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Blog da Ana - 1000 dias

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Trâmites Portuários

Colômbia, Cartagena, Panamá, Colón, Cidade do Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o  envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Alguns dos documentos requeridos ou processados para o envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Há duas formas de enviar o carro, ou por contêiner ou como carga solta, também conhecido como Ro-Ro. A princípio pensamos em fazer o transporte da Fiona por contêiner, nos diziam ser muito mais seguro. Porém, o preço é quase o dobro e aí teríamos que contratar um agente para fazer os trâmites, o que não diminuiria muito o nosso trabalho, pois precisamos estar presentes em todas as inspeções e definições no porto.

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Do tal agente portuário, estamos esperando resposta até agora, com custos e opções. Se quiserem a indicação de alguém, Rodrigo conheceu uma agente no porto que pareceu agilizada. Embora não tenhamos contratado ela ajudou Rodrigo e Patrício nas idas e vindas entre a Sociedade Portuária e o Contecar.

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá


Coloco abaixo uma planilha comparativa com as informações gerais. Deixando claro que esta foi a nossa experiência, para ajudar os que planejam esta viagem a ter uma noção de como funcionam as coisas. As regras podem mudar de uma hora para outra e tampouco somos especialistas em trâmites portuários. Aí vai:

TRANSPORTE DE UM CARRO ABAIXO DE 20m3
(Cubicagem média de uma van ou uma caminhonete tipo Fiona)

Dúvidas mais frequentesCarga SoltaContenedor1000dias
Empresa de CargasNaves ColômbiaSea Board MarineNaves Colômbia
Agente portuárioNão obrigatório. Se quer mesmo assim, custa em torno de US$ 165,00Agente obrigatório, honorário incluido no custo abaixo.Rodrigo Junqueira, vulgo maridão.
Tempo médios p/ trâmites (sem contar feriados e fds)4 dias4 dias11 dias
Quantos dias para ingressar o carro no porto?Dois dias antes do navio aportar.Pode-se ingressar antes, pagando a bodegagem dos dias excedentes.12 dias
Quanto tempo para o transporte?Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. 1 dia
Quantos dias para desembaraçar o carro no Panamá?1 a 3 dias1 a 3 diasa confirmar
Seguro de Vida (com liberação da adm. portuária)Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros.Fizemos com Liberty por 2 dias e pedimos extensão por mais 3.
Custo de bodegagem no Contecar (primeiros 3 dias gratuitos)US$ 5,00 por dia (aprox.)Varia conforme o volume do conteiner.2 dias - 17 mil pesos
Inspeção DIANDia de entrada no porto.Dia de entrada no porto.17/nov
Inspeção Anti-NarcóticosDia de chegada do navio.Dia em que o carro é colocado no conteiner.Reagendada 3 vezes, feita no dia 20/11.
Nível de EstresseAltíssimoMédioSurreal
Pior que pode acontecerFurtos pequenos no veículo.Mais burocracia, por isso deve-se contratar o agente.Quase tudo!
Preço Médio (aproximado)US$ 900,00US$ 1.600,00US$ 900,00


DOCUMENTOS EMITIDOS NO PROCESSO

Documento colombiano da Fiona

Documento colombiano da Fiona



A sua primeira visita a Naves será bem esclarecedora e eles já lhe darão um papel com todos os procedimentos. Estes são os principais documentos emitidos durante o processo. É claro que para se chegar neles existem mais de um formulário que deve ser preenchido em cada etapa do processo, na Sociedade Portuária, DIAN e Contecar.

• Seguro de Vida - obrigatório para entrar nas dependências do porto.
• Inscrição do responsável do veículo no porto, com seguro de vida e documentação válida (passaporte) – irá liberar a entrada do responsável no porto.
• Documento de Autorização de Re-Exportação ou saída de veículo de turista (DIAN) – este é retirado com a apresentação do documento de Importação do Veículo já retirado na fronteira de entrada.
• Agendamento da inspeção do DIAN, retirado junto da autorização de re-exportação.
• Agendamento da inspeção Anti-narcóticos um dia antes da chegada do buque.
• Bill of Lading – documento que comprova o envio do carro, pagamento do frete e os impostos. Será emitido após o pagamento do frete e com o carro embarcado. Imprescindível para a retirada do carro no Panamá.

O tão desejado 'Bill of Laden', documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá

O tão desejado "Bill of Laden", documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá



GLOSSÁRIO PORTUÁRIO CARTAGENERO

Ro-Ro - "Roll in, Roll out" - traduzindo carro é dirigido para dentro e para fora do barco.
Contenedor – contêiner, aquela caixa grande de ferro feita para transporte de mercadorias.
Buque - Navio que levará seu carro.
Bill of Lading - Papel de Embarque, nosso amigo "Binladen".
Naviera - Companhias donas dos navios.
Cubicage - Metragem cúbica do seu carro - Altura x Comprimento x Largura.
Bodegage - Armazenagem.
Contecar - Porto a 15 km do centro antigo.
Sociedad Portuária - Sede admintrativa do porto em Manga, há 2 km do centro antigo.
El buque vá retrasar - Tudo aquilo que você não quer ouvir.
El buque fue cancelado - Fodeu! Espere o próximo navio.

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá

A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá


As últimas dicas que posso dar é que vocês verifiquem com a companhia naviera que fará o seu transporte, qual é a próxima data disponível, antes de ir à Cartagena. Nós ficamos 12 dias lá não só por atrasos dos buques e festas, mas também por não ter feito esta ligação. Assim vocês poderão ficar uns dias a mais em Mompós, Medellin ou mudar o roteiro sem grandes problemas. É válida a tentativa de reserva de espaço no buque por email ou telefone, garantindo que não perderão a viagem por falta de espaço. Cheguem com pelo menos 5 dias úteis de antecedência na cidade e garantam que não há nenhum feriado no período. Se algo der errado, que não seja por falta de tempo. Espero que as informações acima tenham ajudado no planejamento da próxima aventura. No mais só posso desejar uma ótima viagem e que voltem com muitas histórias para nos contar!

