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Pablo (02/02)
INCREIBLE!... En serio que fue un día de esos para olvidar!... pero bu...
Mario Sergio (31/01)
Oi filha, que delícia passear pela cidade com voces. Muito bom o link, s...
Viagem para Mulheres (28/01)
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Eu! (27/01)
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José Mendes Pereira (26/01)
Ana Biselli, gostei muito do seu blog, fazendo com que eu trasladasse "Mo...
Dentro da "boca", no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN
Dia de mudar de ares, sair da praia e ir para o interior, mas não sem antes nos despedirmos das magníficas falésias das praias de Madeiro e região. Mais uma vez partimos deixando alguns lugares na nossa lista de “quero mais”.
Falésias na região da Praia da Pipa - RN
Seguimos viagem e vamos para uma cidade de nome muito curioso, quase na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, Passa e Fica. Este nome foi dado por que as pessoas passavam por lá e acabavam ficando, mas afinal, a pessoa passou ou ficou? Rsrsrs! A cidade fica há apenas 5km do Parque Estadual da Pedra da Boca, já na Paraíba, formado em 2000 para a preservação de montanhas rochosas fantásticas. As formações graníticas lembram as mais variadas formas, caveira, carneiro, lagarto e a mais doida delas é a que dá nome ao parque, uma boca!
Região de Passa e Fica - RN
A Pedra da Boca possui 250m de altura e a boca está há mais ou menos uns 150m. A boca foi esculpida pelo vento e para chegar até ela são 40 minutos de uma íngreme escalaminhada.
Descendo da Pedra da Boca, no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN
A vista é recompensadora, do alto avistamos as fazendas, açudes e cidades da região. O “céu da boca” é muito doido, todo esculpido pelo vento em pequenas panelas circulares, ali no teto tem uma via de escalada para os mais profissionais, haaaja braço!
Visual à partir da boca da pedra, no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN
Quem nos levou lá em cima foi o Maciel, filho do Seu Tico, dono da propriedade vizinha ao parque. Ele que um dia já foi predador, caçando para matar a fome, hoje se orgulha por trabalhar guiando turistas e preservando o meio ambiente. Ali comemos um delicioso açaí, batendo um papo com os escaladores que encontramos. Poderíamos acampar ali mesmo, mas os 41 anos do Rodrigo já não permitem mais essas aventuras! Rsrsrs! Voltamos para a cidade para nos hospedar, achar uma lan house e ficar prontos para amanhã. Iremos visitar as grutas e finalmente tirar a zica da escalada técnica, que não conseguimos colocar em prática até agora.
A Pedra da Boca, na fronteira do Rio Grande do Norte com Paraíba, próximo à Passa e Fica
Fotografando a Chapada Diamantina do alto do Pai Inácio, próximo à Lençóis - BA
Não poderíamos ir embora de Lençóis sem conhecer os seus principais cartões postais: Morro do Pai Inácio, Poço do Diabo, Pratinha e Gruta da Lapa Doce. Este roteiro é tão famoso que e também é conhecido aqui como Roteiro 1! O Morro do Pai Inácio, com a vista mais famosa da Chapada Diamantina, Serra do Cercado, Camelo e o Morrão.
No alto do Morro do Pai Inácio, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Este lugar é mágico, a vista maravilhosa e ainda tivemos a sorte de encontrar algumas figuras da Chapada lá em cima. O Samuca, guia local que nos contou um pouco sobre a chapada (vejam na sessão vídeos), ele estava acompanhando uma equipe de filmagem que produzia um filme conceitual para uma coleção de moda. Estou super curiosa para ver o resultado!
O inconfundível visual da Chapada Diamantina vista do alto do Morro do Pai Inácio, próximo à Lençóis - BA
Já íamos embora quando o Negão, guia do Morro do Pai Inácio, nos convidou para retornarmos até o cruzeiro, para que nos contasse a lenda de Pai Inácio, um escravo que se enamorou da Sinhá e teria conseguido salvar sua vida fingindo pular deste morro. Foi sensacional a representação, digna de um Oscar de melhor revelação do ano! (ver vídeo “Lenda do Pai Inácio”)
No alto do Morro do Pai Inácio, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
O Poço do Diabo é uma ótima parada para um banho refrescante nas suas águas coca-cola. O Rodrigo, maluco, queria pular dos 22m de altura! Eu tive que usar todas as técnicas de chantagem emocional possíveis para convencê-lo do contrário... ufa... consegui!
O "trampolim" de 22 metros de altura no Poço do Diabo, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Da última vez que estive no Poço do Diabo, a quantidade de água era tão absurda que não se podia imaginar entrar no poço para nadar tranquilamente, fiz a tirolesa (nessa corda que atravessa o poço nas fotos) e o rapel de onde o Ro queria pular, já foi emoção demais! Rsrsrs!
Refrescando-se no Poço do Diabo, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Adiante a Pratinha oferece passeios de flutuação na área de luz da gruta, tirolesa, passeio de caiaque e uma infra-estrutura de restaurantes e até pousada. Suas águas com mais de 60m de visibilidade e temperatura constante de 24°C atraem milhares de turistas que lotam o balneário particular.
A lagoa da Pratinha, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Eu e o Ro quase ficamos malucos ao saber que a Gruta da Pratinha tem ligação com a Gruta Azul e está toda cabeada para mergulhos em caverna! Sensacional!
Na entrada da Gruta da Pratinha e seu lago de águas cristalinas, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Só falta a autorização especial do Ibama para o mergulho com fins de pesquisa científica... detalhe básico.
