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Blog da Ana - 1000 dias

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A Cidade dos Deuses

México, Cidade do México

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Teotihuacán foi a maior e principal cidade da Mesoamérica no período pré-hispânico. Possuía uma população estimada entre 100 a 200 mil habitantes e mais de 21 km2 de superfície durante o seu apogeu, entre os séculos III e VII. O sítio arqueológico está localizado há 45 km do centro da Cidade do México e é destino obrigatório para qualquer turista, viajante ou passante da capital.

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Pesquisadores acreditam que Teotihuacán, por sua localização geográfica estratégica, era um dos maiores centros comerciais de troca de mercadorias entre outras cidades e aos poucos sua cultura (leia-se arquitetura, religião, etc), foi influenciando as outras civilizações da época.

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)

Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)


Descobertas feitas em Tikal e Monte Albán confirmam que Teotihuacán tinha uma grande influência em todas as civilizações mesoamericanas. Dentre as provas foram encontrados objetos de origem Maya ou da região do Golfo e inclusive um bairro zapoteca que fazia parte da grande metrópole.

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Em nahuátl, língua azteca, Teotihuacán significaria, “A cidade em que foram feitos os Deuses” ou “A Cidade dos Deuses”. Aqui nasceu a lenda da origem do Quinto Sol, quando todos os seus Deuses teriam dado a sua vida em sacrifício para o aparecimento de uma nova civilização, a Azteca, e suas novas divindades. Assim Teotihuacán se tornou a cidade mitológica dos Aztecas, cenário da maioria das histórias em que se embasou a sua religião.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A visita necessita no mínimo um dia completo se a intenção é percorrer todo o sítio. Nós chegamos um pouco tarde e aceleramos o passo para ver tudo. Chegamos direto no portão 3, que dá acesso direto à Pirâmide do Sol, Pirâmide da Lua, a principal parte da Calzada de los Muertos e ao museu do sítio.

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


A Calzada de los Muertos é a principal avenida que cruza a cidade, no eixo norte-sul. Foi assim chamada pelos Aztecas, pois acreditavam que os grandes edifícios ao longo da avenida seriam tumbas construídas por um antigo povo de gigantes.

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Ao extremo norte encontramos a Pirámide de La Luna, que não pode ser “escalada” até o topo. Ainda assim a vista do alto da sua plataforma é lindíssima, observamos do centro do eixo norte-sul os principais edifícios e temos uma vista privilegiada da sua irmã maior, a Pirâmide do Sol.

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Terceira maior pirâmide do mundo, a Pirámide del Sol possui 225m de base e mais de 70m de altura. Sua estrutura imponente é maciça e foi construída no ano de 150 d.C. em apenas duas etapas construtivas. Para o Rodrigo que já visitou as mais conhecidas pirâmides do mundo, ela é tão (ou mais!) impressionante que suas similares egípcias.

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Uma curiosidade é que a Pirâmide do Sol foi construída sobre uma pequena caverna, utilizada para fins rituais. A primeira grande teoria é que a pirâmide foi construída sobre uma caverna natural onde eles acreditariam ter havido a origem da vida. Outros dizem que ali haveria uma nascente de água, como principal elemento da vida, seria o grande motivo de adoração desta construção. Estudos mais recentes comprovam que a caverna é artificial e acreditam que ali teria sido uma tumba real, porém os vários saques sofridos pela cidade após o seu abandono, esta teoria ainda não pode ser comprovada. Ninguém sabe exatamente qual era a finalidade desta magnífica pirâmide, o fato é que até hoje peregrinos vêm até aqui nas datas do equinócio para meditações e energização.

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Subir os seus 248 degraus a mais de 2500m de altitude é um trabalho e tanto, mas vale à pena! A vista do alto é recompensadora, além de podermos fechar os olhos e nos imaginarmos bem re-energizados pelas boas vibrações destes antepassados americanos.

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Fizemos um tour rápido pelo museu, que fecha às 17h, aproveitando os últimos minutos para ver a imensa maquete que representa a antiga cidade. As principais peças estão expostas no Museu de Antropologia na Cidade do México, então se você vai lá, a visita ao museu pode ser mais rápida.

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Economizamos tempo de caminhada voltado de carro ao portão 1, que dá acesso à La Ciudadela, onde está o Templo da la Serpiente Emplumada. Construídos entre os anos de 150 e 250 d.C., a ciudadela foi o novo centro político, cultural e econômico da cidade de Teotihuacán.

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Para a consagração deste templo foram sacrificadas mais de 100 pessoas, enterradas em grupos de 4, 8, 18 e 20 corpos, somadas aos sacrifícios infantis que foram colocados nos vértices da pirâmide.

