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Blog da Ana - 1000 dias

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Granada: The Spice Island

Granada, St Georges

Fort George, no alto de uma colina em St. George's, capital de Granada

Fort George, no alto de uma colina em St. George's, capital de Granada


Granada, the spice island, mostra seus sabores não apenas nos temperos e condimentos que exporta para todo o mundo ou na sua culinária. O seu povo alegre, divertido, curioso e muito receptivo é um dos principais encantos dessa ilha ao sul do Caribe.

A bela praia de Grande Anse, em Granada

A bela praia de Grande Anse, em Granada


Mesmo com toda a sua vontade de colocar o pé na areia e relaxar nos paraísos de águas azuis, um passeio pelo mercado central da capital St George´s é obrigatório! Dezenas de tendas de temperos e condimentos como canela, noz moscada, gengibre, açafrão e todos os tipos de “pimentas” que a ilha produz.

Muitos temperos da 'Spice Isle' no mercado de St. George's, capital de Granada

Muitos temperos da "Spice Isle" no mercado de St. George's, capital de Granada


Um terço da produção mundial de noz moscada vem desta pequena ilha, que a utiliza em grande parte dos pratos da sua culinária local. Da fruta fazem a geleia, ao redor da semente encontram a moca, que parece uma casca avermelhada utilizada para temperar bolos e sopas e a noz moscada dá o sabor especial aos pratos e até ao rum punch granadino.

Noz-moscada e outros temperos no mercado de St. George's, capital de Granada

Noz-moscada e outros temperos no mercado de St. George's, capital de Granada


Adiante está o Mercado de Peixes, que hoje estava fechado para a Festa de Aniversário comemorativa do Dia do Pescador. A paróquia vizinha prometia reunir mais de 1000 pessoas, numa festa de arromba para comemorar o dia destes trabalhadores tão importantes para a economia local.

St. George's, a capital de Granada, no Caribe

St. George's, a capital de Granada, no Caribe


No caminho para lá está a Carenage Bay, com seu calçadão colorido e bem movimentado e uma vista linda para o principal porto da cidade. Barcos de pesca batucando os gritos de carnaval, ancorados ao lado das escunas turísticas e dos “Rum Runners” que levam turistas embalados no rum para passeios ao redor da ilha.

Observando a Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada

Observando a Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada


Barcos aportados na Carenage, baía em St. George's, capital de Granada

Barcos aportados na Carenage, baía em St. George's, capital de Granada


No canto direito da baía está o antigo Fort George, que foi construído pelos franceses em 1705 e foi palco para grandes batalhas e até para o recente episódio de execução do então Primeiro Ministro Maurice Bishop, líder do partido comunista, em 19 de Outubro de 1983. A má notícia é que ele foi morto pela ala ainda mais radical do partido que tomou o poder em um golpe sobre o próprio governo, julgando-o incompetente no avanço do verdadeiro comunismo. Apenas 6 dias depois, 12 mil soldados americanos desembarcaram na costa de Granada e travaram uma batalha para estabelecer o novo governo democrático. O Fort George hoje, caindo aos pedaços, continua sede do Quartel da Polícia Nacional e pode ser visitado para pelas vistas do Porto de St. George´s.

Observando do alto do forte a cidade de St. George's, capital de Granada

Observando do alto do forte a cidade de St. George's, capital de Granada


Vista do alto do forte em St. George's, capital de Granada

Vista do alto do forte em St. George's, capital de Granada


St. George's, capital de Granada e, ao fundo, a praia de Grande Anse

St. George's, capital de Granada e, ao fundo, a praia de Grande Anse


Feito um tour rápido e resumido pela história e cultura de Granada, agora podemos ir para a parte que interessa: as praias! Grande Anse é uma das praias mais famosas, com hotéis, restaurantes e a apenas 15 minutos de reggae bus do centro. Foram 15 minutos em que me transportei para um cult movie latino-americano, só que em vez de latinos, tínhamos africanos e em vez do reggaeton, tínhamos reggae jamaicano da melhor qualidade!

Caminhando ao longo da Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada

Caminhando ao longo da Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada


Chegamos à Grande Anse, praia de areias brancas e águas azuis caribenhas. Difícil acreditar que essa praia tranquila na temporada dos furacões, pode ficar lotada com milhares de turistas durante a alta temporada. Granada é repleta de praias paradisíacas, uma das dicas que não pudemos conferir é o Churrasco do Roger, todos os domingos na Hog Island! Alguém por favor, vá lá e nos conte depois!

A bela praia de Grande Anse, em Granada

A bela praia de Grande Anse, em Granada


A noite, consegui arrastar o Rodrigo meio a contra gosto para coferirmos a festa de pré-carnaval nos arredores da marina. A festa rola todas as quintas-feiras de julho até o carnaval, que será na segunda semana de agosto. O calypso, a soca e a power soca são os ritmos que agitam o público que lota os shows com artistas locais e atrações internacionais vindas de ilhas como Dominica, St. Vincent, Trinidad e Tobago e Republica Dominicana! Não ficamos muito tempo, mas vale a experiência! Reunião do melhor da música caribenha, não que seja a minha preferida, mas é o que faz o povo daqui requebrar os quadris e dançar adoidado.

Cartaz de danças caribenhas (em Clifton, cidade em Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)

Cartaz de danças caribenhas (em Clifton, cidade em Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)


Quem diria que na nossa última ilhazinha do Caribe teríamos tantas novidades e descobertas. Muitos nos perguntam: vocês não cansam do Caribe? Impossível, cada ilha tem uma paisagem, uma cultura e um tempero especial. Aí eu pergunto, tem como cansar?

Fim de tarde na praia de Grande Anse, a mais famosa de Granada

Fim de tarde na praia de Grande Anse, a mais famosa de Granada

Granada, St Georges, Grande Anse, Island hopping, Praia

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Novo País: Canadá!

Canadá, Montreal, Quebec

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá

Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá


Kanata, do iroquoise “aldeia ou povoado”, é a origem da palavra Canadá. Curioso nome para o segundo maior país do mundo em área, apenas atrás da Rússia. Esse tamanho todo e sua fronteira gelada com o Oceano Ártico fazem do Canadá um dos países de menor densidade populacional em todo o mundo (aprox. 3 hab/km2). Toda essa extensão de terras desabitadas faz do Canadá um país especial em áreas naturais praticamente intocadas. O que as protege é justamente uma de suas maiores belezas, também a maior barreira para os exploradores: o gelo, a neve e muito frio.

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial

Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial


Mais de 80% dos seus 33 milhões e meio de habitantes vivem a 150km da fronteira com os Estados Unidos, adicionando mais um superlativo para a coleção, já que é a maior fronteira terrestre do mundo. As regiões do Golden Horseshoe (Toronto, Montreal e Ottawa), Lower Mainland (Vancouver e arredores) e o corredor Calgary-Edmonton em Alberta se somam às áreas mais populadas, o que facilita muito o planejamento da nossa viagem, já que desta vez não teremos tempo para fazer explorações da região ártica do país.

