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Praia cor-de-rosa

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island

Um dia na praia...

Um dia na praia...


A cor da areia é rosa, um rosa bebê bem clarinho. Isso devido às conchas que se esmigalham e viram grãos cor-de-rosas, ajudando a formar esta areia colorida. O mar é azul transparente, isso por que estamos no Caribe e toda a formação da ilha é calcária, o que ajuda a filtrar a água nos seus arrecifes e praias. Em toda a praia encontramos uma alga, verdinha que parece couve refogada, beeeem fininha. São tantas algas que varrê-las já faz parte da rotina diária dos hotéis na beira da praia, todas as manhãs. Enquanto andamos observando esta cena, percebo que a praia está repleta de águas-vivas, ou “portugueses” como aprendemos por aqui e continuo rindo sozinha do nome que resolveram dar a este bicho, afinal, por que esse nome engraçado? Depois de olhar com cuidado as “portugueses” na beira da praia foi que me dei conta, não sei como isso não me ocorreu antes! Essas águas-vivas, cheias de fios daqueles bem doloridos, são conhecidas no Brasil como caravelas! Caravelas = Portugueses! Viu só, tudo tem um por que! Hahahaha! Filosofias de uma brasileira nas Bahamas... Quem agüenta?

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas

Felizes na praia - Harbour Island - Bahamas


Depois de andar na praia, estudar o nosso computador de mergulho da Fun Dive e cansar de me esconder do vento enrolada na toalha, resolvemos voltar à pousada e sair para uma corridinha. Uma bela forma de conhecer a Ilha. Corremos pelas novas vizinhanças, ainda não exploradas e percebi que realmente eu não estava tão “out” quando falei dos podres de ricos. Corremos pela Bay Street até chegarmos a uma praia formada na maré baixa, uma espécie de mangue seco. Digo uma espécie, pois não consigo ter certeza se é mangue ou não, já que aqui mangue não faz lama, mesmo se fizesse a lama seria rosa, e também não tem cheiro ruim. Seguindo por esta praia passamos por várias casas onde só se pode chegar de barco. Todas elas com seus barcos e iates nos seus piers privados, mesmo que vazias. É... realmente é mais fácil viver se olhamos para baixo na pirâmide, por que se olhamos para cima vemos como ainda somos pobres!

Relaxando na praias de areias rosa

Relaxando na praias de areias rosa


Mais tarde vamos para a pousada do John, figuraça, (vocês acreditam que até no enterro do Bob Marley ele foi?) ver o sol se por na baía, escrevendo os nossos posts. Jantar na Marina Valentines onde vamos deixar uma camiseta do 1000dias fazendo parte da decoração do bar, amanhã colocarei uma foto para vocês verem. Vamos ver qual será a programação do dia. Tínhamos mergulhos agendados, mas a droga do vento nordeste (eu achei que era noroeste) estragou todos os pontos de mergulho de Eleuthera... Acho que teremos que nos contentar com os corais e a praia cor-de-rosa.

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Pôr-do-sol na pousada em Harbour Island - Eleuthera - Bahamas

Bahamas, Eleuthera - Harbour Island, Caribe, ilha, Pink Sand Beach, Praia

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Nova Etapa!

Brasil, Paraná, Curitiba

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Depois de um rápido pit stop em Curitiba para rever a família, amigos, alimentar a alma e resolver questões burocráticas da viagem estamos novamente na estrada! A Fiona fez uma das revisões mais importantes do seu ciclo de vida, depois de rodar 150 mil quilômetros até o Alasca, por mais de 700 cidades e todos os países do continente americano. O único país onde ela não colocou suas 4 patas tracionadas foi o Uruguai, que estará fechando o tour americano do 1000dias, depois da nossa passagem pela Patagônia Argentina e Chilena.

Começamos o nosso roteiro rasgando o oeste de Santa Catarina e Rio Grande do Sul com uma rápida parada na cidade de imigrantes austríacos de Treze Tílias, o Salto Yucumã e nos 7 Povos das Missões, algumas das ruínas mais antigas no Brasil. Daí cruzaremos à Argentina em busca das incríveis paisagens da Cordilheira dos Andes, de Copiapó à Santiago e a região dos lagos. Da capital chilena deixaremos a Fiona por alguns dias para desbravar a porção insular do Chile no meio do Pacífico: a Ilha de Páscoa! Um sonho antigo que só cresceu ainda mais depois da nossa passagem pelo Hawaii. Vamos ver se encontramos as similaridades destes povos, que dizem terem chegado à América antes mesmo dos nossos índios. Será mesmo?!


Roteiro Base - Chile, Argentina e Uruguai

Na volta à Santiago o caminho óbvio seria seguirmos em um grande zigzag entre a Carretera Austral, no Chile, e a Ruta 40, na Argentina até a Patagônia, porém esta etapa da viagem, nos reserva uma grande surpresa! Esta surpresa tem dimensões continentais, temperaturas que variam de 10°C na costa durante o verão e o recorde de temperatura negativa de -89,2°C no interior, durante o inverno. Lá os ventos podem chegar a 320km/h nas regiões costeiras e a sua altitude média é a maior do mundo, 2.000m, sendo o ponto mais alto 5.140m! 98% deste território está coberto por gelo, incluindo mais de 145 lagos e imensos rios subterrâneos que somam 70% de toda a água doce do planeta! OK, chega, já foram dicas demais... E aí, já conseguiu descobrir aonde vamos?!

