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Blog da Ana - 1000 dias

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Baía de Camamu e Luau no Mutá

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú)

Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


Dia dedicado à baía de Camamu. A nossa pousada, muito pró-ativa, já havia até reservado o passeio para nós, que havíamos pedido informações. Lugar garantido na escuna da Pontal da Baleia, seguimos viagem agora de barco.

O passeio de escuna é aquela coisa, sempre importante que:

1 - A música da escuna tem que ter bom gosto e estar em uma altura confortável.
2 - A escuna não deve estar cheia,
3 - Se estiver, que seja de pessoas discretas e tranqüilas,
4 - Se não forem discretas e tranqüilas, então que sejam simpáticas e engraçadas!

Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA

Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA


BINGO! Nossa escuna não estava tão cheia não, mas ela também não era muito grande. Eram 12 pessoas que iriam compartilhar conosco belos momentos na Baía de Camamu, passando pela Coroa Vermelha, Ilha da Pedra Furada, Ilha do Goió, Ilha do Sapinho e Ilha do Campinho.

Pequena praia na Baía de Camamu - BA

Pequena praia na Baía de Camamu - BA


Destas 12 pessoas, 4 delas nós conhecemos já na pousada, mineiros de Governador Valadares. Giovani, Ginaldo, Mateus e Khoyó, “vulgo” Vovô. Curiosos com a viagem a conversa já começou a esquentar e imaginem se a rivalidade entre os Galos e o Cruzeirense do Rodrigo não pegou fogo!?! Foi uma loucura, nunca tinha ouvido tantas piadas.

O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA

O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA


A primeira parada foi na Coroa Vermelha, banco de areia que se formou há 13 anos e mesmo com tão pouco tempo tem muita história para contar. A primeira que escutamos é que um nativo malandro logo se intitulou dono da “nova” terra e espertamente a vendeu a um belga, que acabou tendo a construção da sua casa embargada pelo Ibama, já que o local é dormitório de muitas garças. Quando fomos confirmar a história com o mestre da nossa embarcação a versão que ele nos contou foi diferente. Um nativo viu a coroa e resolveu logo plantar um coqueiro ali e montou sua barraquinha para vender água e cerveja aos barcos que passavam no verão. Bel (e não o belga), Bel sabem? Do Chiclete com Banana? Sim, ele mesmo. Ele teria oferecido uns trocados ao amigo vendedor para que a areia toda fosse dele e assim foi. Logo começou a construir e a primeira coisa que fez foi o píer no canto da ilha, que logo foi embargado pelo Ibama. Pelo menos o final das duas histórias é igual e, para nós, é muito feliz!

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA


A Ilha da Pedra Furada é uma pequena ilha particular que cobra dois reais para o desembarque. Águas limpas e a formação rochosa curiosa da pedra furada fazem desta ilha um lugar especial.

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA


Não demorou muito para conhecermos os outros casais do barco, Pepita e Moises, casal de baianos recém-casados comemorando a lua de mel. Eles casaram no domingo e Pepita foi votar vestida de noiva mesmo, ficou até famosa, pois apareceu no fantástico dando o exemplo de civilidade! Guto músico paulista e Carol designer de Joinville, ambos vivem em São Paulo e estão aqui tentando ajustar o ritmo frenético à tranqüilidade baiana.

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA


Uma parada estratégica na paradisíaca Ilha do Goió, suas areias rasas e brancas fazem a água da baia que já é clara ficar ainda mais transparente! A ilha possui 3 fontes de água doce e até um manguezal. Pena não podermos ficar um pouco mais para caminhar até lá, conhecer de perto as fontes que abastecem a região.

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA


Atravessamos o estreito canal entre a Ilha do Goió e a Ilha do Sapinho, onde almoçamos e começamos a descobrir os dotes musicais da moçada do barco. Uma moqueca de peixe e muita moda de viola cantada pelo Giovani, que almoço delicioso!

Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros

Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros


Uma última parada para um banho na Ilha do Campinho, ao lado de onde foi construído um porto para escoamento de grãos e abandonado pelo governo antes mesmo de entrar em funcionamento. Menos mau, assim esse paraíso fica ali, quase intocado.

Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA

Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA


A esta altura do campeonato, mineiros, baianos, sulistas e paulistanos já estavam todos amigos, aquela farra! Combinamos todos de nos encontrar na Ponta do Mutá para ver o sol se por novamente, em frente à pousada em que Guto e Carol estavam hospedados. Ontem eu havia ficado curiosa com uma baita fogueira que estava ali montada, mas o pessoal do bar que eu estava disse que era enfeite, que qualquer dia poderia ser acesa. Foi quando vi Guto falando com os seus amigos da pousada que queira acendê-la hoje! Tinha sido feita em homenagem ao seu aniversário! Foi o sol baixar mais um pouquinho que a moda de viola voltou a embalar o final da tarde e a nossa noite.

Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


À luz da fogueira tivemos um luau de lua nova na Ponta do Mutá! Nossos amigos mineiros e o Guto deram um show no violão enquanto eu e Carol matraqueávamos sobre a vida. Foi delicioso... tive que ficar, até tomar coragem de cantar!

Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


Nosso primeiro luau nos 1000dias, olhe até que demorou né? Depois de 220 dias este foi sem dúvida alguma um momento inesquecível! Isso explica o meu atraso... São muitas histórias e para poder contá-las elas devem ser vividas!

Refrescando-se na Baía de Camamu - BA

Refrescando-se na Baía de Camamu - BA

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú), Baía de Camamu, barco, ilhas, Maraú, Península do Maraú, praias

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As Baías de Tobago

Trinidad e Tobago, Speyside, Englishman Bay

A bela praia de Parlatuvier, durante viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago

A bela praia de Parlatuvier, durante viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago


Estamos longe da Fiona, mas não conseguimos ficar longe de uma boa estrada. Hoje decidimos conhecer todo o litoral norte da ilha de Tobago, explorando a maravilhosa Northside Road.

