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Tatiana de Queiroz (25/04)
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Camila Miranda (23/04)
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clenilça alves da silva(cleo) (21/04)
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clenilça alves da silva(cleo) (20/04)
aaaiiii!!!!até cancei de ler de tanto que andou .o centro do rio e rico ...
A "Revolution Tower", um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país
Após um dia chuvoso, de bastante trabalho, ontem demos uma escapadinha para o cinema do Multicentro. O filme que estava disponível no cinema era “Colombiana”, escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen. O filme se passa entre a periferia de Bogotá e Nova Iorque, usando como pano de fundo a história dos quartéis de drogas colombianos. Filme de ação com Zoe Saldana, gatona que já fez Missão Impossível e outros nessa linha. Ótimo entretenimento!
Fechamos as nossas malas para seguir viagem, nosso destino são as montanhas do norte do Panamá, na cidade de Boquete. Cruzamos a ponte das Américas, que une os continentes que o homem separou, passando sobre o Canal do Panamá.
A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá
As estradas aqui no Panamá estão sendo um suspiro aliviado entre as suas irmãs colombianas e com as que estão por vir na América Central. Asfaltadas, grande parte duplicadas em auto-pistas daquelas que pagamos os pedágios com gosto.
Exibir mapa ampliado
A única taxa que não gostamos de pagar são aquelas gentilmente solicitadas por alguns policiais, que estão espalhados por toda a rodovia.
Fiona tem "problemas" na estrada, perto de Santiago, no Panamá
Atravessamos do centro ao norte do país em umas 6 horas, deixando para trás dois parques nacionais e uma a comarca dos índios Ngöbe Buglé, personagens que passam a ser comuns nessa região. As mulheres usam vestidos longos e coloridos com detalhes de patchwork nas mangas, lindo!
Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)
Chegando às montanhas de Boquete, fomos recepcionados por um belo arco-íris. Que seja o prenúncio de um lindo dia de caminhadas e explorações na região! Amém.
O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá
Após a manhã de caminhadas pelo Rio Celeste, almoçamos rapidamente em Bijagua e pegamos a Carretera Inter-Americana em direção à Nicarágua. Os trâmites fronteiriços sempre são um pouco enrolados, a imigração da Costa Rica está em reforma e a fila de caminhões dos dois lados da fronteira deixa tudo um pouco confuso. No lado nicaragüense, uma enxurrada de guias de fronteira nos aborda oferecendo seus serviços, para ajudar a fazer os papéis de imigração e aduana por uma gorjeta. Já escolados, dispensamos a ajuda, seguimos para a imigração, compramos o seguro obrigatório, preenchemos os formulários e entramos nas filas da Polícia Federal e da Aduana. Nada muito complicado, só bastante enrolado.
Estrada entre PN Tenório, Peñas Blancas e San Juan del Sur
Aqui escurece cedo. Eram 17h30 quando nós pegamos a estrada, a nossa primeira na Nicarágua, à noite. Não gosto, não me sinto confortável, não sabemos por onde estamos passando, que tipo de gente pode haver nessas estradas, mas não tinha outro jeito. Depois de meia-hora presos no engarrafamento de caminhões, conseguimos nos liberar e seguir para a nossa primeira parada: San Juan del Sur, na costa do Pacífico.
Igreja decorada para o natal em San Juan del Sur, na Nicarágua
A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Na quina entre o Mar do Caribe e o Golfo do México, a Isla Holbox se tornou famosa por ser o endereço onde centenas (senão milhares) de tubarões baleia se congregam para procriar entre os meses de maio e julho, nas águas quentes do Caribe.
Ainda em Chiquila, onde pegamos o barco para a ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México, as informações sobre os tubarões-baleia
Os guias de turismo quase desencorajam os viajantes de conhecê-la, a comparando com os outros destinos turísticos da Península do Yucatán. Afinal, quem gostaria de trocar as águas azuis turquesas e cristalinas do Mar do Caribe por uma água já misturada com a mais escura e 'barrenta' água do Golfo do México?
As águas mais escuras do Golfo do México, a caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Além disso, a ilha é conhecida pela falta de infraestrutura, uma cidade pequena, onde as ruas ainda são de areia e você parece estar longe do mundo civilizado. (Tudo o que eu mais quero!) Por outro lado também é sabido que aqui os preços para o turismo são altíssimos, hotéis e alimentação com preços proibitivos.
Caminhando para a praia nas ruas de areia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Chega a ser quase um paradoxo, como um lugar sem estrutura e pouco desenvolvido turisticamente pode ser tão caro? O que os livros esqueceram de explicar é que Holbox é o novo esconderijo de muitos estrangeiros, a maioria italianos, que trouxeram junto deles sua gastronomia e bom gosto. A magia da ilha está justamente nesta mistura, um lugar que prima por manter suas tradições e simplicidade, mas que possui infraestrutura para receber até o turista mais exigente.
Em meio às águas rasas do mar da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Nós mesmos, quando estávamos fechando o roteiro tivemos nossas duvidas, mas eu queria ir de qualquer forma, algo me atraia nesta ilha... Acho que justamente o fato de ser menos visitada por humanos e massivamente visitada por tubarões baleia. Mesmo adiantados na temporada, me parecia um ótimo motivo!
Que lugar para armar a rede! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)
Assim, este foi o meu destino escolhido para as nossas "férias das férias", um lugar para ficarmos parados por alguns dias trabalhando nos blogs, aproveitando a praia e relaxando de tantos quilômetros rodados. E, depois de passar 4 dias na mais agitada Isla Mujeres, entre motos, carros, ruas já asfaltadas e o barulho da semana de carnaval, o Rodrigo acabou topando.
Bizarras carapaças que se encontram nas praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Cruzamos do porto de Chiquila, uma pequena cidade no extremo nordeste da Península do Yucatán. Chegamos lá no final da tarde, ainda durante a semana das festas pagãs. Não tivemos tempo e nem luz para ver a praia, então fomos direto a praça principal, onde topamos com bandinhas embalando as apresentações das estudantinas, jovens e senhores empenhados em alegrar o público local, tocando seus tambores, baterias, violinos, trompetes e violões, enquanto as mulheres dançavam e cantavam temas originais, em suas adornadas fantasias representando lendas mayas e yucatecas lindíssimas!