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Alguns guias cobram em torno de 450 pesos (aprox US$ 35,00) para acompanhar a visita e passar a visão e o conhecimento deles sobre a história deste lugar. Eu e o Rodrigo temos divergências neste ponto, mas acabamos optando pela economia e buscamos as informações em livros, no próprio sítio em placas, no museu e na nossa boa e velha amiga internet. Independente de qual seja a sua fonte de informações, não deixe de visitar uma das mais importantes cidades pré-hispânicas no México.

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México

Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México


Voltamos à Cidade do México impressionados com esta civilização e tivemos tempo suficiente no engarrafamento para devanear sobre sua origem e seu cotidiano.

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México

Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México


Chegamos às Lomas de Santa Fé já eram quase 21h e ainda conseguimos marcar um jantar com Javier, um amigo que nos foi apresentado via internet pelo Haroldo, primo do Rodrigo. Restaurante japonês com um bom vinho e boas companhias! Noite perfeita para fechar o dia de explorações em um dos mais impressionantes sítios arqueológicos das Américas.

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México

México, Cidade do México, arqueologia, Mexico City, Teotihuacán, Teotihuacanes

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Escalada do Lagarto

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, Passa e Fica (Pedra da Boca)

Escalada da segunda metade da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN

Escalada da segunda metade da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN


Uma das promessas que fizemos a nós mesmos é que iríamos escalar durante a viagem. Não foi uma promessa vazia, fizemos curso e treinamento de escalada técnica nos preparativos da viagem, inclusive. Porém, contudo, entretanto, todavia, nós não tivemos muita sorte durante a viagem. Quando passamos pelo Rio de Janeiro, um dos maiores e melhores campos urbanos de escalada, pegamos chuva quase todos os dias. Na cidade de Serra do Cipó chegamos “atrasados”, já com a Maratona Serra do Cipó fechada para conseguirmos ver todas as atrações nos parcos 4 dias que tivemos, acabamos pulando a escalada. Fato é, de HOJE ela não passa!

Em frente à Pedra do Lagarto com o Julio, nosso guia montanhista na região de Passa e Fica - RN

Em frente à Pedra do Lagarto com o Julio, nosso guia montanhista na região de Passa e Fica - RN


Já deixamos marcado ontem com o Júlio Castellano, guia e instrutor de escalada aqui na região. Na caminhada que fizemos pela manhã passamos por um cânionzinho (onde usamos a “técnica ponte”, vide post anterior) ao lado das vias de escalada com nomes divertidos como Via Sacra, Frango Frito e a melhor, Dona Encrenca, uma via que parece fácil, toda 4 e 5 até o final quando pula para um grau 8! É um negativo, uma senhora encrenca mesmo!

O Julio fixa a corda para nós, na Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN

O Julio fixa a corda para nós, na Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN


Eu já ia notando que teríamos um desafio pela frente, as formações de granito deixam poucas agarras nas rochas, o que para nós iniciantes que estamos há 9 meses sem escalar, não é nada bom! Lembro que o Anderson, nosso professor, chamava essas vias de “cata formiga”, pois as agarras são apenas nas pontas dos dedos, aí haaaja dedo!

Escalando a primeira metade da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN

Escalando a primeira metade da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN


Fomos para a Pedra do Lagarto, ela possui o formato que a batizou e ainda uma grande recompensa no topo da via, a vista espetacular de todo o complexo rochoso do Parque Estadual Pedra da Boca. Esqueci de perguntar o nome da via, mas ouvi alguém falar, acho que é “lagartixa”.

Escalando a primeira metade da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN

Escalando a primeira metade da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN


Nome perfeito, visto que é uma via fácil, de uns 70m de altura onde usamos basicamente as pernas para ascensão e os dedos para apoio. O Júlio fez o nosso seg já da metade dela, o Rodrigo veio no meio e eu fechando. Foi deliciosa a sensação de voltar a escalar, que saudade!

Celebração no alto da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN. Parque da Pedra da Boca ao fundo.

Celebração no alto da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN. Parque da Pedra da Boca ao fundo.


A única dificuldade era a quentura da rocha, bateria uma batata quente queimando os dedos. Lá em cima ainda demos uma caminhada, tiramos umas fotos e recebemos o nosso prêmio!

Visão frontal do Parque da Pedra da Boca, na região de Passa e Fica - RN

Visão frontal do Parque da Pedra da Boca, na região de Passa e Fica - RN


Descemos no rapel entre as mangueiras e eu só pensava em como conseguiria convencer o Rodrigo a ficar mais para tentarmos escalar amanhã também. Uma só via foi sacanagem, para nos deixar com aquele bichinho nos corroendo, quero mais!

No alto da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN

No alto da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN


Chegamos ao Seu Tico, comemos um açaí, encontramos um escalador de São Paulo que já conhecia o nosso site e reconheceu o carro, sensacional! Aventureiros se encontram - Parte 4! Rsrsrs! Ao lado estavam os meninos de João Pessoa com o acampamento, fogueira e violão a postos, também tentando nos convencer a ficar. Infelizmente o dever falou mais alto, o senso de urgência do Rodrigo as vezes tinha que ter um botão de off. Ai que vontade de ficar! Enfim, vamos à Natal, mas com a certeza de que voltaremos!

