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Chegando em casa

Brasil, Paraná, Curitiba

Assunto recorrente e pergunta freqüente: ahhh, mas então vocês voltam para casa?!?

Bela araucária no Vale do Matutu - MG

Bela araucária no Vale do Matutu - MG


Alguns retornos estavam no nosso roteiro sim, o primeiro foi para ver a minha sobrinha linda que nasceu durante a viagem. O segundo foi para o casamento de amigos de infância que eu havia prometido que iria antes mesmo que começar a viagem. A terceira vez é um pouco diferente. O nosso roteiro já passaria pelo Paraná para entrarmos no Paraguai, de onde continuaremos para o sul da Bolívia, Argentina e Chile.

Dani e a filhota em Curitiba - PR

Dani e a filhota em Curitiba - PR


Agora, imaginem vocês, estamos a quase um ano longe da família e dos amigos e a apenas 2 ou 3 horas de viagem. É claaaro que vamos dar uma passadinha em casa para vê-los e ainda resolveremos algumas pendências burocráticas da viagem. É, não pensem que viajar 1000dias é fácil, além das saudades, aparecem questões como: renovação de passaportes, regularização de títulos de eleitor, seguro do carro, seguro de saúde, médicos, etc.

Conseguindo a Carteira Internacional de Vacinação, em Fortaleza - CE. Pronta para sair do país!

Conseguindo a Carteira Internacional de Vacinação, em Fortaleza - CE. Pronta para sair do país!


São coisas que podem ser resolvidas em outros lugares, mas com maior dificuldade. Afinal, teríamos que ficar parados 8 dias até receber o novo passaporte em outra cidade qualquer, então por que não em Curitiba?

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR


Entretanto, isso não atrasou a viagem. Diante de tantos questionamentos acabamos fazendo uma votação com os amigos que acompanham o projeto e conhecem bem os meandros de cada pit stop em Curitiba e decidimos: o tempo em Curitiba não será contabilizado. Além disso, estamos reorganizando todo o nosso cronograma de viagem em função dos passaportes e visto do Canadá para o Rodrigo. Iremos antecipar a viagem pelas Serras Catarinenses e Gaúchas enquanto o passaporte está no processo de visto, afinal não temos como sair do Brasil sem ele.

Andando de carro na praia da Juréia

Andando de carro na praia da Juréia


Quando entramos em Curitiba a nossa sensação foi a mais estranha possível. Parecia que nem havíamos saído daqui, é como se a viagem nem tivesse começado! Não é nem aquele sentimento de retrocesso, que muitos (e nós mesmos) se perguntam se teremos quando a viagem acabar. Será que vocês irão agüentar? Ao mesmo tempo em que é uma delícia pararmos um pouco, aproveitarmos as coisas de casa, comidinhas da mãe, reencontro com os amigos...

Conversando com o pai pelo Skype, em Fortaleza - CE. Viva a internet!

Conversando com o pai pelo Skype, em Fortaleza - CE. Viva a internet!


Nós também ficamos com a sensação de que algo está errado, de que temos que ir embora! Nosso modus operandi já mudou, já nos acostumamos a ser ciganos, a não ter casa e não dormir em um mesmo lugar por mais de 3 dias. É confuso realmente. Isso só nos reforça a certeza de que estamos no caminho certo e que terminaremos este projeto daqui 600 dias com a mesma alegria, pique e força com a que começamos.

Andando de carro na praia da Juréia

Andando de carro na praia da Juréia

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Um Roteiro pelo Norte da Cidade do México à Teotihuacán

México, Cidade do México, Teotihuacán

POR VALÉRIA ALBACH.

Pirâmides do Sol e da Lua vistas da Ciudadela, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmides do Sol e da Lua vistas da Ciudadela, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Eu me chamo Valéria e adoro as viagens, até por isso que resolvi estudá-las como profissão, sou uma turismóloga, professoro e faço projetos tentando contribuir para o desenvolvimento do Turismo no Brasil. Também sou Amiga (com A bem maiúsculo) da Ana desde quando ela nasceu, madrinha desse casamento e fã dos Mil dias Por Toda América.

Val e as pirâmides do Sol e da Lua. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Val e as pirâmides do Sol e da Lua. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Quase mil dias depois da saída da Fiona de Curitiba eu consigo embarcar por essa América, e com muita sorte em um país incrível: o México.
Roubei a Ana do Rodrigo por uns dias, já que ele foi subir a montanha mais alta do país e eu não tinha condições de acompanhar. Pude me aventurar um pouco na altitude e foi super legal, mas a Cidade do México estava a nossa espera.

Pirâmide do Sol e seus vendedores incansáveis. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmide do Sol e seus vendedores incansáveis. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Sem carro, achamos melhor entrar em um grupo para irmos a Teotihuacán. O lugar é tão especial, que a Ana topou revê-lo comigo, um dos poucos reprises desses mil dias. E eu achei interessante avaliar o serviço de receptivo da Cidade do México. Nosso grupo era formado apenas por pessoas que estavam hospedadas em hostels, o que na minha opinião, torna tudo mais divertido. O “alberguista” não busca apenas pagar pouco na hospedagem, ele busca integração, diversão e aprendizado. Em duas vans com australianos, franceses, suecos, obviamente encontramos brasileiros. Sim, estamos por toda a parte!

Grupo do tour no alto das ruínas da Ciudadela. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Grupo do tour no alto das ruínas da Ciudadela. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Nosso guia Ivan é recém formado em História e há quatro meses conduz grupos por diferentes roteiros. Aliás, fiquei positivamente surpreendida com a qualidade dos guias no país. Até mesmo os que não possuem curso superior, passam por cursos especializados e chancelados por universidades, com áreas específicas, como os guias de zonas arqueológicas. E a cada quatro anos, suas carteirinhas são revalidadas por meio de novos cursos. Essas zonas são muitas e há ligação entre elas, o que torna esse estudo interessante bem como o trabalho desse pessoal.

Tecido feito com fibra de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Tecido feito com fibra de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Mas voltando ao nosso roteiro, a primeira parada deste dia foi em uma zona arqueológica ao norte da enorme Cidade do México, Tlatelolco, exprimido em meio a urbanização este pequeno sítio de entrada gratuita é uma opção para os que viajam com pouca grana e desejam conhecer a história dos astecas no México. Há tantos atrativos na cidade e arredores, que é possível conhecer muita coisa sem gastar quase nada. Essa área funcionou na maior parte do tempo como mercado e recebeu até 40.000 pessoas. Ao fundo do sítio há a Igreja de Santiago que foi erguida com pedras de Tlateloco. Também em anexo há a Praça das Três Culturas que foi palco em 1968 de um massacre de aproximadamente 300 estudantes que dias antes dos Jogos Olímpicos quiseram chamar a atenção do mundo para os problemas políticos do país. Interessante encontrar história de tantas épocas distintas em um pequeno espaço.

