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Paulinha Ribas (11/08)
nossa, q lugar fantástico! justifica toda sua divagação, hehe sou um...
Mario Sergio Silveira (10/08)
eduardo garcia (10/08)
boa tarde... vç tem razao de se apaixonar por este lugar ali tudo é mar...
Paulinha Ribas (09/08)
pois é, já emiti as passagens. era o único destino disponível para as...
Janaina Fernandes Pasternack (07/08)
Nossa Ana quando andei até o encontro do rio com o mar pareceu que eu an...
Os Dois Irmãos, no Leblon, Rio de Janeiro - RJ
O Rio nos inspira a ter uma vida saudável! Eu estava louca para dormir até tarde, tirar o atraso do sono, no entanto acordei sozinha pouco antes da Íris nos convidar para ir à praia, tomar um banho de mar logo cedo. É claro que levantamos e lá fomos nós, acordar e curar qualquer resquício do chopp do Jobi nas águas geladas do Leblon. É uma delícia pegar praia logo cedo, praia vazia, aquele ar fresco da manhã, sol na temperatura ideal. Curtimos a praia em família, Pedro, Íris, Bebel, eu, Ro e até a Mel, cãzinha figura.
Bebel entrando no mar do Leblon, Rio de Janeiro - RJ
Durante a tarde fomos à Prainha, uma das praias preferidas dos surfistas e artistas globais, onde os papparazzis fazem a festa nos finais de semana. Chegamos lá já eram quase 15h, mas pudemos aproveitar um pouco do sol mais saudável do dia, lendo e descansando.
Lendo um pouquinho na Prainha, final de tarde (Rio de Janeiro - RJ)
Uma hora mais tarde seguimos em direção à Grumari, procurando o restaurante do Bira, famoso por seus deliciosos pratos e vista belíssima que tem para a Restinga de Marambaia. A estrada que sai da prainha para Grumari está em reforma, pois teve diversos deslizamentos de terra, mas encontramos um caminho que seguia por dentro até Guaratiba, atravessando a montanha. A região é conhecida pelos diversos restaurantes de frutos do mar. Depois da Barra, seguindo em direção à Grumari não será difícil encontrar, é só seguir as placas que indicam “restaurantes”. Começamos a ter a vista maravilhosa com o sol se pondo e nós ansiosos por encontrar o tal do Bira, infelizmente foi só chegando lá que descobrimos que ele só abre de 5ª a domingo. Já tínhamos uma segunda indicação, caso isso acontecesse, o restaurante da Tia Palmira, mãe do Bira. Novamente demos com os burros n´água... estava fechado. Procurando por lá e assuntando com os moradores foi que descobrimos o Quintal da Praia, pouco antes do morro de Grumari. Aproveitamos nosso final de tarde, comendo um delicioso risoto de camarão, nossa “almojanta” do dia. Acabei tendo que relaxar e deixar o salto de asa delta para outro dia, mas desta vez não sairei do Rio sem saltar!
Final de tarde na Marambaia, no Rio Janeiro - RJ
Retornamos apostando quanto tempo levaríamos. O GPS disse 40 minutos, o Rodrigo 1 hora e eu calculei que levaríamos 1h30. Fizemos todo o caminho no contra-fluxo dos moradores da Barra que vinham do centro e zona sul, mas quando chegamos ao túnel Zuzu Angel o trânsito parou e quem acertou? Euzinha, infelizmente... Sendo assim, o cansaço bateu, resolvemos ficar mais quietinhos em casa. Compartilhamos com Pedro e Íris um jantar delicioso que ela nos preparou e fomos dormir, afinal essa vida saudável não é fácil!
Um belo fim de tarde, às 10:30 da noite! (em Ilulissat, na Groelândia)
Um deserto branco intercalado por montanhas de neve, rios, glaciares, lagoas azuis formadas pelo degelo. O entusiasmo e a emoção no voo de Nuuk para Ilulissat pareciam não ter fim! Também pudera, era a realização de um sonho que sempre pareceu impossível.
A magnífica paisagem gelada que se pode admirar no voo entre Nuuk e Ilulissat, na Groelândia
Como se eu estivesse sobrevoando outro planeta, finalmente temos a visão da Disko Bay, lar das primeiras civilizações groenlandesas e do maior glaciar do mundo! Icebergs, por todos os lados, queria eu ter uma janela maior, uma lente maior, um helicóptero quem sabe, para conseguir registrar esse momento assim como o vi.
O primeiro iceberg, a gente nunca esquece! (visão durante o voo entre Nuuk e Ilulissat, na Groelândia)
Sobrevoamos o mar gelado com centenas de milhares de icebergs, tudo é completamente novo. O cérebro se ativa de uma forma impressionante, registrando e aprendendo a cada segundo. Tudo o que já vimos um dia em documentários, reportagens e filmes, começa a voltar e aos poucos a nossa compreensão desse novo universo vai se construindo. Como degela um iceberg, cada fissura, cada montanha de gelo e cada poça de água azul, ciano!