Fim da escalada da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN

Fim da escalada da Pedra do Lagarto, na região de Passa e Fica - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, Passa e Fica (Pedra da Boca), Escalada, Montanha, Praia

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A Caminho de Casa

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto

Na casa do Guto, com a Sossa, Leo, Karen e Lulu, em Ribeirão Preto - SP

Na casa do Guto, com a Sossa, Leo, Karen e Lulu, em Ribeirão Preto - SP


Hoje percorremos pouco mais de 600km. Despedimo-nos do Chico, grande companheiro de viagem por Goiás e seguimos em direção a Ribeirão Preto. Saímos de Rio Verde e os primeiros quilômetros já foram meio pentelhos, estrada em obras, alguns pontos de pista única alternando os lados. Bacana é que sempre que pára podemos conversar com alguém e fazer novos amigos na estrada. Passamos por Itumbiara, atravessamos o estado de Minas Gerais, cruzando as cidades de Uberlândia e Uberaba, verdadeiras metrópoles que já foram nos lembrando como são as cidades grandes do sul do país. Milhares de prédios e arranha-céus, pontes, viadutos e carros por todos os lados.

Anoiteceu e seguimos sem cansaço, afinal estamos chegando em casa. Ribeirão Preto é casa? Sim, aos que não lembram, lááá no início da viagem, já passamos por aqui. Ribeirão é a cidade onde mora a família do Rodrigo, meus sogros, cunhados, primos e sobrinhos. É uma emoção tão grande chegarmos a um lugar que já reconhecemos as ruas, a casa, a padaria e aquela pizzaria que fica pertinho da casa do Guto e da Sonia! Melhor ainda é tocar a campainha e darmos de cara com a nossa família.


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Guto e Sônia nos receberam em sua casa, com aquele sorriso gostoso, casa aconchegante, histórias para contar. Lulu, como sempre, curioso e cheio de perguntas, nos desafiando em acertar todas as capitais do mundo. Léo e Karen chegaram a tempo da pizza, vieram do cursinho, irão tentar vestibular para Administração de Empresas. Ficar longe é tão difícil... Só agora soubemos, por exemplo, que o Guto e a Sossa pegaram dengue, das bravas! Só agora vimos que o Lulu cresceu e já me passou na altura! Até o Flipper, inseparável dog companheiro do Guto, andou passando por cirurgias neste período.

O mais gostoso de tudo é saber que podemos ficar longe, mas que quando voltamos, eles estão sempre aqui, de braços abertos esperando por nós. Alguns dizem que famílias são sempre iguais... Que maravilha se forem sempre iguais às nossas.

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BR-174

Brasil, Roraima, Boa Vista, Amazonas, Presidente Figueiredo

Estrutura de fiscalização no Parque Nacional Viruá, em Roraima

Estrutura de fiscalização no Parque Nacional Viruá, em Roraima


Hoje cruzamos pela segunda vez a famosa e controversa BR-174. Vindos de Guarulhos em um vôo madrugueiro, chegamos à Boa Vista as 4 horas da manhã, nos enrolamos no aeroporto e ainda assim tiramos o Ricardo da cama para abrir sua Garagem Roraima para nós. Lá estava a Fiona, ansiosa para ver-nos, bem estacionada no lugar de honra da oficina. Muito obrigada pela acolhida Ricardo, e desculpe derrubá-lo da cama a esta hora!

Reencontro com o Ricardo e com a Fiona, em Boa Vista, em Roraima

Reencontro com o Ricardo e com a Fiona, em Boa Vista, em Roraima


Queríamos pegar a estrada cedo, eram longas 7 horas para chegarmos à Presidente Figueiredo. Na estrada fizemos um desvio para o Parque Nacional do Viruá, que havíamos nos prometido explorar nessa nossa passagem por aqui. Mal sabíamos que o parque estaria tão abandonado e o tempo tão corrido para nós. Entramos, passamos por um “posto de fiscalização” e o portão do parque e fomos adiante até onde a estrada permitiu, na esperança de ver mais da sua fauna e flora.

Dirigindo no Parque Nacional Viruá, em Roraima

Dirigindo no Parque Nacional Viruá, em Roraima


Visita ao Parque Nacional Viruá, em Roraima

Visita ao Parque Nacional Viruá, em Roraima


Estrada interrompida no Parque Nacional Viruá, em Roraima

Estrada interrompida no Parque Nacional Viruá, em Roraima


De volta à BR não demora muito e encontramos o monumento que marca a Linha do Equador, o ponto central que divide o hemisfério norte do hemisfério sul. Momento marcante para a Fiona, que não caminhava ao sul do equador há quase 2 anos.

