0
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
Paulo Pereira (02/06)
Depois de ler isto, mesmo não gostando de spoilers, a pergunta que se im...
Ana Paula (31/05)
Ola Ana Gostei muito de ver seus comentarios sobre este passeio, estarem...
Paulo Pereira (31/05)
Primeiro vi as fotos e só depois li os artigos. Mesmo nesse pedaço de p...
Paulo Pereira (30/05)
Bem, essa viagem de helicóptero foi insana. Paisagens de sonho e local i...
Paulo Pereira (30/05)
Espantosas paisagens. Muitas delas são conhecidas, pelo sucesso crescent...
Degustação de cervejas em bar de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Há 5 anos estivemos visitando nossos primos Anita e Larry em Princeton. Naquele setembro de 2007 a Luiza já estava interagindo bastante super fofa com seu sotaque americano. Tomaz estava aprendendo a falar, mas ainda nos olhava muito desconfiado, “quem são esses estranhos na minha casa?” e a pequena Nina havia acabado de chegar na família Chevres.
A Nina, caçula da Anita e do Larry, devora seu frango em Princeton Junction, em New Jersey - EUA
Depois disso nos encontramos novamente algumas vezes nas férias de julho na fazenda, acompanhei as peripécias da família pelas lindas fotos da mamãe fotógrafa (salve o facebook!), mas estava super curiosa para encontrá-los novamente.
Fotografando a "comida brasileira", em Princeton Junction, em New Jersey - EUA
Anita e Larry nos levam para night em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Depois de tantos planos e mais de 80 mil quilômetros finalmente chegamos à Princeton Junction, que além de ser nossa base para explorações na região, vôos de um dos hubs mais baratos da América do Norte, é um jeito de matarmos um pouco as saudades da família.
Chegando à casa da Anita e do Larry em Princeton Junction, em New Jersey - EUA
Almoço em família na casa da Anita, com o Tomas, Luiza e Nina em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Princeton Junction fica há uns 15 minutos da cidade de Princeton, sede de uma das mais importantes Universidades dos Estados Unidos. Por aqui passaram 35 ganhadores do Prêmio Nobel, 3 presidentes americanos dentre eles o querido John F. Kennedy e mais um punhado de estudantes e novos empreendedores de todo o mundo.
Deliciosa cerveja em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Tiramos o dia para organizar as malas para a nossa viagem ao Caribe, dentre as tarefas do dia fui resolver um assunto feminino que quase nunca falo aqui no blog, depilação. Depois que mulher acostuma é difícil migrar para a gilete... estou às voltas com isso tentando me adaptar dependendo do lugar por onde passamos. Assim, chegando aqui, peguei a dica com a prima “local” de um lugar para resolver esse problema e fui à depiladora. Não foi a mais cara dos EUA, mas sem dúvida foi a mais cara da minha vida! Primeira e última vez! Vou ter que continuar a busca por um novo método efetivo, prático e mais barato. Se tiverem dicas eu estou aceitando! Rsrs!
Chegando à New Jersey, nos Estados Unidos
No início da tarde tivemos um almoço delicioso preparado pela Anita, comida brasileira com tempero caseiro, acompanhado de boas histórias da família. Uma tarde de babysitter enquanto Anita fazia compras e a noite foi em uma cervejaria no centro de Princeton. Fizemos a rodada de degustações das cervejas artesanais com sete diferentes sabores de café ao bacon e provei a criatividade na cozinha americana vegetariana em um hambúrguer de cogumelo.
Comidinha brasileira! (em Princeton Junction, em New Jersey - EUA)
No dia seguinte continuamos nas arrumações, brincando com as crianças e a Peper, nova integrante canina da família, enquanto o Rodrigo foi intimado para uma corrida com o Larry. Esta noite começa a nossa quarta etapa de viagem pelas ilhas do Caribe, em um trem para o JFK Airport em Nova Iorque. Embarcamos as 7h30 da manhã para 35 dias em terras caribenhas em plena temporada de furacões, nos desejem sorte! Uma boa viagem para todos nós!
Esperando o trem para Nova iorque na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
A mágica visão do mirante de Semuc Champey, na Guatemala
Semuc Champey, “onde o rio some, desaparece” em K´éqchi Maya. Realmente os indígenas sabem ser literais em poucas e bonitas palavras. Esse monumento natural da humanidade, guarda um tesouro mágico nas terras distantes, além das montanhas, no interior da Guatemala.
As famosas piscinas em forma de terraços de Semuc Champey, na Guatemala
Um imenso rio caudaloso de águas rápidas e barrentas de repente se transformam em piscinas naturais de águas verde-esmeralda, tranqüilas e límpidas. Como é possível?
Observando o caudaloso rio que passa abaixo dos terraços de Semuc Champey, na Guatemala
Milhares de anos atrás uma rocha caliza, formada principalmente por carbonato de cálcio despencou do alto de uma montanha, formando uma ponte natural entre o os leitos do Rio Cahabón. Este tipo de pedra sedimentar derivada de conchas marinhas e ossos de animais, possui uma alta porosidade e se desgasta facilmente com a ação do tempo e da água.
