1
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
manoel carlos (14/03)
eu sou de apicum-açu, essa ilha é nosso orgulho, lindo dimais!!!!!!!...
Bóia Paulista (08/03)
Oi, Ana. Tudo bem? Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje...
Paulinha Ribas (07/03)
Paulinha Ribas (07/03)
Guria, sei bem o q vc passa dentro do barco pq sofro do mesmo mal. P/ vc ...
Clenilca Alves da Silva (07/03)
Bela paisagem no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
A Cidade do México é formada por diversas vizinhanças, então para alguém poder dizer que conhece alguma coisa da cidade do México são necessários pelo menos uns sete dias para rodar bem a cidade e explorar os principais bairros.
Parque Chapultepec visto do alto do Castillo, na Cidade do México, capital do país
Nós começamos a nossa segunda rodada pela capital mexicana pelo principal parque da cidade, o Bosque Chapultepec. Apenas passando por algumas definições básicas: aqui no México os bosques são o mesmo que nós brasileiros conhecemos como parques. Os parques são as nossas praças e as plazas mexicanas são áreas em que normalmente há um comércio informal, tianguis espalhados por tudo. Portanto o Bosque de Chapultepec é o equivalente chilango do Parque Ibirapuera ou do Parque Barigüi. Uma imensa área bem arborizada com diversas atividades e atrativos para a população.
Muitos esquilos no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
No parque há um pequeno lago artificial com pedalinhos, área de eventos e shows, aulas de ginástica e yoga, sala de leitura, biblioteca e até um espaço conhecido como “audiorama”. O Audiorama é um cantinho acústico a céu aberto, onde está disponível uma banca de empréstimo de livros, vários bancos confortáveis e um com ambiente com música clássica. Uma ilha de tranqüilidade no meio da caótica megalópole.
O incrível Audiorama, recanto para relaxar ouvindo óperas, dentro do Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
Após atravessarmos o bosque, passando pela Avenida dos Poetas, chegamos ao Monumento aos Combatentes Mexicanos na Guerra das Malvinas. O Audiorama fica exatamente atrás deste monumento. Outra boa referência é o Ahuehuete de mais 700 anos conhecido como “El Sargento”, a árvore símbolo nacional do México também conhecida como “El Ahuehuete de Moctezuma”, pois diz a lenda, foi plantada pelo imperador azteca. Seu nome significa “a árvore que nunca envelhece” ou “árvore velha de água” na língua náhuatl. Ela possui 15m de altura, 40m de diâmetro e viveu por mais de 500 anos, não há como perdê-la de vista.
Caminhando no Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
A história do parque é um tanto quanto curiosa e remonta ao Imperador Azteca Nezahualcóyotl, que construiu um aqueduto que ligava a principal fonte de água doce para a capital Tenochtitlán, sobre o Lago de Texcoco. Hoje o local da mesma nascente de água está dentro de um monumento construído a céu aberto não apenas protegê-la, mas para manter a memória e a origem deste local. Aí algumas placas contam a história dos jardins ao redor do bosque, espécies de árvores e plantas que foram introduzidas desde a época dos Aztecas, passando pelo período colonial e o segundo período monárquico do México, até os dias de hoje. E pensar que os mesmos aztecas que adoravam um sacrifício humano, também tinham a sensibilidade e visão de construir um dos primeiros jardins botânicos que se tem registro na era pré-hispânica. Chapultepec na língua Náhuatl quer dizer “Colina dos Gafanhotos”.
O Parque Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
Passamos pelo monumento dos Niños Heroes, jovens estudantes da escola militar, que defenderam heroicamente o Castelo de Chapultepec da invasão norte-americana em 13 de Setembro de 1847 e chegamos ao Castelo de Chapultepec, que está localizado no alto do Monte dos Gafanhotos, com uma belíssima vista da cidade. O castillo começou a ser construído no período colonial em 1785, porém só foi terminado após as guerras de independência. Em 1864 o Imperador Maximiliano e a Imperatriz Carlota o reformaram para ser sua residência no México.
Elegante sala no Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
Essa é uma história curiosa, após a independência, o México foi conquistado pela França de Napoleão III. Este ofereceu o cargo de imperador ao Maximiliano, da Áustria. Ele e sua esposa vieram apoiados pelos conservadores mexicanos, porém suas idéias liberais não foram muito bem vindas. Um post no Blog do Rodrigo (http://www.1000dias.com/rodrigo/chapultepec-e-maximiliano/ ) faz um resumo interessante deste capítulo da história mexicana. Depois disso o castelo tornou-se residência presidencial até o ano de 1939, quando foi transformado em Museu Nacional de História pelo presidente Lázaro Cárdenas.
O Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
O castelo possui uma decoração suntuosa que atravessou séculos e foi sendo modernizado conforme seus novos moradores passavam por ali. Um dos principais lugares do castelo são o seu jardim de inverno no pátio superior, com uma torre de observação no centro e um paisagismo europeu impecável!
Jardins do Castillo de Chapultepec, na Cidade do México, capital do país
Saímos de Chapultepec e fomos caminhando até a Colônia Condessa, uma das vizinhança hypes do DF. Suas ruas super agradáveis e arborizadas, sua arquitetura do início do século XX, restaurantes, bares e bistrôs são parte do charme. Condessa é o bairro que mais usa bicicleta e possui inclusive o sistema de locação e compartilhamento de bicicletas similar ao encontrado em Paris.
Um dos muitos restaurantes em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país
Os arredores do Parque México e da Amsterdam, rua que o circunda, são os mais agradáveis para uma caminhada rápida e um café ou almoço tardio. Nós paramos em um bar de Tapas y Viños e aproveitamos o final de tarde para conhecer o Soho da Cidade do México.
Venda de flores em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país
Um dia de muitos aprendizados sobre a história deste país e a geografia desta cidade. As duas horas no trânsito para voltar às Lomas de Santa Fé rapidamente nos trouxeram à realidade da metrópole mexicana, que em suas ilhas de calmaria nos cativa e nos deixa apaixonados.
Tranporte comunitários de bicicletas em La Condesa, charmoso bairro da Cidade do México, capital do país
Glossário:
- Chilango: pessoas que nascem na Cidade do México. Estes também podem ser chamados de “defeños”, pois nasceram no DF, Distrito Federal.