Colômbia, Cartagena, Panamá, Colón, Cidade do Panamá, Cartagena de Índias, Contecar, Crossing to Colombia, Naves Colombia, Panamá

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Roteiro na Gran Sabana

Venezuela, Gran Sabana

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


A Gran Sabana, um dos destinos mais distantes e complicados para a maioria dos turistas que visitam o país, é também o mais próximo e convidativo destino para os brasileiros na Venezuela. O platô de 1.400m de altitude combina savanas, cachoeiras, chapadas (tepuis) e cenários incríveis, a menos de 200km da fronteira brasileira.

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela


Seu atrativo mais famoso entre os aventureiros é o Monte Roraima, que nós já visitamos em 2007. Um trekking de 6 dias nos leva à uma das terras mais antigas do mundo, uma vastidão de pedras e cristais no topo do tepui que faz fronteira entre o Brasil, Venezuela e Guiana. O Rodrigo contou detalhes desta viagem lá no blog, veja neste link.

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela


Vindo do Brasil por terra a viagem começaria em Boa Vista, a 200 km da fronteira. A primeira cidade do lado da Venezuela é Santa Helena de Uairén, boa base para se abastecer de comida, combustível e mapas da região. O câmbio praticado atualmente é de 14 bolívares para 1 real ou 30 bolívares por 1 dólar. A cidade tem vários hoteizinhos bem justos, nós ficamos no Três Nações. Lá também existem várias agências que podem organizar o trekking para o Monte Roraima, incluindo uma passadinha na Quebrada de Jaspe, cachoeira linda e bem refrescante depois de 6 dias de caminhada.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Nós começamos o nosso roteiro pela Gran Sabana saindo da cidade de El Callao, ao norte, portanto para a maioria dos brazucas este roteiro deverá ser invertido. Após a noite na comunidade indígena Riwo Riwo, no Salto Aponwao, voltamos à 10, estrada principal e escolhemos como primeira parada o Salto La Golondrina, logo depois dos Rápidos de Kamoirán (KM 172). Sua entrada não está muito bem marcada, mas ele fica do lado esquerdo em uma entrada de terra bem clara. Quase todas as cachoeiras na 10 tem um acesso bom, bem próximo da estrada e em bom estado. Esta é uma das únicas que está a uns 3 km do asfalto por uma via de terra bem ruinzinha, um carro alto é bem-vindo.

Tours vindos de Santa Elena  se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Tours vindos de Santa Elena se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


A estrutura é muito bacaninha, com camping, banheiros, loja de artesanatos e área de piquenique. São duas principais cachoeiras, La Golondrina e El Paraíso, duas grandes quedas d´água que dependendo do volume de água do rio não facilitam o banho. Na parte de cima o rio forma uma prainha gostosa onde demos o nosso primeiro mergulho para começar bem o dia!

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela

Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela


Ah! Merú em na língua pemón significa cachoeira, por isso é comum vermos os nomes como Kouchik Merú, Kamá Merú, etc.

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Nossa segunda parada foi no Kawí Merú, no KM 197. A primeira cachoeira que podemos ver do alto da trilha cai em um poço fundo e de difícil acesso. A princípio ficamos desanimados, mas continuamos a trilha até o final e lá encontramos a cascata mais linda do Kawí Merú.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Uma cachoeira não muito alta que cai sobre uma grande laje de jaspe, rocha vermelha comum na região. A água é uma delícia e, mesmo acabando de sair da água da La Golondrina, nós não pudemos nos segurar! Voltamos para a água e ficamos mais de meia hora nos deliciando, brincando na hidromassagem natural!

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


A Kamá Merú (KM 202) é um salto grande, no mesmo estilo do Salto Aponwao, lindo de ver, mas impossível de nadar. Com a dica de uns brasileiros que conhecemos no Salto Kawí, nós fizemos um detour e fomos ao Mirante dos Tepuis, entre a Kamá Merú e a Quebrada Pacheco. Em dias limpos pode se ver daqui toda a linha de tepuis até o Monte Roraima! E mesmo com o dia um pouco nublado como hoje, valeu a pena a parada, a vista é maravilhosa e dá uma ótima dimensão da grandiosidade da savana.

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


Aceleramos o passo e apenas vimos da estrada a concorrida Quebrada Pacheco e o Balneário Soroape (KM 238). As águas verdes do Rio Soroape e a sua distância da estrada, deixam o segundo lugar mais bonito e convidativo.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


Passamos a famosa ponte de ferro e continuamos em direção à vila de San Francisco de Yuruaní, no KM 250. Lá é uma boa parada para almoço, lanche da tarde ou para comprar artesanatos locais. Daqui sai a estrada que vai até a vila de Paraitepui, onde começa a caminhada do Monte Roraima. Querendo aproveitar a estrada ainda com luz, nós continuamos e paramos em um mirante pouco depois da entrada da Quebrada de Jaspe (KM 273), nossa velha conhecida de 2007.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela

É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela


As nuvens de chuva na savana, mescladas com o sol baixando fizeram um espetáculo à parte no fim de tarde da Gran Sabana!

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela


Quanto mais descíamos, mais ansiosos ficávamos sabendo que estávamos chegando pertinho novamente do nosso Brasil! Há exatos 23 meses saímos do Brasil rumo ao Alasca e finalmente está chegando a hora de voltarmos à terrinha!

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)


Não importa de que lado você venha, norte ou sul, ou mesmo quanto tempo você tenha, um, dois, 3 dias para explorar a Gran Sabana ou uma semana para ir ao topo do Monte Roraima, não deixe de conhecer este paraíso natural do nosso vizinho bolivariano do norte.

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Venezuela, Gran Sabana, Cachoeiras, Monte Roraima, roteiro, Santa Helena de Uairén

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Parque Nacional Tayrona

Colômbia, Tayrona

O mar revolto do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

O mar revolto do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Localizado nos pés da Serra Nevada colombiana, onde as montanhas encontram o mar do Caribe, o Parque Nacional Tayrona é uma unanimidade tão grande entre viajantes estrangeiros e colombianos que, mesmo com uma pressa danada para chegarmos à Venezuela, nós não ousamos tirá-lo do nosso roteiro. Pagamos os preços proibitivos* cobrados para entrada no parque e fomos conferir com os nossos próprios olhos.

