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Parada para fotos em um rio maravilhoso no caminho entre Bariloche e San Martín de Los Andes, na Argentina
Nesse nosso primeiro dia de explorações por essa belíssima região da Argentina, resolvemos percorrer de carro uma das estradas que liga Bariloche à San Martín de Los Andes, no norte. Digo “uma das estradas” por que são várias as rotas que ligam essas duas cidades, algumas mais rápidas, outras nem tanto, algumas mais curtas, outras nem tanto. A mais famosa e cênica delas é a chamada “Ruta de los Siete Lagos”, exatamente por que passamos por vários lagos ao lado da estrada. Esse será nosso caminho de volta, ao longo dos próximos dias. Hoje resolvemos seguir por uma das estradas mais a leste. Por aí segue a principal rota entre as duas cidades, já toda asfaltada, embora seja mais longa. Nós pegamos apenas o início dessa estrada e, um pouco à frente, tomamos um desvio de rípio que corta o belíssimo Parque Nacional Lanin, em meio a lagos e rios. É um caminho mais curto, porém muito mais demorado e empoeirado. Mas já que estamos de Fiona, não temos nada a temer!
Paisagem do Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Ainda antes de sairmos de Bariloche, nos armamos de um lanche até de uma garrafa de vinho. A ideia era passar o dia na estrada, parar em lagos e rios e encontrar um bom lugar para fazer um piquenique. Chegaríamos à San Martín apenas no final do dia, que como vocês já sabem, é bem tarde por aqui nessa época do ano. Depois das compras e da conversa no Club Andino para obtermos mapas e informações, já era quase meio dia quando partimos. Não faz mal, ainda tínhamos umas oito boas horas de luz pela frente!
Estrada que atravessa o parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Estrada que atravessa o Parque Lanin, na região de San Martín de Los Andes, na Argentina
O primeiro trecho da viagem foi rápido, sempre no asfalto e contornando o lago Nahuel Huapi, onde está Bariloche. Apenas uma parada aqui ou ali para admirar e tirar fotos do lago e da cidade que ficava para trás. Depois, a bifurcação de estrada aonde chega o tal caminho dos 7 Lagos, por onde voltaremos em dois dias. Por fim, o asfalto continua até o ponto onde pegamos o “atalho” de rípio. Boa parte do movimento de carros segue pelo asfalto, pouca gente animada em enfrentar a estrada empoeirada. “Rípio” é uma espécie de estrada de terra encascalhada que é muito comum aqui na região andina, tanto no lado argentino como chileno. Certamente, ao longo dos próximos meses, vamos ter de enfrentar muitas centenas de quilômetros nesse tipo de piso, então é bom já irmos acostumando! Tanto nós como a Fiona!
Uma belíssima curva de rio na região de Bariloche, na Argentina
Rio de águas azuis, transparentes e geladas na região de Bariloche, na Argentina
Já no rípio, a estrada bifurca novamente. Em frente para a pequena Villa Trafull, nosso destino em dois dias. Para o norte, o caminho que pegamos hoje, rumo à San Martín. Agora já estamos em pleno Parque Nacional Lanin e a beleza do cenário que nos cerca não deixa nenhuma dúvida sobre o porquê dessa região ser protegida. Cruzamos montanhas e descemos vales. Do alto das primeiras temos uma visão panorâmica de toda a região, no fundo dos últimos cruzamos com rios e lagos cuja água são de um azul inacreditável, transparentes e puros. E gelados! Essa água é constantemente abastecida pelo degelo da neve das grandes montanhas andinas justo ali do lado, seja inverno, seja verão.
Rios azuis e montanhas ao fundo, paisagem patagônica na região de Bariloche, na Argentina
Parada para fotos em um rio maravilhoso no caminho entre Bariloche e San Martín de Los Andes, na Argentina
Os rios são realmente verdadeiros cartões postais. Essa é uma das melhores regiões do mundo para se praticar a “fly fish”, ou pescaria de mosca. É aquele tipo de pesca em que o pescador usa grandes botas e roupa a prova d’água, entra no rio e atira sua isca apenas na superfície da água. A isca tem o formato de mosca, o prato predileto dos peixes. Vimos muito isso no Alaska, onde os pescadores dividiam o rio com ursos. Aqui na Patagônia andina essa modalidade de pesca também é bem popular e muitos americanos e canadenses viajam para cá apenas para fazer isso. Eu não sou muito de pesca, mas só de ficar num cenário maravilhoso desse o dia inteiro já está valendo a pena!
Um rio que mais parece um cartão postal, no Parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Um rio que mais parece um cartão postal, no Parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Nós encontramos uma curva de rio perfeita para esse tipo de pesca, onde as águas ficam um pouco mais paradas. Perfeita para a pesca e perfeita para fotos e admiração. Agora na primavera fica tudo ainda mais bonito, pois os campos e cabeceiras de estradas se cobrem de flores brancas e amarelas. Misture essas cores com o verde dos bosques e o azul do céu e dos rios e terá a receita para a foto perfeita!
Época de primavera, muitas flores na região de Bariloche, na Argentina
Lago Lacar, chegando a San Martín de Los Andes, na Argentina
Bom, depois dos rios, vieram os lagos. Alguns mais esverdeados, outros mais azulados, são como grandes espelhos refletindo as montanhas ao seu redor. Passamos por alguns menores e outros maiores e até resolvemos pegar um desvio para seguir até um dos mais belos da região, o Filo Hua Hum. Ao chegar pelo alto e admirar suas margens, praias e entorno, logo decidimos: aí seria nosso piquenique. Por estar fora da rota principal, o lago é um dos menos visitados e ali teríamos toda a tranquilidade desejada. Seus únicos frequentadores são os pescadores de mosca que, reconheço, sabem bem escolher um lugar!
Lago espelhado na região de Bariloche, na Argentina
Chegando ao lago Fila Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Praia do lago Fila Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Descemos com o carro até perto do lago, deixamos ele num camping e caminhamos um pouco para encontrar uma praia. Aí estendemos nossas cangas e, inspirados pelo cenário, tratamos de abrir nossa garrafa de vinho e os queijos que havíamos trazido. Depois, foi só relaxar e curtir...
