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Caatinga Medicinal

Brasil, Pernambuco, Buique (P.N da Serra do Catimbau)

Mandacaru no Parque Nacional da Serra do Catimbau, em Buique - PE

Mandacaru no Parque Nacional da Serra do Catimbau, em Buique - PE


A visão que a maioria de nós “sulistas” temos do sertão nordestino é no mínimo ignorante. Uma cultura riquíssima até então conhecida por mim apenas através das músicas de Luiz Gonzaga e dos filmes brasileiros. A maioria destes filmes é muito caricato, como quase todos os seus semelhantes brasileiros ou “roliudianos”. Eles até mostram parte da cultura e história da região, mas contextualizadas em diferentes épocas e histórias. Por isso mesmo, antes de formarmos uma opinião normalmente vamos nos informar. Recorremos aos jornais impressos ou televisivos e é aí que caímos na grande furada de acreditar que o sertão é um lugar seco, sem vida e miserável, de uma população sem estudo e que vive apenas da bolsa família.

A chuva faz a alegria das crianças na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

A chuva faz a alegria das crianças na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


As reportagens geralmente abordam as questões mais críticas do sertão e que não são a maioria, pelo menos não agora. “Tiram uma foto do pedacinho mais seco da caatinga, arrumam um gado morto e pronto, parece que é tudo uma desgraça”, comentou o nosso guia, nascido e criado no Cariri Paraibano.

Lagarto no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Lagarto no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Quanto mais eu ando pelo sertão, mais me apaixono e ao mesmo tempo mais me envergonho de não saber disso tudo antes. Homens e mulheres fortes, guerreiros e orgulhosos de sua terra e sua cultura. Uma terra seca, sim, mas que se adaptou a isso e possui uma riqueza imensa tanto na sua fauna, quanto na flora. Criação de bode e boi, palma para alimentar o gado, e várias outras culturas, como o milho, feijão, etc. Água em abundância no subsolo, para o inverno, açudes cheios no período de trovoadas, como chamam o período chuvoso entre dezembro e fevereiro. Se a chuva cai antes é a chuva “desgraçada”, pois veio na época errada e pode atrapalhar o ciclo já formado pela natureza. As plantas e sementes secas que alimentam o gado na época de seca irão apodrecer e adoecer os animais. Nós, com a nossa visão míope de que bom é como nós vivemos no sul, não entendemos que no fim, tudo está encaixadinho, como deve ser!

Papagaio no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Papagaio no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


A fauna do sertão abriga espécies como o Tatuí, pequeno tatu, Teiú ou Tejú, grande lagarto (também conhecido como um pequeno jacaré), Lacraias, Camaleão, Lagartixas e cobras diversas, assim como várias espécies de pássaros, dentre elas os jacús, siriemas e emas.

Siriema na caatinga, região de Cabaceiras - PB

Siriema na caatinga, região de Cabaceiras - PB


A caatinga é uma vegetação extremamente adaptada à falta de água, por isso a maioria de suas plantas possui folhas modificadas, os espinhos, que ajudam a reter o máximo de água no caule. Algumas árvores parecem murchas, secas, mas a folha encolhida é uma defesa natural da planta para diminuir a perda de umidade. A barriguda também guarda no seu tronco e raízes toda a água de que irá precisar. Tudo isso nós aprendemos na escola, o que me impressionou mesmo foi a imensa quantidade de plantas medicinais encontradas nesta mata “tão seca e sem vida.”

Caatinga seca na região de Cabaceiras - PB

Caatinga seca na região de Cabaceiras - PB


Na Serra do Catimbau tivemos a sorte de encontrar o Márcio, nosso guia para as trilhas e profundo conhecedor das plantas da caatinga. Cada pedaço de pau, cactos ou flor tem uma serventia e Márcio sabia nos explicar qual é. Primeiro, qualquer cacto que víamos, achávamos que era o famoso “mandacaru”, mas aqui no Catimbau encontramos pelo menos 6 tipos diferentes de cactos: o próprio mandacaru, o faxeiro, quipá, palmatória, coroa de frade e caixacubri.

Pequeno cactus na área de exploração de bentonita na região de Cabaceiras - PB

Pequeno cactus na área de exploração de bentonita na região de Cabaceiras - PB


Mandacaru – cacto com caules mais verdes, em gomos, se cortado tem formato de estrela e espinhos mais separados. Rico em água é uma opção para alimentar os animais.

Facheiro no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Facheiro no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Faxeiro – quem não conhece achará parecido com o mandacaru, mas seu caule não tem os gomos, é arredondado, tom marrom-esverdeado e com maior quantidade de espinhos. O líquido do caule do faxeiro é ótimo cicatrizante e desinfecção de cortes e feridas.

Seiva de Facheiro (cicatrizante) no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA

Seiva de Facheiro (cicatrizante) no Raso da Catarina, região de Paulo Afonso - BA


Palma ou Palmatória – cactos mais baixo, arbustivo, possui seu caule mais arredondado e chato. Preferido para a alimentação do gado e de fácil adaptação para o plantio.

Flor da Palmatoria no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Flor da Palmatoria no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Palmatória no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Palmatória no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Coroa de Frade – nosso conhecido da Serra da Capivara e outros sertões, o coroa de frade possui um fruto pequenininho apreciado pelos passarinhos, é rosado e seu gosto é parecido com kiwi. O miolo do coroa de frade era utilizado pelos antigos para fazer um doce para as crianças que funciona como vermífugo.

Coroa de Frade, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Coroa de Frade, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Xique-Xique – Cacto mediano, mais alto que a palmatória, menor que um faxeiro ou mandacaru, possui espinhos grandes e bem pontiagudos. É apreciado como alimento pelos bodes e utilizado pelos beija-flores como base para seu ninho.

Pé de Caixacobri, espécie endêmica da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Pé de Caixacobri, espécie endêmica da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Caixacubri – Cacto endêmico da Serra do Catimbau, é parecido com o xique-xique, se diferenciando pelo miolo preto de onde nascem os espinhos. Bodes e beija-flores também o freqüentam para habitá-lo ou devorá-lo.

Malva no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Malva no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Além dos cactos, encontramos outras plantas como a Baraúna, utilizada como anti-febril, a quixabeira, para dissolver sangue pisado e a Malva, flor utilizada para os males de garganta e mucosa bucal (já devem ter ouvido falar no malvatricin, anti-séptico bucal preferido os dentistas).

Pinhão-Brabo, na Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Pinhão-Brabo, na Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Fiquei impressionada com o Pinhão Brabo, arbusto parecido com um pé de café e florzinhas vermelhas, seu caule é poderoso no combate a picadas de cobra. Os antigos aprenderam isso observando o teiú, lagarto que chega a 1,5m de comprimento e voraz caçador de cobras. Nos embates com jararacas e cascavéis se ele toma uma picada, vai até o pé do pinhão-brabo, abocanha seu caule e volta para a briga.

