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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Decidindo o Rumo

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento)

O pequeno Artur, na nossa pousada em Corumbau - BA

O pequeno Artur, na nossa pousada em Corumbau - BA


Conforme a previsão, muita chuva hoje. A primeira função do dia foi ir ao centro de Itamaraju em busca de farmácias e remédios. Infelizmente, não achamos exatamente o que queríamos e o ouvido dela, de pouquinho em pouquinho, vai piorando. Com a nova pomada, temos esperanças de reverter o processo. A alternativa é deixar toda esta parte do litoral para trás e seguir para Eunápolis, mais ao norte e o maior centro urbano aqui do extremo sul da Bahia.

Currau moderno, no caminho para Corumbau - BA

Currau moderno, no caminho para Corumbau - BA


Depois das farmácias e de empacotar a Fiona, a dúvida era se íamos ao P.N do Monte Pascoal, um pouco ao norte, ou em direção à Corumbal, já no litoral e na direção sul. O tempo encoberto e chuvoso e o ouvido da Ana nos ajudaram a decidir. Nada de tomar chuva no mato! Fomos para Corumbal.

Dia chuvoso em Corumbau - BA

Dia chuvoso em Corumbau - BA


Foram 50 km de estradas enlameadas mas em boas condições até a famosa Ponta do Corumbal, um ponto do litoral baiano que começou a ganhar fama no final da década de 80. Quem era frequentador assíduo era o finado Ulysses Guimarães. Vinha de helicóptero.

Boteco em Corumbau - BA

Boteco em Corumbau - BA


As minhas lembranças do local também tem quase vinte anos. Estive aqui duas vezes. Na primeira, numa viagem memorável acompanhado da irmã Lalau, o primo Haroldo e a valente mãe. Ficamos "acampados" em Caraíva por uma semana e viemos passear aqui em Corumbal uma vez. A pousada Jokotoka, referência e pioneira por aqui tinha poucos anos de vida. Foi uma visão do paraíso: uma ponta de areia entrando mar adentro por 200-300 metros. Areia bem branca e água azul dos dois lados. A volta para Caraíva, de barco, foi uma epopéia, inesquecível para nós.

Coqueiral em Corumbau - BA

Coqueiral em Corumbau - BA


A segunda vez, vim à pé mesmo. Estava seguindo de Arraial d'Ajuda até Cumuruxatiba, acampando pelo caminho. Ainda hoje, ouço por aqui, é um caminho bastante percorrido pelos aventureiros. Quando fiz a caminhada, lembro de andar horas e horas pelas praias sem encontrar ninguém.

Fiona depois de enfrentar o barro para chegar em Corumbau - BA

Fiona depois de enfrentar o barro para chegar em Corumbau - BA


Hoje já não é bem assim. Em um dia chuvoso como esta quarta-feira, está tudo vazio. Mas são várias e várias pousadas, aqui no Corumbal. Algumas, com mais de 20 quartos. Conversando e observando as "pistas", descubro que no verão fica tudo lotado, mesmo com os preços lá em cima. Há estacionamentos para vários ônibus!!! Brrrrrr... Placas proibem o som alto e fixam multas para quem exceder os decibéis. Nossa...

Placa dá pista de dias mais 'movimentados' em Corumbau - BA

Placa dá pista de dias mais "movimentados" em Corumbau - BA


Bom, para nós, é difícil imaginar. Tanto essa gente toda, já que hoje não há alma viva, como o visual com céu azul e mar calmo, já que só vemos nuvens e mar agitado. Amanhã, isso vai mudar. A promessa é de tempo melhor. Vamos visitar a Barra do Caí, primeiro ponto de dsembarque da frota de Cabral e um dos locais mais belos que que me lembro da minha caminhada por este litoral idílico. Mas, ainda mais importante que o tempo é o ouvido da amada esposa. Agora de noite, parece que está piorando...

Casa 'mangueirense' na vila de Corumbau - BA

Casa "mangueirense" na vila de Corumbau - BA

Brasil, Bahia, Corumbau (P.N do Descobrimento), Parque

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Para o Alto e Avante!

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande

A aniversariante curtindo a vista maravilhosa do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

A aniversariante curtindo a vista maravilhosa do alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Aniversário da Ana! Resolvemos comemorar em alto estilo. Ou, mesmo sem muito estilo, pelo menos no alto, lá no alto. A segunda maior montanha da Ilha Grande é o Pico do Papagaio, com quase mil metros de altura. Há uma trilha bem sinalizada que sai da estrada que liga Abraão a Dois Rios e que leva ao pico. Foi para lá que eu e a Ana rumamos, logo cedinho.

O Pico do Papagaio, visto do catamaran de Ilha Grande para Angra dos Reis - RJ

O Pico do Papagaio, visto do catamaran de Ilha Grande para Angra dos Reis - RJ


Faz tempo que queria ir lá com a Ana. Mas, da outra vez que estivemos na Ilha, ficamos hospedados do outro lado da Ilha, na Praia Vermelha. Muito longe para este passeio. Desta vez, ficamos esperando o bom tempo. E a previsão já dizia que seria hoje. Por increça que parível, ela acertou! A noite estava encoberta e o dia nasceu ensolarado! Viva, foi o presente de S. Pedro!

Energia para a subida do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Energia para a subida do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Só tínhamos um pequeno problema: queríamos pegar o catamaran das 12:30, para podermos viajar para o Rio e chegarmos em boa hora. O próximo barco era só às 17:00. Então, saímos cedinho, já desocupando o quarto da pousada. Caminhada morro acima pela estrada até o início da trilha. Até ali já conhecíamos e passou rapidinho.

Início da trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Início da trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Depois, pé na trilha, subindo pirambeiras e descansando nos trechos planos. Apesar de muito nos recomendarem irmos acompanhados de um guia, ele realmente não é necessário. A trilha está muito bem marcada. Mas, pensando bem, tivemos um guia sim. Um guia quadrúpede! Um simpático vira-lata que nos viu comprando água na padaria e dispensando o conselho de levar um guia resolveu nos levar. Eu que no início não dava nada por ele foi me surpreendendo, me surpreendendo e, lá pelas tantas, dei o braço a torcer: realmente, ele iria conosco até lá em cima! Na falta de melhor nome, apelidamos ele de “Dog”. Não só foi até lá em cima como, em vários trechos da mata, ele se embrenhava no mato para fuçar bastante e depois reaparecia, todo lampeiro. Uma graça!

O Dog, nosso companheiro de caminhada, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

O Dog, nosso companheiro de caminhada, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Buenas, seguimos a trilha sem sobressaltos exceto um. Um sobressalto beeeeeem sonoro. Começamos a ouvir um barulho de motosserra lá na frente. Motosserra? Ali, em pleno parque? Muito estranho. Fomos nos aproximando e o barulho aumentava. Por trás da motosserra, ouvia algumas vozes. Cada vez mais estranho. Olhei para trás, procurando a Ana e vi que ela carregava um galho grande.”Hmmmm... defesa pessoal”, imaginei. Realmente, não estava gostando da idéia de encontrar madeireiros ilegais ali, só eu e o Dog para proteger a loira linda atrás de mim. Bom, cada vez mais atentos, fomos seguindo. Até que percebemos que o barulho, na verdade, eram de um gripo enorme de macacos. Bugios Gritadores, é o nome. O líder grita muuuito alto. Chega a ser amedrontador. Só não ficamos com medo porque, no dia anterior lá no Centro de Visitantes, conversamos muito sobre ele e seu instinto gritador. Foi uma experiência incrível, no meo daquela mata, ouvir aquela gritaria toda, tão perto de nós.

Com o Dog, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Com o Dog, no alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Após os macacos, seguimos até o cume. Saímos às 07:30 e chegamos à 10:15 lá em cima. Vista impressionante do mar, da baía e da própria Ilha Grande, com suas praias como a Lopes Mendes e a enseada do Abraão. Ficamos uns 15 min lá em cima, só nos três (não esqueçam do Dog!), admirando a vista.

No cume do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

No cume do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Depois, tempo de voltar em disparada. Só tínhamos duas horas. Viemos acelerados pela trilha e depois pela estrada. Até que, já perto de Abraão e também do prazo fatal, a gente se separou. Eu fui correndo para a pousada pegar nossa bagagem onde fui recebeido em grande festa pelas atendentes, que não tinham acreditado que conseguiríamos. Consegui até uma chuverada rápida no chuveirão do jardim. A Ana foi comprar as passagens e a gente se encontrou no píer. Cinco minutos depois, zarpava o catamaran. Foi em cima!!!

No alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

No alto do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Relaxamos no teto durante a volta e, chegando em Angra, descolamos um banho de chuveiro no Hotel Kuxixo, onde tínhamos ficado hospedados. O pessoal foi muito amável conosco. Gente boníssima. O dono do hotel até nos fez prometer que, após ficar admirado e emocionado com nossa viagem, passássemos em Aparecida para agradecer Nossa Senhora, depois dos 1000dias. Promessa feita, será cumprida! Mas ela vai ter de nos proteger!

Descendo a trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ

Descendo a trilha do Pico do Papagaio, na Ilha Grande - RJ


Depois, direto para o Rio, para o alto Leblon, no apartamento do Pedro, Íris e Bebel. Tivemos tempo de ir comprar vinhos, uma torta, a Íris fez uma deliciosa pasta e celebramos juntos, em família, a aniversário da minha lindona.

Aproveitando o dia de sol no teto do catamaran de Ilha Grande para Angra dos Reis - RJ

Aproveitando o dia de sol no teto do catamaran de Ilha Grande para Angra dos Reis - RJ


E agora, temos alguns dias pela frente para explorar essa cidade que adoramos tanto...

Celebrando o aniversário da Ana no apartamento do Pedro e da Íris, no Rio de Janeiro - RJ

Celebrando o aniversário da Ana no apartamento do Pedro e da Íris, no Rio de Janeiro - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, Abraão, Montanha, Pico do Papagaio, Praia, trilha

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As Praias do Leste e do Sul de Bombinhas

Brasil, Santa Catarina, Bombinhas

Caminhando na praia deserta do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Caminhando na praia deserta do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Depois da nossa caminhada pelas praias do norte de Bombinhas (post anterior), resolvermos pedir ajuda para a Fiona no nosso segundo dia na cidade. Afinal, nosso destino dessa vez era bem mais distante: as praias que do lado leste da península, como Mariscal, Zimbros, Canto Grande e, especialmente, a praia da Tainha.

Em Bombinhas, no nosso 2o dia (em azul), fomos de carro até Tainha, passando por Mariscal e Zimbros. No 3o dia, fizemos a caminhada (vermelh) pelas praias da costa sul da penínsulha

Em Bombinhas, no nosso 2o dia (em azul), fomos de carro até Tainha, passando por Mariscal e Zimbros. No 3o dia, fizemos a caminhada (vermelh) pelas praias da costa sul da penínsulha


Vista do alto do Morro dos Macaccos, a caminho da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Vista do alto do Morro dos Macaccos, a caminho da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


O formato da península de Bombinhas, quando visto lá de cima, é bem interessante. Além da área principal, onde estão as praias de Bombas e Bombinhas, a península se alonga bastante na direção sudeste. Ela vai se afinando, formando uma espécie de istmo cada vez mais estreito. No lado norte (ou nordeste!) desse istmo, estão as praias de Mariscal, Canto Grande e Conceição. São praias que estão voltadas para o oceano, quase que para o mar aberto. Por isso a rebentação é bem mais forte, atraindo surfistas e um público mais jovem. O outro lado do istmo, o lado sudeste, está voltado para o chamado “mar de dentro”, uma grande baía de águas calmas que mais parece uma lagoa. É a praia de Zimbros. Não é a toa que aí ficam ancorados todos os barcos de pescadores ou iates de bacanas. Aí também é realizada a travessia aquática (para nadadores) de Bombinhas, com distâncias de 1.500 e 3.000 metros, que tantas vezes no passado eu e a Ana já participamos.

A rústica estrada para a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A rústica estrada para a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A pequena baía onde se encontra a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A pequena baía onde se encontra a praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Lá na extremidade desse istmo, onde o mar de fora e o mar de dentro quase se tocam, está uma das mais antigas comunidades da península, chamada de Canto Grande. Quem se hospeda por aí está sempre a menos de dois quarteirões do mar. Se quer sossego, vai passar o dia no mar de dentro. Se quer um mar mais agitado, segue para o mar de fora. Com mercados, peixarias, restaurantes e farmácias, é uma comunidade praticamente autossuficiente. Já o bairro mais ao norte,. Conhecido como Mariscal, é muito mais recente e está se desenvolvendo rapidamente. É impressionante a diferença que fez desde que o conheci, dez anos atrás. São loteamentos e mais loteamentos, uma praia que costumava ser selvagem e hoje caminha para se tornar uma nova Bombinhas.

Vista da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina. Ao fundo, a ilha de Florianópolis

Vista da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina. Ao fundo, a ilha de Florianópolis


Fazendas de ostras no litoral de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Fazendas de ostras no litoral de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Mas, o mais interessante da geografia desse istmo é que, lá no seu final, onde parece que ele iria terminar, há um grande morro e o istmo se abre novamente. É uma área protegida por um parque municipal e atrás do morro está uma das mais belas surpresas de Bombinhas: a praia de Tainhas. Para chegar até lá, ou se pega uma longa trilha ou se enfrenta uma estrada de terra, pedras e buracos com quase 3 km de extensão a partir da praia da Conceição. A estrada sobe e desce o morro e em dias de chuva forte fica quase intransitável. Mas é um esforço que definitivamente vale a pena. A praia da Tainha, de águas límpidas e muito frequentada por golfinhos, é um colírio para os nossos olhos, desde o momento que a vemos pela primeira vez, ainda no alto do morro, até a hora da triste despedida, depois de uma boa caminhada de ponta a ponta e de um mergulho recompensador em suas águas.

Chegando à praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Chegando à praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Esse, então, foi o nosso programa de ontem. De Fiona, saímos de Bombas e percorremos os 12 quilômetros de asfalto, sempre pela costa, até a praia da Conceição. No caminho, Mariscal e Canto Grande. Mas o que queríamos mesmo era a Tainha. Então, diretamente para a estrada de terra que cruza o morro dos Macacos. Lá de cima, uma bela vista para todos os lados. Para o norte, o lindo desenho do istmo que separa Zimbros de Mariscal. Para o sul, a ilha do Arvoredo e, mais além, a silhueta inconfundível da ilha de Florianópolis. E para baixo, a pequena baía onde está a deliciosa praia da Tainha. Lá chegando, uma cerveja e um pastel no restaurante logo na entrada da praia e depois, caminhada até as enormes pedras que marcam suas extremidades. Aí passamos algumas horas, entre mergulhos e banhos de sol. Uma delícia!

Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Explorando as enormes pedras no canto direito da praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A isolada praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A isolada praia da Tainha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Na volta, um caminho diferente. Depois de uma parada na praia da Conceição (que é a ponta sul do Canto Grande), fomos percorrer a orla de Zimbros ao invés de Mariscal. Todos os caminhos levam à Roma e acabamos por chegar no morro que separa essas praias de Bombinhas. De lá para Bombas foi rapidinho, o mesmo percurso que havia nos tomado uma hora caminhando na noite da véspera, a Fiona o fez em 10 minutos. De volta ao nosso apartamento, a Ana nos brindou com a chave de ouro para fechar nosso dia: um delicioso macarrão com molho de camarão que havíamos comprado fresquinho, pela manhã. Como é bom ter nossa própria cozinha! E como é bom ter alguém com dotes culinários! Para mim, ao final, cabe a louça para lavar! Depois do banquete, lavo tudo feliz da vida!

Praia da Conceição, observando, ao longe, a praia do Mariscal, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Praia da Conceição, observando, ao longe, a praia do Mariscal, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Praia do Canto Grande, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Praia do Canto Grande, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Já o dia de hoje, nosso terceiro e último na cidade, foi novamente de caminhadas. Mas a Fiona ajudou um pouco também! Já tínhamos visto as praias do norte e do leste da península, faltavam as do sul. São as praias menos frequentadas de Bombinhas, o que as faz muito especiais!. Lá do final de Zimbros, seguindo para a direção oeste (rumo ao continente), uma sequência de pequenas praias ao longo do costão e acessadas apenas por trilhas fazem a alegria daqueles mais aventureiros. Mas para se chegar ao início dessa trilha, a ajuda da Fiona é imprescindível!

Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina

Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina


Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina

Um delicioso macarrão com molho de camarão, obra-prima da Ana no nosso apartamento (da tia Wal) em Bombas, litoral de Santa Catarina


E então, lá fomos nós, subindo e descendo o morro de carro, dessa vez diretamente de Bombas, para chegarmos a Zimbros. Daí até o final da estrada, onde encontramos um lugar para deixar a Fiona e seguir a pé. Nós já conhecíamos o início da trilha de outras vezes que aqui estivemos, mas nunca havíamos ido até as praias mais distantes. Agora, em plenos 1000dias, chegava a hora de conhecer essas últimas praias da nossa querida Bombinhas!

