas-vindas, um costume comum às ilhas polinésias. Por um momento me senti chegando novamente ao Hawaii.

Chegando ao aeroporto da Ilha de Páscoa.

Chegando ao aeroporto da Ilha de Páscoa.


Joana é uma rapa nui de origem tahitiana, dona do Residencial Vaianny onde ficamos hospedados na cidade de Hanga Roa. Todos os rapa nuis tem alguma mistura, seja chilena, tahitiana, francesa, sueca, americana ou neo zelandesa.

Recepção calorosa do nosso hotel, ainda no aeroporto da Ilha de Páscoa

Recepção calorosa do nosso hotel, ainda no aeroporto da Ilha de Páscoa


As famílias rapa nuis veem com bons olhos a entrada de estrangeiros nas suas famílias. Isso por que a chegada dos europeus, com doenças e a captura de nativos para escravização nas minas de prata e ouro do Peru, quase fez desaparecer a população nativa da ilha. Pouco mais de uma centena restaram e desde então trataram de se multiplicar, mesclando sangues com diferentes marinheiros, viajantes e turistas que passam por aqui. O novo membro da família nunca será considerado um rapa nui e terá que ralar para entender a língua, a cultura e as histórias que passam na forte cultura oral da ilha. Seus filhos, porém, loiros, ruivos, negros ou mestiços serão orgulhoso rapa nuis desde sempre!

Criança se diverte com bola na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Criança se diverte com bola na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


A paisagem não deixa dúvida: a Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, tem origem vulcânica!

A paisagem não deixa dúvida: a Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, tem origem vulcânica!


A ilha possui quase 6 mil habitantes e 3 mil cavalos selvagens. Os primeiros vivem, na sua maioria, na única cidade da ilha, Hanga Roa. Já os cavalos estão espalhados pela ilha, livres, leves e soltos!

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)


Hanga Roa é uma cidadezinha simpática com uma rua principal cheia de restaurantinhos, lojas de artesanatos, mercadinhos e o governo municipal. A economia da ilha gira em torno do turismo e da pesca. A maioria dos insumos vêm do continente, inclusive grande parte dos vegetais, verduras e legumes, que são consumidos por aqui. Pelo clima semiárido da ilha a produção que mais se adapta à este ambiente é o abacaxi, rodando pelo interior vemos muitas plantações. Existe um movimento entre os locais para o plantio de pequenas hortas, a Joana mesmo tem no quintal da pousada pés de alfaces, temperos, mamão, limão, abacaxi e outros. Empanadas fazem parte das especialidades chilenas que foram adotadas e adaptadas ao sabor polinésio, com recheio de atum ou outros pescados. Ceviches e outros pratos de frutos do mar, com toques afrancesados são as especiarias que combinam a influência tahitiana e da polinésia moderna à Ilha de Páscoa.

Nosso apetitoso jantar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Nosso apetitoso jantar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Nossa primeira tarde na ilha foi de reconhecimento da área de Hanga Roa. Saímos a pé zanzando pelas ruas da cidade e a caminho dos nossos primeiros moais, as famosas estátuas funerárias esculpidas em homenagem aos ancestrais rapa nuis. Os moais estão espalhados por toda a ilha, geralmente próximos ao mar.

O primeiro Moai, a gente nunca esquece! (em Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico)

O primeiro Moai, a gente nunca esquece! (em Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico)


Já no porto da cidade de Hanga Roa encontramos as primeiras estátuas, mas é a 10 minutos dali que está o centro político mais importante da tribo Marama e um lugar perfeito para ver o pôr do sol, o Ahu Tahai. Ele se constitui de três altares, o Ahu Vai Uri com cinco Moais, o Ahu Tahai com o Moai mais antigo do grupo e o Ahu com o Moai Ko Te Riku, este com o Pukao, tocado vermelho que é um símbolo de status social e político e 5 metros de altura.

