1 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Alaska Há 2 anos: Alaska

Roliúde Nordestina

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus)

Dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


A região do Cariri Paraibano é velha conhecida de todos os brasileiros que prestigiam o cinema nacional. Filmes como o “Auto da Compadecida”, “Cinema, Aspirinas e Urubus” e “Canta Maria” foram filmados na região. As cidadezinhas que aparecem nos filmes, interioranas, com aquelas casinhas antigas e igreja na praça central, é exatamente a cara da cidade de Cabaceiras.

Igreja em Cabaceiras - PB

Igreja em Cabaceiras - PB


Uma área de beleza cênica ímpar no sertão do nordeste, não é a toa que a cidade é conhecida como a Roliúde Nordestina. O Museu Cinematográfico Municipal tem no seu acervo fotos, filmes e memórias dos mais de 20 filmes longas rodados na região.

Cabaceiras - PB

Cabaceiras - PB


Durante a manhã fomos conhecer o Cânion, achando que encontraríamos uma paisagem seca. Que nada! O leito de um caudaloso rio nos meses de chuva e que nesta época ainda possui algumas lagoas, que segundo Paulo, nunca secaram. Tomamos um delicioso banho de rio, com o panorama lunar formado pela erosão da água nas rochas.

Canyon do rio Soledade, região de Cabaceiras - PB

Canyon do rio Soledade, região de Cabaceiras - PB


Buraco na pedra no canyon do rio Soledade, em Cabaceiras - PB

Buraco na pedra no canyon do rio Soledade, em Cabaceiras - PB


Depois do almoço, trabalho e um passeio pela cidade de Cabaceiras, seguimos ver o pôr-do-sol na aclamada Laje do Pai Mateus. Eleito a primeira maravilha do Estado da Paraíba, o lajedo é uma imensa formação rochosa, com imensas pedras arredondadas sobrepostas.

A famosa Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

A famosa Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


Pai Mateus foi um curandeiro que viveu entre os anos de 1700 e 1800. Não se sabe ao certo se era um curandeiro indígena ou negro, fato é que sua história sobreviveu até hoje, assim como a sua casa sobre o lajeado de mesmo nome.

A casa de Pai Mateus, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

A casa de Pai Mateus, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


Une-se a esta história a crença popular no poder das rezadeiras, mulheres ou até mesmo homens, com o dom da cura. Avô de Ribamar, um guia local, já teria apagado fogo na caatinga, apenas com as suas preces.

Vista de dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Vista de dentro da Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB


O pôr-do-sol no Pai Mateus é um momento de energia e colorido especial! Os liquens alaranjados provam que o mar virou sertão, brilhando ainda mais no fim de tarde. Pedimos licença ao Pai Mateus para conhecer a sua casa e nos reenergizamos na pedra onde ele deve ter visto muitos outros momentos como este. Um elo direto entre nós, Pai Mateus e nossos mais antigos ancestrais americanos, unindo as histórias da idade da pedra e da nossa roliúde nordestina. Ah, se essas pedras falassem.

Observando o pôr-do-sol no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Observando o pôr-do-sol no Lajedo do Pai Mateus, região de Cabaceiras - PB

Brasil, Paraíba, Cabaceiras (Laje do Pai Mateus), auto da compadecida, cânion, Laje do Pai Mateus, matacão, roliúde nordestina, sertão, trilha

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Pit stop em Ilhéus e night em Itacaré!

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré

Catedral de Ilhéus - BA

Catedral de Ilhéus - BA


Hoje o dia em llhéus foi um pit stop para organizar a vida, os textos enquanto aguardava o horário do médico. Consegui um horário só à tarde, 15h30 com o Dr. Paulo Sérgio, otorrino do Centro Médico de Ilhéus. Um pouco antes aproveitamos para ver a orla próxima ao centro histórico e tirar umas fotoilas da Catedral de São Sebastião, Teatro Municipal e do tradicional Bar Vesúvio.

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA

Uma das pontes que cruzamo o rio em Ilhéus - BA


A consulta foi ótima, o Dr. Paulo fez uma limpeza geral, tirou toda a escamação que eu tinha decorrente do fungo que atacou as orelhas e viu que no geral as orelhas estão bem. Sò a direita que está com a membrana timpânica um pouco avermelhada... por isso pediu que eu fique uma semana sem entrar no mar, tome o anti-inflamatório e use o creme na orelha por mais uns dias. Vou fazer tudo direitinho, já que logo logo teremos mais mergulhos e sem eles eu não posso ficar!

