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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Canadá Há 2 anos: Canadá

Tlaquepaque

México, Guadalajara

Produtos à venda nas galerias de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Produtos à venda nas galerias de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Três horas de estrada de Guanajuato para Guadalajara e fomos direto para Tlaquepaque. No início de século XIX era um bairro de alta classe no subúrbio da grande cidade, hoje a encantadora Talquepaque já foi engolida pela urbe de Guadalajara, mas ainda conseguiu manter seu manter o encanto de um pequeno pueblo mágico.

Catrina gigante em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Catrina gigante em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Suas charmosas ruas e casas em estilo colonial hoje abrigam a comunidade de artesãos das mais diversas especialidades: ferro, cerâmica, prata, tear, esculturas, móveis e o que você imaginar. Caminhar pelas ruas de Tlaquepaque é um deleite, para aqueles que curtem um artesanato então? Ela é um verdadeiro shopping-museu a céu aberto.

Área de barzinhos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Área de barzinhos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Em cada esquina encontramos instalações artísticas, como uma catrina gigante pintada na parede, esculturas de ferro lhe convidando a sentar ao lado para uma foto ou até mesmo um painel do artista Diego Rivera ao lado de personagens da história mexicana.

Passeando em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Passeando em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Para aqueles que não são shopping freaks, um dia é suficiente para explorar o bairro. Um suco ou uma cervejinha no El Parián, pátio rodeado de restaurantes, com um coreto e diversos grupos de Mariachis que podem alegrar a sua tarde, em troca de uma contribuição, é claro!

Mariachis na praça central de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Mariachis na praça central de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Um passeio pelo Jardín Hidalgo, com seus artistas de rua, mímicos e humoristas é um dos programas prediletos dos locais, que marcam presença com toda família! A igreja dedicada ao Apóstolo Pedro e o coreto dão o toque colonial à praça principal.

Coreto da praça de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Coreto da praça de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Apresentação em praça de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Apresentação em praça de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Mesmo para quem não quer comprar, entrar nas lojas de artesanato é quase obrigatório. Quase todos os restaurantes são também galerias, além de um convite ao abandono da dieta. As galerias de arte são belíssimas! Não pude entrar em todas, mas a minha preferida foi a do artista plástico Rodo Padilla (www.rodopadilla.com.mx) com esculturas e algumas peças-mobílias incríveis, demonstrando a força e a alegria do povo mexicano.

Galeria de arte em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Galeria de arte em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México



DICA
Se você vai a Guadalajara, utilizar Tlaquepaque como base é, na minha opinião, a melhor opção. Um ônibus para o centro custa 15 pesos e demora em torno de 20 minutos a meia-hora ou um táxi fica em média 60 pesos. O clima tranquilo e animado das ruas dão mais liberdade para o turista que quer sentir o povo e o lugar, principalmente durante a noite. As pousadinhas são super charmosas, a maioria com jardins internos e quartos aconchegantes, podendo encontrar opções para todos os bolsos. Nós ficamos na Casa del Retoño (www.lacasadelretono.com) e indicamos!

Posando para fotos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Posando para fotos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

México, Guadalajara, América do Norte, cidade histórica, Road Trip, Tlaquepaque

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Santa Lúcia, a Helena do Caribe!

Santa Lúcia, Castries, Soufriere

Visita à ponta sul de Santa Lúcia, em Vieux Fort

Visita à ponta sul de Santa Lúcia, em Vieux Fort


Santa Lúcia, também conhecida como a “Helena de Tróia do Caribe”, já trocou de bandeira e administração entre a França e a Inglaterra 14 vezes! Antes dos franceses aportarem em “suas” novas terras, os indígenas caribes também já haviam expulsado os arawaks, que já habitavam a ilha há mais de 2 mil anos.

Praia de Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Praia de Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Soufriere e os coqueirais, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Soufriere e os coqueirais, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Esse troca-troca fez de Santa Lúcia uma mescla especial, adicionando ainda neste caldeirão cultural a força e o ritmo dos africanos trazidos para trabalhar nas plantações de cana de açúcar. Embora inglês seja o idioma oficial, o Patois (leia-se “pátoa”), ou “french creole” é falado por 95% da população. No mapa do país cidades e marcos geográficos possuem nomes franceses, pronunciados com sotaque inglês “apatoado”.

Vista de Castries, capital de Santa Lúcia

Vista de Castries, capital de Santa Lúcia


Vista para a Piton do nosso hotel em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Vista para a Piton do nosso hotel em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


A capital e maior cidade da ilha é Castries, seguida por Vieux-Fort ao sul, aonde chegam os principais vôos internacionais. Castries é a sede do governo e econômica do país, recebe os vôos entre ilhas caribenhas e barcos vindos de outras ilhas. Chegamos de ferry-boat, pegamos um táxi direto ao aeroporto para alugar um carro e seguimos para o sul da ilha. Já era tarde, mas tiramos o dia para deslocamentos. No caminho para Soufrière subimos e descemos montanhas, vimos o sol se por entre as árvores da mata tropical e perdemos lindas vistas das baías de Marigot e Canaries. Saberíamos que valeria a pena, amanhã queríamos acordar e estar em mais um desses pedaços de paraíso na terra.

