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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Fogo no Céu

Hawaii, Big Island-Volcano

De uma distância segura, admirando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

De uma distância segura, admirando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Eram dez e meia da noite quando o céu se abriu sobre a cidade de Volcano e as estrelas começaram a aparecer. Não esperamos novo sinal! Em poucos minutos, já estávamos a bordo do nosso jipão entrando no vizinho parque nacional. A esta hora, absolutamente ninguém na portaria, mas como é padrão nos Estados Unidos, os parques não fecham e podemos entrar a qualquer momento, mesmo de madrugada. Aliás, para quem entra essa hora, nem se cobra entrada. No nosso caso, essa vantagem não temos, pois o passe anual que compramos quando chegamos ao país já nos dá direito de entrar em todos os parques nacionais dos Estados Unidos.

A luz do Kilauea ilumina a noite no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

A luz do Kilauea ilumina a noite no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Não demorou muito e chegamos ao mirante. Mesmo antes de chegar lá, já percebíamos o clarão no céu. Agora era real: poderíamos ver um vulcão em atividade! Ao invés de encontrarmos o local cheio como estava há apenas poucas horas, mesmo com o tempo nublado, agora ele estava completamente deserto. E com o céu estrelado!

Eupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Eupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


A poucos quilômetros dali, o lago de lava ardia em chamas e iluminava a coluna de fumaça que se erguia sobre ele. Uma fumaça de cor alaranjada, acesa. Prestando a devida atenção, podíamos até ouvir os estrondos que vinha de lá. Foi de dar um frio na espinha!

De uma distância segura, admirando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

De uma distância segura, admirando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Enfrentando o frio que fazia, passamos mais de uma hora por lá, sós, nós e a deusa dos vulcões. Posamos para fotos, admiramos aquele espetáculo da natureza, imaginamos como seria se pudéssemos chegar mais perto, divagamos sobre a incrível força dos elementos, concluímos sobre a insignificância das pessoas perto das forças da Terra, desejamos voltar no tempo e ver a fonte jorrar a incríveis 600 metros de altura, agradecemos ao destino e aos céus a chance de estar lá naquele momento.

Um pouco antes da meia noite, observando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Um pouco antes da meia noite, observando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Para quem fica hipnotizado por uma fogueira ou encantado por uma lareira, estar perto de um vulcão cuspindo fogo é uma emoção difícil de se descrever. Entre tantos atrativos que o Havaí oferece, esse talvez seja o maior deles: a chance de ver um vulcão em erupção com segurança. De certa forma, elas são mais civilizadas por aqui. Basta não estar no seu caminho (e elas avisam muito bem qual será!), pois elas são igualmente destrutivas, que se pode admirá-las de camarote.

Eupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Eupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Atualmente, para poder ver a lava mais de perto, é preciso fazer um voo de helicóptero ou então, pagar 150 dólares a um guia que o levará, através de terrenos particulares, fora do parque, até o ponto onde a lava está escorrendo. Infelizmente, não tivemos essa oportunidade, que além de dinheiro, nos demandaria tempo que não temos. Mas poder admirar a aquela fumaça iluminada pela lava que vimos hoje foi igualmente especial. Só podemos agradecer essa chance incrível!

Um pouco antes da meia noite, observando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Um pouco antes da meia noite, observando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Hawaii, Big Island-Volcano, Big Island, Kilauea, Parque, volcano, vulcão

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De Volta à Mina da Passagem

Brasil, Minas Gerais, Mariana

Lago da Mina da Passagem em Mariana - MG

Lago da Mina da Passagem em Mariana - MG


Em Janeiro deste ano, como parte da nossa preparação para a viagem, eu e a Ana fizemos a parte prática do nosso curso de mergulho em cavernas aqui em Mariana, na Mina da Passagem. Embora o Brasil seja um dos países mais agraciados do mundo em quantidade e qualidade de cavernas "molhadas", próprias para o mergulho, ainda é quase impossível mergulhar em cavernas de verdade por aqui. O IBAMA, "dono" das cavernas, exige plano de manejo para que se possa mergulhar nas cavernas. Os proprietários não tem dinheiro para fazer o plano, e muito menos para desenvolver a infraestrutura para essa atividade. A consequência é que temos cavernas lindíssimas, com água transparente, mas que não podem ser exploradas, a não ser em casos de pesquisa, em projetos previamente aprovados pelo IBAMA. Com pouquíssimas exceções em Bonito-MS, resta aos mergulhadores praticar essa atividade aqui em Mariana, onde há uma mina alagada, que não é caverna e onde o IBAMA não mete o bedelho.

Acesso para a Mina da Passagem em Mariana - MG

Acesso para a Mina da Passagem em Mariana - MG


Novamente instalados na agradável e simpática Pousada da Serrinha, a meio caminho entre Ouro Preto e Mariana e ao lado da mina, partimos cedo para nossa segunda sessão de mergulhos em "cavernas". E o primeiro com nosso próprio equipamento. Já tínhamos usado ele em mergulhos no mar, lá no Caribe, mas seria a primeira vez que estaríamos usando na configuração de tanque duplo e usando a poderosa lanterna de canister, tão potente como um farol de carro.

Preparando-se para mergulhar na Mina da Passagem em Mariana - MG

Preparando-se para mergulhar na Mina da Passagem em Mariana - MG


Pronto para mergulhar na Mina da Passagem em Mariana - MG

Pronto para mergulhar na Mina da Passagem em Mariana - MG


O primeiro mergulho foi junto com o Dib, que é o responsável pela atividade de mergulho na mina. Foi ótimo mergulhar com ele, afinal não tínhamos mais praticado esse tipo de mergulho desde Janeiro. E mergulhar em cavernas é o tipo de atividade que exige estarmos totalmente seguros. Foi um mergulho tranquilo, entrando pelso túneis da mina, descendo e subindo andares, sempre atrás do cabo guia que nos mostra, de dez em dez metros, a distância e a direção para a saída.

Rodrigo mergulhando na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Rodrigo mergulhando na Mina da Passagem, em Mariana - MG


O segundo mergulho foi só nós dois. Pela primeira vez nos aventuramos numa "caverna" sozinhos. Foi muito legal! Quando a Ana ía na frente, e normalmente ela ía, já que é mais prática do que eu com a carretilha, a visão dela nadando por entre os túneis e salas da mina era incrível. A força da lanterna e a água transparente possibilitavam visões lindas, meio fantasmagóricas meio mágicas da Ana flutuando, quase voando naquele ambiente extraterreste, saído de algum filme. Quando eu ía na frente, tinha sempre em vista o salvador cabo guia, que é nosso elo de ligação com o mundo e com a vida.

Ana colocando a carretilha em mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Ana colocando a carretilha em mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG


Já que falei em "carretilha", deixa eu explicar: quando mergulhamos em cavernas, amarramos uma carretilha desde a entrada da caverna até a sua parte já escura, onde começa o cabo guia. O cabo guia não começa na entrada da caverna, onde ainda há luz, para não estimular manés e pessoas que não são treinadas a entrar caverna à dentro. No caso da mina, em Mariana, ainda há outro "filtro". Logo no início da parte escura, há um enorme cartaz com uma caveira desenhada "aconselhando" as pessoas não treinadas a não seguirem adiante.

Placa meio 'borrada', subaquática, advertindo mrgulhadores da Mina da Passagem, em Mariana - MG

Placa meio "borrada", subaquática, advertindo mrgulhadores da Mina da Passagem, em Mariana - MG


Não é o nosso caso. Já somos treinados e devidamente certificados. E fizemos um mergulho jóia. Agora, mais do que nunca, estamos ansiosos para chegar numa caverna de verdade, feita pelas mãos da natureza e não pelas mãos do homem, onde se possa mergulhar. O que falta treinar agora, e talvez de um equipamento um pouco mais profissa, são as fotos. Com o tempo e treino, vamos melhorar...

