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A maravilhosa Cachoeira do Fundão, no Canyon do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Depois de 10 anos finalmente irei conhecer a Cachoeira da Fumaça. Eu havia prometido a mim mesma que quando voltasse para a Chapada faria a trilha da Fumaça por baixo. Esta trilha é de no mínimo 3 dias de caminhada, então com o nosso cronograma apertado resolvemos conhecê-la apenas por cima e deixar a minha promessa para uma próxima.
Equilibrando a bacia na cabeça, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
O caminho mais utilizado para esta empreitada é a trilha Lençóis – Capão, muito bem marcada, uma vez que é uma antiga estrada de garimpeiros, toda calçada para facilitar a passagens de animais de carga. Por sinal, trabalhinho desgracido este de calçar estas trilhas, pedras imensas e pesadíssimas colocadas uma a uma Chapada adentro. Só consigo imaginar isso nos tempos da escravidão mesmo!
Trilha calçada pelos escravos, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Ok, onde entra o cânion do 21 nesta história? Enquanto planejávamos o nosso roteiro vimos que nesta trilha havia um pequeno desvio para uma cachoeira, a Cachoeira do 21. Não é um roteiro muito comercial, mas já que não conseguiríamos chegar direto na Fumaça, pelo menos vamos conhecer uma cachoeira nova. Conversamos com o Lúcio, nosso guia e guru das trilhas diamantinas, e ele nos deu uma ótima idéia! Subir o Cânion do 21 e ir por dentro até a Fumaça, assim chegaríamos em um horário em que teríamos que dormir lá em cima, perfeito! Pegamos todas as dicas do caminho e pé na tábua.
Chegando no "Buraco da Serra", a caminho do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Subimos a trilha Lençóis-Capão, com um pouco de custo encontramos a saída da trilha para o 21 e começamos a subir o rio. Galera, que parto! O cânion é todo escorregadio, cheio de musgo e limo, o que faz a caminhada muuuuito lenta. O Lúcio havia estimado que levaríamos 1h40 para chegar até a Cachoeira do Fundão, pouco antes da 21, mas nós levamos 2h30, de tão escorregadio que estava!
Descendo para o Ribeirão, a caminho do Canyon do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Por alguns minutos ficamos até na dúvida se aquela era o Fundão ou o 21, mas logo chegamos à Cachoeira do 21, fácil de ser identificada já que estava seca e com um imenso poço embaixo dela. Passamos rápido por ela, sem nem dar um tchibum, já que o tempo urgia e precisávamos chegar lá em cima com luz.
O poço e a cachoeira seca do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Sem guia, nos perdemos umas 3 vezes, acabamos encontrando até uma trilha de caçadores com uma vista belíssima para o Cânion que havíamos acabado de subir. Eu já estava exausta, uma caminhada como esta exige paciência, persistência e mais paciência. Escorreguei 3 vezes e já não agüentava mais as abelhas que ficavam me seguindo e me atazanando! Aquilo foi me minando, estava prestes a explodir, mas tinha que continuar... agora não tinha mais volta. Desgraçado esse 21, como foi que ele veio parar aqui? 21 era um garimpeiro assim conhecido por possuir 21 dedos. Em busca de diamantes, ele praticamente morou dentro deste cânion, vida dura essa.
Enormes montanhas do Canyon do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Depois da trilha errada de caçador o Ro começou a me ouvir, já que eu encontrei todos os caminhos e trilhas do dia, merecia algum crédito. Mais 10 minutos rio acima, encontramos finalmente o cânion verde, como apelidamos. Se o 21 já era escorregadio, imagine um cânion que o apelido é cânion verde? Lá nunca bate sol, o limo já virou quase uma grama sobre as pedras. A luz se acabando e nós sem idéia de quanto tempo mais levaríamos para chegar à baixada, lugar mais seco, plano e mais próximo da fumaça. A esta altura tudo o que eu queria era encontrar setas, setas e mais setas, para termos certeza que estávamos na trilha certa... mas que seta sobreviveria a um limo grosso como aquele? Nenhuma, mas mesmo assim eu as enxergava onde não existiam!
Subindo o Vale Verde, no alto do Canyon do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Eu já estava começando a trabalhar o meu psicológico que teríamos que dormir ali mesmo, naquela umidade terrível, fora da toca, no leito do rio. Ao mesmo tempo eu e o Rodrigo dizíamos a nós mesmos: “Nós vamos chegar, vamos sair do cânion!”
Tentando se achar no mapa no Canyon do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
O desafio agora era encontrar o caminho da Cachoeira da Fumaça, no lusco-fusco testamos ao máximo os nossos olhos para não precisarmos das lanternas, mas já perto das 19h não tivemos escolha. Ligamos as lanternas e o GPS e começamos a nos guiar e marcar a nossa trilha. O GPS não possuía o trecking da cachoeira marcado, o ponto que ele conhecia como Fumaça era a Casa da Associação dos Guias no Capão e só nos dava uma linha reta até lá. Agora o que os salvariam eram as setas, nunca falamos tanto e com tanta alegria esta palavra. Cada seta encontrada era uma comemoração e um alívio. A cada trilha duvidosa, marcávamos um ponto no GPS. Cada lage plana e boa para dormir também! Sem mais setas, o Ro parou desanimado e queria esperar a lua nascer para continuar. Eu exausta só queria chegar a algum lugar, uma lage descente para dormirmos já estava bom, desde que “chegássemos”. Não sosseguei enquanto não achei a trilha, resolvemos tentar por um caminho que eu tinha encontrado. Quando Rodrigo levantou e colocou a mochila nas costas: SETA! Ele estava sentado em cima de uma seta! Surreal! Seguimos a sua direção e logo chegamos a um rio, largo e cheio d´água, “Este só pode ser o rio da Fumaça”, disse Rodrigo. Olhamos o nosso mapa e não havia mais nenhum rio por ali. Atravessamos o rio, caminhamos mais 200m e tchanaaan! FUMAÇA!!! Inacreditável! Nove horas da noite, lua cheia nascendo e nós conseguimos encontrá-la!!!
O poço da Cachoeira do 21, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Um cânion de 420m de altura, com 380m de queda d´água e à nossa frente as silhuetas da chapada iluminadas pela lua cheia. SENSACIONAL! Que aventura! O céu estrelado, eu já queria deixar dentro do saco de dormir ali mesmo, em qualquer lage e abrir o nosso vinhozinho para comemorar. O Ro insistiu em encontrarmos a toca, pelo menos para termos a opção, caso chovesse. Imagina, céu limpo, noite quente, não chove nem a pau! Mas, o seguro morreu de velho, vamos lá procurar. De repente uma lanterna piscou na nossa frente do outro lado do rio:
- “Estão perdidos?” gritou a voz.