Fim de tarde em Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico

Fim de tarde em Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico


Como em um ritual, turistas, locais e dezenas de cachorros se reúnem nos gramados ao redor do Ahu Tahai, sob a mirada de seus ancestrais, para despedir-se do dia que passou. Alguns corredores passam no seu exercício diário como se fosse normal ter este lugar como pista de treino.

Um belíssimo pôr-do-sol em Tahai, ruína ao lado de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Um belíssimo pôr-do-sol em Tahai, ruína ao lado de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Olhe ao seu redor, localize-se no mapa mundi, estamos em uma ilha no meio do Pacífico contemplando o pôr-do-sol à sombra de estátuas esculpidas por uma antiga cultura polinésia há mais de 500 anos! É, acredito que começamos bem a nossa temporada rapa nui, que nossos ancestrais nos acompanhem.

Admirando os incríveis Moais de Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Admirando os incríveis Moais de Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa, Hanga Roa, ilha, Moai, Rapa Nui, Tahai

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Peña de Bernal

México, Bernal

O imenso monolito conhecido como Peña de Bernal, no México

O imenso monolito conhecido como Peña de Bernal, no México


Continuamos na nossa rota pelos Pueblos Mágicos Mexicanos, rumo à Cidade do México. Depois de passarmos por Real de Catorce simplesmente apaixonamos e resolvemos riscar do roteiro as grandes cidades como San Luis Potosí e Queretaro, já que não teríamos tempo suficiente para conhecer tudo.

Bernal, no México

Bernal, no México


Tempo? Temos 1000dias! Já estamos estourando deliberadamente o nosso “prazo” de 1000dias e ainda estamos com pressa? É, eu também acho isso intrigante, mas o fato é que mesmo viajando, livres e descompromissados, a vida vai nos colocando surpresas pelo caminho. E a surpresa que está vindo por aí não poderia ser melhor: esta semana recebemos a visita de uma grande amiga minha, Valéria, amiga da vida inteira! Há tempos a Val está tentando nos encontrar, mas estava difícil conseguir sincronizar as agendas de trabalho e férias dentro dos roteiros desejados. Aqui no México finalmente as agendas coincidiram! Ela está chegando hoje na Cidade do México e nós estamos acelerando para encontrá-la.

Charmosa entrada de residência na pequena Bernal, Pueblo Mágico no México

Charmosa entrada de residência na pequena Bernal, Pueblo Mágico no México


O detalhe é que não bastava uma, tivemos que combinar aqui outra surpresa, na realidade um sonho do Rodrigo que está próximo a se realizar: subir o vulcão Orizaba, o ponto mais alto do México. Quem irá acompanha-lo é o Gera, amigo do seu irmão Guto, um montanhista brasileiro que vive aqui no México. Eu normalmente estaria nesta empreitada junto com eles, mas com a chegada da Val, decidi acompanhar a minha amiga nos roteiros turísticos e fizemos um combinado perfeito, separando o Clube das Lulus e dos Bolinhas, afinal depois de tanto tempo longe, nós teremos muito papo para colocar em dia.

Propaganda de restaurante em Bernal, no México

Propaganda de restaurante em Bernal, no México


O Orizaba está localizado a oeste do Distrito Federal e até lá o Rodrigo tem que se aclimatar. O planejamento foi um pouco trabalhoso, mas no final não poderia ter ficado mais perfeito! Os Pueblos Mágicos que estamos visitando são, geralmente, próximos a lindas áreas naturais e acima dos 2 mil metros.

Igreja do Pueblo Mágico de Bernal, no México

Igreja do Pueblo Mágico de Bernal, no México


San Sebastián de Bernal, no estado de Queretaro, é um pueblo mágico e seu principal cartão postal é um antigo vulcão que se solidificou há mais de 10 milhões de anos e foi levado pela erosão, restando apenas uma rocha única do magma sólido, um monolito a 2.510m de altitude sobre o nível do mar.

