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Blog da Ana - 1000 dias

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Final de semana em Caxambu

Brasil, Minas Gerais, Caxambu

Parque das Águas em Caxambu - MG

Parque das Águas em Caxambu - MG



Temos ficado sempre em lugares simples, buscando o mínimo de conforto e o melhor preço. As nossas viagens sempre foram assim, antes e depois de nos conhecermos. Apenas em nossa lua de mel nos demos ao luxo de gastarmos mais e escolhemos hotéis melhores. Mas vocês concordam que três anos assim seria complicado. Portanto combinamos que de tempos em tempos ficaríamos em um bom hotel, um lugar mais parecido com o que seria a nossa casa, cama boa, lençóis macios e um banho gostoso. Algumas pessoas chamam isso de férias das férias, é quase isso, sempre depende do referencial de quem está falando. Para mim, férias sempre foram para cansar o corpo e descansar a mente. Subir montanhas, fazer trilhas para cachoeiras ou até conhecer cidades diferentes, mas sem luxo. Para outros férias são justamente o oposto, ir para um lugar maravilhoso, ficar em um bom hotel, parar um pouco da correria do dia a dia e descansar além do corpo, a mente. Eu nunca entendi isso, achava um desperdício ficar 10 dias em um mesmo lugar, tamanha a minha sede de conhecer, conhecer, conhecer. Hoje já acho que isso faz mais sentido, dentro do nosso atual estilo de vida. Parar um pouco, descansar o corpo e a mente em 2 dias de Caxambu agora soam como férias, ou um final de semana bem aproveitado.

Hoje ao invés de cachoeiras viemos buscar as águas milagrosas de Caxambu. Águas sulfurosas, com magnésio e sais minerais variados que curam diversas enfermidades há centenas de anos. Problemas intestinais, dermatológicos, hepáticos, oftalmológicos, emocionais e outros. Até a Princesa Isabel curou a sua esterilidade nestas fontes e como agradecimento ergueu uma das principais igrejas da cidade.

A fonte D. Pedro I no Parque das Águas em Caxambu - MG

A fonte D. Pedro I no Parque das Águas em Caxambu - MG


Thermas no Parque das Águas em Caxambu - MG

Thermas no Parque das Águas em Caxambu - MG


As Termas de Caxambu foram totalmente restauradas com suas características originais e acabaram de ser reinauguradas pelo Prefeito da cidade e o atual Governador de Minas Anastasia, porém só serão abertas ao público dentro de 15 dias. Em frente ao Parque de Águas fica o tradicional Hotel Glória, que ainda guarda em sua memória os grandes artistas e políticos que ali ficaram hospedados e que hoje recebe, ninguém mais ninguém menos do que a Expedição 1000dias! Rsrsrs!

Interior do Hotel Glória em Caxambu - MG

Interior do Hotel Glória em Caxambu - MG


Uma cidade pacata que nem se quiséssemos fazer muita coisa conseguiríamos. Andar no parque, tomar as águas medicinais e fazer uma bela massagem com Hans no hotel, esta foi a programação, além, é claro, de trabalhar um pouco no site.

Coreto no Parque das Águas em Caxambu - MG

Coreto no Parque das Águas em Caxambu - MG


Daqui vamos para o Vale do Matutu, mais cachoeiras e longas caminhadas nos esperam, portanto esta foi sem dúvida uma parada estratégica! Agora já repusemos as energias e vamos em frente!

Se equilibrando no Parque das Águas em Caxambu - MG

Se equilibrando no Parque das Águas em Caxambu - MG

Brasil, Minas Gerais, Caxambu,

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As Praias de Parati

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Parati - RJ, vista do mar

Parati - RJ, vista do mar


Escuna em Parati? Que programa de índio! No entanto se for feito durante a semana pode ser muito interessante. Estávamos morrendo de saudades do mar! Parati é uma cidade de baía, por isso para chegar à praia deve-se usar o carro ou uma embarcação. Agendamos logo um passeio de barco, aproveitando que a cidade não está tão cheia durante a semana.

Passeio de escuna em Parati - RJ

Passeio de escuna em Parati - RJ


O barco saiu das 10h do trapiche com uns 20 passageiros, destes mais da metade eram estrangeiros. O trajeto passa pela Ilha Comprida, Saco da Velha, Lagoa Azul e termina na Praia Vermelha. Sol, mar esmeralda, transparente!

Nadando na praia Vermelha, em Parati - RJ

Nadando na praia Vermelha, em Parati - RJ


Tentando fotografar os peixes na Ilha Comprida, em Parati - RJ

Tentando fotografar os peixes na Ilha Comprida, em Parati - RJ


Durante o passeio conhecemos dois amigos, Jane é australiana e Fergal é irlandês. São super interessantes e divertidíssimos, ele é designer de interiores e mora no Rio de Janeiro, os dois se conheceram em Londres onde dividiram apartamento. Recentemente Jane trabalhava com cavalos perto de Sevilha na Espanha, veio visitar os amigos no Brasil e resolveu esticar um pouquinho fazendo uma viagem pela América do Sul.

Saco da Velha, em Parati - RJ

Saco da Velha, em Parati - RJ


Depois de alguns mergulhos, muito papo e uma caipirinha de maracujá almoçamos a bordo na Lagoa Azul, um dos pontos mais bonitos do passeio. Voltamos ao trapiche e vamos direto para a mesma estrada por onde passamos ontem, a estrada de Cunha.