- “Só espero que não seja um serial killer”, falou o Rodrigo.
- “Estou numa toca, vou aí encontrá-los para mostrar o caminho.” (voz)
Nos encontramos na trilha:
- “Desculpe o facão, é que nunca sabemos quem iremos encontrar. Temos que nos precaver nos tempos de hoje. Meu nome é Marcos.”
- “Tudo bem Marcos, se precisar também tenho uma faca, meu nome é Ana.”
Batemos um papo, nos apresentamos e descobrimos que Marcos havia feito o mesmo caminho que nós! Ele veio pelo 21, porém mais cedo e sem se perder, chegou ainda com a luz do dia. Ele não acreditava que estávamos ali: “Como vocês conseguiram encontrar o caminho!?!”
Com o Marcos, no nosso local de acampamento, ao lado da queda da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA
Trocamos informações e experiências com Marcos, baiano de Feira de Santana que já veio 22 vezes à Chapada, conhece praticamente todas as trilhas. Ele está fazendo uma longa caminhada, amanhã vai até Palmeiras. Chegamos à toca, nos ajeitamos ao lado do nosso mais novo vizinho e fomos até a boca do cânion, tentar ver a Fumaça, a paisagem e ter aquela sensação de que chegamos, finalmente, são e salvos!
Nadando no mar de água doce na praia de Araruna, na Ilha de Marajó - PA
Soure é uma das principais cidades da Ilha do Marajó e disputa o título de “capital da ilha” com Salvaterra. Hoje possui 25 mil habitantes, grande parte de suas ruas são largas e asfaltadas, embora sejam poucos os carros que circulam na cidade. A maioria da população usa moto ou bicicleta, quando não andam a cavalo ou ainda em carros de búfalos. As principais atrações turísticas são as praias, fazendas de búfalo, mangues imensos e igarapés. Ninguém sabe ao certo como os búfalos chegaram por aqui, a versão mais creditada é a do naufrágio de um navio francês que transportava os animais para a Guiana Francesa, e os búfalos nadaram até a praia da Ilha de Marajó, onde se adaptaram totalmente ao clima e às terras alagadas. Ainda há pouco tempo existiam animais mais selvagens e nervosos, mas a maioria hoje já foi “domesticada” e hoje vive em paz dentre as ruas e campos da ilha.
Búfalo pasta tranquilamente no meio de Soure, na Ilha de Marajó - PA
Para quem tem um pique mais esportivo e exploratório, uma das melhores formas de conhecer os arredores de Soure é de bicicleta. Você pode alugar as bikes em uma oficina que no centro da cidade ou mesmo verificar na sua pousada, a nossa pagamos 10 reais pela diária. As distâncias para as principais praias são pequenas, 5 km até a Praia de Araruna e os mesmos 5km até Barra Velha. Elas ficam uma em frente à outra, divididas pela barra de um igarapé. Pegamos uma carona de barco com bicicleta e tudo e atravessamos para Araruna, praia de água salobra (mais doce que salgada), margeada por um extenso e imenso manguezal.
Casa de pescador na praia de Araruna, na Ilha de Marajó - PA
Na maré baixa em mais 30 minutos de pedalada, contra o vento, chega-se à Praia do Pesqueiro. Nós não sabíamos disso, então voltamos pela mesma barra e atravessamos a ponte que passa sobre o manguezal para a Praia de Barra Velha. Esta já é mais agitada, point dos marajoaras no final de semana, com barracas de praia com uma bela vista para a Barra de Araruna, o mangue e o rio.
Praia de Barra Velha, na Ilha de Marajó - PA
Feito o pit stop para uma água de coco e uma isca de peixe em Barra Velha, seguimos nossa pedalada para a Praia do Pesqueiro. São em torno de 10km a partir do centro, nós pedalamos os 5 de volta e pegamos no caminho uma chuva animal! Tivemos que parar em toldos amigos para esperar a tempestade passar.
Coletor de mangas continua a trabalhar mesmo na chuva, em Soure, na Ilha de Marajó - PA
Depois de uns 20 minutos no toldo continuamos a pedalada, curtindo as paisagens bucólicas da Ilha de Marajó, fazendas de búfalo à beira da estrada, alagados, coqueirais e mais mangue. A estrada é toda asfaltada e praticamente plana, o vento contra mais uma vez dificulta um pouco a pedalada, aumentando o efeito tonificador das coxas! Era só o que eu pensava para seguir mesmo com dor! Rsrsrs!
Pedalando nas estradas da Ilha de Marajó - PA
Pesqueiro é outra vila de pescadores em Marajó, a praia também fica próxima à foz de um rio. Uma praia mais ampla, possui também a infra-estrutura de restaurantes e barracas com uma boa cerpa gelada para repor as energias. Paramos próximos a umas pedras à beira mar (ooops, rio!) e tive a minha lente de contato engolida pelas “pedras-corais”. Tive que tirá-la, pois estav com areia nos olhos, o vento a levou direto para o labirinto infindável dessas pedras. Provavelmente o sirizinho vai passar a enxergar bem melhor agora!
Praia do Pesqueiro, na Ilha de Marajó - PA
Voltei dirigindo meio cegueta, com raiva de mim mesma, da areia, da pedra, do vento e do siri. Mas 12km de pedalada logo curaram a minha raiva e como sempre a volta pareceu bem mais curta do que a ida. Até a pequena subida ficou mais fácil no retorno. No caminho uma das coisas que percebemos é como o som faz parte da vida desse povo, mas não qualquer som, tem que ser um som potente, com caixas mega amplificadoras e que toquem todo o tipo tecno-brega do Pará. Quase chegando na pousada essa minha percepção foi confirmada, passamos por um caminhão de som que alardeava uma festa, fazendo propaganda do equipamento de som que eles estariam usando. Voz de locutor de rádio: “Trazemos para a Ilha de Marajó, o mais novo lançamento em qualidade de som! É o super, mega, ultra, intergaláctico “equipamento de som” com trocentos watts de potência, de última tecnologia! Os DJs Edvam e Ednelson vão agitar a ga-le-raaaa!”
Manada de búfalos em estrada da Ilha de Marajó - PA
Meu Deus! Só conseguíamos pensar na nossa pousada, piscina com hidromassagem (chique no úrtimo!) e no alongamento para salvar as minhas pernas. O dia foi uma beleza, tivemos direito a tudo! Chuva, praia, rio, manada de búfalos, bike e até a piscininha. Conseguimos tirar o atraso de ontem e aproveitar ao máximo esse nosso dia nos 34km de pedal marajoara.