Dirigindo em Soufriere, região das montanhas Piton, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Dirigindo em Soufriere, região das montanhas Piton, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


No caminho cruzamos Anse La Raye, uma vila de pescadores conhecida por suas feiras e festas animadas. A rua estava fechada para carros. Famílias, jovens e crianças circulavam animados, muita música e bebida embalava o a noite de domingo. Olhamos em volta e não encontramos nenhum turista, nenhum mulato, muito menos um branco. Por um momento parecia que havíamos nos transportado para a África.

As famosas montanhas Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

As famosas montanhas Piton, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe


Chegamos à Soufrière e logo nos hospedamos no Hummingbird Beach Resort, a beira da baía e com preços bem palatáveis, nossa casa pelos próximos 3 dias. Na praia à frente a Power Soca rolava solta e animava os jovens e crianças, na festa que acontece a cada quinze dias na praia de Soufrière Bay. Novamente cruzamos o Atlântico, mas aqui a sensação continuou. Não por acaso todos nos notam, principalmente se eu me deixava embalar pela soca ou pelo calypso, dançando como as mais comportadas delas, mas não como uma branca. A soca é uma dança sensual se não sexual, quase como o funk pancadão carioca. As mulheres empinam o bumbum colocam a cabeça até o chão e sacodem loucamente suas nádegas avantajadas.

Suculentas frutas-pão, no resort Jalousy, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia

Suculentas frutas-pão, no resort Jalousy, em Soufriere, no sul de Santa Lúcia


Booma, cantor de Power Soca local nos recepcionou na festa e fez companhia, contando histórias da sua vida de malandragens e viagens. Ele confessa, não quer ver suas filhas dançando assim. Um piton, a cerveja nacional, para entrarmos no clima da festa, enquanto a lua minguante iluminava o suficiente para termos ideia da paisagem que nos aguardava.

A cerveja nacional de Santa Lúcia

A cerveja nacional de Santa Lúcia


Fim de tarde em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Fim de tarde em Soufriere, no sul de Santa Lúcia, no Caribe

Santa Lúcia, Castries, Soufriere, Caribbean, Island Hooping, Música

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Cayman, mais que um paraíso fiscal

Ilhas Caiman, George Town

A ilha de Grand Cayman vista do avião

A ilha de Grand Cayman vista do avião


As Ilhas Cayman foram avistadas em 1503 por Cristovão Colombo, que logo as batizou de Las Tortugas, pela quantidade de tartarugas que viviam no topo dessa imensa montanha submarina. Não é a toa que até hoje o prato típico e mais tradicional da ilha é a carne de tartaruga. Aos curiosos gastronômicos eu peço desculpas, mas essa iguaria eu não terei coragem de provar, é contra os meus princípios ecológicos.

Chegando à ilha de Grand Cayman, a maior do país

Chegando à ilha de Grand Cayman, a maior do país


Grand Cayman, a maior e principal ilha é basicamente uma planície poucos metros acima do nível do mar, cercada de baías, costas rochosas, mangues e pela belíssima 7 Miles Beach, uma imensa praia de areias brancas, águas calmas e de azul caribenho, que na verdade possui apenas 5,5 milhas, aproximadamente 8,5km. Nesta praia estão os principais hotéis, shoppings, restaurantes, centros comerciais da ilha e alguns condomínios.

Caybrew, a cerveja das Ilhas Caiman

Caybrew, a cerveja das Ilhas Caiman


A ilha só começou a ser habitada no século XVII, após a passagem de vários moradores temporários como piratas, náufragos e refugiados da inquisição espanhola. O primeiro morador permanente e nascido na ilha foi registrado no ano de 1661. A Inglaterra começou a controlar formalmente a ilha em 1670, sob os cuidados da sua vizinha maior, a Jamaica. Foi apenas em 1730 que a primeira vila britânica foi formada em Cayman, sendo estes britânicos e seus antigos escravos os antepassados dos verdadeiros “caimaneiros”. Em 1962 os jamaicanos lutaram e se tornaram independentes da Coroa Britânica e Cayman se separou deste país, mantendo seu apoio às suas raízes e continuando parte da Commonwealth.

Igreja no centro de George Town, capital das Ilhas Caiman

Igreja no centro de George Town, capital das Ilhas Caiman


Hoje as Cayman Islands são conhecidas internacionalmente por ser um paraíso fiscal. Essa história não é recente, na realidade ela tem raízes muito mais arraigadas do que imaginamos. Em fevereiro de 1794 os caymanians resgataram as tripulações de 10 navios mercantes que naufragaram na sua costa e, diz a lenda, teriam salvado um dos filhos do Rei George da Inglaterra, o Príncipe William. A partir daí o Rei teria liberado os habitantes destas ilhas de impostos e serviços militares, como prova de seu profundo agradecimento. O episódio conhecido como Wreck of the Ten Sail (O Naufrágio dos 10 Navios Veleiros) é verdadeiro, aparentemente a lenda começa quando aparece o filho do rei como motivo para a ilha ser hoje um paraíso fiscal.

Dezenas de bancos em George Town, capital das Ilhas Caiman

Dezenas de bancos em George Town, capital das Ilhas Caiman


Um território isento de impostos sobre a renda de pessoas físicas e jurídicas, aí nos perguntamos: de onde vem o dinheiro do governo? Todos os bens importados para a ilha, portanto quase todos os bens já que Cayman não tem indústrias, pagam de 5% a 20% de taxa de importação. À exceção dos carros, que pagam de 29,5% a 100% e de livros e câmeras que estão livres de taxas. Portanto vale destacar aqui que quando chegamos lá e vemos aqueles milhares de cartazes de lojas dizendo “Duty Free” ou “Tax Free”, devemos lembrar que a taxa de importação já foi paga e embutida no produto por seus revendedores. É uma ilusão idiótica principalmente para quem está acostumado com o sistema americano de taxação sobre o produto.

