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A Improvável Saba

Saba, Windwardside, The Bottom

Windwardside, entre as montanhas de Saba - Caribe

Windwardside, entre as montanhas de Saba - Caribe


Uma ilha totalmente improvável, Saba possui um relevo nada amigável para qualquer empreitada que você possa imaginar. As casas são construídas em encostas e os aglomerados urbanos estão nos vales e raras esplanadas entre as montanhas. A água doce é parte de uma usina de dessalinização construídos para períodos de emergência, furacões ou seca temporária. A maioria da água é captada por cisternas, já que Saba possui uma das maiores pluviosidades das ilhas caribenhas (1000mm). Chegar até esta ilha também não é tarefa fácil, apenas algumas poucas embarcações e o aeroporto construído em 1959 graças à coragem de um piloto que arriscou pousar na curta pista de aeroporto construída.

Homenagem ao primeiro piloto a pousar em Saba, no Caribe

Homenagem ao primeiro piloto a pousar em Saba, no Caribe


Ainda que improvável, Saba foi habitada em diferentes períodos por índios Siboney, Arawak e Caribs e mais tarde por alguns piratas franceses e ingleses. No entanto, a primeira colônia que realmente se estabeleceu na ilha foi de holandeses, na sua maioria pescadores. Como os homens viviam a maior parte do tempo no mar, Saba ficou conhecida como “A ilha das mulheres”. Poucos escravos foram trazidos para cá neste período, fazendo com que os proprietários de terras trabalhassem lado a lado dos seus escravos, o que fez uma sociedade ainda mais próxima e integrada e tornando os seus moradores ainda mais unidos e amáveis.

O pequeno porto de Saba - Caribe

O pequeno porto de Saba - Caribe


Até o início da década de 40 a ilha não possuía estrada, todo o deslocamento era feito através de trilhas e escadas construídas pelos moradores, que diziam ser impossível a construção de uma rodovia. Joseph Lambert Hassel, um morador dedicado e indignado decidiu tirar um diploma de engenharia por correio com um único objetivo, construir a até hoje conhecida “The Road”, em 1943. A eletricidade só chegou definitivamente na ilha em 1970, antes disso apenas alguns geradores para eletricidade noturna eram utilizados.

Mount Scenery, maior montanha da ilha de Saba - Caribe

Mount Scenery, maior montanha da ilha de Saba - Caribe


A capital administrativa de Saba, um dos estado do Caribe Holandês, é a cidade “The Bottom”, uma referência à sua localização geográfica na base da montanha. Ela fica na área mais plana próxima ao principal (senão único) porto da ilha. A população total de Saba é de 2200 habitantes, sendo destes 450 estudantes da Faculdade de Medicina localizada na capital. Windwardsite é a maior vila e oferece a maior parte do comércio, tais como supermercado, hotéis, operadoras de mergulho, bares e restaurantes. Hoje saímos do Scout´s Place, no centro de Windwardsite, para El Momo Guest House, na parte alta da mesma cidade, só uns 10 minutos de pura subida. O gratificante é que quanto mais alto vamos, melhor a vista, sempre!

No alto do monte Maskaroni, nosso primeiro trekking em Saba - Caribe

No alto do monte Maskaroni, nosso primeiro trekking em Saba - Caribe


Hoje começamos a nossa rotina de mergulhos, que deve continuar pelos próximos 2 dias. O pessoal da Saba Divers tem uma operação ótima e, para a nossa sorte foi praticamente exclusiva. Fomos primeiro ao ponto conhecido como Third Encounter, um pináculo submarino, agulha de pedra fina e imensa, com uma beleza cênica espetacular. Encontramos o topo da rocha aos 28m e sua base vai até os 50m de profundidade.

Explorando um pináculo durante mergulho na costa de Saba - Caribe

Explorando um pináculo durante mergulho na costa de Saba - Caribe


Nós infelizmente fomos apenas até os 34m, profundo o suficiente para conhecer este ambiente, mas sempre dá vontade de descer mais! RS! Muitas garoupas, badejos e outros peixes menores populam as colônias de coral e esponjas que dão um colorido especial ao local. Ao lado, um pouco mais raso, encontramos um platô com vários corais e tubarões lixa, vimos uns 5 deles entocados.

O dorminhoco tubarão-lixa no mergulho em Third Encounter, na costa de Saba - Caribe

O dorminhoco tubarão-lixa no mergulho em Third Encounter, na costa de Saba - Caribe


O nosso segundo mergulho foi mais raso, mas divino! Tent reef combina boulders, pedras sobrepostas que formam pequenas cavernas e cânions com muita vida. A diversidade de corais e esponjas é imensa!

Explrando pequenas grutas e passagens durante mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

Explrando pequenas grutas e passagens durante mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe


Vimos diversos turbações lixa (nurse sharks), alguns camarões e caranguejos lindinhos, além das barracudas que nos fizeram companhia na parada de segurança. Achei muito curioso que nesta área a formação de corais é bem jovem, facilitando a compreensão e visualização de cada tipo de coral.

Uma anêmona durante nosso segundo mergulho na costa de Saba - Caribe

Uma anêmona durante nosso segundo mergulho na costa de Saba - Caribe


O belo jardim de corais na parte mais rasa de Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

O belo jardim de corais na parte mais rasa de Tent Reef, na costa de Saba - Caribe


Feita a troca de pousadas, nos embrenhamos em uma das 12 trilhas que a ilha oferece. Todas são muito íngremes. Fomos ao Maskehorne Hill, com 547m de altura e uma bela vista da ilha. Acreditamos que dali teríamos a vista de um belo pôr-do-sol, infelizmente mais uma ou duas montanhas estavam cobrindo esta visão. Continuamos a trilha até o vilarejo de St John e subimos “The Road” até El Momo, um bom exercício para o final do dia.

