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Carol Wieser (27/09)
Belo Post! Tão bom retornar ao aconchego do lar, familia e amigos, né?...
Guto Junqueira (27/09)
Oi, Ana, belo post, heim! Vc se superou passando através da palavras e f...
Stenio Aguiar (27/09)
Ainda bem !! Por acasso encontrei na internet e comecei a seguir cada lug...
RUI MOREL (27/09)
Eita! Acompanhei a viagem de vocês e com maestria você fechou-a com es...
Ariane (27/09)
Nossa! Que lindo esse post. Senti o amor, o carinho e respeito que vocês...
Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA
A cidade de Salvador tem um formato meio triangular e por isso possui 3 pontas sinalizadas por famosos faróis: o Farol de Itapoã, o Farol da Barra e o terceiro não tão falado, mas não menos importante, Farol da Ponta do Humaitá e Forte de mesmo nome da Igreja ali localizada, Igreja da Nossa Senhora de Mont Serrat, construída em 1650. A Ponta do Humaitá possui uma vista de 270° para a baía e a praia de Boa Viagem. A praia estava lotada, todos aproveitando o sabadão de feriado para um futeba, peixinho frito e cerveja gelada!
Praia cheia num sábado em Salvador - BA
Nós fugimos deste agito e fomos direto para a Pedra Furada, lugar indicado pela Lívia para almoçarmos uma comida típica. A Pedra Furada é uma ruazinha próxima à Ponta do Humaitá que possui alguns restaurantes voltados para o mar, com uma bela vista, cerveja gelada, som ao vivo e o melhor, pouco freqüentado pelos turistas. Almoçamos um prato diferente chamado Arrumadinho, parece um feijão tropeiro com lingüiça e carne de porco picadas, farofa e um tipo de feijão diferente, verde. Sou suspeita para falar, mas é um prato delicioso, pois eu adoro feijão!
Sol se pondo na Baía de Todos os Santos, visto de Pedra Furada, em Salvador - BA
Ainda na Península de Itapagipe se encontra a igreja mais visitada de Salvador, quiçá do Brasil, a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Chegamos no horário da missa da tarde, igreja lotada e com vários grupos de romeiros de todos os lados.
Igreja do Bonfim, em Salvador - BA
Na porta, vários ambulantes cadastrados com numeração e tudo para venda de fitinhas do Senhor do Bonfim, chaveiros, escapulários, terços e até outros objetos de sorte demonstravam o sincretismo religioso da Bahia.
As famosas fitinhas do Bonfim, em Salvador - BA
Nosso próximo compromisso era só as 20h no Teatro Vila Velha, então consegui convencer o Rodrigo a ir até o MAM, Museu de Arte Moderna, que fica no Solar do Unhão. Eu já conhecia, mas o Ro às vezes é um pouco reticente em conhecer este tipo de exposição. Todos os sábados as 18h rola um Jam Section de Jazz no MAM, cenário perfeito, música boa, programa delicioso! O parque de obras à beira mar faz o espaço ficar ainda mais mágico.
Visitando o MAM de Salvador - BA
Consegui convencê-lo já que era caminho, chegamos lá as 18h30 e pudemos só dar uma volta rápida, já que ele resolveu apostar com o guardador de carro que pagaria 10 reais se demorasse mais de 30min... aí quem tem que sair correndo sou eu, tudo para o moço não perder uma aposta. 19h já estávamos no Teatro Vila Velha comprando os nossos convites para assistir à peça “A Bença” do Bando de Teatro do Olodum.
Apresentação do Grupo de Teatro do Olodum no Teatro Vila Velha em Salvador - BA
Um espetáculo que faz jus ao título, A Bença comemora os 20 anos do bando pedindo “a bença” aos mais velhos, mais experientes, fazendo reverência a sabedoria dos nossos ancestrais. A montagem de teatro contemporâneo mistura elementos do candomblé, danças e músicas africanas com recursos super modernos de vídeo, exibindo em dois telões depoimentos de grandes personagens do teatro e da cultura negra. Um banho de cultura e um show à parte nestes nossos 1000dias.
Na Ponta do Humaitá, em Salvador - BA
Um dia que começou na Ponta do Humaitá, passou pelo Bonfim e terminou no teatro Vila Velha não poderia ser mais significativo. Hoje unimos as três pontas soteropolitanas: a beleza natural do Humaitá, o sincretismo religioso no Bonfim e a cultura baiana e negra de altíssima qualidade no Teatro Vila Velha.
Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA
Dia dedicado à baía de Camamu. A nossa pousada, muito pró-ativa, já havia até reservado o passeio para nós, que havíamos pedido informações. Lugar garantido na escuna da Pontal da Baleia, seguimos viagem agora de barco.
O passeio de escuna é aquela coisa, sempre importante que:
1 - A música da escuna tem que ter bom gosto e estar em uma altura confortável.
2 - A escuna não deve estar cheia,
3 - Se estiver, que seja de pessoas discretas e tranqüilas,
4 - Se não forem discretas e tranqüilas, então que sejam simpáticas e engraçadas!
Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA
BINGO! Nossa escuna não estava tão cheia não, mas ela também não era muito grande. Eram 12 pessoas que iriam compartilhar conosco belos momentos na Baía de Camamu, passando pela Coroa Vermelha, Ilha da Pedra Furada, Ilha do Goió, Ilha do Sapinho e Ilha do Campinho.
Pequena praia na Baía de Camamu - BA
Destas 12 pessoas, 4 delas nós conhecemos já na pousada, mineiros de Governador Valadares. Giovani, Ginaldo, Mateus e Khoyó, “vulgo” Vovô. Curiosos com a viagem a conversa já começou a esquentar e imaginem se a rivalidade entre os Galos e o Cruzeirense do Rodrigo não pegou fogo!?! Foi uma loucura, nunca tinha ouvido tantas piadas.
O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA
A primeira parada foi na Coroa Vermelha, banco de areia que se formou há 13 anos e mesmo com tão pouco tempo tem muita história para contar. A primeira que escutamos é que um nativo malandro logo se intitulou dono da “nova” terra e espertamente a vendeu a um belga, que acabou tendo a construção da sua casa embargada pelo Ibama, já que o local é dormitório de muitas garças. Quando fomos confirmar a história com o mestre da nossa embarcação a versão que ele nos contou foi diferente. Um nativo viu a coroa e resolveu logo plantar um coqueiro ali e montou sua barraquinha para vender água e cerveja aos barcos que passavam no verão. Bel (e não o belga), Bel sabem? Do Chiclete com Banana? Sim, ele mesmo. Ele teria oferecido uns trocados ao amigo vendedor para que a areia toda fosse dele e assim foi. Logo começou a construir e a primeira coisa que fez foi o píer no canto da ilha, que logo foi embargado pelo Ibama. Pelo menos o final das duas histórias é igual e, para nós, é muito feliz!
a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA
A Ilha da Pedra Furada é uma pequena ilha particular que cobra dois reais para o desembarque. Águas limpas e a formação rochosa curiosa da pedra furada fazem desta ilha um lugar especial.
a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA
Não demorou muito para conhecermos os outros casais do barco, Pepita e Moises, casal de baianos recém-casados comemorando a lua de mel. Eles casaram no domingo e Pepita foi votar vestida de noiva mesmo, ficou até famosa, pois apareceu no fantástico dando o exemplo de civilidade! Guto músico paulista e Carol designer de Joinville, ambos vivem em São Paulo e estão aqui tentando ajustar o ritmo frenético à tranqüilidade baiana.
