0 Blog do Rodrigo - 1000 dias

Blog do Rodrigo - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

Arquitetura Bichos cachoeira Caverna cidade Estrada história Lago Mergulho Montanha Parque Patagônia Praia trilha vulcão

paises

Alaska Anguila Antártida Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Falkland Galápagos Geórgia Do Sul Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Islândia Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Uruguai Venezuela

mais vistos

mais comentados

novos comentários

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Nicarágua Há 2 anos: Nicarágua

Tramandaí e a Despedida dos Pais

Brasil, Rio Grande Do Sul, Tramandaí, Porto Alegre

Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, despedida do Joca e da Ixa, os pais do Rodrigo, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado

Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, despedida do Joca e da Ixa, os pais do Rodrigo, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado


Depois da visita ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe e do almoço, já no final da tarde, no Balneário Mostardense, seguimos viagem para o norte rumo aos balneários mais conhecidos e frequentados do litoral gaúcho. Já não tínhamos mais esperanças de chegar antes de escurecer. O belo entardecer foi quando passamos na Lagoa dos Barros, pouco antes de Osorio e, logo depois, as luzes de Tramandaí já estavam acesas e nos mostrando o caminho a seguir.



Para nós, que moramos no Paraná e em São Paulo, as praias do Rio Grande do Sul são apenas uma referência de nome. Dificilmente alguém sai desses estados mais ao norte para vir visitar o litoral gaúcho, a não ser que tenha parentes ou amigos daqui. Além da distância, se o que queremos é praia, estamos muito bem servidos no litoral de São Paulo ou Rio. Se temos animação para ir mais longe, aí o destino serão as praias de Santa Catarina, Bahia ou algum outro estado nordestino. Pelo que ouvimos falar, elas (praias do sul) simplesmente não valem o esforço, considerando a longa distância e que há praias muito mais bonitas no litoral catarinense, bem mais próximo de nós. Se a questão for conviver com gaúchas (tão famosas por sua beleza), aí mesmo é que ficamos em Santa Catarina, pois é justamente a juventude gaúcha a que mais frequenta o litoral do estado vizinho.

Alguns dos balneários mais conhecidos e disputados da costa do Rio Grande do Sul

Alguns dos balneários mais conhecidos e disputados da costa do Rio Grande do Sul


Mas conhecemos os nomes. Tramandaí, Xangri-Lá, Atlântida, Capão da Canoa, etc... Agora que viemos ainda mais do sul e elas não estão tão longe, seria uma ótima oportunidade de dar uma olhada. Como meus pais tinham passagem marcada para o dia 27 (hoje!), tínhamos apenas um dia para nossas explorações desses famosos balneários. Sem tempo para ver tudo, a solução era escolher um deles, quase como uma amostra. Depois, quando passarmos pela capital e retomarmos nosso caminho para o norte, vamos reservar também um tempo para conhecer Torres, a única praia diferente do estado, fugindo daquele estilo “praião infinito”, com falésias e outras formações rochosas perto do mar. Confesso que essa é a única que sempre quis conhecer, aconselhado por amigos gaúchos. Daqui a alguns dias... Agora, tínhamos mesmo de escolher algum dos balneários mais próximos.

O movimentado Balneário de Tramandaí visto de cima, entre o mar e a lagoa e rio de mesmo nome, no litoral do Rio Grande do Sul (foto da internet)

O movimentado Balneário de Tramandaí visto de cima, entre o mar e a lagoa e rio de mesmo nome, no litoral do Rio Grande do Sul (foto da internet)


Pois bem, pelo avançado da hora, ficamos justo no primeiro deles, Tramandaí. Apesar do escuro, a primeira impressão foi boa, as luzes da cidade refletidas nas águas da lagoa formada pelo rio Tramandaí. Depois, caímos dentro da cidade e sua avenida principal. Tentamos achar algum hotel em frente à praia e nada. Acabamos por nos render e voltamos àquela avenida movimentada e cheia de hotéis e nos instalamos. Cansados, foi só o tempo de jantarmos e fomos dormir.

O Balneário de Tramandaí num dia ensolarado da temporada, no litoral do Rio Grande do Sul (foto da internet)

O Balneário de Tramandaí num dia ensolarado da temporada, no litoral do Rio Grande do Sul (foto da internet)


Tramandaí é uma cidade grande. No inverno, sua população é de pouco mais de 40 mil habitantes, mas esse número chega a 250 mil na temporada, quando os porto-alegrenses vêm ocupar seus apartamentos na cidade. Basta dar uma olhada nas fotos da praia durante os dias de sol do verão. Mas não há prédios altos na orla. Ficam mais atrás, na avenida onde nos hospedamos e na ponta da península formada no encontro de mar, rio e lagoa. Aliás, há um fato histórico muito importante nessa lagoa. Foi aqui que chegaram os barcos trazidos por Giuseppe Garibaldi na Guerra dos Farrapos. A curiosidade é que eles não chegaram pela água, mas por terra! As tropas republicanas dominavam todo o interior do estado, mas as forças imperiais controlavam o litoral e cidades como Porto Alegre e Rio Grande. Para que a revolução triunfasse, era muito importante desenvolver uma marinha. Garibaldi ficou a cargo disso e um estaleiro começou a construir barcos na Lagoa dos Patos. O problema é que o governo de Dom Pedro II controlava a saída dessa lagoa para o mar. A engenhosa solução encontrada, destinada a tomar de surpresa o exército e marinha imperial, foi trazer por terra os barcos, um percurso de 100 km da Lagoa dos Patos até o rio Tramandaí. Foram usados centenas de bois e a jornada foi épica, atrapalhada pelo mal tempo. Mas o esforço quase heroico dos revolucionários teve sucesso e dois lanchões, o Seival e o Farroupilha, chegaram até aqui. Já no mar, a nascente marinha gaúcha ajudou no cerco e tomada de Laguna, a cidade de maior importância histórica no sul do país naqueles tempos, localizada na vizinha Santa Catarina. Foi o auge da Revolução Farroupilha. As forças imperiais contra-atacaram, retomaram Laguna e, por fim, a província rebelde também se rendeu. Mas esse episódio da viagem por terra dos barcos nunca mais foi esquecido, um dos grandes feitos militares daquele início conturbado da nossa história como nação independente.

O tradicional condomínio Quebra-mar, na orla de Tramandaí, com 268 apartamentos e mais de 1.000 veranistas. Arquitetura (???) dos anos 60 (foto da internet)

O tradicional condomínio Quebra-mar, na orla de Tramandaí, com 268 apartamentos e mais de 1.000 veranistas. Arquitetura (???) dos anos 60 (foto da internet)


Ontem, o dia amanheceu chuvoso. Desistimos de ir caminhar na praia e decidimos passear de carro mesmo. A praia é exatamente do estilo dessa outras que temos conhecido no estado. Bem longa e ampla, mar aberto. A diferença é que esta está totalmente urbanizada, ao contrário daquelas vastas extensões entre a Lagoa Mirim e o mar e entre a Lagoa dos Patos e o mar. Mas se esquecermos dos prédios e construções, é muito parecido sim. Pode ser gostoso, mas não dá para comparar coma beleza das praias catarinenses ou do litoral norte de São Paulo, com a Serra do Mar praticamente entrando no oceano. Enfim, o tempo também não ajudava. Ficamos impressionados com o tamanho e esquisitice de um prédio em frente ao mar, arquitetura típica dos antigos países comunistas. Um prédio com três andares, 268 apartamentos, mais de 500 janelas e que ocupa todo um quarteirão. No verão, tem uma população superior a 1.000 habitantes! Prontamente, ficamos com saudade do vazio da Praia do Forte, em frente à Lagoa do Peixe, que percorremos ontem.

Em dia chuvoso, a cidade de TRamandaí vista de Imbé, do outro lado do canal, no litoral do Rio Grande do Sul

Em dia chuvoso, a cidade de TRamandaí vista de Imbé, do outro lado do canal, no litoral do Rio Grande do Sul


Em dia chuvoso, a cidade de TRamandaí vista de Imbé, do outro lado do canal, no litoral do Rio Grande do Sul

Em dia chuvoso, a cidade de TRamandaí vista de Imbé, do outro lado do canal, no litoral do Rio Grande do Sul


Enfim, já com a bagagem no carro, resolvemos dar uma olhada nos outros balneários. Cruzamos o canal e chegamos a Imbé. Aliás, ótimo ângulo para fotografar Tramandaí. Fugimos da avenida movimentada e fomos para a orla. Uma barraca de cerveja com o meu nome foi motivo de parada para fotos, mesmo com chuva. É sempre gostoso e massageia o ego ver nosso nome em letras garrafais, hehehe. Seguimos vagarosamente pela orla, cheia de quebra-molas. Nossa ideia era ir até Xangri-Lá. Mas uns poucos quilômetros por ali e decidimos que estávamos vendo mais do mesmo. Se ainda estivesse fazendo sol, vá lá. Mas naquele clima, concordamos que o melhor seria seguir mesmo para a capital. Já tinha dado para perceber porque as praias de Santa Catarina fazem tanto sucesso entre os gaúchos.

