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emanoel (22/11)
gostaria de ver de perto estas maravilhas do nosso planeta mas não tenh...
Nike (20/11)
Morei muito tempo em Fortaleza, ou melhor, nas duas Fortalezas: uma linda...
Sheila Moralles (16/11)
Ana o video do choquequirao está dando como não disponível no youtube,...
chico (16/11)
Cristiane (15/11)
Posando para fotos no deck de navio afundado no litoral sul de Bermuda
Uma ilha isolada no meio do Oceano Atlântico nas bordas de uma cratera vulcânica submarina criada no mesmo processo que formou a cadeia montanhosa que cruza o centro do Oceano Atlântico de norte a sul. Águas azuis turquesa, cristalinas e algumas das melhores histórias de naufrágios e desaparecimentos de aviões e navios do mundo. Alguém duvida que Bermuda seria um ótimo lugar para mergulhar? Pois é, eu sou a viciada no universo sub e encanei que queria mergulhar lá. O Rodrigo estava meio preguiçoso, agora, querem aventura mais incrível do que mergulhar no Triângulo das Bermudas?!
O belo mar do litoral sul de Bermuda
Logo no primeiro dia entrei em contato com as operadoras de mergulho da ilha que me informaram que fazem saídas todos os dias que o vento permite. Perdemos o primeiro dia de mergulho, mas de hoje não iria passar! Equipamentos em mãos e um táxi direto para Somerset Bridge e logo estávamos prontos para descobrir as belezas submarinas de Bermudas.
Felizes, voltando de mergulhos no litoral sul de Bermuda
Naufrágios são uma de nossas paixões e sabemos que existem vários naufrágios do final dos anos 1800s ao redor da ilha e é claro, eu queria visitar algum deles! Colocamos uma pressão mas os pontos de mergulho são escolhidos pelo capitão, que adora tirar um sarro da cara dos turistas que quase sempre fazem a mesma pergunta: os naufrágios têm alguma coisa a ver com a lenda do Triângulos das Bermudas? Podem rir da minha cara, mas essa porcaria de lenda não surgiu à toa e se estou aqui eu tinha que perguntar!
Canyon de coral no litoral sul de Bermuda
Fato é que eles nos olham com uma cara de “claro que não sua besta!” e dizem que não existe nenhum fundamento para essas histórias fantasiosas. Enfim, os naufrágios que vamos ver aqui foram afundados propositalmente para os mergulhos recreacionais.
Imaginando-se no Titanic, em pequeno barco afundado no litoral sul de Bermuda
Navegamos para a costa sul da ilha direto para os dois dos principais naufrágios da ilha: o Forceful e o King. Os dois barcos rebocadores foram afundados por um time de mergulhadores locais em 2008. Forceful tem 75 pés (22,8m aprox.) e está a 20m de profundidade em pé ao lado de uma parede de corais. O King, também um rebocador (tugboat), tem 55 pés (aprox. 16,7m) e está deitado de lado em meio à um cânion coralíneo.
Um dos muitos barcos afundados no litoral sul de Bermuda
Na cabine de comando de um barco afundado no litoral sul de Bermuda
Descemos com o grupo até a base de areia, passando pela hélice de 5 pás, exploramos a cabine do capitão, ótimo lugar para tirar uma foto e entramos em todas as salas e buracos que encontramos. Os naufrágios servem como recifes artificiais, mas como são recentes ainda não encontramos muitos corais ou peixes.
Explorando barco afundado no litoral sul de Bermuda
Depois do Forceful seguimos as instruções do dive master e fomos até o King sozinhos e tivemos todo o naufrágio para nós. Eles podem ser naufrágios “artificiais” mas ninguém me tira o prazer de saber que estamos mergulhando no Triângulo das Bermudas! Rs!
Aproximando-se de mais um barco afundado no litoral sul de Bermuda
Lap top na cabina de barco afundado no litoral sul de Bermuda. será que ainda funciona?
O segundo mergulho foi nos recifes apelidados de Three Sisters. Os 3 recifes que afloram na superfície têm uma formação parecida com Pedras Secas em Noronha. Muitos canions, arcos e cavernas com peixes de todos os tipos se escondendo nas pequenas grutas que se formam. Os corais berudenses são estranhos, tem uma cobertura esverdeada e sem muitas cores, mas a paisagem é muito bacana para um mergulho longo e tranquilo.
Atravessando túnel de coral no litoral sul de Bermuda
Mergulhando bem próximo à superfície e às ondas, no litoral sul de Bermuda
Eu adoraria continuar mergulhando e descobrindo os naufrágios mais antigos nos arredores de Bermudas, mas ainda tínhamos muito para descobrir em cima d´água. Aproveitamos que já estávamos a meio caminho e seguimos de ônibus, carregando roupas e equipamentos de mergulho, até o Westend Dockyard. Pegamos o ônibus na estrada principal, sem tokens, mas com o valor exato da passagem, como manda a regra. O que ainda não sabíamos é que eles só aceitam moedas, nada de notas! Quase não pudemos entrar, mas no final o cobrador se compadeceu dos turistas desavisados e nos deixou subir mesmo assim! =)
Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
O Royal Naval Dockyard foi construído no começo do século XIX e foi a maior base naval britânica fora do Reino Unido. Desde a guerra de 1812 entre os EUA e a Inglaterra, até a Segunda Guerra Mundial esta foi uma base importantíssima para a defesa do Atlântico Oeste, conhecido como Gibraltar do Oeste.
