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O principal tour feito por todos os visitantes de primeira viagem na regi...
A região sudeste do Alasca é uma ponta meio isolada do mundo que poucos...
O Old Faithful é um dos geysers mais famosos do mundo. Ele não é o mai...
clenilça alves da silva(cleo) (06/02)
passei para dizer que as imagems são fantástica!!!!!!!!!!!!!!!!!!!...
clenilça alves da silva(cleo) (06/02)
olá ana ,estou na fiona com vocês ta vendo canto a canto rsrsrs!!!!!!!!...
clenilça alves da silva(cleo) (06/02)
Boa tarde Ana !!fantàstica essa cachoeira ,que bom esse encontro de aven...
Lucia (06/02)
Oi Ana, que fotos mais lindas. Adorei as da caverna. Passando rapidinho ...
clenilça alves da silva(cleo) (04/02)
olha eu aqui de novo, Ana concordo com você . DEUS e perfeito em nossas ...
Tartaruga durante mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)
Depois do nosso dia de folga de mergulhos, hoje selecionamos os pontos para fazer a nossa despedida em alto estilo! Selecionamos um dos melhores e mais distantes pontos de mergulho no mar de fora, iuias, além de Pedras Secas I, que já havíamos mergulhado com outro perfil. Assim além do Haroldo poder conhecê-las, nós poderemos explorá-las por completo.
mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)
As condições estavam sensacionais, ainda que com um pouco de correnteza, conseguimos nos posicionar bem em Iuias, nos protegendo da corrente no próprio paredão e vimos muita vida. Lagostas criadas fora da toca, moréias, uma raia prego imensa, cardumes de pirajibas e ainda ficamos nadando um tempão com uma tartaruga linda. Subimos da sua base, a quase 30m de profundidade, até o cabeço que fica a apenas 4m, com muita vida e muita luz. Mergulho sensacional!
Hora de subir ao final do mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)
Saímos de um mergulho como este para outro ainda melhor, 50m de visibilidade, correnteza de leve a moderada e todas as condições para explorarmos os cânions e cavernas das Pedras Secas.
Pequena caverna de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)
Além da imensa diversidade de corais, esponjas e cores, vimos ainda barracudas, lagostas e cardumes entocados. Parece uma cidade submarina, é maravilhoso!
Barracuda gigante durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)
O Mateus, fotógrafo da ciliares registrou tudo para não precisarmos depender apenas da nossa memória. Voltamos todos exultantes! Bela despedida, mesmo enjoando com este terrível mar de fora eu voltei para o porto já com saudades.
Voltando do mergulho na Corveta, em Fernando de Noronha - PE
Fizemos a fotinho final da tripulação, faltou só o Maza que estava lá manobrando o barco, mas fica aí também a recordação do nosso mestre da embarcação! Noronha Divers, Fernandão, Guilherme, Maza e Mateus, registramos aqui nosso muito obrigada pela bela temporada de mergulhos dos 1000dias em Noronha!
Com o Fernando, nosso guia de mergulhos e o Mateus, fotógrafo da Ciliares, em Fernando de Noronha - PE
A tarde aproveitamos para trabalhar, descansar, ver as fotos na Ciliares e ainda dar um último mergulho na Praia da Conceição. Na Ciliares conhecemos a Fernanda e a Sueny, nossas novas amigas que também estavam empolgadíssimas para um forrózinho no Bar do Cachorro hoje. Infelizmente o forró foi cancelado pela chuva, mas conseguimos encontrá-las mais tarde na Tratoria do Italiano. Tomamos uma cervejinha e curtimos o som ao vivo muito bom. Rolou até um show especial da sobrinha de Zé Ramalho! Acreditam? A Sueny é sobrinha do Zé, inacreditável, o negócio tá no sangue mesmo! Depois de tanta animação eu e o Haroldo não agüentamos e demos uma esticadinha com as meninas para tomar uma saidera no bar do Andrade. A chuva não estava ajudando mesmo, nem brega lá estava rolando, mas com papo bom das meninas fomos dormir as 4 da manhã! Eeeelaiá! Não podíamos ir embora de Noronha sem um pé na jaca mesmo.
Formação de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)
A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
O sol demorou a baixar, quanto mais ao norte, mais tarde ele irá se por nesta época do ano. Nove e meia da noite e alguns raios solares ainda estavam no horizonte. Nosso alojamento quentinho era um convite à preguiça, o cansaço dos últimos 3.400 quilômetros queriam nos afastar do nosso principal objetivo, esperar lá fora pela Aurora Boreal.
A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
O céu estava estrelado, a lua começava a despontar no céu, a temperatura estava abaixo do ponto de congelamento, -4°C, -6°C. Não poderia esperar nada diferente disso, estamos no Alasca! Tínhamos apenas que torcer para o céu continuar estrelado e com a atividade solar elevada. A previsão ontem dizia que a aurora estaria entre 4 ou 5/10, o que é ótimo. Quanto mais alto este índice, mais ela se amplia e pode ser vista até em Anchorage.
um inesquecível show de luzes da Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
Tomamos um banho bem quentinho, vesti todas as roupas possíveis, peguei meu saco-de-dormir no carro, queijos e um bom vinho na mão. O kit aurora boreal estava pronto para sentarmos lá fora e esperarmos. Nos disseram que a melhor hora era entre meia-noite e duas horas da manhã, mas ela pode acontecer a qualquer momento e algo me dizia para ir logo para fora. Fui, sem kit, sem máquina nem tripé, só dar uma conferida e quando saio pela porta vejo aquela nebulosa verde crescendo no céu, uma torre vertical com formatos arredondados. Fabulosa! Simplesmente mágica! Corri para dentro, chamei o Rodrigo, peguei a câmera e o tripé e sem sentir frio algum fiquei assistindo a esse espetáculo natural.
A Aurora Boreal faz desenhos nos céus de em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
A aurora é um evento físico que acontece quando partículas solares são capturadas pelo campo magnético e atraídas para os polos da terra. Quando elas entram na atmosfera se chocam com as moléculas de nitrogênio e oxigênio e este choque resulta em uma descarga luminosa. Estas luzes podem ser verdes, vermelhas, azuis, roxas e brancas. Na maioria das vezes o verde é a cor predominante e apenas com uma atividade muito elevada as outras cores irão se manifestar. Ficamos lá fora por mais de uma hora, a aurora dançava do norte ao sul, leste a oeste por todo o céu! Às vezes ela se esvaía, diminuía por um tempo e quando menos esperávamos voltava a dar surtos mais fortes e pintava o céu de verde novamente. Um espetáculo indescritível que só presenciando ao vivo e a cores, é possível compreender.