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


O parque que protege uma área costeira de 15 mil hectares (12 mil terrestres e 3 mil marinhos) foi formado em 1969 e abriga centenas de espécies da fauna e flora colombiana. O encontro de diversos ecossistemas como floresta seca, floresta úmida, mangues e marinho traz ao parque uma grande biodiversidade e cenários incríveis.

Nem só pessoas frequentam as praias de Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Nem só pessoas frequentam as praias de Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A tranquila e bela baía do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A tranquila e bela baía do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A entrada de Cañaveral, por onde começamos o nosso trekking está a apenas 34 km de Santa Marta e diversos ônibus que saem da cidade em direção à Riohacha podem deixa-lo na porta do parque. Outra forma de conhecer o Tayrona para aqueles que não querem caminhar é pegando tours de barco que saem de Santa Marta ou Taganga. Pelo mar até o Cabo você passará por pelo menos 4 diferentes baías Concha, Chengue, Gayraca e Cinto, podendo pernoitar ou não no Cabo San Juan, é um jeito bacana de conhecer as belezas do parque vistas de outro ângulo.

Caminho de volta no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Caminho de volta no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Chegamos ao parque no final da tarde e nem as mochilas estavam prontas ainda. Enquanto arrumávamos as compras, águas e equipamentos, um grupo de jovens chegava ao estacionamento totalmente destruídos. Nos olharam com aquela cara de “vocês são loucos de sair andando agora?” e fizeram várias recomendações: contratação de mula, levar muita água, lanternas e avisaram, “a trilha é pesada!” A luz do fim de tarde era um bom indicativo de que deveríamos nos apressar, mas não tem melhor sentimento do que a segurança de que daríamos conta do recado. Alguns locais ainda tentaram nos empurrar as mulas, mas seguimos firmes em direção à trilha, encaixando uma passada rápida e consistente.

Início de caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Início de caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Pela primeira vez, observando o mar na trilha no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Pela primeira vez, observando o mar na trilha no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A trilha entre a entrada do parque e o primeiro camping na área de Arrecifes é praticamente uma avenida, com apenas uma subida rápida e logo chegamos ao mirante e descemos com vistas maravilhosas da praia. O cenário do Tayrona começa a se desenhar diante dos meus olhos. O sol baixava dourando o mar e uma praia selvagem de mar revolto e imensos boulders de granito abria a nossa curta temporada no Tayrona.

Chegando às praias ao mesmo tempo em que o sol se punha, na trilha através do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Chegando às praias ao mesmo tempo em que o sol se punha, na trilha através do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Caminhamos, agora na areia, até o final da praia. “Marcos! Tina!” eu gritei para dois turistas em uma pedra, a penumbra do fim do dia já nos confundia. Continuamos caminhando, passamos por La Piscina, um grupo de jovens colombianos e outro grupo de argentinos que insistiram para usarmos nossas lanternas, mas os olhos ainda aproveitavam os últimos suspiros de luz enquanto nós curtíamos a noite quente do Tayrona.

Metade da trilha e o céu já ficava escuro durante caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Metade da trilha e o céu já ficava escuro durante caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Logo voltamos a uma mata escura e tivemos que nos render às lanternas para a última meia hora de trilha e sem baixar o ritmo fechamos os 6,5km de caminhada em menos de duas horas. Na chegada nos registramos e nos demos o prazer de tomar uma águila gelada antes de montar acampamento. Na venda conhecemos Stuart e Marcelo, sul africano e brasileiro viajando juntos pela América Latina. Ah, que delícia falar um pouco de português! Estamos definitivamente mais perto de casa.

Caminhando em praia do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Caminhando em praia do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Acampamento montado, nada melhor do que uma caminhada na praia do Cabo San Juán del Guía sob a luz da lua e um banho de mar sob o céu estrelado para refrescar antes do jantar.

Lua cheia ilumina o mar em Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Lua cheia ilumina o mar em Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Fazendo nosso jantar no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Fazendo nosso jantar no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A noite foi infernal, um calor danado dentro da nossa abafada barraca “all weather” comprada em pleno inverno americano. Espero que ela sirva ao menos para os acampamentos lá no sul! Rsrs!

Nossa barraca em cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Nossa barraca em cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Apenas saíam os primeiros raios do sol e eu já estava afoita, em busca de ar fresco e uma das luzes mais lindas do dia para conhecer, agora com luz, a mais famosa praia do Parque Nacional Tayrona. O Cabo San Juan é uma ponta de pedra entre duas praias rodeadas de coqueiros e separadas pelo encontro de um rio de águas transparentes com o mar, é mole ou quer mais?

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia. À direira, o quiosque em posição privilegiada onde se armam redes para dormir

A praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia. À direira, o quiosque em posição privilegiada onde se armam redes para dormir


A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A maioria dos turistas para por aqui e perdem duas praias quase desertas há menos de 15 minutos por uma trilha fácil. A praia nudista foi a nossa preferida. Não encontramos nenhum peladão, quase deserta ela trouxe exatamente o clima de paz, tranquilidade e isolamento que estávamos buscando.

A paisagem grandiosa do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A paisagem grandiosa do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


O camping estava cheio e ficou ainda mais lotado neste segundo dia. Nós havíamos previsto uma ou duas noites no parque e acabamos optando por pegarmos nosso rumo a caminho da Venezuela e aumentar as chances de um detour que não estava programado para a Península de La Guajira.

Acampamento no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Acampamento no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Desmontamos acampamento, almoçamos e logo já estávamos com os pés na trilha novamente. O conjunto de praias, trilhas, vilas e paisagens rochosas ao longo do Parque Nacional Tayrona o fazem realmente um recanto especial do litoral caribenho colombiano.

Caminhando na praia de Arrecifes, metade daminho para o início da trilha, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Caminhando na praia de Arrecifes, metade daminho para o início da trilha, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


* Preços de Acesso ao Parque Nacional Tayrona: Nós pagamos pela entrada, direito de acampar e 2 dias de estacionamento da Fiona em torno de 65 dólares, além de aproximados 10 dólares por pessoa pessoa por noite de taxa de camping.