Antigo forte inglês em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
Navios-cruzeiro aportados em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
Hoje a grande fortaleza é o novo terminal de cruzeiros na ponta oeste da ilha. O Dockyard possui restaurantes, lojas de artesanatos, praia particular com aluguel de jet-skis e equipamentos para snorkel e caiaque. A estrutura é imensa e muito bem organizada, então aproveitamos para provar uma cerveja artesanal local e ainda pegamos uma prainha do outro lado da muralha.
Turistas nadam em praia artificial em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
No final da tarde cortamos caminho e voltamos para Hamilton no último ferry boat que cruza direto do Dock para a capital e logo fizemos amizade com duas bermudenses super divertidas que nos deram ótimas dicas da ilha. Afinal, quer conhecer a verdadeira Bermuda, pergunte aos locais!
Novas amigas no ferry entre Dockyards e Hamilton, em Bermuda
Quem quiser ver de perto os naufrágios, dá uma olhadinha nesse vídeo que encontrei.
Fachadas coloridas da Lapa, no Rio de Janeiro - RJ
O Rio é uma cidade de muitas faces, além de todos os atrativos naturais, montanhas, praias, lagoa, rios, o Rio possui também uma longa participação na história do Brasil. O centro histórico do Rio de Janeiro conta a história do Brasil em seus prédios, ruas e avenidas, desde o Brasil Colonial até a República. Em uma cidade como esta é difícil deixar as praias em um dia de sol para caminhar e camelar no centro, mas também é impossível passar por aqui e não conhecer uma das mais antigas cidades brasileiras.
Biblioteca Municipal, no Rio de Janeiro - RJ
Começamos nosso roteiro pela Praça Floriano e Cinelândia, lugar que eu lembrava bem, pois foi cenário para manifestações de mães que tiveram seus filhos seqüestrados e/ou desaparecidos. Nesta mesma época houve uma novela que fazia campanha social sobre as mães da candelária e seus filhos desaparecidos, as escadarias da Biblioteca Municipal ficaram famosas desde então. Na mesma praça encontramos o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que foi restaurado há pouco tempo e estava com a ópera Romeu e Julieta em cartaz. Eu já assisti a algumas óperas neste teatro, belíssimo, mas sem dúvida precisaria revisitá-lo agora, após a reforma e restauração.
Cinelândia, no Rio de Janeiro - RJ
Teatro Municipal, no Rio de Janeiro - RJ
Caminhamos pela 13 de maio até o Largo da Carioca lotado de camelôs e logo avistamos o prédio da Petrobrás e ao lado o prédio do BNDES, impossível não notar o contraste da riqueza destas duas instituições instaladas em meio àquela loucura do centro de uma cidade como o Rio. Na mesma calçada onde os grandes e engravatados empresários brasileiros, passam para ir ao BNDES levantar milhões para suas empresas, muitas vezes em troca de favores eleitorais, nós vemos um mendigo chafurdando no lixo, comendo o que restou da marmita de outrem.
Prédio da Petrobrás, no Rio de Janeiro - RJ
Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro - RJ
Centro é sempre aquele misto de lojas, muita sujeira, camelôs, história sendo reformada ou ainda abandonada. Aqui no Rio vemos muitos monumentos históricos em reforma, depois do Teatro Municipal foi a vez do Convento Santo Antônio, nossa próxima parada. O convento data de 1608, um dos mais antigos do Rio, toda sua estrutura está sendo restaurada, incluindo a igreja do convento, com a imagem do altar de Santo Antônio impressa em uma lona que protege o trabalho de restauração que está em andamento. Ao lado fica a capela da Ordem Terceira de São Francisco, esta com talho mais tardio e totalmente adornada em ouro.
O belo interior da Igreja de São Francisco, no Rio de Janeiro - RJ
Embora seja belíssima, ostenta uma riqueza absurda, principalmente se comparada à sua vizinha que nomeia o convento.
Igreja de São Francisco, no Rio de Janeiro - RJ
Uma paradinha para o almoço na Confeitaria Colombo nos fez lembrar Buenos Aires, café antigo de dois andares, espelhos imensos e decoração art nouveau. Uma salada com quiche de gorgonzola e direito à sobremesa!
Interior da Confeitaria Colombo, no centro Rio de Janeiro - RJ
Re-energizados, continuamos o nosso tour em direção à Praça Tiradentes, passando pelo Real Gabinete Português de Literatura, que possui uma biblioteca de estantes em madeira recobrindo as paredes dos três andares de livros antigos e valiosíssimos, como a edição princeps de Os Lusíadas, por exemplo.
Biblioteca do Real Gabinete Portugues de Leitura, no Rio de Janeiro - RJ
Um pouco à frente enfrentamos o nada deserto Saara, região com milhares de lojas de variedades paraguaias e chinesas, até alcançar finalmente as ruas da Lapa, conhecida pela sua vida noturna.