Literalmente, equilibrando-se sobre a linha do Equador, no sul de Roraima

Literalmente, equilibrando-se sobre a linha do Equador, no sul de Roraima


Mais alguns quilômetros e chegamos finalmente à Terra Indígena Waimiri-Atroari, local de um grande conflito de terras na década de 70 que estourou justamente na construção desta estrada. Quando passamos por aqui contei mais desta história neste post e neste vídeo.

Atravessando os rios amazônicos no sul de Roraima

Atravessando os rios amazônicos no sul de Roraima


Logo no início da Reserva, o pedido para que não se filme ou fotografe (fronteira entre  Roraima e Amazonas)

Logo no início da Reserva, o pedido para que não se filme ou fotografe (fronteira entre Roraima e Amazonas)


Decidimos quebrar a nossa viagem à Manaus na cidade das cachoeiras amazônicas, Presidente Figueiredo e rever Fernando, nosso amigo entusiasta do turismo na região, dono da Pousada das Pedras.

Nossa pousada preferida em Presidente Fiqgueiredo, no Amazonas, onde já havíamos ficado da outra vez

Nossa pousada preferida em Presidente Fiqgueiredo, no Amazonas, onde já havíamos ficado da outra vez


Depois de uma noite sem dormir, tiramos este fim de tarde para descansar, trabalhar e assistir ao Brasil vencer a Copa das Confederações! É o trabalho do Felipão dando resultado, gosto desse gaúcho porreta! Passei boa parte da noite vendo fotos de onças, pacas, cotias, tatus e outros animais amazônicos, tiradas por um inglês que está fazendo uma pesquisa sobre o impacto da caça nas áreas próximas à comunidades na floresta amazônica. Bem interessante! Assim já vou entrando no clima para os nossos próximos dias que serão enfurnados em um hotel flutuante no meio da Amazônia! Mais detalhes dessa aventura nos próximos posts.

Alagamento da floresta causado pela represa de Balbina, no Amazonas

Alagamento da floresta causado pela represa de Balbina, no Amazonas

Brasil, Roraima, Boa Vista, Amazonas, Presidente Figueiredo, Estrada, linha do equador, Parque Nacional do Viruá

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SP Workaholic!

Brasil, São Paulo, São Paulo

Vista das torres da Av. Paulista

Vista das torres da Av. Paulista


São Paulo é uma cidade engraçada. Todos andam apressados e sempre muito ocupados. Parece que a cidade te incita a ser workaholic! Minha convivência com SP aconteceu em diversos âmbitos, houve uma época que eu aproveitava apenas o lado bom da cidade, festas, baladas, teatros, restaurantes, etc. Mas logo o trabalho começou a ser a principal forma de me relacionar com a terrinha. O mercado publicitário brasileiro acontece aqui e diversas contas que atendi tinham relações com SP. Principalmente na época em que trabalhei na Dez, uma vez por semana eu vinha para cá até que me mudei de vez, já que a Batavo tinha a sua matriz aqui.

Agora retornamos a São Paulo durante os nossos 1000dias para explorá-la de uma forma diferente, mas mesmo assim o dever nos chama! Na nossa rotina segunda-feira é sempre um dia de bastante trabalho, envio dos nossos posts para a Gazeta do Povo e também de dar um gás em todas as atividades do site, que finalmente entra no ar na sua versão mais completa. Ainda conseguimos agendar para amanhã uma reunião com uma revista relacionada à turismo de aventura, afinal temos que divulgar o nosso trabalho!

Seguimos cumprindo a via sacra para visitar amigos e familiares. Subindo a Av. Paulista vamos a um delicioso almoço na Gogóia e Charles, encontramos Celininha e as crianças cada vez maiores. Mais tarde uma visita à Yoguland em Moema, a maior loja de fronzen yogurt do Brasil! Huuummm, delícia! À noite fomos encontrar os nossos padrinhos de casamento, Kina, Lelé e seus queridíssimos filhos João Pedro e Carol. Alguns drinks no aquecimento e um jantar delicioso em um italiano no Itaim Bibi. Adoro quando encontro com eles, pois sempre descubro novidades sobre a história do “Poulguento” ou do “Belô”, como é conhecido meu excelentíssimo marido na turma da faculdade. Até a Carol, com 2 aninhos de idade, já o chama de Tio Poul mané! Hahaha! Ficou prometida uma balada na Louca quarta-feira, vamos ver se agüentamos!

Lelé, JP e Carol

Lelé, JP e Carol

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Chica da Silva e Milho Verde

Brasil, Minas Gerais, Diamantina

O que Chica da Silva e um milho verde têm em comum? A princípio nada, a não ser o fato de termos hoje visitado ambos: a antiga Casa da Chica da Silva, em Diamantina e Milho Verde, cidadezinha que fica a 42 quilômetros, repleta de rios e cachoeiras.