Que belo nome de barraca! (em Imbé, próximo a TRamandaí, no litoral do Rio Grande do Sul)

Que belo nome de barraca! (em Imbé, próximo a TRamandaí, no litoral do Rio Grande do Sul)


O caminho para Porto Alegre é rápido, a pista dupla da famosa “free-way”. Quando eu olhava os mapas rodoviários do Brasil no início da década de 80, eram muito poucas as estradas de pista dupla no país. Quase todas em São Paulo. Imigrantes, Anchieta, Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco e Trabalhadores, eu me orgulhava de conhecer todas! A única rodovia interestadual de pista dupla era a Dutra, entre Rio e São Paulo. E, fora essas, as únicas que apareciam no meu mapa e que não estavam em São Paulo eram a rodovia Curitiba-Paranaguá e a Free-way, aqui no sul. Eram as que faltavam na minha “coleção” de adolescente. A de Curitiba, conheci em 1989. Faltava só mesmo a free-way e tiveram de passar outros longos 25 anos para eu finalmente completar a lista. Só que, felizmente para o Brasil, a lista hoje de estradas duplas é muito maior e, esperamos todos, cresça muito mais!

Deixando os pais no aeroporto de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul

Deixando os pais no aeroporto de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul


Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, a Ana se despede de seus sogros,o Joca e a Ixa, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado

Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, a Ana se despede de seus sogros,o Joca e a Ixa, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado


Em Porto Alegre, resolvemos nos instalar em um hotel perto do aeroporto. Minha mãe não gosta de “aventura” na hora de embarcar e o voo sairia logo pela manhã. Assim, nada como já estar pertinho. Como todos já conhecemos de outras viagens a capital do Rio Grande do Sul, resolvemos tirar a tarde de folga. Depois deles partirem, aí sim vamos, eu e a Ana, procurar nossos amigos na cidade e rodar um pouco por Porto Alegre, revendo, relembrando, fotografando e, certamente, conhecendo novos lugares. Mas ontem, fomos simplesmente ao shopping. Queríamos um bom cinema para descansarmos das viagens reais e mergulharmos nas viagens virtuais, no tempo e no espaço. Fomos para a 2ª Guerra Mundial, na Alemanha, ajudar militares americanos a encontrar obras de arte roubadas e escondidas pelos nazistas. Delícia de filme. Como também foi delicioso o jantar, um autêntico churrasco gaúcho, a melhor carne do Brasil.

Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, despedida do Joca e da Ixa, os pais do Rodrigo, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado

Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, despedida do Joca e da Ixa, os pais do Rodrigo, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado


Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, despedida do Joca e da Ixa, os pais do Rodrigo, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado

Depois de 15 dias viajando juntos pelo Uruguai e Rio Grande do Sul, despedida do Joca e da Ixa, os pais do Rodrigo, no aeroporto de Porto Alegre, capital do estado


Finalmente, hoje pela manhã, chegou a hora da despedida. Depois de mais de 1.500 km de estrada e quinze dias viajando juntos na Fiona, meus queridos pais retornam para casa. Estiveram conosco por boa parte do Uruguai e também por todo o litoral gaúcho, do Chuí a Tramandaí. Experiência enriquecedora, para o filho e para a nora. Já fazia anos que eles nos “deviam” essa visita. Antes tarde do que nunca, hehehe! Convivência deliciosa e harmoniosa, conversas e rizadas compartidas, cumplicidade crescente, intimidade. Vão deixar saudades, esses dois, o Seu Gustavo e a Dona Nilza ou, mais popularmente, o Joca e a Ixa.


Percurso aproximado dos últimos 15 dias de viagem, entre Uruguai e Rio Grande do Sul, muito bem acompanhados de meus queridos pais. Todos confortavelmente acomodados na Fiona. Infelizmente o GoogleMaps não sabe que é possível viajar pela Praia do Cassino/Hermenegildo. Além disso, só podemos marcar 10 pontos, e foram mais do que isso. Enfim, faltam os detalhes, mas a rota é aproximadamente esta

Brasil, Rio Grande Do Sul, Tramandaí, Porto Alegre, Arquitetura, Estrada, história, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

Passando por Savannah

Estados Unidos, Georgia, Savannah, Atlanta

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA


Deixamos a Flórida para trás e entramos logo cedo na Georgia, nosso 13º estado nos Estados Unidos.

Chegando à Georgia - EUA

Chegando à Georgia - EUA


Chegamos à Savannah, antiga capital do estado, terceira maior cidade da Georgia e o mais movimentado porto dessa parte do país. A cidade se tornou também um polo turístico nas últimas décadas, atraindo visitantes pela sua história, agradável centro histórico cheio de praças e alamedas e um movimentado passeio beira-rio, além de rica a variada culinária.

Savannah, na Georgia - EUA

Savannah, na Georgia - EUA


A cidade foi fundada em 1733 pelo inglês Oglethorpe, um hábil planejador urbano. Sua função era assegurar o domínio inglês da região, ameaçado pela Flórida espanhola e pela Lousiana francesa. A cidade logo cresceu, primeiro porque Oglethorpe sabiamente se tornou amigo da população indígena local e segundo porque a liberdade de culto atraia imigrantes de toda a Europa.

Praça de Savannah, na Georgia - EUA

Praça de Savannah, na Georgia - EUA


Tão estratégica era a cidade que se tornou um dos primeiros alvos dos ingleses durante a Revolução Americana. Eles logo a conquistaram e mantiveram seu controle até o fim da guerra. Cem anos mais tarde, na Guerra de Secessão, também tornou-se um importante bastião confederado. Tanto que, após botar fogo em Atlanta, foi para lá que o impiedoso General Sherman se dirigiu, conquistando a cidade durante o natal. Aliás, em correspondência para o presidente Lincoln, Sherman oferece a cidade como seu “presente de natal” para o líder dos Estados Unidos.

Caminhando em parque de Savannah, na Georgia - EUA

Caminhando em parque de Savannah, na Georgia - EUA


Hoje era o Dia das Mães, e encontramos o passeio beira-rio bem movimentado, turistas buscando os passeios de barco oferecidos por ali ou simplesmente caminhando no agradável calçadão repleto de restaurantes e lojas.

Casas em Savannah, na Georgia - EUA

Casas em Savannah, na Georgia - EUA


A gente também deu uma caminhada, lemos as dezenas de painéis informativos que se espalham pela orla com informações históricas, geográficas e econômicas e seguimos pelo centro, em busca das praças que fazem a fama da cidade, assim como um bom restaurante. Acabamos num bem tradicional, o Pirate’s House (os americanos tem obsessão por piratas!), onde nos esbaldamos em comida sulista. Nós e mais muita gente, famílias inteiras propriamente vestidas para um domingo especial. Aliás, nessa nossa passagem pelo sul do país, estou aprendendo que os filmes que retratam os costumes e cultura daqui, como o sotaque, as vestimentas e a comida são mais reais do que nunca! No almoço de hoje, era essa a minha sensação, ao ver e ouvir as pessoas: estamos no meio de um filme!

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA


Devidamente alimentados, pegamos estrada novamente. Ainda tinha um longo caminho para Atlanta. Mas essas estradonas americanas nos ajudam bastante e numa média acima de 120 km/h, ainda chegamos lá com a luz do dia. Amanhã é dia de aquário! E que aquário...

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA

Estados Unidos, Georgia, Savannah, Atlanta, cidade, história

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Encontro Marcado!

Canadá, Vancouver

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Encontro do 1000dias e o 4x1 em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


Desde que começamos a planejar nossa viagem pelas Américas, no início de 2009, que procuramos constantemente por outros aventureiros que fizeram ou fazem algo parecido. Em tempos de internet, google e facebook, essa procura fica bem mais fácil e essas expedições de carro ao redor do mundo se contam às dezenas.

A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Na sua grande maioria, são europeus, australianos e americanos que fazem esse tipo de viagem. O veículo mais comum são as motos. Os continentes mais viajados são a África e o sudeste asiático. Mas a América também é percorrida, sendo o mais comum as pessoas virem do norte para o sul, de onde mandam seu veículo para outro continente. A rota mais batida segue sempre perto do Pacífico e o Brasil acaba ficando de fora de muitos trajetos (não sabem o que estão perdendo, esses gringos!).

A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

A Fiona e a Tanajura (4x1), encontro de carros brasileiros na frente do Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Entre os sul-americanos, os maiores viajantes, devo reconhecer, são nossos hermanos argentinos. Com a cara, a coragem e pouco dinheiro, entram numa Kombi ou num calhambeque e saem mundo afora. Não sei se é pela influência de Chê, o fato é que eles conhecem muito mais o nosso continente que os brasileiros, que ainda preferem voar direto para Miami ou Nova Iorque.

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Enconttro das expedições brasileiras 1000dias e 4x1, além dos Kombianos, em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Mas temos nossas honrosas exceções! Entre os que se atreveram a ir um pouco mais longe que a Patagônia ou o Atacama (esses sim, trajetos muito percorridos pelos brasileiros) estão o pessoal do Challenging Your Dreams (apesar do nome, são brasileiros sim!), do Mundo Por Terra (fizeram uma incrível viagem pelo mundo, incluindo a uma histórica volta por toda a África!) e o Viagens Maneiras (levaram seu cão labrador para “passear” por mais de 40 países!). Esses e outros, inclusive da era pré-internet, sempre foram uma inspiração para nós. Mas, quando começamos a nossa própria aventura, a deles já havia terminado. Será que estávamos “sozinhos” na América?