Pintura de rua na Regente Feijó, centro do Rio de Janeiro - RJ
Ali próximo já avistamos a Catedral Metropolitana, já votada a mais feia construção da cidade do Rio de Janeiro. Feia por fora, imponente por dentro. Seus vitrais se destacam meio ao concreto e seus 20 mil lugares se perdem abaixo dos 90 metros de altura da sua capela.
Interior da catedral do Rio de Janeiro - RJ
Fechando o circuito passamos pelos também em reforma Arcos da Lapa, antigo aqueduto da cidade. Sinceramente... ele ficava mais bonito mais velhinho.
Arcos da Lapa reformados, no Rio de Janeiro - RJ
Pegamos novamente o metrô até Ipanema, o mesmo que nos levou até o centro, e fazemos uma última parada estratégica no Bar Devassa em Ipanema, planejando como serão os nossos próximos dias com a previsão de 52mm de chuva que vem aí. Hoje mesmo planejávamos ir até o Rio Scenarium, mas o cansaço nos venceu, acho que é assim que percebemos que estamos ficando velhos... preferimos dormir cedo para ir pedalar na lagoa do que sair dançar em uma das melhores baladas do Rio.
Campanha educativa, no centro Rio de Janeiro - RJ
Segurando no cabo para enfrentar a forte corrente, em Guarapari - ES
São Pedro nos deu uma janela no mau tempo para podermos mergulhar. A temporada de ideal para mergulhos aqui em Guarapari é de dezembro até maio, junho. Quando entram os meses de inverno, de julho a novembro os ventos e o mau tempo atrapalham muito a navegação e a visibilidade no mar.
Vista da costa capixaba a caminho do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES
Há 4 meses não havia uma saída de mergulho para o Victory 8B, um naufrágio artificial preparado para mergulho que foi afundado em julho de 2003, entre as Ilhas Rasa e Escalvada. O Victory é um navio grego que foi apreendido em 1997 no Espírito Santo por problemas com impostos e multas. Um ano e meio depois sua tripulação abandonou o navio, que mais tarde foi confiscado pela Secretaria da Fazenda e doado para o Projeto RAM, Recifes Artificiais Marinhos. Durante 3 anos ele foi preparado para o afundamento, a limpeza, a preparação e o reboque foram feitos em parcerias e convênios desenvolvidos pelos responsáveis pelo projeto, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Fundação Cleanup Day.
Lagosta na Ilha Escalvada, em Guarapari - ES
Por ser um naufrágio artificial, inicialmente o navio encontrava-se em posição de navegação, assentado a 36 metros, porém diversas ressacas mudaram a sua configuração, inclusive a mais recente delas há 2 meses, que retorceu a popa tombando a embarcação que está inclinada em torno de 45° em relação ao fundo. O naufrágio é sempre um mergulho interessante, independente da visibilidade que encontramos, pois além de um recife artificial, abrigando diversas espécies de corais, esponjas, peixes, moluscos, etc, o navio nos conta uma história, como esta que eu acabei de descrever a vocês.
Usando a lanterna no mergulho no naufrágio Victory 8B, em Guarapari - ES
Um naufrágio é quase como um “organismo vivo”, pois ele está sempre se modificando, sendo alterado com o tempo, as marés e as ressacas. Como os nossos companheiros de mergulho hoje nos disseram, o Victory hoje é um novo naufrágio. Todos eles já estavam acostumados a mergulhar aqui, conheciam-no como a palma da mão seus compartimentos e suas linhas, agora terão que redescobri-lo. Fascinante!
Tripulantes e mergulhadores do barco da Acquasub, em Guarapari - ES
As condições deste nosso mergulho foram das mais adversas possíveis, mar batido, que complicou a navegação, muita correnteza, que nos cansou mais durante o mergulho, água muito fria, girando entre 18° e 20° e a visibilidade em torno de 5 metros. Tudo isso faz o mergulho mais estressante, mas também mais emocionante.
Nosso barco de mergulho em Guarapari - ES
O nosso segundo mergulho foi na Escalvada, uma lage de pedra mais abrigada da corrente. A visibilidade melhorou um pouco, em torno de 8m e a temperatura da água se manteve a mesma. Fomos a 17m de profundidade e vimos lagostas, peixes trombetas, peixe morcego, cofres, anêmonas, etc.
Peixe Frade na Ilha Escalvada em Guarapari - ES
Se com o tempo assim a diversidade de peixes já foi absurda, imaginem quando conseguirmos realmente enxergá-los! Rsrsrs! Valeu à pena, ficou para mim a vontade de retornar à Guarapari no verão para conhecer as maravilhas submarinas da região.
Relaxando depois do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES
O "Filho" e o "Espírito Santo", no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO
Pireneus (com “e”) foram assim chamados, pois se assemelham com os Pirineus (com “i”), uma cadeia de montanhas entre a França e a Espanha. Ok, a versão brasileira é mais acanhada, enquanto uma tem quilômetros e quilômetros de extensão, montanhas altas e até picos nevados, o nosso fica no interior de Goiás, região de clima quente e são um conjunto de três montanhas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Fiona transita no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO
É um centro de peregrinação que já recebeu mais de 5 mil pessoas durante na Festa do Morro, que acontece na lua cheia de julho. Centenas de pessoas acampam na base do Pai, onde fica a capela e a cruz principal. A maioria dos romeiros vem de Pirenópolis, cidade há cerca de 20 km da entrada do parque.