Colômbia, Tayrona, Caribe, parque nacional, Praia, Trekking

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Relax in Treasure Beach

Jamaica, Treasure Beach

A nossa deliciosa janela mourisca, portal para o mar no hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

A nossa deliciosa janela mourisca, portal para o mar no hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


A costa sul jamaicana está entre os paraísos menos turísticos da ilha, pelo menos é assim que o nosso guia turístico (o livro) nos diz. A costa é diferente, quase não tem praias, são formações rochosas e coralíneas que compõem uma paisagem linda que são um convite perfeito à arte del dolce far niente!

Belo entardecer visto do Jake, nosso hotel em Treasure Beach, na Jamaica

Belo entardecer visto do Jake, nosso hotel em Treasure Beach, na Jamaica


Chegamos a este paraíso “intocado” no final da tarde, após uma longa viagem passando pela YS Falls e nos hospedamos no hotel recomendado por todos que conhecemos no caminho e inclusive pelo Lonely Planet. Um hotel-resort “pequeno” para os padrões de Montego Bay e Negril, porém com toda a infra-estrutura possível para seus hóspedes relaxarem e aproveitarem sua estadia.

Fim de tarde cheio de preocupações em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Fim de tarde cheio de preocupações em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Na área do hotel um bar e um restaurante com vista para o mar, piscina de água salgada para os mais acalorados, já que mergulhar ali não é aconselhável e deve ser meio trabalhoso. Nos fundos um spa oferece diferentes massagens e cada uma das cabanas está pensada para que o casal tenha total privacidade. Vista para o mar, cadeiras de sol e mesa de frente para o mar ou para o jardim, variando de preços e disponibilidades.

A linda e respeitosa árvore nas pedras de praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

A linda e respeitosa árvore nas pedras de praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


O restaurante apresenta opções deliciosas de peixes, carnes e pratos vegetarianos em uma cozinha que eu classificaria como jamaicana-fusion. Como alguns já devem saber, minha classificação não é nada profissional, é apenas embasada na minha experiência de viajante (metida) e apaixonada por novos temperos. O tempero jamaicano é picante, pode ser com o tradicional molho jerk, curry ou diferentes ervas encontradas no país. Porém sempre contrabalançadas por acompanhamentos que quebram o ardido, como uma tapioca pura, onde adicionam coco na massa, por exemplo. Uma delícia!

Litoral de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Litoral de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Cansou desse ambiente? Quer trocar? Ok, caminhe 3 minutos dentro da mesma propriedade e você chega à praia. Uma estreita e curta faixa de areia, com muitas pedras e um pouco difícil para banho. Os mais animados podem encarar um snorkel talvez, os mais preguiçosos apenas estendem uma canga e compartilham a areia para tomar um solzinho.

Praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Logo ali está o Jack Sprat, restaurante e bar do mesmo proprietário, mas com um toque mais descolado. Eles servem pizzas deliciosas, “fully load” é a melhor pedida (queijo, peperoni, jerk pork e pimentão). Foi aqui que eu provei o peixe ao curry com tapioca, delícia.

Bob Marley no Jack Sprat, famoso bar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Bob Marley no Jack Sprat, famoso bar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Um dos programas mais famosos da região é o Pelican Bar. Um bar no meio do mar em uma baía tranquila, relativamente rasa, com ótima visibilidade. Em um dia tranquilo comumente são avistado golfinhos no caminho, num tour de barco de 25 minutos, saindo do Jake´s Place. Se ignorarmos o preço (US$ 80,00, um absurdo!), deve ser um passeio delicioso! Vimos fotos e tudo, mas confesso a vocês que o ócio tomou conta do casal aqui.

Caminhada em praia de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Caminhada em praia de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Ócio criativo, façamos justiça! Aproveitamos muito bem estes dois dias para escrever, colocar os nossos blogs em dia e usar uma das melhores conexões de internet que encontramos na ilha. Sabem como é, fazer turismo aventura sempre é uma delícia, mas as vezes precisamos descansar.

Depois do café, hora do trabalho no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica

Depois do café, hora do trabalho no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica


Fiquei meio culpada de estar aqui, não é muito o nosso tipo de programa. Mas, pensando bem, temos que estar abertos a novas experiências, como a de chegar num lugar como este, onde o melhor que se tem a fazer é nada, apenas pedir um rum punch, relaxar e aproveitar a vida! Será que é assim que os turistas de grandes resorts se sentem? Bem, cada um na sua viagem... e todo mundo feliz!

Brinde para a Jamaica, em Treasure Beach, no litoral sul da país

Brinde para a Jamaica, em Treasure Beach, no litoral sul da país

Jamaica, Treasure Beach, Caribe, Jack Sprat, Jake´s Place, Praia

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Galápagos Spa

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos


Galápagos, as famosas ilhas que ajudaram Darwin a desenvolver a sua teoria do evolucionismo, estavam ali, diante de nossos olhos. A cada dia que passa, vamos nos dando conta que o sonho finalmente se tornou realidade. E dentre tantos imprevistos como o cancelamento do barco que havíamos contratado, formulários que não foram entregues à nova empresa, mudanças de datas, vôos, salmonelas e vulcões, olhamos para trás e vemos que tudo aconteceu como deveria acontecer.

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Estamos em um dos cruzeiros mais luxuosos de Galápagos e, é claro, a diferença não foi por nossa conta. Temos um serviço de bordo espetacular, com café da manhã, lanche e toalhas quentinhos quando saímos do mergulho. Almoço e jantar deliciosos, com opções de carne e comida vegetariana, vinho tinto, cerveja e petiscos o tempo todo na sala principal. As acomodações são super confortáveis e o serviço de quarto impecável, duas vezes ao dia, com toalhas secas, banheiros limpos e cama arrumada. Imaginem como nós não estamos... Depois de 500 dias de estrada dura, pousadas e hostals dos mais variados tipos e níveis, podermos ficar 7 dias nessa mordomia!

