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Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
O recém criado Parque Nacional da Chapada das Mesas preserva 160.040 hectares de cerrado, um dos biomas mais ameaçados do mundo. As montanhas em forma de mesa inspiraram o seu nome. Cânions, rios de águas cristalinas, cachoeiras e formações rochosas de formas curiosíssimas fazem dela uma das mais belas regiões do cerrado brasileiro.
A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Os limites do parque estão entre os municípios de Carolina, Riachão e Estreito, as principais atrações dentro do parque têm acesso pela estrada de Estreito, há 25km de Carolina, e ao redor de todo parque nas suas áreas de amortecimento, em propriedades particulares.
Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Desde 2006 o ICM-Bio passou a ser responsável pela área, que ainda está em fase de levantamento das propriedades existentes para negociação da saída das famílias que ainda habitam a região. Alguns têm interesse em acordos, trocas por terras férteis ou mesmo indenização em dinheiro, mas como sempre há os que não aceitam, nasceram, viveram e ainda sobrevivem desta terra. E o plano de manejo então? Deve demorar mais um bocadinho.
Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Hoje decidimos fazer a incursão para a área dentro dos limites do parque, a Cachoeira de São Romão e a Cachoeira da Prata. Os caminhos do parque são entre estradas de terra e areais. Longas distâncias e vários desvios e trilhas off road podem levar a errar o destino, por isso é recomendada a contratação de um guia local. Zezinho, da Cia do Cerrado, nos encontrou as 7h30 da manhã na pousada de onde seguimos os 25km de asfalto e mais 50km, atravessando porteiras e cancelas até a propriedade do Seu Jorge, da cachoeira São Romão.
Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Infelizmente eu não consegui aproveitar nem um minuto da paisagem no caminho. Acordei péssima, com a alergia a milhão! Nunca tive um negócio desses, nem sei como lidar com isso, dor no rosto, dor de cabeça, nariz entupido até o cerebelo, que desgraça. O Zezinho, coitado, deve ter me achado uma antipática, pois fiquei o tempo todo deitada no carro, com meu travesseiro, rinosoro e lenços, tentando dormir. Na cachoeira, estendi minha canga e voltei a deitar enquanto Rodrigo explorava, tomava banho de rio e conversava com o Zezinho. A queda d´água é tão forte que forma um vapor descomunal, eu lá longe deitadinha atrás de uma árvore que estava toda gotejada.
Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Eis que o Rodrigo aparece para me buscar, “você tem que conhecer esse lugar!”. Eu não sei se ele não estava entendendo o meu estado ou se é só “sem noção” mesmo, mas ainda assim fez questão de me levar... E eu? Fui, né! Ele me levou para detrás da cachoeira, a cortina de água forma uma imagem maravilhosa, uma dança linda das gotículas de água indo e vindo conforme o vento e a força do rio. Mais ao fundo existe uma pequena caverna, um espaço grande que nos transporta para outro mundo, de musgos super crescidos, luz branca, barulho de cachoeira e muita água! Que sorte a minha de ter um marido destrambelhado.
Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Pagamos a taxa ambiental, almoçamos um frango caipira no bar do Seu Jorge e deixamos nossa contribuição para ele manter aquele paraíso cuidado e preservado. Seguimos para a segunda cachoeira, a Pratinha. Nesta eu já fui decidida a não entrar. Atravessamos o rio no Titanic, balsa de galões valentes que nos leva até o outro lado na técnica conhecida como “grab and pull”, hahaha! Sensacional! Zezinho pulou na frente e foi buscar o Titanic que estava do outro lado para nos puxar até lá.
O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Uma caminhada curta e chegamos à cachoeira. Pescadores já tinham o fogo preparado para o assado de mais tarde. O Ro deu um mergulho, eu uma deitada, mas não demoramos muito a seguir o nosso rumo. Na volta eu não agüentei, tive que dar um mergulho rápido nas águas quentes e curativas do rio que forma a Cachoeira da Prata, espero que funcione! Rsrsrs!
Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Ainda tínhamos a esperança de pegar o pôr-do-sol no Portal da Chapada. Infelizmente (ou felizmente, no meu caso), não deu tempo... mas a sorte sempre está do nosso lado, assim que chegamos à pousada eles nos deram a dica que um médico vindo de SP havia acabado de chegar e era nosso vizinho de quarto. Dr. Rodrigo estava saindo para jantar, tirei ele do carro, coitado, mas era para uma emergência. Eu estou tomando anti-histamínico e usando o rinosoro há 3 dias e o quadro não está mudando. Ele gentilmente me atendeu, fez algumas perguntas, me observou e me deu uma receita para comprar um medicamento mais potente, para me tirar da crise. Além disso, nos deu uma ótima dica de um boteco de rua na cidade que serve uma picanha bacana, super honesta. Melhor ainda por que eu voltava aos poucos a conseguir respirar, depois de passar na farmácia e comprar o remédio indicado. Espero que esta noite eu consiga dormir.
Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
El Tunco, litoral de El Salvador
O melhor brownie do mundo! Um presente de natal um tanto quanto estranho, mas foi assim que resolvi chamá-lo, afinal não é sempre que me permito um bolo de chocolate no meu café da manhã. A propósito, eu AMO bolo de chocolate e brownies são os mais fáceis de encontrarmos por aí, mas nenhum durante estes quase 600 dias foi tão maravilhoso quanto este!