Muitos "chuvirinhos" no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO
O Parque Estadual dos Pireneus foi criado em 1987, possui uma área de aproximadamente 3 mil hectares e abriga o ponto mais alto da região, com 1.385m de altitude. Ali próximo também fica um córrego de águas verdes e geladíssimas, que forma alguns poços procurado por jovens após as caminhadas e trilhas.
Uma das quedas d'água do Sorrizal, no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO
Chegamos à cidade já no final da tarde, final de semana cheio, tivemos trabalho para encontrar uma pousada disponível no centro. As meninas do CAT, Centro de Atendimento ao Turista foram super atenciosas e conseguiram uma das últimas vagas na Pousada Cavalhadas, em frente à Igreja Matriz.
Muitos "chuvirinhos" no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO
Cidade colonial de ruas estreitas e calçamento de pedras, Pirenópolis está totalmente orientada ao turismo. Uma das principais ruas do centro histórico é a Rua do Lazer, onde os bares e restaurantes se espalham pelo passeio formando um calçadão. Artistas, artesãos e músicos dão o toque cultural à noite pirenopolina. À noite fomos conferir a cena musical jovem da cidade na Casa das Pedras, um bar e boate que hoje apresentava uma banda de jazz muito bacana! O show misturava jazz com a nova MPB, trazendo ritmos bem dançantes. Pista de dança cheia, fizemos amizades com brasilienses e goianos e, para não perder o costume, o Rodrigo teve trabalho para me convencer a ir embora! Até o Chico (nosso primo “goiano”) ficou impressionado, noite de jazz no estado onde a sertaneja predomina? “Isso na é comum aqui não”, disse ele. Foi uma surpresa que nos deixará boas lembranças de Piri.
Com o Chico, no alto do "Pai", no Parque dos Pirineus, em Pirenópolis - GO
Foto clássica de Canaima, no sul da Venezuela, com as palmeiras alagadas e as cachoeiras ao fundo
Um dos momentos mais emocionantes da viagem ao Salto Angel é logo no início, o vôo de Ciudad Bolívar para o Parque Nacional Canaima. O vôo em um Cesna de 5 lugares começa com uma vista aérea linda do Rio Orinoco em Ciudad Bolívar e depois de um trecho de campos começa a sobrevoar uma represa rasa, uma longa área alagada e tepuis maravilhosos! A chegada ao Parque Nacional é o ponto alto, quando avistamos todas as cachoeiras, a praia e o Salto El Sapo.
Sobrevoando o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Voando de Ciudad Bolívar para Canaima, no sul da Venezuela
Somos recebidos no aeroporto pelo nosso guia local e após quase meia hora de espera pelos outros integrantes da nossa excursão, seguimos caminhando para a pousada, conhecendo a vila e vendo as crianças pemóns na hora do recreio da escola.
Chegando à Canaima, no sul da Venezuela
Venda de aertesanato no aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela
Aproveitamos essa hora que tínhamos antes do almoço para andar pela vila e ir até a praia para ter uma das vistas mais famosas do parque nacional. A lagoa de águas vermelhas rodeadas por cachoeiras e com os três coqueiros semi-inundados. Sim, eles continuam lá! Do outro lado do lago a ilha onde está o acampamento El Sapito, onde dormimos da última vez.
Final de tarde em Canaima, no sul da Venezuela
Almoçamos na pousada e encontramos com o pessoal do Bode´s Well, o casal norte-americano Angela e Jason que viajam com seu filho Bode (fala-se Boudi) e receberam a visita super especial da avó de Bode, Susan, mãe de Angela. Há dias tentávamos marcar via internet um encontro na nossa rota pela Venezuela, mas havíamos perdido contato. Eis que os encontramos, por acaso, sentados na mesma mesa e no mesmo grupo de excursão que nós para o Salto Angel! Se tivéssemos marcado não teria dado tão certo!
Caminhando na praia fluvial de Canaima, no sul da Venezuela
Entrando na canoa que nos levará ao Salto El Sapo, em Canaima, no sul da Venezuela
Após o almoço a chuva nos pega de surpresa e atrasa a ida ao Salto El Sapo. Afinal nos encorajamos e saímos para o passeio, que mesmo com uma chuva fina vale cada minuto! Atravessamos a lagoa de barco e caminhamos em torno de 30 minutos, cruzando a floresta molhada, seus sapos coloridos até chegar ao corredor de pedra que nos leva ao mirante do salto. Essa travessia é uma das mais emocionantes da trilha!
Caminhando por baixo do Salto El Sapo, em Canaima, no sul da Venezuela
Pequenos sapos coloridos são muito comuns na área de Canaima, no sul da Venezuela
Caminhamos entre a forte cortina de água do Salto El Sapo e um corredor de pedras, que aos poucos vai se estreitando até o momento em que quase não podemos enxergar! Água por todos os lados, um banho de vapor de água nos encharca antes mesmo de podermos pensar! A cachoeira é maravilhosa, cenário perfeito para fotos aventurescas e românticas! Susan está comemorando seu 70º aniversário, muito esportiva e corajosa fez a travessia e também se rebatizou nas águas de Canaima!