Uma das praças centrais de George Town, capital das Ilhas Caiman

Uma das praças centrais de George Town, capital das Ilhas Caiman


A ilha recebe milhares de turistas todas as semanas, chegam a descer em apenas um dia mais de 13 mil passageiros de navios de cruzeiro, que inundam as ruas da capital George Town em busca de praia, sombra, água fresca e principalmente compras!

Quatro enormes navios-cruzeiro ancorados em George Town, nas Ilhas Cayman

Quatro enormes navios-cruzeiro ancorados em George Town, nas Ilhas Cayman


Então o que viemos fazer aqui? Vocês sabem que não é bem a nossa praia ficar em lugares com resorts e cruzeiros, mas o paraíso tem muito mais a nos oferecer do que hordas de turistas e “simples” benefícios fiscais. Cayman também é reconhecida por seus fantásticos mergulhos! Como comentei acima, a ilha é o topo de uma cadeia submarina conhecida como Cayman Ridge, na prática uma imensa parede que despenca aos 6 mil metros de profundidade, a poucos metros da sua costa.

Belo e tranquilo fim de tarde na praia de Smith Cove, ao sul de George Town, em Grand Cayman

Belo e tranquilo fim de tarde na praia de Smith Cove, ao sul de George Town, em Grand Cayman


Hoje começamos então a nossa aventura para descobrir as maravilhas submarinas das Ilhas Caimans. Voamos de Kingston para George Town em Crand Cayman, fizemos nosso rápido check in na pousada e saímos caminhando para o centro. Passamos pelas operadoras de mergulho como Sunset Dive, Don´s Foster e Eden Rock para pesquisar preços e programações.

George Town, capital das Ilhas Caiman

George Town, capital das Ilhas Caiman


Aproveitamos que hoje não havia nenhum cruzeiro ancorado na ilha e demos uma volta para conhecer o centro da cidade, almoçamos com vista para o porto e pegamos uma prainha na Smith´s Cove, pequena praia perto do nosso hotel.

Entrando no mar na pequena praia de Smith Cove, ao sul de George Town, em Grand Cayman

Entrando no mar na pequena praia de Smith Cove, ao sul de George Town, em Grand Cayman


No final da tarde ainda tivemos uma reunião com o pessoal da In Depth, operadora de mergulho especializada em mergulho técnico, para organizarmos um mergulho profundo e explorarmos um pouco melhor esse tal “big wall”. Fechamos a noite com um encontro programado, mas ainda assim um tanto quanto inesperado, com um curitibano que está vivendo em Cayman há 4 anos, o meu amigo e mergulhador André Saldanha. Mesmo em um lugar com grand no nome, o mundo não deixa de ser pequeno.

Ilhas Caiman, George Town, Mergulho

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American Way of Life

Estados Unidos, Flórida, Miami

Hoje, no nono dia de viagem, decidimos fazer um programa super “american”, mas realmente imperdível, o Seaquarium. Tudo lá dentro tem aquele american way, está tudo empacotado para ser facilmente consumido: golfinhos, leões marinhos, pássaros tropicais, peixes de recifes e até a Orca, a baleia assassina. Vimos o Flipper e seus miquinhos amestrados, não nego que me emocionei com a inteligência dos golfinhos, mas também com a dó que é tirarem ele do seu ambiente natural e adestrarem sempre em troca de comida. Fiquei imaginando quanto será que eles deixaram de comer até acertar o primeiro salto. A orca é realmente impressionante, imensa, os golfinhos que dividem o palco com ela quase desaparecem, coitados... Até tomei um banho de orca, afinal, “alguém tem que se molhar”, disse o vizinho de arquibancada, bem sequinho.

O sentimento de passar por um lugar desses é meio paradoxal, claro que gostamos de ver o show dos golfinhos e ainda mais o da Killer Whale, mas vê-los ali, confinados naquelas piscinas ou aquários é realmente muito doloroso. Completamente diferente do que esperamos ver no Caribe nos nossos mergulhos, também completamente diferente do que estávamos vivenciando há uma semana. Bares, clubs, restaurantes, lojas, shoppings, carros... um agito que já seria exagerado se comparado à Curitiba... Imagina então se compararmos com a Barra do Ararapira! Realmente é fácil de entender por que pessoas como o seu Rubens estão em extinção.

Show de golfinhos

Show de golfinhos

Pássaro vistoso no cercado dos jacarés

Pássaro vistoso no cercado dos jacarés

Show dos leões marinhos

Show dos leões marinhos

Show da orca

Show da orca

Show da orca

Show da orca

Estados Unidos, Flórida, Miami, Key Biscayne

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Tren a las Nubes y Salinas

Argentina, Salta, San Antonio de los Cobres

O impressionante viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina

O impressionante viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina


O Tren a las Nubes é o quarto trem mais alto do mundo em operação e fica aqui, em Salta, Argentina. O trem sai de Salta a 1187m de altitude a nível do mar, corta montanhas, vales e quebradas e chega aos 4200m de altura.

