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Rubens Werdesheim (29/09)
Eu não deixaria de ir ao Parque Provincial de Ischigualasto em Cuyo ,Par...
André Bezerra (29/09)
Ana, eu sempre pensei que existem poucas sensações como... vamos lá, e...
Dani (28/09)
Vcs sao doidos mesmo, ne? A unica coisa obrigatoria é tirar fotos de tod...
Kely (28/09)
Oi! Sou do RS e adoro acompanhar a viagem de vocês pelo Instagram, esse ...
Dani (27/09)
Delícia de post!!!!! Amei cada palavra, cada foto... Que lindas ficaram!...
Uma das marcas da cidade, a abóboda da Feira Internacional de 67, em Montreal, no Canadá
Montreal é a segunda maior cidade do Canadá e a maior da Província de Quebéc, o estado mais francês do Canadá. Digo “mais”, pois por todo país existem cidades francófonas, mas é em Quebéc que a identidade franco-canadense floresceu e se manteve desde os tempos da colônia. Os ingleses bem que tentaram impor sua língua, costumes e religião após o Tratado de Paris de 1763, mas não conseguiram.
O charme da cidade antiga no centro de Montreal, no Canadá
Se eles não podiam impor uma nova cultura, então decidiram sancionar a liberdade de idioma e religião, além da manutenção do seu código civil, através do Quebec Act, em 1774. Este ato foi o principal responsável pela sobrevivência da língua francesa e do catolicismo no novo país inglês presbiteriano. A única língua oficial em todo o estado de Quebec é o francês, mas algumas das principais placas e regiões turísticas o inglês também pode ajudar.
O centenário Bank of Montreal, na Place d'armes, em Montreal, no Canadá
Fundada em 1642 em uma ilha no Rio St Lawrence, Montreal recebeu o seu nome em referência ao Mont-Royal, onde encontramos uma das melhores vistas da cidade. Plana e organizada, uma boa forma de explorar a cidade é de bicicleta ou a pé e utilizando o metro entre as vizinhanças mais distantes. Nosso roteiro de três dias incluiu o centro antigo, Quartier Latin, The Village, o obrigatório Mont-Royal e ainda uma passadinha pelo Estádio Olímpico de 1976.
Basílica de Notre-Dame, na Place d'Armes, em Montreal, no Canadá
A nossa primeira tarde no Canadá começou em Vieux-Montreal (Old Montreal ou Montreal Antiga). O melhor lugar para iniciar as explorações é a Place d´Armes, antigo centro econômico e religioso, tem nos seus arredores o prédio do Banco de Montreal, com um pequeno museu da moeda e a imponente Basílica de Notre-Dame. A basílica construída entre 1824 e 1829 em estilo neogótico é (quase) um exagero de cores e adornos e folheados a ouro. Lotada de turistas, a igreja ficou famosa por ter sido escolhida pela cantora Celine Dion para o seu casamento. Se você quer um cantinho um pouco mais discreto para fazer as suas preces ou apenas contemplar e respirar, siga até os fundos da igreja até a moderna Capela de Sacré-Coeur. O imenso altar feito em uma única peça de bronze é lindo e melhor compreendido quando sabemos que a antiga capela de madeira foi totalmente destruída pelo fogo.
O esplendoroso interior da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá
O fabuloso altar da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá
Você pode visitar diversas igrejas e museus, mas no verão apenas caminhar pelas ruas da antiga Montreal já basta como programa turístico. Galerias de arte, restaurantes, bares e uma aura alegre e festiva parecem tomar conta dos montréalaises quando o calor chega. Também pudera! Eles chegam a enfrentar temperaturas entre -10 e -40°C no inverno!
Caminhando pelas charmosas ruas centrais de Montreal, no Canadá
Chegamos à Praça Jacques Cartier, onde restaurantes bem turísticos ficam lotados e artistas de rua animavam a tarde ensolarada. Pelo clima e pela fome acabamos comendo em um destes restaurantes mesmo. Mesmo não sendo nada especial na qualidade e muito menos no preço, eles têm a melhor vista para a praça, para o Hôtel de Ville e o todo o agito, além de uma televisão ligada com as provas de natação nas Olimpíadas de Londres.
Hotel de Ville, em Montreal, no Canadá
Descansando e namorando em parque em frente ao Mercado Central de Montreal, no Canadá
Caminhamos pelo passeio do porto antigo em frente ao St Lauwrence River, passamos pela Torre do Relógio e o Parc du Bassin-Bonsécours com belas vistas para o rio e a Île Ste Hélène. Se você não estiver cansado, fica a dica de um jantar ou noite mais agitada nos bares da Rue St Paul, seja no Irish Pub ou nos bares mais autênticos quebecoises. Nós, depois de tanta estrada, acabamos entregando os pontos e nos rendemos à uma boa noite de sono.
Artista de rua tenta faturar seu ganha-pão em Montreal, no Canadá
Tirando fotos na Praia do Tombo, no Guarujá - SP
Depois de uma manhã de trabalhos e arrumações, pegamos estrada rumo a São José do Barreiro, portal de entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Um dia onde a nossa curtição maior é a estrada e o que encontramos no caminho, ainda mais quando se trata do litoral paulista.
Praia do Tombo, no Guarujá - SP
Eu ouvi muito falar do Guarujá, mas para mim nunca foi uma praia com apetite appeal. Prédios, poluição, praias lotadas, era esta a imagem que eu tinha de lá até conhecer o Rodrigo. O Ro freqüentou por muito tempo Pitangueiras e a Praia do Tombo e por isso estava ansioso para passar por lá novamente. Nostálgico e saudoso como sempre, procurou o prédio onde ficava com a família nas temporadas da sua infância.
Praia das Pitangueiras, no Guarujá - SP
A cada pedacinho da praia que passávamos relembrava de momentos especiais, histórias e emoções que passou ali. A melhor delas foi que seus avós quando se casaram vieram morar no Guarujá, já imaginaram como era esta praia em 1929? Um pequeno museu do surf nos deu uma idéia de como deveria ser na década de 60, com uma foto do primeiro campeonato de surf em 1967, a praia lotada de pranchões e sungas estilosas.
Almoçamos em um restaurante delicioso à beira da praia, culinária praiana super requintada, peixe com banana ao molho de palmito com raspas de limão. Hummmm, delícia! Seguimos do Guarujá pela orla, passando por Enseada e fomos em direção à balsa para Bertioga.
