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Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina
Tivemos sorte de chegar em um dia importante no calendário deste povo, que comemorava o final de um ciclo e início de um novo ano. Na praça central de Humahuaca encontramos vários grupos fazendo oferendas à Pachamama. O Rodrigo curioso foi ver e me falou, aquele pessoal ali está fazendo alguma coisa parecida com macumba. Eu que adoooro tudo isso foi logo ver o que estava acontecendo.
Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina
Pachamama, na crença andina, é a mãe terra. A divindade responsável por tudo que existe na vida. Ela é muito protetora e fiel mas também cobra de vingativa quando se sente desrespeitada. Acredita-se que Pachamama tem uma presença sobrenatural nesta região e todos os anos no início do mês de agosto é feita uma cerimônia onde as pessoas oferecem seu respeito, amor, dignidade e agradecimento à mãe terra, pedindo por proteção, saúde e tempos melhores para o seu povo e sua família.
Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina
A cerimônia é preparada com antecedência e faz oferendas diretamente à mãe terra. Na praça principal de Humahuaca foi cavado um buraco na terra, onde a divindade recebe diretamente as oferendas. Todos podem participar, fazendo uma fila e sempre em duplas. Dentre as oferendas estão cigarros de tabaco, um chá com diversas ervas, folhas de coca, planta sagrada dos povos ancestrais andinos, álcool, elemento da saúde. O papel picado, a cerveja, vinho são oferecidos como símbolo da alegria.
Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina
Sempre me senti atraída por estes conhecimentos e crenças da cultura andina. Os xamãs possuem uma visão mais ampla do mundo e da natureza. Uma visão de integração entre nós, seres humanos, e a mãe terra. Lembro quando tinha 14 anos, participei de um congresso holístico e vi uma palestra de um xamã onde ele explicava em linhas gerais, fazendo um paralelo entre o nosso corpo e a terra. O solo é como os nossos músculos, nos dá a base e a força, os rios são como as nossas veias, limpam e purificam, as árvores os nossos pulmões... Assim, quando poluímos os rios, a terra fica doente, nosso sangue está doente... Está tudo interligado.
Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina
Não tive dúvida, entrei na fila para participar da cerimônia. Minha dupla foi um argentino, artista muito espiritualizado que também estuda o xamanismo. Nós nos ajoelhamos em frente ao poço das oferendas, pedimos permissão à Pachamama, jogando folhas de coca, para lhe entregarmos nossas oferendas. Enquanto vamos derramando os diferentes tipos de bebida, vinho, cerveja, álcool, etc, pedimos perdão, fazemos nossas preces e pedidos e agradecemos à proteção da mãe terra. Durante toda a cerimônia é feita uma defumação com uma planta, que alguns dizem ser alucinógena. Ao final brindamos e bebemos algumas bebidas licorosas que eles nos dão em copinhos e recebemos os confetes da alegria na nossa cabeça.
Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina
É uma cerimônia forte e muito simbólica. Saí dali com uma ótima sensação de bem estar, não só pelo incenso e pelas bebidas, mas sem dúvida por toda a energia positiva da natureza canalizada naquele ato. Começamos um novo ano reenergizados para os próximos 550 dias de estrada, de paz com a vida e em sintonia com a mãe terra, Pachamama.
Mais informações sobre a cerimônia podem ser encontradas neste link: http://www.tilcarajujuy.com.ar/general/calendario/pachamama/pachamama1.htm
Cachoeira do Avencal, em Urubici - SC
A Serra Catarinense, mesmo para nós sulistas, é um destino pouco conhecido e explorado. Somente dentro do município de Urubici estão localizados 45 atrativos turísticos, dentre cânions, serras, trilhas, picos e cachoeiras, sem contar os demais municípios vizinhos. Esta serra ficou conhecida pelas baixas temperaturas registradas durante o inverno, com um grande número de ocorrências de neve. Foi no alto do Morro da Igreja - 1822m, ponto mais alto habitável do sul do país, que se registrou o recorde de temperatura mais baixa do Brasil, - 17,8°C e sensação térmica de -40°C.
Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
A infra-estrutura da região propicia todos os tipos de passeios, dos mais preguiçosos aos mais aventureiros, dependendo da disposição e das condições climáticas. Esta semana viemos para cá sabendo que as condições para trekking não eram as mais favoráveis, mas topamos mesmo assim, pois se perdemos deste lado é para ganharmos nas chances de encontrar neve!
Cascata de gelo na Serra do Rio do Rastro, região de Urubici - SC
Tempo nublado e úmido, com pancadas de chuva no decorrer do dia com temperatura variando de 6° a 10°C. Escolhemos, portanto, um roteiro que nos exigisse menos trilha e mais carro. A apenas 5 minutos da cidade e 15 minutos de caminhada por uma trilha fácil, fica um dos principais pontos turísticos do município, a Cachoeira do Avencal, uma das 88 cachoeiras aqui encontradas.
Cachoeira do Avencal, em Urubici - SC
Uma queda d´água espetacular de 100m de altura despenca de um paredão rochoso magnífico. A estrada que dá acesso à trilha corta uma floresta de araucárias maravilhosas e, de tanta neblina, um tanto quanto fantasmagórica.
