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Susan (29/12)
Amilsem (28/12)
Oi Ana, Valeu ae pelas dicas...Obrigado mesmo!! Feliz Ano Novo!!...
Renata Perin (28/12)
ola Ana, vi as fotos de vcs e ja naveguei um pouco no site. Maravilhoso!!...
Âmilsem (27/12)
Olá! Tbm vou para carneiros em janeiro e ficaremos na pousada do farol. ...
Camila (27/12)
Oi Ana,tudo bem? Eu sou louca por Mucugê, jah fui pra lá muitas vezes ...
O feliz reencontro com a Fiona no porto de Manzanillo (Colón), no Panamá
A correria para retirada do carro foi pentelha, mas conseguimos fazê-la em apenas 10 horas, divididas em dois dias. Começamos a correr atrás dos trâmites ontem as 13h30 e a desinformação foi o principal problema. O pessoal da Wallenos não estava muito preocupado e não sabia dar as orientações corretas. Enquanto eu esperava no táxi, aprendendo mais sobre a cidade e ouvindo as histórias do Júlio, taxista que nos acompanhou, Rodrigo batia cabeça de janela em janela do Manzanillo.
Código de barras na janela da Fiona com as especificações do "local de entrega" (no porto de Manzanillo - Colón, no Panamá). Funcionou!!!
Precisamos correr e contar com a boa vontade da Dona Maria para tirar o carro hoje. Durante a semana os escritórios portuários fecham às 16h e para ajudar um pouco a aduana não abre, no sábado, no domingo e muito menos segunda, que é feriado nacional. Mas Dona Maria na aduana viu a cara de desespero do Ro e resolveu ajudá-lo. Voltou ao porto no sábado pela manhã e expediu o documento que precisávamos para continuar o processo.
Após 12 dias em Cartagena, 5 deles dentro do Porto de Contecar, 1 dia cruzando o Mar do Caribe sobre o AIDA e 3 dias nos aguardando no Porto de Manzanillo em Colón, Fiona finalmente está livre!
Exibir mapa ampliado
Quando a Fiona viu o Rodrigo ela não acreditava! Seus faróis estavam acesos e espertos e ela abanava seu limpador de pára-brisas de tanta felicidade! Foi a primeira fez que colocou suas rodas em outro continente, a América Central. Quando a viu, Ro não conseguiu se conter, a alegria foi tão grande que se emocionou e contagiou todos os estivadores e funcionários do porto que estavam ao seu redor. Eu que não podia entrar no porto, fiquei no hotel arrumando as coisas e mandando as boas energias, torcendo para que o Ro conseguisse terminar o processo hoje. Agora sim, finalmente podemos dizer que chegamos ao Panamá!
A paisagem desértica dos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
A Venezuela é um país cheio de surpresas. Já o havíamos visitado em 2007 e sabíamos que faltava conhecermos a região de Mérida, os Andes Venezuelanos e um tal Parque Nacional de águas azuis caribenhas. O que eu não imaginava é que encontraria aqui um lugar com desertos, dunas, lagoas salgadas e uma coleção de vilarejos charmosos, em uma península perdida entre a Colômbia e o Mar do Caribe.
Propaganda nos muros de Moruy, pequena cidade na península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
A Península de Paraguaná está no extremo norte do país, possui um clima semiárido ressequido, daqueles que sempre imaginamos acabar com qualquer paisagem e diversão e aí está o maior erro da maioria dos mortais. Este clima é o responsável por criar alguns dos cenários mais incríveis do mundo!
A paisagem desértica dos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
O nosso passeio parte da cidade histórica de Coro, subindo a estrada que cruza o Istmo de Médanos que conecta a maior península da Venezuela ao continente por uma imensa faixa de areia.
Caminhando pelos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
O Parque Nacional Médanos de Coro preserva este cenário de dunas com mais de 30m de altura! Paramos por alguns minutos e viajamos rapidamente pelos mais diferentes desertos que já estivemos nestes 1000dias: Lençóis Maranhenses, Deserto do Atacama, Deserto de Mojave, Death Valley e tantos outros que ainda hemos de conhecer neste mundo! As dunas móveis são levadas de um lado a outro e por vezes cobrem a própria estrada que dá acesso à península.
Subindo nas dunas de Médanos de Coro, no noroeste da Venezuela
As dunas invadem a estrada nos Médanos de Coro, na entrada da península de Paraguaná, no noroeste da Venezuela
O roteiro continua passando pelas cidades históricas e igrejas de Santa Ana, Moruy e Pueblo Nuevo, vilas que parecem estar paradas no tempo e no espaço, cada uma com um charme recatado dentre suas igrejas coloridas e habitantes simpáticos.
Observando a igreja de Santa Ana, cidade histórica na península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
A igreja de Moruy, pequena cidade na península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
A igreja de Buena Vista, cidade na península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
Neste roteiro damos a volta ao Cerro Santa Ana, uma montanha que se ergue isolada e imponente no meio da península a 830m sobre o nível do mar. Dizem que nos dias mais limpos pode-se ver Aruba lá do alto! A coceira para fazer este trekking foi grande, mas com o cronograma apertado acabamos seguindo direto para a costa.
O Cerro de Santa Ana, maior montanha da península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela. Lá do alto, pode-se ver Aruba!
Ao norte da cidade de Santa Rita estão as Lagunas de Tiraya e as Salinas de Cumaraguas. É neste ambiente hostil de lagoas rasas, quase secas e extremamente salgadas que encontramos flamingos e garças paletas se alimentando do seu pequeno crustáceo preferido. As lagoas formam uma rara palheta de cores do verde e azul escuro ao rosa, alaranjado, cobre e vermelho.