Piscina do Hotel Casarão da Amazônia, em Soure, na Ilha de Marajó - PA
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
Acordamos em Seward ainda com muita chuva. Nosso plano inicial era ir a Valdez, também no litoral chuvoso e os “flood and wind warnings” ainda estavam vermelhos. É, aparentemente esse mau tempo veio para ficar, mas ainda assim decidimos ir e enfrentar a estrada, afinal eu não queria passar o meu aniversário em uma cidade alagada e devastada por tufões!
Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska
Pegamos a estrada em direção a Anchorage, sempre em contato com os nossos amigos Kombianos, que acompanhavam na rádio e televisão os avisos e pareciam estar preocupados com os dois doidos aqui enfrentando a ventania. A chuva e o vento continuaram forte, mas foi no Belluga Point, já a poucos quilômetros de Anchorage, que sentimos o vento aumentar. Paramos com a esperança de ainda encontrar alguma belluga, mas aparentemente elas não somos só nós que nos incomodamos com vento e mar agitado.
Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska
A curiosidade de sentir a força e o poder do vento veio primeiro no louco do Rodrigo. Ele saiu do carro num vento e frio desgraçado, só de camiseta e deixou o vento sustentar todo o seu peso. Corria contra o vento e voltava planando, se divertindo e entretendo os outros motoristas que paravam por ali. Depois das fotos me enchi de coragem e saí, enfrentando a água e o vento, até que um tufão mais forte me pegou forte e levou por uns poucos metros. Foi um bom susto! Eu corri para o carro e fim da brincadeira!
Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska
Em Anchorage paramos por uma hora para reencontrar Meli e Jorge, tomamos um chá no Starbucks trocando mais experiências sobre as nossas viagens e entendendo melhor os planos para o futuro próximo. Quem sabe conseguimos nos encontrar na estrada! Para nós que estamos na estrada a muito tempo, detalhes como voltar a uma mesma cidade e reencontrar pessoas conhecidas se tornam estranhamente prazerosos. É a sensação de um lugar comum que não temos há muito tempo, a falsa sensação de estar em casa.
A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska
Nos despedimos de Anchorage sem muita esperança do tempo melhorar e acabamos decidindo cancelar a nossa ida a Valdez e seguimos para o norte, direto para a pequena cidade de Tok. Já passamos por aqui quando chegamos ao Alaska, foi a nossa primeira parada no centro de visitantes, mais uma vez já nos sentimos quase locais! Hehehe.
Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska
Dirigimos todo o dia, passando por novas paisagens belíssimas, geleiras, rios e áreas naturais da região de Vasilia que certamente mereceriam mais pelo menos 3 dias ou uma semana para serem exploradas.
Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska
Já era noite e o céu estava estrelado! Nos hospedamos no primeiro motel que encontramos na beira da estrada e ficamos de olho no céu, a previsão da aurora era boa, 5/10! Já que não pudemos conhecer vários dos parques nacionais no Kenai, viemos para cá com a esperança de encontrarmos uma boa aurora! As condições estavam aí, só faltava aquela pitada de sorte para termos uma bem sobre as nossas cabeças!
Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska
Acabava de virar meia-noite e nós já comemorávamos o meu aniversário, 31 anos! De repente olhamos para o alto e vemos as luzes verdes começando a iluminar o céu. Pegamos a Fiona e saímos da cidade, qualquer luz pode diminuir a nossa capacidade de enxergar a aurora. A íris se acostuma ao escuro e a aurora fica ainda mais clara e brilhante. Rodamos uns 20km e as luzes pareciam não querer nos deixar! Finalmente chegamos a um recuo da estrada, entrada de uma terra indígena, logo após a balança de carga de caminhões. Olhamos para o céu e lá estava ela, bela e formosa. Ela não parecia muito diferente do que já havíamos visto em Coldfoot e em Denali, mas estava mais prolongada e formava arcos completos a 90° da linha do horizonte, cruzando o céu de leste a oeste. Era um formato curioso, enfim, “vivendo e aprendendo sobre as auroras”, pensamos.
Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska
De repente, apontei o canto esquerdo do arco para o Rodrigo, as luzes estavam começando a ficar mais fortes, saímos da Fiona e o espetáculo de luzes começou! Uma explosão de cores, verde, azul, vermelha, branca e roxa, todas as cores formando espirais e cones que caíam dos céus dançando como uma cortina de luzes ao vento.
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
A imagem era tão inacreditável, que ríamos, gritávamos e chorávamos de emoção, todos os sentimentos ao mesmo tempo! Ali já nos demos conta de quão único era o momento que estávamos vivendo, quão raro e esplêndido era aquele evento celeste, que na mesma intensidade durou não mais do que 5 minutos e aos poucos diminuiu e se esvaneceu, voltando a ser a aurora que nós já conhecíamos. Hoje nos demos conta que a aurora que vimos não era a verdadeira auroral boreal! O céu se iluminou tanto quando em imenso show de fogos de artifícios, mas trilhões de vezes mais bonito! Tanto na dança, quanto na velocidade, quanto nas cores e na intensidade, só imagine que a luz e o clarão da tal aurora, não é como a luz do sol, e sim como a luz dos fogos... A noite fica clara e nós, embaixo, embasbacados.
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
Fugimos da chuva com um objetivo, a aurora, mas não imaginamos que seríamos recompensados a esta altura! Esse foi sem dúvida o maior presente de aniversário que eu nunca havia pensado que um dia iria receber na minha vida! Uma aurora boreal animal, na beira da estrada na periferia de Tok, a 1 hora da manhã!?! Isso não tem preço!!!
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
32° ano, seja bem vindo! Prometo que será bem vivido!
Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska
Monumento representando a bandeira do estado, em Rio Branco, no Acre
Antigo território boliviano, o Acre foi conquistado para o Brasil pela luta dos seringueiros brasileiros que já ocupavam informalmente aquela área. Lá pelos idos de 1902 a Bolívia resolveu retomar as suas terras e assegurar a sua soberania sobre a região, porém não esperava que iria encontrar resistência destes guerreiros seringueiros. A Revolução Acreana chegou a proclamar o Estado Independente do Acre, que posteriormente foi ocupado militarmente pelo Brasil e mais tarde adquirido da Bolívia pelo governo brasileiro por 2 milhões de libras esterlinas e a garantia da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Essa luta liderada pelo gaúcho Plácido de Castro colocou o primeiro Território Federal no mapa brasileiro.
