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Trutas e Fumaça

Brasil, Espírito Santo, Ibitirama

Tecnotruta, em Ibitirama - ES

Tecnotruta, em Ibitirama - ES


Depois da ressaca eleitoral, acordamos na tranqüila cidade de Ibitirama e resolvemos explorar a região. A sua principal atividade é a agropecuária, sendo uma região forte na produção do café. Chegando na cidade descobrimos que além do café a cidade se destaca também pela produção de trutas, pois lá existe a maior criação de trutas em cativeiro do Brasil! No seu pico de produção chegou a registrar em torno de 7 toneladas de trutas por mês! O Tecnotruta fica há 18km de Ibitirama no distrito de Santa Marta, além de um pesque e pague eles possuem também um restaurante que tem como prato principal, adivinhem o que? Deliciosas trutas! O restaurante abre a semana toda, nós é que tivemos azar mesmo, pois a cozinheira estava doente e não foi trabalhar hoje.

Tanque de trutas na Tecnotruta, em Ibitirama - ES

Tanque de trutas na Tecnotruta, em Ibitirama - ES


Do trutário seguimos novamente em direção à Ibitirama para conhecer o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça. Ela possui em torno de 80m de altura e logo visualizamos da estrada parque que dá acesso á portaria do parque. As trilhas estão muito bem marcadas e são de fácil acesso, não tomando mais de 5 minutos para se chegar ao pé da cachoeira. Neste período ela está com um volume menor de água e a chuva recente deixou as suas águas, normalmente límpidas, um pouco mais escuras.

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES


Nosso próximo destino é o Pico da Bandeira, que fica aqui mesmo no município de Ibitirama, porém a trilha por aqui é mais longa e segundo informações que conseguimos, ela ainda não está bem demarcada. Por isso seguimos por estradas de terra contornando o Parque Nacional para chegar à portaria que fica na cidade de Alto Caparaó, em linha reta ficaria há apenas 24km de Ibitirama, exatamente do outro lado da montanha, mas de carro são 100km. No caminho fomos conhecendo a região que possui diversas cachoeiras e poços para banho. Paramos para um lanche na graciosa cidade de Penha. É pequenininha, mas possui uma infra turística bem razoável, além de pousadas, lanchonetes tem até um espaço holístico de alimentação natural e meditação, uma graça!

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES


Mais um pouco e chegamos à cidade de Pedra Bonita, em um dos mapas que recebemos vimos que aqui havia também uma portaria do Parque do Alto Caparaó, parque que abriga o Pico da Bandeira. Resolvemos ir até lá para nos informar e entender qual era a diferença entre esta portaria e a que se encontra na cidade de Alto Caparaó. Wellington e Ricardo, funcionários do parque e do ICMBio nos atenderam e foram super atenciosos, nos explicaram as trilhas e acabaram nos convencendo a subir por aqui. Já havíamos ouvido falar que a trilha aqui pelo ES era mais íngreme, porém com vistas muito mais bonitas. Conseguimos chegar de carro mais perto do pico e caminhar apenas 2,3km, além de explorar outras cachoeiras, coisas que não encontramos no lado mineiro. O Rodrigo já subiu pelo Alto Caparaó duas vezes, mas eu não conheço o outro lado. Sendo assim optamos por realizar a travessia, subimos pela portaria capixaba e descemos pela portaria mineira, assim fica mais democrático para todos. Vamos nos preparar, pois amanhã teremos em torno de 15km pela frente, boa noite!

Fiona na Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Fiona na Cachoeira da Fumaça, parque estadual em Ibitirama - ES

Brasil, Espírito Santo, Ibitirama, cachoeira, Cachoeira da Fumaça, Pedra Bonita, Santa Marta

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Farol de São João

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis

Mangue seco e lagoas na praia do Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Mangue seco e lagoas na praia do Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Nosso plano era irmos embora amanhã cedo, já tínhamos até hotel marcado em Belém. Assuntamos na vila e soubemos que o barco do Seu Mário poderia sair no domingo. Aqui em Lençóis as coisas têm tempo próprio, é difícil impor ritmo ao que já está no tempo certo, natural. Conversamos com Seu Mário, dono da venda e único barco que faz transporte de passageiros entre a ilha e o continente com certa regularidade. Ele ainda estava decidindo se iria amanhã no final da tarde ou segunda-feira cedo. Decidiu-se por segunda, junto com a maré. Embora tentemos nos ater ao nosso planejamento, em alguns lugares contratempos como estes são bem vindos.

Caminhada para o Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Caminhada para o Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tivemos que encontrar algum outro programa para o dia de hoje, o que não falta por aqui para pessoas com disposição de andar e apaixonadas pela natureza. Já havíamos explorado bem a Ilha de Lençóis, então hoje foi o dia de visitarmos a vizinha, conhecida como Ilha de São João. São quilômetros de praia até chegarmos ao Farol de São João, passando apenas por palafitas de pescadores, usados como moradia ou apenas como ranchos de pesca.

Abrigo de pescadores na praia do Farol, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Abrigo de pescadores na praia do Farol, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Atravessamos o canal na baixa da maré, queríamos ir nadando, mas todos alertam as forças da correnteza, tanto na vazante quanto na entrante. Sendo assim atravessamos de canoa mesmo e assim garantimos as fotos do dia mais ensolarado da semana!

Correndo para as lagoas nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Correndo para as lagoas nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Caminhamos durante uma hora e meia a passos largos para chegar ao farol. Cruzamos no caminho uns 4 pescadores, praia movimentada hoje. Em toda a sua extensão encontramos novamente as redes de pesca fixadas para aproveitar a maré. Toda esta região é uma Reserva Ambiental Extrativista, muito rica em peixes de toda qualidade, tainha, corvina, xaréu, robalo, cação, é uma fartura só. Só imagino o que aconteceria se não fosse uma reserva, as grandes empresas pesqueiras estariam aqui acabando com o trabalho e a cultura dessa gente.

Pescadores atravessam terreno alagadiço, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Pescadores atravessam terreno alagadiço, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


O Farol fica em uma baixa, perto das dunas e próximo a um igarapé. Propriedade da Marinha Brasileira, “entrada proibida”, mas liberada pelos pescadores que encontramos. Eles carregavam sua pesca para o barco aportado no igarapé ao fundo, conhecido como Porto do Farol. A pequena vila parecia estar abandonada, reside ali apenas uma quantidade descomunal de muriçocas, pragas e insetos hematófagos. Não é a toa que o faroleiro e sua família não estavam.

O farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

O farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Foi descermos da duna que fomos atacados, pegos completamente de surpresa! 10 picadas em 30 segundos! Por aí, calculo que ficamos na vila no máximo 3 minutos, matamos um bocado deles, mas não o suficiente para nos aliviar. Foi aí que entendemos também por que os pescadores correram tanto carregando o peixe para o barco, não era o peso das caixas de peixe, mas sim as picadas das muriçocas!

Pescadores carregam o fruto do trabalho, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Pescadores carregam o fruto do trabalho, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Voltamos acelerados para as dunas, a salvo das pragas e com uma nova amiga, uma cadela fofa e tetuda. Ela nos acompanhou neste trecho da caminhada e no banho de lagoa de água doce, mas não quis caminhar os 7km de volta até Lençóis. A maré ainda mais baixa deixou a floresta morta ainda mais destacada.

Até o cão se impressiona com a vista! (nas Reentrâncias Maranhenses - MA)

Até o cão se impressiona com a vista! (nas Reentrâncias Maranhenses - MA)


Foram pouco mais de 3 horas de caminhada e o canal estava ainda mais seco. As duas ilhas praticamente se unem na maré baixa, bem por onde o Rodrigo resolveu atravessar a nado. Voltei remando com Lailson, mas a certa altura, não agüentei e também pulei na água. A Nikon que me desculpe, mas ela vai ter que aprender a nadar.

Remando de volta para a Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Remando de volta para a Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tomamos um banho de cuia delicioso, pois a água do chuveiro estava quente. Num dia de sol como hoje ela é aquecida naturalmente na caixa d´água. Banho de cuia para despedir, almoço de despedida, já começamos a ficar com saudades...

Tomando banho de balde na pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Tomando banho de balde na pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


À noite fizemos nossa via sacra, passamos no Seu Mário para confirmar o retorno, no Bar do Martins para despedir das crianças, deixamos os gêmeos na Doza e fomos para casa, caminhando pelas ruas de areia, dando um alô para as cabras já com vontade de ficar.

Os gêmeos Michael e Michaela, nossos companheiros de todas as noites no bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Os gêmeos Michael e Michaela, nossos companheiros de todas as noites no bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis, Dunas, ilha, ilha São João, Praia, Reentrâncias Maranhenses

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Pachamama

Argentina, Humahuaca

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Tivemos sorte de chegar em um dia importante no calendário deste povo, que comemorava o final de um ciclo e início de um novo ano. Na praça central de Humahuaca encontramos vários grupos fazendo oferendas à Pachamama. O Rodrigo curioso foi ver e me falou, aquele pessoal ali está fazendo alguma coisa parecida com macumba. Eu que adoooro tudo isso foi logo ver o que estava acontecendo.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Pachamama, na crença andina, é a mãe terra. A divindade responsável por tudo que existe na vida. Ela é muito protetora e fiel mas também cobra de vingativa quando se sente desrespeitada. Acredita-se que Pachamama tem uma presença sobrenatural nesta região e todos os anos no início do mês de agosto é feita uma cerimônia onde as pessoas oferecem seu respeito, amor, dignidade e agradecimento à mãe terra, pedindo por proteção, saúde e tempos melhores para o seu povo e sua família.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


A cerimônia é preparada com antecedência e faz oferendas diretamente à mãe terra. Na praça principal de Humahuaca foi cavado um buraco na terra, onde a divindade recebe diretamente as oferendas. Todos podem participar, fazendo uma fila e sempre em duplas. Dentre as oferendas estão cigarros de tabaco, um chá com diversas ervas, folhas de coca, planta sagrada dos povos ancestrais andinos, álcool, elemento da saúde. O papel picado, a cerveja, vinho são oferecidos como símbolo da alegria.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Sempre me senti atraída por estes conhecimentos e crenças da cultura andina. Os xamãs possuem uma visão mais ampla do mundo e da natureza. Uma visão de integração entre nós, seres humanos, e a mãe terra. Lembro quando tinha 14 anos, participei de um congresso holístico e vi uma palestra de um xamã onde ele explicava em linhas gerais, fazendo um paralelo entre o nosso corpo e a terra. O solo é como os nossos músculos, nos dá a base e a força, os rios são como as nossas veias, limpam e purificam, as árvores os nossos pulmões... Assim, quando poluímos os rios, a terra fica doente, nosso sangue está doente... Está tudo interligado.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


Não tive dúvida, entrei na fila para participar da cerimônia. Minha dupla foi um argentino, artista muito espiritualizado que também estuda o xamanismo. Nós nos ajoelhamos em frente ao poço das oferendas, pedimos permissão à Pachamama, jogando folhas de coca, para lhe entregarmos nossas oferendas. Enquanto vamos derramando os diferentes tipos de bebida, vinho, cerveja, álcool, etc, pedimos perdão, fazemos nossas preces e pedidos e agradecemos à proteção da mãe terra. Durante toda a cerimônia é feita uma defumação com uma planta, que alguns dizem ser alucinógena. Ao final brindamos e bebemos algumas bebidas licorosas que eles nos dão em copinhos e recebemos os confetes da alegria na nossa cabeça.

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina

Cerimônia e homenagem à Pachamama, em Humahuaca - Argentina


É uma cerimônia forte e muito simbólica. Saí dali com uma ótima sensação de bem estar, não só pelo incenso e pelas bebidas, mas sem dúvida por toda a energia positiva da natureza canalizada naquele ato. Começamos um novo ano reenergizados para os próximos 550 dias de estrada, de paz com a vida e em sintonia com a mãe terra, Pachamama.

Mais informações sobre a cerimônia podem ser encontradas neste link: http://www.tilcarajujuy.com.ar/general/calendario/pachamama/pachamama1.htm

Argentina, Humahuaca,

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Montes e Termas Sub!