Culhereiros na Laguna de Tiraya, na península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
Culhereiro sobrevoa a Laguna de Tiraya, na península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
A colorida Laguna Cumaraguas, na península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
Menos de 15 km ao sul está Adícora, a principal cidade à leste da península. Suas casinhas coloridas, praias de águas rasas e ventos incessantes criam o ambiente perfeito para a prática de kite e windsurfe.
As casas coloridas da cidade de Adícora, no litoral da península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
O farol de Adícora, no litoral da península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
Saímos de Coro hoje sem grandes pretensões e voltamos impressionados com a diversidade de ambientes naturais que encontramos em um espaço tão pequeno. Um dia é suficiente para percorrer estes lugares, mas se tempo não for problema e houver disposição, subir o Cerro Santa Ana em um dia e fazer umas aulinhas de kitesurf em Adícora são uma ótima pedida! Nós continuamos as nossas explorações no norte da Venezuela e arredores de Coro na úmida Sierra de San Luís, assunto para o próximo post.
Chegando à Adícora, cidade no litoral da península de Paraguaná, ponto mais ao norte da Venezuela
Muitas fissuras no gelo azul da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
A capital do Alasca pode ficar ofuscada pela grande metrópole, Anchorage, mas não poderia ficar de fora do nosso roteiro. Sua história e suas riquezas naturais são a porta de entrada para um novo mundo que começaremos a explorar nesta semana na região sudeste do Alasca.
Tarde de chuva e paz no St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska
O ano era 1880, Richard Harris e Joe Juneau buscavam ouro nestas terras longínquas. Seu guia nesta busca era Kowee, o chefe da tribo Tinglít que habitava a região. Ele o levou às margens do rio dourado, batizado de Golden Creek. Kowee não imaginava como sua vida mudaria a partir deste momento.
Uma das capelas do St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska
Um acampamento de 40 garimpeiros se formou e cresceu em torno da extração do ouro, atraindo comerciantes, missionários e grandes companhias mineradoras. Assim nasceu Juneau, com mais de 66 milhões em ouro extraídos na Mina Treadwell e 80 milhões (equivalentes hoje a 4 bilhões de dólares) da Mina Alaska-Juneau. Esta foi a maior operação mineira no mundo nos idos de 1916, movimentando os mercados de pesca, trazendo fábricas de enlatados, serrarias, transportadoras e até o turismo. Apenas mais tarde, no ano de 1959 foi que Juneau se tornou a capital do Alasca.
O musgo é a primeira vegetação a ocupar o terreno deixado para trás pela Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
Desde 1900 as histórias de garimpeiros e o extraordinário cenário destas terras atraíram visitantes para a região. Glaciares, fiordes e florestas já seriam motivos suficientes, mas a natureza ainda proporciona espetáculos como a corrida do salmão, ursos grizzlies pescadores e até baleias para os mais sortudos. Um detalhe importante é estar atento às temporadas de cada um destes animais, para escolher a melhor época para a viagem. O verão normalmente reúne a maioria deles: os salmões sobem os rios e atraem os ursos para os cursos d´água, as baleias jubarte chegam às baías em busca de alimento e são atração garantida durante os tours whale watching. Junto com os salmões, ursos e baleias chegam também hordas de turistas nos grandes navios de cruzeiros e os preços sobem bastante.
A Nugget Falls, bem ao lado da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
Nós chegamos no final da temporada, os preços de hospedagem e ferry estão melhores, mas praticamente todas as portas se fecham quando o último cruzeiro vai embora. Vimos um navio no porto e pensamos “opa! chegamos a tempo!”, mas infelizmente não encontramos mais nenhum tour operando para o Tracy Arm Fjord, Glacier Bay, ou mesmo guias especializados para nos levar às cavernas de gelo nos glaciares. Todos, sem exceção, tinham acabado de fechar para a temporada de inverno. Fiquei bem chateada, mas o que não tem remédio, remediado está e como tudo sempre tem um lado bom, assim até economizamos! Rsrs!
Pequenos icebergs flutuam no lago da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
Sem os tours, ficamos sem os icebergs e grandes paisagens de gelo próximas do mar, que a propósito, eu achava que estariam por todo o litoral. O Tracy Arm parece ser o único lugar para ver icebergs e na Glacier Bay o grande campo de gelo margeando a costa. Ainda assim Juneau não decepciona e ainda reserva bons motivos para ser visitada. O primeiro e principal deles é o grande Mendenhall Glacier, um belíssimo glaciar com paisagens magníficas e a apenas 15 km do centro da cidade.
Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
Uma língua de gelo de 19 km que liga o Lago Mendenhall ao Juneau Icefield. Com mais de 2 quilômetros de largura e 30 metros de altura ele é um dos 38 grandes glaciares que escorrem do Juneau Icefield, formando vales, lagos e paisagens como esta.
Aproximando-se da Medenhall Glacier e da Nugget Falls, em Juneau, a capital do Alaska
Os icebergs são esculturas flutuantes formadas por gelo azul, o mais puro e cristalino. Nos arredores estão os mais de 5 milhões e meio de acres da Tongass National Forest com árvores imensas da floresta úmida que cobre todo o sudeste do Alasca. Algumas trilhas dão acesso ao lago e a mirantes, a trilha até a Nugget Falls é super agradável e dá uma noção melhor das mudanças que vem ocorrendo nesta paisagem.
Pequenos icebergs e a incrível Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
O centro de visitantes possui uma exposição bem completa sobre a história geológica do Mendenhall, que está em um processo acelerado de retração, ou seja, descongelamento. Só para vocês terem uma ideia, antes de 1958 este lago não existia! Monitorado pelos cientistas desde 1942, sabe-se que de 1951 a 1958 a face terminal do glacial retraiu 580m. Desde 1958 já se foram mais 2.820 km, quando o lago foi criado, e antes de 1765 a ponta do glaciar se estendia por mais 4 km.
Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
Esta é uma das medidas mais claras que temos dos efeitos do aquecimento global e ainda existem pessoas que não acreditam, como se fosse questão de crença! Temos que fazer nossa parte: diminuir o consumo, maximizar a reciclagem e, principalmente, acreditar que se cada um de nós agir, podemos juntos fazer a diferença para o nosso planeta.
Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska
A chuva voltou a cair e nós continuamos a explorar a curta estrada ao norte de Juneau, em busca das nossas amigas baleias. A dica dos locais foi um lugar chamado Shrine of St. Therese. Uma pequena península que entra na baía e é um hot spot de pesca. Peixes atraem todo o tipo de vida marinha, focas, leões marinhos e até baleias!
O sereno St. Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska
Não vimos baleia alguma, apenas algumas focas pescando e um lindo stellar, o maior leão marinho do mundo, nadando ao redor. Porém o santuário não é apenas um lugar para encontrarmos os animais, mas um lugar mágico onde encontramos uma forte energia contemplativa. Percorremos o labirinto, criado pela igreja católica como um meio de concentração para as orações, e meditamos em contado com a natureza e a nossa energia interior sem nem sentirmos a chuva cair.
Percorrendo o longo caminho do labiribto, no St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska
Ainda aproveitamos este tempo chuvoso para escrever, descansar e acabamos nem conhecendo o Alaska State Museum, com exposições sobre a história e a arte dos povos indígenas da região, mas fica aí a dica para incluir no roteiro.
O Museu Estadual em Juneau, a capital do Alaska
Pois é, a chuva continua nos acompanhando e logo descobrimos que não é nada pessoal. Nós estamos não apenas em uma das épocas mais chuvosas, mas em um dos lugares com maiores índices de precipitação em toda a América do Norte. Aqui quando não chove, neva e os locais até estranham quando aquela “estranha bola amarela” aparece no céu. Cuidado! Se ela aparecer em mais de 60 dias durante todo o ano estamos a perigo! Não é a toa que, além de muito bem equipados com suas roupas impermeáveis e botas de borracha, os alascans andam pelas ruas como se a chuva não existisse e dizem: “é o nosso brilho de sol líquido”.
Caminhando pelas ruas de Juneau, a capital do Alaska
O sereno St. Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska
Assim , mesmo no verão, já venham com espírito e a mala preparados para enfrentar chuva. Enfiem o dois pés na poça d´água e aí sim poderão sentir como vivem os alascans! Depois, uma Alascan Amber ou uma Brown Kodiak são uma boa pedida para esquentar.
Tomando cerveja local em Juneau, no Alaska
A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos
A região de Flagstsaff oferece muitas atividades de aventura e natureza para o pouco tempo que temos. No inverno o Snowbowl é a principal atração, com uma estação de esqui que é o principal playground de toda a região. No verão a estação fecha, mas uma infinidade de trilhas e passeios se abrem para descobrirmos um Arizona mais parecido com os que temos na nossa memória.
Quando há neve, a região do Humphrey Peak atrai muitos esquiadores à Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos
Começamos o dia lá mesmo, na entrada do Snowbowl. Já com pouca neve, a estação de esqui fechou há uma semana. Ainda assim o tempo nos dois últimos dias esfriou e na última noite tivemos neve no alto das montanhas, nos contou um dos funcionários. Eles nos advertiram que a trilha para o Humphreys Peak não estaria muito fácil de ser visualizada e mais difícil de ser acessada depois dos 11 mil pés, mas que conseguiríamos ter uma boa vista.
Início da trilha para subir o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos
Nosso plano não era chegar até o topo, já que este seria um trekking de 8 horas. A trilha completa tem em torno de 4,5 milhas, pouco mais de 7 km. Caminhamos entre pinheiros e árvores imensas, cruzando o tempo todo com pegadas de esquilos, coelhos e raposas. A neve estava fofa em vários trechos da trilha, mas havia também pegadas frescas de pelo menos mais duas pessoas que entraram na trilha mais cedo rumo ao pico.
Depois da neve da madrugada, os pinheiros estavam brancos na subida do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos
Subimos lentamente por aproximadamente 2 milhas, quando as pegadas começaram a ficar desencontradas, a trilha mais difícil de encontrar e a neve muito fofa. Conseguimos ainda ter uma vista bacana da região, lagos e uma floresta verde de coníferas.
A bela paisagem da região do Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos
Após nos afundarmos na neve até os joelhos, hora de dar meia volta e regressar em direção ao próximo destino, em direção à cidade de Sedona.
Muita neve na trilha que sobe o Humphrey Peak, em Flagstaff, no Arizona, Estados Unidos
Existem duas estradas de Flagstaff para Sedona e aqui você definitivamente deve pegar a estrada do Oak Creek Canyon, que talvez seja até mais curta, mas suas curvas a tornam muito mais prazerosa e demorada.
O belo canyon de Oak Creek, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos
Afundamos rapidamente no cânion e aos poucos conseguimos enxergar as formações rochosas e avermelhadas dos arredores. Pousadas charmosas na beira do rio e várias opções de campings já mostram que o lugar é famoso entre os americanos para feriados e férias.
O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos
Nesta mesma estrada encontramos a entrada do Slide Rock State Park, o trecho mais cênico do Oak Creek Canyon, onde o riacho esculpiu gentilmente as pedras e formou um balneário natural lindo.
O belo rio no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos
Uma antiga plantação de maçãs, hoje o parque estadual conta com uma pequena infra-estrutura de bar, banheiros e área de piquenique. A trilha passa pelas macieiras e segue rio acima.
Bosque de macieiras no Slide Rock State Park, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos
Os corajosos entram na água que deve estar perto dos 16°C de temperatura, homens, mulheres e crianças, se esbaldando nas piscininhas e corredeiras do rio enquanto o sol ajudava a esquentar. O parque fecha as 17h, hora de continuarmos em direção à Sedona.