Northside Road, de Speyside à Crown Point, em Tobago

Northside Road, de Speyside à Crown Point, em Tobago


Esta estrada liga Speyside, no extremo leste da ilha, à Crown Point, no extremo oeste, passando por charmosas vilas, belas praias e magníficas baías. O histórico de colonização da ilha torna ainda mais interessante este passeio, pois passamos por vilas de diferentes origens, como a inglesa Charlotteville e a francesa Parlatuvier. Todas entretanto são muito bem temperadas pelos habitantes tobagonians, a grande maioria de origem africana, além de muito calypso e soca music!

Dirigindo de Speyside à Crownpoint, em Tobago

Dirigindo de Speyside à Crownpoint, em Tobago


A estrada sobe e desce as encostas montanhosas, encontrando a cada 10km um povoado diferente, passamos L´Anse Fourmi e logo avistamos a famosa Bloody Bay, palco de alguma batalha sangrenta entre holandeses, franceses e ingleses pela posse da ilha. Hoje fica até difícil imaginar este povo guerreando em suas tranqüilas águas. Ao longe avistamos dois barcos de mergulho nas Sister Rocks, nossos amigos alemães estavam todos lá e nós estaríamos também se não tivéssemos que voar amanhã.

Vista do restaurante em Castara Bay, durante viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago

Vista do restaurante em Castara Bay, durante viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago


Fizemos um pequeno detour até a entrada da Gilpin Trail, uma trilha entre a mais antiga Reserva de Floresta Tropical (Rain Forest) do Ocidente, pelo menos é assim que ela se apresenta. O tempo mudou e nós também decidimos continuar no litoral ao invés de entrarmos na floresta. Retornamos à Northside Road passando por Parlatuvier, passamos reto pela Englishman´s Bay e fomos direto à Castara.

Chegando à Englishman's Bay, durante viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago

Chegando à Englishman's Bay, durante viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago


Castara Bay é um dos novos hot spots para viajantes que procuram algo alternativo e querem ficar longe dos resorts. Encontramos um restaurante super convidativo à beira da praia, mesmo sendo o menu do dia apenas pizza, não resistimos em parar ali e aproveitar a aprazível atmosfera à beira mar.

Restaurante em Castara Bay, onde almoçamos durante a viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago

Restaurante em Castara Bay, onde almoçamos durante a viagem de Speyside à Crownpoint, em Tobago


As distâncias do mapa que temos são um pouco fora de proporção, quando paramos em Castara achamos que estávamos chegando na Englishman´s Bay, então retornamos um pouco e encontramos a pequena estrada que dá acesso a esta praia. Sem dúvida uma das praias mais virgens deste litoral, possui apenas um pequeno restaurante com cardápio crioulo e um bom abrigo para a hora da chuva. Enquanto esperávamos a chuva passar acabamos conhecendo dois casais norte americanos, de Milwauakee. Divertidíssimos e super viajados, Trip, Barbie, Bob e Debbie são parceiros de várias aventuras pelas águas do Caribe e América Central, tentando escapar um pouco do frio de 20°F, algo próximo à - 8°C com muuuita neve.

Encontro com os casais americanos de Miwaukee, na praia de Englishman'Bay, em Tobago

Encontro com os casais americanos de Miwaukee, na praia de Englishman'Bay, em Tobago


Quando a chuva parou e o sol ameaçava sair novamente, caminhamos nesta praia de areias grossas e douradas, entre o verde das montanhas e do mar. Aqui a nostalgia tomou conta, pois em um piscar de olhos nós podíamos imaginar nossos sobrinhos correndo na praia, meus sogros caminhando e o Rodrigo, Guto e Pedro nadando na raia da Praia Vermelha. Este litoral aqui é realmente muito parecido com o litoral norte paulista, porém com água de verde ainda mais radiante.

Praia de Englishman'´s Bay, na costa norte de Tobago

Praia de Englishman'´s Bay, na costa norte de Tobago


Great Courland Bay, região de Crownpoint, em Tobago

Great Courland Bay, região de Crownpoint, em Tobago


Voltamos à estrada, descemos o Arnos Vale e chegamos à Great Courland Bay onde fica o Turtle Beach Resort, por isso é também conhecida como Turtle Beach. Uma praia imensa com um pôr-do-sol fantástico para brindar o final do nosso dia em Tobago. Passamos ainda ao largo de Plymouth e Bucoo Bay em direção à Crown Point, já em clima de despedida. Amanhã seguimos para St. Maarten e St Martin logo cedo, onde iremos comemorar o primeiro aniversário dos 1000dias!

Magnífico pôr-do-dol em Great Courland Bay, região de Crownpoint, em Tobago

Magnífico pôr-do-dol em Great Courland Bay, região de Crownpoint, em Tobago

Trinidad e Tobago, Speyside, Englishman Bay, baías, bays, beach, Praia, Speyside Inn, Tobago

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Nevado de Toluca

México, Toluca

Nessa foto aparecem os dois lagos do interior da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Nessa foto aparecem os dois lagos do interior da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México


Toluca é uma das grandes urbes ao redor da Cidade do México, com mais de 840 mil habitantes que participam ativamente da sua vida, emprestando trabalhadores que vão diariamente a capital apenas para o dia de trabalho, assim como Cuernavaca ao sul e Puebla a oeste.