Saba, The Bottom

Observando o pacífico e enorme tarpon durante mergulho em Babylon, na costa de Saba - Caribe

Observando o pacífico e enorme tarpon durante mergulho em Babylon, na costa de Saba - Caribe


Saba possui mais de 30 pontos de mergulho, todos a uma curta distância do porto em The Bottom. O bacana para os mergulhadores é a variedade dos mergulhos ao redor da ilha, recifes, corais, paredões, boulders, pináculos, profundos ou rasos, tudo com temperaturas e transparências caribenhas, o que significa 27 a 29°C e entre 20 e 30m de visibilidade. Mesmo com uma rápida navegação, os pontos de mergulho podem ficar bem chacoalhados, por isso eu logo cedo já tenho que me render ao remédio para enjôo, garantindo um dia muito mais feliz e sem náuseas.

Preparação para o primeiro mergulho na costa de Saba - Caribe

Preparação para o primeiro mergulho na costa de Saba - Caribe


Os mergulhos de hoje tiveram um perfil parecido com os de ontem, o primeiro no ponto chamado Twilight Zone. São duas montanhas submarinas na região dos pináculos, dos profundos um dos melhores mergulhos que fizemos.

Tubarão-lixa dormindo em Twilight Zone, na costa de Saba - Caribe

Tubarão-lixa dormindo em Twilight Zone, na costa de Saba - Caribe


Um cardume lindo de tarpões com pouco mais de um metro, barracudas, vários tubarões lixa e um caribbean reef shark que nos acompanhou uma boa parte mergulho. Águas azuis com mais de 30m de visibilidade, contornamos as duas montanhas, sendo vigiados de longe pelo tubarão que estava curioso com a nossa presença, foi sensacional!

Caribbean Reef Shark em Twilight Zone, na costa de Saba - Caribe

Caribbean Reef Shark em Twilight Zone, na costa de Saba - Caribe


Babylon, parte do grupo coralíneo da Tent Bay, é um conjundo de boulders e o que eles chamam aqui lava fingers, "dedos de lava" que escorreram e formaram pequenas paredes, hoje incrustadas de corais e esponjas.

Enorme lagosta se esconde em toca durante o 2o mergulho do dia, na costa de Saba - Caribe

Enorme lagosta se esconde em toca durante o 2o mergulho do dia, na costa de Saba - Caribe


Ali podemos sentir o calor das fontes termais na areia, sinal de que o vulcão ainda está lá, em algum lugar das profundezas! Além de vermos tubarões lixa dormindo, tartaruga, uma moréia pintada, uma lagosta imensa, cardumes de tarpões e outros peixinhos coloridos.

A sempre feroz moréia defende sua toca em Babylon, na costa de Saba - Caribe

A sempre feroz moréia defende sua toca em Babylon, na costa de Saba - Caribe


Voltamos do mergulho e o Rodrigo estava sentindo mais frio do que o normal. Sorte que sempre carrego um mini kit de primeiros socorros, e o termômetro já acusou 38,5°C. Dei a ele um paracetamol e ele dormiu a tarde toda. À noite Andreas organizou um churrasco com o pessoal da pousada. Hóspedes de diferentes países e todos com interesses comuns, mergulho ou trilhas e caminhadas. Eram 2 franceses, 1 húngara, 1 americana, 1 canadense e 2 holandeses, amigos de Andreas que vieram visitá-lo. Foi super bacana, um churrasco diferente dos nossos brasileiros, sem dúvida, espetinho de peixe e frango, milho e batatas assadas, além de uma costelinha de porco muito bem temperada. Alguns perguntaram por que eu estava tirando fotos e, além do blog, tive que explicar a eles o que é um verdadeiro churrasco, hahaha! Um deles meio indignado olhou pra mim e falou, “isso aqui não parece real para você?” hahaha! Enfim, tudo muito real e muito gostoso! O Ro, meio borocoxô e ainda meio febril foi dormir um pouco mais cedo, mas pelo menos bem alimentado.

Com um hóspede holandes no churrasco da Pousada El Momo, em Windwardside, Saba - Caribe

Com um hóspede holandes no churrasco da Pousada El Momo, em Windwardside, Saba - Caribe


Mesmo dentre tantas montanhas e uma minúscula ilha no meio do Caribe, o clima amistoso e receptivo de Saba faz nos sentirmos em casa.

Tartaruga durante mergulho em Babylon, na costa de Saba - Caribe

Tartaruga durante mergulho em Babylon, na costa de Saba - Caribe

Saba, The Bottom, beach, Caribbean, dive, mar, Mergulho, Praia, saba dive, sea, Windwardsite

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A Lendária Talkeetna

Alaska, Talkeetna

Antiga pousada  em Talkeetna, no Alaska, há mais de 60 anos recebendo alpinistas

Antiga pousada em Talkeetna, no Alaska, há mais de 60 anos recebendo alpinistas


Talkeetna entrou no meu imaginário do Alasca quando escutei pela primeira vez as histórias de montanhista do nosso primo Haroldo. Eu sempre imaginei uma cena bem bucólica de uma cidadezinha em meio a uma vasta planície despida de árvores e toda branca, salpicada de preto apenas pela linha de trem e algumas casas espalhadas. Ao fundo, o imenso Denali.

A primeira visão do Denali, a mais alta montanha da América do Norte, no Denali National Park, no Alaska

A primeira visão do Denali, a mais alta montanha da América do Norte, no Denali National Park, no Alaska


No meu mundo, durante o verão a pacata e distante cidade é invadida por aventurosos montanhistas, raros turistas curiosos e nos céus apenas aviõezinhos rodando ao redor da montanha. No inverno ela parece uma cidade fantasma. Se pudéssemos sentar do lado de fora e assistir o dia de Talkeetna ele poderia ser resumido como: curto, branco e gelado. Apenas algumas mulheres corajosas andariam de uma casa a outra para trocar pães e bolos, tomar um café com suas vizinhas e logo retornariam às suas casas.

Muita neve no Atigun Pass, ponto mais alto da Dalton Highway, com 1450 metros, na Brooks range, no norte do Alaska

Muita neve no Atigun Pass, ponto mais alto da Dalton Highway, com 1450 metros, na Brooks range, no norte do Alaska


Muito bem, chegamos à Talkeetna e hoje poderemos confrontar nosso imaginário com as cenas reais. A planície parece estar lá, entrecortada não por um, mas por três rios, o Susitna, o Chulitna e o Talkeetna que se encontram em algum lugar atrás das altas árvores amareladas. O branco só deve aparecer no inverno, afinal, como já descobrimos, nem todo o Alasca é coberto por neve o ano todo. O gelado, bem, o gelado continua aqui e só tende a piorar. Chegamos no começo da noite e a chuva caía sem cessar.