Pequena ilha na Baía de Camamu - BA
Uma parada estratégica na paradisíaca Ilha do Goió, suas areias rasas e brancas fazem a água da baia que já é clara ficar ainda mais transparente! A ilha possui 3 fontes de água doce e até um manguezal. Pena não podermos ficar um pouco mais para caminhar até lá, conhecer de perto as fontes que abastecem a região.
Pequena ilha na Baía de Camamu - BA
Atravessamos o estreito canal entre a Ilha do Goió e a Ilha do Sapinho, onde almoçamos e começamos a descobrir os dotes musicais da moçada do barco. Uma moqueca de peixe e muita moda de viola cantada pelo Giovani, que almoço delicioso!
Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros
Uma última parada para um banho na Ilha do Campinho, ao lado de onde foi construído um porto para escoamento de grãos e abandonado pelo governo antes mesmo de entrar em funcionamento. Menos mau, assim esse paraíso fica ali, quase intocado.
Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA
A esta altura do campeonato, mineiros, baianos, sulistas e paulistanos já estavam todos amigos, aquela farra! Combinamos todos de nos encontrar na Ponta do Mutá para ver o sol se por novamente, em frente à pousada em que Guto e Carol estavam hospedados. Ontem eu havia ficado curiosa com uma baita fogueira que estava ali montada, mas o pessoal do bar que eu estava disse que era enfeite, que qualquer dia poderia ser acesa. Foi quando vi Guto falando com os seus amigos da pousada que queira acendê-la hoje! Tinha sido feita em homenagem ao seu aniversário! Foi o sol baixar mais um pouquinho que a moda de viola voltou a embalar o final da tarde e a nossa noite.
Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA
À luz da fogueira tivemos um luau de lua nova na Ponta do Mutá! Nossos amigos mineiros e o Guto deram um show no violão enquanto eu e Carol matraqueávamos sobre a vida. Foi delicioso... tive que ficar, até tomar coragem de cantar!
Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA
Nosso primeiro luau nos 1000dias, olhe até que demorou né? Depois de 220 dias este foi sem dúvida alguma um momento inesquecível! Isso explica o meu atraso... São muitas histórias e para poder contá-las elas devem ser vividas!
Refrescando-se na Baía de Camamu - BA
Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Era o final da tarde do nosso segundo dia no Yellowstone. Já havíamos visto geysers, fontes termais multicoloridas, pequenos vulcões de lama, bisões, elks, veados e uma beleza natural impressionante. Sabíamos que existia um cânion ao norte e que lá seria a melhor área para fazermos trekkings mais longos. Eu tinha a imagem deste cânion em algum lugar do meu “HD interno”, vulgo cérebro, que atualmente anda um tanto quanto lotado. Confesso, porém, que só me dei conta quando chegamos e vimos esta cena.
Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Sim, já não bastassem tantas paisagens impressionantes, o Yellowstone possui o seu próprio Grand Canyon! E ele é simplesmente arrebatador!!! Chegamos naquela hora mágica, em que a luz do sol acentuava as cores terracotas da paisagem com tons ainda mais fortes de amarelos, alaranjados e vermelhos. Embasbacados descemos acelerados a trilha das Lower Falls, um zigue-zague que desce a encosta do cânion e fica sobre os 33m de cachoeiras e com uma vista frontal dos 38 km de cânion.
As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Formado por camadas de lava que escorreram durante a última erupção do Yellostone Volcano e esculpido por geleiras na última glaciação, cientistas acreditam que ele tenha sido formado nos últimos 15 mil anos! Imaginem, o homem já andava por essas terras e este imenso cânion, que pode chegar a 366m de profundidade, estava começando a ser cavado!
Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Uma união de fatores como a localização sobre uma falha tectônica, somada à atividade vulcânica, à ação dos glaciares, enchentes relâmpagos e sabe Deus mais o quê, explicariam a rapidez com que este ele foi formado. É claro que existem controvérsias e ainda muitos cientistas estudam a formação desse magnífico acidente geográfico. O fato é que ele ainda está em processo de erosão e isso nós podemos ver facilmente através da ação do Rio Yellowstone e suas lindas cachoeiras.
Uma verdadeira pintura, o Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
A trilha da Red Rock também é uma boa descida e consecutivamente subida! Mas a vista lá de baixo é linda e pega as Lower Falls ao fundo do cânion. Ao longo da estrada estão vários mirantes e mais um dos preferidos foi o Inspiration Point, belíssimo!
Escadaria para o mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
No mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Voltamos no dia seguinte, agora do outro lado do cânion e tivemos uma bela vista das Upper Falls, seguida por uma trilha arborizada e cimentada e mais de 300 degraus descendo a Uncle Tom´s Trail, até a beira das Lower Falls. Um bom exercício para começar o dia. Adiante a parada na Artist Point é obrigatória para ter um dos melhores ângulos e tirar aquela foto clássica do cânion.
O belíssimo Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Se você ainda quer ver mais vida selvagem como bisões, veados e tentar a sorte para encontrar algum urso cruzando a estrada, pegue à direita na estrada depois de Tower-Roosevelt em direção à entrada nordeste do parque. Na pior das hipóteses você verá centenas de bisões em suas manadas no Lamar Valley, além de paisagens bucólicas, pescadores praticando a fly fishing no Yellowstone River e uma linda cadeia de montanhas ao fundo.
Manada de bisões no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Bisões, símbolo do Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Voltando em direção à Mamooth Springs, vale uma parada rápida na árvore petrificada, uma Red Wood, um tipo de sequoia, que virou pedra exatamente no mesmo lugar onde ela cresceu. Impressionante!
Tronco de Redwood petrificado há 30 milhões de anos, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
MAMOOTH SPRINGS
A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Por fim chegamos à Mamooth Springs, uma área de águas termais também ligadas à atividade vulcânica de Yellowstone, o pai de todos os vulcões (pelo menos dos americanos, rsrs!). As fontes de águas termais formou imensos travertinos de carbonato de cálcio, formação que nós já havíamos visto muito parecidas nas águas termais de Pamukkale na Turquia.
A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Uma imensa montanha rodeada por travertinos ativos e inativos formando piscinas coloridas e esculturas naturais maravilhosas. Uma caminhada de pouco menos de duas horas pelas passarelas te leva às principais formações e às lindas vistas do alto do terraço.
A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Veja também os posts:
- Yellowstone em 3 dias
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb
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Navegando na Isla de la Juventud, em Cuba
A Isla de La Juventud é famosa não apenas pela sua participação na história, mas também pela qualidade de seus mergulhos, motivo que nos trouxe até aqui. Hoje o dia começou cedo, pegamos um avião as 7h da manhã para Isla de La Juventud e chegando lá fomos direto para o Hotel Colony, há 45 minutos de carro de Nueva Gerona, capital da província no norte da ilha.
