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Hoje acordei curiosamente animada. Dormi pouco e mal, mas tive um sonho i...
Ana Carolina, euzinha, Juliane e Daniella, estas são as três irmãs que...
O jovem Jairo nos recebeu na pousada El Zapote, super curioso sobre a via...
mario sergio silveira (26/02)
Oi filha, e o carteiro não vai receber nenhuma ligação? Só porque nã...
Tatiana Queiroz (26/02)
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dani (26/02)
Que lindo, irmã! Dava para gravar um Globo Repórter com vocês, hein? ...
dani (26/02)
lindas as fotos!!! E você está magrelinha, hein? ai ai ai, está se ali...
Tatiana Queiroz (25/02)
Engraçado vc falar sobre fazer um trabalho comunitário. Quando estava l...
Fim de tarde tranquilo na North Shore de Oahu, no Havaí
Oahu não é a maior, mas é a mais habitada e agitada das ilhas havaianas, com aproximados 1 milhão de habitantes. Nela está a capital do 50° estado americano, Honolulu, a famosa e enfervecente Waikiki e as ondas mais perfeitas do Hawaii.
Um quebra-mar forma uma piscina em Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Oahu, em havaiano, “o local de reunião” é onde a natureza exuberante do Hawaii está a poucos minutos do maior centro financeiro do Pacífico, onde fatos históricos como o ataque a Pearl Harbour mudaram a história do mundo e onde se reúnem todos os anos os maiores surfistas de todo o mundo para encarar as grandes ondas de Waimea e Pipeline.
Waikiki Beach, com a cratera de Diamond Head ao fundo, em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Fizemos um roteiro de 2 dias e meio (quase 3 vai...) por Oahu. Foi mais rápido do que gostaríamos, mas seguindo as várias dicas da Lucia Malla, do blog Uma Malla pelo Mundo, conseguimos dar uma boa rodada.
Uma das árvores gigantes e centenárias na orla de Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Havia tanto para conhecermos que foi difícil montarmos um roteiro que contemplasse tudo. Mergulhos e grandes incursões pela natureza acabaram ficando de lado, embora a ilha ofereça lugares excepcionais para todas estas atividades. Nós já havíamos mergulhado em Kona - Big Island - e Maui. Acabávamos de vir três longos dias de caminhada pela Kalalau Trail na ilha do Kauai. Estávamos mesmo sedentos e curiosos pelas grandes ondas da North Shore, que prometiam para estes dias a final do Billabong Pipe Masters e, com muita sorte, as ondas gigantes do campeonato dedicado ao surfista havaiano Eddie Aikau. Então o nosso foco foi explorarmos a costa norte e é claro, dar uma conferida na famosa gastronomia de Waikiki.
Um belo pôr-do-sol em Waikiki, a praia mais famosa de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Primeiro ½ Dia
No primeiro dia chegamos do Kauai já no meio da tarde, alugamos um carro e depois de encontrarmos um hotel aproveitamos para fazer uma longa e tranquila caminhada pelo calçadão de Waikiki, com um belo por do sol do píer principal.
Passeio em Waikiki durante o pôr-do-sol (em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu)
Detalhe, há semanas eu buscava um hotel na costa norte da ilha, mas nesta época de campeonato ela fica completamente lotada com meses de antecedência. Chegando aqui ainda tentamos contato com alguns lugares e até uma brasileira que vive aqui, tem um hostal e agiliza aluguéis de casas e quartos, mas nem ela pôde nos ajudar. Ficamos por Waikiki mesmo, perto do aeroporto, da praia e de todas as lojas bacanas do centro.
Fim de tarde, início de noite em Waikiki, a principal praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
A noite fomos ao Roy´s um dos restaurantes mais bem ranqueados no trip advisor e yelp na culinária hawaiian-fusion. Uma experiência gastronômica imperdível para aqueles que curtem frutos do mar com bastante personalidade.
Nosso delicioso jantar na primeira noite em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Segundo Dia – North Shore, Waimea e Pipeline
A nossa ansiedade para chegar à praia era tanta que escolhemos o caminho mais curto e rápido, cruzando pelo meio da ilha, passando pelas plantações de abacaxi, direto para a cidade de Haleiwa. A pequena surftown está a uma hora de Waikiki e é cheia de personalidade em seus restaurantes e surfshops. As plantações de abacaxi moveram a economia da região, mas ela ficou famosa mesmo por ser o berço do surf.
A famosa praia de Waimea num dia completamente sem ondas, na costa norte de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kamehameha Highway que contorna toda a costa norte, e logo chegamos à famosa praia de Waimea. Foi aqui nestas praias que trabalhou como salva-vidas o lendário surfista havaiano Eddie Aikau. Eddie trabalhava em uma fábrica de abacaxi enlatado e no seu tempo livre enfrentava as ondas de 9, 10 metros aqui em Waimea. Depois que se tornou salva-vidas não houve nenhum registro de afogamento por estas águas. Eddie morreu aos 31 anos a bordo de uma expedição que tentava mapear e refazer a rota da primeira migração polinésia ao Hawaii, em 1978. Após o barco virar a 19km da costa de Molokini, Eddie remou em sua prancha de surf para buscar ajuda. Todos os membros da equipe foram resgatados, mas ele nunca mais foi encontrado.
Hoje, a praia de Waimea nem precisava de salva-vidas! (em Oahu, no Havaí)
Sua coragem é relembrada até os dias de hoje, quando os melhores surfistas de ondas gigantes do mundo se reúnem aqui na North Shore aguardando o swell entrar e as ondas gigantes se formarem para começarem o The Quicksilver in Memory of Eddie Aikau, campeonato de ondas gigantes que só começa quando as ondas de Waimea Bay passam dos 25 ou 30 pés, mais de 8 metros! O campeonato não acontece todos os anos, o último foi em 2009 e este ano ele está de volta! “Only the bay will call the day”, dizem os surfistas que ficam a postos e ansiosos pela entrada das ondas. Nós também estávamos ansiosos, mas foi difícil acreditar que esta era a verdadeira Waimea Bay, tão reconhecida por suas ondas gigantes e perfeitas. A praia parecia uma piscina, até conversamos com os salva-vidas para saber se estávamos no lugar certo, hahaha!