Bernal, no estado de Queretaro, com a famosa pedra ao fundo, no México

Bernal, no estado de Queretaro, com a famosa pedra ao fundo, no México


A Peña de Bernal, com 350m de altura, é considerada o terceiro maior monolito do mundo, atrás apenas da Pedra de Gibraltar e do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. Nós ficamos na maior dúvida, pois outras pedras igualmente grandes nos vêm à memória, mas várias fontes confirmam a versão do governo mexicano.

Peña de Bernal, no México

Peña de Bernal, no México


Dizem que a cidade foi construída sobre uma imensa pedra de quartzo, antes minerada pelos espanhóis, hoje procurada por diferentes grupos por ser um local de energia muito especial. Verdade ou não, há milhares de anos o local recebe milhares de peregrinos de origem Otomí-chichimeca que no sincretismo da religião indígena e católica, carregam lindas cruzes milagrosas nas suas peregrinações anuais para pedir por proteção e rezar pela água escassa nos desertos desta região.

Vegetação semidesértica ao redor da Peña de Bernal, no México

Vegetação semidesértica ao redor da Peña de Bernal, no México


Cactos florido na região de Bernal, no México

Cactos florido na região de Bernal, no México


Depois de uns dias sem muitos exercícios, hoje começamos o treino para o Orizaba. A subida da Peña de Bernal é bem tranquila e tem vistas maravilhosas! Subimos por uma trilha e depois pelos caminhos de pedra até o último mirante. Parei por um momento, fechei os olhos e senti uma energia muito especial por estar ali, em um dia ensolarado, em um lugar sagrado de uma natureza super distinta e especial.

Meditação na Peña de Bernal, no México

Meditação na Peña de Bernal, no México


Para subir até o topo só com equipamento de escalada, já que as escadas de ferro que existiam foram retiradas. O Rodrigo até tentou encarar um “free style” no começo, onde ainda encontrava alguns degraus, mas depois de ver a cara da esposa preocupada ele resolveu voltar.

Pausa na subida da Peña de Bernal, no México

Pausa na subida da Peña de Bernal, no México


Amanhã continuamos o treinamento, enquanto a Valéria já começa suas explorações pela capital mexicana, Zócalo e arredores. Nosso encontro será no dia seguinte na cidade de Toluca, não vejo a hora de encontrar a minha amiga! Enfim, exercitados e felizes, retornamos para mais algumas horas de estrada, cruzando DF em direção ao nosso próximo pueblo mágico.

Caminhada na famosa Peña de Bernal, no México

Caminhada na famosa Peña de Bernal, no México

México, Bernal, cidade histórica, Peña de Bernal, Pueblo Mágico, San Sebastián de Bernal

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Quebrada de Humahuaca

Argentina, Tilcara, Humahuaca

Vista da pequena vila de Humahuaca - Argentina

Vista da pequena vila de Humahuaca - Argentina


O início da ocupação Espanhola nas Américas se deu através de uma lógica bem simples: ouro e prata. A região sul da Bolívia foi a região mais populada da América Espanhola no início do século XVI, devido as minas de prata de Potosí.

O vistoso monumento ao povo indígena, em Humahuaca - Argentina

O vistoso monumento ao povo indígena, em Humahuaca - Argentina


Foi nesta época que começou a colonização do norte da Argentina, por muito tempo a região mais importante deste território. Ali viviam populações indígenas pré-colombianas que já utilizavam técnicas de irrigação agrícola, herdadas da civilização pré inca, os Tiahanaco. As temperaturas mais amenas e a geografia fizeram com que esta região se tornasse a fornecedora de alimentos, algodão e outros bens de consumo necessários na região do Alto Perú, hoje Bolívia.

Venda de artesanato em Humahuaca - Argentina

Venda de artesanato em Humahuaca - Argentina


Descendo do altiplano boliviano, encontramos as “quebradas”, vales imensos formados pelo degelo de antigos glaciares. Hoje, estas quebradas formam paisagens mais áridas, com montanhas multicoloridas e uma vegetação espinhosa, predominando o cactos Cardón, já utilizado pelos nativos há milhares de anos para a construção de casas e móveis. A Quebrada de Humahuaca abrange grande parte da extensão do vale do Rio Grande, desde o vilarejo de Humahuaca até a cidade de Pumamarca, passando por Tilcara e Maimará.