Autofoto durante mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Autofoto durante mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG


Escada que dá acesso aos mergulhadores para o lago na Mina da Passagem em Mariana - MG

Escada que dá acesso aos mergulhadores para o lago na Mina da Passagem em Mariana - MG

Brasil, Minas Gerais, Mariana, Caverna, Mergulho, Mina da Passagem

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Um Oásis no Peru

Peru, Lima, Huacachina

O oásis de Huacachina, no Peru

O oásis de Huacachina, no Peru


Às vezes, é muito legal chegar de noite em algum lugar em que você nunca esteve e não conseguir ver a paisagem ao redor. A escuridão da noite é como um manto escondendo alguma surpresa que a luz do dia mostrará. Foi o que aconteceu conosco aqui na pequena Huacachina, ao lado de Ica, a meio caminho entre Nazca e Lima.

Mal se percebe as minúsculas pessoas no pé da enorme duna em Huacachina, no Peru

Mal se percebe as minúsculas pessoas no pé da enorme duna em Huacachina, no Peru


Normalmente, associamos a palavra "oásis" a uma ilha de verde e de vida no meio do Saara ou do deserto da Arábia. Mas a América do sul, especialmente o Chile e o Peru, também tem seus desertos e, consequentemente, seus oásis! Os desertos que tínhamos visto até agora, nesses países, eram grandes planícies de areia e pedra. Mas em Huacachina ele se parece mais com aquela imagem clássica de desertos que todos temos na nossa cabeça: enormes dunas a se perder de vista. É o nosso Saara. E Huacachina é aquele oásis típico também, uma lagoa cercada de palmeiras cercada de dunas de areis gigantes.

Subindo a duna em Huacachina, no Peru

Subindo a duna em Huacachina, no Peru


Foi com essa "surpresa", essa paisagem quase africana, que nos deparamos pela manhã. E a primeira tentação foi, claro, subir as dunas. Para quem tinha acabado de subir um vulcão, não poderia ser tão difícil assim, hehehe. Mas foi! As dunas devem ser umas quatro vezes mais altas que aquelas de Jericoacoara e a grande maioria das pessoas só sobe lá num bugue super arretado, preparado para levar turistas em passeios pelas areias.

Correndo na estreita crista da duna em Huacachina, no Peru

Correndo na estreita crista da duna em Huacachina, no Peru


Mas nós fomos a pé mesmo. Muito suor e esforço depois, estávamos lá encima, observando o mágico cenário. As pessoas ficam absolutamente minúsculas, quase desaparecendo diante de tanta areia. O oásis de Huacachina também fica pequenininho lá embaixo, a lagoa, os restaurantes e as palmeiras parecendo que serão devorados pelas areias em questão de minutos!

Autofoto no alto da duna em Huacachina, no Peru

Autofoto no alto da duna em Huacachina, no Peru


Antes que isso acontecesse, tiramos nossas fotos e corremos para lá, minutos intermináveis despencando duna abaixo até chegar ao nível do lago. Ali, nos instalamos num dos tentadores restaurantes com mesas ao lado da água e ficamos curtindo o incrível visual, dessa vez olhando tudo de baixo para cima. Tão bom como isso foi o nosso lanche, cerveja gelada e um ceviche delicioso carregado no limão. Hmmmmmm!!!

Veículos para transporte de turistas nas dunas de Huacachina, no Peru

Veículos para transporte de turistas nas dunas de Huacachina, no Peru


Aí, foi hora de tocar para Lima. A nossa primeira capital desde Asunción. A maior cidade que entramos desde que saímos de São Paulo, há muito e muito tempo. É nesta hora que o GPS é mais valioso! Seguimos diretamente para o bairro de Miraflores, região de classe média alta, muitos restaurantes e hotéis. Bairro super gostoso que muito lembra os bairros mais gostosos de São paulo e Rio. Vai ser ótimo explorá-lo nos próximos dias. Mas, antes disso, tivemos é que achar um lugar para nós e para a Fiona, bem na hora do rush.

Totalmente patroa, em Huacachina, no Peru

Totalmente patroa, em Huacachina, no Peru


Deu algum trabalho mas achamos um hotel bem legal, o Buena Vista. E, para a nossa agradável surpresa, o dono fez faculdade em Curitiba. Mais ainda, acabou de se casar com uma ex-colega sua e ela se mudou para Lima há poucos meses. Estávamos em casa! A Fiona ficou numa "playa" (estacionamento!) bem pertinho e agora, nossa única preocupação era comer. Seguimos o conselho do Jorge, o dono do hotel, e fomos comer no melhor frango da capital, a poucos quarteirões dali. Poucas horas em Miraflores e já mudamos nossos planos, tudo para ficar mais um dia por aqui. Amanhã, rumo ao centro da cidade que foi a mais importante das Américas por pelo menos 200 anos!

Delicioso ceviche, em Huacachina, no Peru

Delicioso ceviche, em Huacachina, no Peru

Peru, Lima, Huacachina, deserto, oásis

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Tarzan e os Saltos Espetaculares

México, Puerto Escondido, Acapulco

O incrível salto mortal de 25 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México

O incrível salto mortal de 25 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México


A viagem de hoje foi bem mais longa que a de ontem. Com um agravante: fomos alertados por diversas pessoas que não deveríamos viajar no escuro de maneira nenhuma! As estradas de Guerreiro, onde está a cidade de Acapulco, têm péssima reputação de segurança. Pela costa do estado entra boa parte da cocaína vinda da Colômbia em rota para os Estados Unidos. Vem por mar até aqui e segue por terra até o Tio Sam. Um lugar estratégico assim é muito disputado pelos poderosos e sangrentos cartéis de droga mexicanos. Seguindo a tradição milenar mexicana, aqui eles adoram cortar as cabeças de suas vítimas, para depois expô-las em lugar público, como demonstração de poder e para assustar rivais, policiais e o público em geral.

Acapulco, no México

Acapulco, no México


Acapulco, tão famosa por atrações bem mais sadias antigamente, hoje também é conhecida por essa batalha sangrenta e pelas cabeças que vivem aparecendo por aí. Felizmente, os donos dessas cabeças geralmente são membros desses cartéis e não turistas incautos. Pelo sim e pelo não, resolvemos enfrentar os quase 400 km de estradas entre Puerto Escondido e Acapulco durante o dia, sem fortes emoções e chegamos à chamada Pérola do Pacífico ainda durante a tarde, com tempo suficiente para duas das grandes atrações da cidade.

Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México

Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México


A primeira foi encontrar e nos instalar no hotel Los Flamingos, também conhecido como hotel do Tarzan. Acapulco foi visitada e deixou muito impressionado em 1920 o Príncipe de Gales, futuro rei da Inglaterra, Eduardo VIII. Ele voltou para o velho continente falando muito bem das belezas da cidade. Com uma propaganda dessa, não demorou muito para que a nobreza europeia passasse a frequentar a cidade. Logo após a 2ª guerra mundial, foi a vez da “nobreza” americana, no caso, os ricos e famosos de Hollywood, tornarem a cidade o seu point de verão. Gente como Elizabeth Taylor, Frank Sinatra e John Wayne batia o ponto por ali. Até John e Jackye Kennedy resolveram passar em Acapulco sua lua de mel.

