2
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
Ovelhas aproveitam o dia de sol em São José dos Ausentes - RS
Chega finalmente a massa de ar polar tão esperada! O dia amanheceu tão frio, tão frio, que eu não conseguia sair da cama! Tomei o café da manhã e voltei para debaixo das cobertas, aproveitando para trabalhar bastante até a hora do almoço. Aí, sol a pino, céu azul, tive que tomar coragem. O nosso almoço de despedida foi mais um maravilhoso churrasco à moda gaúcha e comida tropeira da melhor qualidade.
Pinhão, nosso aperitivo todos os dias no hotel em São José dos Ausentes - RS
O Seu Domingos e seus filhos Anápio, Francisco e Henrique cuidaram de nós muito bem, estamos saindo daqui bem rechonchudinhos, sinal de saúde nos tempos antigos. A intensa convivência com as tradições desta terra fria, pinhão, chimarrão, boa comida e música gaúcha foi deliciosa, só faltou um passeio a cavalo.
Com o Seu Domingos, gaúcho da gema, em São José dos Ausentes - RS
Hoje pegamos estrada em direção a Cambará do Sul. Fomos pelo caminho mais curto, estrada de terra que cruza as serras, quase sem placa alguma, tivemos que confiar no GPS. Paisagens de campos, fazendas e araucárias com aquele céu de brigadeiro! Mas amigos no norte e nordeste, não se enganem, esse céu azul é sinônimo de frio e geada! A frente fria que entrou promete temperaturas abaixo de zero para esta noite.
Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS
Brincando com borboletas na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
2º Dia – Igapó-Açú ao KM 500 – 250 km
Madrugamos na Pousada da Dona Mocinha. Os motociclistas Saré, Manga, Verô e Augusto já estavam devidamente equipados para subir em suas motos e atravessar a balsa rumo a Manaus no seu último dia de viagem. Tomamos um café da manhã gostoso à beira do Igapó-Açú com os olhos grudados no rio, os botos costumam aparecer pela manhã, mas ainda estava muito cedo para eles.
Despedida dos motociclistas aventureiros no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia
Um dia longo estava pela frente, nosso plano? Temos que dirigir 250 km por um dos piores trechos de estrada, do Km 250 ao Km 500. No caminho nossa única certeza eram as torres da Embratel a cada 30 km, muita mata e uma longa jornada pela frente.
Aos poucos, a BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho, vai ficando mais e mais estreita
O que até aqui havia sido uma estrada de terra, com trechos de asfalto erosionado pela água e pelo tempo, agora se tornava uma picada. A BR-319 se estreitou e a mata passou a arranhar aflitivamente o metal da carroceria da Fiona. Por alguns quilômetros ela se tornou mais e mais estreita, dando a impressão que a qualquer momento já não teríamos por onde passar.
Aos poucos, a BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho, vai ficando mais e mais estreita
Atravessando uma das centenas de pontes da BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Nos acompanhavam do alto bandos de pássaros livres e com uma pista de vôo imensa pela frente. Não deviam entender a nossa cara de “onde estamos nos metendo?”, pois além de conhecerem toda aquela região como a palma da mão, eles tinham também uma bela vista aérea da nossa situação. Nos embrenhamos em meio à Floresta Amazônica, araras azuis, tucanos, borboletas e torres da Embratel nos mostravam de tempos em tempos que estávamos no caminho certo.
Um lindo casal de araras coloridas na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Enorme revoada de pássaros na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
De repente a estrada se alarga novamente e a cena repetitiva de árvores e torres, fios e buracos, pedaços quebrados de asfalto sumindo e reaparecendo, se tornava uma sinfonia monótona para os nossos olhos. A cada rio a esperança de que a pontes de madeira estivesse lá, inteiras e firmes para nos abrir passagem. Impossível não imaginar os rios altos levando as pontes embora e isolando essas comunidades. Seja para o barco ou seja para o carro, o litro do diesel chega a custar 20 reais durante o período de cheia nessa região! Ultrajante! Assim é claro que o povo vai precisar sobreviver com o que pode encontrar aqui na floresta, madeira e caça, acima da linha d´água.
