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Blog da Ana - 1000 dias

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Da Fumaça ao Pati

Brasil, Bahia, Lençóis (P.N. Chapada Diamantina), Vale do Pati (P.N. Chapada Diamantina)

Local onde o rio cai para formar os 380 metros da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

Local onde o rio cai para formar os 380 metros da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Nem sempre onde há Fumaça há fogo. Passamos uma noite deliciosa protegidos na toca a beira do cânion, tomamos um vinho e comemos o nosso delicioso sanduíche de pão com queijo. Durante a madrugada, a noite estrelada que vimos quando chegamos, deu espaço à névoa branca que subia do cânion há 400m abaixo de nós.

No nosso local de acampamento, ao lado da queda da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

No nosso local de acampamento, ao lado da queda da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


A Cachoeira da Fumaça foi assim batizada, pois no período de seca os donos de rebanhos usavam os gerais próximos ao Capão como pasto para o gado e lá de longe avistavam uma fumaça. Nós conseguimos vê-la ainda com um pouco d´água, mas a noite a impressão que tive foi que toda a água dela se transformou na névoa que cobriu toda a paisagem.

No mirante da parte alta da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

No mirante da parte alta da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Um belo café da manhã do nosso vasto cardápio, pão com queijo, e para esquentar, um gole do vinho que sobrou de ontem. Um brinde à Fumaça!

Nosso café da manhã (sanduiche de queijo e vinho) com vista, na parte alta da Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

Nosso café da manhã (sanduiche de queijo e vinho) com vista, na parte alta da Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Sessão de fotos à beira do abismo, rezando para não termos uma tromba d´água. Moral da história: nem sempre onde há fumaça há fogo, neste caso há água!

Pendurada no mirante de observação da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

Pendurada no mirante de observação da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


A Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

A Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Nos despedimos de Marcos que logo cedo continuou sua caminhada e em seguida fomos nós a pegar a trilha para o Capão. Uma hora e pouco depois chegamos à Associação de Guias do Capão, onde Lúcio nos esperava com a Fiona. Maravilhados, mas também cansados e doloridos, tínhamos apenas alguns quilômetros de estrada para nos recuperar, mais 3 horas de trilha nos esperavam no Vale do Pati!

Atravessando os Gerias do Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Atravessando os Gerias do Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Chegamos à Guiné e fomos direto ao Morro do Beco, uma das principais trilhas de acesso ao vale. Uma subida seguida de uma longa caminhada pelos Gerais do Rio Preto. SENSACIONAL! Que vista maravilhosa, banho de rio delicioso, caminhada gostosa e sonhada chegada à nossa confortável base no Pati, a Igrejinha.

A Igrejinha, nossa base no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

A Igrejinha, nossa base no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Lá ficamos alojados na hospedaria do João. Colchão no chão, banho morno e um belo jantar preparado pelo Lúcio, nosso guia e chef de cozinha. Já disse a ele que quero que ele nos acompanhe nos 1000dias! Nunca fui tão bem tratada, saladinhas, suco, um strogonoff de frango e carne com cogumelos e frutas de sobremesa!

A paisagem exuberante do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

A paisagem exuberante do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Um chazinho digestivo para esquentar ao pé da fogueira feita pelos nossos vizinhos vindos de uma jornada pelos encontros de comunidades alternativas. Muito descanso, pois amanhã tem mais Vale do Pati!

O Lúcio nos explica a geografia do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

O Lúcio nos explica a geografia do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

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Salto Yucumã, o maior salto horizontal do mundo!

Brasil, Rio Grande Do Sul, Salto Yucumã

Uma linda foto do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Uma linda foto do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Bem vindos ao salto horizontal mais longo do mundo! O Salto Yucumã está na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e possui 1,8 km de extensão! Formado pelo Rio Uruguai em uma fissura de 110 metros de profundidade (!!!), 25m de largura e 8 a 10m de altura, dependendo do nível do rio. Quando o Rio Uruguai está bem seco ele pode chegar a 18m de altura, mas seca em alguns trechos. A melhor época para visitar o salto é entre novembro e dezembro, quando o nível da água já está baixando, mas ainda forma a queda completa, com água por toda a sua extensão. Salto Yucumã ou Grande Salto Moconá, como é chamado do outro lado da fronteira, no idioma guarani moconá significa “aquele que tudo engole”.

Foto aérea do Salto Yucumã, na fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina, no rio Uruguai. É o maior salto do mundo em extensão horizontal, mas hoje, estava completamente tapado pelo rio cheio. (foto retirada da internet)

Foto aérea do Salto Yucumã, na fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina, no rio Uruguai. É o maior salto do mundo em extensão horizontal, mas hoje, estava completamente tapado pelo rio cheio. (foto retirada da internet)


Nós chegamos logo após um grande período de chuvas e tivemos a sorte de encontra-lo assim!

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Pois é, nadica de queda d´água, nem um metrinho. A única pista de que ali há alguma queda são aquelas marolinhas brancas no meio do rio... Segunda-feira passada o nível da água estava pelo menos 2 metros mais alto! Uma das grandes interferências no nível do salto hoje são as 3 barragens que foram construídas rio acima, Itá, Machadinho e Campos Novos e Barra Grande, que agora estão na sua capacidade máxima e vertendo água para não estourar.

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Mais um pouco pegamos o rio “a ponto de balsa”, como se diz aqui na região! A expressão nasceu da época do ciclo da madeira, quando madeireiros desciam o Rio Uruguai levando as toras retiradas na floresta em balsas. Estas balsas cheias, porém, só passavam pelo Salto Yucumã quando o rio estava bem ainda um pouco mais alto, no ponto de balsa.

Antigas fotos de balseiros no rio uruguai, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Antigas fotos de balseiros no rio uruguai, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


O Parque Estadual do Turvo possui pouco mais de 17 mil hectares de área e protege uma fauna riquíssima que pode ser vista toda empalhada no museu do sítio. Pois é, odeio animais empalhados, mas já que eles estavam ali, confesso que até que é bacana poder comparar os diferentes tipos de animais, seus tamanhos, pelagens e formas.

Animais empalhados do Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Animais empalhados do Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Centro de visitantes do Parque Estadual do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Centro de visitantes do Parque Estadual do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


A onça preta, pintada e parda vivem nesta reserva. Há menos de um mês funcionários do parque tiveram a sorte de cruzar com uma onça preta descendo a estrada parque pela manhã! Nós não vimos a onça, mas pela primeira vez encontramos pistas escatológicas das bichinhas, puro pelo e osso!

Pelos e ossos, tudo o que sobrou da última vítima de uma onça pintada no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumá, na fronteira do rio Grande do Sul com a Argentina

Pelos e ossos, tudo o que sobrou da última vítima de uma onça pintada no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumá, na fronteira do rio Grande do Sul com a Argentina


Descemos 15km de estrada bem atentos para ver se encontraríamos algum animal. Vimos no alto de algumas árvores alguns de nossos amigos macacos prego. Mais de 300 tipos de pássaros já foram catalogados na região, que serve como um refúgio para mamíferos que tiveram seus habitats invadidos pelas fazendas e plantações de trigo que rodeiam a área.

A fiona na estrada que corta o parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

A fiona na estrada que corta o parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Do outro lado do rio está a Argentina e uma reserva com mais de 250 mil hectares preservados! Só para vocês terem uma ideia, esta reserva dos nossos hermanos se conecta com o Parque Nacional do Iguazu, do lado argentino, é claro. Uma onça que andava caçando bezerros nas fazendas da região, foi capturada por biólogos que usaram um cachorro como isca – mais uma que aprendi, onças adoram cachorros, uma iguaria para elas! Esta onça recebeu um colar com GPS e um mês depois foi localizada lá no Parque Iguazú! Impressionante!