A piscina predileta do Tarzan, no Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México

A piscina predileta do Tarzan, no Hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México


Tarzan, Jane, Boy e Chita, no hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México

Tarzan, Jane, Boy e Chita, no hotel Los Flamingos, em Acapulco, no México


Alguns gostaram tanto que resolveram ficar. O mais conhecido deles é Johnny Weissmiller, o primeiro e eterno Tarzan da época do cinema em preto e branco. Em sociedade, construiu um hotel no alto de um morro de frente ao mar, com uma vista fantástica. Aí se hospedavam seus amigos hollywoodianos. A cidade e seus hotéis perderam nas últimas décadas o glamour que tinham anteriormente, boa parte do seu público agora preferindo as praias de Cancun, mas mesmo com um ar decadente, o hotel Los Flamingos continua lá, todo decorado com fotos antigas de gente famosa, a maior parte delas com Weissmuller no seu auge, vestido de Tarzan, acompanhado da Jane ou da Chita. Muito legal e completamente vintage! Outra coisa que logo chamou a minha atenção foi a grande piscina que o Tarzan frequentava. Para quem não sabe, o excelente nadador, além de ganhar a medalha de ouro nas Olimpíadas, foi o primeiro homem da história a nadar os 100 metros livres abaixo da marca mágica de um minuto! Não naquela piscina, claro! Mas imaginá-lo nadando ali foi joia!

Belíssimo pôr-do-sol em Acapulco, no México

Belíssimo pôr-do-sol em Acapulco, no México


A outra atração que queríamos muito ver era o penhasco conhecido como La Quebrada. Para quem é um pouco mais velho e tem boa memória, o programa dominical da Globo Esporte Espetacular mostrava, durante a sua apresentação na década de 70, entre várias cenas de esporte, um homem escalando as pedras de um rochedo e saltando lá de cima, de ponta, no mar. Eu nunca me esqueci dessas cenas mágicas que assistia todos os domingos, quando criança. Pois é, foram filmadas aqui!

Escalando La Quebrada, em Acapulco, no México, para o mais famoso salto do mundo

Escalando La Quebrada, em Acapulco, no México, para o mais famoso salto do mundo


Desde a década de 30 que garotos de Acapulco, numa competição de hombridade, disputavam que era capaz de saltar mais alto desses rochedos que formam uma estreita garganta, apenas sete metros de largura e pouco mais de 4 metros de profundidade, quando a onda entra. Pois bem, nesse lugar o rochedo forma vários trampolins naturais, alguns com mais de 30 metros de altura! Os saltos deve ser no momento certo, quando a onda esta entrando na garganta e a profundidade aumenta, senão é morte na certa! Essas competições começaram a atrair pessoas que queriam ver os saltos e um dia alguém teve a brilhante ideia de começar a cobrar por isso.

Os 35 metros de altura de La Quebrada, em Acapulco, no México

Os 35 metros de altura de La Quebrada, em Acapulco, no México


Desde então, o que era uma disputa virou em espetáculo, atraindo milhares de pessoas há gerações! Cinco vezes ao dia quase uma dezena de garotos acapulquenhos escalam as rochas, oram no Altar de Nossa Senhora Guadalupe lá encima e, para deleite e tensão dos turistas presentes, saltam acrobaticamente lá de cima, de alturas de 25 a 35 metros. Um espetáculo de perícia impressionante! Dão cambalhotas no ar e entram como um míssil na água para serem aplaudidos logo em seguida, quando reaparecem na superfície.

Oração antes do salto de 34 metros de La Quebrada, em Acapulco, no México

Oração antes do salto de 34 metros de La Quebrada, em Acapulco, no México


Foto antes do salto de 34 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México

Foto antes do salto de 34 metros de altura em La Quebrada, em Acapulco, no México


Assistimos ao espetáculo das 21:30 e eu me rendi à condição de fã incondicional, coisa rara de acontecer. Tive o perfeito flashback daquelas aberturas do Esporte Espetacular de 35 anos atrás, só que agora estava ali, ao vivo e à cores. Vou até procurar no You Tube para ver se ainda encontro as cenas. Mas as cenas reais, estas gravamos e fotografamos. Incrível! Só faltou saber se o Tarzan saltou de lá alguma vez. Ela gostava de saltos, pelo menos nos filmes. Será?

A Ana com os herois saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México

A Ana com os herois saltadores de La Quebrada, em Acapulco, no México

México, Puerto Escondido, Acapulco, La Quebrada, Tarzan

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Cobras, Cachoeiras e Buracos

Venezuela, Sierra de San Luis

A enorme cobra Cazadora que encontramos nas estradas da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

A enorme cobra Cazadora que encontramos nas estradas da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Poucas dezenas de quilômetros ao sul de Coro, a Serra de San Luis se ergue rapidamente, saindo quase do nível do mar para altitudes superiores aos mil metros. Nas suas encostas, a umidade se condensa e o clima muda rapidamente, do seco para o úmido, do calor para o frio. Não é a toa que a vegetação se transforma radicalmente, dos cactos, gramíneas e cerrado lá de baixo para uma floresta verde e densa, típica dos trópicos. Rios correm por todos os lados, formando cachoeiras e quedas d’água, e as estradas têm de serpentear entre cristas e vales, curvas intermináveis sempre seguidas de paisagens de tirar o fôlego, quando as nuvens baixas davam uma chance.

O belíssimo entardecer na Sierra de San Luis, ao sul de Coro, no noroeste da Venezuela

O belíssimo entardecer na Sierra de San Luis, ao sul de Coro, no noroeste da Venezuela


Nosso hotel em Curimagua, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Nosso hotel em Curimagua, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Para nós, que tínhamos passado a manhã nas dunas dos Médanos de Coro e nas planícies da península de Paraguaná, o contraste foi ainda mais forte. O esforço de chegar aqui ainda ontem foi recompensado com um entardecer inesquecível, mas logo escureceu e tudo o que podíamos “ver” era o clima frio à nossa volta. Dormimos na cidade de Curimagua, em um hotel que deve ter tido seus dias de glória antes da era Chávez, há uns 20 anos, e que agora, assim como boa parte da infraestrutura turística espalhada pelo país, é visivelmente super dimensionado para o número de visitantes atuais. Hotéis, estradas, parques, todos eles parecem pertencer a um país que já existiu, um forte clima de nostalgia e decadência no ar. O resultado disso são preços baratos, infraestrutura meio danificada e envelhecida, um certo charme decadente dos anos 70 e a sensação de que algo tem de mudar...

Painel informativo sobre o Haitón de Guarataro, com mais de 300 metros de profundidade, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Painel informativo sobre o Haitón de Guarataro, com mais de 300 metros de profundidade, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Chegando ao Haitón de Guarataro, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Chegando ao Haitón de Guarataro, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Bom, de noite, aproveitamos para matar as saudades de um cobertor e, pela manhã, nos regozijamos com o ar de montanha, frio e úmido, nosso hotel cercado por montanhas, vegetação e muitas nuvens, uma fina garoa deixando tudo molhado. Nossa ideia era passar o dia explorando a região e, no final da tarde, voltar para o litoral, para a região do Parque Nacional de Morrocoy. Assim, agenda apertada com o sempre, com sol ou com chuva, não tínhamos tempo a perder!