Tlatelolco, com a Igreja de Santiago ao fundo. Cidade do México

Tlatelolco, com a Igreja de Santiago ao fundo. Cidade do México


Los Amantes de Tlatelolco, vítimas de sacrifício após uma guerra. Tlatelolco, Cidade do México

Los Amantes de Tlatelolco, vítimas de sacrifício após uma guerra. Tlatelolco, Cidade do México


Monumento ao nascimento de um novo povo. Tlatelolco, na Cidade do México

Monumento ao nascimento de um novo povo. Tlatelolco, na Cidade do México


Monumento aos estudantes que lutaram contra a ditadura e foram assassinados na praça de Tlatelolco, na Cidade do México

Monumento aos estudantes que lutaram contra a ditadura e foram assassinados na praça de Tlatelolco, na Cidade do México


Depois seguimos para o Santuário da Virgem de Guadalupe, a “Virgencita” é a padroeira do país e da América Latina e ali ocorrem as maiores peregrinações do mundo. Considerando templos católicos, depois do Vaticano é o santuário que mais recebe visitantes, uma média de 20 milhões por ano. A Basílica é lindíssima e se situa aos pés do Monte Tepeyac e a construção sofre danos devido ao afundamento do terreno (já que a cidade do México está acima de um lago aterrado). Por essa razão e para abrigar mais fiéis há uma Nova Basílica onde se encontra se a imagem da Virgem de Guadalupe. Ao contrário da maioria das imagens que são esculturas, esta é uma pintura que se acredita foi concebida milagrosamente e encontrada por um índio da tribo nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, que hoje é considerado santo. O sincretismo é evidente na cultura religiosa mexicana desde sempre.

Novo Santuário da Virgencita de Guadalupe, na Cidade do México

Novo Santuário da Virgencita de Guadalupe, na Cidade do México


Imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Ana, Valéria e a antiga Basílica do Santuário de Guadalupe, na Cidade do México

Ana, Valéria e a antiga Basílica do Santuário de Guadalupe, na Cidade do México


A estrutura e organização do santuário impressiona, as lojinhas com o comércio de souvenirs estão na parte subterrânea, há um local externo para bênçãos e missas programadas o dia todo, e para observar a imagem da padroeira há passarelas rolantes que garantem um bom trânsito para os fiéis.

Esteiras rolantes para descongestionar o corredor onde está exposta a imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Esteiras rolantes para descongestionar o corredor onde está exposta a imagem da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Fiéis chegam ajoelhados ao Santuário da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México

Fiéis chegam ajoelhados ao Santuário da Virgem de Guadalupe, na Cidade do México


Após essa passagem pelo Santuário já na área de Teotihuacán fomos conhecer a área de uma cooperativa de moradores que há muitos anos atendem os turistas oferecendo explicações de seus ícones culturais como o mezcal, bebida mais tradicional que a tequila feita também do agave, seus tecidos coloridos naturalmente, seu artesanato, principalmente de obisidiana, e sua comida típica. Mesmo sendo um local totalmente destinado ao turista, a organização dessa comunidade e o interesse em se envolver com os visitantes tornaram a experiência única. E pudemos almoçar com várias pessoas do grupo rindo das comidas picantes e conversando sobre tudo.

Maguey, planta com uma infinidade de utilidades. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maguey, planta com uma infinidade de utilidades. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Maguey, o papiro dos antigos mexicas e teotihuacanos, próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maguey, o papiro dos antigos mexicas e teotihuacanos, próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Colorindo as fibras naturais do maguey com pétalas de flores. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Colorindo as fibras naturais do maguey com pétalas de flores. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Ferramenta de corte feita com obsidiana, a pedra vulcânica. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Ferramenta de corte feita com obsidiana, a pedra vulcânica. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Tequila e Pulque, bebidas feita de diferentes tipos de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Tequila e Pulque, bebidas feita de diferentes tipos de maguey. Próximo às ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Enfim, chegamos a zona arqueológica de Teotihuacán que a Ana tão bem definiu: A Cidade dos Deuses. Realmente, lá é possível um encontro com os Deuses, pura energia, puro maíz como se diz pelo México. A possibilidade de subir nas pirâmides torna a experiência impressionante e para mim, começar a compreender os povos pré-colombianos foi um banho contra a minha ignorância.

Calzada de los Muertos, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Calzada de los Muertos, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Vendedores e seus chapéus, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Vendedores e seus chapéus, nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Val energizando na Pirâmide do Sol. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Val energizando na Pirâmide do Sol. Ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Caminhando pela Calzada de los Muertos com a Pirâmide de la Luna ao fundo.  Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Caminhando pela Calzada de los Muertos com a Pirâmide de la Luna ao fundo. Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


O roteiro foi bem pensado, mas Teotihuacán merece um dia bem inteiro, já que fecha às 17h. A melhor parte foi poder dividir tudo o que vi com a minha grande amiga!

Amigas e a paisagem das ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Amigas e a paisagem das ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

México, Cidade do México, Teotihuacán, arqueologia, Santuário da Virgem de Guadalupe, Tlatelolco

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Parque Nacional de Ubajara

Brasil, Ceará, Ubajara (P.N de Ubajara)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


O Parque Nacional de Ubajara foi formado no final da década de 50, no entanto a região já é conhecida e explorada desde o século XVIII em busca de ouro e pedras preciosas. Um teleférico nos leva até a gruta, que possui 1200m já mapeados e ainda não foi completamente explorada. Existe uma lenda que ela possuiria uma ligação com a formação geológica do Parque Nacional das Sete Cidades, no Piauí. É apenas uma lenda, pois são mais de 100km até este parque, ainda assim os últimos dutos mapeados estão na sua direção. O teleférico foi instalado na década de 70 e chegava até a entrada da gruta, 10 anos depois foi desativado e ficou inoperante até 1991, quando ganhou nova base e a gruta voltou a ser aberta à visitação.

O bondinho que leva à caverna no Parque Nacional de Ubajara - CE

O bondinho que leva à caverna no Parque Nacional de Ubajara - CE


Formação calcária em meio a formação arenítica da Serra do Ibiapaba, a Caverna de Ubajara foi freqüentada por moradores da região para culto religioso desde a década de 40, possui um santuário e uma trilha de pedra com 7km de extensão, por onde passavam as romarias. Na gruta eram realizados eventos religiosos como casamentos, missas, etc.