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina


Humahuaca é um daqueles vilarejos que parecem ter parado no tempo. Ruas de terra ou paralelepípedo, casas de adobe e a praça central formam o pequeno povoado. Um monumento em homenagem à Guerra da Independência nos lembra que a cidade foi cenário de várias de suas batalhas. As tropas reais desciam da Bolívia para a Argentina pela quebrada e utilizavam como pouso uma paragem conhecida como La Posta de Hornillos, alguns quilômetros ao sul. Hoje este pouso se tornou um museu, que conta a história dos que ali ficaram hospedados.

Visitando a 'La Posta de Hornillos', na Quebrada de Humahuaca - Argentina

Visitando a "La Posta de Hornillos", na Quebrada de Humahuaca - Argentina


As cidades de Tilcara e Purmamarca possuem a maior infra-estrutura turística, restaurantes, cafés e várias pousadas charmosas cercadas por montanhas que variam nos tons terracota, de do amarelo ao vermelho, destacando-se a montanha de Maimará conhecida como “La Paleta del Pintor”.

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina

Montanhas coloridas em estrada que atravessa a Quebrada de Humahuaca - Argentina


Esta região também atrai muitos turistas e curiosos sobre a cultura e as crenças dos Povos Andinos. A beleza cênica e sensação de integração com a natureza faz com que a Quebrada de Humamuaca possua uma vibração energética especial. Tivemos a sorte de ver e participar da Cerimônia à Pachamama, que até mereceu um post à parte. O norte argentino ainda nos reserva muitas surpresas.

Bandeira argentina tremulha em 'La Posta de Hornillos', na Quebrada de Humahuaca - Argentina

Bandeira argentina tremulha em "La Posta de Hornillos", na Quebrada de Humahuaca - Argentina

Argentina, Tilcara, Humahuaca,

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Mesa Verde e os Povos Ancestrais

Estados Unidos, Colorado, Mesa Verde National Park

Uma cidade inteira sob a rocha no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Uma cidade inteira sob a rocha no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


O Mesa Verde National Park foi estabelecido em 1906 e foi o primeiro parque nacional criado para proteger um patrimônio histórico e arqueológico nos Estados Unidos. São 211km2 de área de preservação que incluem mais de 5 mil sítios arqueológicos pertencentes aos Anasazi, povos ancestrais que chegaram aqui muito antes das populações nativas americanas encontradas pelos colonizadores.

A magnífica vista do alto do platô do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

A magnífica vista do alto do platô do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Os Povos Ancestrais, aqui chamados de Ancestral Pueblos, viveram em cânions suspensos neste imenso platô, uma montanha em forma de mesa, do ano 600 até 1300d.C. Eles chegaram até a Mesa Verde seguindo os animais de caça como bisões e veados e encontraram um ambiente propício para a agricultura e a vida sedentária. Segundo os antropólogos e arqueólogos que estudam a região, foram várias as fases de desenvolvimento deste povo, que passou de nômade-caçador e coletor para uma sociedade de agricultores, hábeis artesãos e engenhosos construtores.

Antiga habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Antiga habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


As plantações de milho e outras plantas como feijão eram sabiamente posicionadas nas colinas com a angulação perfeita para receber a maior quantidade de sol, aumentando o sucesso das colheitas. A yuca, tipo de planta comum por estes desertos, era a principal matéria prima para todos os tecidos, sandálias e afins, que os aqueciam no inverno, assim como as peles de animais. As casas que inicialmente eram construídas praticamente todas embaixo da terra, com lareiras e esquemas de ventilação, passaram a uma das estruturas mais curiosas encontradas aqui na América do Norte.