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)

Jantando com os brasileiros da expedição 4x1 em restaurante mongol, em Vancouver, no Canadá (foto da expedição 4x1 - Retratos da América)


Que nada! Há outros por aí e a internet é o meio de achá-los. Ou, quem sabe, de sermos achados! Pois é, foi isso que aconteceu quando, no início do ano, recebemos um e-mail de uma pessoa perguntando sobre a viagem. Era o Gustavo e nos informava que ele e quatro amigos estavam planejando algo semelhante. Não ficaram só nos planos não e, poucos meses mais tarde, a expedição 4x1 – Retratos da América já estava na estrada. O Gustavo, Gabriel, Bruno, Leonardo e André, a bordo da simpática Tanajura (uma Nissan), partiram rumo ao Alaska no dia 3 de Junho desse ano.

A Fiona e a tanajura se encontram novamente em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

A Fiona e a tanajura se encontram novamente em frente ao Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


A viagem deles é mais curta que a nossa, devendo durar de 10 meses a um ano. Assim como nós, o objetivo é chegar ao Alaska, descer até a Patagônia para então, voltar ao Brasil. Como têm menos tempo do que nós, estão fazendo uma rota mais direta. Cruzaram o Brasil de sul a norte pelo interior, passando pelo litoral do Ceará e Amazônia. Daí para a Venezuela e Colômbia. Como saíram mais tarde do que tinham imaginado e queriam chegar ao Alaska antes do frio do inverno, acabaram pulando a América Central e o México, mandando o carro diretamente para Seattle. Mas na volta, com mais calma, vão poder viajar por essas regiões também.

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá

Encontro das expedições 1000dias e 4x1 no Boteco Brasil, da Márcia, em Vancouver, no Canadá


Então, desde que eles iniciaram sua viagem que estamos acompanhando aqui de “cima”, torcendo e planejando um encontro. Quase deu certo no Alaska, mas um descompasso de dois dias acabou por adiar nosso encontro. Acho que foi o destino que preferiu que fosse em Vancouver. Afinal, é aqui que está o Boteco Brasil, da brasileira Márcia, moradora da cidade há mais de 20 anos e cozinheira de mão cheia dos nossos mais famosos pratos e quitutes.

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá

Deliciosa comida brasileira no Boteco Brasil, no encontro das expedições 1000dias e 4x1, em Vancouver, no Canadá


Eles chegaram um dia antes de nós e se hospedaram na cada do Caio, músico brasileiro que também já mora aqui há um bom tempo. O Caio deu a ideia do Boteco e para lá marcamos o encontro, para a noite do dia 14. Mas, o que já estava bom acabou ficando melhor! Quem também estava na cidade eram os nossos amigos colombianos, que viajam pela América de Kombi. Tínhamos nos encontrado em Anchorage e, desde então, acompanhamos nossos passos. O Jorge e a Meli vieram conhecer nosso “apartamento” de tarde e aí ficamos por horas, botando as conversas em dia. Depois, já de noite, seguimos juntos para o Boteco Brasil.

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá

Não poderia faltar uma boa ideia no encontro dos brasileiros no Boteco Brasil, em Vancouver, no Canadá


Foi uma festa! Para nós, brasileiros, por encontrar companheiros de aventura. Para os colombianos, que adoram o Brasil e se divertiram com a música brasileira no Boteco. E para a Márcia, que jamais imaginou ter dois carros brasileiros estacionados na frente de seu bar, em Vancouver. Falando em carros, foi uma festa também para a Fiona, que adorou conhecer a Tanajura.

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá

Junto com os brasileiros do 4x1 em parque de Vancouver, no Canadá


Ontem, dia 15, foi a vez da expedição 4x1 nos visitar em nosso apartamento (adoro poder falar do “nosso” apartamento em Vancouver, hehehe). Aí também ficamos por horas, trocando ideias e informações ou simplesmente nos divertindo com as aventuras vividas pelas duas expedições pelo nosso continente afora. Depois de muita conversa, a fome bateu e fomos comer, os seis, ali perto. Digo “seis” porque o André não está aqui em Vancouver. Aproveitou esses dias para voar para Nova Iorque e vai reencontrar os companheiros em pouco mais de uma semana, lá em Yellowstone. Fomos jantar num restaurante de comida mongol, para matar a saudades de um restaurante lá de São Paulo, o Tantra, que todos conhecemos. Eles cinco se formaram na FEA, na USP, e portanto, conhecem bem a cidade.

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá

Discutindo caminhos e rotas com o Gabriel, da expedição 4x1, em Vancouver, no Canadá


Hoje, dia 16, foi dia de novo reencontro. A Márcia nos convidou para um almoço no Boteco Brasil e lá nos refestelamos de pão de queijo, guaraná, coxinha, feijoada e caipirinha. Uma delícia! Encontro brasileiro em ambiente brasileiro, com comida brasileira, apesar de estarmos em Vancouver. Agora, com a ajuda da luz do dia, pudemos tirar mais fotos do nosso encontro por lá, dos carros, das pessoas, do boteco e da comida.

Junto com os brasileiros da expedição 4x1 na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Junto com os brasileiros da expedição 4x1 na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá


Dali, esticamos para um passeio conjunto pela cidade, Fiona e Tanajura andando lado a lado pelas ruas de Vancouver. Muito legal! Aproveitamos o verde de um parque para uma nova sessão de fotos e seguimos para a praia, localização ideal para assistir o pôr-do-sol. Ali, não resistimos a fazer a famosa foto do pulo, uma das preferidas da expedição 4x1. Eu já tinha visto tantas, no site deles, que fui quem lembrou que deveríamos fazer outra, ali.

Show de burlesque especial de Halloween em Vancouver, no Canadá

Show de burlesque especial de Halloween em Vancouver, no Canadá


Muitas fotos depois, seguimos para o centro, para o distrito histórico de Gastown. Foi aí que começou Vancouver e onde, hoje, pode-se encontrar dezenas de bares e restaurantes charmosos. Achamos um de tapas, para um rápido jantar com cerveja ou vinho e seguimos para outro bar em frente, onde tivemos a sorte de ver um show de burlesque inspirado no Halloween que está chegando. Fechamos assim, com chave de ouro, esse incrível e inesquecível encontro de expedições brasileiras aqui em Vancouver. Pelo ritmo e andar das duas expedições, dificilmente nos encontraremos novamente durante essas nossas jornadas. Mas não iremos nos separar mais, eletronicamente, sempre acompanhando as aventuras inspiradoras uns dos outros. Os amigos que eram virtuais, agora viraram reais. A internet é joia, mas o cara a cara é muito melhor. Expedição 4x1, uma excelente vigem para vocês! Estaremos sempre acompanhando de perto! E a Fiona manda uma grande buzinada para a Tanajura! Cuidem-se e aproveitem essa incrível experiência no nosso maravilhoso continente!

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Bruno, Gabriel, Gustavo e Leonardo, da expedição 4x1, saltam para foto na Wreck Beach, em Vancouver, no Canadá

Canadá, Vancouver,

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

One - 1a Parte

Estados Unidos, Califórnia, Monterey

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Depois de deixarmos o Napa Valley para trás, o próximo destino seria Los Angeles. Na verdade, só o aeroporto da cidade, de onde vamos voar diretamente para o Havaí, no dia 27. Para chegar até a maior cidade da costa oeste dos Estados Unidos, há vários caminhos. Há os mais rápidos, apenas pelas grandes autoestradas e freeways, e há aqueles mais lentos, em que a própria rota é um destino em si só. Estou me referindo à famosa estrada “One”, que disputa com a Route 66 o título de mais famosa estrada americana.


De San Francisco à Los Angeles pela “One”. Nesse primeiro dia, fomos até Santa Cruz, o ponto B no mapa acima

A disputa é só pela fama, pois no quesito “beleza” não há nenhuma dúvida: a One é muito mais bonita. Na verdade, ela figura em qualquer lista das estradas mais belas do continente. Eu não costumo levar essas listas a sério, mas no caso da One, vários amigos e conhecidos haviam nos confirmado que realmente a estrada era muito bela. Okay, ela faria parte do nosso circuito! E tínhamos quase quatro dias para percorrer suas retas e curvas.

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Praia de San Gregorio, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Praia de San Gregorio, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


A “Route One” é uma estrada estadual que segue por quase todo o litoral da Califórnia, mas seu trecho mais conhecido é aquele que une as cidades de Los Angeles e San Francisco. Seus vários trechos foram construídos em diferentes épocas, mas o mais belo deles, aquele que atravessa uma região conhecida como “Big Sur”, é da década de 30. Foi também o mais difícil de ser construído, pelas características do terreno, com vários vales e desfiladeiros para serem vencidos, numa região em que o litoral é formado por grandes encostas. Ainda hoje, ficamos impressionados com as pontes e viadutos por onde passa essa estreita estrada de duas pistas, em muitos trechos sem acostamento, sempre com vistas magníficas do Oceano Pacífico.