O Tren de Las Nubes atravessa o altiplano rumo à San Antonio de Los Cobres - Argentina

O Tren de Las Nubes atravessa o altiplano rumo à San Antonio de Los Cobres - Argentina


O ferrocarril atravessa o Valle de Lerma, entra na Quebrada del Toro até chegar à Puna, como são conhecidos os altiplanos argentinos localizados na Cordilheira dos Andes. São 434km (ida e volta), atravessa 29 pontes, 21 túneis e 13 viadutos e custa a “bagatela” de 170 dólares ou 695 pesos.

Vegetação típica das terras altas argentinas na região de Salta

Vegetação típica das terras altas argentinas na região de Salta


A rota completa está neste infográfico, muito informativo:
http://www.trenalasnubes.com.ar/turismo_salta/es_tren_a_las_nubes_recorrido.html
Aos que não querem (ou podem) gastar esta grana toda, há outra opção. Existe uma estrada que percorre o mesmo roteiro do trem, desviando apenas em alguns trechos, quando o trem está cortando as montanhas pelos túneis. Algumas agências de turismo em Salta oferecem o passeio de van por 85 dólares por pessoa e ainda incluem no tour as maravilhosas Salinas Grandes. É importante confirmar se a agência irá até o Viaducto La Polvorilla, 64m de altura, 224m de comprimento e 4200m de altitude, ponto final do passeio onde o trem faz uma parada.

O famoso viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina

O famoso viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina


Já viemos até aqui de carro justamente para ter a liberdade de ir e vir, então decidimos economizar esta e fazer o trecho de carro. Foi a melhor escolha! Saímos mais tarde, o trem sai as 6h30, nós saímos do hotel as 9h, da cidade as 10h30 (1h30 buscando combustível! Vide nota no rodapé). A estrada é lindíssima, montanhas multicoloridas, cactos cardones adornam a seca paisagem até o ponto mais alto da estrada, 4060m de altitude, onde foi quebrado o recorde mundial de carro em altura em 1915!

Ponto mais alto da estrada, no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina

Ponto mais alto da estrada, no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina


Ali encontramos uma moradora de Santo Antônio de Los Cobres, cidade mais próxima onde o trem também faz uma parada. Na carona descolamos umas tortillas de queijo deliciosas e um bom papo sobre a região. Uma cidade muito pobre, a economia de Santo Antonio está embasada no turismo gerado pelo trem. Neste horário, ela e dezenas de outros ambulantes correm para o La Polvorilla, para vender seus artesanatos, tortillas, levam suas llamas para tirar fotos com os turistas.

Filhote de lhama meio desengonçada, no viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina

Filhote de lhama meio desengonçada, no viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina


O carro chegará ao viaduto por baixo, onde se tem uma das vistas mais lindas da ponte. O córrego congelado dá uma ideia do frio. É importante já estar aclimatado e ter paciência para subir a trilha que leva as llamas e vendedores ao mirante. Cercados de picos nevados esperamos o trem que em minutos inunda um lugar calmo e tranquilo com turistas loucos para esticar as pernas depois de 7h30 dentro do trem, todos ávidos por fotos e compras de lãs e artesanatos.

O Tren de Las Nubes sobre o viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina

O Tren de Las Nubes sobre o viaduto La Polvorilla, na região de San Antonio de Los Cobres - Argentina


Antes mesmo do trem partir, foi a nossa vez de seguir viagem para a segunda maior atração do dia: Salinas Grandes. São em torno de 100km de estrada de rípio entre Santo Antônio de Los Cobres até o encontro com a Ruta 52.

Casebres abandonados no altiplano no norte da  Argentina

Casebres abandonados no altiplano no norte da Argentina


As salinas são simplesmente fantásticas. Uma imensidão branca. Uma das maiores salinas da Argentina, possui 12 mil hectares de sal a céu aberto. São três áreas distintas no salar: a salina poligonal, o florescências salinas e o limoso.

O enorme campo de sal em Salinas Grandes, na rota do Paso de Jama - Argentina

O enorme campo de sal em Salinas Grandes, na rota do Paso de Jama - Argentina


Ao redor as montanhas em diferentes tons de vermelhos, verdes, róseos, amarelos, brancos, cinzas e violetas, são explicados pelos minerais presentes na rocha como o ferro, cobre, dolomita, enxofre, lima, dianteira e hematita.

Montanhas coloridas no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina

Montanhas coloridas no caminho para San Antonio de Los Cobres - Argentina


Tanto sal nos deu sede! Ali há um bar feito de blocos de sal, que mesmo desativado, ainda nos vendeu uma cervejinha. Retornamos à Salta pela estrada de Purmamarca, onde encontramos a Rota 9, entre Tilcara e Jujuy.


Exibir mapa ampliado

Aos amantes o passeio de trem deve ser ótimo, sem dúvida tem o conforto dos vagões, a opção de ir aproveitando uma cervejinha no vagão restaurante, além dos inúmeros túneis e viadutos. Aos que querem conhecer o roteiro com mais liberdade, parando quando quiser, tirando fotos e aproveitando para conhecer pessoas e a cultura local, acredito que a opção de carro ou van seja mais indicada, e ainda tem o grande diferencial de conhecer as Salinas.