Caminhando em praia do lago Fila Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Abrindo um vinho em praia do lago Filo Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A Rowan toma um vinho em praia do lago Filo Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Talvez animada pelo vinho e já acostumada pelas temperaturas das highlands escocesas, a Rowan não titubeou. Colocou seu maiô e foi enfrentar as águas geladas do lago. A Ana não deixou por menos e entrou também. E eu fiquei me prometendo, e a elas também, que seria o próximo a dar um mergulho. Mas enrolei, enrolei e acabei preferindo ficar seco e quentinho na praia mesmo. Enquanto isso, elas nadaram e se reenergizaram naquelas águas quase sagradas. Bem fizeram elas e se arrependimento matassem não estava aqui escrevendo essas linhas, hehehe.
A Rowan entra nas águas geladas do lago Fila Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A Ana e a Rowan nadam no lago Fila Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
A Ana nas águas geladas do lago Fila Hua Hum, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Pouco mais de uma hora de deleite e estava na hora de voltarmos à estrada. Dirigimos de volta à nossa estrada de rípio original e rumamos para o norte, agora passando pelo lago Meliquina, mais inspiração para muitas fotos. Muitas fotos e curvas depois e chegávamos ao último lago do dia, o Lacar, justamente onde está San Martín de Los Andes, bem na seu extremo oriental. De longe já vimos a pequena cidade de 25 mil habitantes, uma espécie de Bariloche de antigamente, espremida entre o lago e as montanhas verdes atrás. Na baía, muitos barcos e veleiros. Esse era o nosso destino de hoje depois de um dia tão prazeroso de estradas e tantos lagos...
O belo cenário do lago Meliquina, no parque Lanin, região de San Martín de Los Andes, na Argentina
Chegando à San Martín de Los Andes, na Argentina
Encontro com os colombianos Jprge e Meli, em Anchorage, no Alaska
Aproveitamos o dia de chuva hoje aqui em Anchorage no quarto do quentinho do nosso hotel para tentar colocar as coisas em dia. Não só as fotos e posts, eternamente atrasados, mas também os nossos planos para as próximas semanas.
Decidimos que vamos embora do Alaska de barco. Barco não, ferry, pois a Fiona vai com a gente. Enquanto ela descansa um pouco, nós mudamos os ares terrestres pelos ares marítimos! Assim, matamos dois coelhos com uma cajadada só: não precisaremos repetir um trecho enorme de estradas e ainda vamos conhecer algumas das mais belas paisagens do Alaska!
Mapa do Alaska. Em destaque, a "língua de terra" que parece invadir o Canadá. Essa belíssima região, onde está a capital do Estado, só pode ser acessada por barco ou avião
Isso porque todo o sudeste do estado, aquela língua de terra que parece invadir o território canadense, separando o Yukon e o norte da British Columbia do mar, não tem acesso rodoviário. A única maneira de chegar lá é de avião ou de barco. E de barco, existe a alternativa dos caros cruzeiros ou, muito mais em conta, dos ferries, chamados aqui de “Maritime Highway”. Até mesmo a capital do Alaska, a cidade de Juneau, não tem acesso por estradas. Assim, após horas de estudos de rotas e datas, compramos nossas passagens (e as da Fiona!) de Haines até Prince Rupert, já no Canadá, com diversas paradas no caminho. Entre elas, a capital Juneau e a antiga cidade russa de Sitka. Acho que vai ser bem legal!
O Google não mostra o caminho, mas mostra as cidades do nosso circuito de ferry: Haines – Juneau – Sitka – Ketchkan – Prince Rupert
Partimos no dia 25 e chegamos no dia 02 de Outubro. Nessa época do ano, já fora da estação, o número de ferries cai bastante e, desse modo, as opções de horários e dias ficam bem limitadas. Assim como o espaço para carros! Felizmente, depois de muitas tentativas, conseguimos encaixar as cidades que queríamos, a Fiona e as datas! Tudo reservado, comprado e pago! O interessante é que, mesmo pegando o ferry numa cidade do Alaska, para chegar até lá, vamos precisar passar pelo Canadá novamente. Mais uma chance para conhecer o maior país das Américas! Outra coisa boa também é que, fim de temporada, as passagens ficam mais baratas. Nós três, juntos, pagaremos 800 dólares. Se descontarmos todo o combustível que vamos economizar, está um preço bem razoável!
Nossos planos para os próximos dias: Saindo de Anchorage (A), para Homer (B) e Seward (C), na Península do Kenai, um “pulinho” em Valdez (D) e finalmente, passando pelo Canadá, chegando à Haines (E), de onde sai o ferry
Definidas as datas da partida, ficou mais fácil planejar também o que fazer por aqui no tempo que nos resta. Nossa ideia é seguir amanhã para a Península do Kenai e depois para Valdez, antes de seguirmos para Haines, atravessando o Canadá. Só falta agora São Pedro começar a cooperar...
Encontro com os colombianos Jprge e Meli, na casa do Robert e da Janeth, em Anchorage, no Alaska
Pois é, a chuva que ele mandou hoje nos ajudou a ter tempo de organizar nosso futuro! E não atrapalhou nosso programa noturno: encontrar um casal de colombianos que está viajando por toda a América há mais tempo do que nós! A gente se conheceu por internet e vem se comunicando já há algum tempo (viva a tecnologia!). Quase conseguimos nos ver em Nova York, mas quis o destino que esse encontro fosse aqui, em Anchorage!
Viajeros de Sur America (foto de Rob Stapleton, em Anchorage - Alaska)
Eles viajam numa simpaticíssima Kombi, a “Lunita”, que além de carro, é casa também. O Jorge e a Meli se autointitulam “Los Kombianos – Colombianos em Kombi” e já rodaram por toda a América do Sul, Central e do Norte, onde só falta o Canadá. Vieram para o Alaska de ferry, direto dos EUA, mas na volta vão ficar um bom tempo no oeste do Canadá.
Com os colombianos Jorge e Meli, entre a Fiona e a Lunita, em Anchorage, no Alaska
Aqui em Anchorage, eles estão hospedados na casa de amigos de amigos, o Robert e sua esposa nascida em Cali, Janeth. Um casal simpaticíssimo que nos recebeu em sua casa para uma deliciosa pasta e muito vinho. Aí ficamos os seis por horas, até o meio da madrugada, conversando sobre viagens e sobre a vida. O Robert é fotógrafo e já viajou por diversas partes isoladas do Alaska e da Sibéria. Tem muitas histórias para contar e lindas fotos para mostrar. Eesteve, inclusive, duas vezes no alto do Denali, como fotógrafo de expedições. Na primeira, em 79, levaram consigo cães ruskies! Ele disse que os cachorros chegaram lá sem problemas, uma das duas únicas vezes na história que isso aconteceu!