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá

Ruas cheias no centro de Montreal, no Canadá


Curiosidade: o Canadá também abriga a população mais setentrional (ao norte) do planeta, 168 habitantes (dado de 2001) nas ilhas de Ellesmere, quase na fronteira com a Groelândia. Um grupo de inuits parentes dos groelandeses que deve ter ficado com preguiça de cruzar o estreito de mar gelado ao norte da Baía de Baffin.

Arte Inuit no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá

Arte Inuit no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá


Os inuits são os parentes mais próximos dos povos mongóis que iniciaram a colonização de todo o continente americano em torno de 15 mil anos atrás. Na teoria mais aceita pela comunidade científica tribos mongóis cruzaram o Estreito de Bering e começaram a colonizar a América partindo do Alasca, Canadá e descendo pelo oeste dos Estados Unidos até a América do Sul. Hoje, 600 povos das chamadas Primeiras Nações são reconhecidos pelo governo do Canadá, com aproximados 1,2 milhão de indivíduos pertencentes a elas.

Tenda indígena no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá

Tenda indígena no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá


O resgate da cultura do povo que chegou primeiro é claro em várias cidades por onde passamos. Apenas no estado de Quebéc são 13 nações indígenas, cada uma delas tentando se adaptar às mudanças da sociedade moderna. Algumas se adaptaram “tão bem” que já nem se reconhecem mais, perderam seu idioma nativo e sua identidade indígena. O trabalho de recuperação desta identidade aparentemente tem sido efetivo, as escolas passaram a ensinar o idioma indígena como primeira língua e depois o francês ou o inglês, dependendo da região.

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Máscaras indígenas que enfeitam e protegem dos maus espíritos a nossa pousada em Gananoque, na região das 1000 Islands, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


O primeiro contato com uma população europeia foi por volta do ano 1.000 d.C. quando vikings estabeleceram um posto avançado em Labrador nas suas explorações nos mares do norte. O primeiro assentamento escandinavo na América do Norte não durou muito. A primeira visita documentada, porém foi em 1.497/98 pelo italiano Giovanni Caboto a serviço do Rei da Inglaterra. A colonização europeia da região se iniciou no Século XVI, formando as primeiras colônias permanentes de Port Royal em 1.605 e Quebéc em 1.608, na região conhecida como Nova França ao longo do Rio St. Lawrence. Foi apenas em 1.763, depois de diversas batalhas entre os franceses e os ingleses, que a França cedeu todos os seus territórios da Nova França e Acádia aos britânicos através do Tratado de Paris.

Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá

Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá


Em 1.775 o ânimo dos revolucionários americanos começou a esquentar contra a Coroa Britânica. Eles convidaram os canadenses a se unir na luta contra a coroa, porém os canadenses se negaram, mantendo sua lealdade ao Rei da Inglaterra.

A guarda da Citadela de Quebec, no Canadá

A guarda da Citadela de Quebec, no Canadá


Em 1.812 os americanos invadiram alguns dos territórios britânicos no Canadá e foram expulsos pelos ingleses, franceses e indígenas, que se uniram em defesa do seu território. Engraçado é que nesta guerra, conhecida como Guerra de 1812 os dois lados se julgam vitoriosos: os canadenses por que se defenderam, expulsaram os americanos e continuaram ao lado da coroa. Os americanos por terem ganhado várias batalhas contra os ingleses, inclusive a principal delas em New Orleans, depois da guerra já ter oficialmente acabado. Um dos principais ganhos desta guerra foi o fortalecimento da identidade canadense.

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá


Em 1° de Julho de 1.867 o Canadá tornou-se uma federação parcialmente independente da Inglaterra e aos poucos outros territórios britânicos foram se anexando ao novo país. Toda primeira semana de julho acontecem as festas comemorativas do 1° de Julho conhecido como “O Dia do Canadá”, perdemos por pouco!

Canadá e suas províncias

Canadá e suas províncias


O nosso roteiro nas duas próximas semanas será conhecer as principais cidades do leste do Canadá, passando pelo estado francês de Quebéc, a capital Quebec City, Montreal e alguns dos seus principais Parques Nacionais. Seguiremos pelo estado de Ontário para conhecer Ottawa, a capital do país, e Toronto, a maior cidade de todo o território. O caminho ainda nos reserva algumas surpresas, pois o melhor de uma road trip é descobrir e se aventurar por novos horizontes e novas fronteiras. Welcome, Bienvenue, Bem vindo ao Canadá!

Aproximando-se da fronteira. O Canadá é logo ali!

Aproximando-se da fronteira. O Canadá é logo ali!

Canadá, Montreal, Quebec, história, roteiro

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Lapinha à Beagá

Brasil, Minas Gerais, Lapinha, Belo Horizonte

Com o Ivan, nas pinturas rupestres da Lapinha, região da Serra do Cipó - MG

Com o Ivan, nas pinturas rupestres da Lapinha, região da Serra do Cipó - MG


Domingo. Primeiro dia após a Maratona da Serra do Cipó. Dia perfeito para descansarmos até mais tarde, dormirmos aproveitando a cama deliciosa da Pousada Travessia, onde ficamos hospedados na Lapinha. Que lugar gostoso... Hoje seria o dia de folga para estes dois folgados, no seu ponto de vista, mas cansados, exauridos no meu. Ainda assim, nada de folga, pois ontem não conseguimos terminar a maratona, ainda temos que ir até a represa, atravessá-la de canoa até as pinturas rupestres junto com o Ivan.

Lapinha, região da Serra do Cipó - MG

Lapinha, região da Serra do Cipó - MG


Minha vontade era de dizer ao Rodrigo... “vá, vá você enquanto eu durmo.” Nos atrasamos um pouco, porém um personagem não me deixou ter coragem de desistir, o Ivan, o tão comentado canoeiro que faz este passeio. Eu precisava conhecê-lo, e não era à toa, personagem saído dos livros de Guimarães Rosa, Ivan nos vê e a primeira coisa que diz é: “não era as 8h?” e não nos agüentamos... ”Mas ontem era as 15h30, não era?” Sem nenhuma cerimônia nos cumprimentamos e seguimos viagem para a represa, já contando vários causos da região. Precisamos prestar atenção, pois além de falar muito rápido ele deve ter o inhangatú entranhado nas veias.

Preparada para cruzar a lagoa de canoa, com o Ivan, na Lapinha, região da Serra do Cipó - MG

Preparada para cruzar a lagoa de canoa, com o Ivan, na Lapinha, região da Serra do Cipó - MG


No caminho ele vai nos contanto todos os causos, dos 8 “veados” e das 15 “sapatas” que ele teve que levar, os apertos que teve, em falar o que queria, e ouvir o que não queria. Sem pensar nas reais conseqüências. Ele fala que o povo mais velho não está acostumado com essas coisas de homem beijando homem, etc, mas é claro que este é uma atitude invasiva naquela pequena comunidade parada no tempo.