Praia de El Tunco, litoral de El Salvador
Acordamos com o calor, havia acabado a luz do povoado. Sem ar e sem ventilador, nos restou levantar todos suados e dar um tchibum na piscina. O Rodrigo voltou direto para a cama, meio ressacado da noite de ontem. Eu tomei um solzinho na piscina, fui até a praia, tirei umas fotos e voltei ao quarto, junto com a luz e o ar condicionado. Aproveitei o tempo para colocar as coisas em dia e fazer companhia ao maridão capotado.
Nosso hotel La Guitarra, em El Tunco, litoral de El Salvador
A praia aqui não é muito user friendly, o mar é muito forte e as milhares de pedras roladas na beira vão e voltam com a maré, dificultando caminhadas pela praia e até mesmo um mergulho no mar. A areia negra é uma beleza diferente, mas fica muito quente com o sol e além das pedras, muitos galhos e troncos deixam a estreita faixa de areia menos convidativa para deitar e curtir a praia. Assim, a maioria das pessoas se instala em um dos bares de frente para o mar, arriscando algumas entradas bem no rasinho, de preferência pela manhã, quando a maré está baixa.
Domingão, praia cheia em El Tunco, litoral de El Salvador
As rochas imensas formam uma paisagem lindíssima, o rio ao lado tem um cheiro de mangue não muito agradável e a piscina da pousada acaba mais uma vez parecendo a opção mais aconchegante para nos refrescarmos nesse dia de natal. Fizemos um brunch super saudável de no café ao lado, granola, iogurte, pão integral e frutas. Hummm!
Almoço saldável de Natal, em El Tunco, litoral de El Salvador
Eu estava sempre imaginando que naquele mesmo momento todos os meus tios e primos estavam reunidos na casa da Tia Made. Todos os natais, no dia 25, reunimos as três gerações da família que não pára de crescer. São 11 primos na família Costa, 9 na Sech, 3 na Petchel, mais nós 3 da B. Silveira, quase todos casados e com pelo menos 2 filhos, façam as contas! É uma delícia, aquela primaiada toda reunida, em uma das únicas datas que quase todos comparecem. Aí vai uma foto da reunião deste ano, e olhe que estava faltando bastante gente!
Reunião natalina da pequena família da Ana, em Curitiba, no Paraná
Enquanto meu pai, minha irmã mais nova Dani, marido e filha nos representavam lá, minha irmã do meio, Juliane e minha mãe estavam em St. Albans, perto de Londres, comemorando com a família do seu namorado. Infelizmente não conseguimos falar com ninguém pelo skype, cada um seguia nas suas festas, funções e fusos-horários, mas sem dúvida estavam todos conectados em espírito.
À noite jantamos uma pizza gostosa, batemos um papo com o Stephen, sueco divertidíssimo que conhecemos ontem na ceia de natal e fomos para o show de Latin Jazz maravilhoso no bar do La Guitarra. Jazz de altíssima qualidade, de frente para a praia, à luz das estrelas e com uma bela taça de vinho na mão. Hohoho, Feliz Natal!
Canoas no rio Caraíva - BA
Chegamos à Caraíva! O Rodrigo tentou me convencer a passar reto, conhecer apenas Cumuruxatiba e seguir direto para Trancoso e Itacaré. Porém, há muito tempo, eu havia me prometido que conheceria a Praia do Espelho, vizinha daqui. O Rodrigo também tem um carinho grande pela região, pois saudoso como sempre, gosta de lembrar as suas antigas viagens. A primeira para Caraíva foi com sua irmã, mãe e primo. Uma bela aventura, pois há 21 anos atrás não havia praticamente nada por aqui, apenas a casa deste amigo da família, o Zé Rubens, onde ficaram hospedados. Outra vez o Rodrigo saiu de Arraial D´Ajuda e foi a pé até Prado, parando e conhecendo cada prainha. Sendo assim não foi tão difícil convencê-lo de pararmos em Caraíva.
A barra do rio Caraíva - BA
Chegamos à tarde no portinho que atravessa o rio da cidade de Caraíva Nova para a original, também conhecida como a Velha Caraíva. Lá mesmo o Rodrigo encontrou o Suco, antigo morador que soube lhe dar todas as coordenadas históricas da vila para que ele recordasse como, quando e onde havia ficado, para poder rever os lugares por onde já havia passado. Ele nos indicou a única pousada que teria internet, Bar da Praia, que coincidentemente foi um dia a casa do Zé Rubens! O Rodrigo ficou maravilhado, estamos hospedados hoje no mesmo lugar que ele esteve há 21 anos! Boas lembranças, do banho de cacimba, de quando ele e o Haroldo enchiam a caixa d´água da casa no braço, pois não havia energia elétrica, do passeio de barco até a Ponta do Corumbau e da maravilhosa comida da Duca.
O rio de Caraíva - BA
As ruas de Caraíva me lembram muito a Ilha do Mel, ruas de areia, onde é proibido qualquer veículo motorizado, postes de luz e iluminação sem uma cobertura orgânica, tecido ou palha. A comunidade se organiza para que a vila mantenha suas características. Hoje a velha Caraíva não tem mais para onde crescer, uma vez que suas fronteiras estão delimitadas pelo mar, rio e pela área do Parque Nacional do Monte Pascoal. A única internet que existe é via rádio no internet café e está com problema há uma semana, portanto estamos ilhados. O modem da vivo até funciona, mas em uma velocidade 1G, impossível postar, checar emails, etc.
Cruzando o rio Caraíva - BA
Depois de nos instalarmos no único quarto livre da pousada, fomos ver o encontro do rio com o mar. Uma caminhadinha de 10 minutos e chegamos a este lugar maravilhoso, onde as águas verdes do mar dominam a água ferruginosa do rio e muda completamente a paisagem durante a alta. Refrescamos-nos e vamos para a Duca, provar a famosa culinária vegetariana.