Poucas ondas e muitos surfistas na praia de Pipeline, em Oahu, no Havaí
A praia de Pipeline, na north shore de Oahu, no Havaí
Adiante, já menos esperançosos, chegamos à praia de Pipeline e adivinhem? Campeonato de surf suspenso e aguardando o retorno do swell, previsto para sexta-feira, justo quando nós vamos embora!
Torneio de Pipeline parado por falta de ondas, em Oahu, no Havaí
A falta de ondas adiou por alguns dias o Pipeline, em Oahu, no Havaí
Toda a infra do campeonato estava montada, só esperando as ondas aparecerem. Alguns haules até estavam na água, tirando uma onda que estavam surfando em Pipeline, mas papo lá, papo cá, descobrimos que o point onde os profissionais estariam praticando era mais para frente, o Rocky Point. Nos mandamos para lá e ainda conseguimos ver algumas manobras legais dos que se dispuseram a entrar na água.
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Depois de um pit stop no food truck brasileiro para matar as saudades do pastel e do guaraná foi a nossa vez de aproveitar que o mar está para peixe e caímos na água para um snorkel na Sharks Cove.
Matando as saudades de um delicioso pastel brasileiro, em Pipeline, na costa norte de Oahu, no Havaí
Local de snorkel na Shark Cove, costa norte de Oahu, no Havaí
Mais tarde, mais uma paradinha para provarmos o camarão do caminhão do Giovanni´s. Uma delícia!
O mais tradicional carrinho de camarões na costa norte de Oahu, no Havaí
No final da tarde ainda demos uma passadinha no Centro de Cultura Polinésia. Ele é imenso, tem várias atividades e um dos mais conhecidos luais da ilha. O luau é uma tradição havaiana, mas que aqui já se tornou uma atividade turística beeeem comercial. Todo o luau acontece em torno de um jantar, preparado da forma tradicional na fogueira (ou não), com danças como o hula-hula e coquetéis.
Visita ao Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Nós já tínhamos visto um hula bem mais roots lá na Kalalau Beach e resolvemos pular essa turistada. Nossa passagem pelo Centro de Cultura Polinésio foi rápida, circulamos pela área da entrada onde vimos algumas estátuas e uma exposição sobre os 6 principais povos da cultura polinésia, Samoa, Fiji, Aotearoa, Hawaii, Tahiti e Tonga e sua relação com o arquipélago havaiano.
Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Paineis informativos das culturas polinésias de diversas ilhas do Pacífico, em exposição no Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
A noite o Rafa e o Rodrigo sucumbiram, acabados da correria da viagem e ficaram no hotel, enquanto eu e a Laura aproveitamos para fazer um programa das meninas! Saímos caminhar na avenida principal de Waikiki, olhamos vitrines, fizemos umas comprinhas básicas na Victoria Secret´s e conferimos as promoções da Billabong. A avenida de noite é bem animada, cheia de artistas locais inventando moda, músicas e alguma parafernália para ganhar um troquinho. Adorei!
Noite em rua movimentada de Waikiki, em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Terceiro Dia – Windward Coast e North Shore
Honolulu vista do alto da cratera de Diamond Head, na ilha de Oahu, no Havaí
Começamos o nosso terceiro dia subindo o Diamond Head, uma pequena cratera vulcânica dentro da cidade de Honolulu e com vistas lindas da praia de Wailkiki. O parque tem uma boa infraestrutura e vistas lindas da cidade.
Chegando ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Escadaria em caracol que leva ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Rumamos novamente para a costa norte, esperançosos que as ondas entrassem no final do dia, mas desta vez resolvemos fazer o caminho mais longo e mais bonito.
A bela costa leste de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kanalianaole Highway, fazendo todo o contorno da costa leste da ilha e a primeira parada foi no mirante da Hanauma Bay. Ela é linda de cima, mas a o esquemão turístico era demais para o nosso colesterol.
A belíssima e concorrida Hanauma Bay, na costa leste de Oahu, no Havaí
Continuamos rumo ao norte com paradas nos mirantes do caminho, com destaque para as praias de Makapuu, cheia de locais em suas pranchas de bodyboard e adiante Lanikai Beach, ótima para a prática de wind e kite surf!
Flagrante do casal 1000dias na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Encontramos um restaurante japonês bem roots na cidade de Kaneohe com a ajuda do Yelp, resolvemos apostar na dica dos locais e não nos arrependemos. Ele era daqueles restaurantinhos no meio de um estacionamento e que por fora você não dá nada, mas a comida, além de barata, era deliciosa!
Pelo menos no cartaz, lá estão as famosas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
O final de tarde foi novamente no Rocky Point, atrás das grandes ondas e manobras radicais dos profissionais do surf. O mar cresceu e as ondas prometem para amanhã, quando eu e o Rodrigo já estaremos em um avião para Los Angeles. Hoje foi a nossa despedida dos nossos padrinhos, amigos e grandes companheiros de viagem. Rafa e Laura ainda poderão realizar mais um sonho e acompanhar as semi-finais do Pipe Masters! Nós vamos, mas os deixamos aqui representando o 1000dias, para nos contar tudo depois.
Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí
Concentração antes de enfrentar as ondas de North Shore, em Oahu, no Havaí
Se você ficar mais tempo na ilha ainda pode explorar as trilhas na North Shore, as praias do oeste da ilha, preferidas pelos locais para o surfe à movimentada Pipeline, ou ainda fazer um tour histórico por Pearl Harbour.
na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Kelly Slater sai com a prancha quebrada na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Gostou dessas últimas duas fotos? Confira aqui a cobertura fotográfica e o relato feito pela Laura, nossos olhos (e o nosso coração) no Billabong Pipe Masters, em Pipeline, Oahu – Hawaii.
Essa Zilda deve ser importante mesmo por aqui! Ela tem um complexo de cachoeiras e até um cânion com o seu nome! Este cânion esculpido pelas pedras foi carinhosamente apelidado de “A Racha da Zilda”. Andamos 15 minutos até a margem do rio e continuamos subindo pelas pedras que formam uma paisagem sensacional. Claramente as rochas sedimentares se formaram em camadas e um abalo sísmico, que deve ter ocorrido milhões de anos atrás, abriu o pequeno cânion, deixando a água passar e formar a incrível e gélida racha.