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia


Serão 22 dias de expedição, passando pelas Ilhas Falklands (ou Malvinas, se você está do lados dos nossos hermanos argentinos), South Georgia e Península Antártica! Embarcamos em Buenos Aires e desembarcamos em Ushuaia! Já deu para imaginar a mecânica e o trabalho que estamos tendo para encaixar tudo isso no roteiro, não é mesmo?! O carro estará em Buenos Aires e nós lá na Terra do Fogo! Porém não existe chance alguma de não levarmos a Fiona com as próprias rodas até o ponto mais ao sul do Continente Americano, então voltaremos a Buenos Aires e seguiremos para a nossa “Expedição Patagônia”. Se vocês tiverem dicas de roteiros e lugares alternativos e/ou obrigatórios nessa viagem, por favor, nos enviem para incluirmos no roteiro!

E então?! Prontos para mais 150 dias de aventuras e viagens pelo continente americano? Pé na estrada e vamos que vamos!

Brasil, Paraná, Curitiba, Estrada, Patagônia, roteiro

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Canyoning em Ubajara

Brasil, Ceará, Ubajara (P.N de Ubajara)


“Provavelmente um dos lugares mais bonitos do município de Ubajara.” Foi assim que nos foi apresentada a Cachoeira do Frade pelo Herbert, dono do Sítio do Alemão, pousada onde ficamos hospedados na zona rural da cidade.

No mirante do Sítio do Alemão, em Ubajara - CE

No mirante do Sítio do Alemão, em Ubajara - CE


O sítio fica em um terreno à beira de um paredão rochoso da Serra do Ibiapaba e possui um mirante espetacular. O café da manhã, antes de visitarmos o parque, foi servido em uma varanda em meio à mata atlântica, pés de café, mamão, manga e centenas de espécies de insetos dos mais diferentes aspectos.

Pés de café e de banana no Sítio do Alemão, em Ubajara - CE

Pés de café e de banana no Sítio do Alemão, em Ubajara - CE


O dito acima estava em um cartaz em nosso chalé e Herbert nos indicou firmemente que deveríamos conhecer esta cachoeira.

Com o Herbert, no Sítio do Alemão, em Ubajara - CE

Com o Herbert, no Sítio do Alemão, em Ubajara - CE


Após o passeio no Parque de Ubajara (descrito no post anterior), seguimos para a Cachoeira do Frade. Há 25km da cidade em direção à conhecida Cachoeira do Boi Morto, um açude onde as pessoas costumam tomar banho e lavar seus carros.

Fiona atravessando a Cachoeira do Boi Morto, em Ubajara - CE

Fiona atravessando a Cachoeira do Boi Morto, em Ubajara - CE


“99% dos habitantes de Ubajara conhecem o Boi Morto, mas nem 1% deve ter ido até o Frade”, nos conta o alemão, estupefato. Andrea e Pablo não tinham planos fechados para o dia de hoje, então decidiram nos acompanhar. A propriedade cobra uma taxa de apenas 5 reais pelo estacionamento e o simpático proprietário nos mostra o caminho, além de oferecer uma água de coco gelada, ducha e boa prosa.

Pequena cachoeira à caminho da Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Pequena cachoeira à caminho da Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


A trilha é bem marcada, descemos o vale, cruzamos um rio e encontramos o primeiro ponto para banho. Daqui a trilha pode ser feita de duas maneiras, ou descemos pela trilha que margeia o rio ou pode-se fazer um canyoning parte seco e parte molhado, direto pelo leito. Para conhecer ambos, descemos pela lateral e fizemos o canyoning "inverso", subindo por por dentro. No caminho avistamos Herbert com o casal que também estava hospedado em sua pousada, Bill, um americano do Denver e Clécia, de Fortaleza.

Com a Andrea, descendo o rio à caminho da Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Com a Andrea, descendo o rio à caminho da Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


O rio é lindíssimo e cada queda d´água faz a paisagem ainda mais especial. Quando mais descemos, mais o cânion vai se tornando claro, paredes altas e mais estreitas. A última cachoeira possui 16m de queda, aproximadamente, e é a mais linda delas, com uma caverna por detrás da cortina d´água. Tomamos um banho refrescante, tiramos muitas fotos e aproveitamos o sol da tarde.

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


Enorme paredão ao lado da Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Enorme paredão ao lado da Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


O retorno foi mais fácil do que imaginávamos, por fora a trilha possui alguns paredões altos, que descemos com a ajuda de cipós e raízes. Por dentro do rio, sem tênis na maioria do caminho, vamos desvendando paisagens ainda mais bonitas. Pena que a subida final e derradeira é a maior e mais cansativa, sempre acho que a cachoeira deveria ser no final da trilha de volta!

Escalada para chegar à Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Escalada para chegar à Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Cachoeira do Frade vista por trás, em Ubajara - CE

Cachoeira do Frade vista por trás, em Ubajara - CE


Tomamos uma água de coco enquanto conversávamos com Andrea e Pablo, trocando ainda experiências e as fotos do dia. Pablo ainda nos presenteou com os mapas de GPS que ele utilizou na Colômbia, Perú, Bolívia, Chile e Equador. Nossas conversas me animaram a volta a trackear toda a viagem no GPS e plotá-las no Google maps, independente do mapa que teremos na nossa home, vamos ver se conseguiremos tempo para fazer isso! Aproveitei e passei algumas músicas brasileiras para Andrea, já que Pablo avisou de antemão, a única música brasileira que gosta é Sepultura!