O enorme campo de sal em Salinas Grandes, na rota do Paso de Jama - Argentina

O enorme campo de sal em Salinas Grandes, na rota do Paso de Jama - Argentina


Seja qual for a opção escolhida, as paisagens do norte da Argentina continuarão a surpreender e deixar mesmo os viajantes mais urbanos de queixo caído.

Chegando perto da neve e de San Antonio de Los Cobres - Argentina

Chegando perto da neve e de San Antonio de Los Cobres - Argentina


Informação útil aos expedicionários
A Argentina está em crise de combustíveis. A maioria dos postos YPF, a maior rede nacional, está sem diesel (gasoil) em seus postos. A Refinor geralmente tem, mas é um diesel sabidamente de péssima qualidade e mais caro. O ideal é buscar os postos Shell e Esso, estão abastecidos e garantem melhor qualidade e preço.

Argentina, Salta, San Antonio de los Cobres,

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A Ilha Encantada

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis

AS dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

AS dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


A Ilha de Lençóis é rodeada de histórias fantásticas, lendas e crendices. A principal delas é a lenda de Dom Sebastião, que remonta a história do Rei português que foi dado como desaparecido em uma batalha no Marrocos no final do século XVI. Dom Sebastião morreu jovem e não deixou um descendente para o trono. Assim, quem estava na linha sucessória era o então Rei da Espanha que unificou os reinos. Isso gerou um movimento nacionalista entre os portugueses, que desde então sonham com o retorno do salvador da pátria, Dom Sebastião.

Exibição no Memorial de Dom Sebastião, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Exibição no Memorial de Dom Sebastião, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Reza a lenda que Dom Sebastião vive em um reino encantado sob as dunas da Ilha de Lençóis. Nas noites de lua cheia, ele sai de seu castelo e aparece para o povo como um touro gigante. Neste dia podem-se ouvir os tambores rufando para o rei. Os mais antigos ainda evitam sair de casa ou caminhar na direção das dunas nas noites de lua cheia, principalmente no dia 13 de Junho, que seria a principal data de sua aparição. Coincidência ou não é a mesma data que começam em todo o estado as festanças do Bumba meu Boi (corrigido).

Exibição no Memorial de Dom Sebastião, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Exibição no Memorial de Dom Sebastião, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Alguns pescadores contam que já viram luzes azuis correndo pelas praias e dunas nas noites de lua cheia. Seriam elas mais um sinal de Dom Sebastião? Estas histórias permaneceram na ilha durante todos estes anos, sendo passadas através de gerações de pai para filho. A chegada da energia elétrica, porém trouxe consigo novos hábitos que não existiam, como o de assistir televisão e ouvir música. Antes da luz as pessoas saíam às ruas para conversar no final do dia, trocavam experiências e ouviam as histórias e lendas que os antigos contavam. Hoje preferem ficar em suas casas assistindo às novelas.

Nossa pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Nossa pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Foi criado na ilha o Memorial de Dom Sebastião. Idealizado, construído e doado por um maranhense doutorando pela UFRJ, que teve sua tese defendida sobre as histórias e lendas da Ilha de Lençóis. Neste memorial encontram-se livros, fotos, ornamentos e representações desta cultura, além de uma pequena biblioteca para uso da comunidade. Ele é mantido por doações de visitantes e pelo trabalho de alguns voluntários da comunidade, que valorizam a manutenção desta memória que faz parte da cultura e da vida dos ilhéus.

Casa que abriga o Memorial do rei Sebastião na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Casa que abriga o Memorial do rei Sebastião na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Como o Sebastianismo veio parar aqui na Ilha de Lençóis não se sabe ao certo, para mim é mais um indício de que a ocupação da ilha é mais antiga do que se pode imaginar.

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis, Dunas, Reentrâncias Maranhenses

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O Vento

Bahamas, Long Island - Stella Maris

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas


O vento geralmente não faz parte das nossas preocupações diárias na cidade. Os arranha-céus não nos deixam espaço nem mesmo para notá-lo na maioria do tempo. No Brasil acredito que não são muitas as regiões em que o vento chegue a ser um fator que altere a rotina diária da cidade ou das pessoas. Há apenas dois verões é que temos acompanhando os ciclones subtropicais em Santa Catarina, que além dos ventos de 130km/h, trazem consigo muita chuva, inundações e destruição.

A temporada de furacões na costa da Flórida e no Caribe já é muito conhecida. Todos os anos passam por aqui furacões de todas as intensidades, que fazem estragos absurdos, Lili foi o último que mais deixou rastros aqui nas Bahamas. As casas e pousadas já são construídas prevendo esta época do ano. As telhas são diferentes, planas e bem presas à sua estrutura de sustentação. As janelas possuem uma proteção reforçada do lado de fora. Quando o período dos ventos se aproxima, todos já sabem que devem se preparar, cortar as árvores que estão mais fracas e sem sustentação, recolher para um local protegido tudo o que possa voar, as portas e janelas devem ser praticamente lacradas com tábuas pregadas na batente. A rotina das pessoas é completamente alterada, mas todos já sabem como lidar com isso.