Igreja na praça central de Toluca, no México

Igreja na praça central de Toluca, no México


O nome Toluca fez parte do nosso cotidiano enquanto dirigíamos para cima e para baixo no DF, encontrando as dezenas de placas que indicavam a 'Autopista Toluca'. A cidade, no entanto, não estava no nosso roteiro até uma semana atrás, quando fechamos o plano de aclimatação para o Pico de Orizaba.

A praça central de Toluca, no México

A praça central de Toluca, no México


O grande Nevado de Toluca, ou Xinantecatl, é a quarta maior montanha do México, um dos mais conhecidos e importantes nevados ao redor da capital e do alto dos seus 4680m de altitude é um ótimo campo de treinamento para os mais ávidos montanhistas.

A Fiona e o Nevado de Toluca, na região central do México

A Fiona e o Nevado de Toluca, na região central do México


Aos que amam montanhas, paisagens vulcânicas, lagos de degelo e um pouco de exercício acima dos 4 mil metros, é o lugar ideal para conhecer um pouco das montanhas mexicanas e adicionar ao seu roteiro algo diferente, uma pitada especial de natureza e aventura. Várias agências de turismo na Cidade do México organizam day tours para o Nevado, com transporte, alimentação e tudo.

Um dos lagos dentro da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Um dos lagos dentro da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México


Toluca está a 66km do Vale do México, apenas 1 hora de ônibus do terminal leste da capital. Foi lá que o Gera e a Valéria se encontraram para vir ao nosso encontro. Enquanto eles vinham de ônibus, eu e Rodrigo atravessávamos as montanhas e lagos entre Cuernavaca e Toluca, passando por pequenos povoados, tianguis (feiras livres) e reservas naturais em uma longa jornada pela única região ao redor da Cidade do México que não possui uma autopista. Seguimos de pueblito em pueblito, curtindo cada engarrafamento na pista simples, até o tão esperado encontro no Hotel Colonial, no centro de Toluca.

Colorida igreja em homenagem à Virgem de Guadalupe, no caminho para o Nevado de Toluca, na região central do México

Colorida igreja em homenagem à Virgem de Guadalupe, no caminho para o Nevado de Toluca, na região central do México


Um passeio pelo centro histórico da antiga cidade espanhola, um jantar bem mexicano e logo estávamos de volta ao hotel nos preparando para a caminhada do dia seguinte. Hoje foram meninos para um lado e meninas para outro, cada qual com seus assuntos e paixões. Gera e Rodrigo falando sobre suas experiências nas montanhas, enquanto eu e Val tirávamos o atraso de quase 1000dias de amizade a distancia, assunto que não acabava mais. A Val trouxe com ela não apenas a sua linda energia e alegria, mas um pedaço de casa, da minha família, de tudo o que mais me faz falta durante essa viagem... Além de umas balinhas de banana de Antonina, Hehehe, amooo!

Nas alturas, o reencontro das amigas no Nevado de Toluca, na região central do México

Nas alturas, o reencontro das amigas no Nevado de Toluca, na região central do México


No dia seguinte cedo estávamos todos prontos para encarar a nossa primeira grande montanha no México. A Val, guerreira, com apenas um dia acima dos 2mil metros lá na Cidade do México, topou a empreitada! A esta altura eu já tinha decidido que não subiria o Orizaba para poder acompanhar a Val nos roteiros de ferias. Então combinamos com os rapazes para acelerarem nos seus treinos, e nós seguimos no nosso ritmo, curtindo a paisagem e respeitando os limites do corpo e da aclimatação.

Admirando a beleza da enorme cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

Admirando a beleza da enorme cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


A montanha estava super protegida por viaturas militares, que viam o movimento na estrada da mesma barraquinha onde paramos para a nossa quesadilla de café da manha. Mal sabíamos que na volta, seriamos nós a passar pela revista da operação padrão, com direito a filmagem na televisão mexicana e tudo! Rs!

Com o Gera e a Val, tomando café já na estrada, a caminho do Nevado de Toluca, na região central do México

Com o Gera e a Val, tomando café já na estrada, a caminho do Nevado de Toluca, na região central do México


O Nevado de Toluca nos recebeu com um sol e céu azul maravilhosos, dia perfeito para uma caminhada! Cumprimos tranqüilamente a primeira etapa, subindo até o mirante do Lagos Sol e Luna.

De longe, a Ana fotografa o Rodrigo e o Gera a caminho do cume do Nevado de Toluca, na região central do México

De longe, a Ana fotografa o Rodrigo e o Gera a caminho do cume do Nevado de Toluca, na região central do México


Com o Gera, chegando à cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

Com o Gera, chegando à cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


Daqui começamos a caminhada ao redor da cratera do vulcão, formada há aproximados 10.500 anos, quando se deu a sua maior erupção. Como bem havia descrito Gera, 'uma das crateras vulcânicas mais lindas que já vi na minha vida!' Aqui o Rodrigo e o Gera avançaram para o seu treino, e eu e a Val circulamos a cratera matraqueando sem parar, sinal de que oxigênio não faltava! Rsrs!

Botando o papo em dia no alto do Nevado de Toluca, na região central do México

Botando o papo em dia no alto do Nevado de Toluca, na região central do México


Toda a caminhada tem vistas maravilhosas, ângulos diferentes para as dezenas de fotografias tiradas neste dia. A etapa final da nossa caminhada de subida foi uma inacabável rampa de cinzas e pedras vulcânicas, mas que com paciência e persistência foi vencida pelas amigas, que chegaram à neve, pouco acima dos 4.400m de altitude! O Ro e o Gera, no maior pique, chegaram ao Pico Águila, a 4.625m de altura!