Placa informativa da Pratinha, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Encerramos nossa estada em Lençóis na Gruta da Lapa Doce, uma caverna calcaria com formações magníficas! Estalagtites formam anjos e dinossauros, enquanto as estalagmites mostram o chapéu mexicano e a imensa coruja formada no meio do salão.
Dentro da gruta Lapa Doce, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Tudo isso preservado pelo sonho um geólogo idealista, proprietário da terra, que lutou muito para a manutenção da área, através de pesquisa e conscientização da comunidade local.
Com o Raimundo, nosso guia na Lapa Doce, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Dizem que o sertão vai virar mar, mas para nós o mar já virou sertão! De Mangue Seco à Chapada Diamantina, do mar para as cachoeiras, rios e grutas maravilhosas desse sertão verde e cheio de vida. Amanhã vamos embora de Lençóis, mas continuamos na Chapada, ainda temos muito sertão pela frente!
Entrada da Lapa Doce, próximo à Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
É chegado o dia! Hoje o programa do dia é um trekking para o alto da montanha mais alta de St. Kitts e Nevis. O Monte Liamuiga está localizado na cordilheira noroeste da ilha e possui 1138m de altitude.
Árvore com enormes raízes na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
Liamuiga significa “ilha de terras férteis”, nome dado não só ao monte como à própria ilha pelos índios caribes que habitavam esta região. Este vulcão adormecido há mais de 1800 anos, foi o responsável pela formação geológica da ilha, assim como por suas terras férteis. Hoje o vulcão está coberto por uma densa e rica floresta tropical e ainda pode-se observar no alto a sua cratera e imaginar de perto a sua força e potencia nos tempos passados.
Cogumelo gigante, do tamanho de uma pia, na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
A indicação que recebemos aqui e no nosso guia de viagens é que contratássemos um guia. Greg´s Safari é o mais conhecido na região, através deles conhecemos o nosso guia, Sylvester. A trilha tem seu início perto do vilarejo de St. Paul, em uma estrada de terra que contorna as terras da Rawlins Plantation. No caminho um grande hotel, campo de golfe e spa estão sendo construídos, único empreendimento deste porte que vimos nesta região da ilha. Não existe nenhuma sinalização no início ou durante a trilha, mas ela está bem pisada, não é fácil se perder.
Vegetação no monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
A caminhada leva de duas a três horas, dependendo do preparo físico. Muitas pedras e raízes ajudam a formar o caminho que nos leva dos 500m de altitude, onde deixamos o carro, até a boca do vulcão, a pouco mais de 1000m. Encontramos outros grupos, algumas pessoas ficaram no caminho, mal informadas sobre o preparo necessário e o quão íngreme a trilha poderia ficar. Encontramos também uma família com uma menininha de uns 3 anos de idade e um bebê no colo da mãe, e era a menininha que estava liderando o grupo, super determinada!
Na cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
Nós alcançamos a cratera do vulcão em pouco menos de uma hora e meia, subimos rápido, o que nos garantiu ainda uma vista da magnífica cratera. Cinco minutos depois a paisagem foi tomada pelas nuvens e uma fina garoa. Eu já tinha visto vulcões quando fui para a Indonésia, alguns deles ativos, mas só avistei de longe. Esta, porém, foi a primeira vez que estive no topo de um vulcão! Sua cratera é extraordinária, para chegar ao fundo da boca são necessárias mais duas horas de caminhada e o uso de técnicas verticais em alguns trechos. Mesmo assim, só chegar ali na beiradinha e ver aquele buraco imenso, já é sensacional!
No topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
É fácil imaginá-lo cuspindo lava e borbulhando, com jeitinho e sorte também conseguimos avistar o mar e a ilha de St. Eustatius lá do alto. O pico fica do outro lado da cratera e não existe uma trilha que siga a crista para alcançá-la. Segundo Sylvester ninguém chegou até o ponto mais alto do Liamuiga ainda, mas se o quisera provavelmente subiria por outra trilha do outro lado da montanha. Se tivéssemos tempo iríamos ficar por aqui explorando, voltar para fazer o trekking até o fundo da cratera e quem sabe até achar algum maluco para chegar ao cume, ficou para uma próxima.
Vista do topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe
Tínhamos que voltar para pegar o ferry-boat para Nevis, ilha irmã de St. Kitts. Conseguimos chegar a tempo de um banho rápido e pegamos o ferry das 15h. 45 minutos de navegação, praticamente o tempo todo protegida pela própria ilha, então não chega a enjoar.
Viagem de balsa entre St. Kitts e Nevis
Chegamos lá e caminhamos uns 2km até o nosso hotel. Nossa primeira opção, o Sea Spawn, fechou há 2 anos, pois o dono faleceu, foi vendido e deve retomar as atividades talvez ainda este ano.
Nevis, com seu pico sempre coberto por nuvens
Acabamos indo para o Pinneys Hotel a tempo de um final de tarde delicioso a beira mar, no deck da piscina. O sol se punha enquanto eu matava as saudades da irmã pelo skype, observava as técnicas de pesca do rasta e o Rodrigo caminhando na praia. Não agüentei de saudades e fui até a praia atrás dele, a água quentinha e transparente foi irresistível, demos aquele mergulho delicioso de final de tarde, cuca-fresca e alma lavada para entrar no clima sereno e tranquilo de Nevis.
Belo pôr-do-sol em Pinney's Beach, na ilha de Nevis
A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
A US 1 é considerada uma das rodovias mais bonitas dos Estados Unidos. Nós rodamos bem este país e confesso que é difícil comparar paisagens de montanha ou desertos, mas sem dúvida é uma das road trips costeiras mais lindas e de fácil acesso aqui na costa oeste americana.
Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Embora existam vias mais curtas e rápidas, a US 1 é o caminho mais bonito de uma viagem entre San Francisco e Los Angeles. A sinuosa via costeira é recheada de mirantes, parques, praias e paisagens que deixam até os mais viajados impressionados. No caminho ainda encontramos pequenas cidades de praia como Monterey e Carmel by the Sea, que são por si só uma atração turística.
O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
1° Dia – Half Moon Bay a Santa Cruz
No sentido SFO – LA a viagem começa pela Half Moon Bay, uma pequena cidade praiana que nesta época além de árvores de natal e abóboras, produz também ondas acima de 15m para o famoso campeonato de surf Mavericks. Nós pegamos a cidadezinha cheia no feriado estendido de Thanksgiving e um dos seus restaurantes mais famosos, o Sam´s Chowder House estava lotadíssimo. (Tudo bem, nem gostamos de chowders mesmo, hunf!). Seguimos a rodovia beirando o oceano, com o sol dourando o Pacífico e vistas maravilhosas das falésias à beira mar. Uma parada rápida na Pescadero Beach para colocar os pés na areia, e sentir a brisa fria que anuncia que o inverno vem chegando.
Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Adiante uma parada obrigatória é o Pigeon Point Lighthouse, um farol antigo localizado em uma ponta de terra, um setting cinematográfico. By the way, alguém conhece algum farol mal localizado?
Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O nosso plano era dormir lá mesmo, no farol! O Pigeon Point Lighthouse é um hostel, um albergue da juventude com quartos e dormitórios a partir de 60 dólares. Infelizmente, em função do feriado ele estava lotado, então acabamos estendendo um pouco mais a viagem e dormimos em Santa Cruz.
O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
2° Dia – Monterey e Carmel by the Sea
No outro dia cedinho já estávamos na estrada a caminho de Monterrey. Foi colocarmos os pés lá e já percebemos que um dia seria pouco. A charmosa cidade tem suas raízes na colonização espanhola e foi o centro administrativo da Alta Califórnia Mexicana até a região ser incorporada pelos Estados Unidos em 1846. Seus prédios antigos, ruas estreitas do centro e do Fisherman´s Wharf são uma delícia para um passeio no final de tarde, entre uma galeria de arte e o jantar em um bistrô. Se você é fã de música, programe-se para conhecer a região no terceiro final de semana de setembro, quando acontece o Monterey Jazz Festval, um dos festivais mais tradicionais do mundo, que acontece sem interrupção desde 1958!
Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos
O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Ainda que o centro seja convidativo, a parte mais apaixonante do Pacific Grove foi o calçadão à beira-mar ao longo da Sunset Drive, que liga o centro até a Spanish Bay. Clima de praia, casinhas no estilo vitoriano, sem cercas, todas pintadinhas e bem preservadas desde 1875, quando foram construídas para retiros religiosos da Igreja Metodista Episcopal.
Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos
Ali, a poucos metros da praia, encontramos o Beachcombers Inn, um motelzinho americano com um preço ótimo para a região, quarto simples (mas limpinho) e até um café da manhã! Foi um achado! À noite pudemos passear na praia a luz da lua e no dia seguinte saímos para uma corrida de 6km neste calçadão, animados pelo sol e pela brisa fresca do mar.
Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Coincidência, ou não, foi aqui que reencontramos Tim, um amigo americano que viveu em Curitiba e que nós conhecemos no Death Valley! Mantivemos contato pelo facebook, mas não voltamos a nos encontrar. Neste dia ele nos reconheceu correndo, parou o carro e nos chamou pelo nome, out of nowhere!!! Pode? Este mundo é muito pequeno mesmo!
Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
No final da Sunset Drive está o início da 17 Mile Drive, uma das mais famosas atrações deste trecho da costa californiana. Lodges e mansões milionárias, restaurantes e campos de golfe 6 estrelas são apenas algumas das surpresas que você terá pelo caminho.
Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Estes 27 km de curvas e belas paisagens estão dentro de um condomínio fechado, você paga US$ 9,50, que são reembolsados se você almoçar em um dos dois restaurantes no caminho. Na entrada você recebe um mapa com todos os pontos de interesse.
A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O meu trecho preferido foi a floresta de Cypress, um tipo de árvore que quase foi extinta aqui na região e foi reintroduzida nas últimas décadas. O Lonely Cypress é uma das últimas paradas, seguido pela Ghost Tree, onde estão vários troncos de árvores mortas com aparência meio fantasmagórica.
Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Este post da Cláudia, do Aprendiz de Viajante tem todo o roteiro da 17 Mile Drive bem bacana e detalhado. Aos que gostam de Golf, encontrei aqui uma descrição ótima feita do ponto de vista de um jogador, ex-morador e frequentador destes que são alguns dos mais badalados campos de golfe do mundo.
Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Dali, já podemos ver ao longe a baía de Carmel by the Sea, uma pérola na costa da Califórnia. Carmel é a cidade dos artistas, poetas, escritores, onde atores como Clint Eastwood são prefeitos, cachorros são bem vindos em todos os estabelecimentos e saltos altos são proibidos por lei!
Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
A charmosa cidade está incrustada entre uma suave encosta e uma das praias mais bonitas de toda a região. Nós chegamos no final da tarde, a tempo de assistirmos tranquilamente o sol se por, enquanto fazíamos um lanchinho com queijos e pães deliciosos. Aos poucos assistimos o dia se despedir e as dezenas de fogueiras se acenderem para aquecer as famílias no piquenique praiano do feriado de Thanksgiving. Final de tarde inesquecível!
Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Sob a luz da lua caminhamos pelo centro e encontramos um restaurante delicioso para um jantarzinho romântico, difícil foi escolher dentre as várias opções que a cidade oferece.
Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
3° Dia – O Aquário de Monterey
No terceiro dia, após a nossa corrida matinal, fomos ao Aquário de Monterrey. A princípio estávamos na dúvida se valeria a pena, mas várias pessoas haviam indicado, dizendo ser um dos melhores aquários do país. Difícil bater o aquário de Atlanta, pensamos, mas ainda bem que seguimos as indicações!
Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)
O Aquário de Monterey tem uma exposição maravilhosa da diversa flora e fauna do Oceano Pacífico. Das florestas de kelps, tubarões martelo, arraias mantas e tartarugas-verdes, até os minúsculos cavalos-marinhos, os frondosos dragon-fishes e as psicodélicas águas-vivas!
Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
O mais incrível é a forma como eles apresentam toda esta vida, de uma forma divertida, interativa e cheia de humor! O aquário principal, por exemplo, tem um jogo de lentes fazendo o aquário parecer muito maior do que realmente é. Já a piscina de anêmonas possui umas lentes de aumento que nos ajudam a enxergar detalhes que nunca perceberíamos ao olho nu.
Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
The Jellies Experience é uma discoteca dos anos 70, com luzes coloridas, luz negra e uma iluminação especial que realça a beleza e a transparência das águas vivas, que parecem interagir e dançar ao som da música!
O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)
Nas áreas externas rangers fazem tours guiados para avistamento de lontras, golfinhos, baleias e pássaros que rondam a Baía de Monterey. A visita foi uma experiência fantástica, super indicamos!
Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos
4° Dia – Carmel a Big Sur
O trecho entre Carmel e Big Sur foi, na nossa humilde opinião, o trecho mais bonito da US 1. A estrada está o tempo todo contornando as altas encostas de pedra, com vistas lindíssimas para o Pacífico e mirantes de tirar o fôlego! Nós tivemos um certo azar, pois justo neste dia o tempo ficou nublado, mas ao invés do dourado tivemos o prateado e ao longe ainda podíamos nos divertir vendo as nuvens de chuva passar pelo oceano.
O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
É neste trecho que estão os parques estaduais mais procurados pelos californianos. Acampar em qualquer um deles, só com reserva antecipada, principalmente em um final de semana ou feriado. Nosso plano inicial era acampar no Point Lobos, mas já em Monterey o simpático e assertivo senhor do centro de informações nos alertou, “só se for na segunda-feira!”
O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Hoje, segunda-feira, ainda tínhamos a esperança de encontrar um bom camping, mas teria que ser mais ao sul, já que amanhã teremos que estar antes do meio-dia em Los Angeles. Assim seguimos US 1 abaixo, ziguezagueando por suas curvas, pontes e mirantes.
Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
O mirante da Bixby Creek Bridge é um dos mais famosos e com tempo nós adoraríamos parar em todos os parques, principalmente o Point Sur Lightstation State Historic Park, para explorar melhor. Sem tempo, decidimos seguir e priorizamos o Julia Pfiffer Burns State Park, onde fizemos algumas trilhas, incluindo a mais conhecida delas, que vai até o mirante da McWay Falls.
Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Este é um dos principais cartões postais da região de Big Sur, com a conhecida cena da cachoeira caindo nas areias de uma pequena praia. Há quase 30 anos a McWay Falls caía direto no mar, mas um desabamento de terra gigantesco fechou a estrada e criou novas praias com a ajuda das correntes e do mar.
Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Seguimos em direção a San Simeon procurando por um camping. No jornal de informações da rodovia eu havia encontrado um mais ao sul, junto do Treebones Resort. Chegando lá nos deparamos com um resort diferente, um hotel onde os quartos são na realidade Yurts, cabanas mongóis, e os banheiros são grandes vestiários compartilhados. Informando-nos sobre o camping acabamos descobrindo que o valor seria de 80 dólares, já que incluiria acesso a todas as amenidades do resort, banheiros, piscina, jacuzzi, etc.
O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Eis que, para a nossa surpresa, a gerente do resort nos avisa que dali algumas horas entraria em vigor uma promoção para “walk-ins”, hóspedes que chegam sem reserva. O yurt que custaria normalmente 180 dólares custaria naquela noite apenas 85! É, acho que a nossa vontade de acampar pode esperar! rsrs! Esperamos até as 17h preparando as nossas bagagens para a viagem ao Hawaii e logo estávamos em nosso super-hiper-ultra aconchegante e eco-friendly yurt!
A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Fechamos com chave de ouro a nossa viagem pela US 1, com direito à queijos e vinhos sob a luz da lua no nosso teto solar (ou seria lunar?) na noite fria de Big Sur.
Veja o mapa do nosso roteiro pela US 1
Canoas no rio Caraíva - BA
Chegamos à Caraíva! O Rodrigo tentou me convencer a passar reto, conhecer apenas Cumuruxatiba e seguir direto para Trancoso e Itacaré. Porém, há muito tempo, eu havia me prometido que conheceria a Praia do Espelho, vizinha daqui. O Rodrigo também tem um carinho grande pela região, pois saudoso como sempre, gosta de lembrar as suas antigas viagens. A primeira para Caraíva foi com sua irmã, mãe e primo. Uma bela aventura, pois há 21 anos atrás não havia praticamente nada por aqui, apenas a casa deste amigo da família, o Zé Rubens, onde ficaram hospedados. Outra vez o Rodrigo saiu de Arraial D´Ajuda e foi a pé até Prado, parando e conhecendo cada prainha. Sendo assim não foi tão difícil convencê-lo de pararmos em Caraíva.