- Tianguis: camelôs.
- Colônia: bairro chique.
- Barrio: bairro pobre.
Vocês podem não acreditar, mas hoje ficamos trabalhando o dia inteirinho dentro de casa em Key Biscayne. Acho que até deixarmos tudo em dia, posts, fotos, vídeos, redes sociais, compras de equipamentos, etc, teremos mesmo que fazer esta força tarefa. Saímos apenas para dar um pulinho ali no Fill Express em Pompano Beach - Fort Lauder Dale. Compramos pela internet nesta loja lá no Brasil, porém quando as compras chegaram foi que percebemos que estavam faltando algumas peças, então resolvemos ir até lá conferir pessoalmente, já que era aqui pertinho.
Eu achei que íamos aproveitar para pegar uma praia, mas o Rodrigo realmente está determinado a trabalhar, trabalhar, trabalhar, pedi para ele dar uma voltinha na cidade para eu conhecê-la pelo menos através da janela do carro e ele já ficou meio nervoso. De volta em casa, uma hora depois, voltamos à frente do computador trabalhar. Atualizamos tudo, pesquisamos novos equipamentos e conseguimos finalmente comprá-los em outra famosa loja na internet. A loja em questão estava fechada mesmo para as compras online de sexta-feira até 8.45pm de hoje, devido ao “Pesach” um feriado judaico concomitante com a nossa Páscoa, que comemora o Êxodo, quando se deu alforria dos israelenses no Egito antigo.
Além disso, marcamos o nosso primeiro mergulho em Key Largo. Combinamos entre nós, mas não com a operadora, já que eles fechavam as 5pm e não conseguimos ligar a tempo. Depois disso o meu único pedido foi sairmos para jantar, ver o mundo, conhecer algo diferente mesmo que aqui do lado. Conseguimos sair para jantar só as 10.30pm, o que nos fez acabar no 7 Eleven comprando uma pizza, já que todos os restaurantes estavam fechados. Great Day! Mas espero que não sejam muitos como este durante a viagem.
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Muitos de nós ouvimos falar de Quebéc e achamos que é apenas aquela cidade francesa do Canadá. Nos meus estudos de geografia eu já havia descoberto que não, mas não tinha ideia da grandeza e beleza natural de uma das maiores províncias canadenses.
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Parc National de la Mauricie está localizado à noroeste da cidade de Quebéc e compreende 546 km2 de montanhas e lagos, antes cobertas por um imenso glaciar, que no verão se tornam um paraíso para atividades como trekkings, camping, ciclismo, canoismo e pesca. Se você não quer fazer nada disso, o parque ainda é um ótimo escape de final de semana para respirar ar puro, pegar uma prainha na beira dos vários lagos e ter belas vistas dos variados mirantes ao longo da estrada que atravessa o parque.
Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
No centro de visitantes os park rangers são super atenciosos e nos ajudaram a montar o itinerário perfeito para o tempo que tínhamos e as atividades que queríamos fazer. Como tínhamos apenas um dia, nosso roteiro pelo parque mesclou paradas nos principais mirantes, trilhas curtas de meia hora, lagos, praias, rios e até a trilha do Lac Solitaire, com 5,5km que fizemos em pouco mais de 2 horas.
Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
As montanhas da região de Mauricie foram suavemente esculpidas durante a retração do imenso glaciar que cobria esta parte do Canadá, formando vales, cachoeiras e lagos maravilhosos, das mais diferentes tonalidades.
Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial
O Lac Solitaire, que chega a ficar congelado no inverno, foi uma parada perfeita para um banho em suas águas transparentes. O tempo não estava aberto, mas a temperatura foi ideal para a caminhada e um dia bem tranquilo e prazeroso.
Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Sem tempo a perder, seguimos até a cidade de Rawdon, onde passamos a noite, recarregamos as baterias e seguimos para um dos parques mais conhecidos de Quebéc, o Mont Tremblant.
Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Famoso por ser uma das maiores áreas de esqui, a apenas 60 km de Montreal, o Mont Tremblant também recebe turistas durante o verão. Localizado no sul dos Laurentians, o parque protege uma área de 1.510 km2 de montanhas, florestas, 6 diferentes rios e mais de 400 lagos que são o habitat de mais de 45 espécies de mamíferos, além de pássaros, peixes, anfíbios e répteis.
No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)
O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique
É o primeiro parque nacional do Canadá e foi criado em 1985 pela união de vários clubes de caça que viram o hobbie ameaçado pela atividade massiva das madeireiras. Hoje a caça é proibida na área do parque e um encontro com um urso pode ser uma boa surpresa.
visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Nós ficamos localizados no Setor Le Diable e o roteiro incluiu o Chute du Diable e Chute Croches, duas trilhas fáceis e curtas para ver duas belas cachoeiras. A terceira trilha, La Corniche são 3,4km morro acima para uma vista sensacional do vale glacial do Lac Monroe e de toda a cordilheira verde do Mont Tremblant. É, essa paisagem deve ficar bem diferente no inverno!
A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares
Foram dois dias intensos de contato com a natureza neste tour pelas grandes cidades do leste canadense. Um rápido e super indicado detour passando por pequenas estradas que entrecortam a colcha de retalhos que é o interior agrícola da província de Quebéc.
Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Visitando as lindas ruínas jesuítas de San Ignacio Mini, na Argentina
A Província de Misiones na Argentina faz fronteira com o Paraguai e o Brasil, separada respectivamente pelo Rio Paraná e o Rio Iguaçú. Ela divide com o Brasil um dos destinos mais visitados do país e ajuda a criar a polêmica pergunta, qual é o lado mais bonito das Cataratas do Iguaçú, o brasileiro ou o argentino? É difícil realmente escolher, eu gosto muito dos dois e sinceramente acho que a melhor vista é do lado brasileiro, portanto das quedas d´água que estão do lado argentino. Quem sabe assim todos ficam felizes!