Animação de carnaval em Holbox, pequena ilha ao norte de Yucatán, no México
Apresentação de carnaval na praça central em Holbox, a pequena ilha ao norte de Yucatán, no México
Um carnaval genuíno, feito pela comunidade, para a comunidade, mantendo as tradições, a musica instrumental, a criatividade e a dedicação da própria população, e não um punhado de caixas de som sobre uma caminhonete fazendo barulho pela cidade. Aquilo me comoveu de tal maneira, não sei se por me lembrar dos melhores carnavais brasileiros (repito, os melhores, não os maiores) ou simplesmente por que vi que eles estavam genuinamente felizes e orgulhosos por fazê-lo assim! Foi a melhor das surpresas que Holbox nos guardava.
Uma das animadas bandas que tocou no carnaval da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
No dia seguinte, depois de horas trabalhando no quarto, saímos para a praia com poucas expectativas, pois as águas escuras não poderiam ser mais bonitas que as do mar do Caribe, certo? Errado! A primeira visão que tivemos enquanto caminhávamos uma quadra do nosso hotel para o mar foi esta.
A incrível beleza das praias da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Daí em diante, sem fôlego e impressionada pelo tom verde esmeralda das águas, começaríamos a nossa rotina de caminhadas e explorações pela ilha.
Caminhada antes da chuva na iilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Neste primeiro dia seguimos para o lado direito, caminhando pela praia cruzando iguanas, caranguejos e quase nenhum turista. Paramos para um banho de mar e um rum punch no Restaurante Arena, um dos mais bacanas da ilha.
Caminhando nas águas rasas da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Relaxando, depois do almoço (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)
No outro dia saímos a explorar o lado esquerdo da praia, passamos pela vila de pescadores, onde cruzamos mais o pessoal local, pescadores e mulheres trabalhando e crianças brincando na areia. Uma delas, a menina Perla que queria ir para o fundo, mas sabia que seus irmãos iriam afogá-la, essas brincadeiras que irmãos fazem.
Ancoradouro em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Menina se diverte em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Conversadeira, ela me contou sobre a sua família inteira, seus amiguinhos e até seu novo bebê, o priminho que nasceu há apenas 6 meses. Ela se mudou do lado oeste da ilha para cá há pouco tempo e ainda está começando a fazer novas amizades.
A mais nova amiguinha da Ana na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Andamos mais de 4 km até a área de reserva, na ponta esquerda da ilha, onde os principais moradores são as garças, pelicanos e as pequenas golondrinas, que todos os anos vem até as areias brancas de Holbox para procriar, uma das raras espécies de aves que prefere a areia às árvores para seus ninhos.
Garça solitária em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Belo entardecer na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
No nosso terceiro e último dia saímos caminhando para o canto direito da praia com o objetivo de ir até a Punta Mosquito, uma das praias mais bonitas da ilha e apenas acessível de barco. Havíamos conversado com algumas pessoas que nos disseram que com disposição para uma longa caminhada seria possível chegar até lá a pé. Andamos, passamos o restaurante onde havíamos parado no primeiro dia e continuamos. Andamos, andamos e andamos e logo chegamos a um rio de águas verdes transparentes. O Rodrigo passou nadando e logo vimos que não teríamos como atravessar com câmeras e mochilas sem molhá-las. Tivemos que sacrificar a Punta Mosquito e ficar por ali mesmo... Vida dura esta! Rsrsrs!
Um magnífico rio de águas verdes se encontra com o mar na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Todas as noites nós encontrávamos um restaurantinho novo para comer, mas foi em uma noite chuvosa que decidimos conhecer o restaurante vizinho ao nosso hotel, que anunciava em um quadro negro o seu jantar do dia: um prato especial + uma taça de vinho = 180 pesos mexicanos (ou algo bem próximo a isso). Descobrimos um ótimo negócio, pois além de boa musica, tempero e vinho deliciosos, encontramos um ambiente super descolado! Noite chuvosa, nada melhor que um bom filme para passar a noite, lá mesmo no restaurante as meninas projetaram Vicky, Cristina, Barcelona. Amo os filmes de Wood Allen, posso revê-los dezenas de vezes.
Nossas amigas argentinas em seu restaurante onde tomávamos nosso saudável café da manhã, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Paola e Loana são argentinas, estão viajando pela América Latina e resolveram parar um tempo em Holbox para trabalhar. Estão gerenciando este pequeno restaurante dentro de um hostel há três meses e já receberam até visitas! Sol, Maria e Alfonsina vieram de Buenos Aires para visitá-las e fecharam o grupo animado que nos fez companhia nas nossas últimas noites em Holbox.
Comprando côco de um vendedor e seu simpático veículo, na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Várias pessoas já me perguntaram se durante a viagem encontramos algum lugar que eu pensasse, 'este é o meu lugar!' A minha resposta sempre foi vaga, encontramos vários lugares lindos, mas nenhum que houvesse me tocado. Isla Holbox é aquele pedaço esquecido de paraíso que sempre esperamos encontrar. Foi um dos primeiros lugares que eu senti que poderia viver e um dos mais difíceis de dizer adeus... Então será, quem sabe, apenas um até logo.
Alvoroço de gaivotas em praia da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Como chegar?
Em Chiquila, taxistas em seus triciclos aguardam os turistas que retornam da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Existem ônibus que saem de Playa del Carmen até Chiquila, melhor opção que alugar um carro, já que este não pode atravessar. Se mesmo assim você for de carro, existem estacionamentos que cobram em torno de 100 pesos por dia para o carro, bem perto do píer. Existem duas companhias de barco que fazem a travessia, geralmente de hora em hora. As duas cobram o mesmo valor, 80 pesos mexicanos. Nós pagamos 60 na ida, quando ainda é fácil barganhar, já que os dois barcos estão saindo no mesmo minuto e as vendedoras estão ávidas para te ganhar. O retorno já tem horários diferentes, às vezes de 2 em 2 horas e intercalados pelas duas empresas, então é melhor deixar para comprar a volta na hora do embarque, para não ficar amarrado.
A caminho da ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Onde ficar?
Hoteis na ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México
Hospedagem na ilha realmente vai depender do seu gosto e bolso. Existem hotéis, pousadas e pequenos resorts de todos os tipos, alguns dos mais caros da região! Nós chegamos lá com a indicação do Hostal Ida e Vuelta, que oferece cabanas rústicas em um ambiente descontraído por preços bem razoáveis, mas eles já estavam lotados. Assim acabamos ficando no hotel vizinho, nada charmoso, mas com preços ótimos (300 pesos por quarto, metade do preço do anterior) e com tudo o que precisávamos: wifi, banho quente, ar-condicionado e uma boa cama. Na beira da praia estão os hotéis boutique deliciosos, com restaurante, bar, piscina, decoração super charmosa e ambiente perfeito, mas aí as tarifas e os cardápios já são em dólares e começam em no mínimo 190 dólares, podendo chegar a mais de 400 fácil, fácil.