Orgulho do passado histórico! (em Rio Branco, no Acre)
Mas alguém aí se perguntou por que aquele lugar esquecido por todos logo passava a ser o foco das tensões a atenções de ambos países? A resposta é simples, o Ciclo da Borracha. No início do século XX o Acre era uma potência econômica e representava 1/3 do PIB brasileiro!
Museu da Borracha, um dos mais famosos de Rio Branco, no Acre
Aí percebemos que o sangue quente da luta pelos seus direitos, suas terras e seus seringais já vinha de longe! Foi essa cultura e história que forjou o mártir da luta pela preservação das florestas nativas e direitos dos seringueiros, o memorável Chico Mendes.
A ecologia tem muita força no estado (em Rio Branco, no Acre)
Os 500 km de estrada entre Porto Velho e Rio Branco são relativamente tranquilos. Todo o trecho de Rondônia tem um asfalto praticamente novo e curiosamente faz parte ainda de um dos mais extensos municípios que já vimos. Sim, a área urbana de Porto Velho é pequena, mas o município se estende praticamente até a fronteira com o Acre! Vários distritos distantes da capital estão lutando por uma maior autonomia e até a emancipação, já que obviamente os planos e verbas municipais tardam em chegar até lá. Assim que cruzamos a fronteira do estado o asfalto fica completamente esburacado, deixando a viagem mais lenta e demorada.
Entrando no estado do Acre
Nossa passagem por lá incluiu uma visita à capital Rio Branco e à cidade onde nasceu o mestre Chico Mendes, a cidade de Xapuri. Rio Branco foi fundada em 1882 pelos seringueiros às margens do Rio Acre. Uma capital tranquila e bem organizada, Rio Branco pode ser bem explorada em um dia de caminhadas pelo centro e uma esticada de carro, ônibus ou táxi até o Parque Chico Mendes.
O simpático passeio em frente ao rio, em Rio Branco, no Acre
Domingo quente e ensolarado nos levou pelas ruas da Cidade-Natureza, passando pelo Palácio Rio Branco e a Praça Eurico Dutra, que oferece cursos e oficinas ambientais no coreto central. O Palácio estava fechado para visitação, mas em dias de semana as exposições sobre a história do estado dos tempos pré-colombianos até os dias de hoje, com artefatos das comunidades indígenas e informações sobre a Revolução Acreana e Chico Mendes.
O Palácio do Governo em Rio Branco, no Acre
Logo ao lado está a Catedral da cidade e nos arredores a Praça Plácido de Castro e a Praça da Bandeira, onde está localizado o Mercado Velho. O mercado tem lojinhas de artesanato, lanchonetes e alguns bares no casario colonial às margens do Rio Acre, no passeio conhecido como a Gameleira. Ali o povo se reúne para aquela cervejinha de final de tarde com bolinhos e pastéis. Até encontramos ali um grupo de jovens universitários americanos e europeus que está morando em Rio Branco desenvolvendo pesquisas na área ambiental. Muito bacana!
Antigo mercado em Rio Branco, no Acre
Venda de vários tipos de cipós em Rio Branco, no Acre
Pelas praças, parques e placas comemorativas espalhadas pela cidade logo percebemos o orgulho do povo acreano pela luta em defesa do meio ambiente, legado do seu filho Chico Mendes. “Lá no Brasil”, como dizem aqui, nós não temos tanta preocupação em lembrar dessa história tão recente que forjou a luta pelo Meio Ambiente no país.
Adendo, "Lá no Brasil" são duas horas de diferença aqui do Acre, 2 horas a menos do horário de Brasília, 1 hora a menos que o horário de Porto Velho. "Lá no Brasil" o povo acha que o Acre não existe, afinal "lá no Brasil" o povo nem faz questão de lembrar que o Acre existe. Mas vocês imaginam como e porquê esse povo se sente, além das razões geográficas óbvias, tão distantes de nós? Como você se sentiria?
Visita ao Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre
No nosso caminho à Biblioteca da Floresta conhecemos o centro comercial da cidade, próximo à Estação Central. Na volta tentamos, sem muitas esperanças, o Museu da Borracha que estava fechado para reforma. Um simpático morador viu os dois sulistas andando pela rua e puxou conversa para nos dar dicas do que conhecer na cidade, dentre elas o Parque Chico Mendes.
Uma linda onça no pequeno zoológico no Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre
Lá fomos nós para o programa dominical preferido dos rio-branquenses. O parque estava lotado, uma espécie de zoológico que expõe animais da fauna nativa como onças-pintadas, cobras, porco do mato, antas e pacas entre trilhas ecológicas em um bosque bem bacana. Na entrada está o memorial com informações sobre a vida e a trajetória do ambientalista.
Onça parda no pequeno zoológico do Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre
Pois é minha gente, o Acre existe e tem muito mais personalidade do que muitos brasileiros por aí. Esse estado que lutou para fazer parte do Brasil e conquistar o seu lugar é também uma terra cheia de belezas e história.
Dos jardins ao centro, uma leitura básica e superficial da divisão social paulista a partir do metrô.
Linha Amarela – Nova Estação de Metrô da Faria Lima – proletariado curioso da Faria Lima, uma vez que este metrô está apenas em fase de teste. Realmente é um metrô de primeiro mundo, novinho, funcional e muito seguro. Achei curioso que nenhuma cadeira tem apoio no chão, são todas afixadas pela lateral ou barras elevadas, o que facilitará e muito a manutenção e limpeza do trem. Na estação as portas de vidro separam o trilho da plataforma, pensando na segurança dos usuários suicidas ou da muvuca em polvorosa por não perder o próximo trem.
A nova e moderna linha de metrô amarela, em São Paulo
Linha Verde – Paulista – estudantes de classe média-alta e trabalhadores engravatados. Todos apressados, muito ocupados, mas sempre com aquele tom blasé de quem se sente mais importante do que realmente é. O metrô condiz com a educação deste público, limpo, bem conservado, campanhas publicitárias bem direcionadas sobre cultura e marcas da moda.
Linha Vermelha e Linha Azul - Sé e República – classe média baixa, a famosa e tão falada classe C em ascensão. O metrô lotado já é mais sujo, pichações e as campanhas acompanham o interesse do povo. Show sertanejos, hip hop e shoppings populares. São milhares de pessoas preocupadas em sobreviver. Guerreiros dispostos a brigar por seu espaço, seja ele no mercado de trabalho ou até mesmo no trem lotado. Na Praça da Sé vemos o desdobramento disso, vendedores ambulantes, artistas solitários fazendo apresentações para um grupo de pessoas, manifestação no prédio do governo.