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


Despedir dos nossos amigos chilenos foi mais difícil do que imaginamos! Realmente encontrar viajantes como nós, vivenciando uma experiência tão parecida e com o mesmo espírito aventureiro foi muito especial. Já combinamos que, além de mantermos contato, iremos nos encontrar no Chile em 2012, quando eles já terão retornado e nós estaremos nos aproximando do fim dos nossos 1000dias. Mas ainda não é hora de pensarmos nisso, pois ainda temos 686 dias de história para contar.

Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Brasil, Ceará, Ubajara (P.N de Ubajara), boi morto, cachoeira, canyoning, frade, parque nacional, Parque Nacional de Ubajara

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Mercado Central

Brasil, Ceará, Fortaleza

Visão do vão central do Mercado Central em Fortaleza - CE

Visão do vão central do Mercado Central em Fortaleza - CE


Nos despedimos de Fortaleza neste dia ensolarado depois de tantas experiências: piratas, chuva, toboáguas, chuva, alta gastronomia, sol, rock cordel pauleira e muita arte! Sendo assim, não poderíamos deixar de conhecer o lugar que concentra as mais diversas culturas populares cearenses, o Mercado Central!

Produtos de renda no Mercado Central em Fortaleza - CE

Produtos de renda no Mercado Central em Fortaleza - CE


Artesanato em couro, palha, redes, redinhas, redonas, mantas, castanhas de caju aos milhares e de todos os sabores. Pingas curtidas em caranguejos ou cajus imensos, doces regionais, pinturas em azulejos e esculturas em cerâmica. Restaurantes por quilo, tapiocarias e até a música sertaneja de Asa Branca, na entrada principal do mercado.

Loja no Mercado Central em Fortaleza - CE

Loja no Mercado Central em Fortaleza - CE


O Mercado Central fica em um edifício todo modernoso, a la Niemeyer, com passarelas interligando os andares e corredores lotados de produtos dependurados de todos os tipos, tamanhos e cores.

Visão do Mercado Central em Fortaleza - CE

Visão do Mercado Central em Fortaleza - CE


Tudo isso é maravilhoso, uma abundância de vida, de arte e energia que transborda do povo que faz deste lugar ser o que é. Cearenses vindos de todos os cantos do estado, buscando um jeito para viver, sobreviver e lutando por condições melhores de vida. Povo trabalhando, turistas e locais comprando, (quase) tudo como deve ser.

Mercado Central em Fortaleza - CE

Mercado Central em Fortaleza - CE


A cena que mais me marcou foi a de um mendigo bem senhorzinho pedindo dinheiro. Eu estava na fila do caixa 24h e ele, já sem enxergar direito, sem voz, sem dentes, sem nada, parou em minha frente, estendeu seu dedo indicador bem nos meus olhos e pediu “UM REAL”. Eu entendi por que sou boa em leitura labial e mímica e não tive como negar, busquei cada moeda que tinha em minha carteira para lhe dar, tamanha a minha surpresa perante aquela figura. Infelizmente a surpresa não é por não estar acostumada com a pobreza, mas pela expressão que vi em seu rosto, a dor que senti nos seus olhos e o sofrimento em sua voz calada.

Visitando o Mercado Central em Fortaleza - CE

Visitando o Mercado Central em Fortaleza - CE


Nessas nossas andanças vemos muita pobreza, mas sem dúvida as capitais são mais chocantes. Elas tornam o rico e o pobre muito mais visíveis e o gap muito mais claro. A cidade grande é cruel com os pouco abonados, não apenas pelo alto custo de vida, mas pela simples comparação a que eles próprios se submetem e são submetidos a toda hora. No campo ao menos existe a possibilidade de uma moradia simples, mas digna, um trabalho na terra de onde se tira o que comer e de uma vida mais saudável. Quanto mais caminhamos, mais vejo o quanto o homem complica. Afinal, por que ser simples é tão complicado?

Brasil, Ceará, Fortaleza, Artesanato, Mercado Central

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Santiago de Cali

Colômbia, Cali

Igreja em Cali, na Colômbia

Igreja em Cali, na Colômbia


Fundada em 1.536, Cali é a terceira maior cidade do país, com quase 2,4 milhões de habitantes. Na Colômbia a Cordilheira dos Andes se divide em 3 e Cali está situada entre a Cordilheira Ocidental e Central, no Vale do Cauca.

O rio Cali e uma das igrejas de Cali, na Colômbia

O rio Cali e uma das igrejas de Cali, na Colômbia


A cultura vallecaucana tem um espaço próprio, história, música, sotaques e tipos de comida específicos, como as regiões brasileiras. Para nós que somos de fora e vemos tudo como Colômbia não é tão fácil enxergar estas diferenças, mas fica claro que este povo lutou pelo reconhecimento do seu estado, que foi declarado definitivamente apenas em 1910.

Cali, na Colômbia

Cali, na Colômbia


Nós ouvimos falar de Cali apenas pelo seu cartel de drogas, que vivia em pé de guerra com o Cartel de Medellín, de Pablo Escobar. A cidade sofreu muito com as crises e guerras entre os cartéis do narcotráfico entre as décadas de 70 e 90 e embora o narcotráfico até hoje seja uma grande economia no mercado negro, os cartéis acabaram e a criminalidade já está mais controlada.