Praia do Cardoso, início da nossa trilha pelas praias mais isoladas de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Praia do Cardoso, início da nossa trilha pelas praias mais isoladas de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A praia de Zimbros vista da praia do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A praia de Zimbros vista da praia do Cardoso, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


As primeiras delas, como já disse, já conhecíamos. São a praia do Cardoso e da Lagoinha. Por estarem mais perto do início da trilha, ainda é comum encontrar alguns gatos pingados por aqui. São praias espremidas entre a mata verde e o morro por trás e o mar tranquilo pela frente. Do Cardoso se vê bem a praia de Zimbros e suas construções do outro lado da baía. No mar, muitas daquelas “fazendas de ostras”, uma das especialidades aqui do litoral catarinense. Já na praia da lagoinha, o grande diferencial é a própria pequena lagoa que se forma na boca de um rio. Água doce e água salgada quase vizinhas, para quem quiser ficar tomando sol sem sal no corpo é um ótimo lugar e ainda relativamente próximo do início da trilha.

Fazenda de ostras na praia do Cardoso. AO fundo, a praia de Zimbros, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Fazenda de ostras na praia do Cardoso. AO fundo, a praia de Zimbros, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A praia Triste, na nossa trilha pelas praias do sudoeste de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A praia Triste, na nossa trilha pelas praias do sudoeste de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


É a partir daí que temos de caminhar mais, enfrentando o morro e a mata. Caminhada sempre na sombra e sem chance de errar. Basta seguir adiante com o barulho do mar sempre a nossa esquerda, atrás das árvores. Cruzamos alguns riachos de água refrescante, subimos e descemos algumas vezes até que chegamos à praia Triste. A praia é linda e totalmente selvagem, muito parecida com o que deve ter sido há milhares de anos, sem intervenção humana. Não tenho ideia de onde vem esse nome, praia Triste. Talvez pelo sentimento de solidão, pois o normal é não ver ninguém por ali.

A bela e selvagem praia Triste, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A bela e selvagem praia Triste, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A caminho da praia Vermelha, a mais isolada de Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A caminho da praia Vermelha, a mais isolada de Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Nós travessamos a praia e seguimos adiante. Ainda queríamos alcançar a próxima, a chamada praia Vermelha. São mais uns 40 minutos de caminhada, mas esse é um dos trechos mais belos da trilha, bosque amplo e muitos pontos de observação. Por fim, depois de uma curva, lá apareceu a praia vermelha, ainda meio escondida pelas árvores. Um oásis no meio da mata e do verde. Poucos minutos mais tarde e chegávamos à praia, recepcionados pelos latidos de dois cachorros.

Chegando à praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Chegando à praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Casa do Seu Osnildo, o único habitante da praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Casa do Seu Osnildo, o único habitante da praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Eles são os guardiões da praia e da única casa por ali, pertencente ao seu Osnildo. Ele já mora na praia Vermelha há 15 anos, o caseiro de uma grande propriedade que existe por ali. Morando em local tão isolado, acho que sua grande diversão é receber os poucos visitantes que ali chegam. Ele nos tratou muito bem e até nos convidou para sua choupana. Disse que a vida por lá é bem tranquila, mas também tem seus perrengues. Volta e meia aparece algum “vagabundo” que foge da cidade e da polícia, gente que mexe com drogas. Mas que ele não tem medo não e logo mostra que a praia tem dono. Disse também que aqui ele está mais perto de Governador Celso Ramos do que de Bombinhas e é para lá que ela vai quando precisa de suprimentos. Consegue ir até de bicicleta. Se fosse para ir até Bombinhas pela trilha, no mesmo caminho que viemos, a bicicleta mais atrapalharia do que ajudaria.

A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

A linda e selvagem praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina


Bom, depois da nossa visita social, fomos aproveitar a praia também. Caminhamos, tomamos banho, curtimos a natureza exuberante que nos cercava. Era a nossa despedida de Bombinhas. Agora, só nos restava o caminho de volta, um mergulho rápido em cada praia do caminho, o reencontro com a Fiona e a volta para casa, em Bombas. Não sem antes dar mais uma paradinha em Zimbros para nos fartar com um delicioso pastel. Amanhã, estrada novamente, sempre rumo ao norte. Nossa próxima parada será na metrópole dessa parte do Brasil, a famosa e badalada Balneário Camboriú. E Curitiba vai ficando cada vez mais perto...

Caminhando pela praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Caminhando pela praia Vermelha, em Bombinhas, litoral de Santa Catarina

Brasil, Santa Catarina, Bombinhas, Praia, Tainha, trilha, Vermelha

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De Volta a Pucón

Chile, Pucón

Fim de tarde em Pucón, no sul do Chile, com o vulcão Villarrica ao fundo

Fim de tarde em Pucón, no sul do Chile, com o vulcão Villarrica ao fundo


Ainda ontem, depois da nossa volta no lago Llanquihue e suas principais atrações, nós viemos de Frutillar para Pucón. Não é uma viagem curta. São quase 300 km, mas o GoogleMaps subestima a qualidade das estradas chilenas e diz que o percurso demora mais de 5 horas. Não é verdade e nós viemos em três, ainda em tempo de assistir a um belo entardecer na praia de areias escuras no lago Villarrica, a principal atração dentro da área urbana de Pucón.



De qualquer maneira, muitas coisas ficaram para trás nesse percurso entre as duas cidades. Como já venho dizendo em outros posts, nós tínhamos um compromisso com data e hora marcada aqui em Pucón, por isso a pressa nessa última perna do roteiro. Na verdade, até atrasamos nossa chegada por aqui em um dia e com isso perdemos a chance de assistir à prova de Ironman na cidade, ocorrida ontem. Meu primo Haroldo foi um dos competidores nesse que é considerado um dos mais belos triatlos do mundo, a natação realizada no lago Villarrica e a parte da bicicleta e corrida sempre aos pés do majestoso vulcão de mesmo nome. Nós chegamos a tempo de encontrar o Haroldo e sua equipe na hora do jantar, já celebrando a performance na prova. Mas o compromisso maior, para nós, não era mesmo o triatlo, mas a subida do vulcão Villarrica no dia de hoje, acompanhado dos valentes triatletas. Pois é, fazer uma prova de triatlo (1,8 km de natação, 90 km de bicicleta e 21 km correndo) e no dia seguinte, ainda subir um vulcão de 2.700 metros de altura, só mesmo sendo um iron man!

O vulcão Villarrica, em Pucón, no sul do Chile

O vulcão Villarrica, em Pucón, no sul do Chile


Atletas fazem a parte da corrida no tradicional triatlo de Pucón, no sul do Chile. Ao fundo, o vulcão Villarrica. Essa é considerada uma das mais belas provas de triatlo do mundo (foto da internet)

Atletas fazem a parte da corrida no tradicional triatlo de Pucón, no sul do Chile. Ao fundo, o vulcão Villarrica. Essa é considerada uma das mais belas provas de triatlo do mundo (foto da internet)


Bem, a Ana ficou sem conhecer essa parte do Chile entre o lago Llanquihue e Pucón, mas eu já tinha viajado por aqui. E quem viajava comigo era esse mesmo primo Haroldo, há 22 anos. Naquela época, a gente vinha em sentido contrário, do norte para o sul, e não tínhamos a mordomia da Fiona. Era de ônibus mesmo, com uma bela mochila nas costas (que, aliás, continua viajando comigo!). Depois de passar alguns dias em Pucón, nós seguimos de ônibus para as duas maiores cidades dessa parte do Chile, Valdivia e Osorno, e de lá para o Parque Nacional Puyehue, onde cruzamos a fronteira com a Argentina e fomos até Bariloche.

Nosso roteiro, de ônibus, na viagem de 1992: de Pucón para Valdívia e Osorno e de lá para Aguas Calientes, no Parque Puyehue. Aí cruzamos a fronteira e seguimos para Bariloche, na Argentina

Nosso roteiro, de ônibus, na viagem de 1992: de Pucón para Valdívia e Osorno e de lá para Aguas Calientes, no Parque Puyehue. Aí cruzamos a fronteira e seguimos para Bariloche, na Argentina


Valdivia e Osorno têm 150 mil habitantes cada uma, mais de seis vezes o tamanho de Pucón. Ambas as cidades têm uma forte cultura alemã, já que houve uma imigração intensa desse povo para cá em meados do séc XIX. Sem dúvida, em termos arquitetônicos, urbanísticos e históricos, as duas cidades são muito mais interessantes do que a relativamente pequena e simpática Pucón. A história de Valdivia começa muito antes, no final do séc. XVI. Ela foi uma importante base espanhola na guerra contra os indígenas mapuches (ainda vou contar a história desse povo valente!). Na verdade, por mais de um século, a cidade viveu literalmente sitiada pelos indígenas, um enclave espanhol em terras mapuches. Por isso havia muitos fortes militares na cidade e, ainda hoje, algumas das principais atrações de Valdivia são os remanescentes dessas fortificações, notadamente umas torres conhecidas como “torreón”.