Rota das Missões Argentinas
Esta dúvida porém não existe quando o assunto são as missões jesuíticas brasileiras e argentinas. As ruínas dos 7 Povos das Missões no Brasil infelizmente foram muito depredados e o que restou não recebe a devida atenção e infraestrutura. Faltam placas informativas dentro da missão, guias treinados para receber os turistas ou mesmo informações mais detalhadas dentro do museu. Do outro lado, as missões argentinas surpreenderam no cuidado e atenção com o turista, que paga um pouco mais caro pela visita, mas recebe uma verdadeira aula sobre a história e vida dos missionários e indígenas que ali viveram. Cada uma das missões tem um charme diferente e conta uma parte da história que se passou por ali.
Para quem gosta de observar detalhes e gosta de arquitetura, a missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina, é imperdível!
Nós cruzamos a fronteira do Brasil com a Argentina por Porto Xavier, a fronteira mais próxima de São Miguel. Depois de uma longa espera na cidade, cruzamos o Rio Uruguai em uma balsa* entre Porto Xavier e San Javier, na Argentina e seguimos direto para a Missão de Santa Ana. Dois dias foram suficientes para conhecermos as ruínas do lado argentino. A cidade de San Ignácio, a 60km de Posadas, é uma boa base para explorar rodas estas ruínas nos seus arredores.
Chegando à fronteira entre Brasil e Argentina, em Porto Xavier, no Rio Grande do Sul
*A balsa Porto Xavier funciona de hora em hora durante os dias de semana e apenas das 8 às 10h e das 16 às 18h aos sábados e domingos. Se você chegar lá em um sábado as 12h, como nós, e tiver que esperar, tem um restaurantinho por quilo quase em frente à Receita Federal que é muito gostoso e tem wifi.
Cruzando o rio Uruguai, entre Brasil e Argentina, em Porto Xavier, no Rio Grande do Sul
Iluminação torna as ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina, ainda mais belas e instigantes
A Reducción de Nuestra Señora de Santa Ana foi fundada em 1633 e tinha como principal atividade agrícola o cultivo do algodão, milho e erva mate, infusão tradicional da região muito apreciada pelos guaranis. Sua praça central é gigantesca e, seguindo o plano arquitetônico de todas as missões, está rodeado pelas casas dos indígenas, a casa dos padres missionários e a igreja, que ocupava a posição central, defronte à entrada principal da missão. Uma das descobertas mais recentes e únicas dentre as missões jesuíticas está um grande reservatório de água interligado por canais em toda a extensão da missão.
Ruínas da igreja da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
A decadência de Santa Ana começou 1767, quando os jesuítas foram expulsos dos domínios da coroa espanhola. As missões foram assumidas religiosamente por padres de outras ordens e administrativamente por civis espanholes sem a mínima ideia e aculturamento. Isso somado às guerras que se seguiram no período da independência paraguaia e argentina, levou ao total abandono nos idos de 1820.
As ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Ainda assim ela guarda cenários excêntricos como o cemitério moderno construído sobre o antigo cemitério indígena. Considerado um solo sagrado pelos colonizadores que chegaram após o seu abandono, o cemitério possui lápides e mausoléus que datam até a década de 80, quando foi proibida a utilização para novos enterros. Até hoje os túmulos são visitados pelos familiares dos felizardos que ali descansam.
O assustador cemitério da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Ainda que menos restaurada que sua vizinha San Ignácio Miní, a Missão de Santa Ana é muito interessante e até mais emocionante do ponto de vista exploratório. Um dos principais diferenciais desta visita foi o nosso guia Yoyo, turismólogo apaixonado pelo seu trabalho e profundo conhecedor da história e da vida das missões. Ele nos deu uma aula sobre este encontro de culturas, a espanhola e a guarani, que resultou em um trabalho tão rico e curioso. Santa Ana foi considerada Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO desde 1984, junto com as suas vizinhas.
Em belo fim de tarde, caminhando com nosso excelente guia nas ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
A Erva Mate
Uma curiosidade é que a erva mate é retirada de uma árvore alta e acreditava-se que só crescia em meio à mata e sombra das grandes árvores. Porém os jesuítas, muito observadores, aprenderam o segredo da semeadura de suas duras sementes, que precisam de uma preparação especial antes do seu plantio. Este segredo foi perdido com o tempo e apenas no início do século XX o mate voltou a ser cultivado.
Com um mapa, nosso guia na Missão de Santa Ana nos dá uma verdadeira aula sobre a história das Missões Jesuítas (próximo à San Ignacio Mini, na Argentina)
San Ignacio Mini, a mais bem conservada e restaurada missão jesuíta na Argentina
A Missão de San Ignácio Miní é a mais famosa de todas as missões argentinas. Fundada próxima ao Rio Paranapanema no antigo estado de La Guayrá, atual estado do Paraná, a redução foi transferida mais de uma vez, fugindo dos ataques dos bandeirantes paulistas e mamelucos. Ela foi instalada em definitivo na localidade atual 1696, com cerca de 3 mil indígenas.
San Ignacio Mini, a mais bem conservada e restaurada missão jesuíta na Argentina
A mais famosa é também a mais conservada e restaurada de todas as missões, o que facilita muito a nossa compreensão do estilo de vida e do dia a dia dos missioneiros. Novamente aqui a igreja está na posição central da praça principal, ao lado direito está o claustro dos padres missionários e ao lado esquerdo o cemitério. Ao redor da praça estão as casas dos moradores, cada tribo subdivididas em bairros e com seu cacique participando do conselho de caciques, na administração local. Do lado esquerdo, além da escola estão também as oficinas de carpintaria, música e outras atividades ensinadas pelos padres aos guaranis, que também mantinham a horta comunal nos fundos da missão.
Painel informativo na Missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina
O que mais impressiona nas ruínas de San Ignácio é o elaborado trabalho de entalhe feito nas colunas, portas e janelas da igreja e do claustro. A combinação de elementos católicos com as referências e criatividade dos guaranis deu origem a um novo estilo artístico.
Para quem gosta de observar detalhes e gosta de arquitetura, a missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina, é imperdível!
Para quem gosta de observar detalhes e gosta de arquitetura, a missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina, é imperdível!
A estrutura turística de San Ignácio é perfeita, um museu bem completo com imagens, histórias, peças arqueológicas que remontam a vida dos guaranis na missão, assim como um interessante comparativo de músicas guaranis, missionais e as músicas missionais interpretadas por guaranis. Lindo! No trajeto não temos um guia nos acompanhando, mas todo o caminho está bem sinalizado e possui mesas com informações e textos gravados em um sistema de som que pode ser ouvido conforme avançamos.