Até aqui do alto ela é bem verdinha

Também encontramos o trilho de trem, ele não está esteticamente localizado como nos meus sonhos, mas continua indo e vindo, trazendo turistas e moradores diariamente no verão e apenas uma vez por mês no inverno. Alguns moradores assumem a vida dupla, não podem viver em um ambiente tão gelado. Passam os meses de verão aqui e no inverno se mudam para algum lugar com sol, luz, sombra e água fresca. Hawaii, Flórida, Costa Rica, Panamá são alguns dos refúgios de verão preferido dos alascans. A temporada está no fim e os que ficam começam a se preparar para o frio. Terminar a colheita das frutas e legumes que ainda estão na horta, completar o estoque de madeira, que irá mantê-los aquecidos por todo o inverno, consertar quaisquer problemas nos encanamentos e telhados para que a casa aguente firme às nevascas, além de fazer um bom estoque de mercadorias, pois no inverno a maioria das lojas fecha e apenas alguns mercados se desdobram para se manter abastecidos.

O famoso trem da região de Talkeetna, no Alaska

O famoso trem da região de Talkeetna, no Alaska


Eu converso com alguns locais e tento saber qual é o dia-a-dia deles no inverno e ao invés das vizinhas correndo de uma casa à outra para trocar bolos, o que descubro é um mundo totalmente diferente. Os mais jovens e dispostos preparam os seus cachorros para fazer longas viagens em dog sledge, acampamentos no gelo, cross countries (aquele esporte em que usam umas raquetes de tênis nos pés) e nas montanhas vão esquiar e fazer snowboard. A caça é outro esporte amplamente praticado por jovens e anciãos, este tanto no verão, quanto no inverno. Aos poucos vamos nos acostumando com este conceito. A caça vem da cultura dos primeiros povos que habitam esta terra e foi transmitida aos colonizadores que aqui chegaram. Eles caçam alces, caribous e elks para o consumo da família e da comunidade e tentam aproveitar ao máximo tudo que vem do animal. A caça é regulada pelo estado e a venda da carne de caça é proibida por lei.

Muitos bares e cafés em Talkeetna, no Alaska

Muitos bares e cafés em Talkeetna, no Alaska


No verão a pequena cidade é mesmo invadida por centenas de montanhistas de vários cantos do mundo, todos com um único objetivo, chegar ao topo do Denali. Apenas 50% deles realmente conseguem. Dos trens, milhares de turistas transbordam aos borbotões e lotam os resorts, hotéis, restaurantes, lojinhas e as ruas da cidade histórica. Se tivéssemos aqui duas semanas antes, encontraríamos mais de 2 mil pessoas transitando pela rua principal. Hoje, ainda com chuva, encontramos alguns gatos pingados, lojas fechadas e avisos de encerramentos de atividades. Assim pudemos conhecer melhor a real Talkeetna, feita por gente comum, seus moradores e trabalhadores que ficarão aqui até a próxima temporada.

Cervejaria em Talkeetna, no Alaska

Cervejaria em Talkeetna, no Alaska


A cidade nasceu durante a corrida pelo ouro, quando mineiros prospectavam o Rio Susitna nos idos de 1896. Em 1915 ela se tornou base para um barco a vapor que trazia suprimentos aos mineradores e teve um boom demográfico quando entrou na rota da ferrovia que ligaria Seward a Fairbanks. Durante a construção da ferrovia em 1916 a cidade chegou a ter 1000 habitantes, mas em 1918 uma epidemia de gripe devastou boa parte da população e outra parte foi embora assim que concluiu o serviço, em 1923.

A mais antiga casa de Talkeetna, no Alaska

A mais antiga casa de Talkeetna, no Alaska


A cidade sobreviveu como base para caçadores, vendedores de pele, mineiros e alguns moradores que já pertenciam a este lugar. Podemos encontrar algumas pistas desta história caminhando pela cidade em menos de meia-hora. Passamos pela casa de um antigo trapper, o lugar da primeira high school e outros pontos históricos relevantes. O Talkeetna Museum e a Range Station também oferecem palestras e informações sobre a história da região, do montanhismo e sobre a montanha.

Relaxando e aproveitando a vida em Talkeetna, no Alaska

Relaxando e aproveitando a vida em Talkeetna, no Alaska


À noite percorremos os bares da cidade, procurando descobrir qual seria o bar onde o Haroldo comemorou sua conquista do Denali. Provamos a deliciosa sopa de queijo com cerveja na Denali Brewing Co. e fechamos a noite no bar mais roots da cidade, praticamente dentro do nosso motel, onde todos os boêmios da cidade terminam a sua noite, em volta do balcão ou da mesa de sinuca.

Um dos bares de Talkeetna, no Alaska, já bem tranquilo depois da temporada

Um dos bares de Talkeetna, no Alaska, já bem tranquilo depois da temporada


É, parece que agora já posso dizer que conheci a lendária Talkeetna. Mas eu ainda fiquei com um estranho sentimento que faltou alguma coisa. Talvez o branco... não sei... Ou foram muitas árvores, muita chuva e poucos montanhistas, algo ainda me instiga. Quem sabe ainda voltarei.

Alaska, Talkeetna, cidade histórica, Denali, Montanha

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A capital, Porto Velho

Brasil, Rondônia, Porto Velho

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Sempre fui curiosa para conhecer o estado de Rondônia. Um estado mais novo do que eu, com 70% da superfície coberta pela Floresta Amazônica, os outros 30% são uma zona de cerrados que cobrem a área do chapadão, onde estão a Serra dos Pacaás Novos e Chapada dos Parecis. Só poderia ser um lugar especial.

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


O antigo Território Federal do Guaporé tinha como principal atividade a extração de borracha e castanha do pará. Ok, castanha do Brasil como querem os nortistas, pois como se pode perceber ela nasce em toda a região norte, não apenas no Pará! Foi apenas depois da chegada da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que o território passou a ter maior importância, estratégica e econômica. A estrada foi construída para fazer o escoamento de mercadorias da região e principalmente um acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico. A ferrovia entrou como premissa para que a Bolívia “cedesse” o território do Acre ao Brasil.