Atravessando uma das centenas de pontes da BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Voltamos à estrada e já quase 200 quilômetros depois começamos a perceber que algo mudava na paisagem. A floresta dá lugar a pastos, tocos queimados de árvores e os limites da fronteira agrícola-pecuária do oeste do estado do Amazonas começavam a dar as caras. Finalmente passamos a “Fazenda dos Catarino”, um ponto de referência que tínhamos. Polacos andando em tratores, homens, civilização! É a área mais devastada que cruzamos até agora... Amazonia, essa paisagem não lhe pertence...
A cada trinta e poucos quilômetros, uma torre da Embratel dá o sinal de civilização na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Cada vez mais gado na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Os últimos 50 quilômetros foram infindáveis. Cansados e quase sem luz decidimos parar na torre da Embratel do KM 500. O portão grande estava fechado a cadeado, mas nós pudemos passar por uma abertura no aramado que a cercava, enquanto a Fiona teve que dormir do lado de fora.
Preparando acampamento em torre da Embratel na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Fizemos o nosso jantar com o restinho da luz, armamos a rede do Rodrigo na varanda da casinha e eu decidi dormir no chão, pois desde que saímos do barco vindos de Tefé estou com a minha rinite atacada. Sem dúvida a rinite começou por que passei 3 dias na rede nova e empregnada de pó. Enfim, coloquei meu colchonete no chão, entrei no meu saco de dormir fininho e munida de lanternas passei a noite sem dormir e respirar direito em plena floresta amazônica. Uma coisa aprendi, NUNCA durma no chão na Amazônia, os índios não o fazem, os ribeirinhos tampouco, sabedoria empírica de quem convive e sabe muito bem que em terra de aranhas, besouros, formigas carnívoras e cobras peçonhentas o chão é o último lugar para deitar tranquilo. Eu nem havia pensado nisso, mas meu subconsciente sim! Acordei a cada 10 minutos preocupada com as aranhas e cobras que eu via nos meus sonhos subindo ou se aproximando de mim.
Minha rede já está estendida na casinha da Embratel, na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Dias depois ainda descobri que exatamente nesta área foram registradas avistagens e um ataque de onça nos últimos meses! Por isso o KM 500 da BR-319 é conhecido carinhosamente pelos locais como “Toca da Onça”. É minha gente, ainda bem que essa não era a minha vez!
Céu completamente strelado na nossa noite na torre da Embratel, na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Última vista do Farol numa linda manhã
Hoje retornamos da Ilha do Mel, novamente com aquela mesma sensação de quando saímos de Superagui e Barra do Ararapira... sabendo que não voltaremos lá em pelo menos 1000dias! É um sentimento que certamente iremos nos acostumar: chegar a novos lugares maravilhosos, fazer novos amigos e nos despedirmos sempre. Nos despedimos do Zeco e da Uana na Grajagan, do André da Mar&Sol que pegou a mesma barca que nós e também da Lúcia do estacionamento que sempre paramos. Santa Lúcia que nos salvou, pois o Rodrigo esqueceu o computador dele lá e ela veio atrás de nós de carro para devolver. Ufa...
Em Curitiba já tínhamos diversos afazeres, detalhes que surgiram na última hora, conferência da mala para Miami, almoço de despedida com o Pai e ainda uma última reunião sobre o site, que ainda está atrasado... Infelizmente o site é o que mais nos preocupa, mesmo tendo começado o processo de criação e produção do site com bastante antecedência, não conseguimos ainda colocá-lo em pleno funcionamento. Enquanto isso, preparamos todo o conteúdo para atualizar o site assim que entrar no ar.
No final do dia, fizemos um lanche “brasileiro” rapidinho, preparado pela Dra Patrícia, minha mãe. Impressionante como ela sempre cuida de tudo nos mínimos detalhes. Requeijão Poços de Caldas para o genro querido, torta de frango que eu adoooro e ainda docinhos brasileiros, goiabada, queijadinha, suco de manga... delícia! Além do lanche a mãe também se prontificou a nos levar para o aeroporto e, se não fosse a sua pilotagem ávida e um tanto quanto agressiva, teríamos perdido o vôo, estresse total! Uma vez no vôo para SP, tudo estava sob controle, logo depois embarcamos para Miami. Um vôo de 7 horas pela frente, das quais não dormiremos praticamente nada, que beleza! Não vejo a hora de chegar logo, encontrar os amigos Marcelo e Su que irão nos hospedar e depois Juliane e David, my brand new brother in law.