Uma coisa que sempre me chama atenção em São Paulo é como o trânsito faz parte das conversas corriqueiras da população. E isso faz todo o sentido, pois é algo que faz parte da rotina e altera muito o dia-a-dia das pessoas. Por isso você encontra rádios que só falam sobre o trânsito, diversas ferramentas que ajudam as pessoas a terem mais informação. A diferença é que essa alteração foi feita pelo homem e hoje já possui vida própria. Nós não conseguimos voltar atrás, portanto precisamos encontrar alternativas e soluções paliativas para o problema que nós mesmos construímos.
Aqui é diferente, o vento faz parte da vida dos caribenhos. O homem não tem como controlar quando, como ou em que direção ele deve soprar. Todos sabem percebê-lo e dizer qual é o vento que está chegando ou quando ele deveria ir embora. Se for um vento de nordeste, não fica difícil saber qual é a parte da ilha que está protegida.

Estamos lidando com o vento a mais ou menos cinco dias. Ele não aparece nas fotos, mas com certeza faz com que tenhamos que alterar as nossas rotinas. Deixamos de mergulhar, deixamos de aproveitar as praias, pois mesmo com sol o vento gelado nos desencoraja de entrar no mar ou ficar lagarteando, aqui acho que a expressão seria iguanando, já que é o réptil mais numeroso na ilha. Ficamos sempre à mercê do vento.

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas



Por outro lado, com vento nós também estamos conhecendo as ilhas de uma forma diferente. O vento altera as paisagens, o mar fica mais ondulado, as árvores mais curvas, as dunas de areia se movem com mais rapidez. Fica mais fácil imaginar este cenário na época de tornados ou furacões e também a tristeza que eles trazem consigo, levando casas e destruindo as cidades.

Chegamos à Long Island em um pequeno avião que veio balançando com o vento e fomos direto para Stella Maris, nosso hotel resort. Um dos poucos hotéis na ilha e com certeza um dos únicos deste tipo que iremos ficar, já que além de caros não fazem o nosso estilo de viagem. Amanhã vamos mergulhar, se o vento deixar. Vamos à praia, se o vento deixar. Vamos ver se Kaikias, deus do vento nordeste, nos dará uma trégua para podermos aproveitar.

Placas dentro do resort Stella Maris, em Bahamas

Placas dentro do resort Stella Maris, em Bahamas

Bahamas, Long Island - Stella Maris, Praia

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Maratona Serra do Cipó I

Brasil, Minas Gerais, Tabuleiro (P.E. Serra do Intendente)

As altas paredes do Canyon do Peixe Tolo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

As altas paredes do Canyon do Peixe Tolo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Primeiro dia da Maratona Serra do Cipó. Acordamos logo cedo, tomamos nosso delicioso Kit Café da Manhã no Eco Hostel e estamos prontos para começar o dia. Fabrício, nosso guia já chegou e está ansioso para iniciarmos a programação, pois segundo ele nunca fez 2 atrações no mesmo dia. Será que dá tempo?

Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Com o guia Fabrício na Cachoeira do Rabo de Cavalo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Com o guia Fabrício na Cachoeira do Rabo de Cavalo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Seguimos direto para a Cachoeira do Rabo de Cavalo, fica em um distrito próximo à Tabuleiro, Itacolomi. São 40 minutos de carro para chegar até o início da trilha. A informação que tínhamos é que a trilha era de nível médio e levaria 1h30 para ir mais 1h30 para voltar. Eu estava esperando muitas subidas e descidas, mas tive uma ótima surpresa, a trilha era praticamente toda plana, com leves inclinações. Andamos tranquilos e chegamos em 50 minutos. A cachoeira é maravilhosa! No inverno é época de seca, pouca chuva, portanto as cachoeiras estão menos volumosas, mas ainda assim guardam uma beleza incrível e um poço delicioso para nadarmos e nos divertirmos. Até o Fabrício teve que entrar!

Saltando (ou se equilibrando?) na Cachoeira do Rabo de Cavalo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Saltando (ou se equilibrando?) na Cachoeira do Rabo de Cavalo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Fiona enfrentando obstáculos na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Fiona enfrentando obstáculos na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Voltamos ainda mais rápido e seguimos para o cânion vizinho, o do Peixe Tolo. Nome engraçado este, surgiu na Piracema, época em que os peixes sobem os rios para desovar. Os moradores da região desconheciam este fenômeno da natureza e achavam engraçado ver os peixes nadando contra correte, muitas vezes abobados caindo nas pedras de tanta força que faziam... peixes tolos estes!

Os três viajantes posando para fotos na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Os três viajantes posando para fotos na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Seguimos cânion adentro, pulando de pedra em pedra sobre o rio para avançarmos. Sabíamos que havia três cachoeiras, nosso objetivo inicial era irmos até a primeira, já que não teríamos luz para ir até o final. Uma “saltitante” hora e chegamos lá, mas temos tempo e queremos avançar, depois voltamos dar um tchibum!

Com nosso guia Fabrício no Canyon do Peixe Tolo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Com nosso guia Fabrício no Canyon do Peixe Tolo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Seguimos em frente e a paisagem vai se transformando, o cânion vai ficando cada vez mais estreito, a mata mais fechada e as pedras mais lisas. O cenário parece um jardim japonês, com bambus, bonsais, pedras redondas branquinhas e água corrente. Começa a ficar tarde e a trilha está cada vez mais suja e fechada, Fabrício nos disse que estávamos há apenas 40 minutos do fim, mas que não daria tempo de tchibum na cachoeira. Adivinha o que escolhemos?