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia

Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia


Assim nasceu Porto Velho. A pequena vila que se tornou a capital era o local do velho porto de escoamento de mercadoria no Rio Madeira, afluente do Rio Amazonas que por sua vez desagua no Oceano Atlântico. Hoje, Rondônia possui o terceiro maior PIB da Região Norte, depois do Amazonas e Pará, tem uma extensão cinco vezes maior do que a Croácia e o maior percentual de evangélicos do Brasil.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


A ferrovia trouxe o desenvolvimento ao antigo Território de Guaporé e Marechal Cândido Rondon trouxe o telégrafo, interligando as regiões mais remotas e isoladas do país. Não à toa em 1956, Rondon foi homenageado emprestando seu nome ao território, que em 1982 se tornou o estado de Rondonia. A segunda onda de ocupação ocorreu na década de 70 quando o governo militar fez uma distribuição de terras na região, na mesma época da construção da Transamazônica, com o intuito de ocupar o território e diminuir chances de problemas fronteiriços.

O esforço e os incentivos fiscais do governo federal em povoar a região começava a dar frutos. A abertura da fronteira agrícola, que avança velozmente desde o Mato Grosso, e a exploração de madeira e minérios fez com que algumas unidades de conservação ambiental fossem criadas a partir do final da década de 70. Quem diria que ali, no distante e pouco conhecido estado de Rondônia pode estar a maior reserva de diamantes do mundo? A Reserva Indígena Roosevelt possui mais de 2,7 milhões de hectares e pertence aos 1.200 índios cinta-larga que habitam a área. Já se sabe que o potencial desse garimpo é imenso e está entre os 5 maiores do mundo, o topo da lista só seria garantido após um estudo mais detalhado que não foi, e espero, não será feito em território indígena. Enquanto alguns enxergam riqueza, eu enxergo destruição de uma cultura, de uma floresta e toda sua biodiversidade, além da chegada dos piores problemas sociais que existem em torno desta atividade.

Enquanto isso não acontece, a terceira onda de ocupação explora os recursos hídricos da região, que veio recentemente com a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Um dos maiores tributários do Rio Amazônas, o Rio Madeira é o de maior velocidade entre os rios amazônicos. Mesmo sem um grande desnível, Santo Antônio foi construída na maior cachoeira do Rio Madeira. São 14m de desnível. Tão pouco, não é mesmo? Sim, mas com a velocidade do rio e a tecnologia de novas turbinas ela será capaz de gerar energia elétrica para 44 milhões de pessoas.

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia


135 km rio acima a Hidrelétrica de Jirau também está em construção. Nem quero dar uma de eco-chata aqui falando de impacto ambiental das represas e novos espelhos d´água destas duas represas imensas que acabam de ser construídas. Basta falar do impacto social que elas tiveram na região, que ávida pelo desenvolvimento, nem parou para pensar no que aconteceria com a chegada de milhares de novos trabalhadores para a construção da Usina. Atrás deles prostituição, alcoolismo e o tráfico de drogas, seguido pelo desemprego, afinal a construção pode durar 10 anos, mas quando ela acaba nenhum deles será mais necessário ali, nem os homens, nem as putas e muito menos os traficantes.
Ainda assim rodamos Porto Velho, uma capital nova, planejada e bem tranquila. A criminalidade infelizmente já deu sinais de vida, segundo nosso amigo Rodrigo que vive no centro da cidade, mas ainda não é comparável com o que vemos nas grandes cidades do sul e sudeste.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Você deve estar se perguntando. Por que alguém iria querer conhecer Porto Velho? Voltamos então à toda história contada acima e o mais louco é que, talvez por ela ser tão recente, ela é facilmente reconhecida quando rodamos pela cidade. O povo meio agauchado, misturado com goianos, mato-grossenses e toda qualidade de brasileiros empreendedores que você imaginar. Os nomes dos botecos, restaurantinhos e padarias te dão uma pista de quem são, de onde vieram e que tipo de comida você vai poder provar.

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Os pontos turísticos incluem a Praça da Caixa d´Água, que obviamente está no ponto mais alto da cidade e possui 3 grandes e antigas caixas d´água que abasteciam a capital.

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia

A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia


O Parque Ferrovia Madeira-Mamoré é o mais bonito, à beira do rio. Tem galpões culturais com feira de artesanatos, uma antiga locomotiva em exposição e um passeio peatonal delicioso, perfeito para um fim de tarde tranquilo às margens do rio, com direito a um belo por do sol alaranjado.

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Há alguns quilômetros dali, outro lugar bacana de visitar é o Mirante da Usina de Santo Antonio, de onde podemos ver a barragem de Santo Antônio ao lado de uma daquelas igrejinhas super charmosinhas, cena bucólica do interior.

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia


À noite a dica é conferir a culinária típica no Canto do Tucunaré, restaurante famoso por sua caldeirada deste peixe amazônico. Nas paredes vários quadros de grandes artistas e celebridades brasileiras que já estiveram lá provando a caldeirada de tucunaré e um dos melhores pirões que já comi na vida!

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia


Se você passar por Porto Velho, tire um dia para conhecer a segunda mais nova capital brasileira e conhecer um pouco mais da nossa cultura e história.

Brasil, Rondônia, Porto Velho, Canto do Tucunaré, Capital, Mirante da Usina de Santo Antonio

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Mariposa Grove

Estados Unidos, Califórnia, Yosemite National Park

Admirada com a gigantesca árvore sobre sua cabeça! (Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Admirada com a gigantesca árvore sobre sua cabeça! (Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Dia de ir embora nunca é um dia muito legal. Quando o tempo está chuvoso facilita um pouco, mas não diminui a vontade de explorar e conhecer. Saímos cedo no Yosemite Lodge em busca dos ursos pretos, tão comuns por aqui e que ainda não havíamos encontrado. Vimos até as caixas de segurança para as comidas nas áreas de camping, mas parece que os ursos não gostam muito de chuva. Passamos na entrada da trilha do El Capitán e da Yosemite Falls, mas a chuva e as dores no corpo que ficaram da caminhada de ontem me fizeram preferir continuarmos de Fiona.

Caixas lacradas, a prova de ursos negros, para estocar comida no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Caixas lacradas, a prova de ursos negros, para estocar comida no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


A Bridalveil Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

A Bridalveil Falls, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Pegamos a Southside Drive em direção à Bridelveil Fall, uma das únicas cachoeiras que não seca durante todo o ano. A pequena caminhada até o mirante ajudou a alongar e a perceber que o estrago no joelho foi pior do que eu imaginava! Rsrs! Ainda embaixo de chuva paramos no Tunnel View para a vista clássica do Yosemite Valley, normalmente a porta de entrada para a maioria dos viajantes que vem do sul da Califórnia.