Rua para pedestres em Valdivia, cidade com forte colonização alemã, no sul do Chile (foto da intenet)

Rua para pedestres em Valdivia, cidade com forte colonização alemã, no sul do Chile (foto da intenet)


Plaza de Armas de Osorno e a catedral de São Mateus (foto da internet)

Plaza de Armas de Osorno e a catedral de São Mateus (foto da internet)


A arquitetura alemã também impressiona os turistas. Felizmente, o mega terremoto de 1960, o mais forte registrado na história da humanidade e que teve o epicentro perto de Valdivia, não chegou a destruir a cidade, embora tenha feito muitos estragos, assim como o maremoto que se seguiu. Mas a cidade soube se recuperar e se transformou no maior centro universitário do sul do Chile. E onde há estudantes, há cultura e boemia. Enfim, é uma cidade muito gostosa de se visitar. Mais que Osorno, que também se caracteriza pela arquitetura alemã. A cidade também foi fundada no final do séc. XVI, mas essa os mapuches conseguiram conquistar e desalojar os colonizadores. Foi apenas duzentos anos mais tarde, já no final do séc. XVIII, que ela voltou a ser ocupada por espanhóis e começou a se desenvolver. Quando passamos aí, lembro-me de ter ficado meio decepcionado com o movimento noturno num final de semana. Vindos da movimentada Valdivia e numa cidade tão grande, realmente não esperávamos pelo marasmo noturno. Pelo menos, pudemos descansar...

Nosso chalé em Águas Calientes, no Parque Nacional Puyehue, no sul do Chile (foto da viagem de 1992)

Nosso chalé em Águas Calientes, no Parque Nacional Puyehue, no sul do Chile (foto da viagem de 1992)


As termas Pocitos, em Águas Calientes, no Parque Nacional Puyehue, no sul do Chile (foto da nossa viagem de 1992)

As termas Pocitos, em Águas Calientes, no Parque Nacional Puyehue, no sul do Chile (foto da nossa viagem de 1992)


De Osorno seguimos para o Parque Nacional Puyehue, famoso pelo seu vulcão, florestas e águas termais. A gente ficou em uma pequena vila chamada Aguas Calientes, em um chalé de madeira pelo qual pagamos uns 10 dólares para os três viajantes. Realmente, os preços eram outros naquela época... Entre tantas opções de termas na região, algumas muito chiques e luxuosas, escolhemos a mais barata, na verdade, gratuita. Se chamava (e continua se chamando!) Pocitos e chegamos lá depois de uma bela caminhada nas florestas do parque. Sendo de graça, as termas estavam bem concorridas, piscinas de barro com águas escuras. Não era muito atrativas, mas foram bem relaxantes. De lá seguimos diretamente para a fronteira e para Bariloche, numa estrada que o GoogleMaps não sabe que existe, mas existe sim e passa até ônibus!

Foto da bela e amedrontadora erupção vulcãnica no Parque Nacional Puyehue, em 2011 (foto de Daniel Basualto)

Foto da bela e amedrontadora erupção vulcãnica no Parque Nacional Puyehue, em 2011 (foto de Daniel Basualto)


Foto de satélite mostra a fumaça e cinzas da erupção vulcânica de 2011  no Parque Nacional Puyehue, no sul do Chile, atravessando a Argentina e fechando aeroportos por todo o país (foto da internet)

Foto de satélite mostra a fumaça e cinzas da erupção vulcânica de 2011 no Parque Nacional Puyehue, no sul do Chile, atravessando a Argentina e fechando aeroportos por todo o país (foto da internet)


Pois bem, dezenove anos depois de passarmos por lá, em 2011, houve uma grande erupção em fissuras vulcânicas dentro desse parque. Eu e a Ana já estávamos em plenos 1000dias e acompanhamos tudo pelas notícias. As cinzas e fumaça das erupções, levadas pelo vento, cruzaram a Argentina e chegaram ao Atlântico. Mais do que isso, rumaram para o norte e fecharam o aeroporto de Buenos Aires e até mesmo o de Porto Alegre. Pior, boa parte delas caiu ali pertinho, na região de Bariloche, mais precisamente, ao sul de San Martín de Los Andes. Quem nos acompanha sabe que subimos uma montanha por lá e nos deparamos com toneladas dessas cinzas, que entraram em nossos olhos, ouvidos, roupas e pulmões, mesmo dois anos depois da erupção. Quem quiser ver essa história, o post está aqui. Para sorte dos chilenos e azar dos argentinos, os estragos foram mesmo piores do outro lado da cordilheira. Por aqui, o parque está de vento em popa, milhares de turistas querendo ver de perto o vulcão dessa que foi a erupção mais importante da América do Sul na última década.

Praia do lago Villarrica cheia em dia ensolarado em Pucón, no sul do Chile

Praia do lago Villarrica cheia em dia ensolarado em Pucón, no sul do Chile


Praia do lago Villarrica cheia em dia ensolarado em Pucón, no sul do Chile

Praia do lago Villarrica cheia em dia ensolarado em Pucón, no sul do Chile


Bem, não foi o nosso caso agora, que seguirmos diretamente para Pucón. Era daqui (em disputa equilibrada com Torres de Paine!) que eu tinha minhas melhores memórias daquela viagem de um mês por Argentina e Chile, há mais de duas décadas. Como eu já disse, histórica e arquitetonicamente, a cidade não é nada de especial, mas a natureza ao seu redor é simplesmente espetacular. Por ela, Pucón virou uma verdadeira meca do turismo, atraindo esquiadores, hippies, famílias, aventureiros, artistas, aposentados, empreendedores, mochileiros e o que se possa imaginar...

Espreguiçando-se no fim de tarde em Pucón, no sul do Chile

Espreguiçando-se no fim de tarde em Pucón, no sul do Chile


Foto aérea de Pucón onde se destaca, além do vulcão Villarrica ao fundo, o mais tradicional hotel da cidade, o Gran Hotel, em frente à praia de areias escuras do lago Villarrica (foto da internet)

Foto aérea de Pucón onde se destaca, além do vulcão Villarrica ao fundo, o mais tradicional hotel da cidade, o Gran Hotel, em frente à praia de areias escuras do lago Villarrica (foto da internet)


A vocação turística foi descoberta já há mais de meio século, o primeiro grande hotel se instalando na cidade na década de 40. Aliás, é exatamente esse hotel o principal marco arquitetônico da cidade, bem em frente à praia que, em dias de sol, está sempre lotada. O público alvo eram as famílias ricas de Santiago, que vinham passar temporadas por aqui. Depois, a partir da década de 70, o turismo foi se internacionalizando e hoje, proporcionalmente, Pucón é a cidade chilena com o maior número de estrangeiros residentes. Gente que veio visitar, se apaixonou e ficou, abrindo seu negócio ou simplesmente passando por aqui os anos finais de suas vidas.

Praia cheia e lago movimentado em Pucón, no sul do Chile

Praia cheia e lago movimentado em Pucón, no sul do Chile


Bicicleta aquática no lago Villarrica, em Pucón, no sul do Chile

Bicicleta aquática no lago Villarrica, em Pucón, no sul do Chile


Pucón foi se adaptando a essa demanda, hotéis, restaurantes e agências de turismo se profissionalizando cada vez mais. Como colocou nosso livro de turismo, “não há nada mais estruturado turisticamente no continente ao sul da Costa Rica do que Pucón”. Exageros a parte, a quantidade de hotéis impressiona mesmo, assim como a possibilidade de passeios e atividades oferecidos pelas agências.

A Ana se refresca no lago Villarrica, em Pucón, no sul do Chile

A Ana se refresca no lago Villarrica, em Pucón, no sul do Chile


Mapa turístico de Pucón, no sul do Chile. Aí aparecem algumas das principais atrações da região, como o vulcão Villarrica, inúmeros saltos e termas, e o vale do rio Caburgua, onde se destaca a cachoeira conhecida como Ojos del Caburgua

Mapa turístico de Pucón, no sul do Chile. Aí aparecem algumas das principais atrações da região, como o vulcão Villarrica, inúmeros saltos e termas, e o vale do rio Caburgua, onde se destaca a cachoeira conhecida como Ojos del Caburgua


Nas minhas lembranças, Pucón ainda era relativamente tranquila. Mas ela se desenvolveu muito nessas duas décadas e pouco reconheci das ruas. Mas a praia continua lá, a melhor coisa a se fazer quando não se tem nada para fazer. Dos passeios daquela época, dois foram inesquecíveis. O primeiro, claro, é a subida ao vulcão Villarrica e foi isso que “refizemos” hoje. Continua tão impressionante como era e será o assunto do próximo post. O segundo foi uma visita que fizemos aos Ojos de Caburgua, nome de um poço de água extremamente azul cercado de cachoeiras, no vale do rio Caburgua. Há várias outras possibilidades de passeios também, muitas cachoeiras, trekkings pelos parques e matas, diversas termas para relaxar, pesca em rios e lagos, trilhas de bicicleta e passeios de cavalo, ski na água ou na neve e até, para os mais esportistas, a chance de fazer um dos mais belos triatlos do mundo.