A Pousada da Praia, antiga casa de Zé Rubens, em Caraíva - BA
Duca é uma gaúcha que se mudou para Caraíva há 31 anos. Primeiro morou do outro lado do rio, até que conseguiu alugar uma casa e montar a escolinha, onde dava aula para as crianças da comunidade. Mais tarde conseguiu juntar um dinheirinho e comprar um terreno da marinha para construir sua casa e o seu restaurante vegetariano na beira da praia, local onde não havia ainda nenhuma construção. Mais tarde chegou o Zé Rubens e mais outro que começaram a construir suas casas em áreas próximas. Hoje a Duca está em outra sede, mas seu tempero continua maravilhoso! Salada, arroz integral, feijão e um estrogonofe de carne de soja e legumes indescritível! Se eu tivesse a Duca cozinhando para mim todos os dias com certeza não teria problema algum em virar vegetariana.
O rio de Caraíva - BA
À noite saímos em busca de um forrózinho, afinal, sábado é dia de festa! O Forró do Pelé estava fechado, ele está reformando o cafofo. Acabamos encontrando uma festa em um restaurante próximo da igreja, onde estava rolando o aniversário do André. Não conheci o Andre não, mas dançamos um forrozinho e conhecemos três cariocas viajantes muito bacanas! Graci, Ana e Luciana estavam ali, meio deslocadas do ambiente, e resolveram puxar assunto imaginando que eu era gringa, coisa comum ultimamente, rsrsrs. Foi ótimo, além de todos os interesses, encontramos até conhecidos em comum. Depois dizem que Caraíva que é pequena!
Cruzando o rio Caraíva - BA
Obsservando praia do Rio São Francisco em Januária - MG
Quem diria que em plena Januária, norte de Minas Gerais, teríamos uma tarde com um flashback dos anos 80. Atravessamos de barco de uma margem para outra e chegamos à barraca do Primo. Chegando lá o CD de brega que estava tocando logo foi substituído por uma coletânea de anos 80. Dire Straits, Guns and Roses, Queen, entre outros.
Barraca na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG
O Rodrigo começou uma viagem pelo tempo, lembrando da sua adolescência e tempos de faculdade. Digo que ele tem sorte de ter se casado com uma meninona que gosta de música e tem boa memória, pois enquanto ele estava nas pistas de dança curtindo estes lançamentos eu estava no primário. Engraçado foi que essa viagem musical o levou para um flashback por entre os filmes do Rocky. Eu nunca assisti nenhum deles por completo, portanto ele passou a me contar cada um, do Rocky 1 ao Rocky 4. A história emocionante do duelo entre o Apolo e o Rocky, boxeador de terceira categoria que se tornou um vencedor. Porém ele não poderia deixar de citar o lendádio “The Champ”, filme clássico dos anos 70. Foi quando comecei a perceber uma voz mais trêmula, emocionada. “Esse pessoal que produz filmes de boxe, conta a história de um jeito para nos fazer chorar”, disse o Rodrigo. É a história de um pai, lutador decadente, que consegue vencer uma luta dificílima de olho no dinheiro para criar seu filho de 9 anos e morre minutos depois da luta. É aí que acontece a cena mais forte do filme, quando o filho chega à maca onde está o pai desfalecido e chorando diz “wake up Champion, wake up!”. Muito emocionado e com lágrimas nos olhos meu lindo finaliza a história: “Ninguém conseguia sair do cinema sem chorar, eu mesmo havia prometido e não consegui.” Como diz a minha amiga Ju, “quem gueeenta?”, enquanto ele chorava de emoção eu chorava de tanto rir! Nunca vi uma coisa dessas!
Barraca na praia do Rio São Francisco, em Januária - MG
Uma cidade inteira sob a rocha no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
O Mesa Verde National Park foi estabelecido em 1906 e foi o primeiro parque nacional criado para proteger um patrimônio histórico e arqueológico nos Estados Unidos. São 211km2 de área de preservação que incluem mais de 5 mil sítios arqueológicos pertencentes aos Anasazi, povos ancestrais que chegaram aqui muito antes das populações nativas americanas encontradas pelos colonizadores.
A magnífica vista do alto do platô do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
Os Povos Ancestrais, aqui chamados de Ancestral Pueblos, viveram em cânions suspensos neste imenso platô, uma montanha em forma de mesa, do ano 600 até 1300d.C. Eles chegaram até a Mesa Verde seguindo os animais de caça como bisões e veados e encontraram um ambiente propício para a agricultura e a vida sedentária. Segundo os antropólogos e arqueólogos que estudam a região, foram várias as fases de desenvolvimento deste povo, que passou de nômade-caçador e coletor para uma sociedade de agricultores, hábeis artesãos e engenhosos construtores.
Antiga habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
Ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
As plantações de milho e outras plantas como feijão eram sabiamente posicionadas nas colinas com a angulação perfeita para receber a maior quantidade de sol, aumentando o sucesso das colheitas. A yuca, tipo de planta comum por estes desertos, era a principal matéria prima para todos os tecidos, sandálias e afins, que os aqueciam no inverno, assim como as peles de animais. As casas que inicialmente eram construídas praticamente todas embaixo da terra, com lareiras e esquemas de ventilação, passaram a uma das estruturas mais curiosas encontradas aqui na América do Norte.