Pequenas cascatas no rio que passa acima de Semuc Champey, na Guatemala
Os milhares de anos de altas do Rio Cahabón, chuvas e das águas minerais vindas das montanhas ao redor de Semuc Champey esculpiram pouco a pouco, as diversas piscinas naturais. É um lugar mágico!
A incrível paisagem do mirante de Semuc Champey, na Guatemala
Confesso que depois de tanta estrada estava em dúvida se valeria a pena, afinal já vimos tantos rios... Mas este lugar foi realmente surpreendente! O parque possui uma trilha bem cuidada com milhares de degraus em um bosque verde para o acesso ao mirante. A caminhada dura em torno de uma hora, mas a vista vale o esforço!
Subindo as escadas pela floresta para chegar ao mirante de Semuc Champey, na Guatemala
Lá e cima ainda é difícil entender como aquilo acontece, descendo depois tudo começa a fazer sentido, ainda que pareça quase impossível. Vemos o sumidouro do rio, as águas de montanha descendo e o quebra-cabeça começa a ficar mais claro.
Observando o caudaloso rio que passa abaixo dos terraços de Semuc Champey, na Guatemala
A pedra é muito frágil, por isso o parque recomenda aos turistas que caminhem descalços sobre a ponte de pedra, onde todos se esbaldam nas piscinas naturais. Ao final a trilha segue até o “surgidouro” do Rio Cahabón, onde podemos ver novamente o grande rio aparecer sob a terra.
Mirante para se observar a força do rio que atravessa a caverna de Semuc Champey, na Guatemala
A Vila de Semuc fica próxima ao rio, uma vila bem rural com algumas pousadas rústicas bem bacanas, cheias de gringos vindos de Antigua em grandes grupos e excursões. Nós voltamos e no caminho para Lanquín, fizemos um pit stop em uma dessas pousadas, a El Zapote, para um almoço rápido antes de seguirmos para a próxima atração, a Gruta de Lanquín.
Pequenas cascatas no rio que passa acima de Semuc Champey, na Guatemala
As famosas Montanhas Rochosas, no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
As montanhas rochosas são uma das principais cadeias montanhosas da América do Norte, se estendendo 4.830km do Liard River na British Colombia, no Canadá, até o Rio Grande, no Novo México, sul dos Estados Unidos. Elas foram formadas entre 80 e 55 milhões de anos, quando ouve a colisão e movimentação das placas tectônicas americanas, resultando na elevação da cadeia rochosa.
Região de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
As Rockies são tão extensas que foram divididas pelos geógrafos em três principais grupos: a Continental Range, Hart Range e Muskwa Range, sendo as duas últimas consideradas a porção norte, ou Northern Rockies. O ponto mais alto de toda a cordilheira é o Mount Elbert 4.401m, aqui no Colorado e é no topo destas montanhas que passa a Continental Divide, linha divisora das águas que correm para o Pacífico ou para o Atlântico.
Um vale em meio às Montanhas Rochosas, no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
Nossa história com as Rockies já começou há bastante tempo, quando cruzamos o Grand Teton National Park, as planícies sulfurosas do Yellowstone, os lagos cristalinos e picos nevados Glacier-Waterton National Park, na divisa dos Estados Unidos e do Canadá, seguidos pelo Banff e pelo Jasper National Park no lado canadense. Mais a oeste ainda passamos pela Cascade Range no estado de Washington e a Sierra Nevada na Califórnia. Só agora, porém, chegamos ao parque nacional batizado em sua homenagem, no coração das rochosas americanas, o Rocky Mountains National Park.
Caminhando sobre um lago congelado no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
O parque é um dos mais antigos dos Estados Unidos, estabelecido em janeiro de 1915, ele está localizado no Colorado, na parte norte da Front Range. Ele está dividido pela Continental Divide, o que traz características bem distintas para ambas as porções do parque, o lado leste seco e com grandes glaciares no alto de suas montanhas, e o lado oeste mais úmido, verde e com grandes áreas de florestas.
Elks pastam tranquilamente no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
Um dos muitos lagos congelados no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
Na temporada de inverno nem todo o parque está aberto à visitação, uma vez que a neve já fechou rodovias e algumas das principais áreas recreacionais. Os inúmeros lagos e trilhas, ótimos para remo e longas incursões nas montanhas rochosas estão congelados e o esqui e cross-country são a melhor pedida nesta época do ano. Todo o azul e o verde que vimos nos lagos das rochosas canadenses, aqui ficaram escondidos pelo branco das camadas de gelo que cobrem a água. A diversão passa a ser caminhar sobre o lago, quase sem percebermos que estamos sobre ele.
Examinando um lago congelado no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
A base para explorar as Rocky Mountains é a jovem e animada cidade de Boulder, ao sul do parque. A cidade localizada a 1.655m de altitude é uma das preferidas dos triatletas, que vivem e treinam aqui para turbinar e oxigenar o corpo na altitude das rochosas americanas.
Usando esquis e sapatos de neve para caminhar no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
Boulder é uma cidade estudantil, pois abriga o campus principal da Universidade do Colorado. Soma-se a isso um histórico hippie e alternativo da década de 60 e a cidade se torna uma das mais joviais e efervescentes cidades americanas, com alto nível de qualidade de vida e um intenso movimento artístico, esportivo e ambiental.