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)


Estamos nos sentindo em um paraíso e também um spa de engorda! A roupa de mergulho está cada vez mais difícil de entrar! Rsrsrs! Mas tudo bem, pois o pessoal da tripulação nos ajuda a vesti-la. É mesmo muita regalia!

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos


Tudo isso com alguns mergulhinhos básicos com tubarões-martelo, tartarugas, moréias espalhadas por todos os lados! O Capitán Victor está certo, e continua nos lembrando disso todos os dias no seu wake up call: “...this is a new Day in the Paradise Island!”

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos


Logo no primeiro mergulho de hoje estávamos lá esperando os milhares de tubarões martelos, moréias e cardumes de King Angel fish, e todos eles compareceram! O segundo já foi um pouco diferente, fomos até um areal conhecer a estação de limpeza marinha.

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Começamos por um imenso Jardim de Enguias de Galápagos, centenas delas! Moréias passeavam e nadavam livres de um lado para outro. Tubarões de todos os tipos, Blacktips, Silks, Galápagos, lindos Guinea Fowls Puffers, um peculiar Hogfish e até os pequenos e lindíssimos blue nudibranches deram o ar da graça!

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Fechamos o mergulho com um drift delicioso, cruzando com centenas de peixes dos mais variados tipos e cores e encontramos o nosso primeiro polvo da viagem! Ele deu um show, se escondeu, trocou de cor e até nadou livre fugindo dos mergulhadores curiosos, coisa difícil de ser vista.

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Hoje começamos o nosso itinerário de volta. Nos despedimos de Darwin já com saudades dos tubarões-baleia e cardumes de martelo que já fazem parte do nosso dia. Voltamos à Shark Bay em Wolf no terceiro mergulho, repetimos toda essa diversidade marinha, adicionando ainda muitas tartarugas e a graciosa Spotted Eagle Ray, nossa velha conhecida Raia Chita!

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


O por do sol no final da tarde abrigados pela Ilha de Wolf foi mais melancólico, talvez pela nebulosidade, talvez por que sabemos que isso tudo um dia irá acabar.

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf, Ecuador, Equador, Mergulho, Shark Bay

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Last Day in Paradise

Galápagos, Isla Isabel

Fragatas nos acompanham na viagem entre as ilhas de Santa Cruz e Santiago, em Galápagos

Fragatas nos acompanham na viagem entre as ilhas de Santa Cruz e Santiago, em Galápagos


O nosso wake up call era tão marcante que hoje eu acordei mais cedo só para ir gravar o Capitán Victor fazendo a saudação final no microfone da sala de comando, afinal hoje é o nosso último dia nestas ilhas paradisíacas!

A sueca Maria no fim de tarde na ilha de Wolf, em Galápagos

A sueca Maria no fim de tarde na ilha de Wolf, em Galápagos


Último dia, mas nem por isso com menos novidades. Durante a noite navegamos ao redor da Ilha de Isabela para chegar a um ponto de mergulho conhecido como Cape Marshall. A visibilidade piorou novamente, ficando entre 5 e 10m, mas o show da vida continua! Este local é conhecido por ser ponto de raias mantas e cardumes imensos de salemas e elas não nos deixaram na mão!

Mar infestado de águas-vivas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos

Mar infestado de águas-vivas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos


Caímos na água em cima de um cardume de águas vivas, maravilha! Mas alguns metros abaixo já estávamos em um paredão lindo e cheio de vida. Seguimos por ali vendo muitos peixes, arraias e cardumes de barracudas , até entrarmos no meio de um túnel de salemas.

Lindo cardume de pequenas barracudas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos

Lindo cardume de pequenas barracudas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos


São milhares, milhões, sei lá! São tantas que dentro do túnel formado pelo cardume não conseguimos ver a luz do dia! Estamos ali naquela viagem fantástica quando de repente o túnel se abre e passa um leão marinho caçando! Inacreditável!

Incrível cardume de salemas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos. Chegava a escurecer o mar!

Incrível cardume de salemas em mergulho na Isla Isabel, em Galápagos. Chegava a escurecer o mar!


É um drift dive, vamos sendo levados pela correnteza, quando chegamos à cleanning station, onde milhares de peixinhos se alimentam limpando os peixes um pouco maiores e é ali que finalmente encontramos as nossas primeiras raias mantas. Elas tinham entre 2 e 3 m e “voavam” tranquilamente na imensidão verde-azulada.

Magnífica Arraia Manta em mergulho em Isabel, em Galápagos (fotos retiradas de vídeos de Maria Edwards)

Magnífica Arraia Manta em mergulho em Isabel, em Galápagos (fotos retiradas de vídeos de Maria Edwards)


O segundo mergulho no mesmo ponto repetiu o feito do primeiro, incluindo ainda lindas Christmas Trees, o Pacific Box Fish e um atum imenso!

Peixe se esconde na areia em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Maria Edwards)

Peixe se esconde na areia em mergulho em Isabel, em Galápagos (foto de Maria Edwards)


Fotos de despedidas com uma luz linda do entardecer. Enquanto o Rodrigo dormia, eu queria aproveitar cada segundo do nosso último dia. Coloquei os equipamentos de mergulho no sol para secar, tomei sol no Sun Deck, desci para o Dolphin Deck para tomar uma cervejinha com Eugenio e Henning.

Céu azulo no nosso último dia de barco, com o Rafa, Laura e Maria, próximo à Isla Santiago, em Galápagos

Céu azulo no nosso último dia de barco, com o Rafa, Laura e Maria, próximo à Isla Santiago, em Galápagos


Enquanto o Galápagos Sky navegava e passava ao redor de Isabela e Bartolomé, víamos os cardumes de peixes vermelhos na superfície, um bando de pássaros pescando sobre ele e tivemos a sorte de estar lá na única hora em que a barbatana de uma baleia-orca veio à tona no horizonte, próximo à Isabela. Esta para mim foi o sinal definitivo de que devemos voltar. Galápagos ainda guarda muitas surpresas em suas águas.