Seiva cicatrizante do Pinhão Bravo, em passeio na caatinga na região de Cabaceiras - PB

Seiva cicatrizante do Pinhão Bravo, em passeio na caatinga na região de Cabaceiras - PB


Foi aí que perceberam que a planta o salvava do veneno da cobra. Certa vez um homem da região foi picado por uma cascavel, sabendo que não chegaria a tempo ao hospital ou unidade de saúde, desandou a comer pinhão-brabo, desesperadamente. Conseguiu ainda caminhar até o asfalto onde foi encontrado desmaiado. O levaram para o hospital e aplicaram o soro anti-ofídico. O médico explicou que a planta não serve como soro, mas retarda o efeito do veneno e se ingerida em grande quantidade também é tóxica.

Seiva cicatrizante do Pinhão Bravo, em passeio na caatinga na região de Cabaceiras - PB

Seiva cicatrizante do Pinhão Bravo, em passeio na caatinga na região de Cabaceiras - PB


Entre as plantas utilizada na culinária estão a Baunilha, planta de onde é retirado o extrato de baunilha, ela parece uma trepadeira. Incó, fruto comestível, o Uricuri, palmeira de onde se aproveitam o palmito e o coquinho para cocada e óleo.

Fruto no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Fruto no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Até o Amargoso, frutinha parecida com a lixia, só que alaranjada por dentro e meio amarga, porém deve ser ingerida com parcimônia, pois suas folhas e, dependendo da quantidade, até as frutas são abortivas. No desespero, sem comida no meio do sertão, pode-se recorrer à macambira, bromélia bem espinhenta que possui um miolo altamente protéico e comestível.

Macambira no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Macambira no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Fechamos com o caruá, como exemplo de planta fibrosa utilizada para a confecção de cestos e até roupas pelos índios da região.

Caule e folhas espinhosas de Urtiga no Lajedo Manoel de Souza, na região de Cabaceiras - PB

Caule e folhas espinhosas de Urtiga no Lajedo Manoel de Souza, na região de Cabaceiras - PB


Depois dessa aula que o Márcio nos deu, citando apenas algumas das centenas de espécies da caatinga, impossível não olhar para este bioma com outros olhos. Olhos curiosos e apaixonados pela adaptabilidade e perfeição da natureza.

Pôr-do-sol na caatinga, região de Cabaceiras - PB

Pôr-do-sol na caatinga, região de Cabaceiras - PB

Brasil, Pernambuco, Buique (P.N da Serra do Catimbau), caatinga, cactos, Cariri, plantas medicinais, sertão

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Hasta La Vista Havana!

Cuba, Havana, Santa Clara

Rua no centro de Havana, em Cuba

Rua no centro de Havana, em Cuba


Foram pouco menos de 15 horas de ônibus de Santiago de Cuba à Havana, com direito a duas paradas. A primeira, nada agradável, foi na cidade de Guaiamiro. Acordamos com o ônibus todo esfumaçado, parecia que estava pegando fogo! Era o ar condicionado que havia quebrado. Levou alguns minutos para entendermos o que estava acontecendo, pois estávamos em um sono profundo. Como eu tinha passado mal o dia inteiro, tomei um paracetamol que tinha uma dose de dramin junto e aí já viram eu dormi até no banco da praça esperando os motoristas darem um jeito no tal ar-condicionado.

Salão da rodoviária de Santa Clara, em Cuba

Salão da rodoviária de Santa Clara, em Cuba


A segunda parada foi em Santa Clara, onde ocorreu uma das últimas e mais importantes batalhas da Revolução Cubana, liderada pelo argentino Che Guevara. Lá está o memorial sobre o Che e sua estátua. Infelizmente a parada foi de apenas 10 minutos e logo tivemos que seguir. Há males que vem para o bem, com o ar condicionado quebrado, o motorista resolveu pisar mais fundo já que as janelas eram travadas e o calor estava começando a pegar.

Homenagem a Che em Santa Clara, em Cuba

Homenagem a Che em Santa Clara, em Cuba


Chegamos pouco antes do meio dia e fomos direto para a casa da Dona Margarita. Quando ligamos para reservar ela nos disse que não teria lugar, mas gostou tanto do casal aqui que rearranjou seus hóspedes para outra casa e liberou um quarto para ficarmos, que amor! Super acolhidos e bem instalados, resolvemos ir ao mercadão de El Vedado para comprar frutas e legumes para uma sopa, receita da família para dietas e enfermos.

Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba

Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba


Fiquei cozinhando com a agradável companhia da Dona Margarita que continuou me contando histórias da sua vida, sobre seus filhos e viagens. Há poucos dias ela completou 83 anos e continua ativa e muito independente! Todos os dias vai comprar frutas e verduras frescas para o café da manhã de seus hóspedes, diz que o segredo para a sua saúde é manter-se ocupada e trabalhando sempre!

Rua de Havana, em Cuba, com o Capitólio ao fundo

Rua de Havana, em Cuba, com o Capitólio ao fundo


Aproveitamos aquela luz mágica de final de tarde para passear pela Havana Vieja, suas ruelas e seus edifícios antigos. Nos perdemos nas ruas da verdadeira Havana, a parte “feia” que poucos turistas gostam de conhecer, onde a realidade da revolução se mostra clara e cruamente, onde a simplicidade se mistura com as cores e a alegria desse povo maravilhoso.

Moradia no centro histórico de Havana, em Cuba

Moradia no centro histórico de Havana, em Cuba


Sentamo-nos na Plaza Vieja, tomamos um refresco enquanto observávamos os colegiais passando e a sessão de fotos de uma noiva. Revisitamos a Plaza de Armas onde me diverti pesquisando e barganhando na compra de um livro que Laura havia encomendado, um álbum de figurinhas da revolução cubana.

Escolares atravessam a Plaza Vieja, no centro de Havana, em Cuba

Escolares atravessam a Plaza Vieja, no centro de Havana, em Cuba


Processo de restauração da Plaza Vieja, co centro de Havana, em Cuba

Processo de restauração da Plaza Vieja, co centro de Havana, em Cuba


Todas as barraquinhas têm, a maioria é cópia do original, algumas bem feitas, outras nem tanto. Alguns deles possuíam o álbum original, todo podre caindo aos pedaços, semi-restaurado com fitas crepes. Este, pela autenticidade custaria 100 dólares ou mais! Enquanto a cópia bem fiel e inteirinha custou apenas 15. Bela compra, quem sabe um dia não faço uma cópia para mim também! Rsrs!

Prédios na Plaza Vieja, centro histórico de Havana, em Cuba

Prédios na Plaza Vieja, centro histórico de Havana, em Cuba


'Confraternização' em recanto do centro histórico de Havana, em Cuba

"Confraternização" em recanto do centro histórico de Havana, em Cuba


Hoje foi aquela típica tarde de despedida. Revisitamos lugares que havíamos gostado, descobrimos novos lugares que já não poderiam mais ser visitados, como o Museu de Guayasamín, pelo menos não desta vez. Aproveitei para comprar algumas lembranças e levar para nosso cicerone no México o melhor chocolate de Cuba, que se mantém até hoje com a mesma receita trazida pelos primeiros espanhóis que aqui chegaram.