Saltando da escuna no mar, em Parati - RJ

Saltando da escuna no mar, em Parati - RJ


Ao lado do Caminho do Ouro encontramos a Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan lindos, mas um pouco secos, já que não é a época das monções. O tobogã ainda funciona bem, mas não com a mesma velocidade que se estivesse cheio d´água. Depois de um dia salgado, debaixo do sol, um banho de água doce é sempre renovador!

Escorregando pela Cachoeira do Escorrega, em Parati - RJ

Escorregando pela Cachoeira do Escorrega, em Parati - RJ


Finalizamos o dia com um jantar delicioso com a Jane e o Fergal, ótimas companhias, tentando desenferrujar um pouco o inglês. Demos uma voltinha na Praça da Matriz onde a festa para a padroeira da cidade rola solta até tarde. Barraquinhas e bandas de pop rock, uma beleza! Pena que estava vazia... Amanhã trilha para as praias ao sul de Parati, vamos ao Sono!

Jantar em Parati - RJ

Jantar em Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, cachoeira, Praia

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Acapulco Dourada

México, Acapulco

Acapulco, no México

Acapulco, no México


Deste a infância Acapulco fez parte do meu imaginário. Quem cresceu nos anos 80 vai entender um pouco melhor. Além dos vários filmes hollywoodianos passados ou filmados em Acapulco, que passavam na sessão da tarde, quem nunca viu um episódio em que todo o elenco de Chaves sai de férias para Acapulco? Hahaha! Ok, não é todo mundo que gosta de assumir assim, em público, que assistia Chaves quando era criança, mas na minha época não tínhamos Discovery Kids, Boomerang e muito menos Cartoon Network.

Escultura em Acapulco, no México

Escultura em Acapulco, no México


Eram poucas as opções. Castelo Rá-tim-bum (Marcelo Tas), na TV Cultura era o meu programa predileto! Os programas de auditório como Xuxa (Globo), Mara-Maravilha (SBT) ou a Angélica (Manchete), destes se salvavam apenas os desenhos animados. E finalmente o “Chaves” no SBT, um dos únicos seriados mexicanos que se espalhou por toda a América Latina, na mesma onda da novela Carrossel, com Maria Joaquina e Sirilo, deste aposto que vocês também lembram! Hahaha!

Acapulco, no México

Acapulco, no México


Eu nem devo ter assistido o episódio completo, mas lembro do Chaves, Chiquinha, Quico, Seu Madruga e Dona Florinda em trajes de mil novecentos e bolinha (leia-se colans listrados de branco e azul ou vermelho) entravando em um baita parque aquático na beira da praia. É engraçado, mas por aí a imagem que eu formei de Acapulco foi de uma praia meio decadente, já essa turma toda ia para lá fazer a maior farofa. Estranho é imaginar o motivo porque o México promoveria essa imagem, já que esta foi uma das suas praias mais glamorosas nos anos 50.

Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México

Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México


Frequentada por artistas famosos e hollywoodianos como Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot e Frank Sinatra, Acapulco foi um refúgio alternativo para os ricos e famosos. Nesta época um pool de atores, dentre eles os famosos John Wayne e Johnny Weissmuller (o Tarzan), fundou o Hotel Los Flamingos, na parte norte da baía, em um dos penhascos mais altos da costa.

Restaurante do hotel do Tarzan, em Acapulco, no México

Restaurante do hotel do Tarzan, em Acapulco, no México


Foi lá que ficamos hospedados, entre fotos do Tarzán ainda em preto e branco, uma piscina vizinha à sua antiga casa e uma vista fantástica do Oceano Pacífico, acompanhado com um belo rum punch no final da tarde.

Casa onde o Tarzan morava, no hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México

Casa onde o Tarzan morava, no hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México


Hoje na “Antiga Acapulco” estão os hotéis desta época, meio decadentes, mas ainda muito bacanas para os curiosos como nós. Até por que acabam sendo uma ótima opção de hospedagem, com um toque vintage, têm preços bem razoáveis e ficam localizados próximos à La Quebrada.

A piscina predileta do Tarzan, no Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México

A piscina predileta do Tarzan, no Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México


Esta região antes tão luxuosa, hoje perde em conforto e elegância se comparada com o extremo sul da baía, onde estão os novos hotéis resorts e condomínios de alto escalão, com campos de golfe e iate clubes.

Belíssimo pôr-do-sol em Acapulco, no México

Belíssimo pôr-do-sol em Acapulco, no México


Uma cidade grande, com atrativos de cidade grande, que explorando com tempo, sem dúvida nenhuma, teriam seu charme. Nós, pra variar correndo, não queríamos deixar de passar pela famosa Acapulco, mas achamos que um dia seria suficiente para ver o que queríamos: os Clavadistas de La Quebrada.

A famosa La Quebrada, em Acapulco, no México

A famosa La Quebrada, em Acapulco, no México


Uma das principais atrações turísticas da cidade, os Clavadistas de La Quebrada tiveram início na década de 30, quando um grupo de jovens media a hombridade, disputando quem saltaria mais alto em um estreito de pedras com apenas 7m de largura e 4m de profundidade. Detalhe: 4 metros apenas no exato momento em que uma onda vem e preenche estreito!