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Chegando lá embaixo caminhamos até as margens do rio, que está transbordado, passando sobre a trilha de acesso à cachoeira e sobre a mata ciliar. Desapontados com a má sorte, viemos andando de volta para a área de churrasqueiras e tivemos a sorte de encontrar o Sérgio, que é um guarda-parque terceirizado que trabalha no parque há 11 meses. Bastaram poucos minutos com ele para percebermos que conhecia muito do parque e mais que isso, é apaixonado pelo seu trabalho. Sérgio nos levou até uma cachoeira menor próxima dali e no caminho nos ensinou sobre a mata, a fauna e as histórias deste parque.

cascata no Parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

cascata no Parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Com o Sérgio, nosso guia no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Com o Sérgio, nosso guia no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Caçadores que foram encontrados e gastaram 15 mil reais com advogado e fiança e a história do antigo gerente que caçava caçadores não por seu amor à natureza, mas para não ter competidores! Dizem que graças à ele hoje as pacas são raramente vistas por aqui, sem falar nas onças que eram seu principal troféu de caça. Depois de tantas demandas contra o delinquente funcionário do governo, ele foi transferido para um parque no Paraná e depois de demitido por suas falcatruas, não demorou muito a ser assassinado, provavelmente por vingança da família de um dos muitos caçadores que ele havia assassinado. Cada uma...

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Uma das muitas espécies de pássaros que vive na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

Uma das muitas espécies de pássaros que vive na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul


Hoje o novo gerente do parque é um biólogo, novas trilhas já estão sendo abertas e se depender dos funcionários com quem conversamos, este pequeno reduto natural continuará a ser bem preservado. Espero que sim, pois um dia voltaremos e com mais sorte veremos o imenso Salto Yucumã.

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul

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Valparaíso e Viña del Mar

Chile, Valparaiso, Viña del Mar

Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile

Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile


Valparaíso é a cidade boêmia, adorada por artistas e poetas talvez, justamente, pela idiossincrasia de sua arquitetura, sua beleza e sua arte. O ar decadente de zona portuária somado ao encanto dos seus 42 cerros, suas ladeiras e vistas panorâmicas faz dela uma cidade cheia de personalidade. Muros pintados de todas as cores, com todos os estilos de street art contrastando com os bondes antigos que ainda circulam levando e trazendo cidadãos e turistas entre as vielas e prédios antigos do centro.

Os antigos trólebus ainda andam nas ruas de Valparaiso, no Chile

Os antigos trólebus ainda andam nas ruas de Valparaiso, no Chile


Desde 1990 a cidade é a sede do Congresso Nacional Chileno. Sua história sempre esteve relacionada ao mar, sendo um importante porto de passagem dos navios que se aventuravam à Costa Pacífica dando a volta no sul do continente a caminho do Perú, nos tempos da Colônia Espanhola, e mais tarde como parada e abastecimento para os que seguiam à costa californiana durante a corrida do ouro. No início do século XX dois acontecimentos balançaram a economia da cidade, o primeiro literalmente, um terremoto que acabou com Valparaíso. O segundo a inauguração do Canal do Panamá. Assim Valpo seguiu aos trancos e barrancos, como importante capital política, crescendo recentemente como porto de exportação de frutas.

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria


Nós chegamos à Valparaíso em um domingo à noite e esperando que os bares e a boemia estariam a todo vapor nos cerros subimos o Cerro Artilleria atrás das charmosas guest houses que encontramos em nosso guia. Foi uma forma curiosa de conhecer a cidade: noite escura, becos e ruas vazias, rodando e buscando nas paredes dos edifícios caindo aos pedaços e casas antigas a numeração dos hostels indicados. Na maioria deles, nem luz, nem campainha atendiam e dados os últimos acontecimentos, era essencial um lugar com estacionamento.

Um dos muitos cerros de Valparaiso, no Chile

Um dos muitos cerros de Valparaiso, no Chile


Mesmo sendo tarde e cansados não nos demos por vencidos, o agito deve estar no Cerro Alegre, pensei, lá é o lugar boêmio da cidade. Subimos então o Cerro Alegre e nada, ninguém, uma cidade fantasma e abandonada. O único hostel que achamos aberto não tinha garagem e estacionamento próximo, além de um preço nada amigável, foi aí que decidimos nos entregar ao bom e velho Ibis, que aqui na verdade era novinho e muito bem localizado. Nada melhor do que chegar em casa, cama confortável, banho quentinho e decoração idêntica, aqui ou em Maringá e o melhor de tudo, com estacionamento seguro para a Fiona.

São vários cerros na cidade de Valparaiso, no Chile

São vários cerros na cidade de Valparaiso, no Chile


A nossa primeira impressão da cidade poderia ter sido das piores, mas ao revés, os ares misteriosos dos cerros e a quietude da cidade nos surpreendeu de tal forma que não víamos a hora de sair para explorá-la. Saímos sem expectativas, sem planos e sem guias, nos deixando levar pelas aparências, curiosidades e cores que víamos em cada esquina. Começamos pela Plaza Sotomayor, praça central da parte baixa da cidade rodeada por antigos prédios imponentes.

Plaza Sotomayor, no centro de Valparaiso, no Chile

Plaza Sotomayor, no centro de Valparaiso, no Chile


Demos um pulo no Muelle Prat onde barcos saíam lotados de turistas para passeios pelo porto prometendo belas vistas de Valparaíso desde o mar. Andamos, subimos o Cerro Concepción, nos enfiamos em um beco com escadarias e caímos dentro do Paseo Iugoslavo, já no Cerro Alegre, onde está o Palácio Baburizza, que com sua arquitetura art nouveau, abriga o Museu de Belas Artes. Segunda feira e, é claro, o museu estava fechado.

Subindo escadaria para um dos cerros de Valparaiso, no Chile

Subindo escadaria para um dos cerros de Valparaiso, no Chile


Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile

Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile


Continuamos nos perdendo pelas ruas entre o Cerro Alegre e o Concepción, que durante o dia parecem muito mais receptivas e amigáveis, com belas vistas para o mar afunilando em suas ladeiras. Convites para conhecer La Sebastiana, uma das casas onde viveu Pablo Neruda, não faltavam espalhados por pinturas nos postes do cerro. Ela fica no cerro vizinho o Bellavista, mas não quis ter que lidar com a frustração de chegar lá e dar de cara com a porta, no dia internacional dos museus fechados.

O nome do grande poeta Neruda está por toda parte em Valparaiso, no Chile

O nome do grande poeta Neruda está por toda parte em Valparaiso, no Chile


No meio da tarde relaxamos e almoçamos em um restaurante no alto do Paseo Iugoslavo com belas vistas para os cerros, o porto e a cidade baixa. Mal sabíamos que estávamos escolhendo um dos preferidos da área, o Norma´s, também pudera, seu charmoso deck de madeira e as amplas vistas não poderiam ser mais convidativas.

Restaurante com uma bela vista de Valparaiso, no Chile

Restaurante com uma bela vista de Valparaiso, no Chile


Queijo camembert derretido co geleia de framboesa, em Valparaiso, no Chile

Queijo camembert derretido co geleia de framboesa, em Valparaiso, no Chile


Descemos o cerro novamente nos perdendo entre suas galerias de escadas, de arte e de fotografia. Os antigos elevadores (funiculares) que nos desculpem, mas não troco andar por estas ruas por uma carona corta-caminhos. Resolvemos sair correndo para o Cerro Artillería, estrategicamente localizado para a proteção da cidade e para um belíssimo pôr do sol no Paseo 21 de Mayo.

Um dos muitos funiculares que dão acesso aos cerros de Valparaiso, no Chile

Um dos muitos funiculares que dão acesso aos cerros de Valparaiso, no Chile


Cruzamos a zona comercial próxima ao porto e subimos a mesma ladeira que nos levou ao topo na noite de ontem. Com pressa para não perder o pôr-do-sol um funicular até que ia bem, mas este fechava às 18h e tivemos que ir a pé mesmo. Do alto uma das vistas mais lindas de Valparaíso e sua vizinha mais jovem e moderna, Viña del Mar.