Voltando para Windwardside pela única estrada de Saba - Caribe

Voltando para Windwardside pela única estrada de Saba - Caribe


Sexta-feira, dia internacional do happy hour, aqui em Saba é o dia nacional do Sabaokê, karaokê no restaurante Scout´s Place. A festa começa as 21h, mas começa a esquentar mesmo as 22h, 23h, quando a maioria dos estudantes de medicina começa a chegar, animados por terem passado na sua prova ou bebendo para esquecer as péssimas notas. Fizemos algumas amizades, os locais aqui são totalmente receptivos e logo puxam assunto. Já íamos embora quando Luck nos convidou para uma saidera no Pizza Bar que vai até umas 2am aberto. Quando vimos todos os mais animados do Karaokê que haviam ido embora estavam lá. Pista de dança, galera animada, um lugar mais roots, mais locais, menos turistas. Muito bacana! Quando tomamos coragem para subir a colina para a pousada, apareceu mais um local gente boa e ofereceu nos levar até a pousada. Carona aqui é quase lei, também pudera, com tantas montanhas não poderia ser diferente.

Peixe colorido em uma reentrância no coral de Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

Peixe colorido em uma reentrância no coral de Tent Reef, na costa de Saba - Caribe


Ao final aprendemos que Saba de tão improvável, acaba sendo ainda mais exótica e um curioso destino aos que gostam de montanhas e mergulho ou apenas aos que querem ver um Caribe diferente de tudo o que imaginavam.

O belo jardim de corais na parte mais rasa de Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

O belo jardim de corais na parte mais rasa de Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

Saba, Windwardside, The Bottom, beach, Caribbean, dive, mar, Mergulho, Praia, saba dive, sea, Windwardsite

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Capital Arqueológica

Chile, San Pedro de Atacama

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile


As civilizações pré-colombianas também fazem parte da história do Deserto do Atacama. Não por acaso São Pedro também é conhecida como a capital arqueológica do Chile. Nas suas proximidades existem diversos sítios arqueológicos, como a Pukará de Quitor, as pinturas rupestres de Rio Grande e as ruínas da Aldeia de Tulor.

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile


A apenas 10km da cidade de São Pedro, a Aldeia de Tulor tem uma idade estimada de 3 mil anos e chegou a abrigar 200 pessoas. A pequena vila ficava às margens do rio São Pedro, que com o passar dos anos mudou o seu curso e hoje corre, quase imperceptível, mais próximo da cidade de São Pedro do Atacama.

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile


A principal atividade deste povo era a criação de llamas, a agricultura e o artesanato. O formato da aldeia é um tanto quanto curioso. Casas de planta arredondada e telhados abobadados feitas de argila, pilares de madeira e telhados de palha. As casas são germinadas, unidas por pequenos corredores, o que nos dá uma impressão de colméia, quando olhamos de cima.

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Reconstrução de moradia Tulor, no deserto do Atacama - Chile


A vila foi coberta pela areia e suas ruínas foram encontradas pelo Padre Le Paige, jesuíta responsável pela paróquia de São Pedro nos idos de 1955. Aqui ele realizou um profundo estudo arqueológico e com o apoio da Universidad Católica del Norte, hoje é mantido um museu que tem seu nome como homenagem. Nas escavações foram encontradas cerâmicas, tecidos, roupas e metais preciosos que mostram a evolução do povo atacameño e como as culturas Tiawanaku, Inca e espanhola influenciaram a sua cultura.

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile

Ruínas Tulor, no deserto do Atacama - Chile


O único porém é que fomos até lá pensando que encontraríamos um sítio maior e mais completo. As imagens que vimos eram muito curiosas, mas ao final a visita pode ser um pouco frustrante, pois faltam informações e a entrada acaba ficando cara (5 mil pesos = 10 dólares) pelo que entrega.

Chile, San Pedro de Atacama,

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TRE, Pinguim e Amigos

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto

O famoso bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

O famoso bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


Chuva e frio de 10°C em Ribeirão Preto? É quase inacreditável, mas é verdade. Em todos estes anos freqüentando Ribeirão e região (a família da minha mãe é de Araraquara), eu nunca havia encontrado esta cidade tão fria! Hoje, minutos antes de sairmos de casa, Ribeirão foi abatida por uma forte tempestade com ventos de até 100km/h! Árvores e postes caíram, a cidade ficou com um pequeno caos no trânsito e até o abastecimento de água da cidade foi comprometido, em 13 diferentes bairros! Tempo maluco.

Dia de chuva, no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Dia de chuva, no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


Entretanto tivemos que tomar coragem e sair de casa. Precisávamos regularizar a nossa situação eleitoral no TRE, já que as nossas justificativas entregues por correio não foram válidas, sabe Deus porque cargas d´água. Fato é que, com um pouco de tempo, paciência e pagando R$ 3,51 (por eleição perdida) tudo se resolve. Fomos à zona eleitoral do Ro, lá mesmo tiraram as guias para pagamento de ambos e no banco ali próximo pagamos as taxas. Já temos nosso certificado de quitação eleitoral, imprescindível para a retirada do novo passaporte.

O histórico teatro Pedro II, em Ribeirão Preto - SP

O histórico teatro Pedro II, em Ribeirão Preto - SP


E já que tivemos que sair do quentinho de casa para o centro, aproveitamos o ensejo e demos uma passadinha no bar mais tradicional da cidade, o Pinguim. São 75 anos de chopps servidos com maestria, petiscos e comidinhas de boteco deliciosas. A marca é tão forte que já possui até adereços de bar, camisetas e presentes com o famoso Pinguim.

Bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


À noite o Rodrigo pôde reencontrar uma turma muito especial que não via há mais de 20 anos: a turma do colegial que se formou com ele no Marista. Hoje, homens e mulheres formados, com família, filhos e áreas completamente diferentes. Wladimir é cantor lírico, Simone é dentista, Murilo é professor e assim por diante.

Reencontro com os amigos da época do colegial, no Marista, em Ribeirão Preto - SP

Reencontro com os amigos da época do colegial, no Marista, em Ribeirão Preto - SP


É divertido demais, até para mim, que não conhecia ninguém, ficar ouvindo as histórias antigas da época de escola. Tudo o que eles aprontavam, as viagens, os amores, as trapalhadas. No final do ano que vem eles completarão 25 anos de formados e querem comemorar! É a nova era da tecnologia, maravilhas da internet que hoje proporciona encontros como este.