A violenta entrada na água após o salto de 25 metros em La Quebrada, em Acapulco, no México

A violenta entrada na água após o salto de 25 metros em La Quebrada, em Acapulco, no México


Gerações e mais gerações se passaram, até que algum dia eles perceberam que poderiam fazer disso uma atração mais rentável e passaram a cobrar entradas para o espetáculo. Fomos à apresentação das 21h30, o espetáculo começa quando meninos como o Gabriel de 18 anos e Moisés 24 anos, passam orgulhosos por nós, se dirigindo ao imenso paredão que lhes serve como trampolim. Gabriel salta há 4 anos (Calcule! Desde os 14!) e Moisés, já é mais experiente, saltando há 6 anos.

Alguns dos corajosos saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México

Alguns dos corajosos saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México


Ele e seus colegas se dirigem para o alto do penhasco, onde está o altar da Virgem de Guadalupe, santa protetora dos clavadistas. Ali eles alongam, rezam, pedem proteção e aos poucos começam a se posicionar.

Uns posam para fotos enquanto outros oram antes do salto em La Quebrada, em Acapulco, no México

Uns posam para fotos enquanto outros oram antes do salto em La Quebrada, em Acapulco, no México


Cada um deverá saltar de um ponto, dos 25 aos 35m de altura, com diferentes níveis de dificuldade. Saltos “simples” como um cravado, voando à frente e caindo direto de cabeça na água, até saltos ornamentais profissionais! Lembrando que eles devem saltar no momento exato, quando a onda preenche o estreito canal de água, caso contrário, é morte na certa!

O incrível salto mortal de 25 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México

O incrível salto mortal de 25 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México


Os saltos são executados à perfeição, os garotos saltam confiantes, enquanto o ansioso público assiste com o coração na mão!

Foto antes do salto de 34 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México

Foto antes do salto de 34 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México


Eu já achava impressionante vendo na televisão, mas de alguma forma me parecia mais tranquilo, imaginava que seriam homens mais velhos, treinados, profissionais. De repente me aparecem esses garotos!?! Alguns pareciam ter menos de 15 anos! Fiquei impressionada e virei grande fã desses malucos corajosos!

A Ana com os herois saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México

A Ana com os herois saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México


Enfim, mesmo longe dos tempos áureos de estrelas de cinema, uma cidade que hoje abriga um dos principais quartéis de drogas do México e figura nas capas de jornais com corpos sem cabeça, Acapulco continua sendo um destino turístico para muitos capitalinos mexicanos, excursões de jovens americanos e curiosos de todo o mundo.

Oração antes do salto de 34 metros de La Quebrada, em Acapulco, no México

Oração antes do salto de 34 metros de La Quebrada, em Acapulco, no México


Leia mais informações históricas e curiosidades sobre Acapulco no Blog do Rodrigo.

México, Acapulco, Clavadistas, La Quebrada, Pacífico

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Paseo Carmelita

Paraguai, Asunción

Máximas de bar, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai

Máximas de bar, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai


Como toda cidade grande Asunción possui dois (ou mais) grandes centros: o centro histórico, onde está localizado o centro político e o comércio popular de rua e a região de classe média-alta, que compreende a os bairros de Villa Morra, Carmelitas, San Jorge e Ycua Sati. Esta é uma área mais residencial cortada por largas avenidas que facilitam o trânsito e entremeada de ruas charmosas, mais estreitas e bem arborizadas. Nas avenidas principais se instalaram lojas de marcas internacionais, shoppings de alto nível, bares e restaurantes de todos os tipos. Já nas ruas menores podem-se encontrar alguns bistrôs, boutiques, etc. A região de Ycua, no cruzamento das avenidas España e Santa Teresa estão o Sheraton e o Ibis e à direita hotéis menores, mais aconchegantes como o Pelican, Los Alpes ou Portal do Sol, onde ficamos hospedados. O bairro nos lembrou o Jardim Europa em São Paulo, casas imensas, poucos prédios e muito verde.
Depois de um dia cheio de história, conhecendo o centro antigo, decidimos conhecer a noite de Asunción. Pesquisei na internet, conversei com alguns amigos e até me cadastrei no Couch Surfing procurando por paraguaios animados para nos apresentar as baladas da capital. Entretanto o contato que consegui foi através dos nossos amigos viajantes chilenos do América Sin Fronteras (http://amsinfronteras.blogspot.com/ ). Ela os hospedou quando passaram aqui em Asunción e nos deu ótimas dicas. Pena que não pôde nos acompanhar, mas foi por uma causa nobre, viajou hoje a noite para Buenos Aires para ver a final da Copa América – Paraguay x Uruguay.

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai


Fomos ao Paseo Carmelita, notadamente o shopping mais badalado da cidade. Além de ter tudo o que um shopping normal teria, possui também uma área de restaurantes e bares voltados para a rua. Só ali tínhamos duas opções de balada, um Tributo aos The Cramberies, no Flow Bar e outro era um Tributo ao The Cure, no Kilkenny Pub. Ficamos com a segunda opção, já que a primeira estava com uma faixa etária incompatível e umas meninas meio histéricas na platéia. Um pub irlandês não era exatamente o que imaginávamos de uma night paraguaia, mas foi muito bacana para desmistificar a imagem que, sem querer, fazemos deste povo. Sim, ali há todos os tipos que encontramos em todas as cidades grandes, roqueiros cabeludos ou na linha inglês fashion e “despretencioso”, as patricinhas, a namorada do tecladista e os apaixonados pela banda inglesa que acompanhavam o show como se fora um concerto da banda original.