Muita névoa no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Muita névoa no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Imaginem se eu não queria morrer por não ter vindo até aqui no nosso primeiro dia, com o restinho de luz, para ver o vale limpo e com o sol dourando as encostas. Enfim, a natureza tem diversas faces, a névoa e a chuva sem dúvida lhe confere um certo ar de mistério que não pode ser menosprezado.

Meio desanimado com as nuvens sobre a grandiosa paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Meio desanimado com as nuvens sobre a grandiosa paisagem do Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Com planos de viajar e chegar perto de San Francisco ainda hoje, tivemos que acelerar e passar algumas atrações históricas do parque na área de Wawona como o Pioneer Yosemite History Center e o próprio Wawona Visitor Center. Lá está também o hotel mais caro dentro do parque nacional, se não estamos dispostos a pagar os altos preços de hospedagem, talvez uma parada para um almoço ou um jantar possa ser uma ideia para conhecer a atmosfera deste hotel em estilo vitoriano que é um National Historical Landmark.

As milenares sequoias do Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

As milenares sequoias do Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Há poucos quilômetros dali, já pertinho da entrada sul do parque está uma das paradas obrigatórias do parque nacional: a Mariposa Grove. O bosque é a casa de mais de 500 sequoias gigantes em idade madura, as maiores árvores do planeta. Algumas delas chegam a 3 mil anos de idade, perdendo apenas para o bristelcone pine que pode chegar a quase 5 mil anos e também é encontrado aqui no leste do Yosemite e no Great Basin National Park, dentro dos Estados Unidos.

Um flerte milenar: o  'Solteiro e as Três Graças', na Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Um flerte milenar: o "Solteiro e as Três Graças", na Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Já do estacionamento vemos várias sequoias, guardiãs do tempo e da história neste nosso planetinha. Porém há mais vida além do estacionamento, dezenas de sequoias gigantes nos esperavam, abaixo da chuva, para uma despedida mais pessoal, já que serão as últimas que veremos durante os 1000dias. Então tive que tomar coragem, me haver com as minhas dores e sair caminhando pelo bosque. Foram em torno de 3 km entre o Bachelor & Three Graces, a Grizzly Giant, atravessamos o California Tunnel Tree e subimos até o belíssimo Faithfulll Couple. Mesmo em um bosque de gigantes é difícil não reconhecê-las, os nomes da sequoias são sempre bem sugestivos!

Minúsculo quando comparado à gigantesca sequoia, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Minúsculo quando comparado à gigantesca sequoia, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos


Assim fechamos nosso tour por um dos parques nacionais mais famosos e visitados dos Estados Unidos. Despedir-se de um lugar como o Yosemite só fica mais possível quando temos, dentro de nós, a certeza de que voltaremos.

Túnel sob uma sequoia viva, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

Túnel sob uma sequoia viva, no Mariposa Grove, no Yosemite National Park, na Califórnia, nos Estados Unidos

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El Místi

Peru, Arequipa

Local do Acampamento Base para o trekking do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Local do Acampamento Base para o trekking do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Trekkings e escaladas sempre foram paixões, mas como boa brasileira que sou nunca estive habituada à altitude. Durante as últimas semanas de viagem temos cruzado as regiões da cordilheira andinas, altiplanos, seus lagos, salares e vulcões. Descobri que meu corpo se adapta bem à altitude, não sinto dores de cabeça e nenhum outro sintoma do famoso “mal de puna” ou “sorotchi”, o mal da altitude.

Subindo o vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Subindo o vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


A minha primeira investida à uma montanha acima dos 5.000m foi apenas 12 dias atrás, quando fizemos um trekking até os 5.300m no Cerro Toco (5.600m), que estava com sua trilha principal inacessível pelo acúmulo de neve. Hoje nos preparamos para um desafio maior: vamos ao cume do El Místi a 5.830m!

O belo vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

O belo vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Um dos principais cartões postais de Arequipa, o El Místi é um vulcão ativo adormecido e possui aquele formato cônico mais tradicional, dos vulcões que vemos em desenhos animados. Sua última erupção foi nos idos de 1400, quando os Incas ainda dominavam a região, antes da dominação espanhola.

Inicio de caminhada rumo ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Inicio de caminhada rumo ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


O nosso grupo é formado por 11 pessoas, sendo 2 guias, José e Júlio e 9 turistas. Destes, 5 canadenses, 2 peruanas limeñas, eu e o Rodrigo. 3 canadenses são jovens estudantes de farmácia, tipos atléticos e bem esportistas que estão empolgadíssimos para sua primeira grande montanha. Os outros 2 canadenses e suas companheiras peruanas tampouco possuem experiência, uma delas inclusive já tentou subir a montanha no ano passado mas não chegou ao cume.

Subindo o vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Subindo o vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Júlio é um guia experiente, já possui 25 anos de montanhismo aqui no Perú, entre os vulcões de Arequipa e as montanhas nevadas da Cordillera Blanca em Huaráz. Ele será o chefe da expedição, contando com toda a experiência de Julio, segundo guia, que virá fechando o grupo.

Entrando na reserva do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Entrando na reserva do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


A caminhada começou em torno das 10h da manhã, aos 3.400m, cada um de nós carregando suas mochilas com sacos de dormir, isolantes térmicos, roupas, lanches e 5 litros de água. Durante a caminhada dois grupos se formaram naturalmente, o mais rápido formado pelos 3 canadenses, eu e Rodrigo, à frente com José e o segundo mais lento, com os dois canadenses e as peruanas que ficaram com Júlio para trás.

Inicio de caminhada rumo ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Inicio de caminhada rumo ao topo do vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Dois canadenses estavam bem, aclimatados e resolveram acelerar. Eu mantive meu ritmo, quase sempre junto do José e o Rodrigo adotou a tática de ficar por último sempre e dar tiros para chegar junto com os dois canadenses, assim passava um tempo comigo e seguia o seu ritmo acelerado preferido. Ótimo também para as fotos e filmagens, pois sempre tinha todos os ângulos! Rsrsrs!