Escavação arqueológica no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Escavação arqueológica no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Interior de habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Interior de habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


O inverno na região é duro, temperaturas abaixo de zero são mais do que comuns, muita neve e frio. Para se defender disso a sociedade desenvolveu uma rica arquitetura, cidades inteiras incrustadas nos penhascos dos cânions no alto da Mesa Verde. Só dentro da área do parque são encontrados mais de 600 cliff dwellings (moradias de penhascos), sendo que 90% destas possuem 10 quartos ou menos. E vários outros grupos de casas parecidas a estas são encontradas desde a região conhecida como Four Corners até o Colorado e o Novo México.

As surpreendentes ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

As surpreendentes ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Painel informativo sobre os pueblos e sua prática de morar em tocas na rocha do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Painel informativo sobre os pueblos e sua prática de morar em tocas na rocha do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Durante o inverno o parque não está completamente acessível, mas ainda assim foi possível visitarmos vários dos sítios arqueológicos e ter uma boa ideia da cultura e da história deste povo. Começamos pelo recém-inaugurado centro de visitantes, com ótimas explicações de uma senhora voluntária, além de uma ampla exposição sobre os puebloans e o parque.

Muito frio do lado de fora do centro de Visitantes do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Muito frio do lado de fora do centro de Visitantes do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


A segunda parada foi na impressionante Spruce Tree House, com mais de 130 quartos onde viviam centenas de pessoas. Acredita-se que cada agrupamento de casas como esta era uma vila que mantinha boas relações com as vilas vizinhas. Há ainda a Balcony House com 40 quartos e o Cliff Palace é o maior e mais famoso conjunto do parque, com 150 quartos e uma localização super privilegiada para os dias frios de inverno, com uma incidência mais longa dos raios solares.

Encontro com brasileiros no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Encontro com brasileiros no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Ruínas pueblas nas encostas de pedra do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Ruínas pueblas nas encostas de pedra do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


As paisagens brancas do Mesa Verde são de uma serenidade incrível, entre árvores, cânions e rochedos continuamos encontrando novos sítios arqueológicos e inclusive uma construção inacabada que acreditam ter sido feita em honra ao sol. Qual era exatamente a crença deste povo é difícil adivinharmos, mas que o sol era um elemento chave para a sua sobrevivência (por sinal como ainda é para todos nós!), regrando os plantios e colheitas, aquecendo suas casas contra os invernos rigorosos, disso não se pode duvidar.

Ruínas de um antigo templo no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Ruínas de um antigo templo no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos


Vários povos indígenas americanos tem orgulho de reconhecer os puebloans como seus ancestrais, homens sábios, fortes e muito conectados com a natureza. As dúvidas e perguntas sobre este misterioso povo que vivia nesta região só aumentaram e continua o eterno paradigma do ser humano, quanto mais sabemos, mais temos consciência que não sabemos de nada.

Enfrentando a neve e o frio no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Enfrentando a neve e o frio no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Colorado, Mesa Verde National Park, arqueologia, Cortez, Mesa Verde, parque nacional

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Bryce Canyon National Park

Estados Unidos, Utah, Bryce Canyon

Admirando a paisagem gelada do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Admirando a paisagem gelada do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A estrada entre o Zion e o Bryce Canyon já dava sinais que a nossa passagem por lá seria das mais geladas da viagem. Ela vai margeando o East Fork Servier River, subindo gradativamente dos 1.773m dos portões do Zion National Park, para os 2.406m do Bryce Canyon. O rio congelado lá fora era um fenômeno que nos impressionava de dentro do quentinho da Fiona, que consegue nos isolar deste univrso gelado que nos cerca, uma ilha de calor e conforto.

A bela paisagem pintada de vermelho, amarelo e branco, no caminho entre o Zion e o Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A bela paisagem pintada de vermelho, amarelo e branco, no caminho entre o Zion e o Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Paralela, ao leste da estrada, estão as montanhas dentro das fronteiras do parque nacional, que se estendem por quase 50km de norte a sul sobre o Colorado Plateau. No caminho um portal natural de pedras avermelhadas abre o caminho para a terra encantada do Red Rock Cânion, que surge vibrante na paisagem de planícies brancas, cobertas pela neve.