Famosa loja de chocolate no centro de Havana, em Cuba

Famosa loja de chocolate no centro de Havana, em Cuba


Fechamos a noite no Jazz Café, bar tradicional com uma das melhores bandas de jazz da cidade, esperando Rafael e Laura chegarem para sua última noite em Cuba. O vôo deles quase foi cancelado e depois de um grande “forfé” eles conseguiram pegar outro vôo que saiu de Santiago depois da meia noite. Passaram a noite no avião e no aeroporto, já que a peregrinação para o Brasil começava as 4am no mesmo aeroporto.

Show no concorrido Jazz Café, em Havana - Cuba

Show no concorrido Jazz Café, em Havana - Cuba


Nós terminamos a noite no Submarino Amarillo, um bar temático dos Beatles e super transado. Pasmem, ele também é estatal! Impossível acreditar que Fidel tenha aprovado verba para construção de um lugar tão legal como este! rsrsrs! Fomos dormir sem nos despedir de nossos companheiros de viagem, o que só me faz crer que este será mais um até logo, os esperamos no próximo destino!

Decoração de bar em homenagem aos Beatles em Havana - Cuba

Decoração de bar em homenagem aos Beatles em Havana - Cuba

Cuba, Havana, Santa Clara, cidade histórica, Havana Vieja

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Óh linda, Olinda!

Brasil, Pernambuco, Olinda

Grafitagem em Olinda - PE

Grafitagem em Olinda - PE


Um dia de muito trabalho e menos andanças. Depois de uma semana com a rotina de mergulhos e caminhadas nas praias de Noronha, precisamos nos aquietar um pouco e deixar os blogs atualizados. A Pousada que escolhemos tem um ambiente super agradável, acolhedor e uma boa conexão. Escrevemos no pátio rodeados de mangueiras, o Ro deu um mergulho na piscina super tropical e aos poucos fomos conseguindo colocar tudo em dia.

Entrando na piscina da nossa pousada em Olinda - PE

Entrando na piscina da nossa pousada em Olinda - PE


Previsão do tempo: dia estava quente, com chuvas esparsas durante a tarde. Aproveitamos um intervalo entre as chuvas e fomos até a Creperia aqui perto para um almocinho rápido antes de começar a caminhar pelas coloridas ladeiras de Olinda. O centro histórico transpira cultura, ateliers em cada janela, músicos em cada porta, história em cada esquina. Passamos até pela Associação dos Artistas Aposentados de Olinda, fundada em 1909 e com sede própria! A cidade já super em clima de carnaval! Casas sendo alugadas para camarotes e eventos e a delegacia especial para turistas em pleno funcionamento.

Casas coloridas em Olinda - PE

Casas coloridas em Olinda - PE


Igrejas, museus de mamulengos e painéis coloridos na cidade alta, do Carmo à Sé. O pré-carnaval já está em aquecimento, ouvimos nos becos os grupos de percussão treinando e até a produção do evento de pré-reveillón com forró pé de serra e vista para o Recife. A chuva voltou e não deu trégua até a noite, voltamos para a labuta enquanto ela refrescava as ladeiras.

Cidade alta em Olinda - PE, em dia chuvoso

Cidade alta em Olinda - PE, em dia chuvoso


Toda esta criatividade também é aplicada na culinária e fomos conferir! A Oficina do Sabor é um dos restaurantes mais conhecidos e recomendados em Olinda. Provamos a especialidade da casa, Jerimum com Camarão ao molho de Pitanga e para acompanhar um delicioso vinho carmenere! Valeu a dica Julio, como você disse, valeu cada centavo!

Delicioso jantar de jerimum com camarões ao leite de coco com molho de pitanga, no restaurante Oficina do Sabor, em Olinda - PE

Delicioso jantar de jerimum com camarões ao leite de coco com molho de pitanga, no restaurante Oficina do Sabor, em Olinda - PE



Curiosidade: Abóbora, Moranga ou Jerimum?
O que o pessoal das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste chama genericamente de abóbora, é o mesmo que a turma do Norte e Nordeste chama de jerimum. São esses frutos de polpa alaranjada, "aparentados" da melancia, do melão, do chuchu e do pepino. Falamos em parentesco porque eles pertencem a uma mesma família de vegetais, que recebe o nome de Cucurbitácea.

A maior parte das espécies é originária do Peru, México e América do Norte, mas foram encontradas evidências de que ela já era conhecida aqui, na América do Sul, há mais de 5 mil anos atrás. Hoje as abóboras ocupam o 7° lugar entre as hortaliças mais cultivadas no Brasil, sendo preparadas das mais diversas formas: desde pãezinhos, doces de colher, doces cristalizados, pudins, bolos e sorvetes aos molhos e sopas requintados, servidos com pompa e circunstância nos melhores restaurantes. Existem inúmeras variedades de abóbora, sendo que as mais facilmente encontradas aqui no Brasil são:

Abóbora seca ou "pescoçuda": frutos grandes, de formato alongado, que podem atingir até 15k. Sua textura e sabor mais adocicado são ideais para o preparo de doces e compotas.

Abóbora Baianinha: frutos menores, também alongados, com casca rajada. Algumas dessas variedades são cultivadas em miniaturas, para o uso decorativo, compondo arranjos em parceria com flores.

Moranga: possui casca lisa, e arredondada e um pouco achatada em cima e em baixo, com vários "gomos".

Abóbora Japonesa ou Kabotiá: fruto arredondado e com gomos, como a moranga, mas de casca verde-escura e interior alaranjado, tendendo para o ocre. Possui um teor menor de água, sendo mais indicadas para preparações salgadas.

Fonte(s):
http://www.sadia.com.br/br/receitas/rece…
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080801193113AACb22d

Brasil, Pernambuco, Olinda,

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Nevado de Toluca

México, Toluca

Nessa foto aparecem os dois lagos do interior da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Nessa foto aparecem os dois lagos do interior da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México


Toluca é uma das grandes urbes ao redor da Cidade do México, com mais de 840 mil habitantes que participam ativamente da sua vida, emprestando trabalhadores que vão diariamente a capital apenas para o dia de trabalho, assim como Cuernavaca ao sul e Puebla a oeste.

Igreja na praça central de Toluca, no México

Igreja na praça central de Toluca, no México


O nome Toluca fez parte do nosso cotidiano enquanto dirigíamos para cima e para baixo no DF, encontrando as dezenas de placas que indicavam a 'Autopista Toluca'. A cidade, no entanto, não estava no nosso roteiro até uma semana atrás, quando fechamos o plano de aclimatação para o Pico de Orizaba.