Voltando da RTacha da Zilda pelo leito do rio em Carrancas - MG
Chegamos à primeira cachoeira e toda aquela natureza estava lá, só nos esperando. Também, que outros malucos apareceriam lá em plena quinta-feira, no lugar de água mais gelada da região, sem sol algum? Pois é, enquanto o Ro se preparava para entrar na cachoeira, quase foi pego no flagra por dois caras que estavam chegando. Muito simpático e empolgado com o mais esperado dos passeios aqui de Carrancas, o Ro logo puxou assunto. Vejam como o diálogo se desenrolou, assim que ele falou que íamos entrar na racha:
Cara: Mas nem pensar, de jeito nenhum! Vocês não vão entrar lá! Ainda bem que eu cheguei aqui!
Rodrigo: Vaaamos sim, lugar lindo desse, você já entrou lá?
Cara: Ah sim, tenho uma agência de aventuras aqui, entramos de rapel por cima e saímos aqui. Para entrar lá tem que ter todo o equipamento. Vocês têm equipamento?
Ana: Que equipamento?
Cara: Roupa de neoprene, ou pelo menos um colete salva-vidas. Essa é a água mais fria que temos por aqui! Vocês tão malucos, vão morrer lá!
Ro: Mas morrer do que?
Cara: Hipotermia! Câimbra!
Ro: Num morro não! De frio num morro, qualquer coisa volto!
Cara: Vocês são do sul?
Ro: Sim! (cara de pau, adora jogar na cara que é mineiro, mas quando interessa fala que é sulista!)
Cara: É, vocês podem estar acostumados com água fria, nós mineiros aqui não agüentamos não! Uma vez vim com uns ingleses, eu já com 3 câimbras e eles estavam bem, vermeeelhos, mas bem... Mas você tem idéia da profundidade do poço que tem ali? Não tem onde se apoiar, pode se afogar! (Xiii, coitado do moço, foi falar isso justo para quem?)
Ro: Imagina, eu sei nadar! Me garanto!
Cara: Então aproveita para ir lá enquanto estamos aqui, até o sonrisal pelo menos vocês conseguem chegar...
Resumi a conversa, ainda teve um papo de que os donos das terras estão se reunindo para organizar a exploração turística do local. Montar uma infra-estrutura, colocar guias, equipamentos e cobrar por isso, é claro. Até por que tem histórias de pessoas que tentaram ir além ou no lugar errado e acabaram se machucando. Enfim, ele e o cliente dele ficaram se divertindo de longe nos olhando.
Estudando uma maneira de ultrapassar o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Subimos a rampa até o sonrisal, ficamos lá uns 15 minutos estudando e pensando: pulo ou não pulo? Entro ou não entro? Eu queria muito entrar, o lugar parecia maravilhoso, mas eu já estava com frio e depois do que “o cara” falou, confesso que fiquei ressabiada.
Tentando vencer o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Eis que o Ro resolveu enfrentar bravamente a água gelada e subiu o sonrisal, panelão de água com uma pequena queda de correnteza bem forte. Vendo aquilo, me enchi de coragem e pulei atrás. Com a ajuda do Ro foi mais fácil que eu pensava! Dali pra frente bastava conseguir agüentar o gelo!
Lutando contra o frio, após ultrapassar o Sonrizal, na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Paredões de pedra de uns 30 metros de altura e mais 5 submersos, formam o cânion estreito e em cada corredor, poços de água verdinha. Encontramos sim, algumas agarras e pedras para nos apoiar em cada estreitamento, para deixar o corpo parcialmente fora do gelo d´água. O último salão é o útero da Zilda, como “o cara” apelidou, tem uma cachoeira linda, naquele cenário praticamente lunar, se a lua tivesse água!
Piscina após o Sonrizal
Quando voltamos, ué, cadê o cara? Acho que ele ficou ali só até passarmos o sonrisal... De duas uma, ou viu que éramos bravos e safos, ou parou de se divertir conosco e não quis arriscar ter que nos ajudar, caso algum morresse hipotérmico.
Felizes com o maravilhoso passeio na Racha da Zilda em Carrancas - MG
Detalhes técnicos:
A máquina fotográfica ficou, pois o Ro pensou que poderia bater nas pedras enquanto nadávamos para penetrar a racha. Quando voltamos o Ro pulou no sonrisal novamente para buscar a máquina e entrarmos no cânion. Ali mesmo tiramos algumas fotos e a maioria saiu embaçada... droga de case, ainda não pegamos a manha de fotos “molhadas”. O coitado do Ro, nesse chassi de grilo, já estava tremendo mais do que eu! Afinal, essas minhas gordurinhas tem que servir para alguma coisa! Sendo assim resolvemos ir embora e gravar as imagens das profundezas da Racha da Zilda, apenas na nossa memória. Para nos deixar ainda um pouco mais indignados, só nos demos conta que nos esquecemos de levar a nossa câmera filmadora, quando já estávamos sequinhos, começando a voltar para o carro.
O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR
Quase 29 anos de idade, 27 destes vividos em Curitiba. Sempre fui orgulhosa da minha cidade natal, desde que me lembro por gente! A gestão de Jaime Lerner, seguida de toda a sua equipe foi transformando Curitiba, que mesmo sendo a capital do Estado sempre teve ares interioranos. Uma cidade que não tinha muitos atrativos e de repente tornou-se referência em urbanismo, transporte público, pioneira na reciclagem do lixo que não é lixo, como foi apelidado o lixo reciclável aqui. Esta campanha educativa foi a primeira campanha publicitária de que me lembro, um case de sucesso! Era a Família Folha cantando o jingle “lixo que não é lixo, não vai pro lixo, SE-PA-RE.”