A barra do rio Caraíva - BA
Chegamos à tarde no portinho que atravessa o rio da cidade de Caraíva Nova para a original, também conhecida como a Velha Caraíva. Lá mesmo o Rodrigo encontrou o Suco, antigo morador que soube lhe dar todas as coordenadas históricas da vila para que ele recordasse como, quando e onde havia ficado, para poder rever os lugares por onde já havia passado. Ele nos indicou a única pousada que teria internet, Bar da Praia, que coincidentemente foi um dia a casa do Zé Rubens! O Rodrigo ficou maravilhado, estamos hospedados hoje no mesmo lugar que ele esteve há 21 anos! Boas lembranças, do banho de cacimba, de quando ele e o Haroldo enchiam a caixa d´água da casa no braço, pois não havia energia elétrica, do passeio de barco até a Ponta do Corumbau e da maravilhosa comida da Duca.
O rio de Caraíva - BA
As ruas de Caraíva me lembram muito a Ilha do Mel, ruas de areia, onde é proibido qualquer veículo motorizado, postes de luz e iluminação sem uma cobertura orgânica, tecido ou palha. A comunidade se organiza para que a vila mantenha suas características. Hoje a velha Caraíva não tem mais para onde crescer, uma vez que suas fronteiras estão delimitadas pelo mar, rio e pela área do Parque Nacional do Monte Pascoal. A única internet que existe é via rádio no internet café e está com problema há uma semana, portanto estamos ilhados. O modem da vivo até funciona, mas em uma velocidade 1G, impossível postar, checar emails, etc.
Cruzando o rio Caraíva - BA
Depois de nos instalarmos no único quarto livre da pousada, fomos ver o encontro do rio com o mar. Uma caminhadinha de 10 minutos e chegamos a este lugar maravilhoso, onde as águas verdes do mar dominam a água ferruginosa do rio e muda completamente a paisagem durante a alta. Refrescamos-nos e vamos para a Duca, provar a famosa culinária vegetariana.
A Pousada da Praia, antiga casa de Zé Rubens, em Caraíva - BA
Duca é uma gaúcha que se mudou para Caraíva há 31 anos. Primeiro morou do outro lado do rio, até que conseguiu alugar uma casa e montar a escolinha, onde dava aula para as crianças da comunidade. Mais tarde conseguiu juntar um dinheirinho e comprar um terreno da marinha para construir sua casa e o seu restaurante vegetariano na beira da praia, local onde não havia ainda nenhuma construção. Mais tarde chegou o Zé Rubens e mais outro que começaram a construir suas casas em áreas próximas. Hoje a Duca está em outra sede, mas seu tempero continua maravilhoso! Salada, arroz integral, feijão e um estrogonofe de carne de soja e legumes indescritível! Se eu tivesse a Duca cozinhando para mim todos os dias com certeza não teria problema algum em virar vegetariana.
O rio de Caraíva - BA
À noite saímos em busca de um forrózinho, afinal, sábado é dia de festa! O Forró do Pelé estava fechado, ele está reformando o cafofo. Acabamos encontrando uma festa em um restaurante próximo da igreja, onde estava rolando o aniversário do André. Não conheci o Andre não, mas dançamos um forrozinho e conhecemos três cariocas viajantes muito bacanas! Graci, Ana e Luciana estavam ali, meio deslocadas do ambiente, e resolveram puxar assunto imaginando que eu era gringa, coisa comum ultimamente, rsrsrs. Foi ótimo, além de todos os interesses, encontramos até conhecidos em comum. Depois dizem que Caraíva que é pequena!
Cruzando o rio Caraíva - BA
Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.
Bambu entre Sagi, é isso que significa o nome da pousada em que ficamos na primeira vila do Rio Grande do Norte. Lugar tranquilo e ao mensmo tempo cheio de vida. Acordamos com uma vista deslumbrante do rio Sagi desaguando no mar. O café da manhã com muitas frutas, granola, coalhada, pães integrais, queijo branco, tudo feito com o maior carinho pelo Liberato, um dos sócios da pousada.
Vista da nossa varanda, na pousada Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN
Li o meu livro, escrevi um pouco e saímos para andar e conhecer a Barra do Rio Guaju. Há apenas 3km da vila o rio faz um cenário maravilhoso na divisa dos dois estados, RN e Paraíba.
Energia eólica no lado paraibano da fronteira com Rio Grande do Norte
No alto imensos “cata-ventos” modernos de uma mineradora paraibana que “destrói mas replanta tudinho”, segundo Tico, morador e guia local. A mineradora retira o minério das areias das dunas e depois devolve a areia que “não presta” no lugar, replantando a mata de restinga original.
Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba
A Vila do Sagi é pequena e possui apenas 3 pousadas e 2 restaurantes, além de uma turma bem animada para as festas de domingo. Um destes restaurantes serve como base para passeios de bugue feitos pela CVC de Natal e Baía Formosa, até a Barra do Guaju. Nós levamos sorte que domingo é o dia de pausa da CVC, pois a partir de segunda-feira são mais de 2 mil pessoas que vão e voltam, enlouquecidos nos bugues pelas areias e chapadões, para lotar e tirar a paz da mãe natureza neste pequeno santuário.
rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba
A princípio nós pensávamos em ficar apenas uma noite, mas a paz que encontramos aqui foi tanta, sem internet, sem telefone (pois este já perdemos mesmo), sem televisão, sem carro, sem nada, apenas a vista maravilhosa da nossa janela na Sabambugi.