Embarcando no avião que nos levaria de Havana à Nueva Gerona, na Isla de la Juvendud, em Cuba
O Hotel Colony é o principal centro turístico da ilha, com uma infra-estrutura imensa, piscina e um Centro de Mergulho que recebe turistas e mergulhadores do mundo inteiro. As informações que trocamos com outros mergulhadores foram de que o Hotel era caro e tinha um serviço péssimo, então decidimos ficar hospedados em uma casa de família em Nueva Gerona, que além de mais barato nos proporcionaria mais interação com a cultura local. De fato o atendimento que recebemos na recepção do dive Center não foi das melhores, os custos que haviam nos informado estavam errados (ficaram mais altos) e a informação completamente torta.
Mergulhadores brasileiros deixaram suas marcas no barco de mergulho na Isla de la Juventud, em Cuba
Eu já estava completamente de bode, pois pela infecção de ouvido eu não poderia mergulhar. Vir até aqui e ficar no barco é quase uma tortura, mas o que não tem remédio... Entramos no barco e saímos para o “nosso” primeiro dia de mergulho. Conversando com o dive master durante as duas horas de navegação o Rafa descobriu que o primeiro dia de mergulho é de avaliação, portanto feito em pontos rasos e bem básicos. Peraí, informação nova e indignante para um grupo que veio de longe e com o tempo cronometrado para aproveitar ao máximo o lugar. Conversaram com o cara e ele até concordou que eles poderiam baixar dos 18m, como todos eram experientes e credenciados para tal.
Lagostas fresquinhas na Isla de la Juventud, em Cuba
Os principais pontos de mergulho na Isla de La Juventud estão na Punta del Francês, são mais de 50 pontos cadastrados, com ótima visibilidade, paredes e arrecifes coralíneos. São duas horas de navegação ida e duas horas de volta. No caminho o nosso barco, que já era lento, fez algumas paradas estratégicas para pescar o nosso almoço. Lagostas frescas, saídas na hora! Deliciosas, mas confesso que saindo num barco de mergulho eu prefiro vê-las lindas em suas caverninhas embaixo d´água do que na panela.
Hora do almoço no nosso barco na Isla de la Juventud, em Cuba
Todos caíram para o seu primeiro mergulho no ponto 5, Paraíso de las Esponjas, e eu fiquei no barco, acompanhada pelo capitão, o marinheiro e uma boa Bucaneiro, enquanto eles preparavam o almoço. Aproveitei para conversar e pegar mais informações sobre a ilha, suas praias e sítios históricos, já que amanhã, enquanto eles mergulham, eu não vou ficar aqui sendo torturada.
Com o Rafa e a Laura, prontos para mergulhar na Isla de la Juventud, em Cuba
A parada para o almoço foi em uma praia paradisíaca de areias brancas e aquele azul caribenho que peculiar a esta região do globo. Lá conheci o único morador da praia que cuida da estação ecológica que dá informações sobre as espécies encontradas no local, como jacarés e pássaros, além da história dos piratas que passaram por aqui. Drake e seus colegas passaram por aqui e até um pirata meio holandês meio brasileiro teve sua passagem registrada por estas águas!
Navegando em dia de céu azul na Punta Frances, na Isla de la Juventud, em Cuba
O segundo mergulho foi no ponto 48, La Corona de La Reina. Eu aproveitei para ler, descansar e fechar a programação do dia seguinte. Laura, Rafa e Rodrigo retornaram do mergulho sem muita animação, esse povo está ficando exigente! Também, depois de Austrália, Galápagos não é fácil de agradar! Rsrs! Infelizmente eu acho que a experiência não foi das melhores, a recepção que tivemos, somada ao tempo de navegação e à seleção de pontos “básicos” feita corroboraram para a decisão deles de não mergulhares amanhã. Ou simplesmente não quiseram me deixar sozinha no passeio por terra amanhã! Rsrs!
Mergulho na Punta Frances, na Isla de la Juventud, em Cuba
Plá, nosso táxi particular, veio nos buscar no fim de tarde e pegamos estrada novamente para Nueva Gerona, à casa do nosso cicerone Villamás. No caminho fechamos com ele o tour para o dia seguinte, que será nosso motorista e guia, já que alugar um carro ficaria ainda mais caro. A expectativa que tínhamos para o mergulho na Isla era grande e ficou frustrada. Nosso dive master já nos fez um convite para voltarmos, já deixando tudo programado que ele poderá nos levar para os melhores pontos da região. Além disso, ficou reforçada a vontade de voltar à Cuba para conhecer o paraíso do mergulho, Jardines de La Reina, um live aboard vip no paraíso cubano do mergulho, este sim mais protegido e intocado.
Magnífico pôr-do-sol na Isla de la Juventud, em Cuba
Tudo pronto para a largada do Rally de Guanajuato, no México
Trabalho, posts, organização e catalogação das nossas centenas de fotos tiradas diariamente, atualização e interação nas redes sociais. As 15h saímos da nossa pousada e rodamos pelas ruas estreitas de Guanajuato, subindo ladeiras, refazendo o circuito da callejoneada de ontem com o Rodrigo enquanto descrevia a diversão que ele havia perdido. Passamos pela Universidade e continuamos subindo, subindo pela Calzada de Guadalupe até chegarmos à Avenida Panorâmica.
A pequena Igreja de Guadalupe, em Guanajuato, no México
Uma rua sem muitos atrativos a não ser pelo o que diz o próprio nome: a vista da cidade de Guanajuato. Descemos pelos callejones, entre pontes e túneis, chegando à Plaza del Baratillo, ao lado do ponto onde havíamos começado. Uma delícia nos perdermos neste labirinto de casas coloniais, becos e escadas, sentir os cheiros e as cores do México.
Uma das muitas pracinhas no centro de Guanajuato, no México
Até que foi fácil resumir o que fizemos hoje até as 17h. Difícil é explicar e descrever o que senti nesta noite. Já fui à Fórmula Truck, à Stock Car e até à Fórmula 1 em São Paulo, mas nunca imaginei que me emocionaria como uma criança ao ver carros de corrida no interior do México.
Caminhando pelas ruelas de Guanajuato, no México
Porém não era qualquer corrida, não era qualquer cidade e não eram quaisquer carros! Era a 3ª Etapa do Mundial de Rally em Guanajuato! Fomos para a concentração às 17h30 da tarde, Ricardo conseguiu nos colocar na arquibancada VIP da abertura que “por acaso”, era também a largada do rally!
Venda do programa oficial do Rally de Guanajuato, no México
Durante a tarde uma banda de rock, grupos folclóricos e de música tradicional animavam a platéia, que chegava aos poucos para garantir os disputadíssimos lugares nos arredores da Alhóndiga de Granaditas.
Apresentações antecedem o início do Rally de Guanajuato, no México
Toda a cidade estava em polvorosa! Hotéis, pousadas, restaurantes armaram uma super infra-estrutura para que todos pudessem acompanhar o evento e a passagem dos carros pelas estreitas ruas da cidade histórica.