Estrada bucólica na região de Urubici - SC
Continuamos pela mesma estrada de asfalto em direção à parte alta da Cachoeira do Avencal e logo chegamos a um dos 39 sítios arqueológicos da região. Um lugar considerado sagrado pelos estudiosos, onde são encontradas pinturas datadas de mais de 4 mil anos. Ali encontramos diversas inscrições rupestres, em baixo relevo, incríveis como a Máscara do Guardião.
A "máscara", a mais famosa pintura rupestre em Urubici - SC
A estrada de acesso à parte alta não está das melhores, mas com calma qualquer carro consegue chegar até lá e por apenas 3 reais por pessoa ter acesso ao mirante da Cachoeira do Avencal. Além da queda, lá do alto pode-se ter uma vista privilegiada do vale.
No alto da Cachoeira do Avencal, em Urubici - SC
Próxima parada, Serra do Rio do Rastro. Há aproximados 80km de Urubici, esta serra é uma das preferidas pelos bikers para contemplação de um cenário espetacular, com o conforto do asfalto e pequenas áreas de recuo para descanso. No alto da serra o nosso termômetro registrava 6°C, mas a sensação térmica era ainda menor, com rajadas de vento congelantes que aceleraram a nossa sessão de fotos no mirante.
A famosa estrada da Serra do Rio do Rastro, na região de Urubici - SC
Uma estreita estrada desce ziguezagueando a serra, com curvas acentuadas que obrigavam caminhões e ônibus a manobrarem para seguir viagem. No caminho avistamos ao longe um paredão branco e mal pudemos acreditar, era uma cascata congelada de uns 20m de altura! Pensem no frio que deve ter feito aqui esta noite... brrrrrr!
Cascata de gelo na Serra do Rio do Rastro, região de Urubici - SC
As nuvens e o tempo não estavam do nosso lado, algumas das visões da serra foram prejudicadas. A pressa em seguir viagem também, já que precisávamos chegar na Serra do Corvo Branco ainda com luz. Demos a volta por baixo, passando pelas cidades de Lauro Muller, Orleans, Braço do Norte e Grão Pará, cidades mais baixas e quentes aonde chegamos a registrar até 14°C.
Chegando num fim de tarde nublado na Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
Trecho final e asfaltado da subida da Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
Já era final de tarde, mas o sol ainda estava lutando bravamente para aparecer, chegou até a dar o ar da graça nos últimos momentos antes de entrarmos na estrada de terra que sobe a Serra do Corvo Branco. Uma subida vertiginosa, entre precipícios e encostas, com o céu branco encobrindo as vistas ainda mais sensacionais! No topo desta serra fica o maior corte em rocha do Brasil, com 90m de altura!
Chegando no alto da famosa Serra do Corvo Branco, já de noite, na região de Urubici - SC
Neste trecho pegamos garoa e chuvisco sem parar e foi por isso que decidimos, mesmo sem luz, seguir direto para o Morro da Igreja. A entrada há apenas 14km dali e mais 15km até o topo. A esta altura, já quase sem luz, a nossa brincadeira era medir temperatura x altitude, que baixava em torno de um grau a cada 200m de altura que subíamos.
Ultrapassando os 1000 metros, na subida da Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
Área de segurança nacional onde fica uma das bases do Sindacta, o topo não está exatamente preparado para o turismo. Sem luz, placas ou qualquer informação, conseguimos falar com um guarda, que nos confirmou não existir área de estacionamento ou manobra. Nossa esperança, é claro, era encontrarmos a precipitação de neve, mas as fortes rajadas de vento e altíssima umidade ainda não estavam dando as condições corretas. Um frio do diabo, não víamos um palmo à nossa frente, aguardamos um pouco e resolvemos voltar amanhã.
Que lugar, que cenários maravilhosos! Eu não sei como demorei tanto a vir para cá, sendo praticamente vizinha! Não tenho dúvida alguma de que voltaremos em um período de seca, céu azul e quando, certamente, iremos virar esta serra de ponta cabeça!
Início da descida da Serra do Rio do Rastro, região de Urubici - SC
Chegando à enorme ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Uma das grandes atrações da Blue Ridge Parkway está aqui na Virgínia, quase na fronteira norte da estrada no milepost 61 ou a 66km de Roanoke. À um primeiro olhar é a maior tourist trap! Você chega para ver uma ponte natural e antes tem que passar por um castelo de pedra parecido com as Lojas Havan das BRs. Lá dentro além de lanchonete, livraria e uma imensa loja de departamentos de bugigangas turísticas, há também um borboletário e uma linha do tempo com a rica história deste monumento natural. Comece o seu passeio aí, nesta parede, à esquerda logo que desce a escada e você não irá se arrepender.
Borboletas no interessante "borboletário" do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
A ponte natural foi o caminho miraculoso para os índios da tribo Monacan escaparem de seus inimigos. Em 1750 estas terras receberam uma ilustre desconhecida visita. O jovem George Washington foi contratado para fazer a marcação das terras de Lord Fairfax, deixando as suas iniciais marcadas em uma das paredes do monumento natural.
Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos)
24 anos mais tarde a propriedade foi vendida para um tal de Thomas Jefferson. Apaixonado pela beleza natural da ponte de pedra, o futuro presidente dos Estados Unidos liberou sua utilização para produção de munição durante a Revolução Americana e mais tarde na guerra de 1812 contra a Inglaterra. Havia, porém uma única exigência, que a Natural Bridge fosse preservada e devolvida aos seus auspícios exatamente como saiu.
As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
"It is impossible for the emotions arising from the sublime to be felt beyond what they are here; so beautiful an arch, so elevated, so light, and springing as it were up to heaven, the rapture of the spectator is really indescribable!"
-Thomas Jefferson, former owner of the Natural Bridge, Notes on Virginia, 1782
Em meados de 1830 os herdeiros de Thomas Jefferson venderam as terras para um empreendedor da área turística que construiu um grande hotel e começou a receber turistas de todo o mundo, sendo então uma das maiores atrações dos Estados Unidos ao lado da Niagara Falls. Um arco de 66m de altura e um vão de 27m cavados sob o calcário pelo Cedar Creek a primeira vista da imensa ponte natural é mesmo de tirar o fôlego.
A colossal ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Mais alguns minutos de caminhada e vemos a réplica de uma Aldeia Monaca, com alimentos, peles e uma oca onde os indígenas viviam naqueles tempos passados. Continuando por uma trilha sombreada que margeia o rio chegamos a uma pequena cachoeira, para depois retornar e sermos mais uma vez surpreendidos pela visão da imponente ponte de pedra.
Réplica de antiga oca indígena no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Se você não estiver com pressa ainda pode incluir nesse passeio um tour às cavernas da Natural Bridge, iluminadas e com guias que falam sobre a formação geológica, etc. A próxima parada depois daqui seria a charmosa cidade de Charlotteville, que estava no nosso plano inicial. Nós quisemos adiantar o expediente e seguimos para o próximo destino, a Skyline Drive no Shenandoah National Park. Mas esta já é uma história para o próximo post.
Observando a cachoeira no rio que formou a incrível ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos
Blue Ridge Parkway - Motivos para voltar:
- Great Smoky Mountains National Park – O parque nacional mais visitado pelos americanos, possui paisagens maravilhosas, vida selvagem pulsante e milhares de quilômetros de trilhas para hikers e pelos apaixonados pela natureza. A mais famosa delas é a Apalachian Trail, com mais de 3.000km, cruzando toda a cordilheira até o Shenandoah National Park.
- Outono - ver as cores do outono na segunda quinzena de outubro, quando as Maple Trees fazem um espetáculo colorindo as Montanhas Apalaches.
- Godfather Mountain – pulamos este parque que é um dos high lights da região, pois havia muita neblina e não havia visibilidade.
- Linville Caverns and Falls – Dizem valer a pena a visita à estas atrações, a cachoeira fica próximo à estrada e as cavernas em um detour à oeste. Sem tempo acabamos optando por seguir, já que já havíamos passado por outras cachoeiras e cavernas nos últimos dias. Se tiver tempo não deixe de incluir no seu roteiro.
A trilha do Bonete já estava nos nossos planos há muito tempo. A Praia do Bonete só pode ser acessada de barco ou através de uma trilha que tem em torno de 12km. Esta trilha um dia foi uma estrada, que chegava até a Praia de Indaiatuba. Em 1982-83 foi construída a SP e desde então nunca teve nenhum tipo de manutenção. Alguns são a favor de reformá-la, principalmente as pessoas mais idosas da comunidade, que dependem de atendimento médico no centro da Ilha ou ainda em São Sebastião. Esta é uma discussão imensa, pois a estrada fica dentro do Parque Estadual de Ilha Bela, que visa a preservação de uma floresta que faz parte dos 3% da mata atlântica restante no Estado de SP.
Cachoeira da Laje na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
É por esta estrada que caminhamos, mesmo muito erodida para os carros, para nós caminhantes, ela é uma avenida, não uma reles trilha. São em torno de 4 horas de caminhada, toda ela é feita na sombra e muito integrada à natureza. Economizamos quase 3km parando na Ponta do Sepituba, no estacionamento do Seu Zé, no final da estrada de terra e depois de 40 minutos já chegamos em uma das paradas estratégicas, a Cachoeira da Lage, para um bom banho de cachoeira. No caminho encontramos um grupo da Polícia Ambiental que estava a caminho do Bonete para o feriado. Além de reforçar o policiamento eles também fazem um trabalho junto à comunidade, que neste final de semana estaria em festa pela padroeira da cidade, a Santa Verônica.
Cachoeira da Laje na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
Mais 1h20 e chegamos até o Rio Areado, o segundo ponto estratégico para um lanche, um bom alongamento e um banho refrescante no poço do areado. Dali, levamos mais 1h para chegar até o Bonete.
Poço no Rio Areado na Trilha do Bonete em Ilha Bela - SP
No caminho, repentinamente, ficamos sem a sombra da mata e temos a vista maravilhosa da praia, depois de tanto andar parece até que estamos delirando, com uma praia paradisíaca, de água azul-esverdeada, com um rio transparente desembocando no mar.