A varanda de nosso quarto, na pousada Sabambugi, na praia de Sagi, Baía Formosa - RN
Aliás, esta foi o motivo maior para termos ficado, que astral maravilhoso tem esta pousada, toda feita em bambus, super ecológica, sem ar condicionado, pois a ventilação natural é suficiente. Cada detalhe foi pensado para deixar a nossa estadia mais confortável e deliciosa. Melhor ainda quando acabou a luz, só víamos o clarão da queimada da plantação de cana ao fundo... “tão romântico”, perfeito para comemorarmos os nossos 20 meses de casamento. Ao final da noite até o clarão da queimada se foi...
Pousada Sabambugi, na praia de Sagi - RN
Fragatas nos acompanham na viagem entre as ilhas de Santa Cruz e Santiago, em Galápagos
O nosso wake up call era tão marcante que hoje eu acordei mais cedo só para ir gravar o Capitán Victor fazendo a saudação final no microfone da sala de comando, afinal hoje é o nosso último dia nestas ilhas paradisíacas!
A sueca Maria no fim de tarde na ilha de Wolf, em Galápagos
Último dia, mas nem por isso com menos novidades. Durante a noite navegamos ao redor da Ilha de Isabela para chegar a um ponto de mergulho conhecido como Cape Marshall. A visibilidade piorou novamente, ficando entre 5 e 10m, mas o show da vida continua! Este local é conhecido por ser ponto de raias mantas e cardumes imensos de salemas e elas não nos deixaram na mão!
Mar infestado de águas-vivas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos
Caímos na água em cima de um cardume de águas vivas, maravilha! Mas alguns metros abaixo já estávamos em um paredão lindo e cheio de vida. Seguimos por ali vendo muitos peixes, arraias e cardumes de barracudas , até entrarmos no meio de um túnel de salemas.
Lindo cardume de pequenas barracudas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos
São milhares, milhões, sei lá! São tantas que dentro do túnel formado pelo cardume não conseguimos ver a luz do dia! Estamos ali naquela viagem fantástica quando de repente o túnel se abre e passa um leão marinho caçando! Inacreditável!
Incrível cardume de salemas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos. Chegava a escurecer o mar!
É um drift dive, vamos sendo levados pela correnteza, quando chegamos à cleanning station, onde milhares de peixinhos se alimentam limpando os peixes um pouco maiores e é ali que finalmente encontramos as nossas primeiras raias mantas. Elas tinham entre 2 e 3 m e “voavam” tranquilamente na imensidão verde-azulada.
Magnífica Arraia Manta em mergulho em Isabel, em Galápagos (fotos retiradas de vídeos de Maria Edwards)
O segundo mergulho no mesmo ponto repetiu o feito do primeiro, incluindo ainda lindas Christmas Trees, o Pacific Box Fish e um atum imenso!
Peixe se esconde na areia em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Maria Edwards)
Fotos de despedidas com uma luz linda do entardecer. Enquanto o Rodrigo dormia, eu queria aproveitar cada segundo do nosso último dia. Coloquei os equipamentos de mergulho no sol para secar, tomei sol no Sun Deck, desci para o Dolphin Deck para tomar uma cervejinha com Eugenio e Henning.
Céu azulo no nosso último dia de barco, com o Rafa, Laura e Maria, próximo à Isla Santiago, em Galápagos
Enquanto o Galápagos Sky navegava e passava ao redor de Isabela e Bartolomé, víamos os cardumes de peixes vermelhos na superfície, um bando de pássaros pescando sobre ele e tivemos a sorte de estar lá na única hora em que a barbatana de uma baleia-orca veio à tona no horizonte, próximo à Isabela. Esta para mim foi o sinal definitivo de que devemos voltar. Galápagos ainda guarda muitas surpresas em suas águas.
Passando na ilha de San Bartolomeu, próximo à Isla Santiago, em Galápagos
Nosso último jantar foi acompanhado de um brinde especial com toda a tripulação do barco e uma despedida calorosa dos nossos novos amigos russos que continuaram no barco. Nosso último “panga ride” foi bem simbólica, durante a noite no Canal de Itabaca. Pouco a pouco nos afastamos do Galápagos Sky, com gritos e saudações de despedida e nos aproximamos da luz do tranquilo porto de acesso à Puerto Ayora. Agora outra aventura começa.
Cristo no alto do Cerro San Bernardo, em Salta - Argentina
Os últimos dias de viagem têm sido acelerados. Seja pela quantidade de atividades ou pela quilometragem rodada. Nos últimos 22 dias de viagem saímos de Curitiba, cruzamos o Paraná em direção à Foz do Iguaçu. Atravessamos o Paraguai das Missões ao Chaco e entramos na Bolívia. Subimos o altiplano boliviano e fomos aos 4.060m da cidade mais alta do mundo, em Potosí. Conhecemos os lindos vales que nos levaram à Tarija e chegamos finalmente à Argentina. A Fiona está completando esta semana 50 mil quilômetros rodados, sendo destes apenas 2.500 km antes do início desta viagem. Chegamos a Salta esgotados, mas a nossa alegria e excitação era tanta que nem percebemos. Só nos demos conta ao desabarmos na cama do hotel as 20h30 e acordar no outro dia as 8h30 da manhã! Assim resolvemos tirar o dia hoje para relaxar, ufa...
Expira...
Lanche com leitura, em Salta - Argentina
Como relaxamos? Ficamos no hotel fazendo o planejamento dos próximos quilômetros rodados, pesquisamos destinos e melhores roteiros na internet, agendamos a revisão dos 50mil km da Fiona na Concessionária Toyota de Salta, retiramos toda a nossa mudança do carro, aproveitando para livrá-las de parte do pó, lavei algumas roupas, foi uma logística, tipo suuuuuper relax. Não posso reclamar também, pois tirei uns 20 minutinhos para fazer a minha super fitness yoga, expiando do alto a Praça 9 de Julho em frente ao hotel.