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia


Assim saímos caminhar pelo centro, cruzamos o Rio Cali, a Plaza dos Poetas, uma versão colombiana da nossa Central do Brasil. Os poetas com suas máquinas de escrever parecem personagens da literatura de cordel. Cada um tem seu espaço reservado para sua mesa, guarda-sol (ou chuva), para escrever as cartas dos moradores que passam por ali.

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia


Caminhamos até a Iglesia de San Francisco e quando começou a chover nos refugiamos no Centro Cultural em frente ao Teatro Municipal. Ali estava rolando um Congresso Latino-Americano de Agricultura Sustentável e também descobrimos que nesta semana está acontecendo o Festival Mundial de Salsa de Cali – 2011, não é a roa que Cali é mundialmente conhecida por ser a capital da salsa!

Enfrentando a chuva em Cali, na Colômbia

Enfrentando a chuva em Cali, na Colômbia


Esta área tem vários restaurantes vegetarianos, para os que curtem um verde. Já era meio tarde e pegamos os buffets fechando, acabamos o nosso passeio pela Iglesia de La Merced, local onde foi celebrada a fundação da cidade em 1536. Não estávamos presentes nessa data, mas tivemos a sorte de ver um casamento sendo celebrado no mesmo lugar!

Igreja La Merced, em Cali, na Colômbia

Igreja La Merced, em Cali, na Colômbia


Retornamos à Avenida 9, rua com restaurantes e bares mais bacanas, que faz a linha Itaim Bibi, bairro residencial e comercial com bastante vida noturna. Almoçamos uma deliciosa pasta que levamos também para o jantar. No caminho para o Iguana encontramos Oscar, o vocal da banda e Douglas, baixista, que reiterou o convite. Vamos dormir para começar a nossa epopéia rumo ao Hot en Paraíso!

A avenida chique de Cali, na Colômbia

A avenida chique de Cali, na Colômbia

Colômbia, Cali, Arquitetura, centro histórico, Santiago de Cali

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Welcome to Tobago!

Trinidad e Tobago, Crown Point

Fim de tarde no pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Fim de tarde no pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Tobago é a irmã mais nova, mais caribenha e mais baiana de Trinidad. Com apenas 300km2, foi aclamada pelos espanhóis que, todavia não se deram ao trabalho de ocupá-la. Assim, a partir do início do século XVII várias nações tentaram colonizá-la, holandeses, franceses, ingleses e até os courlanders, pequeno ducado no que hoje é a Letônia. Foram tantas batalhas travadas entre estas pequenas colônias formadas na ilha, inclusive contra os índios que a habitavam, que no início do século XVIII Togabo foi declarada um território neutro, o que deu ainda mais espaço para a ilegalidade, prato cheio para os piratas. Só em 1763 os ingleses resolveram colocar ordem no galinheiro e tomar a frente na colonização da ilha, trazendo para cá escravos que iniciaram a cultura de cana de açúcar e algodão.

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Bela praia no caminho para Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


Em 1963 a ilha foi atingida pelo Furacão Flora, que devastou suas plantações, casas e estradas. Desde então o governo vem fazendo um trabalho orientado ao turismo, criando um novo mercado até então pouco explorado por seus moradores. Um paraíso para os birdwatchers e mergulhadores, Tobago possui o seu próprio ritmo, mais easy going e vem conquistando facilmente milhares de turistas todos os anos.

Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


As praias mais procuradas ficam no extremo oeste da ilha, próximas à Crown Point, onde fica também o aeroporto internacional. Bem estruturada Crown Point oferece desde simples pousadas a grandes e luxuosos resorts à beira mar. Restaurantes, internet café e ATMs também são facilmente encontrados.

Mapa de Crown Point, em Tobago

Mapa de Crown Point, em Tobago


Store Bay é a praia mais acessível, com uma pequena faixa de areia e suas águas tranqüilas, está equipada com praça de alimentação, banheiros limpos e duchas por uma contribuição módica de TT$ 1,00, menos de R$ 0,30.

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago

Praia de Store Bay, em Crown Point - Tobago


A apenas 20 minutos de caminhada dali está o Pigeon Point, uma das praias mais procuradas da região. Suas águas cristalinas e areias claras são ótimas para snorkeling ou apenas para relaxar na sombra dos coqueiros. Há também um deck muito bacana, que além de uma bela vista da praia, também oferece passeios de barcos com fundo de vidro sobre o Buccoo Reefs e piscinas naturais próximas da costa.

Trnaquilidade em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Trnaquilidade em Pigeon Point, em Crown Point - Tobago


É cobrada uma justa taxa de 3 dólares (TT$ 18,00) para manutenção da infra-estrutura, banheiros, chuveiros, etc. Nós viemos caminhando pela praia e nem vimos a entrada “oficial” do parque, sem saber que teríamos que pagar passamos direto e reto, só depois vimos que todos usavam uma pulseirinha. Já era final de tarde, acho que não ficaram muito preocupados conosco, apenas tomamos um refresco e pegamos nosso rumo de volta.

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)

Clima romântico no pier de Pigeon Point, durante o fim da tarde (Crown Point - Tobago)


Ah, esqueci de contar que hoje provei o famoso Roti, comida típica indiana que faz um sucesso danado por aqui. Roti de frango com molho curry, parece uma massa de panqueca, um pouco mais pesada do que a que conhecemos, mas muito gostosa. Só acho o curry meio enjoativo, mas isso já é mais pessoal. Voltamos para a Golden Thristle, nossa casa em Crown Point, com alguns aperitivos e beliscos comprados no minimart para o jantar. Amanhã cedo já marcamos nossa ida para Speyside com o nosso amigo suuuper cool, Brian, o taxista.