As paradas para descanso, água e um lanche rápido eram de uma em uma hora até os 4.000m, quando o terreno ficou bem mais inclinado e a altitude começa a pegar mais e então as paradas passaram a ser de 30 em 30 minutos, porém mais rápidas. Vistas lindas e até um beija-flor com suas asas aceleradas nos acompanharam até o campo base, a 4.600m de altitude. Dia tranquilo de caminhada e logo estávamos com o nosso acampamento montado e, do nosso quintal, a vista da cidade de Arequipa e do Pichu Pichu, montanha com 5.571m.

Visão do nosso acampamento no vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Visão do nosso acampamento no vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru


Um final de tarde inacreditável e o ascender das luzes de Arequipa nos acompanharam no jantar. O sol baixou e sem ele a temperatura despencou, havia pouco vento, mas as 2 camadas de calça e 5 de casacos e blusas não foram suficientes para agüentarmos todo o jantar do lado de fora da barraca.

Incrível pôr-do-sol visto do acampamento nas encostas do El Mistí, em Arequipa - Peru

Incrível pôr-do-sol visto do acampamento nas encostas do El Mistí, em Arequipa - Peru


Sopinha, macarrão, ao final quase congelado, e um chá quentinho fecharam cedo as atividades do nosso primeiro dia no El Místi. Até logo Arequipa iluminada, nos vemos à 1h da manhã.

As luzes da cidade de Arequipa vistas do nosso acampamento no vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

As luzes da cidade de Arequipa vistas do nosso acampamento no vulcão El Mistí, em Arequipa - Peru

Peru, Arequipa, El Mistí, Escalada, Montanha, Trekking

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Old West Californiano

Estados Unidos, Califórnia, Pioneertown

Quase um cowboy! (em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos)

Quase um cowboy! (em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos)


Velho Oeste na Califórnia? Sim, mais especificamente em San Bernardino County, é onde está localizada Pioneertown, esta pequena vila de 350 habitantes.

Chegando à Pioneertown, antigo setting de filme de faroeste ao lado do Parque Nacional de Joshua Tree, na Califórnia, nos Estados Unidos

Chegando à Pioneertown, antigo setting de filme de faroeste ao lado do Parque Nacional de Joshua Tree, na Califórnia, nos Estados Unidos


Idealizada e construída para ser um set de filmagem de filmes e seriados do Velho Oeste em 1946, Pioneertown foi cenário para produções como The Cisco Kid, Vida contra Vida, The Cowboys and the Indians e vários outros.

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos


A ideia dos empresários e atores na época foi construir um cenário onde os atores também pudessem morar e assim até hoje a cidade possui as construções originais na Mane Street, como o boliche, o salão, a casa de banhos e algumas lojas restauradas e hoje utilizadas para venda de artesanatos e souvenirs.

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pioneertown, setting hollywoodiano de cidade de faroeste, na Califórnia, nos Estados Unidos


Pele Vermelha e Cara Pálida em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Pele Vermelha e Cara Pálida em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


O Pappy & Harriet´s Pioneertown Palace é uma das principais atrações da cidade, um bar com decoração e clima de velho oeste, boa música e uma carne deliciosa.

O agitado Pappy & Harriet, bar em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

O agitado Pappy & Harriet, bar em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ao lado está o Pioneertown Motel, onde podemos ficar hospedados nos mesmos quartos antes utilizados pelos grandes atores hollywoodianos da época. O nosso quarto era onde ficava Roy Rogers, além de ator, ele também foi um dos entusiastas empresários que bancou a construção da cidade.

Nosso motel em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nosso motel em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


Alguns devem estar se perguntando, como foi que vocês foram cair aí? Pioneertown está a poucos quilômetros de um dos muitos de Parques Nacionais na Califórnia, o Joshua Tree National Park. Não havia melhor pedida que unir o útil ao divertido e agradável clima de velho oeste hollywoodiano antes de sairmos para explorar as belezas naturais californianas.

Uma legítima Joshua Tree na noite de Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Uma legítima Joshua Tree na noite de Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos


Fechamos o dia de viagem e explorações no saloon do povoado, ouvindo uma dupla country feminina no melhor estilo americano, um belo copo de chopp na mão e uma história para contar.

Show de música country no Pappy & Harriet, bar-restaurante em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Show de música country no Pappy & Harriet, bar-restaurante em Pioneertown, na Califórnia, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Califórnia, Pioneertown, Old West, Velho Oeste

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Cartagena de Índias

Colômbia, Cartagena

Centro histórico de Cartagena, na Colômbia

Centro histórico de Cartagena, na Colômbia


Uma cidade festiva, o coração e a cara de toda costa caribenha colombiana, não é a toa que Cartagena é o destino preferido de muitos super stars e até mesmo de pobres turistas como nós. Cercada por ilhas paradisíacas, com praias de areias brancas e águas esmeralda, muralhas, lendas, arte contemporânea, popular e tudo isso temperado com muita salsa!

Uma das muitas ruas charmosas do centro de Cartagena, na Colômbia

Uma das muitas ruas charmosas do centro de Cartagena, na Colômbia


Cartagena está presente na história latino-americana como o principal porto espanhol no mar do Caribe e um dos capítulos mais importantes foi o combate às armadas inglesas em meados do século XVIII. A maior frota inglesa que já foi vista em mares caribenhos na história foi derrotada pelo cansaço.

Corredores do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia

Corredores do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia


As tropas espanholas tinham menor número, porém a posição estratégica da cidade e do forte Castillo San Felipe, protegeram a baía de Cartagena por semanas. A falta de comida, as doenças e o cansaço acabaram vencendo as tropas inglesas, que foram obrigadas a retirar-se. Há quem diga que a América do Sul falaria inglês hoje, não fossem as muralhas e fortalezas de Cartagena.

O alto do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia

O alto do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia


Um passeio pela cidade “amurallada” nos leva a Plaza San Domingos, onde estão bons restaurantes e um ambiente gostoso para uma cervejinha enquanto observamos a vida passar.

Passaendo no centro histórico de Cartagena, na Colômbia

Passaendo no centro histórico de Cartagena, na Colômbia


Carruagens, bicicletas, turistas, vendedores ambulantes e garçonetes disputando clientes, em frente a uma das esculturas de Bottero. Uma de suas gordinhas simpáticas que encontramos em algumas cidades colombianas.