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA

Jorge Amado no bar Vesúvio, em Ilhéus - BA


Saímos de Ilhéus no final da tarde para Itacaré. Mesmo no escuro já conseguimos entender por que Itacaré é diferente e se destaca no litoral baiano. Ainda na estrada passamos por uma pequena serra, Patrimônio da Biosfera. Esta serrinha é que recorta o litoral formando as diversas praias que fazem parte do município de Itacaré. Chegamos perto das 19h30 e fomos direto para uma pousada que o Rodrigo já havia ficado, alguns anos atrás. Pousadinha na beira da praia da Tiririca, longe do agito da Pituba, rua que reúne todos os restaurantes, lojas e agências de eco-turismo. Rebeca, nossa anfitriã na pousada, nos deu várias dicas da cidade, restaurantes e inclusive a balada que ia pegar nesta noite.

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA

O famoso bar Vesúvio, de Gabriela e Nacib, em Ilhéus - BA


O turismo já trouxe para Itacaré as drogas e com ela os perigos de uma cidade grande, por isso todos sempre falam para tomarmos cuidado em caminharmos por lugares vazios e escuros sozinhos. Descolados, de corpo fechado e nem por isso menos atentos, resolvemos sair andando mesmo pela cidade, afinal é a melhor forma de conhecê-la. Já temos todo o nosso roteiro gastronômico de Itacaré definido, começamos pelo Alamain, um árabe vegetariano maravilhoso! Depois de fazer o reconhecimento dos restaurantes e da Pituba paramos no Jungle para uma caipirinha, onde escolhemos as frutas frescas no que parece uma quitanda, coloridérrima. Depois de uma longa conversa com Vagner, um artesão de Cumuruxatiba que já viveu na Coroa Vermelha, quase casou com uma índia, mas acabou se apaixonando mesmo por uma canadense, com quem foi morar por um ano passando um frio "da porra" em Montreal, o Rodrigo conseguiu me arrancar do bar para irmos “embora”. Ele estava meio cansado, mas ainda assim consegui convencê-lo de ir comigo conferir a balada na Cabana Corais, na Praia da Concha. Uma bela festa onde nativos, gringos e turistas mesclados e embalados por uma banda de forró e a melhor banda de reggae da região! Meio longe de casa, voltamos andando pelas ruas vazias, ainda achei um lanche para aplacar a fome madrugal e vimos o dia amanhecer as 5h da manhã na praia da Tiririca. Que beleza, do jeitinho que eu gosto! Rsrsrs! Agora tenho que eu fazer a minha parte, conseguir acordar “cedo” para caminhar com o Ro até a Prainha!

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Interior da catedral de Ilhéus - BA

Brasil, Bahia, Ilhéus, Itacaré, balada, mar, Praia, Rio

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Mammoth Cave National Park

Estados Unidos, Kentucky, Mammoth Cave

O caminho iluminado através da Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

O caminho iluminado através da Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos


O maior sistema de cavernas do mundo, a Mammoth Cave possui 630 km de túneis e labirintos explorados até agora e este número ainda pode aumentar! Formada por rochas calcárias de milhões de anos, cavada pelo Green River, sob uma cadeia de montanhas de arenito.

Outra vez na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Outra vez na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


É incrível pensar que o calcário é formado por matéria orgânica decomposta como ossos de animais, conchas e corais. Será possível que durante milhões de anos sob este mar tão raso tantos animais tenham passado por aqui e deixado seus restos mortais a ponto de termos mais de 100m de rocha calcária acumulada?

Visitando a Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

Visitando a Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos


O tempo geológico e a formação da terra é algo tão fora de proporção para a nossa minúscula existência, que fica difícil imaginar. Super estável, esta combinação de arenito e calcário faz da Mammoth Cave um dos lugares mais estáveis e seguros em um caso de terremoto. O arenito é um material de difícil penetração para a água, portanto o calcário está intacto e possui pouquíssimas formações. Apenas em algumas sessões da caverna com fissuras verticais, a água pôde passar e criar belas colunas, estalactites e estalagmites.