Paredão de pedra no Parque Nacional de Ubajara - CE

Paredão de pedra no Parque Nacional de Ubajara - CE


Nesta mesma época a tradição pela preservação da natureza não existia ou, se existia, possuía um conceito muito diferente da atual. Assim a gruta possui toda a sua entrada pichada com nomes, datas e mensagens assinadas de 1905 até 1985, aproximadamente. As pichações só foram totalmente controladas quando se iniciou o trabalho conjunto do Ibama com a Associação de Guias da região, que contribuiu fortemente para uma maior fiscalização durante as visitações.

Pichação de 1906 na caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE

Pichação de 1906 na caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE


Suas formações calcárias são belíssimas, estalactites, estalagmites, cortinas e cogumelos, algumas com a presença de calcita, fizeram com que outra prática se tornasse comum na depredação da caverna: a quebra das formações. Como a calcita brilha, muitos achavam que ali havia algum mineral ou metal precioso, diamante ou ouro, e então as levavam para casa. Foi aí que surgiu a expressão “ouro de tolo”, afinal “nem tudo que reluz é ouro”.

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Formações da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Encerramos o passeio pela gruta em pouco mais de meia hora. Dois salões normalmente abertos à visitação estão interditados. Pudemos ver apenas as centenas de morcegos que se apinham lá dentro, a imensa barulheira e o cheiro nada agradável do guano. Eles estão em período de reprodução, porém não é este o motivo da interdição. Os dois últimos salões possuem água, o que torna o acesso muito escorregadio e iluminação artificial precária ou inexistente, pela estrutura não suportar a umidade. Apesar disso o parque é todo muito bem estruturado para as atrações que oferece. A taxa de entrada é de 4 reais por pessoa, além dos 8 reais no teleférico. A entrada já inclui o serviço dos guias para a gruta e também tours guiados de hora em hora para a trilha do Mirante e da Cachoeira do Cafundó.

Caminhando no Parque Nacional de Ubajara - CE

Caminhando no Parque Nacional de Ubajara - CE


É claro que aproveitamos para conhecer! Duas horas e meia de caminhada por uma trilha bem marcada, com o acompanhamento do guia, além dos nossos amigos chilenos que estavam conosco desde cedo. Aproveitei para treinar meu espanhol e praticar uma de minhas artes preferidas, a socialização! Andrea, eu e Pablo falamos de tudo! Histórias, dicas e truques de viagem e até descobrimos conhecidos em comum! Vone, a estilista chilena que conheci na Praia da Pipa, é casada com Rodrigo, amigo de Andrea! Este mundo é muito pequeno mesmo!

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE


A trilha é tranquila, o mirante possui vistas maravilhosas, tanto para a serra e o sertão verde nesta época de chuvas, quanto para a Cachoeira do Gavião, logo abaixo do mirante, e ao fundo para a Cachoeira do Cafundó.

Visão do famoso bondinho que leva à entrada da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE

Visão do famoso bondinho que leva à entrada da caverna do Parque Nacional de Ubajara - CE


Caminhamos mais um pouco e chegamos à Cachoeira do Cafundó. Ela é imensa, porém só vamos à pequena cachoeira que está acima da queda principal. A bela vista da serra e do teleférico, água fresca e um pequeno lago fazem o passeio valer à pena.

Encima da Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional de Ubajara - CE

Encima da Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional de Ubajara - CE

Brasil, Ceará, Ubajara (P.N de Ubajara), cachoeira, cafundó, Cavernas, gavião, Montanha, parque nacional, Parque Nacional de Ubajara

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Badlands National Park

Estados Unidos, South Dakota, Badlands National Park

Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


O Badlands National Park é uma das áreas de pradarias mais preservadas dos Estados Unidos. São 244 mil acres de parque nacional, sendo 64 mil destes considerados “National Wilderness Area”, totalmente intocadas. A história geológica destas terras data de mais de 65 milhões de anos, vendo passar por suas pradarias e montanhas animais da megafauna como entelodontes e oreodontes. Caçadores nômades pré-históricos caçavam bisões e mamutes e deixaram para trás pegadas que nos contam sua história e modo de vida.

Voltando ao Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Voltando ao Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


As maravilhosas paisagens do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

As maravilhosas paisagens do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Badlands, ou “terras ruins” na tradução livre, vem da expressão Oglala “Mako Sica”. Os colonizadores concordaram com eles e mantiveram o nome das terras ruins, já que buscavam áreas propícias para plantio e criação de gado. Um terreno assim, tão acidentado só poderia ser terrível, não é mesmo? Para sorte de todos nós eles não insistiram e deixaram essa terra de lado, mantendo uma área de extrema beleza natural totalmente preservada, um dos últimos refúgios para vida selvagem neste canto das Great Plains.

Coelho nos observa no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Coelho nos observa no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


No parque conseguimos encontrar Mountain Goats, Big Horn Sheeps, Veados, Coyotes e até animais maiores como o American Buffalo, também conhecido como Bison. Estas terras continuam sendo a casa de nações indígenas das tribos da Grande Nação Sioux e a porção sul do parque é administrada pela tribo Oglala-Lakota.

Espécie de cabra montanhesa comum no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Espécie de cabra montanhesa comum no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Vindos do leste pela estrada Interestadual 90 (I-90), pegamos a Badlands Loop Road (Highway 240) pela entrada nordeste e a primeira parada é no Big Badlands Overlook. Um cenário seco formado por pelo menos 6 camadas diferentes de rochas em diferentes tonalidades de amarelo, terracota, cinza e quase branco.

Solo colorido no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Solo colorido no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Paisagem do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Paisagem do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Cada uma dessas camadas foi depositada em intervalos de milhões de anos que também ajudam os geólogos e palenteólogos a remontar a história desta região. A água, os movimentos das camadas tectônicas e o vento ajudaram a dar forma e a esculpir cânions, montanhas, vales e chapadas que juntos formam uma paisagem incrível! Já vimos formações parecidas no Vale da Morte, do Atacama (Chile) e no Death Valley, Califórnia (EUA), mas cada uma possui características que as tornam únicas e obrigatórias para os amantes da natureza.

Cabra montanhesa descansa em platô no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Cabra montanhesa descansa em platô no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Pequeno veado no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Pequeno veado no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Adiante vale uma parada rápida para caminhar entre as montanhas e formações nas trilhas Door e Window e se estiver com pique vale também cruzar a Notch Trail (2,4km), caminhando por um cânion até o mirante para uma vista sensacional do White River Valley.