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria

Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria


Viña del Mar é o balneário preferido dos santiaguinos mais descolados. A Cidade Jardim é totalmente o oposto de Valparaíso. O charme caótico desta é substituído pela impecável organização, limpeza e jardinagem da primeira. Palmeiras e flores na orla, intercalados por fontes de água, esculturas, restaurantes, sorveterias e áreas de exercício, delineados pelo mar e por longas pistas de corridas e bicicleta. Atravessando a movimentada avenida beira mar, a Avenida Peru, estão os condomínios mais caros de Viña.

A praia de Viña del Mar, no Chile

A praia de Viña del Mar, no Chile


O sempre tradicional futebol de praia, em Viña del Mar, no Chile

O sempre tradicional futebol de praia, em Viña del Mar, no Chile


A orla muito bem cuidade de Viña del Mar, no Chile

A orla muito bem cuidade de Viña del Mar, no Chile


O vento frio ainda soprava e as águas geladas do Pacífico não estavam muito amigáveis para um mergulho. Assim a nossa passagem por lá foi rápida e indolor! Uma manhã passeando na orla, um almoço à beira mar e logo pegávamos a estrada para Santiago, a apenas 160km dali.

Voltando para a parte baixa de Valparaiso, no Chile

Voltando para a parte baixa de Valparaiso, no Chile

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Isla Mujeres

México, Isla Mujeres

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Isla Mujeres era um destino há muito tempo esperado por nós. Não apenas por suas belas águas azuis, mas por que aqui decidimos que iríamos diminuir um pouco o ritmo de viagem, ficar por uns dias “parados”, aproveitando para descansar e ter mais tempo para trabalhar nas fotos e relatos da viagem.

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Uma ilha com 7km de comprimento e 650m de largura, a pequena Isla Mujeres é o minucípio mais a leste no território mexicano. Um destino em expansão na turística costa de Quintana Roo, é uma opção mais tranquila à movimentada Playa del Carmen e Cancún, mas que ainda oferece um bastante infraestrutura turística para todos os bolsos e gostos.

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A rua principal é uma miniatura da 5ª Avenida de Playa del Carmen, com lojinhas de badulaques turísticos, restaurantes italianos, tailandês, argentino, japonês, francês, cubano, caribenho e, com sorte, até um tempero local, maya ou yucateco, você pode encontrar. Todos os restaurantes são bem justos, mas o meu preferido foi o Olívia, um restaurante mediterrâneo com pratos deliciosos, mesas em um jardim e um clima bem romântico.

Pôr-do-sol sobre Cancún, visto de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Pôr-do-sol sobre Cancún, visto de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


As praias de areias brancas e águas tranquilas estão no noroeste e norte da ilha, tomadas por hotéis e restaurantes à beira mar. A praia da Ponta Norte, como é conhecida, é a mais convidativa para um banho de sol e de mar.

cenário paradisíaco em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

cenário paradisíaco em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


As costas leste e sul são formadas por rochedos e penhascos com lindas vistas mas nenhuma praia. Na Punta Sur está uma pequena ruína maya para a deusa da fertilidade Ix Chel, a mesma deusa adorada na ilha de Cozumel. Inclusive dizem que foi das imagens da deusa feminina que os espanhóis teriam tirado o seu nome atual: Isla Mujeres. A ruína foi destruída pelo furacão Gilbert em 1988, ficando apenas a sua fundação e uma vista linda para o oceano.

Escultura marca a ponta sul de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Escultura marca a ponta sul de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A grande beleza de Isla Mujeres, portanto, não está em suas praias, e sim no oceano que a rodeia. Mergulho, portanto, é uma das melhores pedidas aos visitantes vidrados no mundo sub. Na nossa rotina de trabalho, tiramos apenas um dia para mergulhar e por isso escolhemos um dos pontos mais especiais, o Cañonero C58.

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Muitos peixes em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Muitos peixes em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


O naufrágio está deitado a 24m de profundidade, por alguma razão desconhecida, é a casa de dezenas de arraias xitas! Nós nunca havíamos mergulhado com uma quantidade tão grande de xitas, indo e vindo, nadando em cardumes ao redor deste naufrágio! Sem dúvida o melhor mergulho da região, selecionado não por nós, mas pelas operadoras de mergulho com as que conversamos.

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Nosso segundo mergulho foi no El Granpín, um arrecife de corais mais raso, a 13m de profundidade, que ainda pudemos ver peixe leão, uma barracuda, uma tartaruga e uma xita.

Queen Angel Fish e tartaruga socializam embaixo de um coral no nosso segundo mergulho do dia em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Queen Angel Fish e tartaruga socializam embaixo de um coral no nosso segundo mergulho do dia em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Outro ponto famoso é o Museu Submarino de Cancún, com as esculturas do artista inglês Jason deCaires Taylor. Nós já estivemos em outro museu parecido lá em Granada, mas se você ainda não viu algo parecido, vale a pena conferir!

Um incrível mergulho em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Um incrível mergulho em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México

Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México


O Parque Nacional Isla Contoy é um ótimo lugar para avistamento de aves e snorkel e a excursão de um dia te leva para um dia inteiro de passeio incluindo almoço.

Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Durante a temporada dos tubarões-baleia (maio a julho) algumas empresas também operam barcos para um dos locais onde os maiores peixes do oceano se reúnem. A atividade é super controlada e fiscalizada, com apenas 10 pessoas por barco e apenas 2 snorkelers por vez podem descer do barco com colete salva-vidas e guia para nadar com os tubarões. Foi a forma que eles encontraram de controlar a atividade para não espantar os tubarões. O snorkel com os tiburones-ballena é um dos nossos sonhos, mas parece que nós chegamos um pouco adiantados. =/

Wind surf em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Wind surf em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Nós chegamos à ilha no Carnaval, quando a cidade toda se enfeita e as estudantinas se reúnem em diferentes temas e coreografias, dançando pela cidade para alegrar os foliões mais desavisados. Bloquinhos de jovens, crianças e até senhoras fazem a festa, rodando em suas pick ups tunadas e enfeitadas, com equipamento de som tocando em alto e bom som as principais marchinhas do carnaval isleño.

Fantasias de carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Fantasias de carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Dança e folia no carnaval de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Dança e folia no carnaval de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Celebrando o carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Celebrando o carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Durante a noite, na praça, a prefeitura organiza um show com danças das estudantinas mais antigas, incluindo as senhoras da terceira idade, como rainhas de carnaval. Os shows de música trazem artistas desconhecidos para a maioria, um argentino que fazia uma linha meio Wando meio Frank Aguiar em ritmo de bachata em playback e uma guitarra, uma loucura! Kkk! A grande atração noturna na praça eram mesmo as marquesitas, um tipo de biju feito com pura farinha de trigo e recheada com nutela, nutela e banana ou morando, uma perdição. Não é a toa que o meu pecado capital no carnaval foi a gula! Kkk!

Uma legítima marquesita, guloseima irresistível para a Ana! (em Holbox, ilha ao norte do Yucatán, no México)

Uma legítima marquesita, guloseima irresistível para a Ana! (em Holbox, ilha ao norte do Yucatán, no México)


Foram 4 dias de uma rotina de trabalho, intercalados por caminhadas pela praia, corridas, sessões de yoga e festinhas de carnaval. Para trabalhar confesso a vocês que nesta época a ilha não é das mais agradáveis, pois as barulheiras da cidade e dos carros de carnaval me deixavam meio atordoada, mas nada que um belo banho de mar não resolvesse! Rsrs!

Corridinha básica na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México

Corridinha básica na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México


Se você está buscando por um lugar onde possa mergulhar, pegar uma prainha, onde pode caminhar a (quase) todo lugar, longe da loucura de Cancún e ainda encontrar infraestrutura, e algum agito, Isla Mujeres é uma boa pedida.

Onde Ficar?