A magnífica paisagem gelada que se pode admirar no voo entre Nuuk e Ilulissat, na Groelândia
Um mundo novo que se abre à nossa frente, o mundo Ártico. Ilulissat fica na costa oeste da Groelândia já acima do Circulo Polar Ártico. Uma cidade de 5.023 habitantes (4.606 na cidade e 417 em povoados próximos) e está situada na região de Disko Bay. Em 1727 era o maior povoado do país, com 250 pessoas e hoje é a terceira maior cidade da Groelândia.
Vista aérea de Ilulissat, cidade ao norte do Círculo Polar Ártico, na Groelândia
O pequeno aeroporto está a 10 minutos do Artic Hotel, onde ficamos hospedados. O shuttle veio nos buscar e logo estávamos instalados em nada mais nada menos que o melhor hotel de Ilulissat! Uma surpresa maravilhosa, pois não havíamos visto os detalhes do hotel incluído no nosso pacote. Um luxo! O tempo não estava muito amigável, de dentro quarto quentinho do hotel, o vento e o frio eram desencorajadores. Ainda assim não pensamos duas vezes e logo pegamos uma carona para o centro da cidade.
Observando a paisagem gelada de Ilulissat, na Groelândia, de dentro do conforto do hotel
Cruzamos a ponte sobre uma baía congelada, onde os barcos descansam sobre uma camada de gelo esperando o próximo verão para sair ao mar. A pesca é a principal atividade econômica no país, seguida pela exploração de gás natural e minerais. A busca pelo petróleo já começou há mais de dois anos, porém o início da exploração ainda não foi confirmada. Detalhe, mais da metade das despesas públicas do país são financiadas pela a Dinamarca.
O porto de Ilulissat, na Groelândia
A rua principal de Ilulissat, na Groelândia
O porto está sempre muito movimentado, recebendo os navios árticos quebra-gelo que abastecem a região com todos os tipos de suprimentos. Praticamente todos os produtos são importados, os supermercados são um sonho dinamarquês! Broas integrais, pães de todos os tipos, queijos maravilhosos, geleias e uma farta vitrine de sobremesas, uma das especialidades do povo nórdico além do bacalhau. Frutas, verduras, massas, carnes e todos os produtos que você imaginar estão disponíveis, vida moderna e normal, cortesia da rainha.
Nosso delicioso jantar de boas vindas no hotel de Ilulissat, na Groelândia
Na cidade todos caminham com seus super casacos e parecem não se incomodar com o frio, afinal já é primavera, os dias estão mais longos e as temperaturas mais amenas. Entre uma neve e outra, os meninos jogam futebol no campo congelado, enquanto as meninas tomam sorvete passeando pela rua principal.
Jogo de futebol no gelo, em Ilulissat, na Groelândia
Às seis horas retornamos no último horário da van de retorno para o hotel. Lá um jantar de boas vindas nos espera no Ulo Restaurant! A carne de carneiro e musk está sempre presente nos menus, e os ingredientes nacionais dão um toque especial à cozinha gourmet groenlandesa-dinamarquesa. Uma taça de vinho e a vista para a Disko Bay e seus arredores brindam a noite clara de Ilulissat!
A noite não fica mais escura que isso, perto da meia noite, em Ilulissat, na Groelândia
Ilulissat é tudo o que você imagina de uma cidade na Groelândia e é ponto obrigatório em qualquer roteiro acima do Círculo Polar Ártico!
Um Greenland Husky, animal mais popular em Ilulissat, na Groelândia
Como chegar lá?
A única forma de viajar entre as cidades na Groelândia é de barco ou de avião. A forma mais fácil e rápida é de avião com a Air Greenland, única companhia aérea que opera no país.
O avião que nos levou de Nuuk para Ilulissat, cidade ao norte do Cículo Polar Ártico, na Groelândia
Nós compramos um pacote completo para a Groelândia por 1.900 euros. Foram 5 dias e 4 noites, partindo de Reykjavik na Islândia. O valor do pacote incluía os voos Reykjavik – Nuuk – Ilullissat – Nuuk – Reykjavik e hospedagem nas duas cidades. O valor é alto, mas já é menor do que os valores das passagens deste mesmo roteiro compradas direto com a companhia. Ficou ainda melhor quando descobrimos que o pacote não era de grupo, ou seja, não tivemos que ficar seguindo ninguém em tours ou programações indesejadas. O segundo ponto positivo foi o hotel incluído no pacote. O Artic Hotel, é o único 4 estrelas da região e além de uma vista maravilhosa, possui instalações super aconchegantes, serviço impecável e o melhor restaurante da cidade.
Hotel Artica, em Ilulissat, na Groelândia
Algumas agências de viagem oferecem pequenos cruzeiros pela costa, uma experiência completamente diferente que pode ser muito interessante. Alguns mais aventureiros te colocam em contato direto com a natureza. Este já entrou no meu bucket list para a próxima viagem à Groelândia!
Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP
Depois de uma intensa noite de pesquisas eleitorais e marinhas, acordei para a realidade. Nosso objetivo hoje é fazer uma rápida exploração no Parque Nacional da Serra da Bocaina, parque criado em 1971 com 110 mil hectares que abrigam diversos atrativos naturais. Mais tarde seguiremos para a cidade histórica de Bananal.
Mapa do Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP
Começamos pela cidade de São José do Barreiro, onde dormimos esta noite, portal de entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Uma cidadezinha histórica muito gostosa, com algumas pousadas e restaurantes. Da cidade até a entrada do parque seguimos 26 km por uma estrada de terra em péssimas condições de conservação. Muito maluco é ver que durante trechos da serra encontramos casas, pousadas e condomínios muito bacanas e bem conservados. Ah, além da Fiona adivinhem quem mais trafega pela estrada? FUSCAS, é claro! Fiéis companheiros da Fiona. Este caminho não nos leva apenas ao Parque Nacional, leva também para o início da Trilha do Ouro.
Região da Serra da Bocaina próximo à São José do Barreiro - SP
A Trilha do Ouro era uma rota alternativa para o escoamento de ouro das Minas Gerais. Ela desce toda a Serra da Bocaina, seguindo o Rio Mambucaba e tem um total de 1200km de estrada com o antigo calçamento. Acredito que deveria ser uma das rotas da Estrada Real, pois as cidades históricas de Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal fazem parte do roteiro do Instituto ER, embora a trilha não esteja nos roteiros oficiais. Será que era um dos desvios utilizados para não pagarem os impostos à coroa? O primeiro registro que se tem deste caminho é de 1596, onde e quando Martim de Sá teria entrado em guerra contra os Tupinambás. A trilha é um dos principais atrativos turísticos do parque, com roteiro de 4 dias de caminhada, passando por lindas cachoeiras, campos a 1800m de altitude e visuais espetaculares.
Caminhando no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP
Desta vez, como o nosso cronograma está meio apertado, nós fomos mais conservadores e resolvemos conhecer apenas uma de suas mais belas cachoeiras, a Cachoeira do Santo Isidro. Com quase 70 metros de altura a queda d´água é maravilhosa e fica há apenas 1,2km da portaria do parque. Banho gelado para acordar e retornamos a caminho de Bananal.
Nadando na Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP
A estrada de São José do Barreiro até Arapeí estava pior do que esperávamos, então apenas vimos Bananal da janela do carro e seguimos para Paraty-Mirim em mais quase 3 horas de estrada.
Praça central de São José do Barreiro - SP
Nossa intenção era conseguir uma pousadinha e amanhã cedo pegar um barco para o Saco do Mamanguá, o único fiorde brasileiro, e depois para o Pouso da Cajaíba. Chegando lá descobrimos que a vila é o melhor canal para pegar o barco mesmo, porém não encontramos nenhuma pousada, então voltamos para Paraty. Já deixamos um barco esquematizado, mas queremos achar um preço melhor, 250,00 ficou pesado para duas pessoas. Vamos ver qual será a nossa sorte amanhã!
Para mostrar a vocês a beleza das cavernas do PETAR, conseguimos umas fotos de quem realmente conhece essas belezas naturais, o Jura, um dos donos da Parque Aventura, empresa de ecoturismo que nos guiou pelas cavernas do Petar e que organizou o rapel na Cachoeira das Arapongas. Dá uma olhada...
Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras
Salão dos Discos na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras
Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras
Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras
Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras
Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras
Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras
Apenas os templos mais altos se erguem acima da mata que cobre Tikal, na Guatemala
Uma das maravilhas do mundo maya, Tikal foi uma das maiores cidades do período clássico desta civilização. Embora seu auge tenha acontecido durante o período clássico várias de suas construções remontam de tempos muito mais antigos, em volta de 700 anos antes de Cristo. A estrutura mais antiga é a Pirâmide (700a.C) com 32m de altura e 80m de base.
A "pirâmide", um dos maiores edifícios de Tikal, na Guatemala
No sítio arqueológico entre imensas ceibas, a árvore sagrada dos mayas, e vários macacos aranhas, foram encontradas também algumas moradias subterrâneas onde viveria não apenas o povo, mas também a nobreza da cidade nos tempos mais antigos.
A Ceiba, a bela e sagrada árvore dos mayas, em Tikal, na Guatemala
Começamos a nossa visita acompanhados do José, guia local muito paciente que nos deu as primeiras noções da escrita maya, sufixos e prefixos desenhados junto aos nomes dos seus governantes e ao nome da própria cidade. O símbolo de Tikal é quase como um escudo e se repete em todo o sítio arqueológico, nas suas estelas e escrituras.