O enorme buraco natural conhecido como Haitón de Guarataro, com mais de 300 metros de profundidade, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

O enorme buraco natural conhecido como Haitón de Guarataro, com mais de 300 metros de profundidade, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Deixamos Curimagua para trás em direção à San Luís, o mais charmoso povoado da serra, justamente aquele que dá nome à região. Bem no meio do caminho, uma parada para observar umas das mais estranhas atrações daqui, um gigantesco buraco no solo, uma espécie de caverna vertical em meio a uma floresta densa. Na verdade, existem diversas formações como essa espalhadas pela Serra de San Luis, conhecidas aqui como “Haitón”, e essa que paramos para conhecer é a maior delas, com pouco mais de 300 metros de profundidade!

Igreja da pequena cidade de san Luis, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Igreja da pequena cidade de san Luis, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


O Haitón de Guarataro está no final de uma pequena trilha na mata e só percebemos o gigantesco buraco quando já estávamos em sua borda. Isso porque, apesar da profundidade, ele é bem estreito, doze metros de diâmetro. Mesmos sendo domingo, éramos os únicos visitantes, o que nos deu tranquilidade de pular a cerca de proteção e chegar mais perto dessa verdadeira imagem de pesadelo, um enorme buraco negro, aparentemente sem fundo, entrando nas entranhas da terra. De tão fundo, não consegui ouvir o barulho de nenhuma das pedras que joguei para baixo, apenas o som suave da água da chuva que escoava buraco adentro. Uma placa informativa nos dá os números exatos dessa caverna vertical, inclusive de algumas galerias horizontais que foram encontradas a mais de cem metros de profundidade. Nossa... quem será que desceu lá embaixo nesse lugar assustador?

Com a Morela e sua filha Rosa, na pequena cidade de San Luis, Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Com a Morela e sua filha Rosa, na pequena cidade de San Luis, Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Depois da caminhada e do buraco, a fome aumentou ainda mais a vontade de chegarmos à San Luís. O tempo finalmente começou a abrir, tornando mais bela a chegada à pitoresca vila escondida no meio de montanhas e florestas. Fácil chegarmos até a igreja, sua torre alta a primeira coisa que vemos de longe, se erguendo sobre as árvores da floresta, mas nada de restaurantes à vista. Imagino que se estivéssemos nos Estados Unidos, seríamos recebidos num lugar lindo como esse com uma rua cheia de lojinhas, pousadas e restaurantes, turistas caminhando para lá e para cá. Aqui, uma simpática praça, mas bem vazia. Finalmente, encontramos um policial que, simpaticamente, nos ensinou como chegar ao único restaurante que estaria aberto, o Don Pepe.

A simpática Rosa, do restaurante onde comemos na pequena cidade de San Luis, Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

A simpática Rosa, do restaurante onde comemos na pequena cidade de San Luis, Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Mas estava fechado. Insisto, bato palmas e, quase desistindo, eis que aparece a simpática Rosa, que logo chama sua mãe Morela. Estavam fechados porque ontem serviram um grupo maior de visitantes, todos venezuelanos, e a comida tinha acabado. Mas se compadeceram de nós e a Morela tratou de arrumar algo, uma simples e deliciosa comida caseira. Era tudo o que queríamos e ainda tivemos a chance de uma longa conversa com mãe e filha. A Morela faz um curso de “chef” em Coro, espírito empreendedor à espera de melhores tempos. A Rosa quer ser médica. Têm saudades do Chávez, que fez muitas coisas boas, como construir casas, de graça, para os mais necessitados. Desconfiam bastante do Maduro e sabem que algo tem de mudar no país. Mas não acreditam que seria com o Capriles...

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Saímos de San Luís alimentados, com duas novas amigas e preocupados com o futuro desse país e desse povo que admiramos cada vez mais. Nosso destino são as Cataratas de Hueque, as mais populares cachoeiras dessa região serrana. Finalmente, pleno domingão, encontramos movimento, várias famílias que vieram fazer seu piquenique e farofa ao lado do rio. Para nós, turistas estrangeiros com acesso ao câmbio paralelo, o preço de entrada beira o ridículo, cerca de 30 centavos para os dois. Lá dentro, ao longo de um mesmo rio, inúmeras cachoeiras e cascatas, água bem fria e trilhas mal conservadas.

Visitando as cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Visitando as cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Tiramos nossas fotos, mas não nos animamos para um mergulho. O céu nublado e o longo caminho que nos esperava não são estimulantes. Melhor seguir em frente e deixar o banho de cachoeira para quando chegarmos à Gran Sabana. Voltamos para a Fiona e iniciamos as horas de viagem que ainda nos esperam, crentes que tínhamos terminado as “atrações” do dia.

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

As belas cataratas de Hueque, na Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Que nada! Alguns minutos na estrada esburacada e vemos algo estranho se movendo no asfalto, bem à nossa frente. É uma cobra! Enorme! Uma “cazadora”, espécie perigosa comum na região. Essa aí, tinha tido o azar de cruzar uma estrada e estava meio perdida entre os carros que passavam. Na verdade, furiosa, pois tinham atropelado a sua calda, coitada. Tentava morder qualquer coisa que se aproximasse, inclusive a Fiona, ao invés de correr logo para o acostamento e para a mata salvadora. Nós só podíamos torcer, além de tirar fotos (claro!), para que ela fizesse isso e não fosse atropelada novamente. Nessa hora, queria ser um daqueles apresentadores do Discovery Channel, que não tem medo desses animais e logo os pegam com as mãos, para poder salvá-la. Mas ela não queria conversa não e eu, desajeitado que sou, só pude chegar a poucos metros de distância. Infelizmente, acho que ela não duraria muito tempo, animal magnífico. Partimos antes de assistir o seu fim.

Uma enorme cobra Cazadora que encontramos em uma estrada da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Uma enorme cobra Cazadora que encontramos em uma estrada da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela


Agora sim, partimos para Morrocoy. Algumas horas de estrada e muitos assuntos na cabeça, desde nossos medos primitivos de buracos sem fundo e serpentes vorazes até um país com paisagens magníficas e um povo vibrante, mas que parece meio perdido, ideologia e incompetência no caminho de um futuro que tinha (e tem!) tudo para ser promissor.

Uma enorme cobra Cazadora que encontramos em uma estrada da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Uma enorme cobra Cazadora que encontramos em uma estrada da Sierra de San Luis, região de Coro, no noroeste da Venezuela

Venezuela, Sierra de San Luis, Bichos, cachoeira

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Rumo à Lagoa Verde

Brasil, Maranhão, Atins

Caminhada para a Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhada para a Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


A Lagoa Verde é a única da região de Atins que não seca nunca. Pelo menos, é o que dizem os habitantes do lugar. Agora, com a estação de chuvas em seu início, ela já está relativamente profunda, boa para nadar. Mas a distância que se encontra de Atins é quase proibitiva para que se vá caminhando: mais de 15 quilômetros.

Na Toyota que nos levou para a Trilha da Lagoa Verde, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Na Toyota que nos levou para a Trilha da Lagoa Verde, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ainda ontem de noite, depois de encontrar mais dois casais interessados em ir para lá, consegui negociar um bom preço com um guia, para que fôssemos todos de Toyota até lá perto e depois fazermos a caminhada de 4 quilômetros para dentro das dunas, até a lagoa. Assim, hoje pela manhã, lá estávamos os quatro casais na caçamba cheia de bancos da Toyota Bandeirante, atravessando o descampado alagado, rodeando as dunas, chegando até o Canto do Atins, onde estão os restaurantes da Luzia e do Antonio, pouco antes da metade do caminho de hoje.

Caminhando entre dunas e lagoas, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhando entre dunas e lagoas, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ali, o guia nos deixou no Antonio, para que encomendássemos nosso almoço. Para tristeza mal disfarçada dele, disse que iria na Luzia. Nada contra o Antonio, do qual só tive boas referências, mas meu almoço seria na Luzia. Todos os outros me acompanharam e o guia, brigado com a Luzia, teve de se render. Nosso camarão maravilhoso da tarde estava garantido!