A famosa "Lunita", carro que os colombianos estão viajando pela América (em Anchorage, no Alaska)
Enfim, foi uma noite incrível e assuntos interessantíssimos, de costumes religiosos esquimós à viagems por lugares perdidos pelo nosso continente. Poderíamos ter ficado mais três dias por lá, falando sem parar, que não faltaria assunto. Mais fácil, depois de tantas horas, que faltasse pasta ou vinho, com tantas bocas para alimentar, hehehe
Com o Jorge e a Meli, ao lado da "casa" deles, a simpática Lunita, em Anchorage, no Alaska
Recebendo o Gustavo no aeroporto de Cusco, no Peru
Depois de uma manhã preguiçosa aproveitando a calefação contra o friozinho de Cusco, lá fomos nós tirar a Fiona do seu movimentado estacionamento, onde tinha ficado parada nos últimos quatro dias. O motivo para retirá-la do descanso era nobre: ir até o aeroporto da cidade buscar o Gustavo, que chegava de sua conexão em Lima. O Gustavo é um dos melhores amigos da Ana, lá de Curitiba, amizade que vem dos tempos da faculdade. Para nossa felicidade, ele veio passar dez dias aqui conosco na região de Cusco, pronto para explorações, caminhadas e baladas, novas experiências gastro-etílico-culturais e muita conversa com a amiga de longa data e o marido simpático dela, hehehe.
Vários carros de overlanders em chácara em Cusco, no Peru
Na hora marcada, o avião desceu e o Gustavo teve o raro privilégio de chegar em Cusco e ter a Fiona à sua disposição no aeroporto! Fizemos aquela festa, tiramos as fotos de praxe e o acomodamos no banco de trás, o mesmo lugar que já recebeu outros amigos especiais que vieram nos visitar também, durante esses 1000dias. Passamos rapidamente no hotel para deixar a bagagem e seguimos para nosso segundo compromisso do dia, também um reencontro.
Conversando com a Karin, o Coen e outros overlanders em chácara nos arredores de Cusco, no Peru
A primeira vez que saímos do Brasil com a Fiona nesses 1000dias, no comecinho de 2011 (nossa, parece que já faz um século...), foi para a Guiana Francesa. Lembro-me da emoção de passar incólume pela imigração do outro lado do rio e acelerar em estradas estrangeiras pela primeira vez. Começávamos a nos sentir “experientes”, finalmente viajantes internacionais. Logo nos primeiros dias, um encontro que nunca mais esqueceríamos: numa estrada isolada da Guiana Francesa, lá estava a Land Rover do Landcruising Adventure, dos holandeses Coen a Karin. Já naquela época, viajavam há quase oito anos pelas estradas do sudeste asiático e América do Sul. Paramos para uma boa conversa e, após contarmos dos nossos planos de viagem, a Karin, genuinamente, perguntou: “mas porque só 1000 dias?”. A pergunta nos pegou completamente de surpresa, pois já estávamos acostumados com o espanto das pessoas por uma viagem tão longa, mas jamais pelo contrário! Realmente, nunca mais nos esquecemos disso.
Um delicioso lanche em chácara onde se congregam overlanders que vêm à Cusco, no Peru
Pois bem, desde então, de tempos em tempos, procuramos na internet e descobrimos aonde eles estão. E eis que, agora que já deixamos os “parcos” 1000 dias para trás, tivemos a chance de encontrá-los novamente. Isso porque o Landcruising está aqui em Cusco! Recentemente, eles completaram 10 anos de viagem e, desde o nosso encontro, rodaram apenas pelas três Guianas, norte do Brasil, Bolívia e, recentemente, Peru. Assim é o estilo de viagem deles: devagar, quase parando, aproveitando ao máximo cada pedacinho de terra, bem diferente da nossa correria do dia a dia, toda a América em apenas mil e poucos dias.
Expedição francesa que viaja pela América por 500 dias. São nossos irmãos mais novos, hehehe )em Cusco, no Peru)
Nós entramos em contato com eles e combinamos um reencontro aqui em Cusco, na chácara onde estão estacionados. Como a grande maioria dos overlanders (viajantes de carro que cruzam fronteiras), eles não ficam em hotéis ou pousadas, mas dormem em seu próprio carro. Em cidades grandes como Cusco, sempre há espaços para receber esse tipo de viajante, chácaras ou campings meio afastados do centro com bastante espaço para caminhões, ônibus, traillers e carros que foram transformados em residências ambulantes. Nessa tribo, nós é que somos a exceção e gostamos de uma cama e chuveiro de verdade, além da facilidade de estar perto das atrações. O normal seria fixar acampamento num desses campings, conhecer outros viajantes desse tipo, passar uma semana entre confraternizações e churrascos e, de vez em quando, dar um pulinho no centro.
Expedição francesa que viaja pela América por 500 dias. São nossos irmãos mais novos, hehehe )em Cusco, no Peru)
Hoje, então, já acompanhados do Gustavo, fomos visitar nossos amigos holandeses e conhecer um desses campings repletos de overlanders. Dentro dos limites da frieza saxônica, eles fizeram muita festa para nós. Imagino que, agora que fomos e voltamos do Alaska, cruzamos duas vezes a América Central, rodamos quase 150 mil km e estando na estrada há 40 meses, já conseguimos impor um pouco mais de respeito. De qualquer forma, perto dos 10 anos de experiência desse incrível casal, ainda engatinhamos... Eles nos receberam com um delicioso e nutritivo lanche, com direito à chá, pão integral e legítimo queijo holandês. Uma delícia.
Passamos uma boa hora por ali, tentando botar o passado e futuro em dia. Tivemos a chance de conhecer também outros viajantes, como um sul-africano muito simpático e uma família de belgas que está viajando pela América por 500 dias. Ficamos até tentados em repetir a pergunta que a Karin nos fez em 2011, mas o que sentimos mesmo foi um certo carinho pela viagem deles, como se fosse uma parente mais nova da nossa, hehehe.