Catedral da Sé, em São Paulo
E no caminho, apenas em minha mente, o som de Caetano Veloso...
É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendi,
Da dura poesia concreta de suas esquinas,
Da deselegância discreta de suas meninas...”.
Permeando o caminho: um almoço no Bar da Dona Onça, no Copan, prédio de Oscar Niemayer.
O famoso prédio Copan
Compras rápidas nas lojas de fotografia na 7 de Abril. Caminhar pelo Viaduto do Chá,
Vista a partir do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo
Viaduto do Chá
Pateo do Collegio, local onde foi fundada a cidade de São Paulo até chegar na “Sé Square”, como dizia a placa indicativa turística.
Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo
Pátio do Colégio, onde começou a cidade de São Paulo
Máscara maya no museu das ruínas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
Situada em meio à floresta das montanhas úmidas de Chiapas, Palenque é a perfeita cidade perdida para arqueólogos profissionais, amadores ou simples turistas como nós. Uma das principais cidades da civilização Maya no sul do México, calcula-se que Palenque tenha chegado a abrigar 15 mil habitantes. As cores predominantes nas construções eram o vermelho sangue, com detalhes em azul e amarelo. O primeiro agrupamento data de 100a.C e a cidade teve seu apogeu durante o reinado de Pakal, em 615 a 683d.C, seguindo até aproximadamente 900d.C, período em que todas as cidades Mayas foram abandonadas.
Mapa mostrando a região da civilização maya, no museu das ruínas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
A maior parte das construções abertas a visitação, agora restauradas, são um conjunto de monumentos funerários dos antigos governantes da cidade. O primeiro é tumba da caveira, assim apelidada pela caveira esculpida na base de uma coluna no alto das suas dezenas de degraus.
A caveira que dá nome ao Templo de La Calavera, nas ruínas mayas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
Ao lado está o templo da tumba da Reina Roja, onde foram encontrados os restos mortais em tons avermelhados de uma mulher importante na sociedade. A coloração é resultado de um tratamento feito com cinnabar, ela estava coberta de jóias e uma máscara de malachita lindíssima que está em exposição no museu. Não se sabe ao certo se esta mulher seria esposa ou mãe de Pakal, o governante enterrado no edifício ao lado.
O Templo das Inscrições visto do alto do Palácio, nas ruínas mayas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
O Monumento das Inscrições é um dos mais importantes e famosos dos edifícios, já que aí foram encontradas diversas informações sobre a história de Palenque e a tumba de Pakal, impecavelmente preservada. Infelizmente está fechada à visitação, pois a umidade exalada pelos turistas acabava acelerando o processo de deterioração das pinturas no local. A máscara funerária de Pakal, de valor inestimável, foi roubada em 1985. Existe uma réplica da tumba no Museu Nacional na Cidade do México, é claro que vamos até lá conferir.
O famoso Templo das Inscrições, nas ruínas mayas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
O mais impressionante dos edifícios abertos a visitação é o Palácio de Palenque, onde viviam a corte e por onde passaram diversos governantes. As diversas fases da construção marcam as mudanças na estrutura da corte, quantidade de pessoas que cercavam o Ajaw (imperador) e sua família. Além dos nobres da corte e da família real, no palácio viviam também artesãos e escribas reais, que tinham um papel importante no registro das atividades de cada governante.
As magníficas ruínas do Palácio em Palenque, em Chiapas, no sul do México
No lixeiro do Palácio foram encontrados muitos indícios da vida palaciana, oferendas, objetos utilizados na cozinha e restos de alimentos que deram uma boa pista sobre a diversificada dieta dos nobres. A alimentação tinha como base o milho e o feijão, peixes, moluscos, aves (pavões, faisões e outros) e alguns animais como macacos, tatus e cachorros, que foram domesticados para este fim.
Visão geral das ruínas mayas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
Além da área de vivenda, encontra-se também no palácio a sala de cerimônias onde eram passados os comandos entre governantes. O registro era feito em pedras esculpidas mostrando o antigo e o novo soberano, ladeados pelas divindades que regiam os seus mandatos, e um personagem central que comandava a cerimônia e passava o bastão do poder.
Placa maya com desenhos e hieroglifos, no museu das ruínas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
Outra sala curiosa é o Pátio dos Cautivos (prisioneiros), onde eram recebidas as visitas de outras cidades mayas. Este espaço estava decorado com as imagens de todos os governantes de outros povos que teriam sido capturados e mortos em rituais de sacrifício. Sem dúvida uma forma bem convincente de deixar claro quem mandava por ali.
Escultura maya num dos pátios do Palácio em Palenque, em Chiapas, no sul do México
Continuando o tour chegamos ao conjunto de edifícios datados de 692d.C, construídos pelo filho de Pakal, Kan B´alam II, que ascendeu ao poder em 684d.C. Os monumentos com fins religiosos são uma homenagem às divindades de Palenque. Batizamos de Templo del Sol, Templo de La Cruz Foliada e o Templo de las Cruz, que possuem registros da história de Kan B´alan II e uma das melhores vistas de todo o complexo.
Ruínas mayas do Grupo das Cruzes, em Palenque, Chiapas, no sul do México
O lugar é imenso, passamos ainda pela Acrópole Sul e Norte, com outra infinidade de edifícios, todos restaurados e um deles que chegou a servir de casa para o excêntrico Conde de Waldeck, que viveu sobre um dos templos na sua passagem pela região.
O templo do Conde em Palenque, Chiapas, no sul do México
As principais peças cerimoniais encontradas nas tumbas e no palácio são incensários de cerâmica com um trabalho requintado em alto relevo com imagens de seus deuses que faziam a interlocução entre os mayas e o inframundo, ou o mundo espiritual. Figuras de serpentes, jaguares e morcegos representam seus deuses para diferentes esferas e níveis de cada integrante da comunidade.
Estátuas mayas no museu das ruínas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
Os antepassados tinham um importante significado, sempre sendo enterrados sob as casas onde vivia a família, junto com diferentes oferendas, que variavam de tamanho e valor conforme a condição da família. O povo pagava tributos aos governantes sacerdotes, que se exerciam o poder com base no conhecimento da astrologia, sendo os mais próximos representantes das divindades neste mundo material. O poder era mantido em uma mesma família e a linhagem real passada de pai para filho, aparentemente não excluía as filhas, já que foram encontrados registros de governantes do sexo feminino em Palenque.