A praça central de Toluca, no México

A praça central de Toluca, no México


O grande Nevado de Toluca, ou Xinantecatl, é a quarta maior montanha do México, um dos mais conhecidos e importantes nevados ao redor da capital e do alto dos seus 4680m de altitude é um ótimo campo de treinamento para os mais ávidos montanhistas.

A Fiona e o Nevado de Toluca, na região central do México

A Fiona e o Nevado de Toluca, na região central do México


Aos que amam montanhas, paisagens vulcânicas, lagos de degelo e um pouco de exercício acima dos 4 mil metros, é o lugar ideal para conhecer um pouco das montanhas mexicanas e adicionar ao seu roteiro algo diferente, uma pitada especial de natureza e aventura. Várias agências de turismo na Cidade do México organizam day tours para o Nevado, com transporte, alimentação e tudo.

Um dos lagos dentro da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Um dos lagos dentro da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México


Toluca está a 66km do Vale do México, apenas 1 hora de ônibus do terminal leste da capital. Foi lá que o Gera e a Valéria se encontraram para vir ao nosso encontro. Enquanto eles vinham de ônibus, eu e Rodrigo atravessávamos as montanhas e lagos entre Cuernavaca e Toluca, passando por pequenos povoados, tianguis (feiras livres) e reservas naturais em uma longa jornada pela única região ao redor da Cidade do México que não possui uma autopista. Seguimos de pueblito em pueblito, curtindo cada engarrafamento na pista simples, até o tão esperado encontro no Hotel Colonial, no centro de Toluca.

Colorida igreja em homenagem à Virgem de Guadalupe, no caminho para o Nevado de Toluca, na região central do México

Colorida igreja em homenagem à Virgem de Guadalupe, no caminho para o Nevado de Toluca, na região central do México


Um passeio pelo centro histórico da antiga cidade espanhola, um jantar bem mexicano e logo estávamos de volta ao hotel nos preparando para a caminhada do dia seguinte. Hoje foram meninos para um lado e meninas para outro, cada qual com seus assuntos e paixões. Gera e Rodrigo falando sobre suas experiências nas montanhas, enquanto eu e Val tirávamos o atraso de quase 1000dias de amizade a distancia, assunto que não acabava mais. A Val trouxe com ela não apenas a sua linda energia e alegria, mas um pedaço de casa, da minha família, de tudo o que mais me faz falta durante essa viagem... Além de umas balinhas de banana de Antonina, Hehehe, amooo!

Nas alturas, o reencontro das amigas no Nevado de Toluca, na região central do México

Nas alturas, o reencontro das amigas no Nevado de Toluca, na região central do México


No dia seguinte cedo estávamos todos prontos para encarar a nossa primeira grande montanha no México. A Val, guerreira, com apenas um dia acima dos 2mil metros lá na Cidade do México, topou a empreitada! A esta altura eu já tinha decidido que não subiria o Orizaba para poder acompanhar a Val nos roteiros de ferias. Então combinamos com os rapazes para acelerarem nos seus treinos, e nós seguimos no nosso ritmo, curtindo a paisagem e respeitando os limites do corpo e da aclimatação.

Admirando a beleza da enorme cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

Admirando a beleza da enorme cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


A montanha estava super protegida por viaturas militares, que viam o movimento na estrada da mesma barraquinha onde paramos para a nossa quesadilla de café da manha. Mal sabíamos que na volta, seriamos nós a passar pela revista da operação padrão, com direito a filmagem na televisão mexicana e tudo! Rs!

Com o Gera e a Val, tomando café já na estrada, a caminho do Nevado de Toluca, na região central do México

Com o Gera e a Val, tomando café já na estrada, a caminho do Nevado de Toluca, na região central do México


O Nevado de Toluca nos recebeu com um sol e céu azul maravilhosos, dia perfeito para uma caminhada! Cumprimos tranqüilamente a primeira etapa, subindo até o mirante do Lagos Sol e Luna.

De longe, a Ana fotografa o Rodrigo e o Gera a caminho do cume do Nevado de Toluca, na região central do México

De longe, a Ana fotografa o Rodrigo e o Gera a caminho do cume do Nevado de Toluca, na região central do México


Com o Gera, chegando à cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

Com o Gera, chegando à cratera do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


Daqui começamos a caminhada ao redor da cratera do vulcão, formada há aproximados 10.500 anos, quando se deu a sua maior erupção. Como bem havia descrito Gera, 'uma das crateras vulcânicas mais lindas que já vi na minha vida!' Aqui o Rodrigo e o Gera avançaram para o seu treino, e eu e a Val circulamos a cratera matraqueando sem parar, sinal de que oxigênio não faltava! Rsrs!

Botando o papo em dia no alto do Nevado de Toluca, na região central do México

Botando o papo em dia no alto do Nevado de Toluca, na região central do México


Toda a caminhada tem vistas maravilhosas, ângulos diferentes para as dezenas de fotografias tiradas neste dia. A etapa final da nossa caminhada de subida foi uma inacabável rampa de cinzas e pedras vulcânicas, mas que com paciência e persistência foi vencida pelas amigas, que chegaram à neve, pouco acima dos 4.400m de altitude! O Ro e o Gera, no maior pique, chegaram ao Pico Águila, a 4.625m de altura!

A Ana e a val na crista do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

A Ana e a val na crista do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


Pela primeira vez acima dos 4 mil metros, a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Pela primeira vez acima dos 4 mil metros, a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México


Lá do alto vimos os picos nevados dos vulcões Popo e Itza, a mais de 100km de distancia em linha reta, emergindo das nuvens cinzentas de poeira e poluição da Cidade do México. Uma vista rara, segundo Gera, que já esteve aqui 2 vezes e nunca tinha conseguido observá-los!

Quase no alto Nevado de Toluca, na região central do México. Ao fundo, o Popo e o Itzla, duas das maiores montanhas do país (foto de Geraldo Ozorio)

Quase no alto Nevado de Toluca, na região central do México. Ao fundo, o Popo e o Itzla, duas das maiores montanhas do país (foto de Geraldo Ozorio)


Feliz da vida, no topo do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)

Feliz da vida, no topo do Nevado de Toluca, na região central do México (foto de Geraldo Ozorio)


Bom agouro para os viajantes e montanhistas! Hoje mesmo cruzamos novamente quase 5 horas de estrada entre Toluca e Amecameca, rumo ao oeste, para continuar a temporada de montanhas. Que venha o Itzaccíhuatl!

Com o Gera e a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

Com o Gera e a Val na crista da cratera do Nevado de Toluca, na região central do México

México, Toluca, Montanha, Nevado de Toluca, Trekking, vulcão

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Linha do Equador

Brasil, Amapá, Macapá

Bem encima da linha do Equador (em Macapá - AP)

Bem encima da linha do Equador (em Macapá - AP)


Macapá, a capital do distante estado do Amapá, foi fundada pelos portugueses em meados do século XVIII. A primeira impressão é de uma cidade tranquila, que está em pleno desenvolvimento, com muitas construções em andamento. Macapá possui em torno de 350 mil habitantes, praticamente 70% da população de todo o estado. Banhada pelo Rio Amazonas, fica a poucos quilômetros da sua foz, o que faz um dos principais pontos de acesso para os surfistas da pororoca.