A cortina de água do Salto El Sapo, em Canaima, no sul da Venezuela
1000dias no Salto El Sapo, em Canaima, no sul da Venezuela
Voltamos ainda com a adrenalina da travessia, mas, em tempo, havíamos guardado do outro lado a roupa sequinha para garantir algo quentinho no retorno. Foi um ótimo começo para a nossa aventura do Salto Angel, agora estamos prontos para enfrentar as surpresas que nos esperam no caminho da maior cachoeira do mundo!
Confira a série completa de posts!
• Aauyantepui e o Salto Angel
• 2º Dia - De Canaima ao Salto Angel
• 3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel
Cachoeiras no rio Caroni, na região de Canaima, no sul da Venezuela
Chegando perto da fronteira EUA-México, na região de Laredo, ao sul de San Antonio, no Texas
Sempre que contamos que estamos viajando pelas três Américas uma das perguntas mais frequentes é “Vocês cruzam todo o México? Não é perigoso?”. Vejamos, a maioria das notícias internacionais do Brasil, afora dos recentes temas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, é sobre a pobreza e a violência nas favelas brasileiras, tráfico de drogas, as UPPs e a ação do exército invadindo as favelas para lutar contra os traficantes. O Brasil não parece nada seguro por este ponto de vista, mas, bem ou mal, 200 milhões de brasileiros vivem no país, seguem suas vidas e uma minoria vivencia essa violência dos noticiários. Aqui no México não é diferente. O país é imenso, tem cidades lindas em todas as regiões e a violência está localizada em alguns estados onde os cartéis de drogas têm maior influência.
Visualizar Roteiro no México em um mapa maior
Na nossa passagem pelo México rumo aos Estados Unidos passamos por uma destas regiões, na costa do Pacífico, onde estão os Cartéis de Sinaloa, Michoacan e Guerrero, bem conhecidos por suas atrocidades. Em Guadalajara chegamos a estar bem perto de um grande motim onde os traficantes queimaram mais de 20 ônibus pela cidade depois de terem um de seus líderes preso pelo exército mexicano. Chegamos pela única estrada que dá acesso à cidade que eles não fecharam, não vimos nada e só fomos saber do ocorrido no dia seguinte através dos jornais. Agora chegamos novamente ao México em uma das áreas mais temidas pelos viajantes e inclusive por todos os mexicanos, o nordeste do país. Entramos pelo estado Taumalipas e cruzamos para Nuevo León, área comandada pelos Zetas, que dominam praticamente todo o Golfo do México até a península do Yucatán.
É fácil apontarmos os problemas mexicanos, mas esquecemos de que todo este circo está armado, pois o México é o vizinho do maior consumidor de drogas do mundo, os Estados Unidos.
Cruzando a fronteira entre EUA e México, em Laredo, no Texas. Lá estão as bandeiras de Canadá e Estados Unidos, mas onde está a do Brasil?
O exército mexicano está em uma verdadeira guerra contra o narcotráfico e assim que cruzamos a fronteira é clara sua a presença nas ruas. Cruzamos com vários caminhões e jipes carregados de soldados, todos com suas metralhadoras em punho, encapuzados e alertas para qualquer movimento. Aqui vemos que o exército está realmente trabalhando, tiro o chapéu para estes meninos que, treinados, se enchem de coragem para defender o seu país de uns dos cartéis de drogas mais armados e organizados do mundo.
Números recentes mostram que 12.400 homicídios registrados em 2012 foram relacionados diretamente à guerra entre cartéis. Em resumo os traficantes estão se matando e nós temos que tratar de não estar no meio. Não há mistério, nós nascemos e crescemos em um país onde aprendemos a lidar com insegurança e aqui a regra não é diferente: não viaje durante a noite e fique o mais distante da fronteira possível. Dormimos em Laredo, a cidade fronteiriça do lado americano, para no dia seguinte dirigirmos pouco mais de 5 horas até a capital do estado de Nuevo León, Monterrey.
Depois de 9 meses viajando pelos países do primeiro mundo do nosso continente, sentimos um pouco do choque cultural que um americano deve sentir quando cruza a fronteira para o mundo latino pela primeira vez. Ele sai do seu mundo planejado e quase perfeito, de ruas limpas, cidades organizadas e se depara com a nossa realidade latino-americana. Sujeira, pobreza, desorganização, milhares de fios de luz, telefone, televisão passando de um lado ao outro da rua, com ou sem postes (vulgos gatos), falta de sinalização de tráfego, excesso de sinalização das bibocas dos centros de comercio, gente atravessando a rua em qualquer hora e qualquer lugar, uma loucura. Enfim, chegamos à nossa querida América Latina!
De volta ao visual das ruas latinas, em Monterrey, no México
Um choque de realidade é sempre bem vindo, temos que lembrar que a maior parte do mundo é assim, pelo menos do nosso mundo. Um mundo que, apesar de todas as dificuldades, tem cor e sabor, tem personalidade, cultura e uma história incrível. Um mundo com alma onde as pessoas são autênticas, venturosas e transpiram alegria sem medo de viver e ser feliz! Bienvenidos a México!
De volta ao México! (em Monterrey, no norte do país)
A cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA
Acordar cedo no campo, tomar um belo café da manhã assistindo PEGN e Globo Rural e sair para tomar um banho de cachoeira. Começo de domingo perfeito, não acham? Pois é, nós também. Aqui, no quintal “de casa” ficam o Poço Azul e a Cachoeira Santa Bárbara.