Combinação perfeita! (ilha de Holbox, no norte do Yucatán, no México)
Alimentação na ilha também pode ser cara, mas existem restaurantes baratos ao redor da praça e algumas boas opções como o das argentinas que comentei acima. Os locais sempre têm boas dicas, a maioria é de comida mexicana, simples, mas gostosos. Nós economizamos na hospedagem e nos demos ao luxo de aproveitar o bar e o restaurante de um destes hotéis, o Restaurante Arena, na ponta direita da praia. Lá tomei um rum punch com vista para o mar e provamos um dos melhores ceviches de pescado da vida!
A cor impressionante do mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
Bonaire não é um paraíso apenas para mergulhadores. Aqueles que não mergulham, mas que curtem um clima tranquilo, belezas naturais, mar de águas azuis e cálidas, não irá se arrepender!
A costa entrecortada no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
Tiramos um dia para conhecer as belezas naturais que a ilha tem em cima d´água e rumamos o norte da ilha, próximo à cidade de Rincon, onde está localizado o Parque Nacional Washington Slagbaai. Uma antiga fazenda com produção de sal, aloe vera, divi divi, uma árvore nativa e criação de cabras para exportação à Curaçao e Europa. Durante anos e anos a família Herrera trabalhou nesta fazenda, até que seu último dono, apaixonado pela terra onde cresceu e trabalhou a vida toda, decidiu negociá-la com o governo para que se tornasse um parque nacional. Boy Herrera ficou doente e morreu em 1967, em 1969 o parque nacional abria suas portas para o turismo, sendo o primeiro santuário natural das Antilhas Holandesas.
Formação rochosa no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
O parque possui uma boa infra-estrutura para os padrões da ilha. Os mergulhadores que já pagaram a taxa ambiental devem trazer o seu comprovante de pagamento e documento com foto que são isentos de pagar a entrada. Seu museu tem muitas informações sobre a história da fazenda e da criação do parque, assim como das espécies nativas da ilha. São dezenas de espécies de lagartos coloridos, iguanas e pássaros, sem contar com as espécies domesticadas introduzidas, como a cabra, o burro, etc. A flora é formada principalmente por cactáceos, algumas árvores e plantas rasteiras mais espinhentas, devido ao solo seco e a quantidade de chuva de 532mm anuais.
Lagartos coloridos, muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
A única forma de visitar o parque é de carro e existem duas principais rotas para visitação, a trilha curta e a longa. A longa leva em torno de 2 a 3 horas parando para tirar foto nas principais atrações do parque. A rota mais curta leva em torno de uma hora e nem vale muito a pena, pois como é uma rota interna se perde a maioria das atrações.
Observando o mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
A primeira parada é na Boka Chikitu, formações coralíneas que hoje fazem parte da costa, formam lindos splashes de água no encontro com as águas mais agitadas do mar de fora. É fácil reconhecer durante este passeio parte da história geológica da ilha, que possui formação vulcânica e afloração de rochas coralíneas até nas partes mais altas. O Seru Grandi é prova disso, um paredão de pedras com cavernas e colorações das diferentes fases geológicas da ilha.
As diferentes camadas nas encostas mostra que o mar já esteve bem mais alto no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
Passamos no farol para uma vista do alto, a vista não era tão aberta e o farol está meio abandonado, mas ali a atração foi a iguana que encontramos no estacionamento. Diferente da maioria de sua espécie, ao invés de fugir ela caminhou em nossa direção, provavelmente procurando por comida. Muito simpática, mas não ganhou nem uma folhinha.
As iguanas também são muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
Continuamos o nosso caminho entre cactos e cerros em uma paisagem realmente diferente das que estávamos acostumados em terras, ou águas, caribenhas. Viramos a ponta norte para a costa oeste da ilha, já no mar de dentro. A paisagem muda das bokas com splashes imensos de água, para o mar tranquilo e azul perfeito para mergulho. No parque estão localizados 7 pontos de mergulho, nós infelizmente não tivemos tempo para conhecê-los. Vizinho ao Boka Katuna, um dos pontos está a Saliña Bartol, um lago salgado de águas avermelhadas devido aos crustáceos ricos em beta caroteno que vivem ali. É nestas salinas que podemos encontrar o pássaro símbolo da ilha de Boneiru, os flamingos.
Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
Eles são tão graciosos, passam o dia ali, com suas longas patas enfiadas no lodo e cabeças submersas na água, buscando o pobre crustáceo. Ele é o responsável pela coloração das suas penas, assim como a de seus primos que vivem lá na Laguna Colorada nos altiplanos bolivianos. Adorei encontrá-los aqui! Meio maluco imaginar como podem se adaptar a 4 mil m de altitude e -20°C e ter parentes tão próximos vivendo nos 30°C em pleno Caribe!
Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
Passamos por uma pequena Praia Wayaká, uma curta faixa de areia em frente aos pontos de mergulho e um dos melhores para snorkell. O pessoal aqui da ilha gosta de vir aqui no final de semana para um piquenique.
Pequena praia no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
Nosso passeio terminou no restaurante perto da Boka Slaagbai, o único dentro do parque. De um lado, uma lagoa salgada com diversos flamingos, garças e pelicanos. De outro um mar azul turquesa inacreditável!
Paisagem do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire
É, sem dúvida alguma Bonaire tem muito a oferecer para os aventureiros e turistas que preferem terra ao mar.
A bonita costa norte de Bonaire, no Parque Nacional Washington-Slagbai
Saltando do deck para o mar, em Abrolhos - BA
A internet é algo impressionante realmente. Tudo começou com o mestre google! Pergunte ao mestre e ele responderá: “Mergulho em Abrolhos” e caí em um site de mergulhos que indicava a Apecatu como a melhor operadora para live aboards em Abrolhos. Logo entrei no site e encontrei os vários pacotes oferecidos pela empresa, fotos da embarcação e entrei em contato com eles. A Laila nos atendeu prontamente com a melhor notícia do dia! Eles estavam com uma saída Especial Sea Shepherd, incluindo baleiada, mergulhos e tinham exatamente uma suíte de casal vaga nos esperando!