Expedição 1000dias e a Aurora Boreal, em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
Ainda teremos chance de ver a aurora na noite de amanhã, depois de uma viagem à Brooks Range e às tundras do norte. A aurora é viciante, depois de vermos uma vez não podemos esperar para encontrá-la novamente em mais uma noite acima do Círculo Polar Ártico.
A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
Essa Zilda deve ser importante mesmo por aqui! Ela tem um complexo de cachoeiras e até um cânion com o seu nome! Este cânion esculpido pelas pedras foi carinhosamente apelidado de “A Racha da Zilda”. Andamos 15 minutos até a margem do rio e continuamos subindo pelas pedras que formam uma paisagem sensacional. Claramente as rochas sedimentares se formaram em camadas e um abalo sísmico, que deve ter ocorrido milhões de anos atrás, abriu o pequeno cânion, deixando a água passar e formar a incrível e gélida racha.
Voltando da RTacha da Zilda pelo leito do rio em Carrancas - MG
Chegamos à primeira cachoeira e toda aquela natureza estava lá, só nos esperando. Também, que outros malucos apareceriam lá em plena quinta-feira, no lugar de água mais gelada da região, sem sol algum? Pois é, enquanto o Ro se preparava para entrar na cachoeira, quase foi pego no flagra por dois caras que estavam chegando. Muito simpático e empolgado com o mais esperado dos passeios aqui de Carrancas, o Ro logo puxou assunto. Vejam como o diálogo se desenrolou, assim que ele falou que íamos entrar na racha:
Cara: Mas nem pensar, de jeito nenhum! Vocês não vão entrar lá! Ainda bem que eu cheguei aqui!
Rodrigo: Vaaamos sim, lugar lindo desse, você já entrou lá?
Cara: Ah sim, tenho uma agência de aventuras aqui, entramos de rapel por cima e saímos aqui. Para entrar lá tem que ter todo o equipamento. Vocês têm equipamento?
Ana: Que equipamento?
Cara: Roupa de neoprene, ou pelo menos um colete salva-vidas. Essa é a água mais fria que temos por aqui! Vocês tão malucos, vão morrer lá!
Ro: Mas morrer do que?
Cara: Hipotermia! Câimbra!
Ro: Num morro não! De frio num morro, qualquer coisa volto!
Cara: Vocês são do sul?
Ro: Sim! (cara de pau, adora jogar na cara que é mineiro, mas quando interessa fala que é sulista!)
Cara: É, vocês podem estar acostumados com água fria, nós mineiros aqui não agüentamos não! Uma vez vim com uns ingleses, eu já com 3 câimbras e eles estavam bem, vermeeelhos, mas bem... Mas você tem idéia da profundidade do poço que tem ali? Não tem onde se apoiar, pode se afogar! (Xiii, coitado do moço, foi falar isso justo para quem?)
Ro: Imagina, eu sei nadar! Me garanto!
Cara: Então aproveita para ir lá enquanto estamos aqui, até o sonrisal pelo menos vocês conseguem chegar...
Resumi a conversa, ainda teve um papo de que os donos das terras estão se reunindo para organizar a exploração turística do local. Montar uma infra-estrutura, colocar guias, equipamentos e cobrar por isso, é claro. Até por que tem histórias de pessoas que tentaram ir além ou no lugar errado e acabaram se machucando. Enfim, ele e o cliente dele ficaram se divertindo de longe nos olhando.
Estudando uma maneira de ultrapassar o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Subimos a rampa até o sonrisal, ficamos lá uns 15 minutos estudando e pensando: pulo ou não pulo? Entro ou não entro? Eu queria muito entrar, o lugar parecia maravilhoso, mas eu já estava com frio e depois do que “o cara” falou, confesso que fiquei ressabiada.
Tentando vencer o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Eis que o Ro resolveu enfrentar bravamente a água gelada e subiu o sonrisal, panelão de água com uma pequena queda de correnteza bem forte. Vendo aquilo, me enchi de coragem e pulei atrás. Com a ajuda do Ro foi mais fácil que eu pensava! Dali pra frente bastava conseguir agüentar o gelo!
Lutando contra o frio, após ultrapassar o Sonrizal, na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Paredões de pedra de uns 30 metros de altura e mais 5 submersos, formam o cânion estreito e em cada corredor, poços de água verdinha. Encontramos sim, algumas agarras e pedras para nos apoiar em cada estreitamento, para deixar o corpo parcialmente fora do gelo d´água. O último salão é o útero da Zilda, como “o cara” apelidou, tem uma cachoeira linda, naquele cenário praticamente lunar, se a lua tivesse água!
Piscina após o Sonrizal
Quando voltamos, ué, cadê o cara? Acho que ele ficou ali só até passarmos o sonrisal... De duas uma, ou viu que éramos bravos e safos, ou parou de se divertir conosco e não quis arriscar ter que nos ajudar, caso algum morresse hipotérmico.
Felizes com o maravilhoso passeio na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Detalhes técnicos:
A máquina fotográfica ficou, pois o Ro pensou que poderia bater nas pedras enquanto nadávamos para penetrar a racha. Quando voltamos o Ro pulou no sonrisal novamente para buscar a máquina e entrarmos no cânion. Ali mesmo tiramos algumas fotos e a maioria saiu embaçada... droga de case, ainda não pegamos a manha de fotos “molhadas”. O coitado do Ro, nesse chassi de grilo, já estava tremendo mais do que eu! Afinal, essas minhas gordurinhas tem que servir para alguma coisa! Sendo assim resolvemos ir embora e gravar as imagens das profundezas da Racha da Zilda, apenas na nossa memória. Para nos deixar ainda um pouco mais indignados, só nos demos conta que nos esquecemos de levar a nossa câmera filmadora, quando já estávamos sequinhos, começando a voltar para o carro.
Abraçando uma gigantesca sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
O Sequoia National Park é o segundo parque mais antigo dos Estados Unidos, criado em 25 de setembro de 1890. Desde então foi aumentando a sua abrangência, ganhando as áreas da imensa General Grant Tree e Kern Canyon e uma imensa Floresta Nacional que faz as suas fronteiras com o Kings Canyon National Park.
A magnífica paisagem do Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA
Um dos estopins para a criação do parque foi a exploração massiva das coníferas comuns e das sequoias, principalmente na área do Hume Lake, que chegou a abrigar uma vila imensa em torno da uma madeireira. Imagens desoladoras de troncos flutuando sobre o antigo lago hoje fazem parte apenas da história deste parque. Aos poucos a natureza foi recobrando o seu espaço e as admiráveis sentinelas do tempo continuam ali para contar a história.