A visão inacreditável dos Ojos del Caburgua, perto de Pucón, no sul do Chile (foto de 1992)

A visão inacreditável dos Ojos del Caburgua, perto de Pucón, no sul do Chile (foto de 1992)


Com o Haroldo e o Pfeifer nos mágicos Ojos del Caburgua, perto de Pucón, no sul do Chile (foto de 1992)

Com o Haroldo e o Pfeifer nos mágicos Ojos del Caburgua, perto de Pucón, no sul do Chile (foto de 1992)


Mas, para mim, os Ojos de Caburgua é que tinham sido especiais. Então, minha ideia era levar a Ana lá. Mas, ao ler sobre a atração nos dias de hoje, fiquei meio assustado. Bem mais caro para entrar, centenas de visitantes todos os dias e, o pior, nem mais é permitido nadar no poço. Dado a quantidade de turistas por lá, até entendo o motivo da proibição. Então, resolvi não mais ir lá. Achei melhor guardar as lembranças que tinha daquela época, sem poluí-las com novas imagens. Naquele 17 de Janeiro de 1992, a gente caminhava por um trilha na mata indo para esses poços sem esperar grande coisa. Foi quando, através da folhagem, vimos uma cor azul totalmente irreal. No meio daquele verde todo, o azul parecia totalmente fora do lugar. Quando finalmente chegamos á clareira e vimos o poço por inteiro, os queixos caíram. Que visão mais absolutamente maravilhosa. Fomos até o alto de uma das três cachoeiras que caíam no mesmo poço, uma de cada lado e, sem pensar muito, nos atiramos naquelas águas do paraíso. Foi um choque! Era a água mais gelada que eu já tinha mergulhado na minha vida. Por isso a maioria dos turistas estava do lado de fora! Mas a dor do frio sumiu dentro daquela poço de magia. Nunca mais iria me esquecer, da surpresa, do azul, do frio. Da sensação de ter descoberto e chegado a um lugar mágico, desconhecido. É esta lembrança que quero guardar para sempre. Esses são os meus Ojos de Caburgua.

Nadando nas águas incrivelmente geladas e azuis dos Ojos del Caburgua, perto de Pucón, no sul do Chile (foto de 1992)

Nadando nas águas incrivelmente geladas e azuis dos Ojos del Caburgua, perto de Pucón, no sul do Chile (foto de 1992)

Chile, Pucón, Lago, Ojos del Cabugua, Osorno, Valdivia, Villarrica, vulcão

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Um Pulo na Serra da Bocaina

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Escorregando pela Cachoeira do Escorrega, em Parati - RJ

Escorregando pela Cachoeira do Escorrega, em Parati - RJ


Há dezoitos anos, ainda nos áureos tempos de estudante, fiz a travessia da Serra da Bocaina acompanhado apenas da minha mochila (a mesma que viaja comigo hoje!!!). Em tempos pré-internet, não foi fácil arrumar um mapa e dicas da trilha. Com muito custo, consegui que um amigo de um amigo desenhasse um mapa para mim, com alguns pontos de referência. A trilha começa em São josé do Barreiro, em São Paulo, no alto da serra e termina pertinho do mar, já no estado do Rio, na pequena localidade de Mambucaba, próximo à Angra dos Reis.

No poço do Tarzan, em Parati - RJ

No poço do Tarzan, em Parati - RJ


Foram dois dias de caminhada, primeiro pelos campos no alto da Serra e depois pela sombra e umidade da Mata Atlântica, descendo a serra pelo caminho calçado de pedras feito por escravos dois séculos antes. No caminho, muitas cachoeiras e água limpa, pura e cristalina. Consegui que um amigo de Queluz me levasse até o início da trilha de carro, economizando uns bons quilômetros de caminhada. Depois, foi tudo na raça, à procura dos poucos pontos de referência que eu tinha. O mais importante e também a mais bela cachoeira da trilha e da região, a cachoeira do Veado, com muita água e mais de 100 metros de altura. Linda! Outro ponto de referência, inesquecível para mim, foi a Alameda dos Vagalumes, ao lado do lugar de acampamento. Só fui realmente entender a razão do nome quando anoiteceu... Nunca vi tantos vagalumes na minha vida. Foi realmente impressionante! Maravilhoso mesmo.

No poço do Tarzan, em Parati - RJ

No poço do Tarzan, em Parati - RJ


Pois bem, era essa trilha que queria fazer com a Ana mas parece que não teremos tempo. Seria um trampo também, ter de deixar o carro lá em cima e depois, tentar voltar de ônibus para reencontrar a Fiona. Vamos ver se ainda conseguimos ir pelo menos na parte de cima do parque, semana que vem, depois do nosso pulo em Curitiba.

Antes disso, aproveitando o embalo do nosso dia maravilhoso na escuna do qual chegamos de volta às 15:30, fomos visitar a parte de baixo do parque, aqui pertinho de Parati, do lado da estrada de Cunha. Quando descemos a estrada ontem, no finalzinho, já estava escuro. A imagem que tínhamos do parque era a da queimada que tínhamos visto. Precisávamos mudar isso!

E assim foi. Subimos a estrada até a famosa cachoeira do Escorrega e de lá fomos ao Poço do Tarzan. Água fresca, bem gostosa, depois de passar o dia na água salgada do mar. A quantidade e diversidade de verde da mata atlântica, que cerca o rio em que estávamos, sempre impressiona. Foi um final de tarde delicioso. Mais ainda por ter sido no mesmo dia do passeio de escuna. Só mesmo um lugar tão especial como Parati para poder proporcionar duas experiências tão distintas num mesmo dia. E para completar, a cidade ainda é um charme!

Parati - RJ

Parati - RJ


Bom, voltando à Serra da Bocaina, o passeio serviu para nos deixar uma lembrança muito mais agradável do parque: em vez do fogo destruindo a vegetação, a água maravilhosa da cachoeira rodeada por uma viçosa mata atlântica, Viva a Bocaina! Depois deste post, fiquei com mais vontade ainda de ir com a Ana na parte alta do parque. Semana que vem...

Parati - RJ

Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, cachoeira, Serra da Bocaina

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Flórida Keys

Estados Unidos, Flórida, Key Largo, Key West

Praia em Key West

Praia em Key West


Madrugamos hoje, para dar conta do recado e da extensa programação. Às cinco estávamos de pé e às seis pegando estrada (que, na verdade, era mais uma avenida, cheia de irritantes semáforos). Nosso objetivo era chegar em Key Largo às 07:30 para mergulhar com a Ocean Divers por lá. Como tínhamos perdido o horário no dia anterior para fazer a reserva, tínhamos de chegar assim que a loja abrisse, para garantir um lugar no barco.

Key Largo é a primeira das Keys, uma sequência de ilhotas ao sul da Flórida que avançam pelo Mar do Caribe, formando a terceira maior barreira de corais do mundo (depois da australiana e da de Belize). Já foram cenário de vários filmes americanos. Uma das coisas que as faz famosas é exatamente a estrada que as liga ao continente, ponte por ponte, sempre cruzando o lindo mar esmeralda logo abaixo. Coisa de americano! Fiquei imaginando que se eles conquistassem o Brasil, logo fariam uma estrada ligando Paranaguá à Ilha do Mel e de lá para a Ilha das Peças, Superagui, Ilha do Cardoso, Ilha Cumprida e de volta para o continente. Uffff, prefiro do jeito que é hoje! Mas, aqui nas Keys, não posso reclamar não. A estrada (depois de uns 30 km de avenida irritante cheia de semáforos, a US-1 vira mesmo uma estrada) é linda, super cênica. Uma atração em si mesma.

Estrada para Key West

Estrada para Key West


Pois bem, a estrada fica bonita mesmo depois de Key Largo, no trecho que vai até a última e mais famosa das Keys, Key West. Mas isso, só vimos de tarde. Lá em Key Largo conseguimos entrar no barco da Ocean Divers, que parece ser a principal operadora do local. O mergulho principal da manhã foi no Duane. Na velocíssima lancha da operadora, em meia hora já estávamos no local do mergulho. Eu e a Ana ainda nos batíamos com o equipamento recém comprado, ainda não batizado. Entre configurá-los para um mergulho recreacional, ajustá-los ao nosso tamanho e a Ana lutar contra o enjôo do barco, todos os outros mergulhadores já tinham pulado do barco e só restava a gente lá em cima. Na verdade, nós e o Marcos, o dive master que descobrimos ser meio brasileiro. Ele nos ajudou bastante e, mesmo atrasados, saltamos também para o nosso mergulho inicial da viagem.