Escavação arqueológica no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
Interior de habitação puebla no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
O inverno na região é duro, temperaturas abaixo de zero são mais do que comuns, muita neve e frio. Para se defender disso a sociedade desenvolveu uma rica arquitetura, cidades inteiras incrustadas nos penhascos dos cânions no alto da Mesa Verde. Só dentro da área do parque são encontrados mais de 600 cliff dwellings (moradias de penhascos), sendo que 90% destas possuem 10 quartos ou menos. E vários outros grupos de casas parecidas a estas são encontradas desde a região conhecida como Four Corners até o Colorado e o Novo México.
As surpreendentes ruínas pueblas no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
Painel informativo sobre os pueblos e sua prática de morar em tocas na rocha do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
Durante o inverno o parque não está completamente acessível, mas ainda assim foi possível visitarmos vários dos sítios arqueológicos e ter uma boa ideia da cultura e da história deste povo. Começamos pelo recém-inaugurado centro de visitantes, com ótimas explicações de uma senhora voluntária, além de uma ampla exposição sobre os puebloans e o parque.
Muito frio do lado de fora do centro de Visitantes do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
A segunda parada foi na impressionante Spruce Tree House, com mais de 130 quartos onde viviam centenas de pessoas. Acredita-se que cada agrupamento de casas como esta era uma vila que mantinha boas relações com as vilas vizinhas. Há ainda a Balcony House com 40 quartos e o Cliff Palace é o maior e mais famoso conjunto do parque, com 150 quartos e uma localização super privilegiada para os dias frios de inverno, com uma incidência mais longa dos raios solares.
Encontro com brasileiros no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
Ruínas pueblas nas encostas de pedra do Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
As paisagens brancas do Mesa Verde são de uma serenidade incrível, entre árvores, cânions e rochedos continuamos encontrando novos sítios arqueológicos e inclusive uma construção inacabada que acreditam ter sido feita em honra ao sol. Qual era exatamente a crença deste povo é difícil adivinharmos, mas que o sol era um elemento chave para a sua sobrevivência (por sinal como ainda é para todos nós!), regrando os plantios e colheitas, aquecendo suas casas contra os invernos rigorosos, disso não se pode duvidar.
Ruínas de um antigo templo no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
Vários povos indígenas americanos tem orgulho de reconhecer os puebloans como seus ancestrais, homens sábios, fortes e muito conectados com a natureza. As dúvidas e perguntas sobre este misterioso povo que vivia nesta região só aumentaram e continua o eterno paradigma do ser humano, quanto mais sabemos, mais temos consciência que não sabemos de nada.
Enfrentando a neve e o frio no Mesa Verde National Park, no Colorado, nos Estados Unidos
A primeira visão da Angel Falls, em Canaima, no sul da Venezueka
Começamos o dia cedo, café da manhã as 8h e temos um tempo para visitar a vila ou apenas descansar. Esperamos por mais dois passageiros que irão fechar nosso grupo que subirá o Rio Caroni em uma viagem de barco de 4 horas, atravessando corredeiras entre tepuis e florestas para chegar ao Salto Angel.
Início da jornada de barco para o Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka
Trilha para ultrapassar as corredeiras do rio Caroni, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Uma hora de barco e logo desembarcamos para caminhar aproximadamente 45 minutos por uma linda savana, enquanto o barco dá a volta pelo rio atravessando as corredeiras mais perigosas. Do outro lado desta ilha voltamos ao barco e ganhamos nossos almoços, sanduíches de presunto e queijo, frutas e bolachas. Seguimos com sol, entre florestas e imponentes tepuis, ziguezagueando no rio, que a cada curva nos desvenda novas cachoeiras e as imensas paredes do Auyantepui.
A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka
A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka
Logo as nuvens começam a anunciar o temporal que está por vir: ficaremos encharcados! Sabíamos que não havia o que fazer senão entrar no clima e relaxar! Adiante voltamos a encontrar corredeiras, para dar mais adrenalina ao passeio! Elas ficam mais fortes nos trechos de pedras, mesmo trechos que em 2007 fizeram todos os homens descerem do barco e ajudarem a empurrar, já que o rio estava totalmente seco.
A maravilhosa paisagem no caminho para o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Desembarcando, para fazer a trilha até o mirante do Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka
O tempo abriu e logo chegávamos ao início da trilha do Salto Angel. Do rio já tivemos o primeiro gostinho, vimos o salto ao longe, imenso, caindo 979 metros do alto do Auyantepui. Era perto das 14h e decidimos entrar na trilha para garantir que desta vez o gigante não nos escaparia! Foram quase 50 minutos de trilha, caminhando rapidamente entre pedras, raízes, cogumelos e árvores, além de uma subida íngreme no final para chegar até o mirante.
Atravessando o rio rumo ao mirante do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka
Finalmente, aos pés da maior cachoeira do mundo, o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Incrível vê-lo caindo de baixo, completo de água da cabeça aos pés! Um pouco mais de água fecharia a nossa visão, com a própria nuvem de água formada pela queda. Foi isso que aconteceu na última vez que estivemos aqui. Chegamos no final do dia e dormimos para na manhã seguinte fazermos a trilha. Naquela noite choveu tanto que o salto ficou não apenas imenso, mas volumoso formando uma grande nuvem de vapor de água. Do mirante nada se via, apenas sentíamos o poder da sua queda d´água! Lembro que começou a chover a meio caminho do mirante, e na trilha o guia me disse: “Você acha que isso é chuva? Não, é a água do Salto Angel!” Sua força vinha refletida no vento do vapor de água que nos encharcava, mesmo vapor que cegava toda e qualquer visão da cachoeira, era tudo branco.