Terreno desértico do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Terreno desértico do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Seguindo a estrada encontramos o Visitor Center, que reúne muitas informações interessantes sobre o parque no pequeno museu. A cada mirante, placa informativa e paisagem grandiosa vamos entrando na história do parque e captando a energia do Badlands.

As pradarias do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

As pradarias do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


O final de tarde é especial, não apenas para boas fotos, como também para ver os animais selvagens. A cada 10 minutos encontrávamos ou um Big Horn Sheep, ou veadinhos, coelhos e mountain goats. O coiote é mais difícil de ver, ele se mescla bem nas pradarias e é muito rápido, mas até ele tivemos a sorte de encontrar!

Coiote circula no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Coiote circula no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Magnífico fim de tarde no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Magnífico fim de tarde no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Estávamos ansiosos pelo encontro com um bisão. Conversamos com o cara do motel na cidadezinha de Wall e ele nos disse que era difícil ver algum, ele mesmo só havia visto de longe. Sem perder as esperanças voltamos ao parque no dia seguinte, antes do sol quente do meio-dia e pegamos a Sage Creek Road.

Bisão solitário no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Bisão solitário no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Esta continuação da Badlands Loop Road é área onde geralmente os bisões são vistos. No caminho passamos pela Praire Dog Town, uma área plana, quase sem vegetação e totalmente esburacada por esse roedor chamado de “dog praire”. O “tic, tic” vira a trilha sonora da pradaria, enquanto nos divertimos vendo os bichinhos comendo e correndo assustados para suas casinhas.

Praire Dog no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Praire Dog no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Praire Dog no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Praire Dog no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Eis que de longe vimos alguns carros parados e uma manada de bisões perto da estrada. Detalhe: eles estavam cercados! Pois é, ainda existem alguns proprietários de terras que chegaram à região antes da área se tornar parque e adivinhem? Eles criam búfalos! Animais imensos, com comportamento tão pacato quanto o de um boi ou uma vaca, mas tão selvagens que chegam a ser imprevisíveis. Se encanam com você, sai da frente!

Encontro com bisões no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Encontro com bisões no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Encontro com bisões no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Encontro com bisões no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Eles parecem usar um casaco de pele sobre os ombros, tamanho o frio que enfrentam nos meses mais gelados. Bem, vimos, mas não estávamos muito contentes de tê-los visto assim, atrás das grades. Seguimos viagem e 10 km à frente cruzamos dois bisões selvagens, soltos próximos da estrada! Lindo, forte e imponente o maior deles posou para nossa foto por um bom tempo, parecendo pouco se importar com a nossa presença. Quando o Rodrigo tentou se aproximar, ele se afastou como quem diz, “fica na sua, que eu fico na minha!”

Tentando socializar com um bisão no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Tentando socializar com um bisão no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Missão cumprida aqui no Badlands, mais um parque nacional obrigatório para os viajantes intrépidos e amantes da natureza. Agora seguimos para as Black Hills para conhecer um dos principais cartões postais dos Estados Unidos!

Um enorme bisão no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Um enorme bisão no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Mirante no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Mirante no Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Estados Unidos, South Dakota, Badlands National Park, Animal, Badlands National Park, Great American Drive, parque nacional, roadtrip

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The Lake House

Estados Unidos, Connecticut, Lakeville

O Quentin leva as meninas para passear no novo veleiro da família, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

O Quentin leva as meninas para passear no novo veleiro da família, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Há 15 dias começamos esta viagem com a nossa sobrinha, Dona Bebel Junqueira, na casa dos novos amigos Amy e Joe, na Pennsylvânia. Lá Bebel reencontrou suas amigas dos “velhos tempos” de Estados Unidos. Você sabe como é, nessa idade 3 anos parecem uma eternidade, mas paradoxalmente, é como se fosse ontem! Essa foi a sensação de Bebel, Matilde e Lola, que não se viam há anos, mas já eram melhores amigas desde o primeiro segundo em que pisamos na casa de lago de Quentin e Risë.

Bebel com a Matilde e o Theo mo interior da 'Casa do Lago', em Lakeville, Connecticut, nos Estados Unidos

Bebel com a Matilde e o Theo mo interior da "Casa do Lago", em Lakeville, Connecticut, nos Estados Unidos


Almoço com a Rise e a Quentin, na sua casa em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Almoço com a Rise e a Quentin, na sua casa em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Quentin é belga-francês e Risë é americana, eles vivem em Nova Iorque com seus filhos Theo, 15 anos, Matilde, 12 anos e Lola, 10. Foi em um parque da Big Apple, passeando com suas filhas, que Quentin e Pedro se conheceram e daí floresceu uma grande amizade.

A Rise aproveita o fim de tarde no pier sobre o lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Rise aproveita o fim de tarde no pier sobre o lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


A casa bilíngue é sempre agitada, Achiles o novo integrante canino da família ainda está se acostumando com as fronteiras do seu novo playground. Um imenso gramado à beira de um lago na região de Lakeville, este foi o cenário do encontro com essa família tão especial.

Nossa vista na 'Casa do Lago', em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Nossa vista na "Casa do Lago", em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


No primeiro dia atravessamos o lago nadando com Quentin, Matilde e Bebel, que tiveram fôlego suficiente para, além da longa travessia, ainda matraquear, filmar, nadar e brincar por todo o caminho. No segundo dia fomos novamente, desta vez sem as crianças. Sem muitas paradas fizemos a travessia em aproximadamente 40 minutos, um bom exercício e boas recordações da época de travessias em Santa Catarina com o pessoal do Sion. A propósito, preciso melhorar o meu tempo!

refrescando-se no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

refrescando-se no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Fomos paparicados com refeições deliciosas ao ar livre, boas conversas regadas a um chá de frutas no deck sobre o lago e um clima tranquilo e super relaxado. Theo chegou mais tarde, vindo de trem de Nova Iorque após um campeonato de cartas. Não me perguntem que tipo de cartas, talvez eu já esteja um pouco velha para entender ou ele muito jovem para explicar. Rsrs!

Café da manhã com a Matilde a a Lola, na deliciosa 'Casa do Lago', em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Café da manhã com a Matilde a a Lola, na deliciosa "Casa do Lago", em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Aproveitando a vida mansa no fim de semana na 'Casa do Lago', em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Aproveitando a vida mansa no fim de semana na "Casa do Lago", em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Para as meninas não tinha tempo ruim, com seus biquínis, óculos de natação e uma go pro na mão passavam horas na água, nadando, saltando e criando mais de duas hora de vídeos e histórias. A diversão pós-lago era assistir aos looongos e, segundo elas, “boring videos”.

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


*Nota: alguma hora tenho que encontrar tempo para editá-los!