Momentos de descontração no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Momentos de descontração no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, fazenda

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Providencia, Paraíso Colombiano

Colômbia, Providencia

Cayo Cangrejo e o incrível mar que a cerca, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Cayo Cangrejo e o incrível mar que a cerca, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Providência, também conhecida como Old Providence, é a irmã menor e mais tranquila do arquipélago. Enquanto San Andrés possui grandes resorts, hotéis e uma muita infraestrutura, Providência é tudo aquilo que você pode imaginar de um paraíso perdido no meio do Caribe. Praias de areias branquinhas repletas de coqueiros, rodeadas por um mar de cores que variam do verde esmeralda ao azul turquesa e alguns dos melhores pontos de mergulho do arquipélago.

Vita do alto do Morro do Pico, montanha mais alta de Providencia, ilha colombiana no Caribe

Vita do alto do Morro do Pico, montanha mais alta de Providencia, ilha colombiana no Caribe


Território em disputa entre a Colômbia e a Nicarágua, não apenas por questões geográficas, mas pela exploração de riquezas naturais recém descobertas nas águas de Providência: o petróleo. Vemos pela ilha placas e murais pintados nos muros de casas que dizem “Old Providence, not Oil Providence.”

Campanha contra a exploração de petroleo em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Campanha contra a exploração de petroleo em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Betito me diz que uma parcela da população da ilha acredita que seria positiva a exploração do mineral, pela geração de emprego e desenvolvimento econômico. Outra parte, na qual ele se inclui, prefere que a ilha continue como é, tranquila e intocada, preservando a natureza como seu bem maior e inalienável. “Já imaginou que pesadelo? Se explorarmos o petróleo a ilha será entregue aos americanos, seus grandes resorts e perderíamos a nossa cultura e a nossa tradição.”

Passeio em três em uma moto nas estradas de Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Passeio em três em uma moto nas estradas de Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Jogo de damas depois do almoço, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Jogo de damas depois do almoço, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


A ilha está localizada a 230 km da costa da Nicarágua e por isso recentemente passou por um processo de disputa, que gerou um novo acordo um tanto quanto esdrúxulo, mantendo as ilhas como território colombiano, mas determinando que as faixas de mar ao redor delas são nicaraguenses. Hoje pescadores que vivem apenas do mar podem ter problemas legais de pescar em águas nicaraguenses, já imaginaram?

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia


A ilha possui duas principais cidades, Santa Isabel e Água Dulce, também conhecida pelos nativos como Fresh Water Bay. Santa Isabel é a sede administrativa e possui algumas pousadas e um dos melhores hotéis da ilha há apenas 3km de distância, na área de Cayo Cangrejo.

Igreja em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Igreja em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Porém é em Água Dulce, uma vila ainda mais tranquila e isolada, que está a maior concentração de infraestrutura turística com diversos hotéis à beira da praia, alguns restaurantes e centros de mergulho.

Restaurante praiano em meio a coqueiros em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Restaurante praiano em meio a coqueiros em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Praia em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Praia em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Nós chegamos à Providência de Catamarã em torno das 10h da manhã e, ainda mareada, fomos em busca de um café da manhã e informações para decidirmos onde iríamos nos alojar. Eu trazia comigo as várias informações valiosas enviadas pela nossa amiga Fabiola Sad que conhece a ilha como a palma da mão! Vale a pena dar uma olhada no Blog dela Mochilando por Aí onde ela dá várias dicas próprias de quem viveu por quase 3 meses nesse paraíso caribenho colombiano. O plano inicial era ficarmos em Fresh Water Bay, porém no restaurante conhecemos Betito, um personagem da ilha que além de ser um pescador sub de mão cheia e barqueiro para passeios ao redor da ilha, possui uma pousada em frente ao Cayo Cangrejo. Papo vai, papo vem, decidimos ir até lá e conferir. Muito bem instalados com uma das melhores vistas da ilha, resolvemos ficar por ali mesmo e de moto sairíamos explorar as suas principais atrações.

Cayo Cangrejo


Cayo Cangrejo, pequena ilha ao lado de Providencia, no caribe colombiano

Cayo Cangrejo, pequena ilha ao lado de Providencia, no caribe colombiano


Uma pequena ilha rodeada por águas rasas perfeitas para um snorkel, fica a uns 600m da costa de Providência. Nós planejamos sair a nado ou a caiaque para conhecer o pequeno cayo e provar os drinks vendidos no bar por uma das filhas de Betito, porém a nossa programação intensa não nos deixou e tivemos que nos contentar com a bela vista que tínhamos da nossa janela e do píer em frente a nossa pousada.

Isla Santa Catalina


Chegando à ilha de Santa Catalina, na Colômbia

Chegando à ilha de Santa Catalina, na Colômbia


A pequena Isla Santa Catalina está há 5 minutos do centro de Santa Isabel, conectada à ilha principal por uma ponte colorida onde os locais pescam ao lado das arraias xitas à luz do luar e dos postes de luz. Do outro lado um passeio à beira mar nos leva à trilha do Morro do Forte, com canhões que defenderam a ilha de piratas ingleses, e as mais belas vistas do canal que separa as duas ilhas.

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia


Garotos pescam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia

Garotos pescam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia


Continuando por esta trilha passamos pela pequena Fort Beach e seguimos o caminho onde o Morgan, o pirata, escondeu seus tesouros e deixou histórias misteriosas para as gerações vindouras. A natureza gravou sua passagem pela ilha, a Morgan´s Head é o ponto final da trilha e das nossas explorações por Santa Catalina. A cabeça do pirata indica um dos maiores tesouros da ilha, que não são os baús de ouro escondidos por Morgan, mas uma pequena baía de águas azuis turquesa, rodeada por coqueiros, perfeita para um banho refrescante depois da caminhada.

Antigo canhão que defendia Isla Santa Catalina do ataque de piratas, no caribe colombiano

Antigo canhão que defendia Isla Santa Catalina do ataque de piratas, no caribe colombiano


Refrescando-se no mar paradisíaco da Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Refrescando-se no mar paradisíaco da Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


Lá conhecemos o casal argentino que vive em Bogotá, Osmar e Ana, que tiraram um final de semana para conhecer o Caribe colombiano. Simpatia pura! Espero encontra-los em Mar del Plata ainda nessas andanças pela América.