As belas paisagens do Oak Creek Canyon, perto de Sedona, no Arizona, Estados Unidos
Se você vai visitar a região e seu foco não for o Snowbowl de Flagstaff (montanhas e estação de esqui), ou mesmo que seja, mas não tenha preguiça de dirigir, sem dúvida alguma Sedona é deve ser a sua base. Uma cidade charmosa para os padrões americanos, com um boulevard agradável de caminhar com várias opções de cafés, restaurantes e curiosidades do mundo místico.
A cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos, está no meio de uma incrível paisagem
Massagens, terapias alternativas e palestras sobre a kundaline são facilmente encontradas em cartazes da cidade. Algumas pessoas implicam com esse “povo alternativo”, como eu sou filha de uma médica homeopata e um psicólogo transpessoal, eu adoraria passar um tempo por aqui explorando e conhecendo por mais tempo. Normalmente esse “povo alternativo” escolhe uns lugares bem especiais para montar sua base, lugares com uma energia especial. Você não precisa ser muito sensitivo para perceber isso, é só olhar ao redor.
Enormes paredões coloridos ao lado da cidade de Sedona, no Arizona, Estados Unidos
Feira de turismo no Anhembi - São Paulo
Realmente tudo acontece aqui em São Paulo. Ontem a Val, minha amiga de infância me ligou, pois tinha acabado de chegar a SP para o 5° Salão de Turismo promovido pelo Ministério de Turismo. É claro que nós decidimos ir lá conferir, afinal se queremos nos tornar turistas profissionais temos que ir lá descobrir como esse povo faz! Além disso também poderíamos encontrar informações interessantes para a nossa viagem.
O salão é um mundo à parte. Dividido por regiões do Brasil ele apresentou as atrações turísticas de cada estado, além das culturais como danças típicas, gastronomia, música, artesanato, entre outras. Logo ao lado você encontrava também estandes de empresas fornecedoras do setor, companhias aéreas, hotéis, operadoras de turismo e afins. Outra área da feira reunia em um só lugar uma degustação que apresentava o tempero de cada pedacinho do Brasil.
Feira de turismo no Anhembi - São Paulo
Fomos até a esquina do pavilhão que falava de Turismo de Aventura, com foco especial em Aventura Segura. Existe uma organização que está trabalhando para cadastrar e regulamentar as empresas que trabalham com turismo de aventura como rapel, rafting, canyoning, escalada, etc. Todos estes esportes dependem de técnicas e equipamentos modernos e staff treinado e atualizado para não colocar em risco a vida dos praticantes. Porém a maioria desenvolve a atividade por conta própria, o que não garante se estão fazendo da forma correta ou não. Não existe hoje um órgão que fiscalize ou até mesmo uma certificação que seja referência, por isso esta é uma iniciativa muito importante e que faz nós, os aventureiros de plantão, ficarmos muito mais tranquilos.
Na mesma esquina a Val nos chamou atenção para um trabalho que está sendo desenvolvido por uma empresa de turismo de aventura na cidade de Socorro, no interior de SP: o turismo para pessoas portadoras de necessidades especiais. Eles desenvolveram cadeiras de roda adaptadas para trilha, uma cadeira especial para paraplégicos andarem a cavalo e está em andamento o projeto para tetraplégicos. Na mesma linha também fizeram um suporte para a prática do rapel. Na pousada os serviços de quarto são todos adaptados para surdos-mudos.
Cadeira para Portadores de Necessidades Especiais fazerem trilhas
É de arrepiar o trabalho que eles estão fazendo, eu que estou meio manteiga esses dias quase chorei de emoção. Segundo o expositor hoje 7% dos clientes que recebe em sua pousada são portadores de algum tipo de deficiência. Muitas vezes os portadores de necessidades especiais nem se interessam em procurar este tipo de atividade por saberem que o acesso é mais complicado e não possui as adaptações necessárias. O que temos percebido nos lugares por onde estamos passando é que esta cultura está cada vez mais presente. No Petar mesmo alguns guias comentaram que o plano de manejo deve prever estrutura para acesso de PNEs em algumas trilhas. Sem dúvida é um nicho a ser explorado, afinal o patrimônio natural é de todos e, portanto todos devem conseguir ter acesso.
Placa indicativa de atividades de aventura para Portadores de Necessidades Especiais
Com o nosso tempo se esgotando, fomos atraídos por uma apresentação de dança típica que ocorria ao lado do estande da cidade de Socorro. Bacana ver que jovens até hoje se empenham em manter uma tradição que muitas vezes nem na Europa se encontra mais.
Show de música e dança regionais, na Feira de Turismo no Anhembi - SP
É, mercado nesta área é o que não falta! O que falta pelo visto é investimento no setor. O Brasil tem um potencial turístico absurdo e completamente subutilizado. Vamos ver como, nesses nossos 1000dias, poderemos explorá-lo.
Voltar para o nosso ponto de origem, nossa casa, a cidade onde nascemos, é sempre uma loucura, uma mistura de sensações. Os motivos são diversos:
1) Não faz mais parte do itinerário normal dos 1000dias, temos que pegar uma longa estrada de volta por onde já passamos.
2) Sempre nos programamos para ficar 2 ou 3 dias e acabamos ficando mais, porque não estamos programados? Não, pelo maldito clima do sul, chuva e frio, que sempre nos deixam na expectativa que o dia seguinte será melhor que o anterior.
3) Sempre tentamos subir o Pico Paraná e não conseguimos pelo motivo descrito no item acima.
4) Sempre tentamos encaixar o mergulho na Lage de Santos e não conseguimos, também pelo motivo descrito no item 2.
5) Sempre ficamos com a sensação que estamos ficando mais atrasados no itinerário, mas ao final tudo sempre dá certo.