Chegando na Praia do Bonete após 12 km de trilha em Ilha Bela - SP
Lá vivem os boneiteiros, como são chamados os caiçaras do Bonete. Uma comunidade de 250 pessoas, alguns destes apaixonados pelo surf que se mudaram para lá em busca de paz e boas ondas. Algo difícil de imaginarmos, pois quando chegamos o mar parecia um espelho!
Chegando na Praia do Bonete após 12 km de trilha em Ilha Bela - SP
Eles vivem isolado de tudo e todos, sem luz elétrica, o que dá um ar ainda mais romântico para o local.
Aviso para a comunidade do Bonete em Ilha Bela - SP
Uma comunidade muito unida para defender os seus interesses, mas que possuem também suas divergências sobre o posicionamento que devem adotar. Alguns defendem a estrada-parque que está sendo estudada pela administração do Parque Estadual, para dar mais mobilidade aos moradores, acesso a hospitais, etc. Outros defendem que o eco-turismo, atualmente, é uma das principais atividades do Bonete e por isso não poderiam abrir a estrada novamente, pois deixariam passar por ela todos os males da civilização moderna. Quando chove a trilha fica impraticável e ao mesmo tempo o mar fica muito perigoso para acesso de barco. Enfim, eles vivem praticamente ilhados em uma ilha, na minha opinião é o que faz do Bonete um lugar tão especial.
Trem atravessa a ponte sobre o Rio Tocantins, em Marabá - PA
Terceiro dia de viagem, finalmente estamos nos aproximando de um dos marcos do caminho, a cidade de Marabá. Saímos de Novo Repartimento logo cedo, eu a base de resfenol para agüentar a constipação. A noite choveu durante umas duas horas, chuva forte, então logo nos primeiros quilômetros enfrentamos alguns atoleiros mais brabos.
Caminhão em atoleiro da Transamazônica, na região de Novo Repartimento - PA
A Fiona tirou de letra, mas teve que esperar a vez de alguns caminhões. É até bacana ver estas cenas, a máquina vindo e dominando a terra para conseguir salvar o caminhão. Ainda assim vários carros normais, kombis e caminhonetes, conseguiram passar sem problemas. Foram uns 3 atoleiros seguidos, todos já tinham máquinas trabalhando na estrada e como guincho.
Trator tura caminhão de atoleiro da Transamazônica, na região de Novo Repartimento - PA
Tínhamos duas opções de rota de Novo Repartimento até Marabá, ou continuávamos pela Transamazônica que logo vira PA-268, ou subindo e passando respectivamente pela PA-156, PA-263 e PA-150. Decidimos pela segunda opção, 100 km mais longo, mas apenas 80 km de terra, enquanto o segundo andaríamos 180 km por um dos piores trechos de terra.
A enorme barragem de Tucuruí - PA, a segunda maior do Brasil
Não demorou muito chegamos à cidade de Tucuruí, onde fica a segunda maior usina hidrelétrica do país em potência, nos períodos de cheia. Se por um lado rodar a Transamazônica nesta época pode ser complicado, chegar a esta barragem e vê-la vertendo água aos borbotões, não tem preço.
Com o lago cheio, a Usina de Tucuruí - PA está vertendo. Um espetáculo!
Seguimos em direção à Marabá e o que ia ser apenas uma passagem rápida acabou se tornando um capítulo à parte. Marabá está crescendo muito e muito rápido. Vê-se pela divisão da cidade, existe a Marabá Pioneira, a Nova Marabá e a Cidade Nova. Precisávamos passar no banco e tivemos que entrar na cidade. Quando cruzávamos o Rio Tocantins um caminhão quebrou em cima da ponte.
O Rio Tocantins, em Marabá - PA
No meio da confusão, carros reclamando, nós dois fotografando o rio e um trem que apareceu de repente sobre a ponte, fomos abordados por um jovem que ficou curioso com a viagem. Alex perguntou o que eram os 1000dias, como poderia saber mais sobre, o site e etc. Engraçado, várias pessoas que olham o nosso logo acham que somos uma ONG. Quem sabe não criamos uma? Não seria má ideia. O trem passou, conversamos com ele e seu amigo e o trânsito andou. É quando vemos um carro emparelhando, abrindo a janela e nos passando em uma manobra rápida e arriscada um CUPUAÇÚ! “É o Cupuaçu do Pará”, disse Alex e sua mãe.
O cupuaçu que ganhamos de presente na ponte rodoferroviária em Marabá - PA
Que delícia! Que recepção mais calorosa! A-DO-REI! Um presente da terra, para nos lembrarmos sempre de Marabá.
Trem atravessa a ponte sobre o Rio Tocantins, em Marabá - PA
Achou que seria só isso? Ainda não acabou. Entramos, encontramos logo o HSBC, meu banco e saímos à procura de Itaús ou Reais, bancos do Rodrigo. Um parto! Lanchonetes abertas nessa big avenida também parecia relíquia. Deixei o Rodrigo em uma quadra, achei uma lanchonete e resolvi voltar à pé atrás dele. Andava eu, tranquila procurando pelo Rodrigo, quando fui atacada por uma doida de rua. A mulher, daquelas loucas mesmo que ficam perambulando sem dizer nada com nada, estava do outro lado da rua com um pau imenso e pesado na mão. Eu no canteiro central da avenida. Ela não pensou duas vezes, atirou o pau na gata! Hahaha! Na boa, o que eu fiz para ela? Que violência gratuita! O pior é que a maluca tinha boa mira, a sorte foi que eu vi e desviei, mas ainda levei um arranhão. Ninguém em volta entendeu, alguns caras ainda comentaram, “pô, quase que a doida te acerta!” Eu é que fiquei me segurando, pois por uns 3 segundos me veio aquela vontade de correr lá e dar uma lição na véia. Mas... respirei fundo, a chamei de louca e segui procurando o Rodrigo. Mais uma memória de Marabá que será difícil esquecer! Rsrs!
Ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, em Marabá - PA
Passamos por Marabá, abastecemos o carro e encontramos novamente a PA-268, vulga Transamazônica. Não sei se já comentei por aqui, mas o nosso objetivo não era cruzar a Transamazônica, ela é apenas o meio, para um fim muito mais divertido. Mais um dos lugares muito especiais que esse Brasilzão esconde, lá no sul do Maranhão, a Chapada das Mesas.
Represa de Tucuruí - PA
Aqui asfaltada ela nos leva até a BR-153, estrada que une os municípios de São Domingos do Araguaia e São Geraldo do Araguaia. Os nomes dão uma pista do rio que vamos cruzar. A balsa em São Geraldo faz uma divisão muito justa, carros primeiro e caminhões que esperem! A fila devia ter uns 30 caminhões, coitados. Ali eu lembrei de todos os fretes que já mandei fazer na vida! Foram poucos e mais simples, mas as vezes não pensamos que eles tem que passar por este tipo de coisa. A balsa colocou todos os carros e ainda couberam umas 4 carretas monstras! Fizemos amizade com os motoristas dos carros vizinhos perguntando sobre o melhor caminho, etc, e eles ficaram super empolgados com a nossa viagem. Alguns vieram de longe, 1400 km ou mais, mas quando ouviram a nossa história não acreditaram. Também, não é sempre que cruzam dois doidos viajando 1000dias por aí!
Com o lago cheio, a Usina de Tucuruí - PA está vertendo. Um espetáculo!
Já era noite, rodamos mais uns 120 km, cortando por Piraquê, pois o asfalto está mais novo. Que beleza que é voltar para um asfalto descente. Chegamos à nossa cidade dormitório, Araguaína. Já perceberam que quase todas as cidades aqui perto têm nomes parecidos? Araguaína, Araguanã, Araguatins, São Raimundo, São Geraldo, São Domingos, Santa Fé, Santa Isabel, de quem? Do Araguaia! É impressionante, assim fica até difícil decorar.
Chegando ao rio Araguaia e à Marabá - PA
Araguaína é uma cidade grande, em torno de 180 mil habitantes, a segunda maior cidade do Estado do Tocantins. Demos uma volta pela cidade de carro mesmo, procurando por hotel, os dois primeiros lotados, quem diria. Chegamos ao hotel e tudo o que queríamos era comer alguma coisa e dormir, afinal amanhã ainda temos mais estrada pela frente rumo ao Maranhão. Boa noite!
Errata: nas legendas das fotos em que vocês lêem “Rio Araguaia”, favor substituir por “Rio Tocantins.” Estamos providenciando a correção, são tantas emoções.
Vista do nosso quarto na pousada Pelicane,em North Caicos
Acordamos e fomos direto para um portinho ao norte de Provo, pegar o ferry boat das 10h rumo à North Caicos. Nossa esperança, encontrar pessoas de verdade, trabalhadores, moradores de Turks and Caicos. No ferry alguns turistas, mas já somos recebidos por um dominicano já falando espanhol, pois havia notado que éramos latinos e super simpático nos ajudou a resolver um dos problemas, conseguir carro e hotel que aceitassem cartão de crédito. Quando perguntamos sobre isso todos já olharam com uma cara “Hum? North Caicos? Não vai encontrar”. O único banco que tinha quebrou e levou consigo o dinheiro de grande parte dos moradores da ilha, que ficou 100% dependente de Provo neste quesito.
Uma paisagem maravilhosa no caminho, beirando ilhas e mais ilhas, ou melhor, caicos e mais caicos, todos ocupados por grandiosos resorts. O primeiro deles, Mediterrane, hoje Club Med, foi o primeiro a chegar à região e chamar a atenção de outros investidores do ramo. Lá em North Caicos chegamos ao porto e Susan já está nos esperando com o nosso carrinho alugado para explorarmos as ilhas. A primeira parada foi no Cottage Pond, aparentemente um lago no meio do mato, mas não é um lago qualquer, ele é outro destes big holes de mais de 80 metros de profundidade. Já começo a ver que aqui quem domina são os répteis e as aves, em 100m até o pond devemos ter visto umas 100 lagartixas, alimento perfeito para as diversas espécies de pássaros da ilha. Flamingos principalmente!
Dali, seguimos para a Wade´s Plantation, uma das maiores de Turks and Caicos. North Caicos é conhecida por ser a mais fértil de todas as ilhas, mesmo assim a Wade´s durou apenas 30 anos. Nos idos de 1780, as fazendas trouxeram para cá muitos escravos e a cultura dos loyalists, americanos que leais ao rei da Inglaterra saíram dos EUA na época da independência e vieram colonizar este paraíso. Porém ao invés de aproveitá-lo com o que havia de melhor resolveram plantar algodão. Algodão numa ilha calcária no meio do Caribe? Era meio óbvio que não daria certo.