Passando na ilha de San Bartolomeu, próximo à Isla Santiago, em Galápagos

Passando na ilha de San Bartolomeu, próximo à Isla Santiago, em Galápagos


Nosso último jantar foi acompanhado de um brinde especial com toda a tripulação do barco e uma despedida calorosa dos nossos novos amigos russos que continuaram no barco. Nosso último “panga ride” foi bem simbólica, durante a noite no Canal de Itabaca. Pouco a pouco nos afastamos do Galápagos Sky, com gritos e saudações de despedida e nos aproximamos da luz do tranquilo porto de acesso à Puerto Ayora. Agora outra aventura começa.

Galápagos, Isla Isabel, Ecuador, Equador, Mergulho, Raia Manta

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No Topo da Costa Rica

Costa Rica, Chirripó

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica


2h30 da manhã, acordamos sem despertador, uma programação britânica do relógio biológico. Nos preparamos, comemos um sanduíche e colocamos o pé na trilha. Eram 3h15 quando começamos a caminhada. Estava com um bom ritmo, sem nenhum cansaço. Realmente eu sou uma pessoa mais noturna, basta o sol baixar que eu acordo! Todas as caminhadas que começamos na madrugada, eu fico super disposta!

Observando o mar de nuvens logo após o nascer-do-sol no cume do Chirripó, na Costa Rica

Observando o mar de nuvens logo após o nascer-do-sol no cume do Chirripó, na Costa Rica


O céu estava lindo, uma noite estrelada maravilhosa! A lua já havia se posto e menos de meia hora depois a minha lanterna ficou sem bateria. Isso porque as minhas baterias reservas eu dei para o Rodrigo, que não tinha bateria alguma. Bem, seguimos com apenas uma lanterna, com um ritmo um pouco mais lento. Em apenas um trecho foi difícil encontrarmos a trilha, uma grande laje de pedra sem sinalização, que no escuro nos fez perder uns 5 minutos para encontrar o caminho.

Amanhecer visto do alto do Chirripó, na Costa Rica

Amanhecer visto do alto do Chirripó, na Costa Rica


Havia luzes a frente e atrás de nós, teríamos companhia no cume. A última parte da subida é um pouco mais íngreme, com degraus de pedra facilmente vencidos. O sol já começava a iluminar, mas ainda estava abaixo da espessa camada de nuvens que cobria a linha do horizonte.

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica


5h15, chegamos ao topo do Cerro Chirripó, montanha mais alta da Costa Rica. De lá dizem ser possível avistar os Oceanos Pacífico e Atlântico, deve ser uma vista espetacular! Infelizmente não tivemos esta sorte, mas ver o sol nascer naquele imenso mar de nuvens não tem preço! Lá em cima outras 12 pessoas compartilharam o mesmo momento mágico, aproveitando cada segundo para registrar. Socializamos com costa-riquenhos, canadenses e americanos, em francês, espanhol, inglês e até português! Isso é que é um amanhecer cultural!

Junto com os outros madrugadores no cume do Chirripó, na Costa Rica

Junto com os outros madrugadores no cume do Chirripó, na Costa Rica


Ficamos ali até ter luz suficiente para as melhores fotos, depois de quase ter os dedos, o nariz e os pés congelados. Retornamos um pouco mais lentos, aproveitando a luz do dia para conhecer o caminho que fizemos durante a noite.

Riacho parcialmente congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Riacho parcialmente congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Lindas paisagens dos campos de altitude, lagoas e rios congelados e a grata imagem de um chafariz artificial no capinzal formando uma paisagem branca, esculturas naturais super hermosas!

Capim congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Capim congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Daqui, agora já conhecemos o caminho. Dizem que para baixo todo santo ajuda. Se é verdade, o meu santo estava de folga hoje. Descemos bem do cerro ao albergue, até uma pequena corridinha dei depois das despedidas aos amigos ingleses e austríacos que encontramos a caminho do pico. Fato foi que eu já não podia com a dor dos meus joelhos e unhas quando chegamos ao km 7.

Macacos nos observam do alto das árvores no trekking no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Macacos nos observam do alto das árvores no trekking no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


À frente o plano do Llano Bonito e algumas subidinhas até o km 4 me deram um fôlego. Daí em diante foi que o negócio complicou... Até as bolhas e unhas roxas do pé não pareciam doer tanto perto da dor que eu tive no meu joelho. Eu tenho um problema congênito sem muita solução, condromalácia patelar. Uma ponta óssea que maceta constantemente a cartilagem da patela e aos poucos está destruindo o meu joelho. Até onde consegui averiguar não há cirurgia que resolva... Então sempre me mantenho alongada, tenho que fazer fortalecimento muscular (abandonado nos últimos 30 dias) e usar tensores para ajudar a diminuir a carga sobre a articulação. Levei quase 1h30 para fazer os últimos 3 quilômetros... Gemendo de dor... Cuidando para não escorregar, pois era a parte mais enlameada da trilha. Eu estava usando um bastão peregrino que me ajudou bastante no apoio, mas não tirava a dor, que foi, sem dúvida alguma, a pior que já senti nos meus joelhos em toda a vida.

O 'Páramo', parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

O "Páramo", parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


O Ro não tinha o que fazer para ajudar, a não ser ter paciência e depois, correr 2km até a nossa pousada para buscar a Fiona, enquanto eu o esperava na saída da trilha. Nem preciso dizer que o meu humor e a minha moral estavam no chão. Me sinto uma velha coroca, uma situação como esta me faz repensar e coloca medos absurdos. Afinal, se já estou assim com 30 anos, imagina quando tiver 60!?! Enfim... passado o perrengue o humor se recupera rapidinho, comemos algo e fomos direto para a pousada. Hoje sim, as 7h30 da noite eu já estava na cama, dormindo o sonho dos justos, com o dever cumprido.

No cume do Chirripó, a 3.820 metros, ponto mais alto da Costa Rica

No cume do Chirripó, a 3.820 metros, ponto mais alto da Costa Rica

Costa Rica, Chirripó, Montanha, Parque Nacional Chirripó, San Gerardo de Rivas, Trekking

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TRE, Pinguim e Amigos

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto

O famoso bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

O famoso bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


Chuva e frio de 10°C em Ribeirão Preto? É quase inacreditável, mas é verdade. Em todos estes anos freqüentando Ribeirão e região (a família da minha mãe é de Araraquara), eu nunca havia encontrado esta cidade tão fria! Hoje, minutos antes de sairmos de casa, Ribeirão foi abatida por uma forte tempestade com ventos de até 100km/h! Árvores e postes caíram, a cidade ficou com um pequeno caos no trânsito e até o abastecimento de água da cidade foi comprometido, em 13 diferentes bairros! Tempo maluco.