Aproveitando o sol após o banho na Cachoeira Santa Bárbara, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA
O Poço Azul, quase azul... na verdade verde (e dependendo da incidência da luz ele fica meio opaco) é formado por uma imensa queda d´água. A sua cor varia conforme a época do ano, nos tempos de seca ele chega a ficar azulzinho, garante o pessoal da portaria.
O esverdeado poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA
Ainda era cedo, precisávamos esquentar mais um pouquinho na trilha para o banho, então seguimos para a Santa Bárbara, a apenas 5 minutos de distância. Uma imensa cachoeira de uns 40m de altura no fim de um cânion de paredes altas e esverdeadas pelo musgo.
Rio e vegetação do Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA
A queda é tão forte que forma uma grande cortina de fumaça e vapor d´água, que somadas à luz do sol formam um lindo arco-íris!
Arcoíris formado na cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA
O Rodrigo adora enfrentar águas mais desafiadoras, o lago ali não parece ser muito utilizado para banho, mas ele ignorou os corrimões de madeira e se jogou. Parecia estar uma delícia, mas eu preferi mesmo um banho no tranquilo e calmo Poço Azul.
Refrescando-se no Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA
Começo de dia perfeito feito, nós pegamos novamente a estrada. Hoje nosso destino é a cidade de Alto Parnaíba, ponto de acesso do Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba. Estamos arriscando um novo roteiro para o Jalapão, apenas utilizado pelas provas do Rally dos Sertões.
Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão
Passamos por trechos da Transamazônica, com o asfalto em reforma e com trechos de terra. Depois de quilômetros e quilômetros entre fazendas de soja e milho, intercaladas por sedes agrícolas de grandes empresas como a Cargil, Comil e outras no mesmo ramo. Ao mesmo tempo em que o cenário das plantações é lindo, céu azul, plantas verdinhas, aquela visão de terras férteis e produtivas... Dá uma peninha do cerrado... Fazendões imensos, devem ser todos amigos do Sarney.
Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão
Cruzamos a região da Chapada das Mangabeiras, na divisa dos estados do Piauí e Maranhão. A paisagem e as montanhas avermelhadas nos lembram que estamos pertinho do Parque Nacional da Serra das Confusões, onde já estivemos na rota de subida.
Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão
Chegamos no final da tarde à cidade de Alto Parnaíba e com sorte, pois pegamos um dos últimos quartos no hotel mais honesto da cidade. Hoje é aniversário do município e por isso está tudo lotado.
Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA
Alto Parnaíba comemora 145 anos de vida e assim a praça central está toda movimentada, jovens, famílias e crianças em torno das barraquinhas, bares e da quadra de futebol. Uma verdadeira cidade do interior do sul do Maranhão, em dia de festa.
Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA
Amanhã conseguiremos mais informações sobre a estrada, que hoje nos disseram ser quase impossível até para 4 x 4, veremos!
Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
O Blue Hole está localizado no Lighthouse Reef, um arrecife de corais dentro da área protegida pela Grande Barreira de Corais de Belize, a segunda maior do mundo, apenas atrás da Austrália. Ainda que vizinho, o Blue Hole não pertence à grande barreira de corais e está localizado a 70km da costa belizenha.
Navegando sobre o Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
A viagem de barco dura duas horas, acompanhada de um bonine para não enjoar, foi super tranquila. Tínhamos um grupo bem mesclado de italianos, israelenses, lituanos, alemães, canadenses e americanos, além dos dois brazucas aqui.
A caminho do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
O mergulho no Blue Hole foi lindíssimo, o que impressiona lá é a sua geografia, é imaginar que este gigante já esteve mais de 50m sobre o nível do mar e formou todas aquelas estalactites gigantescas! Não foi à toa que Jacques Cousteau o declarou um dos 10 melhores lugares para mergulhar no mundo!
Muitos mergulhadores no Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Mesmo com uma visibilidade baixa, em torno de 5m, conseguimos ter uma ideia da grandiosidade do buraco, que possui 300m de diâmetro e 124m de profundidade. Mergulhamos apenas em um pequeno trecho da parede leste onde estão as grandiosas estalactites.
Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize
Alguns sortudos conseguiram ver alguns tubarões que estavam nadando ao nosso lado, enquanto nós seguíamos impressionados entre as imensas formações a mais de 40 m de profundidade! Pela falta de luz lá dentro do Blue Hole não existe muita vida, o que impressiona é mesmo o cenário e a história geológica do lugar.
Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize
Já adianto que quem não é mergulhador pode ficar decepcionado, já que lá, sobre o Blue Hole, não é possível ver nada. Aquela imagem linda que todos conhecemos é só sobrevoando mesmo.
Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Nossa próxima parada foi Half Moon Wall, um dos mergulhos mais impressionantes que já fizemos! A parede é maravilhosa, coberta de corais coloridos, muitos peixinhos, cavernas e pequenos cânions para explorar, mas ainda assim não olhamos nada disso.
Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Por quê? Não conseguíamos tirar os olhos dos lindos tubarões que estavam nos acompanhando no mergulho! Isso mesmo, geralmente tubarões vêm, nos olham de canto e continuam sua rota, mas estes eram diferentes. Os Gray Caribbean Reef Sharks tinham em torno de 2m de comprimento, vivem aqui e estavam curiosos com estes visitantes mergulhando em sua parede de corais.
Encontro com tubarões em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Eles iam e vinham, passando a poucos metros de nós, muito curiosos! Difícil saber se quem estava sendo assistido ali, minha opinião? Eles estavam mergulhando para nos assistir, somos um bicho bem curioso mesmo embaixo d´água, não?
Início de mergulho no Blue Hole na grande barreira de corais de Belize
No final do mergulho ainda vimos uma tartaruga e uma raia, lindas! Um dos melhores mergulhos da viagem!
Nadando lado à lado com os belíssimos Caribbean Gray Reef Sharks, durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Mergulhando nas paredes de corais de Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
De volta ao barco o almoço foi servido, frango ao curry, salada e arroz bem gostosos e logo tivemos um tempo livre para passear pela ilha e visitar a colônia de pássaros que vive na reserva.
Nosso almoço em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Caminhando nas praias de Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
O Half Moon Natural Monument é casa para mais de 4 mil Red-Footed Boobies, que vem para ilha se reproduzir e outra centena de Fragatas com seus papos vermelhos inflados, dando um show de cores e vida! Maravilhoso!
Pássaro infla seu papo vermelho em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Iguana em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Logo foi a vez do nosso terceiro e último mergulho, no Long Caye Aquarium, outra parede de corais maravilhosa, com mais de 30m de visibilidade e 50 de profundidade. Como era nosso terceiro mergulho ficamos nos 20m e agora sem os tubarões para nos distrair pudemos nos divertir explorando cada caverninha coral e ainda tivemos um encontro lindo com duas arraias xitas (spotted eagle rays). Sensacional!
Barracuda curiosa se aproxima de nós durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
No final do mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize, ainda encontramos essa tartaruga acompanhada de dois peixes pegando carona em seu casco
Uma bela arraia chita durante mergulho em Long Caye Aquarium, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize
Confesso a vocês que se nós tivéssemos pagado o valor acima citado apenas para o Blue Hole eu teria ficado um pouco decepcionada, mas a combinação dos três mergulhos, a visita à colônia de pássaros e o serviço da tripulação foram excepcionais e fizeram o preço super justo!
Momento de descanso em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Dicas Práticas
Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize
Uma das nossas únicas preocupações durante os 3 dias que ficamos em Caye Caulker era rodar todas as operadoras de mergulho para garantir que esta teria o grupo com no mínimo 8 pessoas para poder sair. Foram 2 dias até que eles conseguissem reunir o grupo. A operadora que nos garantiu a viagem foi a Frenchie´s, uma das maiores operações da ilha, muito sérios e organizados e por isso também um pouco mais caros. Este passeio não é barato, são 450 dólares belizenhos (US$ 225,00), incluindo tudo. O mesmo tour saindo de San Pedro custaria mais de B$ 700,00 além de mais tempo de navegação. A viagem em uma lancha rápida é de 2 horas de ida e mais 2 horas de volta, inclui almoço e 3 mergulhos com uma parada rápida na Área de Preservação em Half Moon Caye (taxa de entrada na área é cobrada à parte.)
Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize
Caminhada de Cruz Bay até Caneel Bay - USVI
United States Virgin Islands, ou como os americanos adoram fazer siglas de tudo, USVI. Essas ilhas foram descobertas também por Cristóvão Colombo (ele fez a limpa aqui no Caribe), e batizadas por ele Santa Úrsula e as 11 mil virgens. Durante poucos anos ficou sobre os auspícios dos espanhóis até que a grande guerra entre Inglaterra e Espanha no século XVI enfraqueceu o império espanhol fazendo com que abrissem a guarda de alguns territórios. A partir daí este território começou a ser ocupado por diversas nacionalidades, aqui, principalmente os dinamarqueses. As USVIs pertenceram à Dinamarca até a 1ª Guerra Mundial, quando os Estados Unidos, preocupados com o avanço das tropas alemãs sobre a Dinamarca, acabaram comprando estas terras por 25 milhões de dólares em ouro.
Caminhada de Cruz Bay até Caneel Bay - USVI
Hoje saímos cedo de Fajardo a caminho de San Juan para pegar o vôo para USVI. No aeroporto fiquei feliz quando vi que estávamos na fila dos vôos internacionais, pois uma preocupação constante é o nosso peso extra para todo esse equipamento de mergulho que estamos carregando. Mas não teve jeito, como falamos Porto Rico não é exatamente um território americano, mas também não é um país completamente independente. USVI passa por uma situação parecida, como pertence ao commonwealth americano estávamos em um vôo nacional e tivemos que pagar US$ 120,00 para a bagagem, 25 para cada bagagem e mais 35 para a segunda peça. Nunca vi incluírem apenas a bagagem de mão no custo da passagem... coisa de americanos. Aposto que alguém reclamou na justiça o direito de pagar menos se nunca levava bagagem alguma, e a companhia aérea nunca deve ter repassado este “desconto” para o consumidor. Capitalismo podre.