Lagarto comum em todas as Caicos - Turks e Caicos
Wade's Plantation - North Caicos
Fomos ao Pelican Hotel, também de Susan e seu marido Clifford, um piloto aposentado. Uma das minhas curiosidades era se as pessoas que moram aqui têm noção de que o mar não é sempre assim nas outras partes do mundo. O Brasil tão conhecido por belas praias não possui em lugar algum cor de água igual a esta. Cliff é muito viajado e contou-nos que certa vez foi visitar sua filha em Londres e quando voltou para casa chegou a ficar arrepiado com o seu próprio país, quente, céu azul, mar turquesa e emendou “Shit, this is soooo beautiful man!”, respondida a pergunta. Aproveitamos a tarde na praia, sol e varanda deliciosa até que descobrimos que a vida real que procuramos também inclui os malditos mosquitos. Enquanto esperávamos a nossa janta feita por Maki, uma dominicana super querida, os pernilongos aproveitaram para se esbaldar com o sangue fresco que tinha chegado ao local.
Cliff, o dono da Pousada Pelicane, em North Caicos
Ouvimos às histórias de Cliff nos defendendo dos mosquitos quando algo diferente apareceu no céu e o Rodrigo sempre ligado não agüentou e nos chamou dizendo que não sabia que por aqui havia OVNIs! O céu já escuro estava com um arco alaranjado, formando quase um coração, parecia que o sol ainda não tinha se posto e refletia nas nuvens, mas estávamos olhando para o norte, não para o oeste! E em poucos segundos vemos o OVNI se movendo super rápido, uma estrela maior que Vênus e, de repente, mais uma! Elas se moviam quase na mesma velocidade, a segunda um pouco menor, até que em uma mudança de direção as duas quase se chocaram no espaço... uuuufa, quase! Tínhamos acabado de assistir ao lançamento da NASA! Não imaginava que daqui, de tão longe, conseguiríamos ver um lançamento como este! O Ro foi ao delírio, pois o sonho sempre foi assistir um de perto. A fumaça alaranjada era da explosão e de longe achávamos que era o sol! Foi grandioso, sensacional!
Bem, pássaros, pernilongos e até um foguete! São muitos seres alados para um dia só, depois dessa, hora de dormir e nos prepararmos para amanhã, dias de longas caminhadas e toda uma ilha para conhecermos. Boa noite!
Sol se pondo em North Caicos
Ruínas mayas de San Andrés, em El Salvador
Hoje demos os nossos primeiros passos para um novo mundo de cultura e história dentro da civilização pré-colonial americana: o Mundo Maia. Há apenas 33 km de San Salvador encontramos dois parques arqueológicos maias, as Ruinas de San Andres e Joya de Cerén.
Mapa de El Salvador mostrando os principais sitios arqueológicos do país
Ambos com uma boa infra-estrutura, belos museus com informações sobre a sua história e exposição de objetos encontrados durante as pesquisas e escavações. As ruínas de San Andres são um conjunto de edificações datadas de 600 a 900 d.C. que foram soterradas por cinzas vulcânicas quando se deu a erupção de um mega-vulcão.
Crânio encontrado nas ruínas mayas de San Andrés, em El Salvador
Acredita-se que mais de 12 mil pessoas viveram aí, sendo a principal sede Maia no Vale de Zapotitán e também do Vale de Hamacas, onde hoje está San Salvador. Mais de 100 anos depois, a “terra branca” deixou de ser estéril e o local voltou a ser povoado até idos de 1200 d.C., quando, como todas as cidades Maias, se desorganizou e se perdeu no tempo e na história.
Ruínas mayas de San Andrés, em El Salvador
No museu podemos encontrar peças de cerâmicas lindas, peças do cotidiano e até urnas e imagens cerimoniais. Uma das principais ligações que comprova a ligação deste povoado com a cultura Maia foi um altar encontrado com materiais ritualísticos “importados”. Conchas com resquícios de sangue e contas de jade dispostas em formato circular e uma espinha de raia manta, utilizada para rituais de auto-sacrifício, estavam no alto de uma das pirâmides, indicando que seria o local onde se realizavam as cerimônias.
Cerâmica maya encontrada em San Andrés, em El Salvador
As ruínas foram encontradas em 1977 e pode-se perceber ainda hoje que sua aparência era nada diferente de um pequeno monte de terra gramado. No mesmo local existem construções já do período colonial, quando espanhóis utilizaram a mesma terra para uma plantação de índigo, planta nativa de onde se extraía uma tintura azul para exportação à Europa.
A aldeia maya soterrada por cinzas vulcânicas de Joya de Cerén, em El Salvador
Há 8 km de San Andrés, estão as ruínas de Joyas de Cerén, conhecidas como a Pompéia da América, esta cidade foi soterrada por uma erupção branda do vulcão Laguna Caldera em 595 d.C. localizado a apenas 1 km da vila. Um misto de cinzas e vapor de água invadiu a cidade que foi evacuada imediatamente, deixando resquícios de sua ocupação e atividades cotidianas gravadas perfeitamente sobre mais de sete metros de cinzas vulcânicas.