Voltando ao barco após mergulho, em Abrolhos - BA
A saída era justamente na data que estávamos procurando, de 14 a 17/10. Checamos a previsão do tempo e confirmamos com a Laila, nesta data a previsão apontava uma janela de sol dentre as diversas frentes frias que tem avançado sobre o Espírito Santo e sul da Bahia nas últimas semanas. Perfeito! Fechamos o pacote e rumamos a Caravelas. Fomos recepcionados pela equipe da Apecatu com um belo café da manhã e já nos instalamos na nossa cabine, uma suíte bem aconchegante.
Nosso quarto no barco em Abrolhos - BA
Aos poucos vamos conhecendo os nossos colegas de live aboard com os quais iríamos conviver, mergulhar e viajar até domingo. O barco começou a navegação, saímos pela barra do Rio Caravelas, com o tempo ainda nublado e muito vento. Ao longo do rio, um manguezal, berçário natural para diversas espécies marinhas. Abrolhos fica em uma cadeia de montanhas há 70km da costa, o que significa em torno de 5 horas de navegação. Eu estava tranqüila, pois havia tomado o remédio para enjôo, mas ainda assim um pouco apreensiva, afinal nunca tinha ficado tanto tempo dentro de um barco, não sabia como o meu organismo iria reagir.
Chegando em Abrolhos - BA
Nossa rotina no barco basicamente era de mergulhos, interação e diversão! Acordávamos cedo já com uma bela mesa de café da manhã nos esperando. Navegávamos para o ponto de mergulho do dia e começava a preparação. Montar os equipamentos, revisar as cargas dos cilindros, vestir as roupas de neoprene, cintos de lastro, nadadeiras e máscara, enquanto o Dingão nos colocava no ponto certo para cairmos. Os mergulhos duram entre 40 minutos e uma hora, dependendo da profundidade.
Preparando-se para mergulhar no Morro do Mato Verde, em Abrolhos - BA
Quando voltávamos ao barco o almoço já estava quase pronto, dava tempo de subirmos ao solarium tomar um sol e bater um papo com o pessoal, enquanto a Manú dava o seu toque final. Depois do almoço mais um período de descanso, trabalho, leitura, macaquices, sol ou o que mais lhe apetecesse até irmos ao segundo ponto de mergulho do dia.
Macaquice no deck do barco em Abrolhos - BA
Novamente nos equipávamos e íamos para o mar e quando retornávamos da água, um pão de queijo delicioso e quentinho estava nos esperando. Mais tarde, assim que o sol baixava e a noite chegava começava tudo de novo, equipar e água!
Preparando-se para mergulho noturno em Abrolhos - BA
O bote vem nos buscar após mergulho em Abrolhos - BA
Eu fiz os três mergulhos noturnos, para mim um melhor que o outro! Para fechar o dia com chave de ouro, jantar e um filminho. Na última noite assistimos à palestra do Caio sobre tubarões. Aí já eram onze horas da noite, senão mais..., eu estava prontinha para cair no sono. Hummm! Adorei esta rotina! Até eu, que enjôo pra caramba em barco, consegui acostumar. Tomei remédio só nos 2 primeiros dias, nos 2 últimos não precisei, o labirinto já estava acostumado ao balanço, que na cama embalava o sono profundo de cada noite.
Briefing de mergulho em Abrolhos - BA
Registro aqui o nosso muito obrigado à Apecatu e ao Titan que nos receberam super bem e com tanto carinho. Foi uma ótima experiência do meu primeiro live aboard, depois dessa tenho certeza que virão muitos outros!
Tomando sol no deck do barco em Abrolhos - BA
A pequena igreja no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
O principal tour feito por todos os visitantes de primeira viagem na região é o Cañon San Francisco, onde estão as maiores cavernas e mais significativa coleção de pinturas rupestres da Baja Califórnia Sur. O passeio é feito em mulas, são 16 km de descida em um dia, montagem do acampamento, explorações das grutas no segundo dia e o retorno, subindo os mesmos 16 km, no terceiro dia. A maioria dos turistas que chega aqui são senhores americanos bem aventureiros, mas talvez por isso a prática comum é fazê-la em mulas e com a duração de no mínimo 3 dias.
Admirando a grandiosidade da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
O ponto de partida para organizar um tour na região é ir até o INAH - Instituto Nacional de Antropologia e História. O funcionário do INAH fornece toda a informação necessária: quais são as rotas mais comuns, principais cavernas, quanto tempo leva para cada uma delas e os valores para contratação do guia, de um rancheiro e das respectivas mulas. Cada grupo é responsável por levar o seu equipamento de camping (barraca, saco de dormir, fogareiro, panelas, pratos, talheres, comida e água) e fornecer a comida para o guia e o rancheiro. Em grupos pequenos, muitas vezes o próprio rancheiro pode ser o guia.
Ave de rapina voa nos ares de San Ignacio, na Baja California - México
Nós queríamos conhecer o Cañon San Francisco em um tour de 2 dias e pensamos em fazer à pé. É totalmente possível, mas não conseguimos convencer o funcionário do INAH que estava ali. Aí cedemos então para fazê-lo com mulas e ele manteve a posição. Se queríamos conhecer estas cavernas, nós teríamos que ceder na “negociação” e ficar um dia a mais. Eu toparia fácil, mas eu acho que o meu marido “aventureiro” está mesmo ficando velho e com preguiça de acampar por duas noites, só pode ser! Ou é isso, ou é o vício (quase obcessão) que ele tem em estar conectado para manter este nosso querido blog atualizado. Atrasar mais três dias a esta altura nem ia ser tão mau... Mas não houve jeito, então fomos ao Plano B: uma tarde e uma noite no deserto, dormindo no Rancho San Francisco e no dia seguinte pela manhã visitaremos a Cueva del Ratón, a gruta mais acessível na boca do cânion.
Canyon na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
Almoçamos perto da praça de San Ignacio e ali no restaurante tivemos um encontro muito bacana com os Doutores da ONG “Amigos Califórnios”. Médicos e dentistas, americanos e mexicanos, que ficaram a última semana no Rancho San Francisco em atividade voluntária, atendendo toda a comunidade. Um dos organizadores da ONG é fotógrafo e escritor e nos presenteou o seu livro, um trabalho documental que durou 7 anos, que conta histórias de vida dos atuais califórnios, que ele conheceu durante sua atuação na ONG. Uma honra e um prazer imenso conhecer pessoas engajadas assim.