Cabra recém nascida corre para a sua mãe, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cabra recém nascida corre para a sua mãe, perto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


De lá, mais seis quilômetros pela praia, ainda de Toyota. A primeira praia de verdade em que estivemos no Maranhão. Finalmente, era o mar que estava ali do nosso lado. Um pouco à frente, chegamos ao ponto inicial da caminhada, parque adentro. Ali, pelo menos em teoria, não entram Toyotas nem quadriciclos. As dunas agradecem!!!

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA

Chegando à linda Lagoa Verde, em meio às dunas dos Lençóis Maranhenses - MA


Belíssima caminhada, de novo entre dunas, lagoas rasas e acizentadas e charcos verdinhos por onde corriam grupos de cabras felizes em sua liberdade naquele mundão sem cercas ou porteiras. Dessa vez, além da Mel e do Edu, nos acompanhavam também os cariocas Jackson e Mônica e o casal formado pela brasileira Mariana e o inglês Jamie. Esses dois novos casais, que eu havia conhecido ontem de noite, gostaram tanto do Rancho do Buna quando estiveram lá pela manhã que acabaram se mudando para lá. Ficou bem movimentada, a nossa pousada!

Banho refrescante na Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Banho refrescante na Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Depois de 50 min de caminhada em pleno Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, lá estava ela, atrás de uma grande duna, a famosa Lagoa Verde. Depois de tantas lagoas acizentadas, a cor dessa chamava ainda mais a atenção. Bem grande, espalhada por entre as dunas, era a imagem de uma miragem perfeita!

Grupo caminha por entre dunas da região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Grupo caminha por entre dunas da região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ali ficamos por mais de uma hora, nos refrescando e refestelando com a beleza do local. Aí, a fome começou a apertar e voltamos para a nossa toyota na praia. Não demorou muito, já estávamos todos nos banqueteando na Luzia, vários tipos de pratos pedidos, todos experimentando o camarão das outras pessoas. Difícil dizer qual o melhor! Aliás, essa é a típica dúvida que é gostosa de ter. Literalmente! Hehehe...

Nossa toyota nos espera após a trilha da Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Nossa toyota nos espera após a trilha da Lagoa Verde, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Despedimo-nos dessa verdadeira maga dos camarões e voltamos para casa. Fim de tarde bem tranquilo no Buna, casa cheia, muita conversa, alto astral. Também, não é para menos: todo mundo bem alimentado, bem instalado, sem preocupações. Momento gostoso da viagem. Amanhã, cada um segue o seu destino, mas de alguma maneira, esses momentos vão nos manter unidos para sempre. É o encanto dos Lençóis Maranhenses.

Almoço de despedida no restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Almoço de despedida no restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Atins, Camarão da Luzia, Dunas, Lagoa Verde, Lençóis Maranhenses, Parque, Praia, trilha

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Rios e Cavernas de Gelo

Argentina, El Chaltén

Foto na entrada de uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Foto na entrada de uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Com o fim da nossa temporada de trilhas aqui em El Chaltén (em breve estaremos caminhando novamente em Torres del Paine, no Chile!), o nosso foco hoje foi escalada em gelo. Contratamos um curso de um dia, ministrado nas paredes de gelo do glaciar Viedma, bem próximo de El Chaltén, só para sentir o gostinho. E aproveitamos também para caminhar sobre esse verdadeiro rio de gelo que desce lá do Campo de Gelo Sul e desagua no lago Viedma, um dos maiores do país.

Em Bahia Tunel, a bela visão que se tem das montanhas do Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Em Bahia Tunel, a bela visão que se tem das montanhas do Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Navegando nas águas do lago Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Navegando nas águas do lago Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Chegando ao glaciar Viedma, no lago de mesmo nome, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Chegando ao glaciar Viedma, no lago de mesmo nome, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


A agência oferece também o transporte até o porto no lago de onde tomamos o barco que nos leva até a geleira. Mas como o porto já fica para o lado da saída de El Chaltén e nós seguiremos no fim da tarde, depois do curso, para El Calafate, já fomos de Fiona com a bagagem carregada até Bahia Tunel, o nome do embarcadeiro. São 17 quilômetros, metade disso em terra. O céu estava azul, sensacional, e tínhamos uma vista magnífica, não só do lago Viedma, mas também do Fitz Roy. Foi a nossa bela despedida dessa montanha magnífica.

Chegando à geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Chegando à geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


A imponente parede de gelo do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

A imponente parede de gelo do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


A imponente parede de gelo do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

A imponente parede de gelo do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Para Bahia Tunel seguem todas as excursões de turistas para conhecer a geleira. São vários barcos por dia, mas a maioria é apenas para ver o gelo, talvez dar uma pequena caminhada sobre ele. São poucos os que, como nós, iríamos fazer o curso de escalada. Mas estávamos todos felizes, turistas ou aspirantes de alpinistas, pelas condições do tempo. Ontem mesmo, os barcos que saíram daqui tiveram de retornar assim que chegaram a uma parte mais aberta do lago, por causa do forte vento. Hoje não, apenas uma brisa leve e as águas do Viedma bem tranquilas e seguras para a navegação.

O glaciar Viedma se choca com um leito rochoso no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

O glaciar Viedma se choca com um leito rochoso no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


As marcas deixadas na rocha pelo glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

As marcas deixadas na rocha pelo glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Nosso barco nos espera no lago Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Nosso barco nos espera no lago Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Foram uns 40 minutos de navegação até chegarmos à linha de frente da geleira. O glaciar Viedma é o segundo mais longo da América do Sul e também um dos maiores. São cerca de 70 quilômetros desde o coração do Campo de Gelo Sul, a mais de 1.300 metros de altitude, até as águas geladas do lago Viedma, mil metros abaixo. Ao chegar no lago, conta com 2,5 quilômetros de largura e suas paredes se erguem 50 metros acima do nível da água. É uma vista colossal que faz a alegria dos turistas que aqui chegam.

A Ana admira o lago Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

A Ana admira o lago Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Pedaços de gelo se desprendem o glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Pedaços de gelo se desprendem o glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


O glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

O glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Eu e a Ana, depois de mais de mil dias viajando pela Américas, já temos uma certa experiência com glaciares. Vimos, admiramos e chegamos perto deles no Canadá, Alaska, Groelândia e Islândia, no hemisfério norte, e no Perú, Equador, Argentina, Geórgia do Sul e Antártida, aqui no hemisfério sul. Em duas ocasiões, uma no Columbia Icefield, no Canadá, e outra na maior geleira da Europa, a Vatnajokull, na Islândia, caminhamos um bom tempo sobre o gelo também. Na Islândia, inclusive, com direito a grampões, capacetes e piquetas. Mas nem por isso deixamos de ficar sempre impressionados quando chegamos perto de um desses gigantes. Ainda mais hoje em que, pela primeira vez, treinaríamos técnicas de escalada no gelo.

Caminhando no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Caminhando no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Caminhando na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Caminhando na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Caminhando no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Caminhando no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Caminhar sobre uma geleira não é uma atividade simples. O terreno é extremamente irregular, traiçoeiro e escorregadio. Por baixo dos seus pés pode estar escondida uma fenda ou uma caverna gelada. E como ela está em constante movimento, a paisagem está sempre mudando, assim como os trechos que até ontem eram seguros, hoje pode ser que não sejam mais. Por isso, precisamos estar sempre atentos, de preferência acompanhados com alguém com experiência nesse tipo de terreno, e vestidos apropriadamente, com grampões e capacetes. Cordas e piquetas também podem ser de grande valia.