Impressionado com a imponência do Salto Angel, a mais alta cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka
Hoje pudemos vê-lo por completo, majestoso e senti-lo mais suave. Ele ainda molhava a nós e às lentes de nossas câmeras, mas era apenas para lembrar-nos que estávamos perante a maior cachoeira do mundo! Para chegar aos pés da sua queda d´água são mais 45 minutos de boa subida em pedras escorregadias, percurso com autorização extra e raramente oferecido nos pacotes turísticos.
A pequena cachoeira aos pés do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
O jason, a Angela e o Bode, no mirante do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
1000dias chega ao Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka
Voltamos extasiados ao começo da trilha e cruzamos de barco para o nosso acampamento, alguns metros rio abaixo. Escolhemos nossas redes, tomamos um banho frio delicioso e nos reunimos ao redor das xícaras de chá enquanto esperávamos o nosso jantar quentinho ser servido.
1000dias e Bodeswell, encontro de expedições no Salto Angel, Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka
Jantando no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Agora sim tivemos mais tempo para conversar com a família Bode´s Well, que está a 3 anos e 9 meses na estrada e planeja um período de descanso nos Estados Unidos antes de partir para o seu próximo continente. O gerador de luz nos acompanhou até as 20h e continuamos o chá e a conversa à luz de velas, com todos os ruídos da selva venezuelana, em um momento muito especial dessa nossa aventura no Canaima.
Confira a série completa de posts!
• Aauyantepui e o Salto Angel
• 1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
• 3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel
Nossa cama no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka
Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia
3º Dia - KM 500 a Humaitá. 100km de lama e 200km de asfalto até Porto Velho.
Acantonados sob o teto sem paredes da torre da Embratel, despertamos com os primeiros raios de sol e ao som da Floresta Amazônica. Engraçado que sempre que escrevo o seu nome automaticamente utilizo as primeiras letras maiúsculas, como pessoas, como entidades, como algo muito maior do que um simples objeto ou subjuntivo. Talvez por sua grandeza, com certeza pela importância intrínseca que possui na nossa vida, no conjunto da nossa mãe Terra.
A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia
Acho impossível acreditar que pessoas, por mais simples que sejam, não consigam entender e respeitar a sua conservação. É impensável um mundo sem ela. É inacreditável ter que acordar em meio da floresta e alguns poucos quilômetros a frente deparar-nos com tamanha destruição. Pastos, fazendas, áreas de floresta que deram espaço à necessidade urgente do ser humano, à miopia daqueles que seguem seu instinto de sobrevivência e destroem a base que lhes garante um futuro. Que o universo nos guie, para o bem e para o mal, em um caminho de equilíbrio entre o homem e a natureza.
A bela paisasem da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia
O trecho entre o km 500 e Humaitá é o pior da BR-319. O tipo de solo argiloso, a perda da drenagem natural da floresta e a maior quantidade de tráfego entre fazendas e vilas fez com que a estrada se transformasse em uma lamaceira geral. Caminhões que carregam 50, 80 pessoas empoleiradas indo e vindo da pequena cidade de Realidade já não conseguem mais passar. Crianças, senhoras, homens e mulheres sem condições básicas de saneamento e saúde vão e voltam do único lugar que hoje podem chamar de lar. Será lá mesmo o lugar a que pertencem? Por que os levamos para lá? Os isolamos em prol de uma ocupação de um território que nem de nós, seres humanos, pode ser chamado.
Crianças brincam na orla do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas
O pior trecho de lama ficou entre a Fazenda dos Goianos e Humaitá. Tratores vão e vem, aumentando os sulcos da estrada e eventualmente ajudam a desatolar os caminhões empacados a horas ou dias em alguns trechos. A cidade Realidade neste ambiente já parece uma megalópole. Depois de tantos quilômetros sem encontrar nada e nem ninguém é até desconcertante ver um aglomerado urbano claramente esquecido pelo poder público.
Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia
A 100 km de Humaitá, um distrito com 1000 habitantes apenas na área urbana, Realidade é fruto da explosão populacional ocorrida em diversos povoados amazônicos e traz consigo uma realidade desoladora. Nem quero saber de onde viria a sua prosperidade: extração de madeira? Pecuária? Soja? Um lugar que há pouco perfurou seu primeiro poço artesiano, abriu ruas de terra e as portas de sua primeira escola pública, estende as fronteiras da destruição na Amazônia. Seu povo luta pela emancipação, mais cargos públicos, mais dinheiro desviado, mais problemas de saúde publica, abastecimento e infra-estrutura básica. Realidade não poderia ter nome mais coerente.
Almoço na beira do Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas
Nossa passagem por aí teria sido mais rápida não fora o bloqueio na estrada de lama, se é que isso se pode chamar de estrada. As fendas de lama quase seca são tão fundas que só o carro do “Dick o Vigarista” poderia passar. A Fiona tem seus truques, mas aquele pau de arara não. Ele ficou ali (desam)parado por algumas horas, até que chegamos com nosso guincho e não tivemos nem opção, senão arregaçar as mangas e ajudar a tirá-lo dali.
caminhão atolado bloqueia a estrada, logo depois da cidade de Humaitá. Uma hora de trabalho e muita força da Fiona para tirá-lo de lá (BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia)
Foram umas duas horas, das 7h30 as 9h30 da manhã desatolando, calçando a Fiona que patinava na lama, para puxar o caminhão lotado. Conseguimos tirar parte dos passageiros, mas senhorinhas e algumas crianças continuaram lá em cima, sem condições físicas de descer. O povo estava feliz com a nossa chegada e muito disposto a ajudar, conversar e ultrapassar qualquer barreira para poder chegar em casa e ver a família depois de 1 ou 6 meses de viagem, buscando trabalho ou tratamentos de saúde na capital do estado vizinho.