Lendo um dos muitos painéis informativos espalhados pelas ruínas de San Ignacio Mini, na Argentina
À noite o show de som e imagem é um espetáculo à parte. Imagens projetadas em cortinas de água, em árvores e nas paredes das missões contam a vida e a história de San Ignácio Miní, com um simpático personagem indígena como narrador principal. Durante a narrativa vamos acompanhando a vida de um pequeno guarani que se encontra com os jesuítas na floresta. A história é muito bem contada e nos envolve junto da magia das imagens em 3D projetadas enquanto caminhamos pela missão. Um espetáculo com uma concepção artística contemporânea, que soube aliar o antigo e o moderno de forma criativa e de muito bom gosto!
Imagens são projetadas nas ruínas da missão de San Ignacio Mini, na Argentina, durante o ótimo show de sons e luzes
Hologramas criam verdadeiros fantasmas no excelente show de luzes e sons na missão de San Ignacio Mini, na Argentina
Uma das missões menos restauradas a Reducción de Nuestra Señora de Loreto, assim como San Ignácio, também foi fundada em terras brasileiras e depois transferida para o oeste do Rio Uruguai. Essa missão chegou a abrigar mais de 7 mil indígenas e foi muito forte na produção do algodão e da erva-mate, tendo um papel de destaque entre as missões vizinhas.
A mata cobre boa parte da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Em Loreto temos a real sensação de como os arqueólogos se sentem ao descobrir novas ruínas! Praticamente todas encobertas pela vegetação e com o trabalho de restauração em estágio inicial, aqui o acompanhamento de um guia se faz necessário e enriquece muito a visita. De forma rápida e objetiva nossa guia percorreu a missão explicando o que cada pedra caída ou montículo de terra significava, nos ajudando a visualizar, em nossa mente, como foi esta antiga missão.
As ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Loreto recebe todos os anos os peregrinos de Nuestra Señora de Loreto de Pirapó que vem visitar a capela sagrada que fica a 1 quilometro do complexo principal de ruínas.
As ruínas jesuítas de San Ignacio Mini, na Argentina
Ao todo calcula-se que foram construídas em toda a região mais de 30 missões, cada uma abrigando de 1 mil a 7 mil indígenas. O ideal dos padres jesuítas de criar uma sociedade semidemocrática e tendo os ensinamentos religiosos como os pilares da sua educação foi ousado demais para a época. Um lugar onde indígenas teriam os mesmos direitos que homens brancos e onde seus líderes participavam das decisões políticas e econômicas, ensinando-os os modos de vista e costumes europeus, era praticamente uma utopia se tornando realidade. No seu auge as missões eram verdadeiras cidades autônomas, organizadas e que, além de pagar seus impostos à coroa, deviam satisfações apenas ao Papa, obtendo um status de estado independente. A Guerra Guaranítica criou um sentimento de unidade entre os guaranis missioneiros e foi quando tentou-se a criação deste estado, mas infelizmente as forças espanholas e portuguesas foram mais fortes e destruíram por completo uma das únicas chances de uma nação indígena na América.
Quadro mostra como era rezado o Padre Nosso na língua guarani (em San Ignacio Mini, na Argentina)
Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Estávamos nós no Armazém da Rita, ontem à noite em Milho Verde. Fomos lá comer um petisco e assuntar. Conhecemos o Paulo, Paulinho de Rita, como é conhecido por aqui. Paulo é escoteiro a 39 anos, seguindo o exemplo de seu pai, escoteiro desde 1932! Foi uma bela surpresa encontrar ali alguém que me fez o cumprimento escoteiro e o sinal de sempre alerta! Muitos assuntos divertidos, desde pinga de cobra, escaravelho e aranha caranguejeira, até a criação de cobras que seu irmão tinha em Diamantina para receber em troca os soros antiofídicos para a região, do Instituto Ezequiel Mendes, equivalente ao Butantã em Minas Gerais.
Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Papo pra lá, papo pra cá, Paulinho nos contou da sua paixão por uma montanha próxima, o Pico do Itambé, maior montanha da região. Havíamos ouvido falar, é o maior Pico da Serra do Espinhaço com 2055m de altitude, mas não sabíamos qual era a sua porta de entrada, nem como faríamos para chegar lá. Ele nos deu todas as dicas, estávamos no lugar certo! Há apenas 16km de Milho Verde fica o povoado de Capivari, portal de entrada para o Parque Nacional do Pico do Itambé. O parque também possui entrada por Santo Antônio de Itambé, por lá sua subida é até mais rápida, em torno de 2 horas, pois o carro chega mais próximo à sua base, mas dizem que por Capivari a paisagem é ainda mais bonita.
A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Já estávamos meio enjoados de cachoeiras mesmo e quando acordamos hoje o tempo estava fechado, nuvens pretas que não víamos há muito tempo pairavam sobre nossas cabeças, com aquele vento frio que lhes é peculiar. Dia perfeito para subir uma montanha! Infelizmente o Paulinho não pôde ir conosco, mas fomos mesmo assim. Chegamos à Capivari e logo conhecemos Genésio, guarda-parque que estava no seu dia de folga e se prontificou a nos levar até o cume.
Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Logo o Rodrigo ficou curioso sobre o significado da palavra Itambé e Genésio, ligeiramente respondeu: Ita = Pedra e Imbé é uma planta que nasce sobre pedras com raiz de cipó, muito comum na região. Sabíamos que poderia levar até 4 horas para subir, caminhando bem até 3 horas. Subimos a montanha entre pastos e escarpas de pedras. O solo arenoso logo traz as candeias e as flores de serrado, e mais no alto o frio nos apresenta as bromélias, orquídeas e vegetação rasteira comum nas montanhas.
A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
A paisagem é de uma vastidão impressionante! Vemos a cidade de Diamantina, a Serra da Bicha e aquele mar de nuvens. Perguntei ao Genésio “que bicha?”, a onça, ele respondeu, “Ali naquelas bandas tem muitas onças, gostam daquela serra.”