Assistindo a filmagem subaquática feita no lago (em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos)

Assistindo a filmagem subaquática feita no lago (em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos)


Durante o jantar ouvimos a narração emocionada de Bebel de uma história sobre uma “really really really nice girl” que está sendo vítima de uma vingança de uma “really really really bad girl”. Qualquer semelhança com a Avenida Brasil não é mera coincidência! Longas conversas, regadas a um bom vinho, e nem vemos a hora passar.

Tomando sol na pequena plataforma flutuante no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Tomando sol na pequena plataforma flutuante no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Hoje terminamos a temporada com a nossa ilustre visitante na casa destes novos velhos amigos. Despedidas são sempre chatas, mas Bebel já está ansiosa para começar a segunda etapa da sua viagem, reencontrar os primos em Princeton e conhecer novos amigos da sua idade no Summer Camp!

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


15 dias para viajar pelo nordeste dos Estados Unidos, passando pelos principais parques e cidades, não é das tarefas mais fáceis. Somamos a isso a vontade de encontrar os amigos e o resultado é sempre muito melhor do que o esperado! O equilíbrio é o segredo de tudo, nem que para isso precisemos acelerar em alguns pontos, para depois poder relaxar à beira do lago na companhia de amigos.

A 'frota' de veículos aquáticos na Casa do Lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A "frota" de veículos aquáticos na Casa do Lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Obrigada Quentin e Risë por nos receber em sua casa, em sua família. Obrigada por nos proporcionar momentos e memórias tão especiais em dois dos nossos 1000dias, aqui neste cantinho de Connecticut. Obrigada Pedro e Íris por nos emprestar sua filha por estes dias, uma ótima companheira de viagem que já nos deixa muitas saudades. A Fiona ficará vazia depois dela.

Estados Unidos, Connecticut, Lakeville, Amigos, Lago

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DC: O Reencontro

Estados Unidos, District of Columbia, Washington

Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos

Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos


Visitar uma cidade ou um lugar pela segunda vez sempre tem um sabor diferente. A ansiedade de conhecer “tudo ao mesmo tempo agora”, é substituída pelo prazer de reencontrar lugares e, de alguma forma se sentir mais íntimo da cidade. No nosso caso essa intimidade parece ser aumentada pelo fato de estarmos há bastante tempo longe de casa, é quase como reencontrar um velho amigo, aquela cara conhecida, sorriso reconfortante, mas ainda assim cheio de histórias novas para contar.

Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos

Caminhando pelas ruas de Washington, capital dos Estados Unidos


Nós chegamos à Washington no início da tarde, foi o nosso debut no priceline.com, indo parar no Marriot Wardman Park, à meia quadra do metrô e ao lado do zoológico. Deixamos a Fiona descansando e, após um almoço no Medaterra, saímos animadíssimos rumo ao transporte mais democrático e prático difícil de ser encontrado pela Latino América: o metrô! Coisa de primeiro mundo, em poucos minutos estávamos descendo no Farragut West Metrô, a três quadras da Casa Branca.

Depois de tanto tempo, estamos andando de metrô novamente! (em Washington, capital dos Estados Unidos)

Depois de tanto tempo, estamos andando de metrô novamente! (em Washington, capital dos Estados Unidos)


A cada passo a memória se deleitava em identificar ruas, nomes, esquinas e cenas cotidianas de uma grande cidade que há tempos vivia adormecida no meu subconsciente. Gente correndo de lá para cá na agitada capital, mas dessa vez não apenas de terno e gravata, mas com seus tênis e ipods. A primavera não apenas colori as floreiras e os guarda-roupas dos capitalinos, mas empresta à seriedade da terra dos senadores e políticos americanos um ar mais alegre, despojado e informal.

Celebrando com Frozen Marguerita (mais barata, na hora do happy hour!) a chegada à Washington, capital dos Estados Unidos

Celebrando com Frozen Marguerita (mais barata, na hora do happy hour!) a chegada à Washington, capital dos Estados Unidos


A avidez por informação e novidade vai me inundando e tudo que era tranquilidade, se torna curiosidade e vontade de multiplicar o calendário mundial, mudar as regras, incluir 30 horas no dia, 10 dias por semana, 530 dias no ano. Assim poderíamos rever a cidade, os antigos museus e suas novas coleções, os novos museus com suas relíquias e reencontrar velhos e novos amigos.

A famosa Casa Branca, residência do presidente americano em Washington, capital dos Estados Unidos

A famosa Casa Branca, residência do presidente americano em Washington, capital dos Estados Unidos


Na falta do tempo vamos direto ao que interessa e finalmente saímos da virtualidade, em um delicioso happy hour no Circa, com Claudia do blog Aprendiz de Viajante (@aprendizviajante) e Teté do Escapismo Genuíno (@viajantete). Viemos nos acompanhando mutuamente há quase dois anos na twittolândia e blogosfera viajante, ambas são muito ativas e a Cláudia é uma das cabeças de um movimento para reunir e fomentar a troca de informações entre os blogueiros de viagem e turismo na world wide web.

Encontro com a blogueira e amiga Cláudia, do blog 'Aprendiz de Viajante', em Washington, capital dos Estados Unidos

Encontro com a blogueira e amiga Cláudia, do blog "Aprendiz de Viajante", em Washington, capital dos Estados Unidos


Cláudia mora há anos em DC, casada com um americano e com dois filhos lindos, se divide entre consultorias na área de tecnologia e o seu blog de viagens, cada vez mais profissional. Teté é publicitária, baiana acariocada que foi criada entre o Perú e os EUA e começou a escrever sobre viagens quando morou na ilha de Chipre! Ela trabalha com planejamento e faz freelas e home office acompanhando o maridão Gustavo, paraquedista profissional, nas viagens pelo mundo. É tão bacana ver que existem outras formas de viver... ninguém aqui diz que é fácil, mas sim é possível!

O encontro das blogueiras Tetê (Escapismo Genuíno), Ana (1000Dias) e Cláudia (Aprendiz de Viajante) em bar de(Washington, capital dos Estados Unidos

O encontro das blogueiras Tetê (Escapismo Genuíno), Ana (1000Dias) e Cláudia (Aprendiz de Viajante) em bar de(Washington, capital dos Estados Unidos


O fim de tarde embalado por diferentes vidas, viagens e muitas risadas, logo se transformou em noite e se estendeu na casa onde Teté e Gustavo estão passando esta temporada em DC. Nos despedimos prometendo um reencontro pronto em breve, não longe daqui, na casa de mais dois companheiros de viajosfera, Mauricio e Oscar (@MauOscar), que vivem no estado vizinho do Delaware. Já na saída Teté nos presenteou com um livro do casal de viajantes sulistas do “Mundo por Terra”, que deram a volta ao mundo em 1033 dias, passando pela Ásia, África e Oceania, num super incentivo para escrevermos também a nossa história. Espero poder devolver o presente à altura daqui alguns anos.