A principal rua peatonal de Guanajuato, no México
Aos poucos o show começava a ganhar corpo. Patrocinadores distribuindo brindes, camisetas e o que não poderia faltar em eventos automobilísticos, mulheres bonitas para todos os lados. Eram as niñas Corona, niñas Coca-Cola, niñas Monster, niñas Wolksvagen... eram niñas que não acabavam mais. As niñas Corona tiveram uma participação especial com uma sacada de marketing "genial": de tempos e tempos as 4 mais gostosas subiam ao palco para agitar a arquibancada dançando as coreografias de Kuduro e adivinhem? Michel Teló!!! SURREAL!
Como todo evento automobilístico no mundo, lá estão as mulheres bonitas posando para fotos (Rally de Guanajuato, no México)
Como todo evento automobilístico no mundo, lá estão as mulheres bonitas posando para fotos (Rally de Guanajuato, no México)
O apresentador finalmente vem ao palco e o verdadeiro show se inicia. Eram 19h quando começou a cerimônia de abertura, discursos do diretor do evento, prefeito e o hino nacional mexicano, uma das partes emocionantes!
Público aguarda com festa o início do Rally de Guanajuato, no México
Era quase 20h, o horário definido para largada, quando um show de fogos de artifícios dá início à contagem regressiva. A partir de agora todo o cronograma deverá ser seguido à risca! A primeira equipe que vem ao palco é a portuguesa, confetes, entrevista e demonstração rápida do carro e logo eles estão na porta de saída do evento, prontos para a primeira arrancada!
Fogos de artifício marcam o início do Rally de Guanajuato, no México
A segunda equipe a subir ao palco foi a equipe brasileira com os pilotos Paulo “Palmeirinha” Nobre, com o carro Mini Cooper, patrocinado pelo Palmeiras. Ele foi um dos únicos a sair do carro com a bandeira do seu país, confesso que essa hora me deu um nó na garganta! “Brasiiiiiiiiiiil!!!!” eu gritava, torcendo em um esporte que nunca acompanhei, com aquele sentimento patriótico aumentado de quem está longe de casa.
Representante brasileiro no Rally de Guanajuato, no México
A noite se seguiu com pilotos de todos os lados do mundo, do Qatar à Findândia, França, Suécia, Rússia e até do Perú. São 31 carros inscritos e a equipe do frances Sébastien Loeb é uma das favoritas da noite. Uma festa bonita e animada de uma corrida que está apenas começando! Serão 3 dias de provas cruzando as montanhas mexicanas e terminando na cidade próxima de León.
Representante brasileiro e palmeirense no Rally de Guanajuato, no México
Telão mostra entrevista com piloto durante o Rally de Guanajuato, no México
Animados, saímos de parranda com o Ricardo, passamos no Bar La Luna onde passei pela experiência inacreditável do choque mexicano! É uma prática já proibida em alguns estados do México, aqui ainda está liberada embora muito perigosa.
Nosso amigo Ricardo nos acompanha na night de Guanajuato, no México
Os nossos vizinhos de mesa estavam testando, me viram curiosa e não tiveram duvida! Me deram as mãos e fecharam uma corrente de choque animal! O primeiro minuto é bacana, mas o último é de estourar! Literalmente mais elétrica seguimos para o Burlesque Antro-Bar, onde Gerardo nos recebeu de forma especial. Uma casa de 300 anos transformada em um bar e balada, com música ao vivo da melhor qualidade, vale a pena a visita!
Casal dá show em baladinha de Guanajuato, no México
O pub inglês logo ao lado foi a próxima parada do nosso bar-hopping, e aqui encontramos uma grande parte da juventude Guanajuato, cidade que possui mais de 20 mil estudantes universitários.
Show de rock em pub de Guanajuato, no México
Não é a toa que é tão festeira! Fechamos a noite em uma danceteria chamada Gril. DJ e pista de dança agitadas e no bar conhecemos Manuel e Rafael, que trabalham em empresas relacionadas ao Rally e estavam comemorando mais um grande evento na cidade. Rafael presenteou o Rodrigo com um dos uniformes de equipe que a sua empresa fabricou, muito bacana!
Vestido a carater na agitada noite do rally em Guanajuato, no México
Gostamos tanto de Guanajuato que a despedida tinha que ser à altura! Fugimos do funicular, infelizmente não conseguimos ir ao Museu de Diego Rivera y Frida Kahlo. Sim, tentamos viver mais as ruas, a cidade e acabamos deixando para a próxima visita a parte mais cultural e turística. Próxima visita? Pois é, Guanajuato tem dessas coisas.
Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras
Depois de ter passado pelas famosas Bay Islands, no Mar do Caribe e em uma das ruínas mayas mais incríveis da America Central, era vez de visitarmos um destino alternativo em terras hondurenhas.
A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras
Nós saímos de Copan Ruínas em direção ao lago por um caminho alternativo, cruzando cidades interioranas e vendo o mundo passar pela janela, gente vivendo e sobrevivendo do campo, da venda, da terra e do sol. As estradas de Honduras são um exercício de paciência, esburacadas, mal sinalizadas e sem muitas regras de tráfego, ou se elas existem o povo não sabe cumpri-las.
Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central
Chegamos à pequena cidade colonial de Gracias e tivemos um fim de tarde super agradável na varanda do nosso hostel. Tomamos uma Salva Vidas (cerveja local) com vista para as montanhas e os charmosos telhados alaranjados feitos na época da colônia espanhola. A cidade é pequena e simpática, mas sem grandes atrativos. Para quem tiver tempo, nos seus arredores existem alguns mirantes, rios e cachoeiras a serem explorados.
Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras
No dia seguinte continuamos para o Lago Yojoa que está localizado a meio caminho, entre as duas principais cidades do país, San Pedro Sula e a capital Tegucigalpa. Rodeado por montanhas e uma floresta tropical úmida, o Lago Yojoa é o paraíso para birdwatchers e hikers de plantão.
Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Escolhemos a área de Los Naranjos, próxima a um pequeno sítio arqueológico, cachoeiras e com alguma infraestrutura turística. Nossos amigos da Round House haviam indicado a D&D Brewery que além de produzir boas cervejas artesanais, aluga cabanas em meio a um pequeno bosque. À noite ainda provamos uma de suas cervejas exclusivas de damasco e outra de chocolate, muito saborosas. O estoque de pale ales e stouts havia sido completamente exaurido na Semana Santa que acabava de passar. Chegamos lá no final da tarde e já não havia um quarto disponível, então ficamos hospedados em um hotel vizinho, a Finca Paraíso.
lago Yojoa, região central de Honduras
Influenciada pelo último lago que havíamos conhecido em Flores, na Guatemala, eu estava esperando que os hotéis ficassem na beira do lago, para nadarmos, andarmos de caiaque, etc. Infelizmente eu estava enganada, o lago é raso, com muitas plantas e difícil acesso, sendo usado mais para passeios de barco e pesca.