Nosso guia nos ensina a ler o hieroglifo de Tikal, na Guatemala
Com o nosso guia, caminhando pelas trilhas de Tikal, na Guatemala
O templo mais impressionante é o Templo I, construído pelo grande Ah Cacau, governante que restaurou o exército e a grandiosidade de Tikal. Parece que aqui a regra do avô rico, pai nobre e filho pobre não se aplica, já que foi o tataratatarataraneto o mais guerreiro de toda a linhagem e seguido os passos do pai, vingou morte na guerra contra Caracol.
O magnífico Templo I, construção símbolo de Tikal, na Guatemala
Ele teve o seu período de glória e grandeza, construindo os maiores templos e castelos, Templo I em seu nome, Templo II, também conhecido como o templo da rainha e o templo de Las Ventanas, onde ele passaria sua lua de mel com cada uma de todas as suas esposas.
O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
Todo o conjunto da Gran Plaza é impressionante e merece uma boa hora para ser admirado e explorado, sentar-se em uma de suas sombras apenas para sentir a grandeza, o poder e as histórias dos que passaram por ali. Ao lado do Templo I está a Acrópole Norte onde estariam enterrados, em diversas fases construtivas, todos os sacerdotes que governaram Tikal antigamente.
Templo e várias estelas em Tikal, na Guatemala
O Templo I, o mais famoso das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
A última parada é o Templo IV, o mais alto de todo o mundo maya! Na realidade quase toda a pirâmide esta desmoronada e em restauração, mas foi construída uma escada de acesso ao topo de onde podemos ter uma das mais belas vistas de Tikal.
Subindo até o alto do Templo IV, o mais alto de Tikal, na Guatemala
As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
São mais de 300 degraus para chegar ao topo e de lá vemos toda a floresta de Peten e a ponta de alguns dos templos do sítio arqueológico, fazendo força para lembrar que na época não existiam árvores por aqui, toda esta mata é secundaria e foi queimada pelos mayas para a construção das pirâmides que vemos.
Admirando Tikal do seu ponto mais alto, o topo do Templo IV (na Guatemala)
Um final de tarde maravilhoso no topo do Templo IV fechou a nossa visita. Lá no alto ainda encontramos dois brasileiros, um curitibano e outro paulista, apaixonados pela cultura Maya.
Encontros com brasileiros nas ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
Muitos visitantes que vem até Tikal gostam de ver o sol nascer ou se por lá de cima, principalmente nesta época do ano, quando o solstício de verão está se aproximando e é quando o alinhamento do sol, acontece com as pirâmides principais de Tikal. Nós cruzamos um grupo grande de estudantes de arquitetura vindos da capital que devem dormir por aqui para acompanhar o fenômeno.
Um belo piaca-pau à procura de seu almoço, durante passeio às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
Encontro com o macaco-aranha, durante visita às ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
A área é imensa e não existe um caminho mais curto, pode vir preparado com água e tênis para uma boa caminhada abaixo da mata e do sol escaldante. A visita dura no mínimo 3 horas, mas pode contar com 5 horas para aproveitar tudo com calma, tempo para sentir, fotografar e perguntar tudo e mais um pouco para o guia.
No alto do Templo IV, observando o mapa das ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
Este foi o nosso penúltimo sítio arqueológico, uma pérola e um marco na arquitetura e na história dessa civilização, imperdível mesmo para os menos afeitos a história e arqueologia. Logo chegaremos a Copán para fechar com chave de ouro este extenso roteiro pelo Mundo Maya.
As ruínas mayas de Tikal, na Guatemala
Portland, a cidade das pontes, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Portland-Oregon é uma cidade moderna de nome e sobrenome. Na costa leste, dificilmente você escutará simplesmente o seu primeiro nome Portland, já que ela possui uma homônima do lado de lá, Portland-Maine. A Portland “de lá” está no litoral, já a daqui está às margens de um rio. A cidade das pontes possui pelo menos 11 grandes pontes, algumas antigas e meio espalhafatosas que cruzam o Willamette River.
A famosa Iron Bridge, sobre o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
As pontes dão um ar industrial à cidade e a um primeiro olhar até meio decadente. Uma caminhada pelo Tom MacCall Waterfront Park em seu longo calçadão beira rio e aquele monte de ferro começa a entrar pelos nossos poros, dando um novo sentido à urbanidade de Portland. Seus traços duros e retos se replicam em sua arquitetura, prédios antigos e ruas austeras ganham cor nos movimentos artísticos que florescem na cidade.
Tradicional cooper ao lado do Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Porém, dentro dessa identidade visual tão urbanóide, existe um coração. Um coração verde e contemporâneo. Faixas exclusivas para ciclistas com posição central desde 1994 coexistem com outros projetos de transporte, como o aerial tram construído em 1986 (uma espécie de metrô de superfície) e até ônibus elétricos (que, disfarça, lembraram as minhas férias quando eu era pequenininha lá em Araraquara, rs!)
