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No Fim da Blue Ridge - Natural Bridge

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge

Chegando à enorme ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Chegando à enorme ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Uma das grandes atrações da Blue Ridge Parkway está aqui na Virgínia, quase na fronteira norte da estrada no milepost 61 ou a 66km de Roanoke. À um primeiro olhar é a maior tourist trap! Você chega para ver uma ponte natural e antes tem que passar por um castelo de pedra parecido com as Lojas Havan das BRs. Lá dentro além de lanchonete, livraria e uma imensa loja de departamentos de bugigangas turísticas, há também um borboletário e uma linha do tempo com a rica história deste monumento natural. Comece o seu passeio aí, nesta parede, à esquerda logo que desce a escada e você não irá se arrepender.

Borboletas no interessante 'borboletário' do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Borboletas no interessante "borboletário" do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


A ponte natural foi o caminho miraculoso para os índios da tribo Monacan escaparem de seus inimigos. Em 1750 estas terras receberam uma ilustre desconhecida visita. O jovem George Washington foi contratado para fazer a marcação das terras de Lord Fairfax, deixando as suas iniciais marcadas em uma das paredes do monumento natural.

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos)

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos)


24 anos mais tarde a propriedade foi vendida para um tal de Thomas Jefferson. Apaixonado pela beleza natural da ponte de pedra, o futuro presidente dos Estados Unidos liberou sua utilização para produção de munição durante a Revolução Americana e mais tarde na guerra de 1812 contra a Inglaterra. Havia, porém uma única exigência, que a Natural Bridge fosse preservada e devolvida aos seus auspícios exatamente como saiu.

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


"It is impossible for the emotions arising from the sublime to be felt beyond what they are here; so beautiful an arch, so elevated, so light, and springing as it were up to heaven, the rapture of the spectator is really indescribable!"
-Thomas Jefferson, former owner of the Natural Bridge, Notes on Virginia, 1782

Em meados de 1830 os herdeiros de Thomas Jefferson venderam as terras para um empreendedor da área turística que construiu um grande hotel e começou a receber turistas de todo o mundo, sendo então uma das maiores atrações dos Estados Unidos ao lado da Niagara Falls. Um arco de 66m de altura e um vão de 27m cavados sob o calcário pelo Cedar Creek a primeira vista da imensa ponte natural é mesmo de tirar o fôlego.

A colossal ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

A colossal ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Mais alguns minutos de caminhada e vemos a réplica de uma Aldeia Monaca, com alimentos, peles e uma oca onde os indígenas viviam naqueles tempos passados. Continuando por uma trilha sombreada que margeia o rio chegamos a uma pequena cachoeira, para depois retornar e sermos mais uma vez surpreendidos pela visão da imponente ponte de pedra.

Réplica de antiga oca indígena no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Réplica de antiga oca indígena no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Se você não estiver com pressa ainda pode incluir nesse passeio um tour às cavernas da Natural Bridge, iluminadas e com guias que falam sobre a formação geológica, etc. A próxima parada depois daqui seria a charmosa cidade de Charlotteville, que estava no nosso plano inicial. Nós quisemos adiantar o expediente e seguimos para o próximo destino, a Skyline Drive no Shenandoah National Park. Mas esta já é uma história para o próximo post.

Observando a cachoeira no  rio que formou a incrível ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Observando a cachoeira no rio que formou a incrível ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos



Blue Ridge Parkway - Motivos para voltar:

- Great Smoky Mountains National Park – O parque nacional mais visitado pelos americanos, possui paisagens maravilhosas, vida selvagem pulsante e milhares de quilômetros de trilhas para hikers e pelos apaixonados pela natureza. A mais famosa delas é a Apalachian Trail, com mais de 3.000km, cruzando toda a cordilheira até o Shenandoah National Park.
- Outono - ver as cores do outono na segunda quinzena de outubro, quando as Maple Trees fazem um espetáculo colorindo as Montanhas Apalaches.
- Godfather Mountain – pulamos este parque que é um dos high lights da região, pois havia muita neblina e não havia visibilidade.
- Linville Caverns and Falls – Dizem valer a pena a visita à estas atrações, a cachoeira fica próximo à estrada e as cavernas em um detour à oeste. Sem tempo acabamos optando por seguir, já que já havíamos passado por outras cachoeiras e cavernas nos últimos dias. Se tiver tempo não deixe de incluir no seu roteiro.

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge, Blue Ridge Parkway, Natural Bridge, Natureza, parque nacional

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Imensidão Azul

Bahamas, New Providence - Nassau

Naufrágo em Nassau

Naufrágo em Nassau



Hoje retornamos à Stuart Cove para mais dois mergulhos, o primeiro no Palace Wall, uma barreira de corais na beira da Língua do Oceano, um abismo submarino de 6 mil metros de profundidade! By the way, não sei que por o chamam de “língua do oceano”, normalmente essas coisas profundas são “gargantas”, ou eu que estou enganada? É impressionante! Nos afastamos menos de um kilômetro da costa e já percebemos a diferença na cor da água, ali já começa a língua do oceano. A profundidade faz com que o azul fique escuro, mantendo a visibilidade de uns 40 metros. Um azul magnífico de profundidade abissal.

Eu sempre adorei este filme, Imensidão Azul, um clássico que todos já devem ter assistido. É baseado em uma história real sobre a competição de dois famosos apneistas, que batem recordes atrás de recordes nas imensidões azuis mundo afora. Enquanto mergulhamos, é impossível não lembrarmos deste filme, nos sentimos dentro dele, com uma pequena diferença: eles iam muito mais fundo que nós, só no pulmão. Sem perceber chegamos fácil aos 30 metros de profundidade e a vontade é de continuar, indo mais e mais fundo. Alguém desavisado iria sem medo de ser feliz! Aquele azul nos deixa calmos, ouvimos apenas o barulho da nossa própria respiração... A única diferença seria a vida, que pouco a pouco iria desaparecer, tanto a dos peixes que não vivem a esta profundidade, quanto a nossa, que logo iria se apagar.

Azul para todos os lados, abri os braços como se estivesse voando. Enquanto brincava, minha imaginação também viajava no que poderíamos encontrar naquele abismo. Logo me lembrei de outro filme que assisti muito na TV durante a minha infância: O segredo do Abismo. Adoro imaginar aqueles seres líquidos, no filme apresentados como extra-terrestres, láááááá embaixo. Já pensou? Se fosse como o filme eu poderia tentar descer o abismo e torcer para que eles me salvassem, como fizeram com o pesquisador dado como morto. Pois é, infelizmente não temos 1000 vidas como desejou o Rodrigo, para podermos nos aventurar e tentar enfrentar uma descida dessas.