Reencontro com a Karin e o Coen, os holandeses do Lanncruising Adventure que viajam há mais de dez anos, em Cusco, no Peru
Enfim, foi hora de nos despedirmos novamente. Dos holandeses, pois o Gustavo ainda continua conosco por um bom tempo! E já era hora de começarmos a fazer algum turismo pela cidade, pois o tempo urge e a vida é curta! Um grande abraço aos amigos do Landcruising e seguimos diretamente para Saqsaywamán, uma incrível fortaleza Inca nos arredores de Cusco. Nossa aventura peruana está apenas começando...
O charme do centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Poucas cidades no continente tiveram um início de história mais conturbado do que Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai. Para quem caminha nas ruas tranquilas de seu centro histórico nos dias de hoje, é ainda mais difícil de imaginar as guerras e tensões que, durante o primeiro século e meio de existência, cercaram esse que foi o primeiro povoamento de importância no país. Seja por sua posição estratégica às margens do Rio da Prata, seja pela rivalidade centenária entre as potências europeias e seus herdeiros americanos, a pequena Colonia del Sacramento sempre foi alvo da cobiça de forças antagônicas em jogo. Hoje, ao contrário, é um mar de tranquilidade e faz a alegria de turistas em busca de história, boa comida, charme e paz num local que pode ser conhecido a pé em poucas horas de caminhada preguiçosa.
Como eu já havia dito no post passado, nós saímos ontem da pequena Carmelo, mais ao norte, logo depois do almoço, rumo a Colonia del Sacramento. Seria uma rápida passagem e nosso objetivo principal era encontrar um hotel e deixar quartos reservados para o final de semana, daqui a três dias. Aí, já acompanhados dos meus pais, que chegam hoje a Montevideo, vamos ter toda a tranquilidade e tempo para conhecer a mais bela cidade do Uruguai. A pressa, ontem, era porque ainda tínhamos de viajar até a capital do país e, também aí, encontrar um hotel para os próximos dias, para nós e nossos “visitantes”.
O centro histórico de Colonia del Sacramento é uma península que avança sobre o Rio da Prata, no sul do Uruguai
Mapa do centro histórico de Colonia del Sacramento, no Uruguai. São apenas alguns poucos quarteirões em uma pequena península que avança sobre o Rio da Prata
Mesmo em uma visita rápida, é um verdadeiro mergulho na história. A Colonia de hoje não é uma cidade propriamente pequena. São cerca de 30 mil habitantes que se espalham pelas praias do Rio da Prata, justamente em frente à capital argentina de Buenos Aires, distante 50 km daí em linha reta, do outro lado do rio. De noite, é até possível ver as luzes da grande metrópole portenha. Mas a parte que realmente interessa ao turista que aqui chegou é o chamado “casco histórico”, alguns poucos quarteirões que ocupam uma pequena península que avança sobre o rio que, de tão largo, mais parece o mar. Foi para lá que nos dirigimos dispostos a encontrar um hotel charmoso e com bom preço no coração da parte mais interessante da cidade.
Torres de uma das igrejas de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Carros antigos estacionados no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Até meados da década de 60, o centro histórico de Colonia del Sacramento era território abandonado pelo poder público e ocupado por ruínas, prostituição e criminalidade. Felizmente, alguém com mais visão percebeu o potencial turístico da área e um grande processo de revitalização foi implementado. Na medida do possível, prédios históricos foram refeitos com suas próprias pedras que jaziam inertes ali em frente. O trabalho foi bem feito e toda a área foi designada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, na década de 90. Hotéis, restaurantes e lojas se instalaram e os turistas não pararam mais de chegar. O passado recente indigno da criminalidade foi esquecido enquanto o passado glorioso dos tempos coloniais foi valorizado. Alguns minutos caminhando por ali logo nos fazem agradecer as mudanças dessas últimas décadas.
Uma das casas centenárias do centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
O farol de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Ainda vou falar com mais detalhes da história colonial dessa cidade quando voltarmos aí com meus pais, mas o fato é que ela nasceu falando português em 1680 e esse foi seu idioma oficial durante por parte do tempo até o ano de 1828, quando o Uruguai conquistou sua independência definitiva. A herança lusitana deixou marcas e características que a tornam única na América Espanhola. Suas ruas são estreitas, quase vielas, para facilitar a defesa militar. Isso se contrapõe às ruas largas que eram a norma das cidades espanholas no Novo Mundo. O domínio português e espanhol se alternou diversas vezes ao longo do período colonial e a influência e fusão arquitetônica das duas escolas se percebem com facilidade. Museus homenageando as duas heranças são pontos de visita quase obrigatória para os visitantes que chegam à cidade.
Carros antigos estacionados no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Rua antiga de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai, às margens do Rio da Prata
Nós caminhamos por todas as ruas e ruelas do casco histórico, fotografando e admirando, mas nosso foco era mesmo a procura por hotéis e pousadas. Sendo uma terça-feira, a cidade estava relativamente vazia e estamos curiosos para ver como será no fim de semana. Os hotéis também tinham muitas vagas, para ontem e mesmo para o final de semana. Mas o problema, ao mens opa a nós, não foram as vagas, mas o preço. Muitas das pousadas transbordam de charme e sabem precificar muito bem isso e também a ótima localização. Ficamos muito tentados com algumas delas, mas o bolso falou mais alto e resolvemos tentar outras opções, a poucos quarteirões de distância. Acabamos por achar uma bem joia, prédio bem antigo e charmoso também, mas com preço mais em conta por já estar ligeiramente fora do casco histórico. Reservas feitas, quartos garantidos, missão cumprida. Quer dizer, metade dela. Ainda faltava Montevideo.
Fim de tarde no Rio da Prtata, em Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Ilha com farol no gigantesco Rio da Prata, em frente à Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Já escurecia quando pegamos a autoestrada rumo à capital. A beleza colonial de Colonia del Sacramento ficava para trás e nós já estávamos com saudades. Mas logo estaríamos de volta! Foco agora em Montevideo! Já tínhamos algumas indicações de hotéis na cidade e até conseguimos mais uma, aparentemente muito boa, com a gerente do nosso hotel em Colonia. Ela disse que a área central da capital vem sendo revitalizada também e nos deu o endereço de um hotel novo por lá, bem “in”! Foi nossa primeira opção e havia vagas. O hotel, aliando modernidade com história, nos agradou muito. Mas a vizinhança, pelo menos naquela hora da noite, ainda precisa ser bastante “revitalizada”. Ruas escuras e que não inspiravam segurança. A sensação é que estaríamos sitiados de noite. Então, seguimos em frente. As opções seguintes eram alguns hostels sugeridos pelo Lonely Planet, bem localizados no centro da cidade. A vizinhança realmente melhorou, mas eles não passaram no quesito qualidade, para receber meus octogenários pais.