Natureza exuberante no Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA
Nesta terra de superlativos nada é grande o suficiente diante das Big Trees. As Redwoods no norte da California, são as mais altas, chegando a 112m de altura. As sequoias, por sua vez, chegam a 95m, porém sua a base pode chegar a mais de 12m de diâmetro e sua massa a mais de 1.220.000 toneladas! Além disso, elas estão entre as árvores mais antigas do mundo, podendo viver mais até 3.200 anos!
Tentando abraçar a "General Sherman", a maior árvore do mundo, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
As sequoias vivem no clima temperado e são encontradas em seu meio natural entre os 1.500 a 2.000 m de altitude na Sierra Nevada. Resistentes a fungos, insetos e ao fogo, sua genética se desenvolveu a ponto de tornar estas árvores praticamente imortais. Os principais motivos de morte são os tombamentos, pois suas raízes são superficiais e a erosão da terra e o próprio tamanho da árvore causam a sua queda natural. Na queda elas abrem espaço para suas irmãs e filhas crescerem mais fortes, deixando a luz do sol entrar e tirando da frente outras espécies de coníferas.
A cor avermelhada das sequoias do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Quando tombados, seus troncos continuam exercendo um papel importantíssimo na floresta, pois como possuem uma decomposição extremamente lenta, eles se tornam abrigo para todos os tipos de animais que vivem nestas florestas, já que o problema não é tamanho, servem de casa inclusive para os lindos Black-Bears (ursos negros), bem comuns nesta região. Um dos túnel logs que encontramos foi utilizado como abrigo por antigos indígenas e até como estábulo para uma tropa da cavalaria americana. O mundo passa e ela ainda está ali, imóvel e implacável.
A enorme raíz de uma sequoia caída há quase 100 anos, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Um dos maiores aprendizados nessa floresta é a compreensão do ciclo natural da vida, onde o fogo tem papel fundamental para a renovação e sobrevivência desta espécie. As coníferas são conhecidas pelo alto nível de combustão de suas folhas, por isso quando introduzidas em áreas não naturais, podem causar danos terríveis.
Um pinheiro normal fica minúsculo comparado a uma gigantesca sequoia, que está muito atrás, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Já aqui elas fazem o seu papel, ateando fogo à mata, abrindo alamedas para o sol penetrar na floresta, matar os fungos e insetos daninhos e dar espaço para as árvores mais fortes se reafirmarem no seu meio natural. As cicatrizes destes incêndios podem ser vistos nas sequoias, fazem parte da sua vida e ajudam a semear as sementes, que após o incêndio encontram um solo virgem e bem adubado pelas cinzas, terreno ideal para as babies sequoias começarem a sua marcha rumo a eternidade.
Semente de sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Interior de galeria de arte em Trinidad - Cuba
Se você gosta de galerias de arte popular e contemporânea, artesanato, música, bons bares, restaurantes e cafés, Trinidad é o lugar! Eu achei que não encontraríamos um lugar como este em Cuba, pois aqui a quantidade de pequenos e atrativos negócios nos faz praticamente esquecer que estamos em um país comunista.
Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba
Trinidad foi considerada Patrimônio Histórico pela Unesco em 1988 e não é difícil entender o porque. Ruas de paralelepípedo, casas coloniais ao redor das suas diversas praças e passeios que lembram muito a atmosfera criativa que encontramos em Tiradentes, Minas Gerais. Porém é só caminharmos nos arredores da Plaza Mayor que as maracas e os güiros, a guitarra tres e a conga dos grupos de son e salsa te trazem rapidinho à boa e velha Cuba.
A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba
Apenas caminhar por entre as casas, saboreando a riquíssima arte popular cubana e ouvindo a trilha sonora das ruas de Trinidad já satisfaz a nossa curiosidade. A batida afro-cubana, os vendedores ambulantes, crianças brincando, jovens jogando baseball e os senhores sentados na calçada, jogando dominó ou apenas vendo a vida passar.
Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba
Além do museu a céu aberto, a cidade ainda oferece uma penca de museus de história, arqueologia, arquitetura, de mártires, o museu romântico ou da luta contra os bandidos, são museus para todos os gostos.
Jogo de dominó nas ruas de Trinidad, em Cuba
Até poeta trabalhando como carregador nós encontramos na praça, em seu caderno de poesias nos deu uma aula de geografia. Perguntou de onde éramos e respondemos Brasil. Aonde no Brasil? “Uma cidade no sul, menos conhecida, Curitiba”, respondemos. Pasmem, lá foi ele encontrar o seu poema feito para a cidade de Curitiba! Leu também o poema à Belo Horizonte, em homenagem ao mineiro do grupo.
O simpático e culto poeta de rua em Trinidad,- Cuba
“Eu viajo com os meus poemas, não preciso sair de Cuba, sou feliz aqui.” Depois dessa é claro que ele se tornou o nosso personagem do “Soy loco por ti América – Cuba”.
Morador de Trinidad, em Cuba
Enquanto Rafa e Laura continuaram caminhando pelas ruas da cidade, aproveitando aquele horário mágico para os fotógrafos, eu e Rodrigo aproveitamos para subir o Cerro de La Vigía, o ponto mais alto a apenas 30 minutos de caminhada do centro da cidade. Lá do alto avistamos o mar, o rio e toda Trinidad, enquanto o sol dourava o horizonte e romanticamente se despedia de mais um dos nossos 1000dias.
A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba
Trinidad vista do alto do Cerro de La Vigia (Cuba)
No caminho de volta passamos pela Casa de La Trova para uma água e um mojito, enquanto assistíamos ao ensaio dos trovadores e músicos que se preparavam para tocar. Todas as maiores cidades cubanas possuem uma Casa de La Trova, que reúne artistas que mantém a tradição da trova e de músicas como o son, salsa e as clássicas baladas do Buena Vista Social Club, Compay Segundo, entre outros.
Ensaio de música cubana para o show da noite na Casa de La Trova em Trinidad - Cuba
A noite ficou ainda mais animada na balada jovem no Bar Las Cuevas, uma discoteca construída dentro de uma caverna aos pés do Cerro de La Vigía. Um cenário de filme de vampiros, uma festa absurda com música eletrônica bem eclética que ia dos sucessos de tecno-pop à salsa e o reggaeton. Só para vocês terem uma ideia, quando entramos estava tocando o atual sucesso mundial “Ai se eu te pego” do Michel Teló! Nem aqui em Cuba conseguimos escapar! Está aí a prova viva de que Cuba não está alienada das atualidades do mundo capitalista.