A Ana e a val na crista do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

A Ana e a val na crista do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


Pela primeira vez acima dos 4 mil metros, a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Pela primeira vez acima dos 4 mil metros, a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México


Lá do alto vimos os picos nevados dos vulcões Popo e Itza, a mais de 100km de distancia em linha reta, emergindo das nuvens cinzentas de poeira e poluição da Cidade do México. Uma vista rara, segundo Gera, que já esteve aqui 2 vezes e nunca tinha conseguido observá-los!

Quase no alto Nevado de Toluca, na região central do México. Ao fundo, o Popo e o Itzla, duas das maiores montanhas do país (foto de Geraldo Ozorio)

Quase no alto Nevado de Toluca, na região central do México. Ao fundo, o Popo e o Itzla, duas das maiores montanhas do país (foto de Geraldo Ozorio)


Feliz da vida, no topo do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

Feliz da vida, no topo do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


Bom agouro para os viajantes e montanhistas! Hoje mesmo cruzamos novamente quase 5 horas de estrada entre Toluca e Amecameca, rumo ao oeste, para continuar a temporada de montanhas. Que venha o Itzaccíhuatl!

Com o Gera e a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Com o Gera e a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

México, Toluca, Montanha, Nevado de Toluca, Trekking, vulcão

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Pit stop em Ilhéus e night em Itacaré!

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré

Catedral de Ilhéus - BA

Catedral de Ilhéus - BA


Hoje o dia em llhéus foi um pit stop para organizar a vida, os textos enquanto aguardava o horário do médico. Consegui um horário só à tarde, 15h30 com o Dr. Paulo Sérgio, otorrino do Centro Médico de Ilhéus. Um pouco antes aproveitamos para ver a orla próxima ao centro histórico e tirar umas fotoilas da Catedral de São Sebastião, Teatro Municipal e do tradicional Bar Vesúvio.

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA


A consulta foi ótima, o Dr. Paulo fez uma limpeza geral, tirou toda a escamação que eu tinha decorrente do fungo que atacou as orelhas e viu que no geral as orelhas estão bem. Sò a direita que está com a membrana timpânica um pouco avermelhada... por isso pediu que eu fique uma semana sem entrar no mar, tome o anti-inflamatório e use o creme na orelha por mais uns dias. Vou fazer tudo direitinho, já que logo logo teremos mais mergulhos e sem eles eu não posso ficar!

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA


Saímos de Ilhéus no final da tarde para Itacaré. Mesmo no escuro já conseguimos entender por que Itacaré é diferente e se destaca no litoral baiano. Ainda na estrada passamos por uma pequena serra, Patrimônio da Biosfera. Esta serrinha é que recorta o litoral formando as diversas praias que fazem parte do município de Itacaré. Chegamos perto das 19h30 e fomos direto para uma pousada que o Rodrigo já havia ficado, alguns anos atrás. Pousadinha na beira da praia da Tiririca, longe do agito da Pituba, rua que reúne todos os restaurantes, lojas e agências de eco-turismo. Rebeca, nossa anfitriã na pousada, nos deu várias dicas da cidade, restaurantes e inclusive a balada que ia pegar nesta noite.

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA


O turismo já trouxe para Itacaré as drogas e com ela os perigos de uma cidade grande, por isso todos sempre falam para tomarmos cuidado em caminharmos por lugares vazios e escuros sozinhos. Descolados, de corpo fechado e nem por isso menos atentos, resolvemos sair andando mesmo pela cidade, afinal é a melhor forma de conhecê-la. Já temos todo o nosso roteiro gastronômico de Itacaré definido, começamos pelo Alamain, um árabe vegetariano maravilhoso! Depois de fazer o reconhecimento dos restaurantes e da Pituba paramos no Jungle para uma caipirinha, onde escolhemos as frutas frescas no que parece uma quitanda, coloridérrima. Depois de uma longa conversa com Vagner, um artesão de Cumuruxatiba que já viveu na Coroa Vermelha, quase casou com uma índia, mas acabou se apaixonando mesmo por uma canadense, com quem foi morar por um ano passando um frio "da porra" em Montreal, o Rodrigo conseguiu me arrancar do bar para irmos “embora”. Ele estava meio cansado, mas ainda assim consegui convencê-lo de ir comigo conferir a balada na Cabana Corais, na Praia da Concha. Uma bela festa onde nativos, gringos e turistas mesclados e embalados por uma banda de forró e a melhor banda de reggae da região! Meio longe de casa, voltamos andando pelas ruas vazias, ainda achei um lanche para aplacar a fome madrugal e vimos o dia amanhecer as 5h da manhã na praia da Tiririca. Que beleza, do jeitinho que eu gosto! Rsrsrs! Agora tenho que eu fazer a minha parte, conseguir acordar “cedo” para caminhar com o Ro até a Prainha!

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré, balada, mar, Praia, Rio

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Georgia Aquarium, o maior aquário do mundo!

Estados Unidos, Georgia, Atlanta

Um Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Atlanta é uma das cidades que mais cresce nos Estados Unidos, com mais de 5,2 milhões de habitantes somando a sua região metropolitana. Nona maior cidade os EUA, a capital do estado da Georgia se tornou um grande hub aéreo tanto para passageiros quanto para carga e desde 1998 o Harstfiled- Jackson Atlanta International Airport é o aeroporto mais movimentado do globo.

A moderna skyline de Atlanta, na Georgia - EUA

A moderna skyline de Atlanta, na Georgia - EUA


Ainda bem que nós chegamos por terra! A Fiona e seu GPS nos levaram direitinho a downtown, melhor base no nosso caso que teríamos uma passagem quase meteórica pela capital.

Caminhando no parque olímpico em Atlanta, na Georgia - EUA

Caminhando no parque olímpico em Atlanta, na Georgia - EUA


Em uma caminhada pelo Centennial Olimpic Park prestamos as nossas homenagens à cidade que ficou conhecida pelo mundo quando se tornou a Sede dos Jogos Olímpicos de 1996. Estátuas e memoriais foram construídos para relembrar atletas e todos àqueles que trabalharam para o sucesso do evento. Logo em frente chegamos ao nosso principal objetivo na visita à cidade: Georgia Aquarium, o maior aquário do mundo!