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Pier de Pigeon Point, em Crown Point - Tobago

Trinidad e Tobago, Crown Point, beach, Pigeon Point, Praia, Store Bay, Tobago

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No Fim da Blue Ridge - Natural Bridge

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge

Chegando à enorme ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Chegando à enorme ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Uma das grandes atrações da Blue Ridge Parkway está aqui na Virgínia, quase na fronteira norte da estrada no milepost 61 ou a 66km de Roanoke. À um primeiro olhar é a maior tourist trap! Você chega para ver uma ponte natural e antes tem que passar por um castelo de pedra parecido com as Lojas Havan das BRs. Lá dentro além de lanchonete, livraria e uma imensa loja de departamentos de bugigangas turísticas, há também um borboletário e uma linha do tempo com a rica história deste monumento natural. Comece o seu passeio aí, nesta parede, à esquerda logo que desce a escada e você não irá se arrepender.

Borboletas no interessante 'borboletário' do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Borboletas no interessante "borboletário" do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


A ponte natural foi o caminho miraculoso para os índios da tribo Monacan escaparem de seus inimigos. Em 1750 estas terras receberam uma ilustre desconhecida visita. O jovem George Washington foi contratado para fazer a marcação das terras de Lord Fairfax, deixando as suas iniciais marcadas em uma das paredes do monumento natural.

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos)

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos)


24 anos mais tarde a propriedade foi vendida para um tal de Thomas Jefferson. Apaixonado pela beleza natural da ponte de pedra, o futuro presidente dos Estados Unidos liberou sua utilização para produção de munição durante a Revolução Americana e mais tarde na guerra de 1812 contra a Inglaterra. Havia, porém uma única exigência, que a Natural Bridge fosse preservada e devolvida aos seus auspícios exatamente como saiu.

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


"It is impossible for the emotions arising from the sublime to be felt beyond what they are here; so beautiful an arch, so elevated, so light, and springing as it were up to heaven, the rapture of the spectator is really indescribable!"
-Thomas Jefferson, former owner of the Natural Bridge, Notes on Virginia, 1782

Em meados de 1830 os herdeiros de Thomas Jefferson venderam as terras para um empreendedor da área turística que construiu um grande hotel e começou a receber turistas de todo o mundo, sendo então uma das maiores atrações dos Estados Unidos ao lado da Niagara Falls. Um arco de 66m de altura e um vão de 27m cavados sob o calcário pelo Cedar Creek a primeira vista da imensa ponte natural é mesmo de tirar o fôlego.

A colossal ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

A colossal ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Mais alguns minutos de caminhada e vemos a réplica de uma Aldeia Monaca, com alimentos, peles e uma oca onde os indígenas viviam naqueles tempos passados. Continuando por uma trilha sombreada que margeia o rio chegamos a uma pequena cachoeira, para depois retornar e sermos mais uma vez surpreendidos pela visão da imponente ponte de pedra.

Réplica de antiga oca indígena no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Réplica de antiga oca indígena no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Se você não estiver com pressa ainda pode incluir nesse passeio um tour às cavernas da Natural Bridge, iluminadas e com guias que falam sobre a formação geológica, etc. A próxima parada depois daqui seria a charmosa cidade de Charlotteville, que estava no nosso plano inicial. Nós quisemos adiantar o expediente e seguimos para o próximo destino, a Skyline Drive no Shenandoah National Park. Mas esta já é uma história para o próximo post.

Observando a cachoeira no  rio que formou a incrível ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Observando a cachoeira no rio que formou a incrível ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos



Blue Ridge Parkway - Motivos para voltar:

- Great Smoky Mountains National Park – O parque nacional mais visitado pelos americanos, possui paisagens maravilhosas, vida selvagem pulsante e milhares de quilômetros de trilhas para hikers e pelos apaixonados pela natureza. A mais famosa delas é a Apalachian Trail, com mais de 3.000km, cruzando toda a cordilheira até o Shenandoah National Park.
- Outono - ver as cores do outono na segunda quinzena de outubro, quando as Maple Trees fazem um espetáculo colorindo as Montanhas Apalaches.
- Godfather Mountain – pulamos este parque que é um dos high lights da região, pois havia muita neblina e não havia visibilidade.
- Linville Caverns and Falls – Dizem valer a pena a visita à estas atrações, a cachoeira fica próximo à estrada e as cavernas em um detour à oeste. Sem tempo acabamos optando por seguir, já que já havíamos passado por outras cachoeiras e cavernas nos últimos dias. Se tiver tempo não deixe de incluir no seu roteiro.

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge, Blue Ridge Parkway, Natural Bridge, Natureza, parque nacional

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Dive in Bermuda

Bermuda, Hamilton

Posando para fotos no deck de navio afundado no litoral sul de Bermuda

Posando para fotos no deck de navio afundado no litoral sul de Bermuda


Uma ilha isolada no meio do Oceano Atlântico nas bordas de uma cratera vulcânica submarina criada no mesmo processo que formou a cadeia montanhosa que cruza o centro do Oceano Atlântico de norte a sul. Águas azuis turquesa, cristalinas e algumas das melhores histórias de naufrágios e desaparecimentos de aviões e navios do mundo. Alguém duvida que Bermuda seria um ótimo lugar para mergulhar? Pois é, eu sou a viciada no universo sub e encanei que queria mergulhar lá. O Rodrigo estava meio preguiçoso, agora, querem aventura mais incrível do que mergulhar no Triângulo das Bermudas?!