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai

Banda cover do The Cure, em pub irlandes no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai


Com tantas figurinhas carimbadas, faltava apenas encontrarmos brasileiros no bar, outra raça que está em todo lugar e... bingo! Sentou em nossa mesa um casal, ele mineiro e ela gaúcha, se conheceram aqui no primeiro ano de mestrado. Este é um mercado que eu desconhecia, mestrado intensivo de férias para brasileiros. As grades dos cursos são feitas dentro do currículo brasileiro e alguns cursos chegam a ser lecionados em português. São professores de universidades brasileiras contratados pelas hermanas paraguaias. Renata, psicóloga, já defendeu sua tese e veio apenas buscar sua documentação. Hugo, educador físico e professor universitário, irá defender na semana que vem, boa sorte!

O Kilkenny, pub irlandes, estava lotado! (no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai)

O Kilkenny, pub irlandes, estava lotado! (no Paseo Carmelita, em Asunción - Paraguai)


Assim nos despedimos da capital e amanhã seguiremos viagem para Filadélfia. Que venga el Chaco Paraguayo!

Paraguai, Asunción,

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A Cidade dos Deuses

México, Cidade do México

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Teotihuacán foi a maior e principal cidade da Mesoamérica no período pré-hispânico. Possuía uma população estimada entre 100 a 200 mil habitantes e mais de 21 km2 de superfície durante o seu apogeu, entre os séculos III e VII. O sítio arqueológico está localizado há 45 km do centro da Cidade do México e é destino obrigatório para qualquer turista, viajante ou passante da capital.

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Pesquisadores acreditam que Teotihuacán, por sua localização geográfica estratégica, era um dos maiores centros comerciais de troca de mercadorias entre outras cidades e aos poucos sua cultura (leia-se arquitetura, religião, etc), foi influenciando as outras civilizações da época.

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Descobertas feitas em Tikal e Monte Albán confirmam que Teotihuacán tinha uma grande influência em todas as civilizações mesoamericanas. Dentre as provas foram encontrados objetos de origem Maya ou da região do Golfo e inclusive um bairro zapoteca que fazia parte da grande metrópole.

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Em nahuátl, língua azteca, Teotihuacán significaria, “A cidade em que foram feitos os Deuses” ou “A Cidade dos Deuses”. Aqui nasceu a lenda da origem do Quinto Sol, quando todos os seus Deuses teriam dado a sua vida em sacrifício para o aparecimento de uma nova civilização, a Azteca, e suas novas divindades. Assim Teotihuacán se tornou a cidade mitológica dos Aztecas, cenário da maioria das histórias em que se embasou a sua religião.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A visita necessita no mínimo um dia completo se a intenção é percorrer todo o sítio. Nós chegamos um pouco tarde e aceleramos o passo para ver tudo. Chegamos direto no portão 3, que dá acesso direto à Pirâmide do Sol, Pirâmide da Lua, a principal parte da Calzada de los Muertos e ao museu do sítio.

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A Calzada de los Muertos é a principal avenida que cruza a cidade, no eixo norte-sul. Foi assim chamada pelos Aztecas, pois acreditavam que os grandes edifícios ao longo da avenida seriam tumbas construídas por um antigo povo de gigantes.

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Ao extremo norte encontramos a Pirámide de La Luna, que não pode ser “escalada” até o topo. Ainda assim a vista do alto da sua plataforma é lindíssima, observamos do centro do eixo norte-sul os principais edifícios e temos uma vista privilegiada da sua irmã maior, a Pirâmide do Sol.

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Terceira maior pirâmide do mundo, a Pirámide del Sol possui 225m de base e mais de 70m de altura. Sua estrutura imponente é maciça e foi construída no ano de 150 d.C. em apenas duas etapas construtivas. Para o Rodrigo que já visitou as mais conhecidas pirâmides do mundo, ela é tão (ou mais!) impressionante que suas similares egípcias.

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Uma curiosidade é que a Pirâmide do Sol foi construída sobre uma pequena caverna, utilizada para fins rituais. A primeira grande teoria é que a pirâmide foi construída sobre uma caverna natural onde eles acreditariam ter havido a origem da vida. Outros dizem que ali haveria uma nascente de água, como principal elemento da vida, seria o grande motivo de adoração desta construção. Estudos mais recentes comprovam que a caverna é artificial e acreditam que ali teria sido uma tumba real, porém os vários saques sofridos pela cidade após o seu abandono, esta teoria ainda não pode ser comprovada. Ninguém sabe exatamente qual era a finalidade desta magnífica pirâmide, o fato é que até hoje peregrinos vêm até aqui nas datas do equinócio para meditações e energização.

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Subir os seus 248 degraus a mais de 2500m de altitude é um trabalho e tanto, mas vale à pena! A vista do alto é recompensadora, além de podermos fechar os olhos e nos imaginarmos bem re-energizados pelas boas vibrações destes antepassados americanos.