Ciclistas na Half Moon Bay, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Ciclistas na Half Moon Bay, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Muita gente que percorre a estrada gosta de começar (ou terminar!) em grande estilo sua jornada na Golden Gate, parte da Route One. Mas nós, com o adiantado da hora e já tendo estado várias vezes na ponte há poucos dias, resolvemos nos juntar à bela estrada um pouco mais ao sul, já na saída de San Francisco.

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Queríamos percorrer a estrada com a luz do dia, então não tínhamos muito tempo. Seguindo as ótimas dicas da nossa querida amiga Claudia, do site Aprendiz de Viajante, já tínhamos uma boa ideia de onde estavam os trechos mais interessantes, as praias e onde poderíamos parar para comer ou dormir. Seguimos então para a bela Half Moon Bay, onde tivemos de driblar o movimento para encontrar um ligar para almoçar.

Praia de San Gregorio, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Praia de San Gregorio, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Fome aplacada, fomos seguindo pelas diversas praias, cada uma delas um parque estadual. Para quem vai passar o dia, são 8 dólares por veículo. Para quem vai dar só uma espiadinha, aí não se paga nada. De espiadinha em espiadinha, passamos por várias delas, aproveitando o pôr-do-sol que, por essas bandas, é quase sempre espetacular.

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Entre um parque (ou praia) e outro, a estrada sobre pelas encostas de onde, lá do alto, se tem belas vistas. Nos pontos estratégicos, sempre há mirantes. A eficiência turística americana não falha! Olhar e contemplar aquele infinito oceano à nossa frente é uma tentação irresistível. Assim como é admirar as encostas e praias avermelhadas pela luz do fim de tarde. Um cartão postal atrás do outro!

Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Falando nisso, o dia se acabava e precisávamos de um lugar para pousar. Nossa ideia era dormir em um hostel construído sob um antigo farol. Outra dica valiosa da Cláudia. Mas estávamos meio desesperançosos de encontrar vaga por ali, afinal estávamos em pleno feriado de Thanksgiving. O movimento que encontramos em Half Moon Bay havia colocado nossos pés no chão. Mas, enfim, a esperança é a última que morre...

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos à Pigeon Point, onde está o farol, bem naquele momento mágico em que o sol mergulha no mar. Realmente, o hostel estava lotado. Vagas, só para o domingo de noite, quando o país volta ao normal. Mas, não faz mal. Não encontramos lugar para dormir, mas em seu lugar, tivemos a chance de nos maravilhar com um dos mais belos poentes dos últimos tempos. Ficamos ali, embasbacados, tirando fotos e aproveitando cada minuto daquela magia cósmica. O céu foi ficando cada vez mais vermelho, e agente agradecendo a oportunidade de lá estar.

Pousada no farol de Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pousada no farol de Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Por fim, seguimos em frente. Um pouco mais ao sul está a grande cidade de Santa Cruz. Cidade de veraneio, muito frequentada pelos californianos do interior, tem dezenas de opções de hospedagem. Achamos a nossa e nos instalamos, prontos para continuar a viagem amanhã. Vamos até Monterey, com seu famoso aquário, e à vizinha Carmel, a mais charmosa cidade desse litoral, preferida de ricos, famosos e amantes da boa comida.

Admirando o incrível pôr-do-sol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Admirando o incrível pôr-do-sol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, Monterey, Estrada, One, Road Trip, Santa Cruz

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Sobre Políticos e Escorpiões

Brasil, Minas Gerais, Chapada Gaúcha

Partindo de Chapada Gaúcha, penso em políticos e escorpiões. Qualquer semelhança foi mera coincidência, hehehe.

É incrível a moral que nosso "grande líder" tem por aqui. Tudo devido ao programa Luz Para Todos. Beneficiou muita gente na região. O único que faz frente a ele é o Aécio. Esse, devido às estradas asfaltadas. Dilma, Anastasia, Serra, estes não são muito conhecidos não. Têm uma certa simpatia pela Marina, principalmente as pessoas envolvidas com o parque. Disseram-me que se o candidato do PSDB fosse o Aécio, ganharia de lavada. E se fosse o Lula, ganhava também. E um contra o outro? Cara de interrogação. Bom, deixando o terreno do "se" e voltando ao mundo real, só sabem que votarão no Aécio para senador e não votarão no Hélio Costa para governador. O resto está em aberto...

Quanto aos escorpiões, a Ana achou um hoje, no nosso quarto, andando tranquilamente entre nossas mochilas, roupas e livros. Sua tranquilidade contrastava com a "pouca tranquilidade" da Ana, ao avistá-lo. Bom, a tranquilidade dele não durou muito, pelo menos até descobrir o peso do meu chinelo. Aí, ele ficou tranquilo para sempre. Mas não nós. Fizemos um pente fino na nossa bagagem mas estamos meio cabreiros de colocar nossas mãos dentro das mochilas ou dos sapatos.

Políticos e escorpiões. Sempre nos surpreendendo...

Brasil, Minas Gerais, Chapada Gaúcha,

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Enquanto Isso, no Cotopaxi...

Equador, Quito, Cotopaxi

Madrugada no refúgio do Cotopaxi, antes de descer para o estacionamento (Equador)

Madrugada no refúgio do Cotopaxi, antes de descer para o estacionamento (Equador)


Ainda durante a viagem de volta do Chimborazo para a pousada Papagayo, fiquei sabendo que a Ana e o Rafa não tinham subido o Cotopaxi. Na verdade, não puderam nem tentar. Aparentemente, o Rafa tinha passado mal. Pensei logo na salmonela que a Laura tinha pego lá em Baños. Será que ela estava se manifestando agora no Rafa?

Mas foi só chegar na Papagayo e a dúvida se desfez e o verdadeiro culpado apareceu. Que salmonela que nada! O problema foi a altitude mesmo. O Rafa e a Ana subiram sem problemas do estacionamento até o refúgio do Cotopaxi, a 4.800 metros. Lá, jantaram e foram dormir para se preparar para a escalada da madrugada seguinte.

Paisagem na 'Avenida dos Vulcões', região do Cotopaxi, durante passeio à cavalo (Equador)

Paisagem na "Avenida dos Vulcões", região do Cotopaxi, durante passeio à cavalo (Equador)


O tempo que estava terrível de noite se abriu de madrugada, assim como ocorreu no Chimborazo. Quando acordaram, não havia vento e se podia ver com perfeição as luzes de Quito. Mas o Rafa acordou com uma terrível dor de cabeça e náuseas. O remédio para isso é descer. Como estavam só com um guia, não teve remédio. Desceram todos de madrugada mesmo, ao invés de subir. Pouco antes das cinco da manhã estavam de volta à pousada Papagayo.

Passeio à cavalo vestida à carater! (região do Cotopaxi - Equador)

Passeio à cavalo vestida à carater! (região do Cotopaxi - Equador)


Quando eu cheguei, pouco depois do meio-dia, só encontrei o Rafa, que me relatou a história. A Ana estava num passeio à cavalo pelas redondezas. Ainda cheia de adrenalina que tinha acumulado para a subida do vulcão, ela não aguentou ficar esperando ou dormindo na pousada e preferiu fazer um programa alternativo. Algum tempo depois que cheguei, chegava ela vestida à carater, sobre um belo de um cavalo, num rápido galope. A história do Cotopaxi e da cavalgada, certamente ela vai contar com mais detalhes no seu post.

Junto com o guia Xavier, depois de um passeio à cavalo pela região do Cotopaxi (Equador)

Junto com o guia Xavier, depois de um passeio à cavalo pela região do Cotopaxi (Equador)


Com os três juntos novamente, já estávamos todos prontos para voltar à Quito para encontrar a Laura e finalmente nos reunirmos outra vez. E assim foi, não demorou muito para que estivéssemos todos juntos no Hotel Eugenia, no agitado bairro Mariscal, em Quito. Naquela noite, nossa última antes da tão aguardada e planejada viagem à Galápagos, nossos padrinhos nos deram um belo presente: um jantar no badalado e delicioso restaurante de frutos do mar Zazu. Ali, falamos todos de nossas respectivas aventuras passadas e, principalmente, daquela que nos esperava à partir de amanhã: o live aboard de 7 dias pelas ilhas de Galápagos e os mergulhos com raias-manta, tubarões-martelo e, o maior de todos os objetivos, o encontro com o tubarão-baleia. Galápagos, aí vamos nós!

Delicioso ceviche no restaurante Zazu, em quito, no Equador

Delicioso ceviche no restaurante Zazu, em quito, no Equador

Equador, Quito, Cotopaxi, Montanha, vulcão

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Mar do caribe e Oceano Atlântico

Barbados, Bridgetown, Bathsheba

Preparando-se para fazer snorkel ma maravilhosa Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados

Preparando-se para fazer snorkel ma maravilhosa Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados


Como em todas as ilhas caribenhas no leste do arquipélago, existem dois mares aqui em Barbados: o “cândido” Mar do Caribe e o “mighty” Oceno Atlântico. O primeiro é para relaxar, pegar uma praia, admirar a cor esmeralda. As costas sul e oeste estão voltadas para ele e são onde estão localizados os resorts, o porto e a capital. O segundo, esse é para se respeitar, ver de longe, onde apenas os mais corajosos se aventuram. A costa leste da ilha está voltada para ele. Uma costa acidentada, poucas praias, muitas pedras e falésias.