Fachada da casa de Chica da Silva em Diamantina - MG

Fachada da casa de Chica da Silva em Diamantina - MG


Mas vamos olhar este assunto com mais atenção. Chica da Silva era uma escrava que recebeu de presente sua carta de alforria do seu primeiro Sinhô. Delegado, rico, poderoso e branco, obviamente. Com ele Chica da Silva teve dois filhos e já provou de luxos que faziam qualquer outro negro penar de inveja. Independente e muito inteligente Chica, já alforriada, queria uma casa própria e estava aprendendo a ler e escrever com o Padre de Diamantina. Foi quando conheceu seu segundo Sinhô, Fiscal da Receita da Coroa Portuguesa que chegou à Diamantina para cuidar dos impostos sobre a mineração de diamantes. Este homem ficou louco pela bela mulata! A presenteou com uma belíssima casa que levou 5 anos para ser construída. Amantes em polvorosos, apaixonados e dedicados tiveram uma vida de casados e mais três filhas, afrontando toda a sociedade da época.

Casa de Chica da Silva, em Diamantina - MG

Casa de Chica da Silva, em Diamantina - MG


Chica da Silva tinha seu cabelo raspado para usar a cor de cabelo que a conviesse. Seu armário já havia perdido as contas de quantos vestidos e sapatos ele guardava. Tratada como rainha por seus escravos e mucamas, era o diabo com quem lhe afrontasse ou tentasse de qualquer forma desviar a atenção de seu amado. Mandou arrancar os dentes de uma bela e sorridente escrava que sorriu na hora errada e mandou enterrar viva a escrava que, ouviram dizer, teria se assanhado com o seu Sinhô. Usava diamantes, tomava espumantes e tinha ao seu dispor mesa farta onde, mesmo sem companhia, afogava suas mágoas quando em viagem seu marido estava. Dizem que foi macumba que o fez apaixonar, fato é que nos últimos nove anos viveram separados, e ainda assim perdidamente apaixonados.

Chica da Silva, em Diamantina - MG

Chica da Silva, em Diamantina - MG


A Casa da Chica da Silva ainda está lá em Diamantina e hoje abriga um museu em sua memória. Uma exposição de um poeta e pintor mineiro, Marcial Queiroz, conta em forma de poesia várias das faces desta personagem. Então vocês me perguntam, onde fica Milho Verde nesta história toda? Conversando com o responsável pela casa, quisemos saber se a Chica era má como a exposição contava. Infelizmente a resposta foi sim, má, principalmente com os escravos e mucamas que mandava açoitar no tronco, quando não era coisa pior. E onde teria nascido Chica da Silva? Há controvérsias, alguns dizem que foi no porão do atual Museu de Diamantes, que antes era uma senzala. Outros dizem que sua cidade natal é Milho Verde, pois sua mãe estaria atravessando de Santo Antônio do Itambé para a cidade de Diamantina e o parto teria acontecido no meio do caminho na cidade de Milho Verde.

Placa indicativa em Diamantina - MG

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San Blás - O Paraíso dos Kunas

Panamá, San Blás, Portobelo

Mais uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Mais uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Após a tormenta sempre tem a calmaria... ou seria ao contrário? Enfim, 38 horas de navegação depois chegamos a San Blás!

Uma das ilhas paradisíacas do arquipélago de San Blás, na costa do Panamá

Uma das ilhas paradisíacas do arquipélago de San Blás, na costa do Panamá


Arquipélago na costa do Panamá com 378 ilhas, sendo apenas 49 delas habitadas. É uma província autônoma gerida pelos índios Kuna, que mantém suas tradições, costumes, língua e artesanatos, já adaptaram e modernizaram parte do seu estilo de vida.

Índias Kuna se aproximam do nosso veleiro para vender artesanato, em San Blás, na costa do Panamá

Índias Kuna se aproximam do nosso veleiro para vender artesanato, em San Blás, na costa do Panamá


Convivendo com o “homem branco” desde a chegada dos espanhóis na América, passando pela construção do Canal do Panamá e Segunda Guerra Mundial, os Kunas já estão um tanto quanto escolados e sabem bem defender o seu espaço. Um bom exemplo é a histórias de um gringo que construiu uma casa em uma das ilhas paradisíacas, com a ajuda e o conhecimento dos Kunas, até que quando ficou pronta os indígenas tomaram a casa e o expulsaram dali.

Indígenas Kuna, os habitantes das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Indígenas Kuna, os habitantes das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


A sociedade é matriarcal, a mulher é o pulso firme, quem organiza e define os rumos de cada família e sociedade. Cada família possui uma ilha, que as vezes podem ser habitadas por mais até 3 ou 4 famílias. A pesca, o coco, o artesanato e o turismo são as principais atividades econômicas, podendo ser encontrados em algumas ilhas hotéis e áreas de camping. Os hotéis seguem o estilo e a arquitetura Kuna, são simples, feitos de madeira, bambus, redes no lugar de camas, luz e banheiro comunitário.