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Fizemos um tour rápido pelo museu, que fecha às 17h, aproveitando os últimos minutos para ver a imensa maquete que representa a antiga cidade. As principais peças estão expostas no Museu de Antropologia na Cidade do México, então se você vai lá, a visita ao museu pode ser mais rápida.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Economizamos tempo de caminhada voltado de carro ao portão 1, que dá acesso à La Ciudadela, onde está o Templo da la Serpiente Emplumada. Construídos entre os anos de 150 e 250 d.C., a ciudadela foi o novo centro político, cultural e econômico da cidade de Teotihuacán.

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Para a consagração deste templo foram sacrificadas mais de 100 pessoas, enterradas em grupos de 4, 8, 18 e 20 corpos, somadas aos sacrifícios infantis que foram colocados nos vértices da pirâmide.

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Alguns guias cobram em torno de 450 pesos (aprox US$ 35,00) para acompanhar a visita e passar a visão e o conhecimento deles sobre a história deste lugar. Eu e o Rodrigo temos divergências neste ponto, mas acabamos optando pela economia e buscamos as informações em livros, no próprio sítio em placas, no museu e na nossa boa e velha amiga internet. Independente de qual seja a sua fonte de informações, não deixe de visitar uma das mais importantes cidades pré-hispânicas no México.

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Voltamos à Cidade do México impressionados com esta civilização e tivemos tempo suficiente no engarrafamento para devanear sobre sua origem e seu cotidiano.

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México


Chegamos às Lomas de Santa Fé já eram quase 21h e ainda conseguimos marcar um jantar com Javier, um amigo que nos foi apresentado via internet pelo Haroldo, primo do Rodrigo. Restaurante japonês com um bom vinho e boas companhias! Noite perfeita para fechar o dia de explorações em um dos mais impressionantes sítios arqueológicos das Américas.

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

México, Cidade do México, arqueologia, Mexico City, Teotihuacán, Teotihuacanes

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Despedidas em New Jersey

Estados Unidos, New Jersey, Princeton Junction

Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos

Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos


A despedida de Bermudas foi dolorida, pois sabíamos que demoraríamos a voltar para belas praias tropicais (ou subtropicais) de águas azuis e areias brancas. Nas minhas contas as próximas serão lá no Havaí, depois de cruzarmos até o Alasca e descermos a costa oeste dos EUA até Los Angeles. Voltamos para New Jersey via Charlotte (North Carolina) e parece que não apenas nós estávamos tristes com essa notícia...

Longa espera pelo voo de conexâo no aeroporto de Charlotte, na Carolina do Norte - Estados Unidos

Longa espera pelo voo de conexâo no aeroporto de Charlotte, na Carolina do Norte - Estados Unidos


Os céus resolveram esbravejar e nos deram de presente uma tempestade elétrica daquelas! Eu adoro raios e trovões, fortes, cheios de fúria e personalidade, mas não quando estou em um avião no meio deles! Foi mais de uma hora de atraso subindo e descendo, tentando escapar das descargas elétricas até podermos pousar.

Aproveitando a espera no aeroporto de Charlotte, na Carolina do Norte - Estados Unidos para trabalhar

Aproveitando a espera no aeroporto de Charlotte, na Carolina do Norte - Estados Unidos para trabalhar


Chegamos à Princetown na casa da nossa prima Anita já eram quase 3 horas da manhã e o dia seguinte foi correndo atrás de burocracias e arrumações para sairmos de viagem. Ficamos às voltas com seguro do carro para o Canadá, finalmente recuperamos a nossa Nikon que havia ficado na assistência técnica por quase 30 dias, enquanto fizemos nosso tour pela região da Nova Inglaterra com a Bebel. Por sinal a mocinha está super bem e feliz aqui com os primos, se divertindo na colônia de férias americana!

Brincando com as meninas na casa da Anita em Princeton Junction, New Jersey - EUA

Brincando com as meninas na casa da Anita em Princeton Junction, New Jersey - EUA


No nosso último ímpeto capitalista compramos um ipad 2 para facilitar nossa comunicação com o mundo nesse Marlbourogh Country. O Rodrigo era relutante mas a Anita nos vendeu seu ipad 2 novinho em folha, ainda na caixa, com um belo desconto e já conectado à internet. Como ela conseguiu convencer o Rodrigo? Simples, usando um dos poucos argumentos que poderiam pegá-lo: Olimpíadas de Londres LIVE! Hahaha! Afinal seria um privilégio poder assistir as provas preferidas dele na estrada.

Despedida da Anita, em Princeton Junction, New Jersey - Estados Unidos

Despedida da Anita, em Princeton Junction, New Jersey - Estados Unidos


A Anita ainda nos preparou um almocinho brasileiro delicioso! Arroz, feijão, frango e salada com a melhor companhia da Chevres Family & Friends! De quebra ainda aprendi uma sobremesa deliciosa: nectarina assada na churrasqueira com açúcar, canela e sorvete de creme. Hummm! Maravilhoso! A noite ainda pudemos assistir com o Larry as primeiras provas de natação em Londres acompanhado de um belo calzone.