Muito bem marcada, pista exclusiva para ciclistas em rua central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Caminhando por uma das muitas praças de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
A cidade das rosas talvez ganhe outra vida no verão, nestes dias que passamos estava chuvosa e bem acinzentada. Cruzamos a Hawthorne Bridge para conhecer a East Esplanade, caminhamos entre nuvens, garoas e torós da beira rio até o Portland Building com a imensa estátua da Portlandia, Deusa do Comércio.
Pelo visto, chove muito em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos. Até estátua usa guarda-chuva!
A famosa Portlandia, deusa do comércio com ares de Netuno, no centro de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Chegamos à Pioneer Courthouse Square rodeada de prédios antigos e a Fórum de Justiça, prédio de 1875, o mais antigo da costa noroeste. Cruzamos todo o centro antigo e o bairro de Chinatown até chegar ao artístico e mais sofisticado Pearl District.
Praça central de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Museu de Artes de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
A sofisticação aparece nos detalhes das restaurações dos prédios da região industrial e antigos depósitos, um dos bairros mais “cools” com galerias de arte, lojas de designers e estilistas alternativos. Lá fizemos uma parada obrigatória na Deschutes Brewery & Public House, que no meio da tarde estava bem disputada. A sopa de queijo com cerveja Ale é maravilhosa, sem contar o menu de degustações das cervejas preferidas da casa.
Aproveitando a chuva para testar as cervejas de uma cervejaria em Portland, no Oregon, costa oeste dos Estados Unidos
No sábado voltamos às margens do Willamette, caminhamos até a Steel Bridge, a segunda mais antiga da cidade construída em 1912. Nos sábados uma das maiores atrações é o Saturday Market, uma feirinha hippie, de comidas e antiguidades, com uma cara de Largo da Ordem ou Vila Madalena. Artesanato, antiguidades, sebos, quinquilharias, carrinhos de comida, música, bem diferente do padrão americano que encontramos por aí, mais alternativo que o “normal”, mas ainda assim bem organizadinho.
No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Atravessando a Iron Bridge, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Uma coisa que logo me chamou a atenção foram os carrinhos de comida nos estacionamentos do centro. Eles estão por tudo e são uma opção barata que tem bastante adesão entre os habitantes da cidade. Comida mexicana, grega, indiana, vietnamita e como você imaginar. O pessoal compra o almoço nestes carrinhos e vai até a praça mais próxima ou à beira do rio para almoçar. É difícil encontrar espaço para o comércio informal nos Estados Unidos, este é um toque de latinidade à Portland ou de desapego às regras tão presentes no padrão norte-americano. A cidade parece acolher melhor opções e alternativas para suprir todo tipo de necessidade e receber todo tipo de maluco.
Carrinhos de comida, típicos de Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Falando em maluco, é o que mais vemos pelas ruas, desde drogaditos à artesãos e malucos beleza que pensam que ter uma vida “alternativa” é viver nas ruas pedindo dinheiro, quase como uma forma de protesto, já que não tem muito a que protestar. Não consigo engolir um homem (ou uma mulher), jovem, sadio, sentado em uma praça com uma cara de “ripongo” e um cartaz pedindo dinheiro para comida. Há várias formas de se revoltar contra um sistema e esta, sem dúvida, não me comove e não ajuda em nada.
No movimentado mercado de sábado, ao ar livre, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
A nossa rápida passagem por Portland me deixou ainda mais curiosa com a cidade. A chuva, o cansaço e o tempo escasso acabaram deixando o nosso “approach” meio superficial. Tenho certeza que tendo mais tempo para sentir e explorar os guetos e galerias de arte, os bairros e parques além da área central, o encontro com a alma desta cidade tão reconhecidamente alternativa e independente seria sensacional.
Observando o Columbia River, em Portland, no Oregon, oeste dos Estados Unidos
Interior do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru
Arequipa é a segunda maior cidade do Perú, ficando apenas atrás da capital, Lima. Foi um dos principais centros políticos da era colonial, muito mais rica e poderosa do que a afamada cidade de Cuzco.
Interior da catedral de Arequipa - Peru
Buscando uma base mais ao sul de Lima escolheram a região da atual Camaná no litoral, priorizando o portos marítimos. Construíram a cidade mas logo se deram conta que estavam em uma região com poucos recursos naturais e então se mudaram para Arequipa, uma vila já existente em um vale fértil, dentre vulcões e fontes de água doce, rica em minérios e madeira. Localização estrategicamente perfeita. Ali construíram uma linda cidade e a mais bela e pomposa Plaza de Armas de todo o Perú. Sim, arrisco a dizer que é a mais bela e pomposa inclusive comparando-a com a de Lima, da qual tenho vagas lembranças de minha passagem em 2006.
A Plaza de Armas de Arequipa - Peru
Uma fonte central, circundada de jardins bem desenhados e lotados de pombos, rodeados por uma linda construção com arcos em dois andares em sillar, pedra vulcânica de coloração clara e bela textura, aliás responsável por praticamente todas as construções da cidade antiga.