Caneel Bay, USVI
Chegando à Saint Thomas já pegamos um táxi comunitário em direção à Red Hook, porto mais próximo de Cruz Bay, em St John, onde estamos hospedados. Fomos tentar aproveitar o pouco tempo que havia nos restado, explorando a vila de Cruz Bay e algumas praias dentro do Parque Nacional das Ilhas Virgens. Pegamos uma trilha deliciosa, cheia e cactos, pássaros e ermitões. Apara chegarmos às praias caminhamos em torno de 30 minutos (1,6km) por uma trilha que nos levou direto para as praias conhecidas como Solomon Beach, Honey Moon Beach e Caneel Bay. As duas primeiras maravilhosas, super preservadas, árvores nativas, água transparente, ótima para snorkeling. A terceira, Caneel Bay é uma pequena baía ocupada por um resort, pequeno se comparado com os que vimos nas Bahamas e TCIs, mas grande o suficiente para ter um pequeno campo de golf, praia e marina próprias. Experimentamos uma cerveja local, Virgin Island Pale Ale, escolhida no cardápio pelo Rodrigo, quando provei foi que vimos que ela era “mango natural flavored”! Pô, cerveja com gosto de manga? Essa eu nunca tinha visto! Quando provei o garçom percebeu a surpresa/decepção e acabou nos servindo “na faixa” a versão summer da mesma marca, mostrando que os virgin islanders também sabem fazer cerveja de verdade.
Cerveja com Gosto de Manga - USVI
A recente colonização americana já tem suas marcas, mas percebemos a cultura da ilha completamente misturada. Muitos negros trazidos pelos dinamarqueses para o plantio de cana e imigrantes das ilhas próximas de origem espanhola. Contudo não encontramos ainda nenhuma marca dos quase quatro séculos de influência dinamarquesa, mas ainda temos mais dois dias para descobrir!
Caneel Bay, USVI
Representação da grande explosão que criou a Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos
Nossa viagem pela legendária Route 66 continua, saímos hoje de Flagstaff e temos um longo dia de atividades e muita estrada para chegar em Santa Fé. Hoje novamente máxima que esta região é desprovida de atrações turísticas cai por terra na velocidade de um meteoro e dá uma olhada no estrago que fez!
Foto aérea da Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos
Àqueles ligados no que acontece no universo ao nosso redor, apaixonados pelo espaço, história geológica, química, física e biologia, este lugar vai lhes parecer familiar. Bem vindos à
Visita à Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos
Aqui há apenas 50 mil de anos um meteoro de 50m de diâmetro formado basicamente por ferro e níquel caiu e explodiu logo após penetrar a terra, formando uma explosão de imensa magnitude. Calcula-se que o tempo que ele levou do momento que entrou na atmosfera até o momento que explodiu no chão foi de ridículos 10 segundos. A sua velocidade, portanto seria em torno de 12 km/segundo e o impacto teve uma força estimada de 10 megatons, quase mil vezes a bomba de Hiroshima.
A impressionante cratera do meteoro, ou "Meteor Crater", no Arizona - Estados Unidos
O primeiro estudioso curioso com a cratera era o mineralogista Daniel Barringer em busca de reservas de ferro e metais preciosos pelos idos de 1900. Aqui, porém, ele encontrou um caso tão especial e intrigante que dedicou longos anos para entender qual seria a origem desta imensa cratera. Até aquele momento todas as crateras conhecidas eram consideradas de origem vulcânica, conclusão obtida inclusive pelo Chefe do Instituto Nacional de Geologia Americano.
A impressionante cratera do meteoro, ou "Meteor Crater", no Arizona - Estados Unidos
A prova final de que esta foi uma cratera criada por um meteoro foi encontrada 50 anos mais tarde pelo cientista Shoemaker, que estudava as crateras formadas pelas bombas nucleares que eram testadas pelos americanos em toda esta região. Esta cratera foi formada de forma parecida, o poderoso impacto explodiu o meteoro com um calor tão intenso que formou minerais só produzidos por eventos de grande impacto e eventualmente em explosões nucleares.
No museu, cenário simula o fundo da Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos
A cratera tem 1000m de diâmetro e 200m de profundidade, só para ter uma ideia, caberiam dentro dela mais de 20 campos de futebol! Observamos a maravilha natural do alto de um mirante enquanto imaginamos os primeiros astronautas a pisar na lua treinando lá embaixo, dentro dela.
Lunetas ajudam a visualizar a Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos
Não foi por acaso que este foi escolhido como local de treinamento para os astronautas. Este ambiente seria, na opinião dos especialistas, o local mais parecido com a superfície lunar aqui no planeta terra. Por exemplo, foi aqui que decidiram construir uma roupa mais resistente para os astronautas, pois a calça de um deles teria rasgado ao cair no chão. Simplesmente sensacional!
A NASA fez vários de seus treinamentos na Meteor Crater, no Arizona - Estados Unidos
O museu é muito completo, apresenta um filme com duração de uns 15 ou 20 minutos e uma exposição bem interativa sobre a formação do universo, a diferença entre meteoros, asteroides, cometas e meteoritos e várias outras informações interessantes sobre este universo. Esta atração fica há apenas 25 km da rodovia principal (I-40) e é uma ótima base para esticar as pernas e entender um pouco mais da história do nosso planeta terra.
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