Serra do Mar ista da balsa Guarujá-Bertioga - SP
Eu vim dirigindo desta vez, fazia tempo que não pegava uma estrada mais longa, ainda mais durante a noite. Muitas vezes fico meio cegueta com as luzes da pista contrária a noite, mas hoje eu estava super bem! Acho que foi a prova final de que uma balada por semana deve me deixar sempre mais disposta, saudável e com os chákras alinhados!
Visão de Bertioga da balsa vinda do Guarujá - SP
Chegamos a São José do Barreiro já eram 22h, uma cidade pequena como esta, achei que não encontraríamos uma pousada aberta. Já estava até preparada para dormir na Fiona, mas encontramos a simpática Pousada do Régis para nos salvar. Uma boa noite de sono e amanhã acordarei só embaixo de uma cachoeira!
Curiosidade
Um dos prédios tortos de Santos - SP
Quando visitarem Santos, percebam os prédios que ficam na orla entre o canal 3 e o canal 5. Vários deles estão em processo de se tornarem monumentos históricos italianos, inspirados na Torre de Pisa. Devido ao terrendo arenoso, a fundação destes prédios está afundando e por isso estão completamente tortos! Mas atenção, este pode ser um momento de investimento. Se você não tem vertigem e nem medo de desabar, pode comprar um apartamento de 2 quartos de frente para o mar pela bagatela de 60mil reais! Hoje o mercado imobiliário está em alta na região, devido ao pré-sal, um apartamento de 1 quarto perto do canal 5 custa em torno de 250mil. Você arriscaria? Negócio de Grego! Hummm, ou seria presente... fiquei meio confusa. Rsrsrs.
Cachoeira do Avencal, em Urubici - SC
A Serra Catarinense, mesmo para nós sulistas, é um destino pouco conhecido e explorado. Somente dentro do município de Urubici estão localizados 45 atrativos turísticos, dentre cânions, serras, trilhas, picos e cachoeiras, sem contar os demais municípios vizinhos. Esta serra ficou conhecida pelas baixas temperaturas registradas durante o inverno, com um grande número de ocorrências de neve. Foi no alto do Morro da Igreja - 1822m, ponto mais alto habitável do sul do país, que se registrou o recorde de temperatura mais baixa do Brasil, - 17,8°C e sensação térmica de -40°C.
Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
A infra-estrutura da região propicia todos os tipos de passeios, dos mais preguiçosos aos mais aventureiros, dependendo da disposição e das condições climáticas. Esta semana viemos para cá sabendo que as condições para trekking não eram as mais favoráveis, mas topamos mesmo assim, pois se perdemos deste lado é para ganharmos nas chances de encontrar neve!
Cascata de gelo na Serra do Rio do Rastro, região de Urubici - SC
Tempo nublado e úmido, com pancadas de chuva no decorrer do dia com temperatura variando de 6° a 10°C. Escolhemos, portanto, um roteiro que nos exigisse menos trilha e mais carro. A apenas 5 minutos da cidade e 15 minutos de caminhada por uma trilha fácil, fica um dos principais pontos turísticos do município, a Cachoeira do Avencal, uma das 88 cachoeiras aqui encontradas.
Cachoeira do Avencal, em Urubici - SC
Uma queda d´água espetacular de 100m de altura despenca de um paredão rochoso magnífico. A estrada que dá acesso à trilha corta uma floresta de araucárias maravilhosas e, de tanta neblina, um tanto quanto fantasmagórica.
Estrada bucólica na região de Urubici - SC
Continuamos pela mesma estrada de asfalto em direção à parte alta da Cachoeira do Avencal e logo chegamos a um dos 39 sítios arqueológicos da região. Um lugar considerado sagrado pelos estudiosos, onde são encontradas pinturas datadas de mais de 4 mil anos. Ali encontramos diversas inscrições rupestres, em baixo relevo, incríveis como a Máscara do Guardião.
A "máscara", a mais famosa pintura rupestre em Urubici - SC
A estrada de acesso à parte alta não está das melhores, mas com calma qualquer carro consegue chegar até lá e por apenas 3 reais por pessoa ter acesso ao mirante da Cachoeira do Avencal. Além da queda, lá do alto pode-se ter uma vista privilegiada do vale.
No alto da Cachoeira do Avencal, em Urubici - SC
Próxima parada, Serra do Rio do Rastro. Há aproximados 80km de Urubici, esta serra é uma das preferidas pelos bikers para contemplação de um cenário espetacular, com o conforto do asfalto e pequenas áreas de recuo para descanso. No alto da serra o nosso termômetro registrava 6°C, mas a sensação térmica era ainda menor, com rajadas de vento congelantes que aceleraram a nossa sessão de fotos no mirante.
A famosa estrada da Serra do Rio do Rastro, na região de Urubici - SC
Uma estreita estrada desce ziguezagueando a serra, com curvas acentuadas que obrigavam caminhões e ônibus a manobrarem para seguir viagem. No caminho avistamos ao longe um paredão branco e mal pudemos acreditar, era uma cascata congelada de uns 20m de altura! Pensem no frio que deve ter feito aqui esta noite... brrrrrr!
Cascata de gelo na Serra do Rio do Rastro, região de Urubici - SC
As nuvens e o tempo não estavam do nosso lado, algumas das visões da serra foram prejudicadas. A pressa em seguir viagem também, já que precisávamos chegar na Serra do Corvo Branco ainda com luz. Demos a volta por baixo, passando pelas cidades de Lauro Muller, Orleans, Braço do Norte e Grão Pará, cidades mais baixas e quentes aonde chegamos a registrar até 14°C.
Chegando num fim de tarde nublado na Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
Trecho final e asfaltado da subida da Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
Já era final de tarde, mas o sol ainda estava lutando bravamente para aparecer, chegou até a dar o ar da graça nos últimos momentos antes de entrarmos na estrada de terra que sobe a Serra do Corvo Branco. Uma subida vertiginosa, entre precipícios e encostas, com o céu branco encobrindo as vistas ainda mais sensacionais! No topo desta serra fica o maior corte em rocha do Brasil, com 90m de altura!
Chegando no alto da famosa Serra do Corvo Branco, já de noite, na região de Urubici - SC
Neste trecho pegamos garoa e chuvisco sem parar e foi por isso que decidimos, mesmo sem luz, seguir direto para o Morro da Igreja. A entrada há apenas 14km dali e mais 15km até o topo. A esta altura, já quase sem luz, a nossa brincadeira era medir temperatura x altitude, que baixava em torno de um grau a cada 200m de altura que subíamos.