Criança alimenta alguns dos milhares de pombos da Plaza de Armas de Arequipa - Peru
A praça possui como principal edifício a Catedral do século XVII, reconstruída 1868 depois de um imenso incêndio em 1844. A visita guiada vale tanto pela bela aula de história de Arequipa, assim como pela bela vista da cidade em meio aos vulcões, do alto da Catedral.
O El Mistí e o Chachani vistos do alto da Catedral de Arequipa - Peru
Falando em antiga, não poderíamos deixar de conhecer um dos edifícios coloniais mais antigos da cidade, o Convento de Santa Catalina. Construído em 1850 por uma viúva rica, este convento da ordem carmelita recebia apenas mulheres das mais ricas famílias espanholas. Estas, no entanto, continuavam vivendo com todas as mordomias e o estilo de vida que possuíam. Inúmeras criadas e celas simples mas com requintes como o piano caríssimo trazido da Alemanha para uma madre superiora. Esse bem bom não durou para sempre, logo chegou uma freira dominicana que as colocou nos eixos.
Uma das freiras do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru
O convento é uma cidade completa, capelas, igrejas, praças, banhos, cozinhas, refeitórios, padarias, farmácia, sala de produção de hóstias, além, é claro, de suas celas individuais, todas com sala, quarto e cozinha. As celas chegaram a ser comercializadas, uma vez que elas próprias as construíam no início de sua vida de reclusão. Ninguém podia entrar aí e através do locutório elas só teriam chance de falar com seus pais uma ou duas vezes ao ano, depois de passado o período de noviças, que levava até 2 anos.
Uma das celas (ou quartos) do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru
Uma das celas mais famosas é a que guarda os objetos pessoais utilizados por uma freira que viveu e faleceu neste convento e teve seus milagres comprovados, como a cura de um câncer e outras enfermidades. Esta fortaleza também abrigou muitas famílias da elite arequipeña quando se deu a guerra com o Chile, já falada aqui neste blog, a Guerra do Pacífico. É claro que com as devidas autorizações do Arcebispo responsável.
Um dos pátios do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru
Sua arquitetura, suas ruas e afrescos foram completamente restaurados, depois de um largo período de pouca preservação e abandono. Em 1970 grande parte foi aberta a visitação, ainda que existam hoje uma parte do complexo que segue isolada para as 30 freiras da ordem dominicana que seguem trabalhando e se dedicando à vida religiosa.
Uma das ruas internas do Convento de Santa Catalina, em Arequipa - Peru
Depois deste mergulho na íntima vida de um convento, nos voltamos para o mundo exterior e logo vemos ao fundo o pomposo vulcão El Místi, que não nos deixa esquecer de fecharmos o nosso trekking para o alto dos seus 5.830m amanhã. Fechamos com uma pequena agência, confiando que nos levarão a um operador mais organizado e com experiência em alta montanha. À noite buscamos os equipamentos de frio que não tínhamos, como luvas para neve, etc. Pessoal profissional, com um grupo de 9 pessoas bem heterogêneo, vamos ver como será.
Iluminação noturna da Plaza de Armas de Arequipa - Peru
O belíssimo rio de águas azuladas de Ys Falls, no interior da Jamaica
Finalmente chegou o dia! Adorei Negril, estava triste de ir embora... hoje, justo hoje, iria acontecer um baita show de reggae. Uma pena, mas temos que partir. O bicho carpinteiro está me cutucando e dizendo: “Saiam logo destes lugares turísticos e vão encontrar a verdadeira Jamaica!” Bobby nos falou “vocês têm que ir para o interior... lá vocês vão encontrar o que procuram...” É isso aí, vamos lá meter as caras! Bert e os nossos novos amigos americanos com certeza estarão nesse show nos representando.
Despedindo-se do Bert (Chico) em Negril, na Jamaica
Dizem que o interior da Jamaica está tomado por plantações de cana e de maconha. É claro que já fui me informar sobre o assunto, onde estão as plantações, se eles são violentos, andam armados e tal, não quero nenhuma surpresa! A resposta a essa pergunta foi que sim, tem muitas plantações, mas a maioria é de rastafáris, pessoas por essência muito boas, não deveriam criar caso. Se duvidar, falando com o cara certo poderíamos até tirar fotos! O máximo que poderia acontecer era pedirem um cachê! Hahaha!
Conduzindo em mão inglesa no litoral da Jamaica
Foi nesse clima que pegamos o nosso carrinho e pusemos o pé na estrada, rumo a uma das mais bonitas e menos visitadas cachoeiras da Jamaica, a YS Falls. Ela figura entre as principais atrações turísticas no interior do país, ao lado da Dun´s Falls, mas pelo que assuntei ela é menos visitada.