Poço de águas geladas no Canyon do Peixe Tolo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Poço de águas geladas no Canyon do Peixe Tolo, na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


É claro! Depois de um dia todo caminhando precisávamos de um banho neste lugar sensacional! A formação rochosa faz um eco fenomenal e a paisagem extra-terrestre nos faz esquecer os 13°C da água. Caminhamos saltitantes dentre pedras e rios e chegamos na Fiona exatamente as 18h, sol se pondo, tudo cronometrado. O primeiro dia já se foi e que venham os próximos!

Brasil, Minas Gerais, Tabuleiro (P.E. Serra do Intendente), cachoeira, Conceição do Mato Dentro, Serra do Intendente

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Welcome to Philly!

Estados Unidos, Pennsylvania, Philadelphia

O famoso museu de Belas Artes de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

O famoso museu de Belas Artes de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


Philladelphia era um grande buraco na nossa programação, mas não poderíamos deixar de conhecer a cidade que já foi uma das capitais americanas, local onde foi assinada a Declaração da Independência dos Estados Unidos, e respirar um pouco de sua história.

Visitando Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Visitando Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


Admirando a maior tela de LCD dos EUA, no prédio da Comcast, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Admirando a maior tela de LCD dos EUA, no prédio da Comcast, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Arranha-céus de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Arranha-céus de Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


A programação do dia ganhou uma participação mais do que especial do nosso amigo blogueiro Oscar do MauOscar.com, que não apenas nos acompanhou, mas foi o nosso super guia pelas ruas e atrações de Philly.

Com o Oscar, em visita à Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Com o Oscar, em visita à Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


O tour começou no Reading Terminal Market, onde está a sorveteria mais antiga dos Estados Unidos. Um mundo de guloseimas e american foods nos incitavam a quebrar todas as dietas! A área produtos frescos produzidos pelos Amishes estava fechada, segunda-feira tem dessas... e a fila para o Cheese Steak mais famoso estava proibitiva!

O movimentado e tradicional Reading Market, em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

O movimentado e tradicional Reading Market, em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


Reading Market, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Reading Market, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Com apenas um dia pela capital da Penslvânia, não tínhamos tempo algum a perder, próxima parada City Hall. O imponente prédio possui um mirante ótimo da cidade, mas seu minúsculo elevador só pode levar 4 pessoas por viagem. Compramos nossos tickets e já deixamos agendada a carona para o final da tarde.

Prédio da City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Prédio da City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Visita à torre do City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Visita à torre do City Hall de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


O Independence Hall é a atração obrigatória na cidade e também precisa de horário marcado e este o Oscar já havia reservado para nós, às 13h45 da tarde. O tour acompanhando de uma guia e guarda-parque, em seu uniforme de park ranger, que faz um bom resumo da história da independência americana.

O prédio do Independence Hall, retratado na nota de 100 dólares, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

O prédio do Independence Hall, retratado na nota de 100 dólares, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


O prédio onde foi assinada a declaração de independência dos Estados Unidos é o símbolo da nota de 100 dólares. Nele representantes dos 13 primeiros estados determinaram os pilares da cultura e sociedade americana, discutindo e definindo a constituição do novo país. Personalidades como George Washington, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson e outros 53 delegados passaram por esta sala. Será que eles tinham ideia que escreviam o futuro da maior nação do mundo? Que responsabilidade!

Mesas com objetos da época da declaração de independência, no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Mesas com objetos da época da declaração de independência, no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Nossa guia nos mostra quadro no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Nossa guia nos mostra quadro no Independence Hall, em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


A Pensilvânia ganhou o apelido de Keystone State por sua localização estratégica entre as 13 primeiras colônias que formaram os Estados Unidos. Desde os tempos coloniais o “Quacker State” garantiu na sua constituição a liberdade de consciência, tornando-se um dos redutos preferenciais dos Quackers, Amishes e praticantes de diferentes religiões que enfrentavam hostilidade por sua escolha religiosa.

Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos, vista do alto da torre do City Hall

Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos, vista do alto da torre do City Hall


Ele era também o primeiro estado na fronteira com os estados realistas (ou loyalists) do sul, que eram fiéis à Coroa Britânica e lutavam para manter o regime escravocrata. Ao atravessar a fronteira do estado os negros estavam livres e tinham sua liberdade assegurada pela constituição, o que explica o maior percentual de afrodescendentes na sua população.


Enquanto andamos pelas ruas notamos que há uma semelhança maior ao sul americano, população mais miscigenada, mais pobreza, nada comparada à América Latina, mas de alguma forma isso me dá uma sensação de uma cidade mais real. O que é a realidade afinal? Um mundo de casas sem muros e grades, sem medo e violência, sem pobreza e sem fome pode ser real? Um mundo onde temos que nos esconder e nos acostumar a ver pobreza e aceitar que esse é simplesmente um modo de vida é o mundo real? Enfim... depois de algum tempo viajando ao redor do nordeste americano estas cenas, tão comuns a nós latino-americanos, se tornam raríssimas, senão inexistentes.

Little Italy de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Little Italy de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


A pausa para o almoço na realidade era mais uma parte chave do roteiro turístico pela cidade. Vamos à South Philly à uma das esquinas gastronômicas mais famosas da cidade provar o delicioso Philly Steak Cheese. De um lado Geno´s e do outro Pat´s Steak, ambos vivem em uma competição eterna pelo melhor sanduíche de carne picadinha na chapa, com queijo e cebola. Sugestão? Prove os dois e com o queijo whiz e cebola, para uma comparação justa. Nós provamos com provolone, muito bom, mas o gorduroso whiz cheese parece ser mais roots!