Entrada da Fortaleza de São José, em Macapá - AP

Entrada da Fortaleza de São José, em Macapá - AP


Chegamos tarde ontem e hoje cedo enquanto eu tirava o atraso no sono das madrugadas entre Belém e Marajó, o Rodrigo foi retirar a nossa filhota linda do Porto de Fortaleza do Igarapé. A Fiona estava lá, sã e salva depois de sua primeira viagem sozinha. Descarregamos toda a nossa bagagem na pousada para levá-la à concessionária para sua revisão dos 30mil km. Enquanto o Ro estava nessa função, eu estava em outra inacreditável. Eu acho que não comentei no post de Belém, mas quando chegamos lá resolvi mexer na minha “mala-armário” e colocar algumas roupas guardadas em uso. Quando eu abri a mala descobri que metade dela estava mofada! Vocês conseguem imaginar? Essa mala estava fechada e nós sempre cobrimos com lona as bagagens, para proteger da água da chuva que ainda entra na capota. Não sei dizer desde quando a água entrou na mala, por cima e por baixo, e como ela é meio impermeável não notamos! Enfim, em Belém eu coloquei todas estas roupas em uma lavanderia e as que não molharam e mofaram eu aproveitei para colocar no sol agora, aqui em Macapá. Pois é, sabem aquele dia de arrumar os armários? Olhem só a bagunça que virou.

Nossa tradicional bagunça, em quarto da pousada Ekinox, em Macapá - AP

Nossa tradicional bagunça, em quarto da pousada Ekinox, em Macapá - AP


Uma das nossas maiores preocupações para os próximos dias é a entrada do Rodrigo na Guiana Francesa. O estado francês exige visto dos brasileiros, já que muitos migram para lá para trabalhar e acabam se encostando nos benefícios trabalhistas (seguro-desemprego) dados pelo governo. Os oficiais da fronteira são muito rígidos e se seguirem literalmente as regras, podem não liberar o visto. Este deve ser retirado em São Paulo antes da viagem, porém ele é emitido com no máximo 3 meses de validade e nós passamos por São Paulo pelo menos 6 meses atrás. Resumo, o consulado francês sugeriu que tentássemos a sorte na fronteira e que o fato de eu ser cidadã européia (italiana) facilitaria a liberação do marido. Ainda pela manhã, o Rodrigo conseguiu contato com o Consul Honorário da França em Macapá, para os assuntos específicos entre Brasil e Guiana Francesa. Ele não decide visto algum, mas conhece quem decide e resolveu nos ajudar enviando um email para os responsáveis. Agora temos que esperar para ver no que dá.

Entrada de alojamento na Fortaleza de São José, em Macapá - AP

Entrada de alojamento na Fortaleza de São José, em Macapá - AP


Enquanto esperamos. resolvemos explorar a cidade. Fomos conhecer a orla, que tem ninguém mais ninguém menos do que o maior rio do mundo aos seus pés, o Rio Amazonas. O rio é um canal natural para navios cargueiros, petroleiros que levam e trazem minério do porto de Santana. Almoçamos “uma chapa” na orla observando o imenso rio de águas barrentas, brincando de adivinhar as suas margens opostas e observando a fila de navios que se formava.

Finalmente, o Rio Amazonas! (em Macapá - AP)

Finalmente, o Rio Amazonas! (em Macapá - AP)


Fomos buscar a Fiona na concessionária da Toyota onde fomos muito bem atendidos, pessoal simpaticíssimo que ficou super empolgado com o projeto da viagem. Até trocamos impressões e informações com um deles que morou em El Salvador e viajou bastante pelos vizinhos, Honduras, Guatemala e Panamá.

Fiona na concessionária, após a revisão dos 30 mil km, em Macapá - AP

Fiona na concessionária, após a revisão dos 30 mil km, em Macapá - AP


Macapá é a única capital brasileira que está na latitude zero e possui um monumento que marca este fato. O Marco da Linha do Equador é um lindo monumento que simboliza este paralelo tão presente em nossos livros e mapas, dividindo o hemisfério sul do hemisfério norte. Uma curiosidade é que o estádio de futebol da cidade, o Zerão, é cortado exatamente ao meio pela linha do equador.

Sol atrás do monumento da linha do Equador, em Macapá - AP

Sol atrás do monumento da linha do Equador, em Macapá - AP


No final da tarde fomos ao Forte São José, primeira construção da cidade, foi em torno dele que Macapá se desenvolveu. Comemorando este ano seus 299 anos, a fortaleza é uma das maiores e mais bem preservadas estruturas deste tipo que já visitamos. Uma bela vista para o rio e a luz do sol poente deixaram este cenário ainda mais bucólico, fácil de imaginar a boa vida dos soldados que ali viveram, sem ter nunca entrado em uma batalha.

Dentro da Fortaleza de São José, em Macapá - AP

Dentro da Fortaleza de São José, em Macapá - AP


Mais tarde resolvemos jantar no restaurante Canto do Baiano. O Rodrigo queria o tucunaré na manteiga, famoso aqui na região, mas acabou cedendo à gula ao suculento filhote recheado com banana e castanha-do-pará, hummm! Ainda bem que é um baiano já bem macapaense.

Fortaleza de São José, vigiando o Rio Amazonas, em Macapá - AP

Fortaleza de São José, vigiando o Rio Amazonas, em Macapá - AP

Brasil, Amapá, Macapá, Forte São José, latitude zero, linha do equador, Rio Amazonas

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Middle Caicos

Turks e Caicos, Middle Caicos

A água do mar é um convite, em Middle Caicos

A água do mar é um convite, em Middle Caicos


Middle Caicos é hoje o que Providenciales foi há 20 anos atrás. Uma ilha tranqüila, dividida em pequenos vilarejos com apenas 300 habitantes que vivem da pesca, agricultura de subsistência e artesanato. Chegamos à Middle Caicos e fomos direto ao Mudjin Harbour, sem saber muito o que esperar. Sabíamos que havia ali um resort (pra variar) e uma trilha que passava por algumas praias. Bem, só posso dizer que este resort soube escolher muito bem o local para se fixar. Dragon Cay, em Mudjin Harbour é sem dúvida a praia mais bonita que já estivemos em Turks and Caicos. A formação calcária da ilha construiu aqui vários penhascos, cavernas e reentrâncias esculpidas pelas ondas, o nosso bairrismo nos faz pensar que é uma paisagem que caberia perfeitamente em Fernando de Noronha. A paisagem é de tirar o fôlego, o mar tem o degrade de todos os tons, do mais azul mais profundo ao verde mais transparente.