Rua arborizada de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Chafariz de praça em Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Pela internet, descobrimos que nossas opções em Pocitos, a melhor parte da cidade na nossa opinião, estão lotadas. A preocupação aumenta. Vamos para Carrasco, um bairro mais chique e na direção do aeroporto. Ali há muitas opções e a região é a preferida de quem vem à cidade a negócios ou quer estar perto de uma praia menos urbanizada. Ganha-se em espaço, mas perde-se em charme. Nada há para se fazer a pé, a não ser caminhar na praia ou ir até o fast-food americano na esquina. Não era o que tínhamos em mente, mas era o que havia no momento. Achamos alguns hotéis, mas bem caros. Na dúvida, deixamos para continuar a busca pela manhã, antes que o avião com meus pais cheguem. Para passar a noite, ficamos no único hotel barato da região, o Bahamas. Ele também não passa no crivo de qualidade para meus pais, além de também estar longe das partes interessantes de Montevideo.
Uma das praças do charmoso centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Restaurante com mesas na calçada no centro histórico de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Hoje cedo, bem cedo, saímos à caça novamente. Eu já estou quase conformado com algum hotel sem alma ali mesmo, em Carrasco. Mas a Ana insiste. Descobre algo na internet. Fica em Punta Carretas, ao lado de Pocitos. Vamos até lá e bingo! Preço razoável, excelente localização, quartos vagos e muito estilo! A razão para todas essas qualidades é que é um empreendimento novo e ainda desconhecido dos viajantes. Estávamos salvos e felizes! Viva a insistência e perspicácia da Ana. Já temos uma base para explorar Montevideo pelos próximos dias. Bem a tempo de buscar as visitas que chegam em meia hora ao aeroporto!
Em busca de hotéis, caminhando nas ruas arborizadas de Colonia del Sacramento, no sul do Uruguai
Caminhando pelos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
Poucos quilômetros ao norte da cidade de Coro, na Venezuela, está uma das mais inusitadas paisagens do país: um pedacinho do Saara em plena América do Sul, um verdadeiro deserto com autênticas dunas de areia.
As dunas invadem a estrada nos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
Subindo nas dunas de Médanos de Coro, no noroeste da Venezuela
O Parque Nacional Médanos de Coro está localizado no estreito istmo que liga o continente à península de Paraguaná, uma antiga ilha. “Médanos” quer dizer “dunas” e o nome não poderia ser mais apropriado, já que a área, ao lado da cidade de Coro, é formada por dunas de areia que chegam à 40 metros de altura. Lembram muito a região dos Lençóis Maranhenses, mas sem aquelas lindas lagoas. É uma área menor também, cerca de 5 quilômetros de largura por 30 quilômetros de comprimento.
Subindo as dunas de Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
Passeio nas dunas de Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
Saímos de Coro logo cedo, rumo à Paraguaná. Bem, na verdade não foi tão cedo assim, já que perdemos mais de uma hora na cidade buscando um posto de combustível que tivesse diesel. Vou falar disso no próximo post, uma das facetas do chavismo, combustível quase de graça, mas difícil de ser encontrado. Enfim, com tanque vazio mesmo, seguimos para a península e, poucos minutos de estrada, chegamos ao inusitado deserto.
Estrada passa pelas dunas dos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
A paisagem desértica dos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
O caminho passa bem no meio das dunas, uma luta constante para manter a estrada aberta já que as montanhas de areia estão em constante movimento. Ali, encontramos um local para deixar a Fiona no acostamento e enfrentamos, de chinelo, as areias quentes da duna que escalamos. Lá do alto, Coro ainda bem próxima no horizonte, a belíssima visão da vastidão desértica. Não é nada difícil esquecermos que estamos na Venezuela e fomos parar em algum outro lugar. Se os espanhóis tivessem chegado por aqui, na primeira vez, o nome do país poderia ter sido outro, pois não há nada que lembre Veneza nesses médanos...
A paisagem desértica dos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
Em outros tempos, mais turísticos, o deserto estaria cheio de visitantes, caminhando, à cavalo ou mesmo montando camelos, que foram importados para cá. Mas nessa época meio confusa para o país, éramos apenas nós e outro pequeno grupo, que estacionou seu carro algumas dunas à frente. Nós tiramos nossas fotos do deserto sem nenhuma dificuldade de evitar “estranhos” nas nossas fotos. Respiramos fundo, curtimos aquela bela paisagem e voltamos à Fiona, antes que ela mesma se transformasse em mais uma duna de areia. Estávamos apenas começando o passeio do dia...
Passeio nas dunas de Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
Final de mergulho nas águas roxas da Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Depois da sensacional alvorada no Ahu Tongariki, nós voltamos para casa para devolver o carro à Joana e nos preparar para o próximo compromisso: mais um mergulho nas águas do Oceano Pacífico! Era um momento que estávamos esperando desde que saímos da água dois dias antes.
A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
O mergulho de hoje seria mais VIP que o anterior. Apenas nós dois, o dono da agência e seu ajudante. Íamos mergulhar numa enorme parede ao lado do Moto Nui, um lugar especial para a história da ilha. “Moto” quer dizer “ilha” em rapa nui, e o Moto Nui é a ilha onde os pequenos pássaros manutaras vinha chocar seus ovos. Para quem não se lembra, esse era o foco do festival do homem-pássaro, a pequena ilha para onde nadavam os guerreiros em busca do ovo sagrado (veja o post com essa história aqui). Nós vimos essa ilha lá de cima, ontem, e hoje a veríamos aqui de baixo!
Ilhas onde chocavam os manutaras e para onde nadavam os participantes do festival do homem-pássaro, em frente ao vulcão Rano Kau (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)
Nossos companheiros de mergulho ao lado da ilha do homem-pássaro na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Entre os mergulhadores é comum dizer que a água do mar está “roxa” num dia em que ela aparente estar especialmente limpa e clara. Eu sempre achei que o termo fosse apenas uma figura de linguagem, mas hoje aprendi que não. Enquanto nosso barco se aproximava do ponto do mergulho, fiquei sem palavras ao observar a cor da água. Sim, ela estava roxa, de verdade! Foi emocionante, ver essa cor de água pela primeira vez na minha vida. E olha que o dia estava nublado, como mostram as fotografias.
Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Mergulhando em banco de corais na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
A vontade de cair na água só aumentou! Ela já era grande, quando soubemos que iríamos descer a mais de 40 metros de profundidade, ao lado de uma enorme parede. Principalmente porque já tínhamos visto a visibilidade da água no mergulho anterior. Mas dessa vez, ainda fora da água, parecia que estava melhor ainda!
Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Sim, estava! Bastou cair na água para poder ter certeza disso. Uma das melhores visibilidades nesses mais de 130 mergulhos que fizemos por todo o continente. Comparável á água dos cenotes mexicanos e do lago gelado na Islândia, deixando para trás o Caribe e Galápagos. Impressionante!
Explorando uma enorme parede com mais de 40 metros de altura durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Explorando uma enorme parede com mais de 40 metros de altura durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Exatamente como no mergulho anterior, o ponto forte foi a paisagem submarina. A enorme parede, vários pináculos, grandes rochas e formações de coral. Peixes, nem tanto. Mas o que chamou a atenção foi um cardume dos sempre velozes atuns. Passaram “voando” por nós, mas a curiosidade os trouxe de volta, para nos ver mais de perto. Até tivemos chance para nossas fotografias com a GoPro (ai... que saudade da nossa SeaLife!).
Explorando uma enorme parede com mais de 40 metros de altura durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Um atum nos acompanha durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Enfim, foi um mergulho fantástico, uma rara chance de conhecer a Ilha de Pascoa por um ângulo bem menos conhecido. O segundo mergulho foi ali perto e obviamente mais raso. A GoPro tinha ficado sem baterias, de modo que pudemos curtir mais o ambiente a nossa volta e a parede de corais, mas sem fotos. Depois, de volta para terra firme, para curtirmos nossa última tarde na Ilha de Pascoa. Amanhã, perto da hora do almoço, é hora de voltar para o Chile continental. O sonho acabou? Não, ele ainda vai longe!
Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
Chegando na Praia do Bonete após 12 km de trilha em Ilha Bela - SP
Hoje não teve desculpa(s): enfrentamos a Trilha do Bonete! E que belo programa! São pouco mais de 12 quilômetros através da Mata Atlântica, quase sempre na sombra, atravessando rios encachoeirados e chegando numa praia maravilhosa.
Cachoeira da Laje na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
A Trilha para o Bonete começa no fim da estrada na ponta sul da ilha. Lá de onde estamos, bem no norte, são uns 30 km de asfalto e mais uns três de terra para o início da trilha. Deixamos a Fiona devidamente estacionada e protegida no estacionamento e seguimos para o início da trilha, que também já foi uma estrada. O engraçado é que eles mantém a placa comemorativa da inauguração dessa estrada, do início de 1983. A estrada seguia até o Bonete e mais duas praias adiante, Anchovas e Indaiaúba. Funcionou por pouco tempo. Logo veio uma chuva e derrubou parte dela. Depois, sem passagem de carros, não houve mais manutenção e a natureza foi reconquistando seu espaço.
Caminhando na sombra da Mata Atlântica na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
Na verdade, ainda há manutenção sim. Mas apenas para a passagem de pedestres. Afinal, é a única ligaçção por terra entre a comunidade do Bonete e a civilização. A "trilha" continua larga o bastante para a passagem de carros, mas pedras tornam essa passagem completamente impossível. Para caminhar, parece uma alameda no meio da mata. Uma delícia, para quem não liga para o sobe e desce do caminho.
Cachoeira da Laje na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
Outra coisa fantástica na trilha é que praticamente o tempo todo estamos na sombra refrescante da Mata Atlântica. E se, mesmo assim, o calor apertar, a trilha cruza vários rios encachoeirados onde se pode nadar e beber água pura.
Cachoeira da Laje na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
O Gran Finale é a chegada na linda Praia do Bonete. Nós demos sorte e chegamos lá com mar bem tranquilo, parecendo um espelho cor de esmeralda. A gente chega por cima, podendo admirar toda a baía e a praia no fundo na última meia hora de caminhada.
Chegando na Praia do Bonete após 12 km de trilha em Ilha Bela - SP
Aqui chegando a gente se instalou na charmosa e confortável pousada Canto Bravo, a mais conhecida e tradicional do Bonete. Depois de todo o esforço, a hospitalidade e conforto da pousada foram bem... "reconfortantes"!
Poço no Rio Areado na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
Outra surpresa foi que os borrachudos quase não encheram o saco. Um mínimo de repelente na horas e lugares certos já era o bastante.
Poço no Rio Areado na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
Enfim, um verdadeiro paraíso na terra, tão perto de São Paulo mas que, ao mesmo tempo, nos faz sentir tão longe de tudo. Também, sem telefone, sem celular, luz de gerador, internet comunitária.
Viva o Bonete! Do jeito que está! Sem carros, sem motos, sem borrachudos. Vivaaa!
Cachoeira da Laje na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
A Chita, uma macaca-aranha na fazenda dos poços termais, na região de Boquete, no Panamá
Não faltam programas aqui na gloriosa cidade de Boquete. Localizada aos pés da maior montanha (e vulcão) do país, o Baru, em meio à uma vegetação densa e úmida, rios, canyons e cachoeiras, fauna e flora diversificadas, a cidade é um centro turístico que vem atraindo cada vez mais gente, panamenhos e estrangeiros. Muitos se mudam para cá, principalmente americanos em busca de um lugar tranquilo para passar os últimos dias de suas vidas. Boquete é super popular entre os aposentados do Tio Sam!
Junto com os australianos, indo para o canyon e as fontes termais, na região de Boquete, no Panamá
Nenhum outro lugar no Panamá tem tantos sinais escritos em inglês. A quantidade e variedade de hoteis e restaurantes também é enorme, para atender o público variado que aqui chega, dos mochileiros sem dinheiro aos milionários em busca de grandes casas.