Dia de chuva, no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Dia de chuva, no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


Entretanto tivemos que tomar coragem e sair de casa. Precisávamos regularizar a nossa situação eleitoral no TRE, já que as nossas justificativas entregues por correio não foram válidas, sabe Deus porque cargas d´água. Fato é que, com um pouco de tempo, paciência e pagando R$ 3,51 (por eleição perdida) tudo se resolve. Fomos à zona eleitoral do Ro, lá mesmo tiraram as guias para pagamento de ambos e no banco ali próximo pagamos as taxas. Já temos nosso certificado de quitação eleitoral, imprescindível para a retirada do novo passaporte.

O histórico teatro Pedro II, em Ribeirão Preto - SP

O histórico teatro Pedro II, em Ribeirão Preto - SP


E já que tivemos que sair do quentinho de casa para o centro, aproveitamos o ensejo e demos uma passadinha no bar mais tradicional da cidade, o Pinguim. São 75 anos de chopps servidos com maestria, petiscos e comidinhas de boteco deliciosas. A marca é tão forte que já possui até adereços de bar, camisetas e presentes com o famoso Pinguim.

Bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Bar Pinguim, em Ribeirão Preto - SP


À noite o Rodrigo pôde reencontrar uma turma muito especial que não via há mais de 20 anos: a turma do colegial que se formou com ele no Marista. Hoje, homens e mulheres formados, com família, filhos e áreas completamente diferentes. Wladimir é cantor lírico, Simone é dentista, Murilo é professor e assim por diante.

Reencontro com os amigos da época do colegial, no Marista, em Ribeirão Preto - SP

Reencontro com os amigos da época do colegial, no Marista, em Ribeirão Preto - SP


É divertido demais, até para mim, que não conhecia ninguém, ficar ouvindo as histórias antigas da época de escola. Tudo o que eles aprontavam, as viagens, os amores, as trapalhadas. No final do ano que vem eles completarão 25 anos de formados e querem comemorar! É a nova era da tecnologia, maravilhas da internet que hoje proporciona encontros como este.

Momentos de descontração no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Momentos de descontração no Pinguim, em Ribeirão Preto - SP

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, fazenda

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Uacari-Branco

Brasil, Amazonas, Mamirauá

Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Acordamos na paz da Floresta Amazônica, mas uma coisa ainda nos incomodava. Eu não queria ir embora sem encontrar um Uacari! Obviamente tudo é uma questão de expectativa, onças por exemplo, já sabemos que são mais difíceis de encontrar, então nem esperamos. Mas o Uacari é uma figurinha carimbada nas matas ao redor da Pousada Uacari. A natureza é uma incógnita e sempre pode nos surpreender! Eu não acharia nada mal ver a onça em um apuí lindo (uma onça preta!) e se eu não visse o uacari ficaria triste, mas não decepcionada. Teria sido uma boa troca. Mas tudo apontava que a onça não apareceria, então hoje saímos com um objetivo bem claro: queremos ver o uacari-branco.

Nosso guia nos leva através da floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Nosso guia nos leva através da floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


O Uacari foi o motivo primeiro para a vinda de Márcio Ayres para essa região, que mais tarde se transformaria na primeira Reserva Sustentável do Brasil. Um primata especial, o uacari branco (cacajao calvus) é um macaco de pelos longos, brancos, loiros ou acinzentados, que pesam entre 2,7kg (fêmeas) e 3,5kg (machos). Eles se alimentam de frutos, sementes, insetos, brotos e néctar no topo da Floresta Amazônica. A sua principal característica é a sua cara vermelha que se destaca na cabeleira branca. Ele é muito silencioso e difícil de ser encontrado.

Encontro com o elusivo Uacari, a espécie de macaco de pelo branco e rosto vermelho que é símbolo da Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Encontro com o elusivo Uacari, a espécie de macaco de pelo branco e rosto vermelho que é símbolo da Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Passeando confortavelmente na floresta alagada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas

Passeando confortavelmente na floresta alagada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas


Saímos na nossa canoinha com o Izael pela trilha do Juruá Grande, atravessamos o Cano do Pagão e trilha do Apara e em algum lugar no meio dessa confusão de canais e galhos da floresta inundada vimos os uacaris brancos da cara vermelha! Lindos! Um macho corria na frente enquanto a fêmea vinha com seu filhote agarrado no cangote. Foi difícil fotografá-los, estavam longe e eram muito rápidos, mas até que conseguimos um registro da mamãe uacari. Emocionante!

Ao longe, o macaco Uacari, símbolo da Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Ao longe, o macaco Uacari, símbolo da Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Saímos pelo cano do Pagão, querendo ficar! Mas já era hora do almoço e a tarde logo teríamos outro passeio. Saímos com a voadeira no Cano do Lago Mamirauá para ver o por do sol e seguimos para o lago passando em frente ao flutuante dos Projeto dos Botos Vermelhos.

O maravilhoso reflexo do céu nos rios que cortam a Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

O maravilhoso reflexo do céu nos rios que cortam a Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Estação de pesquisa na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Estação de pesquisa na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Víamos que o tempo estava fechando e na volta conseguimos escapar do temporal com uma parada estratégica no Flutuante de Pesquisa do Instituto. Enquanto chovia lá fora nós jogávamos Uno com os nossos companheiros de viagem, um casal de americanos em uma viagem de 8 meses pela América Latina, outro americano que emendou umas férias rápidas com uma viagem de trabalho ao Brasil e uma mãe paulista, com seus dois filhos que dirige um projeto social lindíssimo em Cotia – SP, o Projeto Ancora.