Vista de Dragon Cay, em Middle Caicos

Vista de Dragon Cay, em Middle Caicos


Já havíamos nos programado para fazer a Crossing Place Trail, uma trilha que costeia estes rochedos, passando por sete praias, uma mais linda que a outra. Iniciamos a trilha já com o sol forte e com muito vento, mas mesmo assim os pernilongos não perdoaram, eram centenas nos perseguindo, ainda bem que eu não ouvi o Rodrigo e comprei o OFF, foi a nossa salvação. A trilha não era fácil, andamos boa parte dela em uma barreira de corais seca e quebradiça só imaginando que este lugar deve ficar sem receber uma alma sequer durante meses!

Lixo na praia, durante caminhada em Middle Caicos

Lixo na praia, durante caminhada em Middle Caicos


É, mesmo assim os navios de cruzeiro ou mesmo os de carga se fazem presentes aqui tão longe, com os quilos e mais quilos de lixo que encontramos pelo caminho. Não é possível, deve haver alguma solução para isso! Eles simplesmente fecham galões plásticos com todo o seu lixo dentro e atiram ao mar. Revoltante! O mínimo que poderiam fazer seria trazê-lo de volta ao continente para providenciar a reciclagem. Se eles podem carregar contêineres de produtos ou sete mil pessoas, por que não poderiam ter um compartimento para destinar o lixo reciclável?
Andamos mais um pouco e logo depois da quinta praia encontramos mais um lago repleto de flamingos, logo ali, tranquilos, tomando o seu café da manhã. Voltamos por outra trilha um pouco mais fácil, mas ainda mais lotada de mosquitos! Dá-lhe off e pernas pra que ti quero!

Flamingos, em Middle Caicos

Flamingos, em Middle Caicos


Logo em seguida, passamos pela Indian Cave, uma caverna que teria resquícios dos primeiros habitantes da ilha. O meu bravo e amado marido foi lá ver a caverna, eu não tive coragem de sair do carro. Foi a cena mais hilária! Ele saiu do carro e foi imediatamente devorado por dezenas de mosquitos! Em um tapa matou cinco! Correu até a janela do carro, pegou o Off comigo e foi todo xexão1 correndo para a caverna, tentando se esquivar dos pernilongos.

A próxima parada, Bambarra Beach, uma praia tranqüila onde acontece o anualmente o Valentines Day Cup Model Sailboat Race, fiquei intrigada com este campeonato aqui, tão longe, mas logo depois obtive a explicação. Fizemos uma parada estratégica na Bambarra Village antes de retornarmos à Provo. Mal sabíamos o que nos esperava, sem dúvida um capitulo a parte.

1 – Xexão - um grande xexas.
2 – Xexas - palavra nascida na família Briza Junqueira que significa fofinho, cheio de graça. Não é fácil explicar, eu levei quase 4 anos para aprender o seu real significado, mas é por aí.

Turks e Caicos, Middle Caicos, Praia, trilha

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Art of Another Kind

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

O Museu Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

O Museu Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


Escolher um entre tantos museus nesta cidade é quase uma afronta ao universo cultural e artístico que forma a aura de Nova Iorque. Inúmeras galerias e museus como o National Museum of the American Indian, Museum of Jewish Heritage, Chinese in America, Whitney Museum of American Art, Skyscreaper Museum, Museum of Sex, Rubin Museum of Arts, Museum of Modern Art, American Museum of Natural History, Neue Galerie, New Museum of Contemporary Arts, Museu das Finanças Americanas, Museu da Cidade de Nova Iorque e o grandioso Metropolitan Museum of Art (ufa!), isso para citar apenas alguns deles. Então, se você não mora em Nova Iorque ou não veio passar um mês rodando apenas pelos seus museus, terá que escolher.

Em frente ao Metropolitan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Em frente ao Metropolitan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O Museu de História Natural e o Metropolitan são imperdíveis, o que facilita um pouco a decisão. Porém a melhor forma de decidir é definir qual é o seu maior interesse, com que tipo de arte, história ou cultura você se identifica mais e pronto. Ir a um museu só por que o guia ou alguém lhe disse, pode ser perda de tempo. A arte ou o tema a ser explorado deve ressonar com a sua personalidade, cultura e história de vida.

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Nós temos andado por alguns museus, geralmente ligados à história, antropologia e afins, para entrarmos na cultura e na história dos países e cidades por onde estamos passando. Aqui em Nova Iorque a atmosfera pulsante e inventiva da cidade nos levou a visitar um dos mais renomados museus do mundo voltado à arte Moderna e Contemporânea, o Solomon R. Guggenheim Museum.

Visitando o Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Visitando o Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


O Guggenheim reuniu diferentes coleções particulares de peças produzidas a partir do final do século XIX, até os dias de hoje. Quadros puramente abstratos da coleção de Solomon R. Guggenheim's, de sua sobrinha Peggy Guggenheim's com esculturas e pinturas surrealistas e abstratas e uma gama imensa de arte impressionista, pós-impressionista, minimalista e conceitual de artistas de diversos países, do Japão, Europa e Estados Unidos, representam a arte mundial.

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


"Art of Another Kind” é a exposição de artistas abstratos do período pós-guerra, entre 1949 a 1960, um momento de transição de culturas e muita arte experimental. Os artistas buscavam uma nova forma de expressar seus medos, angústias e aspirações para o mundo, quebrando conceitos tradicionais e utilizando novas técnicas para ampliar suas fronteiras artísticas. Cores, movimentos, luzes e novos materiais colocados de forma aparentemente aleatória, imprimem nas telas a psique e as emoções vividas naquele período.

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Interior do Guggenheim, na 5a Avenida, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Outro destaque é a exposição dedicada exclusivamente ao artista russo Vasily Kandinski, um dos pioneiros da arte abstrata, com obras entre 1911 e 1913. A ambição de Kandinski era integrar outras formas artísticas como a música e a literatura em sua obra, promovendo uma troca de sentidos e instigando a sua audiência a ouvir um quadro, ou ver as cores e formas das notas musicais. Uma viagem especial neste universo abstrato moderno.

Não posso terminar este post sem citar aqui a obra de arte que é o próprio edifício onde está localizado o museu. Primeiro projeto do arquiteto Frank Lloyd Wright erigido na cidade de Nova Iorque, no ano de 1953. Sua forma circular e uma rampa quase infinita faz a visita ainda mais lúdica e interessante. Infelizmente não podemos fotografar as exposições, mas espero ter conseguido instigá-los a visitar e conferir o museu pessoalmente! A exposição “Art of Another Kind” vai de 8 de junho a 12 de setembro de 2012, ainda está em tempo!

Veja aqui mais informações e um vídeo sobre a exposição.