Almoção de domingo com amigos da Anita no quintal da casa em Princeton Junction, New Jersey - EUA

Almoção de domingo com amigos da Anita no quintal da casa em Princeton Junction, New Jersey - EUA


Deliciosa guloseima preparada pela Anita, de sobremesa, em Princeton Junction, New Jersey - EUA

Deliciosa guloseima preparada pela Anita, de sobremesa, em Princeton Junction, New Jersey - EUA


No dia seguinte tomamos coragem e finalmente caímos na estrada rumo ao Canadá! No caminho paramos em Jersey City no parque conhecido como Empty Sky, localizado no Liberty State Park à beira do Hudson River, com uma vista maravilhosa para Manhatan e o skyline onde um dia estiveram as Torres Gêmeas.

Orla do Hudson River, com Manhattan ao fundo, nos Estados Unidos

Orla do Hudson River, com Manhattan ao fundo, nos Estados Unidos


A inconfundível skyline de Manhattan, vista de New Jersey, nos Estados Unidos

A inconfundível skyline de Manhattan, vista de New Jersey, nos Estados Unidos


O memorial é emocionante, o monumento principal tem duas grandes paredes idênticas que simbolizam as Torres Gêmeas e trazem nomes de todos os 746 cidadãos de New Jersey que morreram no atentado de 11 de Setembro de 2001 e no atentado ao Pentágono em 1993.

Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos

Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos


Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos

Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos


Nós queríamos muito entrar em Nova Iorque com a Fiona, rodar entre os prédios e avenidas mais famosos do mundo, mas o trânsito da ponte nos deu um baita desânimo e por isso deixamos aqui registrada a nossa passagem pela ilha com a Fiona.

Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos

Monumento em honra ao 11/09, em New Jersey, em frente à Manhattan, nos Estados Unidos


Após uma parada na AT&T para liberar o Ipad seguimos viagem até a pequena cidade de Plattsburgh. Amanhã um novo país: Canadá!

A equipe 1000dias completa, em frente à Manhattan, em Nova York - EUA

A equipe 1000dias completa, em frente à Manhattan, em Nova York - EUA

Estados Unidos, New Jersey, Princeton Junction, Empty Sky, Família, Jersey City, Liberty State Park

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Daniel and Sara

Turks e Caicos, Middle Caicos

Sarah e Sarah, em North Caico. Esse casal é show!

Sarah e Sarah, em North Caico. Esse casal é show!


A programação para Middle Caicos estava apertada, tínhamos muitas coisas para conhecer em apenas um dia. Devido a alta densidade demográfica de pernilongos da ilha acabamos cancelando os passeios pelas cavernas. Sendo assim nos sobrou um tempinho para procurarmos algum lugar para comer e tomar algum refresco. O lugar indicado era o Daniel´s Bar, segundo nosso guia o lugar perfeito para tomar uma cervejinha na beira da praia, conhecer um pouco do artesanato local e nos despedirmos destes Caicos tão especiais. Chegamos lá e estava fechado, fiquei triste, pois mais do que o bar eu queria conhecer a Middle Caicos Co-op que possui a maior coleção de artesanato do país, com mais de 60 artesãos. Quando lemos a reportagem isso parecia normal, assim como a Annual Valentines Day Cup Model Sailboat Race que comentei acima. Mas depois de conhecermos a ilha e vermos que não havia quase nada ali eu realmente fiquei intrigada, de onde isso tudo surgiu? Esse empreendedorismo não parecia parte daquele lugar, que parecia estar parado no tempo.

Bem, já estávamos indo embora quando Sara nos encontrou e nos recebeu calorosamente, abrindo o bar apenas para nós. Sara, uma canadense que se mudou para Middle Caicos há 15 anos, casada com Daniel Forbes, nascido em TCIs em uma das famílias mais antigas do país. Ambos viajaram muito, Sara nos contou sobre uma de suas grandes aventuras quando mais jovem velejou com seus amigos da Jamaica até a Venezuela, lá vendeu o veleiro e comprou uma van, seguindo viagem por terra através da Venezuela, Colômbia e Amazônia. Mudou-se para a Europa e quando seu pai adoeceu resolveu que iria morar no lugar mais próximo possível, mas que não tivesse frio e por uma questão logística escolheu Middle Caicos! Sensacional! Uma alma livre e que procurava viver de forma simples e mais natural possível, junto da natureza. Bem, nestes 15 anos além de conhecer Daniel, se apaixonar e casar, Sara trabalha para construir uma comunidade sustentável nesta ilha. Foi sócia do Blue Horizon, idealizou e com a ajuda de Daniel construiu a cooperativa dos artesãos que promove anualmente a regata de barcos modelos esculpidos pelos senhores de 50 a 80 anos de idade. Realiza um trabalho junto das escolas para tentar mostrar aos jovens a importância de manter os hábitos e a cultura local. Além disso, administram o Daniel´s Bar, que possui um cardápio totalmente auto-sustentável, conta Daniel orgulhoso nos servindo um mamão orgânico cultivado em Middle Caicos. Os peixes, grãos, as conchs, verduras, legumes e frutas são todas cultivadas ali, na comunidade. Um trabalho magnífico e pouco apoiado pelo governo, que está mais preocupado em transformar toda a ilha em mais um resort paradise, vendendo deliberadamente loteamentos à beira mar e propagandeando este como o plano de desenvolvimento do país.

Sara e Daniel são pessoas iluminadas, exemplo para nós todos, seres egoístas por natureza e ainda mais pela cultura capitalista imposta na globalização. Eles poderiam estar ali, cuidando do seu bar e vivendo de amor na beira da praia. Porém eles escolheram pensar comunitariamente e trabalhar para manter viva a história e fomentar a cultura local que está se perdendo.

Tiki Huts, em Middle Caicos

Tiki Huts, em Middle Caicos

Turks e Caicos, Middle Caicos,

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Kennedy Space Center

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O Kennedy Space Center é parada obrigatória para qualquer pessoa viajando pela Flórida. E como a Flórida é o principal destino dos brasileiros nos Estados Unidos, eu arrisco dizer que o KSC é o único “parques de diversões” obrigatório para qualquer brasileiro na região. Homens, crianças, mulheres e idosos, muambeiros ou apenas turistas de primeira viagem, não há quem não tenha curiosidade pelo universo que habitamos. Lá neste espaço infinito pode estar a resposta para perguntas existenciais até hoje sem resposta. Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos? Uma viagem impressionante pela história da exploração do espaço nos apresenta fatos, fotos e experiências de tirar o fôlego.

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


A nossa visita começou pelo KSC Tour que inclui um passeio pelas dependências do Kennedy Center, com uma vista externa do VAB (Vehicle Assembly Building), o imenso edifício onde os foguetes são construídos.

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!


O primeiro local visitado é o LC-39 Observation Gantry, onde além de um pequeno museu, está também uma torre de observação das plataformas de lançamento de foguetes, nos quatro pontos cardeais ao redor do Cape Canaveral.
Lá também está exposta uma parte do motor do foguete que lançou o Space Shuttle. Parafernália curiosa que o Rodrigo teve a ousadia de comparar com o motor da Fiona. Já pensou se ela pudesse nos levar para o espaço?

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!


A próxima parada é o Apollo/ Saturno V Center, onde logo entramos de cabeça na aventura assistindo ao lançamento da Apollo 8 de dentro da sala de comando. Escutamos o áudio original e a sala, mesmo que vazia, reproduz as luzes, controles e até o calor, a vibração e as chamas do foguete nas janelas! Uma experiência muito real!

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


Revivemos ali a chegada do homem à lua, os momentos de tensão e frustração das missões que falharam e vidas que foram perdidas. Na sala principal vimos a imensa Saturno V em exposição, uma nave de 110m de comprimento pendurada, com as explicações detalhadas sobre suas partes, missões, história e tripulações. Foram 12 astronautas a pisar na lua em 6 missões de grande sucesso, apenas a Apolo 13 teve que abortar e ainda assim chegou com a tripulação sã e salva à Terra.

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O ponto alto da nossa visita foi o filme Hubble 3D no Imax, que não pudemos assistir em outros lugares. Foram 43 minutos de cenas reais sobre a operação completa de treinamento da equipe que aceitou a dificílima missão de salvar o Telescópio Hubble. O telescópio que descobriu supernovas e buracos negros em galáxias muito distantes estava condenado a cair na atmosfera terrestre.

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Além de resgatá-lo, a equipe precisou repará-lo e fazer um up grade tecnológico, inserindo novas lentes ainda mais poderosas. Qualquer falha significaria não apenas em um terrível prejuízo financeiro, mas no fim do nosso super olho lá fora, no espaço. A história e as cenas reais filmadas em 3D, somadas às imagens do novo Hubble foram um dos momentos mais emocionantes da viagem. O mais próximo que nós poderemos chegar do espaço, desvendando nebulosas em Andrômeda e um cânion com um berço de estrelas na Via Láctea.

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


É quando nos damos conta da nossa pequeneza... Mesmo diante das maiores belezas do Planeta Terra, seus imensos rios e montanhas, mares e continentes, vemos que somos pó.

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Se alguém aqui ainda achar toda essa emoção e conhecimento não são suficientes e que precisa de mais emoção, como uma montanha russa de algum outro parque da Disney, digo que vá então ao Shuttle Launch Experience. Um brinquedo de realidade virtual onde sentimos na pele como é estar dentro de um foguete na hora do lançamento. O projeto teve o acompanhamento dos astronautas que já passaram pela experiência e que garantem: é a simulação mais real que podemos vivenciar. Guiados por um dos astronautas, recebemos todas as instruções até o momento do lançamento, quando o simulador nos coloca na posição de 90 graus de inclinação e dispara em direção ao espaço.

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


E aí, será que consegui convencer? Mais importante que convencer, neste caso, é saber que essa possibilidade existe. Digo isso porque, mesmo sendo apaixonados pelo espaço e super antenados em tudo que gira em torno, não havíamos programado a visita ao Kennedy Space Center. Porém passando na frente não resistimos e mudamos toda a programação.

'Jardim dos foguetes', no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

"Jardim dos foguetes", no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


O Site do KSC é completo e dá todas as informações sobre como chegar, quanto pagar e quais as programações especiais podem ser feitas, como um almoço com um astronauta e programas especiais de vivência para as crianças. Inclua um pouco de cultura, história e emoção sobre a vida real na sua viagem para o mundo da fantasia.

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral, Cabo Canaveral, espaço, Kennedy Space Center, NASA , Space Coast

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Praia cor-de-rosa

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island

Um dia na praia...

Um dia na praia...