Mas, como tudo na vida tem sempre um lado bom:
1) Vemos a família, matamos as saudades da mãe, pai, irmã, cunhado, tia, avó e principalmente da sobrinha, queridíssima Lulu.
Luiza, a vovó e a bisa, em Curitiba - PR
2) Podemos resolver algumas burocracias de forma mais fácil, pois já conhecemos os caminhos mais fáceis. Reuniões sobre o site, multas, bancos e chatisses do Detran, essas coisas.
Ana com o pai em Curitiba - PR
3) Podemos lavar a roupa na casa da mãe sem quererem cobrar 450 reais pela máquina.
A Luiza no colo da bisavó, em Curitiba - PR
4) Ter um dia de princesa, com direito a fazer a mão, pé e cortar o cabelo.
Com a Marta, em Curitiba - PR
5) Posso ir fazer uma drenagem linfática para desobstruir o meu frágil sistema linfático.
Para finalizar, é uma loucura também, porque não é o que a maioria das pessoas está esperando... Alguns amigos chegam a dizer que teremos que zerar a contagem dos dias sempre que pisarmos em Curitiba. Olha que nós não achamos má ideia, ao invés de 1000 serão 1200 dias! Que tal?
Paisagem de cartão postal em Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
Parque Nacional Morrocoy, este nome não saiu da minha cabeça desde o início de 2007 quando eu e o meu mais novo namorado, Rodrigo, começamos a planejar a nossa primeira viagem internacional juntos. Tínhamos apenas 20 dias na Venezuela e o nosso foco era claro, o trekking no Monte Roraima e o tour para o Salto Angel. Mas queríamos também uns dias de descanso em uma praia paradisíaca, afinal mochileiros, trekkers e aventureiros também são filhos de Deus. Neste roteiro, então, acabamos optando por conhecer as paradisíacas ilhas de Los Roques, mais acessíveis via aérea de Caracas, além de prometerem (e cumprirem!) ser um paraíso perdido no Caribe Venezuelano. Ainda assim Morrocoy não saiu da minha cabeça e finalmente chegava a hora de conferirmos o porquê.
Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
Saímos da Serra de San Luís em direção à Coro já no final da tarde. Foram quase 3 horas de estrada até Tucacas, principal cidade de acesso ao Parque Nacional Morrocoy. Chegando lá encontramos pousadas lotadas e um guarda noturno super simpático na entrada do parque, ele sabia muito sobre o Brasil e até português arranhava! Puxando informações sobre as praias e ilhas mais bonitas, forma de acesso, etc, descobrimos que os cayos estavam fechados para camping, que a parte continental do parque estaria fechada na segunda-feira e que portanto o melhor jeito de chegarmos aos famosos cayos de Morrocoy seriam pela cidadezinha vizinha de Chichiriviche.
Chegando em Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
Lá fomos nós, 30km a mais e chegamos ao balneário que me lembrou, assim, de revesgueio, a nossa grande Pontal do Paraná! Chichiriviche é a base para exploração das ilhas que fazem o Parque Nacional Morrocoy tão famoso entre os venezuelanos. Nestas ilhas não há hotéis ou infraestrutura turística, portanto a cidade, que tem um “quê” de cidade portuária, é mais agitada mesmo sem nenhum atrativo a não ser o porto de embarque para o paraíso.
Cais de Chichiriviche, a caminho do parque Morrocoy, na Venezuela
Logo conseguimos um hotelzinho simples no centro, um estacionamento seguro para a Fiona, jantamos em um dos vários restaurantes na beira mar tentando entender aquela movimentação toda de final de semana. Foi bacana ver que mesmo na situação atual do país os venezuelanos saem em festa nos finais de semana, lotam suas praias e fazem o turismo girar a economia destes lugares. Quase não encontramos estrangeiros, para não dizer que não vimos nenhum, conhecemos um casal de colombianos e vimos os artesãos argentinos (tchurma riporonga) que sempre marca presença. Os turistas nacionais vinham das cidades próximas e lotavam o calçadão comprando bugigangas, disputando som, fazendo discotecas a céu aberto com direito a arrasta pé e tudo! Enquanto ao lado um tio vendia bolos, do outro um empreendedor local alugava os zil tipos de triciclos motorizados para a criançada brincar, 5 bolívares por 15 minutos. O povo não se aperta!
Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
No dia seguinte, toda a festa é transferida para alguns dos cayos próximos, principalmente Cayo Muerto e Cayo Sal, que estão a apenas 15 minutos de lancha dali. Estes cayos, ilhas de areias brancas rodeadas por águas azuis-esverdeadas, são o lugar ideal para se refrescar e relaxar de quaisquer preocupações que alguém possa ter. Lá não interessa se falta pasta de dente, papel higiênico ou se o novo presidente é um bruto, estamos no paraíso!
A maravilhosa praia de Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
Nós quisemos fugir dessa algazarra e decidimos ir um pouco mais longe, no cayo que, junto com o nome do parque, nunca me saiu da cabeça: Cayo Sombrero. A imagem que eu tinha era daquele paraíso tropical de águas azuis transparentes, areias brancas como talco e coqueiros à beira mar. Nós e o casal de colombianos dividimos uma lancha e 40 minutos depois era exatamente neste cenário que chegávamos.
A maravilhosa praia de Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
O cartão postal do Parque Nacional Morrocoy, Cayo Sombrero é conhecido entre os locais como o lugar dos ricos, cheios da grana. Todos os venezuelanos mais abastados que vivem em praias e cidades próximas pegam suas lanchas no final de semana e vem para cá. Os que não tem lancha alugam uma e a gasolina é quase de graça. Existe um restaurante na ilha que, para padrões locais, é superfaturado, nós já trouxemos nossos sanduíches. A venda de bebida alcoólica é proibida, por isso a maioria dos barcos já traz a sua bebida e cada turista também pode trazer sua cervejinha em um isopor sem problemas. Mas é claro que sempre tem os que esquecem ou aqueles que querem mais, e para isso existem os vendedores ambulantes que driblam a fiscalização e vendem sucos naturais nos seus barcos-bar, incluindo a dose de rum que você pedir.