Quem consegue entender essa escrita? (placa no museu das ruínas de Palenque, em Chiapas, no sul do México)
Os glifos mayas foram decodificados em meados dos anos 80 e a partir deste códice os especialistas encontraram várias referencias de datas e nomes dos governantes, seus feitos e suas ligações com cada uma das divindades. Terminamos o recorrido passando pelos Baños de La Reina, uma cascata de águas transparentes que escorrem em formações rochosas belíssimas, travertinos e lindos poços de água, próximos a ruínas de casas menores conhecidas como Grupo de los Murciélagos (morcegos).
Os belíssimos e cristalinos Banhos da Rainha, em Palenque, Chiapas, no sul do México
Alguns dizem que apenas 5% de todos os edifícios de Palenque foram escavados até agora. Guias locais oferecem caminhadas por trilhas na mata para encontrar ruínas ainda intocadas, que estão como estas foram encontradas pelos arqueólogos. Montes de terra e pedra, em formato piramidal, cobertas por vegetação e árvores frondosas. Além das ruínas, com sorte se vêem e escutam macacos, bugios gritadores, aves e outros pequenos animais. Nós não contratamos guia, mas demos uma escapadinha em uma área supostamente “proibida”, para dar uma olhada nas ruínas que estão sendo escavadas. Ali conseguimos ter uma ideia da emoção que deve ter um arqueólogo ao encontrar um lugar como este pela primeira vez... Fantástico!
Explorando ruínas mayas tomadas pela vegetação em Palenque, Chiapas, no sul do México
Diferente do Rodrigo, eu sempre prefiro ter um guia nos acompanhando e contando a história e detalhes de sítios, acho que aproveitamos muito mais as visitas ao invés de apenas olhar as construções contando com a nossa imaginação e a escassa informação das placas informativas. Aqui, porém, não achei viável pagar 80 dólares por um guia, valor oferecido pela associação local. Talvez barganhando com guias independentes deva ser possível achar algo mais barato.
Ruínas mayas do Grupo das Cruzes, em Palenque, Chiapas, no sul do México
Terminamos o dia de caminhadas e escaladas por tantas escadarias com a impressão que de que não vimos nada e aprendemos menos ainda. Entramos buscando respostas e saímos de lá com ainda mais perguntas, tamanha a riqueza de histórias que estão gravadas em estas paredes e construções. Imaginamos toda a sociedade de Palenque em plena atividade e deixamos a imaginação voar, nos transportando por alguns segundos aos momentos de glória dessa civilização, hoje em ruínas.
O Templo das Inscrições visto do alto do Palácio, nas ruínas mayas de Palenque, em Chiapas, no sul do México
Alguns dos documentos requeridos ou processados para o envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
Há duas formas de enviar o carro, ou por contêiner ou como carga solta, também conhecido como Ro-Ro. A princípio pensamos em fazer o transporte da Fiona por contêiner, nos diziam ser muito mais seguro. Porém, o preço é quase o dobro e aí teríamos que contratar um agente para fazer os trâmites, o que não diminuiria muito o nosso trabalho, pois precisamos estar presentes em todas as inspeções e definições no porto.
Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
Do tal agente portuário, estamos esperando resposta até agora, com custos e opções. Se quiserem a indicação de alguém, Rodrigo conheceu uma agente no porto que pareceu agilizada. Embora não tenhamos contratado ela ajudou Rodrigo e Patrício nas idas e vindas entre a Sociedade Portuária e o Contecar.
Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
Coloco abaixo uma planilha comparativa com as informações gerais. Deixando claro que esta foi a nossa experiência, para ajudar os que planejam esta viagem a ter uma noção de como funcionam as coisas. As regras podem mudar de uma hora para outra e tampouco somos especialistas em trâmites portuários. Aí vai:
TRANSPORTE DE UM CARRO ABAIXO DE 20m3
(Cubicagem média de uma van ou uma caminhonete tipo Fiona)
| Dúvidas mais frequentes | Carga Solta | Contenedor | 1000dias |
|---|---|---|---|
| Empresa de Cargas | Naves Colômbia | Sea Board Marine | Naves Colômbia |
| Agente portuário | Não obrigatório. Se quer mesmo assim, custa em torno de US$ 165,00 | Agente obrigatório, honorário incluido no custo abaixo. | Rodrigo Junqueira, vulgo maridão. |
| Tempo médios p/ trâmites (sem contar feriados e fds) | 4 dias | 4 dias | 11 dias |
| Quantos dias para ingressar o carro no porto? | Dois dias antes do navio aportar. | Pode-se ingressar antes, pagando a bodegagem dos dias excedentes. | 12 dias |
| Quanto tempo para o transporte? | Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. | Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. | 1 dia |
| Quantos dias para desembaraçar o carro no Panamá? | 1 a 3 dias | 1 a 3 dias | a confirmar |
| Seguro de Vida (com liberação da adm. portuária) | Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros. | Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros. | Fizemos com Liberty por 2 dias e pedimos extensão por mais 3. |
| Custo de bodegagem no Contecar (primeiros 3 dias gratuitos) | US$ 5,00 por dia (aprox.) | Varia conforme o volume do conteiner. | 2 dias - 17 mil pesos |
| Inspeção DIAN | Dia de entrada no porto. | Dia de entrada no porto. | 17/nov |
| Inspeção Anti-Narcóticos | Dia de chegada do navio. | Dia em que o carro é colocado no conteiner. | Reagendada 3 vezes, feita no dia 20/11. |
| Nível de Estresse | Altíssimo | Médio | Surreal |
| Pior que pode acontecer | Furtos pequenos no veículo. | Mais burocracia, por isso deve-se contratar o agente. | Quase tudo! |
| Preço Médio (aproximado) | US$ 900,00 | US$ 1.600,00 | US$ 900,00 |
Documento colombiano da Fiona
A sua primeira visita a Naves será bem esclarecedora e eles já lhe darão um papel com todos os procedimentos. Estes são os principais documentos emitidos durante o processo. É claro que para se chegar neles existem mais de um formulário que deve ser preenchido em cada etapa do processo, na Sociedade Portuária, DIAN e Contecar.
• Seguro de Vida - obrigatório para entrar nas dependências do porto.
• Inscrição do responsável do veículo no porto, com seguro de vida e documentação válida (passaporte) – irá liberar a entrada do responsável no porto.
• Documento de Autorização de Re-Exportação ou saída de veículo de turista (DIAN) – este é retirado com a apresentação do documento de Importação do Veículo já retirado na fronteira de entrada.
• Agendamento da inspeção do DIAN, retirado junto da autorização de re-exportação.
• Agendamento da inspeção Anti-narcóticos um dia antes da chegada do buque.
• Bill of Lading – documento que comprova o envio do carro, pagamento do frete e os impostos. Será emitido após o pagamento do frete e com o carro embarcado. Imprescindível para a retirada do carro no Panamá.