Isla Mujeres tem varias opções de hospedagem, mas justamente por seu crescimento e recente sucesso dentre os turistas “mais alternativos” de Cancún ou Playa del Carmen, a procura é grande e os preços são salgados (acima de 130 dólares por quarto). Resolvemos, então buscar um hostal, bem indicado em guias de turismo, na beira da praia, mas sempre lotado, muito festivo para o nosso gosto e contraindicado pelos amigos brasileiros da Expedição 4x1, que tiveram um computador “extraviado” no local. Porém foi a partir deste hostal que conseguimos uma ótima indicação de hospedagem: a Casa Naranja.

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A Casa Naranja é uma pequena guesthouse com 3 ou 4 quartos de casal cada um com seu banheiro, uma sala e cozinha comuns, para os que gostam de cozinhar e matar a saudade do próprio tempero. Um clima bem tranquilo, ótima localização, bem perto do centro, e ainda assim, silenciosa durante a noite. Alejandro, argentino radicado em Isla Mujeres, é uma pessoa super querida e conhece bem a região e nos ajudou bastante com suas dicas para fecharmos o roteiro da viagem.

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe



Chegando lá.

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


Isla Mujeres está na costa de Quintana Roo a meia hora de barco de Cancún. Sem carro a travessia pode ser feita de portos próximos ao centro de Cancún em diferentes horários. A ilha também é famosa com excursões de um dia, em tours operados por agências de turismo na cidade.

Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe

Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe


A ilha é pequena e quase não exige carro para se movimentar, mas nós não deixaríamos a Fiona no continente, sozinha por 4 ou 5 dias. Então fomos até o porto de Puerto Juarez, poucos quilômetros ao norte de Cancún, abriga o porto de ferry boats que atravessam para Isla Mujeres.


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A travessia dura em torno de uma hora e é uma das partes mais bonitas de todo o passeio, atravessando todos os tons de azul possíveis de um mar caribenho.

No caminho para Isla Mujeres, um mar que parece uma piscina, no litoral sul do México, do lado do Caribe

No caminho para Isla Mujeres, um mar que parece uma piscina, no litoral sul do México, do lado do Caribe

México, Isla Mujeres, Cañonero C58, Carnaval, Casa Naranja, Mergulho, Parque Nacional Isla Contoy, Praia, Quintana Roo

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Asheville e o Folk!

Estados Unidos, North Carolina, Asheville

A bela igreja metodista de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos

A bela igreja metodista de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos


Apelidada “Land of the sky” ou “Terra do céu”, Asheville é uma cidade de pouco mais de 80 mil habitantes no estado americano de North Carolina. Situada estrategicamente entre o famoso Great Smoky Mountains National Park e o Shennandoah National Park, seus arredores já foram cenário para filmes como “O Último dos Moicanos” e até hoje atrai artistas, músicos e pessoas apaixonadas pela natureza, o que a torna um lugar alternativo e bem cosmopolita.

A pomposa arquitetura do centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos

A pomposa arquitetura do centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos


Asheville figura em uma ampla lista de rankings, citando apenas alguns deles como uma das "25 Melhores Destinos de Artes da América" (Revista AmericanStyle), "A nova “freak capital”dos EUA" pela revista Rolling Stone, "Nova Meca New Age" (CBS News) e em 2007, Asheville foi nomeada uma das sete principais lugares para se viver nos EUA pelo Ranking de cidades da Frommer.

Caminhando pelo centro histórico de  Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos

Caminhando pelo centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos


Nós chegamos em um dia de chuva e cinzento, mas as suas ruas, bares e restaurantes estão sempre cheios e divertidos com pessoas de todas as tribos e idades. Paramos no delicioso Salsa´s Mexican Caribbean Restaurant, restaurante que mistura o melhor das duas cozinhas, mexicana e caribenha, sempre com uma exposição interessante de artistas contemporâneos da região e um público bem antenado.

Restaurante em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos

Restaurante em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos


A comida é divina e muito criativa, além de ter uma boa relação custo x benefício. Nada melhor que uma boa cerveja artesanal para acompanhar uma delícia apimentada dessas. Eu provei a Pale Ale da High Lander Brewing Company, saborosa e no ponto certo para não brigar com o sabor da comida. Ótima sugestão do nosso simpático garçom.

Deliciosa e apimentada comida mexicana requintada, em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos

Deliciosa e apimentada comida mexicana requintada, em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos


Uma das milhares de cervejas artesanais americanas, em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos

Uma das milhares de cervejas artesanais americanas, em Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos


A arquitetura da cidade vai do art decó ao neogótico em seus edifícios históricos, igrejas e monumentos. A chuva deu um intervalo e conseguimos andar nas ruas arborizadas, sempre cruzando um músico mambembe tocando sob uma marquise na sua viagem particular.

A pomposa arquitetura do centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos

A pomposa arquitetura do centro histórico de Asheville, na Carolina do Norte, Estados Unidos


À noite, não poderíamos perder a chance de ouvir uma legítima Jam Section de cordas, em uma das principais representantes da Folk Music Americana. Fomos ao mais indicado bar em Downtonw Asheville, o Jacskon Pub. Cada músico traz o seu instrumento de corda como o violino, violão, contrabaixo e o indispensável banjo! Os músicos estavam se divertindo aos montes, solos alucinados cada vez mais acelerados faziam o público ir ao delírio! Mais tarde uma banda de jovens tomou o palco e fez uma apresentação maravilhosa, essa sim era profissional! É sempre bacana ver jovens se interessando, revivendo e aprimorando tradições.

Balada com jam session com muita música Folk, em Asheville, na Carolina do Norte - EUA

Balada com jam session com muita música Folk, em Asheville, na Carolina do Norte - EUA


Asheville é o nosso ponto de partida para conhecermos a região dos Apalaches e da Blue Ridge Parkway, a road trip mais famosa no leste dos Estados Unidos.

Estados Unidos, North Carolina, Asheville, Gastronomia, Música

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Forte dos Reis Magos

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal

Ponte que leva ao Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN

Ponte que leva ao Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN


O litoral do Rio Grande do Norte, mais especificamente a região onde hoje é Natal, era habitada pelos índios potiguares, que antes mesmo da chegada dos nossos colonizadores lusitanos, já era frequentada por comerciantes franceses. A primeira tentativa, frustrada, de conquista deste litoral foi em 1535. Depois disso os portugueses só retornaram em 1597, com o objetivo de construir um forte que afastasse os franceses e os hostis potiguares desta baia. O Forte começou a ser construído no dia dos Reis Magos 06 de janeiro de 1958 e marcou o início da colonização portuguesa no estado do Rio Grande do Norte. No natal de 1599 foi fundada a cidade de Natal, que foi assim nomeada devido à festividade.

Os três reis magos, no forte que leva seu nome, em Natal - RN

Os três reis magos, no forte que leva seu nome, em Natal - RN


A estrutura do forte é a original, construído com pedras trazidas como lastro pelas caravelas portuguesas em uma troca muito justa, traziam pedras e levavam madeiras de lei, pau-brasil, jacarandá, etc. A fortaleza já passou por algumas reformas, sendo a última delas na década de 60, quando foram reformados o telhado e as paredes. Ele tinha estrutura para abrigar até 120 pessoas, no entanto viviam efetivamente entre 80 e 100 homens do exército português, entre soldados e comandantes. Havia uma cisterna para captação da água da chuva, que era consumida apenas pelos oficiais. Os recrutas deveriam beber a água do poço da capela central, uma água salobra, devido à mistura das águas do rio e do mar.

Capela dentro do Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN

Capela dentro do Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN


A localização da fortaleza era seu principal diferencial estratégico, protegido por arrecifes naturais na foz do Rio Potengi, principal acesso à terra firme. Conta a história que o nível do mar nas marés de lua chegava a ser 6m mais alta que a atual.