Lago Yojoa, região central de Honduras
As atividades ao redor do lago são caminhadas com guias para avistamento de pássaros, trekkings pela cloud forest e até o pico Santa Bárbara, com sorte, com boas vistas do lago. Isso não era exatamente o que estávamos procurando, então aproveitamos as atividades que a própria finca oferecia, trilha para o mirante do Índio Desnudo e até o Poço Azul, lugares sagrados para os indígenas que viviam nesta região.
No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)
Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Caminhamos pela nossa vizinhança, brincando com os cachorros, vendo as crianças voltar da escola em seus tradicionais uniformes e assuntando com a apoiadora master do time de futebol da vila, a tia lavadeira que tinha os uniformes de todo o time estendidos em seu varal.
A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Fizemos um brunch na D&D Brewery com direito a hashbrown, ovos e blueberry pancake, delicioso! Escrevemos sob a trilha sonora natural das centenas de pássaros que vivem e se alimentam nas árvores frutíferas da finca e para refrescar tomamos coragem e demos um tchibum no Rio Blanco, também conhecido como Río Frío, e que numa versão realista deveria chamar-se Río Helado!
Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras
Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
O tempo urge, temos prazos para chegar novamente ao próximo continente. Sem lago para nadar e nem mais delongas decidimos seguir caminho, com uma parada em um dos restaurantes às margens do lago na estrada para Tegucigalpa. Almoçamos com a bela vista do lago, das montanhas, dos bois pastando e das aves voando tranquilas sobre as águas do Yojoa. Ao nosso lado uma família menonita que assistia aos Jogos de Inverno ao som de uma bachata, a música sertaneja da América espanhola.
Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras
Tegucigalpa me surpreendeu negativamente, pois eu esperava encontrar pelo menos um canto da cidade que fosse mais interessante. O centro é como todo centro, prédios mais antigos, ruas bem movimentadas e uma igreja na praça central. Os bairros são desorganizados, mal urbanizados e mal saneados, muita sujeira, muitos fios, muitas casas enjambradas e nenhum charme.
Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras
Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras
Não conhecemos o Sector Hotelero da cidade, que seria mais caro, mais maquiado e menos real. Fomos direto para a Colônia Palmira, um bairro classe média, cortado pela Avenida Morazán que reúne prédios comerciais, centros médicos e uma infinidade de redes americanas de fast food. Acho que precisaríamos de mais tempo para encontrar os recantos e riquezas de Tegucigalpa.
Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras
Assim sendo, o nosso hostel foi o melhor refúgio que poderíamos encontrar nessa selva de pedras. Uma casa colonial bem confortável, os donos muito atenciosos e um café da manhã típico muito gostoso. Lingüiça, banana, feijão refrito (tipo tutu), um prato de leite com sucrilhos e suco de laranja natural. Bem energético, ótimo para aguentarmos as próximas horas de estrada e fronteira a caminho da Nicarágua.
Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras
Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras
Três dias, três lugares completamente diferentes, da histórica Gracias, passando pelo interior de Yojoa e chegando à metrópole suburbana de Tegucigalpa. Uma boa colcha de retalhos que somadas às mais turísticas Bay Islands e Copán, nos ajudaram a formar uma ideia mais clara de Honduras. Fechamos nossa passagem por aqui com uma nova visão do país, um lugar de gente muito receptiva e amável, terras férteis, montanhas, parques nacionais, cidades históricas e muita riqueza cultural, mas que ainda tem muito a se desenvolver, muitos ranços políticos a acertar e um clima pesado no ar para dissipar, depende para onde você olhe e o que queria enfocar. E você, qual Honduras vai querer conhecer?
Lago Yojoa, região central de Honduras
Admirando a incrível paisagem do 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
Começamos o dia com um revigorante café da manhã com iogurte, granola, pães, ovos, margarina e geléia de morango. Chá de coca para ajudar o organismo a acostumar com a altitude e boas histórias do nosso guia Oscar. Arrumamos as nossas malas e a estrutura é toda organizada por Tibúrcio e arrieiros.
Subindo o vale no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
O segundo dia de caminhada sobe lentamente pela Quebrada Santa Cruz, caminhamos às margens do rio com paisagens maravilhosas, passando pela imensa e majestosa Lagoa Jatuncocha. Cavalos praticamente selvagens e vacas são alguns dos animais comumente encontrados pelo caminho, assim como a ave lique-lique, territorial como o quero-quero, só que um pouco maior. Um vale verde e plano, ladeado por montanhas imensas. A caminhada contra o vento dá um pouco mais de frio e trabalho, mas é super prazerosa e relaxante.
Segundo dia de caminhada no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
Belíssima laguna no 2o dia do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
O pouco esforço que temos no segundo dia é num detour que nos leva às paisagens ainda mais impressionantes. Subimos lentamente em ziguezague os 200m de altitude para chegar ao mirante do Alpamayo. À frente já enxergamos o Nevado Paria (5.720m) e o pico super agudo do Artesonraju com 6.025m. Mas para enxergar o Alpamayo (5.947m) temos que desviar o caminho e subir um pouco mais. Neste caminho, ao lado direito está a montanha Rinrijirca – Rinri em quéchua quer dizer “orelha” e jirca é “alta”. A montanha tem umas escarpas laterais que lembram orelhas, por isso o nome, “cerro alto com orelhas” ou algo parecido.
Ponto de bifurcação no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
Os cactus florescem a mais de 4 mil metros de altitude, no trekking de Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz - Peru
A vista do Almapayo é realmente fantástica, uma montanha imponente, que exige 8 dias de trekking em longo trecho de gelo e partes técnicas, para se chegar ao topo. Nós continuamos, pois o nosso principal objetivo ainda está à frente. Vamos até uma das lagoas mais lindas de toda a região, a Lagoa de Pucahirca a 4.440m de altitude. Esta lagoa é formada pelo degelo do Monte Pucahirca (5.810m) e tem um glacial que mais parece uma cachoeira de gelo, sendo despejada diretamente na lagoa. A água azul turquesa é inacreditável.
Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
Laguna a 4.400 m de altitude, aos pés do Alpamayo, no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
Descemos da lagoa felizes, pois agora o caminho é praticamente plano até o nosso segundo acampamento. O Taulipampa, fica a 4.250m, aos pés do Taulliraju (5.830m), uma das montanhas mais bonitas de todo o trekking! O seu formato lembra uma imensa catedral, toda ornamentada de rocha, nevados e glaciais, simplesmente maravilhosa!
Aproximando-se da montanha Alpamayo no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
O Rodrigo havia carregado com ele uma cerveja desde o último acampamento até aqui, para ter o prazer de chegar da caminhada, sentar e tomar uma cervejinha. Acho que valeu à pena depois de 15km de caminhada, ainda mais com esta vista sensacional!
O magnífico local do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
O jantar teve uma sopa de entrada, seguida de um macarrão com molho de tomate, queijo ralado e salada de frutas de sobremesa. Realmente um tratamento vip! Fechamos a noite brindando com um vinho que havíamos trazido na mochila, carregada carinhosamente pelas nossas amigas mulas.
Hora do jantar na barraca-restaurante do nosso segundo acampamento no trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
Acho que nenhum de nossos colegas de trekking entendia como ficávamos tanto tempo conversando e dando risada dentro da barraca. Além de nos divertir, o vinho era tiro e queda para ajudar a dormir naquela altitude, à -5°C no desconforto das nossas barracas! Rsrsrs!