Patos selvages na lagoa da Lapinha, região da Serra do Cipó - MG

Patos selvages na lagoa da Lapinha, região da Serra do Cipó - MG


As pinturas rupestres são geniais, até ET o povo enxerga lá, a melhor é um veado fêmea que está prenha, era comum as manifestações em torno da fertilidade, acreditando que traria mais alimento e caça para a comunidade.

Pinturas rupestres de 7 mil anos, na Lapinha, região da Serra do Cipó - MG

Pinturas rupestres de 7 mil anos, na Lapinha, região da Serra do Cipó - MG


Voltamos à pousada e é hora de seguirmos viagem para Belo Horizonte. Não vejo a hora de encontrar um pouco de civilização, cidade grande, estrutura. Tirar os quilos de pó da Fiona, lavar roupa... Estamos precisados deste oposto. Só para vocês terem uma idéia, hoje a hora que tomei banho, não conseguia tirar um pontinho preto do meu dedo mindinho do pé... Adivinhem? Encontrei um jovem bicho de pé o perfurando faceiramente! ARGH! Eu nunca mais tinha visto esse negócio, desde criança, nem lembrava a cara dele... É, coisas que fazem parte dessa vida de ecoturismo e aventura.

Placa indicatica da Estrada Real, na Serra do Cipó - MG

Placa indicatica da Estrada Real, na Serra do Cipó - MG


A viagem foi ótima, chegamos à BH e logo nos acomodamos em um hotel na Savassi, bairro central, com tudo o que precisamos por perto. O assistente do hotel ficou horrorizado com a quantidade de poeira em tudo o que tirávamos do carro. Descarregamos o carro todo, pois amanhã a Fiona vai para sua revisão dos 10mil km. É, 10km, quase 150 dias! O tempo está voando! Daqui a pouco já estamos de volta.

Brasil, Minas Gerais, Lapinha, Belo Horizonte, Lapinha

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Pico Paraná

Brasil, Paraná, Pico Paraná

Tudo pronto para subir o Pico Paraná - PR

Tudo pronto para subir o Pico Paraná - PR


Depois de muitos anos de espera, finalmente vamos ao Pico Paraná! Engraçado como este lugar ficou encalacrado na minha agenda. Desde os tempos de escoteira tento planejar, mas nunca deu certo. Ou era por que o clima não estava ajudando, ou por que não tinha companhia... Depois que conheci o Rodrigo nos prometemos que iríamos e acabou virando ponto obrigatório no roteiro dos 1000dias. Começamos a viagem pelo litoral e Caribe, assim que voltamos o PP era o nosso primeiro ponto, esperamos a chuva e o frio passarem e nada... Tudo bem, fica para a volta, quando a Luiza nascer. Chegamos à Curitiba ver a Luluzinha no dia 10/07, foi pisarmos na cidade e o tempo fechou. Esperamos novamente quase uma semana a frente fria ir embora para irmos ao pico e adivinhem? NADA! Nossa próxima e última chance seria esta, quando retornamos à cidade de origem para um casamento. Foram umas três semanas de estiagem das bravas no país inteiro, umidade do ar a 12%, um calor dos diabos! Pensamos “Agora vai!” e mais uma vez o PP se mostrava relutante a aceitar-nos sobre ele. O tempo virou no domingo, chegou uma frente fria e chuva. Esperamos alguns dias, acreditando nos malditos garotos do tempo, que sempre erram! A previsão é que o tempo melhoraria ao decorrer da semana, mas BASTA! Não podemos mais esperar. Está resolvido, de hoje não passa!

No alto do Morro do Esquenta, na trilha do Pico Paraná - PR

No alto do Morro do Esquenta, na trilha do Pico Paraná - PR


Chegamos na quinta-feira na Fazenda Pico Paraná, a porta de entrada para a trilha mais curta até o Pico. Estávamos empolgadíssimos, pois finalmente iríamos riscar esta pendência do nosso roteiro. Eu posso dizer que estava ainda mais, pois faz pelo menos uns 14 anos que eu quero fazer este programa. Anotamos as últimas dicas do Dilson e começamos a trilha. Eu estava preparada para sete ou até 8 horas de caminhada, embora tenhamos nos programado para fazer em menos tempo. Começamos a subida em torno das 11h30, já na subida do esquenta começou a garoar. Não desanimamos, cobrimos nossa mochila e continuamos felizes, pois a garoa refresca e facilita a subida. Passamos pelos campos de altitude e chegamos à primeira bifurcação, já bem sinalizada pelo último mutirão que foi feito no PP. Caratuva à esquerda, PP à direita. Caminhamos em um bom ritmo, até por que a chuva só aumentava e precisávamos nos esquentar. Eu fui abrindo caminho na vegetação e fiquei com as botas completamente encharcadas. Fiquei passada, pois estas botas deveriam ser impermeáveis e o Rodrigo estava achando que eu estava fazendo drama, depois que ele assumiu a dianteira da trilha foi que ele entendeu do que eu estava falando.

Bosque 'assombrado' na trilha do Pico Paraná - PR

Bosque "assombrado" na trilha do Pico Paraná - PR


Eis que se inicia um longo trecho de trilha de mata fechada e com muitas raízes travando o ritmo de caminhada. Falei para o Rodrigo para colocarmos os nossos anoraks, mas o Ro sempre otimista achava que a chuva ia parar e que seria perda de tempo. Já não tinha como marcar os nossos tempos na trilha e parar para fotografar, de tanta chuva. Sobe morro e desce morro, passamos o acampamento um e logo avistamos, no meio da neblina, a pirambeira que teríamos que escalar. Eu não queria acreditar! A parede de rocha é totalmente inclinada, no início subimos na unha e a maior parte utilizando os benditos degraus fixados nas pedras. Se eles não existissem só seria possível subir com equipamentos de escalada técnica e olhe lá, porque nem via aberta você encontra. Chuva que Deus mandava e nós subindo contra a corrente, nas pedras a água formava uma pequena e longa cachoeira, tudo completamente escorregadio. Isso sem mencionar o meu medo de altura, que só aparece nessas horas... Salto até de pára-quedas, mas subir rocha sem corda, confiando apenas nos meus joelhos podres, é complicado! O Rodrigo teve a maior paciência do mundo, foi o parceiro, amigo, marido e companheiro perfeito, pois eu estava à beira de um ataque de nervos. Frio, a ponto dos dedos ficarem duros, completamente encharcada, andando há horas sem parar nem para comer nem descansar e percebendo que teríamos que montar a barraca na chuva e isso tudo sem perder a esportiva. Caraca que PERRENGUE!