A nossa casa em Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
No pé das Rockies a cidade é um convite aos amantes da natureza, que praticam todos os tipos de esportes ao ar livre, mesmo sob -8°C! Os bikers e corredores lotam as ciclovias e pistas da cidade durante a semana e aos sábados e domingos se lançam para as montanhas. Trilhas e paredões rochosos no verão, esqui e snowboad nos resorts próximos no inverno.
As famosas Montanhas Rochosas, no Rocky Mountains National Park, perto de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
Chegamos a cogitar fazer aulas de esqui em um Resort low key aqui perto, o Eldora Resort, um dos resorts old school do Colorado. Fomos até lá e chegamos a nos programar para voltar no dia seguinte, sem roupas especiais e muitas frescuras, só para colocar o pé no esqui. No dia seguinte, porém, a preguiça de sairmos para os -9°C falou mais alto e acabamos decidindo deixar mesmo para os Andes a nossa entrada em mais este esporte.
Muita neve nas ruas de Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
Aqui em Boulder nós resolvemos testar um esquema diferente de hospedagem que está bem disseminado nos Estados Unidos, o Air BnB. O site basicamente coloca a disposição quartos e casas de pessoas que se cadastraram e hospedam viajantes do mundo inteiro. Segue a mesma linha do Couch Surfing, com indicações e recomendações para ambos, host e viajante, mas aqui tanto o host ganha, podendo ter uma renda extra, quanto o viajante, que vai pagar muito mais barato por localizações mais centrais, um ambiente aconchegante, além de dicas de quem vive o dia a dia da cidade. Nós escolhemos ficar na casa do Jeremy e tivemos sorte que ele pôde nos receber, mesmo reservando apenas um dia antes. Jeremy é montanhista, amante da escalada técnica, já viajou o mundo e trabalha com planejamento ambiental para a prefeitura da cidade. Ele nos recebeu super bem, foi uma ótima experiência! Esperamos conseguir encontrá-lo em terras centro-americanas nos próximos meses, afinal viajantes se atraem.
Visual de inverno em Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos
Ficamos em Boulder durante 4 dias, conhecendo a cidade e seus arredores, aproveitando os restaurantes e bares agitados da Pearl Street e o aconchego da casa do Jeremy para descansar e colocar o sono e as nossas coisas em dia. Nesse pique que temos viajado de vez em quando é importante diminuirmos o ritmo para ter tempo de assimilar tantas aventuras!
Observando papagaios na Ilha da Pinheira
Nem consigo acreditar, finalmente estamos na estrada! No final esta mudança de data foi a coisa mais certa que poderia ter acontecido. Eu sempre dizia para o Rodrigo que era difícil explicar a todos: porque sairíamos de trem para uma viagem que será de carro? Como companheira eu até entendia, ainda mais porque sei que ele ama montanha e o destino seria o Pico Marumbi, mas como publicitária era difícil aceitar. Sei que é sempre assim, no final dá tudo certo. Saímos na Fiona em direção à Pontal do Sul, para mais uma vez chegar ao nosso lugar preferido, onde começamos a namorar e onde escolhemos casar, a Ilha do Mel (www.icasei.com.br/roana). Foi um pit stop rápido para seguirmos à Superagui, outra Ilha maravilhosa e tão pouco conhecida pelos paranaenses.
Parque Nacional de Superagui, um lugar mágico, continente que virou ilha. Conhecido principalmente por seus 30km de praia deserta e por ser um dos locais escolhidos pelos Papagaios Chauá ou Papagaios da Cara Roxa. Cenário de lendas como a do Canal do Viradouro, que teria sido aberto “na enxada”, segundo alguns pescadores e também de notícias surreais como a da prisão do Cacique da tribo indígena que ali morava, por tráfico de animais silvestres.
Depois de uma cerveja com os pescadores e artesãos da Ilha, voltamos à pousada para encontrar o Flavinho, filho de Carioca e Denise. Este menino que conheci com 8 anos de idade hoje tem 19, já foi estudar em Curitiba e voltou à Ilha para viver a vida como a conheceu. Já é pai de família e tem a sua própria voadeira para pagar as contas. Ele nos levou à Ilha da Pinheira, 20 minutos dali. Lá podemos ver um espetáculo da natureza, a revoada dos Papagaios Chauá. Monogâmicos, eles voam em pares para a sua ilha dormitório e a cantoria é de arrepiar.
Papagaios Chauá na Ilha da Pinheira
[Papagaios.wav]
Bem, os papagaios já foram dormir e o nosso primeiro dia já está no fim, esperávamos por um fandango na vila, mas a chuva forte nos deixou ilhados, se é que podemos ficar ainda mais ilhados do que já estamos.
A "Revolution Tower", um dos marcos arquitetônicos da Cidade do Panamá, capital do país
Após um dia chuvoso, de bastante trabalho, ontem demos uma escapadinha para o cinema do Multicentro. O filme que estava disponível no cinema era “Colombiana”, escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen. O filme se passa entre a periferia de Bogotá e Nova Iorque, usando como pano de fundo a história dos quartéis de drogas colombianos. Filme de ação com Zoe Saldana, gatona que já fez Missão Impossível e outros nessa linha. Ótimo entretenimento!