O mergulho, depois de alguns minutos para nos ajustarmos, agora em baixo d'água, ao nosso equipamento e à corrente, foi muito jóia. É um enorme naufrágio artificial, perto dos 40 m de profundidade. A visibilidade devia ser de uns 25 m, talvez. Com tão poucos mergulhadores no local, e num barco tão grande, acabamos fazendo nosso mergulho totalmente sozinhos. E assim, vamos nos acostumando a nossa nova realidade: mergulhos sem guias. O naufrágio tem muitos peixes, mas o mais legal são as diversas penetrações possíveis. Numa delas, o ponto alto do mergulho: eu vinha atrás da Ana e ela passou sem olhar para o lado, num quarto mais escuro. Quando eu passei, apontei a lanterna e vi um monstro: um enorme Mero de mais de 200 kg, dentro de um quartinho 3x3. Visão incrível! Ele ficou lá, me olhando, meio paradão, como geralmente ficam os Meros. Chamei rapidamente a Ana para ver, mas não entrei no quarto não. Fiquei meio cabreiro com a possível reação dele. Já vi outros Meros grandes em Noronha, mas de tão perto e num espaço tão pequeno, foi a primeira vez. Valeu o mergulho!

O segundo mergulho foi de "desintoxicação", num recife rasinho. Agora, bem mais senhores dos equipamentos e da situação, aproveitamos bem o que parecia ser uma visita a um aquário.

De volta a Key Largo, após confabularmos, decidimos deixar nossas coisas num típíco hotel americano de estrada, desses que aparecem em tantos filmes e seguir para o fim das Keys, Key West. Um longa e linda viagem de 2 horas voando sobre o oceano. Seria corrido, afinal teríamos de voltar no mesmo dia, mas estávamos tão perto desse cenário maravilhoso que tínhamos de ir. Depois de tantos dias trabalhando dentro de um apartamento, decidimos que era bom para desenferrujar!

Bar na praia, em Key West

Bar na praia, em Key West


Passamos um fim de tarde bem gostoso numa prainha tranquila, bebericando num bar cheio de figuras engraçadas e interessantes, a começar pelo casal que tocava no bar. Tenho a impressão que Key West é um centro para americanos alternativos. E também para aqueles que querem uma boa vida, na cidade mais tropícal que o país deles oferece. Na hora do pôr-do-sol, resolvemos ir para o lado oeste da ilha. Já idealizei um cenário idílico, só eu, a Ana, a praia de areias brancas, o mar verde esmeralda e um coqueiro solitário. Doce ilusão. A torcida do Flamengo e a do Corinthias pensaram a mesma coisa. O centro comercial de Key West está nesta parte da ilha. São dezenas e dezenas de barzinhos sempre lotados, com música ao vivo e turistas de todas as partes. Plena quarta-feira e tudo lotado. Acho que é a vida normal da cidade. E na hora do pôr-do-sol, todos se dirigem aos piers estrategicamente construidos para este evento diário. Com estrutura para receber shows, artistas performáticos e turistas ávidos para consumir. Enfim, não foi o cenário que imaginei, mas foi bem legal. O clima é ótimo, de festa, todo mundo feliz. O pôr-do-sol é aplaudido de pé e acompanhado por toda sorte de shows, de jazz a pirofagia, de mágicos a palhaços, de dança à pura reflexão. Não poderia ter uma vibração melhor.

Pôr-do-Sol em Key West

Pôr-do-Sol em Key West


Logo após o pôr-do-sol e após passearmos na praça dos shows, fomos disputar um lugar num dos incontáveis restaurantes. Todos servidos com a já comentada eficiência capitalista americana. Bem alimentados, enfrentamos mais 2 horas de volta para Key Largo para mais um mergulho, dessa vez no rei dos naufrágios, o Spiegel Grove.

Estados Unidos, Flórida, Key Largo, Key West, Mergulho, Praia

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Petrolina - PE

Brasil, Pernambuco, Petrolina

Catedral de Petrolina - PE

Catedral de Petrolina - PE


A viagem de Feira até Juazeiro, no norte da Bahia, fronteira com Pernambuco, transcorreu sem problemas. Atravessamos um mar de sertão durante toda à tarde e uns 50 km antes da cidade cantada em prosa verso por Gonzagão, a noite caiu. Aí, o cuidado se redobrou para não passarmos em cima de algum jegue ou cabra que vivem cruzando as estradas do sertão. Com uma freada ou outra, chegamos incólumes.

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE


Mas chegamos na hora errada. A ponte que cruza o São Francisco e liga a Bahia à Pernambuco, Juazeiro à Petrolina, estava engarrafada. Depois de cruzarmos a vazio do sertão durante horas e horas, passamos uma hora para andar alguns poucos quilômetros. A ponte está em reforma e o acesso à ela está muito complicado. As duas cidades estão muito próximas e são de grande porte e esta é a única ligação rodoviária entre elas. O resultado na hora do rush é esse.

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE

O rio São Francisco, com Juazeiro ao fundo, visto do apartamento da Iolanda, em Petrolina - PE


Em Petrolina, fomos para o apartamento da Iolanda, mãe do Ênio, nosso amigo de Curitiba. O apartamento fica na orla do São Francisco, no décimo andar, e tem uma vista magnífica do rio, da ponte e também de Juazeiro, lá do outro lado. Ela nos recebeu de braços abertos e com um aperitivo e cerveja gelada na varanda. Uma delícia!

Com a Iolanda no Bodódramo, em Petrolina - PE

Com a Iolanda no Bodódramo, em Petrolina - PE


De lá, ainda de noite, seguimos para o "bodódramo", região de restaurantes da cidade que servem a especialidade da região: carne de carneiro. Como nos explicou a Iolanda, o carneiro é o único animal que, quando morre, muda de espécie; vira bode! Até é possível comer carne de bode mesmo por lá, mas o que todos comem é carneiro. Mesmo assim, é o bode que está em todos os lugares, decorando o restaurante. Enfim, a carne de carneiro-bode estava deliciosa!!!

Parreiral da FruttiHall, em Petrolina - PE

Parreiral da FruttiHall, em Petrolina - PE


Com a Iolanda e os últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE

Com a Iolanda e os últimos cachos de uva da temporada, na fazenda FruttiHall, em Petrolina - PE


No dia seguinte, fomos visitar a fazenda da família, a FruttiHall. É uma fazenda premiadíssima, de produção de uvas. Por poucos dias perdemos a colheita do final da safra. Uma pena! Mesmo assim, foi super interessante caminhar por entre os parreirais com a Iolanda e ouvir explanações sobre os tipos de uvas, técnicas de enxerto, como tratar as parreiras e como e quando devem ser colhidas as frutas. Além disso, ainda achamos vários cachos retardatários e deu para me entupir de uva. Doce como mel e sem caroços!

Caatinga vista do alto do Serrote do Urubu, próximo à Petrolina - PE

Caatinga vista do alto do Serrote do Urubu, próximo à Petrolina - PE


Depois de tanta uva, fomos até a beirada do Velho Chico, ainda dentro da fazenda. Um rio daquele tamanho verde! É uma beleza! Molhamos os pés, garantia que um dia voltaremos. De lá, já no caminho de casa, passamos no Serrote do Urubu. Uma pequena montanha de pedra que se ergue sobre a caatinga e nos proporciona uma bela vista da própria caatinga e do rio São Francisco. O sol é inclemente e uma caminhada por aqui equivale a três ou quatro na Chapada!

Rio São Francisco visto do alto do Serrote do Urubu, próximo à Petrolina - PE

Rio São Francisco visto do alto do Serrote do Urubu, próximo à Petrolina - PE


Ainda no caminho para casa, passamos por uma verdadeira salada de frutas, o que me fez ficar fã da região! À base de muita irrigação, o solo de Petrolina produz todos os tipos de frutas, quase. Vimos uvas, mamão, manga, abacaxi, acerola, goiaba, coco, cana, melão e muitas outras. Um colírio para os olhos. Tudo por conta das águas do velho Chico!

Observando o pôr-do-sol em Petrolina - PE, no apartamento da Iolanda

Observando o pôr-do-sol em Petrolina - PE, no apartamento da Iolanda


Chegamos em casa à tempo de assistir a um belíssimo pôr-do-sol da varanda do apartamento. Espetacular o céu aqui no sertão. De alguma maneira, ele parece maior do que o normal. Não sei explicar...