A Fiona enfrenta a lama nos piores trechos da BR-319, logo após a cidade de Realidade, já não muito distante do asfalto e da cidade de Humaitá, no Amazonas
É para lá que nos dirigimos, mas antes passamos pela sede do município, a cidade de Humaitá, ainda no estado do Amazonas. Humaitá marca o início, ou o fim, da aventura off-road da BR-319 e para muitos, o começo (ou fim) de uma nova aventura, a travessia da Rodovia Transamazônica.
Chegando á Humaitá, no Amazonas
Passamos pelo portal que marca o início da Transamazônica, mas desta vez seguimos em frente rumo à Rondônia. Fizemos uma parada para abastecimento e um almoço às margens do Rio Madeira, o mais veloz dos rios amazônicos. Centenas de troncos descem o rio, que ainda está cheio, a caminho de Manaus. Subindo o rio, está capital de Rondônia, mais um estado para a nossa coleção dos 1000dias.
O caudaloso Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas
A partir de Humaitá a BR-319 já segue asfaltada e uma viagem mais tranquila e rápida até Porto Velho. Cruzamos mais uma vez um rio amazônico, agora de balsa, ao lado da ponte que está sendo construída sobre o Rio Madeira. Ao longe já podemos avistar a barragem da Hidrelétrica de Santo Antônio e conversamos com um engenheiro que trabalha na sua planta.
Na balsa sobre o Rio Madeira, chegando à Porto Velho, em Rondônia, e admirando a ponte quase pronta que vai atravessar o enorme rio
Em Porto Velho fomos recebidos por um velho amigo do grupo escoteiro que eu participava. O Rodrigo realizou o seu sonho de ser piloto de helicópteros, trabalha para a Força Aérea Brasileira e atualmente mora aqui na capital rondonense. Quem diria que num lugar tão distante encontraríamos um lar tão aconchegante para nos receber!? Agora temos que nos preparar para a próxima etapa da viagem que inclui o Acre e mais um longo trecho por uma das mais novas rodovias transnacionais brasileiras, a Rodovia Transoceânica que liga a nossa malha rodoviária do Atlântico ao Pacífico, cruzando o Perú!
O surf começa cedo no Havaí! (em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island)
Conhecida pelos americanos como Big Island, a Ilha de Hawai´i é a maior e a mais jovem ilha do Hawaii. A Big Island está localizada no extremo sul do arquipélago e é casa de Pelee, a deusa dos vulcões, que além de manter a chama do super ativo Kilauea acesa, construiu também o Mauna Kea, a maior montanha do mundo abaixo e acima d´água e o Mauna Loa, a maior montanha do mundo em volume!
Uma bela representação da deusa havaiana dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Foi lá também que surgiu uma das maiores e mais importantes competições de triátlon do mundo, o Iron Man Kona. Durante dois meses do ano a ilha é invadida pelos melhores triatletas mundiais e no dia da competição a cidade simplesmente para, as escolas tem as aulas suspensas e todos os serviços são cancelados. Deve ser emocionante estar lá nesta época!
Caminho no verdejante jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
O nosso roteiro pela ilha foi intenso e ainda assim é muita diversidade para tão pouco tempo. Eu diria que o tempo mínimo para poder explorá-la bem e com mais tranquilidade seria de 8 dias e alugar um carro é fundamental. Os nossos 1000dias estão voando, então tivemos que nos virar nos 30 e fazer tudo em 5 dias mesmo. Aí vai o roteiro resumido:
Primeiro dia – Hilo, o litoral de Puhoa e o Mauna Kea.
Reserve um dia para conhecer a região de Hilo. Pela manhã Akaka Falls e o Jardim Botânico. A tarde uma viagem pela estrada cênica que liga Kapoho e Kalapana, passando por Pahoa. Se você tiver tempo, a dica é pegar um guia e fazer a trilha até os campos de lava saindo de Kalapana no final da tarde, pois a noite a lava fica ainda mais bonita. Nós não sabíamos disso, então seguimos direto para o pôr do sol no alto do Mauna Kea, um espetáculo obrigatório, que se não fizer neste dia, terá que incluir na programação do dia seguinte.
Uma das muitas bromélias no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Antigas bocas de vulcão na região do cume do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii
Segundo dia – Hawaii Volcano National Park
Um dia inteiro para o Hawaii Volcanoes National Park, começando de manhã cedo com uma parada no Jaguar Museum. Eles têm informações atualizadas sobre a lava e ótimos filmes com as imagens que esperamos ver ao vivo, e não vimos, infelizmente! Dali o programa é percorrer a Chain of Craters Road, com uma trilha rápida no Pu´u Loa Petroglyphs e aproveitando os vários mirantes do parque. A parada de foto clássica está no Holei Sea Arch, um arco de lava petrificada que encontra o mar, e na trilha de uns 4km caminhando sobre a lava derramada na erupção de 2003. No retorno uma parada rápida na Pauahi Crater e no lava tube. A programação noturna é obrigatória, pois é quando vemos as chamas na cratera do Kilauea. No final da tarde a neblina fechou e nós voltamos ao parque as 23h, quando o tempo começou a melhorar. Estávamos sozinhos, lindo!