Chegando à Washington, capital dos Estados Unidos

Chegando à Washington, capital dos Estados Unidos

Estados Unidos, District of Columbia, Washington, Amigos, Blogueiros , viagem

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Suriname, de Albina a Paramaribo

Suriname, Paramaribo, Albina

Barco Gabrielle, que faz a travessia entre a Guiana Francesa e o Suriname

Barco Gabrielle, que faz a travessia entre a Guiana Francesa e o Suriname


Dia de cruzarmos a nossa segunda fronteira, fronteira com o Suriname. Estávamos tranquilos, apenas quisemos chegar cedo para garantir lugar na balsa. O Rodrigo nestes dias ainda fica preocupado, então acorda cedo e não consegue sossegar enquanto eu não estiver pronta. A balsa partia as 8 da manhã, saímos uma hora mais cedo e aproveitamos para dar uma voltinha no mercado central de St Laurent. A primeira coisa que me chamou a atenção foi a neblina que cobria a cidade logo cedo. Eu sempre associei este evento a lugares frios e/ou montanhosos, mas aqui ela é a própria nuvem de umidade pairando no ar. Agora entendi que a neblina nas florestas do Indiana Jones não está lá só para dar um clima de mistério.

Neblina toma conta de Saint Laurent, na Guiana Francesa

Neblina toma conta de Saint Laurent, na Guiana Francesa


Envolvidos por este clima e uma garoa fina daquelas bem chatinhas, fomos explorar a feira matinal. Frutas e legumes de todos os tipos, algumas que eu nunca havia ouvido falar, tipos de lixia, cereja, etc, mas o mais legal é ficarmos com ouvidos bem atentos, tentando entender os idiomas falados ali. Chinês com certeza, creole e o sranan tongo do vizinho Suriname?

Valorizando os produtos da terra! (em Saint Laurent, na Guiana Francesa)

Valorizando os produtos da terra! (em Saint Laurent, na Guiana Francesa)


Provavelmente. Alguns também deviam falar o idioma laosiano (não me pergunte o nome), já que são reconhecidamente bons produtores de frutas e hortaliças por aqui. Novamente nos vemos em meio a um caldeirão cultural riquíssimo e totalmente exótico. Eu parava para tirar fotos, pedia licença em francês e o cara respondia como deveria, eu é que não entendia nada. Como será que eles se entendem?

Manhã de feira em Saint Laurent, na Guiana Francesa

Manhã de feira em Saint Laurent, na Guiana Francesa


Próxima parada, porto de St Laurent du Maroni. Uma fila de uns 5 carros já estava a nossa frente e tomara que a Fiona caiba na balsa! Ali fica a PAF, Polícia de Fronteira Francesa. Apresentamos os documentos, conferiram umas três vezes, inclusive o meu visto para o Suriname, embora não fosse problema deles. A policial-chefe nos pediu os documentos do carro, incluindo o seguro, e tudo o que não tivemos de problemas na entrada ela quis criar na saída. Informou-nos que é obrigatória a “Cart Vèrt”, nossa conhecida carta verde para países do Mercosul, tem alguma irmã gêmea aqui em terras européias. Mostramos nosso seguro internacional, mas a porcaria da Mafre não conseguiu nos emitir uma carta ou documento oficial ainda em inglês e espanhol, então como eles não entendem simplesmente o ignoram. Ela só nos liberou após falar com o seu superior ao telefone e porque estávamos saindo do país, mas nos advertiu que teríamos problemas para entrar no Suriname.

Subimos na balsa que nos esperou um pouco até resolvermos a situação. Até encontramos um brasileiro trabalhando embarcação. Peraí, um brasileiro? Dizem que aqui em Albina não gostam de brasileiros... Ah, ele é guianês, mas fala muito bem o português! São tantos brasileiros em Cayenne que acabou aprendendo. Já viajou muito pelo mundo, era super bem relacionado por ali, tive que perguntar: “quantas línguas você já aprendeu?” “Umas 5 ou 6 línguas, vou vivendo e aprendendo, todas as que precisamos para viver.” Já conseguimos perceber que é assim é a vida aqui na fronteira, francês, creole, holandês, sranan tongo, inglês, português, afinal como diria o sábio Chacrinha, quem não se comunica se trumbica!

Manhã de feira em Saint Laurent, na Guiana Francesa

Manhã de feira em Saint Laurent, na Guiana Francesa


Na entrada no Suriname não deu outra. O cara não entendeu nada e não quis facilitar, com todo o direito, afinal está só cumprindo as ordens. Mostramos a ele todos os documentos, explicamos que o seguro ainda não havia nos mandado a carta, etc, etc, mas sem entender o português o cara ficava vendido. Ele e o policial da fronteira ainda foram bacanas conosco, emprestaram seus celulares para ligarmos e acessarmos a internet para tentarmos conseguir logo o documento, que atrasou devido o carnaval. A alternativa seria comprarmos um seguro aqui mesmo, mas hoje é sábado, tudo estava fechado. Teríamos que esperar um final de semana em Albina, cidade que ficou conhecida pelo incidente em que várias brasileiras foram estupradas e alguns garimpeiros brasileiros foram mortos, imaginem o nível! Voltar para a Guiana Francesa também não rolava, pois aí nem o Rodrigo (com visto vencido) e nem o carro não poderia entrar! SURREAL! Sem mais o que fazer ficamos esperando o retorno da Mafre no atendimento de emergências ao exterior. Foi quando caiu do céu um anjo, o Seu “Chefe da Polícia de Fronteira e Aduaneira” do Suriname, além de ter o poder de decisão, ele entendia o português e havia acordado de bom humor hoje! Apenas leu nossos documentos e liberou a passagem! SENSACIONAL! Vai ter sorte assim lá em Albina!

Chegando à Albina, no Suriname

Chegando à Albina, no Suriname


A estrada de Albina para Paramaribo é vagabunda de ruim, um asfalto totalmente esburacado e com muita chuva durante o percurso. Fomos parados pela polícia rodoviária, uns negões azuis com cara de bravos. Perguntaram-nos se carregávamos “something ilegal”, é claro que não! “Como posso ter certeza?” Já estamos viajando desde o Brasil, passamos pela Guiana e não tivemos problema algum até agora, acho um bom indício que falamos a verdade. “Ok, I´ll honor your words.” Algumas horas depois estávamos cruzando a imensa ponte sobre o Rio Suriname e adentrando à caótica Paramaribo. Carros indo e vindo de todos os lados, detalhe: aqui a mão é inglesa! Cruzamos o centro da cidade em direção ao hotel que havíamos escolhido. Primo pobre de um dos hotéis mais conhecidos da cidade, o Torarica, o Eco-Resort Inn é da mesma rede e nos foi indicado pelo Joel, gerente do hotel que ficamos em Cayenne. Provavelmente aqui conseguiremos estacionar a Fiona para a nossa etapa caribenha da viagem.