Encontro com americanos em San Ignacio, na Baja California - México
A viagem para o Rancho San Francisco é linda, um imenso deserto que rodeia uma das cadeias de montanhas mais altas da Baja Califórnia Sur. Saímos dos 200m de altitude e subimos aos 1.300m aproximadamente. O clima fica mais frio, a vegetação mais verde e umas árvores estranhas, parecidas com um cacto, longa e geralmente com um único tronco, porém com folhagens amareladas, conhecida como Cirio, ou Boojum Tree. A vista do cânion é fantástica ali do alto, circundamos todo o beiral daquela imensa fissura na terra.
Canyon na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
O Rancho San Francisco é um pequeno vilarejo com em torno de 70 moradores. Os arredores deste agrupamento possuem outras 500 pessoas vivendo em ranchos espalhados pela serra. Foi todo este pessoal que os Amigos Califórnios vieram atender, 12 horas de trabalho por dia, 7 dias na semana. Don Francisco, morador da vila, me conta que a maior dificuldade deles é arrumar um emprego, pois ali não há nada para fazer. “Quem não tem cabra, não tem trabalho.” O queijo de cabra daqui é famoso na região e delicioso! Aos poucos o turismo está chegando e começando a dar emprego a estes homens, que servem como guias e rancheiros.
Vista da imensa planície desértica, subindo a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
As coisas já começaram a mudar muito com a colocação do asfalto serra acima, mas ainda faltam 14 km de pura terra que está em obras para ser asfaltado até o final de 2013. “Logo chega o asfalto e as coisas vão mudar ainda mais”, diz Seu Francisco. Pergunto se ele acha que é para melhor ou pior e mesmo com toda a simplicidade e necessidade, ele logo diz... “É complicado... bom vai ser por que fica mais fácil para irmos pra cidade e tem mais turista também, mas vai mudar muito tudo aqui, já mudou, para pior.”
Interior da igreja na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
Caminhando pelo rancho, fotografando a igreja logo fui abordada por Dona Tereza, uma moradora que tem o jardim mais lindo e florido do vilarejo. Ela me pediu para ler as instruções das sementes de flores que ela ganhou, qual é a época de plantio? Estavam escritas em inglês e não diziam a época certa, lhe dei todas as informações possíveis, mais água, menos sol, etc. Mesmo tímida com “esses turistas que aparecem por ali”, ela me convidou a conhecer o seu jardim, uma explosão de cores em meio à aridez do deserto.
Jardim de flores no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
Voltamos ao refúgio e Jadira nos preparou um jantar delicioso incluindo um prato típico mexicano não muito comum por aqui, flor de abobrinha. Ela havia comentado que faria calabacita (abobrinha) e eu empolgada perguntei da famosa flor, que ainda não havíamos provado. Ela foi até a sua estufa, colheu algumas flores e preparou para todos nós, provando também pela primeira vez o famoso prato.
Esperando o jantar no refeitório do nosso hostal na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
O restante da noite foi de fotos e muito papo, nós curiosos com as pinturas rupestres da região e Jadira e seu marido curiosos sobre os lugares por onde passamos e as pinturas que vimos no nosso caminho. Um intercambio cultural delicioso que foi brindado com uma belíssima noite de lua nova sobre o céu pintado de estrelas. “Se estivéssemos lá no cânion, não veríamos metade deste céu”, disse meu amado marido, e nisso ele tem razão.
A lua nova se põe atrás da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México
Com o Tiburço, na passagem pelo paso de 4.750 metros no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Hoje acordamos cedo, depois de uma noite mal dormida. Novamente não sei se foi a altitude ou a ansiedade de saber que teria que levantar cedo. 5h30 estávamos em pé para a caminhada. Será um dia longo, pois faremos 2 dias de trekking em um. Sairemos do acampamento em Taulipampa 4.250m, cruzando o Passo Ponta Unión a 4.750m, descendo novamente a 3.350m e subindo a Vaqueria a pouco mais de 3.700m. São 18km com muita inclinação, pedras, vales e paciência.
A magnífica paisagem no início do último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Nosso plano inicial era sairmos sozinhos, levando nossa mochila. Oscar e Tibúrcio conversaram e decidiram colocar à nossa disposição uma mula para levar a mochila e os alguns equipamentos de cozinha, já adiantando um pouco a parte do Tibúrcio na montagem do próximo acampamento. Hoje o almoço é um lanche de pão com queijo já preparado com antecedência por ele, portanto poderia sair cedo para nos acompanhar sem atrapalhar o restante do grupo.Tibúrcio, com seu físico totalmente adaptado à altitude e acostumado com as montanhas da região, sem peso, poderia fazer esta trilha de 4 dias em apenas 1. Ele foi abrindo o caminho e tocando a mula. O primeiro desafio do dia o passo Ponta Unión, subindo em ziguezague uma imensa ladeira que costeia o Taulliraju, por pouco não chegamos no cume! Pelo menos é a impressão que dá! Hahaha!
Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Já no começo da caminhada comecei a sentir um desconforto, dores abdominais... mas fui negociando com a barriga durante todo o caminho. Não havia de ser nada, pensava. Subimos em 2 horas... pra variar, Tibúrcio poderia ter feito em 45 minutos, Rodrigo também. E eu, que não ando devagar, ao lado desses caras fico sempre parecendo a lesma da vez, lesma com dor de barriga. Maravilha.
Lagunas com águas mais escuras do outro lado do paso, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Chegamos ao paso, lugar lindo! Mais parece um portal que nos transporta para outro mundo. Uma fenda na rocha nos leva de paisagens nevadas e lagoas de degelo da Quebrada Santa Cruz, para uma paisagem mais sombria, de montanhas escarpadas negras e tempo acinzentado. Uma fina precipitação de neve gelava o nosso nariz. Aceleramos o passo, para esquentar e ganharmos tempo, queremos estar em Vaqueria até as 14h, quando é garantido que teremos ônibus. Sacamos uma foto ou outra e logo começamos a ouvir o tilintar das mulas que traziam os equipamentos de um segundo grupo.
Uma neve fina caía na passagem pelo paso de 4.750 m último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Durante uma hora eu consegui me antecipar à elas, descendo enlouquecidamente um caminho de pedras, mantendo uma distância segura das mulas. Elas não deviam estar acreditando na polaca que parecia querer apostar corrida com elas... Do alto de sua experiência, sabiam que algum momento iriam me passar. Dito e feito. Já quase no pé da trilha, onde se iniciava o novo vale, as mulas me alcançaram e passaram a ser minhas companheiras. Caminhamos juntas e até fiz amizade com o arrieiro que as pastoreava soltando palavras de ordem em quéchua. Simpático e curioso, queria saber de onde era, se já era casada, se era com ele (Rodrigo, que já estava uns 5 minutos à frente), por quê? Ele parecia tão mais velho... vai explicar! Jovens são sempre curiosos, em português, espanhol, inglês ou quéchua, uma vontade de viver incrível! rsrsrs!