Correndo na orla de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Correndo na orla de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano



Mergulho


Nadando com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Nadando com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um dos melhores mergulhos do Caribe sul, a ilha de Providencia te garante encontros com tubarões, arraias, tartarugas, grandes peixes e um cenário maravilhoso, repleto de corais e peixinhos coloridos neste grande aquário natural que é o Mar do Caribe. A Felipe Diving foi a operadora que contratamos, eles tem bons equipamentos, um barco simples mas rápido e garantem os melhores pontos de mergulho da ilha. (Preço: em torno de 100 dólares para uma saída com dois tanques). Confira mais fotos e detalhes dos nossos mergulhos neste post.

Preparando-se para mergulhar em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Preparando-se para mergulhar em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe



Trekking


Auto-retrato no alto do Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe

Auto-retrato no alto do Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe


O Morro do Pico (400m) é o ponto mais alto da ilha. Enquanto eu mergulhava o Rodrigo foi conferir as paisagens, lagartixas azuis e uma das vistas mais impressionantes de Providencia. A trilha tem seu início no sul da ilha e leva em torno de duas horas ida e volta. Confira no post no Blog do Rodrigo a aventura completa.

O belíssimo lagarto Azul, muito comum na trilha para o Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe

O belíssimo lagarto Azul, muito comum na trilha para o Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe



Gastronomia


Banquete de frutos do mar em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Banquete de frutos do mar em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Providencia possui uma culinária baseada no seu bem mais precioso, o mar. Os frutos do mar são frescos e deliciosos! Um restaurante imperdível na ilha é o Divino Niño, que prepara lagostas, peixes frescos na brasa e camarões, conchas, lulas e polvo com um tempero delicioso, à beira do mar. O prato misto completo é grande o suficiente para duas pessoas e inclui ainda tostones, feitos com banana e o tradicional arroz de coco.

Depois do mergulho, esbaldando-se com um peixe em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Depois do mergulho, esbaldando-se com um peixe em Providencia, ilha colombiana no Caribe


A carne de iguana também faz parte da culinária tradicional. Detalhe, a época de caça para os nativos é justamente antes do período de desova, já que as ovas são uma iguaria apreciada por eles. Mas obviamente este é o mesmo motivo pelo qual a carne de iguana se tornou uma raridade nas cozinhas da ilha.

Preparando o almoço em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Preparando o almoço em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe



Onde Ficar?

Acompanhando as cores do nascer-do-sol da janela do nosso quarto em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Acompanhando as cores do nascer-do-sol da janela do nosso quarto em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Repetindo a prática de indicar os lugares que gostamos, fica aqui a dica de hospedagem na ilha de Providência. O Betito é um local figurassa, super agilizado, pescador submarino de coração e pai de 8 filhos, duas delas que acabaram de sair da faculdade e o ajudam a gerenciar a pousada.

O quarto do nosso hotel em Providencia, ilha colombiana no Caribe

O quarto do nosso hotel em Providencia, ilha colombiana no Caribe


O Betito´s Place fica em frente ao Cayo Cangrejo, no alto do monte com uma vista lindíssima para o mar e as suas 7 cores. Logo em frente está o Deep Blue Hotel Resort que além de uma cozinha de nível internacional (e de preços intergaláticos), possui um píer e internet que pudemos usar sem problemas. Ele organiza também um passeio em lancha para o Cayo Cangrejo e outros cayos próximos para snorkel e avistamento de aves, ou ainda empresta o caiaque para você exercitar os braços atravessando o canal.

Como chegar?

Sala de embarque em San Andrés para quem viaja para Providencia,  ilhas colombianas no Caribe

Sala de embarque em San Andrés para quem viaja para Providencia, ilhas colombianas no Caribe


Para chegar a Providência existem duas maneiras: avião ou catamarã. O avião parte do aeroporto de San Andrés e dura apenas 15 minutos, custando em torno de 150 dólares ida e volta por pessoa. O catamarã da companhia El Sensation sai para a ilha três vezes por semana, terças, quintas e sábados e custa 69 mil pesos colombianos ida e volta. A viagem de ida dura 3h30 a 4h, o barco é confortável e tem ar condicionado (gelado, leve um casaquinho). Agora, para quem tem facilidade de enjoar é bom ir preparado, pois serão 3 horas de mar torturante! O mar aberto é geralmente bem agitado e o barco não para um minuto! Eu passei muito mal mesmo tomando um remédio para enjôo, acho que foi uma das piores viagens de barco da minha vida. A volta já é mais tranquila e dura apenas 2h, pois vamos a favor da maré e do vento.

Despedida do nosso querido anfitrião em Providencia, já no barco que nos levaria de volta à San Andrés, na Colômbia

Despedida do nosso querido anfitrião em Providencia, já no barco que nos levaria de volta à San Andrés, na Colômbia

Colômbia, Providencia, Caribe, Cayo Cangrejo, ilha, San Andres y Providencia

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Ilhas Bermudas

Bermuda, Hamilton

Bermudas, traje oficial em Hamilton, em Bermuda

Bermudas, traje oficial em Hamilton, em Bermuda


Alguém aqui já ouviu falar das Ilhas Bermudas? Se não, certamente já ouviram falar das centenas de aviões e navios desaparecidos no Triângulo das Bermudas. Pois é, é para lá que embarcamos hoje, uma ilha no meio do Oceano Atlântico há mais de mil quilômetros do estado americano de Carolina do Norte.

Mapa mostrando o famoso 'Triângulo das Bermudas', onde navios e aviões somem sem deixar pistas, segundo a lenda...

Mapa mostrando o famoso "Triângulo das Bermudas", onde navios e aviões somem sem deixar pistas, segundo a lenda...


A ilha descoberta em 1.505 pelo espanhol Juan Bermudez foi uma colônia inglesa e é hoje um British Overseas Territory, ou seja, mais um dos vários territórios que compõe a Commonwealth Britânica, uma democracia parlamentarista sob os domínios da Rainha Elizabeth.

City Hall de Hamilton, em Bermuda

City Hall de Hamilton, em Bermuda


A arquitetura inglesa, os pubs e pints de guiness, as igrejas anglicanas e as dezenas de campos de golfe quase nos fazem pensar que estamos mesmo na Inglaterra. Mas basta olharmos para as casas coloridas, um toque caribenho, o mar azul turquesa e os homens de bermudas desfilando seus mais belos trajes sociais, que logo lembramos que estamos mesmo em Bermuda. Sim, o nome oficial em inglês é sem o “s” e falado com um sotaque capiar americano “BeRRRmiúda”.