Fechamos as nossas malas para seguir viagem, nosso destino são as montanhas do norte do Panamá, na cidade de Boquete. Cruzamos a ponte das Américas, que une os continentes que o homem separou, passando sobre o Canal do Panamá.
A famosa Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá
As estradas aqui no Panamá estão sendo um suspiro aliviado entre as suas irmãs colombianas e com as que estão por vir na América Central. Asfaltadas, grande parte duplicadas em auto-pistas daquelas que pagamos os pedágios com gosto.
Exibir mapa ampliado
A única taxa que não gostamos de pagar são aquelas gentilmente solicitadas por alguns policiais, que estão espalhados por toda a rodovia.
Fiona tem "problemas" na estrada, perto de Santiago, no Panamá
Atravessamos do centro ao norte do país em umas 6 horas, deixando para trás dois parques nacionais e uma a comarca dos índios Ngöbe Buglé, personagens que passam a ser comuns nessa região. As mulheres usam vestidos longos e coloridos com detalhes de patchwork nas mangas, lindo!
Estamos mesmo na América central!!! (apesar da placa, ainda estamos no Panamá)
Chegando às montanhas de Boquete, fomos recepcionados por um belo arco-íris. Que seja o prenúncio de um lindo dia de caminhadas e explorações na região! Amém.
O gigantesco arcoíris marca exatamente aonde está a cidade de Boquete, no Panamá
A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Todos nós já tivemos algum contato com o Yellowstone National Park na nossa vida. Os trintões e quarentões com certeza lembram do Zé Colméia e seu amigo Catatau. Pois é, Yellowstone é o parque nacional em que esses ursos simpáticos que nos acompanharam boa parte da infância viviam. Os mais jovens já tem uma referência mais dramática, a produção hollywodiana 2012 com cenas hiper-realistas da explosão do super vulcão. Não importa qual seja a sua referência, você já o conhece e se não conheceu pessoalmente ainda, deve considerar sériamente em conhecer. Este é um daqueles lugares na terra que todos temos ver antes de morrer.
Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
O maior parque dos “Lower 48” (todos os estados continentais, excluindo os Alasca), está no estado de Wyoming e ainda entende sua área sobre Idaho, a sudoeste, e Montana a noroeste e norte. Localizado sobre um dos maiores vulcões do mundo, o parque possui geisers, fontes de águas termais, fumarolas e poços de lama que demonstram que ainda há atividade vulcânica na região e ele está apenas dormindo.
Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Calcula-se que sua última explosão foi há aproximadamente 640 mil anos, antecedida por outras duas há 1,3 e 2 milhões de anos. A próxima erupção pode ser a qualquer momento e se ela ocorrer irá afetar não apenas os Estados Unidos, mas todo o mundo. Calma! Ainda assim, não há motivo para pânico. O Yellowstone é o vulcão mais estudado e monitorado do mundo. Qualquer informação mais detalhada pode ser encontrada aqui no site oficial do Observatório Vulcânico do Yellowstone.
A magnífica erupção do Grand Geiser, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Enquanto este gigante dorme nós aproveitamos para conhecer as maravilhas criadas por ele nos últimos milhões de anos. O parque é imenso e foi dividido em 4 grandes áreas para facilitar o acesso dos milhões de turistas que visitam o parque anualmente. São necessários no mínimo 3 dias para ter uma visão geral de toda a área, mas você também pode ficar aqui um mês e ainda não ter visto tudo.
Admirados com a beleza hipnótica da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós tivemos três dias intensos no parque, com longos dias de verão e muita disposição para explorar todas as estradas possíveis. Fizemos algumas trilhas curtas, mas com tempo vale a pena se equipar e se aventurar em algum acampamento selvagem nas áreas mais distantes. Nos próximos posts vou tentar resumir o que vimos nestes três dias organizando-o nestas 3 áreas: Old Faithfull, Yellowstone Lake e West Thumb, The Grand Cânion of Yellowstone e Mamooth Springs.
Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Fizemos o nosso tour pelo Yellowstone baseados na cidade de West Yellowstone, na saída oeste do parque, próxima ao Madison Information Center. A cidadezinha tem toda infraestrutura e várias opções de acomodações mais baratas do que os hotéis dentro do parque. Alguns dos lodges oferecem quartos com preços até bem razoáveis, mas estes são os que lotam primeiro e devem ser reservados com 2 ou 3 meses de antecedência.
Mais uma cachoeira de águas geladas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Nós rodamos, apenas dentro do parque, mais de 500 km. E olha que praticamente não repetimos caminhos! Então para aproveitar ao máximo os seus dias no Yellowstone, vale a pena alugar um carro, abastecê-lo de lanches, água e sucos e aproveitar bem a luz que durante o verão vai quase até as nova horas da noite. Se tiver você não estiver com pressa e tiver tempo para aproveitar este paraíso natural, este mesmo roteiro feito com calma irá ocupar facilmente mais dois ou três dias.
Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
A nossa experiência no Yellowstone foi fantástica! Encontro com animais e as forças mais poderosas da natureza nos renovam e fazem pensar como somos pequenos na escala de tempo e evolução. Um lugar único no mundo.
Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Veja também os posts:
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb
- Grand Canyon e Mamooth Springs
...
Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
O recém criado Parque Nacional da Chapada das Mesas preserva 160.040 hectares de cerrado, um dos biomas mais ameaçados do mundo. As montanhas em forma de mesa inspiraram o seu nome. Cânions, rios de águas cristalinas, cachoeiras e formações rochosas de formas curiosíssimas fazem dela uma das mais belas regiões do cerrado brasileiro.
A Pedra do ET, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Os limites do parque estão entre os municípios de Carolina, Riachão e Estreito, as principais atrações dentro do parque têm acesso pela estrada de Estreito, há 25km de Carolina, e ao redor de todo parque nas suas áreas de amortecimento, em propriedades particulares.
Entrada do P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Desde 2006 o ICM-Bio passou a ser responsável pela área, que ainda está em fase de levantamento das propriedades existentes para negociação da saída das famílias que ainda habitam a região. Alguns têm interesse em acordos, trocas por terras férteis ou mesmo indenização em dinheiro, mas como sempre há os que não aceitam, nasceram, viveram e ainda sobrevivem desta terra. E o plano de manejo então? Deve demorar mais um bocadinho.
Estrada corta o cerrado no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Hoje decidimos fazer a incursão para a área dentro dos limites do parque, a Cachoeira de São Romão e a Cachoeira da Prata. Os caminhos do parque são entre estradas de terra e areais. Longas distâncias e vários desvios e trilhas off road podem levar a errar o destino, por isso é recomendada a contratação de um guia local. Zezinho, da Cia do Cerrado, nos encontrou as 7h30 da manhã na pousada de onde seguimos os 25km de asfalto e mais 50km, atravessando porteiras e cancelas até a propriedade do Seu Jorge, da cachoeira São Romão.
Cachoeira São Romão vista por cima, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Infelizmente eu não consegui aproveitar nem um minuto da paisagem no caminho. Acordei péssima, com a alergia a milhão! Nunca tive um negócio desses, nem sei como lidar com isso, dor no rosto, dor de cabeça, nariz entupido até o cerebelo, que desgraça. O Zezinho, coitado, deve ter me achado uma antipática, pois fiquei o tempo todo deitada no carro, com meu travesseiro, rinosoro e lenços, tentando dormir. Na cachoeira, estendi minha canga e voltei a deitar enquanto Rodrigo explorava, tomava banho de rio e conversava com o Zezinho. A queda d´água é tão forte que forma um vapor descomunal, eu lá longe deitadinha atrás de uma árvore que estava toda gotejada.
Descansando na sombra, na praia da Cachoeira São romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Eis que o Rodrigo aparece para me buscar, “você tem que conhecer esse lugar!”. Eu não sei se ele não estava entendendo o meu estado ou se é só “sem noção” mesmo, mas ainda assim fez questão de me levar... E eu? Fui, né! Ele me levou para detrás da cachoeira, a cortina de água forma uma imagem maravilhosa, uma dança linda das gotículas de água indo e vindo conforme o vento e a força do rio. Mais ao fundo existe uma pequena caverna, um espaço grande que nos transporta para outro mundo, de musgos super crescidos, luz branca, barulho de cachoeira e muita água! Que sorte a minha de ter um marido destrambelhado.
Cachoeira São Romão, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Pagamos a taxa ambiental, almoçamos um frango caipira no bar do Seu Jorge e deixamos nossa contribuição para ele manter aquele paraíso cuidado e preservado. Seguimos para a segunda cachoeira, a Pratinha. Nesta eu já fui decidida a não entrar. Atravessamos o rio no Titanic, balsa de galões valentes que nos leva até o outro lado na técnica conhecida como “grab and pull”, hahaha! Sensacional! Zezinho pulou na frente e foi buscar o Titanic que estava do outro lado para nos puxar até lá.
O Zezinho, nosso guia, traz o Titanic, a balsa para atravessar o rio da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Uma caminhada curta e chegamos à cachoeira. Pescadores já tinham o fogo preparado para o assado de mais tarde. O Ro deu um mergulho, eu uma deitada, mas não demoramos muito a seguir o nosso rumo. Na volta eu não agüentei, tive que dar um mergulho rápido nas águas quentes e curativas do rio que forma a Cachoeira da Prata, espero que funcione! Rsrsrs!
Uma das três quedas da Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Ainda tínhamos a esperança de pegar o pôr-do-sol no Portal da Chapada. Infelizmente (ou felizmente, no meu caso), não deu tempo... mas a sorte sempre está do nosso lado, assim que chegamos à pousada eles nos deram a dica que um médico vindo de SP havia acabado de chegar e era nosso vizinho de quarto. Dr. Rodrigo estava saindo para jantar, tirei ele do carro, coitado, mas era para uma emergência. Eu estou tomando anti-histamínico e usando o rinosoro há 3 dias e o quadro não está mudando. Ele gentilmente me atendeu, fez algumas perguntas, me observou e me deu uma receita para comprar um medicamento mais potente, para me tirar da crise. Além disso, nos deu uma ótima dica de um boteco de rua na cidade que serve uma picanha bacana, super honesta. Melhor ainda por que eu voltava aos poucos a conseguir respirar, depois de passar na farmácia e comprar o remédio indicado. Espero que esta noite eu consiga dormir.