Chegando ao parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Costa formada por uma erupção vulcânica recente, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí
Terceiro dia – Volcano a Kona – Green Sand Beach e Mergulhos Noturnos
Dirigimos direto para a Green Sand Beach, mas uma parada na Punaluu (Black Sand Beach) também é bem popular. A Papakolea (Green Sand Beach) está a 5km do asfalto em uma estrada off road punk! O pessoal caminha ou paga os jipeiros locais para levarem até lá. Se não tem experiência com 4 x 4 eu recomendo, nós encaramos e foi uma aventura! Ainda no asfalto antes de chegar a ela tem a saída para o South Point, com penhascos lindos e um mar azul profundo. Vale a pena! Aceleramos para Kona, pois o check in para o mergulho noturno era as 16h30. Se não for mergulhar vários parques e praias estão neste caminho. Aos mergulhadores recomendo fortemente os mergulhos com as arraias mantas e para os mais avançados e destemidos o Black Water Dive, para ver os seres pelágicos no mar aberto.
A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí
O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí
Quarto dia – Kona e Honaunau
Kona tem muitas coisas para fazer, um dia é pouco! Mas fazemos o que podemos, então a nossa dica é ir até a Kua Bay, praia caribenha de águas azuis para pegar uma prainha. No início da tarde dirija até Captain Cook, fazendo um trecho da estrada pela beira mar, conhecendo as praias e se preparando para um snorkel ou mergulho lindo ao lado do Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Reserve uns 30 minutos pelo menos para ver o parque e faça o snorkel/ shore dive na baía de Honaunau ao lado. Se é mergulhador, leve equipamento e tanques de mergulho que podem ser alugados na mesma operadora dos mergulhos da noite anterior.
Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí
Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Quinto dia – Captain Cook e Kealakekua Bay
Madrugue na Kealakekua Bay para fazer um snorkel com os golfinhos. Nós fomos até lá cedinho, mas não os encontramos. Voltamos mais tarde e eles já estavam longe da costa, mais perto do Captain Cook Monument. A dica é alugar um caiaque para atravessar a baía (60 dólares e 20 minutos remando) ou agendar no dia anterior um barco de turismo que te leva direto lá (150 dólares). Nós fomos embora na hora do almoço, se você ainda tiver um dia inteiro, pode explorar as baías e praias que você passou correndo aqui em Kona ou ainda se mandar para o norte, onde nos disseram que as praias são ainda mais bonitas, na linha da Kua Bay.
As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Esse foi o nosso roteiro resumidíssimo nos nossos 4 dias e meio (quase 5, vai!) pelas belezas naturais da Big Island. É difícil resumir aqui a beleza de tudo o que vimos, mas a intenção é dar um resumão mesmo para facilitar a programação do seu roteiro. Se ficou curioso e quer conhecer mais, clique nos links acima para encontrar as informações e os relatos mais detalhados da história e imagens das paisagens incríveis da Big Island do Hawai´i!
Rota de carro em Kona
A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Em tempos de globalização é difícil encontrarmos lugares totalmente autênticos e originais. Em Belize isso não é diferente, um dos poucos países na América que possui praias paradisíacas e o inglês como língua oficial atrai centenas de europeus e americanos em busca de um paraíso tropical para a sua aposentadoria.
O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize
Ambergris e sua capital San Pedro, a Isla Bonita de Madona, já tiveram seus tempos de glória, hoje são um dos destinos mais turísticos, apinhados de hotéis, restaurantes, construções despropositadas, além de gringos por todos os lados. A ilha perdeu a sua calma e tranquilidade para as ruas de asfalto e um monte de concreto.
Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize
Hoje Caye Calker é o que Ambergris foi há uns 20 anos, mais relaxada, com alguns poucos expats fazendo as honras da casa em seus hotéis e guesthouses na beira da praia, sem deixar que ela perca o seu charme. As ruas de areia, os piers de madeira, o tempero local e as casinhas coloridas detrás dos coqueiros ainda guardam a alma caribenha e o ritmo descompassado de um típico paraíso tropical.
A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
As lojas e restaurantes locais ainda são maioria e os poucos veículos que cruzam a ilha são simpáticos carrinhos de golfe. A ilha é rodeada por manguezais e praias cobertas de plantas marinhas, o que não a torna muito atrativa para banhistas.
O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
A única praia da ilha foi formada na década de 60 pelo Furacão Hattie que cortou a ilha ao meio, criando a praia conhecida como “The Split”. É lá na Split que está o maior agito de todas as tardes, com músicas, bebidas e um belo por do sol.
O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Já que Caye Caulker não é uma ilha de muitas praias, o mergulho faz as vezes de anfitrião para os que são do mar. Este é o caye mais central para os mergulhos nos arrecifes e no famoso Blue Hole! Assunto e fotos suficientes para um post exclusivo, aqui.
O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
O melhor lugar para o café da manhã é o Amor y Café, que só abre até meio-dia e tem um cardápio delicioso de frutas, iogurtes, smoothies, além dos american breakfasts preferidos pelos gringos.
O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Nas aventuras gastronômicas não deixem de provar os pratos naturebas com tempero local do Bambooze e o buffet de comida cubana vizinho, o único da ilha. Eles ficam o dia inteiro assando o porco em uma fogueira em frente ao restaurante e o espeto é adaptado com a direção de um carro na ponta. É claro que essa cena mereceu uma foto especial. =)
Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Ficamos hospedados no tranquilo Sea Beeezzzzz, pousada do simpático casal belizenho-americano, em uma casa colonial inglesa, logo depois do cemitério.
Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
No final do dia de mergulhos nos despediríamos de Caye Caulker em um jantar com a turma de mergulhadores, mas o cansaço do dia que começou as 4h30 da manhã foi tanto que capotamos e acabamos perdendo o horário. 3 dias no paraíso, com direito à prainha, festa na Split, interação com os locais, aventuras gastronômicas e momentos para relaxar e curtir a arte del dolce far niente!
Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Como chegar?
Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize
Barcos saem regularmente de Belize City em direção à Caye Caulker e San Pedro. Se você chegar de avião na principal cidade do país, não perca tempo, pegue um táxi para o terminal de barcos e embarque direto para o paraíso. Se você está descendo do México para Belize, a sua primeira parada será a cidade de Corazal, aí a melhor opção é pegar a lancha que sai as 7h da manhã em direção a San Pedro e lá trocar de barco para Caye Caulker. Mais de uma companhia faz este segundo trecho, o preço é igual. Subimos no barco às 10h e em 30 minutos já estávamos na ilha.
O sol nasce na baía de Corozal, em Belize
Pontinha, durante a Caminhada do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
Vamos quebrar a nossa dura rotina em Noronha, mergulho pela manhã e uma praia paradisíaca à tarde? Um dia mais nublado foi perfeito para mudarmos a programação e nos mandarmos para uma trilha super cênica, a Trilha Longa do Atalaia.
Chegando na Praia do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
Saímos da Vila do Trinta com o nosso guia Thiago e seguimos para a portaria de entrada da trilha. Há dois anos eu há havia feito esta caminhada, porém no sentido oposto, saindo da Praia das Caieiras, passando pelo Atalaia e terminando no Trinta. Hoje o ICM Bio mudou um pouco o esquema para melhorar o controle de entrada nesta praia. A Praia do Atalaia possui uma piscina natural rasa que funciona como um berçário natural. Lá você encontra todas as espécies marinhas que vivem em torno das colônias de corais, porém em miniatura. Por isso a importância de preservá-la. A maioria das praias que visitamos na ilha estão dentro da APA - Área de Preservação Ambiental, o Atalaia já encontra-se na área do PARNAMAR, por isso as regras são muito mais restritas:
- É obrigatória a contratação de um guia local,
- É proibido o uso de loções e protetores solares, substância prejudicial para os corais e animais marinhos. Já que a água fica represada na piscina durante todo o ciclo da maré, sendo renovada uma vez ao dia.
- É proibido tocar nos animais e principalmente nos corais, sendo permitida apenas a flutuação.
- Entrada é permitida apenas pela portaria próxima ao Morro do Francês, onde é feito o registro de entrada e são liberados grupos de 28 pessoas de 30 em 30 minutos.
Praia e Piscina do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
A trilha dura de 20 a 30 minutos, dependendo da passada de cada um, chegando no Atalaia, o fiscal do ICM Bio passa as instruções para a flutuação, avisando que se você tocar no coral ele irá apitar uma vez, na segunda vez ele irá retirá-lo da água. Depois de 20 ou 25 minutos de flutuação ele avisará que o tempo está esgotado, para entrada do novo grupo. É estranho demais tudo isso em uma Ilha como Noronha, mas infelizmente são providências necessárias para se preservar um ambiente sensível como este, já que o ser humano não tem a consciência ambiental necessária. A flutuação foi gostosa, vimos um filhotinho de tubarão-limão, linguados e várias outras espécies. A maioria das pessoas termina seu passeio aqui, retorna pelo mesmo caminho e pronto. É justamente aí que quem gosta de caminhar deve começar a aproveitar ainda mais.
Caminhando com o Tiago, guia na Caminhada do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
Nós escolhemos fazer a trilha longa, que inclui 4 quilômetros de caminhada sobre os rochedos com vistas maravilhosas das highlanders noronhenses. Embora estejamos na mesma ilha, andar pela trilha longa do Atalaia é uma mudança de visual. Ao invés de praias e montanhas, vemos dos gerais da montanha vulcânica costões rochosos e piscinas naturais. A primeira parte da trilha é fácil, 2km sem subidas ou descidas e só vistas maravilhosas. A segunda parte da trilha são 2km saltitando entre pedras roladas à beira mar, deve-se ter cuidado para não torcer o pé, mas feito isso é uma diversão de equilíbrio, quase como pular amarelinha.
Visual da costa rochosa de Noronha durante a Caminhada do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
O final da tarde foi próximo ao portinho, com a vista do Buraco da Rachel e no Bar do Museu dos Tubarões, onde o Rodrigo foi nos encontrar. O Ro preferiu não fazer este passeio, pois já conhecia e queria trabalhar no site. Eu já conhecia também e a diferença é que não vou para esta trilha pelo Atalaia, que é bacana, mas sim pelo visual da trilha, que é deslumbrante! O Thiago foi ótimo guia, nos mostrou os aratus e seu ciclo de vida, uma moréia represada, contou sobre o dia a dia da ilha sob o ponto de vista de um jovem nativo e até nos apresentou uma toca no costão, mais conhecida como motel da ilha.
Aratus, vistos durante a Caminhada do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
Depois dessa caminhada toda a base de frutas, provamos o bolinho de tubalhau, carne de tubarão salgada como a de bacalhau, mas não foi suficiente para matar a fome. Mais tarde fomos convidados pelo Haroldo para repetir um jantar em um dos melhores restaurantes de Noronha, o Bistrô da Cacimba. Fomos recebidos pela Cecília, que além de nos atender muito entrou na nossa roda, deixando a noite muito mais animada! Depois de 3 garrafas de vinho português, (muito bem escolhido pelo nosso anfitrião, diga-se de passagem) a noite de sono vai ser perfeita para os mergulhos de amanhã!
Arte ao ar livre, ao lado do Museu do Tubarão, ao final da Caminhada do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
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