Balada em uma disco dentro de uma caverna em Trinidad, - Cuba
Sol da manhã na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG
Nos dias em que temos que pegar estrada, o nosso desafio é sempre ter algo interessante para falar, além de “fizemos as malas, arrumamos as coisas e pegamos estrada para “x” lugar”. Bem, hoje além de toda esta função, finalizamos os afazeres “do lar”: buscamos as roupas na lavanderia, levamos a Fiona par um último ajuste no eixo dianteiro e fomos buscar uma encomenda no mercado municipal.
Partida do nosso hotel em BH - MG.
Para quebrar o dia conseguimos marcar de almoçar com amigos em um restaurante oriental-vegeteba delicioso. Encontramos novamente com a Karina e a Sandra e ainda conhecemos a sua mãe, responsável por estes dois filhos jóias que conhecemos, a Ká e o Dudu. Além delas, finalmente consegui reencontrar um amigo que conheci há exatos 5 anos na viagem que fiz para a Bolívia e o Perú, o Zé Elias. Estávamos em um micro-ônibus de La Paz para Copacabana, eu e Luiz Henrique e ouvimos os mineiros falando: Zé, Ronaldo e Mércio. A sintonia foi tanta, que mudamos parte do nosso itinerário de viagem para acompanhá-los até o Cânion Colca e às Linhas de Nazca. O Zé tem uma academia e uma agência de aventura, organiza corridas de aventura, dá consultoria de viagem para mochileiros, muito bacana! (www.brouaventuras.com.br) Foi ótimo reencontrá-lo e de quebra ainda ganhamos um fogareiro para as nossas incursões para montanha, valeu Zé!
Curtindo o visual na Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG
Ainda faltava hoje encontrarmos algo interessante para contar, então pegamos estrada de BH rumo ao Topo do Mundo. Chegamos no final da tarde na cidadezinha chamada Brumadinho na Serra da Moeda. Fica a 30 minutos de BH e foi muito recomendado por várias pessoas que conhecemos durante a viagem aqui em Minas. Subimos bastante, mas quando transpusemos as montanhas foi que conseguimos entender a fama! Um lugar super charmoso, com uma vista maravilhosa! Lá em cima as atrações são duas, o restaurante Topo do Mundo, que só funciona de sexta a domingo, e a pousada Estalagem do Mirante. A pousada é um charme, chalés de montanha, com todo o conforto e vista até onde os olhos conseguirem enxergar. O por do sol estava meio esfumaçado, infelizmente, pois haviam muitas queimadas nas fazendas próximas.
Belo visual da Pousada Mirante da Serra, em Brumadinho, próximo à Belo Horizonte - MG
A noite comemoramos os nossos 150 dias de estrada, tomamos um belo vinho e jantamos à luz de velas no restaurante da pousada. Um destino romântico que vale a pena ser visitado, pelo menos por uma noite, só se preparem pois vocês não vão querer ir embora. Aqui já estamos mais perto do nosso próximo destino, o Museu Inhotim.
Mergulhando em cenotes na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto divulgação, de Luis Leal)
Toda a Península do Yucatán foi formada basicamente sob o mar, corais e sedimentos marinhos que passaram por inúmeras fases de crescimento em um mar de águas quentes e ricas em vida marinha, e outras inúmeras fases emersas em uma rígida era glacial. A movimentação de placas e outras forças geológicas formaram assim uma imensa planície de rocha calcária, rocha hiper solúvel, cavando sistemas imensos de cavernas e rios subterrâneos na região que hoje conhecemos como Península do Yucatán.
Gran Cenotel, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Vale lembrar que a região possui outro acidente geográfico famoso, uma imensa depressão de terra ao norte de Mérida, na região de Progresso, formada pela queda do gigantesco meteoro que extinguiu os dinossauros. Ao olho nu não se pode notar, pois depois de milhões e milhões de anos ela já foi coberta por outras camadas de sedimentos. Os satélites, porém, a perceberam por sobre ela existir uma leve variação na ação da gravidade, já que a massa compactada pelo impacto é maior. Há quem diga que alguns dos cenotes na região foram abertos pelos estilhaços deste gigantesco meteoro, mas a teoria mais aceita e correta é que estas grandes aberturas, grutas ou cavernas que dão acesso aos sistemas subterrâneos inundados do Yucatán, foram formados pela dissolução e/ou colapsos nos pontos mais frágeis da rocha.
O magnífico cenote Pet Cementery, cheio de formações, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
A colorida vegetação da parte iluminada do Cenote Car Wash, em Tulum, no Yucatán, sul do México
Há milhares de anos os “dzonots” (cenotes no maya yucateco) intrigam e causam curiosidade nos mayas que habitavam a região. Fonte de água límpida e refrescante em uma região quente e seca, muitas vezes os cenotes eram utilizados para rituais em homenagem ao Deus Chaac, Deus da Água. Em Chichén Itzá esqueletos e artefatos ritualísticos foram encontrados no Cenote Sagrado.
Final de mergulho, saindo do Cenote Dos Ojos, em Tulum, no Yucatán, sul do México
Depois de uma rápida passagem pela praia e as Ruínas de Tulum com a Valéria, demos uma volta pelas ilhas da costa de Quintana Roo e pelas Ruínas da Ruta Puuc, no estado de Yucatán, retornamos a Tulum com um objetivo: explorar os cenotes e cavernas da região.
Final de mergulho, saindo do Cenote Dos Ojos, em Tulum, no Yucatán, sul do México
Antes mesmo de sairmos do Brasil nós nos preparamos com longos treinamentos de mergulho técnico e mergulho em caverna, apenas para este momento. Este era um sonho antigo que eu tinha e quando contei ao Rodrigo ele foi o primeiro a incentivar e mais, resolveu me presentear o curso de mergulho em caverna.
Nosso inesquecível mergulho no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Saímos do Brasil com o segundo nível de treinamento nesta área dos mergulhos técnicos, a certificação conhecida como Intro to Cave. Mergulhamos na Mina da Passagem (Mariana, MG), nas cavernas da Flórida e finalmente chegamos ao grande objetivo, os cenotes mexicanos. Aqui, porém, os buracos são literalmente “mais embaixo”. A complexidade da navegação por estes túneis é imensa e uma das grandes causas de morte de mergulhadores treinados e experientes.
Mergulhando em total escuridão no Cenote Dos Ojos, em Tulum, no Yucatán, sul do México
Assim, resolvemos não apenas mergulhar, mas aproveitar a oportunidade para unir o útil ao agradável e subirmos mais um nível de certificação. São várias as escolas e operadoras de mergulho técnico na região, nós escolhemos a Dos Ojos Dive Center, indicada por outros mergulhadores que conhecemos aqui no México. O Luis está na região há mais de 15 anos e conhece estes cenotes como a palma da mão.