A grande ponte que cruza o rio Suriname, em Paramaribo, no Suriname

A grande ponte que cruza o rio Suriname, em Paramaribo, no Suriname


Dry season no Suriname e não poderia estar mais molhado! Choveu o dia todo, acabamos passando o resto da tarde no hotel e à noite fomos jantar em um barzinho mais agitado aqui nas redondezas. Difícil foi entender o cardápio, todo em holandês, mas depois do dia de hoje essa era a menor das dificuldades!

Suriname, Paramaribo, Albina, Albina, Saint Laurent du Maroni

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Uma tarde em Savannah

Estados Unidos, Georgia, Savannah

Região renovada das antigas docas, em Savannah, na Georgia - EUA

Região renovada das antigas docas, em Savannah, na Georgia - EUA


Savannah, a primeira capital do estado da Geórgia e sua história valem muito mais que uma tarde de visita. Praças e jardins formam centros comunitários com escolas, igrejas e prédios públicos, entremeados às quadras residenciais da cidade. Uma planificação urbana indescritivelmente inteligente e igualitária para uma época em que a escravatura era fato e uma normalidade.

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA


James Oglethorpe, um general representante do Rei George II, aportou nessas terras e foi o idealizador e fundador da cidade. Chegando às novas terras do outro lado do Atlântico Oglethorpe entrou em acordo com o chefe da nação indígena local e instalou a nova colônia às margens do Rio Savannah.

Savannah, na Georgia - EUA

Savannah, na Georgia - EUA


O projeto urbano e a arquitetura colonial fazem da cidade uma das preferidas de conhecidos viajantes norte americanos, como conta Seth Kugel, colunista do IG e conhecido Frugal Traveler do New York Times.

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA


Devido à sua beleza, Savannah foi a única cidades na linha de ataque do General Sherman que não foi queimada durante a Guerra Civil Americana, conhecida por nós como a Guerra da Secessão. Era linda demais para ser queimada. Sherman, que dá nome à maior sequoia do mundo, foi o responsável pelo incêndio que destruiu a cidade de Atlanta e foi também quem aceitou a rendição dos estados confederados ao final da guerra.

Caminhando pelo passeio beira-rio em Savannah, na Georgia - EUA

Caminhando pelo passeio beira-rio em Savannah, na Georgia - EUA


Uma caminhada pelo calçadão à beira do Rio Savannah dá uma boa ideia sobre a história da cidade, importante porto comercial em meados do século XIX. Algumas casas antigas foram restauradas e se tornaram museus que abrigam coleções de mobiliários e detalhes do estilo de vida dos colonialistas da época.

Casas em Savannah, na Georgia - EUA

Casas em Savannah, na Georgia - EUA


Uma das principais atrações da cidade é a distinta culinária sulista, parecida com a que já encontramos em New Orleans e Tuscaloosa. Grits (um tipo de polenta branca), feijão verde, vegetais cozidos e variados tipos de carnes bem gordurosas como costela, carne de porco, frango frito, acompanhadas de carboidratos deliciosos e proibitivos foram o nosso deleite no domingo chuvoso do dia das mães.

Tradicional restaurante de piratas em Savannah, na Georgia - EUA

Tradicional restaurante de piratas em Savannah, na Georgia - EUA


Um dos favoritos dos savannenses, The Pirate House é também uma experiência antropológica, reunindo famílias completas, todos vestidos com suas roupas no melhor estilo sulista tradicional.

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA


É quase injusto passarmos apenas uma tarde em Savannah, mas em um país continental como os Estados Unidos infelizmente temos que fazer nossas opções e concessões. Com tempo sem dúvida valeriam pelo menos 3 ou 4 dias explorando cuidadosamente cada beco, bistrô e bar na famosa noite boêmia da antiga capital da Georgia. Fica a dica!

Savannah, na Georgia - EUA

Savannah, na Georgia - EUA

Estados Unidos, Georgia, Savannah, cidade histórica, Road Trip

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Os ventos cearenses!

Brasil, Ceará, Fortaleza, Lagoinha, Cumbuco

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE


Os ventos cearenses são famosos e muito procurados para os esportes aquáticos como o windsurf e o kite surf. Há apenas 25km de Fortaleza encontramos o paraíso dos kite surfers, chegamos a Cumbuco! Toda a costa do Ceará é muito procurada para a prática deste esporte, pois possui ótimos ventos e locais apropriados para todos os níveis. Cumbuco, entretanto, foi o lugar com maior infra-estrutura e número de kites que já vimos durante toda a viagem! Eu só tinha visto algo parecido lá na Lagoa e na praia do Ibiraquera, em Garopaba, outro dos principais pontos de kite no litoral brasileiro.

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE


Os iniciantes geralmente procuram lagoas, lugares de água bem calma e rasa que facilitam levantar a cada tombo ou queda da pipa. Depois de algumas noções básicas de vento e pilotagem do kite começa a prática com a prancha. A evolução do aluno vai depender da facilidade que ele tem com o equipamento, a compreensão dos ventos, etc. Quanto mais experiente ele se tornar, mais desafios serão dados, como trocar a lagoa pelo mar. Depois de dominadas as manobras básicas, começam as manobras mais complicadas, como surfar e “dropar” ondas e outras mais radicais, piruetas e rodopios voando alto com o kite.

Muito sol e vento em Cumbuco - CE

Muito sol e vento em Cumbuco - CE


Há tempos tenho vontade de aprender, mas para isso temos que estar dispostos e encarar uma sessão de no mínimo 8 horas de aula, que custam em média 750,00 o pacote. É uma semaninha pelo menos para fechar estas aulas e começar a ficar em pé. Depois disso muuuito treino e empenho para conseguir relaxar e aproveitar. Eu quero! Só falta termos tempo e disposição ($$$)! Rsrsrs!

A nossa passagem por Cumbuco foi rápida, almoçamos, pegamos uma prainha e ficamos babando nos kites fazendo suas super manobras. Imagino que a sensação do kite deve ser de uma liberdade tremenda! E para nós que estamos olhando de fora parece tão fácil! Vamos ver, quem sabe em Jeri não tomamos coragem!