Chegando ao canyon na região de Boquete, no Panamá
Para decidirmos o que fazer por aqui em tão pocuo tempo com tantas opções, São Pedro deu uma mãozinha. O tempo tem estado fechado, uma chuva fiba caindo quase todo o tempo. Com isso, acabamos por descartar dois dos principais trekkings da região. Um deles, com cinco horas de caminhada morro acima, nos levaria ao topo do Baru, de onde se pode ver, em dias claros, os dois oceanos que cercam o país. Mas, caminhar a noite toda sob chuva para se arriscar a não ver nada lá de cima acabou por nos desanimar. O outro programa é uma longa caminhada de uns 20 km por entre morros e matas, a caminhada de Quetzal. Esse o nome de um lindo pásaro colorido que vive na região. O problema é que as chuvas provocaram grandes deslizamentos em uma ponta da trilha enquanto que, na outra ponta, é preciso atravessar um rio que pode ficar muito caudaloso nessa época. Há um ano lá morreu um guia tentando ajudar turistas e, desde então, o caminho se encontra "oficialmente" fechado. Sem muito medo dos delizamenteos ou do rio, mas não querendo passar o dia inteiro encharcado vendo apenas neblina, acabamos desistindo desse também.
O australiano Ben demonstra suas habilidades de salto num canyon na região de Boquete, no Panamá
Optamos então por algo mais light, que pudéssemos fazer à bordo da Fiona mesmo. E olha que a Fiona estava cheia, pois reencontramos nossos amigos australianos por aqui e os convidamos para o programa de hoje. Eles estão en quatro, os Ben e o Alex, que viajaram conosco no veleiro da Colômbia, mais o irmão do Ben, o John, e um amigo deles, outro Alex. Todos gente falante e felizes com a vida. Bem australianos mesmo. De Adelaide.
Visita a canyon e rio na região de Boquete, no Panamá
Juntos, fomos primeiro a um canyon aqui perto, ideal para mergulhos na garganta estreita. O sol até resolveu aparecer enquanto o Bem dava um verdadeiro show de piruetas e mortais. Além dos mergulhos, a outra atração é tentar subir as rochas do canyon. Nesse ponto, que deu uma verdadeira aula foram alguns meninos locais mesmo. A gente, só fazia força mesmo e acabava caindo no meio do caminho.
Nadando em canyon na região de Boquete, no Panamá
Poço termal com água a mais de 35 graus, na região de Boquete, no Panamá
De lá seguimos para os poços de águas termais. Água a mais de 35 graus com propriedas terapêuticas. Uma delícia, ideal para o relaxamento. Logo ao lado, um enorme rio para que pudéssemos passar do quente ao frio e depois, de volta ao quente. Exuberância total da natureza!
Relaxando em Poço Termal na região de Boquete, no Panamá
Depois das águas quentes dos poços termais, nada como um rio de águas frias! (na região de Boquete, no Panamá)
Mas, neste local, mais do que os poços de água quente, a grande atração foi a uma macaca-aranha, de nome Chita (ou Xita?). Com três anos de idade, com muita energia para gastar, a curiosa Chita se encantou pelos australianos (e eles por ela!), a ali ficamos por muito tempo brincando e fotografando o animal. Adotada pela família que toma conta do local, ela nunca viu outro macaco na vida e adora seres humanos. Principalmente homens. Não dá muita bola para mulheres não. Gosta também de uma cerveja e logo tenteou roubar as nossas. Mas só conseguiu as garrafas vazias. Deu um verdadeiro show de cambalhotas, piruetas e outras macaquices. Muito legal!
A Chita fica bem amiga do australiano Ben na fazenda dos Poços Termais, na região de Boquete, no Panamá
A Chita se ajeita no australiano Alex, na fazenda dos Poços Termais, na região de Boquete, no Panamá
Amanhã é dia de viajarmos para a Costa Rica. Mas na volta (não tem outro caminho!), passaremos outra vez pelo Panamá. Aí sim visitaremos as famosas Bocas del Toro, no litoral caribenho e, quem sabe, teremos mais sorte com o vulcão Baru. Assim, para o Panamá, é apenas um "Até logo!". Costa Rica, aí vamos nós!
A macaca Chita demonstra suas habilidades na fazenda dos Poços Termais, na região de Boquete, no Panamá
Área do primeiro acampamento, já se aproximando da neve, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Encravada bem em meio às Cordilleras Blanca e Negra, a região de Huaraz oferece diversas oportunidades de trekking, assim como de montanhismo e escaladas. A cidade, em si, não é das mais atrativas já que o grande terremoto do início da década de 70 destruiu todos os prédios históricos. Assim, a grande maioria dos turistas e viajantes que aqui chegam procuram por suas belezas naturais. Há uma grande quantidade de turistas estrangeiros na cidade, ou se preparando para um trekking, ou voltando de um. A grande maioria, europeus. Mas há também americanos, japoneses e australianos. Brasileiros, não vimos.. Ainda hoje é difícil Huaraz fazer parte do roteiro dos brasileiros que vem ao Peru. Geralmente, Cusco é o destino principal, com rápidas pasagens em Lima e/ou Arequipa. Imagino que isso venha mudando aos poucos já que a região de Huaraz é uma das mais belas do mundo!
Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Entre as muitas possibilidades de trekking, optamos pelo mais conhecido, o Santa Cruz, uma caminhada em forma de ferradura em que se sobe um vale por entre montanhas nevadas, incluindo aquela que é considerada por muitos a mais bela do mundo, a Alpamayo. Depois, passamos por um "paso" a 4.750 m de altitude, chegamos à outro vale e terminamos a caminhada por ele. No caminho, muitos rios, cachoeiras e lagunas altiplânicas. O tempo normal desse trekking é de quatro dias, mas é possível fazê-lo em três e essa foi a nossa opção, já que temos data para chegar ao Equador (por causa de nossa viagem à Galápagos).
Início do trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Início do trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Essa "pressa" em fazer em três dias foi o que nos fez optar por irmos num grupo, viagem organizada por uma agência, ao invés de fazermos só nós dois. As rotas estão bem sinalizadas e é muito fácil fazer o caminho sem guia. Mas, quando se vai com um grupo, temos várias mordomias. A princípio, nos interessou as facilidades do transporte: eles nos levam até lá e, melhor ainda, há burros que carregam todo o peso. Assim, podemos fazer mais rapidamente. Outra vantagem é que o "arriero", o cara que leva as mulas, chega antes aos locais de acampamento e já arma as barracas. No dia seguinte, partimos sem ter de desarmá-las já que ele fará isso também. Não só isso, há também uma "confortável" barraca-restaurante, uma eficaz "barraca-banheiro" entre outras regalias. Por fim, viaja conosco um cozinheiro, de modo que comemos bem durante toda a caminhada.