Ultrapassando os 1000 metros, na subida da Serra do Corvo Branco, região de Urubici - SC
Área de segurança nacional onde fica uma das bases do Sindacta, o topo não está exatamente preparado para o turismo. Sem luz, placas ou qualquer informação, conseguimos falar com um guarda, que nos confirmou não existir área de estacionamento ou manobra. Nossa esperança, é claro, era encontrarmos a precipitação de neve, mas as fortes rajadas de vento e altíssima umidade ainda não estavam dando as condições corretas. Um frio do diabo, não víamos um palmo à nossa frente, aguardamos um pouco e resolvemos voltar amanhã.
Que lugar, que cenários maravilhosos! Eu não sei como demorei tanto a vir para cá, sendo praticamente vizinha! Não tenho dúvida alguma de que voltaremos em um período de seca, céu azul e quando, certamente, iremos virar esta serra de ponta cabeça!
Início da descida da Serra do Rio do Rastro, região de Urubici - SC
Brindando o pôr-do-sol com vinho - Turks e Caicos
Um país conhecido pela preservação da natureza e seus excelentes mergulhos, Turks and Caicos Islands é um arquipélago na mesma cadeia de ilhas das Bahamas. Chegamos com a informação dada por um taxista em Nassau, de que TCI teria se separado das Bahamas quando se deu a independência, porém escolhendo continuar pertencente à Coroa Britânica. Aqui já descobrimos que a história é quase essa, a não ser por um pequeno detalhe, não eram as Bahamas, mas sim a Jamaica. Sua principal cidade é Providenciales, ou Provo, como é carinhosamente chamada. Ela recebe uma forte imigração do seu vizinho Haiti e que traz consigo pobreza e o aumento da criminalidade nas ruas e praias desta tranqüila cidade. Logo que chegamos ao hotel uma mulher que deve ser a gerente já nos alerta: “estamos com um problema com a imigração Haitiana, portanto quando forem à praia não deixem nada sozinho, tranquem tudo, pois tem vários casos de assalto.”
A economia não está muito bem, produção de sal, agricultura de subsistência e mercado financeiro como paraíso fiscal parece que não se saiu muito bem da última crise e está tentando agora apostar no turismo. Percebe-se logo no aeroporto que há um esforço tremendo do governo para divulgação do seu país, mas já com posicionamento de marketing mais elitizado, tentando tornar este arquipélago um destino turístico para poucos afortunados.
Depois de chegarmos ao nosso hotel, o Turtle Cove Inn, que fica dentro de uma marina na região de Turtle Cove, agendamos o nosso mergulho para amanhã e fomos até a praia que fica no Parque Nacional Princess Alexandra, há apenas 3 quadras. Mais de 6 km de praia, com águas esmeralda, mansões à beira mar de um lado e Resorts controversos de outro. Há pouco o governo liberou a construção de prédios de até sete andares na beira da praia, a contragosto da população. Uma praia linda e água com visibilidade absurda, amanhã o mergulho promete!
Pôr-do-sol numa marina em Providenciales - Turks e Caicos
No caminho de volta para o hotel, resolvemos ver o pôr-do-sol, tomando um vinho delicioso em um bar da marina e comendo as famosas conch fritters. Conhecemos um casal de americanos sensacional, que comemorará este ano as suas bodas de ouro! Que exemplo! Tenho certeza que eu e o Rodrigo chegaremos lá!
Almejando mudar um pouco de ares e programas, planejamos os nossos dois próximos dias nas ilhas de North Caicos e Middle Caicos, onde poderemos conhecer mais sobre a cultura deste pequeno país, fugindo dos turistas, resorts e serviços “empacotados”.
Casal de americanos em Provo,prestes a celebrar suas bodas de ouro!
O oásis de Huacachina, no Peru
Ica é uma das grandes cidades entre Nazca e Lima. A princípio um lugar sem tantos atrativos, mas que seria um bom “stopover” depois do sobrevôo de Nazca, para não pegarmos estrada a noite até a capital. Decidio isso fomos dar uma pesquisada e olhar mais de perto o que a cidade tinha de atrativos e descobrimos um refúgio de viajantes e mochileiros de todo o mundo, a pequena vila de Huacachina.
Huacachina, no Peru
Localizada há apenas 5 km da cidade de Ica, Huacachina é um verdadeiro oásis circundado por dunas gigantes de mais de 100m de altura! Uma lagoa ao centro e toda a infra-estrutura turística que se pode precisar. Hostals para todos os bolsos, a maioria com piscinas e bares, agências de turismo que oferecem passeios para os pontos próximos como Nazca e as Ilhas Balestras, onde se pode avistar pingüins e vários tipos de aves e animais marinhos, por isso é conhecida também como a Galápagos dos pobres, rs.
Turistas caminham em duna de Huacachina, no Peru
Na vila a atividade principal é a subida das dunas e a descida acelerada, seja na corrida ou nas tábuas de sandboard! Há também os passeios de bugue que dão um show nos passeios de Genipabú em Natal... afinal as dunas são muito mais radicais e os bugues muito mais turbinados.
Huacachina, no Peru. Paraíso dos praticantes de sandboarding
A subida para os mais em forma pode levar de 10 a 20 minutos e para os mais preguiçosos de 40 minutos até uma hora! As dunas tem mais de 100m de altura e tem uma vista linda da vila de Huacachina e da cidade de Ica. São quilômetros e quilômetros de areia para todos os lados, muros de contenção para que elas não invadam as casas na cidade e hotéis resorts nos arredores de Ica.
No topo da duna em Huacachina, no Peru
Aproveitamos o dia de sol para subir as dunas, comemos um belo ceviche à beira da lagoa e pegamos estrada para Lima!
Delicioso ceviche, em Huacachina, no Peru
A chegada nas capitais e cidades grandes sempre exige um pouco de paciência. Muito trânsito, várias batidinhas, o povo é meio doido no volante. Após a bela surpresa do oásis de Huacachina, não poderíamos imaginar que a Lima cinzenta e com garoa, também nos reservava uma recepção tão calorosa, dá uma olhadinha aí abaixo.
DICA!
Em Miraflores encontramos uma bela pousada, o Buena Vista Hostal. Além de bem localizada, com uma boa ducha quente e um belo café da manhã, seu dono é um peruano que estudou turismo na UFPR e casou-se com uma curitibana! Encontrar o Jorge e a Cris nos fez sentir mais pertinho de casa, muito bacana! Outra boa dica é provar um dos melhores pollos do Perú, no Pardo Chicken, uma delicia!