Belíssimas paisagens no alto do vale que conhecemos no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Pouco a frente Rodrigo decidiu me esperar e me despeço do novo amigo. Caminhamos, caminhamos, caminhamos e caminhamos. Longo trecho plano e com muitas pedras. Passamos por um lindo bosque de papillónes e algumas lagoas. A paisagem mudou muito e o clima ameno facilita a caminhada. O que continua atrapalhando são as dores, mas sou boa negociadora, vou um pouco mais devagar em alguns trechos, mas vou!
Atravessando bosque no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Ao meio-dia chegamos ao 3º acampamento, onde o nosso grupo irá dormir. Lá estava Tibúrcio nos aguardando, enfastiado de não ter o que fazer. Não titubeou em oferecer ajuda para levar a nossa mochila. Recusamos, mas êita nego que gosta de caminhar! Ele não nos deu opção, pegou a mochila e começou a andar. Menos peso, caminhamos mais rápido.
Com o Tiburço, cozinheiro e nosso guia e companheiro no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
O último trecho de Huaripampa já é habitado. Vamos passando por sítios de camponeses trabalhando em suas criações de abelha, plantações de cevada e em meio aos animais, porcos, burros, vacas, galinhas, patos e os sempre fiéis e amigos perros. Este trecho parecia interminável, as unhas já pediam socorro dentro da bota e minha barriga então? Infelizmente não era uma dor que se resolvesse em um matinho ou banheiro... era algo estranho, diferente.
Finalmente cruzamos o rio de Huaripampa em direção à Colchapampa e ali nos despedimos de Tibúrcio, nosso protetor, que nos alimentou das melhores energias possíveis (literalmente), sempre disposto a ajudar!
Agora, sem as mulas, carregando o peso no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Essa subida final, que ele nos disse que levaria uns 20 ou 30 minutos, foi de matar! Deve ter levado isso mesmo, talvez 40’, mas o foi interminável. Uma subida íngreme, com mais calor e mais dor, além do estresse de chegar a tempo para não perdermos o coletivo de Yungay. Chegamos no alto as 13h50, sentamos em uma varanda da pacata vila e esperamos... Esperamos por umas 2 horas e nem sinal de coletivos. Domingo, será que encontraremos mesmo algum? Eis que surge um carro, com pneus baixos e dois caras meio esquisitos, todos sérios, para quem pedimos carona. Depois de conseguirem emprestado uma bomba manual para encher o pneu, nos mandaram subir e lá fomos nós. 70 ou 80km de estrada de terra entre Vaqueria e Yungay, estrada belíssima, mas ruim pra burro. O nosso “motorista” estava socando o bambu, inclusive nas curvas fechadas do ziguezague que desceram uns 1000m de altura até a Lagoa Llanganuco.
Chegando a famosa laguna Llanganuco, no último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Ficamos na dúvida se era uma carona ou um transporte, mas na despedida ele logo esclareceu, 10 soles por pessoa. Mais 5 soles por pessoa de Yungay a Huaráz em um coletivo pinga pinga com um mané bêbado que deixou seu celular repetindo 1000 vezes a versão latina-eletrônica do Kaoma, parada de sucesso nas rádios destes países. Infelizmente pelo tardar da hora não pudemos parar e conhecer o Campo Santo, antiga cidade de Yungay que ficou soterrada por uma imensa avalanche do Huascarán. Essa catástrofe natural foi causada por um terremoto de 7,9 pontos na escala Richter e matou em torno de 50 mil pessoas, em 1970. Os poucos que sobreviveram, foram os que correram para a montanha onde ficava o cemitério... que ironia.
A laguna llanganuco, último dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
Chegamos a Huaraz, sem banho há 3 dias, de mala e cuia, e paramos para um jantar rápido. Após aplacar a fome, só queríamos saber de chegar ao hostal. Podres e acabados, mas com a sensação de dever cumprido! Cordillera Blanca, nossa história só começou. Ainda voltaremos para explorar as dezenas de montanhas e trilhas que ficaram para trás.
DICA
Tibúrcio também pode trabalhar como freela, sendo guia e cozinheiro e se duvidar até arrieiro! Ele prefere as montanhas, sua preferida é o Huáscaran (6.700m), mas conhece estes vales e trekkings de ponta cabeça! Ele prometeu que logo irá aparecer aqui no site para deixar seus contatos, já que nem caneta levamos para a trilha. Fica aqui a dica!
MUDANÇA DE PLANOS
Hoje, quando chegamos à civilização, conseguimos conectar no wifi do restaurante e, ainda podres e acabados, recebemos uma notícia desoladora. O nosso live aboard para Galápagos foi cancelado! O barco é novo, tão novo que nem pôde sair do estaleiro, aparentemente na ficou pronto e por isso ficamos sem Galápagos. Estamos planejando essa viagem há uns 3 meses, pelo menos, pois além da antecedência para comprar esse pacote, temos 3 amigos que irão (ou iriam) nos encontrar lá. Rafa e Laura, um casal de amigos e Haroldo, primo, todos nossos padrinhos de casamento, estavam loucos tentando entrar em contato consoco para nos passar a péssima notícia.
Segunda a agência de turismo, os outros barcos estão lotados, portanto temos as seguintes opções: 1) Postergar a data do live aboard. 2) Ir para um resort de terra e fazer dive trips com a equipe do hotel, recebendo um ressarcimento, já que o valor é mais baixo. 3) Pedir todo o dinheiro de volta e cancelar a programação.
Para nós nenhuma das 3 é opção que se preze! Galápagos é ponto obrigatório na viagem, ainda mais algo tão planejado, em uma agenda tão suada para reunir os amigos! Sinceramente... dessa não precisávamos.
Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Após as noções básicas dadas no post anterior, você pode me perguntar agora: então porque vocês se metem em uma coisa dessas? Somamos a paixão por explorar, à paixão por mergulhar e a curiosidade imensa pela espeleologia e o resultado já é quase convincente. Quando adicionamos ainda o fato de estarmos em um lugar completamente diferente de qualquer outro que você já imaginou e que poucos terão a oportunidade de conhecer, encontramos motivos suficientes para entrar de cabeça neste novo mundo submarino.