Paisagem campestre chegando em Ys Falls, no interior da Jamaica
O país é dividido por Parishes (Paróquias) e somadas, as Parishes formam estados. No caminho cruzamos a Westmoreland Parish e sua capital, a cidade de Savana La Mar. Foi lá que vi como um hustler (cara que quer se dar bem vendendo algum serviço ou produto a todo custo), pode ser cara de pau! Ele nos parou querendo ser solícito e dar informações de direção, e aproveitou para contar que a estrada para Bluefields (a nossa estrada) estava fechada, com revoltas por que haviam atropelado um motociclista e a população estava enfurecida, com armas de fogo e tacando pedras nos carros. Eu, mané, quase caí... o Rodrigo não acreditou no papo do cara. Ele nos sugeriu ir para outra cachoeira e um blue hole lá perto, “me sigam que eu levo vocês até lá!” Na primeira esquina já o despistamos e logo paramos em dois postos de gasolina, confirmarmos a informação e ninguém sabia de nada! “Bluefields está livre e é por ali!” Lá fomos nós!
Exibir mapa ampliado
Entramos na Saint Elizabeth Parish, cruzando vilazinhas do interior e pensando, agora sim vamos chegar num lugar mais roots! A última quebrada para a estrada da YS Falls, vocês precisavam ver, parecia que íamos cair no fim do mundo! Quando chegamos lá, o que encontramos???
Entrada meio cara em Ys Falls, no interior da Jamaica. No ganja!
Um parque super organizado, cobrando 16 dólares de entrada e oferecendo toda a infra-estrutura necessária e desnecessária para a visita às cachoeiras. Uma antiga fazenda e engenho de cana de açúcar que em 1992 foi aberta ao público para visitação. Uma maravilha da natureza transformada e estruturada para receber centenas de turistas diariamente.
Trenzinho que nos leva às cachoeiras de Ys Falls, no interior da Jamaica
Um trenzinho nos leva da entrada da propriedade onde estão os banheiros, restaurante, bar e uma lojinha, até a lojona de souvenirs mais próxima. Ali perto estão também um vestiário, piscinas e cadeiras de sol, um mini clube. Ah! A propósito, ali também está o começo da trilha para as cachoeiras.
O bonito rio de Ys Falls, no interior da Jamaica
Caminhamos por passarelas e degraus de madeira, dentre centenas de turistas de todas as idades e proveniências. Tours dos grandes hotéis vêm de todos os lados e lotam a belíssima atração natural.
Uma das cachoeiras em Ys Falls, no interior da Jamaica
São 7 quedas d´água lindíssimas, cada uma com a sua piscina natural particular, em meio a uma linda e verdejante floresta. Infelizmente pegamos um dia nublado, mas nem por isso a água verde deixou de impressionar os olhos. O lugar é sensacional, mas acreditem, não tem o mesmo impacto que teria se tivéssemos caminhado duas horas para chegar aqui e encontrássemos alguns poucos aventureiros, senão com sorte, totalmente vazio.
Salto de cipó em Ys Falls, no interior da Jamaica
O Rodrigo fica tão de bode com essas situações, que ele quase nem quis entrar na água. Eu logo assumi meu lado Chita e sem titubear saltei da corda direto na água, aproveitando a infra-estrutura à disposição. Na mesma onda, voltamos no trenzinho e paramos no restaurante para almoçar a especialidade jamaicana, o Jerk Chichen!
Refeição típica: jerk chicken e Red Stripe(em Ys Falls, no interior da Jamaica)
Alimentados e despertos, depois do banho de água fria, seguimos viagem em direção ao nosso próximo destino, a Treasure Beach. É, não foi hoje que encontramos a “verdadeira” Jamaica. Estou começando a achar que ela é toda assim.
Chegando em Treasure Beach, no sul da Jamaica
Jacaré nada em rio do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
O Everglades Nacional Park está localizado no sul da península da Flórida, a menos de 2 horas de Miami. O pantanal norte americano é formado por 5 diferentes biomas, o que compõe uma rica e diversificada fauna, abrigando animais como onças, veados do rabo branco, jacarés, crocodilos, tartarugas e dezenas de tipos de aves.
Rio repleto de jacarés no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
Muitos pássaros no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
Vindo de Orlando, nós dirigimos pela estrada que margeia a fronteira norte do parque e parte da Big Cypress National Preserve, que faz divisa com o Everglades, protegendo um ecossistema importante para a manutenção do ciclo de cheias e secas da região.
Paisagem típica do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
Na fronteira leste está o acesso mais próximo à cidade de Miami, onde está o Centro de Visitantes Principal, via Homeastead, com museus e quadros explicativos sobre o parque, e que também dá acesso às principais trilhas.
Onça empalhada no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
Há várias formas de visitar o Everglades, cruzando de carros, conhecendo algumas trilhas ou a bordo de um air-boat, um barco movido por um ventilador gigante que oferece passeios pela área alagada. Alguns dos passeios de air-boat são guiados pelos Índios Seminoles, que vivem na reserva às margens do parque e possuem um conhecimento prático daquele ecossistema. Uma visita ao centro cultural da aldeia também deve ser interessante para comprar artesanatos e conhecer um pouco da cultura deste povo nativo-americano.