Imnpressionado com o Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Imnpressionado com o Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Divido em 6 grandes ambientes marinhos, o aquário tem a maior coleção de peixes do mundo e mesmo para àqueles que tem suas restrições em colocar peixes dentro de cubos de vidro se torna uma experiência incrível. Sem contar que os aquários são imensos, tentando me colocar na pele de um peixe, até que não deve ser ruim. Os biólogos responsáveis pelos aquários estão sempre pesquisando e inventando novas técnicas e tecnologias para tornar o ambiente o mais próximo possível ao ambiente natural.

Belíssimas águas-vivas no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Belíssimas águas-vivas no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Túnel sob um dos aquários no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Túnel sob um dos aquários no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O Tropical Diver reúne espécies dos mares tropicais, peixes de recifes e muitas formações coralíneas comuns na região do Caribe, por exemplo.

Uma majestosa arraia-manta no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Uma majestosa arraia-manta no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Cavalo-Marinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Cavalo-Marinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O River Scout apresenta espécies de água doce de vários dos principais rios do mundo, vindos da África, Brasil, Estados Unidos e onde mais você possa imaginar. Lontras, piranhas, tartarugas, peixes e até um par de jacarés albinos lindos!

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um raríssimo crocodilo albino no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


O Georgia Explorer possui as principais espécies encontradas na costa leste dos Estados Unidos, a única tartaruga marinha do aquário está nesta sala. Eles apresentam de forma interativa as espécies de arraias, que podem ser tocadas e ensinam aos visitantes temas como a invasão de espécies, figurando o belíssimo e venenoso Lion Fish. O coitado não tem culpa, mas chegou aqui e agora é uma peste a ser combatida, pois sem inimigos naturais está se proliferando como uma praga e matando todos os peixes pequenos presentes nos arrecifes e corais desde o Mar do Caribe até aqui.

Um enorme Lion Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Um enorme Lion Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


As duas grandes atrações do aquário, quando digo grandes não estou colocando apenas em importância e sim em tamanho, são os gigantescos tubarões baleia e a fantástica baleia beluga!

O incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


No Ocean Voyager, o maior aquário do complexo, estão os quatro tubarões-baleia medindo em torno de 8 metros cada um. Elas quase chegam a apagar o brilho de outros animais tão esplêndidos quanto elas, como as arraias mantas, chitas, águia, um mero gigante e tubarões de diversas espécies, até um tubarão-serra! Este é um dos mais grandiosos e impressionantes momentos da visita.

O gigantesco Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O gigantesco Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Tubarão nada junto com Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Tubarão nada junto com Tubarão-Baleia no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Os tubarões-baleia possuem um hábito alimentar muito particular, eles comem pequenos crustáceos e plânctons, abrindo sua boca gigantesca enquanto passam pelos cardumes. Aqui este hábito é reproduzido pelos biólogos que espalham a comida pela água se movimentando em botes de borracha em 4 linhas diferentes, uma para cada tubarão-baleia. Impressionante é que cada tubarão já sabe qual é a sua linha e se posiciona na hora da refeição!

tubarão-Baleia visto do alto do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

tubarão-Baleia visto do alto do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Os outros peixes também são alimentados, mas a guia do Quick Dip, o tour “Behind the Scenes” que fizemos, nos contou que eles mantém seus instintos e também se alimentam dos seus colegas de aquário. Segundo os biólogos este aquário tem capacidade para receber até seis tubarões baleias! Um animal tão grande e acostumado a cruzar os mares, sinceramente fica difícil acreditar. Como disse o Rodrigo, ninguém perguntou para elas!

Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Observando tubarões no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Extasiados, parecendo duas crianças, como se nunca tivéssemos visto nada disso e achando que nada mais pode nos impressionar, chegamos ao Georgia-Pacific Cold Water Quest. Assim, como quem não quer nada, uma Baleia Beluga grávida nada solitária por um aquário gigante e gelado. Conhecida por ser a única espécie de baleia que tem um pescoço, ou seja, movimenta a cabeça para todos os lados, ela é super curiosa e muitas vezes interage com os curiosos do lado de cá. A primeira Beluga a gente nunca esquece!

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Baleia Beluga grávida no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Continuamos pelos aquários e vamos descobrindo um mundo novo que vive nas águas geladas do Pacífico e do Ártico. Fiquei fascinada com o Dragon Fish, parecido com um cavalo marinho só que ainda mais colorido e decorado. Ao lado dele estão os requisitados King Crabs, caranguejos gigantes, lindas anêmonas que podem ser tocadas, lontras marinhas super brincalhonas, lagostas e várias espécies de pinguins.

O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

O magnífico Dragon Fish no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Carangueijos gigantescos no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Carangueijos gigantescos no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Pinguim no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Pinguim no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Assistimos também o Dolphin Tales, show dos golfinhos em uma mega produção aquática que mistura um musical da brodway com efeitos especiais estilo Las Vegas em um roteiro a la Piratas do Caribe. Assim, já que você está lá e se tem tempo sempre vale ver, mas na minha opinião toda essa mistura ficou meio over. O show do Seaquarium de Miami para mim é mil vezes melhor. Ah! Não é permitido tirar nenhuma foto ou filmar...

Golfinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Golfinho no Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


A exibição temporária dos sapos de todo o mundo também vale a pena e é impressionante! São sapos e pererecas de todas as cores, tamanhos e formatos.