De volta ao mundo real, vamos logo para o segundo mergulho, no naufrágio Antony Bell, um barco bonitinho, parecido com os de desenho animado. Ele foi afundado em agosto de 2009, por isso está ainda bem intacto e é facilmente penetrável. Nos divertimos por ali e também nos corais vendo novamente os vários peixinhos, lagostas e lions fishes. Um parênteses, vocês já perceberam que este tal Lion fish está em todas? Pois é, uma curiosidade que eu havia esquecido de comentar. O Lion Fish é uma espécie invasora aqui nas Bahamas. Originário da Austrália ele provavelmente foi trazido por algum colecionador maluco que os devolveu ao mar sem mensurar o desequilíbrio que poderia causar. Hoje é quase uma praga aqui nestes mares. Ele é lindo, como todo animal venenoso é super colorido, chama atenção, mas as barbatanas dele possuem um veneno mortal.

Voltamos para casa com sede de quero mais, mas vamos deixar um pouco para as outras Ilhas. Amanhã voamos para Eleuthera e depois Long Island, não a de NY, a de Bahamas mesmo. Vamos conhecer um pouco mais dessa imensidão azul.

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Bahamas, New Providence - Nassau, Mergulho

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Los Angeles, a Cidade dos Sonhos

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Los Angeles, a cidade das estrelas de Hollywood, das patricinhas de Beverly Hills e das salva-vidas saradas é um misto de megalópole de clima praiano com ares de montanha. Como assim?

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A cidade é o 13º maior conglomerado urbano do mundo, espalhada desde as praias de Santa Monica até as montanhas do sinal de Hollywood, passando pelos suaves montes de Beverly e os sonhos de grandeza da Mulholland Drive. Portanto, para conhecer Los Angeles um carro é super bem vindo, se não quiser dirigir, um táxi também serve. Se não quer gastar, existem alguns poucos pontos de metrô e vários ônibus, só reserve tempo para curtir a cidade pela janela, as viagens podem levar mais de uma hora entre um canto e outro da cidade.

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Em um roteiro bem apertado você consegue explorar a cidade em 2 dias, correndo de um lado para outro. Nós, recém chegados de uma correria no Hawaii, ficamos 4 dias, com as manhãs bem preguiçosas no hotel e as tardes divididas nos 4 cantos mais interessantes da cidade.

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Como essa é a nossa vida (e não apenas uma viagem), ainda nos demos ao luxo de tirar um dia “off” e ter um domingo de gente normal, sabe? Dia chuvoso, perfeito para dormir até beeem tarde, ir ao shopping cortar os cabelos, assistir um cineminha e não fazer mais nada. Assistimos “Lincoln”, o foco do filme é a luta dele para abolir a escravatura em meio à Guerra Civil, ótima aula sobre os feitos e a vida de um dos maiores personagens da história americana.

Vamos ao tour!

Santa Monica e Venice Beach

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Foi o nosso primeiro dia de explorações, para fazer uma transição suave do Hawaii para a metrópole. O dia de sol estava convidativo para uma praia, mesmo que o Pacífico nunca seja mui amigo para incursões mais sérias.

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A dica é alugar uma bicicleta e sair rodando a ciclovia ao longo da praia, sentindo a brisa do Pacífico e deixando o ritmo praiano da cidade entrar pelos poros. Surfistas corajosos, jogadores de vôlei e frisbee, meninas praticando baseball se mesclam aos músicos, artistas de rua, artesãos e malucos que rumam ao Venice Boardwalk e a sua feirinha hippie à beira mar.

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Um “Freak Show” nos deus as boas vindas em Venice, com direito a mulher barbada, um gigante e um anão, um cara com o corpo inteirinho tatuado e perfurado por piercings e mais meia dúzia de aberrações, todos felizes, pois iriam aparecer na televisão.

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Ao lado uma roda de percussão muito mais interessante e menos assistida dava um show à parte. Rodamos até o final da ciclovia, encontramos um restaurante simpático para o almoço e retornamos a tempo de devolver a bicicleta, as 16h30, quando o sol já baixava. O vento forte e frio nos levou ao Third Street Promenade, uma rua de pedestres lotada de lojas das mais famosas marcas americanas, um paraíso de compras.

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


No caminho passamos pelo Santa Monica Pier, com seu tradicional carrossel, pequeno parque de diversões e bancas que marcam o final da Route 66.

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA



Hollywood

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Bem, quem disse que depois do cineminha não fizemos nada? Mentira! Foi nesta noite que conhecemos a tão falada Calçada da Fama em Hollywood! Marcamos um encontro com os nossos amigos viajeros Kombianos, Mel e Kike que acabavam de receber mais uma ilustre visita na Lunita, o filho de Kike que veio passar o Natal viajando, esquiando e conhecendo mais um canto da América.

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Hollywood Boulevard é o centro das atrações, ao longo dela está a Calçada da Fama, onde a diversão é ficar procurando o nome das suas celebridades favoritas. Impossível andar por ali e não parar no Grauman´s Chinese Theatre, para conferir as mãos e pés de vários artistas gravados no cimento deste cinema totalmente kitsch. Tudo bem, ser kitsch faz parte do glamour outdated de Hollywood. Assim como também está tudo bem conferir o tamanho da mão dos bonitões da telona, a do George Clooney é pequenininha! (Abafa! Kkk!)

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Ali ao lado está o famoso Kodak Theater, onde acontece a cerimônia de premiação do Oscar. Confesso que só passamos em frente rapidamente com o carro e nem paramos para uma foto. Jantamos no bar-restaurante do Roosevelt Hotel, que em seus tempos gloriosos hospedava Marlin Monroe e tantas outras celebridades hollywoodianas. Foi um ótimo reencontro com os nossos amigos colombianos, o quarto desde o Alasca! Já nem nos despedimos mais, apenas um até logo, nos vemos pelas estradas da América!

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos



El Pueblo de Los Angeles - Downtown

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


O centro histórico da antiga cidade mexicana está no coração de Downtown LA. El Pueblo de Nuestra Señora de la Reina de Los Ángeles de Porciúncula foi fundado ainda durante a colonização espanhola, em 1781.

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


El Pueblo estava em declínio no início de 1900, devido à expansão da cidade e o crescimento dos guetos como a Chinatown e outras indústrias ao seu redor. O centro histórico quase foi derrubado para a construção da Union Station, porém foi salvo pela luta solitária de Christine Sterling uma cidadã visionária, que sabia da importância histórica da área para a cidade.

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A Olvera Street ou La Placita Olvera é a principal rua, fechada para carros e aberta para artesãos, artistas de rua e deliciosos restaurantes e taquerias mexicanas. Às vésperas de Natal vimos as posadas, festas natalinas mexicanas, uma missa já celebrava a chegada do Natal na igreja que emprestava seu nome ao pueblo, acompanhadas de uma piñada, enfeites recheados de doces e brinquedos acertados por um pau para a festa da criançada.

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


Vale também uma visita à Union Station, que não foi construída sobre o centro histórico, mas tornou-se sua vizinha. A estação construída em 1939 já foi cenário para filmes como Blade Runner, Rain Man e outros.