Maravilhosa bromélia na trilha do Pico Paraná - PR

Maravilhosa bromélia na trilha do Pico Paraná - PR


Quase não acreditei quando o Ro disse que havíamos chegado ao acampamento dois. Nosso plano inicial era montarmos a barraca, deixarmos a mochila e seguirmos ao cume ver o sol se pôr. Porém, contudo, entretanto, todavia, isso agora não fazia sentido algum! Eu já vinha planejando a estratégia de montagem da barraca na chuva. O Ro disse “aqui só sigo as suas ordens, o que tenho que fazer?”. Fomos super rápidos, em 10 minutos ela estava armada e o mais importante: seca. Depois de nos secarmos capotamos de cansaço dentro dos nossos sacos de dormir quentinhos... Quer dizer o meu estava seco e quentinho, o do Ro nem tanto... Depois de já ter sofrido disso no Monte Roraima em 2007 ainda não aprendeu, ficou com quase todas as roupas e o sleeping molhados. Bem feito, acha que eu é que sou fresca de colocar tudo em sacos plásticos, mas pelo menos eu estava sequinha e quentinha!

Cozinhando macarrão dentro da barraca, no acampamento 2, no Pico Paraná - PR

Cozinhando macarrão dentro da barraca, no acampamento 2, no Pico Paraná - PR


Horas de sono depois, acordamos e resolvemos preparar o nosso jantar, já era meia-noite, mas pelo menos nos ajudava a passar o tempo e o desconforto. Preparei a minha especialidade, macarrão ao molho gorgonzola e tomamos um vinho delicioso chamado “Los Haroldos”, em homenagem ao primo alpinista. Foi perfeito, embalamos no sono dos justos, rezando para que a chuva parasse.

O PP dificultou ao máximo a nossa subida, valorizou o passe e quis deixar marcada a sua passagem por estes nossos 1000dias!

Brasil, Paraná, Pico Paraná, Escalada, Montanha, Trekking

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Os Blogueiros e as Flores do Delaware

Estados Unidos, Delaware, Newark, Pennsylvania, Longwood Gardens

coleção de orquídeas em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

coleção de orquídeas em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


O Delaware não estava no nosso roteiro nos Estados Unidos, não por falta de merecimento, mas principalmente por falta de tempo. No entanto um convite muito especial nos fez mudar os planos, diminuir um dia lá e outro aqui e conseguimos colocar na agenda uma visita aos amigos blogueiros Maurício e Oscar. Há tempos nos seguimos pelo twitter, trocamos dicas e ideias sobre viagens e turismo neste universo paralelo que é chamado carinhosamente de Viajosfera. Ambos viveram em Curitiba, Mau é formado em comercio exterior e trabalha no HSBC, Oscar é engenheiro florestal e eles viajam pelo mundo por onde a vida e os trabalhos os levam.

O Oscar nos recebe em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos

O Oscar nos recebe em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos


O Maurício nos recebe em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos

O Maurício nos recebe em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos


Todas essas viagens e a vida de expatriados os levou ao MauOscar.com, blog interessantíssimo, com várias dicas de viagens e lugares como Singapura, Alemanha, Estados Unidos e arredores. Chegamos à casa deles em Newark – Delaware, no final da tarde e fomos recebidos pelos velhos novos amigos, como se nos conhecêssemos pessoalmente há muito tempo. A recepção foi literalmente calorosa, um belo churrasco bem brasileiro, acompanhado de um belo vinho e ótimo papo não poderia ter sido melhor! Queridos pensaram em todos os detalhes para os viajantes saudosos dos pratos e temperos brasileiros, até a tradicional salada de batata estava no cardápio, divina!, diga-se de passagem.

Churrasco preparado pelo Maurício e o Oscar para nos receber em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos

Churrasco preparado pelo Maurício e o Oscar para nos receber em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos


Uma das pontes cobertas históricas na região de Newark, no Delaware - Estados Unidos

Uma das pontes cobertas históricas na região de Newark, no Delaware - Estados Unidos


Visitando as 'Pontes de Madison', na região de Newark, em Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Visitando as "Pontes de Madison", na região de Newark, em Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


No dia seguinte conseguimos organizar um encontro de blogueiros brasileiros, quem diria, aqui no Delaware! Teté, do blog Escapismo Genuíno e Cláudia do Aprendiz do Viajante vieram direto de Washington DC para um dia delicioso no florido countryside americano. Os caminhos e roteiros ficaram nas mãos do nosso guia local Oscar. Pontes cobertas lindíssimas, riachos e florestas, verdes no verão e amarelas no outono.

Na Fiona com o Oscar, pelas estradas do Delaware - Estados Unidos

Na Fiona com o Oscar, pelas estradas do Delaware - Estados Unidos


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todos fotografando ao mesmo tempo, em visita ao Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

todos fotografando ao mesmo tempo, em visita ao Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

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Nosso destino é um lugar especial e quase nada conhecido por turistas estrangeiros. Um museu a céu aberto, um ode à mãe natureza em suas mais distintas formas, cores e cheiros. Oscar é engenheiro florestal, especializado em árvores e madeiras, mas sua paixão pelas flores fez com que já se tornasse sócio-vip do maior Jardim Botânico dos Estados Unidos: o Longwood Gardens.

Com a Tete e o Oscar no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Com a Tete e o Oscar no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


Clima romântico na entrada do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Clima romântico na entrada do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


O recanto sagrado dos milionários da família Du Pont, hoje está aberto a todos os mortais e pode ser visitado no Brandywine Valley, na Pensilvânia. A cada estação novas flores são plantadas, novas exposições são montadas e instalações especiais tomam conta do imenso espaço criado por Pierre du Pont e sua esposa.

No meio das flores no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

No meio das flores no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


A propriedade foi comprada pelo empresário no ano de 1.940 para a preservação de um arboreto criado pela família quacker de Joshua e Samuel Peirce em 1.798. As árvores plantadas e cuidadas por tanto tempo por essa família haviam sido compradas por um madereiro que iria cortá-las sem dó nem piedade. Du Pont, um empresário visionário apaixonado por plantas e flores, conseguiu negociar a compra do terreno e manteve o arborium para o seu deleite, fazendo melhoramentos e desenvolvendo ao redor um imenso jardim, com fontes e flores.

Os cuidados jardins de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Os cuidados jardins de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Uma das muitas fontes no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Uma das muitas fontes no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

As maravilhosas flores na estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Durante a nossa visita estava em andamento a instalação Light Nights, jardim iluminado pelo artista plástico Bruce Munro, com materiais recicláveis como pets, vidro e lâmpadas de fibra ótica. A propósito, não duvido nada que suas obras tenham sido a fonte de inspiração para os cenários do filme Avatar. O espetáculo das águas dançantes, ao som de temas clássicos é outra das grandes atrações no parque.

Uma das muitas fontes em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Uma das muitas fontes em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Sua estufa de 18.210m2 abriga mais de 20 jardins e 5.500 tipos de plantas, dentre elas coleções imensas de orquídeas, bonsais e plantas tropicais vindas de todas a partes do mundo e inclusive um lindo jardim branco de suculentas e cactos extraordinário.

A magnífica estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

A magnífica estufa do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Um florido bonsai no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Um florido bonsai no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Flôr de cactus no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Flôr de cactus no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Para as crianças uma área de chafarizes e fontes de água é diversão garantida e comprovada por Dylan, filho da Cláudia, o nosso verdadeiro Aprendiz de Viajante!