Formações rochosas do Red Rock Canyon, pouco antes de chegar ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Formações rochosas do Red Rock Canyon, pouco antes de chegar ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


A esta altura da viagem chegamos a pensar que não veríamos mais nada que realmente nos impressionasse, muitas formações são parecidas, rochas avermelhadas, cânions e afinal, ainda esta semana vínhamos do rei dos cânions, uma das 7 maravilhas do mundo! Certo? Errado! A próxima hora nos comprovou que não existiria, neste caso, melhor situação do que estar completamente enganados!

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Chegamos ao Bryce Canyon sem muitas expectativas, era um final de tarde frio e nublado, com nevascas passageiras e temperatura variando entre -10 e -12°C. A esperança era que amanhã o tempo melhorasse e pudéssemos enfim conhecer o parque. Mas algo nos disse para ir até lá, dar uma olhadinha no que estava por vir. O prêmio por seguir nossos instintos não poderia ter sido melhor!

Chegamos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, bem na hora mágica das últimas luzes do sol. Fantástico!

Chegamos ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, bem na hora mágica das últimas luzes do sol. Fantástico!


Uma brecha nas nuvens deixou os raios de sol passarem no ângulo perfeito para criar a iluminação mais louca que eu poderia sonhar e em um cenário de outro mundo!

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

O sol de fim de tarde ilumina as paredes mais altas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Centenas, milhares de hoodoos, estreitos pilares de pedras, coloriam a paisagem em tons de amarelo, rosa e alaranjado, cobertos em neve e rodeados por uma paisagem azulada de inverno.

Chegando ao fantástico e gelado Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Chegando ao fantástico e gelado Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Os Hoodoos estão por toda parte, estas colunas de pedra esculpidas pelo tempo sobre a Claron Formation. Antigos lagos, rios e riachos depositaram layers de minerais ricos em ferro e materiais limosos por mais de 20 milhões de anos, para criar esta camada de rocha que mais tarde foi exposta quando houve a elevação das placas tectônicas, o mesmo evento geológico que formou as Montanhas Rochosas. Desde então as rochas da Claron Formation são esculpidas e desenhadas pela natureza, durante milhões de anos.

A bela paisagem da parte baixa do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A bela paisagem da parte baixa do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Caminhando entre as peculiares formações rochosas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Caminhando entre as peculiares formações rochosas do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Uma estrada cênica percorre 29km no parque, durante o inverno apenas um trecho dela é mantido livre da neve e fica aberto para os visitantes. Os vários mirantes cercam uma das principais atrações do parque, o Bryce Amphitheater, começando pelo Sunrise Point (2.444m), passando pelo Sunset Point (2.438m), Inspiration Point (2.469m) e por último o Bryce Point (2.529m). Percorremos todos eles no final do dia, com o restinho da luz mágica que coloria o cânion.

O Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, fica a mais de 2.500 metros de altitude

O Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos, fica a mais de 2.500 metros de altitude


Na manhã seguinte pela primeira vez a Fiona não quis pegar, o frio da noite deve ter congelado todos os fluidos nos cabos e motor e ela simplesmente não funcionava. Tentamos 3, 4, 5 vezes até que vimos um guincho vindo resgatar outro carro. Foi falarmos com o guincho para rebocarmos a Fiona que ela pegou, parece até que ouviu! Hahaha!

A magnífica paisagem do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A magnífica paisagem do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Voltamos ao parque e depois de uma parada rápida no centro de visitantes decidimos fazer a trilha considerada a mais bonita do cânion, alguns arriscam a dizer que é a melhor trilha de 3 milhas do país, a Queens Garden Trail.

Caminhando no espetacular Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Caminhando no espetacular Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Toda ela está coberta de neve e a maioria dos turistas que andava por ela estava usando os snow shoes, um aparato especial que te dá mais superfície e aderência na neve, ou pelo menos um stopper. Nós, pra variar, colocamos nossas botas, meias-duplas e encaramos a neve a -6°C.