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Se você chegar cedo, La Plaza de Cultura y Artes é o novo museu da região, com exposições sobre as raízes mexicanas da cidade de Los Angeles e os seus movimentos culturais. Nós chegamos tarde para o museu, mas tivemos a sorte de ver uma tradicional serenata à moda mexicana em frente à Avila Adobe, a casa mais antiga remanescente na cidade.

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos



Beverly Hills e Griffith Park

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


Nenhuma viagem a Los Angeles seria completa sem uma visita a famosa Rodeo Drive e a placa de Hollywood. Deixamos para o nosso último dia, pois finalmente o sol resolveu aparecer novamente e nos brindou com um dia perfeito!

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Rodeo Drive é o coração do luxuoso bairro de Beverly Hills. Chegamos a ela algumas quadras antes da área comercial e nos apaixonamos pela sutileza da arquitetura das suas pequenas mansões. Uma das ruas comerciais mais caras e famosas do mundo, a Rodeo Drive é casa para os principais estilistas do mundo, de Gucci à Valentinos, Armanis à Bulgari e Dolce & Gabanna. Luxo é o que não irá faltar nas vitrines preferidas das beldades hollywoodianas.

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Nos contaram que se você quer tentar a sorte e encontrar alguma celebridade, a dica é ir logo pela manhã, quando as lojas estão abrindo e principalmente no começo da semana, quando há menos movimento. Nós andamos por toda a rua espantados com tanta riqueza, um desfile de ferraris, porshes, maseratis e alguns empresários da moda tramando seus planos para atrair mais celebridades e publicidade para as suas marcas.

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Almoçamos em um agradável bistrô a céu aberto vendo o vai e vem da Rodeo Drive e sem precisar pagar os mesmos milhares de dólares para comer uma salada embalada por uma taça de champagne e frutas vermelhas. (só para entrar no clima, rsrs!)

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Seguimos dali em direção à Beachwood Drive, ponto que nos foi indicado para ter uma das melhores vistas da placa de Hollywood. Sim, tem uma vista interessante, mas é claro que não paramos por ali, queríamos chegar mais perto.

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Subimos toda a Beachwood Drive e nos perdemos nas montanhas e labirintos entre o Hollywood Lake Park e o Griffith Park. Foi quando chegamos à Mulholland Drive e rapidamente cenas da cidade dos sonhos de David Lynch vinham à minha mente. Adoro este filme! Mostra bem este universo secreto, o lado B de Hollywood. E ali, ao final dela, está o melhor mirante para o Hollywood Sign, acompanhado de uma vista sensacional da cidade!

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)

A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)


O final de tarde foi no Griffith Park e seu extraordinário Observatório Astronômico, com direito a um museu super didático e interativo sobre a terra e sua relação com a lua, o sol, as estações do ano, marés e todos os planetas. Ventos fortíssimos não nos desencorajaram de acompanhar o por do sol sobre Los Angeles, vendo o céu em chamas enquanto as luzes da cidade se acendiam.

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)

As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)


Aos interessados, são vendidos tickets especiais para o observatório. Nós estávamos interessadíssimos, mas já tínhamos um ticket comprado para ver outras estrelas despontarem, lá no Staples Center.

Go Lakers!
Sempre tive vontade de assistir a um jogo de basquete, mais que futebol americano ou baseball, já que destes eu não entendo nada das regras do jogo. O basquete movimenta milhões de dólares e de torcedores embalados por alguns dos atletas mais bem pagos do mundo. Eu cresci vendo o Dream Team liquidar com a seleção brasileira, com amigos do colégio escolhendo seus times americanos preferidos e usando bonés e jaquetas do Lakers, New York Nicks ou Chicago Bulls.

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


No nosso plano inicial íamos deixar a cidade de Los Angeles ontem, mas quando vi que o Lakers jogaria hoje e aqui, decidimos ficar e ter mais esta experiência super “american” no nosso currículo. Os ingressos já estavam praticamente esgotados, só conseguimos comprá-los no site de revenda, sentamos lááá em cima, mas nestes estádios não tem lugar ruim.

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Lakers x Charlotte Bobcats! Chegamos cedo, passeamos pelo estádio, batemos um papo com os seguranças para ver se nos inteirávamos um pouco da situação do campeonato. O Lakers não anda nas suas melhores fases, mas o Bobcats não é um adversário difícil e jogando em casa, o Lakers tinha vantagem.

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A estrutura em cima dos jogos é mega, a organização do estádio é impecável e aos poucos fomos vendo todos os acentos lotarem. Reportagens sobre o time, as Laker Girls e os jogadores vão nos deixando no clima e logo o jogo se inicia. O jogo começou meio xoxo e a Lakers Band fazia as vezes de torcida organizada, bem coisa de americano mesmo! Rs!

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A trilha sonora ia acelerando e puxando a torcida a cada jogada, enquanto nos intervalos as cheer leaders animavam a galera. A torcida foi crescendo e ficando indignada com a má performance do time e logo até eu já estava gritando: “DEFENSE! DEFENSE! GO LAKERS!” O final do jogo foi emocionante, deixando para os últimos segundos a decisão que fechou o jogo em 101 x 100 para o Lakers! Caraca, essa foi por pouco!

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos a Los Angeles sem nenhuma expectativa. É claro, sabíamos que íamos conhecer Hollywood e afins, a praia de Santa Monica e Beverly Hills, mas várias pessoas com quem conversamos não tinham sido muito positivas. Saímos daqui com outra imagem da cidade, que nos conquistou com seus espaços abertos, belas vistas, praias e diferentes vizinhanças, para todos os gostos, culturas e bolsos. E estas são apenas as áreas mais turísticas da cidade, sem dúvida viver aqui, entre West Hollywood e os cantos descolados da UCLA deve ser ainda mais interessante! Nada como estar aberto a novos conceitos e experiências!

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Gostou? Então se você já veio a LA a passeio ou viveu por aqui, deixe também suas dicas!

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles, Beverly Hills, Calçada da Fama, cidade, Hollywood, Lakers, Metropole, roteiro

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Diz aí se você gostou, diz!

New Orleans em 2 dias

Estados Unidos, Louisiana, New Orleans

Muito movimento na Bourbon Street, a rua mais famosa de New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Muito movimento na Bourbon Street, a rua mais famosa de New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


New Orleans, ou NOLA para os íntimos, é a cidade dos sonhos para qualquer boêmio. Lá todos podem encontrar onde se divertir, desde aqueles que querem festa, mulheres e cerveja baratas, até os que apreciam a boa culinária, cervejas artesanais e, é claro, uma boa música.