O tão desejado "Bill of Laden", documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
GLOSSÁRIO PORTUÁRIO CARTAGENERO
Ro-Ro - "Roll in, Roll out" - traduzindo carro é dirigido para dentro e para fora do barco.
Contenedor – contêiner, aquela caixa grande de ferro feita para transporte de mercadorias.
Buque - Navio que levará seu carro.
Bill of Lading - Papel de Embarque, nosso amigo "Binladen".
Naviera - Companhias donas dos navios.
Cubicage - Metragem cúbica do seu carro - Altura x Comprimento x Largura.
Bodegage - Armazenagem.
Contecar - Porto a 15 km do centro antigo.
Sociedad Portuária - Sede admintrativa do porto em Manga, há 2 km do centro antigo.
El buque vá retrasar - Tudo aquilo que você não quer ouvir.
El buque fue cancelado - Fodeu! Espere o próximo navio.
A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá
As últimas dicas que posso dar é que vocês verifiquem com a companhia naviera que fará o seu transporte, qual é a próxima data disponível, antes de ir à Cartagena. Nós ficamos 12 dias lá não só por atrasos dos buques e festas, mas também por não ter feito esta ligação. Assim vocês poderão ficar uns dias a mais em Mompós, Medellin ou mudar o roteiro sem grandes problemas. É válida a tentativa de reserva de espaço no buque por email ou telefone, garantindo que não perderão a viagem por falta de espaço. Cheguem com pelo menos 5 dias úteis de antecedência na cidade e garantam que não há nenhum feriado no período. Se algo der errado, que não seja por falta de tempo. Espero que as informações acima tenham ajudado no planejamento da próxima aventura. No mais só posso desejar uma ótima viagem e que voltem com muitas histórias para nos contar!
Parafraseando o maridão, hoje foi um dia “on the move”. Acordamos cedo e para ficarmos bem espertos e sacudirmos a poeira antes de pegarmos estrada, fomos até a Cachoeira da Gurita. Fica a apenas 1km de caminhada do arraial de São João. A cachoeira é uma belezinha, formada próxima à nascente do Rio Araguari.
Cachoeira da Gurita, nascente do Rio Araguari, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
Estrada em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
Nos despedimos do Ricardo, torcendo para nos encontrarmos brevemente!
Pousada da Serra, do Ricardo, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
Na saída ainda paramos para dar um abraço no Seu Vicente, além de umas boas risadas com suas histórias.
O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
O destino hoje era Rio Quente, Goiás. Passamos por Araxá, onde o Ro fez questão de me apresentar o Grande Hotel, empreendimento monumental de 1942, com colunas de mármore e banheiras da época, possui uma fonte de águas termais que brotam a 37°C.
O Grande Hotel em Araxá - MG
As flores do Grande Hotel em Araxá - MG
Continuando o caminho passamos pelo famoso triângulo mineiro, em Uberlândia e depois Araguari, com um belo pôr-do-sol. Atravessamos a fronteira sobre o Rio Paranaíba e já estava escuro, uma pena, pois o rio neste ponto tem mais de 1km de largura! Deve ser a coisa mais linda de dia. Chegamos a Rio Quente já eram 21h30, cansados e sedentos por um bom banho e uma bela cama, certos de que conseguiríamos um quarto ou chalé na Pousada do Rio Quente. Bobinhos... Todo o complexo estava lotado! Complexo este que mais recebe turistas em números absolutos no Brasil! Também, muita inocência a nossa, achar que em plena quinta-feira, em alta temporada, acharíamos alguma disponibilidade. Fiquei passada... Estava torcendo por um banho nas águas quentes da nascente hoje a noite. É, esta vai ficar para uma próxima vez, já que só liberam o Parque das Fontes para os hóspedes do Resort. Com muita sorte encontramos vaga no Hotel Di Roma, muito confortável e já inclui o ingresso para o Hot Park, dentro do Resort, será o programa de amanhã. Não sei por que, estou com um pressentimento que será bem diferente da tranqüilidade de São João e do boteco do Seu Vicente.
O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
O famoso "Calendário Asteca", no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
Chegamos finalmente a uma das mais importantes cidades da América Latina. Não apenas por sua grandiosidade e sua importância econômica, mas principalmente pelo valor antropológico que a Cidade do México representa para toda a meso-américa.
Astecas, como outras culturas pré-hispânicas, sempre foram vidradas em crãnios (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)
A história pré-hispânica do México é uma das mais impressionantes do continente americano. As diferentes etnias e civilizações convivendo ao mesmo tempo, com uma intensa troca, formou padrões culturais e religiosos regionais riquíssimos.
Chegando ao monumental Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
O Museu de Antropologia da capital mexicana é um dos melhores lugares do mundo para você ver a mais completa coleção de objetos arqueológicos e arte pré-hispânica, que abrangem sua arquitetura, história, religiões, suas tumbas e caveiras.
Representação de tempo pré-hispânico no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
Começamos pelo começo. Como foi que o Homo Sapiens sapiens apareceu na superfície terrestre? Através da evolução darwinista, passando do Australopitecos ao Homo Erectus até chegar ao Homo Sapiens sapiens.
Rotas migratórias humanas no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
É uma belíssima exposição, com painéis explicativos sobre a migração dos homens através do Estreito de Bering, chegando à América do Norte e alcançando a América do Sul. Maquetes demonstram como seria a vida cotidiana destes homens, que caçavam mamutes e outros animais da grande fauna.
Os humanos já chegaram apavorando nas Américas (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)
Após a introdução da origem do homem, navegamos em direção à história meso-americana, passando pelos sítios arqueológicos mais antigos do México, datados em cerca de 30 mil anos. Data anterior à antiga teoria de que o homem teria chego à América há apenas 15 mil anos. Essa anterioridade ajuda a explicar a rica história, evolução social e cultural que aconteceu para encontrarmos cidades pré-coloniais tão diversas.
Enormes esculturas de cabeças, característica dos Olmecas (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)
Civilizações que andaram por aqui como os Olmecas, com suas estátuas realistas e colossais de cabeças dos seus principais personagens. Conhecemos a fantástica Sala de Teotihuacán, aprendendo sobre sua religião e observando os esqueletos de nove grandes guerreiros sacrificados para seus principais deuses. Esta foi a maior cidade da sua época num tempo em que os Mayas e os Zapotecas dos Valles Centrais, também viviam o seu apogeu.