Indo embora da Ilha do Mel
Na barca, voltando da Ilha
Na barca, com o amigo André
Nossa guia na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
Dona Margarita completará esta semana 84 anos, portanto viveu a Cuba de antes e depois da revolução e tem uma memória muito vívida do que passou. Casou-se em plena revolução, no ano de 1959, e passou a fazer parte de uma família de adeptos do novo regime.
Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba
Na mesma época sua irmã, casada com o dono de uma grande revista, foi-se de Cuba para o México e depois Estados Unidos. Meses depois, sabendo que sua revista seria tomada pelo estado, seu marido mandou pagar 3 meses de salário a todos os funcionários e fechou a empresa, recomeçando nova vida fora do país. Tempos difíceis em que uma das primeiras medidas do novo governo foi estatizar tudo o que existia na ilha. Aos que se foram não foi dado direito de retirar nada, nem um pertence, nem mesmo um quadro da parede, muito menos o dinheiro que possuíam no banco. Saíram de casa e do país com a roupa do corpo. Suas casas foram tomadas pelo estado e redistribuídas para a população. Grandes casas passaram a ser compartilhadas por duas, três ou mais famílias. O proprietário de um edifício ficou apenas com um apartamento e os outros foram distribuídos.
Moradias no centro de Havana - Cuba
Dona Margarita possuía um salão de beleza, ganhou vários prêmios internacionais, tinha muito talento. Mesmo com bons contatos dentro do novo governo, seu salão foi tomado e um cargo de fiscal dos salões lhe foi oferecido. Sua família era muito saudável financeiramente e junto ao seu esposo decidiu não aceitá-lo, não seria preciso. Seu sogro foi médico e um dos conselheiros de Fidel, trabalhando como chefe de medicina em um dos órgãos do governo. Ajudou muita gente, não apenas nos tratamentos médicos, mas também aos que tinham interesse de sair do país, já que acreditava na liberdade acima de tudo. Estiveram aqui nesta casa os cabeças da revolução, como Ernesto Che Guevara e Fidel Castro, sentados nas mesmas cadeiras e na mesma mesa que hoje nos sentamos para o café da manhã. “Fidel é um homem muito amável, bem apessoado e muito inteligente.”, nos conta ela. Pergunto sobre Che, se era mesmo “guapo” como dizem, ela ri e concorda.
Despedindo-se da simpática e octagenária Margarita, dona da casa onde ficamos em Havana - Cuba
Enquanto conversamos com ela, Margarita, sua ajudante homônima, aproveita um momento em que ela está longe e nos conta que a revolução foi ótima para os pobres. “Eu sou pobre, meu pai era entregador de jornal, e hoje eu tenho uma filha formada em enfermagem e outra filha na universidade. Eu nunca poderia pagar o estudo delas se não fosse por Fidel.”, nos conta Margarita. Ao final fica claro que ambas defendem a revolução, ainda que com memórias, passados e futuros completamente diferentes.
Os simpáticos e divertidos cubanos da capital Havana
As casas particulares foram uma das poucas coisas não desapropriadas, a não serem mansões desproporcionais às necessidades da família ou propriedades daqueles que deixaram o país. Algumas coisas são um pouco cinzentas, até dentro de uma revolução tão radical, privilégios foram dados e são dados àqueles mais próximos do partido. Ninguém consegue ser 100% imparcial, nem mesmo Fidel.
Propagandas do socialismo, muito comum nas ruas de Havana - Cuba
Não é por acaso que quando perguntamos para as pessoas quem é o herói preferido da revolução, muitas nos dizem “Che Guevara, ele sim era o verdadeiro comunista.” Durante sua luta com a coluna revolucionária Che dava exemplos que faziam dele o mais amado e mais temido líder. Uma história contada por seu Rubens, na Playa Girón conta que ele chegava e pedia abrigo e comida para agricultores que recebiam a ele e sua tropa e lhe ofereciam tratamento especial, como um frango na comida e uma cama com colchão. Che perguntava: “Há frango para todos? Há colchão para todos os meus homens? Não. Então eu comerei o mesmo que eles e dormirei em redes ou no chão como todos eles.” Ao mesmo tempo Che era impiedoso e não titubeava em metralhar aqueles que cometiam injustiças e traições. Certa vez Che cruzou um grupo de campesinos da luta clandestina que em nome da revolução estavam roubando comida e bens dos pequenos agricultores e das famílias no seu caminho. Não teve dúvida, matou a todos, sem titubear.