Ruínas de aldeia maya soterrada por cinzas vulcânicas de Joya de Cerén, em El Salvador
A cidade foi descoberta por acaso, quando o governo terraplanava o local para alguma grande obra. As escavadeiras encontraram uma casa que estava em tão perfeito estado que chegaram a pensar que seria mais recente. Os pesquisadores conseguiram remontar e criar modelos da vila, da aparência das casas, tipo de comida e animais que foram encontrados no depósito de comida e até uma vasilha cerâmica com a marca das digitais do cidadão que estava comendo no mesmo minuto em que a vila foi evacuada.
Cerâmica maya encontrada em joya de Cerén, em El Salvador
As ruínas escavadas estão todas cercadas e bem protegidas por tetos metálicos. Ainda assim podemos avistar de longe uma tenda temascal, uma espécie de sauna onde os Maias costumavam fazer rituais de purificação, além das casas super bem preservadas. É uma jóia Maia em pleno território salvadoreño!
O temascal (sauna) da aldeia maya soterrada por cinzas vulcânicas de Joya de Cerén, em El Salvador
Visitando a aldeia maya soterrada por cinzas vulcânicas de Joya de Cerén, em El Salvador
Aos poucos vamos começar a entender mais sobre esse povo e esta cultura que até hoje possui raízes e costumes tão fortes na comunidade indígena nessa região da América Central.
Artesanato maya na aldeia soterrada por cinzas vulcânicas de Joya de Cerén, em El Salvador
Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos
Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.
Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos
Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos
É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.
Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos
Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.
Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos
Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.
Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos
Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.
Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.
Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!
O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos
Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.
A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos
Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.
Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos
Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos
A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.
Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.
Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!
Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos
O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!
Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!
Visualizar Walking tour em NY (rota aproximada - 25 km) em um mapa maior
Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!
Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Estávamos nós no Armazém da Rita, ontem à noite em Milho Verde. Fomos lá comer um petisco e assuntar. Conhecemos o Paulo, Paulinho de Rita, como é conhecido por aqui. Paulo é escoteiro a 39 anos, seguindo o exemplo de seu pai, escoteiro desde 1932! Foi uma bela surpresa encontrar ali alguém que me fez o cumprimento escoteiro e o sinal de sempre alerta! Muitos assuntos divertidos, desde pinga de cobra, escaravelho e aranha caranguejeira, até a criação de cobras que seu irmão tinha em Diamantina para receber em troca os soros antiofídicos para a região, do Instituto Ezequiel Mendes, equivalente ao Butantã em Minas Gerais.
Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Papo pra lá, papo pra cá, Paulinho nos contou da sua paixão por uma montanha próxima, o Pico do Itambé, maior montanha da região. Havíamos ouvido falar, é o maior Pico da Serra do Espinhaço com 2055m de altitude, mas não sabíamos qual era a sua porta de entrada, nem como faríamos para chegar lá. Ele nos deu todas as dicas, estávamos no lugar certo! Há apenas 16km de Milho Verde fica o povoado de Capivari, portal de entrada para o Parque Nacional do Pico do Itambé. O parque também possui entrada por Santo Antônio de Itambé, por lá sua subida é até mais rápida, em torno de 2 horas, pois o carro chega mais próximo à sua base, mas dizem que por Capivari a paisagem é ainda mais bonita.
A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Já estávamos meio enjoados de cachoeiras mesmo e quando acordamos hoje o tempo estava fechado, nuvens pretas que não víamos há muito tempo pairavam sobre nossas cabeças, com aquele vento frio que lhes é peculiar. Dia perfeito para subir uma montanha! Infelizmente o Paulinho não pôde ir conosco, mas fomos mesmo assim. Chegamos à Capivari e logo conhecemos Genésio, guarda-parque que estava no seu dia de folga e se prontificou a nos levar até o cume.
Início da caminhada ao Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Logo o Rodrigo ficou curioso sobre o significado da palavra Itambé e Genésio, ligeiramente respondeu: Ita = Pedra e Imbé é uma planta que nasce sobre pedras com raiz de cipó, muito comum na região. Sabíamos que poderia levar até 4 horas para subir, caminhando bem até 3 horas. Subimos a montanha entre pastos e escarpas de pedras. O solo arenoso logo traz as candeias e as flores de serrado, e mais no alto o frio nos apresenta as bromélias, orquídeas e vegetação rasteira comum nas montanhas.
A bela vegetação do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
A paisagem é de uma vastidão impressionante! Vemos a cidade de Diamantina, a Serra da Bicha e aquele mar de nuvens. Perguntei ao Genésio “que bicha?”, a onça, ele respondeu, “Ali naquelas bandas tem muitas onças, gostam daquela serra.”
A bela região do Parque do Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
No caminho soubemos da vida da população que vive ali nas cercanias do parque estadual, longe de tudo, até de Capivari. As crianças que caminham às 5 da manhã, uma hora e meia, até o local onde hoje encontram a condução escolar. O marido que largou a bebida, não tem trabalho para criar os oito filhos e ainda cuida da esposa alcoólatra. Melhor ainda é a história do “Zé” que tem duas esposas, vizinhas, amigas, uma já tem dois filhos criados então a “outra” emprestou uma filha para a sócia ter companhia. Ele vive bem, sustenta as duas esposas, “a atual e a outra” e deve comparecer, pois elas estão felizes. Coisas que só vemos nesse Brasilzão véio mesmo!