A fantástica paisagem de inverno do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem de inverno do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Pessoas usam snow shoes para caminhar no Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Pessoas usam snow shoes para caminhar no Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Descemos uma rampa do alto do Sunset Point e caminhamos por 2 horas entre Hoodoos e pedras, cruzando rios congelados e cobertos de neve e tentando decifrar as formas esculpidas pela natureza. O Martelo do Thor, a Rainha no seu jardim, pontes e arcos suspensos e o incrível Sentinela, o mais estreito dos hoodos. Uma lenda dos índios Paiutes, que habitavam a região quando os colonizadores chegaram, diz que os Hoodoos seriam “O Povo Lendário” que o Deus Coyote teria transformado em pedra.

A fantástica paisagem de inverno do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

A fantástica paisagem de inverno do Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos


Fechamos o loop de 5 km subindo para a borda do cânion pelo Sunrise Point e caminhando ainda um trecho pela Rim Trail. Dia branco, mas de cores fantásticas, o vermelho e rosa da pedra contra o branco da neve torna o cenário encantado. O sol começou a aparecer quando já era hora de partirmos, mais uma despedida difícil. No verão este parque de clima árido e quente deve ser outro mundo, que também queremos explorar. Nem preciso dizer que já voltou para a lista.

Visita ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Visita ao Bryce Canyon National Park, em Utah, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Utah, Bryce Canyon, Bryce Canyon, parque nacional, Trekking

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Novo Vídeo! Kaiteur Falls - Guiana

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana


Sobrevoamos a Amazônia Guianesa quase fronteira com o Brasil. A primeira visão que temos da cachoeira é no sobrevôo espetacular que o piloto faz para todos poderem ver e fotografá-la. As vistas aéreas são sempre privilegiadas, conseguirmos ter a noção da amplitude e grandeza deste cenário. Sensacional!

Guiana, Georgetown, Kaiteur Falls, cachoeira

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Insano!

Brasil, Ceará, Fortaleza

Piso de garrafas de vidro, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Piso de garrafas de vidro, no Beach Park, em Fortaleza - CE


O dia acordou cinza, ainda chuvoso, mas como havíamos nos prometido, hoje vamos sair da toca e explorar! Nossa opção foi uma das principais atrações da capital cearense, o Beach Park.

Beach Park, em Fortaleza - CE

Beach Park, em Fortaleza - CE


Sinceramente não estava passando pela minha cabeça que iríamos lá, até por que preferimos geralmente atrações mais naturais ou culturais. O Rodrigo, porém, tinha um grande buraco no seu currículo, ele nunca havia estado em um parque aquático. Posto que ele tem 41 anos de idade e na sua infância tobogãs não existiam aqui, ele nunca havia brincado em um tobogã! Fomos nós então voltar a ser crianças e saciar esta vontade do meu meninão. Detalhe, por este motivo eu vou ficar sem conhecer as falésias de Morro Branco. Tivemos que escolher e a criança do Ro acabou tendo prioridade.

Tobogãs do Beach Park vistos do alto da torre do Insano, em Fortaleza - CE

Tobogãs do Beach Park vistos do alto da torre do Insano, em Fortaleza - CE


O Beach Park é o clube das famílias aqui em Fortaleza, eles podem comprar um passe válido para um período longo de 1, 3, 5 anos. A entrada para crianças abaixo de 1m é franca, depois até 12 anos é 110 reais e para adultos a “bagatela” de 120 reais. O aviso está na bilheteria, o parque fecha alguns dos principais brinquedos em caso de chuva, o que fazia o nosso investimento ali ainda mais arriscado, mas decidimos tentar a sorte. Mal chegamos, colocamos nossas coisas no armário e o Rodrigo já logo se enfiou no segundo tobogã mais temido, o sarcófago.