Homenagem aos grandes nomes do jazz em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Homenagem aos grandes nomes do jazz em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos


É o tipo de lugar que você pode passar dois dias e conhecer razoavelmente bem, mas foi uma das poucas cidades que senti aquela vontade imensa de morar por um tempo. Poder conhecer os bares, os músicos e participar da história viva que está acontecendo, aqui e agora. Ser uma “insider” em NOLA, rodeada de pessoas interessantes e curiosas pelo mundo, principalmente da música, do jazz, do blues e todas as nuances que giram em torno delas. Bem, sonhar não custa nada, tínhamos dois dias, então vamos tentar viver neles um mês inteiro!

Tarde de leitura em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Tarde de leitura em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


A cidade que já teve ocupação espanhola e francesa é um misto de Europa e Estados Unidos, com um pé na África. Os tempos de escravidão trouxeram para cá o ingrediente que faria esta mescla de culturas entrarem em ebulição e resultarem em boa música, uma das melhores culinárias nos Estados Unidos e lindos festivais como o Mardi Gras.

A cruz acorrentada, homenagem aos escravos na primeira igreja para negros em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

A cruz acorrentada, homenagem aos escravos na primeira igreja para negros em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


O Mardi Gras é um carnaval que nasceu nos encontros semanais dos escravos na Congo Square, hoje dentro do principal parque da cidade, o Parque Louis Armstrong.

Congo Square, um raro lugar de diversão para os escravos em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Congo Square, um raro lugar de diversão para os escravos em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


A praça era o único lugar onde os negros podiam se reunir livremente com seus instrumentos musicais e viver um pouco da sua cultura, falando sobre os seus sentimentos em relação ao trabalho escravo, a religião e as tradições de suas tribos na África. Esse caldeirão cultural foi precursor de ritmos como o blues e o fabuloso jazz!

Ana participa de banda de jazz em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Ana participa de banda de jazz em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


A arquitetura e organização da cidade dispensam carro. No Garden District você encontra os melhores Bed & Breakfast e Guesthouses, restaurantes e alguns pubs. Detalhe importante: a cidade é um grande centro para convenções da região, além de um dos destinos favoritos dos americanos para casamentos, ao lado de Las Vegas. Assim, reservar a pousada com antecedência vai lhes poupar de uma hora de busca e bateção de perna.

Pegando o bonde em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Pegando o bonde em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos


Todos os dias pegamos charmoso bondinho da St Charles Avenue, no Garden Disctrict até a entrada da famosa Bourbon Street. O antigo centro cultural de New Orleans já teve seus dias de glória, hoje continua lotado de turistas, porém com bares e casas de reputação duvidosa.

Casa de shows na Bourbon Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Casa de shows na Bourbon Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos


Meninas em roupas diminutas convidam os homens a entrarem nessas casas, em outros cantos mulheres decadentes tentam ganhar a vida na porta de um bar. Cervejas, drinks baratos e essa atmosfera festiva atraem os jovens a se perder dia e noite nos guetos da Bourbon Street.

Marujos caminham na famosa Bourbon Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Marujos caminham na famosa Bourbon Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos


A cidade portuária foi escolhida para um Encontro Nacional da US Navy (Marinha Americana), então encontrar marinheiros uniformizados era comum em todas as ruas e bares. As casas ofereciam descontos especiais para os oficiais, que se dividiam em atividades diversas. Uma das belas surpresas que tivemos foi encontrar a banda oficial da marinha em um concerto especial na St. Louis Cathedral. Admiramos pasmos e emudecidos a suntuosa catedral ao som de hinos militares e famosas notas sulistas típicas de NOLA.

Interior lotado da St. Louis Cathedral, em dia de apresentação de banda da marinha (em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos)

Interior lotado da St. Louis Cathedral, em dia de apresentação de banda da marinha (em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos)


St Louis Cathedral, em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

St Louis Cathedral, em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


Seguimos em busca da tão aclamada e legendária New Orleans. Caminhando pelo French Quarter, cruzamos a Jackson Square, rodeada de cartomantes e músicos, em direção ao Rio Mississippi.

Barco leva turistas em passeio noturno pelo rio Mississipi, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Barco leva turistas em passeio noturno pelo rio Mississipi, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos


O clássico rio cantado em várias canções forma a maior bacia hidrográfica na América do Norte e marcou a história dos Estados Unidos como uma das principais vias de comércio de madeira, alimentos e algodão. Os antigos barcos a vapor comuns entre 1830 e 1870 já não circulam mais, a não ser para levar e trazer turistas. Quem tiver tempo pode programar cruzeiros de 5 e até 10 dias por paisagens belíssimas e pela história dos Estados Unidos no American Queen.

O barco tradicional do Mississipi, que hoje faz passeios com turistas em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

O barco tradicional do Mississipi, que hoje faz passeios com turistas em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


Caminhando pela Decatur St. chegamos finalmente à parte boêmia do French Quarter. No caminho vale um desvio para conhecer o Laffite´s Black Smiths Shop, se autoproclama o bar mais antigo de New Orleans ainda em atividade.

Lafitte's Blacksmith Shop, o mais tradicional bar da Bourbon Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Lafitte's Blacksmith Shop, o mais tradicional bar da Bourbon Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos


A Frenchmann Street é tudo o que imaginamos que foi um dia a Bourbon Street. Bares e casas de música com bandas de jazz, blues e rock, garotos de uma banda de metais tocando na esquina e casais dançando em um revival total das épocas áureas do Jazz em New Orleans.

Banda de jazz toca nas ruas de New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Banda de jazz toca nas ruas de New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


Spotted Cat foi o meu bar preferido, músicos e público apaixonados pela música. Não se assuste se só encontrar seus pais e avós na plateia, eles sabem apreciar a boa música melhor que muitos jovens por aqui.

Muito jazz nos bares da Frenchman Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Muito jazz nos bares da Frenchman Street, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos


Um encontro com o Captain Charles, amigo de Andrew revelou que a música não está apenas nos bares, está na cultura de todo orleneano. Restaurando sua casa, uma pérola do final do século XIX, estava com todos os seus móveis e peças de decoração no primeiro andar. Rodeados por um grande antiquário original, quadros, móveis e sua imensa coleção de CDs, tomamos um vinho delicioso trocando histórias da vida, viagens e amigos em comum.

Encontro com o Capitão Charles Walton e seus amigos, na sua casa em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Encontro com o Capitão Charles Walton e seus amigos, na sua casa em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


Sua visita à NOLA não estará completa se não incluir no roteiro um breve tour gastronômico pelas delícias do sul. O po-boy, sanduíche de lingüiça artesanal ou carne desfiada com queijo é uma boa pedida para um brunch. O preferido dos locais é a muffalleta.

Po-Boy e cerveja da Louisiana em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Po-Boy e cerveja da Louisiana em New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


Propaganda de Po-Boy, o famoso sanduíche de New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos

Propaganda de Po-Boy, o famoso sanduíche de New Orleans, na Louisiana - Estados Unidos


A dica para um jantar especial é o Irene´s Cuisine, é um pouco mais caro, mas vale cada centavo. O menu não é extenso, porém cada prato é preparado à perfeição! Um piano bar foi nosso companheiro durante uma hora já que fizemos a reserva em cima da hora, portanto se não quer esperar ligue e reserve com antecedência! Para fechar a noite, um pouco de açúcar na veia, prove o beignets do Café du Monde, um dos points preferidos para o fim de noite nas madrugadas de NOLA.