A maravilhosa cena das montanhas nevadas iluminadas pelo forte luar, no segundo acampamento do trekking Santa Cruz, na Cordillera Blanca, região de Huaraz, no Peru
Fim de tarde glorioso na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Você consegue imaginar um lugar de natureza pristina, imensas cachoeiras em meio a cânions inexplorados, praias desertas e encostas vulcânicas escarpadas no centro do Oceano Pacífico? Esta é a Na Pali Coast no litoral norte da ilha de Kauai, no Hawaii.
A maravilhosa Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Depois de sobrevoarmos a ilha dos dinossauros, chegou a hora de explorarmos suas entranhas, irmos fundo em suas matas para descobrir o que esconde a intocada Na Pali Coast. O único jeito de chegar até lá nesta época do ano é através de uma trilha de 36 km (ida e volta), a Kalalau Trail.
Paisagens cinematográficas da Na'Pali Coast, no caminho para o Kalalao, em Kauai, no Havaí
Não é por acaso que a Kalalau Trail é considerada pela National Geographic o melhor trekking litorâneo do mundo. São 18 km ziguezagueando pelas encostas da Na Pali Coast, seus rochedos, praias, florestas e riachos para chegar ao paraíso perdido dos antigos havaianos: o Kalalau Valley.
Praia no início da trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
O trekking começa no final da Kuhio Highway, às margens da Ke´e Beach. Os primeiros 3km de trilha levam até a Hanakapi´ai Beach, uma boa opção para um day hike na famosa Na Pali Coast. No ponto mais alto deste trecho, além de vistas lindas dos “palis”, palavra havaiana para penhascos, nesta época também é fácil avistar baleias jubarte, na sua migração anual pelas águas do arquipélago. Vários trekkers já acabam parando por ali mesmo, acampam de frente para a praia e aproveitam para conhecer a cachoeira que está 2 km vale acima.
Centenas de totens de pedras na tHanakap'ai, a única praia no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
A vida "selvagem" na Hanakap'ai, a única praia no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Hora do lanche e do descanso, depois de 2 milhas de trilhas, na Hanakap'ai, a única praia no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Viemos hoje cedo de Kihei até Hanaley Bay, tomamos um último café da manhã bem reforçado e colocamos o pé na trilha. Já eram quase 10 horas da manhã, mas o nosso objetivo era chegar hoje mesmo ao Kalalau Valley. A Laura e o Rafa, super companheiros, toparam a empreitada e lá fomos nós, carregados de equipamento e comida para a tão esperada aventura.
Percorrendo a magnífica trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
O Rodrigo, meu forte e cavalheiro marido estava mais carregado e acelerou o passo. Eu, Laura e Rafa seguimos firmes, mas no nosso ritmo, parando para tirar fotos e aproveitar as paisagens. O tempo não estava o melhor para as fotos, mas foi perfeito para nós, que não precisamos lidar com o calor insuportável e o sol escaldante durante a trilha. Subimos e descemos encostas em um infindável zigue-zague, contornando os vales e os penhascos da Na Pali Coast.
Momento de relaxamento depois de grande subida na trilha para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Depois que passamos a Hanakapi´ai Beach a trilha fica menor, menos sinalizada, menos movimentada e mais atrativa aos meus olhos aventureiros. Caminhamos, caminhamos e caminhamos e perdemos a noção de quanto já foi ou quanto ainda faltava. Olhamos para um lado e já não podemos mais ver a Ke´e Beach. Olhamos para o outro lado e ainda não avistamos a Kalalau. Estamos deliciosamente perdidos em meio aos palis e às bailarinas de hula-hula que descem lentamente para o seu encontro com o mar.
Árvores que inspiraram as fantasias de Hula Hula, ao longo do caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Eis que avistamos a marca das 6 milhas, estamos na metade do caminho! O Hanakoa Valley é um vale suspenso, que não tem acesso à praia. Recentemente o parque liberou esta área para camping e é um dos melhores pontos para os hikers mais tranquilos e com mais tempo montarem acampamento e recuperarem as energias. Além de vistas lindas da costa, daqui também sai uma trilha de menos de 1km para a Hanakoa Falls, que dizem ser ainda maior e mais bonita que a de Hanakapi´ai. Já se foram 10km! Logo adiante encontramos o Rodrigo, descansando à beira do rio e após um lanche rápido voltamos à trilha ainda mais animados, agora só faltam 8km!
O Rodrigo já está no alto do próximo morro, no caminho para o Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Na segunda parte da trilha chegamos à sessão mais seca da ilha, as paisagens ficam ainda mais fortes, cores mais intensas e a trilha mais perigosa. O caminho corta um penhasco alto e sem proteção. Um tropeço ou uma pisada em falso pode te levar direto ao mar, 200 metros falésia abaixo.
O cenário maravilhoso na trilha do Kalalao, ao longo da Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Este é o único trecho que exige nervos de ferro mesmo para os menos encanados com altura. Cruzamos outros mochileiros no caminho, uns indo, outros voltando e todos se apertando contra a parede de pedra para que o outro possa passar. Se você tem vertigem ou não é muito tolerante para alturas é neste trecho que a coisa pode complicar.
A Ana, Laura e Rafa caminham por trilha na beira de um penhasco, a caminho da Kalalao Beach, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Depois de cruzarmos os estreitos penhascos, temos a primeira visão do nosso tão almejado objetivo, a Kalalau Beach. Para não nos deixar duvidar, ali estava uma placa que dizia em havaiano e inglês:
Finalmente, depois de 10 milhas percorridas, a praia do Kalalao está próxima! (na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí)
“Kalalau. Esta é uma terra sagrada. Dê a ela o seu maior cuidado, respeite e vá sabendo que você a preservou para as futuras gerações.”
Marcação de 10 milhas na trilha do Kalalao. Só falta uma! (na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí)
Como em um passe de mágica todo o nosso cansaço daqueles 16 km desapareceram e novamente ganhamos novas energias para continuar morro abaixo e finalmente chegarmos à terra prometida.
Finalmente, depois de 10 milhas percorridas, a praia do Kalalao está próxima! (na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí)
O sol já coloria o céu em tons de rosa e alaranjado, mal conseguíamos enxergar a cor do mar que refletia o prateado do final do dia, se escondendo atrás das montanhas escarpadas da Na Pali Coast.
Um inesquecível pôr-do-sol nos recebe na praia de Kalalao, na Na'Pali Coast, em Kauai, no Havaí
Com o restinho de luz ainda tivemos tempo de encontrar um lugar no movimentado camping e montar as nossas barracas. A Laura e o Rafa logo conheceram um local, que lhes recebeu com as boas vindas da comunidade clandestina que vive nesta praia. Clandestina? Pois é, como o vale e a praia estão em um parque estadual, a estadia máxima permitida é de uma semana, mas chegando aqui entendemos que estes “locais” simplesmente não consigam mais ir embora.
estréia da nossa barraca nova em kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Voando sobre a magnífica Lalalao Beach, em Kauai, no Havaí
A cachoeira que escorre nos rochedos da Kalalau Beach, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Aqui encontramos a natureza pura no seu esplendor, intocada e vibrante, entramos em contato com a energia primordial que alimenta o nosso planeta. Em uma ilha como o Kauai, tão jovem e tão distante, acredito mesmo que deve ser mais fácil de nos conectarmos com outros níveis energéticos, como se o Kalalau fora um portal para uma nova e mais elevada dimensão.