O belo mar do litoral sul de Bermuda

O belo mar do litoral sul de Bermuda


Logo no primeiro dia entrei em contato com as operadoras de mergulho da ilha que me informaram que fazem saídas todos os dias que o vento permite. Perdemos o primeiro dia de mergulho, mas de hoje não iria passar! Equipamentos em mãos e um táxi direto para Somerset Bridge e logo estávamos prontos para descobrir as belezas submarinas de Bermudas.

Felizes, voltando de mergulhos no litoral sul de Bermuda

Felizes, voltando de mergulhos no litoral sul de Bermuda


Naufrágios são uma de nossas paixões e sabemos que existem vários naufrágios do final dos anos 1800s ao redor da ilha e é claro, eu queria visitar algum deles! Colocamos uma pressão mas os pontos de mergulho são escolhidos pelo capitão, que adora tirar um sarro da cara dos turistas que quase sempre fazem a mesma pergunta: os naufrágios têm alguma coisa a ver com a lenda do Triângulos das Bermudas? Podem rir da minha cara, mas essa porcaria de lenda não surgiu à toa e se estou aqui eu tinha que perguntar!

Canyon de coral no litoral sul de Bermuda

Canyon de coral no litoral sul de Bermuda


Fato é que eles nos olham com uma cara de “claro que não sua besta!” e dizem que não existe nenhum fundamento para essas histórias fantasiosas. Enfim, os naufrágios que vamos ver aqui foram afundados propositalmente para os mergulhos recreacionais.

Imaginando-se no Titanic, em pequeno barco afundado no litoral sul de Bermuda

Imaginando-se no Titanic, em pequeno barco afundado no litoral sul de Bermuda


Navegamos para a costa sul da ilha direto para os dois dos principais naufrágios da ilha: o Forceful e o King. Os dois barcos rebocadores foram afundados por um time de mergulhadores locais em 2008. Forceful tem 75 pés (22,8m aprox.) e está a 20m de profundidade em pé ao lado de uma parede de corais. O King, também um rebocador (tugboat), tem 55 pés (aprox. 16,7m) e está deitado de lado em meio à um cânion coralíneo.

Um dos muitos barcos afundados no litoral sul de Bermuda

Um dos muitos barcos afundados no litoral sul de Bermuda


Na cabine de comando de um barco afundado no litoral sul de Bermuda

Na cabine de comando de um barco afundado no litoral sul de Bermuda


Descemos com o grupo até a base de areia, passando pela hélice de 5 pás, exploramos a cabine do capitão, ótimo lugar para tirar uma foto e entramos em todas as salas e buracos que encontramos. Os naufrágios servem como recifes artificiais, mas como são recentes ainda não encontramos muitos corais ou peixes.

Explorando barco afundado no litoral sul de Bermuda

Explorando barco afundado no litoral sul de Bermuda


Depois do Forceful seguimos as instruções do dive master e fomos até o King sozinhos e tivemos todo o naufrágio para nós. Eles podem ser naufrágios “artificiais” mas ninguém me tira o prazer de saber que estamos mergulhando no Triângulo das Bermudas! Rs!

Aproximando-se de mais um barco afundado no litoral sul de Bermuda

Aproximando-se de mais um barco afundado no litoral sul de Bermuda


Lap top na cabina de barco afundado no litoral sul de Bermuda. será que ainda funciona?

Lap top na cabina de barco afundado no litoral sul de Bermuda. será que ainda funciona?


O segundo mergulho foi nos recifes apelidados de Three Sisters. Os 3 recifes que afloram na superfície têm uma formação parecida com Pedras Secas em Noronha. Muitos canions, arcos e cavernas com peixes de todos os tipos se escondendo nas pequenas grutas que se formam. Os corais berudenses são estranhos, tem uma cobertura esverdeada e sem muitas cores, mas a paisagem é muito bacana para um mergulho longo e tranquilo.

Atravessando túnel de coral no litoral sul de Bermuda

Atravessando túnel de coral no litoral sul de Bermuda


Mergulhando bem próximo à superfície e às ondas, no litoral sul de Bermuda

Mergulhando bem próximo à superfície e às ondas, no litoral sul de Bermuda


Eu adoraria continuar mergulhando e descobrindo os naufrágios mais antigos nos arredores de Bermudas, mas ainda tínhamos muito para descobrir em cima d´água. Aproveitamos que já estávamos a meio caminho e seguimos de ônibus, carregando roupas e equipamentos de mergulho, até o Westend Dockyard. Pegamos o ônibus na estrada principal, sem tokens, mas com o valor exato da passagem, como manda a regra. O que ainda não sabíamos é que eles só aceitam moedas, nada de notas! Quase não pudemos entrar, mas no final o cobrador se compadeceu dos turistas desavisados e nos deixou subir mesmo assim! =)

Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


O Royal Naval Dockyard foi construído no começo do século XIX e foi a maior base naval britânica fora do Reino Unido. Desde a guerra de 1812 entre os EUA e a Inglaterra, até a Segunda Guerra Mundial esta foi uma base importantíssima para a defesa do Atlântico Oeste, conhecido como Gibraltar do Oeste.