Carolina - MA e a Chapada das Mesas ao fundo, visto de Filadelfia - TO
Quarto e último dia de viagem, finalmente chegamos ao nosso destino tão esperado, a Chapada das Mesas. Saímos sem pressa, a viagem de Araguaína à Carolina é de apenas 100 km. Atravessamos a fronteira dos estados em uma balsa entre as cidades de Filadélfia, Tocantins e Carolina, já no Maranhão.
Travessia entre Filadelfia - TO e Carolina - MA
Na balsa já notamos que algo havia mudado, acesso alagado, será cheia do rio? Vimos algumas placas e ouvimos conversas dos barqueiros indignados, por que perderam o seu principal ganha pão. A região possuía muitas praias, a maioria acessível de barco a partir deste rio, o Rio Tocantins. Acontece que há apenas 2 meses as praias foram inundadas pela represa da nova Hidrelétrica de Estreito. Perdem os barqueiros, ganham os balneários à beira das dezenas de rios e cachoeiras da região, afinal sem área de lazer o povo não vai ficar.
Represa transbordando em Filadelfia - TO
Chegamos à Carolina, nos hospedamos na Pousada do Lajes, cujos donos são um paranaense de Cascavel e uma goiana. A pousada fica há 2 km da cidade na estrada para Riachão. Além dela há algumas outras acomodações no centro, Hotel Lírio e uma pousada mais simples. Aqui já deu para perceber que o melhor mesmo é estar de carro, caso contrário você já deverá ter em mente que irá contratar uma agência de eco-turismo para te levar a todas as atrações. A pioneira na região, é a Cia do Cerrado , dos mesmos donos da Pousada do Lajes.
Mesa em laje alagada nas Cachoeiras Gêmeas, região de Carolina, na Chapada das Mesas - MA
Aproveitamos a tarde para conhecer o Balneário Itapecuru onde estão localizadas as Cachoeiras Gêmeas. Uma imensa estrutura montada às margens do rio, bar, restaurante, banheiros e mesas espalhadas por todos os lados. Chegar aqui em dia de semana é tranquilo, tudo isso parece até exagero. Porém em finais de semana e principalmente feriados o lugar já chegou a receber mais de 40 ônibus de turistas!
Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
O rio estava cheio, passando sobre o concreto colocado ás margens do rio para fixação de mesas. Não é exatamente o tipo de lugar que estávamos esperando encontrar, mas confesso que como eu não estou nas minhas condições normais de temperatura e pressão, foi mais fácil assim. Ah, aproveitando o ensejo, descobri com a minha médica particular vipérrima, Dra Patrícia (mamãe) que estou com uma reação alérgica (tipo uma sinusite ou rinite), deve ser culpa destes ares condicionados podres e sem limpeza que existem por aí.
Curtindo as Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
O lugar antes tinha uma pequena hidrelétrica que foi desativada em 1996, então parte desta infra-estrutura já existia. Agora esta pequena barragem foi aberta e a cachoeira ficou com ainda mais volume. Como não é gripe (não estou com febre, etc), dar uma nadadinha pode até ajudar a desobstruir das vias respiratórias! Hehehe! Água deliciosa e as cachoeiras lindas! Deste jeito vou ficar boa logo!
Nadando no lago abaixo das Cachoeiras Gêmeas, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Como Chegar
Via Aérea – vôos diários da Gol e Tam para Imperatriz (MA) ou de BRA via Araguaína (TO)
Via Rodoviária – Ônibus vans e carros via Imperatriz (MA) – 220k m, Araguaína (TO) – 98 km.
Via ferroviária – Pela estrada de ferro São Luis/ Carajás descendo em Açailândia (MA), 300 km.
Obs: combinando com antecedência a Pousada do Lajes deve conseguir organizar um transfer das cidades de acesso acima citadas.
Fim de tarde tranquilo na North Shore de Oahu, no Havaí
Oahu não é a maior, mas é a mais habitada e agitada das ilhas havaianas, com aproximados 1 milhão de habitantes. Nela está a capital do 50° estado americano, Honolulu, a famosa e enfervecente Waikiki e as ondas mais perfeitas do Hawaii.
Um quebra-mar forma uma piscina em Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Oahu, em havaiano, “o local de reunião” é onde a natureza exuberante do Hawaii está a poucos minutos do maior centro financeiro do Pacífico, onde fatos históricos como o ataque a Pearl Harbour mudaram a história do mundo e onde se reúnem todos os anos os maiores surfistas de todo o mundo para encarar as grandes ondas de Waimea e Pipeline.
Waikiki Beach, com a cratera de Diamond Head ao fundo, em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Fizemos um roteiro de 2 dias e meio (quase 3 vai...) por Oahu. Foi mais rápido do que gostaríamos, mas seguindo as várias dicas da Lucia Malla, do blog Uma Malla pelo Mundo, conseguimos dar uma boa rodada.
Uma das árvores gigantes e centenárias na orla de Waikiki, praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Havia tanto para conhecermos que foi difícil montarmos um roteiro que contemplasse tudo. Mergulhos e grandes incursões pela natureza acabaram ficando de lado, embora a ilha ofereça lugares excepcionais para todas estas atividades. Nós já havíamos mergulhado em Kona - Big Island - e Maui. Acabávamos de vir três longos dias de caminhada pela Kalalau Trail na ilha do Kauai. Estávamos mesmo sedentos e curiosos pelas grandes ondas da North Shore, que prometiam para estes dias a final do Billabong Pipe Masters e, com muita sorte, as ondas gigantes do campeonato dedicado ao surfista havaiano Eddie Aikau. Então o nosso foco foi explorarmos a costa norte e é claro, dar uma conferida na famosa gastronomia de Waikiki.
Um belo pôr-do-sol em Waikiki, a praia mais famosa de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
Primeiro ½ Dia
No primeiro dia chegamos do Kauai já no meio da tarde, alugamos um carro e depois de encontrarmos um hotel aproveitamos para fazer uma longa e tranquila caminhada pelo calçadão de Waikiki, com um belo por do sol do píer principal.
Passeio em Waikiki durante o pôr-do-sol (em Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu)
Detalhe, há semanas eu buscava um hotel na costa norte da ilha, mas nesta época de campeonato ela fica completamente lotada com meses de antecedência. Chegando aqui ainda tentamos contato com alguns lugares e até uma brasileira que vive aqui, tem um hostal e agiliza aluguéis de casas e quartos, mas nem ela pôde nos ajudar. Ficamos por Waikiki mesmo, perto do aeroporto, da praia e de todas as lojas bacanas do centro.