Moradias Kuna em San Blás, na costa do Panamá

Moradias Kuna em San Blás, na costa do Panamá


O artesanato é vendido de barco em barco pelas mulheres, que só se deixam ser fotografadas por 10 ou 15 dólares ou se você comprar uma de suas peças. Longas pulseiras multicoloridas, feitas de miçangas e mola-molas, coloridos tecidos trabalhados com uma técnica de recorte, sobreposição e bordados maravilhosos. É claro que eu não agüentei e acabei levando um com a representação de um cão com asas kuna.

Índia Kuna, representante da tribo que há séculos habita San Blás, na costa do Panamá

Índia Kuna, representante da tribo que há séculos habita San Blás, na costa do Panamá


As ilhas são um pedaço de areia com dezenas, quiçá centenas, de coqueiros. A maioria das vezes você pode dar a volta a pé em menos de 20 minutos. As suas águas esmeralda, areias brancas são a tradução perfeita do paraíso.

Muito sol e mar esverdeado no nosso segundo dia no arquipélago de San Blás, na costa do Panamá

Muito sol e mar esverdeado no nosso segundo dia no arquipélago de San Blás, na costa do Panamá


Sob as águas quentes do mar do Caribe, encontramos arraias chitas, naufrágios e toda espécie de vida marinha. Algumas ilhas possuem fundo de areia e plantas aquáticas que contribuem para o verde intenso da água.

Barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Outras possuem costas rodeadas por arrecifes com diferentes formações e espécies de peixes. O scuba dive é proibido no arquipélago, mas só com uma máscara e um snorkel a diversão é garantida. No naufrágio encontramos milhares de christmas trees, nudibranchs e até um cardume de lulas, difícil de ser encontrado normalmente.

Banho de mar nas paradisíacas ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Banho de mar nas paradisíacas ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


O veleiro aportou na primeira ilha no nosso terceiro dia pela manhã, aproveitamos o dia nadando e explorando as ilhas e as águas nos arredores. Una barbacoa de pollo na praia deserta e uma noite maravilhosa sob o céu de estrelas. No dia seguinte navegamos para a próxima ilha, onde encontramos os kunas e nadamos para a praia, onde tomamos a nossa primeira Balboa no barzinho da pousada. Nosso último dia nos reservava ainda uma surpresa.

Churrasquinho no fim de tarde em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Churrasquinho no fim de tarde em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


O encontro com a Dana, mineira de Guaxupé, radicada em San Blás. Após alguns anos vivendo na Espanha, Dana e seu marido decidiram comprar um veleiro e hoje operam charters em San Blás. O barco é lindo, super confortável e o cardápio preparada pela chef deve ser de comer ajoelhado! Pena que só descobrimos no último dia... Mas fica a dica para quem quiser conhecer o arquipélago com boas companhias e um serviço especial!

Encontro fortuito com a brasileira Dana, que está morando e trabalhando em San Blás, na costa do Panamá

Encontro fortuito com a brasileira Dana, que está morando e trabalhando em San Blás, na costa do Panamá


Velejamos a ultima noite em direção à Porto Belo, noite tranquila, primeira em que não choveu e que pudemos dormir com janela e ar condicionado natural funcionando a noite inteira. Noite especial para ficarmos com as melhores memórias dessa aventura no paraíso na costa do Panamá.

Uma das ilhas paradisíacas do arquipélago de San Blás, na costa do Panamá

Uma das ilhas paradisíacas do arquipélago de San Blás, na costa do Panamá


Explorando uma das praias paradisíacas de San Blás, na costa do Panamá

Explorando uma das praias paradisíacas de San Blás, na costa do Panamá

Panamá, San Blás, Portobelo, Comarca Kuna, Indígendas, Kunas, Veleiro

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Flechas e Conchas

Argentina, Molinos, Cafayate

Fim de tarde no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Fim de tarde no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


Um cavalo é sempre especial, mas quando queremos andar a América toda em 1000dias precisamos de algo mais rápido. Pegamos a nossa Fiona, com seus 160 cavalos e aceleramos em direção à Cafayate. As quebradas construídas durante milhares de anos pelas geleiras e degelos dos Andes, escondem tesouros naturais incríveis.

Atravessando o Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Atravessando o Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Já no caminho encontramos o famoso Valle de las Flechas, uma formação geológica espetacular! Ali a pressão exercida nos montes fez com que as camadas de rocha ficassem em ângulos diagonais e que fossem esculpidas em formas de flechas pelo tempo e o vento.

Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Monumento Natural de Angastaco, a região possuía um imenso lago, hoje uma grande planície em meio às rochas pontiagudas.

Caminhando no Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Caminhando no Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Fizemos um breve almoço delicioso na cidadezinha de San Carlos logo depois do vale. Um cordeiro delicioso regado à cerveja artesanal “Me echó La Burra” local com 8% de álcool.