A cor da areia é rosa, um rosa bebê bem clarinho. Isso devido às conchas que se esmigalham e viram grãos cor-de-rosas, ajudando a formar esta areia colorida. O mar é azul transparente, isso por que estamos no Caribe e toda a formação da ilha é calcária, o que ajuda a filtrar a água nos seus arrecifes e praias. Em toda a praia encontramos uma alga, verdinha que parece couve refogada, beeeem fininha. São tantas algas que varrê-las já faz parte da rotina diária dos hotéis na beira da praia, todas as manhãs. Enquanto andamos observando esta cena, percebo que a praia está repleta de águas-vivas, ou “portugueses” como aprendemos por aqui e continuo rindo sozinha do nome que resolveram dar a este bicho, afinal, por que esse nome engraçado? Depois de olhar com cuidado as “portugueses” na beira da praia foi que me dei conta, não sei como isso não me ocorreu antes! Essas águas-vivas, cheias de fios daqueles bem doloridos, são conhecidas no Brasil como caravelas! Caravelas = Portugueses! Viu só, tudo tem um por que! Hahahaha! Filosofias de uma brasileira nas Bahamas... Quem agüenta?

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas


Depois de andar na praia, estudar o nosso computador de mergulho da Fun Dive e cansar de me esconder do vento enrolada na toalha, resolvemos voltar à pousada e sair para uma corridinha. Uma bela forma de conhecer a Ilha. Corremos pelas novas vizinhanças, ainda não exploradas e percebi que realmente eu não estava tão “out” quando falei dos podres de ricos. Corremos pela Bay Street até chegarmos a uma praia formada na maré baixa, uma espécie de mangue seco. Digo uma espécie, pois não consigo ter certeza se é mangue ou não, já que aqui mangue não faz lama, mesmo se fizesse a lama seria rosa, e também não tem cheiro ruim. Seguindo por esta praia passamos por várias casas onde só se pode chegar de barco. Todas elas com seus barcos e iates nos seus piers privados, mesmo que vazias. É... realmente é mais fácil viver se olhamos para baixo na pirâmide, por que se olhamos para cima vemos como ainda somos pobres!

Relaxando na praias de areias rosa

Relaxando na praias de areias rosa


Mais tarde vamos para a pousada do John, figuraça, (vocês acreditam que até no enterro do Bob Marley ele foi?) ver o sol se por na baía, escrevendo os nossos posts. Jantar na Marina Valentines onde vamos deixar uma camiseta do 1000dias fazendo parte da decoração do bar, amanhã colocarei uma foto para vocês verem. Vamos ver qual será a programação do dia. Tínhamos mergulhos agendados, mas a droga do vento nordeste (eu achei que era noroeste) estragou todos os pontos de mergulho de Eleuthera... Acho que teremos que nos contentar com os corais e a praia cor-de-rosa.

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island, Caribe, ilha, Pink Sand Beach, Praia

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Bien Venida Fiona!

Panamá, Colón

O feliz reencontro com a Fiona no porto de Manzanillo (Colón), no Panamá

O feliz reencontro com a Fiona no porto de Manzanillo (Colón), no Panamá


A correria para retirada do carro foi pentelha, mas conseguimos fazê-la em apenas 10 horas, divididas em dois dias. Começamos a correr atrás dos trâmites ontem as 13h30 e a desinformação foi o principal problema. O pessoal da Wallenos não estava muito preocupado e não sabia dar as orientações corretas. Enquanto eu esperava no táxi, aprendendo mais sobre a cidade e ouvindo as histórias do Júlio, taxista que nos acompanhou, Rodrigo batia cabeça de janela em janela do Manzanillo.

Código de barras na janela da Fiona com as especificações do 'local de entrega' (no porto de Manzanillo - Colón, no Panamá). Funcionou!!!

Código de barras na janela da Fiona com as especificações do "local de entrega" (no porto de Manzanillo - Colón, no Panamá). Funcionou!!!


Precisamos correr e contar com a boa vontade da Dona Maria para tirar o carro hoje. Durante a semana os escritórios portuários fecham às 16h e para ajudar um pouco a aduana não abre, no sábado, no domingo e muito menos segunda, que é feriado nacional. Mas Dona Maria na aduana viu a cara de desespero do Ro e resolveu ajudá-lo. Voltou ao porto no sábado pela manhã e expediu o documento que precisávamos para continuar o processo.

Após 12 dias em Cartagena, 5 deles dentro do Porto de Contecar, 1 dia cruzando o Mar do Caribe sobre o AIDA e 3 dias nos aguardando no Porto de Manzanillo em Colón, Fiona finalmente está livre!


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Quando a Fiona viu o Rodrigo ela não acreditava! Seus faróis estavam acesos e espertos e ela abanava seu limpador de pára-brisas de tanta felicidade! Foi a primeira fez que colocou suas rodas em outro continente, a América Central. Quando a viu, Ro não conseguiu se conter, a alegria foi tão grande que se emocionou e contagiou todos os estivadores e funcionários do porto que estavam ao seu redor. Eu que não podia entrar no porto, fiquei no hotel arrumando as coisas e mandando as boas energias, torcendo para que o Ro conseguisse terminar o processo hoje. Agora sim, finalmente podemos dizer que chegamos ao Panamá!

Panamá, Colón, carro, Crossing to Panamá, Fiona, Puerto Manzanillo

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