A figura de Che, sempre presente! (em Cienfuegos, em Cuba)
É curioso pensar que dois dos grandes líderes da revolução, Che e Camilo Cienfuegos tenham morrido em situações suspeitas. Che, pego pelo serviço secreto americano na Bolívia, há quem diga que teria sido delatado por seus companheiros comunistas. Camilo em um acidente aéreo em Cuba, voltando de um compromisso como Ministro das Forças Militares. O avião caiu em uma área rasa e de mar azul, transparente, porém ainda assim, o avião nunca foi encontrado. Dizem que Camilo e Raúl disputavam a mesma mulher... Mulheres sempre as culpadas.
Arte com a figura de Che Guevara em galeria de Trinidad, em Cuba
Fato é que simpatizantes da revolução ou não, todos concordam que Fidel é um homem especial, muito inteligente e que se não fosse a sua liderança, a força revolucionária nunca teria vencido. Correm pelas ruas de Havana e por todos os cantos de Cuba algumas lendas sobre o seu líder (ou ditador?). Dizem que Fidel já possui 2 clones, um mais jovem que não teria dado muito certo, e outro mais velho. Cada um deles é utilizado na televisão, mostrando suas fraquezas ou suas forças, para manipular a opinião pública nacional e internacional. Fidel mesmo, o original, deve viver por muito tempo. Por fora parece velho, mas por dentro está completamente jovem, pois já renovou todas as suas células com tratamento de células tronco e suas veias são tubos plásticos! “Não, não, não! Não são as veias!” Alguém corrige, é o seu intestino! Ele nunca teve câncer, só uma infecção terrível no intestino que já foi substituído por tubos plásticos.
Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
Sabe Deus! “Nada neste país irá mudar enquanto Los Hermanos Castro estiverem no poder.” Tampouco querem que mude, havendo fortalecimento econômico, mais dinheiro, alimento, e liberdade, o regime poderia ser mantido. “Cuba é o melhor lugar do mundo, mesmo se abrissem, eu não trocaria o meu país por nada.”
Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM
Você deve estar se perguntando, ué, mas vocês não voltaram para o Brasil? Qualé a desse nome em inglês, Iracema “Falls”? Pois é, isso só confirma o que todos nós sabemos na teoria, a Amazônia não é nossa!
Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM
Ok, não tenho dados suficientes para afirmar isso. Exageros à parte, a quantidade de turistas estrangeiros na Amazônia é tão grande quanto o fascínio pelo “estrangeirismo” que o nosso povo tem. Nomes americanizados com “w, y e son”, são comumente encontrados em todo lugar. Um bom exemplo é o nome do índio Willys, batizado em homenagem ao nome escrito no jipe do padre que havia vindo catequizá-los. Umas letrinhas tão diferentes, tão bunitinhas... Isso explica também a imensa placa da cachoeira que fomos conhecer hoje, “Iracema Falls”. Eles oferecem uma boa estrutura de apoio, mas o principal sem dúvida está na manutenção das trilhas, sinalizações e segurança. Fizemos um circuito circular passando por algumas grutas lindíssimas e muito úteis na hora em que começou a chover.
Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM
Parte da trilha segue por uma passarela de madeira que protege de erosão a área da margem. As cachoeiras da região de Presidente Figueiredo em época de chuva têm proporções amazônicas! É muita água! A Cachoeira Iracema é belíssima, larga e com um grande lago impossível de nadar ou se banhar nesta época do ano. No entanto encontramos algumas pessoas que nos disseram não ser comum esta quantidade de água. Nos períodos mais secos se pode nadar no lago e inclusive escalar a cachoeira! Inacreditável!
Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM
Seguimos caminhando por 30 minutos beirando o rio e chegamos à Cachoeira das Araras. Uma queda dupla e também com um volume de água imenso. Bela caminhada por uma floresta úmida, trilha plana, bom exercício. Paramos no meio do caminho para nos refrescarmos, o Ro em uma área mais funda e com uma forte correnteza, eu nas corredeiras mais rasas e tranqüilas. Delícia!
Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM
Continuamos para a próxima atração, são tantas que fica difícil escolher. Aqui ou você vem com aquele pique de quicar de cachoeira em cachoeira, ficando 10 minutos em cada uma, ou escolhe algumas das melhores, relaxa e aproveita. A maioria tem trilhas curtas e permitem passeios mais rápidos, mas as mais fáceis também são as que oferecem mais estrutura e por isso cobram entrada de 10 reais por pessoa, em média.
Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
Ainda não tínhamos aproveitado as corredeiras do Urubuí e o Ro ainda estava com a ideia fixa do “body cross” nas rápidas. Almoçamos enquanto esperávamos o pessoal do bóia-cross chegar. São eles que conhecem melhor do que ninguém o local e são os mais indicados para ensinar o caminho das pedras (literalmente) para o Rodrigo. Neto foi o professor, andou para cima e para baixo com ele, mostrando cada corredeira, cada pedra e cada buraco. Pulou uma vez mostrando como deveria fazer, super paciente e dedicado ensinou passo a passo e até pulou junto com ele.
Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
A descida foi rápida e quase indolor, não fosse uns arranhões e leves pancadas que o Ro ganhou no cotovelo, mão e quadril. Os caras são tão bons descendo as corredeiras que até parece fácil olhando de fora, mas na prática a coisa é bem diferente. Acho que o Ro sentiu isso e por isso não quis voltar lá não! Rsrsrs! Eu fiquei no bóia cross e nas minhas aulas básicas de corredeiras nível 1, até avancei para o 2, peguei um jacaré, fiquei no turbilhão e até me soltei no body cross básico, lá na parte fácil.
Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
Aproveitamos até a noite cair e nos despedimos assim de Presidente Figueiredo, que ainda está no nosso caminho quando voltarmos da América do Norte pela Venezuela. Por agora podemos dizer apenas um até logo, voltaremos a explorar suas cachoeiras!
Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago
Depois de uma longa noite mal dormida, tive que me colocar em pé e com malas prontas logo cedo, pois Brian estava nos esperando. Ontem à noite me empolguei e fiquei tirando o atraso aqui do blog até as 3am, depois com dor de cabeça não conseguia dormir! Enfim... Aproveitei para descansar um pouco na viagem para Speyside, enquanto Rodrigo se inteirava das vilas e cidades no caminho, na conversa com Brian. A tranqüilidade dele realmente nos espantou, no meio do caminho alguém o avisou que estava com pneu furado, sem nem reclamar, Brian saiu do carro e constatou o fato. Rapidamente retirou o step, macaco e ferramentas e aí tudo o que ele tem de tranquilo, ele teve também de ágil e prático para trocar o pneu. Engraçado que o step era tão pequenininho, parecia um pneu de bicicleta perto dos outros! Mais uns 2 km e já estávamos na borracharia, que em 10 minutos já colocou aquele chicletão (o mesmo que usamos na Fiona uma vez) e pronto! Tudo muito prático, tudo muito zen. Seguimos viagem e logo chegamos à pequena vila de Speyside.
Caminhando para a praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago
Uma pequena vila de pescadores, Speyside começou a ser freqüentada por turistas em meados do século XX, quando um engenho de açúcar se transformou em um grande hotel, o Blue Water Resort.
O barco sabe pescar sozinho! (em Speyside - Tobago)
A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago
Emile nos indicou um hotel chamado Speyside Inn, disse que era próximo à praia e o principal, tem tinha uma operadora de mergulho! Assim que chegamos vimos que não é apenas perto da praia, é exatamente em frente à praia! Já deixamos a nossa saída agendada para amanhã com o pessoal da Extra Divers, não vemos a hora de colocar as nadadeiras e cair na água!
Ruínas de antigo forte em Speyside - Tobago
Um cenário sensacional, logo em frente fica a Goat Island e Little Tobago. Esta é uma grande ilha que nos idos de 1800 abrigava uma plantação de algodão e no início do século XX, se tornou a Ilha dos Pássaros do Paraíso. O britânico Sir Willian Ingram, apaixonado por aves, importou da Papua Nova Guiné mais de 50 espécies de aves e criou um santuário para a proteção destas espécies em extinção. Flora, o furacão de 1963, dizimou a maioria dos pássaros e seu habitat, e hoje o governo administra a ilha, mantendo o projeto de Sir Ingram, porém com aves nativas.