A bela região do Parque do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
No caminho soubemos da vida da população que vive ali nas cercanias do parque estadual, longe de tudo, até de Capivari. As crianças que caminham às 5 da manhã, uma hora e meia, até o local onde hoje encontram a condução escolar. O marido que largou a bebida, não tem trabalho para criar os oito filhos e ainda cuida da esposa alcoólatra. Melhor ainda é a história do “Zé” que tem duas esposas, vizinhas, amigas, uma já tem dois filhos criados então a “outra” emprestou uma filha para a sócia ter companhia. Ele vive bem, sustenta as duas esposas, “a atual e a outra” e deve comparecer, pois elas estão felizes. Coisas que só vemos nesse Brasilzão véio mesmo!
Caminhando para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
No caminho temos que passar por um buraco entre pedras roladas, quase uma experiência de renascimento. Aí vamos descobrir que o ex-prefeito de Santo Antônio de Itambé havia mandado tampar aquele buraco com mais pedras, para fechar a passagem da trilha de Capivari. Inacreditável! O prefeito brigando pelo acesso ao pico! Bem, é claro que na mesma semana abriram o buraco que ficou ainda menor e mais emocionante.
Atravessando um fenda no caminho para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Ficamos morrendo de vontade de dormir lá em cima, sentir aquele friozinho bom em cima da montanha, mas tínhamos que voltar para seguir viagem. Um belo jantar com uma comidinha no fogão à lenha em Capivari e voltamos para casa prontos para a próxima. Amanhã seguiremos viagem para Conceição do Mato Dentro. Tabuleiro, aí vamos nós!
A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia
Entramos na Colômbia e finalmente vamos explorar as suas estradas tão temidas e esperadas. Em Ipiales todos diziam que a estrada era segura e que iríamos encontrar vários reténs do exército pela frente. A dona da pizzaria nos falou, apontando para um dos seus clientes uniformizados de militar "a estrada tá cheia deles, eles cuidam da nossa segurança".
Primeira estrada colombiana, entre Ipiales e Pasto
Eu sabia que ela falava a verdade, mas não imaginava que era assim, tão ao pé da letra! A cada 50km (ou menos!) passávamos por postos militares mais simples ou avançados. Todos os garotos de 18 a 20 anos, uniformizados, com suas metralhadoras em um punho e com o polegar levantado na outra. Todos fazem questão de mostrar que está tudo "jóia", nos liberando a passagem sem precisar nem parar o carro.
A charmosa arquitetura do nosso hotel em Popayan, na Colômbia
Esta é uma das estradas mais bonitas no sul da Colômbia e sim, este território foi ocupado pelas FARCs, segundo meu marido "historiador" teria sido por estas bandas que o governo negociou com a guerrilha uma trégua, liberando este território durante um período para o seu novo país comunista. Durante um período é como seu houvesse um outro país dentro da Colômbia. Tempos depois o governo quebrou o acordo e invadiu novamente este território.
Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite
Chegamos a Popayán 4 horas depois de muitas curvas e vistas lindas e um pouco encobertas. Além de saber que esta é uma cidade histórica lindíssima no sul da Colômbia, a única referência que eu tinha é que foi aqui que uma amiga colombiana que vive em Curitiba, nasceu. Ela viveu nesta cidade até sofrer uma tentativa de assassinato quase bem sucedida. Se refugiou no Brasil com as suas feridas de bala no rosto e uma ainda alojada no crânio, deixando sua família para trás para reconstruir sua vida em um lugar onde se sentisse mais segura.
Praça central de Popayan, na Colômbia, de noite
Nos hospedamos no Hostal La Plazuelano centro histórico, um dos mais baratos que encontramos e mais caros que já pagamos, quem diria. Já estava anoitecendo e esperamos a noite baixar para conhecer as luzes da cidade branca. A praça estava com pouco movimento, mas os poucos que encontramos continuavam sempre fazendo questão de nos dizer que o centro era seguro, mas que não andássemos para fora dos seus limites. Enfim, até agora estamos sãos e salvos, afinal estamos em casa na nossa América Latina.
Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA
A Chapada Diamantina é muito extensa, pode-se dizer que é uma continuação da Serra do Espinhaço que visitamos lá em Minas Gerais, região onde também foi encontrado muito diamante. Esta é conhecida com uma das únicas cordilheiras brasileiras, não pela altitude alcançada, mas pela sua extensão. O sul da Chapada Diamantina ainda não era muito explorado turisticamente e há apenas alguns anos foram incluídos nos roteiros duas novas cachoeiras, consideradas das mais bonitas da chapada, a Cachoeira do Buracão e a da Fumacinha. Elas ficam próximas da cidadezinha de Ibicoara, que possui uma estrutura turística ainda bem precária se comparada com Lençóis, por isso a maior parte dos passeios parte das outras cidades-base como Mucugê ou Lençóis.
Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA
Depois de uma manhã de descanso para recuperar um pouco as minhas forças, e enquanto o Rodrigo explorava o Parque Municipal de Mucugê, onde está a Cachoeira do Tiburtino, seguimos viagem para Ibicoara. Lá fomos direto à associação de guias e encontramos o Janú, que topou nos levar até o Buracão. Janú, já foi Secretário do Meio Ambiente na cidade de Ibicoara, sempre engajado para a conscientização ambiental da comunidade contra as queimadas criminosas, caça e outras atividades ilegais. Ele também trabalhou na criação do Parque Municipal do Buracão, já que a cachoeira fica fora do Parque Nacional da Chapada Diamantina, área expropriada de um investidor que nem sabia de sua existência.
Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA
Rodamos em torno de 40 minutos de carro e mais 2km a pé por uma trilha plana e super tranqüila às margens do Rio Espalhado até chegar à entrada do Cânion do Buracão. O estreito cânion com paredões de quase 100m de altura forma um cenário espetacular, digno de filmes do Indiana Jones!
Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA
A queda d´água fica ao fundo deste cânion, conseguimos avistá-la por cima e depois descemos uma fenda e para chegar à cachoeira ou atravessamos a pinguela e vamos beirando os altos paredões, ou pode-se ir nadando. Saltamos ali mesmo, do alto dos 6m da pinguela nas águas escuras do Rio Espalhado e fomos nadando direto pelo cânion até o poço principal. Sensacional!
Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA
Nadamos até a queda de 85m da Cachoeira do Buracão, com um barulho ensurdecedor! O Rodrigo foi explorando o poço ia ficando cada vez mais fundo, 10, 12, 15m até o ponto mais fundo, que segundo Janú chega a 40m de profundidade!
Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA
A previsão de tempo não estava nos ajudando muito, a chuva se aproximava, estávamos vendo as nuvens escuras e raios, a preocupação é que chovesse na cabeceira do rio e uma tromba d´água nos pegasse ali dentro do cânion. Quando estávamos ao lado da queda começamos a perceber o volume de água aumentando, o vento e o barulho também estavam cada vez mais fortes. Aproveitamos o bastante, mas logo fomos embora, afinal para não queremos dar sorte ao azar!
O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA
No retorno ainda fomos conhecer a comunidade de Brejões, que fica no caminho da nossa atração de amanhã, a Cachoeira da Fumacinha. Conhecemos o Seu Luiz, dono da propriedade que produz cana e uma cachaça de alambique de mais de 100 anos de tradição. Envelhecida em barris de carvalho e com um baixo teor alcoólico, mesmo que eu não sou muito de cachaça, achei deliciosa! Deixamos tudo combinado para o nosso café da manhã e almoço de amanhã, que teremos mais 8h de caminhada para chegar à Fumacinha, considerada por muitos a cachoeira mais bonita da Chapada!
Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA
Flamingos se alimentam nas águas vermelhas da Laguna Colorada, no sudoeste da Bolívia
O Parque Nacional da Fauna Andina Eduardo Abaroa, já na Bolívia, geralmente é conhecido pelos turistas de São Pedro do Atacama apenas como o caminho mais bonito para o Salar de Uyuni.
A Laguna Verde, a primeira de muitas lagoas altiplânicas na rota para a Laguna Colorada e o Salar de Uyuni, na Bolívia
O parque criado em 1973, foi ampliado em 1981, depois do naufrágio de um acordo territorial em que a Bolívia cederia este território ao Chile em troca da região de Arica, sua tão sonhada saída para o Oceano Pacífico. O acordo estava prestes a ser fechado quando o Perú entrou nas negociações e acabou inviabilizando-o. A água das lagoas seria utilizada para a mineração de cobre chilena, esgotando e poluindo as lagoas de degelo e mananciais que fazem desta região uma das mais importantes áreas para os milhares de flamingos, vicuñas e vizcachas que vivem neste parque.
Lhamas parecem flutuar no céu, ao lado da Laguna Colorada, na Bolívia
O parque possui aproximadamente 715 mil hectares de superfície, entre uma cordilheira vulcânica e uma serra, com altitude média de 4 mil metros e temperatura média de 2°C, podendo chegar à -30°C! A fauna que se adaptou a estas condições extremas portanto é muito especial e conta com diversas espécies que correm risco de extinção, como os flamingos (chileno, andino e James), as vicuñas e outras aves como el suri e La soca cornuda. Também são encontradas as llamas, vizcachas (um tipo de roedor como o coelho) e uma tímida variedade de vegetação. As principais atrações são as lagoas cercadas por vulcões e montanhas nevadas e a observação dos glamorosos flamingos.
Gelo retorcido da Laguna Blanca, no caminho para a Laguna Colorada, no sudoeste da Bolívia
O primeiro dia de viagem começou pelo extremo sul do parque, logo após cruzar a fronteira do Chile com a Bolívia que tem acesso pela mesma estrada do Paso de Jama. Seguiam conosco o nosso guia Cristóbal e, de carona, sua amiga Krasna chilena de origem croata.
Muito bem acompanhado,entrando na Bolívia a caminho da Laguna Colorada
A primeira parada é no mirante da Laguna Verde, com mais de 17km2 de superfície, ela é dividida em duas, sendo a primeira metade conhecida como Laguna Blanca. Com suas águas congeladas não fica difícil entender por que recebeu este apelido. Ao fundo vemos as costas do Vulcão Licancabur, nosso companheiro de horizonte em São Pedro do Atacama.
O magnífico cenário no caminho para a Laguna Colorada, na Bolívia
As estradas são de terra e alguns trechos não muito bem conservados, o que leva aos motoristas mais experientes a abrirem novos caminhos fugindo dos buracos e da neve acumulada. Assim, existem diversos caminhos e todos eventualmente irão nos levar ao mesmo lugar. Portanto se resolverem se aventurar no parque, vale a pena esmiuçar um mapa, tentar se atualizar sobre os novos caminhos e talvez tentar seguir os carros turísticos. Nem sempre os “choferes” bolivianos gostam de compartilhar estas informações, afinal este é o seu ganha pão, mas com sorte pode ser que encontrem algum mais descolado. Nós tínhamos pouco tempo e por isso decidimos tentar fazer o roteiro completo em 2 dias. Assim, contratamos Cristóbal, que já conhecia o caminho e as manhas dos refúgios onde ficaríamos abrigados.
Jipes levam turistas para a Laguna Colorada, na Bolívia
Nossa segunda parada foi em um pequeno complexo de águas termais. O frio e o vento desafiam os mais corajosos a entrar na pequena piscina que águas calientes perto dos 40°C! A paisagem dos arredores também é recompensadora! Eu estava em dúvida se entraria, mas todo este ambiente, somados ao fato de que o refúgio não teria banho quente, não deixaram dúvida de que seria uma oportunidade única! Rsrs!
Maravilhosa piscina de águas quentes a quase 4.500 metros de altitude e temperatura externa próxima do 0 graus, no caminho para a Laguna Colorada, na Bolívia
Continuamos o nosso roteiro rumo à principal atração do dia, a Laguna Colorada! Passamos por uma região com pequenos geisers e atividades térmicas de origem vulcânica, conhecida como o Sol de Mañana e seguimos adiante! Ainda tínhamos que fazer um pequeno desvio para chegar à Aduana onde tiraríamos a nossa permissão para entrar com a Fiona na Bolívia. Estávamos ansiosos para chegar cedo, ver a Laguna Colorada ainda com luz e para conseguirmos uma boa vaga no refúgio para a noite gelada.
Uma das mais altas aduanas do mundo!