Futebol ao pé do Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN

Futebol ao pé do Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN


Na sua construção alguns detalhes interessantes como portas baixas e afuniladas para dificultar o ataque externo, já que os soldados portugueses mediam entre 1,40 e 1,60m em média e seus principais rivais, os holandeses, já possuíam uma estatura média mais elevada. A defesa do forte era feita por canhões, que tinham um alcance próximo a 800m, justamente a distância da entrada do rio. Caso os adversários alcançassem a terra e tentassem adentrar o forte, os meliantes seriam recebidos com água e óleo quentes. Ainda assim, se conseguissem entrar, sua primeira tentativa seria subir para desativar os canhões, porém logo seriam arremessados em um vão com 5m de queda livre na escada do “menos um”.

Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN. Ao fundo, a bela ponte sobre o rio Potengi

Forte dos Três Reis Magos, em Natal - RN. Ao fundo, a bela ponte sobre o rio Potengi


O forte foi tomado uma única vez, em 1633 quando aconteceu a invasão holandesa. Natal passou a chamar-se Nova Amsterdam e o forte também foi rebatizado. O ano de 1654 os portugueses retomaram as capitanias nordestinas, começando por Pernambuco e o forte foi simplesmente devolvido aos lusos sem que nenhuma batalha fosse necessária. Hoje ele é aberto à visitação, com uma das vistas mais bonitas da nova ponte e da foz do Rio Potengi, vale a pena conhecê-lo.

Segurando o chapéu novo, em Natal - RN

Segurando o chapéu novo, em Natal - RN


Ah! By the way, foi ali também que finalmente consegui encontrar um chapéu de palha (quase) como eu estava procurando, só fiquei chocada que ao lado dos chapéus, em cada banquinha, havia uns consolos de madeira de todos os tamanhos! Quando perguntamos à vendedora se havia algum motivo, tradição, sei lá, ela disse que “não, é por que tem muita gente que compra mesmo!” Hahaha!

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal, centro, forte, Ponta Negra, Praia, reis magos

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Maui em 48 horas!

Hawaii, Maui-Kihei, Maui-Hana

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Você resolveu dar um rolé por todas as ilhas do Hawaii e só planejou dois dias na Ilha de Maui? Primeiro já aviso, nenhuma ilha havaiana merece tão pouco tempo, mas eu sei que a vida não é sempre como nós queremos. Nós planejamos 3 dias e meio e depois de explorarmos as praias da costa de West Maui e ter uma super experiência havaiana em um luau na Little Beach, concentramos a melhor programação nos dois últimos dias, já que foi quando o casal Laura e Rafael se juntou à Expedição 1000dias aqui no Hawaii! Segundo aviso, vai ser corrido, mas você vai conseguir ver o melhor de Maui em 48 horas! Aí vão as dicas!

A caminho de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

A caminho de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí



1° DIA - 4:45am - Molokini Crater
Formada aproximadamente há 230 mil anos, a cratera vulcânica Molokini está parcialmente submersa e é um paraíso para os mergulhadores. A borda do cone vulcânico que está acima d´água tem o formato de lua crescente, que forma uma pequena baía protegida das poderosas correntes do Alalakeiki Channel, a 4km da costa entre as ilhas de Maui e Kaho´olawe.

Chegando à ilha de Maui, no Havaí

Chegando à ilha de Maui, no Havaí


O mergulho lá é suuuper popular, então se você curte um esquema mais “exclusivo”, digo, se você prefere mergulhar sem hordas de turistas, snorkelers e mergulhadores, a dica é chegar cedo, mas cedo mesmo! Nós acordamos as 4h15 da manhã e as 4h45 estávamos no píer onde o barco da B&B Scuba no esperava. A operação deles é simples, eficiente e o mais importante mega bem humorada! O capitão do barco e o nosso dive master eram duas figuras! O tempo todo super dispostos a ajudar, mas não perdiam a chance de contar uma piada ou tirar uma onda com suas histórias havaianas e subaquáticas. Um ótimo jeito de melhorar o humor depois de madrugar para estar lá!

Ainda de madrugada, embarcando para mergulhar em Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Ainda de madrugada, embarcando para mergulhar em Molokini, na costa de Maui, no Havaí



6am - Ainda era noite quando chegamos, fechamos os detalhes de equipamentos e quando o sol começava a aparecer no horizonte, ainda com estrelas no céu, o barco zarpava em direção à Molokini.

Chegando à cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Chegando à cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí



7am - Nos dividimos em dois grupos de 4 mergulhadores e caímos na água, com 26°C e visibilidade de 30m! O fundo de areia, mesclado com pedras e pequenos corais pode deixar todos meio desanimados no começo, mas foi ali que encontramos nossos primeiros tubarões! Os dois white tip sharks tinham um pouco mais de um metro e passaram do nosso lado no areal. Logo abaixo deles um jardim de enguias se escondia dos invasores/mergulhadores enquanto passávamos em direção à parede de corais. Vimos moreias, diferentes peixes e não demorou muito nosso guia maluco nos apareceu com um polvo, lindo! Ele mudou de cor, passeou e nadou se exibindo para a galera, sensacional!

A cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí

A cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí


O segundo mergulho poderia ser na costa, mas o mar já estava querendo virar. No intervalo de superfície caímos na água para brincar com alguns golfinhos curiosos que se aproximaram, uma mãe e um filhote lindos! Pena que a visita foi rápida.

Momentos antes da nossa câmera pifar de vez, durante mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí. As cores já estão distorcidas...

Momentos antes da nossa câmera pifar de vez, durante mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí. As cores já estão distorcidas...



8:30am - Caímos novamente na água rodamos os corais, o areal e desta vez, mais próximos do barco em um banco de corais nos divertimos encontrando os pequenos nudibranquios, uma imensa barracuda e um berçário de white tip sharks! Os 5 tubarões(zinhos) estavam enfiados dentro de uma caverninha formada pelos corais a uns 8m de profundidade! Lindos demais!!!

Início de mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Início de mergulho em Molokini, na costa de Maui, no Havaí


Durante todo o mergulho ouvimos as baleias jubarte cantando, sentíamos vibrar em nosso peito, olhávamos ao redor e não conseguíamos encontrá-las. Estavam ali, do nosso lado, em algum lugar dessa imensidão azul. Junto das baleias escutamos os golfinhos, que segundo alguns locais ajudam as mamães jubarte no momento do parto, rodando ao redor dela para proteger de possíveis predadores atraídos pelo sangue. Sábia mãe natureza! Já imaginaram o que é mergulhar em um lugar desses com uma trilha sonora de cantos de jubarte e golfinhos?

Voltando do ótimo mergulho na cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí

Voltando do ótimo mergulho na cratera semi-submersa de Molokini, na costa de Maui, no Havaí



10:30am - Voltamos ao píer e logo estávamos no nosso hotel, tomando uma ducha e nos preparando para as explorações do dia, a costa sul de Maui.

Wailea e Makena State Park
Depois de voar e madrugar para mergulhar na Molokini Crater você com certeza vai querer uma tarde mais tranquila, aproveitando o sol, a praia e o dulce fare niente!

A praia de Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí

A praia de Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí



12pm - Saímos para explorar a costa sul da ilha, pegamos o nosso carro em South Kihei e nos mandamos para La Perousse Bay, onde muitas vezes o snorkel promete um grupo de golfinhos rotadores nas suas tranquilas águas azuis. A baía rodeada de pedras negras e campos de lava hoje estava um pouco movida e movimentada ,e ao que tudo indicava, os golfinhos não estavam por ali. Sacamos umas fotitas e subimos pela via costeira que tem vistas lindas do litoral, até chegarmos ao Makena State Park.

Entrando no mar em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí

Entrando no mar em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí



14pm - O Makena tem duas das praias mais preservadas de Maui, uma área aonde hotéis e lojas não chegam, por isso leve o seu almoço ou compre um fish taco no food truck do estacionamento. Ficamos algumas horas entre a Big Beach e a Little Beach, com vista para a ilha de Kaho´olawe e para Molokini onde estivemos pela manhã. A gurizada do skimboard estava arrasando nas ondas perfeitas da Big Beach, que quebram com mais de metro bem na beirada, fazendo altas manobras radicais.