Em Tefé, no Amazonas, com o grupo que passou conosco os cinco dias na Reserva Mamirauá

Em Tefé, no Amazonas, com o grupo que passou conosco os cinco dias na Reserva Mamirauá


Retornamos durante a noite, como planejado, para tentar fazer avistamento noturna da fauna amazônica. Jacarés eram os mais esperados, com um baita holofote nossos guias foram iluminando o caminho, não vimos nada. Mas não importa... só de sentirmos a floresta de noite, escutarmos seus sons e nos localizarmos no mundo (tipo zoom out no Google Earth), foi um momento inesquecível!

Pensativo, observando a grandeza da Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Pensativo, observando a grandeza da Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Passeio noturno na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Passeio noturno na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


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Brasil, Amazonas, Mamirauá, Amazônia, Animal, Bicho, Fauna, Macaco, Reserva Sustentável Mamirauá, Uacari Branco

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Canadian Inside Passage!

Canadá, Prince Rupert, Port Hardy

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Hoje pegamos o ferry as 13h em Prince Rupert em direção ao porto de Port Hardy, em Vancouver Island. Finalmente tivemos um dia ensolarado, céu azul e condições perfeitas para passarmos as próximas 10 horas nos decks externos curtindo a paisagem e procurando as nossas tão esperadas baleias!

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


Nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

Nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


O vento estava frio e ficar lá fora não era uma tarefa fácil, então o Rodrigo resolveu olhar pela janela e direcionou os esforços dele para o árduo trabalho de todos os dias, escrevendo e organizando as fotos do blog. Eu, que já estou sempre atrasada mesmo, resolvi aproveitar o sol, o vento frio e a paisagem fantástica da Inside Passage canadense rodando pelo ferry e fazendo novos amigos.

As primeiras luzes da manhã no nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

As primeiras luzes da manhã no nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Não demorou muito encontrei um grupo com as mesmas intenções. Dois irmãos que vivem no norte de Vancouver Island, o primeiro lenhador profissional, o mais novo técnico em uma madeireira. Ele sabe o tipo de fibra, o padrão dos galhos, a qualidade e a precificação de todas as madeiras. Jovens e apaixonados pela sua terra vinham descrevendo a paisagem, sabiam decor e salteado o caminho, as montanhas, as ilhas e cachoeiras. Esta foi a segunda vez que vieram para Prince Rupert, Terrazas e o norte da British Columbia para pescar nos grandes rios que banham a região. Os salmões já haviam passado, mas as trutas estavam correndo e pelo jeito fizeram a festa dos dois irmãos pescadores.

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


Junto deles conheci outros dois canadenses, um deles tem um lodge que oferece tour para visualização de ursos, ao norte de Prince Rupert. Ele já foi beachcomber, recolhia troncos de árvores nas praias para vender, uma prática que já foi muito comum nas praias da British Columbia. O litoral da região é repleto de árvores que foram arrancadas e tratadas naturalmente pela mãe natureza, segundo ele um bom cedro vermelho ou sitka spruce que foi “selado” pelo mar é uma das madeiras de melhor qualidade que se pode encontrar, e melhor, o único trabalho é transportar! Com ele viajava um jovem escalador que vai fazer uma viagem para o Brasil, o plano é escalar a via mais difícil do Cristo Redentor! Os dois estão a caminho de Tofino, pois foram contratados para construir uma cabana nos arredores das hot springs. Eles nos convidaram para um camping selvagem, com direito a picles de kelps, ostras, clams frescas e outras iguarias do mar. Vamos ver se conseguirei convencer o maridão, que é aventureiro, mas tem uma preguiça sem igual para acampar!

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


A cada vale o sol se revelava e nos esquentava entre os intervalos de sombra das montanhas. Por trás dos vales, um lago alpino formado pelo degelo das montanhas, nevadas no inverno, verdinhas no verão. Estes lagos que são casas para salmões e trutas também são um dos segredos dos lenhadores desta área. Em cada lago eles fechavam grandes diques e os usavam para armazenar a madeira retirada dos arredores do lago. Quando a produção estava pronta, explodiam o dique e a enxurrada fazia o transporte dos troncos corredeira abaixo, até o mar. Lá embaixo elas eram agrupadas em uma grande rede e arrastadas pelo barco sem nem precisar sair de dentro d´água! Acredito que essa técnica ainda seja utilizada para produções de pequena escala. A indústria madeireira começou na região apenas para dar estrutura às cidades que foram construídas durante o gold rush, às companhias pesqueiras e fábricas de enlatados. Mais tarde com o desenvolvimento do sistema de transporte ela cresceu e se tornou uma das mais fortes aqui nessa região.

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá

Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá


Nada melhor do que aprender em um bate papo de boteco, no caso, de ferry boat. Adoro socializar com locais para aprender um pouco mais sobre a cultura, as preferências, a geografia e a história do lugar. A viagem passou em um piscar de olhos, enquanto eles descreviam a paisagem e contavam as suas experiências e histórias, quando vimos já era hora de dormir.

O dia começa maravilhoso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

O dia começa maravilhoso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Acordei um pouco antes das 7 da manhã e fui atraída pela luz rosada que eu vi pela janela. Toda encasacada, subi ao 7° andar do navio e vi uma das cenas mais especiais de toda a viagem: o nascer do sol na Inside Passage. Os primeiros raios iluminavam as baías, as ilhas e os pássaros, que já dançavam sobre as águas em busca do café da manhã. Meus olhos sonolentos já estavam atentos em busca das almejadas baleias. Um casal de holandeses me disse ter visto uma 15 minutos antes de eu aparecer, talvez uma orca! Mas ela estava longe, eles não tinham certeza.

O exato momento do nascer-do-sol na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

O exato momento do nascer-do-sol na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá


Os raios dourados aos poucos foram dando forma e cor para a paisagem, as baleias resolveram não competir com o espetáculo do astro rei e logo retornei para nosso canto quentinho do barco para acordar o meu amado. Café da manhã e não demorou muito para o capitão nos avisar que estávamos aportando em Port Hardy. Que viagem esse último grande trecho de ferry me reservava! Finalmente senti estar curtindo intensamente cada minuto da paisagem, da cultura e da viagem. Aqueles pequenos momentos que fazem a experiência única, que ficará para sempre na memória.

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá

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