Inspira...
Praça 9 de Julho, em Salta - Argentina
Já eram quase duas horas da tarde quando resolvemos tirar o nariz para fora do quarto, afinal, como dizia meu avô, saco vazio não pára em pé. Salta tem um centro muito ativo, comercialmente e turisticamente. São vários cafés, restaurantes, confeitarias e lugarezinhos deliciosos para escolher. Almoçamos uma deliciosa salada com grelhado próximos à Igreja San Francisco e já fomos levar a Fiona para a concessionária. Esta foi a nossa primeira revisão internacional e eles foram muito atenciosos. Conseguiram encaixar um horário na agenda lotada e fizeram todo o trabalho, inclusive a lavagem, em menos de quatro horas. Uma beleza!
Expira...
Igreja em dia de céu azul em Salta - Argentina
Enquanto a Fiona fazia sua revisión periódica, nosotros fomos a ao Cerro San Bernardo, um dos montes que compõe a paisagem da cidade de Salta. Pode-se chegar ao topo a pé, de carro ou de uma forma muito mais romântica: pegando um bondinho.
Inspira...
Subindo de teleférico o Cerro San Bernardo, em Salta - Argentina
Inspirador mesmo foram as vistas fantásticas de Salta! O Cerro San Bernardo possui uma infra-estrutura turística muito bacana, mirantes, trilhas, um bar-restaurante e até aluguel de bicicleta para os que querem se aventurar em um downhill. Pena que só descobrimos lá em cima, já com os tickets do teleférico comprados. Uma caminhada pelo Parque San Martín, na base do Cerro San Bernardo e logo tínhamos que ir buscar a Fiona, linda, limpa, sã e salva na concessionária.
Expira...
A famosa e deliciosa cerveja Quilmes, em Salta - Argentina
O surf começa cedo no Havaí! (em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island)
Conhecida pelos americanos como Big Island, a Ilha de Hawai´i é a maior e a mais jovem ilha do Hawaii. A Big Island está localizada no extremo sul do arquipélago e é casa de Pelee, a deusa dos vulcões, que além de manter a chama do super ativo Kilauea acesa, construiu também o Mauna Kea, a maior montanha do mundo abaixo e acima d´água e o Mauna Loa, a maior montanha do mundo em volume!
Uma bela representação da deusa havaiana dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Foi lá também que surgiu uma das maiores e mais importantes competições de triátlon do mundo, o Iron Man Kona. Durante dois meses do ano a ilha é invadida pelos melhores triatletas mundiais e no dia da competição a cidade simplesmente para, as escolas tem as aulas suspensas e todos os serviços são cancelados. Deve ser emocionante estar lá nesta época!
Caminho no verdejante jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
O nosso roteiro pela ilha foi intenso e ainda assim é muita diversidade para tão pouco tempo. Eu diria que o tempo mínimo para poder explorá-la bem e com mais tranquilidade seria de 8 dias e alugar um carro é fundamental. Os nossos 1000dias estão voando, então tivemos que nos virar nos 30 e fazer tudo em 5 dias mesmo. Aí vai o roteiro resumido:
Primeiro dia – Hilo, o litoral de Puhoa e o Mauna Kea.
Reserve um dia para conhecer a região de Hilo. Pela manhã Akaka Falls e o Jardim Botânico. A tarde uma viagem pela estrada cênica que liga Kapoho e Kalapana, passando por Pahoa. Se você tiver tempo, a dica é pegar um guia e fazer a trilha até os campos de lava saindo de Kalapana no final da tarde, pois a noite a lava fica ainda mais bonita. Nós não sabíamos disso, então seguimos direto para o pôr do sol no alto do Mauna Kea, um espetáculo obrigatório, que se não fizer neste dia, terá que incluir na programação do dia seguinte.
Uma das muitas bromélias no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Antigas bocas de vulcão na região do cume do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii
Segundo dia – Hawaii Volcano National Park
Um dia inteiro para o Hawaii Volcanoes National Park, começando de manhã cedo com uma parada no Jaguar Museum. Eles têm informações atualizadas sobre a lava e ótimos filmes com as imagens que esperamos ver ao vivo, e não vimos, infelizmente! Dali o programa é percorrer a Chain of Craters Road, com uma trilha rápida no Pu´u Loa Petroglyphs e aproveitando os vários mirantes do parque. A parada de foto clássica está no Holei Sea Arch, um arco de lava petrificada que encontra o mar, e na trilha de uns 4km caminhando sobre a lava derramada na erupção de 2003. No retorno uma parada rápida na Pauahi Crater e no lava tube. A programação noturna é obrigatória, pois é quando vemos as chamas na cratera do Kilauea. No final da tarde a neblina fechou e nós voltamos ao parque as 23h, quando o tempo começou a melhorar. Estávamos sozinhos, lindo!
Chegando ao parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Costa formada por uma erupção vulcânica recente, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí
Terceiro dia – Volcano a Kona – Green Sand Beach e Mergulhos Noturnos
Dirigimos direto para a Green Sand Beach, mas uma parada na Punaluu (Black Sand Beach) também é bem popular. A Papakolea (Green Sand Beach) está a 5km do asfalto em uma estrada off road punk! O pessoal caminha ou paga os jipeiros locais para levarem até lá. Se não tem experiência com 4 x 4 eu recomendo, nós encaramos e foi uma aventura! Ainda no asfalto antes de chegar a ela tem a saída para o South Point, com penhascos lindos e um mar azul profundo. Vale a pena! Aceleramos para Kona, pois o check in para o mergulho noturno era as 16h30. Se não for mergulhar vários parques e praias estão neste caminho. Aos mergulhadores recomendo fortemente os mergulhos com as arraias mantas e para os mais avançados e destemidos o Black Water Dive, para ver os seres pelágicos no mar aberto.