Fim de tarde, início de noite em Waikiki, a principal praia de Honolulu, a capital do Havaí, na ilha de Oahu
A noite fomos ao Roy´s um dos restaurantes mais bem ranqueados no trip advisor e yelp na culinária hawaiian-fusion. Uma experiência gastronômica imperdível para aqueles que curtem frutos do mar com bastante personalidade.
Nosso delicioso jantar na primeira noite em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Segundo Dia – North Shore, Waimea e Pipeline
A nossa ansiedade para chegar à praia era tanta que escolhemos o caminho mais curto e rápido, cruzando pelo meio da ilha, passando pelas plantações de abacaxi, direto para a cidade de Haleiwa. A pequena surftown está a uma hora de Waikiki e é cheia de personalidade em seus restaurantes e surfshops. As plantações de abacaxi moveram a economia da região, mas ela ficou famosa mesmo por ser o berço do surf.
A famosa praia de Waimea num dia completamente sem ondas, na costa norte de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kamehameha Highway que contorna toda a costa norte, e logo chegamos à famosa praia de Waimea. Foi aqui nestas praias que trabalhou como salva-vidas o lendário surfista havaiano Eddie Aikau. Eddie trabalhava em uma fábrica de abacaxi enlatado e no seu tempo livre enfrentava as ondas de 9, 10 metros aqui em Waimea. Depois que se tornou salva-vidas não houve nenhum registro de afogamento por estas águas. Eddie morreu aos 31 anos a bordo de uma expedição que tentava mapear e refazer a rota da primeira migração polinésia ao Hawaii, em 1978. Após o barco virar a 19km da costa de Molokini, Eddie remou em sua prancha de surf para buscar ajuda. Todos os membros da equipe foram resgatados, mas ele nunca mais foi encontrado.
Hoje, a praia de Waimea nem precisava de salva-vidas! (em Oahu, no Havaí)
Sua coragem é relembrada até os dias de hoje, quando os melhores surfistas de ondas gigantes do mundo se reúnem aqui na North Shore aguardando o swell entrar e as ondas gigantes se formarem para começarem o The Quicksilver in Memory of Eddie Aikau, campeonato de ondas gigantes que só começa quando as ondas de Waimea Bay passam dos 25 ou 30 pés, mais de 8 metros! O campeonato não acontece todos os anos, o último foi em 2009 e este ano ele está de volta! “Only the bay will call the day”, dizem os surfistas que ficam a postos e ansiosos pela entrada das ondas. Nós também estávamos ansiosos, mas foi difícil acreditar que esta era a verdadeira Waimea Bay, tão reconhecida por suas ondas gigantes e perfeitas. A praia parecia uma piscina, até conversamos com os salva-vidas para saber se estávamos no lugar certo, hahaha!
Poucas ondas e muitos surfistas na praia de Pipeline, em Oahu, no Havaí
A praia de Pipeline, na north shore de Oahu, no Havaí
Adiante, já menos esperançosos, chegamos à praia de Pipeline e adivinhem? Campeonato de surf suspenso e aguardando o retorno do swell, previsto para sexta-feira, justo quando nós vamos embora!
Torneio de Pipeline parado por falta de ondas, em Oahu, no Havaí
A falta de ondas adiou por alguns dias o Pipeline, em Oahu, no Havaí
Toda a infra do campeonato estava montada, só esperando as ondas aparecerem. Alguns haules até estavam na água, tirando uma onda que estavam surfando em Pipeline, mas papo lá, papo cá, descobrimos que o point onde os profissionais estariam praticando era mais para frente, o Rocky Point. Nos mandamos para lá e ainda conseguimos ver algumas manobras legais dos que se dispuseram a entrar na água.
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Surfistas fazem belas manobras nas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
Depois de um pit stop no food truck brasileiro para matar as saudades do pastel e do guaraná foi a nossa vez de aproveitar que o mar está para peixe e caímos na água para um snorkel na Sharks Cove.
Matando as saudades de um delicioso pastel brasileiro, em Pipeline, na costa norte de Oahu, no Havaí
Local de snorkel na Shark Cove, costa norte de Oahu, no Havaí
Mais tarde, mais uma paradinha para provarmos o camarão do caminhão do Giovanni´s. Uma delícia!
O mais tradicional carrinho de camarões na costa norte de Oahu, no Havaí
No final da tarde ainda demos uma passadinha no Centro de Cultura Polinésia. Ele é imenso, tem várias atividades e um dos mais conhecidos luais da ilha. O luau é uma tradição havaiana, mas que aqui já se tornou uma atividade turística beeeem comercial. Todo o luau acontece em torno de um jantar, preparado da forma tradicional na fogueira (ou não), com danças como o hula-hula e coquetéis.
Visita ao Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Nós já tínhamos visto um hula bem mais roots lá na Kalalau Beach e resolvemos pular essa turistada. Nossa passagem pelo Centro de Cultura Polinésio foi rápida, circulamos pela área da entrada onde vimos algumas estátuas e uma exposição sobre os 6 principais povos da cultura polinésia, Samoa, Fiji, Aotearoa, Hawaii, Tahiti e Tonga e sua relação com o arquipélago havaiano.
Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
Paineis informativos das culturas polinésias de diversas ilhas do Pacífico, em exposição no Polynesia Cultural Center, em Oahu, no Havaí
A noite o Rafa e o Rodrigo sucumbiram, acabados da correria da viagem e ficaram no hotel, enquanto eu e a Laura aproveitamos para fazer um programa das meninas! Saímos caminhar na avenida principal de Waikiki, olhamos vitrines, fizemos umas comprinhas básicas na Victoria Secret´s e conferimos as promoções da Billabong. A avenida de noite é bem animada, cheia de artistas locais inventando moda, músicas e alguma parafernália para ganhar um troquinho. Adorei!
Noite em rua movimentada de Waikiki, em Honolulu, em Oahu, no Havaí
Terceiro Dia – Windward Coast e North Shore
Honolulu vista do alto da cratera de Diamond Head, na ilha de Oahu, no Havaí
Começamos o nosso terceiro dia subindo o Diamond Head, uma pequena cratera vulcânica dentro da cidade de Honolulu e com vistas lindas da praia de Wailkiki. O parque tem uma boa infraestrutura e vistas lindas da cidade.
Chegando ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Escadaria em caracol que leva ao alto da cratera de Diamond Head, em Honolulu, na ilha de Oahu, no Havaí
Rumamos novamente para a costa norte, esperançosos que as ondas entrassem no final do dia, mas desta vez resolvemos fazer o caminho mais longo e mais bonito.
A bela costa leste de Oahu, no Havaí
Seguimos pela Kanalianaole Highway, fazendo todo o contorno da costa leste da ilha e a primeira parada foi no mirante da Hanauma Bay. Ela é linda de cima, mas a o esquemão turístico era demais para o nosso colesterol.