Antigo forte inglês em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Antigo forte inglês em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


Navios-cruzeiro aportados em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Navios-cruzeiro aportados em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


Hoje a grande fortaleza é o novo terminal de cruzeiros na ponta oeste da ilha. O Dockyard possui restaurantes, lojas de artesanatos, praia particular com aluguel de jet-skis e equipamentos para snorkel e caiaque. A estrutura é imensa e muito bem organizada, então aproveitamos para provar uma cerveja artesanal local e ainda pegamos uma prainha do outro lado da muralha.

Turistas nadam em praia artificial em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda

Turistas nadam em praia artificial em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda


No final da tarde cortamos caminho e voltamos para Hamilton no último ferry boat que cruza direto do Dock para a capital e logo fizemos amizade com duas bermudenses super divertidas que nos deram ótimas dicas da ilha. Afinal, quer conhecer a verdadeira Bermuda, pergunte aos locais!

Novas amigas no ferry entre Dockyards e Hamilton, em Bermuda

Novas amigas no ferry entre Dockyards e Hamilton, em Bermuda


Quem quiser ver de perto os naufrágios, dá uma olhadinha nesse vídeo que encontrei.

Bermuda, Hamilton, Forceful, Mergulho, Naufrágio, Royal Naval Dockyard

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Basse Terre - Guadalupe

Guadalupe, Tròis Rivières, Grande Anse, Parc National de Guadeloupe

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


A ilha de Guadalupe é composta por duas ilhas principais: Grande Terre e Basse Terre. Uma com montanhas cobertas de florestas tropicais, cortada por rios e cachoeiras e outra plana e repleta de belas praias coralíneas, de areias brancas e águas azul ciano.

Mata tropical no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Mata tropical no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Começamos nosso tour na Cascade aux Écrevisses, uma pequena e linda cachoeira no Parque National de La Guadeloupe na Route de la Traversée. É, definitivamente chegamos à França, um estado francês, mas que não poderia ser mais creole, leia-se africano, em seus costumes, culinária e feeling. Poderia dizer que a ilha tem o melhor dos dois mundos, a organização dos franceses, a tranquilidade dos afro-caribenhos e a mistura ideal da culinária franco-criola.

Parece a Serra da Mantiqueira, mas é a Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Parece a Serra da Mantiqueira, mas é a Cascade aux Ecrevisse, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


O Parque Nacional oferece muitas trilhas com belas vistas, se você tiver sorte de pegar o tempo claro e sem tanta neblina e chuva como nós. Um mergulho na cachoeira para despertar e seguimos para a praia de Grande Anse, 2km ao norte de Deshaies.

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Cara de Bahia, mas é a praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Grande Anse é uma das praias mais bonitas de Guadalupe e Deshaies tem a infra-estrutura básica que você precisa, restaurantes, mercados, etc. Os queijos e vinhos são sempre mais baratos nas ilhas francesas. A dica é procurar os “gites” para hospedagem, lugares baratos e bem equipados que custam em torno de 50 euros a noite para o casal.

Praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe. Uma mistura de Bahia com litoral norte de São Paulo. Uma beleza!

Praia de Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe. Uma mistura de Bahia com litoral norte de São Paulo. Uma beleza!


Uma das mais belas praias de Guadalupe, Grande Anse, em Basse Terre

Uma das mais belas praias de Guadalupe, Grande Anse, em Basse Terre


Uma tarde preguiçosa tentando recuperar a noite mal dormida, seguida por uma corrida e natação na praia. Se você tiver 150 euros no seu budget diário, um lugar para ficar é a pousada super romântica no canto direito da Grande Anse, lindos quartos, piscina e hidromassagem a um minuto da praia.

Lanche de queijos e vinho, enquanto trabalhamos um pouco em Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Lanche de queijos e vinho, enquanto trabalhamos um pouco em Grande Anse, em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


No dia seguinte cedo continuamos nosso caminho por Basse Terre ao redor da ilha, pegando a rota norte e chegando à Chute du Carbet, no sudeste da ilha. Uma linda cachoeira dentro do parque nacional e nas encostas do gigante Vulcão La Soufriere, com pouco menos de 1500m de altitude. O parque oferece várias trilhas e travessias bem sinalizadas entre as principais atrações, incluindo uma travessia do vulcão até a entrada do parque que ficou na nossa “to do list”.

A magnífica 2a Queda dos Chutes du Carbet, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

A magnífica 2a Queda dos Chutes du Carbet, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Local perfeiro para descanso e reflexão no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Local perfeiro para descanso e reflexão no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Fechamos o dia no Basin Paradise, uma trilha de 20 minutos que te leva a um lago de águas cristalinas. Uma cachoeira deliciosa de uma cor esmeralda quase inacreditável em meio à mata verde das montanhas de Guadalupe.

Banho refrescante na Basin Paradise, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Banho refrescante na Basin Paradise, no Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Grand Etáng, um grande lago no meio da mata do Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Grand Etáng, um grande lago no meio da mata do Parque Nacional em Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


Continuamos dirigindo para o sul da ilha, passamos pelo Grand Etang, um lago de fácil acesso, menos de 20 minutos de caminhada ida e volta e chegamos à cidade de Trois Riviere. Nestas ilhas franceses não é fácil encontrar hotéis ou pousadas, elas existem, mas são mal sinalizadas e geralmente num esquema de quitinetes. Jantamos uma bela macarronada em um gite nos arredores de Trois Riviere, o lugar mais barato que encontramos para ficar na ilha (40 euros/noite).