Pássaro se seca no sol forte do Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
Nós tínhamos um compromisso em Miami ainda hoje, então apressados fizemos o passeio mais comum entre os visitantes do Everglades, mas não menos interessante. Esta rota de carro cruza a reserva de leste a sul, passando por todos os ecossistemas existentes no parque: Hardwood Hammock, Pineland e Cypress passando pela região alagada de Freshwater Slough, Freshwater Marl Prairie até a região de mangue, quando a água doce se encontra com o mar nos manguezais, terras baixas litorâneas e estuários marinhos.
Região pantanosa no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
[Epoca de flores no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
Durante o passeio vamos parando pelas diversas trilhas e passarelas construídas sobre a região pantanosa para observação da vida silvestre. Na época seca é mais fácil de avistar os animais que acabam se reunindo nas pequenas lagoas restantes. Nós pegamos o parque na estação intermediária, ainda com bastante água, mas sem chuvas.
Tartaruga nada em brejo no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
Mesmo assim pudemos ver muita vida na Anhinga Trail, jacarés, tartarugas, pássaros e aqueles cenários lindos de pantanal alagado, espelhando o céu azul e ensolarado da Flórida. Como todos os parques nos Estados Unidos a visita é super organizada, tanto no site do Everglades National Park, quando no centro de visitantes você consegue um mapa completo com um resumo da história do parque e uma explicação dos principais atrativos, fauna e flora. Com mais tempo viajaríamos até Flamingo, a principal cidade ao sul do parque e no norte faríamos um passeio no eco-friendly air-boat, fica a dica.
Visitando o Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, nos Estados Unidos
No final de tarde chegamos à Miami, depois de exatos dois anos em que estivemos aqui, logo no início da viagem quando aproveitamos as milhagens que iam vencer para fazer a primeira fase caribenha da viagem. Naquela ocasião comemoramos o nosso primeiro aniversário de casamento com os padrinhos Marcelo e Su. Prometemos que voltaríamos dirigindo o nosso carro brasileiro e aqui nós hoje, cumprindo a promessa! Um marco para a viagem comemorado em um jantar delicioso em um restaurante indiano em Key Biscayne. Noite de muitas comemorações, há 2 dias foi o aniversário da nossa amiga e cicerone Su, hoje completamos 3 anos de casamento e fechamos um ciclo há muito tempo esperado no nosso roteiro dos 1000dias. Cheers!
Comemoração dos três anos de casamento, junto com o Marcelo, Su e seus pais, num restaurante em Key Biscayne, na Flórida - EUA
Fim de tarde em Porto de Galinhas - PE
Acordamos em Olinda, enquanto eu arrumava todas as nossas mil malas, Rodrigo esperava os últimos ajustes nos pneus da Fiona. Tomamos um belo café da manhã, nos despedimos de Thomas e Francesca e pé na estrada. Hoje é um daqueles dias “on the road” que aproveitamos para conhecer a costa e ganhar alguns quilômetros no nosso itinerário. Rumamos para o sul, nosso destino final é a Praia de Carneiros ou a sua vizinha Tamandaré, onde ficam as pousadas mais baratas. No caminho paramos na Praia de Calhetas, há apenas meia hora de Recife. Rodrigo tem boas lembranças desta praia, pois veio para cá na época de Unicamp com vários amigos da turma.
Praia de Calhetas, em Ipojuca - PE. Ao fundo, é possível ver Boa Viagem - Recife
Eu estava um pouco preguiçosa, nem entrei no mar, mas tomamos uma água de côco refrescante e tivemos, depois de tantos dias em Pernambuco, o nosso primeiro repente. Dois repentistas muito simpáticos rimaram ao som de pandeiros e conseguiram mudar o meu humor. A música cura! Rsrs.
Dupla de repentistas na praia de Calhetas, em Ipojuca - PE
Porto de Galinhas foi a nossa próxima parada, infelizmente chegamos lá com a maré cheia, então não pudemos ver as piscinas naturais. Praia lotada, aproveitamos a tarde para almoçar e fazer umas comprinhas rápidas nas lojas de Porto. Um mergulho no final da tarde só para dar sorte e não dizer que não aproveitamos.
Rua peatonal em Porto de Galinhas - PE
Continuamos a nossa viagem até Tamandaré, cidade praiana vizinha da Praia de Carneiros. Já chegamos a noite e ainda tínhamos que encontrar uma pousada. A informação que tínhamos é que em Carneiros mesmo todos os beach bungalos e resorts são caríssimos. Mesmo assim um morador de Tamandaré insistiu que encontraríamos algo mais em conta e mais próximo das piscinas naturais. Encontramos na pequena vila de Carneiros a pousada de um português, Pousada do Farol. Mais cara do que estávamos esperando, mas a esta hora da noite o melhor que poderíamos fazer era ficar aqui mesmo. Afinal, conforto de vez em quando também não faz mal a ninguém!
Nadando no mar de Porto de Galinhas - PE
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