O espetáculo da Laguna Colorada já começa ao longe. Sua coloração avermelhada se destaca na paisagem predominantemente marrom. A cor vermelha acontece devido à alga surirella, rica em betacaroteno e dieta do crustáceo Artemia Salina. Esta por sua vez é a principal fonte alimentar dos pássaros da região, tornando-se responsável pela coloração avermelhada nas plumas dos flamingos. A natureza é mesmo perfeita!
Chegando à fantástica Laguna Colorada, no sudoeste da Bolívia
Depois de muito bem instalados, eu e o Rodrigo fomos até as margens da lagoa, observar os flamingos, que muito bem adaptados e se sentindo acolhidos na sua casa, nem se incomodam com a presença dos turistas. Todo e qualquer ângulo é perfeito e o resto de sol no final da tarde deixa as cores ainda mais intensas!
Flamingos se alimentam nas águas vermelhas da Laguna Colorada, no sudoeste da Bolívia
Retornamos ao nosso abrigo, Refúgio La Cordilleira, um hotel 5 estrelas comparado com os outros abrigos, segundo os nossos amigos. Lá interagimos com o pessoal dos tours que também estavam hospedados, brasileiros, espanhóis e até um casal de alemães que está cruzando de Uyuni para São Pedro de bicicleta!
A Laguna Verde semi-congelada, no caminho para a Laguna Colorada, na Bolívia
Eles dormiram as duas primeiras noites em barracas, com seus sacos de dormir para -30°C, um equipamento de segurança importantíssimo nessas condições. O sol se pôs e a temperatura despencou! Na preparação do jantar me lembrei que o nosso fogareiro não é adequado para altitude... o pouco oxigênio deixa a chama quase inexistente e a velocidade de fervura ridícula. Sorte que depois do jantar da tropa toda, conseguimos emprestar o fogão industrial do refúgio e fazer o nosso macarrão quentinho.
Pessoas se reúnem ao lado do fogareiro do nosso refúgio na Laguna Colorada, no sudoeste da Bolívia
Já com as luzes do refúgio apagadas, brindamos à esta noite inesquecível com um vinho chileno, vendo a lua cheia iluminar a Laguna Colorada.
Maravilhada com a beleza da Laguna Colorada, na Bolívia
As imponentes ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador
Colocarmos o pé na estrada novamente. Seguimos viagem agora rumo à Guatemala! Nossa primeira ideia era seguir direto, sabíamos que no caminho ficariam para trás mais dois sítios arqueológicos, Tazumal e Casa Blanca, mas não tínhamos muito tempo e precisávamos chegar a Antigua.
Subindo as escadas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador
Foi em uma parada no posto logo após a cidade de Santa Ana, um frentista jovem e muito simpático ficou curioso sobre a viagem e logo quis nos falar sobre as belezas e os pontos turísticos da sua região. Mostrou-nos fotos de Tazumal e Casa Blanca, insistindo para passarmos por ali, “ficam a apenas 5 minutos daqui” dizia ele, empolgado. No caminho passamos na beira da estrada encontramos a entrada das Ruínas de Casa Blanca, que estavam fechadas para restauração. Já no clima, perguntamos e decidimos desviar mais 5 minutos para a cidadezinha de Tazumal, construída praticamente sobre as antigas ruínas Maias do mesmo nome.
As ruínas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador
Tazumal em K´iche´ significa “pirâmide onde as vítimas eram queimadas”, nem gosto de imaginar! Está localizada no meio do povoado de Tazumal, vizinha do cemitério municipal, arqueólogos estimam que os primeiros moradores desta região datam de 5.000 a.C. As primeiras expedições arqueológicas escavaram parte do sítio já na década de 40, anos mais tarde arqueólogos começaram um trabalho de manutenção e reconstrução das ruínas que já estavam descobertas, alterando sua construção original, incluindo cimento na estrutura para aumentar sua durabilidade. Em 1954 foi visitada por Che Guevara nas suas andanças pela América Latina, antes mesmo de se rebelar e começar a guerrilha armada.
Visitando o sítio arqueológico maya de Tazumal, em El Salvador
As últimas reformas feitas em 2006, já em uma nova linha de trabalho, começou a desconstrução da camada de cimento, tentando devolver a originalidade às ruínas. Segundo pesquisas, sua primeira camada teria sido feita em blocos de adobe e só depois, já sob domínio Maia, foi que recebera blocos de pedra e ornamentos do período clássico (250 A 900 d.C). Foram mais de 13 fases de construção, o que faz os arqueólogos estimarem que 70% da estrutura ainda não foi desenterrada e hoje está abaixo da vila de Tazumal. Depois de 900 d.C foram construídas pirâmides Toltecas, assim como um campo de “jogo de bola”, sendo abandonado definitivamente em 1200 d.C.
Momento de carinho nas ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador
As ruínas são as maiores que vimos aqui nessa nossa iniciação do mundo Maia, lindas e impressionantes! O museu fornece bastante informação, assim como os guias que podem ser contratados no local. Nós, como estávamos naquela correria básica, fizemos algumas fotos, demos uma olhada rápida no museu e saímos dali com milhares de perguntas sem respostas, apenas imaginando como seria aquela cidade na época em que os maias ou os toltecas viviam por ali... milhares de pessoas assistindo os rituais aos seus deuses e divindades, vivendo sua vida e aprendendo sobre sua história. História essa que hoje tentamos remontar, baseados apenas em pistas que nos foram deixadas através do tempo e destas ruínas.
Divindade pré-colombiana no museu em Tazumal, em El Salvador
Continuamos o nosso dia em direção à Las Chimanas, fronteira de El Salvador com Guatemala. Os trâmites foram rápidos e os oficiais da aduana guatemalteca foram eleitos os mais simpáticos de toda a viagem! Eles até fizeram fotocópias e montaram com durex um mapa da Guatemala que tinham na parede para nos dar de presente.
Chegando à Guatemala, indos de El Salvador
A primeira impressão assim que cruzamos a fronteira já é de um país mais organizado, a estrada e a cidade fronteiriça todas sinalizadas e pintadinhas, apesar das dezenas que túmulos (lombadas) que encontrávamos pelo caminho. Menos de duas horas depois chegamos à capital, Cidade da Guatemala, que nos impressionou positivamente. Chegamos pela parte alta da cidade, avenidas largas e arborizadas, sem passar pela periferia costumeira das cidades grandes na América Latina.