Vista do mar em Speyside - Tobago
Uma curta caminhada nos levou do nosso hotel à praia do Blue Waters. Passamos pelas ruínas do engenho de açúcar e por um pequeno monte com uma vista panorâmica da belíssima baía. Do alto a vista da praia é sensacional, principalmente quando o sol ilumina as águas azul-esverdeadas. Um ano depois, começo a me sentir no Caribe novamente!
Placa com informação importante! (em Speyside - Tobago)
Leitura de jornal na praça central de Iquique - Chile
Iquique é uma cidade praiana, toda a sua principal estrutura está voltada para o mar. Acordamos cedo e da janela do hotel vimos aquela cena saudável de corredores em uma competição dos 10km, homens e mulheres, independente da idade e to tempo cinza se reuniram para praticar esportes e bater suas metas. Isso nos deixou animados e logo emendamos uma corridinha à beira do Pacífico.
Manhã de sol em Iquique, no norte do Chile
Não só a estrutura de lazer está à beira mar, começando pelo imenso e conhecido Porto de Iquique. Depois da decadência da atividade salitreira na região o porto e a abertura da Zona Franca de Iquique passaram a ser as principais atividades econômicas. Ainda assim a mineração é responsável por grande parte da riqueza que circula na cidade, assim como era no início do século.
Prédio do governo em Iquique - Chile
O centro histórico nos conta um pouco dessa história em seus casarões em estilo colonial inglês, bondinhos antigos e prédios governamentais imponentes. As companhias salitreiras dominaram não apenas financeiramente, como culturalmente e trouxeram para a cidade os ares aristocráticos da alta sociedade londrina.
A praça central de Iquique - Chile
A praça principal possui uma torre com um relógio, rodeado por chafarizes e um coreto. Pouco adiante um restaurante croata nos fez lembrar a história da imigração deste povo, que nos foi contada em linhas gerais por Krasna. Não, seu nome não é mera coincidência. Depois de um passeio e um almoço gostoso nas ruas do centro, seguimos para a ZOFRI – Zona Franca de Iquique. Além de estarmos curiosos em ver como ela funcionava, queríamos dar uma xeretada nos preços de alguns produtos.
Prédio tradicional no centro de Iquique - Chile
Localizada na região norte da cidade, a ZOFRI é gigantesca! Centenas de lojas, indústrias e serviços, principalmente eletrônicos e automotivos. É por aqui que entram e saem a maioria dos carros usados que são vendidos ao Paraguay, o único país autorizado a importar carros usados, pelo menos aqui na América. Lojas de carros americanos, europeus, acessórios e tudo o que vocês possam imaginar. No seu entorno fica uma área residencial de classe baixa, quase uma favela, onde vive grande parte dos trabalhadores.
Cerveja Austral Patagônia, uma das melhores do Chile (em Iquique - Chile)
Depois deste breve role de carro, adentramos ao único local aonde meros mortais e curiosos poderiam acabar parando, o Mall ZOFRI. Um shopping megalomaníaco que consegue reunir todos os tipos de loja e de produtos possíveis. Imaginem um shopping popular, anexado à um dos shoppings mais elitistas da cidade, é assim. Lojas caríssimas de marcas luxuosas ficam a dois corredores das lojas de quinquilharias chinesas. Uma loucura! Fomos às lojas de equipamentos outdoor e à Nikon, tivemos que nos segurar para não fazer uma loucura, que vontade de gastar! Rsrs!
Visitando a Zona Franca de Iquique, ou ZOFRI (Chile)
Enfim, Iquique pode nos levar da beira da praia a um dos lugares mais consumistas criado pela humanidade. Tudo isso depois de uma viagem no tempo e espaço para o início do século em um pedacinho de Londres em pleno litoral norte chileno.
Enfrentando as águas frias do Oceano Pacífico em Iquique, no norte do Chile
Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Além de importante ponto de passagem pela Carretera Interoceânica para aqueles que, como nós, estão a caminho de Cuzco, Puerto Maldonado é um dos principais pontos de partida para as aventuras amazônicas dos turistas de todas as partes do mundo que vem até o Peru e querem ver algo diferente depois de passarem por Machu Picchu.