Chegando à Bathsheba, na costa leste de Barbados

Chegando à Bathsheba, na costa leste de Barbados


Nossa programação de hoje nos levou a esses dois mares, de belezas diferentes, mas igualmente encantadores. Começamos o dia seguindo a dica dos novos amigos, Rosa e Roberto, que conhecemos ontem. Fomos para Carlisle Bay, baía de águas calmas e areis claríssimas, já bem próxima da capital Bridgetown. Seria a mesma praia que a Ana teria tido sua aula de Stand-up Paddle, cancelada pela manhã pelo professor que temia a chuva e o vento.

Pesca com rede e casa sobre o mar na bela Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados

Pesca com rede e casa sobre o mar na bela Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados


Pronto para o snorkel em naufrágio em Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados

Pronto para o snorkel em naufrágio em Carlisle Bay, ao sul de Bridgetown, em Barbados


Pelo contrário, ao menos de manhã tivemos um belo sol e o vento não chegou a movimentar as águas da tranquila baía. A pouco mais de 100 metros da praia, justo quando o mar começa a ficar um pouco mais fundo, lá está um belo naufrágio ainda bem conservado, mas já tomado pela fauna e flora marinha. Profundidade não passando dos sete metros e água razoavelmente transparente faz desse naufrágio um local perfeito para snorkel ou mergulho.

Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados

Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados


Nós, felizes de economizar mais de 100 dólares cada um, tratamos de fazer snorkel, ao mesmo tempo em que um grupo fazia seu mergulho com garrafas. Primeiro fui eu, enquanto a Ana tomava seu sagrado sol na praia e tomava conta das nossas coisas. Ali fiquei uma boa meia hora, indo para o fundo, fotografando, explorando o naufrágio, nadando atrás dos peixes e cardumes, tirando a atenção dos mergulhadores.

Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados

Fazendo snorkel em naufrágio nas águas rasas de Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados


Peixes nadam na proteção de naufrágio em Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados

Peixes nadam na proteção de naufrágio em Carlisle Bay, perto de Bridgetown, capital de Barbados


Mais tarde foi a vez da Ana, sem máquina fotográfica, mas encontrando até uma tartaruga. Uma delícia de manhã, saudável e ensolarada no Mar do caribe, essa gigantesca piscina cuja beleza que impressiona até mesmo os astronautas que passam a mais de 200 km de altura. Alguns deles já disseram que, pelo menos lá de cima, esse é o mais belo mar da Terra.

Bela escultura comemorando o fim da escravidão, na estrada próxima à Bridgetown, capital de Barbados

Bela escultura comemorando o fim da escravidão, na estrada próxima à Bridgetown, capital de Barbados


Visto o Mar do Caribe, agora era a vez do Oceano Atlântico. Para isso, tínhamos de achar o início da estrada que nos levaria até lá. Bastou ficar olhando o mapa por alguns segundos que já apareceu um simpático casal de Barbados para nos dar todas as dicas e direções. E quando souberam que éramos brasileiros, até presente ganhamos. Pois é, pelo menos na nossa experiência, o povo daqui tem sido muito hospitaleiro.

A tri-centenária St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa atlântica de Barbados

A tri-centenária St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa atlântica de Barbados


E assim cruzamos o país de oeste à leste. Ainda antes de descer do lado de lá, no alto das encostas que caracterizam a costa leste da ilha, paramos na belíssima e tri-centenária St John’s Parish, uma igreja anglicana. Escolheram bem o local para sua igreja, esses britânicos. Dali se tem uma ampla e linda vista do Oceano Atlântico e da estreita e verdejante planície litorânea. Junte-se a isso a serenidade natural de uma igreja e tem´se deliciosos momentos de paz e contemplação lá encima. Perfeito!

Sob o belo órgão da igreja St. John, no caminho para Bathsheba, na costa atlântica de Barbados

Sob o belo órgão da igreja St. John, no caminho para Bathsheba, na costa atlântica de Barbados


Oceano Atlântico visto da St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa leste de Barbados

Oceano Atlântico visto da St John's Parish, no caminho para Bathsheba, na costa leste de Barbados


Lá embaixo, seguimos até a pequena cidade e praia de Bathsheba. Mar sempre agitado, apenas surfistas mais experientes estão dentro d’água. Afinal, mais do que areia, o chão é de pedras e corais. Mas, visualmente, a praia e toda a costa são muito bonitas, um ar selvagem, digno da fama de bad boy que o Oceano Atlântico tem por esses lados do nosso continente.

Praia rochosa e com muitas ondas em Bathsheba, na costa leste de Barbados

Praia rochosa e com muitas ondas em Bathsheba, na costa leste de Barbados


Pensativa, observando a praia e a chuva em Bathsheba, na costa leste de Barbados

Pensativa, observando a praia e a chuva em Bathsheba, na costa leste de Barbados


O tempo agora chuvoso e a fome que apertava o estômago acabaram de tirar qualquer intenção de entrar no mar. Ao contrário, seguimos diretamente par um tradicional restaurante dali, o “Round House”. Aí, com uma magnífica vista do oceano, almoçamos comida típica de Barbados, um delicioso filé de flying fish acompanhado de uma torta de macarrão com queijo. Hmmm!

Flying fish e torta de macarrão com queijo, comida típica de Barbados em Bathsheba, na costa leste da ilha

Flying fish e torta de macarrão com queijo, comida típica de Barbados em Bathsheba, na costa leste da ilha


Enfim, um ótimo dia de despedidas dessa pequena e movimentada ilha caribenha. Amanhã cedo voamos para Antigua e Barbuda, nação formada por duas ilhas no norte da cadeia de ilhas que pretendemos visitar nesse mês de Junho que começa amanhã. Depois de lá, sempre na direção sul, vamos pular de ilha em ilha até chegar aqui em Barbados novamente, para pegar nosso voo de volta aos Estados Unidos. Mas vai demorar! Felizmente, ainda temos mais um mês inteirinho de “Mares do Caribe” e “Oceanos Atlânticos” para explorar!

Passeio em Bathsheba, na costa leste de Barbados

Passeio em Bathsheba, na costa leste de Barbados

Barbados, Bridgetown, Bathsheba, Carlisle Bay, Mergulho, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Caminhando por Havana e Pela História

Cuba, Havana

Chegando à Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba

Chegando à Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba


Depois do café da manhã na deliciosa casa com pé direito alto da Margarita e de descobrirmos a dificuldade do uso da internet no país (só em grandes hotéis e na empresa estatal de comunicação), saímos dispostos a uma boa caminhada aqui em Vedado e depois, para o centro.

Visitando a Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba

Visitando a Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba


A primeira parada foi quase do lado de onde estamos, na Necrópolis Cristóval Colón, o maior e mais tradicional cemitério de Havana. Entre os mais de um milhão de túmulos, muitos dos quais ornados com esculturas clássicas e mausoléus, alguns nos interessavam mais. O cemitério já tem mais de 150 anos de uso, uma verdadeira cidade dentro de Havana. Logo na entrada, o imponente túmulo do General Máximo Gomez, um dos heróis da guerra de independência, no final do séc XIX. Ali perto também, o túmulo de Amélia Goyri, uma moça que morreu junto com seu bebê na hora do parto. Foram enterrados juntos e, alguns anos depois, quando o túmulo foi exumado, o bebê foi encontrado em seus braços. O marido ficou meio doido com isso, mas o fato é que ela acabou se tornando uma fonte de milagres e seu túmulo é o mais visitado pelos cubanos em busca de alguma dádiva.

Agradecimentos aos milagres de Amelia Goyri, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba

Agradecimentos aos milagres de Amelia Goyri, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba


Túmulo de Eduardo Chibas, o fundador do Partido Ortodoxo e onde Fidel fez seu primeiro grande discurso, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba

Túmulo de Eduardo Chibas, o fundador do Partido Ortodoxo e onde Fidel fez seu primeiro grande discurso, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba


Mas o túmulo que mais me interessava, curioso que sou sobre os anos que antecederam à revolução, era o de Eduardo Chibás. Ele foi o fundador do Partido Ortodoxo, onde militava um jovem e idealista advogado, Fidel Castro. Chibás fazia uma incansável campanha contra a corrupção que assolava o país, mas mesmo ele acabou perdendo suas esperanças. Num derradeiro golpe em sua cruzada, ele se suicidou ao vivo, durante um popular programa radiofônico. Seu enterro mobilizou multidões e foi sobre a sua lápide, logo após abaixarem o caixão, que o jovem advogado fez o primeiro de seus inflamados discursos que se tornariam sua marca pessoal ao longo das décadas seguintes. Estávamos em 1951 e, não tivessem sido as próximas eleições canceladas pelo golpe militar dado por Fulgêncio batista, certamente teria sido Fidel um dos mais votados deputados. Dois anos mais tarde viria o famoso e fracassado ataque ao quartel de Moncada, liderado pelo já rebelde Fidel, a prisão, o exílio no México e o retorno com mais tropas para formar a guerrilha que, após anos de luta, chegou ao poder no início de 59. Histórias que pretendo contar ao longo da estadia aqui em Cuba...

Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba

Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba


Monumento ao heroi da independência josé Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba

Monumento ao heroi da independência josé Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba


Bom, após prestar minhas homenagens a Chibás, deixamos a Necrópolis e seguimos caminhando até a mais emblemática praça da capital cubana, a Plaza de La Revolución. É um enorme espaço vazio para acomodar as milhares de pessoas que ali se reuniam para os grandes eventos comemorativos do sucesso da revolução cubana, que invariavelmente contavam com um dos longos discursos de Fidel, pelo menos até ele adoecer. No entorno da praça, o monumental obelisco em honra a José Martí, poeta, intelectual e herói da guerra de independência no final do séc XIX. Do outro lado, as enormes figuras de dois outros heróis, mais recentes: Che Guevara e Camilo Cienfuegos, os principais comandantes de Fidel durante a revolução e que acabaram ficando ainda mais populares que seu chefe, pelo menos entre os cubanos. Ambos mortos prematuramente, tornaram-se ícones pelo mundo e peça de propaganda constante dentro do país.

Plaza de la Revolución, com os herois Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em Havana - Cuba

Plaza de la Revolución, com os herois Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em Havana - Cuba


Entrada do famoso hotel Habana Libre, em Havana - Cuba

Entrada do famoso hotel Habana Libre, em Havana - Cuba


Continuamos nossa longa caminhada por Havana seguindo em direção ao centro. No caminho, alguns dos ícones dessa incrível cidade: os hotéis Habana Libre e Nacional, o incomparável Malecón e a mais incrível coleção de carros antigos ainda em atividade, digna de emocionar nossos pais e avós.

Fotos históricas da chegada dos guerrilheiros ao saguão do Hotel Habana Libre, em Havana - Cuba

Fotos históricas da chegada dos guerrilheiros ao saguão do Hotel Habana Libre, em Havana - Cuba


O famoso Hotel Nacional, em Havana - Cuba

O famoso Hotel Nacional, em Havana - Cuba


O Hotel Habana Libre era o mais novo e elegante hotel nos anos finais do regime de Batista. Com o ditador da fora do país e a revolução triunfantes, os guerrilheiros foram recebidos em festa nas ruas da cidade e se acomodaram neste hotel onde, por um bom tempo, funcionou a sede do novo governo. Nacionalizado, o hotel foi rebatizado com o nome que ainda tem hoje, reconhecido de longe pelo enorme mural que tem em sua parte exterior. Ali perto, já na beira do mar e do Malecón, está o imponente Hotel Nacional. Endereço mais chique da cidade na década de 30, passou por um longo período de decadência após a revolução, mas foi renovado recentemente. Além da vista magnífica para o mar em seus jardins, lá estão também os canhões espanhóis que lutaram contra os americanos durante a guerra hispano-americana do final do séc XIX. Tomar um morrito em seus jardins com essa vista é programa obrigatório para quem vem à Cuba!

Os famosos carros antigos de Cuba (em Havana)

Os famosos carros antigos de Cuba (em Havana)


Os incríveis carros antigos em Havana - Cuba

Os incríveis carros antigos em Havana - Cuba


Assim que os revolucionários chegaram ao poder começaram as medidas de reforma agrária e nacionalização de empresas. Os grandes afetados por essas medidas foram exatamente as empresas americanas, então donas da maior parcela de terras do país e também das empresas dos setores de energia, telecomunicação, petróleo, entre outros. As relações com os Estados Unidos se deterioraram rapidamente, onde os poderosos lobbies logo começaram a atuar para desestabilizar o novo regime. Novas exportações para Cuba foram proibidas e é por isso que, ainda hoje, boa parte dos carros que rodam pelo país ainda são os carros que rodavam naquela época. Para quem gosta de carros, andar por Cuba e principalmente pelas ruas de Havana é uma verdadeira visita ao passado, às décadas de 50 e 40. Como o país passou mais de 20 anos sem importar novos carros, os cubanos tiveram que se virar com os que já tinham, tratando de conservá-los e mantê-los andando da maneira que tinham, improvisando peças de reposição. Na década de 80, uma nova onda de carros chegou, vindos da antiga União Soviética. Assim, Fords 48 e Chevrolets 56 dividem as ruas com Ladas 81 e Nivas 85. Uma paisagem surreal! Agora, nos últimos anos, chegaram alguns carros europeus e também os chineses, que ninguém sabe o nome, mas com uma aparência moderna. O cenário nas ruas ficou ainda mais variado. Mas, uma coisa é certa: os que melhor combinam com a arquitetura do centro da cidade são as banheiras americanas de 60 anos atrás. Para a gente se achar em um antigo filme de Hollywood, só faltava ser tudo em preto e branco!

Trânsito na famosa avenida Malecón, em Havana - Cuba

Trânsito na famosa avenida Malecón, em Havana - Cuba


Observando a orla ao longo do Malecón em Havana - Cuba

Observando a orla ao longo do Malecón em Havana - Cuba


Esse cenário dos carros e prédios antigos só perde para o do Malecón, ali em frente ao Hotel Nacional. Os carros antigos ainda estão lá, mas o fundo dos prédios antigos é substituído pela orla marítima com a imponente Fortaleza de San Carlos bem ao fundo, no alto de um promontório. Também chama a atenção a torre do Capitólio, réplica do congresso americano em pleno coração de Havana. Caminhar pelo longo calçadão do Malecón é um dos programas prediletos de cubanos e estrangeiros em Havana. O espaço também é disputado por pescadores e artistas solitários, que buscam no belo e tradicional cenário inspiração para a sua arte, ao mesmo tempo que servem de motivo para fotografias. A melhor hora para essa caminhada é no final de tarde, quando a avenida está mais cheia e a luz mais bonita.

Tarde ensolarada no Malecón, em Havana - Cuba

Tarde ensolarada no Malecón, em Havana - Cuba


Inspirando-se no Malecón para fazer música (em Havana - Cuba)

Inspirando-se no Malecón para fazer música (em Havana - Cuba)


Aproveitamos esses belos momentos e, depois de tanto caminhar, nos rendemos a um táxi para chegar mais rápido ao centro, na região do Capitólio, onde não havíamos estado ontem. Nova oportunidade de caminhar pelas ruas charmosas e decadentes do centro da capital e conhecer todos os tipos de pessoas, dos simpáticos e interessantes aos chatos e exploradores. Havana é um prato cheio para fotógrafos, oportunidades para todos os lados e todos os assuntos: arquitetura, pessoas, cores, sombras, detalhes, etc... Difícil mesmo é escolher as fotos depois, entre tantas boas imagens.

Moradias no centro de Havana - Cuba

Moradias no centro de Havana - Cuba


Rua movimentada no centro de Havana - Cuba

Rua movimentada no centro de Havana - Cuba


A noite caiu e nós seguimos para a Fortaleza de San Carlos para ter a visão noturna da cidade, assistir à cerimônia do canhonaço e aprender um pouco mais de história. Aí contratamos uma amável e curiosa guia que nos levou rapidamente pela fortaleza, contando rapidamente trechos da história cubana pré-independência, as guerras de independência e todo o processo da revolução. A pressa era porque queríamos estar a postos na hora da cerimônia do tiro de canhão, ou canhonaço, uma réplica do que se fazia na época dos espanhóis, em finais do séc XVIII, quando o tiro de canhãp significava o fechamento das portas da cidade. Hoje a cerimônia é feita diariamente, com soldados vestidos a caráter (caráter de 200 anos atrás!), para a alegria dos turistas, sempre às nove da noite. Para quem vai, o bônus é a visão noturna de Havana logo ali em frente. E para quem paga um dólar a mais para ficar no “camarote” (nosso caso!), ainda ganha outro bônus: um morrito para assistir à cerimônia e ao canhonaço em grande estilo.

Chegando à Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Chegando à Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


Nossa guia na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Nossa guia na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


Essa gigantesca fortaleza, uma das maiores construídas pela Espanha no novo mundo, custou tanto aos cofres reais que o rei espanhol da época tentou vê-la com uma luneta desde Madrid. Disse que, para ter custado tanto, deveria ser muito alta! Ela ficou pronta um pouco tarde. Poucos anos antes a Inglaterra havia atacado e conquistado a cidade, onde permaneceram por vários meses. Só saíram depois de muitas negociações, o que incluiu, entre outras coisas, a barganha pelo estado americano da Flórida, que até então era espanhol. Vem daí o envolvimento histórico entre EUA e Cuba, quase sempre tão danoso ao país caribenho. Com a consolidação da independência americana duas décadas mais tarde, todo o comércio que se fazia com a Jamaica (açúcar!), então colônia britânica, foi suspenso. Foi o açúcar cubano que substituiu o jamaicano e já na primeira metade do séc XIX a cotrrente de comércio entre Cuba e EUA já era maior até que com a metrópole Espanha.

Visão noturna de Havana - Cuba, do alto da Fortaleza de San Carlos

Visão noturna de Havana - Cuba, do alto da Fortaleza de San Carlos


Guarda vestido para a cerimônia do 'canhonaço', na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba

Guarda vestido para a cerimônia do "canhonaço", na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba


Isso explica o fato de que, quando o grande general da independência latino-americana Simón Bolívar quis liberar Cuba também, os EUA disseram que “ali não!”. Tinham outros planos para a ilha... Por duas vezes tentaram comprá-la dos espanhóis, mas a decadente ex-potência europeia se negou a fazer negócio. Bom, se não fosse por bem, seria por mal, mas isso já é uma outra história. Vem no próximo post...