Aluno e professor de mergulho em cavernas, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Além disso, nos passou muita segurança e conseguiu montar um esquema bem bacana para nos atender. Durante uma semana tivemos aulas práticas dentro e fora d´água, aulas teóricas e muita conversa sobre os casos de acidentes acontecidos nas mesmas cavernas que nós íamos mergulhar. Ele organizou uma programação de treinamentos com mais de 300 horas de mergulhos nos cenotes e fechamos o nosso curso IANTD Full Cave. O Luis foi ótimo, teve uma super paciência revisando conceitos teóricos já meio esquecidos pelos viajantes aqui e soube aproveitar ao máximo o nosso potencial e tempo para sairmos dali seguros do que estávamos fazendo.
O Luis descarrega os tanques no cenote Car Wash, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
1° DIA - CENOTE DOS OJOS (20/02)
O belo cenote Dos Ojos, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
O Sistema Dos Ojos é um dos mais longos sistemas de cavernas no mundo, com mais de 82 quilômetros, 28 diferentes cenotes (entradas) e o túnel mais mais profundo já explorado, a 119,1 metros, no Pit, um dos principais cenotes deste sistema. O seu nome se refere à sua entrada principal, formada pela união de dois cenotes que se assemelham a dois olhos (dos ojos, em espanhol). Foi aqui, na sua entrada principal, que começamos a nossa semana de mergulhos nos cenotes mexicanos.
Tanques cheios para os nossos mergulhos no cenote Dos Ojos, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
O Luis queria nos conhecer melhor embaixo d´água e neste primeiro dia nos levou ao Cenote Dos Ojos, fazendo um primeiro mergulho pela área de cavern da Barbie Line, dando tempo para nos acostumarmos novamente com a dupla nas costas, ajustando bem o equipamento, trim e flutuabilidade. O segundo mergulho já foi dentro da área de cave na Imax Line, que ganhou este nome após ser cenário de um filme Imax. Eu fui liderando o mergulho que durou em torno de 80 minutos de pura emoção, vendo as belíssimas formações, estalactites e estalagmites em uma água completamente transparente, acompanhados de pequenos peixes que pegam carona na luz dos mergulhadores para caçar os pobres camarões e outros peixes cegos que vivem dentro das cavernas. E eu achando que eles eram curiosos e aventureiros! =/
Entrando no Cenote Dos Ojos, em Tulum, no Yucatán, sul do México
2° DIA – CENOTE LA PONDEROSA ou JARDÍN DEL EDÉN (21/02)
Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
La Ponderosa é um cenote famoso por ter participado de uma novela mexicana que lhe rendeu este nome. Recentemente, porém a família evangélica que é dona do terreno resolveu rebatizá-lo chamando-o de Jardín del Edén. Um cenote de águas verdes, cheias de plantas aquáticas e peixes é um lugar famoso entre os turistas para passar o dia nadando e se divertindo. Um cenote sem formações e espeleotemas e por isso é o escolhido pelas escolas como local de treinamento de alto impacto para os cursos de mergulho em caverna.
Placa de avisos no Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Antes de entrar na água fizemos os land drills, treinamento onde remontamos as linhas guias que encontramos dentro da caverna e treinamos as nossas marcações de navegação. Carretel principal, secundário, jumps e gaps, cookies e setas (ARC – Arrow, Rope, Cookie), tudo volta a ficar vivo na nossa memória, assim como as novas regras de navegação que aprendemos.
Colocando a amarra de um jump no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Desta vez Rodrigo foi liderando o mergulho, amarrando o carretel principal na River Run Line, dois jumps conectando-nos à Circuit Line e um último jump à uma restrição. Fomos abrindo caminho em um mundo submarino subterrâneo, que mesmo sem formações, era impressionante. O sistema aqui deve ter sido sempre inundado e foi sendo dissolvido pela ação do ácido carbônico (vindo do CO2) e dissolvendo o granito. As paredes, tetos e pisos brancos pareciam um queijo suíço todo esburacado, a superfície lunar embaixo da terra. Nós fomos até os 14m de profundidade e foi quando descemos aos 12 metros que cruzamos a nossa primeira haloclina, onde a água doce e a água salgada se encontram. Como estamos próximos ao oceano, quando passamos a mergulhar abaixo do nível do mar a água salgada predomina. A mistura das duas é quase como óleo e água, a água fica turva e quase perdemos a visibilidade até cruzá-la e seguirmos pela água mais salgada e quentinha abaixo dos 12m.
Início de curso de mergulho em cavernas com o Luis, no Cenote Dos Ojos, em Tulum, no Yucatán, sul do México
No caminho de volta tivemos uma surpresa quando Luis apagou nossas luzes e tivemos que sair da caverna no escuro! Saímos bem, o que significa que o Rodrigo fez as marcações corretas na entrada. O segundo mergulho foi para recolhermos as linhas que ficaram lá dentro. Só para vocês terem uma ideia, o primeiro mergulho durou em torno e 79’, enquanto o segundo, bem iluminado e já com as linhas colocadas, durou 57’.
3° DIA – AKTUN HA ou CAR WASH (22/02)
Mergulhando em cenotes na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto divulgação, de Luis Leal)
O Cenote Aktun Há, ou Car Wash tem este nome, pois ele era realmente um “lavador de carros” até pouco tempo atrás. Localizado bem próximo da estrada que liga Tulum a Cobá, o Car Wash foi desativado e liberado apenas para nadadores, mergulhadores e o lindo crocodilo que o chama de lar. Suas águas azuis esverdeadas são repletas de vegetação de um lado, folhas vermelhas e verdes que tem um efeito super bonito embaixo d´água.
Um pequeno jacaré mora no cenote Car Wash, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Parte aberta do Cenote Car Wash, em Tulum, no Yucatán, sul do México
Fizemos um mergulho no túnel up stream, passando por um cenote conhecido como “Luke´s Hope” e fazendo um jump “secreto” para a “Habitación de las Lagrimas”. Os nomes são sempre interessantes e tem uma história por trás. Não sei em detalhes, mas Luke´s Hope foi algum caso de um mergulhador (o Luke) que se perdeu e conseguiu se salvar pois encontrou este cenote no caminho. Já o salão, dizem ter ganho este nome tamanha a sua beleza! O primeiro mergulhador/explorador que a encontrou ficou tão surpreso com a quantidade de espeleotemas que teria em seus olhos lágrimas de emoção!