Enormes ondas estouram nos rochedos da Kalalau Beach, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Pela manhã, caminhando pela praia de Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Nós logo entramos em ressonância com esta boa vibração. Não demorou nenhum minuto para todos do grupo se colocarem em acordo de que não poderíamos voltar amanhã. Um dia inteiro naquele paraíso era o mínimo (e o máximo) que podíamos nos permitir. Fiquemos então, faremos racionamento de comida, viveremos de prana, felizes na Kalalau.
Não é a toa que os barcos não chegam até a praia nessa época do ano, na kalalau beach, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Aos poucos vamos entendendo como esta comunidade funciona para se esquivar das rondas do parque e se manter viva. São homens e mulheres que vivem em total comunhão com a natureza, o vale lhes fornece água, frutas e raízes e eles só o deixam para comprar suprimentos uma vez ao mês e olhe lá. A paz de espírito que encontraram aqui é mais do que suficiente para alimentá-los.
Arte nas árvores da trilha para a cachoeira, em Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí. Coitada da árvore...
Alguns deles vivem aqui há 6 meses, um ano, diz a lenda que o mais antigo vive no fundo do vale, distante de todos, como um ermitão, por quase 20 anos! A procura deste Shangrilá começou na década de 60, quando os hippies paz e amor buscavam lugares como este para viverem seus tempos de libertação. Foi a própria National Geographic que lançou os primeiros olhares neste canto do planeta, publicando uma foto da praia de Kalalau e a colocou na berlinda, criando a primeira migração dos mais aventureiros daquela época.
Luz do sol filtrada pelas nuvens e montanhas, na Kalalau Beach, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Triste é saber que tudo isso ocorre de forma clandestina, pois o parque não está preparado para lidar com os impactos ambientais que uma comunidade pode representar. O gerenciamento do lixo é dificultado pelo acesso ser apenas por esta trilha, durante os meses de verão a praia fica mais tranquila e alguns barcos conseguem aportar. Helicópteros acabam sendo a melhor saída para a retirada do lixo, a mais prática e mais cara também, o que diminui os recursos destinados a outros melhoramentos necessários como a instalação e manutenção dos banheiros ecológicos e melhoramentos na trilha. Enfim, é difícil acreditar no paraíso idealizado se ali está o homem.
Acampando de frente ao mar, na praia de Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Nas nossas andanças por lá vimos pouco ou quase nada de lixo, então eu prefiro acreditar que a consciência ambiental e o amor que esta comunidade nutre por esta terra, seja maior e esteja levando-os a cuidar dela da forma correta.
A "cachoeira do banho", em Kalalau Beach, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Durante um dia aproveitamos a praia dentre os naturistas, vimos uma bailarina de hula-hula dançar ao natural pelas areias de Kalalau. Apreciamos as ondas gigantes que proibiam a entrada até dos mais ousados nas suas águas e nos encantamos com as catedrais de pedra que envolvem as paisagens verdejantes do Kalalau Valley.
O grandioso background da praia de Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Enormes torres de pedra se erguem para o céu, na Kalalau Beach, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
À tarde os casais se dividiram, eu e o Rodrigo aceleramos pelas trilhas vale acima, em busca das cachoeiras e poços de água doce. Lá descobrimos novas comunidades ribeirinhas, que preferem o rio ao mar, o verde e o isolamento, aos turistas que mal sabem chegar até aqui.
Caminhando na mata em direção a uma cachoeira próxima à Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Cachoeira próxima à Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Nas trilhas cruzamos parte do patrimônio histórico do vale, ruínas da antiga comunidade tradicional havaiana que viveu por aqui. Quantos anos será que elas possuem? Quem será que as construiu? Sabe-se que até uma comunidade de leprosos foi exilada no começo do século passado, destinada a viver nesta terra distante e abençoada.
Ruínas de antigas habitações na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
De volta à praia encontramos Laura e Rafael que nos aguardavam com uma boa notícia, o Rafa havia saído para pescar e voltou com dois peixes para aumentar o nosso jantar.
O Rafa grelha um peixe que ele mesmo pescou durante a tarde na praia de Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí. Que luxo!!!
Fogueira para o peixe e fogareiro para o macarrão no nosso banquete na segunda noite em Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
Aqui, ao menos, a comunidade tem esse espírito cooperativo, logo que souberam que ampliamos a nossa estadia e racionávamos a comida, alguns vieram oferecer ajuda, a vara de pesca, frutas, o que fora. Sentimos-nos acolhidos, não fosse o nosso voo de volta, sem dúvida ficaríamos por mais tempo, aprenderíamos a viver de luz e amor... Pelo menos por mais alguns dias, porque não?
delicioso fim de tarde na praia de Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte de Kauai, no Havaí
No nosso terceiro dia perdidos na costa norte do Kauai, infelizmente já era hora de voltarmos a nos encontrar. Um banho de mar no reino de Namaka, que hoje nos recebeu de braços abertos, como quem diz, “estarei por aqui aguardando o seu retorno”. O sol quente nos acompanhou durante toda a caminhada de volta e a marca de 6 milhas novamente apareceu como uma nova dose de energia. Um banho nos poços de água fresca nos deixaram prontos para os 10km que faltavam.
Diversão com um cipó em piscina natural na metade do caminho da trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Terminamos a trilha cansados, mas felizes. Sabíamos que este esforço para cruzar os palis da Na Pali Coast e chegar à Kalalau seria apenas o primeiro das nossas vidas, pois sem dúvida voltaremos.
Chegando à praia das duas milhas, na trilha do Kalalau, na Na'Pali Coast, costa norte do Kauai, no Havaí
Balada no Nikki - South Beach
Já se passaram cinco anos. Foi no dia 24 de Junho de 2006 que eu acordei cedo, ansiosa, pois o piscinaman (vulgo Rodrigo), estava chegando à minha casa para me buscar. Estávamos indo para a Ilha do Mel, passar o dia de domingo e, quem sabe, nos conhecer melhor. A viagem de carro ainda foi tensa, eu estava morrendo de sono (notívaga que sou) e o Rodrigo super acordado, falante, ser diurno. Abrimos a primeira cerveja na barca, ainda antes do meio-dia, ritual obrigatório para ele e que se repetiu todas as vezes que cruzamos para a ilha. O dia foi maravilhoso, fizemos várias trilhas, andamos por tudo, da balsa ao Canto da Vó, até a Nova Brasília, passando pelo Farol. Entramos no mar em pleno inverno e depois de um dia todo dando bandeira eu tive que tomar uma atitude, pois o moço aqui é devagar quase parando. Ali, no nosso primeiro beijo eu pensei... “xi... não vai rolar”. Achei meio xoxo, sei lá. Mas ele pelo jeito não, depois desse dia começou a me ligar, convidar, agradar... eu amei, pois eu já estava apaixonada antes mesmo da ilha! Aí tuuudo mudou de figura, até o beijo melhorou! Rsrsrs!