Muita água no 1o dia do trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Hora de descanço no trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Enfim, um belo pacote que nos convenceu! À nós e ao resto do grupo, o Jacob (austríaco), a Elise (Luxemburgo) e o casal Andreas e Vania (alemão e búlgara), todos muito simpáticos. Acompanhados do nosso guia Oscar e do cozinheiro Tiburço, fomos todos de van até a pequena cidade de Cashapampa onde encontramos nosso arriero e suas mulas. A partir daí, foi pé na trilha!
Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
O caminho vai subindo um vale, sempre acompanhando um rio, suas corredeiras e cachoeiras. Ao lado, montanhas cada vez mais altas. Flores e pedras de diferentes cores e formas completam esse cenário grandioso e, para qualquer lado que olhemos, a paisagem é incrível. No caminho, encontramos alguns grupos de turistas na direção contrária, o sentido do trekking que é um pouco mais normal do que o que estamos fazendo. O que encontramos bastante também são animais como vacas, cavalos e ovelhas. Eles emprestam um ar meio bucólico ao cenário mas, ao mesmo tempo, são um lembrete de que não podemos beber a água transparente que desce pelo rio, já que essas mesmas águas cruzam os lugares de pastagem desses animais.
Conversa no nosso acampamento (com a Elise, de Luxemburgo, e Jacob, da Áustria) na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Algumas horas de caminhada e o Tiburço nos aguardava num local aprazível da trilha com o almoço sadio de verduras já pronto. Aos poucos, o nosso investimento na viagem em grupo se mostrava cada vez mais correto, hehehe! Isso ficou ainda mais claro quando chegamos, no final da tarde, no local do acampamento, nossa barracas montadas, o banheiro arrumadinho logo ali e, melhor de tudo, a barraca-restaurante nos esperando com um delicioso cheiro de pipoca quentinha! Hmmmmm...!
Hora do lanche na nossa barraca-restaurante na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Cervejinha no final da tarde com o austíaco Jacob, área do acampamento do 1o dia no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Antes que a noite caísse e, com ela, o frio chegasse, ainda deu tempo de irmos até uma pequena vendinha ali do lado, a única nesse caminho de 3 dias, tomar uma deliciosa cerveja gelada no meio daquela paisagem inesquecível. As primeiras montanhas nevadas já apareciam ao fundo e um resto de sol nos aquecia. Momentos para guardar para sempre, seja em foto, seja na memória! De lá para o jantar na barraca-restaurante e de lá para a barraca quentinha, com direito a duplo colchão e saco de dormir muito mais quente do que o meu, que ficou muito bem guardado em Huaraz. Amanhã, depois do cafe da manhã, começamos cedinho!
Descansando e esquentando-se ao sol no nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
Por uma grande coincidência, chegamos à Cartagena justo nos dias da maior festa anual da cidade. É a celebração da independência (data diferente do resto do país), época em que se faz um verdadeiro carnaval em Cartagena. São cinco dias de festas, de quinta à segunda, quando tudo para e há desfiles carnavalescos por toda a cidade, principamente na região do centro histórico, dentro e ao redor das centenárias muralhas que antes defendiam Cartagena de piratas e hoje atraem milhares de turistas anualmente à cidade.
Na muralha de Cartagena, na Colômbia
Durante esses dias não há muito o que possamos fazer em relação à nossa viagem ao Panamá. Aqui e ali, procuramos notícias de veleiros que possam nos levar para lá, mas ainda não fechamos nada. Na verdade, estamos é aproveitando para colocar os posts dos nossos blogs em dia, coisa que que acontece há alguns meses. Mas vamos sair da América do Sul zeradinhos, prontos para nova etapa da viagem.
A famosa "Plaza del Reloj", em Cartagena, na Colômbia
Nossa rotina tem sido acordar mais tarde, trabalhar no hotel e depois, no início da tarde, enquanto a cidade começa a esquentar os tamborins para as festas do dia, sairmos por aí, para ver desfiles e caminhar pelas charmosas ruas do centro histórico. O problema é que quase todos aqui, nesta época, andam com sprays de espuma e ficam se atacando mutuamente e também aos passantes incautos. A Ana é alvo preferencial deles e eu, se estiver por perto, sempre pego uma rebarba. Assim, não temos saído com a Nikon, para não arriscar. A Intova, nossa máquina mais "popular", não faz jus à beleza da cidade. Ou seja, até agora, não temos boas fotos da cidade ´para mostrar. Quem sabe, depois das festas e dos sprays de espuma...
Desfile entre os muros de Cartagena e o mar, na Colômbia
Fora essa questão das fotos, não podemos reclamar. Passeamos bastante nas ruas centrais admirando a bela arquitetura que ainda vamos fotografar... Assistimos à magníficos finais de tarde sobre os muros da cidade, bem em frente ao mar do Caribe, enquanto os desfiles transcorriam logo abaixo, na avenida entre a muralha e o mar.
Fogos de artifício na PLaza del reloj, na entrada da cidade murada de Cartagena, na Colômbia
Com nossos amigos colombianos no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)
Mas, melhor de tudo, passamos noites memoráveis num boteco chamado Esquina Sandiegana, frequentado apenas por locais, onde pudemos danças muita salsa. A Ana, obviamente, muito mais do que eu! Ficamos muito amigos do Chistian e do Elith, este último um verdadeiro maestro da salsa. Ensinou muitos passos à Ana e era um prazer vê-los bailar. Até eu me soltei um pouco, mas não com aquela desenvoltura da minha cara-metade. Mas, enfim, foram noites que não esqueceremos, excelente trilha músical, ambiente alegre e caliente e a tradicional simpatia colombiana. Exatamente da maneira que idealizamos uma noite em Cartagena! Muito jóia mesmo!
Arriscando passos de salsa no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)
Bailando salsa com o Elith no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)
Também estivemos no muito mais famoso Cafe Habana, que nos tinha sido bastante recomendado pelo Douglas e a Clara. Um espetáculo, música ao vivo de excelente qualidade e muita gente bonita. Espero ainda ter a chance de voltar lá alguma vez.
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia
Por fim, tivemos a sorte de ver um dos desfiles bem em frente ao nosso hotel, na Calle Larga. Aí sim estávamos com a máquina e pudemos registrar um pouco da beleza dos grupos fansasiados e das pessoas. Muito parecido com alguns desfiles do Brasil. Não tenho dúvida que, entre prós e contras, valeu muito passarmos por aqui justamente nessa época!
Felicidade pura em noite de salsa no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)
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