Convite ao ócio em Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
Nossa ideia inicial era acampar aqui, mas nosso amigo guarda-parque de Tucacas nos disse que nesta época o camping era vetado, já que não havia pessoal permanente na ilha. Ele poderia até estar falando a verdade, mas fato é que sem a fiscalização fica ainda mais fácil, tanto que nós encontramos alguns russos figuras com o acampamento armado na beira da praia. Por sinal, sabe Deus de onde surgiram estes russos, pois não os vimos em Chichiriviche, deve ser coisa do Chavez! Rsrs!
O paraíso é aqui: Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
Andamos pela ilha explorando a praia de dentro, fizemos snorkel no canto esquerdo fugindo da muvuca que aos poucos ia chegando. Cruzamos para o outro lado da ilha e encontramos uma praia ainda mais linda, protegida por uma barreira de corais longínqua onde quebravam as ondas constantes do lado de fora da ilha.
Nadando no incrível mar de Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
A pena é encontrar um monte de lixo no caminho entre as praias, em uma pequena baía escondida atrás das árvores e do manguezal. Enquanto o parque até tenta passar mensagens de educação ambiental, a consciência ecológica por parte dos frequentadores da ilha parece ser zero! E o parque não consegue dar conta do recado varrendo as latas de cerveja e um mundo de sujeira para baixo do tapete.
Mensagem ecológica em Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
Ainda assim ficamos impressionados com o paraíso que os venezuelanos tem no seu litoral. Um país com Andes, Desertos, Amazônia, pantanal e onde os balneários de final de semana da galera são um arquipélago com dezenas de praias e ilhas caribenhas acessíveis a todos! Com mais tempo ficaríamos para explorar os cayos mais distantes para oeste, Cayo Borracho e Peraza, mas ficam aí mais alguns motivos para voltarmos.
Paisagem de cartão postal em Cayo Sombrero, no Parque Nacional Morrocoy, na Venezuela
O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
San Antonio é uma cidade de origem espanhola que foi fundada em 1691 por um grupo de exploradores. Eles vinham reforçar a presença da Coroa Espanhola no Texas perante a vizinha francesa Louisiana. Viviam ali os indígenas Payaya, que logo entraram no esquema da época, sendo catequizados pelos padres franciscanos, que às margens do rio fundaram uma missão e a nomearam San Antonio em homenagem ao santo do dia. San Antonio cresceu e se tornou o maior povoado da capital espanhola e mais tarde do território mexicano, a Província de Tejas.
Praça central de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Álamo, antiga Missão San Antonio - no início do século XIX a missão foi transformada em um forte militar e passou a chamar-se Álamo, tornando-se uma prisão durante a Guerra de Independência Mexicana e mais tarde abrigou o primeiro hospital da cidade.
Chegando ao Alamo, em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Mais tarde, já em meados do século XIX, que os ânimos se aqueceram e o Texas se proclamou independente do México. O General Santa Ana liderando um exército mexicano invadiu o Texas e sob fogo pesado, derrotou os texanos que se reuniam no forte do Álamo. Esta batalha é relembrada até os dias de hoje, pois os bravos soldados texanos lutaram até a morte, sem desistir de seu ideal, mais tarde logrado, independência do território mexicano.
O Alamo, local da mais famosa batalha para a independênica do Texas, em San Antonio, no sul do estado, nos Estados Unidos
Hoje o Álamo foi restaurado e se tornou um museu que conta em detalhes da sua história e batalhas que ocorreram ali, relembrando a vida e a história daqueles que viveram por se protegerem dentro de seus muros, e daqueles que morreram defendendo o ideal americano.
O pátio interno do Alamo, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A poucas quadras dali encontramos o San Antonio Riverwalk, um passeio de pedestres construído ao longo de 4 quilômetros do Rio San Antonio no centro histórico da cidade. O rio era um problema para a cidade, que já havia passado por diversas enchentes relâmpagos e inclusive perdido 50 vidas em uma catástrofe em setembro de 1921. Depois disso vários planos para controle de enchentes e canalização do rio aconteceram, mas não sem o protesto dos conservacionistas da época que salvaram o rio de ser canalizado, sepultado e apartado da vida da comunidade.
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Foi apenas em 1938 que um projeto audacioso surgiu, o projeto de embelezamento do Rio San Antonio, que além de sistemas para o controle de enchentes propunha o Passeio del Rio um nível abaixo do nível da rua. Foram anos para que os planos passassem a ações e só em 1946 o projeto arquitetônico e comercial começaria a ganhar força e o apoio da população. Neste ano foi aberto o primeiro dos restaurantes do passeio, o Casa Rio, seguido mais tarde pelo hotel Hilton e em 1981 pelo Hyatt.
Turistas passeiam de barco pelo River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A bela River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
O charmoso passeio interliga o Álamo ao Rivercenter Mall e continua em forma de “U”, seguindo uma grande curva do rio, passando pela La Villita, centro de artesanatos e arte e outras atrações da cidade e uma infinidade de restaurantes. Tudo é comemorado nos bares e nas calçadas do Riverwalk: aniversários, nascimentos, casamentos (encontramos os noivos apavorando no pub irlandês!) e até os 4 NBA´s que ganharam o San Antonio Spurs, time de basquete da cidade que desfilou em um barco no rio depois das suas vitórias.
Distrito histórico de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
O magnífico River Wak, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Se você quer ver movimento e o passeio ainda mais vivo e decorado, dois grandes momentos festivos para visitá-lo são durante a Fiesta de San Antonio, na primavera, com barcos floridos flutuantes e durante o mês de dezembro, quando a decoração de luzes de natal o torna ainda mais especial.