Placa de advertência no cenote Car Wash, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Desta vez eu fui novamente liderando o mergulho e, mal sabia eu, tinha uma pegadinha desde o início. Treinamentos são ótimos para isso, nos fazer aprender com o próprio erro. Bem, adivinhem, o Luis nos passou o planejamento do mergulho: linha principal, passamos pelo cenote, fazemos um jump à esquerda, passamos pelo salão das lágrimas e se der tempo ainda seguimos até o próximo “T”. Lá fui eu para o que depois fui conhecer como um “Mission Dive”, um problema para mergulhadores de caverna, que não podem se perder na pressa de chegar em algum lugar e deixar de prestar atenção nos detalhes, na respiração, consumo de ar, etc. Enfim, nós não tivemos nenhum problema maior, só foi um mergulho demasiado rápido, inclusive na parte mais bonita do mergulho. Lição aprendida!
Esforço para sair da água carregando tanques duplos no Cenote Car Wash, em Tulum, no Yucatán, sul do México
4° DIA – PIT (Sistema Dos Ojos) e PET CEMENTERY (Sistema Sac Actún, 23/02)
Mergulhando em meio aos raios de luz que penetram no Cenote The Pit, em Tulum, no Yucatán, sul do México
Nosso quarto dia foi de descanso nos treinamentos, mas não nos mergulhos! O Luis já tinha outro compromisso fora de Tulum, e nós queríamos muito fazer alguns mergulhos de cavern para tirar algumas fotos bonitas. Então preparamos tudo com o pessoal da Scuba Tulum, parceira da Dos Ojos e fomos com Edwin conhecer dois dos cenotes mais impressionantes da região: o Pit e o Pet. Gostamos tanto de lá que voltamos dias mais tarde para fazer apneia e testar o nosso fôlego. Confira o post aqui.
5° DIA – GRAN CENOTE (25/02)
É preciso estar atento aos sinais na linha guia no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Finalmente chegou o grande dia! O dia em que seremos testados e finalmente avaliados para receber (ou não) a certificação de Full Cave. Mergulho em caverna é uma atividade séria e perigosa e os instrutores sabem da responsabilidade que tem em mãos, certificando um mergulhador que se não estiver preparado pode colocar a sua vida e a do seu parceiro em risco. Nós acordamos concentrados, não apenas pelo teste, mas por saber que a esta altura já deveríamos ter todas as habilidades e novos conhecimentos absorvidos bem compreendidos e como parte do nosso modus operandi.
Início de mergulho no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México
O Grand Cenote é um dos sistemas mais complexos da região, interligado com outros cenotes, linhas principais e circuitos. Alguns dos acidentes que estudamos durante esta semana se passaram neste lugar, o que nos deixa mais tensos, mas também mais alertas. Grande parte das regras de sinalização que havíamos aprendido no nosso primeiro curso, Intro to Cave, aqui no México simplesmente não podem ser aplicadas, portanto as setas a cada 50 metros sinalizando a saída e com as distâncias marcadas como vimos nos sistemas da Flórida, não existem aqui, até por que podem complicar ao invés de facilitar.
O incrível cenário do mergulho no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
O planejamento do mergulho basicamente era, dentro da nossa regra de terços, um tempo máximo de 120´, ou seja, 60´para entrar e 60´para sair. Porém havia aqui um detalhe importante, nós queríamos fazer um circuito, o que significa que se não completássemos o Cuzan Nah Loop antes dos 60’, teríamos que voltar e fechar o mergulho sem o loop. Importante lembrar que neste mergulho o Luis seria o mergulhador “fantasma”, apenas nos acompanhando, avaliando cada passo e gentilmente registrando todo o mergulho com a sua câmera sub.
No último dia, o Luis mergulha conosco com seu equipamento de fotografia, em Tulum, no Yucatán, sul do México
O incrível mergulho de quase um quilômetro pelo Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Eu lideraria o mergulho e tinha em mente tudo o que havíamos aprendido e revisado nos dias anteriores. Não acelerar e entrar em um “mission dive”, manter o passo, o trim, a flutuabilidade e o consumo de ar perfeitos, pois novamente se atingimos o nosso terço antes de fechar o circuito planejado, retornaríamos. A preocupação que me acompanhava no caminho ao cenote desapareceu assim que entramos na água.
Recolhendo a corda no final de mergulho no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Passagem mais estreita do mergulho no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Fizemos a revisão do planejamento, calculamos os tempos, terços e revisamos o nosso caminho: começamos o mergulho na linha de cavern do Gran Cenote, fizemos um primeiro salto à direita, um gap do Cenote Hotul e logo outro salto à direita na linha do Cuzan Nah Loop, que possui outro pequeno cenote próximo. Fomos tranquilos na nossa pernada de sapo, aproveitando cada minuto e cada cenário.
Fazendo a amarra inicial do mergulho no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Mergulhando pelas galerias do Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
O Grand Cenote é repleto de estalactites e estalagmites, belíssimo! As formações na área do loop são ainda mais impressionantes! Quando estávamos chegando ao nosso terço, que curiosamente estava alinhado com o tempo limite que colocamos para o mergulho, avistamos a luz natural do pequeno cenote que marcava o começo do loop! Timing perfeito! Começamos a recolher as linhas e nossos marcadores (flechas e cookies), retornando pelo gap e novamente o salto, de volta à entrada do Gran Cenote.
Chegando à zona de cavern no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Gran Cenote, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Como sempre após o mergulho vamos à nossa avaliação pós-mergulho e revisando todos os passos eu cheguei a conclusão de que tudo havia acontecido exatamente como deveria ser, tudo correu como planejado, sem nenhum erro, nenhum porém. O Luis, que cumprindo o seu papel normalmente é mais crítico e detalhista para nos ensinar, revisou sem correções e contra as suas regras, nos elogiou, felizmente surpreendido com a nossa performance! Sensacional!!! Não restava dúvidas que nós, agora, somos capazes e temos o conhecimento para explorar, em segurança, este imenso mundo subaquático e subterrâneo que forma grande parte do nosso planeta. Um privilégio para poucos malucos! Rsrs!