Felizes e prontos para nosso primeiro mergulho numa caverna de verdade, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos
A Flórida é um dos principais pontos de mergulho em caverna do mundo. Suas terras são um verdadeiro queijo suíço, formados por calcário e dezenas, talvez centenas de nascentes de água. A temperatura média da água é de 20 a 22°C, as cavernas tem um grande potencial de suspensão e algumas podem ter um alto fluxo de água, leia-se correnteza.
Lagoa e entrada de caverna tomada por algas, em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos
Nossa aventura começa em um lugar chamado Luraville, próximo à cidade de Live Oak, no norte da Flórida. Chegamos ao Dive Outpost ontem à noite e fomos muito bem recepcionados por Tim.
Com o Tony, nosso guia nas cavernas alagadas em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Além de providenciar os tanques de nitrox (mistura especial com 32% de oxigênio), Tim conseguiu agilizar uma peça fundamental: um instrutor para nos guiar nos nossos primeiros mergulhos em cavernas naturais. Até aqui só tivemos a oportunidade de mergulhar algumas vezes na Mina da Passagem em Mariana, Minas Gerais.
Nossa pousada em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos
Tony chegou cedo e tivemos bastante tempo para conversar, nos conhecer, revisar equipamentos e configuração técnica de todo o nosso material. Depois de tudo pronto, seguimos para o Peacock Springs State Park, há apenas 8km dali.
Advertência na entrada do parque de Peacok, na Flórida, nos Estados Unidos
Ansiosos e concentrados nos equipamos e caímos na água. Impossível esconder a tensão. Podemos até tentar esconder dos outros, mas não de nós mesmos. Após o treinamento e muito estudo, sabemos exatamente onde estamos nos metendo e agora é hora de colocar todo o conhecimento adquirido em prática!
Carregando equipamento de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Peacock é um dos sistemas de caverna mais visitados do mundo e já foi inteiramente explorado. Veja o mapa.. No primeiro mergulho navegamos pelo Peanut Tunnel, que tem este nome por seu formato ser parecido com o de um amendoim. Lá dentro encontramos nos primeiros metros alguns peixes e até uma espécie de peixe cego, onde já não existe luz. Nenhuma vida, seguimos a Golden Line uns 400m adentro, chegando a 16m de profundidade. Foram 76 minutos de mergulho, passando pelas paisagens mais alienígenas que já imaginei.
Fim do primeiro mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
É impressionante, mesmo amando tudo em alguns momentos eu pensava, o que é mesmo que estou fazendo aqui? Pois quando realizamos que estamos a 400m da entrada de uma caverna, mergulhados em uma água gelada, dependendo 100% do equipamento e que acima de você existe mais água, muita rocha e provavelmente uma floresta, é simplesmente inacreditável.
Passagem por "janela" em caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
O segundo mergulho do dia foi também na Peacock I, mas seguindo pelo Túnel Principal. Embora tenha este nome não quer dizer que apenas este tenha a Golden Line. Este é o túnel mais amplo e que provavelmente foi explorado primeiro, o Peanut que fizemos no primeiro mergulho, também é todo cabeado com a Golden Line.
Mergulhando na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Com salões maiores, cânions submarinos e passagens belíssimas onde as bolhas d´água formam verdadeiros espelhos no teto, este túnel foi o nosso preferido. Tivemos uma experiência diferente neste segundo mergulho, por que já estávamos mais tranquilos, pois já tínhamos quebrado o gelo no primeiro mergulho. Depois por que ele é muito mais cênico, as paisagens são ainda mais lunares, se é que podemos sonhar em uma lua cheia de água.
Saindo da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Dois pontos altos desde percurso são o encontro com o Pothole Sink, uma abertura no teto que deixa um fecho de luz entrar e refletir o azul da água mineral onde estamos imersos. Nadamos mais ou menos 250m e chegamos ao Olsen Sink, uma abertura natural onde emergimos, olhamos ao redor e estamos em meio a uma mata verde. A luz e as cores são tão lindas depois que cruzamos toda esta escuridão!
Com o guia Tony durante mergulho na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos
Aqui estamos, sobrevivemos à nossa primeira experiência em cavernas naturais, ainda mais impressionados com o que vimos. Era tudo aquilo que imaginávamos e um pouco mais! Agora podemos nos considerar mergulhadores de caverna, iniciantes, tudo bem, mas temos que começar algum dia, afinal! Abaixo segue vídeo desta experiência para vocês também terem o gostinho de como é se aventurar nas cavernas submersas da Flórida.
Ah! Vale lembrar: uma das melhores partes do mergulho em caverna é que não precisamos subir em um barco e perder tempo com a navegação, ainda mais para quem sofre com enjoos e fica mareado, como eu! A segunda maior vantagem é que não precisamos lavar os equipamentos, eles já ficaram o tempo todo mergulhados em água mineral.
Parque de Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos
Uma bela tartaruga durante mergulho em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Santa Lúcia é o paraíso preferido de muitos famosos, seja se hospedando em um dos resorts super luxuosos e exclusivos nos arredores da ilha ou como a apresentadora de televisão americana Oprah, na sua mansãozinha particular. A cantora Amy Winehouse costumava se hospedar, o Jade Mountain Resort, o mais caro da ilha, que pode custar até US$ 2.680,00 dólares por noite! Visitamos também a praia do Jalousie Luxury Resort, outro lugar maravilhoso onde até a areia foi importada! Antiga praia de areias negras e pedras que hoje é uma das mais brancas e exclusivas da ilha.
A Sugar Beach, com areias brancas importadas de Granada, no resort Jalousy, entre as duas Pitons, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia
Vista para a Gros Piton, no resort Jalousy, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia
A Sugar Beach, com areias brancas importadas de Granada, no resort Jalousy, entre as duas Pitons, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia
O sol nasceu e nós estávamos entre um paredão de pedra, a baía e o belíssimo Petit Piton. Partimos para a Anse Chastanet Beach, uma praia tranquila e protegida por dois resorts e um parque marinho. Qualquer um pode visitá-la, mas o resort espanta os vários hustlers que tentam se aproveitar dos turistas nas praias. Música caribenha tradicional rolando solta, cabanas de palha, sol e mar. Precisa de mais alguma coisa?
A deliciosa praia de Chastanet, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe
A deliciosa praia de Chastanet, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe
Esta é uma das melhores praias para snorkel na região. Recifes coloridos, com cavernas e paredes lindas para treinarmos a apneia. Nos afastamos e passamos das boias que limitam o parque marinho para ter a melhor vista do Gros e o Petit Piton, vistos do mar. Surpresa a nossa quando levamos uma chamada do barco de mergulho que opera ali na região: “as correntes são fortes e podem te levar as far as Venezuela!”
Snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, com vista para as montanhas Piton
Maravilhoso snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia
Snorkel em caverna submarina na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia
Uma sereia na saída de caverna submarina durante snorkel na praia de Chastanet, em Soufriere, sul de Santa Lúcia
Saindo para mergulhos em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Bem impressionados pela visibilidade e belezas marinhas da Anse Chastanet Bay, decidimos mergulhar. No segundo dia em Soufrière saímos de barco para o naufrágio Lesleen M, que mesmo com baixa visibilidade, é um lindo mergulho! O cargueiro de 55m foi naufragado em 1985 para tornar-se um recife artificial, hoje está recoberto de gorgonas e corais de fogo, além de muitos peixes e crustáceos. Entramos na sala de máquinas, subimos pelas escadas e chegamos à cabine do piloto, penetração fácil, mas cuidadosa, para não se cortar ou queimar encostando-se a algum dos corais.
Explorando o naufrágio Lesleen M, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Mergulho no naufrágio Lesleen M, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Os belos cenários do anufrágio Lesleen M, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Os belos cenários do anufrágio Lesleen M, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
O segundo mergulho foi nos Pináculos da Soufrière Bay, um conjunto de 5 ou 6 pináculos de pedra recobertos de corais e esconderijos para todas as espécies marinhas. A forte corrente deixa a visibilidade melhor e o mergulho mais emocionante, terminando com uma parada de segurança aos 5m brincando com o nosso primeiro star fish, com tantos braços quanto uma medusa!
Explorando um pequeno canyon entre dois pináculos em mergulho em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Mergulhando nos pináculos submersos em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Uma moréia durante mergulho em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
A mais estranha estrela-do-mar que eu já tinha visto, durante mergulho em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
O terceiro mergulho da série eu fiz sozinha no terceiro dia, fomos para o ponto chamado Fairyland. Um drift dive que começa no paredão da Chastanet Bay e pega uma carona na corrente que nos levou quase até os pináculos. A cor amarela das bob-esponjas tubulares colore a parede, entre vários cardumes, caranguejos, moréias e uma tartaruga que parecia estar acostumada aos turistas curiosos.
Uma bela tartaruga durante mergulho em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Linguado tenta se camuflar durante mergulho em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Se você prefere a terra ao mar, Santa Lúcia não irá decepcionar. Uma das ilhas mais montanhosas do Caribe, seu principal cartão postal são os dois Pitons - Gros Piton e Petit Piton - montanhas formadas de rochas vulcânicas como um cone perfeito. O Gros Piton (Grande Piton) é um dos trekkings mais famosos da ilha e leva em torno de 4 horas com acompanhamento de guias especializados. O pequeno Piton, ao contrário do nome, é mais alto que o primeiro, porém muito mais difícil de subir, já que não existe uma trilha formal e em várias partes é necessária a utilização de cordas para segurança.
As figuras inconfundíveis das montanhas Piton, em Soufriere, sul de Santa Lúcia, no Caribe
Cuidado com os locais que se oferecem para guiar ao Petit Piton, a maioria deles não tem experiência e o equipamento necessário. A dica é conversar com a Associação de Guias no centro da cidade de Soufrière para que eles indiquem alguém treinado. Mesmo sabendo disso, nós resolvemos dar uma chance ao nosso amigo Booma, pensando em incentivá-lo a sair do bar e ir para a natureza, forma muito melhor de ganhar dinheiro para criar as filhas. Assuntamos sobre sua experiência com conhecidos em comum e nos disseram que seria um bom guia. Bem, não poderia dar em outra, infelizmente o cara não apareceu e nós acabamos ficando sem o nosso trekking.
Chegando perto da Petit Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia
Se você quer ver atividade vulcânica, a Sulphur Springs tem mirantes para uma cratera vulcânica desmoronada, com gases sulfurosos e poças de lama fervente. Ali próximo, está a mais turística Diamond Waterfall and Mineral Bath, incluída na maioria dos tours. Nós pulamos esta programação, mas fechamos o nosso dia tomando um banho nas águas sulfurosas e calientes da menos turística Piton Falls.
A Pitons Falls, com águas termais, perto de Soufriere, no sul de Santa Lúcia
Não é difícil entender por que Santa Lúcia foi escolhida um dos principais destinos de lua de mel, não é mesmo? Só vai depender do seu bolso para escolher o quão exclusiva será a sua experiência.
Fim de tarde em Rodney Bay, em Santa Lúcia
Voltando do mergulho em Key Largo
Logo cedo já estávamos na Ocean Divers com todos os equipamentos prontos para o mergulho no Spiegel Grove. Planejamos um mergulho profundo, mas ainda recreacional para explorar e ter uma idéia da dimensão deste navio cargueiro de 155m de comprimento, afundado para ser um recife artificial em 2002. O naufrágio fica entre 18 e 40m de profundidade é um navio com diversos compartimentos a serem explorados. Descemos também com muita corrente e ficamos em torno de 25 minutos entre os 20 e 30m. Acredito que só vimos uns 5% de todo o navio, com uma vontade absurda de entrar em cada buraco que víamos, mas o tamanho do naufrágio impõe respeito e nem precisamos pensar para sermos cautelosos.
Pesquisando na internet encontrei uma notícia terrível de três mergulhadores experientes que morreram lá em março de 2007. Segundo a reportagem eles foram preparados para explorar o interior do navio, porém algo de errado aconteceu. Provavelmente se perderam dentre os diversos compartimentos internos e não tiveram ar suficiente para encontrar a saída. Apenas um dos quatro mergulhadores conseguiu retornar com vida.
Daily News – 18/03/2007 - http://www.nydailynews.com/news/2007/03/18/2007-03-18_death_dive_.html
O Spigel Grove é monumental! Com certeza iremos retornar com um planejamento próprio e o treinamento de naufrágio tek para podermos aproveitar ao máximo da próxima vez!
Depois fomos a outros arrecifes de corais chamados French Reefs, onde encontramos uma caverninha de coral bem bacana e vários peixes, esponjas e corais. Hoje terminamos o mergulho muito mais tranqüilos, acostumados com os nossos novos equipamentos e eu sem enjôo algum depois da dose dupla de dramin. Mais tarde rumamos novamente à Miami, já ansiosos pela nossa temporada Caribenha! Amanhã chegaremos a Nassau, Bahamas. Consideramos oficialmente aberta a temporada de mergulhos!
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