Poste de iluminação que funciona com energia solar, no Parque Barigui, em Curitiba - PR
Cidade modelo, planejada não possui apenas parques, possui receptores de águas pluviais. Os parques de Curitiba, Tanguá, Tingui, Barigui, Bosque do Alemão, Bosque do Papa, e muitos outros foram planejados com esta função, após diversos alagamentos sofridos pela cidade. Todos eles hoje são parte dos atrativos turísticos de uma cidade que cada vez mais está nos roteiros turísticos de muitos brasileiros. Percebi isso hoje, quando revisitei a cidade com outros olhos, não mais os olhos de uma moradora, mas sim os olhos de uma turista.
A antiga Torre da Telepar, em Curitiba - PR
Começamos o nosso tour pela Torre da Telepar, hoje patrocinada pela Oi. Lembro quando eu era pequenininha e fui com a turma da escola, mas minha visão foi completamente diferente. Hoje ver a cidade lá de cima foi o máximo, localizar bairros, os parques, ver como o Bigorrilho se transformou em “Champagnat” e como o meu querido bairro da faculdade, o Mossunguê, se tornou “Ecoville”. Essas curitibanisses que só sabe e pode falar quem é daqui mesmo! Até a faculdade Tuiuti pude ver lá de cima, ou melhor não pude ver... o prédio que era antiqüíssimo pegou fogo há alguns anos e finalmente foi demolido, estava “na chon” como dizia Dona Armênia.
Pertinho da capivara preguiçosa, no Parque Barigui, em Curitiba - PR
Nossa segunda parada foi o Parque Barigui, belíssimo e democrático como sempre. Corredores e esportistas, dentre pagodeiros e botequeiros, madames passeando com seus poodles cor-de-rosas ao lago das preguiçosas capivaras. A vista do outro lado do lago é sempre uma afronta, casas maravilhosas destacam ainda mais a arquitetura kitsch(1) da casa de um famoso político local.
Defile de cães no Parque Barigui, em Curitiba - PR
Continuamos para o Jardim Botânico e seu palácio de cristal. Hoje mantido por uma parceria público-privada entre a Prefeitura e O Boticário, os jardins estão belíssimos e sua área de exercícios muito bem estruturada. Outro lugar que lembro bem quando foi inaugurado e que não havia mais voltado. Eu e minhas irmãs adorávamos rolar montanha abaixo nos gramados do Botânico. Engraçado, tudo parecida tão maior...
O Palácio de Cristal, no Jardim Botânico, em Curitiba - PR
Dos Jardins, vamos ao mais moderno e contemporâneo que a cidade hoje guarda, um monumento de Niemeyer, o MON – Museu Oscar Niemeyer - também conhecido como “O Olho”.
O famoso "Olho", no museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR
Um espaço delicioso para explorar as diversas manifestações artísticas, exposições e até levar o seu cãozinho passear nos gramados dos fundos. Assim que foi aprovada a lei que multava em R$ 500,00 quem não recolhesse o cocô do seu cachorrinho da calçada ou não usasse coleira e fucinheira (cães acima de 30kg), os amantes de cão adotaram o gramado como área sem lei. Lá no PARCÃO tudo pode, é o paraíso dos cachorros!
O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR
É gentein, Curitiba é uma cidade muito especial. Não sei se a vejo assim por que foi onde nasci ou se cada vez mais ela foi se tornando interessante. Bons restaurantes, teatros, cafés, cinemas, parques e museus... Um final de semana será pouco mas já dará um gostinho do que esta cidade tão conhecida por seu provincianismo tem a oferecer.
Entre as árvores do Parque Barigui, em Curitiba - PR
(1) Kitsch é um termo de origem alemã (verkitschen) que é usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente. São freqüentemente associados à predileção do gosto mediano e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões que não são autênticos, tomar para si valores de uma tradição cultural privilegiada. (Fonte: wikipedia).
A Pousada do Zé Maria, em Inhaí, próximo a Diamantina - MG
Vocês sabiam que cada pulo que o Hulk dá ele anda uns 100km? Pois é, nem eu. Mas essa é uma das lembranças que o Rodrigo tinha de Januária, quando conheceu um maluco apaixonado por quadrinhos como ele. O maluco dizia que o pulo do Hulk saía de Januária e ia parar lá em Montes Claros. Enquanto o Hulk deu 3 pulos e chegou a Inhaí, nós precisamos dirigir quatro horas entre Januária, Montes Claros, Bocaiúva, Mendanha e Inhaí.
E o que vamos fazer em Inhaí? Uma cidadezinha com pouco mais de 1000 habitantes, Inhaí fica próxima ao Rio Jequitinhonha e a majestosa Serra do Espinhaço. É a base para conhecer um dos mais novos Parques Nacionais brasileiros, o Parque Nacional das Sempre Vivas. O parque ainda não possui nenhuma infra-estrutura e até onde conseguimos descobrir, seu plano de manejo ainda não está pronto. As fazendas foram desapropriadas, porém os ex-proprietários ainda não foram indenizados. São 140mil hectares de área onde se destacam os campos de flores sempre-vivas.
Chegamos achando que íamos ter que dormir em barraca e acabamos encontrando uma pousadinha muito gostosa! Já havíamos programado para vir até aqui e curiosamente recebemos também esta dica do André, que está acompanhando a nossa viagem. Já agendamos com o Tinho, guia aqui na região, para nos levar amanhã conhecer as trilhas e cachoeiras do parque. Espero que a gente não encontre o Hulk por lá!
Pictografias na Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí
Uma bela noite de sono para repor a minúscula noite de sono de ontem. Deitamos para tirar um cochilo perto das 22h e dormimos até o dia seguinte! Bom, pois acordamos bem descansados e com bastante pique para o dia de hoje.
Estrada no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí
Segundo Naldo, teremos muita estrada (3 horas de carro), porém pouca caminhada pela frente. Entramos no parque, passamos pelo ponto que estacionamos ontem e chegamos à Comunidade do Capim. Lugar seco, no meio da caatinga, (ainda não entendo como este povo veio parar aqui), longe de tudo, sem água, num calor dos diabos. Há pouco tempo a FUMDHAM, ONG presidida por Niede Guidon, perfurou um poço para fornecer água à esta comunidade. Um pouco mais adiante chegamos à comunidade de Barreiros, de onde sai uma outra estrada para os recém descobertos sítios arqueológicos da Toca do Capim e Toca do Enoque.