Preparando uma macarronada em Tròis Rivières, no sul de Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe

Preparando uma macarronada em Tròis Rivières, no sul de Basse Terre, em Guadalupe, no Caribe


No dia seguinte ainda aproveitamos para tomar sol e pegar uma bela praia na Grande Anse, mesmo nome, mas esta de areias negras e águas mais agitadas, vizinha à cidade capital do departamento francês, também chamada de Basse Terre.

A bela e selvagem praia de Grande Anse, na região de Tròis Rivières, sul de Basse Terre, em Guadalupe

A bela e selvagem praia de Grande Anse, na região de Tròis Rivières, sul de Basse Terre, em Guadalupe


Enfrentando as ondas da praia de Grande Anse, na região de Tròis Rivières, sul de Basse Terre, em Guadalupe

Enfrentando as ondas da praia de Grande Anse, na região de Tròis Rivières, sul de Basse Terre, em Guadalupe


Aos poucos vamos entrando na cultura francesa, procurando boas baguetes, queijos e vinhos, tentando soltar o escasso vocabulário francês com pequenas palavras e expressões para tentar ser mais simpática. O Rodrigo é o meu guia e tradutor oficial e a cada dia seu francês fica menos enferrujado e seu biquinho mais afiado! Eu me sinto em uma camisa de forças, pois sem saber falar a língua não consigo interagir como gostaria com o povo local. Pena não ter tempo para fazer umas aulinhas e soltar logo essa francesa que existe em mim! Hahaha! Ah! Aqui ainda não paramos em nenhuma pâtisserie, mas me prometi que não saio daqui sem comer um delicioso e tradicional croissant au chocolat. Amanhã seguimos para Grande Terre, tentar descobrir um pouco do lado mais turístico de Guadalupe.

Admirando o mar da praia de Grande Anse, na região de Tròis Rivières, sul de Basse Terre, em Guadalupe

Admirando o mar da praia de Grande Anse, na região de Tròis Rivières, sul de Basse Terre, em Guadalupe

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Serra do Catimbau

Brasil, Pernambuco, Buique (P.N da Serra do Catimbau)

Fenda na rocha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Fenda na rocha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Hoje acordei bem, mas logo cedo tive uma crise de enxaqueca absurda que eu não via há muito tempo! Além da dor, fiquei super chateada, afinal tínhamos muito para conhecer... Logo tomei um remédio, torcendo para que fizesse efeito e começamos a caminhar.

Caminhando na caatinga no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Caminhando na caatinga no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Não sei o que pesou mais, o remédio ou a mãe natureza, mas sei que logo depois da primeira trilha a enxaqueca melhorou, ar puro, natureza, paisagens bonitas e até o tempo, não muito quente, ajudou a melhorar.

Pedra dos Namorados, no canyon do P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Pedra dos Namorados, no canyon do P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Nossas andanças de hoje começaram pelo Cânion da Serra do Catimbau. Um cânion seco com uma vista belíssima da serra, entre pedras com o aspecto de tartaruga e algumas com formatos especiais, que nos lembram dois namorados ou até um cavalo-marinho.

Passeando no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Passeando no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Pedra do Cavalo Marinho, no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Pedra do Cavalo Marinho, no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Circundando o cânion, chegamos ao Chapadão, que abriga entre seus paredões de pedra uma área de baixa muito rica em água. Cavando apenas um metro encontram água em qualquer parte deste baixo e em alguns pontos ela chega a aflorar, lembrando um brejo. Esta região é também a casa preferida das cascavéis, cobra com chocalho na extremidade do seu corpo. Richard, o destemido das cobras na televisão, esteve aqui procurando a bichinha e não teve a sorte de encontrá-la. A vista do alto do Chapadão é maravilhosa, paredões coloridos, pequenos montes chapados ao fundo e uma caatinga já bem verde, mescladas aos cactos e plantas espinhosas.

Observando o canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Observando o canyon no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Outra grande atração do parque é a trilha dos Homens sem-cabeça, uma pedrinha no meio da caatinga com uma das cenas de batalha pré-histórica mais perfeitas e impressionantes que já vi!

Pintura rupestre da Batalha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Pintura rupestre da Batalha no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


As duas tribos se enfrentam com pedaços de pau, o posicionamento dos homens em perspectiva e uma das tribos aparentemente toda sem cabeça. A teoria que mais me pareceu plausível é que todos tinham cabelos compridos e quando retratados pareceram estar sem pescoço.

A famosa pintura rupestre da Batalha dos Homens sem Cabeça, no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

A famosa pintura rupestre da Batalha dos Homens sem Cabeça, no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Uma parada básica para a vista da Serrinha e logo chegamos na Igrejinha, outro ponto com formações rochosas muito curiosas. A que nomeia o local parece o portal de uma igreja medieval. Fendas e rochas esculpidas pelo vento e chuva que instigam a nossa criatividade, onde vemos jacarés, bigornas e até serpentes.

A Pedra Furada no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

A Pedra Furada no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE


Nossa passagem pelo Catimbau infelizmente foi rápida, mas conseguimos ter uma boa noção das riquezas deste lugar. A maioria das trilhas são curtas e de fácil acesso, mas para os mais aventureiros, pode-se passar dias caminhando e explorando a serra em diferentes níveis de dificuldade, sem pegar o carro. Vale a pena conhecer o Catimbau, uma das 7 maravilhas do Estado de Pernambuco.

Formações rochosas no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

Formações rochosas no P.N da Serra do Catimbau, próximo à Buique - PE

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