Pequeno lago criado artificialmente dentro da Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Pequeno lago criado artificialmente dentro da Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


A caverna possui poucas entradas naturais, a principal delas foi fechada pelo deslizamento de terra e a maioria das entradas utilizadas hoje foram abertas no início do século XX, durante um período conhecido como The Kentucky Cave Wars. Uma região de solo pobre para o desenvolvimento da agricultura e muito acidentado para a criação de gado, a solução de muitos proprietários de terra foi a exploração turística das suas cavernas. Assim uma das saídas “criativas” desse povo foi cavar e explodir buracos em torno das suas propriedades em busca destes túneis, aproveitando o fluxo turístico trazido pela famosa Mammoth Cave. Essa corrida chegava a ser desleal, desviando e ludibriando turistas que tinham à “caverna original”. Assim todas as entradas artificiais foram feitas a década de 20, sem nem saber que estavam no mesmo sistema de caverna e várias delas são utilizadas até hoje.

Entrando na Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

Entrando na Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos


A área foi transformada formalmente em Parque Nacional apenas em 1941 após a formação da Mammoth Cave National Park Association desde 1926. Sua história, porém, é muito mais antiga.

Nossa guia e guarda-parque na Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

Nossa guia e guarda-parque na Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos


Foram encontrados indícios de que a caverna era utilizada pelos indígenas há mais de 6 mil anos. Uma das teorias seria de que estes homens pré-colombianos utilizariam a caverna para mineração da gipsita (um tipo de gesso), mineral utilizado hoje para produção de dry-wall. Para que era mesmo que os indígenas utilizavam gesso? Ninguém faz ideia.

Formações mineirais na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Formações mineirais na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


No início do século XIX a mineração de salitre, mineral utilizado para a confecção da pólvora, foi a principal atividade na Mammoth Cave, servindo como base de produção de pólvora durante a Guerra de 1812. Com a diminuição do mercado de salitre e após um grande terremoto que pôde ser sentido pelos trabalhadores, a caverna foi abandonada. Estas terras passaram por diversos proprietários até chegar às mãos de Franklin Gorin, quem queria explorá-la turisticamente. Gorin colocou seus escravos a guiar expedições dentro da caverna e um deles se destacou em sua atividade. Stephen Bishop guiava visitas à caverna entre as décadas de 1840 e 1850 e foi o responsável por grande parte da exploração da Mammoth Cave. Ele foi um dos primeiros a mapear a caverna e dar nome às suas formações e salões.

Antigo local de exploração de minério na Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

Antigo local de exploração de minério na Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos


Assinaturas de turistas qie visitaram a caverna há mais de 150 anos na Mammoth Cave, em Kentucky, nos Estados Unidos

Assinaturas de turistas qie visitaram a caverna há mais de 150 anos na Mammoth Cave, em Kentucky, nos Estados Unidos


Vários tours são oferecidos, mas dois deles são imperdíveis para você ter uma noção mais completa deste imenso queijo suíço. O Historic Tour nos leva pelos primeiros túneis explorados por Stephen Bishop, no início do século XIX. São pouco mais de 3 km percorridos em 2 horas de tour passando pelas minas e até o Bottomless Pit. O tour é muito interessante, passa por toda a história da caverna, imensos salões e túneis de calcário, porém não chegamos a ver muitas formações. Imaginem que pessoas famosas, cantores, músicos e aventureiros de todos os lados passaram por aqui apenas com lamparinas a óleo, hoje toda a caverna é iluminada.

Nossa guia mostra como eram os tours nos primórdios do turismo na Mammoth Cave, há quase 200 anos, em Kentucky, nos Estados Unidos

Nossa guia mostra como eram os tours nos primórdios do turismo na Mammoth Cave, há quase 200 anos, em Kentucky, nos Estados Unidos


Enorme escadaria dentro da Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

Enorme escadaria dentro da Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos


O Grand Avenue Tour passar por 6 km e meio de túneis e tema duração de pouco mai sde 4 horas. É um dos mais longos e passa por lindos cânions subterrâneos, imensos salões e até uma lanchonete no salão conhecido como Snow Ball, onde o teto é coberto por formações de gipsita em que lembrar bolas de neve.

Formações minerais na região de Snowball, na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Formações minerais na região de Snowball, na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


Chegando ao restaurante dentro da Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Chegando ao restaurante dentro da Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


Os minutos finais reservam as imagens mais bonitas, um salão completamente decorado com estalactites, estalagmites e colunas imensas. A belíssima Niagara Falls é a formação mais famosa e pode ser vista em tour mais curto, mas deve perder a graça apenas chegar pela porta giratória que saímos, sem ter passado antes por toda a grandiosidade da caverna, apenas para ver as formações. Elas são lindas, mais perfeitas ainda para um Grand Finale!