Atrativa propaganda de bar em Hamilton, capital de Bermuda

Atrativa propaganda de bar em Hamilton, capital de Bermuda


A propósito o que veio antes? A bermuda ou Bermuda? Os mais ligeiros já perceberam, o nome da ilha veio do sobrenome do seu descobridor Juan “Bermudez”. Já a bermuda, irmã mais comprida do short, nasceu aqui mesmo quando as tropas inglesas já não tinham como se esconder do calor e resolveram inovar no modelito, cortando suas calças e criando um novo elemento indispensável no guarda roupa de muitos homens e mulheres pelo mundo. Assim a bermuda é usada por políticos, bancários, homens de negócio e até por policiais como roupa social na ilha que a criou, junto à camisas de mangas curtas e longos meiões.

Guarda de trânsito trabalhando de bermudas em Hamilton, capital de Bermuda

Guarda de trânsito trabalhando de bermudas em Hamilton, capital de Bermuda


Saímos logo cedo de Princeton - New Jersey, pegamos um trem e o aerorail para o aeroporto de Newark. Havíamos tentado reservar pousadas via internet, mas todas retornaram com negativas, estavam lotadas. O jeito foi tentar encontrar um lugar lá mesmo, fora de feriado não seria possível que não achássemos um lugarzinho na ilha.

Estátua pensativa, em parque de Hamilton, capital de Bermuda

Estátua pensativa, em parque de Hamilton, capital de Bermuda


Dica: mesmo sem um hotel agendado, nunca deixe em branco o ítem “hotel” do seu papel de imigração. Nós sempre colocamos o nome de algum hotel da ilha, mesmo que não esteja reservado. Hoje isso nos garantiu a entrada na ilha, nosso taxista nos contou que várias pessoas já foram mandadas de volta por não terem hotel marcado.

Uma das tranquilas ruas centrais de Hamilton, capital de Bermuda

Uma das tranquilas ruas centrais de Hamilton, capital de Bermuda


O vôo foi tranquilo, embora seja impossível não pensarmos que estamos passando por uma área famosa por vôos e navios desaparecidos. Seria pelo mau tempo? Ou algum campo magnético que acabava com os instrumentos das aeronaves? Certamente esta fama não nasceu do nada, mas eu é que não quero descobrir agora!

Chegando á Bermuda, em pleno Oceano Atlântico

Chegando á Bermuda, em pleno Oceano Atlântico


Chegamos na capital Hamilton em um dia nublado e com a ajuda do nosso amigo taxista encontramos logo um Bed & Breakfast super gostoso a uns 15 minutos de caminhada do centro. Bem acomodados logo saímos explorar a cidade, com seus ares britânicos passando pelo Victoria Park, pela Catedral Anglicana de Bermuda, Fort Hamilton, o Dockyard onde acabava de atracar um navio de cruzeiros, além de dar uma olhada na Reid e Front Streets, as melhores para compras e restaurantes.

Catedral Anglicana em Hamilton, capital de Bermuda

Catedral Anglicana em Hamilton, capital de Bermuda


Escultura em meio a jardim de parque em Hamilton, capital de Bermuda

Escultura em meio a jardim de parque em Hamilton, capital de Bermuda


Navio-cruzeiro ancorado em Hamilton, capital de Bermuda

Navio-cruzeiro ancorado em Hamilton, capital de Bermuda


O fim de tarde não poderia ser melhor, uma guinnes na Front Street, batendo papo com locais animados em um dos pubs em frente ao Hamilton Dockyard. Agora já podemos nos considerar praticamente bermudenses!

Bermuda, Hamilton, Bermudas, Capital, ilha, Triângulo das Bermudas

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Iracema Falls

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM


Você deve estar se perguntando, ué, mas vocês não voltaram para o Brasil? Qualé a desse nome em inglês, Iracema “Falls”? Pois é, isso só confirma o que todos nós sabemos na teoria, a Amazônia não é nossa!

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Ok, não tenho dados suficientes para afirmar isso. Exageros à parte, a quantidade de turistas estrangeiros na Amazônia é tão grande quanto o fascínio pelo “estrangeirismo” que o nosso povo tem. Nomes americanizados com “w, y e son”, são comumente encontrados em todo lugar. Um bom exemplo é o nome do índio Willys, batizado em homenagem ao nome escrito no jipe do padre que havia vindo catequizá-los. Umas letrinhas tão diferentes, tão bunitinhas... Isso explica também a imensa placa da cachoeira que fomos conhecer hoje, “Iracema Falls”. Eles oferecem uma boa estrutura de apoio, mas o principal sem dúvida está na manutenção das trilhas, sinalizações e segurança. Fizemos um circuito circular passando por algumas grutas lindíssimas e muito úteis na hora em que começou a chover.

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Parte da trilha segue por uma passarela de madeira que protege de erosão a área da margem. As cachoeiras da região de Presidente Figueiredo em época de chuva têm proporções amazônicas! É muita água! A Cachoeira Iracema é belíssima, larga e com um grande lago impossível de nadar ou se banhar nesta época do ano. No entanto encontramos algumas pessoas que nos disseram não ser comum esta quantidade de água. Nos períodos mais secos se pode nadar no lago e inclusive escalar a cachoeira! Inacreditável!

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Seguimos caminhando por 30 minutos beirando o rio e chegamos à Cachoeira das Araras. Uma queda dupla e também com um volume de água imenso. Bela caminhada por uma floresta úmida, trilha plana, bom exercício. Paramos no meio do caminho para nos refrescarmos, o Ro em uma área mais funda e com uma forte correnteza, eu nas corredeiras mais rasas e tranqüilas. Delícia!

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM


Continuamos para a próxima atração, são tantas que fica difícil escolher. Aqui ou você vem com aquele pique de quicar de cachoeira em cachoeira, ficando 10 minutos em cada uma, ou escolhe algumas das melhores, relaxa e aproveita. A maioria tem trilhas curtas e permitem passeios mais rápidos, mas as mais fáceis também são as que oferecem mais estrutura e por isso cobram entrada de 10 reais por pessoa, em média.