Vegetação próxima à Cachoeira da Prata, no P.N da Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Visitando o Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE
O Projeto Peixe-boi no ICM Bio luta para preservá-lo e retirá-lo da lista de animais em extinção. São 3 espécies de Peixe-Boi encontradas no mundo, o marinho, o amazônico e o africano. Eles variam de 2 a 5m de comprimento e podem pesar até 700kg! Mesmo tão grandes e gordos, são animais herbívoros, se alimentam de frutos e plantas ás margens dos manguezais, comendo até o equivalente a 10% do seu peso por dia. Gostam de águas quentes e por isso são encontrados na costa brasileira entre os estados de Sergipe e Amapá, já tendo desaparecido do litoral do Espírito Santo e Bahia.
Peixe_Boi submerso em seu tanque, na ilha de Itamaracá - PE
O peixe-boi não possui predadores e por isso é um ser completamente pacífico, se aproxima das embarcações e costas sem medo algum. Assim o animal mais perverso deste planeta, o ser humano, utiliza como método de caça a asfixia do animal. São colocados tampões nas imensas narinas do peixe-boi e ele acaba morrendo com falta de ar. Desta forma são melhor aproveitados o couro para bolsas e outros utensílios e sua carne, que faz parte do cardápio de caiçaras e famílias ribeirinhas da Amazônia.
Ossada de baleia no Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE
O projeto vem obtendo sucesso, já reintroduziu ao meio ambiente diversos filhotes capturados acidentalmente em redes de pesca. Há também um trabalho de conscientização ambiental realizado com pescadores e populações que ainda possuem a cultura do abate e consumo do Peixe-Boi.
As muralhas da enorme Fortaleza de Orange, na ilha de Itamaracá - PE
Conhecer o projeto já é bacana, ainda mais com o tempo nublado e meio chuvoso que amanheceu hoje. Fomos caminhando até o Projeto Peixe-Boi e de lá seguimos para o Forte Orange, grande fortaleza do exército que está fechada há 3 meses para escavações e restaurações. Infelizmente a impressão que fiquei da Ilha de Itamaracá não foi das melhores, muito lixo e sujeira nas ruas, falta de organização. Para não irmos embora com essa má impressão resolvemos explorar um pouco mais a ilha e dar um pulinho nas praias do norte. Fomos até o pontal, mar verdinho e céu bem azul, parece ser melhor opção que o sul da ilha.
Passeando nas praias de Itamaracá - PE durante a maré baixa
Seguimos viagem para o litoral sul paraibano. O exército trabalha na duplicação da BR101 e quando entramos para a estrada de Conde sentimos que estamos mais perto de casa. Um cenário muito parecido com o interior de SP e do PR, dentre plantações de cana de açúcar, eucalipto e até bambu! Essa foi nova, nunca tinha visto, acabei descobrindo que o bambu é utilizado para a fabricação de papelão.
Praia na ilha de Itamaracá - PE
Conde é uma cidade sem praias, mas incluem-se nos limites do seu município as praias de Jacumã, Tabatinga, Coqueiro e Tambaba, famosa por ser uma praia naturista defendida por lei. Fomos direto ao mirante da Praia de Tambaba, uma vista belíssima das praias e falésias.
Mirante da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB
Almoçamos no Restaurante Arca do Bilú, personagem da região, mas infelizmente não o encontramos, provavelmente estava surfando. Logo nos instalamos na Pousada dos Mundos em Tabatinga, à margem de um rio é próxima ao mar. Já com o sol se pondo tomamos um belo banho triplo, mar, rio e piscina! Vida boa sim, mas muito trabalho também! Aproveitamos a noite para colocar fotos, blogs e posts da Gazeta do Povo em dia. Amanhã teremos um dia cheio, Tambaba (?!), Coqueiro e caiaque no fim de tarde.
O famoso museu de Belas Artes de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos
Philladelphia era um grande buraco na nossa programação, mas não poderíamos deixar de conhecer a cidade que já foi uma das capitais americanas, local onde foi assinada a Declaração da Independência dos Estados Unidos, e respirar um pouco de sua história.
Visitando Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos
Admirando a maior tela de LCD dos EUA, no prédio da Comcast, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Arranha-céus de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos
A programação do dia ganhou uma participação mais do que especial do nosso amigo blogueiro Oscar do MauOscar.com, que não apenas nos acompanhou, mas foi o nosso super guia pelas ruas e atrações de Philly.
Com o Oscar, em visita à Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
O tour começou no Reading Terminal Market, onde está a sorveteria mais antiga dos Estados Unidos. Um mundo de guloseimas e american foods nos incitavam a quebrar todas as dietas! A área produtos frescos produzidos pelos Amishes estava fechada, segunda-feira tem dessas... e a fila para o Cheese Steak mais famoso estava proibitiva!
O movimentado e tradicional Reading Market, em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos
Reading Market, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Com apenas um dia pela capital da Penslvânia, não tínhamos tempo algum a perder, próxima parada City Hall. O imponente prédio possui um mirante ótimo da cidade, mas seu minúsculo elevador só pode levar 4 pessoas por viagem. Compramos nossos tickets e já deixamos agendada a carona para o final da tarde.