A belíssima e concorrida Hanauma Bay, na costa leste de Oahu, no Havaí
Continuamos rumo ao norte com paradas nos mirantes do caminho, com destaque para as praias de Makapuu, cheia de locais em suas pranchas de bodyboard e adiante Lanikai Beach, ótima para a prática de wind e kite surf!
Flagrante do casal 1000dias na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Encontramos um restaurante japonês bem roots na cidade de Kaneohe com a ajuda do Yelp, resolvemos apostar na dica dos locais e não nos arrependemos. Ele era daqueles restaurantinhos no meio de um estacionamento e que por fora você não dá nada, mas a comida, além de barata, era deliciosa!
Pelo menos no cartaz, lá estão as famosas ondas de Pipeline, em Oahu, no Havaí
O final de tarde foi novamente no Rocky Point, atrás das grandes ondas e manobras radicais dos profissionais do surf. O mar cresceu e as ondas prometem para amanhã, quando eu e o Rodrigo já estaremos em um avião para Los Angeles. Hoje foi a nossa despedida dos nossos padrinhos, amigos e grandes companheiros de viagem. Rafa e Laura ainda poderão realizar mais um sonho e acompanhar as semi-finais do Pipe Masters! Nós vamos, mas os deixamos aqui representando o 1000dias, para nos contar tudo depois.
Surfistas aproveitam as ondas ainda pequenas da North Shore de Oahu, no Havaí
Concentração antes de enfrentar as ondas de North Shore, em Oahu, no Havaí
Se você ficar mais tempo na ilha ainda pode explorar as trilhas na North Shore, as praias do oeste da ilha, preferidas pelos locais para o surfe à movimentada Pipeline, ou ainda fazer um tour histórico por Pearl Harbour.
na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Kelly Slater sai com a prancha quebrada na praia de Pipeline, na North Shore de Oahu, no Havaí - foto de Laura Schunemann
Gostou dessas últimas duas fotos? Confira aqui a cobertura fotográfica e o relato feito pela Laura, nossos olhos (e o nosso coração) no Billabong Pipe Masters, em Pipeline, Oahu – Hawaii.
Típica esquina americana (em Santa Fé, no Novo México)
Santa Fé é um pueblo de colonização espanhola que era parte do território mexicano antes da guerra entre EUA e México. Na Mexican-American War o México perdeu grande parte do seu território para seu vizinho do norte, área correspondente aos atuais estados da Califórnia, Texas, Nevada, Arizona e Novo México.
Pimenta à venda em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Aqui ouvimos muito espanhol pelas ruas, as lojas, restaurantes e hotéis possuem nomes em espanhol. A arquitetura colonial do centro histórico se destaca dentre a arquitetura sem personalidade da maioria das cidades americanas. Aqui as características casas de adobe, com suas paredes sem quina e tons amarelos e terracotas dão cor e charme para a cidade. Tudo isso com a eficiência e organização que é peculiar aos estadunidenses, o melhor dos dois mundos!
Rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
O povo é receptivo e a criatividade faz parte da cultura local. Os indígenas, também conhecidos como “native-americans” estão por todos os lados e são os grandes artesãos que influenciam as artes de cerâmica, tecelagem, pintura e até a culinária. Alguns restaurantes de alta gastronomia oferecem a cozinha fusion indígena-americana-mexicana, não exatamente nesta mesma ordem.
Museu em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Nós caminhamos pela cidade, praça central onde conhecemos esse simpático dog, já com 10 anos e começando a ficar cego. Sua dona muito simpática nos contou que ele reluta, mas usa os doogles todos os dias para proteger dos raios ultravioletas, responsáveis pela cegueira.
Cão usa "doogles" (dog + googles) em rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
A Catedral estava ocupadíssima para um casamento, me chamou atenção a estátua em frente à igreja que homenageia à primeira santa indígena, nos idos de 1600 teria curado enfermidades e salvado vidas com seu dom e suas preces.
Dia de casamento na igreja matriz de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Caminhamos até Loreto Church, famosa por sua escadaria milagrosa. Um milagre da engenharia, pois a escada em caracol não possui nenhum pilar de suporte a não ser a espiral central.
A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos (antes da construção do corremão)
Ela ficava ainda mais bonita sem os corrimãos, que foram colocados a pedido de um dos padres, que já bem velhinho trabalhava aqui.
A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Uma cidade deliciosa e super charmosa, com o pouco tempo que tínhamos acabamos optando por um turismo “outdoor”, vendo os artesanatos expostos pelos indígenas nos arcos da praça, a arquitetura e aproveitando o melhor da gastronomia local. Com tempo vale a pena a visita aos museus de arte e diversas galerias.
Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Um vendedor de uma loja nos indicou os restaurantes mais bacanas da cidade: para o almoço o Pasquoal, restaurante de comida contemporânea mexicana que só utiliza ingredientes orgânicos. Pratos deliciosos e um ambiente super festivo fazem deste um preferido dos locais, que lotam durante todo o dia.
Decoração no delicioso restaurante Pascual, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
A noite a indicação foi o restaurante Casa de Santa Fé, próximo à catedral de Santa Fé, escolhido principalmente por sua imensa adega. Apaixonados por vinhos a adega conta com mais de 15 mil garrafas de todo o mundo! A carta de vinhos é quase uma enciclopédia e a curiosidade é a forma como os vinhos são escolhidos. A curadoria é feita pelo tipo de vinícola, em geral pequenas e que aplicam técnicas especiais de plantio e corte. “Gostamos de vinhos feitos por pessoas que plantam a uva”, dizem os curadores que se orgulham de não ter as vinícolas líderes de vendas em sua carta. Assim já é de se imaginar que as opções não sejam muito baratas, mas existe uma ampla faixa de preço e uma variedade quase infinita de uvas e origens. Experiência sensacional!
Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Hospedagem
Um dos hotéis mais bacanas da cidade é o Hotel Santa Fé Inn (CONFIRMAR), está bem localizado próximo ao centro e seu restaurante de culinária fusion indígena é bem indicado, mas deve ser reservado com antecedência. Nós chegamos à cidade as 22h e já não conseguimos encontrar nenhum dos hotéis e hostales charmosos com a recepção aberta. Nada mal, acabamos ficando em um Motel 6, que por mais padrão “chain motel” que seja, era confortável, bem localizado e estava com a recepção aberta.
Do it your self!