A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí
O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí
Quarto dia – Kona e Honaunau
Kona tem muitas coisas para fazer, um dia é pouco! Mas fazemos o que podemos, então a nossa dica é ir até a Kua Bay, praia caribenha de águas azuis para pegar uma prainha. No início da tarde dirija até Captain Cook, fazendo um trecho da estrada pela beira mar, conhecendo as praias e se preparando para um snorkel ou mergulho lindo ao lado do Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Reserve uns 30 minutos pelo menos para ver o parque e faça o snorkel/ shore dive na baía de Honaunau ao lado. Se é mergulhador, leve equipamento e tanques de mergulho que podem ser alugados na mesma operadora dos mergulhos da noite anterior.
Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí
Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Quinto dia – Captain Cook e Kealakekua Bay
Madrugue na Kealakekua Bay para fazer um snorkel com os golfinhos. Nós fomos até lá cedinho, mas não os encontramos. Voltamos mais tarde e eles já estavam longe da costa, mais perto do Captain Cook Monument. A dica é alugar um caiaque para atravessar a baía (60 dólares e 20 minutos remando) ou agendar no dia anterior um barco de turismo que te leva direto lá (150 dólares). Nós fomos embora na hora do almoço, se você ainda tiver um dia inteiro, pode explorar as baías e praias que você passou correndo aqui em Kona ou ainda se mandar para o norte, onde nos disseram que as praias são ainda mais bonitas, na linha da Kua Bay.
As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Esse foi o nosso roteiro resumidíssimo nos nossos 4 dias e meio (quase 5, vai!) pelas belezas naturais da Big Island. É difícil resumir aqui a beleza de tudo o que vimos, mas a intenção é dar um resumão mesmo para facilitar a programação do seu roteiro. Se ficou curioso e quer conhecer mais, clique nos links acima para encontrar as informações e os relatos mais detalhados da história e imagens das paisagens incríveis da Big Island do Hawai´i!
Rota de carro em Kona
Minha professora de português do segundo grau, a Profª Elaine, adoraaaava resumos e resenhas. Eu, como vocês devem perceber, adooooro falar muito, escrever muito, contar detalhes, portanto um resumo já era complicado para mim, uma resenha então, era um parto! De qualquer forma tive que aprender à força, um dos trabalhos que nunca esqueci foi a resenha do livro “O Cortiço”: resenhei o livro de umas 100 páginas em apenas 10, em uma única noite! Porém, nós temos que continuar nos aprimorando sempre, por isso decidi hoje fazer um resumo dos nossos três últimos dias em Miami.
No sábado voltamos de Charlotte Amalie, St Thomas, direto para a casa do Marcelo e da Su, em Key Biscayne. Novamente nos receberam de portas abertas em um final de semana realmente especial para a família. Sábado, dia 08 foi o aniversário da Su e no dia 09, domingo, o dia das mães. E lá estávamos nós, os dois viajantes “intrometidos” no meio, comemorando com eles. Para retribuir também tínhamos uma comemoração muito especial para compartilhar com eles, o nosso aniversário de primeiro ano de casamento!
Na noite do dia 08 fomos ao Mr. Chow, um restaurante chinês maravilhoso no W Hotel. Brindamos ao aniversário da Su no sábado e assim que virou meia-noite brindamos novamente ao nosso aniversário de casamento. Foi ainda mais especial, pois há um ano o Marcelo e a Su haviam voado de Miami para SP, depois Curitiba, carro para Pontal do Sul, barca para a Ilha do Mel e lá estavam comemorando o aniversário da Su e nos prestigiando naquele momento tão mágico para nós. Realmente fico sem palavras para agradecê-los!
Mais tarde já tínhamos um encontro marcado com outro casal de amigos em um Hotel próximo em South Beach. Coincidentemente a Sandra e o Aymoré tinham agendado uma viagem para Miami no mesmo final de semana que estaríamos aqui! E não estavam sozinhos, trouxeram também o Guilherme, que veio passear confortavelmente na barriga da mamãe. Sensacional! Colocamos a conversa em dia sob a luz das estrelas ao lado da piscina e com uma trilha sonora de primeira. Animados ainda seguimos para a pista de dança para fechar a noite com chave de ouro!
O dia seguinte foi mais tranqüilo, acordamos às 11h, fomos para a piscina com a família comemorar o dia das mães, aproveitando o sol e calor absurdo que começa a fazer aqui em Miami. Para quem achou que dormimos demais, foram as mesmas parcas 6 horas, mas como tínhamos chegado em casa às 5am não teve outro jeito. Também aproveitamos o tempo e infra para trabalhar bastante, colocar as nossas atividades do site em dia. Hoje só demos um pulinho na praia para nos despedir do verão, mar de 31°C, quase nada refrescante. Fizemos as malas e agora, aeroporto! Mamãããe, to voltando para casa! Rsrsrs!
É uma sensação engraçada ir para o aeroporto depois de uma viagem dessas sem ficar triste. Eu sempre ficava meio deprê por que sabia que estava voltando para trabalhar, aquela depressão pós-férias básica que todo mundo já teve um dia. Mas desta vez não, pela primeira vez estou voltando para casa para continuar uma viagem que só está começando! Vamos buscar a Fiona e pegar a estrada! Faltam apenas 956 dias, mas espero que eles sejam suficientes para eu continuar treinando os resumos e resenhas, já que hoje pelo jeito não consegui. Um dia eu chego lá!
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