Caminhando na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Caminhando na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Nossos guias procuram um local apropriado para nosso curso de escalada no gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Nossos guias procuram um local apropriado para nosso curso de escalada no gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Caminhando no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Caminhando no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Mas por que será que a superfície de uma geleira é esse verdadeiro labirinto e emaranhado de gelo retorcido, torres e fendas, vales e montanhas? Por duas forças muito simples e conhecidas: gravidade e atrito. Todas as geleiras nascem em pontos de acumulação de neve em terrenos mais altos, como os planaltos centrais da Antártida e Groelândia ou os Nades, aqui na Argentina/Chile. Nesses terrenos, a neve vem se acumulando por milênios e milênios e é compactada de tal maneira por seu próprio peso que acaba se tornando gelo. Nesses locais de acumulação, a superfície da geleira é plana e seria até possível dirigir um carro por ali (desde que com correntes, claro!).

Nossos guias procuram um local apropriado para nosso curso de escalada no gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Nossos guias procuram um local apropriado para nosso curso de escalada no gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


A superfície totalmente irregular do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

A superfície totalmente irregular do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Caminhando no gelo sujo do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Caminhando no gelo sujo do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Mas esses reservatórios de neve e gelo não param de crescer e acabam “derramando” nas bordas. São as geleiras, os grandes rios de gelo que descem das alturas em direção a algum lago ou oceano. Eles descem por vales e encostas e, com sua força descomunal, acabam alargando seus caminhos, remodelando o terreno e a paisagem. Geleiras são uma das maiores forças de erosão da natureza. Os rios descem preguiçosamente, uns poucos metros por dia, mas sua marcha é irresistível.

Passeio na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Passeio na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Encontro com gelo azul na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Encontro com gelo azul na geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


O gelo azul do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

O gelo azul do glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Pois bem, as geleiras saem lá do alto tão planas como os campo de gelo onde foram criadas. A partir daí, é a força da gravidade que a trás para baixo. Quanto mais inclinado o terreno, mais rápido será a geleira. Mas se um pedaço da geleira está em uma ladeira enquanto outro está em um terreno mais plano, eles terão velocidades diferentes. E isso é o que vai gerar torsões no leito do rio de gelo, a parte mais rápida se esticando, a parte mais lenta se contraindo, o gelo que vem de trás subindo sobre o gelo que está na frente. Outras forças de torsão vão ocorrer nas curvas. O gelo na parte de dentro da curva precisa percorrer um trecho mais curto que o gelo na parte de fora da mesma curva. Novamente, a geleira vai se partir e se desarrumar mais ainda. Por fim, o trecho da geleira que entra em contato com a rocha de uma montanha, penhasco ou solo vai sofrer atrito e frear seu ritmo enquanto que o gelo no meio do glaciar, sem atrito, fluirá com mais velocidade. Uma vez mais, a tendência é que o gelo se amontoe, se disperse, se desarrume. Não é a toa que, aqui na parte final de uma geleira que é onde caminhamos, a sensação de caos é total. Difícil acreditar que aquilo já foi, algum dia, organizado.

Curso e passeio no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Curso e passeio no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Geleira passa sobre rocha e deixa cicatrizes, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Geleira passa sobre rocha e deixa cicatrizes, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Pequenos icebergs que se soltaram da geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Pequenos icebergs que se soltaram da geleira Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Este atrito entre as geleiras e as montanhas é uma briga de titãs. Em tempos de aquecimento global e com os glaciares se retraindo, antigos leitos de rocha que antes estavam sob o peso e a força das geleiras hoje estão ao ar livre e podemos observá-los. As cicatrizes e marcas deixadas pelo atrito de enormes blocos de gelo sobre eles é visível. Foi o que pudemos observar assim que chegamos à Viedma e desembarcamos. Rochas aparentemente indestrutíveis foram moídas por água. Água sólida, mais popularmente conhecida como gelo!

Encontrando uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Encontrando uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Preparando-se para examinar de perto uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Preparando-se para examinar de perto uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Já vestidos para nossas aulas de escalada, caminhamos um bom tempo sobre a geleira, procurando um bom lugar para nossas classes. Foi a chance de ver de perto esse cenário de outro mundo, gelo retorcido, gelo trazendo material de montanhas a centenas de quilômetros daqui, gelo sujo de cinzas de antigas erupções vulcânicas e o mais belo de todos, o gelo azul. O gelo fica com essa cor quando a pressão sobre ele é tão grande que todo o ar que estava aí é expulso. O gelo normal que conhecemos, esse da geladeira, é branco por que está cheio de ar microscópico. Sem ar, ele fica azul. Lindo! Essa cor é a prova de que aquele pedaço de gelo já esteve dezenas, senão centenas de metros abaixo da superfície, sob um peso colossal. Mas depois de tanta bagunça criada pela ação da gravidade e do atrito nas geleiras que descem a montanha, ele acabou vindo parar aqui em cima. Realmente, é um pedaço de água que tem história para contar!

A Ana fotografa caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

A Ana fotografa caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Explorando uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Explorando uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Seguindo sempre nossos guias, subimos e descemos essas ladeiras de gelo, demos voltas em fendas mais profundas, fotografamos riachos gelados que correm sobre e sob a superfície. Mas o ponto alto mesmo é quando encontramos alguma caverna no gelo, uma estrutura que se formou em algum soerguimento do gelo e que depois, já perto da superfície, sob influência do vento e de riachos, se expandiu ainda mais. Pode desabar a qualquer momento, pois não é estável, ou nada nos garante que seja. Mas, com todo o cuidado, podemos nos aproximar e examinar mais de perto.

A entrada de uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

A entrada de uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


A entrada de uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

A entrada de uma caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Dentro delas, o gelo ainda é mais azul. Para nós, uma chance única de fotografar. Para os guias, a obrigação de ficarem mais atentos do que nunca para garantir nossa segurança. Entre mortos e feridos, todos muito contentes. Não podemos entrar muito fundo, mas basta colocar a cabeça lá dentro para termos a sensação de entrar em um outro mundo. Luzes, cores e sons nos hipnotizam. Que coisa mais bela!

Examinando de perto uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Examinando de perto uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Uma ampla caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Uma ampla caverna de gelo no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


Apesar de toda a nossa experiência prévia com geleiras, foi só aqui na Viedma que chegamos tão perto dessas cavernas mágicas. Foi um momento incrível desse dia que também teve muito suor para escalarmos as paredes, o que vou contar no próximo post. Mas são as fotos que tiramos das cavernas as lembranças mais mágicas desse dia explorando um pedacinho desse maravilhoso glaciar chamado Viedma.

Foto na entrada de uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

Foto na entrada de uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina


O interior quase mágico, surreal, de uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

O interior quase mágico, surreal, de uma caverna de gelo azul no glaciar Viedma, no Parque Nacional Los Glaciares, região de El Chaltén, no sul da Argentina

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Rumo ao Vale do Pati

Brasil, Bahia, Vale do Pati (P.N. Chapada Diamantina)

A paisagem exuberante do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

A paisagem exuberante do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


A Chapada Diamantina é dinâmica. Ou... o turismo na Chapada Diamantina é dinâmico. A cada vez que volto aqui, novas atrações aparecem, outras atrações estão na moda. Na primeira vez que vim, em 91, a travessia Lençóis-Capão, passando pela Fumaça era o que estava na moda. Ninguém falava desse tal de Pati. Na segunda vez, em 98, o Pati estava começando a estourar. Na última, em 2001, o Pati era a grande atração. Caminhadas de até 5 dias! Como passei por aqui rapidamente, e não querendo ir contra a maré, só consegui dar uma arranhada no tal vale, numa corrida louca, quase desafio esportivo, de sair e voltar no mesmo dia de Andaraí, indo até o Cachoeirão por baixo (via Ladeira do Império).