O famoso e boêmio Cafe du Monde, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

O famoso e boêmio Cafe du Monde, em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Louisiana, New Orleans, Mississippi River, Música

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Um dia pelo Napa Valley

Estados Unidos, Califórnia, Napa Valley

Prova de vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Prova de vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Napa Valley, que é a região mais famosa de vinhos na América do Norte e uma das mais conhecidas do mundo, recebe mais de 4,5 milhões de turistas todos os anos. A produção de vinhos nesta região começou em meados do século XIX e até 1900 já contava com mais de 140 vinícolas. Logo depois veio um surto de phylloxera, uma praga que matou grande parte das plantas, seguido pela Lei Seca na década de 20, quebrando várias das operações.

Vinhedos no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vinhedos no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Foi apenas em 1960 que a produção de vinhos premium começou, muitas pesquisas e novas técnicas já vinham sendo aplicadas e começaram a render frutos, principalmente nas variedades Cabernet Sauvignon e Chardonay. Foi em 1976, após vencer alguns franceses tradicionais em um blind test na Paris Wine Tasting, que Napa Valley se consagrou mundialmente na viniviticultura. Hoje são mais de 450 vinícolas no vale, espalhadas por suas 16 AVAs, sem mencionar o seu vizinho Sonoma Valley.

O mapa do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O mapa do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos ao Napa Valley na véspera do Thanksgiving, um dos, senão o mais importante, feriado no calendário americano. O Thanksgiving aqui tem a mesma ou mais força que o Natal nas tradições familiares e é quando as famílias se reúnem para comer um belo peru e agradecer pelo ano que passou. Nosso trabalho, portanto, não foi o de selecionar as melhores vinícolas ou escolher entre as preferidas indicadas, e sim descobrir quais delas estavam abertas durante o feriado. Embora eu tenha ficado completamente decepcionada com o nosso timing de chegada na região, digamos que este contratempo facilitou a nossa vida.

Visitando o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visitando o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Nosso tour começou na cidade de Napa, seguiu pela rodovia 29, passando pelas sub-regiões de Yountville, Oakville, Rutheford, St. Helena e Calistoga. Em busca das vinícolas em funcionamento fomos descobrindo várias paisagens lindíssimas nas estradinhas alternativas. As videiras já amarelas denunciavam o fim da estação de colheita e traziam um colorido especial para o final de outono no wine country. A Silverado Trail é a estrada paralela a 29 com cenários mais bucólicos e também dá acesso a vários produtores.

Passeando pela belíssima região do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Passeando pela belíssima região do Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


As vinícolas visitadas foram também as maiores, mais populares e, portanto, quase obrigatórias em qualquer visita ao Napa. Vamos lá:

Visitando a mais famosa região produtora de vinhos do país, o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Visitando a mais famosa região produtora de vinhos do país, o Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A V. Sattui é uma antiga vinícola, muito famosa no final do século XIX, mas que ficou “dormente” durante mais de 60 anos após a Lei Seca. Dario Sattui, bisneto do fundador Victorio Sattui, lutou por um sonho que se tornou realidade, reabrir a vinícola de seu bisavô. Além de produzir vinhos de variados tipos de uva e manter uma filosofia de venda direta ao consumidor, a V. Sattui é famosa por sua Cheese Shop & Deli e agradável área de piquenique. É uma das melhores opções no vale para, além de provar vinhos, se abastecer de ótimos queijos e sanduíches para o almoço.

O irresistível balcão de queijos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O irresistível balcão de queijos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A simpática área para piqueniques na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

A simpática área para piqueniques na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Lá eu fiz a Reserve Tasting (15 dólares) que dá direito a provar 6 vinhos da seleção de reservas da vinícola. Eu priorizei os mais encorpados, meus preferidos. Embora não seja grande conhecedora, aqui foram os Cabernets Sauvignons e o Zinfandel que mais me agradaram. Ainda assim nada que me comovesse a ponto de comprar. O que me comoveu mesmo foi o mercado de queijos e embutidos, levei vários queijos diferentes para provar, além dos deliciosos sanduíches gourmet.

Provando vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Provando vinhos na vinícola V. Sattui, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Saímos da V. Sattui a tempo de conhecer sua vinícola irmã, o Castello di Amorosa. A admissão para visitar os dois andares principais do castelo é de 18 dólares e já inclui uma degustação de 5 vinhos premium da vinícola.

Felicidade em encontrar uma vinícola aberta no dia de Thanksgiving, Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Felicidade em encontrar uma vinícola aberta no dia de Thanksgiving, Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A propriedade foi construída no estilo dos castelos da Toscana do século XIII por Dario Sattui, sim o bisneto do Victorio Sattui e dono da V. Sattui Winery. Ele é um homem obcecado por arquitetura medieval e durante suas viagens à Itália estudou incansavelmente a sua paixão sem entender exatamente por que. Anos mais tarde a resposta apareceu na sua frente, ele iria trazer para o Napa Valley um pedacinho da Itália que ele tanto amava.

O famoso Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O famoso Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Depois de visitar verdadeiros castelos medievais na Europa, entrar em um castelo nos Estados Unidos pode parecer uma piada, mas não é o caso aqui. Dario é também um idealista e, depois de 15 anos de pesquisas, foi detalhista e impecável na construção do seu castelo, quase indo à falência. Depois de quase 10 anos o castelo ficou pronto e as parreiras de Cabernet Sauvignon, Merlot, Sangiovese e Primitivo plantadas nos seus arredores já haviam amadurecido e sido transformadas em um dos melhores vinhos do Napa Valley.

O pátio interno do Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

O pátio interno do Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A sala de degustações está localizada em uma das 80 salas subterrâneas do castelo de mais de 11.240m2. No balcão lotado encontramos um espaço e logo fomos atendidos por uma simpática italiana, que além de me fazer praticar meu parco vocabulário italiano, nos guiou perfeitamente pelos melhores vinhos disponíveis para o tasting. O nosso preferido foi o Sangiovese 2009, com aroma perfumado de flores secas, ameixa vermelha, especiarias doces e carvalho tostado, delicioso! Gostamos tanto que aproveitamos a promoção e levamos 3 pelo preço de 2, já pensando nas comemorações vindouras!

Provando os vinhos da vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Provando os vinhos da vinícola Castello di Amorosa, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


No dia seguinte, depois de um intenso trabalho, consegui convencer o Rodrigo a estender a manhã na região e ainda fazer uma visita na Domaine Chandon, para provar os seus vinhos espumantes. Afinal, como vir até aqui e não ter a chance nem de degustar uma das melhores champagnes do mundo?