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos

O Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA tem uma variada coleção de sapos coloridos


Nós viajamos o mundo mergulhando, vimos os tubarões-baleia e martelos em Galápagos, reef-sharks e corais multicoloridos no Caribe, cardumes de Lula e peixes exóticos na Tailândia e Indonésia e de repente podemos encontrar todos eles em um mesmo lugar!

Saguão do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Saguão do Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA


Agora, se para nós que já estamos acostumados com o mundo subaquático, fazendo dele um dos grandes motivos das nossas viagens, imaginem para quem nunca mergulhou na vida? Alguns por que não se sentem preparados ou não gostam e outros que por diferentes limitações nunca irão! Ter a possibilidade de ver esses seres marinhos é realmente sensacional! Passando por Atlanta? Não perca a chance de conhecer este incrível mundo submarino.

Visita ao incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Visita ao incrível Aquário de Atlanta, na Georgia - EUA

Estados Unidos, Georgia, Atlanta, Animal, aquário, Georgia´s Aquarium, Mergulho

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Cânions Gaúchos

Brasil, Rio Grande Do Sul, Cambará do Sul (P.N Serra Geral)

Observando (no alto, à esquerda) a grandeza do canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

Observando (no alto, à esquerda) a grandeza do canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS


O mais conhecido cânion gaúcho é o Itaimbezinho, dentro do Parque Nacional Aparados da Serra. Parque formado em 1959, o parque fica na divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e faz fronteira com o Parque Nacional da Serra Geral, criado em 1992. Ambos são administrados pelo Governo Federal, através do ICM-Bio, mas possuem algumas regras diferentes, como por exemplo, os dias e horários de visitação. O Itaimbezinho fica fechado à visitação no início da semana, funcionando apenas de quarta-feira a domingo.

Canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

Canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS


Hoje fomos visitar o Parque Nacional da Serra Geral, onde ficam os cânions Fortaleza, Malacara e o Cânion da Pedra. Divisa natural entre os planaltos sulbrasileiros e o litoral, estas montanhas são formadas por rochas basálticas, devido à atividade vulcânica que um dia ocorreu na região. Composto pela Mata Atlântica e de Araucárias, possui uma biodiversidade imensa, dentre eles lobos guará, veados campeiros, graxaim do mato e várias espécies de pássaros, inclusive a gralha-azul, ameaçada de extinção.

Observando o canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

Observando o canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS


São paredões de mais de 700m de altura que formam verdadeiros desfiladeiros com vistas maravilhosas para qualquer um dos lados. Do alto do mirante do Fortaleza, em dias limpos, podem-se avistar no litoral gaúcho cidades de Torres e a Praia Grande. No alto do platô encontram-se diversas nascentes de água cristalina que despencam sobre os abismos de pedra formando belíssimas cachoeiras.

No alto do canyon Fortaleza, a mais de 1.100 metros de altura, em Cambará do Sul - RS

No alto do canyon Fortaleza, a mais de 1.100 metros de altura, em Cambará do Sul - RS


Cachoeira no canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

Cachoeira no canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS


Além da trilha do mirante, também é obrigatória a Trilha da Pedra do Segredo. O caminho segue pelos campos, atravessa um rio próximo à cachoeira no início do cânion. Na travessia do rio avistamos um veado lindo, que estava ali bebendo água. A paisagem nos transporta para os lugares mais antigos e selvagens do nosso planeta. Beiramos o cânion com vistas sensacionais até visualizar a famosa Pedra do Segredo. É assim chamada, pois está estranhamente equilibrada às margens de precipício e com a vista da abertura do cânion para o vale. Sensacional!

Cervo caminha pela Serra Geral, em Cambará do Sul - RS

Cervo caminha pela Serra Geral, em Cambará do Sul - RS


Esta região ainda guarda outros tesouros naturais ainda conhecidos por poucos. Os Cânions da Pedra e o Malacara possuem trilhas mais longas e aventureiras, que desta vez infelizmente não poderemos conhecer. Tudo bem, estes ficarão para uma próxima aventura pelas terras frias do sul.

Um dos braços do canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

Um dos braços do canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS


No canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

No canyon Fortaleza, em Cambará do Sul - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, Cambará do Sul (P.N Serra Geral), Canion Fortaleza, Parque Nacional da Serra Geral

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Praia de Carneiros

Brasil, Pernambuco, Carneiros, Alagoas, Maragogi

Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


A Praia de Carneiros fica entre Tamandaré e a barra do rio Ariquindá, nome difícil de decorar. Além do cenário maravilhoso formado pela barra do rio, sua principal atração é a piscina natural formada pelos arrecifes e seu mar de intenso verde esmeralda.

Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


No pontal do Rio Ariquindá é onde se localizam as melhores pousadas, no estilo beach clubs, onde os bungalos proporcionam muito conforto e privacidade. Toda esta exclusividade se perde, porém, quando chegam os diversos catamarãs vindos de Porto de Galinhas e adjacências.

Piscina na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Piscina na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


Centenas de pessoas lotam o restaurante e a única piscina natural sobre os arrecifes. Ali também se encontra o Restaurante Beijupirá, tido como um dos melhores de toda a região, pena que nós estávamos com pressa e não pudemos aguardar a hora do almoço para saboreá-lo.

Piscina nos corais bem concorrida, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Piscina nos corais bem concorrida, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


Chuvas esparsas refrescaram a manhã e logo o sol veio a rachar! Depois da praia aproveitamos um pouco a deliciosa piscina e hidromassagem da nossa pousada, afinal temos que justificar o investimento. Seguimos viagem no início da tarde e cruzamos para Alagoas, um buraco em nosso mapa de viagem até agora. Vamos à tão famosa e falada Maragogi, conhecer suas piscinas naturais e águas cristalinas.