Surfista mostra seus truques em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí

Surfista mostra seus truques em Big Beach, ao sul de Kihei, litoral de Maui, no Havaí


Surfistas dão show na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí (foto de Laura Schunemann)

Surfistas dão show na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí (foto de Laura Schunemann)


Cruzamos para a Little Beach, hoje lotada de turistas com e sem roupa, lembrando que aqui é a praia dos naturistas, portanto roupa é opcional. Encontrei um dos organizadores da festa de domingo que já nos incluiu em uma roda de surfistas locais, vários peladões da tribo dos “bunda preta” que surfam o dia inteiro e trazem sua farofa e frango assado de casa (literalmente, nós vimos um inteiro sair de dentro da mochila!) para matar a fome de leão depois que saem da água. Eles passam o dia inteiro nesse pedaço de paraíso, tem coisa melhor?

Botando a conversa em dia, depois dez meses sem se ver (na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí - foto de Laura Schunemann)

Botando a conversa em dia, depois dez meses sem se ver (na Big Beach, em South Kihei, em Maui, no Havaí - foto de Laura Schunemann)



8pm - Parada Gastronômica
À noite você vai estar morrendo de fome e sono, então se está hospedado em South Kihei e ainda quer ter uma experiência gastronômica havaiana em alto estilo, a dica é ir até o Sarento´s on the Beach, restaurante na beira da praia ao lado do Hotel Days Inn. Ele não é dos mais baratos e é melhor garantir lugar reservando com antecedência, mas o cardápio e o serviço são impecáveis! Nós provamos o Grilled Hawaiian Ahi, um corte grosso e tenro de atum fresco salteado na grelha, quase cru, com gnocchi de queijo de cabra e um purê de batatas com alho. Divino! Ah, não se esqueça de provar o Mai Tai, famoso drink havaiano. Tim tim!

Delicioso jantar em Kihei, em Maui, no Havaí

Delicioso jantar em Kihei, em Maui, no Havaí



2° DIA - 4:30am – Haleakala Volcano
O Haleakala é a maior montanha (3.055m) e compõe 75% da Ilha de Maui. O seu nome significa em havaiano “a casa do sol”, de acordo com uma lenda local o vale formado pelos diferentes cones no alto do Haleakala era a casa da avó do semideus Maui. Maui teria capturado o sol, com a ajuda de sua avó, para forçá-lo a se pôr mais vagarosamente, deixando o dia mais longo. O Haleakala é um parque nacional que abriga diversas espécies endêmicas como a frágil Silversword e é casa para o pássaro símbolo do Hawaii, o Nene.

As estranhas plantas que crescem a 3 mil metros de altitude, no topo do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

As estranhas plantas que crescem a 3 mil metros de altitude, no topo do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


A peregrinação ao Haleakala começa as 4h30 da manhã em direção ao seu cume onde está uma das mais lindas vistas e nasceres do sol de Maui. De South Kihei o trajeto dura 1h45, confira o horário em que o sol nasce aqui neste link e saia do hotel com 2 horas de antecedência para garantir. Centenas de turistas sobem as montanhas ainda no escuro para ver o fenômeno, torcendo para as nuvens dissiparem e darem uma visão completa da costa sul da ilha. Nós não tivemos tanta sorte, o tempo estava bem nublado, o que para um nascer do sol não é de todo mal, pois as nuvens filtram os raios solares dando um efeito super bonito na luz da manhã.

Observando o sol nascer do alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí, a mais de 3 mil metros de altitude

Observando o sol nascer do alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí, a mais de 3 mil metros de altitude


Uma foto da foto da foto, no cume do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Uma foto da foto da foto, no cume do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Assim que o sol nasceu, uma ranger cantou uma linda música tradicional havaiana. A princípio eu achei que era uma música em homenagem ao sol, fiquei emocionada com o momento, nascer do sol em contato com a cultura havaiana.

O sol nascendo no alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí

O sol nascendo no alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


A paisagem marciana do interior da cratera do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí

A paisagem marciana do interior da cratera do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Assim que o canto terminou ela fez um discurso emocionado, contando que hoje pela manhã algum turista em alta velocidade matou dois Nenes (o pássaro símbolo havaiano ameaçado de extinção) que atravessavam a estrada. Com a voz trêmula e indignada ela chorava a perda de duas vidas e implorava a todos que tivessem respeito à vida e à consciência no trânsito, principalmente dentro do parque nacional. Após alguns minutos de silêncio e algumas lágrimas nos despedimos do parque com um rápido encontro com um de seus irmãos, este aí na foto.

Um raro Nene, pássaro típico do arquipélago, caminha tranquilamente em trilha no alto do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Um raro Nene, pássaro típico do arquipélago, caminha tranquilamente em trilha no alto do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Vários pequenos vulcões dentro da grande cratera do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Vários pequenos vulcões dentro da grande cratera do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí


Se você não tivesse apenas 48 horas em Maui a dica seria ficar aqui no parque e aproveitar as centenas de quilômetros de trilhas, cachoeiras e paisagens maravilhosas. Um dia só no parque pode ser pouco.

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em  Maui, no Havaí

Após o nascer-do-sol, fazendo festa a mais de 3 mil metros de altitude, no cume do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí



8am – Fazenda de Lavanda e Café da Manhã
No caminho de volta do Haleakala passamos pelas fazendas de lavanda, agora visíveis com a luz do dia. Uma delas é impossível de perder, na estrada principal do lado direito está esta doçura de fazenda, casinha e gazebo brancos, bancos espalhados no jardim com vista para a plantação de lavandas e em um dia limpo pode-se ver o mar! A lojinha tem vários sanduíches, sucos e chás, além de uma diversidade de produtos naturais feitos de lavanda, coco e outros óleos naturais.

Uma plantação de lavanda nas encostas do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí

Uma plantação de lavanda nas encostas do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí



9am – Estrada para Hana
Depois de tomar um café ou um chá para acordar e recarregar suas energias na fazenda, hora de colocar o pé na estrada em direção à Hana. A estrada é longa e sinuosa, mas promete algumas das vistas mais lindas da ilha.

Belíssima paisagem na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Belíssima paisagem na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Muitas cachoeiras na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Muitas cachoeiras na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


A Hana Highway corta uma linda mata tropical, cruza rios, cachoeiras e penhascos com vista para o Oceano Pacífico. São 110 km entre a entrada do parque nacional até a cidade de Hana, mas que levam em torno de 3 horas para serem completados. No caminho vamos parando nos mirantes e cachoeiras e uma das paradas obrigatórias, já bem próximo à Hana, é uma barraquinha de sorvete artesanal com sabores como coco, pistache, maracujá (lilikoi), café e chocolate. O sorvete de coco é um dos mais famosos, são 5 dólares (é caro eu sei), mas você pode misturar dois sabores e a combinação de coco com pistache é a melhor!

Parada estratégica em uma banca de sorvetes na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Parada estratégica em uma banca de sorvetes na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Um delicioso sorvete na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Um delicioso sorvete na estrada para Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Hana é a cidade mais bicho grilo de Maui, a vila alternativa tem projetos de educação ambiental com as crianças, artesãos e uma comunidade que pouco mudou nos últimos 20, 30 anos! Tudo isso em meio a uma natureza exuberante, cachoeiras e praias eleitas das mais bonitas dos Estados Unidos. Devido a este isolamento e misticismo, alguns a chamam de “O ultimo lugar verdadeiramente havaiano”.

A cidade de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

A cidade de Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


Infelizmente nós pegamos um dia nublado e apenas o mormaço da tarde nos encorajou a pegar uma praia na Hamoa Beach, eleita uma das mais lindas dos EUA. É bonita, mas acho que faltou um sol para nós concordarmos. O nosso tempo estava curto acabamos não conseguindo chegar ao principal ponto turístico de Hana, as Seven Pools. Enfim, só mais um motivo para voltarmos.