Pico do Gavião em Andradas - MG
Começamos a namorar, um ano depois fui morar em São Paulo, no ano seguinte ele já não agüentava mais a minha enrolação para ficarmos juntos definitivamente. Recebi uma proposta de trabalho em Curitiba e começamos a morar juntos, 04 de abril de 2008. Alguns meses, test drive rolando, Rodrigo queria deixar de ser o “namorido”, odiava que eu lhe chamasse assim. Para mim estava ótimo, mas se quisesse status de marido, só casando, não é mesmo? Então tá bom! Querendo consolidar a data do primeiro beijo como a data de início de namoro, ele decidiu, ficaremos noivos no dia 24/06!
Celebrando 5 anos de namoro e três de noivado, em Curitiba - PR
Três anos depois estamos de volta ao mesmo restaurante, onde o meu piscinaman pediu a minha mão em casamento aos meus pais, irmãs, cunhados e sogros, que acompanhavam de NY via telefone. Emocionante! Comemoramos hoje nossos 5 anos de namoro e 3 de noivado, sendo destes um ano morando juntos e mais 2 casados. Soma-se a isso 450 dias de convivência intensa, 24 horas por dia! Daqui a pouco já estaremos nas Bodas de Cristal, afinal 1 ano e meio 24h por dia juntos, deveriam valer pelo menos o triplo! Hoje, independente da contagem, renovamos os votos para que as bodas fiquem mais douradas, que venham os próximos 45!
A inconfundível silhueta de um tubarão-martelo em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
A nossa rotina no barco Galápagos Sky começava as 6h45, quando o café da manhã já estava servido. Café da manhã delicioso, diga-se de passagem, frutas, pães, queijos e cada dia um prato quente diferente, panquecas, ovos, arepas, etc. As 7h30 nos reuníamos na sala para o briefing do primeiro mergulho do dia.
O famoso Arco de Darwin, na ilha de mesmo nome, em Galápagos
Hoje ainda de madrugada o Capitán Vitor começou a navegar em direção a Ilha de Darwin. O tempo estava feio e chuvoso, mas os golfinhos que acompanhavam o barco não deixaram o nosso ânimo cair. Lindos saltavam e davam mortais completos, se exibindo, enquanto nos aproximávamos do imenso paredão rochoso e do famoso Arco de Darwin. Uma formação rochosa separada da ilha principal em forma de um arco, perfeito. O nosso ponto de mergulho é exatamente aí, ao redor deste arco.
Golfinho salta em frente ao nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos
Um dos motivos do Arquipélago de Galápagos ter tamanha biodiversidade marinha é o encontro de diversas correntes frias e quentes, que trazem cardumes de grandes animais de todos os lados. Por isso o tipo de mergulhos praticado é o chamado “mergulho de espera”, em que os mergulhadores ficam parados próximos a formações rochosas e coralíneas em torno dos 15 a 20m literalmente esperando.
Todos à espera de um tubarão-baleia em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Não precisamos esperar muito e logo os cardumes de tubarões martelos aparecem! São martelos de 1,5m a 4m de comprimento, dezenas, 30, 50, as vezes até 100 martelos em um cardume!
Dois tubarões-martelo em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Segundo Kostia, o instrutor russo que está no barco, os martelos são os únicos tubarões que andam em grupo. Observa-se facilmente que os maiores vêm na frente para analisar o terreno, ver o que encontrarão pela frente e aí comunicam o cardume através do seus sonares.
Cardume de tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Estes primeiros tubarões são os que mais se aproximam de nós, chegando a menos de 2m de distância. O Rafa e a Laura receberam uma encarada de um deles a menos de 2m e este ainda abriu o boca na cara deles! Sorte que a boca dele não é tão grande, mas ainda assim impõe respeito!
Tubarão-martelo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Henning Abheiden)
É uma pena que a visibilidade não estava melhor, os nossos 13m de visão nos deixavam ver os que estavam mais próximos e ao fundo, láááá no azul, vemos os vultos do imenso cardumes passando. No meio deles é comum encontrarmos também os Tubarões Galápagos e o Silk Shark, com um bico fino, mais cara dos tubarões que conhecemos dos filmes e fotos.
Tubarão em mergulho em Darwin em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Os golfinhos continuavam nos acompanhando na hora em que descíamos do barco principal em nossos botes para os mergulhos. Felizes, lindos e saltitantes! Nós estávamos ainda mais ansiosos, pois Darwin é onde mais se vêem os tubarões-baleia. Os dois primeiros mergulhos foram lindos e com muita diversidade de peixes, tartarugas e milhares de tubarões-martelos. A temperatura da água boa, perto dos 26°C. Tivemos muita sorte de vermos os tubarões-baleia em Wolf, mas não podíamos nos iludir que veríamos o tempo todo.
Tartaruga marinha em mergulho na Isla Wolf, em Galápagos
Fomos ao terceiro mergulho, confesso já sem muita esperança, quando “blin blin blin!!!” TUBARÃO BALEIA!!! A corrente estava mais forte e por isso a perseguí-lo estava muito mais difícil! Fui atrás da Glenda pelas pedras, fazendo como uma escalada submarina para guardar ao máximo as forças para as pernadas. Quando vi que ele parou de nadar e a corrente ficou mais tranquila me mandei para o seu lado e consegui chegar pertinho novamente, devia ter uns 10m! Logo ela mudou de rumo e começou a vir em minha direção, passou 2m acima de mim, tão imensa, que só me restou agarrar-me às pedras deitada de barriga para cima e vê-la passar, da cabeça à cauda, se eu esticasse o braço encostava nela! Emocionante!!!
O enorme vulto de um tubarão-baleia visto por baixo, na Isla Wolf, em Galápagos (foto retidada de vídeo)
Tubarão-baleia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Voltei à superfície em estado de êxtase e sem muito tempo de falar e comemorar. Subindo no panga Laura e Rafa gritaram, “Olhem os golfinhos!!!”. Eles estavam nadando ao nosso lado, ao redor do bote, maravilhosos!!! Eu não queria subir e ir embora, mas tampouco eles queriam nos deixar. Subimos e eles foram nos acompanhando, saltando e nadando junto com o barco, sensacionais!
Golfinhos acompanham nosso barco na Ilha de Darwin, em Galápagos
Esta noite dormimos ali, abrigados em uma das baías da Ilha de Darwin, e já não bastassem todos os shows que tivemos hoje, logo depois do jantar tivemos uma cena impressionante!
Hora do jantar ao largo da Ilha de Darwin, em Galápagos
Ficamos rodeados de Galápagos Sharks pescando na luz do barco. Havia um cardume de peixes que por sua vez pescavam peixinhos vermelhos ainda menores. Como diria Sérgio Chapelen: “É o show da vida!”
Tubarões de Galápagos (quase inofensivos!) cercam nosso barco durante a noite na Ilha de Darwin, em Galápagos
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