Caminhando para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
No caminho temos que passar por um buraco entre pedras roladas, quase uma experiência de renascimento. Aí vamos descobrir que o ex-prefeito de Santo Antônio de Itambé havia mandado tampar aquele buraco com mais pedras, para fechar a passagem da trilha de Capivari. Inacreditável! O prefeito brigando pelo acesso ao pico! Bem, é claro que na mesma semana abriram o buraco que ficou ainda menor e mais emocionante.
Atravessando um fenda no caminho para o Pico do Itambé, na região de Capivari - MG
Ficamos morrendo de vontade de dormir lá em cima, sentir aquele friozinho bom em cima da montanha, mas tínhamos que voltar para seguir viagem. Um belo jantar com uma comidinha no fogão à lenha em Capivari e voltamos para casa prontos para a próxima. Amanhã seguiremos viagem para Conceição do Mato Dentro. Tabuleiro, aí vamos nós!
Enorme coral-cérebro em Speyside - Tobago
O bacana do mergulho é que mesmo quando estou acabada e imprestável (geralmente por que não dormi direito), eu estou sempre disposta a levantar e mergulhar! Hoje David havia nos prometido mergulhos com emoção, fomos conferir!
Cardume de peixes azuis durante mergulho em em Speyside - Tobago
O primeiro chamado Flying Manta, fica na encosta de Little Tobago, com profundidade entre 18 e 25m e o fundo forrado de corais e esponjas de todas as cores, do rosa pink, ao azul e amarelo. Como quase todos os pontos de mergulho aqui têm muitas correntes, nos lançamos na correnteza e o barco vai nos buscar em outro ponto. Ao final deste mergulho passamos por um imenso corredor de pedra que acelera ainda mais a corrente e novamente aquela sensação deliciosa de estarmos voando, dá um grand finale para o mergulho. Ainda vimos vários peixinhos de coral e uma bela tartaruga.
Peixe durante mergulho em em Speyside - Tobago
Como é final de semana, hoje tivemos a companhia de alguns Trinidadians no barco, os caras adoram mergulhar e estão sempre por aqui. Conheciam todos os pontos de mergulho e ajudaram a equipe da Extra Divers a escolher o ponto, nos levando ao seu favorito, Bookends. Uma mescla entre cânions, pináculos e paredões, nos proporcionou um mergulho com um cenário espetacular, formações de corais belíssimas e muita vida! O mais bacana foi o cardume de tarpões, imensos, lindos!
Trilha para a cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside
Retornamos do mergulho e fomos logo nos preparar para outro passeio. Fomos convidados por Mat e Astrid para nos unirmos a eles em uma excursão para a Argyle Falls, perto de Roxborough, uns 25 minutos de carro de Speyside. Uma cachoeira com 3 andares e 50m de altura, a maior de Tobago e também uma das mais populares. Passamos por uma trilha fácil de uns 20 minutos até a cachoeira em uma mata que um dia foi uma plantação de cacau e hoje está em processo para reconstituir a mata nativa.
Cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside
Árvores frutíferas estavam sempre sinalizadas, papaya, cacau, etc, deixando nossos novos amigos sempre surpresos e animados, pois algumas destas árvores eles nunca haviam visto. Chegando à cachoeira, infelizmente não podíamos esperar algo diferente, trilha fácil + sabadão = cachoeira lotada. Começamos a subir por uma trilha lateral, íngreme, mas valia a pena, quanto mais subíamos menos gente encontrávamos. Paramos em uma segunda cachoeira um pouco menor, porém com um lago bem bacana e o principal estávamos praticamente sozinhos!
Cachoeira que forma um belo poço, logo acima da Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside
Voltamos pela tortuosa estrada a caminho de Speyside e paramos para um almoço tardio no Kings Bay Café, com uma bela vista para Kings Bay. Um casal, ela inglesa e ele americano, que se mudou para Tobago e abriu este café todo natural, mas que não deixa de lado o delicioso hambúrguer novaiorquino e uma maionese de alho sensacional.
Almoçando com nossos amigos berlinenses em restaurante com uma bela vista! (próximo a Speyside - Tobago)
Mat e Astrid são super interessantes, os dois trabalham com publicidade em Berlim. Ele é fotógrafo e também produtor na BBDO. Ela trabalha com edição de filmes como freela e em uma produtora. É bacana ouvir dos dois suas lembranças e histórias da queda do muro de Berlim, e de diferentes pontos de vista, ela da Alemanha Oriental e ele da Ocidental. Eles já moraram em Xangai, ela já morou também em Singapura, passaram alguns meses na África do Sul, enfim assunto não faltava. À noite voltamos a nos encontrar no hotel para um social e passamos horas a fio conversando sobre o mundo, a china, as culturas e etc. Bela noite de despedida de Speyside! Amanhã seguimos viagem e vamos explorar a costa norte da ilha, suas baías, vilas e praias.
King's Bay, pequena praia próxima a Speyside - Tobago
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