Famosa produtora de espumantes, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Famosa produtora de espumantes, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Domaine Chandon foi a primeira vinícola francesa de espumantes a se estabelecer nos Estados Unidos, em 1973. Empregando todo o conhecimento, técnica e tradição da casa de champagnes francesa Möet & Chandon, aqui confirmaram a vocação das terras de Yountville, Carneros e Mount Veeder para a produção das uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier.

Hora de experimentar champagnes, na Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Hora de experimentar champagnes, na Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ontem, durante o feriado, apenas o Étoile, restaurante da vinícola, abriu para o almoço especial de Thanksgiving, mas sem degustações. Hoje a tasting room estava aberta e lotada. Novamente escolhi a Reserve Tasting para provar os espumantes reserva, com pelo menos 3 anos de envelhecimento e sabores mais robustos. Para acompanhar, uma tábua de queijos e tivemos o petit dejeneur mais chique dos 1000dias, queijos e variados sabores de Chandons em um pátio aberto e verde, sentindo a brisa fresca do Napa Valley.

Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Experimentando champagnes pela manhã, na vinícola Domaine Chandon, no Napa valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Infelizmente a nossa passagem pela região foi relâmpago, mas recheada de boas memórias, histórias e paladares. Das 450 vinícolas no Napa Valley conhecemos apenas 3, sem dúvida não faltarão motivos para retornar.

Champagne comprada, saindo da vinícola Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos

Champagne comprada, saindo da vinícola Domaine Chandon, no Napa Valley, na Califórnia, nos Estados Unidos


Se você quer mais dicas e informações sobre a região, o blog do nossos amigos MauOscar tem um guia completo do Napa Valley, nós seguimos as dicas e aprovamos!

Estados Unidos, Califórnia, Napa Valley, Enoturismo, Espumante, Vinho, Vinícolas

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Mi casa, su casa!

Porto Rico, San Juán

Um longo dia de transfer de Turks and Caicos para Miami e de Miami para Porto Rico. Trabalhando no nosso segundo vídeo, no aeroporto, no avião e lendo sobre a cidade de San Juan o tempo passou rapidinho. No caminho já surgiu a dúvida... Porto Rico afinal é um estado Americano ou não? Pelo nosso guia de viagens apenas diz que é conhecido como o 51° estado americano. Chegando à imigração americana o oficial me perguntou se estávamos em trânsito, e dissemos que sim, mas não para os EUA, para Porto Rico. Ele me olhou com uma cara de “Dã! sua burra” e disse: “então você está indo para os EUA!”. Na hora pensei que não teria melhor jeito de descobrir... Enfim, fomos à Porto Rico.

Pichação em San Juan - Porto Rico

Pichação em San Juan - Porto Rico


Chegando a San Juan já nos sentimos em casa, o lugar tem a maior cara de Brasilzão! Clima mais latino, pessoas mais amistosas, calorosas e mais espalhafatosas também. A taxista era uma figura, Lili, gritava para as pessoas na rua no caminho para o nosso hotel. Aqui todos falam as duas línguas, inglês e espanhol, e o mais engraçado é que falam as duas ao mesmo tempo! Na mesma conversa eles mesclam frases em inglês e espanhol, todas as placas de rua estão nas duas línguas, os cardápios também são o maior “espanglish”, uma doidera.

Rua do centro antigo de San Juan, em Porto Rico

Rua do centro antigo de San Juan, em Porto Rico


A cidade de San Juan é uma mescla de Ouro Preto com Salvador e Rio de Janeiro. Ladeiras com casas do século XVII ou XVIII todas coloridas, revitalizadas, ruas de paralelepípedo. Subindo a ladeira, logo ali em direção à baía você tem a impressão de que vai chegar ao Elevador Lacerda, e chega em um grande forte espanhol, construído de 1539 a 1700. No caminho do hotel passamos por uma lagoa, árvores praianas e ruas quentes, como o Rio de Janeiro... Amanhã vamos até conhecer a praia que dizem ser a Copacabana de Porto Rico. Enfim, estamos muito mais próximos de casa do que imaginávamos, ou como eles diriam aqui: My home, su casa!

Detalhe de rua do centro antigo de San Juan, em Porto Rico

Detalhe de rua do centro antigo de San Juan, em Porto Rico

Fortaleza 'El Morro' em San Juan - Porto Rico

Fortaleza "El Morro" em San Juan - Porto Rico

Porto Rico, San Juán,

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BR-319 - Manaus a Igapó-Açú

Brasil, Amazonas, Manaus, Igapó-Açu

O bicho-preguiça parece nos pedir ajuda para cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

O bicho-preguiça parece nos pedir ajuda para cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


1º Dia - Manaus a Igapó-Açú - 250 km
Cruzamos o ferry pelo encontro das águas do Solimões e Negro para Careiro da Várzea, onde começa a BR-319 para Porto Velho. Para a nossa surpresa seguimos por um tempo em um asfalto praticamente novo, trecho de 70km que acabou se ser construído.

Cuzando o rio Amazonas, em Manaus

Cuzando o rio Amazonas, em Manaus


O exército está trabalhando nas obras para asfaltar ao menos os primeiros 150km. O asfalto foi piorando e, seguindo a lógica da decadência, logo virou terra. Aí perto passamos por Careiro, uma cidadezinha bem movimentada comercialmente, última chance de abastecer o carro, próximo posto, 500 quilômetros!

Obras no início da BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Obras no início da BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais

BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais


Tempo seco, aceleramos enquanto a estrada era de terra batida. Olhos atentos para as novidades que poderíamos encontrar na estrada. Onças? Macacos? Cobras? Pássaros? Não sei! Estamos no meio da Amazônia, não é possível que não encontremos nada. Eis que finalmente vi algo estranho na pista, uma forma animal, mas parecia estar totalmente parada... seria um animal atropelado? Fiz o Rodrigo voltar e olha só quem encontramos!

Desajeitadamente, um bicho-preguiça tenta cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Desajeitadamente, um bicho-preguiça tenta cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Uma preguiça 3 dedos lindíssima, se não me engano é a preguiça conhecida como Preguiça-Bentinho. Os bichos preguiças são arborícolas, ou seja, vivem pendurados em árvores e galhos de onde tiram o seu alimento e onde se camuflam contra os seus predadores. Elas pesam entre 6 e 8 quilos e chegam a 60 cm de comprimento de puro braço e pernas. Seus membros são longos e muito fortes, são as melhores ginastas que já vi na minha vida! Assim, elas não ficam em pé ou “de quatro”, para se movimentarem precisam se agarrar em algo para puxar o corpo.

Um bicho-preguiça tentando cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Um bicho-preguiça tentando cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Essa pobre preguiça estava tentando atravessar a estrada, mas sem galhos e sem ter onde usar a suas garras ela estava fritando no chão! Enquanto o Rodrigo fotografava e filmava eu fui a grande felizarda que pôde fazer o resgate da preguiça! Peguei um pau que tinha no carro, venci a desconfiança dela e consegui que ela se agarrasse nele para leva-la até a mata do outro lado da estrada! Com meio dedo ela se agarrou e sustentou todo o seu peso (pesada para burro!) até chegar no primeiro matinho em que pôde se agarrar. Tão linda!!! Foi emocionante!

Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Já imaginaram que ela poderia ser atropelada!? Tudo bem que não são muitos carros que passam por aqui, mas hoje a estrada estava movimentada, vimos apenas dois caminhões e duas land rovers! Quando vimos as land rovers se aproximando não podíamos acreditar... serão eles?

Encontrando outros aventureiros, que vinham em sentido contrário, na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais

Encontrando outros aventureiros, que vinham em sentido contrário, na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais


Há dias estávamos tentando falar com o Luis e a Lancey, viajantes americanos que conhecemos em Arcata, Califórnia. Eles estão na estrada há quase 4 anos na Lost World Expedition, vão e voltam dos EUA para trabalhar, juntam dinheiro e continuam viajando. Junto deles estavam os designers costa-riquenhos Erick e Lucy da Expedição La Vuelta al mundo en N días. Paramos por meia hora para conversar no meio da estrada, pegando dicas do caminho, querendo saber da vida e nos desviando desses caminhões que nunca existem e resolveram aparecer bem nessa hora! Foi incrível o timing, pena que não pudemos passar uma das noites aqui juntos. Boa viagem galera!

Reencontrando o Luis e a Lancy, do Lost World Expedition, e o casal costarriqueno do Vuelta al Mundo en N Dias na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais

Reencontrando o Luis e a Lancy, do Lost World Expedition, e o casal costarriqueno do Vuelta al Mundo en N Dias na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais


Finalmente depois de muita terra, quilômetros de asfalto esmigalhado, buracos e muita paciência, chegamos ao tão esperado Igapó-Açú! Atravessamos a balsa e fomos bem recebidos pela Dona Mocinha e o Seu Raimundo com uma cervejinha quase gelada e mais tarde um jantar caseiro bem gostoso.

Nossos amigos motociclistas pegam a balsa sobre o Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Nossos amigos motociclistas pegam a balsa sobre o Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


Nossa pousada no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Nossa pousada no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


Logo conhecemos também os motociclistas aventureiros Manga, Saré, Augusto e Verô! Eles estão fazendo a travessia de toda a Transamazônica, desde João Pessoa até Humaitá, onde conectaram com a BR-319 e seguirão até Manaus para voltar com as motos de barco até Belém.

Os motociclistas que, de uma só vez, fizeram a transamazônica e a BR-319, em Igapó-Açu, já a poucas horas de Manaus, no Amazonas

Os motociclistas que, de uma só vez, fizeram a transamazônica e a BR-319, em Igapó-Açu, já a poucas horas de Manaus, no Amazonas


Grande aventura! E esse mundo é pequeno mesmo, não é que o Everardo (Verô) é lá de Oeiras e conhece o nosso amigo Joca? Ele está planejando subir de moto até o Alasca, então já viram que a noite foi de muita conversa e histórias!

Encontro com os motociclistas Everardo, Manga, Augusto e Saré, no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

Encontro com os motociclistas Everardo, Manga, Augusto e Saré, no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


Dormimos ao som dos sapos cururus e os roncos dos vizinhos, no último quartinho que a Dona Mocinha tinha para alugar. Lugar super simples, chuveiro frio para um banho rápido e cama! Bora repor as energias para o dia de amanhã, primeira etapa completa!

De balsa, cruzando o Igapó-Açu, na BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho

De balsa, cruzando o Igapó-Açu, na BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho

Brasil, Amazonas, Manaus, Igapó-Açu, BR 319, Estrada, off road, trilha

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Búzios – Iriri

Brasil, Espírito Santo, Iriri

Praia Areia Preta, em Iriri - ES

Praia Areia Preta, em Iriri - ES


Um dia de trânsito pela BR 101 entre Búzios e Iriri, trânsito mais lento do que imaginávamos. Pouco menos de 360km e 5 horas nos separavam do nosso sétimo estado brasileiro. Aos poucos vamos ficando mais distantes de casa e nos sentindo cada vez mais livres. Este nosso período na região sudeste foi e ainda está sendo ótimo, mas é também um pouco angustiante. Quando planejamos a viagem de 1000dias por toda América, pensamos em cada passo, cada país, cada cultura e criamos a expectativa de estarmos à frente sempre, mais longe, mais distantes, mais embrenhados nas veias do continente americano.

Placa receptiva na fronteira do Espírito Santo

Placa receptiva na fronteira do Espírito Santo


Chegando a Iriri já começamos a sentir o calor do nordeste. Nos instalamos na Pousada Recanto da Pedra, na praia da Costa Azul e almoçamos à beira mar. Mesmo com o tempo um pouco nublado o mormaço nos animou a dar uma bela caminhada pela praia da Areia Preta, Costa Azul e a Praia dos Namorados, todas muito próximas umas às outras, com areias avermelhadas e águas tranqüilas.

A pequena praia Costa Azul, em Iriri - ES

A pequena praia Costa Azul, em Iriri - ES


Trabalhamos no site e na nossa programação da semana. Entramos novamente em contato com a operadora de mergulho em Guarapari, ansiosos para saber se conseguiremos mergulhar amanhã. O mar estava muito agitado e a visibilidade esta semana estava horrorosa, mas o vento está começando a diminuir e a água está começando a limpar, amanhã vamos mergulhar!

Falando no telefone na praia Areia Preta, em Iriri - ES

Falando no telefone na praia Areia Preta, em Iriri - ES


Um final de tarde super gostoso na Praia da Costa Azul, uma corridinha na praia e um banho de mar já no escuro nos lembram como é bom nos sentirmos livres. Estamos nos aproximando do final desta etapa, finalizando a região sudeste e em algumas semanas iniciaremos uma das regiões mais belas do Brasil, o nordeste! Antes disso ainda temos Dunas de Itaúnas e o aniversário de um certo companheiro de viagem.

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Praia

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Puerto Maldonado, Amazônia Peruana

Peru, Puerto Maldonado

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Além de importante ponto de passagem pela Carretera Interoceânica para aqueles que, como nós, estão a caminho de Cuzco, Puerto Maldonado é um dos principais pontos de partida para as aventuras amazônicas dos turistas de todas as partes do mundo que vem até o Peru e querem ver algo diferente depois de passarem por Machu Picchu.

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Localizada na confluência de dois grandes rios, Tambopata e Madre de Dios, ela é a porta de entrada para reservas de turismo ecológico estruturadas para receber turistas exigentes com gosto pela aventura. Jungle Lodges de todos os preços e estruturas estão localizados ao longo dos rios e oferecem tours de 2 até 8 dias de incursão pela floresta prometendo um mergulho na fauna e na flora amazônica.