Aqui aquela cultura do “faça você mesmo” impera, o que faz nós latinos acostumados a termos mão de obra barata para tudo, ficarmos meio “preguiçosos”. Fato é que a Fiona precisava de um banho e eu, em um intervalo de trabalho que fizemos durante a tarde, entrei no clima e fui ao Lava Car Self Service.
A Ana dá merecido banho na Fiona em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Ela estava com uma grossa camada de pó desde o Death Valley, daquela que já parece quase um gesso! Coloquei a Fiona em um box, peguei umas dicas com Ronaldo, “chicano power” orgulhoso americano filho de mexicanos que se mudaram para os EUA, e mãos à obra. Estava um frio da porra, coloquei meu casaco impermeável, mangueira na mão, 2 dólares na máquina e 3 minutos de jato de alta pressão na Fiona.
Enquanto a Fiona toma banho, cai neve em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Quando olhei para fora estava caindo a maior neve!!! Acho que foi a primeira vez que vi cair tanta neve de dia, tão lindo! Enquanto eu me molhava, dançava na neve e me divertia a -3°C o Rodrigo estava no hotel quentinho trabalhando. Ok, mais 2 dólares foam soap por tudo, mais 2 enxaguei e a Fiona estava limpa por fora. A segunda parte foi a limpeza por dentro, por que quanto eu encasqueto com alguma coisa vou até o final. 3x de 50 cents para o aspirador, pano nas portas, painéis, tapetes... tudo! Pronto, temos a nossa casa limpa e apresentável! E eu, finalmente uma experiência mais íntima com a neve, em um momento bem corriqueiro e cotidiano, tipo, lavando o carro e vendo a neve cair. Amei!
Percorrendo o Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ
Há muitos anos eu tenho vontade de conhecer os fiordes, uma formação geológica muito comum na Noruega e em parte do Chile. São entradas de mar imensas, de 3, 4 km ou mais, por entre montanhas e paredes rochosas. Até alguns anos atrás eu não sabia que o Brasil possuía um, foi conversando com a minha cunhada que descobrimos e nos apaixonamos. Lembro quando eu e Rodrigo viajamos de avião sobre o litoral em direção à Recife e ficamos brincando de localizar as praias do litoral sudeste. Quando sobrevoamos o Saco do Mamanguá foi fácil reconhecê-lo e lá de cima falamos “nos aguarde”, pois logo chegaremos aí. Chegou a hora, depois de um dia e meio de espera, agora temos as condições favoráveis de vento e o barco disponível.
Dia nublado no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ
Saímos de Paraty-Mirim em direção ao Mamanguá. Reinaldo foi o nosso barqueiro, caiçara de 40 anos nascido em Praia Grande. Sua família vive na região há gerações e ele foi ao Mamanguá pela primeira vez quando tinha apenas 12 anos. Nesta época o fiorde possuía somente alguns moradores caiçaras. Hoje praticamente todo o Mamanguá está tomado por construções. São comunidades caiçaras em contraste com mansões imensas em praias particulares pertencentes a milionários paulistas e cariocas. Eu confesso que fiquei surpresa, pois achava que seria um lugar mais desabitado, uma vez que o acesso se dá somente por barco ou trilhas longas e íngremes.
Percorrendo a região de mangue do Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ
Indo mais longe, quando o mar encontra as montanhas ao fundo, chegamos ao Saco do Mamanguá propriamente dito, uma área de reserva ambiental. Nesta área a fiscalização é mais intensa e as únicas construções que encontramos são as casas da aldeia Guarani. A aldeia e uma pequena cachoeira ficam quase no início de um canal formado no manguezal e mais 15 minutos de caminhada mata adentro.
"Mulatas", pequenos carangueijos no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ
Fomos até lá conhecer a aldeia, mas o Roque, chefe da tribo não estava presente, demos uma olhada distante e conversamos com um deles rapidamente. Até onde chegamos vivem três famílias em casas de pau-a-pique, algumas de tijolo e telha e todos os aparatos da vida moderna. Ali próximo vivem 50 guaranis que continuam utilizando a língua guarani entre eles, embora quase todos falem português. A FUNAI presta assistência para educação, saúde e inclusive financeira para a população indígena, recebem uma espécie de bolsa família que varia conforme a quantidade de filhos. Retornamos pela trilha e chegamos a um delicioso poço com uma pequena cachoeira e uma árvore fazendo um cenário ainda mais bonito.
Cachoeira e poço no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ
Este lugar é realmente maravilhoso, faltou dizer apenas que vimos tudo isso sem um raio de sol, o que apenas abrandou a sua beleza. Só imaginem com sol como seria... Sem dúvida um pedaço de paraíso na terra.
"Arvorismo" na cachoeira do Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ
Voltamos à Paraty-Mirim e conhecemos Jorge, viajante que vive em sua van adaptada e está na estrada há pelo menos 7 anos. Um caiçara-argentino, como ele mesmo se identifica, viajou toda a América do Sul e se apaixonou por Trindade, praia próxima à Paraty. Acabou ficando por ali e hoje está vivendo em Paraty-Mirim, decidindo qual será sua próxima empreitada, Alaska ou uma nova volta à América do Sul? “O problema é que sou apaixonado pelo nosso país. Digo nosso, pois o Brasil é o meu país por opção.” Eu não preciso ir mais longe para dizer que o entendo muito bem.
Com o Jorge e sua "casa", que viajaram por toda a América do Sul, em Parati Mirim - RJ
À tarde tivemos que tomar a triste decisão de cortar do nosso roteiro o Pouso da Cajaíba. Tentamos por 2 dias encontrar um barco que pudesse nos levar até lá por um preço razoável, mas só encontramos valores acima de 150,00 apenas para ida! Esta é uma das poucas desvantagens que temos numa viagem como esta. Provavelmente em um final de semana encontraríamos pessoas para dividir o barco conosco. Seguimos então para Angra dos Reis, já nos preparando para pegar o tempo ruim que está chegando ao litoral sul carioca, em Ilha Grande.
A nossa usina nuclear, em Angra do Reis - RJ
No final da tarde, o sol ilumina as montanhas mais altas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
O estado de Utah é famoso por seus desertos, montanhas nevadas, grandes planícies de sal e incríveis parques que formam um mosaico de conservação no sul do estado, reunindo 5 parques nacionais: Zion, Bryce Canyon, Capitol Reef, Canyonlands e o Arches National Parks. O encontro de três áreas geológicas, as Montanhas Rochosas Americanas, o Colorado Plateau e a Great Basin, faz de Utah um dos principais destinos dos amantes da natureza.