Pôr-do-sol no Velho Chico, em Petrolina - PE

Pôr-do-sol no Velho Chico, em Petrolina - PE


Tivemos uma ótima estadia em Petrolina graças à Iolanda que nos recebeu como filhos e nos fez sentir em casa. Além disso, foi nossa guia pelo dia e noite na cidade. E para melhorar mais ainda, ainda saímos de lá com as malas renovadas, todas as roupas limpinhas! Que bom seria se tivéssemos pit-stops como esse uma vez por mês...

Na beira do rio São Francisco, em Petrolina - PE

Na beira do rio São Francisco, em Petrolina - PE

Brasil, Pernambuco, Petrolina, Juazeiro

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No Caribe Francês

Guadalupe, Sainte-Anne, Sainte-François

Aproveitando a beleza do mar em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Aproveitando a beleza do mar em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


As primeiras grandes potências coloniais do mundo moderno foram Portugal e Espanha, que dominaram os mares durante boa parte dos séculos XV e XVI. Aproveitando-se de sua supremacia marítima, ocuparam boa parte das Américas, além de entrepostos comerciais na costa africana e no sul da Ásia. Mas as nações ibéricas não souberam aproveitar as riquezas adquiridas em suas novas colônias para manter seu domínio, e já no final do séc XVI perderam a supremacia marítima para as potências emergentes, Holanda, França e Inglaterra.

A bela orla de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

A bela orla de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Aproveitando o sol em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Aproveitando o sol em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


A Holanda se manteve como potência por poucas gerações e vem desse período suas colônias em terras americanas, como o atual Suriname e as Antilhas Holandesas. Já França e Inglaterra, essas disputaram pelos próximos dois séculos aquelas terras que não haviam sido ocupadas de maneira decisiva por Portugal e Espanha. O campo de batalha entre as duas nações ia da América do Norte à Índia, passando pelo Caribe. A África, nessa época, ainda escapava da corrida colonialista, aparentemente pela maior força das doenças africanas nos europeus do que vice-versa. Foi preciso a invenção da penicilina para que a África fosse colonizada, já no séc XIX.

Aproveitando o sol em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Aproveitando o sol em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Areia branca, coqueiros e mar azul: estamos perto do paraíso em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Areia branca, coqueiros e mar azul: estamos perto do paraíso em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


No Caribe, os espanhóis já haviam ocupado as quatro grandes ilhas, restando as menores para serem divididas entre as novas potências coloniais (se bem que os ingleses acabaram tomando a Jamaica enquanto os franceses tomaram metade de Hispaniola, o Haiti, dos espanhóis). Quanto às pequenas ilhas, essas que estamos viajando agora, viviam trocando de mão entre franceses e ingleses. Guadalupe, por exemplo, foi colonizada por franceses, mas por diversos períodos, esteve na mão dos ingleses.

Crianças se divertem no mar de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Crianças se divertem no mar de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Como na grande maioria das ilhas caribenhas, foi a cultura da cana-de-açúcar que prosperou por aqui, sempre baseada no regime de plantations (grande propriedades) com muita mão-de-obra escrava, basicamente negros trazidos da África. Em Guadalupe, esses grandes senhores de terra eram colonizadores franceses e seus descendentes. Mas foi exatamente durante os períodos de dominação inglesa que a economia da ilha mais prosperava, já que passava a ter acesso aos ricos mercados da Inglaterra e de sua colônia (ou ex-colônia, dependendo da época), os Estados Unidos.

Visual caribenho em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Visual caribenho em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Um desses períodos ocorreu durante a Revolução Francesa. Os senhores de terra em Guadalupe eram monarquistas, inimigos da República. Preferiram se unir aos eternos rivais ingleses que obedecer ao Governo Revolucionário em Paris. Pois Robespierre e companhia enviaram para cá um general que tratou de abolir a escravidão e formar um exército de negros. Expulsou os ingleses e guilhotinou boa parte da antiga aristocracia local. Victor Hugues, seu nome, também incentivava a pirataria, inclusive contra os barcos da mais nova nação e potência emergente, os Estados Unidos. Com isso, trouxe muita riqueza para Guadalupe, mas quase causou uma guerra entre França e Estados Unidos. Foi preciso que Napoleão chegasse ao poder para botar “ordem na casa”, inclusive reinstituindo a escravidão em Guadalupe e mandando Hugues de volta para casa.

A movimentada e charmosa marina de Sainte-François, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

A movimentada e charmosa marina de Sainte-François, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


A Inglaterra voltou a ocupar a ilha, que só passou a ser definitivamente francesa com os tratados assinados com o fim das guerras napoleônicas. Desde então, Guadalupe, mais francesa do que nunca, foi mudando de status, de colônia para província para departamento ultramarino, hoje com os mesmo direitos de qualquer departamento francês.

Maluco-beleza nos dá as boas-vindas em francês em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Maluco-beleza nos dá as boas-vindas em francês em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


E hoje fomos conhecer a parte mais francesa desse departamento, o litoral onde milhares de franceses da Europa vem passar suas férias anualmente. Souberam escolher bem! Praias de areias brancas, águas azul-esverdeadas numa confusão maravilhosa de tons, restaurantes com bons queijos e vinhos.



Começamos caminhando pelas praias de Sainte-Anne mesmo, aquele visual tipicamente caribenho, exatamente como manda o clichê. Foi só mesmo a fome para nos tirar da praia e nos colocar no carro rumo à vizinha Sainte-François, com mais opções de restaurantes construídos ao redor de uma marina repleta de barcos.

Criança se diverte no fim de tarde em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Criança se diverte no fim de tarde em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


No fim de tarde, voltamos para Sainte-Anne, onde fomos recebidos na praia por um maluco-beleza que dedicou uma bela música para a Ana. A gente não entendia o que ele dizia, mas a boa intenção era clara! Até gravamos esse momento inesquecível, reage franco-caribenho da melhor qualidade!

Experimentando o Ti-punch em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Experimentando o Ti-punch em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe


Foi uma excelente despedida da querida Guadalupe. Amanhã viajamos para Dominica, logo cedo. Deixamos a Europa de volta à América. Mas não por muito tempo: em seguida iremos para Martinica, outro departamento francês que disputa com Guadalupe o título de destino caribenho mais querido dos parisienses.

Banho noturno de piscina em nosso hotel em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Banho noturno de piscina em nosso hotel em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe

Guadalupe, Sainte-Anne, Sainte-François, Grande Terre, história, Praia

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Praias, Trilhas e Línguas em Parati

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

A menina e o mar, na Praia do Sono, em Parati - RJ

A menina e o mar, na Praia do Sono, em Parati - RJ


As praias mais famosas da região de Parati são Laranjeiras e Trindade. Ambas belíssimas, cada uma à sua maneira. As duas estão a uns 20 km de distância do centro histórico, na direção de São Paulo. Descobertas para o turismo a cerca de 30 anos, cada uma seguiu um caminho diferente mas, ao mesmo tempo, as duas perderam parte do encanto inicial que as caracterizava.

Chegando na Praia do Sono, em Parati - RJ

Chegando na Praia do Sono, em Parati - RJ


Laranjeiras tornou-se uma praia fechada, quase particular. Um condomínio de gente muito bacana, mais paulistas que cariocas, que costumam chegar em seus carrões e mesmo helicópteros, diretamente para suas belas casas ou barcos chiques, ancorados na marina particular. O acesso por terra é fechado e o acesso por barco é "dificultado". Mas, como diz a lei, a praia é pública. Pelo menos até onde vai a fina faixa de areia. A pequena baía continua linda, apesar das obras de engenharia que mudaram a estrutura da praia, para garantir um pouso seguro para os barcos. As casas e os jardins do condomínio são de muito bom gosto e um deleite visual para quem pode visitá-lo.

Fim da pirambeira entre as praias do Sono e do Antigo, em Parati - RJ

Fim da pirambeira entre as praias do Sono e do Antigo, em Parati - RJ


Trindade foi a meca dos "descolados" no início da década de 80. Era de difícil acesso, por uma estrada de terra que em tempos de chuva ficava quase intrafegável. Tempos idos e passados, hoje uma estrada de asfalto a liga à Rio-Santos e ela está ao alcance de todos. Urbanizou-se. Continua bela, mas perdeu o charme e qualquer senso de aventura.

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


Mas, para felicidade dos aventureiros, "apareceu" uma bela alternativa: a Praia do Sono, que não deve nada à Trindade dos anos 80. O acesso é por trilha (ou barco), à partir da parte "pobre" de Laranjeiras, que é onde está uma vila onde moram boa parte dos funcionários da Laranjeiras "rica". Pouco mais de uma hora de caminhada, quase sempre na sombra, nos levam a essa praiona de águas claras, linda. Ali existe uma comunidade que me lembrou bastante o Bonete, na Ilha Bela. Há restaurantes e campings.