Admirando o pôr-do-sol do alto da ponte sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Localizada na confluência de dois grandes rios, Tambopata e Madre de Dios, ela é a porta de entrada para reservas de turismo ecológico estruturadas para receber turistas exigentes com gosto pela aventura. Jungle Lodges de todos os preços e estruturas estão localizados ao longo dos rios e oferecem tours de 2 até 8 dias de incursão pela floresta prometendo um mergulho na fauna e na flora amazônica.
A bela ponte que atravessa o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
A Reserva da Tambopata, Colpa de Guacamayos e o Parque Nacional Manu são as principais atrações. Elas garantem o avistamento de ariranhas, jacarés, macacos, diversos tipos de pássaros e na época certa, uma das maiores revoadas de araras vermelhas. Os guacamayos (araras), constroem seus ninhos em buracos feitos nos barrancos do rio na época seca. Na última semana alguns turistas ainda deram sorte de cruzar com uma onça pintada, o prêmio máximo dos que se aventuram por essas terras.
Barco navega nas águas do rio Madre de Dios durante o entardecer em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Nós chegamos sem grandes expectativas, como acabamos de vir de uma temporada internados na Reserva Mamirauá, um jungle lodge do lado brasileiro, pensamos em explorar em um dia os arredores da cidade e seguirmos para Cuzco. Para sentirmos bem o clima e aproveitarmos o pouco tempo que tínhamos, resolvemos ficar hospedados no Wasaí Lodge, às margens do Rio Madre de Dios. O lodge é simples, sem muitas firulas, mas bem integrado à natureza tem casas altas em meio às árvores e com janelas apenas protegidas por telas mosquiteiras. Turistas vem e vão deste lodge que serve apenas como base para os tours e o lodge principal que está localizado no meio da floresta, rio abaixo.
Fim de tarde sobre o rio Madre de Dios, em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Pelas passarelas da pousada cruzamos com uma família de preguiças que vive por aqui. Fiquei horas interagindo com uma delas, que me ensinou como o bicho preguiça de preguiçoso não tem nada. Ele saracoteou pelas árvores ao redor da pousada e até escalou por dentro o telhado da sala de estar onde eu estava usando a internet.
O simpático bicho-preguiça que vive nos jardins do nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Incrível a flexibilidade, força e tranquilidade com que ela se movimenta, suportando todo o seu peso em pequenas agarras que encontra na parede ou teto, com apenas um braço e seus três dedos! AMEI! É ou não é o bichinho mais amado da face da terra?
O ativo bicho-preguiça que vive no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Enquanto observava nossa amiga preguiça eu preparava um macerado de melão caetano, folhas que eu tinha pego com o Duda, irmão do Nilson Mendes lá em Xapuri. O Nilson me garantiu que o macerado desta planta com mel me curaria da rinite e dessa porcaria de pneumonia que quis me atacar. Passei a manhã fazendo esse macerado, consegui uma tigela com o pessoal da cozinha do lodge, amassei a planta e misturei com o mel. Quando estava pronto o pessoal da pousada me viu e disse que antes de tomar aquilo, que falasse com a Dona Elsa, a mãe do dono da pousada que conhece todas as receitas da floresta! Uma figura rara, Dona Elza tem 88 anos e um pique invejável! Me contou que seu marido passou mais de 20 anos lutando contra um câncer, sendo 15 deles só tomando as garrafadas que ela preparava. A garrafada pode ter diferentes ingredientes, mas mel, pisco, pau unha de gato e um melado mais comum aqui no Perú são sempre a base. Fez que fez, falou, dançou e até colocou “este chico brasileño” que ela adora para tocar: Michel Teló! Queria que eu ensinasse a dancinha e tudo. Uma loucura a veinha! Rsrs! Enfim, tomei a garrafada e ela me fez prometer que voltaria ali para as outras doses. É Donda Elsa, mal sabia eu que não poderia cumprir a minha promessa.
Socializando com um simpático bicho-preguiça no nosso lodge em Puerto Maldonado, na amazônia peruana
Igreja em em Cambará do Sul - RS
Cambará do Sul é a cidade de acesso para os cânions gaúchos. Mais baixa que São José dos Ausentes e ainda assim muito fria! Com a entrada desta nova frente fria, esta noite os termômetros da cidade marcaram a temperatura de -5,5°C! Nós estávamos bem quentinhos embaixo das cobertas, mas a Fiona... coitada. Ficou passando frio na garagem a noite toda, seu diesel empedrou e logo cedo quando saímos para as atividades do dia ela não tinha forças para se mexer! Andamos uma quadra com o motor penando para acelerar e chegamos à uma mecânica.