Sacrifícios humanos em frente à templo pré-hispânico (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)
Dentre as principais atrações da Sala Maya está a réplica da Tumba do Rei Pakal, encontrada em Palenque. Antes acessível para os turistas, foi fechada para visitação desde que se percebeu que a umidade exalada dos turistas estava consumindo toda a pintura mural que existia na tumba.
Réplica da tumba do rei maya Pakal, de Palenque, no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
Ali pudemos observar uma réplica, com algumas das esculturas, configurações e peças originais como a máscara em jade e jóias usadas por um dos maiores Imperadores Mayas.
Objetos encontrados no túmulo do rei maya Pakal, de Palenke (Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país)
Continuamos a nossa corrida para ver ao menos a principal parte do museu, que sem dúvida alguma merece um dia inteiro para ser bem apreciado. Chegamos à sala dos Toltecas, com imensos e inacreditáveis murais, estátuas, totens, máscaras, caveiras e objetos ritualísticos.
Murais toltecas no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
Finalmente, não exatamente nesta mesma ordem, terminamos com a imensa e inacreditável Cultura Mexica, ou os nossos mais conhecidos Astecas. Guerreiros, sedentos por sacrifícios humanos para oferecer aos seus Deuses corações e sangue de seus prisioneiros. Uma maquete de como teria sido Tenochtitlán está no centro da sala, para nos lembrar que hoje estamos sobre o que antes foi um imenso lago.
Maquete de Tenochtitlán, a capital asteca, no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
Estátuas dos seus principais Deuses e governantes e uma imensa pedra talhada com o conhecido Calendário Asteca, assim chamado inadvertidamente, pois não seria realmente um calendário, senão uma mesa ou tábua de sacrifícios onde foi esculpida parte da história deste povo.
O famoso "Calendário Asteca", no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
Uma civilização que estava no auge quando foi abatida por um dos principais horrores do novo mundo: a colonização espanhola. Mas esse já é um papo para o próximo post. Não esqueçam quando planejarem a viagem para o México, um dia pode ser pouco para explorar toda a riqueza de informações e cultura no Museu de Antropologia Nacional.
Escultura asteca no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, capital do país
Inspirando-se no Malecón para fazer música (em Havana - Cuba)
Plaza de la Revolución, com os herois Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em Havana - Cuba
A capital cubana é imensa, plana e espalhada. A maioria das casas de família bacanas para hospedagem fica no bairro do
Chegando à Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba
Saímos caminhando pelo bairro do El Vedado, antiga vizinhança “americana” na capital cubana. Primeira parada,
O maior cemitério do país, a Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba
Uma história curiosa é a da Señora Amelia Goyri, mulher que morreu (1901) no parto e foi enterrada com seu filho entre as pernas, como mandava a tradição da época. Anos depois foi feita a exumação do cadáver e, além deste ainda se encontrar em perfeito estado, segurava o bebê em seus braços. Depois disso seu marido quase enlouqueceu, tendo a certeza que sua esposa estava viva quando foi enterrada. Outros preferiram encontrar na possível tragédia um milagre e a Señora Amelia foi aclamada pela população a santa das mulheres que querem engravidar, grávidas e dos bebês recém nascidos. O ritual que fazia seu esposo é repetido até hoje por seus seguidores, que batem a argola metálica da tampa de seu túmulo, dão uma volta ao seu redor e saem sem nunca dar as costas para uma dama.
O túmulo da milagrosa Amelia Goyri, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba
Seguimos no tour a pé pelo bairro do El Vedado, largas avenidas, muros socialistas e carros antigos, até chegar à
Monumento ao heroi da independência josé Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba
Impressionados com a extensão das largas avenidas da cidade, continuamos caminhando, passando pela rodoviária e seguimos em direção ao
Fotos históricas da chegada dos guerrilheiros ao saguão do Hotel Habana Libre, em Havana - Cuba
Mais algumas quadras e chegamos ao
O famoso Hotel Nacional, em Havana - Cuba
Um dos programas obrigatórios em Havana é caminhar pelo famoso e extenso
Trânsito na famosa avenida Malecón, em Havana - Cuba
Quando o mar está mais agitado as imagens deste trecho da cidade ficam clássicas e ainda mais divertidas! As ondas se chocam contra as pedras e o muro fazendo splashes sensacionais e molhando os desavisados. As vezes uma pista da avenida tem que ser fechada para os carros não levarem um banho. É um programa de família, namorados e amigos se encontrar no Malecón para pescar, namorar, jogar conversa fora e quem sabe ainda tomar um delicioso banho de mar.
A orla do Malecón em Havana - Cuba
O Malecón tem em torno de 7km, pegamos um táxi para acelerar o passeio e paramos no
Prédio do Capitólio Nacional, no centro de Havana - Cuba
Queríamos algo mais local e acabamos caindo no Paladar El Guajiro, levados pelo Álvaro, músico que trabalha ali ao lado no Gran Teatro de La Habana. Fomos caminhando e conversando com ele, que com um papo amigo, dizendo “eu trabalho com música, não sou guia, não quero o dinheiro de vocês. Vou mostrar um bom restaurante porque são amigos brasileiros...”
Interagindo com os cidadãos de Havana - Cuba
Bom, chegando lá o cara já se convidou para almoçar conosco, o restaurante era caro, 20 CUCs por prato! O Rodrigo se indignou com o preço e resolveu não comer. Para piorar o conto, o cara começou a contar uma história triste, que era pai de 3 (depois mudou para 4 filhos) e que preferia pegar os 20 CUCs do prato dele e dar de comer para toda a família. O cara é tão profissa em embromar turistas, que mesmo vendo o que estava acontecendo, nos sentimos praticamente obrigados a dar o dinheiro para ele. Demos 10 e ele ainda reclamou que eram 20!!!! Cara, pense num stress! Ódio de nós mesmos! Caímos pela primeira e última vez. Pelo menos o prato de peixe e lagosta estava delicioso e aos poucos vamos entendendo como as coisas funcionam.
Rua na região do Capitolio, no centro de Havana - Cuba
Meio ressacados do assalto, decidimos relaxar e aproveitar o pique que ainda nos restava para conhecer a
Chegando à Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
A Fortaleza chegou a abrigar mais de mil soldados, que acabaram criando uma tradição chamada
Guarda vestido para a cerimônia do "canhonaço", na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
Fica aí a dica para um walking tour pela cidade de Havana, dia longo e cheio de boas imagens, cenários e histórias. Nosso plano era ainda aproveitar a noite no Jazz Café, mas os “véios” aqui acabaram se rendendo ao conforto da casa da hospitaleira Dona Margarita para uma longa noite de sono.
Visão noturna de Havana - Cuba, do alto da Fortaleza de San Carlos
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