Nadando na piscina da Pousada do Farol, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Nadando na piscina da Pousada do Farol, na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


Chegamos no meio da tarde decididos a fazer o passeio amanhã pela manhã. Aproveitamos para trabalhar e nos refrescar na piscina, onde conhecemos um casal interessantíssimo! Alexander, croata de 78 anos, foi campeão croata de tênis e veio para o Brasil há quase 60 anos refugiado da guerra. Olga, 74 anos, nascida no Brasil e criada na antiga Ioguslavia, onde nasceram seus pais. Eles se conheceram na Itália e hoje tem filhos e netos que os consideram um tanto quanto malucos. Não é para menos, pegar um carro em São Paulo e viajar 3 mil km para passar o natal em Natal não é para qualquer um, ainda mais nesta idade! Inseparáveis companheiros de viagem, Alexander se considera um cigano e Olga o acompanha! Se pudesse viver viajando de carro o faria sem problema algum, só voltando de avião de 6 em 6 meses para visitar os filhos e netos. Já viajaram por tudo, de carro ou avião, o que interessa é viajar! Que exemplo! Espero chegarmos a esta idade com o mesmo pique!

Ilha entre o rio e o mar na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Ilha entre o rio e o mar na Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE


Depois dessa nos restou um jantarzinho japonês, já que restaurantes de frutos do mar fecharam. É, nos empolgamos um pouco na conversa.

Curtindo a Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Curtindo a Praia de Carneiros, em Tamandaré - PE

Brasil, Pernambuco, Carneiros, Alagoas, Maragogi, mar, Praia

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Trekking Santa Cruz

Peru, Huaraz

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


O trekking pela Quebrada Santa Cruz é considerado um dos melhores e mais bonitos do mundo. Normalmente ele é feito em 4 dias de caminhada, cada dia caminhando em média 13km e o quarto dia é mais curto, com pouco mais de 5km. Nós decidimos fazê-lo em 3 dias, já que o nosso tempo é curto e precisamos chegar em Guayaquil no Equador, até o dia 09/09.

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Abaixo a nossa programação:

1º DIA – Cashapampa (2.900m) a Llamacorral (3.800m) - 13km
2º DIA – Llamacorral (3.800m) a Taulipampa (4.250m) – 13km
3º DIA - Taulipampa (4.250m) – Passo Ponta Unión (4.750m) – Vaqueria – 18km

A trilha é bem marcada e pode ser feita sem guias, porém aí teríamos que carregar toda a estrutura, barraca, sacos de dormir e comida para os 3 dias ou 4 dias. Como não queríamos ter riscos de atraso, pensamos inicialmente em contratar apenas um arrieiro com uma mula. Ele cobraria em torno de 100 soles, além da alimentação e do equipamento (barraca e saco de dormir) que teria que ser alugado para ele. Teríamos também que encontrar uma solução para o transporte até o início da trilha em Cachapampa, ou táxi, mais caro, ou transporte coletivo até uma parte e uma caminhada mais longa. A outra opção era entrarmos em um grupo, termos o acompanhamento de um guia, um cozinheiro e o arrieiro carregando todo o equipamento, já incluindo os transportes. O preço foi 40 dólares por dia, por pessoa, incluindo tudo! Acabamos optando pela facilidade e agilidade e entramos no grupo da Huáscarán, formado por mais 4 pessoas, uma húngara, um alemão, uma luxemburguesa e um austríaco.

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Sem dúvida alguma foi a melhor opção! Quando chegávamos ao acampamento as barracas já estavam montadas, junto da estrutura de banheiro, tenda de cozinha e “restaurante”. Chás quentinhos, pipoca, lanches de trilha prontos, almoços saudáveis e jantares elaborados também!

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Na barraca, além do nosso isolante térmico, tínhamos um colchão de ar fino, mas que nos dava muito mais conforto. Uma estrutura vip, para realmente só nos preocuparmos em caminhar e aproveitar as belezas que o trekking tinha a oferecer. Além de toda a infra-estrutura, ainda tínhamos a convivência com o grupo internacional e com o nosso guia Oscar, um engenheiro agrônomo super viajado e interessantíssimo! Tibúrcio, nosso cozinheiro, estava sempre mais ocupado, preparando nossas refeições, mas sempre que tinha um tempinho gostava também de socializar e passar seus conhecimentos das montanhas e da região.

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


A experiência deste trekking ficou muito mais rica, pois não se resumiu apenas em conhecer a natureza, mas também a cultura e as histórias do local, ainda com um tempero internacional especial!

Peru, Huaraz, Trekking Santa Cruz

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Fiestas Novembrinas

Colômbia, Cartagena

Desfile de 'carnaval' nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia

Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia


As festas novembrinas marcam as comemorações da Independência de Cartagena. São 5 dias de pura rumba, as festas mais esperadas do ano, como o carnaval no Brasil. Cada dia de festa é marcado por uma programação especial.

Desfile de 'carnaval' nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia

Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia


O primeiro dia é marcado pelas festas populares, com apresentações de cada comunidade, organizada pelas escolas e instituições comunitárias. Todas as crianças e jovens fantasiados, em coreografias lindas e bem ensaiadas, representando temas escolhidos pelo grupo e por sua região.

Desfile de 'carnaval' nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia

Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia


O segundo dia é conhecido como a Batalha de Flores. Durante a tarde toda a Av. Santander, que fica entre o mar e as muralhas da cidade antiga, recebe milhares de curiosos, pessoas que querem conhecer as Reinas (rainhas ou misses) de cada estado, e fazer aqui a sua escolha para a próxima Reina de Colômbia que os representará no Miss Universo.