Tumulo? É o nome dos quebra-molas na Guatemala e em El Salvador
Prédios modernos, restaurantes e uma infra-estrutura completa, cruzando as zonas 15, 14, até chegar a Zona 10, onde ficaríamos hospedados. Conhecida como Zona Viva a Zona 10 é a mais turística, ao lado da Zona 1, centro histórico da capital e à Zona 13, onde estão a maioria dos museus. Aproveitamos a nossa única noite na capital para jantar em um restaurante de comida típica guatemalteca, vizinho do nosso hostal, o Kacao. As principais comidas típicas são sopas que levam diversas verduras, batata, milho, coentro e alguma carne, principalmente frango. Tomamos um caldinho e o prato especial foi um churrasco guatemalteco, acompanhando de uma espécie de tutu de feijão e guacamole, delícia!
Restaurante Kacao, de comida típica, na Cidade da Guatemala, capital do país
Fechamos nossa noite no Bar Esperanto, indicado por Pablo, um viajante e blogueiro, nosso amigo virtual guatemalteco que amanhã mesmo iremos conhecer. Um bar boêmio, tocando uma cumbia gostosa, galera animada e bem receptiva. A energia da cidade já nos cativou, ficou decidido: vamos ficar um dia mais para conhecer e curtir a vibrante Cidade da Guatemala!
Balada no bar Esperanto, na Cidade da Guatemala, capital do país
Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Providencia está localizada à beira de um abismo submarino, situação ideal para encontrar uma grande biodiversidade marinha. Encontros com tubarões e peixes de grande porte são certos e fazem desta pequena ilha um dos paraísos dos mergulhadores aqui na Colômbia.
Encontro com tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Com a ajuda de Betito eu agendei um mergulho com o pessoal da Felipe Diving, baseados na Fresh Water Bay. Com um pouco de dor de ouvido o Rodrigo preferiu não arriscar e trocou os mares pelas montanhas, visitando o ponto mais alto da ilha, “O Pico”. Enquanto ele conferia a natureza exuberante, lagartixas azuis e os morros escarpados de Providência, eu desci às águas profundas no ponto conhecido como Felipe´s Point com a promessa de encontrar alguns tubarões.
Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Um tubarão se aproxima durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Gata escaldada, nunca alimento esperanças concretas de encontrar esses animais, afinal eles exercem o seu direito de ir e vir nesse imenso mar azul. Mas aqui foi diferente, eles moram nos arredores deste arrecife à beira de um paredão de 500m de profundidade e não tem medo dos mergulhadores que volta e meia vêm os visitar. Black tip sharks e Gray Reef Sharks são os mais comuns nessas águas, eles variam de 1,5m a 3m e são super curiosos, indo e vindo ao redor dos mergulhadores.
Muitos tubarões durante mergulho em Felipe's Point, em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Chegamos a quase 40m de profundidade e ficamos cercados por mais de 10 tubarões, lindos, majestosos e imponentes. Aos poucos percebo que eles estão ficando mais agitados e demorei a entender o motivo. Felipe e seu irmão, que nos guiavam no mergulho, estavam caçando lion fishes (peixes-leão), que são uma praga invasora aqui no Caribe.
Mergulhando junto com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe
A memória dos tubarões nem depende do seu aguçado olfato, pois já registrou que esses mergulhadores são fonte de alimento, e sabem disso antes mesmo de eles começarem a caçar. Em poucos minutos o show começa e Felipe, sem roupas especiais de proteção e sem medo algum, começa a provocar os tubarões com um lion fish em seu arpão. Os tubarões ficam bem atiçados e chegam cada vez mais próximos do grupo, que extasiado assistia à cena, impressionados com o que estávamos presenciando.
Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Alimentando tubarões com lion fish durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Um dos mergulhadores usava um bastão com uma Go Pro acoplada na ponta, semelhante ao arpão que alimentava os tubarões. Um deles se confundiu e quase levou a Go Pro pensando que era um peixe. Todos os mergulhadores do grupo eram muito experientes, o que garantiu a segurança de todos, mas essa prática é muito delicada e muda o hábito alimentar do animal, que passa a ver nós, humanos/mergulhadores como fonte de alimento. Por isso eu sou contra o shark feeding, embora, de um jeito meio torto, ele cumpra o seu papel de educar e mostrar ao ser humano que os tubarões são animais que merecem ser respeitados e preservados. É importante saber que um mergulho com shark feeding deve ser feito com muita cautela, cumprindo normas de segurança e principalmente com o conhecimento prévio de todos os envolvidos e um briefing detalhado para garantir a segurança.
Fotografando tubarões durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe
No nosso segundo mergulho também encontramos tubarões, arraias, barracudas, muitos lion fishes, lagostas e um cenário espetacular com cavernas e cânions, entre o azul e uma colorida barreira de corais.
Encontro com barracuda durante mergulho em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Tive uma sorte imensa de cair em um grupo especial de mergulhadores convidados pelo Ministério do Turismo Colombiano para divulgar o turismo de mergulho no país. A viagem de familiarização trouxe representantes de operadoras de turismo brasileiras, francesas, americanas e espanholas especializadas em mergulho, para conhecer alguns dos melhores pontos dos mares da Colômbia em San Andres e Providencia, Cartagena, Islas Rosário e Santa Marta. O pessoal da FAM Trip me acolheu e garantiu que nós tivéssemos também a melhor experiência nas ilhas, provando o melhor da culinária e dos mares do Caribe. Após o mergulho fomos até a praia de Suroeste e almoçamos no Divino Niño, restaurante de frutos do mar preparados na brasa à beira da praia. Esta dica valiosa da nossa amiga Fabiola Sad já estava no nosso roteiro e ficou ainda melhor na companhia dessa galera animada!
Celebrando o incrível mergulho com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe
À tarde o grupo todo saiu mergulhar enquanto eu aproveitei para fazer um rápido tour de volta à ilha na garupa do Betito. Segundo eles o mergulho foi lindo, viram mais tubarões, tartarugas e ainda tiveram a sorte de cruzar com um cardume de golfinhos! Mergulho excepcionais que sem dúvida estão entre os melhores do Caribe!
Um Cristo submarino em Providencia, ilha colombiana no Caribe
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)








.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)








.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)