Praia em Hana, na costa leste de Maui, no Havaí

Praia em Hana, na costa leste de Maui, no Havaí


No retorno à Kihei ainda paramos na Maliko Bay, em busca das super ondas que batem na costa norte. As famosas jaws só entram quando o mar está acima de 25 pés e infelizmente Namaka, a deusa havaiana dos mares, ainda não estava em sua maior fúria e melhor humor para tal.

Surfistas se espremem na Norh Shore de Maui, perto de Jaws, no Havaí

Surfistas se espremem na Norh Shore de Maui, perto de Jaws, no Havaí


9pm - À noite jantamos em um restaurantinho gostoso no centrinho de Kihei e reencontramos um casal de amigos viajantes que conhecemos em Seattle. Pois é, não é que Corinne, David e Thalia vieram parar aqui, em Maui, na mesma época que nós!?! E ainda por cima vieram acompanhados do mais novo(a) membro(a) da família. Sim, Corinne está grávida! Bem que eu havia desconfiado, ela já estava com uma super cara de grávida quando nos encontramos. Eles estão passando 15 deliciosos dias de férias só em Maui. Fomos a uma sorveteria reconectar, contar histórias de viagens e combinar um futuro encontro, da família completa, lá no Brasil.

O alegre reencontro com os amigos de Seattle, o David, a Corinne e a espevitada Talia, em sorveteria de Kihei, em Maui, no Havaí

O alegre reencontro com os amigos de Seattle, o David, a Corinne e a espevitada Talia, em sorveteria de Kihei, em Maui, no Havaí


Foram 48 horas de vários quilômetros e muitas paisagens novas na bagagem, com pitadas de cultura, gastronomia, ares de praia, mar, vulcão e fazendas em uma das mais famosas ilhas do Hawaii.


Roteiro de carro: 2 dias na Ilha de Maui

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Anguila, um dia no paraíso

Saint Martin, Marigot, Anguila, Shoal Bay East

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!


O paraíso existe! Uma pequena ilha de colonização inglesa, Anguila é exatamente o que todos nós imaginamos das praias mais paradisíacas do Caribe. Areias brancas e macias como talco e a água azul neón ou, como dizem os americanos, “deep eletric blue”. Deculpem a expressão em inglês, mas esta traduzida literalmente, não tem o mesmo resultado.

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!


Um pouco da história da ilha. Foram encontrados vestígios de pinturas rupestres e cerâmicas que comprovam a passagem dos índios Caribs, porém a falta de água potável, caça e vegetação escassas fez com que não durassem muito tempo por aqui. Cristóvão Colombo foi o primeiro a avistá-la, no entanto os ingleses foram os primeiros a enviar uma missão colonizadora em 1650. Iniciou-se a plantação de milho e tabaco, mas na mesma época houve um boom de plantações de grande porte nas ilhas vizinhas, o que fez com que sua economia ficasse prejudicada. A alternativa encontrada pelos seus moradores foi o desenvolvimento da atividade de pesca e a construção naval, que durou como principal economia até meados do século XX.

Navio-cruzeiro em Marigot, - St. Martin

Navio-cruzeiro em Marigot, - St. Martin


Politicamente Anguila respondia à Coroa Britânica através de St Kitts, maior e mais estruturada. No final da década de 60 os anguilanos fizeram uma revolução, expulsaram a polícia de St Kitts da ilha e reinvindicaram mais automonia. Anguila tornou-se um país administrativamente independente e diretamente ligado à Commonwealth Britânica politicamente, isso quer dizer que a rainha indica o primeiro ministro, que já foi eleito pela a assembléia da ilha, acaba sendo um ato mais simbólico.

Chegada no terminal de ferries de Anguilla

Chegada no terminal de ferries de Anguilla


Logo a ilha se tornou um destino para grandes astros de Hollywood que possuem casas milionárias com seus pedacinhos de paraísos particulares. Abre parênteses para o “momento fofoca”: o Keanu Reeves é um dos freqüentadores da ilha, possui uma mansão aqui. É claro que aproveitei para perguntar aos que o conheciam se ele é gay realmente e fizeram uma cara de espanto! Não, ele não é gay e é casado com uma mulher que conheceu em St Martin! Antes de ele casar inclusive o viam com várias mulheres por estas bandas. Rsrsrs! Fecha parênteses.

O mar azul no canal de Anguilla, no Caribe

O mar azul no canal de Anguilla, no Caribe


Nesta mesma época o turismo começou a se desenvolver, quase 3/4 da população trabalham hoje com turismo e comércio. A ilha possui em torno de 12 mil habitantes, super receptivos e calorosos os anguilanos sempre zelaram por seu estilo de vida, tranquilo e calmo.

Trânsito movimentado em The Valley, capital de Anguilla

Trânsito movimentado em The Valley, capital de Anguilla


A melhor forma de se locomover no país é de carro. Alugamos um, pagamos 20 dólares em uma permissão para dirigir por 3 meses no país (tirada na hora pela locadora) e saímos explorando o lado menos populado e turístico da ilha.

Chegando na incrível praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)

Chegando na incrível praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)


Shoal Bay East é a praia do paraíso, a mais procurada pelos turistas que querem fugir das áreas tomadas por resorts e hotéis luxuosos. Ainda assim estava super tranquila, alugamos um guarda-sol por 5 dólares, esticamos nossas cangas e ficamos estarrecidos com a cor da água por uma meia-hora até conseguir começar a fazer qualquer coisa. Depois de algumas horas, a cada momento que olhávamos para o mar ainda nos assustávamos. Horas nadando e explorando os corais não foram suficientes para nos cansar do mar e da praia.

Castelo de areias brancas na praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)

Castelo de areias brancas na praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)


Os preços realmente são absurdos, mas no restaurante-bar menos fru-fru conseguimos dividir uma salada ceaser por 13 dólares, ainda caro, mas bem servida, fresca e deliciosa. Rum punch um absurdo, 8 dólares e a cerveja presidente 3.

Aproveitando a vida! (praia de Shoal Bay East, em Anguilla )

Aproveitando a vida! (praia de Shoal Bay East, em Anguilla )


Infelizmente temos que converter, pois ganhávamos em real, mas se pudéssemos “pensar em dólar” o preço até seria parecido com São Paulo ou Rio, mas já que temos que converter aí fica realmente pesado para pessoas e bolsos normais passarem mais tempo na ilha. Como é pequenininha, nós aproveitamos para conhecer o país em uma dia só mesmo. Terminamos o dia passando por algumas paisagens do lado Atlântico da ilha. Até o embarque no ferry consegue ser especial, com uma bela luz de final de tarde, acentuando o contorno e a geografia de Anguila. Um dia no paraíso.

Pôr-do-sol no momento em que deixamos Anguilla

Pôr-do-sol no momento em que deixamos Anguilla

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Patrimônio de todos

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Acordamos hoje cedinho, tomamos um belo café da manhã, passamos em uma empresa de fotocópias e impressões para imprimir o projeto para levar até o ICMBio. Chegamos lá em Fabião I, comunidade onde fica a sede, as 9h da manhã. A informação que tínhamos é que o Evandro, Chefe do Parque Nacional, estava entre viagens e talvez passasse por lá. Nossa única chance de entrar no Peruaçu é se conseguirmos apresentar o projeto pessoalmente. Como sabíamos que o Parque estava fechado, achamos que valeria a pena arriscar, pois o “não” nós já tínhamos. Esperamos por quase uma hora e assim que Evandro chegou nos atendeu prontamente, mesmo sem termos horário marcado. Super prestativo, conheceu o nosso projeto e recebeu a nossa solicitação formal para entrada no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

Evandro nos explicou sobre o parque e colocou que o ICMBio sabe que é um patrimônio de todos os brasileiros, mas que o trabalho que eles desenvolvem visa além da preservação do parque, também a segurança dos turistas e cientistas que o visitam. O plano de manejo do Peruaçu já está pronto desde 2005, porém várias questões, inclusive fundiárias, estão em andamento para que ele possa sair do papel e eles não podem arriscar anos de trabalho liberando as visitas turísticas sem infra-estrutura. Sem dúvida um trabalho e tanto para ele resolver sozinho, pois é o único funcionário do ICMBio no parque. Ele possui também um quadro de terceirizados, principalmente os brigadistas que trabalham nessa época de seca, prevenindo e apagando incêndios.