Fazendo a amarra de um jump no Gran Cenote, na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto de Luis Leal)
Nesta mesma noite nos encontramos no Bistrô francês de Tulum para uma conversa final, revisão de alguns temas da prova teórica e já recebemos as nossas novas credenciais! Wohooo! Full Cave Divers! \o/
Final de curso de mergulho em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Fechamos assim a nossa deliciosa rotina de aprendizagem e mergulho em Tulum. Aulas e mergulhos todos os dias das 9 às 16h, hora em que voltávamos para o nosso apartamentinho no Hotel Nadet e ainda tínhamos um tempo para ler as apostilas, descansar um pouco, recarregar as baterias (nossas e das lanternas de mergulho) e então ir para a sala de aula, para as aulas teóricas. Há muito tempo não tínhamos uma rotina em um só lugar e mesmo que em diferentes cenotes, a atividade era basicamente a mesma. Ainda que fosse uma rotina demandante e cansativa, o desgaste era bem diferente que estar na estrada, em diferentes hotéis e lugares todos os dias. Adoramos esta parada em Tulum, realizamos um sonho e saímos de lá com a impressão que foi pouco tempo. Agora sim teremos que voltar (urgentemente!) para colocar todo este conhecimento em prática, explorando e descobrindo este imenso mundo subterrâneo e submerso do Yucatán.
Mergulhando em cenotes na região de Tulum, no Yucatán, sul do México (foto divulgação, de Luis Leal)
Boteco colorido na praia de Winnifred, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Sábado cedo, acordamos em Port Antonio e descemos para o delicioso café da manhã servido na varanda da casa da Sra Lidia. Ela já estava pronta para ir à missa, com a sua belíssima roupa em estilo africano que sua filha comprou nos Estados Unidos.
A mui simpática Lidia, dona da nossa Guest House, pronta para ir à missa em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Eu me despedi triste de não poder ficar mais um dia no lugar que mais me identifiquei no país. O plano: sair de Port Antonio, passar pela Blue Lagoon, talvez uma passadinha na praia e seguimos para as Blue Mountains para dormir no Strawberry Hill com uma linda vista de Kingston. Primeira parada: Blue Lagoon. Há apenas 12 km do centro de Port Antonio, o caminho passa pela Frenchman´s Cove, uma linda praia com uma cor de água inacreditável!
O belo litoral de Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Chegamos a Lagoa Azul, um imenso blue hole de 51m de profundidade! Ela fica ligada ao mar por um estreito canal, porém possui uma fonte de água mineral que brota dos lençóis freáticos. Sua água é transparente e curiosamente turva, não por sujeira, mas pela diferença de temperatura da água do mar, quente, e da água mineral, fria.
A fantástica Blue Lagoon, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Qualquer semelhança do seu nome com o do clássico “A Lagoa Azul”, com Brook Shields não é mera coincidência, o filme foi filmado aqui! Desde então, por motivos óbvios o seu antigo nome “Blue Hole” foi substituído pelo novo “Blue Lagoon”.
A famosa Blue Lagoon, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
A sua cor é inacreditável, principalmente quando temos uma forcinha da mãe natureza e o sol a ilumina, tornando o azul escuro em um azul neon, circundado por imensas árvores e uma mata verdejante, lindíssimo!
A fantástica Blue Lagoon, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
A principal atração no local era um restaurante em um deck sobre a lagoa. Hoje descobrimos que este local foi devastado pelo Furacão Ivan em 2004! O dono do restaurante sem mais recursos para reconstruí-lo, resolveu abandonar o local. Assim, os locais já tomaram suas providências e inventaram um passeio de balsas de bambu, entrando pelo canal e circundando a lagoa. Nós, no modo econômico, fomos ali ao pequeno deck dos barcos e aproveitamos para dar um tchibum delicioso antes de pegar estrada.
Nadando na incrível Blue Lagoon em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
No caminho lembramos que Lidia havia nos indicado muito a Winnifred Beach, uma praia há 10 minutos da Blue Lagoon. Resolvemos ir lá conferir, o Rodrigo achando impossível encontrar algo mais bonito que a lagoa hoje, já estava quase desistindo. Chegando lá, a nossa reação foi idêntica: finalmente encontramos o que estávamos procurando!
Chegando à praia de Winnifred, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Uma praia natural, intocada, apenas com algumas barraquinhas de comida. Praia de areias brancas, água de cor azul neon estonteante e sombreada por algumas árvores, no estilo mais simples e natural impossível. Eu sabia que isso existia na Jamaica, só demorou um pouco para encontrarmos!
A belíssima e tranquila praia de Winnifred, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Caminhamos pela praia, conhecemos Doria, que trabalha duro todos os dias para criar os sete filhos, nesse escritório “horroroso”. Ela tem um pequeno restaurante na areia da praia onde prepara o famoso jerk chichen, arroz e feijão, vegetais refogados e bananas fritas. Prato perfeito, decidimos ficar uma horinha, dar um mergulho e almoçar por aqui.
Nosso almoço ficando pronto na praia de Winnifred, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Aos poucos a pressa de chegar nas Blue Mountains foi diminuindo, o clima relaxado neste cenário paradisíaco foi tomando conta e nós não queríamos mais ir embora! Uma pena não sabermos disso antes, teríamos mudado todo o roteiro e ficamos pelo menos mais um ou dois dias nessa região! Pesamos os prós e os contras, trocamos uma possível visão noturna do alto das Strawberry Hills sobre Kingston, pois dependeria das nuvens, por uma praia paradisíaca, em companhia dos nossos amigos rasta e as famílias que passavam o dia por ali. Até comprei um copo de bambu, para a minha coleção de “copinhos” como lembrança da Jamaica.
Vendedor de arte em bambu na praia de Winnifred, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
No final do dia ainda descobrimos que nos fundos da praia existe uma lagoa de água doce que escorre em um pequeno riacho de encontro ao mar. Batemos um longo papo com Highcliff, um rastafári que teve o pique de nos explicar parte da origem da sua religião, o significado dos dreads e como ele se converteu de cristão para rastafári. Uma figura!
Com nosso amigo rasta High Cliff, na praia de Winniefred, em Port Antonio, nordeste da Jamaica
Voltamos à cidade, fizemos uma surpresa para Lidia, que nos recebeu novamente de braços abertos com o mesmo quarto onde ficamos ontem. Mais uma volta na cidade e uma cerveja na marina, onde viajamos no tempo com antigos clipes do Micheal Jackson que fizeram história na música e no mundo.
O tradicional futebol de fim de tarde não poderia faltar na praia de Winnifred, em Port Antonio, no nordeste da Jamaica
Demorou mas encontramos exatamente o que buscávamos na Jamaica. Um lugar natural, de belezas naturais intocadas, pessoas naturais e comuns, vivendo suas vidas e compartilhando de forma verdadeira a sua cultura conosco. Os resorts de Montego Bay e a agitação de Negril também fazem parte dessa cultura, mas se você quer conhecer a verdadeira Jamaica, Port Antonio é o lugar.