Subida para se atingir os Gerais do Rio Preto e o Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA. A Fiona ficou lá embaixo ...

Subida para se atingir os Gerais do Rio Preto e o Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA. A Fiona ficou lá embaixo ...


Deata vez, as novas atrações são as cachoeiras do Buracão e da Fumacinha, ambas na parte sul do parque. O Vale do Pati, depois de sair em todas as revistas de turismo do país, virou um progama "normal". Bem, normal ou não, ele estava no top da nossa lista. Afinal, não poderia ser à tôa que ele fcou tão famoso. Muto daquele ar de aventura e descobrimento talvez tenha se perddo. Algum conforto passou a ser oferecido aos intrépidos caminhantes. pontos de apoio com colchões e chuveiros mornos. Para mim, já me aproximando da melhor idade, essas "facilidades" só valorizaram o roteiro!

Banho no Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Banho no Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


De banheiro e colchão, eu gosto muito. Só não gosto é de multidões. Pode ser o caso do Pati, na época errada (verão e grandes feriados). Mas não é agora. Então, para mim, é uma "win-win situation" (nada a perder, só a ganhar). E para melhorar mais ainda, ter uma espécie de win-win-win situation", decidimos ir ao Pati com um guia. Depois das dificuldades da Fumaça via 21 (não estou fazendo propaganda da Embratel!!!), ter um guia parecia um ótimo conforto. Afinal, poderíamos nos concentrar nas belezas da paisagem e esquecer do melhor caminho. Mais do que isso, arrumamos um guia que é quase (literalmente) um chef de cozinha. Chega de sanduíche de queijo! De agora em diante, comida quente e variada!

Atravessando os Gerias do Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Atravessando os Gerias do Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Para melhorar mais ainda o Lúcio, nosso guia, é excelente pessoa e ótimo papo, desses que rola uma empatia desde o início e com quem podemos falar sobre tudo, desde trilhas e comidas até história e música, passando por política e ciência.

Observando o Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Observando o Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Resumo da ópera. chegamos para o Pati para sadias caminhadas, vistas maravilhosas, comidas suculentas e conversas instrutivas, Assim foi o primeiro dia, que na verdade começou depois do meio-dia, depois da volta da Fumaça. Fomos de carro até a vila de Guiné, avançamos um pouco, deixamos a Fiona ali no campo, subimos para os Gerais do Rio Preto, caminhamos até o mirante e entramos no Vale do Pati rumo à Igrejinha, nosso ponto de apoo na região. Ali, nos instalamos em um confortável colchão e fomos alimentados com um delicioso strogonoff de frango e carne, misturados e muito bem temperados. Lá do mirante, ainda tivemos uma bela aula de geografia do Pati e de suas grandes atrações. Cenários cinematográficos, dignos de Avatar e de Harry Potter.

O Lúcio nos mostra a Igrejinha, nossa base no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

O Lúcio nos mostra a Igrejinha, nossa base no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Como já dizia a música: "O Vale do Pati continua lindo...". Vamos conferir pelos próximos dois dias...

Brasil, Bahia, Vale do Pati (P.N. Chapada Diamantina), Chapada Diamantina, Igrejinha, Parque, Trekking, trilha

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Chegando à Dominica

Guadalupe, Pointe-à-Pitre, Dominica, Roseau, Portsmouth, Trois Pitons National Park

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica


Saímos cedo de Sainte-Anne em direção à Pointe-à-Pitre, de onde sairia o ferry para Dominica. Na verdade, esse foi o fator que nos fez escolher pela Avis, no aeroporto. Poderíamos devolver o carro no porto. Aqui no Caribe, em todas as ilhas que passamos, Domingo é um dia morto, todo mundo fechado. Assim como a Avis no porto. Mas poderíamos deixar o carro lá e deixar a chave num local secreto. Foi o que fizemos.

Fila de embarque no ferry entre Pointe-à-Pitre (Guadalupe) e Roseau (Dominica)

Fila de embarque no ferry entre Pointe-à-Pitre (Guadalupe) e Roseau (Dominica)


Depois, embarcamos no moderno barco da Express-des-Iles, a empresa que faz o transporte marítimo entre Guadalupe, Dominica, Martinica e Santa Lúcia. Hoje, para nós, foi só a primeira perna. Vamos ficar fregueses deles...

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica


Conforto no barco entre Guadalupe e Dominica, no Caribe

Conforto no barco entre Guadalupe e Dominica, no Caribe


O moderno barco voa sobre o mar, tanto faz se está calmo (quando protegido pela ilha) ou movimentado (no trecho entre as ilhas). Para mim, indiferente ao balanço do mar, aproveito essas duas horas de viagem para trabalhar um pouco, organizar as fotos. Já a Ana, fica lá toda concentrada para não enjoar. Trabalhar, nem pensar!

Vista da orla de Roseau, capital de Dominica

Vista da orla de Roseau, capital de Dominica


E assim, duas horas mais tarde, chegávamos à Roseau, capital de Dominica, ilha de fala inglesa pertencente ao Commonwealth. Como todas as ilhas da região, por séculos teve a sua posse disputada entre ingleses e franceses, mas acabou ficando com os primeiros. Antes dos europeus, também teve uma história parecida com suas vizinhas: ocupada inicialmente pelos pacíficos Arawaks, posteriormente chegaram os belicosos Caribs, expulsando e escravizando os Arawaks. Com um senso poético, além da índole escravocrata, os Caribs a chamaram de Waitikibuli (“Alto é o seu Corpo”). Infelizmente, o nome que ficou foi aquele dado por Colombo, que chegou aqui num Domingo...

A bela cachoeira de Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

A bela cachoeira de Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


Vindos da civilizada Guadalupe, imaginávamos mais estrutura quando chegamos. Que nada! Mas, felizmente, um casal holandês que viajava no mesmo barco tinha alugado um carro pela internet e um representante da empresa os esperava no porto. Aproveitamos a carona e seguimos com eles até a tal empresa, local. Lá, os holandeses pegaram seu carro e nós alugamos o nosso. Em pouco tempo, já nas nossas próprias rodas, já rumávamos para uma das mais famosas atrações da ilha, a “Emerald Pool” (lago esmeralda).


Nosso percurso planejado em Dominica

Dominica é uma ilha montanhosa e tropical, seu interior coberto por florestas verdejantes. Uma boa parte dessa pujante natureza do interior da ilha é protegida pelo Trois Pitons National Park. São montanhas, cachoeiras, rios, fontes de água quente e vulcões, todos dentro desse parque protegido pela Unesco.

A bela cachoeira de Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

A bela cachoeira de Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


O governo da ilha já percebeu que esse é o principal atrativo turístico da ilha, cujas praias têm areia escura e não podem concorrer em beleza com as praias caribenhas de Guadalupe e Martinica. Assim, são suas cachoeiras, montanhas e rios que são valorizados, parques nacionais criados para protegê-los, assim como trilhas são desenvolvidas para que se possa percorrer e usufruir de toda essa natureza. Existe uma trilha, inclusive, com quase 200 km, que percorre a ilha de norte à sul, passando por todos os atrativos naturais. Para quem gosta de andar e tem algumas semanas de férias, é uma ótima pedida!