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Ainda não tínhamos aproveitado as corredeiras do Urubuí e o Ro ainda estava com a ideia fixa do “body cross” nas rápidas. Almoçamos enquanto esperávamos o pessoal do bóia-cross chegar. São eles que conhecem melhor do que ninguém o local e são os mais indicados para ensinar o caminho das pedras (literalmente) para o Rodrigo. Neto foi o professor, andou para cima e para baixo com ele, mostrando cada corredeira, cada pedra e cada buraco. Pulou uma vez mostrando como deveria fazer, super paciente e dedicado ensinou passo a passo e até pulou junto com ele.

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


A descida foi rápida e quase indolor, não fosse uns arranhões e leves pancadas que o Ro ganhou no cotovelo, mão e quadril. Os caras são tão bons descendo as corredeiras que até parece fácil olhando de fora, mas na prática a coisa é bem diferente. Acho que o Ro sentiu isso e por isso não quis voltar lá não! Rsrsrs! Eu fiquei no bóia cross e nas minhas aulas básicas de corredeiras nível 1, até avancei para o 2, peguei um jacaré, fiquei no turbilhão e até me soltei no body cross básico, lá na parte fácil.

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Aproveitamos até a noite cair e nos despedimos assim de Presidente Figueiredo, que ainda está no nosso caminho quando voltarmos da América do Norte pela Venezuela. Por agora podemos dizer apenas um até logo, voltaremos a explorar suas cachoeiras!

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Cachoeiras

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Na estrada de Atitlán

Guatemala, San Marcos La Laguna, Quetzaltenango

Admirando a beleza da laguna Atitlán e de seus vulcões, em San Marcos La Laguna, na Guatemala

Admirando a beleza da laguna Atitlán e de seus vulcões, em San Marcos La Laguna, na Guatemala


Assim nos despedimos do Lago Atitlán. Acordamos cedo, tomamos um café da manhã bem saudável e fomos para o parque/praia da vila, direto para as pedras.

Dia de sol na espetacular laguna Atitlán em San Marcos La Laguna, na Guatemala

Dia de sol na espetacular laguna Atitlán em San Marcos La Laguna, na Guatemala


O sol estava delicioso, a paisagem sensacional! Eu não queria me despedir, demorei a tomar coragem para entrar na água fria, mas eu não sairia dali sem um último mergulho. Subi ao trampolim e correndo dei o meu salto derradeiro na cratera alagada.

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Sabem como é, dia de despedida, até me rendi aos chocolates de Olga, Benjamin e Shani. Mas no final, são tão pidunchos que a coração mole aqui acabou dando o mesmo chocolate para eles dividirem! Puro cacau!

Amizade com as crianças de San Marcos La Laguna, na Guatemala

Amizade com as crianças de San Marcos La Laguna, na Guatemala


A viagem hoje não seria muito longa, mas tínhamos algumas paradas obrigatórias no caminho. Como fizemos a viagem de vinda durante a noite, perdemos as melhores vistas do alto da cordilheira vulcânica que cerca o lago. A primeira parada foi em uma das infindáveis curvas que sobem a serra. A vista para o lago era simplesmente sensacional!

O incrível visual da Laguna Atitlán e seus três vulcões! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

O incrível visual da Laguna Atitlán e seus três vulcões! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Já no alto, vamos circundando a cratera, entre curvas, montanhas e pequenas vilas e encontramos outro mirante de onde podemos ver até o estreito onde está a cidade de Santiago de La Laguna, a segunda maior cidade em torno do lago, onde 95% da população é indígena e quase não se vêem turistas.

Placa bilíngue no mirante da Lauguna Atitlán (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

Placa bilíngue no mirante da Lauguna Atitlán (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Neste ponto encontramos um grupo de jovens mesclado, 3 estudantes de arquitetura da capital, com os seus amigos viajantes, 2 argentinos e 1 suíço que vive em Medellín. Eles ficaram super curiosos sobre a viagem e quando vieram falar conosco já haviam acessado o site e até nos mandado um tweet! Amo a tecnologia!

Encontro com argentinos, guatemaltecos e um suiço no mirante de Atitlán, saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala

Encontro com argentinos, guatemaltecos e um suiço no mirante de Atitlán, saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala


Dali demos carona até o povoado mais próximo para o Don Lorenzo, nome bem italiano para um tiozinho 100% indígena. Fomos conversando com ele sobre os costumes, línguas e religiões indígenas. Ele confirmou uma suspeita, em cada região as mulheres se vestem com um tipo de saia e tecido. Em uma primeira olhada parecem todas iguais, mas aos poucos notamos que mudam as cores, o quadriculado, a forma de amarrar a saia, etc.

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala


Segundo ele já foram registrados 22 idiomas mayas diferentes na Guatemala, e o K´iqche´está entre os 4 mais falados. Curioso foi que levei uma bela pregação quando perguntei a ele da religião maya, mas para minha surpresa foi uma pregação católica! “Existe apenas um Deus, ele nos criou e seu filho morreu por nós!” Vivendo e aprendendo.

As igrejas evangélicas são muito fortes em toda a Guatemala (em San Pedro la Laguna, no lago Atitlán)

As igrejas evangélicas são muito fortes em toda a Guatemala (em San Pedro la Laguna, no lago Atitlán)

Guatemala, San Marcos La Laguna, Quetzaltenango, Estrada

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A Cidade dos Deuses

México, Cidade do México

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Teotihuacán foi a maior e principal cidade da Mesoamérica no período pré-hispânico. Possuía uma população estimada entre 100 a 200 mil habitantes e mais de 21 km2 de superfície durante o seu apogeu, entre os séculos III e VII. O sítio arqueológico está localizado há 45 km do centro da Cidade do México e é destino obrigatório para qualquer turista, viajante ou passante da capital.

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Pesquisadores acreditam que Teotihuacán, por sua localização geográfica estratégica, era um dos maiores centros comerciais de troca de mercadorias entre outras cidades e aos poucos sua cultura (leia-se arquitetura, religião, etc), foi influenciando as outras civilizações da época.