Dylan, o Aprendiz de Viajante, se diverte em fonte em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Dylan, o Aprendiz de Viajante, se diverte em fonte em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Mostrando o mapa dos 1000dias ao Aprendiz de Viajante, em Newark, no Delaware - Estados Unidos

Mostrando o mapa dos 1000dias ao Aprendiz de Viajante, em Newark, no Delaware - Estados Unidos


O dia foi maravilhoso, uma grande surpresa para os dois viajantes aqui, que teriam passado reto neste tesouro escondido na fronteira do Delaware e Pensilvânia. A companhia do Mau e do Oscar já teria valido todo o esforço para chegarmos ao Delaware e ainda fomos agraciados com a visita das nossas amigas brazucas de DC, trocar experiências e histórias de viagens em um cenário espetacular como o Longwood Gardens. Foi difícil ir embora, partimos com a promessa de um reencontro em alguma estrada neste mundo afora.

Papo animado com a Tete durante visita ao Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Papo animado com a Tete durante visita ao Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


O grupo de blogueiros que visitou o Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

O grupo de blogueiros que visitou o Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Estados Unidos, Delaware, Newark, Pennsylvania, Longwood Gardens, Blogueiros , jardim Botânico, Longwood Gardens, Plantas

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Santo Domingo

República Dominicana, Santo Domingo

Iluminação noturna na Plaza Colón, em Santo Domingo, na República Dominicana

Iluminação noturna na Plaza Colón, em Santo Domingo, na República Dominicana


Santo Domingo, a capital da República Dominicana, é uma cidade de quase 3 milhões de habitantes incluindo sua zona metropolitana. Imensa e moderna, tem todos os problemas que uma cidade grande padece, trânsito intenso, sujeira e pobreza que convivem com uma população trabalhadora e um grande número de imigrantes haitianos que disputam os subempregos nas construções e ruas do país vizinho.

A Ponte das Américas, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

A Ponte das Américas, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Em meio a toda esta loucura encontramos um oásis turístico de arquitetura colonial, uma rica história datando mais de 500 anos e que remonta a nada mais nada menos que o descobrimento da América.

A charmosa arquitetura da Zona Colonial, centro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana

A charmosa arquitetura da Zona Colonial, centro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana


Foi aqui na República Dominicana que Cristóvan Colón (Colombo na versão brasileira) desembarcou pela primeira vez nas Índias Ocidentais e logo dava-se conta que não estava na Índia e sim em um novo continente totalmente inexplorado pelos europeus.

Marcação de rua na Zona Colonial, bairro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana

Marcação de rua na Zona Colonial, bairro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana


Foi aqui que começou a história moderna das nossas terras, para a tristeza dos nossos índios e para a alegria dos colonizadores exploradores que enriqueceram levando nossa prata, nosso ouro, nossa mata e nosso povo.

As pombas não parecem se importar muito com o imponente Colombo, na Zona Colonial de Santo Domingo, capital da República Dominicana

As pombas não parecem se importar muito com o imponente Colombo, na Zona Colonial de Santo Domingo, capital da República Dominicana


Santo Domingo é a primeira cidade da América ainda em funcionamento, portanto um passeio pela Zona Colonial é uma visita à nossa história. Visitamos o Alcazár de Don Diego Colón, casa onde Cristóvão Colombo, seu filho e sua família viveram quando ganharam o vice-reinado da Nova Espanha. A imponente casa na Plaza España foi convertida em um museu de história colonial.

Antiga residência da família Colombo, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Antiga residência da família Colombo, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Palácio histórico, dos filhos de Colombo, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Palácio histórico, dos filhos de Colombo, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Visitamos rapidamente o Panteón de la Pátria e caminhamos pela Calle Las Damas entre antigos casarões das famílias mais abastadas da época, com vista para o mar e a muralha que protegia a cidade. Após nos abrigarmos de uma chuva tropical na entrada do Museo de las Casas Reales chegamos à Fortaleza Ozama, localizada na entrada da baía com uma torre de observação e canhões sempre prontos para proteger a cidade de invasões inimigas.

O Panteão dos Herois da República, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

O Panteão dos Herois da República, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


A Torre del Homenaje, na Fortaleza Ozama, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

A Torre del Homenaje, na Fortaleza Ozama, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Ali perto, galerias de arte e restaurantes rodeiam uma plazuela a caminho da Plaza Colón, praça central da Zona Colonial que além de uma estátua do navegador, possui uma as obras primas da arquitetura colonial-cristã: Catedral Primada de América, a primeira Catedral do novo mundo. São mais de 12 naves, além do altar principal, cada um em um estilo, dedicada a um santo e com uma boa história para ser ouvida. A entrada inclui um audio-guide que torna a visita muito mais interessante e interativa.

Interior da Catedral Primada de America, a mais antiga do continente, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Interior da Catedral Primada de America, a mais antiga do continente, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Interior da Catedral Primada de America, a mais antiga do continente, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Interior da Catedral Primada de America, a mais antiga do continente, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Na Plaza Colón uma das minhas galerias preferidas com arte dominicana e haitiana de forte influência dos Tainos, antiga população nativa da ilha, da qual nada restou a não ser os fortes traços de suas esculturas e pinturas. Os personagens de feições arredondadas representam divindades tainas como o Deus Sol e a Deusa Lua, guerreiros, mulheres e os ávidos navegadores que imigraram para esta ilha desde a América do Sul. Peças lindíssimas e muito expressivas, as minhas esculturas preferidas de toda a viagem.

A antiga arte Taino, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

A antiga arte Taino, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Para provar a culinária tradicional dominicana um dos restaurantes mais indicados é o Adrian Tropical, no Malecón há uns 10 minutos do centro em táxi. Lá provamos o mais delicioso Mofongo do país. O Mofongo é uma espécie de purê de banano verde, misturada com manteiga, leite e diferentes tipos de carne. Ele pode ser servido com frango, carne, linguiça ou até camarão e caranguejo. É delicioso!

Um delicioso Mofongo acompanhado de patacones, em Sosúa, praia na costa norte da República Dominicana

Um delicioso Mofongo acompanhado de patacones, em Sosúa, praia na costa norte da República Dominicana


A noite a Zona Colonial também é bem movimentada, os restaurantes da Calle El Conde são um convite ao happy hour estendido. Frequentado por turistas e locais, são o ponto de início à peregrinação aos bares nos arredores da Plaza España com todos os tipos de música latina que vai do rip-rop, passando pelo reggaeton, à boa salsa e o tradicional merengue dominicano.

Carruagem nas ruas da Zona Colonial, em Santo Domingo, capital da República Dominicana

Carruagem nas ruas da Zona Colonial, em Santo Domingo, capital da República Dominicana


Os arredores de Santo Domingo ainda guardam algumas surpresas como praias e cavernas com formações lindíssimas. Vocês sabem que além das grutas secas nós somos vidrados em cavernas inundadas e esta foi a programação do nosso segundo dia na cidade, assunto para o próximo post. Está vindo a Punta Cana? Não deixe de visitar também a mais antiga cidade da América!