Prédio da City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Visita à torre do City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
O Independence Hall é a atração obrigatória na cidade e também precisa de horário marcado e este o Oscar já havia reservado para nós, às 13h45 da tarde. O tour acompanhando de uma guia e guarda-parque, em seu uniforme de park ranger, que faz um bom resumo da história da independência americana.
O prédio do Independence Hall, retratado na nota de 100 dólares, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
O prédio onde foi assinada a declaração de independência dos Estados Unidos é o símbolo da nota de 100 dólares. Nele representantes dos 13 primeiros estados determinaram os pilares da cultura e sociedade americana, discutindo e definindo a constituição do novo país. Personalidades como George Washington, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson e outros 53 delegados passaram por esta sala. Será que eles tinham ideia que escreviam o futuro da maior nação do mundo? Que responsabilidade!
Mesas com objetos da época da declaração de independência, no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Nossa guia nos mostra quadro no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
A Pensilvânia ganhou o apelido de Keystone State por sua localização estratégica entre as 13 primeiras colônias que formaram os Estados Unidos. Desde os tempos coloniais o “Quacker State” garantiu na sua constituição a liberdade de consciência, tornando-se um dos redutos preferenciais dos Quackers, Amishes e praticantes de diferentes religiões que enfrentavam hostilidade por sua escolha religiosa.
Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos, vista do alto da torre do City Hall
Ele era também o primeiro estado na fronteira com os estados realistas (ou loyalists) do sul, que eram fiéis à Coroa Britânica e lutavam para manter o regime escravocrata. Ao atravessar a fronteira do estado os negros estavam livres e tinham sua liberdade assegurada pela constituição, o que explica o maior percentual de afrodescendentes na sua população.
Enquanto andamos pelas ruas notamos que há uma semelhança maior ao sul americano, população mais miscigenada, mais pobreza, nada comparada à América Latina, mas de alguma forma isso me dá uma sensação de uma cidade mais real. O que é a realidade afinal? Um mundo de casas sem muros e grades, sem medo e violência, sem pobreza e sem fome pode ser real? Um mundo onde temos que nos esconder e nos acostumar a ver pobreza e aceitar que esse é simplesmente um modo de vida é o mundo real? Enfim... depois de algum tempo viajando ao redor do nordeste americano estas cenas, tão comuns a nós latino-americanos, se tornam raríssimas, senão inexistentes.
Little Italy de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
A pausa para o almoço na realidade era mais uma parte chave do roteiro turístico pela cidade. Vamos à South Philly à uma das esquinas gastronômicas mais famosas da cidade provar o delicioso Philly Steak Cheese. De um lado Geno´s e do outro Pat´s Steak, ambos vivem em uma competição eterna pelo melhor sanduíche de carne picadinha na chapa, com queijo e cebola. Sugestão? Prove os dois e com o queijo whiz e cebola, para uma comparação justa. Nós provamos com provolone, muito bom, mas o gorduroso whiz cheese parece ser mais roots!
Famoso restaurante de Cheese Steak em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos
O mais tradicional restaurante de Chesse Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Comendo um delicioso Cheese Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Passamos pela Little Italy, pelas ruas e bancas de legumes, lojas de queijos e frios e pilhas de molhos de tomate da mama já entrando no clima Silverster Stalone. Era nessas ruas que Rocky treinava a caminho das escadarias do Museu de Belas Artes.
Visita ao Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Foi lá que terminamos o nosso tour pelas ruas de Philadelphia, o passeio não estaria completo sem uma corridinha a la Rocky! Centenas de pessoas sobem essas escadarias e imitam o clássico hollywoodiano que fez parte da vida de toda uma geração!
A estátua do Rocky (Sylvester Stallone), no Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
No carro do Oscar, pelas ruas de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos
Nos despedimos de Oscar, torcendo para nos encontrarmos novamente pelas estradas dessa América. Com certeza iremos visitá-lo em mais algum canto deste mundo! A chuva chega para acinzentar a paisagem, é hora de partir.
Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos
Os Terraços de Moray, laboratório agrícola dos incas, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Eram os Deuses Astronautas? A pseudociência ou pseudoarqueologia de Erich von Daniken pode ser considerada uma (pseudo) loucura, mas não precisamos ir tão longe estudando os antigos testamentos, esculturas pascoenses e nem sobrevoar as Linhas de Nazca para começar a entender como ele formulou toda a sua teoria. Afinal, me respondam, este lugar é ou não é um estacionamento de discos voadores?
Turistas meditam no centro dos círculos de Moray, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Lugares como as Ruínas de Moray nos remetem diretamente às teorias mais malucas que ligam a história das civilizações antigas à existência de vida (mais) inteligente fora da Terra. As pirâmides do Egito, as incríveis construções Astecas e Maias ou mesmo a menos conhecida Bateria de Bagdad são algumas das incríveis obras da humanidade que a ciência julgava serem impossíveis de serem construídas com a tecnologia da época. Moray entra neste grupo menos pela dificuldade de execução da obra, mais pelo formato sugestivo de seus círculos concêntricos escalonados, por sua grandiosidade e pela incrível energia que paira no ar.
Minúsculos, o Rodrigo e o Gustavo caminham ao lado dos terraços agrícolas de Moray, do tempo dos incas, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Ok, sejamos razoáveis, se não é um estacionamento de UFOs, com que finalidade os Incas construiriam um lugar assim?