Saindo à toda velocidade da boca do Sarcófago, brinquedo no Beach Park, em Fortaleza - CE

Saindo à toda velocidade da boca do Sarcófago, brinquedo no Beach Park, em Fortaleza - CE


O Sarcófago é um tobogã com uma queda de 24m de altura em um tubo fechado e escuro a 80km/h! Eu fiquei esperando ele embaixo para fotografar e vendo o estado que saiam as pessoas. Biquínis e sungas totalmente indiscretas se tornam, em segundos, belíssimos fios dentais de cabo a rabo! Tontos, os amalucados têm como primeira providência colocá-los no lugar quando chegam embaixo. Só ouvi o grito quando o Rodrigo desceu e aí tive certeza que tinha feito a escolha certa. Ele parecia uma criança tentando disfarçar a alegria e a emoção! “Pô, é forte esse negócio!”

Fim de linha após descer no Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Fim de linha após descer no Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Aí começamos a nos revezar. Fui no sarcófago também e confesso que quase tive um treco! Gritei, engoli água, entrou água no nariz e dá uma dor desgraçada no pescoço, mesmo na posição de segurança correta ele vem batendo em cada junção dos gomos do escorregador, AAAI!

Saindo do Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Saindo do Sarcófago, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Na sequencia o Rodrigo não queria perder tempo, fomos direto para o Insano! A maior atração do parque aquático com 41m, o equivalente a um prédio de 14 andares! O insano é considerado o mais radical dos equipamentos do gênero no planeta! Devido à sua altura e inclinação a descida dura apenas 5 segundos e chega a 105km/h! O corpo chega a descolar do tobogã! Assistimos alguns doidos descendo e lá foi o Rodrigo, próximo da vez dele acabou a luz no parque e todos os brinquedos pararam. 15 minutos depois, tudo normalizado, chegou a hora. Eu, assistindo, já fiquei com o coração disparado, imagina quando for a minha vez!

Despencando do Insano, tobogã com 41 metros de altura, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Despencando do Insano, tobogã com 41 metros de altura, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Fui, eu olhava aquele trem doido ali e não sabia se teria coragem. Eu já tinha descido em algo parecido no wet´n wild, mas não era tão alto. Agora, uma vez lá em cima e sabendo que nunca houve nenhum acidente no equipamento, não tem nem que pensar! Chegou a sua vez, deita, cruza as pernas, mãos na cabeça e ÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

Deslizando a mais de 100 km/h pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Deslizando a mais de 100 km/h pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE


5 SEGUNDOS DEPOIS já estamos na piscina lá embaixo! Eu fui de olho aberto até onde a água permitiu, quando o tobogã dobra e entramos na queda “livre” é SURREAL! Eu acho que só gritei tanto quando saltei de Bunge Jump! Dá pra ver pela minha cara de desespero na foto! Adrenalina total!!!

Feliz por estar inteira após escorregar pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE

Feliz por estar inteira após escorregar pelo Insano, no Beach Park, em Fortaleza - CE


Depois desse aí virou brincadeira, fomos no RamuBrinká, toboáguas com 24m de altura e descida em espirais. Kalafrio, que descemos em um bote de 7m de altura, Esfinges, chegando a 60km/h, Moréia Negra com tapetes que lembram aquela corrida no gelo, Atlantis e tudo o que tínhamos direito! Até esquecemos de almoçar! Rsrsrs!

A boca da Esfinge, no Beach Park, em Fortaleza - CE

A boca da Esfinge, no Beach Park, em Fortaleza - CE


A chuva não atrapalhou, pelo contrário, foi ótimo, pois o parque não ficou superlotado. Voltamos a ser crianças por um dia, mas crianças viciadas em adrenalina! Final do dia consegui lembrar bem aquela sensação da infância, de quando brincamos o dia inteiro e a noite ficamos entregues, mas nada de se entregar! A noite de hoje ainda promete!

Pronta para descer no Insano, a mais alta atração do Beach Park, em Fortaleza - CE

Pronta para descer no Insano, a mais alta atração do Beach Park, em Fortaleza - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Beach Park, chuva, toboáguas, tobogãs

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