Teatro ao ar livre na River Walk, arquibancada de um lado e o palco do outro lado do rio (em San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos)
A cidade ainda conta com uma mão cheia de atrativos, mas o maior deles é justamente se deixar embalar pela graça e pela alegria e vivacidade das ruas de San Antonio e fluir o dia ao lado das águas do Rio San Antonio. Passamos um dia inteiro e duas noites na cidade e seguimos rumo ao sul, seguindo pela rota das missões de San Antonio. Decidimos parar em ao menos uma delas, a Missão San José.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Dentro de um parque histórico nacional, a Missão San José é conhecida como “A Rainha das Missões”, por ser a maior delas já quase totalmente restaurada. A missão foi construída em 1720 por padres franciscanos que vieram a catequizar os indígenas Coahuiltecanos. A missão funcionava como uma vila, que reunia a comunidade indígena ao redor dos ensinamentos dos hábitos, línguas, costumes e crenças dos seus novos colonizadores.
Visitando a missão franciscana de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Segundo historiadores os indígenas buscavam a missão como um lugar de refúgio, paz e abundância, pois aqui aprendiam novos ofícios como ferreiros, sapateiros e artesãos, cultivavam os alimentos e aprendiam a relacionar os seus deuses aos novos ensinamentos católicos. Muito deste sincretismo pode ser visto na fachada da igreja, esculpida e trabalhada por artistas indígenas que incluíram elementos do seu dia a dia ao lado dos santos católicos. Estima-se que aqui viveram ao menos 350 indígenas, que passaram a ser donos das terras em 1794. A atividade missionária se acabou oficialmente no ano de 1824 e, abandonada, o espaço se tornou casa para soldados, mendigos e bandidos. Apenas em 1930 e missão foi restaurada e se tornou parte do San Antonio Missions National Historical Park.
A Missão Franciscana de san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
A visita guiada pela park ranger é bem interessante e dura em torno de 45 minutos, dando detalhes de como seria a vida na missão, sua construção e história. Uma curiosidade, dizem que foi nos moinhos desta missão que teriam nascido as primeiras tortilhas de farinhas da história, unindo o recém-chegado trigo à antiga receita da massa de milho utilizada pelos indígenas.
A "janela do Rosario", na Mission san Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Guia leva grupo para conhecer a Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
As missões foram mesmo uma arma poderosa utilizada pelos espanhóis na colonização e no aculturamento dos povos indígenas latino-americanos, desde a argentina, passando pelo Brasil, Paraguai e chegando até aqui, nos Estados Unidos! O lugar é lindo e transmite uma grande paz e serenidade, um dos passeios obrigatórios aqui em San Antonio!
As belas janelas da Mission de San Jose, perto de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Outra dica, se você está vindo de Austin para San Antonio, reserve um tempinho para uma parada nos Outlets de San Marcos que estão no caminho. São dois outlets um em frente ao outro, um mais baratex com marcas básicas e outro Premium Outlet só com marcas bacanas. Nos dois você encontra bons preços e uma paradinha por lá não vai fazer mal a ninguém. Rs!
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Nós passamos pela Levis para refazer o estoque de calça jeans antes de sairmos do país, afinal depois de 3 anos elas já estavam bem batidas e carcomidas.
Cartaz explicativo na loja da Levi's, em Outlet da região de Austin, no Texas, nos Estados Unidos
Nossa próxima parada foi a cidade de Laredo, já na fronteira com o México. Chegamos ao fim da nossa rota pelos Estados Unidos, com um aprendizado incrível sobre a sua história, suas belezas naturais e principalmente toda a sua geografia! Foram 9 meses percorrendo a América do Norte, quase 7 deles só nos Estados Unidos, totalmente fora do que havia sido planejado. Eu sempre fui crítica e inclusive tinha certo preconceito em relação aos turistas que se dedicam única e exclusivamente a conhecer os Estados Unidos, principalmente aos que não saem do eixo Miami-Orlando-Nova Iorque de compras e parques da Disney.
River Walk, no centro de San Antonio, no sul do Texas, nos Estados Unidos
Hoje tenho uma visão melhor do país e vejo que o potencial turístico dos Estados Unidos é totalmente desperdiçado pela maioria dos brasileiros, que seguem repetindo suas viagens pelas grandes cidades e deixam de conhecer o que o país tem de mais rico e interessante, seus parques nacionais, paisagens únicas e melhor, tudo com muita infraestrutura e informação, fácil para todos os tipos de viajantes, até aos menos aventureiros. Hoje, depois de passar por 41 dos 50 estados americanos, digo com a boca cheia que conheço os Estados Unidos e de peito aberto, que me tornei fã desta terra, seus desertos e montanhas, florestas e cidades. Espero que a nossa viagem e os nossos posts os encoraje a viajar mais e conhecer melhor este imenso e diverso país.Valeu Tio Sam, I´ll be back!
Moinho de água na Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos
O segundo dia de estrada na Blue Ridge foram de 300 km a uma velocidade máxima de 70km/h, quase 6 horas dirigindo sem contar as paradas.
Roteiro de 2 dias (e meio) – Segunda Parte
A todo momento existem áreas de repouso com vistas lindas e em uma delas encontramos a nossa primeira trilha para uma caminhada matinal. 30 minutos de descida na mata verde e chegamos a um mirante ao lado de uma extensa cascata. Na volta cruzamos com uns bikers que pelo jeito começaram o dia cedo, todos equipados e bem animados, apesar do vento fresco.