Os Terraços de Moray, laboratório agrícola dos incas, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
A resposta é mais simples do que parece. Os mestres da agroengenharia antiga desenvolveram uma espécie de laboratório agrícola para determinar em que altitude e temperatura os grãos cultivados teriam melhor desenvolvimento, cultivo e produtividade. Em cada degrau, ou andene, destes círculos, diferentes culturas foram testadas, aprovadas e suas sementes e mudas distribuídas aos mais diversos produtores rurais do império. A diferença de temperatura entre o topo e o fundo deste imenso laboratório é de 15°C! Engenhosos esses incas, não?
Chegando perto dos terraços agrícolas de Moray, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
A genialidade deles não para por aí. A cada povo que conquistavam e anexavam ao seu império, novas técnicas e conhecimentos eram aprendidos e somados. Os incas muitas vezes são aclamados por serem um povo muito espiritualizado, mas nas nossas andanças a minha humilde conclusão é que eles eram mesmo muito espertos! Antes de mais nada eram um povo guerreiro, queriam terras, leia-se mais produção de alimento e pagamento de impostos (comidas e bens manufaturados) e não se importavam que língua falavam, que roupa vestiam ou a que Deus rezavam. A cada povo que conquistavam sua primeira medida era enviar seus engenheiros, agrônomos e astrônomos para adquirirem o conhecimento que cada um desses reinos menores já havia adquirido. A engenhosidade deste povo foi aprimorada através da soma de conhecimentos de todos os povos conquistados!
A bela paisagem no caminho para as Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Terraços para cultivo nas altas montanhas dos Andes, estratégias de plantio conforme as épocas do ano, o tipo de grão, temperatura e altitude, sistemas de irrigação e técnicas de construção anti-sísmicas são apenas algumas das práticas aprimoradas por esta civilização tão avançada para o seu tempo. Sem falar no respeito ao próximo, à propriedade e a cultura de paz que até hoje vemos nos povos Andinos. Raramente ouvimos falar de roubos, assaltos e piores crimes nesta região. Alguns escritos de padres espanhóis chegam a relatar e se perguntam, estamos ensinando-os a roubar, matar, trair, eles não sabiam o que é isso. Estamos destruindo uma cultura. Onde teriam chegado não fossem os espanhóis os conquistarem e destruírem?
Em meio a um vale, surgem as Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Não precisamos ir muito longe para nos depararmos com mais uma de suas incríveis obras. As Salinas de Mara são outro feito fantástico deste povo. A mina de sal usa o sistema de evaporação para extrair o mineral de um rio subterrâneo salobro. A primeira coisa que nos perguntamos é, sal, a 3500m de altitude? Lembrem-se, os Andes já estiveram sob as águas do mar há apenas 23 milhões de anos, antes que começassem a se elevar. Ontem, nos aproximados 4,5 bilhões de anos terrestres.
As Salinas de Maras,com suas centenas de piscinas para produção de sal, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Este sal se elevou, secou e ficou depositado na estrutura rochosa da montanha, mas a água o encontrou e o trouxe para a superfície. Os incas, por sua vez, só tiveram o trabalho de talhar a montanha em centenas de pocinhos como estes que vocês vêem nas fotos. A água escorre lentamente, evaporando e deixando cristais de sal em cada poço, que não excedem 4 metros quadrados e 30 cm de profundidade. Uma obra de arte criada pelo homem e pela natureza em um dueto perfeito!
Parece neve, mas é o sal das Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
As Salinas de Maras,com suas centenas de piscinas para produção de sal, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
A mina de sal criada pelos antigos incas está em funcionamento até os dias de hoje. Cada família é dona de um poço de sal, sendo responsável por sua extração. Para ser proprietário de um pocito de sal é necessário que o indivíduo viva na comunidade de Maras, encontre um poço livre, aprenda as técnicas de extração e pronto! As lojinhas na entrada vendem sais de diferentes cores e tamanhos.
Final de tarde nas Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Nosso final da tarde foi mágico, meditando no gramado de um dos círculos de Moray, vendo as estrelas surgirem no céu enquanto nos conectávamos com a energia cósmica dos nossos deuses astronautas e imaginávamos os mestres agrônomos plantando em cada um daqueles terraços. Como na arqueologia só se trabalham com hipóteses, você ainda pode escolher qual delas prefere.
Bem no centro dos círculos de Moray, admirando e sentindo o mágico entardecer no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Localização
A bela paisagem no caminho para as Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Moray está localizado no município de Maras, ambas localizadas em um platô a 3.500m de altitude. Estão na mesma rota a menos de uma hora de distância por uma estradinha de terra meio mal-acabada, a aproximadamente 50km de Cusco e no final do nosso roteiro a caminho de Ollantaytambo. Se você volta para Cusco, esta estrada também te dá acesso direto, não precisa voltar por Písac.
Que tal incluir as Salinas de Maras e as Ruínas de Moray no seu roteiro? Sejam os deuses astronautas ou incas muito engenhosos, tenho certeza que irão aprovar.
Impressionada com a beleza das Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet

.jpg)
.jpg)

.jpg)



.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)







.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)