Botero, na Plaza San Domingo, na cidade murada de  Cartagena, na Colômbia

Botero, na Plaza San Domingo, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia


Duas quadras adiante estão as muralhas, em frente ao mar. Sobre elas estrategicamente posicionado, não mais estão as tropas espanholas, mas sim o Café del Mar. Um dos preferidos happy hours da cidade, tem uma linda vista para o mar e o skyline de Boca Grande, a Miami cartagenera. Do lado de fora do bar, ainda nas muralhas, está o happy hour dos locais ou daqueles não querem gastar 9 mil pesos em uma cerveja ou 20 mil pesos em um drink (1.000 pesos colombianos = 1 real). Eles terão a mesma vista, um lindo pôr-do-sol e um ambulante vendendo uma Club Colombia gelada por justos 3 mil pesos.

O famoso Café del Mar, em Cartagena, na Colômbia

O famoso Café del Mar, em Cartagena, na Colômbia


Foi um destes ambulantes que nos contou uma das lendas mais importantes para o orgulho indígena cartagenero. A lenda da índia Catalina, uma menina esperta escolhida a dedo pelos espanhóis que a levaram aos 12 anos de idade para a Europa para aprender espanhol e servir de tradutora nas negociações entre os dois povos.

A enorme bandeira de Cartagena no topo do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia

A enorme bandeira de Cartagena no topo do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia


Anos depois voltaram com Catalina a Cartagena e não demorou a que ela percebesse as más intenções que tinham os espanhóis. Indignada, tentou resolver o impasse com diplomacia, porém vendo que seria impossível, organizou um grupo de rebeldes. Catalina e seu povo foram para a mata e resistiram bravamente aos absurdos impostos pelos colonizadores. Estes a buscaram por anos e anos, porém algum dos seus a delatou. Durante as noites ela fugia do estresse da vida de guerra e perseguição, para alimentar os golfinhos em uma das baías próximas a Cartagena, onde os espanhóis a encontraram. Mesmo os pedidos abrasados de seu amante, um capitão espanhol, não foram suficientes, ela foi alvejada em praça pública aos 28 anos.

Um das centenas de canhões nas muralhas de Cartagena, na Colômbia

Um das centenas de canhões nas muralhas de Cartagena, na Colômbia


Depois do happy hour, uma passadinha no bar Esquina San Diegana, próximo a Plaza San Diego ou rumamos à Getsemani. Bairro turístico fora da cidade amurallada, Getsemani é um bairro popular que possui diversos hostels baratos e também a melhor balada da cidade.

Praça iluminada no início da noite, em Cartagena - Colômbia

Praça iluminada no início da noite, em Cartagena - Colômbia


O Café Havana e o Quiebra Canto ficam a apenas duas quadras de distância e possuem a melhor salsa da cidade. Ali, entre os dois na rua transversal ainda há uma terceira opção com uma banda mais eclética, que toca fusion de musica latina, rap e eletrônica.

O famoso Cafe Havana, em Cartagena, na Colômbia

O famoso Cafe Havana, em Cartagena, na Colômbia


Noite de salsa em Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)

Noite de salsa em Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)


Boca Grande é o bairro moderno, com uma praia feiosa, cassinos e diversos restaurantes. Fica um pouco fora de mão para quem está querendo explorar as belezas da cidade histórica e curtir uma Cartagena mais autêntica. Este acaba sendo mais um bairro moderno, como de qualquer cidade costeira no Brasil. De qualquer forma, procurando bem eles também possuem hotéis, restaurantes e baladas atrativas para todo público.

Praia do bairro de Boca Grande, em Cartagena, na Colômbia

Praia do bairro de Boca Grande, em Cartagena, na Colômbia


Manga é uma vizinhança que deve interessar a poucos, mas não podemos deixar de citar, já que foi um dos mais frequentados pelo casal aqui. Lá é onde estão localizadas a Sociedade Portuária, a Companhia Naves Colômbia, que está fazendo o transporte da Fiona para o Panamá e uma das principais marinas de embarque de passageiros nos veleiros que partem para o Panamá.

Baía de Cartagena, na Colômbia, vista do apartamento do Eligio, no bairro de Manga

Baía de Cartagena, na Colômbia, vista do apartamento do Eligio, no bairro de Manga


Toda a nossa burocracia, idas e vindas do porto, DIAN (aduana colombiana), etc, etc, era ao redor de Manga. Um bairro gostoso, central, tranquilo e bem prático, com restaurantes, supermercados, banco e tudo o que precisa super à mão. Não foi a toa que Eligio escolheu viver ali. A vista de seu apartamento no 20° andar é sensacional! Conhecemos Eligio em uma das noites na Esquina San Diegana.

Com o Eligio e a Melisa depois do almoço com camarão e vinho e vista maravilhosa de Cartagena, na Colômbia

Com o Eligio e a Melisa depois do almoço com camarão e vinho e vista maravilhosa de Cartagena, na Colômbia


Ele assistia o jogo da Venezuela x Colombia pelas eliminatórias da copa, porém torcendo para o time contrário. Venezuelano radicado na Colômbia a 3 anos, ele saiu do seu país por discordâncias políticas e boa proposta de trabalho no crescente mercado colombiano. Sorte, o jogo deu 1 x 1 e nós fomos convidados para um almoço delicioso na sua casa. Tivemos uma tarde super agradável com uma vista sensacional da baía de Cartagena, Boca Grande e do centro histórico.

O incrível pôr-do-sol sobre a baía de Cartagena, na Colômbia, visto do 20o andar, no apartamento do Eligio

O incrível pôr-do-sol sobre a baía de Cartagena, na Colômbia, visto do 20o andar, no apartamento do Eligio


Foram 12 dias que passamos em Cartagena. Fiestas Novembrinas, muitos amigos, muitos estresses. Dias sem luz e ar condicionado, dias no porto e no hotel rezando para que tudo finalmente se resolvesse. Enfim, levamos de Cartagena boas histórias e as melhores memórias. Playa Blanca, Baru e Islas Rosário ficarão para a volta, já que é o nosso caminho para casa depois das Américas acima do equador. Entonces, hasta la vista baby!

Fim de tarde no Cafe del Mar em Cartagena, na Colômbia

Fim de tarde no Cafe del Mar em Cartagena, na Colômbia

Colômbia, Cartagena, Arquitetura, Cartagena de Índias, cidade histórica

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