Gelo no alto do mirante do canyon da Fortaleza, em Cambará do Sul - RS
Eles logo diagnosticaram, combustível empedrado, o diesel congelou! Deixamos o carro funcionando por quase 20 minutos, mas não foi suficiente. A luz do filtro de combustível já havia acendido e já estávamos nos programando para passar em Caxias na concessionária. Mas assim, não conseguimos nem chegar até lá! Bom, passamos no posto de gasolina, com esperança que adicionando o combustível com anti-congelante a coisa funcionasse. Já eram 10h30 da manhã e o termômetro ainda marcava -1°C. O frentista foi taxativo, vocês têm que colocar querosene. Coisa estranha, querosene? Será que não estraga o motor? Dizem que não, que só limpa e ajuda a descongelar o combustível que está no tanque. Não tínhamos outra opção.
Gelo deixado pela forte geada em Cambará do Sul - RS
No caminho para os cânions a Fiona foi recuperando as suas forças e nos campos ao lado a geada e o gelo deixavam ainda mais claro o frio que havia feito durante a noite. Depois dos passeios pelo parque nacional, pegamos estrada em direção à Caxias do Sul e amanhã cedo levaremos a Fiona na concessionária.
Pôr-do-sol e céu com cara de muito frio na região de Cambará do Sul - RS
Caxias é a segunda maior cidade do estado, cidade grande, acabamos nos hospedando no Ibis, em frente ao Iguatemi. Queríamos conhecer o Gran Piaccere, restaurante de alguns amigos que fizemos lá em São José dos Ausentes, uma família que estava na pousada Potreirinhos. Paula e Felipe nos receberam com festa, pois a Dona Cerli da Pousada Refúgio da Gralhas lá em Cambará já havia avisado que chegaríamos. É, cidade grande, mas no final todo mundo se conhece! Rsrs! Pegamos boas dicas para a nossa próxima parada: seguimos o frio pelas serras do Vale dos Vinhedos e Nova Petrópolis!
Gigantesco monolito em Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
Muitos Muriquis depois, pegamos estrada voltando para o Espírito Santo em direção ao mar. No caminho para o mar passamos pela Serra Capixaba onde se localiza o famoso Parque Estadual da Pedra Azul. Eu já tinha conhecido a Pedra Azul na viagem que fiz com meus pais e retornei em 2001, mas mesmo assim ela sempre impressiona pela sua imponência.
Gigantesco monolito em Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
Uma pedra de 500m de altitude que é símbolo do turismo no Espírito Santo. Ela é chamada assim, pois possui uma coloração mais clara, quase azulada, que a destaca das dezenas de outras grandes rochas, formação comum na geografia capixaba.
Gigantesco monolito em Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
Chegamos ao parque no final da tarde e infelizmente descobrimos que ele está fechado há mais de um mês, as trilhas estão em manutenção e uma das principais atrações, piscinas naturais, praticamente secas.
Casa no pé da Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
A Pedra Azul fica dentro do município de Domingos Martins, onde decidimos dormir hoje, cidade na região montanhosa de clima ameno e colonização alemã. Eu estava esperando encontrar as tais pousadas charmosas de serra, tomar um vinhozinho com o Ro... huuumm. Ledo engano... Chegando a cidade descobrimos que estas pousadas ficam justamente do outro lado do município, aos pés da Pedra Azul. São pousadas muito bonitinhas, lembram muito as pousadas em Gramado, Visconde de Mauá ou Campos do Jordão, e tem nada mais nada menos que a Pedra Azul no quintal. Nós havíamos visto estas pousadas lá, porém a Pedra Azul fica a 60km da cidade, que queríamos conhecer, além de estar mais próxima de Vitória, nosso próximo destino. Dormimos no Hotel Imperador, a noite baixou uma neblina na cidade que nos animou a tomar um vinhozinho ao som do sino e dos cantos da Igreja Luterana.
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)













.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)