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Descobertas feitas em Tikal e Monte Albán confirmam que Teotihuacán tinha uma grande influência em todas as civilizações mesoamericanas. Dentre as provas foram encontrados objetos de origem Maya ou da região do Golfo e inclusive um bairro zapoteca que fazia parte da grande metrópole.

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Em nahuátl, língua azteca, Teotihuacán significaria, “A cidade em que foram feitos os Deuses” ou “A Cidade dos Deuses”. Aqui nasceu a lenda da origem do Quinto Sol, quando todos os seus Deuses teriam dado a sua vida em sacrifício para o aparecimento de uma nova civilização, a Azteca, e suas novas divindades. Assim Teotihuacán se tornou a cidade mitológica dos Aztecas, cenário da maioria das histórias em que se embasou a sua religião.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A visita necessita no mínimo um dia completo se a intenção é percorrer todo o sítio. Nós chegamos um pouco tarde e aceleramos o passo para ver tudo. Chegamos direto no portão 3, que dá acesso direto à Pirâmide do Sol, Pirâmide da Lua, a principal parte da Calzada de los Muertos e ao museu do sítio.

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A Calzada de los Muertos é a principal avenida que cruza a cidade, no eixo norte-sul. Foi assim chamada pelos Aztecas, pois acreditavam que os grandes edifícios ao longo da avenida seriam tumbas construídas por um antigo povo de gigantes.

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Ao extremo norte encontramos a Pirámide de La Luna, que não pode ser “escalada” até o topo. Ainda assim a vista do alto da sua plataforma é lindíssima, observamos do centro do eixo norte-sul os principais edifícios e temos uma vista privilegiada da sua irmã maior, a Pirâmide do Sol.

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Terceira maior pirâmide do mundo, a Pirámide del Sol possui 225m de base e mais de 70m de altura. Sua estrutura imponente é maciça e foi construída no ano de 150 d.C. em apenas duas etapas construtivas. Para o Rodrigo que já visitou as mais conhecidas pirâmides do mundo, ela é tão (ou mais!) impressionante que suas similares egípcias.

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Uma curiosidade é que a Pirâmide do Sol foi construída sobre uma pequena caverna, utilizada para fins rituais. A primeira grande teoria é que a pirâmide foi construída sobre uma caverna natural onde eles acreditariam ter havido a origem da vida. Outros dizem que ali haveria uma nascente de água, como principal elemento da vida, seria o grande motivo de adoração desta construção. Estudos mais recentes comprovam que a caverna é artificial e acreditam que ali teria sido uma tumba real, porém os vários saques sofridos pela cidade após o seu abandono, esta teoria ainda não pode ser comprovada. Ninguém sabe exatamente qual era a finalidade desta magnífica pirâmide, o fato é que até hoje peregrinos vêm até aqui nas datas do equinócio para meditações e energização.

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Subir os seus 248 degraus a mais de 2500m de altitude é um trabalho e tanto, mas vale à pena! A vista do alto é recompensadora, além de podermos fechar os olhos e nos imaginarmos bem re-energizados pelas boas vibrações destes antepassados americanos.

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Fizemos um tour rápido pelo museu, que fecha às 17h, aproveitando os últimos minutos para ver a imensa maquete que representa a antiga cidade. As principais peças estão expostas no Museu de Antropologia na Cidade do México, então se você vai lá, a visita ao museu pode ser mais rápida.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Economizamos tempo de caminhada voltado de carro ao portão 1, que dá acesso à La Ciudadela, onde está o Templo da la Serpiente Emplumada. Construídos entre os anos de 150 e 250 d.C., a ciudadela foi o novo centro político, cultural e econômico da cidade de Teotihuacán.

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Para a consagração deste templo foram sacrificadas mais de 100 pessoas, enterradas em grupos de 4, 8, 18 e 20 corpos, somadas aos sacrifícios infantis que foram colocados nos vértices da pirâmide.

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Alguns guias cobram em torno de 450 pesos (aprox US$ 35,00) para acompanhar a visita e passar a visão e o conhecimento deles sobre a história deste lugar. Eu e o Rodrigo temos divergências neste ponto, mas acabamos optando pela economia e buscamos as informações em livros, no próprio sítio em placas, no museu e na nossa boa e velha amiga internet. Independente de qual seja a sua fonte de informações, não deixe de visitar uma das mais importantes cidades pré-hispânicas no México.

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Voltamos à Cidade do México impressionados com esta civilização e tivemos tempo suficiente no engarrafamento para devanear sobre sua origem e seu cotidiano.

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México


Chegamos às Lomas de Santa Fé já eram quase 21h e ainda conseguimos marcar um jantar com Javier, um amigo que nos foi apresentado via internet pelo Haroldo, primo do Rodrigo. Restaurante japonês com um bom vinho e boas companhias! Noite perfeita para fechar o dia de explorações em um dos mais impressionantes sítios arqueológicos das Américas.

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

México, Cidade do México, arqueologia, Mexico City, Teotihuacán, Teotihuacanes

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PETAR, Iporanga, SP.

Brasil, São Paulo, Petar

Fiona enfrenta sua primeira estrada de terra

Fiona enfrenta sua primeira estrada de terra


Parque Estadual do Alto Ribeira. A primeira vez que ouvi falar sobre o PETAR foi na revista Capricho, acreditem se quiser! Primeiro porque, sim, eu lia Capricho, coisas de adolescentes. Segundo porque, sim, a Capricho tinha uns conteúdos interessantes, como por exemplo ½ página apresentando o PETAR às suas leitoras. Eu e a Paulinha vimos e adoramos! Escoteiras “natas” e dedicadas resolvemos organizar o acampamento com nossos pais e irmãos em um feriado, acho que foi Páscoa. Só tínhamos 13 anos, de lá para cá muita coisa mudou no Parque, para variar o mesmo que eu já venho falando dos outros parques que visitamos. O PETAR está muito mais burocrático, regulamentado pelo Ibama e outros órgãos estaduais.