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, arte, museu

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Auyantepui e o Salto Angel

Venezuela, Canaima

Depois da chuca, o Salto Angel com muito mais água, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Depois da chuca, o Salto Angel com muito mais água, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Auyantepui, um dos maiores tepuis da Venezuela não apenas em altura, mas também em área é o cenário de muitas histórias, muitas lendas e muitas aventuras. A mais conhecida delas é a destemida aterrisagem feita pelo aviador americano Jimmie Angel, no ano de 1937. Ele sobrevoava a montanha em busca do “El Dorado”. Após a aterrisagem forçada seu avião não tinha mais como decolar e ele, dois companheiros e sua esposa ficaram longos 11 dias presos no alto da chapada de pedras até conseguir encontrar uma rota de descida. Este fato tornou o Auyantepui conhecido entre os aventureiros de todo o mundo e em sua homenagem a cachoeira mais alta do mundo foi batizada de Salto Angel. Seu avião foi retirado do topo do tepui anos mais tarde pelas Forças Aéreas e hoje podemos vê-lo em frente ao aeroporto de Ciudad Bolívar.

O magnífico Auyán Tepui, onde está o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela

O magnífico Auyán Tepui, onde está o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela


Nuvens cercam o Salto Angel, criando uma paisagem ainda mais mágica no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Nuvens cercam o Salto Angel, criando uma paisagem ainda mais mágica no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


Recentemente com o resgate dos nomes e tradições indígenas o salto volta ao seu nome original, dado por integrantes da tribo Pemón que vive na região há muitas gerações. O Auyantepui, “Montanha do Deus do Mau” sempre foi visto com temor e ares de mistério por estas tribos. Porém hoje são as belezas naturais do temido e gigantesco tepui que sustenta estas comunidades que vivem em torno do turismo. Apenas na Vila de Canaima são mais de 2 mil moradores, que além de suas atividades de pesca e artesanato, já estruturou pousadas e restaurantes para atender a demanda turística.

Arquitetura moderna do Centro Comunitário da vila de  Canaima, no sul da Venezuela

Arquitetura moderna do Centro Comunitário da vila de Canaima, no sul da Venezuela


Comitê de recepção à Canaima, no sul da Venezuela

Comitê de recepção à Canaima, no sul da Venezuela



Excursão ao Salto Angel


Existe basicamente uma forma de chegar ao Salto Angel: voando. O Salto está em meio à floresta venezuelana protegida pelo Parque Nacional Canaima. Esta região é rodeada por florestas, rios e tepuis, montanhas em formato de mesa, ou chapadas como chamamos no Brasil. O acesso principal é o pequeno aeroporto a Vila de Canaima, onde já existe uma grande infraestrutura turística de pousadas, hotéis e restaurantes, além do barco necessário para chegar à base da cachoeira. A outra vila de acesso é Kavac, bem menos acessível e pouco utilizada.

Avião no pequeno aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela

Avião no pequeno aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela


Agências de turismo organizam os tours desde de Ciudad Bolívar ou Ciudad Guayana e custam em torno de 250 a 300 dólares os mais baratos. Se você quiser um hotel mais confortável às margens da Lagoa de Canaima como o Venetur e afins, o custo por pessoa deve subir para algo em torno de 500 dólares pelos mesmos 3 dias.

Venda de aertesanato no aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela

Venda de aertesanato no aeroporto de Canaima, no sul da Venezuela


Nós organizamos nossa excursão ao Salto Angel partindo de Ciudad Bolívar, com a agência de turismo que opera dentro da Pousada Don Carlos, no centro histórico. Foi um dos melhores preços que conseguimos (250 dólares) já incluindo os tranfers aéreos, de barco, hospedagem em Canaima e noite em acampamento próximo ao Salto Angel e toda a alimentação.

Nosso refúgio na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela

Nosso refúgio na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela


O tour foi bem organizado, as comidas caseiras, mas bem saborosas e o acompanhamento do guia local ok, sem muitas informações já que ele era bem calado, mas perguntando e provocando até que ele interagia. Nos próximos posts segue o diário de bordo do nosso roteiro de 3 dias até o Salto Angel.

Confira a série completa de posts!
1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
2º Dia - De Canaima ao Salto Angel
3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel

No barco, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

No barco, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Venezuela, Canaima, Angel Falls, Cachoeiras, parque nacional, Parque Nacional Canaima, Salto Angel

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Tümpisa: O Vale da Vida

Estados Unidos, Califórnia, Death Valley

Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


O local hoje conhecido como Vale da Morte já era habitado a mais tempo do que podemos imaginar. A tribo indígena Timbisha Shoshone há muitos anos chama o imenso vale de lar. Nesta terra de extremos eles se adaptaram e aprenderam a viver com as mais altas e as mais baixas temperaturas, pouca água e fonte de alimento escassa. A sabedoria milenar deste povo os fez viver em comunhão com a natureza do vale que batizaram de Tümpisa, que significa na sua língua o “vale da vida”.

Death Valley visto do mirante Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Death Valley visto do mirante Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Mosaico de cores no fundo do Death Valley, visto da Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Mosaico de cores no fundo do Death Valley, visto da Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


O Death Valley foi assim batizado após 1849, quando a Corrida pelo ouro na costa oeste começou. Os homens que se aventuravam tentaram encontrar caminhos alternativos para a atual Califórnia. Um grupo que passou pelo vale perdeu suas mulas e um homem que não aguentaram a árdua tarefa de cruzar o deserto árido e escaldante. Conta a lenda que despedindo-se do vale um deles teria dito “Goodbye Death Valley” ou “adeus vale da morte”, e o nome ficou.

Caminhando no leito seco do lago da Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Caminhando no leito seco do lago da Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Hoje o dia prometia uma longa programação, começando cedo pelo Zabriskie Point, 16km ao sul de Furnace Creek. Um mirante para uma cadeia de montanhas amareladas que mais parecem imensos sulcos na terra.

O incrível Golden Canyon, visto de Zabriskie Point, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

O incrível Golden Canyon, visto de Zabriskie Point, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


21 km mais ao sul subimos aos 1.669m de altitude em um dos mirantes mais famosos do parque, o Dante´s View. Lá temos uma vista maravilhosa de toda a área que conhecemos ontem, o Salar Badwaterbasin, ponto mais baixo do continente americano e toda a cadeia montanhosa que está em constante movimento. As placas tectônicas que formam o vale continuam em movimento, aqui elas se encontram e enquanto o fundo do vale desce, a Panamint Range continua se elevando.

Turistas no alto de Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Turistas no alto de Dante´s View, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


O retorno é por um cenário bem conhecido pelos mineradores, que no início da busca pelo ouro encontraram aqui o bórax. O ouro só foi encontrado depois, ao leste de onde hoje se localiza o parque. Por este cânion passava a Twenty Mule Team, carroagens puxadas por 20 mulas que transportavam todo o minério até a ferrovia. Hoje o parque ainda não está totalmente livre da cobiça dos mineradores, que continuam a exploração nos seus arredores e ainda brigam por ampliar suas áreas dentro das fronteiras da reserva.