É importante que fique claro, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu está fechado ao turismo, pois ainda não possui infra-estrutura própria. Para conseguir uma liberação especial deve-se submeter um projeto especial de pesquisa à aprovação do ICMBio, com pelo menos 15 dias de antecedência, para que as providências possam ser tomadas. Conseguimos uma autorização para pontos bem específicos do parque, a parte aberta da Caverna do Janelão e os Desenhos, pinturas rupestres. Como exceção ele acelerou a liberação para amanhã, pois entendeu a urgência, já que estamos na estrada com o projeto em andamento.

Até 2014 temos esperança que o Parque Nacional já esteja aberto e bem estruturado, pois só assim fica assegurado que este patrimônio será preservado para todos! O ano da Copa promete!

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Amigos na Estrada

Canadá, Vancouver

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá


Durante estes 890 dias da estrada fizemos muitos amigos. Alguns deles talvez nunca reencontremos, foram anjos que passaram, participaram das nossas vidas das mais variadas formas e ficaram. Ficaram em suas casas, suas vidas e nós seguimos cada dia em um lugar diferente, com pessoas novas e vivendo experiências maravilhosas. Entretanto, essa vida itinerante é um pouco solitária, ficamos longe da nossa família e dos amigos que cultivamos por tantos anos antes de colocarmos o pé na estrada.

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá


Muitos desses amigos reencontramos na internet, os novos e os velhos. Alguns que até já havíamos perdido o contato nos redescobrem nessa aventura e as afinidades retornam, os laços se estreitam e os círculos se renovam. Adoro isso! Quem me conhece um pouco melhor sabe, eu sou super social, falo pelos cotovelos e adoro (re)encontrar amigos!

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Eu nunca pensei que iria gostar tanto das redes sociais como gosto hoje, pois sou o tipo que gosta de contato pessoal, conversas profundas, aquelas de amigo para amigo, além de bons papo no boteco, festas e afins. Mas, como dizem por aí, as redes sociais nos apresentaram um novo mundo, nos aproximaram de pessoas com interesses comuns, que provavelmente nunca iríamos conhecer não fosse pelo facebook ou o twitter. Estes amigos virtuais compartilham conosco afinidades, sonhos e hoje são parte imprescindível da viagem! Amigos que nos acompanham desde o começo como a Cleo, o Virgilio, a Katia, a Tatiana, a Paula, o Leandro e tantos outros que nos fazem companhia nessa aventura pelas estradas da América. No twitter os blogueiros da #viajosfera estão sempre atentos, trocando experiências, ensinando e aprendendo com o intercâmbio entre os viajantes apaixonados por dividir suas histórias e dicas mundo afora.

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá


É neste universo que descobrimos também que nós não somos os únicos malucos a pegar o carro e sair viajando pelo mundo! Já conhecíamos uns casos, alguns deles nos inspiraram como o pessoal do Viagens Maneiras, que deu a volta ao mundo com o seu cão labrador na carona. Foi nessa viagem que o Tapa se tornou o cão mais viajado do mundo! Além deles já estiveram na estrada também o casal do Challenging your Dreams e do Mundo por Terra. Agora, os mais viajantes são sem dúvida nossos hermanos argentinos, que com o ímpeto “Che Guevara” botam o pé na estrada, vivendo em comunidades alternativas, de arte e amor, virando artesãos e nunca mais voltam! Sua vida passa a ser a estrada. Várias famílias com crianças pequenas descobrem as mais diversas formas de seguir e proporcionar aos filhos a maior das escolas: a vida! A mais famosa delas é a Familia Zapp, que já lançou um livro chamado Atrapa tu sueño, onde contam a aventura de mais de 10 anos pelo mundo a bordo de um Graham-Paige 1928, com seus 4 filhos nascidos na estrada!

Com o Jorge e a Meli, ao lado da 'casa' deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska

Com o Jorge e a Meli, ao lado da "casa" deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska


Recentemente encontramos no Alasca os Kombianos, casal de colombianos Meli e Jorge, que já estão na estrada há 4 anos e sem planos de parar. Eles viajam na Lunita, uma Kombi-casa companheira de todas as horas. Hoje nós os reencontramos aqui em Vancouver, depois de um mês de estrada, e pudemos ter aquela sensação gostosa de rever amigos, jogar papo fora e conversar sobre histórias e sentimentos comuns, que só quem está nessa vida consegue realmente entender. Depois de devorarmos um prato inteiro de brigadeiro, estava na hora de nos prepararmos para outro encontro de amigos viajantes. Um encontro mais do que especial que reuniu duas expedições brasileiras que estão na estrada, com tempos e roteiros um pouco diferentes, mas objetivos muito parecidos: viver intensamente, conhecer e compartilhar as nossas aventuras!

Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska

Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska


A Expedição 4 x 1 – Retrato das Américas, dos brasileiros Gustavo, Gabriel, Leonardo, Bruno e André, saiu do Brasil há pouco mais de 5 meses cruzou a América do Sul, enviou a Tajanura (nova amiga da Fiona) de navio de Cartagena até Seattle para conseguir chegar antes do inverno no Alasca. Lá quase nos encontramos, mas nesses roteiros malucos que traçamos, uma coincidência dessas é fato a ser comemorado em grande estilo! Por isso combinamos de nos encontrar em um lugar muito especial aqui na metrópole canadese, o Boteco Brasil!

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


O bar e restaurante brasileiro foi aberto por Márcia, que imigrou para o Canadá há 26 anos, mas sempre sentiu saudades de um boteco brasileiro. Aquele lugar que podemos sentar, pedir uma capirinha, comer um pão de queijo, coxinhas, pasteizinhos enquanto escutamos um samba e conversamos sem pressa. Aí quando a fome apertar, mandar descer a feijoada, acompanhada de uma farofinha, couve refogada e até um guaraná antártica! É gente, estamos no Brasil! A noite do primeiro encontro foi ao som de uma banda brazuca, muitas histórias e samba no pé, tentando ensinar um pouco da nossa ginga à Meli e Jorge, que prometeram me ensinar a dançar salsa!

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Conhecemos 4 dos 5 aventureiros, o André estava em um detour programado à NY e voltará a encontrá-los daqui a alguns dias. A simpatia dos rapazes é tanta que nós voltamos a nos encontrar nos próximos dois dias. O segundo encontro foi num final de tarde no “nosso” apartamento em Vancouver, tomando chá, contando causos e nem vimos a hora passar! Jantamos em um restaurante mongol e quando nos demos conta já era mais de meia-noite. Também, essa turma tem história!

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


No dia seguinte voltamos ao Boteco Brasil para um almoço completo, igualzinho à descrição ali acima. Hummm, que saudades dessa comida e desse clima gostoso. Todo mundo falando junto ao mesmo tempo (português, é claro), com a Globo ligada e muitas risadas. Eles nos acompanharam na programação da tarde pelas praias e parques da English Bay, terminando em um jantarzinho e show de Burlesque em Gastown. Dia cheio e em boa companhia!

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá


Novamente, é aquela sensação bacana de estar junto com alguém que compartilha das mesmas ideias, sentimentos e espírito de aventura. Trocamos muitas histórias, dicas e informações que com certeza ajudarão ambas as expedições a seguir firmes e valentes em suas trajetórias. O pessoal da 4x1 segue de Vancouver para as Rochosas Canadenses e depois cruza os EUA passando pelo Yellowstone e vários parques nacionais. Eles têm pelo menos mais 10 meses de estrada para cruzar toda a América e voltar ao Brasil. Boa viagem amigos! Vamos ver se conseguiremos nos encontrar novamente no caminho.

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá

Canadá, Vancouver, Amigos, Expedição 4 x 1

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