Desfile de 'carnaval' nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia

Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia


É um grande desfile e uma das festas mais bonitas. As ruas do centro ficam lotadas de locais e turistas em festa, jogando espuma, tinta, água, farinha e o que mais tiverem à mão, em todos os transeuntes. Eu fui um dos alvos preferenciais dos sprays de espumas, pelo menos o cheirinho dele é bom! Rsrs!

Desfile de 'carnaval' nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia

Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia


O terceiro dia de festa é quando acontece a eleição da Rainha de Cartagena. Um desfile parecido com o nacional, porém menor e com as rainhas de cada bairro. Caminhamos pela Plaza San Domingo e pelas estreitas ruas do centro antigo, dançando, conhecendo e fotografando o que podíamos com a nossa camerazinha menor. A bebedeira, a espuma e a multidão não são amigas dos fotógrafos... por isso deixamos as fotos oficiais da cidade para depois.

Pracinha no interior da cidade mudada, em Cartagena, na Colômbia

Pracinha no interior da cidade mudada, em Cartagena, na Colômbia


Em todos os cantos do centro histórico encontravam-se barzinhos, bailes e muita festa! Encontramos até um bloco de carnaval, perfeito! Já estávamos indo embora quando vimos um bar, La Esquina San Diegana, próxima a Plaza San Diego. Um bar minúsculo, cheeeeio de gente! Um bar sem um turista e cheio de famílias, jovens, tiozinhos, tiazinhas e vovozinhos com aquela salsa mais raiz impossível. Salsa, rumba, cumbia, merengue e toda a sorte de músicas latinas.

Arriscando passos de salsa no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)

Arriscando passos de salsa no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)


Finalmente encontramos um bar latino autêntico, original, sem maquiagens e conceitos... ele é o que é, feito pelo povo, para o povo. Alegria e a rumba explodindo, e é claro que quando eu entrei no bar percebi uns olhares daqueles que dizem “o que esta gringa está fazendo aqui?!” Mas não me encolhi. Salsa no pé, águila na mão e rumbora! Depois de muitas espumadas, o Rodrigo começou a conversar com dois amigos que estavam no canto e puxaram papo em inglês.

Com nossos amigos colombianos no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)

Com nossos amigos colombianos no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)


Elith é colombiano e mora em NY e Chris é aqui de Cartagena. Elith é um mestre em danças latinas, dom natural. Ele me tirou para dançar e me ensinou todos os ritmos, uma aula por música. Este bar era tudo o que eu sempre sonhei, ainda com um professor de dança? Incrível!

Bailando salsa com o Elith no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)

Bailando salsa com o Elith no bar Esquina Sandiegana, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)


O quarto e o quinto dia de festa o povo já não agüenta mais, então tudo já parecem um pouco mais tranquilo. Aí vem o dia da ballenata, passeio de barcos com as rainhas pela baía e a noite um baile especial.

Desfile entre os muros de Cartagena e o mar, na Colômbia

Desfile entre os muros de Cartagena e o mar, na Colômbia


No quinto dia é feita a eleição e a definição da grande vencedora e enquanto as rainhas estão sendo julgadas no centro de convenções, cada bairro faz o seu próprio carnaval. O mais conhecido é o de La Popa, bairro no pé do morro onde está o convento. Dizem que é lotado, uma loucura! A esta altura nós já não tínhamos mais pique algum, até que festamos bastante para quem nem imaginava chegar em Cartagena nas maiores festas do ano!

Desfile de 'carnaval' nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia

Desfile de "carnaval" nas festas de independência de Cartagena, na Colômbia

Colômbia, Cartagena, Carnaval, Cartagena de Índias, Festas Populares, Fiestas Novembrinas

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Até logo Fiona!

Brasil, Amazonas, Manaus

Área de passageiros e usuários, no porto flutuante de Manaus - AM

Área de passageiros e usuários, no porto flutuante de Manaus - AM


Dia de embarcar a Fiona no Luis Afonso, barco que irá nos levar de Manaus a Santarém através do maior rio do mundo, o Rio Amazonas. O barco irá partir apenas amanhã, mas combinamos com Zoca, uma das responsáveis pela embarcação, que o carro deveria ser entregue hoje para ser embarcado no Porto Demetrio.

O nosso barco, Luiz Afonso, que nos levará à Santarém (no porto em Manaus - AM)

O nosso barco, Luiz Afonso, que nos levará à Santarém (no porto em Manaus - AM)


A entrega foi no Porto Flutuante ao meio-dia, ali o nível do píer não é compatível com o andar onde a Fiona ficará estacionada. Depois ela foi levada até o outro porto próximo para a manobra. De qualquer forma foi bacana irmos até lá, já conhecemos a plataforma de embarque flutuante, agora de outra perspectiva.

Orla do Rio Negro no centro de Manaus - AM

Orla do Rio Negro no centro de Manaus - AM


A visão do píer onde fica a praça de alimentação, os prédios antigos e a placa que marca todas as maiores cheias do Rio Negro. Os níveis mais altos foram marcados nos anos de 1953, 1976 e depois no ano de 2009.

A placa com dados anuais da cheia máxima do Rio Negro durante o último século em Manaus - AM. A cheia máxima foi em 2009!

A placa com dados anuais da cheia máxima do Rio Negro durante o último século em Manaus - AM. A cheia máxima foi em 2009!


Nossa convivência com este carro é tanta que nós já sabemos o que ela pensa e como ela se sente. Com certeza estava pensado, “Ihhh, porto de novo? Vocês terão coragem de me abandonar mais uma vez?”. Mal sabe ela que amanhã iremos encontrá-la e que desta vez viajaremos juntos de barco, até Santarém!

Fiona aguardando para ser embarcada, no porto de Manaus - AM

Fiona aguardando para ser embarcada, no porto de Manaus - AM

Brasil, Amazonas, Manaus, Fiona

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