Interagindo com os cidadãos de Havana - Cuba

Interagindo com os cidadãos de Havana - Cuba

Cuba, Havana,

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

De Cara Limpa no Texas Alemão

Estados Unidos, Texas, Fredericksburg

De cara limpa após sessão em barbearia de Fredericksburg, no Texas, nos Estados Unidos

De cara limpa após sessão em barbearia de Fredericksburg, no Texas, nos Estados Unidos


No início das nossas viagens pelos Estados Unidos, em Abril do ano passado, passamos rapidamente pelo Texas, o maior estado americano depois do Alaska. Foi uma passagem rápida, de raspão, lá pela ponta norte. Já contava nas nossas estatísticas, mas na prática, nem valia. Só tínhamos visto o estado pelas janelas da Fiona. Agora, chegou a hora de olhar um pouco mais de perto e com mais calma. Escolhemos o Texas para ser nosso último estado nessa passagem pelo Tio Sam. Daqui, bye bye, voltamos para o México e para o mundo latino.

Entardecer nas intermináveis planícies do Texas, nos Estados Unidos

Entardecer nas intermináveis planícies do Texas, nos Estados Unidos


O que lembrávamos daquela rápida passagem eram as intermináveis planícies e as longas retas na estrada. Assim, não foi difícil reconhecer o estado assim que entramos nele, as mesmas retas infinitas. Uma curiosidade: pelos mais de quarenta estados que passamos por no país, é aqui que o limite de velocidade é o mais alto. São 80 milhas, praticamente 130 quilômetros por hora. Jogue encima disso aquelas 10 milhas que os guardas dão de folga e podemos voar por aqui. Acho que é a maneira que encontraram para as retas passarem mais rápido...

Igreja de Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos

Igreja de Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos


Nossa viagem era até Austin, a capital do estado. Mas no caminho, paramos também em Fredericksburg, a cidade que nos pareceu mais interessante na nossa rota. Apesar dos 1000dias serem “apenas” nas Américas, a gente se sente bem perto da Europa também, quase como se ela fizesse parte do caminho. Afinal, Portugal está presente no Brasil e a Espanha em toda a América Latina. A Inglaterra está em várias ilhas do Caribe além, é claro, de EUA e Canadá. A França também se faz presente no Caribe, na nossa vizinha Guiana Francesa, e em parte do Canadá. Aliás, no Caribe também estão presentes dinamarqueses e suecos (pouca gente sabe disso...), sem esquecer dos holandeses (Suriname e ilhotas do Caribe). Enfim, praticamente toda a Europa ocidental. Dos grandes países, faltam Itália e Alemanha.

A influência alemã continua forte em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos

A influência alemã continua forte em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos


Faltam mesmo? Nem tanto. Italianos são tem muito bom gosto e sabem viver a vida. São donos de centenas de pousadas espalhadas em paraísos ao longo da costa do continente. Desde Jericoacoara ou Búzios até o México e Caribe. Sem falar dos restaurantes, que estão presentes em todo o continente. E os alemães? Bem, esses não têm muitos restaurantes ou pousadas. Mas eles fundam cidades inteiras! Em lugares insólitos como o interior do Brasil (Blumenau), do Chile, do Paraguay (Filadelfia) e também do Texas!

Uma deliciosa padaria alemã em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos

Uma deliciosa padaria alemã em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos


O nome da cidade é uma homenagem ao famoso príncipe da Prússia e ela foi fundada e colonizada por alemães que fugiam das convulsões sociais que atormentavam a sua terra natal no meio do século XIX. Por aqui, mantiveram seus costumes, arquitetura e comida. Até a língua foi mantida, pelo menos durante as primeiras gerações. Hoje, caminhando pela cidade, é fácil ver sinais escritos em alemão, além de boas padarias, deliciosos apfel strudels e igrejas que parecem saídas da Baviera. Foi uma excelente ideia ter parado por lá e nossos estômagos agradecem!

Luta contra o controle de armas em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos

Luta contra o controle de armas em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos


Além disso, o que vimos também foi uma tradicional barbearia. Justamente o que eu estava procurando faz tempo. O simpático descendente direto de alemães, ainda com seu sotaque característico, me deixou de cara limpa, enquanto a Ana se divertia com os cartazes espalhados pela loja que defendiam o direito de carregar armas. Essa é uma questão sensível aqui no Texas, um estado conservador. Com a exceção de Austin, que parece ser de outro estado, apesar de ser a capital do Texas, um plebiscito aqui certamente teria como resultado a total liberdade de portar armas. Uma cultura que vem desde a época da guerra de independência do México. Todos assuntos muito interessantes que certamente tratarei nos posts durante a nossa estadia por aqui. Por hora, de cara limpa e cabeça leve, rumo à Austin!

Pronto para fazer barba e cabelo em barbearia tradicional de Fredericksburg, no Texas, nos Estados Unidos

Pronto para fazer barba e cabelo em barbearia tradicional de Fredericksburg, no Texas, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Texas, Fredericksburg,

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Garopaba e a Praia do Rosa

Brasil, Santa Catarina, Garopaba

Praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


No final da década de 80 e início da década de 90, justamente quando eu vivia a minha fase universitária, Garopaba estava explodindo para o turismo. Para nós, jovens da época, não poderia haver melhor lugar para se passar o carnaval ou o réveillon. Estudantes e mochileiros cariocas, paulistas, paranaenses e principalmente gaúchos tinham um encontro marcado por lá a cada verão. Mas não era exatamente em Garopaba. No município, mas não na cidade. Íamos todos, diretamente, para a Praia da Ferrugem. Como nas praias do litoral norte de São Paulo, cada praia dessa região é semiautônoma, tem vida própria, uma pequena vila, mercado, farmácia, bares, etc... Assim, como muita gente vai para Maresias ou Juqueí e nunca coloca os pés no centro de São Sebastião, nós também íamos para a Ferrugem sem nunca conhecer o centro de Garopaba.


Mapa da Praia do Rosa mostrando a Lagoa do Meio (que divide a praia) e as trilhas para a Praia da Luz, ao sul, e praias Vermelha e do Ouvidor, para o norte (litoral sul de Santa Catarina)

Mapa da Praia do Rosa mostrando a Lagoa do Meio (que divide a praia) e as trilhas para a Praia da Luz, ao sul, e praias Vermelha e do Ouvidor, para o norte (litoral sul de Santa Catarina)


Era o paraíso na Terra, pelo menos para nós. Pousadas e casas não eram muito confortáveis, mas a praia era linda, o mar tinha ondas e, o melhor de tudo, lá estava a maior concentração de mulheres bonitas por metro quadrado que já havíamos visto. Durante o dia, então, quando muitos dos homens passavam o dia surfando, para quem ficava na areia da praia, até parecia um harém de filme de Hollywood. A noite também era fantástica: vários bares na sequência, todos com boa música e nenhum cobrando entrada. Passávamos de um a outro durante toda a madrugada. Doces lembranças!

Dia de muito sol na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Dia de muito sol na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Ponta norte da Praia do Rosa, no litoral sul de Santa Catarina

Ponta norte da Praia do Rosa, no litoral sul de Santa Catarina


Pois bem... economista que sou, sabia que algo assim não poderia durar. Tudo tende ao equilíbrio, se não houver imperfeições no mercado. Aos poucos, mais gente veio chegando, os bares começaram a cobrar e as enormes filas de carro para se chegar até o centro da Ferrugem começaram a afastar os antigos frequentadores. Quando voltei para cá já no final da década de 90, o melhor já havia passado, embora ainda continuasse muito bom.

Admirando a famosa Praia do Rosa, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Admirando a famosa Praia do Rosa, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Surf na Praia do Rosa, no litoral sul de Santa Catarina

Surf na Praia do Rosa, no litoral sul de Santa Catarina


Pois bem, a estrela da época era mesmo a ferrugem, mas uma outra praia atraia cada vez mais pessoas também. Era a Praia do Rosa, um pouco mais ao sul. Primeiro, foram os hippies, depois os surfistas, depois os antenados, seguidos pelos bacanas. Com uma paisagem ainda mais bela que a Ferrugem, a praia espremida entre o mar e um morro coberto de mata, o desenvolvimento urbano da Praia do rosa foi completamente distinto da Ferrugem. Aí se instalaram belíssimas pousadas, restaurantes de altíssimo nível e o centro da vila ficou longe do mar, separado dela pelo morro. A mata foi mantida no lugar, na medida do possível, e a Praia do rosa tornou-se um dos lugares mais charmosos de todo o litoral brasileiro.

Céu azul na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Céu azul na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Aula de surf na Praia do rosa, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Aula de surf na Praia do rosa, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Felizes daqueles que compraram terrenos por lá naquele início de desenvolvimento. Deram-se muito bem! Na minha fase estudantil, sempre preferi ficar na Ferrugem, atrás do agito e das festas. Mas sempre caminhava até aquela praia distante, quase exótica. Pelo menos uma vez por temporada. Depois, quando voltei já na virada da década, o Rosa já era famoso, atraindo a classe média alta paulistana e gaúcha todo final de ano.