Formações espeleológicas na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Formações espeleológicas na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


Formações espeleológicas na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Formações espeleológicas na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


Salão todo decorado na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos

Salão todo decorado na Mammoth Cave, Parque Nacional no Kentucky, Estados Unidos


Se você conseguir fazer esta programação em um sábado e estiver querendo mais aventura, o Wild Cave Tour seria a melhor opção, pois aí se pode explorar a caverna de uma forma mais natural, passando por túneis menores, utilizando apenas lanternas em 6 horas e meia de caminhada por pouco mais de 8 km de caverna. Ainda assim você terá visto pouco mais de 1% da incrível Mammoth Cave.

Nossos companheiros de tour à Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

Nossos companheiros de tour à Mammoth Cave, a maior caverna do mundo, em Kentucky, nos Estados Unidos

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25 km de Pura Manhattan!

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos


Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos


Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Lago no Central Park conhecido por seus 'veleiros de brinquedo', em Nova Iorque - Estados Unidos

Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos


Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos


Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos


Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos

Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos


Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!

Venda de queijos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Queijos, salames e vinhos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Vnda de cogumelos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Delicioso vinho italiano no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!


Visualizar Walking tour em NY (rota aproximada - 25 km) em um mapa maior

Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, Central Park, Eataly, Highline, Manhattan, roteiro, walking tour

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Bogotá em Família

Colômbia, Bogotá

O Douglas, Amelie e Clara durante almoço em Bogotá, na Colômbia

O Douglas, Amelie e Clara durante almoço em Bogotá, na Colômbia


Às vezes demora um pouco para o jovem perceber isso, mas chega uma fase da vida em que simplesmente percebemos como os laços de família são muito fortes. Por mais que queira negar, você começa a se reconhecer em cada gesto, cada ato, cada erro e acerto, cada lição de moral, e cada decisão, naqueles que o fizeram essa pessoa tão bacana que você é hoje.

Eu já estava neste processo muito antes de começar esta viagem, pensava até que já o estava encerrando. Como se depois disso houvesse um novo ciclo e um novo status de ciência destas relações. Ledo engano. Durante a viagem fui percebendo que a nossa noção sobre estas relações familiares podem mudar, amadurecer e até se enraizar, porém este processo é cíclico e nunca irá terminar. Faz parte da nossa evolução, como espírito e como seres humanos. A distância é um fator catalisador deste processo de reconhecimento, restabelecimento, renovação e reafirmação destes laços. Aos poucos vamos nos reencontrando com nossos pais, irmãos, avós, tios, primos e nos reconhecendo em cada um deles, a cada esquina, seja em Bogotá, Iquique ou lá em Cabaceiras, Paraíba.

Com a Amelie em almoço em restaurante de Bogotá, na Colômbia

Com a Amelie em almoço em restaurante de Bogotá, na Colômbia


Às vezes também, encontramos pessoas que nos identificamos tanto que elas passam a fazer parte destas referências e volta e meia você também os encontrará dentro de ti. Estas pessoas são os nossos amigos. Como dizem alguns, “Os amigos são a família que nós podemos escolher.”

Almoço com a Joana, Douglas, Amelie e Clara em Bogotá, na Colômbia

Almoço com a Joana, Douglas, Amelie e Clara em Bogotá, na Colômbia


Esta escolha não é racional e quando vemos, ela já aconteceu! Nós estamos passando justamente por uma experiência como esta. Douglas, Clarita e sua filha de 3 anos, Amelie, são a nossa nova família colombiana.

Matamos as saudades destes momentos, hoje passamos o dia em família. Café da manhã juntos, depois cada um segue em seus compromissos, aulas e trabalhos e se encontra para almoçar. Um belo almoço, diga-se de passagem, fomos a uma parillada tipicamente colombiana. Fomos eu, Rodrigo, Angelo, Joana, Douglas, Clarita e Amelie a nos afundar de comer carne. À noite foi a minha vez de preparar o jantar, massa, queijo, vinho e uma sobremesa beeem brasileira: brigadeiro!

É engraçado como foi tudo muito rápido, muito intenso e muito natural ao mesmo tempo. Não sei se é apenas parte da imensa hospitalidade deles, somada à minha carência e saudades da família, mas a identificação foi tão forte, que hoje já nos sentimos parte da família!

Colômbia, Bogotá, Família

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Bartolomé

Galápagos, Santa Cruz, Isla Santiago, San Bartolomeu

A paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

A paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Terminou o nosso live aboard, mas não as nossas descobertas pelo Arquipélago de Galápagos. Hoje saímos explorar as belezas emersas deste paraíso ecológico. Porém, por mais que nos esforcemos, é difícil fugir de uma programação que inclua barco e muita água.

Subindo ao farol da  Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Subindo ao farol da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Saímos da Ilha de Santa Cruz, pelo mesmo porto de chegada de ontem à noite. O mesmo porto de despedida de ontem, hoje nos traz um novo dia ensolarado e super convidativo. A programação é conhecer a ilha que ontem vimos no caminho para Santa Cruz, a Ilha de Bartolomé.

Paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Um dos principais cartões postais de Galápagos, Bartolomé é uma ilha de origem vulcânica, como praticamente todas que pertencem a esta província. Uma das mais secas, esta ilha possui uma vegetação espinhosa e algumas espécies endêmicas, como este lindo cacto encontrado apenas aqui. A fauna terrestre inclui um tipo de lagartixa, aves e a nem tão terrestre assim, caranguejos, iguanas marinhas, pingüins e leões-marinhos.

Vegetação da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Vegetação da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


São 2 horas de navegação em uma lancha rápida e um day tour custa em torno de 130 a 150 dólares, incluindo o tranfer de Puerto Ayora para o porto, café da manhã e o almoço. Já na ida fizemos uma nova amiga, dinamarquesa que já viveu na Venezuela, Irã, EUA e Canadá, fala uns 5 idiomas fluentemente, incluindo alemão e sueco e é uma super aventureira! Passamos bem o tempo da viagem ouvindo suas histórias de longas remadas pelos mares do Alaska, lagos dos Estados Unidos e os planos para os fiordes no sul do Chile. Uma forma diferente de viajar e ver o mundo, espetacular!

Chegando à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Chegando à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Chegando à ilha nossa primeira incursão é um trekking rápido de 30 minutos ao alto da ilha, onde está localizado o farol. A vista mais sensacional de baías recortadas, banhadas por águas verde-esmeralda em dégradé para o azul das profundezas ao seu redor. Ao fundo vulcões e montanhas de pedras avermelhadas. A vista de quase 360° da ilha repentinamente nos lembra que ontem não era o nosso último dia no paraíso!

Barcos trazem turistás à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Barcos trazem turistás à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


À direita está o famoso Pináculo de Bartolomé e é para lá que nós vamos. Voltamos ao barco e mais 5 minutos desembarcamos nas praias paradisíacas que víamos lá do alto. Milhares de fotos e encontros bacanas. Logo que voltávamos para a praia de embarque vimos este leão-marinho saindo da água.

Leão marinho na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Leão marinho na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Tranquilamente ele saiu, caminhou até a sombra e se empanou de areia tentando se livrar das moscas chatas que estavam atazanando a sua vida. Quando nos aproximamos dele para fotografá-lo em sua sombra foi que vimos... Ela queria ficar ali ao lado do seu bebê. Este pequeno lindo teria morrido há pouco tempo, pois estava ali ainda, inteiro, em um canto daquela pequena gruta à beira mar. De repente pudemos entender o seu olhar mais triste, diferente dos leões marinhos curiosos que víamos nos nossos mergulhos.

Leão marinho depois de um banho de areia na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Leão marinho depois de um banho de areia na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Um snorkel ao redor do Pináculo e descobrimos que parte dele está ali, destroçado ao seu redor. Ele era utilizado como alvo para práticas militares pelos americanos, que usaram Baltra como base de defesa do Canal do Paramá durante a Segunda Guerra Mundial. Surreal!

Caranguejos na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Caranguejos na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Pouco antes de irmos embora ainda presenciamos o canto triste do pingüim macho, tentando agradar a sua fêmea na sua corte de acasalamento. Triiiste coitado, parecia estar morrendo. Ainda bem que eu não sou uma pinguina. Rsrs!

Pinguim na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos

Pinguim na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos


Retornamos com o mar mais duro e encrespado, terrível para os pobres turistas que ficam enjoados como eu. Já em Puerto Ayora reencontramos Friso e Henning que acabavam de voltar de um dia maravilhoso da Turtle Bay, cheios de fotos e vídeos sensacionais das iguanas marinhas na água e da praia de areias brancas e água mineral. Henning estava com uma insolação danada, ficou tão embasbacado com a beleza do lugar que se esqueceu do protetor! Fizemos o nosso jantar de despedida destes novos amigos na rua principal e reencontramos Anete, nossa amiga dinamarquesa. Lagostas na chapa, cervejinha local e muita gente nas mesinhas postas no meio da rua em um encontro mais íntimo com o povo e a culinária local. Poderíamos ficar aqui por uma semana e descobrir coisas novas todos os dias, pena que só temos 1000..

Visitando um dos cartões postais de Galápagos, a Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago)

Visitando um dos cartões postais de Galápagos, a Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago)

Galápagos, Santa Cruz, Isla Santiago, San Bartolomeu, animais, Ecuador, Equador

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Lagunas y Volcán

Chile, San Pedro de Atacama, Bolívia, Salar de Uyuni

Alguns vulcões ainda estão ativos no altiplano boliviano (a caminho do Salar de Uyuni)

Alguns vulcões ainda estão ativos no altiplano boliviano (a caminho do Salar de Uyuni)


Ontem a noite cobrimos o motor da Fiona com uma lona preta para proteger ainda mais do frio, além de utilizar o aditivo anticongelante, ainda assim ela demorou um pouco a pegar. Esta noite sem dúvida alguma foi a sua mais fria, algo entre -10 e -15°C. Nós dentro do nosso refúgio, camas gostosas, cobertas e ainda dentro do saco de dormir para -5°C passamos a noite super bem, mesmo dormindo a 4000m e altitude. Nos despedimos dos corajosos bikers alemães que seguiram pedalando hoje até as termas, isso sim é disposição!

Ciclistas alemães continuam sua travessia do Salar de Uyuni, na Laguna Colorada - Bolívia

Ciclistas alemães continuam sua travessia do Salar de Uyuni, na Laguna Colorada - Bolívia


Saímos da Laguna Colorada, e começamos mais um dia de paisagens fantásticas e cenários interplanetários. Hoje queríamos apressar um pouco mais o passo para tentar chegar direto em Uyuni, no entanto o caminho era longo e as atrações eram muitas.

Formações rochosas e muita neve no caminho entre a Laguna Colorada e o Salar de Uyuni, na Bolívia

Formações rochosas e muita neve no caminho entre a Laguna Colorada e o Salar de Uyuni, na Bolívia


Formações rochosas esculpidas pelo vento e degelo e a região das lagunas. São várias, cada uma com uma característica especial, cor, profundidade, como a Laguna Honda, e até o mal olor sempre apreciados pelos flamingos.

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia


Este último é da famosa Laguna Hedionda, que em espanhol quer dizer “fedorenta”, o solo dela possui grande quantidade de matéria orgânica e gases, parecido com um mangue. Não por acaso ali encontramos o maior número de flamingos, inclusive de jovens acinzentados que ainda não começaram a colorir suas penas em tons róseos e avermelhados.

Observando os flamingos da Laguna Hedionda, a caminho do Salar de Uyuni, na Bolívia

Observando os flamingos da Laguna Hedionda, a caminho do Salar de Uyuni, na Bolívia


Cruzamos em direção ao Vulcão Ativo Ollagüe, ao longe já podíamos enxergar ele soltando fumaça e dando sinal de vida. Encontramos até um zorro, raposinha curiosa que vive neste ambiente. Ele vinha direto em nossa direção, paramos o carro e ela começou a circundar o carro, talvez aguardando comida. Muito simpática!

Um 'zorro', ou raposa, vem nos observar no caminho entre as lagunas altiplânicas e o Salar de Uyuni, na Bolívia

Um "zorro", ou raposa, vem nos observar no caminho entre as lagunas altiplânicas e o Salar de Uyuni, na Bolívia


O dia já estava se esvaindo e o sol baixando quando avistamos um trem cruzando o Salar de Tiguana, até a península de Colcha no Salar de Uyuni. Foram pouco mais de 200km, mas o estado das estradas não nos permitiu correr muito mais e acabamos decidindo dormir em um dos hotéis de sal ali, às margens do Salar de Uyuni.

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia

Laguna Hedionda, lar de centenas de flamingos, no caminho para o Salar de Uyuni, na Bolívia


O hotel, Los Corales Hostal de Sal, é todo construído com blocos de sal e fomos os primeiros a chegar e ver o chão de sal branquinho liso como um jardim zen. A decoração meio kitsch, colorindo o branco do sal com tons rosa choque, verde e alaranjado fosforescente davam um charme diferente ao lugar.