Chegando a Utah, nos Estados Unidos
Sua capital, Salt Lake City, é o principal centro Mormon dos Estados Unidos, construída ao redor de um lago em um cenário urbano tido como um dos mais bonitos do país. As montanhas de Salt Lake, seus resorts de ski e cidade foram sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002.
A paisagem grandiosa de Utah, chegando à área do Zion National Park, nos Estados Unidos
Paisagem completamente tomada pela neve na saída do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Começamos as nossas explorações pelos parques nacionais de Utah pelo sul do Estado, no Zion National Park. Depois de dirigir um dia inteiro pelo Colorado Plateau, chegamos ao parque pelo portão leste sem saber exatamente o que esperar. Atravessamos a Zion-Carmel Highway, estrada construída entre 1920 e 1930 para abrir uma via mais direta entre o Zion e o Bryce Canyon National Parks.
Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
A paisagem nevada das dunas petrificadas de Navajo Sandstone é totalmente diferente do que já havíamos visto até agora. A Navajo Sandstone é um tipo de arenito de coloração clara e rosada e formato arredondado, como dunas molhadas esculpidas pelo vento e petrificadas. As cores variam para tons mais avermelhados, dependendo dos minerais que fluíram na água pela rocha porosa através dos milhões de anos.
Encostas voltadas para o sol ainda estão sem neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Neve e rocha se misturam nessa época do ano nas encostas do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Reentrância na rocha ao lado de trilha no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Essas formações estão espalhadas por todo o platô do Rio Colorado e ainda mais comuns nos parques nacionais aqui no Utah, surgindo do nada no meio de desertos e criando cenários fantásticos como o que encontramos aqui. A impressão que temos é que as pedras foram esculpidas e escovadas à mão, por sua textura e perfeição. Agora imaginem tudo isso coberto de neve!
Duna petrificada e coberta pela neve no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Sua formação geológica data da era Mesozóica, com sedimentação de mares tropicais rasos, rios, lagos e desertos há mais de 150 milhões de anos. A menor elevação do parque está a 1.117m e o ponto mais alto a 2.660m, com acesso por trilhas, a maioria fechada durante o inverno pela quantidade de neve.
Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Caminhando pelas inesquecíveis paisagens do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Cruzamos as 17 milhas (27km) da estrada, incluindo o Zion - Mount Carmel Tunnel, estreito túnel cavado no arenito. O túnel é sensacional, com imensas janelas com vista para o cânion, pena que só podemos vê-las do carro, já que não existe calçada e nem acostamento para os carros. Ele funciona como um portal de entrada para o incrível mundo de Zion!
A vista de uma das "janelas" do enorme túnel da principal estrada do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Zion Canyon tem 24km de extenção e chega a 800m de profundidade, mas diferente do seu vizinho do sul, nós chegamos nele pela sua base e podemos dirigir por uma estrada construída ao lado do rio.
O rio que formou o canyon principal do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Rio corre pelo canyon do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
O cânion é cortado pelo Virgin River e paralela ao rio corre uma estrada de 6 milhas (9,7km) que passa por algumas das principais atrações do parque. Passamos pelos Sentinelas e pela entrada da trilha das Emerald Pools (fechada), caminhamos até a Weeping Rock e chegamos ao Temple of Sinawava, o Deus Coyote dos Índios Paiute.
Admirando a magnífica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Turistas examinam cachoeira congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
A estrada termina, porém uma trilha continua pelo cânion, que vai se estreitando chegando em alguns pontos a apenas 6m de largura. Conseguimos caminhar apenas 2 km cânion adentro, mas infelizmente a trilha estava fechada pelas condições de neve e gelo.
Cachoeira completamente congelada no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Muitas trilhas fechadas por causa do gelo no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Durante os dias que estivemos no parque percorremos a estrada mais de uma vez, na esperança que o tempo melhorasse e as trilhas abrissem para explorarmos o parque mais a fundo.
Trilha por um dos canions na parte alta do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Pegamos temperaturas de -5, -8°C e neve todos os dias. É claro que no dia de irmos embora o sol saiu, o tempo abriu e nós não exitamos em fazer pelo menos uma trilhazinha até o mirante do cânion. A trilha do Canyon Overlook é curta (2km ida e volta, aprox.), mas tem umas passagens bem lindas e a vista do cânion com sol não tem preço!
A fantástica paisagem do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Infelizmente, como o tempo não ajudou, as nossas explorações pelo parque não foram tão intensas e esportivas como gostaríamos. Sinal de que teremos que voltar aqui durante a primavera, fugindo do tumulto e calor intenso do verão, para ver o degelo da neve no alto das montanhas formando as cachoeiras pelas paredes do cânion. Zion, ainda voltaremos.
Até as montanhas ficam pequenas sob o belíssimo céu do Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
Feliz Natal!
O Zion também foi o lugar onde passamos um dos dias mais especiais do ano: o Natal! Estes períodos de festas de final de ano durante a viagem são sempre um momento difícil para mim, pois normalmente nós estaríamos nos reunindo com as nossas famílias, pais, irmãos e sobrinhos, dando risada, contando histórias e matando as saudades. Pois é, mesmo a viagem mais perfeita tem seus momentos borocoxôs, confesso. Ainda mais para mim, pessoa social, que gosta de festa e bagunça ao seu redor o tempo todo. Bem, já que não poderíamos estar lá, tiramos uma boa parte do dia 24 para encontrar os nossos entes queridos no universo virtual. Cada um em um canto e um fuso-horário diferente, minha mãe e a minha irmã Juliane estavam em Londres, comemorando com a família do David, nosso candidato a cunhado. Também em Londres, no canto sul da cidade estava uma parte da família Junqueira, minha cunhada Lina que vive lá, seu irmão Guto e o filho mais velho, Léo. Lá no Brasil, encontramos ainda antes do jantar o meu pai em Curitiba, os meus sogros, cunhados e sobrinhos queridos todos reunidos em Ribeirão Preto. Depois de um passeio pelo parque, compramos um vinho, queijos e beliscos para a nossa “ceia” e ainda conseguimos falar com a minha irmã, cunhado e sobrinha que depois da meia-noite ainda pulava toda sapeca lá em Florianópolis. Mais tarde, para tentar me distrair das saudades, assisti a um documentário sobre o aniversariante da noite na NatGeo e um especial de natal do Shreck! Hahaha! Enfim, acompanhado do meu amado, bons queijos e vinhos desejo a todos (mesmo que atrasadinho) um Feliz Natal!
Nosso delicioso jantar que queijos e vinhos celebrando a véspera de Natal, no Zion National Park, em Utah, nos Estados Unidos
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