Moradia dentro do Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí
Tínhamos pouquíssimas informações e o nosso guia, Naldo, ainda é aprendiz de seu pai. Portanto nos levou aos lugares, contou sobre a vida do entorno, porém não tinha muita informação sobre as pinturas e os sítios para nos passar. Decidimos ir direto para a Toca do Capim, já que era a mais distante. Chegando lá, primeira confusione do dia: furou o pneu da Fiona! Um graveto de madeira seca da caatinga, afiado como faca, entrou na lateral do pneu. Surreal! Já escolados pelo primeiro pneu furado, fomos direto para o nosso kit primeiros socorros da Fiona. O Rodrigo queria usar o spray, mas eu estava desconfiada, preferindo ir direto para o chicletão tapa-buracos. Lendo as instruções vimos que a segunda opção era melhor mesmo, já que o spray não funcionava direito para furos laterais. Enfiei o “esburacador”, limpei e uniformizei o buraco e enfiamos a tira de chiclete para fechar o furo. Quase funcionou... quase... o rasgo foi tão lardo que o chiclete não era grande o suficiente. Aí já íamos começar a trocar o pneu, quando descobrimos que a trava anti-furto do step simplesmente emperrou! A chave tetra não girava, estávamos sem step! Enfiamos um segundo chicletão para tentar diminuir o buraco, que ficou uns 70% fechado. Testamos o compressor e funcionou. Decidimos ver a toca do capim e seguir adiante, enchendo o pneu a cada 15 minutos, mais ou menos.
Pneu furado no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí
Segunda Confusione do dia, a Toca do Capim estava trancada! Foi colocada uma grade de madeira com cadeado, ok, tudo em prol da conservação. Vimos as várias pinturas rupestres dali da grade mesmo, muitas formas geométricas e muitas escavações, numa delas foi encontrado os fósseis de um menino.
Lado de fora da Toca do Capim, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí
Preocupados com o pneu seguimos estrada em direção ao povoado até a entrada para o Enoque. O pneu agüentou bem, decidimos ir até lá. Chegamos e vimos o imenso paredão, todo pictogravado e logo ali ao lado um olho d´água. Ali vivia Enoque, um borracheiro que hoje já não está mais entre nós.
Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí
Voltamos para o carro, pneu e chiclete agüentando firmes, nós precisávamos chegar de volta à cidade. Fomos rodando, verificando e enchendo o pneu de tempos em tempos. A tática funcionou, chegamos à borracharia eram umas 15h15 da tarde e saímos de lá as 17h30, a maior parte do tempo tentando abrir a droga da tranca emperrada. Pneu consertado, decidimos colocar logo a Fiona na estrada para evitar mais confusiones. Moral da história, precisaremos achar um chaveiro em São Raimundo.
Tentando consertar a trava do estepe em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI
Hoje realmente foi um dia conturbado e o pior foi que descobrimos que a Toca do Enoque que nós achamos que fomos, não é a toca do Enoque! Fomos a um paredão que o nome parece ser Toca do Olho d´água. Ficamos há apenas 300m da famosa Toca do Enoque, que possui pinturas ainda mais bonitas. Afinal, agora entendi por que esta é a Serra das Confusões!
Monumento em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI
Sierra Nevada, região de Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
A California é um estado de belezas naturais superlativas. Costa imensa repleta de praias, redwoods as arvores mais altas do mundo e nas montanhas as sequoias gigantes, a maior arvore do mundo em volume. No norte os vulcões Shasta e Lassen, o extenso Lake Tahoe e seus morros nevados, o ouro da sierra e ao sul o Death Valley, o deserto de Mojave e as curiosas joshua trees. Deixamos as principais atrações turísticas da California, San Franciso, Los Angeles e o Yosemite National Park, como grand finale!
Bastante neve nas estradas que cortam a Sierra Nevada, na Califórnia, nos Estados Unidos
O plano inicial era seguirmos para o Mono Lake, mas o começo de inverno aqui parece ser nada fácil. A neve está começando a cair e várias das estradas começam a fechar, algumas com datas agendadas, umas a partir da primeira neve e outras enquanto o fluxo de pessoas fizer valer o trabalho dispensado para limpá-la. Este é o caso da Tioga Road, a nossa estrada de entrada no Yosemite após a visita ao Mono Lake está fechada devido à quantidade de neve.
Uma das estradas que cortam a Sierra Nevada, na Califórnia, nos Estados Unidos
A altitude do passo é de pouco mais de 3 mil metros e a esta altura a neve já esta com mais de um metro de profundidade. A estrada, que corta todo o Yosemite National Park, normalmente estaria aberta esta semana, mas a neve chegou mais cedo e agora ela deverá ficar fechada durante todo o inverno. Esta foi uma notícia desoladora para nós, pois além de sermos obrigados a dar uma volta imensa para chegar ao Yosemite, lá não poderemos explorar uma das áreas mais bonitas do parque. Com esta volta, o Mono Lake acabou ficando totalmente fora do nosso caminho. Eu ainda queria fazer o desvio, mas conversamos e o Ro me convenceu a deixá-lo para uma próxima oportunidade... Ainda teremos a chance de voltar ao Mono Lake na nossa subida para o Utah e Colorado, veremos.
A bela paisagem da Sierra Nevada, a caminho do Yosemite, na Califórnia, nos Estados Unidos
Já na estrada, nos despedindo do Lake Tahoe em um dia lindo e ensolarado, desacreditando na neve e na estrada fechada e quando tudo parecia estar perdido, eis que surge em nossa frente a impressionante Sierra Nevada. Sim, ela estava no nosso caminho para o Yosemite, mas cruzá-la, mesmo que apenas em um dia, já é uma atração por si só! Lagos cristalinos, picos nevados e as paisagens campestres douradas pelas cores de outono nos fizeram deixar a tristeza de lado e aproveitar o que a vida nos oferecia. Como dizem, uma porta se fecha, mas ao lado se abre uma janela! Rs!