Rua da Zona Colonial, centro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana

Rua da Zona Colonial, centro histórico de Santo Domingo, capital da República Dominicana

República Dominicana, Santo Domingo, Caribe, Cidade Colonial, cidade histórica, Zona Colonial

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Jalapão: O Deserto das Águas

Brasil, Tocantins, São Félix do Tocantins

Refresco delicioso na Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO

Refresco delicioso na Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO


O Jalapão é conhecido como um dos mais exóticos destinos turísticos do Brasil, atraindo aventureiros e eco-turistas de todas as partes do país. Conhecido como deserto do Jalapão, eu imaginava que seria realmente um mini Saara, quilômetros de areias, temperaturas elevadas durante o dia, frias durante a noite e falta de água e adivinhem? É claro que eu estava errada.

Vegetação de cerrado ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Vegetação de cerrado ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


A denominação de deserto deve-se à região possuir a menor densidade populacional do país. A infra-estrutura ainda é precária, o celular e a internet só chegaram no ano passado e os supermercados possuem o básico do básico, quando tem. É, ontem nós pudemos perceber... mais de 70km sem encontrar uma casa, não combina com o Brasil.

Crianças nos observam na comunidade da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Crianças nos observam na comunidade da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


A cidade mais conhecida como base no Jalapão é a cidade de Mateiros, para onde nos dirigimos hoje, mas não antes de conhecer uma última atração da região de São Félix. Na estrada dali para Mateiros passamos pela Comunidade do Prata, as casinhas de adobe que vimos ontem ao chegar do Maranhão. O rio de mesmo nome banha a região e lá fica uma das cachoeiras que queremos visitar. A Cachoeira do Prata possui um grande volume de água, não é muito fácil entrar embaixo dela, mas apenas 5 minutos de caminhada rio acima você chega à uma área usada como praia pelo pessoal aqui da comunidade.

A Cachoeira do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

A Cachoeira do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Quem nos acompanhou até aqui foi o Paulino, nascido e criado aqui na região veio nos contando das suas andanças entre o Tocantins e a Bahia, trabalhando nas fazendas de soja e milho. Ele conhece parte do caminho que fizemos ontem e hoje nos salvou de cair em alguns atoleiros de lama no caminho para a cachoeira.

Sempre-Vivas ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Sempre-Vivas ao lado do Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


No Rio da Prata aproveitamos mais uma valiosa dica do Luis, subimos o rio pela trilha que vai margeando e descemos fazendo uma flutuação com as nossas máscaras de mergulho. O rio tem uma coloração amarelada, mas ainda assim as águas tem uma boa visibilidade e pudemos ver suas plantas, pedras, troncos e alguns peixes.

Nadando no rio da Prata, na região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Nadando no rio da Prata, na região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Confesso que fiquei com medo de cruzar com uma sucuri por ali, elas adoram esses riachos com buritizais, mas para nossa sorte (ou azar) não apareceu nenhuma. Rio delicioso, um oásis no meio deste cerrado deserto.

Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO

Rio da Prata, região de São Félix do Tocantins, no Jalapão - TO


Nossa próxima parada foi a Cachoeira do Formiga, esta mais próxima à Mateiros. Uma água completamente transparente, com um poço delicioso e um turbilhão de bolhas perfeito para uma hidromassagem.

A linda Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO

A linda Cachoeira do Formiga, região de Mateiros, no Jalapão - TO


De máscara de mergulho ficamos brincando com as bolhas no turbilhão, vendo os peixinhos que habitam este aquário natural e nos divertindo feito duas crianças, completamente sozinhos neste pequeno paraíso. O lugar é muito mágico, eu não conseguia ir embora de jeito nenhum! A temperatura perfeita e o cenário ideal para explorar cada bolha, sem medo de ser feliz!

Nadando no poço de águas transparentes da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

Nadando no poço de águas transparentes da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO


Dali seguimos em direção a Mateiros, direto para a lanchonete Oásis. Comemos um misto quente, nosso almoço preferido ultimamente. Ficamos na Pousada dos Buritis e a noite fomos para a Pizzaria do Carioca, além de muito gostosa o Dázio, dono da pizzaria foi super simpático e ficou curioso com a nossa viagem. Amanhã seguiremos descobrindo as maravilhas do Jalapão, o Deserto das Águas.

Peixes brincam no turbilhão da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

Peixes brincam no turbilhão da Cachoeira do Formiga, na região de Mateiros, no Jalapão - TO

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A Moosa e o Jasper

Canadá, Jasper National Park

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma 'musa') se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


O Jasper National Park, fundado como floresta nacional em 1907, é a porção norte das Montanhas Rochosas Canadeses. Os seus 10.878km2 de glaciares, picos nevados, lagos, cânions e cachoeiras recebem aproximadamente 2 milhões de turistas ao ano.

Um dos rios no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Um dos rios no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Seja no inverno ou no verão, famílias e fãs de atividades ao ar livre e esportes radicais estão no paraíso. Ursos grizzlies, alces, veados, caribous e lobos o chamam de casa, índios transitam por esta região a mais de 15 mil anos e nós, meros mortais teremos apenas um dia para conhecê-la.

Cadeia de montanhas no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Cadeia de montanhas no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Chegamos à cidade de Jasper, dentro do parque nacional, ontem à noite e hoje já começamos o dia com um trekking no Maligne Canyon. O estreito cânion foi criado pelo Maligne River, assim batizado por um missionário jesuíta que passou por maus bocados tentando cruzá-lo.

Observando o canyon do Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Observando o canyon do Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Ele é tão estreito que em alguns pontos parece ser possível saltar de um lado ao outro, porém uma queda seria fatal. Suas rochas calcárias foram formadas há mais de 365 milhões de anos, quando aqui existia um mar de águas mornas e tropicais. Alguns geólogos acreditam que partes do cânion eram originalmente cavernas cavadas pela ação dos glaciares que cobriram a região, fazendo-o chegar a 50m de profundidade!

Uma das pontes sobre o canyon do Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Uma das pontes sobre o canyon do Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


A trilha de aproximadamente 4 km passa por 4 pontes e pode ser estendida por mais de 5 km até a 6ª ponte rio abaixo. No caminho outros rios surgem sob as montanhas revelando que existe um mundo subterrâneo ainda inexplorado. Várias destas conexões já puderam ser mapeadas pelos geólogos, porém ninguém nunca conseguiu (ou teve coragem de) se enfiar dentro destes túneis de águas congelantes.

O rio Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

O rio Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Cruzamos montanhas brancas com imensas paredes de calcário e seguimos na mesma rodovia até o Medicine Lake, assim chamado pelos indígenas que habitavam a região. Um lago misterioso que desaparece durante o inverno e reaparece durante o verão. Na crença e tradição das primeiras nações que habitaram estas terras as ocorrências inexplicáveis estavam ligadas ao mundo mágico, como a medicina dos seus pajés. Hoje já se sabe que isto ocorre devido a um complexo sistema de cavernas subterrâneas que drenam toda a água nos períodos sem chuva. Quando o degelo inicia no verão, as águas utilizam esta depressão como escape, criando um lindo lago.