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


A Reserva da Tambopata, Colpa de Guacamayos e o Parque Nacional Manu são as principais atrações. Elas garantem o avistamento de ariranhas, jacarés, macacos, diversos tipos de pássaros e na época certa, uma das maiores revoadas de araras vermelhas. Os guacamayos (araras), constroem seus ninhos em buracos feitos nos barrancos do rio na época seca. Na última semana alguns turistas ainda deram sorte de cruzar com uma onça pintada, o prêmio máximo dos que se aventuram por essas terras.

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Nós chegamos sem grandes expectativas, como acabamos de vir de uma temporada internados na Reserva Mamirauá, um jungle lodge do lado brasileiro, pensamos em explorar em um dia os arredores da cidade e seguirmos para Cuzco. Para sentirmos bem o clima e aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos, resolvemos ficar hospedados no Wasaí Lodge, às margens do Rio Madre de Dios. O lodge é simples, sem muitas firulas, mas bem integrado à natureza tem casas altas em meio às árvores e com janelas apenas protegidas por telas mosquiteiras. Turistas vem e vão deste lodge que serve apenas como base para os tours e o lodge principal que está localizado no meio da floresta, rio abaixo.

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Pelas passarelas da pousada cruzamos com uma família de preguiças que vive por aqui. Fiquei horas interagindo com uma delas, que me ensinou como o bicho preguiça de preguiçoso não tem nada. Ele saracoteou pelas árvores ao redor da pousada e até escalou por dentro o telhado da sala de estar onde eu estava usando a internet.

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Incrível a flexibilidade, força e tranquilidade com que ela se movimenta, suportando todo o seu peso em pequenas agarras que encontra na parede ou teto, com apenas um braço e seus três dedos! AMEI! É ou não é o bichinho mais amado da face da terra?

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana


Enquanto observava nossa amiga preguiça eu preparava um macerado de melão caetano, folhas que eu tinha pego com o Duda, irmão do Nilson Mendes lá em Xapuri. O Nilson me garantiu que o macerado desta planta com mel me curaria da rinite e dessa porcaria de pneumonia que quis me atacar. Passei a manhã fazendo esse macerado, consegui uma tigela com o pessoal da cozinha do lodge, amassei a planta e misturei com o mel. Quando estava pronto o pessoal da pousada me viu e disse que antes de tomar aquilo, que falasse com a Dona Elsa, a mãe do dono da pousada que conhece todas as receitas da floresta! Uma figura rara, Dona Elza tem 88 anos e um pique invejável! Me contou que seu marido passou mais de 20 anos lutando contra um câncer, sendo 15 deles só tomando as garrafadas que ela preparava. A garrafada pode ter diferentes ingredientes, mas mel, pisco, pau unha de gato e um melado mais comum aqui no Perú são sempre a base. Fez que fez, falou, dançou e até colocou “este chico brasileño” que ela adora para tocar: Michel Teló! Queria que eu ensinasse a dancinha e tudo. Uma loucura a veinha! Rsrs! Enfim, tomei a garrafada e ela me fez prometer que voltaria ali para as outras doses. É Donda Elsa, mal sabia eu que não poderia cumprir a minha promessa.

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana

Peru, Puerto Maldonado, Amazônia, Amazônia Peruana, floresta, Tambopata, Wasaí Lodge

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NY à Livingston - Nunca é tarde demais

Guatemala, Livingston

Bicicleya estacionada em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala

Bicicleya estacionada em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala


Nós chegamos a Livingston de Rio Dulce e logo fomos cercados por garotos querendo vender Deus e o mundo, pousadas, passeios, restaurantes, artesanato, qualquer ajudinha terá um bom preço, situação bem comum nos lugares turísticos aqui na América Central. Às vezes passamos batido e escapamos deles, mas desta vez dois, bem insistentes e simpáticos nos acompanharam e garantiram que não teríamos que pagar nada pela simpatia. Um era maya e o outro garifuna, além do espanhol se viravam no inglês e foram muito prestativos.

O rio Dulce é a principal 'estrada' na região de Livingston, no litoral da Guatemala

O rio Dulce é a principal "estrada" na região de Livingston, no litoral da Guatemala


Eles nos levaram até o Nostra Casa Hostal, a casa de um nova iorquino casado com uma guatemalteca que fica na beira do rio. A pousada é simples, mas bem simpática. A casa possui 2 quartos extras que são alugados a turistas, compartilhando o mesmo banheiro da família. A cozinha e a palapa em frente ao rio a noite viram uma pizzaria, a melhor da cidade. O café da manhã não está incluído, mas os sucos, vitaminas e os sonhos recheados de frutas que eles fazem são deliciosos!

TRabalhando no quintal da nossa pousada em Livingston, no litoral da Guatemala

TRabalhando no quintal da nossa pousada em Livingston, no litoral da Guatemala


Todo o lugar está sob os auspícios do casal e nas nossas conversas ficamos curiosos em saber como ele havia vindo parar aqui. Perguntamos e sem titubear, com seu jeito acertivo e acelerado (bem diferente do ritmo livingstoniano), ele nos respondeu:

"Eu trabalhava em um grande banco em Manhattan, na Wall Street. Andava em porches e ferraris, ternos Armanis e Guccis. Vi toda a crise se formar, acompanhei de dentro o que aconteceu e eu não conseguia concordar com o que os mercado financeiro, os bancos, os Estados Unidos estavam fazendo com o mundo. Foi horrível! Resolvi sair deste mundo, vendi meu apartamento, doei quase tudo o que tinha e saí viajar. Em 15 dias de viagem pela Guatemala cheguei aqui e decidi que era onde eu ia morar. Passei a vida procurando o mundo perfeito, a mulher perfeita e, quase aos 50 anos, eu ainda era solteiro, estava estressado e não era feliz, pois é claro, isso tudo não existe!

Hoje estou vivendo com a minha mulher guatemalteca, que não é perfeita mas temos um relacionamento divertido. A pousada e a pizzaria não me deixarão rico, mas com o pouco dinheiro que faço eu pago as minhas contas e vivo tranquilo, sem pressão. Não sei quanto tempo ficarei aqui, cheguei há três anos e até agora não pensei em voltar. Minha família toda pensa que eu sou louco por ter trocado que eu tinha lá em Nova Iorque pela vida que tenho hoje, mas o que interessa é que eu estou feliz. A vida pode ser simples."


Eu fiquei ali, parada e estupefata perante tal depoimento. Era claro que ele não pertencia aquele lugar, mas eu não imaginava a rica história e experiência de vida que estava por escutar. Nunca é tarde para alguém decidir mudar, ver o mundo, ter uma nova vida, valorizar as coisas simples e cultivar o que realmente lhe faz feliz.

Em dia de muito sol, delicioso mergulho em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Em dia de muito sol, delicioso mergulho em praia de Livingston, no litoral da Guatemala

Guatemala, Livingston, Caribe, Garifuna, Personagens, Vida

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