Sierra Nevada, região de Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Cruzamos a Sierra Nevada pelo Carson Pass, na Hwy 88, com vistas lindas do Caples e do Silver Lake, cruzando alguns esquiadores e snowboarders de plantão já estreando as montanhas com neve fresquinha e macia. Nós, que não nos cansamos de ver neve, tivemos que fazer várias paradas para fotos.
A bela paisagem da Sierra Nevada, a caminho do Yosemite, na Califórnia, nos Estados Unidos
Com este novo roteiro, acabamos chegando ao parque pela portaria noroeste, também conhecida como Big Oak Flat Road Entrance. Chegamos já no final do dia, passamos pela charmosa cidadezinha de Groveland e decidimos continuar para encontrar um abrigo mais próximo possível da entrada do parque. Já era de noite quando entramos na Evergreen Road e encontramos o Evergreen Eco Lodge.
Nosso chalé ao lado da entrada Hetch-Hetchy no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos
Cabanas em meio à floresta de pinheiros com uma política super verde, desde o tratamento e reaproveitamento de água, luz, gás e uma infraestrutura muito bacana. Ali mesmo, com a ajuda dos guias do hotel, já organizamos o nosso roteiro pelo parque nacional para os próximos dias, com trilhas, sequoias e tudo o que a neve e o tempo nos deu direito. Depois marshmellow na lareira, botas em mãos e estamos prontos para explorar o parque. Amanhã, Yosemite!
Cruzando a Sierra nevada, de Lake Tahoe para Yosemite, na Califórnia, nos Estados Unidos
Menina se diverte em canoa durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas
Uma viagem para o explorar a Amazônia parece algo próximo de uma expedição aos confins do mundo. Um inferno verde, quente e úmido, cheio de insetos, aranhas, cobras e animais peçonhentos, onde em cada esquina encontraríamos tribos indígenas canibais e rios cheios de piranhas. Se você quiser que seja assim, primeiro contrate a produção da Discovery Channel, depois lembre-se de dar um ar de dramaticidade para tudo aquilo que está vivenciando e ainda assim faltará a parte dos índios canibais, pois estes, se um dia existiram, hoje estão em falta.
Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas
São várias as formas para conhecer a Amazônia, lembrando que é a maior floresta do mundo e ela não é homogênea. Formada por diversos tipos de florestas, rios em diferentes biomas é quase impossível ver tudo em apenas uma viagem (a não ser que a sua viagem dure 1000dias!). Nós fizemos várias incursões ao longo do maior rio do mundo, de Tefé à Ilha do Marajó, passando por Alter do Chão, Manaus, Belém e a Transamazônica e cruzando de Pacaraima, no norte de Roraima, até Rio Branco, no Acre e Puerto Maldonado no Perú. Ainda assim posso dizer que não conhecemos nem 5% das belezas que a região possui.
Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas
A maioria destes roteiros partem das grandes cidades e no fim ainda sentíamos a necessidade de ir mais longe e conhecer mais a fundo essa região. Existem alguns hotéis de selva bem agringalhados que te levam ao coração da floresta, mas se você quer conhecer a Amazônia na sua forma mais genuína, intensa e ainda confortável, o lugar para isso é a Reserva Sustentável do Mamirauá e sua pousada flutuante, o Uacari Lodge.
Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Já comentei sobre a floresta e sobre o Instituto Mamirauá, hoje vou contar como foi o nosso roteiro durante os quatro dias que ficamos hospedados no coração da reserva. A pousada Uacari oferece pacotes de 2, 5 e 7 dias incluindo hospedagem, alimentação e todos os passeios guiados durante a estadia. Nós escolhemos o pacote de 4 noites, que se inicia sempre nas segundas-feiras e termina nas sextas, incluindo transfer do aeroporto de Tefé até a pousada flutuante.
A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Voar sobre a floresta amazônica é uma experiência única. Só lá do alto temos a dimensão da grandiosidade da maior floresta do mundo. O verde entrecortado por sinuosos rios negros e solimões abre em nosso imaginário histórias, lendas, imagens que antes só víamos em documentários. Incrível a biodiversidade que se esconde sob esse tapete verde.
Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas
Uma hora depois chegamos à Tefé, localizada no coração da Amazônia, a 520km de Manaus. Lá fomos recebidos pelo pessoal da Uacari que logo nos conduziu para o embarcadeiro onde subimos em uma lancha rápida para mais uma hora e meia de viagem Rio Solimões acima, entrando no Rio Japurá onde flutua a pousada.
A bela Pousada Uacari, em plena Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Fomos recebidos pela equipe da pousada, todos moradores das comunidades ribeirinhas da reserva. Depois de acomodados em nossos bangalôs, saímos em um passeio de voadeira pelo cano principal da reserva.
Guia nos dá explicações durante passeio de canoa motorizada pela Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Adriano, nosso guia, foi ótimo não apenas apontando espécies de árvores, frutos e animais no caminho, mas explicando suas conexões e como funciona este ecossistema. Hoje avistamos vários macacos de cheiro se alimentando nas árvores inundadas à beira do rio e diferentes pássaros.
Fruta muito comum nessa época do ano na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
A noite tivemos uma palestra com o Biólogo e Pesquisador Emiliano Ramalho sobre o Projeto Uiareté, sobre as onças da várzea amazônica. Muito boa!
Veja mais sobre a nossa chegada ao coração da amazônia aqui.
Mesmo com a manhã chuvosa, pronta para mais um dia de explorações na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas
Tomamos um café da manhã logo cedo e saímos para um passeio de barco pela manhã, passando por outros rios e canos. Avistamos e identificamos uma infinidade de pássaros, tucanos, pica-paus, o gavião preto e o gavião panema, socó boi, socó onça, o jaçanã e até um alencorne. Leia mais...
Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Hoje é dia de visita a uma comunidade ribeirinha. Depois do café da manhã subimos no nosso único meio de transporte, o barco, e seguimos para a Comunidade Vila Alencar. Uma vila com não mais de 20 casas suspensas, tipo palafitas, uma escola, um barzinho palafita e até um curral flutuante! A vida desses brasileiros teve que se adaptar ao ritmo da floresta, 6 meses seca, 6 meses inundada. Leia mais...
Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Acordamos na paz da Floresta Amazônica, mas uma coisa ainda nos incomodava. Eu não queria ir embora sem encontrar um Uacari! Leia mais...
Nosso último e magnífico nascer-do-sol na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas
Dia de despedir-nos do Mamirauá, mas não antes sem dar um último passeio pelos arredores da pousada. Café da manhã com frutas, pão e chá e logo estávamos sobre a nossa canoinha com o grande Izael. Leia mais...
Mais detalhes sobre a Reserva Sustentável do Mamiraúa e essa viagem incrível nos posts:
- Viagem ao Coração da Amazônia
- Reserva do Mamirauá
Chegada a Manaus, no Amazonas. Ao fundo, a enorme ponte que cruza o Rio Negro
A previsão da duração da nossa viagem de barco entre Tefé e Manaus era de 36 horas e acabamos chegando até um pouco mais cedo que o esperado. Às 4 horas da manhã estávamos atracando em Manaus. Até fizemos uma hora no barco, vendo cada uma das redes sendo desatada do seu lugar, toda a mercadoria ser desembarcada e a jornada do A. Nunes II se fechar mais uma vez.
Chegada a Manaus, no Amazonas
Dormindo no barco até que amanhecesse em Manaus, no Amazonas
O sol aos poucos foi dando forma à cidade, o porto marcava mais um período de cheias no Rio Negro. Esperamos o sol nascer para podermos andar pelo centro de dia com mais segurança. E lá estávamos nós, buscando ônibus que entrássemos nós, nossa mala e que nos levasse até o aeroporto, onde havíamos deixado a Fiona.
Quadro com a marca das cheias do rio, no porto de Manaus, no Amazonas. O recorde foi quebrado em 2012!
O aeroporto de Manaus fica há uns 15 km do centro, são aproximadamente 40 minutos de ônibus que pode ser encarado como um passeio roots pelas principais avenidas de Manaus. Vemos pela janela as praças e igrejas, devotos e trabalhadores subindo e descendo do coletivo Descemos no último ponto da Avenida Torquato Tapajós, dali ela vira estrada e segue para a região metropolitana manauara. Caminhamos até o ponto da Avenida Santos Dumont para esperar o ônibus que nos levaria pouco mais de 3km até o aeroporto. Domingão de manhã, adivinhem se o ônibus vinha? Esperamos, esperamos e esperamos... foram quase 20 minutos até que o Rodrigo decidiu que iria correr até o aeroporto, pegar a Fiona e voltar me buscar. Ele foi, decidido e guerreiro, sob o sol e o calor amazonense levaria em torno de 15 minutos para chegar até lá. Quinze para chegar, 15 para pagar o estacionamento e 5 para voltar, 35 minutos de espera, certo? Errado! Ele voltou mais de uma hora depois! Eu já não sabia se pegava o táxi, se subia no ônibus... o que teria acontecido?
O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado
O que aconteceu foi que o Aeroporto Internacional de Manaus, sede da Copa do Mundo, além de ter uma reforma esdrúxula acontecendo, também não tem um terminal do Itaú, do Santander ou do Banco 24 horas funcionando! Os 100 reais que o Rodrigo tinha não eram suficientes para pagar a conta do estacionamento (em torno de 20 reais por dia). Assim a única forma de resolver o problema era pegar um táxi até o banco mais próximo, ele passou me buscar uma hora depois e lá fomos nós até o banco. Quando retornamos qual é o valor do táxi? 120 REAIS! A bandeirada do táxi só para sair do aeroporto, mesmo que seja para andar 5 quadras não deve sair por menos de 80 pilas! SURREAL!!! Nunca xinguei tanto um homem, um aeroporto, um lugar, fomos roubados na cara dura!
Aprendizado do dia: NUNCA deixe um carro ou pegue um táxi no aeroporto de Manaus.
Tempos movimentados no Brasil! (em Manaus, no Amazonas)
Bem, depois de xingar todas as gerações manauaras relacionadas aos taxistas, bancários e aeroportuários, nós finalmente estávamos seguros dentro do nosso universo particular, a Fionitcha!
Prédio histórico em Manaus, no Amazonas
Hora de achar um hotel, lugar para tomar um banho quente e esticar o corpo em uma cama de verdade. Eu precisava descansar, corpo cansado e uma gripe me atacando, terrível. Hotelaria em Manaus não é coisa fácil... se é bom é muito caro, se o preço é plausível o lugar será horrível, úmido e mofado... foi o que aconteceu conosco da última vez. Tenho certeza que foi no hotel aqui de Manaus que desenvolvi a rinite que hoje faz parte da minha vida. Assim, fomos logo para o Largo São Sebastião para um novo Hostel Boutique que nos foi indicado pelo pessoal do Instituto Mamirauá. O hostel uma gracinha, os quartos de casal estavam lotados, então pegamos um quarto com um beliche, apertadinho mas mega confortável e novinho em folha. Detalhe, a meia quadra do Teatro Amazonas.
O famoso Teatro Amazonas. Estamos mesmo de volta a Manaus, a capital do estado
Hoje é dia de feira no largo. Dia de feira é dia de tapioca de queijo coalho com tucumã e suco de graviola. Dia de feira é dia de descobrir os artesanatos de diferentes regiões e tribos indígenas amazônicas, colares, sementes, cascas, frutas e toda a medicina que a maior floresta do mundo oferece.
Deliciosa tapioca com tacumá e queijo coalho, em Manaus, no Amazonas
Delicioso café da manhã tradicional em feira de Manaus, no Amazonas
Na nossa outra passagem por Manaus já havíamos explorado mais a cidade, então hoje a tarde foi de volta à civilização, mas fazendo um programa de índio: assistir a estréia do mais novo filme de zumbis hollywoodiano: World War Z. O Ro estava acompanhando o lançamento desse filme, a cada trailer que escapava na internet, a cada teaser, cada detalhe. Chegamos ao shopping e a fila estava gigantesca! Mas... com calma e jeitinho deu tudo certo e vimos o Brad Pitt lutando contra os milhares de zumbis.