Medicine Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Medicine Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Esta área é conhecida por ser casa de uma horda de caribous. Este tipo de veado vive em terras mais altas e frias, se alimenta principalmente de liquens e é a segunda maior espécie da família dos cervídeos. Aqui os caribous estão desaparecendo, foram avistados apenas 8 nos últimos 3 anos! Especula-se que além do aquecimento do clima, outro motivo tenha sido o aumento da população de lobos, seu principal predador.

Painel explicativo sobre os diversos tipos de cervídeos, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Painel explicativo sobre os diversos tipos de cervídeos, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Continuamos na estrada de acesso ao Maligne Lake e quando chegamos lá fomos logo avisados por um turista que havia um alce lago! Pegamos a máquina e corremos para o lago! A moosa (como nós apelidamos a fêmea do moose), estava comendo algas do fundo do Maligne Lake e pouco se importando com os milhares de fotógrafos a sua volta.

Fotografando um alce que se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Fotografando um alce que se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Para ser bem sincera eu acho que ela estava era adorando! Parecia a própria garota do fantástico fazendo poses, caras e bocas, enquanto sacudia suas orelhonas ao tirar a cabeça de dentro d´água!

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma 'musa') se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Não me conformando com o nosso pequeno zoom, fui me aproximando na margem do lago e cheguei a ficar a uns 15 metros dela. Trocamos olhares e ficamos cúmplices, aquela relação que dizem que o fotógrafo acaba formando com os seus modelos, sabe?

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma 'musa') se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Dá uma olhada no sorriso e na graça da moosa! Lindaaa!!!

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma 'musa') se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Depois de uns 20 ou 30 minutos ali, eu e ela, ela e eu, mal notamos as dezenas de turistas que haviam chegado. Junto deles, chegou um park ranger e tratou de afastar todo mundo da área, lembrando que o alce é um animal selvagem e que pode ser muito perigoso! Difícil acreditar que a minha moosa iria fazer algum mal, ela estava era curtindo os seus minutos de fama! Rs!

Caiaque se aproxima de fêmea de alce no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Caiaque se aproxima de fêmea de alce no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Fechamos o dia com chave de ouro em um encontro com um belo coiote andando na beira da estrada!

Encontro com coiote no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Encontro com coiote no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Ainda fizemos um pequeno detour para as águas termais de Pocahontas Springs. Vimos algumas fotos antigas muito bacanas, mas hoje já é uma grande piscina azulejada, está muito urbanizada para o nosso gosto. Dormimos em Hinton, cidadezinha fora do parque, já na entrada da estrada rumo ao Alasca! Amanhã começa a longa jornada que nos levará ao topo do continente, agora só faltam 3 mil quilômetros!

Nossa primeira indicação para o Alaska, na saída do Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Nossa primeira indicação para o Alaska, na saída do Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Canadá, Jasper National Park, Alce, Animal, cachoeira, cânion

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Delta do Parnaíba

Brasil, Piauí, Parnaíba (Delta)

Dunas do Feijão Bravo, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão.

Dunas do Feijão Bravo, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão.


Delta do Parnaíba ou Delta das Américas? É uma questão de marketing, se for o pessoal da equipe do Piauí é o Delta do Parnaíba. Se falarmos com o pessoal de marketing do Maranhão, ele será chamado de Delta das Américas.

Percorrendo igarapés por entre o mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Percorrendo igarapés por entre o mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


A sua nascente se localiza na Serra das Mangabeiras, Jalapão e é protegida pelo Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Formado por três cursos d´água advindos tanto do Piauí quanto do Maranhão, é a fronteira geográfica entre os dois estados. Há quem diga que a importância cultural e histórica do rio é muito maior para o povo piauiense, que o cita inclusive em seu hino. No entanto no estado do Maranhão são 22 cidades ribeirinhas, contra 20 do Piauí. Lembrando que dentre estas está também Teresina, capital planejada construída estrategicamente na região do Médio Parnaíba, por suas condições de navegabilidade.

Mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


A questão toda, porém está no nome da cidade que é tida como base para o acesso ao Delta, a cidade de Parnaíba. O pessoal do Maranhão se sente em condições desfavoráveis na exploração turística do Delta e para não chamá-lo de Delta de Tutóia ou Araioses, cidades maranhenses, optaram por utilizar um nome mais democrático, o Delta das Américas. Este nome é quase um brado, “O Delta é de todos!” e se considerarmos a exclusividade, extensão e beleza natural, sim, ele é o único Delta em mar aberto das Américas! Apenas comparável aos deltas do Nilo, no Egito e de Mekong, no sudeste asiático.

Caminhando em direção às dunas do Feijão Bravo com nosso guia Estácio, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Caminhando em direção às dunas do Feijão Bravo com nosso guia Estácio, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Eu acho que o grande culpado de toda esta polêmica é o maldito Domingos Jorge Velho, grande bandeirante paulista que assassinou milhares de índios e destruiu o Quilombo dos Palmares! Ele tinha que batizar o rio justamente com este nome? Somente a título de curiosidade, antes disso o rio possuiu vários outros nomes: Fam Quel Coous (Miler , 1519); Rio Grande (Luis Teixeira, 1574); Rio Grande dos Tapuios (Gabriel Soares Moreno, 1587); Paravaçu (Padre Antônio Vieira, 1650); Paraguas (Guillaume de L’isie, 1700); Param-Iba, (Dauville). (Fonte Wikipedia).

Canoas na Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Canoas na Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Fato é, o delta é maravilhoso, não importa de onde se inicie o passeio, desde que possa explorá-lo por pelo menos 4 horas, entre braços de rio, dunas, lagoas e manguezais. Como estávamos já no Piauí, utilizamos como base a cidade de Parnaíba. Como era dia de semana, os grandes barcos que custam 50,00 por pessoa não estavam saindo. Tentamos contatar indicações de barqueiros e guias mais baratos para uma lancha rápida, porém não conseguimos retorno. Acabamos tendo que recorrer à uma agência de ecoturismo local para garantirmos o passeio. É aquela velha história, com dinheiro tudo se consegue. Fomos muito bem atendidos e o guia, Estácio era ótimo, só achei mesmo o preço (250,00) meio salgado. Só no final do dia foi que percebemos que ali, se quiser escapar dos esquemões turísticos, o negócio é arriscar e ir negociar direto no Porto dos Tatus, onde alguns barqueiros estão. Porém não será garantido que irá encontrar alguém disponível, mais barato e que lhe atenda com a atenção merecida.

Passeio de barco no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Passeio de barco no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Estácio nos levou conhecer alguns dos principais lugares do Delta, explicando cada detalhe no caminho, as plantações de arroz, as aningas, plantas que margeiam o rio e eram utilizadas pelos índios para confecção de jangadas, etc.

Garça Azul no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Garça Azul no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


A primeira parada foi a Ilha das Canárias, onde almoçamos um peixe delicioso, às margens do rio. Seguimos por um pequeno igarapé onde costumam encontrar muitos jacarés.