As famosas charretes de vinte mulas, da época da mineração no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

As famosas charretes de vinte mulas, da época da mineração no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Fizemos um pit stop em Furnace Creek para um último banho de piscina e uma boa ducha, já que a noite será em um camping mais selvagem, longe de tudo e todos. Nos abastecemos e seguimos mais 88km ao norte, direto para o Scotty´s Castle.

O exótico Scotty´s Castle, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

O exótico Scotty´s Castle, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


A corrida do ouro sofreu uma brusca decaída em 1912 e as empresas mineradoras começaram a buscar outra forma de ganhar dinheiro com a estrutura que haviam montado, começando a divulgar a região para o turismo. Zabriskie, vice-presidente da companhia mineradora de Borax, foi quem redirecionou o negócio com um incrível empreendedorismo e usou suas linhas férreas para colocar turistas de todos os lados aqui, no Death Valley. Isso sim é ter visão!

Ficamos minúsculos ao lado da enorme cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Ficamos minúsculos ao lado da enorme cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Construído em 1920, o castelo foi parte da lenda que atraiu os primeiros turistas ao parque, Scotty e seu amigo viviam ali e recebiam curiosos que vinham de longe para ouvir suas histórias sobre aquela terra distante e sobre os aventureiros que passavam por ali. Hoje o castelo virou um museu que conta parte dessa história.

Pequeno vulcão ao lado da cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Pequeno vulcão ao lado da cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


A próxima parada foi a 13km dali, no Vulcão Ubehebe. Sua primeira erupção foi apenas há 2 mil anos atrás, imagino que os Timbisha Shoshone devem ter ouvido de longe! A explosão criou um cenário de outro planeta, a cratera principal, magnífica, que desvendou as camadas de rocha multicoloridas e outras crateras menores nos seus arredores. A caminhada de uma hora ao redor da cratera vale a pena, ainda mais no final da tarde quando aquela luz mágica deixa as cores ainda mais intensas.

A impressionante cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

A impressionante cratera do vulcão Ubehebe, no norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Até este ponto rodamos apenas por estradas pavimentadas e perfeitas, porém daqui em diante seguimos por estradas de terra e pedra por mais 43km para chegar ao nosso destino final no roteiro deste parque nacional, o Racetrack.

As incríveis pedras que se movem e seus rastros, na Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

As incríveis pedras que se movem e seus rastros, na Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Quem gosta de assistir reportagens sobre natureza e fenômenos inexplicáveis já deve ter ouvido falar das “pedras que andam”. Eu já tinha ouvido falar, mas não sabia que este fenômeno acontecia aqui! Uma vez um imenso lago, hoje uma planície de argila fina e seca que abriga as tais rochas caminhantes. Nenhum cientista conseguiu explicar ainda como o fenômeno acontece, principalmente pelas marcas deixadas pelas pedras acontecerem em uma superfície completamente plana e em diferentes direções!

Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Leito seco de antigo lago na parte norte do Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


A teoria mais aceita é que em períodos de chuva, raros por aqui, a base do lago recebe uma fina camada de água que se congela com as baixíssimas temperaturas da noite. O movimento da pedra então seria facilitado, deslizando pelo gelo com um empurrãozinho dos fortes ventos que sopram de todas as direções com uma força tremenda! Parece até fazer sentido, mas se você pensar, que vento consegue arrastar uma pedra de 40kg?

As incríveis pedras que se movem e seus rastros, na Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

As incríveis pedras que se movem e seus rastros, na Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


Fomos montar o nosso acampamento com o resto de luz e com essa incógnita na cabeça. Camping selvagem, vento e muito frio nesta área mais alta do parque, com uns poucos vizinhos nos arredores. Comemos um miojo, que àquela altura parecia delicioso e tomamos uma deliciosa garrafa de vinho, californiano, é claro!

Felizes com o dia magnífico, acampados ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Felizes com o dia magnífico, acampados ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA


A lua cheia nasceu mais tarde iluminando toda a paisagem, deixando até a furtiva e curiosa raposa fácil de ser descoberta. Na lua cheia é sempre mais difícil de dormir, em uma barraca gelada então? Quase impossível. É nessa noite que nos despedimos do Tümpisa, o vale da vida que já nos deixa saudosos sem nem termos ido embora.

Noite de lua cheia e maravilhosa no acampamento ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

Noite de lua cheia e maravilhosa no acampamento ao lado do Race Track, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA

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Até logo, mar!

Brasil, Bahia, Mangue Seco

Pôr-do-sol do alto da duna em Mangue Seco - BA

Pôr-do-sol do alto da duna em Mangue Seco - BA


Mangue Seco é uma vilazinha de pescadores tranqüila do outro lado do Rio Real, que faz a divisa entre os estados de Sergipe e Bahia. O acesso mais utilizado é através da cidadezinha de Pontal em Sergipe, onde atravessamos de barco ontem no final da tarde. Outra forma de chegar até aqui é através da Costa Azul, um povoado um pouco mais ao sul que dá acesso à praia, por onde o carro ou bugs trafegam na maré baixa.

Bugues carregados de turistas chegam em Mangue Seco - BA

Bugues carregados de turistas chegam em Mangue Seco - BA


A caminhada da vila até a praia é tranqüila, em 15 minutos pela praia às margens do rio, mangue e sobre as dunas que formam a paisagem onde foi filmada a novela Tieta. Será que é do tempo de vocês? “Tieta do Agreste, lua cheia de sertão...”

Homenagem à Tieta, nas dunas de Mangue Seco - BA

Homenagem à Tieta, nas dunas de Mangue Seco - BA


A praia é belíssima, mar grande e revolto, meu tipo de mar preferido para praia, pois posso me divertir furando ondas e lutando para ficar no mesmo lugar.

Fazendo cooper na praia com sol e lua! (em Mangue Seco - BA)

Fazendo cooper na praia com sol e lua! (em Mangue Seco - BA)


Depois de nadar, fazer meus exercícios diários, caminhar e até dar uma corridinha, tomamos uma água de coco e um pastel bem sequinho na barraca do Jurandir e nos despedimos do mar. Vimos o pôr-do-sol de cima da duna mais alta de Mangue Seco, com uma vista fantástica 360°. O mar de um lado, do outro o futebol sobre as dunas, o rio, a vila e o manguezal e seus bancos de areia que afloram na maré baixa. Aos poucos o visual todo mudou de cor e ficando prateado, iluminado pela lua crescente.

Lua quase cheia em Mangue Seco - BA

Lua quase cheia em Mangue Seco - BA


Bela despedida do litoral, amanhã iremos iniciar nosso tour pelo interior do nordeste. Nosso destino? Chapada Diamantina, Serra da Capivara, Serra das Confusões, dando um pulinho até em Teresina para fazer a revisão dos 20mil km da Fiona. Voltaremos para o litoral direto para Noronha no dia 10/12, nada mal. Mar, até logo!

Fim de tarde em Mangue Seco - BA

Fim de tarde em Mangue Seco - BA

Brasil, Bahia, Mangue Seco, Praia, Rio Real

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