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE


Seguimos viagem para a praia de Lagoinha. Tem chovido muito em toda esta região, já dizem que só neste começo de inverno choveu mais que em todo o inverno do ano passado! Com isso as lagoas estão cheias, os campos de carnaubais encharcados, do jeito que elas gostam. Chegamos à Lagoinha no final da tarde com uma trégua da chuva e decidimos sair dar uma corrida na praia e acabamos presenciando um pôr-do-sol maravilhoso! Infelizmente sem fotos, já que para a corrida saímos sem máquina.

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE


Lagoinha é uma praia que está começando a ser urbanizada, já possui um punhado de pousadas, 2 grandes à beira mar e outras no alto do morro, onde fica a vila. A única má notícia daqui é que está em andamento uma construção grosseira gigantesca à beira da praia. Um hotel imenso e vários chalés ao lado que parecem ser do mesmo projeto. Bem que poderia ser embargada por algum órgão ambiental e implodida! Motivo: estragou a paisagem e tirou a vista de um dos pores do sol mais bonitos que já vimos durante toda a viagem!

Hotel em construção na praia de Lagoinha - CE

Hotel em construção na praia de Lagoinha - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Lagoinha, Cumbuco, Kite Surf, Praia

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Linhas de Nazca

Peru, Nazca

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru

Desenho de baleia no deserto de Nazca - Peru


Sobrevoar as linhas de Nazca é uma experiência única. Não apenas pela montanha-russa mais emocionante do mundo, mas pela descoberta inacreditável que fazemos quando olhamos para o imenso deserto marrom-acinzentado lá do alto.

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru

Sobrevoando o deserto de Nazca - Peru


As linhas de Nazca são geoglifos localizados no deserto de Nazca, 400km ao sul de Lima no Perú. Embora lembrem os geoglifos de Paracas, como o Gigante do Atacama, os cientistas acreditam que estes foram feitos pela civilização dos Nazca entre os anos de 400 e 650 d.C. Existem milhares de teorias e conspirações matemáticas, ufológicas e religiosas. Estes desenhos inspiraram aquele livro “Eram os Deuses Astronautas”, do escritor Eric Von Daniken.

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru

Deserto cortado por linhas e desenhos em Nazca - Peru


Este foi o meu segundo sobrevôo, a primeira vez que vim ao Perú, Nazca não estava no meu roteiro, eu tinha apenas 15 dias. Eu e Luiz, meu companheiro de viagem, conhecemos uns mineiros e foi um deles que ficou colocando pilha para acelerarmos o passo e trocarmos as ilhas flutuantes de Puno por um bate e volta em Nazca. Nesta ocasião conhecemos um limeño que trocou sua prancha de surf por um sandboard e se mudou para esta região. Historiador e dono de um pequeno restaurante e bar no centro de Nazca, ele nos contou uma das teorias mais aceitas, que explicaria como estes desenhos foram parar ali.

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru

Uma gigantesca aranha desenhada no deserto de Nazca - Peru


Segundo ele, o povo Nazca seria um povo nômade e caçador que vivia na selva e que foi sendo atingido por diversas secas terríveis, falta de caça e comida. Eles acreditavam que estariam sendo castigados por seus Deuses, por não terem reciprocidade com a natureza e apenas retirar dela o que precisavam para viver. No processo de busca por uma solução e uma resposta para os seus problemas, os pagés ou xamãs destas tribos utilizavam o São Pedro, um cactos alucinógeno, nas suas cerimônias religiosas. Eles ficavam “viajando” durante dias, tendo visões que eram repassadas para o povo em grandes discursos públicos, até que foi decidido que iriam homenagear a seus Deuses, desenhando no deserto estas visões que eles tinham durante os rituais de São Pedro. Eles teriam utilizado o método de remoção da camada mais superficial de pedras e terra avermelhadas pelo óxido de ferro. Estacas de madeira eram fixadas pelos engenheiros e o povo faria imensas peregrinações arrastando seus pés e “limpando” o caminho formando as imagens.

O 'Colibri', desenhado no deserto de Nazca - Peru

O "Colibri", desenhado no deserto de Nazca - Peru


São mais de 100 formas geométricas como linhas retas perfeitas, trapézios e retângulos e animais como o beija-flor, o condor, aranha, um macaco, o cachorro, papagaio e até uma baleia! Muitas destas imagens são inexplicáveis, será que eles já haviam visto uma baleia? Ou o que estariam querendo representar ao fazer a imagem conhecida como “o astronauta”? Seriam mesmo motivos religiosos ou uma forma de tentar se comunicar com extra-terrestres, como dizem os ufólogos mais entusiastas? Como construíram linhas retas tão perfeitas?

O 'astronauta', um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru

O "astronauta", um dos mais incríveis desenhos no deserto de Nazca - Peru


São perguntas que talvez nunca tenham respostas. O fato de estarmos ali, cara a cara com um feito tão impressionante, nos faz perceber a pequeneza que temos dentro da história da humanidade. É uma sensação estranha de impotência e de integração ao mesmo tempo... Pois através de um desenho, por um segundo estamos recebendo a mensagem de um povo enviada há quase 1500 anos. Agora cabe a nós entendê-la.

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros

O deserto de Nazca - Peru. Os desenhos são feitos retirando-se as pedras da areia, por centenas e centenas de metros



Informações úteis

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru

Prontos para o sobrevôo das famosas Linhas de Nazca, no Peru


A maioria dos vôos é feito com aviões Cessna C207, para 5 passageiros e duram em torno de 40 minutos. As linhas estão em uma altitude de 1860 pés e o sobrevôo é feito entre 2200 a 3200 pés. O custo é basicamente o mesmo em todas as agências, variando entre 145 e 160 dólares por pessoa e a maioria dos vôos parte pela manhã quando tem garantia de céu aberto e sem nuvens. Entretanto nós conseguimos agendá-lo para as 15h, horário ideal no nosso cronograma. Muitas pessoas já nos perguntaram sobre segurança, houveram alguns acidentes, o último há menos de um ano morreram 4 franceses. Foi quando o governo peruano resolveu assumir a operação dos vôos e manutenção das aeronaves, garantindo mais segurança aos turistas e passageiros. Mesmo tendo uma experiência emocionante, com direito à turbulência e sobes e desces, o vôo nos pareceu muito seguro.

Observando as linhas de Nazca - Peru

Observando as linhas de Nazca - Peru


Obs.: Aos que enjoam, como eu, é recomendado tomar um remédio para enjôo, tipo meclin ou dramin. Eu não tomei e passei mal quase o vôo todo.

Peru, Nazca, Linhas de Nazca, sobrevôo

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