Hora da siesta na Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Hora da siesta na Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Este igarapé é o caminho para um local conhecido como Feijão Bravo, sem dúvida um dos lugares mais lindos do passeio. Dunas maravilhosas fazem margem com o rio, mar, mangues e ainda guardam lagoas de água doce deliciosas!

Explorando as dunas do Feijão Bravo, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Explorando as dunas do Feijão Bravo, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Os manguezais são impressionantemente altos, nunca havíamos visto um mangue tão grande. A espécie de mangue é o vermelho, segundo nosso guia, são manguezais antigos, com mais de 40 anos e por isso cresceram tanto.

Percorrendo igarapés por entre o mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Percorrendo igarapés por entre o mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


É na lama destes manguezais que são caçados os caranguejos-açú, os preferidos na culinária local. Esta época é proibida a sua caça, venda e consumo, pois estão em período de reprodução. Ainda assim vimos uma demonstração, sem mortes, da cata do caranguejo.

Carangueijo capturado no mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Carangueijo capturado no mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Estácio conseguiu encontrar um macho e uma fêmea, Rodrigo ainda se atolou na lama até o joelho para ver de perto, eu fiquei ali no barco mesmo.

Carangueijos do mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Carangueijos do mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Sou guerreira, caminhadeira, valente, mas não me peçam para entrar no manguezal, morro de medo e tenho agonia daquela sensação. Argh!

Caminhando na lama de mangue no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Caminhando na lama de mangue no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Vimos diversos tipos de pássaros como o pica-pau, as garças brancas, pintada e azul. Pegamos o solzinho de final da tarde junto com as iguanas, lindas e exibidas sobre as árvores ribeirinhas. O pôr-do-sol visto do alto da duna, com o rio serpenteando à frente é sensacional! Ao final, nosso passeio que deveria durar em torno de 4 horas, “bateu o recorde de todos os passeios”, disse Estácio.

Pôr-do-sol no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Pôr-do-sol no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Iguana no mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Iguana no mangue do Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Tudo isso é muito lindo, mas sempre precisamos ter olhos ambientalmente responsáveis a monumentos naturais como este. O rio está assoreando, processo acelerado pela Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, que já fez com que perdesse parte de sua navegabilidade. No delta vimos ainda alguns pontos em que as dunas são agentes naturais para o assoreamento e alteração de curso do rio. Além disso, encontramos em alguns trechos imensas quantidades de lixo jogadas às suas margens, seja pelos moradores ou ainda vindas com as enxurradas nas cheias dos rios.

Lixo na praia da Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Lixo na praia da Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


O trabalho de conscientização ambiental precisa ocorrer, não apenas nas populações ribeirinhas, como aos turistas, que desfrutam desta beleza e são parte importante na preservação e economia local.

Pescador no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Pescador no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão


Maior Delta das Américas, o Delta do Parnaíba, é fantástico! Nós conhecemos apenas um pedacinho dele, há muito mais o que ser estudado e explorado ali. Portanto vale sempre lembrar que além de aproveitar suas belezas, devemos também ajudar a preservá-lo.

Praia na Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

Praia na Ilha Canárias, no Delta do Parnaíba, na fronteira dos estados do Piauí e Maranhão

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Aquí és Granada!

Nicarágua, Granada

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Granada é a bisavó do turismo na Nicarágua e o ultimo destino que faltava conhecermos no nosso retorno ao país. A charmosa cidade colonial às margens do Lago Nicarágua foi fundada em 1524 e logo se tornou um importante centro comercial nas águas protegidas do maior lago da América Central. Sua arquitetura colonial, grandes casarões e ricas igrejas estão sendo restauradas e pouco a pouco devolvem à cidade os mesmos ares de grandeza dos seus tempos áureos.

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua


A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua

A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua


Sua conexão com o Mar do Caribe a fez um porto seguro, mas também um fácil alvo para piratas franceses e ingleses que a saquearam pelo menos três vezes até meados do século XVII. A mesma ligação com o mar também dá passagem para uma rica fauna marinha pintada nos murais da cidade, com destaque para os temidos tubarões touro, que sobrevivem em água doce e também chamam o Lago Nicarágua de lar.

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua



A cidade está localizada nos pés do Vulcão Mombacho, outro motivo para viajantes mais aventureiros explorarem a natureza pulsante da região em tours nos arredores ou caminhadas ao topo do vulcão. Os viajantes buscando uma experiência mais íntima com a cultura e a língua espanhola vão se encontrar nos diversos cursos de espanhol para estrangeiros e no clima vibrante e jovem da cidade.

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua


Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua

Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua


A Calle La Calzada é um calçadão repleto de bares e restaurantes onde locais e estrangeiros se reúnem nos finais de tarde de Granada. Duas quadras para cima está a Plaza Central e a bela Catedral da cidade. Passando a praça e continuando em direção ao centro as ruas ganham ainda mais movimento e uma aura mais autentica, com estudantes e trabalhadores no corre-corre do dia a dia.

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua


A Iglesia de La Merced é o melhor mirante da cidade, pagando um dólar podemos subir as escadas da torre e ver Granada, seus telhados coloniais, o vulcão Mombacho e o lago Nicarágua lá do alto. Fica melhor ainda se você programar de chegar lá no final da tarde, com uma luz maravilhosa para fotografar as casas e ruas coloridas da cidade.

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua


Na gastronomia não faltam opções da culinária local e internacional que se multiplicaram pelo centro antigo junto com os expats que escolheram Granada como lar. Muitos deles tinham como plano inicial a vizinha Costa Rica, mas preferiram se refugiar na atmosfera mais tranquila e alternativa da Nicarágua.

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua

São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua


Eu aproveitei os dois dias na cidade para encontrar uma boa terapeuta corporal para colocar as minhas costas no lugar. Essa quilometragem toda sentada me deixou com a postura péssima, mas a Claudia, fisioterapeuta no Pure Natural Health Center tem mãos de fada! Queria poder levá-la comigo na Fiona! Kkk!

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua


Nos apaixonamos por Granada! A sua competitividade com Leon, segunda cidade colonial do país, pode até continuar acirrada na política ou na história, mas Leon que me perdoe, o charme de Granada vai ser difícil de bater. Contra William Walker e todos os antigos leoneses que contrataram o flibusteiro para conquistar e destruir Granada eu digo: aquí no "fué", aqui és Granada! (Quer saber mais desta história? Leia o post do maridão aqui)

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Tínhamos planejado ficar mais um dia enquanto esperávamos notícias dos nossos amigos viajantes Carol e Alexis, que estão perdidos em algum lugar da Nicarágua, mas no ultimo minuto do segundo tempo eles deram um sinal de fumaça e lá vamos nós, pé na estrada novamente para encontrá-los. Próxima parada: San Juan del Sur!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Nicarágua, Granada, Cidade Colonial, cidade histórica, Lago Nicarágua, Volcan Mombacho

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