Deliciosa cerveja artesanal, de grau 8, em pequena cidade entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Deliciosa cerveja artesanal, de grau 8, em pequena cidade entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Há apenas 40 km de Cafayate, já na Rota 68, encontra-se o Vale das Conchas, onde as paredes areníticas foram esculpidas em diferentes cores e formas. Algumas mais famosas como a Garganta del Diablo, o Anfiteatro, Las Ventanas e El Obelisco podem ser vistas da estrada, com direito à muitas paradas para fotografia. Na Garganta Del Diablo conseguimos escalar e subir até o fundo do estreito cânion com 80m de altura.

Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


No Anfiteatro encontramos uma fenda natural com acústica perfeita, sendo testada ao vivo e à cores por um velho cantor, que se apresentava e vendia seus CDs, inspirado pela lua crescente que acabara de surgir no céu.

Entrando no Anfiteatro, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Entrando no Anfiteatro, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


Depois de tantas quebradas, formações rochosas, cânions, vales e montanhas coloridas, pensamos que não nos surpreenderíamos mais, pois aos poucos vamos nos acostumando. Pois aqui digo tranquilamente, ficamos embasbacados com a capacidade que a natureza do norte argentino tem em continuar surpreendendo!

Explorando a Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Explorando a Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


Além de cenários naturais espetaculares, Cafayate também é muito procurada pelo eno-turismo. A cidade é cercada por parreirais e bodegas que oferecem degustações e boas explicações sobre a produção dos seus vinhos. Vinhos e paisagens para todos os gostos.

Placa da Rota do Vinho na região de Cafayate - Argentina

Placa da Rota do Vinho na região de Cafayate - Argentina

Argentina, Molinos, Cafayate,

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SP sem carro

Brasil, São Paulo, São Paulo

Estamos dando um tempo para a Fiona, primeiro por que ela está cheia de equipamentos que não queremos ter que desembarcar e embarcar, baita trampo. Segundo por que andar de carro em SP é um parto... Trânsito absurdo por tudo! Isso não é novidade para ninguém. Então resolvemos explorar a cidade a pé.

Metrô de Sâo Paulo - Estação da Consolação

Metrô de Sâo Paulo - Estação da Consolação


Saímos aqui do Jardim Paulista em direção ao metrô Trianon-Masp, nossa primeira parada é a Vila Madalena, onde temos uma reunião para uma possível parceria de divulgação. O metrô está impressionante, limpo, bem sinalizado e com diversas campanhas de educação para o trânsito dos usuários. O mais bacana é o trabalho de incentivo ao uso deste meio de transporte aliado à bicicleta. Anúncios que dizem “Aqui sua bicicleta é bem vinda”, dentro do trem e ao lado da estação também encontramos um bicicletário. Nosso plano já era conhecer a nova linha amarela que está em fase de testes das 9h as 15h, mas não conseguimos chegar a tempo, ficou para amanhã.

Bicicletário da Estação de metrô de Vila Madalena

Bicicletário da Estação de metrô de Vila Madalena


Caminhando descobrimos na FIESP a exposição fotográfica de Maureen Bisilliat, irlandesa radicada no Brasil, fotojornalista da antológica Revista Realidade - Ed. Abril. A exposição traz uma retrospectiva da sua carreia com mais de 200 imagens magníficas retiradas de seus livros fotográficos inspirados em obras de grandes escritores brasileiros como Jorge Amado, Euclides da Cunha e Guimarães Rosa. Vale a pena conferir, a exposição vai até 4 de Julho. De carro provavelmente teríamos passado batido.

Vemos que o governo da cidade está trabalhando para tentar melhorar a situação do trânsito, em vários bairros está acontecendo o novo zoneamento de estacionamento “Zona Azul”, o equivalente ao Estar dos curitibanos. Em Moema, por exemplo, diversas ruas já não possuem mais local para estacionar, liberando uma ou até duas pistas para o trânsito fluir melhor.

É uma pena que tenham esperado o trânsito chegar à situação calamitosa que se encontra hoje, para começar este trabalho. Mas já acho estimulante ver diversas iniciativas do governo para resolvê-las. O mais complicado, e por isso o mais urgente, é o trabalho de mudança cultural do paulistano: em vez de carro, metrô ou bicicleta. Bacana não é andar de carro, poluindo e demorando duas horas em qualquer trajeto. Bacana é pegar um metrô e em 10 minutos cruzar a cidade sem nem sequer ouvir uma buzina, sem queimar combustível, poluindo o meio-ambiente. É... São Paulo tentando entrar para o hall de cidades do primeiro mundo.