Casa na estrada de terra

Casa na estrada de terra


Chegamos aqui perto das 16h, quando já não se pode entrar em nenhuma caverna. Antes podíamos agendar com o guia local às onze da noite que ninguém iria se incomodar. Mas como sempre, existem os turistas malucos, descuidados com a natureza e consigo mesmo, que fazem com que as regulamentações sejam feitas pensando neles e não em quem é responsável e respeita a natureza. Enfim, faz parte da evolução do ecoturismo ou turismo de aventura, temos que nos acostumar. Nos alojamos na Pousada da Serrinha e já fechamos com os guias locais a agenda para os próximos dois dias:

- Sexta-feira - 21/05: Caverna do Santana, Água-Suja e Lambari. Bóia-cross no final da tarde.
- Sábado – Caverna Temimina, no Núcleo Cabloco. Linda, o Ro ainda não conhece, adoro levar o Rodrigo conhecer coisas novas!

Merecida cerveja após a viagem de 3 horas entre Curitiba e Iporanga, onde está o Petar

Merecida cerveja após a viagem de 3 horas entre Curitiba e Iporanga, onde está o Petar


Assuntamos com o pessoal da pastelaria, vimos a Romaria da Nossa Senhora de Fátima que está viajando o Brasil inteiro passar pelo Bairro da Serra, aqui em Iporanga e agora vamos jantar para ficarmos bem fortes e alimentados. Amanhã o dia promete!

Obs.: A força estranha está se dissipando, mas hoje ainda agiu. Saímos de casa rumo à BR-116 e ali no Cabral me dei conta que havia esquecido o celular em casa! Socoooorro! O Ro queria me matar. Pelo menos ele aproveitou para dar um alô para o Carneiro e conferir o andamento do site.

Fiona pronta para partir

Fiona pronta para partir

Brasil, São Paulo, Petar, Parque

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Trilhas de Ilha Grande

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande

Praia de Palmas, no caminho para Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

Praia de Palmas, no caminho para Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Hoje cedo pegamos o catamarã no Cais de Santa Luzia em Angra dos Reis e seguimos para a Ilha Grande. Infelizmente sabemos que a previsão do tempo não é nada animadora para estes dias, mas hoje o sol nos surpreendeu logo pela manhã! Foram 40 agradáveis minutos com o vento nos refrescando enquanto admirávamos a paisagem da baia de Angra.

No teto do catamaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

No teto do catamaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ


A vila de Abraão, na Ilha Grande - RJ

A vila de Abraão, na Ilha Grande - RJ


Logo encontramos uma das pousadas indicadas pelo Lonely Planet, nos acomodamos e fomos buscar informações sobre as trilhas da ilha. Trilhas para todos os gostos! Começamos hoje pela praia de Lopes Mendes, já apontada por revistas de turismo como a praia mais bonita do Brasil. A trilha para lá atravessa 3 morros e belíssimas praias. O primeiro morro tem uma subida e depois descida mais pesadas e chega-se à Praia de Palmas. Ela possui alguns moradores e lá vimos uma forma muito criativa de reciclar garrafas pets e decorar a praia, olhem só.

Reciclagem de pets decora árvores na Praia de Palmas, na Ilha Grande - RJ

Reciclagem de pets decora árvores na Praia de Palmas, na Ilha Grande - RJ


O segundo morro é um pouco mais baixo, porém mais longo, chegando então às praias de Pouso e Mangue. Nesta praia barcos chegam e partem de Abraão com turistas menos afeitos à trilhas como esta. Foram pouco mais de 2 horas caminhando intensamente para chegarmos até aí. Em Mangue decidimos pegar uma rota alternativa, mais longa, porém mais plana, seguindo a estrada de Aroeira. Passamos por uma pequena comunidade e ao lardo de um pântano com placas que nos advertiam: “CUIDADO! PRESENÇA DE JACARÉS.” Uma pena que não vimos nenhum no caminho, mas assim garantimos nossa chegada à praia.

Jacarés na Ilha Grande - RJ ?

Jacarés na Ilha Grande - RJ ?


Lopes Mendes é uma praia de onda, com o vento sudeste batendo então ficou com o mar ainda mais crespo. Chegamos junto com as nuvens, mesmo sendo entre duas e três horas o sol não estava mais lá. Lanche rápido, um bom banho de mar e voltamos pela trilha mais curta até Mangue.

Enfrentando o mar agitado de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

Enfrentando o mar agitado de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Os meus joelhos já estavam reclamando e o Rodrigo estava louco para fazer um desafio básico dele com ele mesmo: voltar correndo na trilha no mesmo tempo que eu levaria para chegar de barco, algo em torno de 40 minutos. Um dos caras do barco disse que seria possível, outro desafiou que não, impossível. Bem... ele não conhece o Rodrigo, este se estrepa mas faz! Fui tranqüila no barco, aproveitando o sinal do celular para falar, “twitar”, etc. Quando o barco começa a se aproximar do cais em Abraão, logo vejo o meu lindo correndo pela praia, chegando junto de nós. Sentou no banco ainda me esperando descer do barco, quer dizer, chegou antes de nós e ainda tirou onda! Haja fôlego!

A famosa praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ

A famosa praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande - RJ


Uma de nossas intenções era dar a volta à Ilha Grande, são 5 dias de caminhada pernoitando em barracas e passando por praias e montanhas belíssimas. Este, porém, não é um programa muito agradável se estivermos sob uma frente fria, vento, chuvas, raios e trovoadas. Hoje o tempo melhorou durante o dia, mas o vento sudeste já trouxe à tarde nuvens carregadas que se despejaram e iluminaram os céus durante a noite.

Pequena praia na Ilha Grande - RJ

Pequena praia na Ilha Grande - RJ


Depois da chuva, um jantar delicioso de peixe ao molho de maracujá e para beber, suco de maracujá, huuuummm! Acho que tanto maracujá vai nos deixar calminhos, calminhos. Precisamos mesmo dormir logo, pois amanhã, mesmo abaixo de chuva, o Rodrigo quer me convencer a andar 36km! Até a praia de Dois Rios são 9km, metade subindo e metade descendo. Até lá eu garanto que chego, mesmo por que tenho que voltar. Até a Parnaioca são mais 9km em uma trilha não muito utilizada. Vamos ver como estará o tempo e decidiremos amanhã.

No catmaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

No catmaran de Angra dos Reis para Ilha Grande - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, Lopes Mendes, Praia, trilha

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