Oeiras, antiga capital do Piauí
A qualidade de um guia pode modificar completamente uma viagem. Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, sem dúvida alguma tornou a nossa experiência muito mais rica e especial. Um sanraimundense formado em geografia e criado nos arredores do parque, apaixonado pelo sertão, pela história de sua cidade, cultura e todas as riquezas pré-históricas e naturais aqui encontradas. Um guardião desta tesouro, como ele mesmo falou. Foi Rafael também quem nos falou sobre Oeiras, primeira cidade do Estado, que em 1718 foi elevada à condição de capital da Capitania do Piauí.
Com o Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI
Estávamos ali tão próximos que não poderíamos deixar de conhecer a cidade mais antiga deste estado. Sabíamos que distância nem sempre quer dizer rapidez, mas não imaginávamos que seria tanto. Viemos ontem à tarde pela estrada que liga São Raimundo Nonato a Oeiras, passando por Simplício Mendes. Depois de Simplício a situação da estrada que já era precária ficou pior ainda. Completamente abandonada, com crateras na pista de asfalto e com o acostamento já tomado pela verde caatinga.
Transporte comum na Serra da Capivara e em todo o sul do Piauí
Enfim, chegamos à Oeiras, uma cidade histórica no interior do Piauí que participou ativamente da emancipação política brasileira em 1822. O casario antigo e a igreja matriz não deixam negar, Oeiras é uma cidade pequena, mas com muita personalidade. A população do município está em festa comemorando o dia da padroeira da cidade. Muito religiosos, todos participam dos festejos, novenas, quermesses e bingos de arrecadação da igreja.
Igreja em Oeiras, antiga capital do Piauí
Ficamos hospedados em na Pousada do Cônego, que fica em um casarão tombado pelo Patrimônio Histórico desde o século XVIII. A Fiona chama pouca atenção, ainda mais estacionada em frente à pousada e à principal praça da cidade, assim no dia seguinte tivemos uma ótima surpresa! Recebemos no hotel a visita de Bill, promotor de justiça de Oeiras e de Joca Oeiras, paulista radicado no Piauí há 8 anos. Joca é jornalista e na sua primeira visita à cidade logo se encantou e resolveu mudar-se pouco depois.
Com o João Oeiras, em Oeiras, antiga capital do Piauí
Trocamos entrevistas para nossos respectivos blogs, o Joca falou para o Soy loco e nós viramos notícia no Portal do Sertão, onde registraram a nossa passagem meteórica pela cidade, como bem disse Oeiras.
Veja a matéria .
Uma pena não termos ficamos mais, mas infelizmente com o cronograma apertado precisamos seguir viagem. Trocamos informações, conhecemos um pouco mais da cidade e ainda fomos agraciados com dois interessantes livros, um do próprio Joca Oeiras, Nós & Elis, que conta histórias que giram em torno da atmosfera política do bar de Teresina de mesmo nome. O segundo livro conta a história do Visconde de Parnaíba, líder político da cidade que lutou pela independência do Estado do Piauí, um dos últimos estados brasileiros a deixar de ser colônia de Portugal.
Nossa pousada em Oeiras, antiga capital do Piauí
Foi uma passagem meteórica, mas muito rica e que deixou saudades da hospitalidade e das histórias. Que bom que pudemos levar conosco estas memórias e um pedacinho delas nestes livros.
Belo pôr-do-sol no Oceano Pacífico, em Mancora, no litoral norte do Peru
Máncora é um balneário praiano localizado no estado de Piúra a 1.172km de Lima, no norte do Perú. Às margens da Panamericana, é uma das praias preferidas dos peruanos, sendo comparada por alguns guias e blogueiros como a Búzios peruana.
Praia em Mancora, no litoral norte do Peru
O centro da cidade é repleto de restaurantinhos, bares e as baladas são bem conhecidas. Lá podem ser encontrados alguns hostals e pousadas mais simples e baratas, mas o charme mesmo está em um bairro vizinho conhecida como Mancora Chica, onde estão os melhores hotéis e pousadas à beira mar. A maioria deles possui também restaurantes gourmets, spas e um ambiente suuuper relax com piscina, bar e um deck com vista para o Pacífico.
Nosso hotel em Mancora, no litoral norte do Peru
Nós encontramos um hotel chamado Punta del Sol, que não era dos mais charmosos, mas por isso também tinha um preço mais amigável. As tarifa aqui variam de 160 a 300 soles (60 a 110 dólares), podendo custar 800 soles nos hotéis 5 estrelas de alto luxo. Recentemente esta região foi notícia nos jornais de todo o país, vítima de uma grande ressaca (ou até um mini-tsunami), que teria abatido o litoral e destruído casa e hotéis à beira mar. Isso diminuiu muito o movimento e o turismo, nos contou um vendedor ambulante que conhecemos na praia. Mas como pudemos verificar, nada aconteceu, Máncora está lá, linda e formosa como sempre.
Coqueiros na praia em Mancora, no litoral norte do Peru
O tempo estava um pouco nublado, o sol deu o ar da graça durante a manhã e depois a nebulosidade tomou conta. Caminhamos na praia, mas o vento frio não me animou a ter um approach mais íntimo com o pacífico. Praia extensa e com pedras é sim muito bonita, mas confesso que, como brasileiros, estamos mal acostumados com a beleza de nossas praias. Assim aproveitamos para tomar um pouco de sol e trabalhar bastante, tentando tirar o atraso aqui nos blogs.
Nosso "escritório" em Mancora, no litoral norte do Peru
À noite demos uma volta para conhecer o centro da cidade, já era quase meia-noite e mesmo sendo sábado quase não achamos um restaurante aberto. Um bar reciclado foi a nossa salvação, com a sua pizza-brusqueta de 3 queijos deliciosa. As baladas na beira mar não nos pareceram muito atrativas, bombando um reggaeton fuerte, disputando som na mesma quadra. Havia também uma festa eletrônica free em um grande hotel à beira-mar, mas eu ainda em recuperação da infecção e com um marido ajuizado até demais, nem fomos lá para dar uma olhada.
Fim de tarde na praia de Mancora, no litoral norte do Peru
Ah! Temos novidades! Conseguimos nos encaixar em um barco de live aboard para Galápagos no dia 25 de setembro! Rafael e Laura que já estavam embarcando para Quito também conseguiram ajustar as agendas. Não teremos as suítes para cada casal, mas os mergulhos e tubarões baleia estarão lá! Infelizmente a data disponível não se encaixava com a agenda do nosso primo Haroldo, que ficou sem Galápagos e nós sem a sua visita neste ano =(
Pelicanos voam tranquilamente em Mancora, no litoral norte do Peru
Amanhã seguimos viagem rumo ao Equador!
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