Brasil, São Paulo, São Paulo, Capital, FIESP, Maureen Bisilliat, Metropole, Paulista

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Rio Celeste

Costa Rica, Tenorio

A famosa Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

A famosa Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


E aí, o que você faria se você viajasse até as montanhas nos confins da Costa Rica para ver um rio azul celeste e justo neste dia tivesse chovido a noite e a manhã toda? Rodrigo, nem preciso dizer, é claro que vai para a trilha crente que o rio ainda está azul. Lutz, o alemão, totalmente indignado e frustrado não pensou duas vezes, acordou cedo, tomou café da manhã, se despediu e foi embora. São seus 3 últimos dias de férias antes de voltar para a neve na Alemanha, ele precisa de sol. Liz e Marcel estão no grupo do Rodrigo, trilha e aventura. Eu levantei da cama certa de que não iria, mas se estivesse bem certa mesmo não teria nem levantado! O tempo estava perfeito para continuar lá! Ao mesmo tempo estava naquela... unhas podres (quase caindo), joelho doendo até para caminhar 100m na praia. Por que me enfiar numa trilha chuvosa para ver um rio barrento? Sim, porque depois de tanta chuva só poderia estar sujo e barrento, certo? Errado!

Caminhando no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Caminhando no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


Não foi o que disse o Alex, guia da região e dono da pousada em que nos hospedamos. O cara de pau ainda afirmou que levou para a trilha semana passada um menininho de 5 anos de idade, que fez a trilha com o pé nas costas debaixo de um temporal! Ahhh não, aí eu me senti desafiada! Depois de provar o Gallo Pinto, café da manhã típico daqui, um mexido de arroz com feijão, acompanhado por ovos mexidos e pães, estava pronta para mais uma caminhada!

Driblando o barro em trilha no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Driblando o barro em trilha no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


Liz, nossa mais nova amiga suíça, logo me ofereceu os seus bastões de caminhada, que ajudariam a poupar meus joelhos. Um anjo (ou anja) que caiu do céu com seus sticks! Fui sem peso algum e preparada para muita chuva e muito barro!

Trilha bem sinalizada no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Trilha bem sinalizada no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


Aceleramos no quilômetro e meio inicial, terreno plano com um pouco de subida, até a primeira bifurcação. Tomamos à esquerda em direção à cachoeira, 150m de descida completamente íngreme e escorregadia pela chuva. O Rodrigo estava com um plano meio mané de quebrar as regras do parque e nadar no lago da cachoeira.

Na incrível Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Na incrível Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


Mané porque além de ser proibido, já que o fluxo do rio é forte, o dia estava chuvoso, frio e lá embaixo já tinham 2 caras do grupo de trabalho que está construindo um deck e escadas para o mirante da cachoeira. Foooown! Ficou sem banho!

Obras para fazer um mirante na Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Obras para fazer um mirante na Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


Mas em compensação tivemos a prova de que Alex estava certo! A água clara e azul do Rio Celeste estava lá, inabalada pelas horas ininterruptas de chuva! Impressionante!

Visitando a maravilhosa Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Visitando a maravilhosa Cascata do Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


Subimos para a trilha principal e seguimos outros 700m até o mirante do vulcão. Pura neblina... Mas tudo bem, podemos viver sem essa. Continuamos, agora descendo, rumo à Laguna Azul e aos Borbollones.

Área de borbulhas e fortes odores no Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Área de borbulhas e fortes odores no Rio Celeste, no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


O cheiro parecido com enxofre, toma conta da trilha, prova que o Vulcão Tenório não está assim tão inativo. É o encontro das águas com o sulfato de cobre que formam a reação química que dá a coloração azul do Rio Celeste! Este fenômeno é visto a olhos nus nos Teñideros, onde os rios se encontram e a partir dali correm coloridos. Fantástico!

O ponto em que, por uma reação química, o rio se torna 'celeste' no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

O ponto em que, por uma reação química, o rio se torna "celeste" no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


Apenas mais 500m de caminhada e nos aproximamos do final da trilha, de onde teremos que retornar pelo mesmo caminho. Um dos momentos mais esperados da trilha e também a prova final da atividade vulcânica da região, as águas termais. Um córregozinho de águas muito quentes encontra o rio principal (gelado!), ali foi feita uma barragem quase natural feita com pedras. Uma paisagem especial, um rio gelado correndo forte ao lado de um poço de águas quentinhas, em meio à floresta úmida e nubosa da Costa Rica. Acho que até o Lutz teria gostado! Rsrs!

Banho em águas termais ao lado do rio gelado no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Banho em águas termais ao lado do rio gelado no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica


O retorno não foi tão rápido quanto eu esperava. Meus joelhos me deram bastante trabalho, mesmo com os bastões, me mostrando que ainda tenho um longo caminho para ficar apta para trilhas mais fortes novamente. Mesmo na chuva, sem dúvida alguma a trilha valeu a pena. Imaginem então, como não seria em um dia de sol!?!

Flôr no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Flôr no Parque Nacional Tenorio, no norte da Costa Rica

Costa Rica, Tenorio, águas termais, Parque Nacional Tenório, Rio Celeste, Trekking

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