Café da manhã na feira, em Manaus, no Amazonas
A noite foi bem mais produtiva, na minha humilde opinião. Fomos recebidos pelo pessoal do Amazonas Jeep Club que conhece as estradas da região como a palma da mão! Claudionor foi o nosso contato, indicado pelo Ricardo lá de Boa Vista. Ele agitou um encontro numa pizzaria, veio nos guiar pelas ruas de Manaus até encontrarmos essa galera muito sangue bom que tinha respostas na ponta da língua para todas as nossas perguntas! Juca é catarina, mas vive aqui há uns 20 anos, já fez a BR 319 muitas vezes e nos garantiu que passamos tranquilamente com a Fiona, nossa fiel escudeira! Mais bacana ainda é ver a mulherada guerreira que acompanha os maridos, algumas iniciantes e outras já mais aventureiras que eles! Obrigada galera, foi demais encontra-los aí em Manaus!
Jantas com integrantes do jipe clube de Manus, no Amazonas
Nosso plano é seguir agora pela BR 319, a pior BR do Brasil! Serão 800 km de buracos, lama e mais de 120 pontes que ligam Manaus à Porto Velho. Aventura que não acaba mais!!! Vambooora!
Com o Claudionor, do jipe clube de Manaus, no Amazonas
Bicicleya estacionada em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala
Nós chegamos a Livingston de Rio Dulce e logo fomos cercados por garotos querendo vender Deus e o mundo, pousadas, passeios, restaurantes, artesanato, qualquer ajudinha terá um bom preço, situação bem comum nos lugares turísticos aqui na América Central. Às vezes passamos batido e escapamos deles, mas desta vez dois, bem insistentes e simpáticos nos acompanharam e garantiram que não teríamos que pagar nada pela simpatia. Um era maya e o outro garifuna, além do espanhol se viravam no inglês e foram muito prestativos.
O rio Dulce é a principal "estrada" na região de Livingston, no litoral da Guatemala
Eles nos levaram até o Nostra Casa Hostal, a casa de um nova iorquino casado com uma guatemalteca que fica na beira do rio. A pousada é simples, mas bem simpática. A casa possui 2 quartos extras que são alugados a turistas, compartilhando o mesmo banheiro da família. A cozinha e a palapa em frente ao rio a noite viram uma pizzaria, a melhor da cidade. O café da manhã não está incluído, mas os sucos, vitaminas e os sonhos recheados de frutas que eles fazem são deliciosos!
TRabalhando no quintal da nossa pousada em Livingston, no litoral da Guatemala
Todo o lugar está sob os auspícios do casal e nas nossas conversas ficamos curiosos em saber como ele havia vindo parar aqui. Perguntamos e sem titubear, com seu jeito acertivo e acelerado (bem diferente do ritmo livingstoniano), ele nos respondeu:
"Eu trabalhava em um grande banco em Manhattan, na Wall Street. Andava em porches e ferraris, ternos Armanis e Guccis. Vi toda a crise se formar, acompanhei de dentro o que aconteceu e eu não conseguia concordar com o que os mercado financeiro, os bancos, os Estados Unidos estavam fazendo com o mundo. Foi horrível! Resolvi sair deste mundo, vendi meu apartamento, doei quase tudo o que tinha e saí viajar. Em 15 dias de viagem pela Guatemala cheguei aqui e decidi que era onde eu ia morar. Passei a vida procurando o mundo perfeito, a mulher perfeita e, quase aos 50 anos, eu ainda era solteiro, estava estressado e não era feliz, pois é claro, isso tudo não existe!
Hoje estou vivendo com a minha mulher guatemalteca, que não é perfeita mas temos um relacionamento divertido. A pousada e a pizzaria não me deixarão rico, mas com o pouco dinheiro que faço eu pago as minhas contas e vivo tranquilo, sem pressão. Não sei quanto tempo ficarei aqui, cheguei há três anos e até agora não pensei em voltar. Minha família toda pensa que eu sou louco por ter trocado que eu tinha lá em Nova Iorque pela vida que tenho hoje, mas o que interessa é que eu estou feliz. A vida pode ser simples."
Eu fiquei ali, parada e estupefata perante tal depoimento. Era claro que ele não pertencia aquele lugar, mas eu não imaginava a rica história e experiência de vida que estava por escutar. Nunca é tarde para alguém decidir mudar, ver o mundo, ter uma nova vida, valorizar as coisas simples e cultivar o que realmente lhe faz feliz.
Em dia de muito sol, delicioso mergulho em praia de Livingston, no litoral da Guatemala
Área de passageiros e usuários, no porto flutuante de Manaus - AM
Dia de embarcar a Fiona no Luis Afonso, barco que irá nos levar de Manaus a Santarém através do maior rio do mundo, o Rio Amazonas. O barco irá partir apenas amanhã, mas combinamos com Zoca, uma das responsáveis pela embarcação, que o carro deveria ser entregue hoje para ser embarcado no Porto Demetrio.
O nosso barco, Luiz Afonso, que nos levará à Santarém (no porto em Manaus - AM)
A entrega foi no Porto Flutuante ao meio-dia, ali o nível do píer não é compatível com o andar onde a Fiona ficará estacionada. Depois ela foi levada até o outro porto próximo para a manobra. De qualquer forma foi bacana irmos até lá, já conhecemos a plataforma de embarque flutuante, agora de outra perspectiva.
Orla do Rio Negro no centro de Manaus - AM
A visão do píer onde fica a praça de alimentação, os prédios antigos e a placa que marca todas as maiores cheias do Rio Negro. Os níveis mais altos foram marcados nos anos de 1953, 1976 e depois no ano de 2009.
A placa com dados anuais da cheia máxima do Rio Negro durante o último século em Manaus - AM. A cheia máxima foi em 2009!
Nossa convivência com este carro é tanta que nós já sabemos o que ela pensa e como ela se sente. Com certeza estava pensado, “Ihhh, porto de novo? Vocês terão coragem de me abandonar mais uma vez?”. Mal sabe ela que amanhã iremos encontrá-la e que desta vez viajaremos juntos de barco, até Santarém!
Fiona aguardando para ser embarcada, no porto de Manaus - AM
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