Uma das muitas cascaras ao longo da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos
Adiante encontramos a Casa da Brinegar Family, típica casa do final do século XIX. A terra foi comprada por Martin Brinegar em 1876 e a casa de um cômodo foi a moradia de Martin, Caroline e seus três filhos por mais de 50 anos. Eles viviam do que plantavam e dos animais que criavam, ele ainda era sapateiro e ela coletava ervas medicinais para incrementar a renda. Ela produzia os fios de lã e linho e tecia as roupas para a família, eram bons vizinhos e iam à igreja todos os domingos. A típica vida de uma família que vivia em um mundo bem distante e nem imaginavam que este mundo hoje estaria transformado em uma das estradas cênicas mais visitadas dos Estados Unidos.
Antiga choupana na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos
Passamos pelo movimentado Rocky Knob e Mabry Mill e decidimos parar no Cumberland Knob, próximo à fronteira com o estado de Virgínia. A primeira área de recreação na Blue Ridge foi inaugurada quando se iniciou a construção da estrada-parque em 1935. O local oferece algumas trilhas, infraestrutura básica e um imenso e convidativo gramado para piqueniques.
Cenário campestre da Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos
Primavera na Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte - Estados Unidos
Logo que cruzamos a fronteira com a Virgínia, fizemos um detour por estradas laterais menores, passando no meio das fazendas e vendo um pouco mais das fazendas desse interiorzão. Já eram quase 18h e a fome começou a bater, o Rodrigo acelerou mais do que devia e foi parado pelo guarda a 60 milhas/hora (96km/h), 15 milhas/h acima da velocidade permitida. “Correndo e sem placa?”, ele nos perguntou. Contamos toda a história do roubo da placa e da nossa viagem, carro brasileiro, etc, e ele ficou tão animado com a nossa história que acabou nos liberando.
Fazendas ao longo da Blue Ridge Parkway, na Virginia - Estados Unidos
Nossa primeira ideia era chegar à Charlotteville, mas o cansaço foi grande e acabamos escolhendo como base para a segunda noite a cidade de Roanoke. Considerada “hillbilly” (caipira) pelos capilalinos, a cidade nos surpreendeu com uma grande variedade de restaurantes de alta gastronomia e receptividade dos seus moradores. Jantamos no Metro, um restaurante delicioso que mais tarde viraria uma balada, nos prometemos voltar para a festa, mas o sono nos venceu. Nessa época acontece um festival de gastronomia quando todos os restaurantes preparam pratos especiais para a competição.
Chegando à Virginia, nos Estados Unidos
Onde ficar:
No centro você pode encontrar vários “Inns” bem charmosos e simpáticos, o custo varia entre 100 e 150 dólares. Nós precisávamos de um lugar apenas para passar a noite, sem muitas firulas e por isso acabamos nos rendendo a um hotel de rede, desses que sempre estão nos arredores da cidade por um terço do preço.
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Muitos de nós ouvimos falar de Quebéc e achamos que é apenas aquela cidade francesa do Canadá. Nos meus estudos de geografia eu já havia descoberto que não, mas não tinha ideia da grandeza e beleza natural de uma das maiores províncias canadenses.
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Parc National de la Mauricie está localizado à noroeste da cidade de Quebéc e compreende 546 km2 de montanhas e lagos, antes cobertas por um imenso glaciar, que no verão se tornam um paraíso para atividades como trekkings, camping, ciclismo, canoismo e pesca. Se você não quer fazer nada disso, o parque ainda é um ótimo escape de final de semana para respirar ar puro, pegar uma prainha na beira dos vários lagos e ter belas vistas dos variados mirantes ao longo da estrada que atravessa o parque.
Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
No centro de visitantes os park rangers são super atenciosos e nos ajudaram a montar o itinerário perfeito para o tempo que tínhamos e as atividades que queríamos fazer. Como tínhamos apenas um dia, nosso roteiro pelo parque mesclou paradas nos principais mirantes, trilhas curtas de meia hora, lagos, praias, rios e até a trilha do Lac Solitaire, com 5,5km que fizemos em pouco mais de 2 horas.
Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
As montanhas da região de Mauricie foram suavemente esculpidas durante a retração do imenso glaciar que cobria esta parte do Canadá, formando vales, cachoeiras e lagos maravilhosos, das mais diferentes tonalidades.
Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial
O Lac Solitaire, que chega a ficar congelado no inverno, foi uma parada perfeita para um banho em suas águas transparentes. O tempo não estava aberto, mas a temperatura foi ideal para a caminhada e um dia bem tranquilo e prazeroso.
Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Sem tempo a perder, seguimos até a cidade de Rawdon, onde passamos a noite, recarregamos as baterias e seguimos para um dos parques mais conhecidos de Quebéc, o Mont Tremblant.
Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Famoso por ser uma das maiores áreas de esqui, a apenas 60 km de Montreal, o Mont Tremblant também recebe turistas durante o verão. Localizado no sul dos Laurentians, o parque protege uma área de 1.510 km2 de montanhas, florestas, 6 diferentes rios e mais de 400 lagos que são o habitat de mais de 45 espécies de mamíferos, além de pássaros, peixes, anfíbios e répteis.
No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)
O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique
É o primeiro parque nacional do Canadá e foi criado em 1985 pela união de vários clubes de caça que viram o hobbie ameaçado pela atividade massiva das madeireiras. Hoje a caça é proibida na área do parque e um encontro com um urso pode ser uma boa surpresa.
visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Nós ficamos localizados no Setor Le Diable e o roteiro incluiu o Chute du Diable e Chute Croches, duas trilhas fáceis e curtas para ver duas belas cachoeiras. A terceira trilha, La Corniche são 3,4km morro acima para uma vista sensacional do vale glacial do Lac Monroe e de toda a cordilheira verde do Mont Tremblant. É, essa paisagem deve ficar bem diferente no inverno!
A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares
Foram dois dias intensos de contato com a natureza neste tour pelas grandes cidades do leste canadense. Um rápido e super indicado detour passando por pequenas estradas que entrecortam a colcha de retalhos que é o interior agrícola da província de Quebéc.
Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
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