Famoso restaurante de Cheese Steak em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Famoso restaurante de Cheese Steak em Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos


O mais tradicional restaurante de Chesse Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

O mais tradicional restaurante de Chesse Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Comendo um delicioso Cheese Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Comendo um delicioso Cheese Steak em Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Passamos pela Little Italy, pelas ruas e bancas de legumes, lojas de queijos e frios e pilhas de molhos de tomate da mama já entrando no clima Silverster Stalone. Era nessas ruas que Rocky treinava a caminho das escadarias do Museu de Belas Artes.

Visita ao Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

Visita ao Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Foi lá que terminamos o nosso tour pelas ruas de Philadelphia, o passeio não estaria completo sem uma corridinha a la Rocky! Centenas de pessoas sobem essas escadarias e imitam o clássico hollywoodiano que fez parte da vida de toda uma geração!

A estátua do Rocky (Sylvester Stallone), no Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

A estátua do Rocky (Sylvester Stallone), no Museu de Belas Artes de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


No carro do Oscar, pelas ruas de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos

No carro do Oscar, pelas ruas de Philadelphia, na Pennsylvania, nos Estados Unidos


Nos despedimos de Oscar, torcendo para nos encontrarmos novamente pelas estradas dessa América. Com certeza iremos visitá-lo em mais algum canto deste mundo! A chuva chega para acinzentar a paisagem, é hora de partir.

Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Philadelphia, em Pennsylvania, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Pennsylvania, Philadelphia, cidade histórica

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Welcome to Tobago!

Trinidad e Tobago, Crown Point

Fim de tarde no pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Fim de tarde no pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Tobago é a irmã mais nova, mais caribenha e mais baiana de Trinidad. Com apenas 300km2, foi aclamada pelos espanhóis que, todavia não se deram ao trabalho de ocupá-la. Assim, a partir do início do século XVII várias nações tentaram colonizá-la, holandeses, franceses, ingleses e até os courlanders, pequeno ducado no que hoje é a Letônia. Foram tantas batalhas travadas entre estas pequenas colônias formadas na ilha, inclusive contra os índios que a habitavam, que no início do século XVIII Togabo foi declarada um território neutro, o que deu ainda mais espaço para a ilegalidade, prato cheio para os piratas. Só em 1763 os ingleses resolveram colocar ordem no galinheiro e tomar a frente na colonização da ilha, trazendo para cá escravos que iniciaram a cultura de cana de açúcar e algodão.

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Em 1963 a ilha foi atingida pelo Furacão Flora, que devastou suas plantações, casas e estradas. Desde então o governo vem fazendo um trabalho orientado ao turismo, criando um novo mercado até então pouco explorado por seus moradores. Um paraíso para os birdwatchers e mergulhadores, Tobago possui o seu próprio ritmo, mais easy going e vem conquistando facilmente milhares de turistas todos os anos.

Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


As praias mais procuradas ficam no extremo oeste da ilha, próximas à Crown Point, onde fica também o aeroporto internacional. Bem estruturada Crown Point oferece desde simples pousadas a grandes e luxuosos resorts à beira mar. Restaurantes, internet café e ATMs também são facilmente encontrados.

Mapa de Crown Point, em Tobago

Mapa de Crown Point, em Tobago


Store Bay é a praia mais acessível, com uma pequena faixa de areia e suas águas tranqüilas, está equipada com praça de alimentação, banheiros limpos e duchas por uma contribuição módica de TT$ 1,00, menos de R$ 0,30.

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago


A apenas 20 minutos de caminhada dali está o Pigeon Point, uma das praias mais procuradas da região. Suas águas cristalinas e areias claras são ótimas para snorkeling ou apenas para relaxar na sombra dos coqueiros. Há também um deck muito bacana, que além de uma bela vista da praia, também oferece passeios de barcos com fundo de vidro sobre o Buccoo Reefs e piscinas naturais próximas da costa.

Trnaquilidade em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Trnaquilidade em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


É cobrada uma justa taxa de 3 dólares (TT$ 18,00) para manutenção da infra-estrutura, banheiros, chuveiros, etc. Nós viemos caminhando pela praia e nem vimos a entrada “oficial” do parque, sem saber que teríamos que pagar passamos direto e reto, só depois vimos que todos usavam uma pulseirinha. Já era final de tarde, acho que não ficaram muito preocupados conosco, apenas tomamos um refresco e pegamos nosso rumo de volta.

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)


Ah, esqueci de contar que hoje provei o famoso Roti, comida típica indiana que faz um sucesso danado por aqui. Roti de frango com molho curry, parece uma massa de panqueca, um pouco mais pesada do que a que conhecemos, mas muito gostosa. Só acho o curry meio enjoativo, mas isso já é mais pessoal. Voltamos para a Golden Thristle, nossa casa em Crown Point, com alguns aperitivos e beliscos comprados no minimart para o jantar. Amanhã cedo já marcamos nossa ida para Speyside com o nosso amigo suuuper cool, Brian, o taxista.

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Trinidad e Tobago, Crown Point, beach, Pigeon Point, Praia, Store Bay, Tobago

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