Standup paddle na Lagoa do Meio, na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Standup paddle na Lagoa do Meio, na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Surfistas voltam remando para casa na Lagoa do Meio, na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Surfistas voltam remando para casa na Lagoa do Meio, na Praia do Rosa, Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Pois bem, para mim e para os que frequentavam a Ferrugem no início dos anos 90, o Rosa sempre foi uma praia de Garopaba. Mas não era. Na verdade, ela já está localizada no próximo município, Imbituba. Aqui também funciona aquela regra: quase todo mundo que vai ou já foi para o Rosa nunca colocou os pés na sede do município. O Rosa também é “semiautônomo”. Aliás, antes que eu me esqueça, o nome da praia vem do sobrenome do antigo proprietário da fazenda que ocupava toda a área. Os turistas pioneiros que descobriram esse paraíso, para chegar até a praia, tinha de pedir permissão ao Sr. Rosa para passar por sua fazenda.

Praia do Rosa vista do alto do morro na parte sul, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Praia do Rosa vista do alto do morro na parte sul, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Trilha entre a Praia do Rosa e a Praia da Luz, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Trilha entre a Praia do Rosa e a Praia da Luz, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Enfim, chega de passado e vamos ao presente. Em pleno 2014, pelo menos para o meu gosto, já não há dúvidas sobre qual a melhor praia da região para se veranear. Viemos direto para o Rosa que, apesar de ser em Imbituba, virou nossa base para passear na região de Garopaba. Ainda acompanhados do João Pedro e da Bruna, aproveitando a temporada pós-carnaval, encontramos um belo lugar para ficarmos. Bom preço, estrategicamente colocado entre a vila e o mar. Podemos caminhar para os dois, uma para cada lado. E, quase no alto do morro, com uma belíssima vista do mar.

Quase no final da trilha, chegando à Praia da Luz e Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Quase no final da trilha, chegando à Praia da Luz e Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


O joão Pedro quase no final da trilha, chegando à Praia da Luz e Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

O joão Pedro quase no final da trilha, chegando à Praia da Luz e Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Chegamos no dia 6, de tarde, vindos lá de Laguna, e ainda tivemos tempo de um bom mergulho no mar e na lagoa. Para quem ainda não conhece o Rosa, quase no meio da faixa de areia (que deve ter algo próximo aos 3 km de extensão) tem uma lagoa de água salobra que divide o Rosa em Rosa Sul e Rosa Norte. A lagoa é ótima para nos limparmos da água salgada ou para praticarmos stand-up paddle, o esporte da moda. A água do mar chega até aí apenas nas marés mais cheias e a lagoa é quase sempre mais quentinha e tranquila que o mar.

Barra da lagoa na praia de Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Barra da lagoa na praia de Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Standup paddle em família na praia de Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Standup paddle em família na praia de Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


A parte sul da praia é mais desenvolvida, com alguns bares na beira da areia. Para o norte, a gente tem a sensação de se afastar da civilização. Por aí segue o caminho para a deserta Praia Vermelha (atrás do morro) e, bem mais adiante, a Ferrugem de Garopaba. Eu e a Ana vamos fazer essa caminhada amanhã ou depois, dependendo do tempo. Para o sul, depois do morro, estão as praias da Luz e de Ibiraquera, na boca da lagoa tão conhecida pelos amantes do kite surf.

O delicioso e tradicional restaurante Tartaruga, na praia de Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

O delicioso e tradicional restaurante Tartaruga, na praia de Ibiraquera, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Pesca solitária na Praia da Luz, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina

Pesca solitária na Praia da Luz, em Imbituba, litoral sul de Santa Catarina


Foi para lá que seguimos ontem, na companhia do João e da Bruna. Caminhada tranquila e agradável, uma meia hora, talvez. No alto do morro, caminhamos por pastos e por uma mata e logo temos a impressionante visão das praias abaixo. Lindas! A praia da Luz é mais vazia, mas o movimento aumenta novamente em Ibiraquera. Atravessar a boca da lagoa para o outro lado é uma diversão. Água no pescoço, todo o cuidado para não molhar a máquina fotográfica ou carteira. Sempre há a possibilidade de se pagar um barquinho, mas quando vemos até cães fazendo a travessia, é difícil não tentarmos também.

Despedida do João Pedro e da Bruna em lanchonete da rodoviária de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Despedida do João Pedro e da Bruna em lanchonete da rodoviária de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Do alto da igreja, visão da praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Do alto da igreja, visão da praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


O esforço vale a pena, pois do outro lado está o tradicional e delicioso restaurante Tartaruga. Peixes, pastéis de lamber o beiço e cerveja gelada. Realmente, um programão para quem está hospedado no Rosa, tanto a caminhada como o restaurante. Depois, para quem chegou lá a pé, não tem remédio: tem de voltar pelo mesmo caminho. Com a luz de fim de tarde, tudo ganha novos ares e cores. E depois, já no alto do morro, a vista passa a ser a da Praia do Rosa, uma das mais famosas e belas do país. Vale a pena!

Praça em frente à praia no centro de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Praça em frente à praia no centro de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Praça no centro histórico de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Praça no centro histórico de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Hoje, chegou o dia da despedida do meu sobrinho e sua namorada. Eles seguiriam de ônibus para Florianópolis e Curitiba, onde estuda a Bruna. Então, fomos levá-los à rodoviária, no centro da cidade. Pois é, quem diria, depois de tanto tempo fui conhecer a cidade de Garopaba! Já estava mais do que na hora! Tempo nublado, mas não tinha problema; deixamos os dois, ficamos mais uma vez sós nos nossos 1000dias e seguimos para o centro histórico.

Escadaria da igreja em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Escadaria da igreja em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Igreja histórica de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Igreja histórica de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Garopaba já consta nos mapas há 500 anos, uma enseada segura para se proteger de tempestades e mares violentos. Mas os índios foram deixados em paz por outros 200 anos até que, no início do séc. XVIII, começou a ocupação. Mas o desenvolvimento só veio no início do século XX. Infelizmente, o motor do progresso foi a pesca da baleia, algo muito comum aqui no litoral de Santa Catarina. Essa costa sempre atraiu as baleias francas e elas quase foram extintas com a perseguição impiedosa. Na época, o seu óleo valia ouro e movia a economia de cidades e estados. Garopaba era mais uma cidade nesse circuito.

Casa centenária em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Casa centenária em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Dia nublado na praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Dia nublado na praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Felizmente, já há meio século isso parou. Hoje, a principal força econômica vem mesmo do turismo. E, ironicamente, as baleias também tem seu papel nessa atividade. Muitos vêm para cá para avistar as baleias francas. Mas a maioria continua vindo mesmo é atrás das belas praias: a já tradicional Ferrugem, o Rosa e outras como a Silveira e o Siriú, que pretendo conhecer nos próximos dias. Mas hoje, o que queria mesmo era sanar uma deficiência do meu passado: conhecer o centro da cidade cujo nome me traz tão boas lembranças.

Momento de descontração e alegria no centro de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Momento de descontração e alegria no centro de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Dia nublado na praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Dia nublado na praia central de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


E assim foi. Subimos até a histórica igreja de São Joaquim, no alto do morro, de onde se tem uma visão ampla da cidade e da tal enseada que protegia os navios. Passeamos na praça em frente à praia e nos refestelamos com um sorvete da sorveteria local. Caminhamos pela praia cheia de pequenos barcos ancorados quando a chuva rala deu um tempo. Muito gostoso o passeio, algo que recomendo e que já deveria ter feito 20 anos atrás! Aposto que não mudou quase nada por aqui!

Jantando em famoso restaurante de comida oriental na Praia do Rosa, litoral sul de Santa Catarina

Jantando em famoso restaurante de comida oriental na Praia do Rosa, litoral sul de Santa Catarina


Jantando em famoso restaurante de comida oriental na Praia do Rosa, litoral sul de Santa Catarina

Jantando em famoso restaurante de comida oriental na Praia do Rosa, litoral sul de Santa Catarina


De alma e consciência saciadas, voltamos para o Rosa. De noite, foi o momento de irmos atrás de outra das grandes atrações dessa praia famosa: sua culinária. Para quem quiser, sempre é possível encontrar comida mais barata. Mas já que veio até aqui, recomendo que, pelo menos uma vez, faça um investimento em seu prazer e entre em algum dos ótimos (e caros!) restaurantes da vila. Foi o que fizemos! Talvez no mais famoso restaurante do Rosa, que serve comidas orientais, nós nos esbaldamos. Valeu cada centavo! O jantar nos fez entender ainda mais porque a Praia do Rosa continua atraindo gente bacana dos quatro cantos do país. O turismo culinário, assim como o óleo de baleia um século atrás, vale ouro!

Jantando em famoso restaurante de comida oriental na Praia do Rosa, litoral sul de Santa Catarina

Jantando em famoso restaurante de comida oriental na Praia do Rosa, litoral sul de Santa Catarina

Brasil, Santa Catarina, Garopaba, Imbituba, Praia, Praia do Rosa

Veja mais posts sobre Imbituba

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Página 897 de 161
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet