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Banward (11/11)
Aventura total essa viagem de vcs... Esperando por notícias sul polares....
Adriana (11/11)
Descobri o site de vocês esses dias, gostei muito mesmo! Não há nada c...
Rafael Hanemann (06/11)
olá Ana/ Rodrigo! entre abril/ maio 2014 estarei fazendo uma trip, com m...
Thel (06/11)
Sensacional... amei achar seu blog.. estou curtindo tudo!! Parabéns por ...
Tereza (04/11)
Oi Ana, qual pousada vc indica em algodoal? pra casal!!! to indo semana q...
São quatro as espécies de macaco que habitam o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Nós tivemos uma certa dificuldade de encontrar informações das formas de transporte e de como chegar a Estación Sirena, no coração do Parque Nacional Corcovado. Dirigimos até Puerto Jiménez e lá encontramos um anjo, o guia local Nito, que nos deu a letra completa de como seria mais fácil, prático e barato para chegar ao parque no tempo que tínhamos disponível.
Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Existem três maneiras de chegar ao Parque Nacional Corcovado: de avião ($$$), de barco ($) ou a pé (sem guia é grátis).
A PÉ
A aventura já começa cedo para os que estão com pique de caminhar para chegar até a estação Sirena, coração do Parque Nacional Corcovado. São 3 trilhas com diferentes níveis de dificuldade;
Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
La Leona/ Sirena - Esta trilha é a mais utilizada pelos turistas que estão baseados em Puerto Jimenez. O ponto forte dela é a possibilidade de avistar animais, principalmente pumas, durante o caminho. Uma amiga nossa fez e teve a sorte de ver um! A trilha para lá começa na cidade de Carate, ponto até onde a estrada chega, dando a volta à península depois e Puerto Jiménez. De Carate são 3km (1h de caminhada) até a Estación La Leona e de lá mais 15km de trilha (5h de caminhada) até a Estación Sirena.
No meio da mata, o barulho inconfundível de um pica-pau, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Los Patos/ Sirena - a cidade mais próxima é La Palma, vila anterior à cidade de Puerto Jiménez. De La Palma a Los Patos são em torno de 5h de caminhada e mais 8 horas de trilhas entre Los Patos e La Sirena. Esta trilha cruza o parque, atravessando montanhas e praticamente toda a península de sul ao norte.
Um lindo grilo amarelo no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
San Pedrillo/ Sirena – É a trilha mais longa e menos utilizada, por dificuldades como maré e a praia, já que a maior parte da caminhada é pelas areias da praia de La Llorona, que adiante se torna Playa Sirena. São 25km de trilha a partir da Estación San Pedrillo e para chegar lá é outra longa caminhada de Bahía Drake a Los Planes Ranger Station e depois até San Pedrillo. Esta estação é uma das mais movimentadas devido à sua facilidade de acesso via marítima, recebendo muitos barcos dos lodges de Sierpe e Bahía Drake e pela quantidade de turistas o avistamento de animais tem sido cada vez menos comum. Sinceramente, acho que quase ninguém usa este caminho e eu não recomendo.
Cobra venenosa se move nas folhagens da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
BARCO
Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os barcos partem da vilazinha de Bahía Drake, que está no norte da Península de Osa com acesso por uma estrada off-road. Também existe a opção de chegar de barco pela cidade de Sierpe. O custo varia de 25 a 30 dólares por viagem (50 a 60 dólares ida e volta). Os barcos não são uma linha pública, então devem ser agendados com pelo menos um dia de antecedência. Eles partem de Bahía Drake as 6am e retornam as 13h30, variando um pouco com os horários da maré.
AVIÃO
Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os vôos partem do pequeno aeroporto de Puerto Jimenez, é a forma mais rápida e também a mais cara de chegar até lá. Nós vimos aviões indo e vindo do parque com “wealthy americans” em suas Indiana Jones Adventures. Deve ser lindo sobrevoar o parque, mas sem dúvida você perde muito do contato com a natureza se comparado com o barco ou o trekking.
Um cateto (porco do mato) caminha tranquilamente pela floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Entrada no Parque: US$ 10,00 por pessoa, por dia. Se você vai pernoitar pagará dois dias, além da taxa de camping. Você precisa comprar um boleto de entrada no parque, geralmente incluso nos preços dos tours de um dia. Se você vai organizar a sua própria viagem, como nós fizemos, pode comprá-los através da Cabinas Murillo, que é um hostel, agência de turismo e o escritório bancário da vila de Bahía Drake ou direto no escritório do Parque Nacional em Puerto Jiménez.
Guaxinim cruza pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Camping Estación Sirena: se você quer ver vida selvagem vale a pena dormir pelo menos uma noite na Estación Sirena, assim terá mais chances de ver animais no amanhecer e entardecer. A maioria dos turistas vem para day tours, mas a quantidade de pessoas acampando também é grande, reservar com antecedência é recomendável. (Oficina da Área de Conservación do Osa: 2735-5580).
AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano
A infraestrutura inclui banheiros simples, área de cozinha (leve seu fogareiro e panelas) e uma área coberta para camping. Você pode acampar com uma barraca nesta área ou ao lado da casa, mas o melhor esquema é levar seu colchonete e uma mosquiteira para se proteger dos mosquitos e ficar mais fresco, pois o calor é insuportável. Também existem dormitórios disponíveis no parque por US$12,00 por pessoa. Reserve com antecedência, pois costuma lotar.
Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
As trilhas ao redor da Estación Sirena são curtas e relativamente simples. Andamos uns 10km ao redor, indo e vindo pelas trilhas de Los Pavos, Guanacaste, Rio Claro, Espaveles, Ollas e Sirena. Só nos faltou a trilha do Corcovado que não estava muito bem sinalizada e não prometia muitos animais.
Catitu e anta dividem o mesmo espaço no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Uma vez lá sua rotina será caminhar pelas trilhas procurando as 4 diferentes espécies de macacos que vivem no parque, catetos (um tipo de porco do mato) e queixadas (porco do mato mais bravo, tipo javali), porco-espinho, tamanduás, antas e o tão esperado puma. Aos amantes dos pássaros, araras, tucanos, pica-paus e centenas de outras espécies são facilmente avistados, assim como cobras e as diversas espécies de insetos, grilos imensos, aranhas coloridas, lacraias e centopeias.
Lagarta se esgueira pelo solo da floresta, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Tours e Guias
Uma das muitas autoestradas de formigas no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Guias não são obrigatórios para dentro do parque, mas eles podem facilitar muito a sua vida, cozinhando, mostrando os caminhos (nem sempre bem sinalizados) e encontrando os animais que você está lá para ver. Novamente ir com ou sem guia é uma decisão de cada um, obviamente eles tem uma prática muito maior de como encontrar os animais, sabem por onde os bandos andam e se comunicam entre eles para garantir que os seus clientes tenham a melhor experiência.
Macacos transitam com desenvoltura pelas copas das árvores no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
A princípio tentamos organizar um guia para acompanhar-nos no primeiro dia, mas não conseguimos. Acabamos indo sozinhos, confiando no instinto que desenvolvemos nestes 1000dias e, claro, assuntando com os guias e grupos para tentar ver o que eles estavam vendo. Tivemos sorte e, mesmo sem um briefing completo sobre os animais e as plantas da região, vimos quase todos os animais vistos por todos. Só nos faltou o puma, que passou em frente à estação se exibindo para os sortudos que estavam lá descansando. E nós estávamos na trilha procurando por ele... =/
Do alto de um "mirante", observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Várias agências de Puerto Jiménez e Bahía Drake podem organizar todo o passeio para você, incluindo transporte (van até o princípio da trilha, ou barco de Bahía Drake se você não quiser caminhar), equipamentos de camping, alimentação e guia. Em Bahía Drake a maior agência é o Manolo Tours ou a Cabinas Murillo.
Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Entrada de caverna alagada, no rio transparente de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Ginnie Springs se apresenta como o paraíso da água doce! Não é à toa, uma nascente de águas cristalinas se encontra com as águas do Rio Santa Fé em um verdadeiro santuário subaquático!
O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Aqui só um snorkel na área da Devil Spring já vale à pena, com peixes e plantas formando um cenário parecido com o de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Aos não mergulhadores o lugar é um convite para um delicioso final de semana no verão quente da Flórida.
As águas transparentes de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Área de piquenique, cancha de vôlei, praias de rio e toda a infra-estrutura necessária para fugir da rotina da cidade grande. Localizada próxima à cidade de High Springs, Ginnie está a apenas 2 horas dos aeroportos de Orlando, Jacksonville ou Talahasse, a capital do estado da Flórida.
Aviso ao lado do rio em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Aos mergulhadores esta é um dos sistemas de cavernas submersas mais famosos do mundo. A nascente de água de alto fluxo transforma a paisagem e dá mais adrenalina ao mergulho! A Devil Spring possui duas entradas em um pequeno braço do rio, a Devils Eye e a Devil´s Ear, a primeira mais protegida e arredondada, lembrando o formato de um olho azul cristalino.
Mergulhadores se preparam para mergulhar em caverna alagada em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
A segunda, com formato parecido com de um ouvido, já está mais próxima à correnteza do rio principal. Esta está marcada pela boia alaranjada que vemos na foto e exige mais cuidado para entrada e principalmente para saída, já que a pressão nela é maior e em um descuido pode te levar rio abaixo.
Uma das entradas da caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Pouco antes de começarmos a nos equipar encontramos um dos papas do mergulho em caverna, o tão famoso e citado Larry Green. Em todas as nossas aulas escutamos histórias dessa lenda viva, que agora estava ali, na nossa frente (momento tiete! Rsrs!). Este simpático senhor começou a mergulhar em cavernas ainda jovem, desenvolveu técnicas, equipamentos e treinou muitos dos profissionais que estão hoje neste mundo do cave diving.
Junto com Larry Green, um dos mais experientes mergulhadores de caverna do mundo, em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Fizemos dois mergulhos, utilizando as duas entradas. No primeiro entramos pelo olho e não levamos a câmera fotográfica, já que precisávamos ter certeza de como estava a pressão de saída da água. Aqui a técnica utilizada é chamada de pull and glide (puxar e deslizar), entramos usando as mãos e não as pernas. Nadar normalmente faria gastarmos muito mais ar, bem precioso dentro de uma caverna submersa. Desta vez a corrente não estava das piores, segundo o nosso guia, mas ainda assim a força da corrente nos obrigou aplicar o “pull and pull” mesmo, como uma escalada submarina! Dá uma olhada nesse vídeo!
Na entrada não temos muito tempo e espaço para apreciar, a adrenalina correndo e a escalada vira a nossa diversão! Temos que pensar rápido, puxar e logo nos agarrar a outra rocha, antes que a correnteza nos leve.
O tradicional aviso no início da área escura da caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Aos poucos a corrente vai acalmando e o fundo rochoso é substituído por um fundo de pura argila. A argila é tão fina que o chão, que parece firme, é totalmente mole, quase como se não existisse ali. É essa argila que se revolvida torna-se o pesadelo do mergulhador em uma caverna, pois passamos a não enxergar nada. Se o fluxo de água é forte ele leva a suspensão e limpa a água, senão pode levar horas para baixar e a saída da caverna tem que ser feita às cegas, seguindo a golden line.
O feliz reencontro com a luz solar no final do mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
A mais de 300m caverna adentro, embaixo da terra, que está abaixo de um rio sobre a superfície, nós fizemos meia volta e retornamos surfando na correnteza. Agora sim podemos admirar a paisagem, sendo ultrapassados só por dois mergulhadores que seguiam com suas scooters submarinas.
Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
O segundo mergulho foi feito pelo Devil´s Ear, com mais fluxo desde os primeiros metros e desta vez conseguimos ir mais longe. Passamos da Maple Leaf, formação calcária que lembra o formato da folha da bandeira canadense de ponta cabeça, bom ponto de referência para os mergulhadores.
Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Saímos deste mergulho em uma piscina de água mineral com gás! A nascente faz bolhas “poparem” do chão como um grande caldeirão, a luz de final de tarde deixa as cores embaixo d´água ainda mais bonitas.
Nascente de água em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Em um momento de euforia me mesclo aos peixes coloridos, plantas verdes e o azul cristalino, não quero ir embora, quero aproveitar cada minuto nesse santuário. Estes últimos minutos em Ginnie Springs refletiram a satisfação e a alegria de estarmos aqui, tendo a oportunidade de conhecer um lugar único no mundo por uma perspectiva completamente diferente. É, toda essa adrenalina valeu à pena!
O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
Posando para foto em Cambridge, região de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Boston, fundada em 1630 foi uma das primeiras cidades americanas. É capital do estado de Massachussets e a maior cidade da Nova Inglaterra, com mais de 4,5 milhões de habitantes, somando a sua área metropolitana.
Velejadores praticam seu esporte nas águas do Charles River, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
A cidade foi o cenário para grandes revoltas e momentos chaves da independência americana. As ruas do seu centro histórico foram testemunhas do Massacre de Boston, quando revolucionários foram alvejados por soldados britânicos, e de episódios como o Boston Tea Party, quando revolucionários se revoltaram contra a taxação do chá pela Coroa Britânica e o despejaram nas águas do antigo porto da cidade em sinal de protesto. Esta festa do chá empresta o nome à ala mais radical do partido republicano americano que conhecemos hoje. Alguns dos principais nomes da revolução surgiram dentro da jovem Universidade de Harward.
Líderes revolucionários e realistas na cidade de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Começamos o nosso dia no Common Park, uma grande área verde no centro de Boston onde uma das principais atrações é o Frog Pond. Uma verdadeira festa da piscina, adultos e crianças se esbaldavam nas águas cloradas do chafariz para aplacar os quase 40°C do verão bostoniano.
O símbolo da Frog Pond, no Boston Common, o principal parque da capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
A nossa teenager levou só um minuto para voltar a ser criança e se enfiar de roupa e tudo embaixo d´água. A tia aqui caiu como uma patinha quando foi tirar foto e só conseguiu salvar a máquina fotográfica dos splashes ensandecidos da Bebelina.
Fugindo do calor na Frog Pond, no Boston Common, o principal parque da capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Bem frescas, tomamos uma limonada e começamos a caminhada pelas ruas da Old Boston, tentando absorver a história e a emoção dos momentos que elas presenciaram, no início da formação da maior potência mundial. Os 4 quilômetros da Freedom Trail nos levam a 16 pontos de interesse, prédios históricos, praças e até ao cemitério onde está enterrado Benjamin Franklin, inventor e patriota que foi um dos autores da Declaração de Independência de 1776.
O primeiro cemitério de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
O ponto alto para aprender um pouco mais desta história é o Museu da Independência, onde todos os dias 4 de julho é feita a encenação e o público revive o momento em que foi lida pela primeira vez a carta de independência dos EUA, na sacada desse prédio.
Apontando a varanda de onde foi lida para o público a Declaração de Independência, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Bebel não estava entendendo muito essa chatice da trilha dos tijolinhos vermelhos que nos levavam do museu a um monumento e a outro prédio “velho”. Queria mesmo era chegar logo ao momento das compras prometido no começo da manhã.
Mostrando para a Bebel o nosso caminho pelo centro de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Os olhinhos dela brilharam quando chegamos à Newbury Street e ela reconheceu a Abercrombie, sua antiga conhecida dos tempos de DC: “Amooo Abercrombie!” A tia aqui fez aquela cara de interrogação, hein? Me desculpem os mais compradores, mas eu nunca tinha ouvido falar nesse negócio. Lá fomos nós, respirar um pouco no ar condicionado e saber as novidades da coleção. O melhor de tudo foi ver a jovem e consciente Bebel, que se apaixonou por tudo, mas não levou nada: “acho que posso encontrar um preço melhor!”
Homenagem aos imigrantes irlandeses na cidade de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Caminhando pelo Quincy Market, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Atravessamos a rua e fizemos um looongo tour gastronômico no Quincy Market. Difícil escolher quando estamos com fome, todas as opções parecem ainda mais apetitosas. Do árabe ao italiano, do japonês e chinês ao grego, acabamos ficando com leves wraps frescos e feitos na hora pelo nosso conterrâneo brazuca capixaba.
Nossos conhecidos brasileiro e mexicano, em loja do Quincy Market, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Antes de continuarmos o padrinho teve que esperar o momento girly das companheiras de viagem. Uma hora, muita paciência e algumas sacolas depois, seguimos pela beira da marina até a Little Italy. Hummm, é verdade que aqui o ar cheira a parmesão e molho de tomate, mas não qualquer molho de tomate! O molho da mama, feito com pomodoros bem avermelhados e puro azeite de oliva! Desse jeito ficou difícil resistir, escolhemos um terraço e antecipamos nosso jantar, regado por um bom vinho e deliciosos antipastos italianos.
A interessante arquitetura das ruas centrais de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Voltamos à Cambridge fazendo um passeio pelo sistema de metro mais antigo dos Estados Unidos. Os trens mais parecem com bondinhos subterrâneos e os túneis parecem saídos dos filmes de Roger Rabit.
O símbolo do metrô de Boston, o mais antigo do país, em Massachusetts, nos Estados Unidos
Trem do metrô de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Na manhã seguinte, já em clima de despedida, seguimos para a Harward Square, conhecer uma das mais famosas e aclamadas universidades do mundo. Seus prédios imponentes se destacam em meio à cidade de Boston. Eu imaginava que o campus seria apenas um conglomerado em algum lugar mais isolado, longe do agito da cidade. Confesso que gostei ainda mais dela assim.
Visitá à Universidade de Harvard, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos
Suas praças imensas estavam cheias de visitantes, turistas e aspirantes à uma cadeira desta que é uma das mais disputadas faculdades do mundo!
A estátua de John Harvard, local de peregrinação de estudantes de todo o mundo, na famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
A biblioteca, a igreja e o Memorial Hall são os prédios que se destacam, este último conseguimos entrar e dar uma bisbilhotada nos nomes lembrados em suas paredes de mármore e granito.
Interior pomposo de prédio da Universidade de Harvard, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Melhor ainda era tentar imaginar a Lina andando por esse campus, minha super cunhada que teve a honra de estudar entre as mentes mais brilhantes do mundo aqui em Harward e no MIT.
Caminhando pelo campus de Harvard, a famosa universidade em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Ainda relutando em dizer adeus, fizemos uma última parada na Trinity Church, tida como uma das mais bonitas igrejas dos Estados Unidos. Construída em 1733 e totalmente destruída pelo grande incêndio de Boston em 1872, a nova estrutura foi reconstruída entre 1835 e 1893. A sua grandeza é impressionante, sua beleza e seu silêncio são mesmo inspiradores.
O magnífico interior da Trinity Church, em Boston, Massachusetts - Estados Unidos
O altar da famosa Trinity Church, em Boston, em Massachusetts - Estados Unidos
A despedida de Boston foi antecipada e dolorosa, mas precisávamos seguir viagem na nossa corrida contra o tempo. A pressa maior é chegarmos ao ponto de partida, Princeton, a tempo do Summer Camp da Bebel que começará no dia 23. Daqui seguimos a Cape Cod, ver onde estes bostonians se escondem nos dias quentes de verão.
Caminhando pelas ruas centrais de Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Chegando á Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize
Velejar é sempre um símbolo de liberdade, vento no rosto e um oceano inteiro para explorar. Uma vez que você tem o veleiro, é uma das formas mais baratas para viver e viajar, pois ele é seu transporte, sua casa, seu hobbie e sua vida. O principal combustível é gratuito e na falta dele um motorzinho ajuda. Os portos e marinas você pode escolher, das mais caras e bacanas às praias e ilhas mais isoladas, paradisíacas e gratuitas.
O belíssimo mar na grande barreira de corais, em Belize
Gaston vive no seu veleiro The Rob há 9 anos, ele é mergulhador profissional, trabalha 2 ou 3 meses ao ano e vive velejando pelas águas do Caribe os outros 9 meses. Sua namorada está de volta à Europa por uns meses, com saudades da família e da terra firme. Eu nunca consegui me imaginar nesta vida de barco, primeiro por que enjoo pacas, fico mareada com qualquer movimento, até mesmo no carro, mas confesso a vocês que estes três dias nas águas calmas de Belize me deixaram com água na boca.
Vela içada na grande barreira de corais, em Belize
Chegando á ilhota na grande barreira de corais, em Belize
Nosso primeiro dia com Gaston começou com compras na vila de Hopkins, abastecemos o barco com comidas, bebidas, gelo e suprimentos suficientes para a nossa curta jornada à Grande Barreira de Corais de Belize. Uma vez embarcados, seriam os próximos 3 dias e 2 noites velejando de ilha em ilha, buscando os melhores lugares para snorkel, um lindo pôr do sol e águas tranquilas para descansarmos.
Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize
Todos no barco têm alguma função, Gaston é o capitão e nosso mestre cuca, eu sua assistente de cozinha, bartender e matraca de plantão. Chími, o nosso fiel companheiro guapeca é o segurança do The Rob, sempre atento a qualquer movimento estranho, além de ser ótimo localizador de golfinhos.
Vida difícil para o Chimi, a bordo do nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize
Já o Rodrigo...
Vida dura no veleiro na grande barreira de corais, em Belize
... Bem o Rodrigo, é o guardião da rede e da cerveja gelada. Kkk! Brincadeira, ele também ajudou a lavar os pratos, o capitão não deixa ninguém ter moleza! Não tenho foto, mas tenho um vídeo para comprovar. Rs!
Levantamos âncora em Hopkins perto das 11 horas da manhã e o nosso primeiro porto de destino foi a pequena ilha de Tobbaco Caye. A ilha é formada por um arrecife coralíneo que aflorou no meio da Grande Barreria de Corais. A navegação direta daria em torno de 2 a 3 horas, o vento não estava ajudando muito, então em uma boa parte tivemos que apelar para o motor.
Recolhendo âncora para zarpar, na grande barreira de corais, em Belize
Ao invés de irmos direto à ilha fizemos uma triangulação, rumando ao norte e velejamos ladeando a barreira de corais sobre suas águas azuis até a ilha. As águas protegidas pelo imenso arrecife me pouparam bastante, mas logo ali, para o lado de fora, podíamos ver as grandes ondas que vinham do Oceano Atlântico.
Dias lindos a bordo de nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize
Tobacco Caye é um destino alternativo na barreira de corais, alguns barcos turísticos saem de Dangriga, local mais próximo, para uma noite na ilha. Chegando lá pulamos na água e nadamos em direção à terra firme, cruzamos a ilha a pé em 10 minutos, passando pelas casinhas e outros turistas que acabavam de chegar para acampar.
Fazendo snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Foi nesta ilha que fizemos um dos melhores snorkels dos 1000 dias! Uma vez que saímos da área protegida da barreira encontramos cardumes de tarpões, umas 8 arraias xitas lindas que iam e vinham com a corrente e duas tartarugas! Os coitados dos outros peixinhos mal tiveram chance, tamanha a movimentação de vida marinha por ali.
Uma sempre bela arraia chita durante snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
O final de tarde foi em um boteco à beira mar acompanhados de Gaston e Cris, que se uniu a nós neste primeiro dia de viagem. Happy hour regado à Belikin e Rum Punch que terminou em um jantar delicioso preparado por Gaston com temperos tailandeses, histórias brasileiras e holandesas e a boa companhia canadense-quebecoise. Muita música e muita diversão na nossa primeira noite no The Rob!
Com o Gaston e o Chris durante fim de tarde em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Brincando com o cachorro do Chris em praia de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Cachorro tenta se secar depois de um mergulho em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Acordamos no dia seguinte prontos para levantar âncora e velejar para South Caye, próxima ilha ao sul. South Caye é uma cópia de Tobacco, mas mais chique, com dois resorts bacaníssimos, um deles é um centro de intercâmbio estudantil e recebe estudantes das linhas de oceanografia e biologia marinha. A ilha é mais cheia de firulas e regras para garantir o paraíso quase particular dos seus hóspedes, mas uma parada por ali vale a pena!
Redes convidam ao ócio criativo em ilhota na grande barreira de corais de Belize
Aves aproveitam a sombra em ilhota na grande barreira de corais de Belize
Tenho que fazer uma menção honrosa ao nosso querido Chími, que além de super companheiro é um cão super safo, criado para o mar. Gaston o salvou de uns kunas em San Blás, queriam matá-lo depois de terem levado uma mordida, trauma de outros kunas que o haviam maltratado. Ele nada com suas quatro patinhas firmemente para a terra em um comando do seu dono, é impressionantemente ágil e difícil de acompanhar! Juro, nunca vi um cãozinho tão esperto!
O Chimi aguarda a ordem de pular ao mar, no nosso caminho para ilhota na grande barreira de corais de Belize
Feliz e obediente, o Chimi se atira na água em direção à terra firme, na grande barreira de corais de Belize
Repetimos o snorkel dando a volta em todo o arquipélago, explorando as águas mais fundas do lado de fora da barreira. Milhares de peixes, lindos corais que pareciam estar florescendo, coloridos e bem gorduchos e no final, já quase no barco, tivemos o ar da graça de uma linda arraia xita.
Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Decidimos dormir por ali mesmo, com direito a mais uma noitada de conversas, confissões e música com o Gaston. O jantar foram os peixes caçados pelo capitão, fresquinhos, coitados. Como mergulhadora acabo tendo mais pena dos peixes do que das vacas... Enfim, cada um se identifica com o que preferir.
Cardume de tarpoons nada tranquilamente nas águas claras ao lado de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize
Fiquei craque na receita de rum punch e a esta altura já nem estava precisando mais tomar remédios para enjoo, descobri que o suquinho de fruit punch tem a mesma função! Rsrs!
Indo de bote para ilhota na grande barreira de corais de Belize
Nosso terceiro e último dia de viagem fomos conhecer o minúsculo Carrie Bow Caye. A ilha é uma base de estudos marinhos para cientistas Smithsonians, mas só descobrimos isso quando Gaston e Chími foram convidados a se retirar da ilha (leia-se expulsos aos gritos) por um cara mal educado.
Nadando nas belíssimas águas da grande barreira de corais de Belize
Nos despedimos da barreira com mais um snorkel matinal e enquanto nadávamos com arraias e tarpões, Gaston caçava um peixe enorme para o jantar de retorno na Tricia. A volta foi linda e tranquila, passando ainda pelas Twin Islands, mais uma ilhota que deve ser bacana de explorar, com uma lagoa interna onde os peixe-bois de escondem.
O Gaston mostra nosso jantar fresquinho, na grande barreira de corais, em Belize
Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize
Foram 3 dias mais do que especiais, aprendendo como é viver no mar, uma das formas mais sustentáveis de vida, utilizando quase nada de água doce, pescando apenas o que se come, produzindo a própria energia, solar ou eólica e aproveitando a vida em um paraíso tropical.
A bordo do Rob, nossa casa nesses 3 dias velejando pela grande barreira de corais de Belize
A insígnia do Rob, nosso veleiro na grande barreira de corais, em Belize
Muitas pessoas vivem assim no mundo, e nós achando que a vida na cidade e dentro do escritório é que é “normal”. Estou muito feliz e satisfeita de termos ouvido os nossos instintos e deixarmos os bons ventos nos levarem com Gaston, Chími e o The Rob pelas águas de Belize. Mais uma daquelas experiências que entram na lista das inesquecíveis nos 1000dias.
Chegando à Tobacco Caye, na grande barreira de corais, em Belize
O magnífico Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
O Lake Tahoe está localizado a 1.897m de altitude no alto da Sierra Nevada, na fronteira entre a Califórnia e o estado de Nevada. Com 35km de extensão e 19km de largura é o maior lago alpino da América do Norte, com mais de 116 km de praias e baías e 490km2 de superfície.
Pássaros voam sobre o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Emerald Bay, canto mais famoso do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Estes não são seus únicos superlativos, ele se destaca também por ser o segundo lago mais profundo da América do Norte, com 501 metros de profundidade, atrás apenas do Crater Lake que visitamos há pouco. A temperatura das suas águas transparentes e profundas cria correntes verticais, mantendo o lago acima do ponto de congelamento mesmo durante o inverno. No verão as praias lotam, seus ventos atraem kite e wind surfers, além banhistas e toda a sorte de esportes.
Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Seu nome, como muitos outros aqui nos EUA, derivou da palavra indígena “washo”, que na língua dos Washoe, nativos que habitavam a região, significa “lago”. Aí já viu, na falha da pronuncia dos colonizadores, de washo para tahoe foi um pulo. Em meados do século XIX a região foi explorada por garimpeiros em busca de ouro na Sierra Nevada. Na falta do ouro a extração de madeira se tornou a principal atividade e praticamente extinguiu toda a floresta nativa da área. Em 1864 foi fundada a cidade de Tahoe City como uma área de resort para a vizinha Virginia City, começando aí a sua longa trajetória como um dos principais destinos turísticos tanto de Nevada, quanto da Califórnia.
Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
São pelo menos 12 grandes áreas de esqui nas montanhas ao redor do lago, a mais popular delas é o Heavelny Mountain Resort no sul do lago, onde estão grandes hotéis e logo ali, na esquina com Nevada, os cassinos. O North Tahoe por sua vez, tem o charme e o encanto que falta no sul.
Carro fantasiado de morro de neve ao lado do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Tahoe City possui toda a infraestrutura de serviços, além de inns, hotéis e restaurantes mais selecionados. Um almoço na marina às margens do Lake Tahoe e com vista para a Heavenly Mountain é sem dúvida uma ótima forma de se sentir mais íntimo do lago.
Muita neve em marina no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Brunch com vista para o Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Há poucos quilômetros dali está o Squaw Valley, que foi a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1962. A vila olímpica hoje virou uma vila turística aos pés de uma das mais disputadas montanhas de esqui. Os alojamentos foram transformados em hotéis, toda a estrutura foi reaproveitada e hoje é uma das áreas mais bacanas do norte.
A Vila Olímpica no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
As cadeirinhas esperam os esquiadores no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Homewood é uma pequena vila ao sul de Tahoe City, na margem oeste do lago, que possui uma estrada off-road belíssima. Logo no início está um sno-park para as brincadeiras e aluguel de equipamentos de neve, mas o bacana está em se aventurar pela estrada de snow mobile, cross country skies ou sapatos de neve e explorar as belezas naturais da região.
A bela paisagem tomada pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Socializando com uma esquiadora cross-country, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Veículo com esquis, próprio para a neve, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Chegamos ao Lake Tahoe pela cidade de Trukee, ao norte do lago. A cidade, cortada por um trilho de trem ao longo da avenida principal, está repleta de restaurantinhos e inns super bacanas. Casas com telhados branquinhos, jardins cobertos de neve a neve caindo foram um mágico convite para pararmos por algumas horas e almoçarmos por ali.
Neve até onde a vista alcança, próximo à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos
A Ana derruba um bloco de nece de cima de uma árvore em uma estrada próxima à Susanville, na Sierra Nevada, Califórnoa, nos Estados Unidos
No restaurante conhecemos Don e Barbara, nossos vizinhos de mesa, ele trabalha com mineração e ela agente de viagens e cruzeiros. Eles já viajaram o mundo em navios e adoraram ouvir sobre as nossas aventuras. A tarde que a princípio seria de explorações ao redor do lago acabou se tornando uma ótima oportunidade de socialização, fomos convidados a acompanhá-los no vinho, champagne e dá-lhe risadas e muitas histórias!
Nossos amigos Don e Barbara, que nos ofereceram vinho e champagne em um restaurante de Truckee, na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Estamos aqui no final da baixa temporada, quando todos os resorts ainda estão fechados esperando o acumulo de neve e a abertura oficial da temporada de inverno. O lado bom é que todos os preços ainda estão mais baixos e conseguimos nos hospedar no Squaw Valley Lodge, em frente à montanha nevada e à gôndola de esqui por um precinho bem camarada para os padrões de Tahoe. Acabamos não alugando nenhum equipamento de neve e deixamos para estrearmos no esqui lá no Utah ou Colorado. A neve chegou mais cedo este ano e os locais pareciam bem felizes de poderem estrear algumas das montanhas antes das hordas de turistas chegarem.
As pistas de esqui ainda estão fechadas no Squaw Valley, no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Fiona enfrenta estradas cobertas pela neve na região do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
A melhor forma de conhecer a região é dirigindo ao redor do lago parando nos seus vários mirantes e atrações. A principal delas é a Emerald Bay, uma baía de águas esverdeadas que foi o cenário escolhido por Mrs. Lora Knight para a construção do seu pequeno castelo no ano de 1929.
Despedida do belo Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Na orla do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
A casa apelidada de Vikingsholm foi construída em estilo escandinavo e ali, às margens do lago e nesta baía, por lembrá-la dos fiordes noruegueses. O acesso ao castelo é feito por uma trilha de pouco mais de 3km. O engenheiro e o arquiteto tiveram um trabalho e tanto, pois uma das exigências dela foi que nenhuma árvore fosse retirada do terreno, mantendo-o o mais intocado possível. Cenário de filme!
Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Entrada do Vikingsholm Castle, na Emerald Bay, sul do Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Continuamos a viagem, parando nos inúmeros mirantes ao redor do lago, passamos pela cidade de South Tahoe e cruzamos a fronteira com Nevada. Do lado de lá cassinos, imensos hotéis e centros de convenções parecem um mau presságio, mas alguns quilômetros depois chegamos ao Lake Tahoe State Park, que possui uma das vistas mais bonitas do lago! Chegamos lá no final da tarde, com o céu avermelhado em degrades de alaranjado, rosa, lilás e azul. Um pôr do sol sensacional!
Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos
Um maravilhoso fim de tarde no Lake Tahoe, visto do lado de Nevada, nos Estados Unidos
Seja no verão ou no inverno, apaixonados por trilhas, caminhadas, esportes aquáticos ou de neve, o Lake Tahoe é um destino obrigatório na Califórnia. Mesmo para os mais preguiçosos, sua beleza cênica serve como inspiração para sair e explorar um dos recantos mais belos da Sierra Nevada. Só pesquisem bem e façam as suas reservas na alta temporada, pois sem dúvida você não será o único.
Celebrando a vida no Lake Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos
Gaiola-armadilha para lagostas na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
Começamos o dia animados, finalmente vamos conhecer a verdadeira Jamaica! Fizemos nosso check out do hotel e fomos direto para o aeroporto, onde estão os escritórios das principais locadoras de carro. Aí vai uma dica, se você for pegar o carro e devolver em Montego Bay, no centro ou mesmo na Hip Strip poderá encontrar locadoras locais mais baratas. Agora no nosso caso queremos entregar o carro em Kingston, portanto fomos em busca de locadoras com escritórios aqui e na capital. Fizemos uma breve pesquisa de preços e fechamos com a Island, maior locadora jamaicana, que ganhava em preço da Avis, Budget e outras internacionais.
Alugando carro em Montego Bay, na Jamaica
Em posse do nosso novo meio de transporte na Jamaica, um Toyota Yaris, o mais barato que eles tinham, colocamos logo o pé na estrada. Aqui as distâncias são todas pequenas, pode-se cruzar a ilha de Montego Bay à Kingston em apenas três horas e meia. O nosso roteiro começou pelo litoral ainda mais a oeste, em uma das principais praias da região: Negril.
Nosso carro na Jamaica, alugado em Montego Bay
São 82km, passando por baías, pequenas vilas espalhadas ao longo da estrada. Pelo horário, encontramos muitas famílias saindo da missa dominical, todos em sua melhor roupa. As vovós em seus vestidos brancos e azuis com chapéus no estilo elizabetano, resquícios da antiga colonização britânica que passou pela ilha.
Um dos muitos resorts em Montego Bay, na Jamaica
Chegamos à Negril no início da tarde e resolvemos explorá-la antes de nos fixarmos em um hotel. Negril é dividida entre Long Bay, uma estreita faixa de areia com mais de 12km de extensão e em West End, passando a vila na beira do Rio Negril. No West End ficam algumas opções de acomodação, hotéis um pouco mais baratos em cima do morro e distantes da praia ou os chiques resorts construídos sobre os paredões de pedra, na beira do mar.
O belo mar em frente ao Rockhouse, em Negril, na Jamaica
Rockhouse era a dica do Lonely Planet, cabanas e quartos de frente para o mar, acesso para banho por escadas colocadas nas pedras e um restaurante com uma bela vista. A diária: US$ 360,00 o quarto mais barato com vista para o jardim, ou seja, sem vista. Decidimos almoçar ali, aproveitar um pouco do ambiente e voltar para encontrar as opções mais econômicas indicadas pelo guia, na beira da praia.
A praia de Long Bay, em frente ao nosso hotel em Negril, na Jamaica
Encontramos algo bem mais palatável, ainda caro para o nosso padrão, mas na beira da praia, com bar, piscina e uma boa infra-estrutura. O Sea Splash acaba de ser comprado por Jim, norte americano que depois de 4 anos viajando pelo mundo, encontrou o seu lugar. Jim está fazendo uma bela reforma no hotel, deixando o bar e o restaurante, de frente para a praia, ainda mais convidativos.
Pôr-do-sol na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
Fomos direto para a praia, pedimos uma cerveja e ficamos curtindo o pôr-do-sol. Tínhamos apenas uma real preocupação, conseguir conectar-nos à internet para dar os parabéns à Dona Nilza, mãe do Rodrigo. Hoje é aquele típico dia em que adoraríamos conseguir nos tele-transportar para comemorar esse dia tão especial ao seu lado. Ou, se o tele-transporte fosse bem grande, trazer toda a família para cá, por que não? De certa forma o skype nos ajuda nisso, podemos mostrar um pouco da praia e do pôr-do-sol com o qual estávamos comemorando o seu aniversário.
Conversando por Skype com os pais no dia do aniversário materno, desde Negril, na Jamaica
Pescadores tirando suas lagostas frescas do mar, turistas caminhando entre rastafáris e vendedoras de cangas, artesanatos e tudo mais o que você imaginar. Praia delimitada por raias e bóias para a proteção dos banhistas contra barcos e Jet skis. O turismo veio mesmo para ficar, até mesmo aqui, que na minha santa ignorância achei que seria algo mais alternativo. Deve ter sido, só que lá nos anos 70!
Winston, nosso amigo rasta, no pôr-do-sol na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
À noite caminhamos pouco mais de um quilômetro, à luz da meia lua amarela de estiagem, para encontrar um show de reggae no Alfred´s Bar. 500 Jamaican Dollars para entrar e uma banda local de reggae tocando clássicos em três diferentes vozes. O ambiente era um pouco esquisito, diversos turistas americanos e suas acompanhantes jamaicanas, mas a linda noite e o nosso primeiro show de reggae na Jamaica valeram à pena. A propósito, Negril é muito mais astral, clima praiano e relaxado, se pudéssemos voltar no tempo, teria feito um dia menos em MoBay e vindo um dia antes para cá. Ainda não conseguimos fugir dos lugares mais turísticos, mas então vamos logo assumir que caímos numa “turistada” e aproveitar!
Fim de tarde na praia de Long Bay, em Negril, na Jamaica
Peixe se esconde no coral em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
O Parque Nacional Cabo Pulmo é uma das principais Reservas Marinha do Mar de Cortês. Localizado no estado mexicano da Baja Califórnia Sur, está em torno de duas horas e meia de carro ao sul da cidade de La Paz, na região de Los Cabos.
Praia em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, no México
Batizado por Jacques Cousteau como “O Aquário do Mundo”, o Mar de Cortês (ou Cortez em espanhol), é uma parte do Oceano Pacífico separada pela Baja Califórnia, formando o Golfo da Califórnia. Esta região é riquíssima em vida marinha e abriga mais de 40% das espécies de mamíferos marinhos existentes em todo o planeta.
Arraia durante mergulho em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
A área do parque é pouco habitada e esperemos que continue assim. Porém um mega-empreendimento hoteleiro de um grupo espanhol está prometendo mudar essa realidade. Eles querem construir um total de 30 mil quartos exatamente aqui, ao lado do parque nacional. Grupos ativistas levantaram a bandeira da preservação e, unidos à comunidade local, estão lutando para frear a construção deste empreendimento. A construção por si só já traz um grande impacto ambiental em um ecossistema tão frágil como este, em uma área semi-árida onde a água doce é um recurso escasso. Imaginem então as hordas de turistas que irão lotar as praias e as toneladas de lixo e esgoto gerados por eles? Alguns lugares no mundo tem que ficar de fora da onda do desenvolvimento econômico e esta sem dúvida é uma delas. Por quê?
Muitos peixes em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
Dentre vários motivos ilustres, aqui está o maior deles: o Cabo Pulmo abriga o último arrecife vivo do Mar de Cortês. O parque marinho é habitat para centenas de espécies marinhas como golfinhos, baleias, arraias e peixes como o marlín, o peixe galo, dourado, mero, a garoupa, a cabrilla, o pargo, entre outros. São mais de 226 espécies de peixes de recife, além das 11 espécies coralíneas, dentre as 14 encontradas no golfo.
Praia em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
Nós viemos até aqui para conferir e colocar no nosso currículo o nosso primeiro mergulho no Mar de Cortês! Esta é uma das melhores épocas para mergulhar se você quer ter contato com todas estas espécies marinhas, porém a visibilidade é baixa e a temperatura da água nada convidativa.
Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
Os nossos pontos de mergulho foram selecionados a dedo pelo Isac, nosso dive master californiano que quer se naturalizar mexicano. Abrindo um parênteses: ele foi o primeiro caso que conheci de um americano que quer se naturalizar mexicano, normalmente é o inverso! Não apenas com mexicanos, mas com todos os países latinos, inclusive o Brasil. Segundo ele não existe melhor país para viver do que o México, bons preços, ótima qualidade de vida, comida deliciosa e o principal: cervejas boas e baratas!
A lancha que vai nos levar para mergulhar no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
Ele nos levou primeiro para o El Bajo, um ponto com profundidade máxima em torno de 18m e muita vida! Caímos na água ao lado de um cardume de arraias, mas ainda me acostumando com o frio e a baixa visibilidade, confesso que não as vi.
Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
Fizemos um perfil multinível que nos levava dentro e fora de termoclinas, dos gelados 17 aos 20°C, com visibilidade também variando entre 6 e 10m. Fico impressionada como os peixes não sentem frio! Muitas moreias verdes, nadando tranquilos fora dos seus buracos e um mundo de peixe gigante, principalmente comparados com os nossos últimos mergulhos no Caribe. Ao final do mergulho ainda encontramos duas stingrays lindas.
Arraia durante mergulho em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
O nosso intervalo de superfície foi fazendo snorkeling com um cardume imeeenso de xaréus! Eram centenas deles se movendo em bloco e tão raso que podíamos ver as barbatanas fora d´água! Sensacional!
Cardume de jacks em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
O segundo mergulho foi em um ponto chamado El Cantil, com profundidade máxima de 10m, muita vida nas geladas águas verdes e vários túneis apertados para nos divertirmos, treinando nossas técnicas de mergulho em caverna.
Moreia nos acompanha durante mergulho em El Cantil, ponto de mergulho no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
No verão a água limpa, fica azul e transparente com grande visibilidade e temperatura em torno de 17 a 30°C! Mas (sempre tem um “mas”), curiosamente todos os peixes desaparecem! Por isso o período indicado para os mergulhadores curiosos é agora! Ficando mais tempo com certeza teríamos tempo de ver mais diversidade de espécies, infelizmente não conseguimos agendar o encontro com as mantas e as baleias, fica para a próxima vez.
Muitos peixes em El Bajo, ponto de mergulho em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
ONDE FICAR?
Flores e palmeiras em Cabo Pulmo, no sul da Baja California, no México
A vila possui poucas casas e uma infra-estrutura turística pequena, dimensionada para receber os aventureiros interessados principalmente em mergulho. Também são oferecidas algumas atividades aquáticas adjacentes como snorkel, avistamento de baleias, caiaque, etc.
Preparando-se para mergulhar no Cabo Pulmo, no sul da Baja California, Mar de Cortez, no México
Menos de 10 km da estrada de acesso são de terra, um carro grande é bem vindo, mas todos os carros devem conseguir chegar sem problemas. Na única rua que cruza a vila vocês podem encontrar 3 operadoras/escolas de mergulho e diversas pousadinhas. Nós ficamos hospedados nos bungalos de uma família mexicana, ao lado do único mercadinho da vila. Próximo à praia, ele é bem confortável, com estacionamento e água quente. Quem quer mais conforto e está disposto a pagar mais o Cabo Pulmo Beach Resort oferece cabanas de ótima qualidade, junto ao Cabo Pulmo Dive Center. (http://www.cabopulmo.com/)
A bela igreja de San Pedro de Atacama - Chile
São Pedro do Atacama é um dos destinos mais caros do Chile. Entrando na cidade a impressão que temos é de uma cidade muito pobre e feia. As ruas são de terra e meio bagunçadas, As casas são todas de adobe, telhado de palha, pequenas por fora, mas grandes por dentro. As cores que faltam do lado de fora, saltam aos olhos dentro das pousadas, restaurantes e nos artesanatos. A praça central é super convidativa, uma igreja toca branca e de arquitetura rústica, com detalhes em madeira de cardón e a uma simplicidade perfeita.
Rua em San Pedro de Atacama - Chile
A moeda aqui ainda possui muitos zeros, então 10.000 pesos chilenos correspondem a 20 dólares. O cálculo mais fácil que encontramos foi dividir por 1000 e multiplicar por 2. Os restaurantes mais gostosos acabam custando em torno de 20 a 25.000 pesos, para duas pessoas, incluindo 2 pratos e duas bebidas. Procurando bem também existem os restaurantes mais usados pelos moradores da cidade que se pode comer uma comidinha caseira por algo em torno de 5 mil pesos e a maioria dos hostals disponibiliza uma cozinha comunitária. As pousadas variam de 8 mil pesos p/ pessoa para quartos coletivos com banheiro compartilhados. Um quarto de casal com banheiro privado já vai para os 35 mil pesos, sem café da manhã. Além das diversas opções de hostals a cidade possui uns 5 hotéis resorts, 4 ou 5 estrelas e suas diárias variam de 400 a 800 dólares com permanência mínima de 3 noites.
Loja em San Pedro de Atacama - Chile
Logo vamos começando a entrar no clima do deserto e passamos a entender melhor a dinâmica da cidade. Durante o dia um sol muito quente, portanto a cidade tem um certo movimento entre 12h e 15h, no intervalo dos tours. Estes aproveitam os horários de clima ameno e menor calor. Pela manhã alguns grupos já saíram para as lagunas altiplanicas ou os geisers e a partir das 15h saem os outros tours para o Vale da Lua, Salar do Atacama, Laguna Chaxa, etc, quando o pôr-do-sol é o principal espetáculo.
Uma das dezenas de agências de turismo em San Pedro de Atacama - Chile
Este pequeno oásis no meio do deserto recebe ao ano mais de 100 mil turistas! Não é a toa, os cenários espetaculares entre um imensa planície seca e marrom, cercada de montanhas andinas e vulcões nevados, salinas e lagoas salpicadas de flamingos cor-de-rosa, são sem dúvida alguma, diferentes de tudo que estamos acostumados.
Caminhando na praça de San Pedro de Atacama - Chile
Caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
São Pedro do Atacama está a 2.438 msnm em uma depressão Antiplanica, entre a Cordilheira Domeyko e a pré-cordilheira Andina. As montanhas nevadas marcam o seu horizonte, sendo o Licancabur o principal personagem dos postais e fotos da cidade.
Rua em San Pedro de Atacama - Chile
Licancabur é um vulcão com 5.590m de altura e no formato cônico mais tradicional que estamos acostumados a ver em desenhos animados. Lindo e imponente ele marca a paisagem e é personagem de uma história muito curiosa. Reza a lenda que Licancabur e seu vizinho Juriques (5.704m) se apaixonaram pela distante montanha de Quimal (4.278m), localizada na Cordilheira de Domyenko. Na disputa, Licancabur enfurecido teria decepado a cabeça de Juriques, reinando pleno como o vulcão bonitão na cordilheira andina.
Vulcão Licancabur visto do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
Ao fundo, em direção à Toconao, vemos o Láscar, vulcão ativo com 5.550m de altura, sua última grande erupção foi em 1994 e desde então outras menores ocorrem com intervalos de 2 ou 3 anos. Com sorte podemos ver as fumarolas saindo de sua cratera.
Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile
Com uma cadeia de montanhas como esta, impossível São Pedro não ter se tornado também um oásis para os montanhistas. Há quase um ano atrás meu cunhado, Guto, esteve aqui e escalou 3 vulcões: Cerro Toco, Láscar e Licancabur, as duas últimas geralmente são caminhadas de dois dias. Ao norte estão as montanhas mais procuradas para trekking e escaladas, dentre elas o Sairecabur de 6.050m.
Caminhada acima dos 5 mil metros no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
Seria o meu primeiro trekking acima dos 5.000m, isso por que não conto os 300m de caminhada ofegante para vencer 50m de altura entre a casinha de esqui até o topo do Chacaltaia na Bolívia. Infelizmente não tínhamos muito tempo, portanto decidimos fazer um trekking de um dia, procurando a montanha de mais fácil acesso, o Cerro Toco. By the way, de toco ele não tem nada, são 5.604m de altura.
Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
A caminhada começa dos 5.300m, uma ascensão pequena de apenas 300m nos levaria até o topo. Encontramos Cristóbal, nosso guia e pegamos a mesma estrada que leva ao Paso de Jama. Só ali já subimos dos 2.500m aos 4.500m. Nós já estamos um tanto quanto aclimatados depois da passagem por Potosí e tantos outros passos entre a puna argentina e chilena. Ainda assim uma coisa é um cotidiano normal acima dos 4.000m, outra é sair andando e subindo montanhas.
Dirigindo entre o gelo e o abismo, no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
Nosso planejamento era simples, a Fiona nos leva à base da montanha onde encontramos a trilha principal na face sul e em 2h30 ou 3h estamos no topo. O Rodrigo poderia fazer em 2h até, mas eu prefiro sempre contar com uma folga, já que sou a principiante nesse negócio. Infelizmente o plano já começou mal... a neve estava cobrindo as rotas de acesso à base e por mais que tentasse a Fiona não poderia passar. Começamos a buscar alternativas, entramos em 2 ou 3 diferentes rotas, até que, depois de atolar a Fiona no gelo, encontramos a antiga estrada da mina de enxofre e que pôde nos levar até os 4.800m pela face noroeste do Cerro Toco.
Chegando de volta à Fiona, após caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
A caminhada é fácil, caminhando em um ritmo tranquilo, respeitando a altitude e a falta de oxigênio, fomos subindo. O primeiro trecho um pouco mais íngreme, sem uma trilha formada buscamos o melhor caminho no solo vulcânico, entre rochas e a neve. O Cerro Toco possui 3 picos, o principal já havia ficado muito distante, do outro lado. Daqui ainda conseguíamos ver um deles, sem trilha e com uma inclinação muito acentuada.
Um dos três cumes do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
Eu ainda tinha esperanças, mas Cristóval e Rodrigo logo adaptaram suas expectativas e trataram de me colocar à par. Gastamos uma hora a mais procurando a estrada e estávamos com uma ascensão muito maior do que a planejada, dos 4.800 aos 5.600m, por isso agora a nossa escalada ao topo do Cerro Toco passou a ser um trekking acima dos 5.000m e vamos ver até aonde conseguimos chegar.
Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
Partimos dos 4.800m e em duas horas fomos até as minas de enxofre abandonadas, aos 5.300m. Andamos muito mais e ainda assim não chegamos ao cume. Não vou dizer que não foi frustrante, mas temos que jogar com o que temos. Valeu muito a experiência para ver como eu me sairia acima dos 5.000m.
Aos 5.300 metros, ao lado das antigas minas de Enxofre no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
No meu balanço final eu acho que me saí bem. Fisicamente me senti muito disposta e tranquila. A única coisa que me pega é o lado psicológico. Infelizmente confirmei que não posso ter o Rodrigo como meu dupla em situações como esta. Depois de centenas de caminhadas e montanhas a diferença de ritmo se mostra sempre um problema. Eu peço para que me acompanhe pacientemente, mas ele segue no seu ritmo me deixando para trás. Imagino que não deve ser fácil para ele ter que diminuir o ritmo... afinal, isso também cansa. Enfim, para mim uma equipe deve caminhar sempre unida. Aí é que vem o meu psicológico: se algo acontece comigo lá atrás, será que ele poderá me ajudar? Segundo ele sim... em dois minutos volta correndo e me ajuda... mas será que ele vai ver? Tudo passa pela minha cabeça... que eu deveria estar lá com ele, que estou lenta demais, etc, é uma certa sensação de impotência. Enfim, eu preciso trabalhar isso e nós precisamos acertar os tempos e a comunicação. Acho que, se pelo menos ele me avisar que vai acelerar, eu ficarei mais tranquila, sabendo o que vem pela frente.
Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
O Rodrigo, depois do meu breve chilique, ainda se colocou positivo sobre a minha performance, dizendo que agora acha que eu tenho 65% de chances de conseguir subir o Aconcágua, imagina. Esclarecendo: eu tenho vontade de subir o Aconcágua, assim como tenho vontade de ir à lua. Ter vontade não significa ter isso como um objetivo, gosto de trekkings pelo prazer da caminhada, da natureza, não para ficar sofrendo com o frio de - 10 ou 15°C durante 15 dias pelo prazer de chegar ao cume.
Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile
Enfim, o Cerro Toco foi apenas a primeira das montanhas acima dos 5.000m e ainda ficou entalada na garganta, por não termos chegado ao topo. A neve, o frio congelante e o vento cortante deram outra dinâmica à caminhada. A linda paisagem do Atacama, vermelho e seco, contrastando com os Andes gelados, Licancabur, Jurique e a Lagoa Verde (já no lado boliviano), fazem tudo valer muito à pena.
Entrada da Caverna de Lanquin, na região de Semuc Champey, na Guatemala
O jovem Jairo nos recebeu na pousada El Zapote, super curioso sobre a viagem. Para a nossa surpresa, foi a primeira pessoa que não apenas reconheceu “Curitiba”, quando falamos de onde vínhamos, como falou de todo o seu conhecimento sobre a cidade. Cidade modelo, ambientalmente correta, ele sabia até das estações tubo! Fiquei passada!
Parada para lanche na simpática pousada El Zapote, próxima à Semuc Champey, na Guatemala
Sua família é toda dessa região, aqui seu pai nasceu, foi criado e vive até hoje, criando gado. Ele cresceu falando prioritariamente a linguagem maya, embora na sua época a escola ensinasse apenas o espanhol. A empatia foi tão boa que ele nos pediu uma carona para Lanquín e decidiu nos acompanhar no tour pela gruta. No caminho ele foi nos contando as histórias de seus antepassados.
Pausa para cervejinha na Pousada El Zapote, próxima à Semuc Champey, na Guatemala
É curioso o imaginário do antigo povo maya, que segundo ele ainda pode ser encontrado nas montanhas. Eles curam, fazem as pedras flutuares para a construção de suas casas, se transformam em tigres para caçar e viajam em uma velocidade absurda sem cansar! Como conta a história dos dois campesinos que começavam a viagem de 3 dias de caminhada com uma carga pesada. No caminho, ajudaram uma senhora maya, que em sinal de agradecimento lhes disse para seguirem seus passos, pisando em suas pegadas. Os dois chegaram ao destino em apenas um dia e sem sentir o peso que levavam! O que diferencia os povos indígenas dos “verdadeiros mayas” é que eles foram batizados e por isso teriam perdido os seus poderes. Hoje a valorização da identidade indígena parece ter retornado, as escolas são bilíngües e o muitas mães já não batizam os seus filhos nas igrejas, preferem levá-los às montanhas para que os mayas o batizem na sua crença.
Caminhando com o Jairo na Caverna de Lanquin, na região de Semuc Champey, na Guatemala
Visitamos a caverna no final do dia, com milhares de formações e espeleotemas magníficos! Alguns já foram batizados, outros, basta deixar a sua imaginação te levar. Segundo Jairo a gruta possui quilômetros e quilômetros e ainda não foi encontrado o seu fim.
Formações na Caverna de Lanquin, na região de Semuc Champey, na Guatemala
A caverna tem os seus primeiros 400m iluminados e com uma trilha bem marcada. As pedras são escorregadias, mas até corrimãos foram colocados para facilitar o acesso. O melhor horário para fazer este passeio é no final da tarde, começando até as 17h, o recorrido leva uma hora e as luzes são apagadas às 18h.
Impressionados com a amplitude e formações dos salões da Caverna de Lanquin, na região de Semuc Champey, na Guatemala
Quando pensamos que o show acabou, é na verdade quando começa um novo espetáculo: sem luz, milhões de morcegos deixam a caverna para se alimentar. São todos frutívoros, completamente silenciosos e possuem um mega radar! Nós ficamos na entrada da caverna, com as luzes apagadas para não intimidá-los e eles passam bem próximos a nós sem resvalar uma asinha!
Posando na escuridão entre centenas de morcegos que saem da Caverna de Lanquin, na região de Semuc Champey, na Guatemala, para se alimentar durante a noite
Dia repleto de aprendizados, lugares mágicos, habitados por um povo maravilhoso, que não perdeu seu encanto ou sua magia, apenas a guardou para aqueles que aqui chegam com seus olhos atentos e seu coração aberto.
A gigantesca Caverna de Lanquin, na região de Semuc Champey, na Guatemala
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