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


Bem, nós temos mais que algumas semanas de férias, mas não aqui em Dominica. Assim, nossas trilhas tinham de ser mais curtas. Hoje, por exemplo, fomos de carro até pertinho da Emerald Pool. Nossa trilha tinha 10 minutos. Ela nos levou até uma deliciosa piscina natural, verde-esmeralda, no meio da mata, sob uma cachoeira. Aí ficamos nos banhando e relaxando por um bom tempo, sentindo a “tropicabilidade” de Dominica. Uma delícia! Na alta temporada, certamente lá estariam algumas vans trazendo o pessoal dos cruzeiros. Mas hoje, só tinha doisn casais locais, aproveitando a bela paisagem para namorar...

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


De lá seguimos para o norte, já na costa oeste da ilha, do lado do Atlântico. Passamos pela única área de todo o Caribe onde ainda se pode encontrar Caribs de verdade. Em todas as outras ilhas, foram exterminados ou expulsos pelos colonizadores europeus. Sobrou apenas um pequeno grupo aqui em Dominica, hoje mais valorizados do que nunca.

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica


Mas, como estamos num Domingo, estavam de folga. Só conseguimos ver uma procissão pela estrada (são muito católicos!) e alguns quiosques de comércio abertos. Nada parecido com os Caribs que partiram da Venezuela há 800 anos, seguindo de ilha em ilha à remo, rumo ao norte, geração após geração, substituindo e conquistando os Arawaks. O destino os levaria até Cuba e à Flórida, mas a chegada imprevista dos europeus interrompeu sua trajetória de conquistas. Lutaram bravamente contra espanhóis, ingleses e franceses. Mas foram vencidos por armas de fogo e micróbios estrangeiros...

Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica

Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica


Continuamos seguindo viagem pelo belo litoral norte da ilha, uma bela estrada entre vegetação densa, plantações de banana e de coqueiros e praias selvagens. Por fim, já no escuro, chegamos à Portsmouth, a principal cidade do norte da ilha. Sede de uma importante faculdade de medicina que atrai muitos estudantes internacionais, aí nos instalamos, ansiosos para explorar um parque aqui vizinho, localizado numa península formada por dois antigos vulcões e onde está um antigo forte construído alternadamente entre franceses e ingleses, enquanto disputavam a primazia da ilha. Histórias para amanhã...

Muitas ondas na costa Atlântica de Dominica

Muitas ondas na costa Atlântica de Dominica

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De San Marcos Para Xela

Guatemala, San Marcos La Laguna, Quetzaltenango

O incrível visual da Laguna Atitlán e seus três vulcões! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

O incrível visual da Laguna Atitlán e seus três vulcões! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Por uma estranha coincidência ou pela infalível Lei de Murphy, sempre o último dia da temporada na praia, aquele em que precisamos ir embora cedinho (pelo menos para quem mora longe, como Belo Horizonte, e tem uma longa viagem pela frente), é sempre o mais bonito, céu azul e sol radiante. Por que será? De criança, sempre tentava imaginar alguma maneira de “enganar” essa sina que São Pedro nos impõe. Pois é, para quem tem 1000dias, não é tão difícil!

Checando a cor da água do lago Atitlán San Marcos La Laguna, na Guatemala

Checando a cor da água do lago Atitlán San Marcos La Laguna, na Guatemala


Dia de sol na espetacular laguna Atitlán em San Marcos La Laguna, na Guatemala

Dia de sol na espetacular laguna Atitlán em San Marcos La Laguna, na Guatemala


Hoje, dia de ir embora da maravilhosa Laguna de Atitlán, o dia amanheceu mais bonito do que nunca. Então, “vamos atrasar a partida!”, foi nossa justa reação. Ao invés das malas, fomos atrás da sunga e do biquini e corremos para a nossa “praia” no lago, a plataforma de saltos. Como frequentadores habituais, ganhamos até um desconto na entrada (a plataforma fica dentro de um parque municipal). A próxima hora foi gasta tirando as fotos mais bonitas de Atitlán e dos deliciosos saltos no lago. Uma inesquecível maneira de nos despedirmos desse lugar incrível que deveria fazer parte do roteiro de todos os que visitam este país.

Admirando a beleza da laguna Atitlán e de seus vulcões, em San Marcos La Laguna, na Guatemala

Admirando a beleza da laguna Atitlán e de seus vulcões, em San Marcos La Laguna, na Guatemala


'Caminhada aérea' sobre uma ensolarada laguna Atitlán, em San Marcos La Laguna, na Guatemala

"Caminhada aérea" sobre uma ensolarada laguna Atitlán, em San Marcos La Laguna, na Guatemala


Depois da diversão, a obrigação. Afinal, nossa diária já vencia no hotel. Empacotamos tudo e partimos de Fiona para nossa última etapa dessa primeira passagem pela Guatemala (na volta da América do Norte tem mais!). Mas antes disso, Atitlán ainda reservava uma última surpresa para nós. Quando chegamos aqui há três dias já estava escuro e não pudemos aproveitar a vista que se tem do alto das encostas da imensa cratera que é, na verdade a região da laguna. Dessa vez, início da tarde, após vencer o interminável ziguezague que a estrada faz para chegar lá no alto da encosta, chegamos a um ponto que oferecia vistas sublimes de toda aquela natureza exuberante: o lago lá embaixo com suas águas azuis-esverdeadas, os três vulcôes do outro lado de Atitlán, o verde das florestas que cercam a laguna e o céu azul a cercar tudo isso. Nova pausa para fotos, para nós e para um simpático grupo de turistas guatemaltecas, argentinos e suiço que viajavam juntos no carro de uma delas.

Despedida da fantástica região da laguna Atitlán (saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala)

Despedida da fantástica região da laguna Atitlán (saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Encontro com argentinos, guatemaltecos e um suiço no mirante de Atitlán, saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala

Encontro com argentinos, guatemaltecos e um suiço no mirante de Atitlán, saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala


Depois, a curta viagem até Quetzaltenango, a maior cidade dessa parte do país, mas ainda sim com uma simpática cara de cidade pequena. “Xela”, como é conhecida pelos locais, quase chegou a ser a capital de um país que não chegou a existir e hoje atrai muitos estudantes estrangeiros que querem aprender espanhol, o que deu à cidade um ar mais cosmopolita, com ótimos restaurantes e pequenos hotéis boutique. A cena cultural também é agitada, assim como a vida noturna. A arquitetura no centro também é diferenciada no país, influenciada que foi pela forte presença germânica no início do século passado.

Arquitetura pomposa em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala

Arquitetura pomposa em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala


Muita vida cultural em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala

Muita vida cultural em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala


Xela está localizada em região bem montanhosa, cercada de vulcões. Com uma altitude superior a 2.300 metros, o fim do dia sempre traz um friozinho gostoso, e todas as camas pedem um bom cobertor. Que delícia! Pena que amanhã não poderemos dormir até tarde. Na verdade, é justamente o contrário! Já temos compromisso marcado com um guia que vir[a ao nosso hotel às 04:30 da madrugada. Vamos todos de Fiona ao vulcão Tajumulco que, com seus 4.220 metros de altura, é o ponto mais alto da Guatemala e de toda a América Central. A Fiona nos leva até os 3.200 metros e os últimos mil são por nossa conta. Depois de tanto tempo relaxando no lago, já era mesmo hora de um pouco de exercício...

Um dia inspirador para remar no Lago Atitlán, em San Marcos La Laguna, na Guatemala

Um dia inspirador para remar no Lago Atitlán, em San Marcos La Laguna, na Guatemala

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