Nosso Hotel de Sal em Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia

Nosso Hotel de Sal em Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia


Aproveitamos o pôr do sol sobre o salar, tomando uma cervejinha e trocando histórias e experiências com Krasna, nossa amiga Sandra Bullock chilena, e com Cristóbal, sempre muito falante.

Com a Krasna no Hotel de Sal de Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia

Com a Krasna no Hotel de Sal de Puerto Chuvica, no Salar de Uyuni, na Bolívia


Amanhã vamos ao ponto alto da travessia, cruzaremos o infinito Salar de Uyuni passando por suas ilhas e seguimos em direção à fronteira com o Chile. Só falta ainda descobrir o caminho, mas isso é um problema para amanhã.

Chile, San Pedro de Atacama, Bolívia, Salar de Uyuni, Laguna Colorada, Laguna Hedionda, Laguna Honda, Parque Nacional Eduardo Abaroa, Volcán Ollagüe

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Ai ai aiaiaiái está chegando a hora...

Ilhas Virgens Britânicas, Virgin Gorda - Spanish Town

Parece que foi ontem que começamos a planejar a viagem, os três meses de preparativos e planejamento e estes primeiros 40 dias no Caribe. Agora já estamos chegando ao fim, daqui 5 dias estaremos no Brasil, pegando estrada com a Fiona!

Táxi em Virgin Gorda - BVI

Táxi em Virgin Gorda - BVI


Nos despedimos do Caribe na ilha mais roots, com mergulhos maravilhosos e hoje um dos melhores snorkels no principal cartão-postal das BVIs, The Baths. Uma praia com boulders de granito com mais de 4 metros de altura/ diâmetro, formando uma paisagem super característica. Cada uma dessa BIG rocks possui buracos feitos pelas lavas dos vulcões que formaram a ilha, resultando em grutas, cavernas lindíssimas acima e abaixo do mar.

The Baths, principal atração de Virgin Gorda e de BVI

The Baths, principal atração de Virgin Gorda e de BVI


Dali até a Devil´s Cove colocamos o nosso fôlego a prova explorando todas elas, ainda mais bonitas quando inundadas, com corais, espojas e seus cardumes. Pra variar sempre querendo a nossa professora ao lado para mais dicas e mais segurança para ir ainda mais fundo. (Carol, cadê você!?!).

Caverna formada por grandes rochas em Virgin Gorda - BVI

Caverna formada por grandes rochas em Virgin Gorda - BVI


Depois de tantas ilhas, países, culturas, surpresas, mergulhos, pessoas especiais, pôr-do-sol, podemos dizer que já somos Island Hoppers super descolados. Conseguimos colecionar aprendizados importantíssimos para a viagem de carro e para as próximas vindas ao Caribe, mas principalmente para a vida! Afinal, é por isso que estamos aqui!

Devil's Bay, ao lado de The Baths, em Virgin Gorda - BVI

Devil's Bay, ao lado de The Baths, em Virgin Gorda - BVI

Ilhas Virgens Britânicas, Virgin Gorda - Spanish Town, British Virgin Islands, BVI, Praia

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Praia do Leão

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


Corveta pela manhã e uma tarde na Praia do Leão para relaxar. Depois de um pit stop na pousada e um açaí delicioso pegamos um táxi direto para lá. O mirante da Praia do Leão é maravilhoso, podemos avistar do alto toda a praia e as Ilhas da Viuva e a ilha que nomeia a praia. Alguns dizem que Ilha do Morro da Leão tem o formato de um leão marinho e seria este o motivo da praia ter este nome. Tenho minhas dúvidas, pois senão poderia ser Praia da Foca, já que esses bichos deitados são todos meio parecidos.

Admirando a paisagem da Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Admirando a paisagem da Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


A maré estava baixa e pude conhecer desta vez os travertinos formados pelos corais à beira mar. Depois da caminhada ladeira abaixo, fizemos um snorkell delicioso na Ilha da Viúva, treinando as técnicas de apnéia para ver as lagostonas há 10m de profundidade. Foram umas boas braçadas. A luz de fim de tarde no Leão é uma das mais bonitas de Noronha.

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


Aproveitamos o pôr-do-sol para voltar caminhando até a BR, ao lado da Pousada Maravilha, onde pegamos um busão para a Floresta Velha.

Últimas luzes na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Últimas luzes na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


Mais tarde comemos uma pizza maravilhosa, sequinha e fininha no bar do reggae e fomos atraídos direto para a apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro. Eu não sabia, mas o Maracatu tem ligação com os ritualismos do Candomblé, fiquei super curiosa, vou pesquisar mais. A apresentação foi linda, um show de percussão, dança e simbolismos. Chegamos no final, mas ainda deu tempo de entrar na roda e cirandar!

Apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro, em Fernando de Noronha - PE

Apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro, em Fernando de Noronha - PE

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha, Praia, Praia do Leão

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Santuário do Caraça

Brasil, Minas Gerais, Caraça

Céu noturno no Caraça - MG

Céu noturno no Caraça - MG


Ontem chegamos ao Caraça já eram quase 20h. Fomos à espera do famoso lobo-guará, amigo dos padres do Caraça que o alimentam todos os finais de tarde. A comida fica em uma bandeja atrás da igreja do Santuário do Caraça, mas infelizmente ele não apareceu. Acho que já tinha comido o suficiente um pouco mais cedo.

A Ana esperando a aparição dos lobos no Caraça - MG

A Ana esperando a aparição dos lobos no Caraça - MG


O Santuário do Caraça foi fundado em 1774 pelo Irmão português Lourenço de Nossa Senhora. Quando ele morreu deixou o santuário em seu testamento à Coroa Portuguesa que mais tarde doou para a Congregação da Missão, responsável hoje pela RPPN – Reserva Natural do Patrimônio Particular Santuário do Caraça. Lá funcionou um Colégio e Seminário durante 150 anos, um dos melhores do país, formando diversos Presidentes de Província e 2 Presidentes do Brasil. Em 1968 aconteceu um incêndio do colégio, 90 crianças estavam no prédio, no entanto nenhuma ficou ferida. Desde então o colégio deixou de funcionar, toda a estrutura antiga foi restaurada e hoje é utilizada para receber visitantes e peregrinos.

Igreja do Santuário do Caraça - MG

Igreja do Santuário do Caraça - MG


Vitrais no Interior da Igreja do Santuário do Caraça - MG

Vitrais no Interior da Igreja do Santuário do Caraça - MG


O Caraça possui uma área com mais de 10 mil hectares preservados, onde se encontram cachoeiras, piscinas naturais e diversos picos, dentre eles o mais alto da Serra do Espinhaço. Aqui devo fazer uma observação importante! Quando estivemos em Milho Verde soubemos que o Pico do Itambé seria o mais alto do Espinhaço com 2055m. Agora, com novas informações recebidas aqui no Caraça, descobrimos que esta informação estava errada. A montanha mais alta desta serra é o Pico do Sol, com 2072m de altitude.

Um dos vales do Caraça - MG

Um dos vales do Caraça - MG


Deixamos o pico para a volta, conhecemos apenas uma das cachoeiras, a Cascatona, a 6km da sede. A Cascatona é linda, imensa e a trilha muito gostosa. A volta é um pouco cansativa, uma bela subida, mas quase sempre na sombra.

Parte de baixo da Cascatona, no Caraça - MG

Parte de baixo da Cascatona, no Caraça - MG


No retorno ainda esticamos para o Cruzeiro, conhecemos o museu e o calvário onde esteve D. Pedro II em uma de suas incursões ao Caraça. Existem relatos de D. Pedro II em seu diário sobre o Caraça e suas lembranças de quando seu pai D. Pedro I esteve aqui, já o achando muito antigo. Andou por todas as trilhas, teve aulas em grego, latim, francês, espanhol e discutiu com o professor de Direito Canônico, alegando que muitas vezes havia abuso de autoridade por parte dos eclesiásticos. Além de um patrimônio natural o Caraça também é patrimônio histórico mineiro e nacional!

Santuário do Caraça - MG visto do Cruzeiro

Santuário do Caraça - MG visto do Cruzeiro


“Só o Caraça vale toda a viagem à Minas Gerais.” - D. Pedro II.
Continuamos no nosso cronograma de viagem infelizmente acelerados, para podermos fazer a América caber nos 1000dias. Finalizamos o dia viajando para Mariana e jantando em Ouro Preto. Lá encontramos o Lulu, nosso sobrinho que está viajando com a escola em um roteiro muito parecido com o nosso nos últimos 3 dias. Ao final os 30 jovens fizeram um ensaio em coro de duas músicas que serão apresentadas na peça de final de ano. Fiquei até emocionada! Nossa próxima aventura: um mergulho na Mina da Passagem aqui em Mariana.

Com o sobrinho Luís Paulo em Ouro Preto - MG

Com o sobrinho Luís Paulo em Ouro Preto - MG

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