Pensativo, na Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Pensativo, na Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


Para quem quer ainda mais sossego, basta seguir em frente. É só subir um morro (uma pirambeira!) e descer do lado de lá que chegamos à belíssima Praia do Antigo. Sinal de civilização, só as pegadas na areia. Cinco minutos mais nos levam a Praia do Antiguinho, com a água mais limpa ainda, se é que isso é possível.

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ, com a Jane e o Fergal

Final de tarde na Praia do Sono, em Parati - RJ, com a Jane e o Fergal


Foi esse o passeio que fiz com a Ana hoje. Junto comos amigos Fergal e Jane, fomos de carro para Laranjeiras e seguimos à pé para a Praia do Sono. Lá, os dois ficaram e eu e a Ana seguimos para o Antigo e depois para o Antiguinho. Voltamos para o Sono e, de barco agora, voltamos todos para Laranjeiras. Assim que chegamos ao cais, um carro da segurança "gentilmente" nos dá "carona" para fora do condomínio. Aí, uma corrida de pouco mais de um quilômetro me leva até à Fiona e voltamos juntos para Parati.

Na pontinha da Praia do Antigo, em Parati - RJ

Na pontinha da Praia do Antigo, em Parati - RJ


Um dia gostoso, saldável, com muito sol e água. Interessante também foi cruzar e socializar com dois casais que encontramos na Praia do Antigo. Vinham caminhando, com mochilas e barracas, desde o Pouso da Cajaíba, nosso próximo destino aqui nessa região. Um casal de capixabas e outro de catalães de Barcelona. Ambos maravilhados com a beleza das praias e das trilhas da região. Gente descolada, aventureira, de bem com a vida! Até demos carona para os espanhóis mais tarde, de Laranjeiras para a rodoviária de Parati, de onde voltariam para São Paulo e para Barcelona.

Nas águas verde-transparentes da Praia do Antiguinho, em Parati - RJ

Nas águas verde-transparentes da Praia do Antiguinho, em Parati - RJ


Foi muito legal para nós praticar inglês e espanhol nas praias paradisíacas aqui de Parati. Um luxo! A versatilidade linguística da minha querida esposa, que transitava entre as três línguas com a maior tranquilidade é admirável. Ganhou muitos elogios, tanto do Fergal e Jane como do Xavier. Muito chique, a minha linda!

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, Praia do Antigo, Praia do Sono, Trindade

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Tobago Cays, Franceses e a Espaçonave Russa

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Logo cedo, estávamos embarcando na voadeira do “Tiger” para um dia de explorações pelo parque marítimo de Tobago Cays e outras pequenas ilhas próximas. Outra opção teria sido pegar um dos barcos grandes que fazem um day-tour parecido, mais esquematizado. No preço da passagem já estaria incluído comida e bebida também. Mas, fazendo as contas, principalmente a viagem para Granada amanhã (o mesmo Tiger vai nos levar), ficou melhor irmos no nosso “pequeno” grupo, composto por nós mesmos, hehehe. Além disso, o Tiger combinou um esquema de comermos e bebermos com outro grupo maior, todos de franceses, que seguiam em outro barco.

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O mar não estava para peixe, e foram uns 40 minutos de muito sacolejo para chegarmos à ilha onde foi filmado uma das cenas de “Piratas no Caribe”. Um pequeno paraíso cercado por areias brancas, mar caribenho e habitado apenas por coqueiros e caranguejos. Mas havia lá também uma outra coisa, que parecia meio fora do lugar. O Tiger logo disse: “São destroços de uma espaçonave russa”. Bem incrédulo, me aproximei. E não é que era mesmo! Claramente se via os escritos naquele estranho alfabeto cirílico, assim como as várias camadas de insulação que protegem a nave contra o choque de partículas no espaço, a velocidades muito maiores que da bala de um revólver.

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Estava ali tentando imaginar como aquela estrovenga tinha chegado naquela ilha perdida no meio do Caribe quando nossa atenção teve de se concentrar em algo muito mais premente: o céu ameaçador anunciava a chegada de uma forte tormenta tropical. Foi só o tempo do Tiger levantar parte dos destroços da nave e encostá-los num coqueiro, fazendo um pequeno abrigo, que os fortes ventos e intensa chuva começaram. Ainda bem que não tinha sido quinze minutos antes, quando ainda estávamos em alto mar!

Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Pois bem, lá ficamos os três nessa situação realmente inusitada. Em uma ilha supostamente paradisíaca em pleno Caribe, cercados por uma forte tempestade e tendo como único abrigo os destroços de uma nave espacial! Difícil de acreditar... Ainda não sabia como a nave havia chegado aqui (de certo, o mar a trouxe de longe...), mas já sabia o porquê! Era para proteger dois manés brasileiros perdidos no meio de uma tormenta, hehehe!

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A tempestade demorou um pouco mais para ir embora do que tinha demorado para chegar. Mas, enfim, se foi... E nós pudemos caminhar um pouco pela pequena ilha, já não tão bela sob aquele céu cinzento. Começamos a conhecer também o grupo de franceses, que tinha se abrigado sob folhagens de coqueiros. Os franceses, pelo menos na nossa experiência, formam a maioria dos turistas por aqui. Talvez pela proximidade de Martinica e Guadalupe, talvez porque toda essas ilhas fizeram parte da história do país, nas suas guerras com a Inglaterra, o fato é que vimos dezenas deles, nesse último mês pelo Caribe.

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Não demorou muito para vermos toda a ilha e logo o Tiger já estava nos levando para as próximas ilhas, bem ali do lado. Agora estávamos no coração das Tobago Cays, dezenas de iates e veleiros ancorados em suas baías protegidas. O mar estava com aquela cor verde esmeralda e, dessa vez, ao invés de nos deixar na praia, o Tiger nos deixou no meio da baía. É o melhor local possível para quem quer mergulhar com tartarugas. Nunca vimos tantas num mesmo lugar. Cheguei a enquadrar quatro na mesma foto, embora fique meio difícil de discernir todas elas na fotografia. Mas foram dezenas desses simpáticos animais. Essa espécie se alimenta de “sea grass”, e isso não falta naquela baía rasa de águas claras e tranquilas.

Snorkel com tartarugas (tem 4 delas na foto!) em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Snorkel com tartarugas (tem 4 delas na foto!) em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Depois de muita natação e perseguição às ariscas cascudas, nadamos para uma pequena ilha ali pertinho. Novo período de socialização com os franceses e tive de desenferrujar a língua novamente. Justo agora que já pensava que inglês e espanhol seriam suficientes para o resto da viagem, hehehe. Todos muito curiosos sobre a nossa viagem, explicaram que vinha numa viagem de grupo, organizada pela internet, onde se conheceram apenas no aeroporto, para um tour de duas semanas pelas ilhas do sudeste do Caribe.

Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A próxima parada foi em uma ilha onde já estava preparado nosso banquete. Muito peixe, rum, batatas, saladas, arroz, frutas e o que eles chamam aqui de “lamby”. Apenas outro nome para “conch” (muito popular nas Bahamas), um tipo de marisco que vive dentro de conchas. Uma delícia! Mais uma oportunidade para socializar não só com os franceses, mas também com os rastas que organizavam o day-tour deles. Umas figuras!

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Mais tempo para snorkel com peixes a arraias e seguimos para a pequena Happy Island, já bem perto de Union Island e do fim do passeio. Na verdade, a pequena ilha foi feita artificialmente, com conchas, areia e um pouco de cimento. É exatamente do tamanho de um bar e, na verdade, é um bar. Aí ficamos amigos de um simpático casal de canadenses que, além de nos pagar de surpresa nossos rum punches, ainda nos ofereceram estadia em sua cada, no Nappa Valley, a região produtora de vinhos na Califórnia, onde moram atualmente. Muito legal!

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe


De volta à Union Island e á simpática e agitada Clifton, onde tivemos mais uma noite gostosa no bar da Niki (onde tínhamos conhecido a Eugenia), depois de comer outra pizza deliciosa na francesa, em companhia de uma dominicana que fazia aniversário e de um casal de franceses que estava no day-tour e que está de mudança para San Francisco. Ótima companhia, mas fomos todos dormir cedo. Amanhã é dia de viajarmos, de voadeira, para o último país desse nosso giro pelo Caribe, Granada. Serão dois dias em Carriacou e outros dois na própria Granada, de onde voamos no dia 1º para Barbados e Nova York. A tristeza de deixar o Caribe começa a bater...

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays, Clifton, Happy Island, Praia

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